30 de abr de 2014

A perseguição desumana e covarde de JB a dois homens indefesos

Ele
Não é justiça. É vendetta.

O que Joaquim Barbosa faz com Genoino e Dirceu não tem nada a ver com o conceito de justiça em si — um ato em que existe ao menos uma parcela de uma coisa chamada isenção, ou neutralidade, para usar uma palavra da moda.

Barbosa é movido por um ódio infinito.

Ele mantém Dirceu confinado na Papuda por raiva. E quer Genoino engaiolado, mesmo com problemas cardíacos, também por raiva.

A precariedade do sistema jurídico brasileiro é tamanha que se dá a um homem poder para fazer o que Barbosa vem fazendo, com uma hipócrita base de fatos que são fabricados para que a perseguição tenha ares legais.

Você escolhe médicos que vão dizer que Genoino está bem, e que não precisa de cuidados especiais. Isto funciona como aqueles repórteres da Veja que são escalados para provar, aspas, teses já definidas antes da primeira entrevista. O objetivo não é descobrir coisas, não é investigar um assunto. É chancelar uma conclusão que vem na frente dos fatos.

E depois que os médicos fazem seu servico abjeto, você exerce sua vingança mesquinha como se fosse um magistrado de verdade.

O caso de Dirceu é igualmente vergonhoso. Uma nota de jornal — um jornal tão famoso pelos erros que conquistou a alcunha de Falha de S.Paulo — vira uma prova contundente contra Dirceu. Numa inversão monstruosa da ideia da justiça, você tem que provar a inocência, e não o contrário.

Num cenário de reiterada desumanidade, destoou o gesto do deputado Jean Wyllys ao se negar a inventar ‘regalias’ para Dirceu. O partido de Wyllys faz oposição ao PT, e era presumível, diante do que se tem visto na cena política do país, que ele denunciasse as condições ‘espetaculares’ de Dirceu na Papuda.

Mas Wyllys optou pela honestidade. Relatou o que viu. Foi fiel ao que testemunhou. Não adulterou o que seus olhos encontraram. Seria um gesto banal, não fosse o ambiente de cinismo, cálculo e desonestidade que domina hoje o debate político nacional numa reprodução do que aconteceu, com trágicas consequências, em 1954 e 1964.

Joaquim Barbosa provavelmente esteja frustrado. O sonho de virar presidente naufragou miseravelmente. Só a mídia queria, além dele próprio e de um punhado de fanáticos de direita.

Ele foi obrigado a despertar para a dura realidade de que os holofotes lhe são dados apenas para dizer o que interessa à mídia. Ele queria falar recentemente do processo que move contra Noblat por alegado racismo. Ninguém na imprensa lhe deu espaço. Tentou trazer este assunto na entrevista que deu a Roberto Davila na Globonews. Davila mudou de assunto com um sorriso.

As declarações de Lula sobre o conteúdo político do Mensalão também não devem ter ajudado no humor de Barbosa. Sua obra magna, aspas, corre um sério risco de se desfazer em impostura.

Joaquim Barbosa é hoje uma fração do que pareceu ser, e amanhã será ainda menor, e o que sobrar provavelmente se cobrirá de ignomínia para a posteridade.

Para Dirceu e Genoino, o problema é que enquanto ele não volta ao nada de que saiu JB se dedica à arte sadica de persegui-los, sem que eles consigam se defender, prostrados que estão pelas circunstâncias, cada qual de seu jeito.

Neste sentido, não é apenas uma vingança, mas uma covardia.

Paulo Nogueira
No DCM
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Entenda o boicote tucano ao leilão de energia. E porque não haverá “apagão”.


Nestes dias em que está difícil escrever de política, o tempo que tenho deve servir para dar ao leitor a informação que ele não terá na mídia ou que terá, mas tão encoberta que se torna difícil compreender.

E num tema que este blogueiro vem estudando atentamente.

Ontem, o comentário de Míriam Leitão na CBN – assim como sua coluna hoje, em O Globo, voltam a bater na tecla de que o Governo Federal deveria decretar um racionamento de energia elétrica, em razão da seca que faz os reservatórios das hidrelétricas ficarem abaixo do ideal.


Nem em um, nem em outro, uma palavra sequer sobre o fato de o abastecimento de água em São Paulo estar numa situação desesperadora.

Esqueça qualquer consideração técnica. O caso é que hoje está sendo realizado um leilão de comercialização de energia elétrica e o objetivo, além de majorar o preço, é evitar que  as geradoras ofereçam eletricidade a um preço viável para as distribuidoras e deixem o mercado de fornecimento a descoberto.

E quebraram a cara no resultado, embora ainda vão tentar sustentar que não se cobriu toda a necessidade de contratação do que é comprado à vista, hoje; 3,2 mil MW, por até 822,83 por MW.

Foram contratados 2,05  mil MW — dois terços do que hoje é comprado à vista — por R$ 268 o MW, ligeiramente abaixo do preço máximo permitido, de R$ 271.

As previsões eram que 50% já seria um sucesso.

E porque isso aconteceu?

Porque não houve piora nas condições de armazenamento hidráulico do Sistema Integrado Nacional, mesmo não tendo havido em março e abril chuvas dentro da média histórica, muito ao contrário.

O armazenamento do Sudeste e Centro-Oeste termina março na casa dos 39%, contra pouco mais de 34% no final de fevereiro. A capacidade armazenada de todo o sistema nacional — que intercambia energia — passou de 38% para 43%.  No Rio Madeira, Santo Antonio voltou a operar algumas turbinas e Jirau colocou mais uma nova unidade em operação e houve o reforço de mais uma um pequena usina, a de Batalha, no Rio Grande, que começou a operar ontem.

Se o esvaziamento dos reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste, o mais crítico, repetir este ano o período seco do ano passado — quando já se utilizou as térmicas como elementos de economia e registrou-se uma redução de 62,4 (29 de abril) para 45% (31 de outubro) — a previsão poderia ser de chegar-se ao período chuvoso com mais de 20% de energia armazenada. Pensando no pior cenário, talvez 15%.

E com a volta das chuvas o cenário teria uma mínima normalização, pois o “período chuvoso” deste ano só teve chuvas, mesmo, no nome. Foi, simplesmente, o pior da história desde que se tem registro.

É isso o que explica o sucesso do leilão.

Óbvio que ninguém vende no atacado por R$ 270 se pode encontrar cliente no varejo da R$ 820.

Mas também não deixa de vender a R$ 270 para guardar e, amanhã, ter de vender a R$ 100.

Exceto, é claro, as estatais do setor de energia nas mão de governos estaduais tucanos, que não venderam energia no leilão, segundo o Valor.

Julgue você se estão sendo usadas politicamente para agravar a crise.

Não creio que a nossa valorosa imprensa se aventure a questionar Aécio sobre a atitude da Cemig ou o tal Beto Richa sobre a da Copel em boicotarem o leilão.

Os tucanos trouxeram a seca para a eleição e vão pagar caro por isso.

Porque ela traz São Paulo para este tema, também. E o quadro é muito mais dramático por lá.

O Cantareira terminará a semana a 10% de sua capacidade.

Há um ano, eram 63% — bem parecido com o volume dos reservatórios das hidroelétricas do Sudeste/Centro Oeste.

Em 31 de outubro, esse nível havia caído para 36,8.

Uma perda, portanto, de 26,2%.

Menos os 10% de reserva atual, tem-se um resultado negativo de -16% do volume útil do sistema, ou 156 bilhões de litros de déficit.

A visão otimista da Sabesp é de retirar até 200 bilhões de litros do “volume morto’.  Cálculo duvidoso, porque são represas de mais de 30 anos, sofridas com o  assoreamento e acúmulo de substâncias nocivas no fundo, sobretudo metais pesados.

Como o amigo e a amiga sabem fazer contas, nota-se que a melhor das hipóteses é “chegar no talo” às chuvas.

Portanto, preparem-se: a pouca chuva, paradoxamente, faz fazer rolar muita água no período eleitoral.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Pronunciamento da Presidenta Dilma Rousseff pelo Dia do Trabalho



A presidenta Dilma Rousseff afirmou, em pronunciamento, nesta quarta-feira (30), que a luta pelo emprego e pelo salário está sendo vencida. Ela ainda revelou ter assinado uma medida provisória que corrige a tabela do Imposto de Renda, como nos últimos anos, garantindo mais dinheiro no bolso do trabalhador. Dilma ainda assinou decreto que atualiza em 10% os valores do Bolsa Família, que é recebido por 36 milhões de brasileiros. A medida assegura que os beneficiários continuem acima da linha da extrema pobreza definida pela ONU.
“Estamos vencendo a luta mais difícil e mais importante: a luta do emprego e do salário. Não tenho dúvida, um país que consegue vencer a luta do emprego e do salário nos dias difíceis que a economia internacional atravessa, esse país é capaz de vencer muitos outros desafios. (…) Nosso governo tem o signo da mudança e, junto com vocês, vamos continuar fazendo todas as mudanças que forem necessárias para melhorar a vida dos brasileiros, especialmente dos mais pobres e da classe média”, disse.
Dilma também destacou que o governo vai continuar com a política de valorização do salário-mínimo, apesar das críticas de que o pagamento tem crescido mais do que devia. Para a presidenta, é um instrumento efetivo para a diminuição da desigualdade e para o resgate da grande dívida social que ainda existe com os trabalhadores mais pobres.
“Nosso governo nunca será o governo do arrocho salarial, nem o governo da mão dura contra o trabalhador. Nosso governo será sempre o governo dos direitos e das conquistas trabalhistas, um governo que dialoga com os sindicatos e com os movimentos sociais e encontra caminhos para melhorar a vida dos que vivem do suor do seu trabalho”, afirmou.
Estabilidade

Dilma afirmou que, mesmo que, em alguns períodos do ano, tenham ocorrido aumentos localizados de preços, motivados, na maioria das vezes, por fatores climáticos, os últimos 11 anos foram o período mais longo de inflação baixa da história brasileira. Ela ainda lembrou que o salário do trabalhador cresceu 70% acima da inflação, com a geração de mais de 20 milhões de novos empregos com carteira assinada, sendo que 4,8 milhões no atual governo.
“E esses aumentos causam incômodo às famílias, mas são temporários e, na maioria das vezes, motivados por fatores climáticos. Posso garantir a vocês que a inflação continuará rigorosamente sob controle, mas não podemos aceitar o uso político da inflação por aqueles que defendem ‘o quanto pior, melhor’”, destacou.
Combate à corrupção

Dilma reafirmou o compromisso do governo no combate incessante e implacável à corrupção e que são órgãos do governo federal que têm revelado novos casos, caso da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União. Segundo ela, mesmo que a exposição dos fatos cause indignação e revolta de todos, isso não inibirá as instituições de apurar e denunciar mais, lutando para os investigados sejam punidos com rigor.
“O que envergonha um país não é apurar, investigar e mostrar. O que pode envergonhar um país é não combater a corrupção, é varrer tudo para baixo do tapete. O Brasil já passou por isso no passado e os brasileiros não aceitam mais a hipocrisia, a covardia ou a conivência”, destacou Dilma.
A presidenta também defendeu a Petrobras, que é um símbolo de luta e afirmação do Brasil, e que nunca vai se confundir com atos de corrupção. Segundo Dilma, tudo que tiver que deve ser apurado vai ser apurado com o máximo rigor.
“Não transigirei, de nenhuma maneira, em combater qualquer tipo de malfeito ou atos de corrupção, sejam eles cometidos por quem quer que seja. Mas igualmente não vou ouvir calada a campanha negativa dos que, para tirar proveito político não hesitam em ferir a imagem dessa empresa que o trabalhador brasileiro construiu com tanta luta, suor e lágrimas”, completou.
Pactos

Dilma lembrou os pactos firmados após as manifestações de junho, que já produziram resultados. Na educação, a lei que permitirá que a maior parte dos royalties e dos recursos do pré-sal sejam aplicados na educação foi aprovada. Na saúde, o programa Mais Médicos viabilizou a chegada, em seis meses, de mais de 14 mil médicos em 3.866 municípios, oferecendo uma cobertura de atenção básica para 49 milhões de brasileiros.

Já o pacto pela mobilidade urbana está investindo R$ 143 bilhões para melhorar o sistema viário e o transporte coletivo público nas cidades brasileiras, com a implantação de metrôs, veículos leve sobre trilhos, monotrilhos, BRTs, corredores de ônibus e trens urbanos. Sobre a reforma política, a presidenta afirmou que fará tudo o que estiver ao alcance para uma mudança na legislação que modifique as práticas, dando condições de construir a sociedade do futuro que todos almejamos.
“Foi assim que encaminhei ao Congresso Nacional uma proposta de consulta popular para que o povo brasileiro possa debater e participar ativamente da reforma política. Sempre estive convencida que sem a participação popular não teremos a reforma política que o Brasil exige. Por isso, além da ajuda do Congresso e do Judiciário, preciso do apoio de cada um de vocês, trabalhador e trabalhadora”, disse.
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O araponga trapalhão encontra a Folha


O Serviço de Inteligência Kroppolone & Ribeiro enviou, ao Conversa Afiada, comentário sobre o vídeo de Dirceu na Papuda, publicado na Folha.

E ao lado da foto da chegada da Comissão da Câmara ao presídio,  pergunta:  onde está Wally?

Clique aqui para ler “Quem filmou Dirceu na Papuda ?”

Em tempo: O Serviço de Inteligência suspeita que o trapalhão usou uma micro câmera instalada num botão ou num crachá.

Ao comentário:

Vá a 1’01” do vídeo. Veja a manga da camisa e o terno do sujeito que filmou Zé Dirceu na cadeia:


Agora, procure Wally nesta foto:


DEPUTADOS INTEGRANTES DA COMITIVA

— Nilmário Miranda (PT-MG) – coordenador da comitiva e vice-presidente da CDHM
— Luiza Erundina (PSB-SP) – integrante da CDHM
— Jean Wyllys (PSol-RJ) – integrante da CDHM
— Arnaldo Jordy (PPS-PA) – suplente da CDHM
— Mara Gabrilli (PSDB-SP) – não integrante da CDHM

Assessoria técnica que acompanhou a comitiva:

— Marina Basso Lacerda, assessora da CDHM
— Letícia Gobbi, assessora da CDHM
— Rafael Henrique Barzotto, assessor da CDHM
— Debora Bithiah de Azevedo, consultora legislativa
— Wilson Silveira, repórter da SECOM/Câmara dos Deputados
— Gabriela Korossy, fotógrafa, que não foi autorizada a entrar no complexo penitenciário
— Gidalva Cardozo, cuidadora da Deputada Mara Gabrilli
— Renato Jaqueta Benine, assessor da Deputada Mara Gabrilli
— Vicente Evaristo Santos Bezerra, secretário parlamentar do Deputado Federal Arnaldo Jordy
— William Pereira Dos Passos, Assistente Técnico da liderança do PPS.

Na véspera da visita, a CDHM comunicou os nomes dos integrantes da comitiva à Vara de Execuções Penais, mas os servidores que acompanharam o deputado Arnaldo Jordy (William e Vicente) não constavam na lista, já que a presença deles não havia sido comunicada à CDHM.

De todos os assessores que acompanharam a visita, apenas WILLIAM PEREIRA DOS PASSOS, do PPS de Roberto Freire — pior que ex-comunista, só… — esteve dentro da cela onde ocorreu a gravação.

William foi visto, ao final da visita, em conversa com o repórter fotográfico da Folha.
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Joaquim Barbosa determina que Genoino volte para Papuda em 24 horas

O presidente do STF, Joaquim Barbosa, decidiu nesta quarta-feira (30) que o ex-presidente do PT José Genoino terá que se apresentar em 24 horas no presídio da Papuda, em Brasília.

A decisão de Barbosa foi baseada em laudo feito por médicos da UnB (Universidade de Brasília), que diz que o ex-parlamentar apresenta um quadro “clínico plenamente estabilizado” e “aparente ótimo estado geral”. Genoino está desde o ano passado em regime domiciliar devido a problemas cardíacos.

De acordo com decisão de Barbosa, Genoino deverá se apresentar no presídio no prazo de 24 horas, sob pena de expedição de mandado de prisão. Segundo o presidente do STF, Genoino deve voltar a cumprir a pena no Centro de Internamento e Reeducação (CIR), pois dois laudos, feitos pela junta médica, concluíram que o “quadro clínico do condenado não apresenta a gravidade alegada”. Na decisão, Barbosa também destacou que o ex-deputado poderá ser acompanhado pelos médicos de sua escolha e terá garantia de atendimento médico, se precisar.

Na defesa apesentada ao Supremo, o advogado do ex-parlamentar, Luiz Fernando Pacheco, defendeu que ele cumpra prisão domiciliar definitiva. De acordo com o advogado, Genoino é portador de cardiopatia grave e não tem condições de cumprir a pena em um presídio, por ser “paciente idoso, vítima de dissecção da aorta”. Segundo Pacheco, o sistema penitenciário não tem condições de oferecer tratamento médico adequado ao ex-parlamentar.
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Dirceu processa Veja


Os advogados do ex-ministro José Dirceu acabam de dar entrada, nesta quarta-feira 30, no fórum João Mendes, em São Paulo, a um pedido ao Tribunal de Justiça de indenização por danos morais contra a revista Veja, publicação do Grupo Abril. Na semana de 19 de março, a revista dedicou o espaço da capa para uma foto 'roubada' de Dirceu dentro da cadeia. “Mesmo um condenado à prisão perpétua tem direito ao respeito como homem”, alega a defesa do ex-deputado, na petição.

O ex-presidente do PT, condenado na AP 470, não autorizou ser fotografado e, antes disso, trata-se de prática ilegal divulgar imagens de presos sem permissão judicial. Na edição, reportagem com todas as fontes mantidas em sigilo insinuava que Dirceu desfrutava de regalias dentro do Complexo da Papuda, onde cumpre em regime fechado a decisão do STF que impôs a ele uma pena em regime semiaberto.

Dirceu quer o direito de responder no mesmo espaço da revista dedicado à matéria 'A vida na cadeia' e mais R$ 100 mil de indenização. A petição, datada do último dia 23 e assinada pelo advogado Fernando K. Lottenberg, aponta que a reportagem tem "intuito difamatório" e "uma série de inverdades com o nítido propósito de ridicularizar" Dirceu, "fazendo o leitor acreditar que, a despeito de estar encarcerado, gozaria de inúmeros privilégios". Texto atingiu a "imagem, honra e nome" do ex-deputado, diz ainda o documento.

Os advogados destacam a opinião de dois colunistas que, em artigos na imprensa, criticaram a qualidade da reportagem de Veja. "Jornalistas de expressão, como Alberto Dines e Ricardo Melo, o primeiro no Observatório da Imprensa e o segundo na Folha de São Paulo chamaram a atenção dos leitores para a péssima qualidade do que foi publicado", aponta a defesa. A liberdade de imprensa não se trata de um direito "incondicionado, fora de qualquer regra", acrescentam os advogados.

Abaixo, os dados da iniciativa jurídica de José Dirceu contra a Veja e a íntegra da petição:

1. TJ-SP
Disponibilização: quarta-feira, 30 de abril de 2014.
Arquivo: 1597 Publicação: 37
Fóruns Centrais Fórum João Mendes Júnior 17ª Vara Cível
Processo 1037556-25.2014.8.26.0100 - Procedimento Ordinário - Indenização por Dano Moral - Jose Dirceu de Oliveira E Silva - Editora Abril S.A. - Vistos. Cite-se, com as formalidades legais. Intime-se. - ADV: LUCIANO MARCEL MANDAJI DE MEDEIROS (OAB 207163/SP)
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Reclama de haitianos no Brasil e ainda diz que somos todos macacos

Fico descrente diante de comentários de colegas jornalistas, espumando preconceito e desinformação, criticando o “peso” dos imigrantes haitianos para a estrutura de atendimento de saúde, educação e assistência social e reclamando do estorvo econômico que seria a chegada desse pessoal.

Como se eles mesmos não fossem frutos de alguém que deixou sua terra natal por desalento ou esperança (quando a migração foi voluntária) ou trazido à força em um porão de navio.

Os haitianos não vêm simplesmente buscando oportunidades (não encontradas no país abalado pelo terremoto de 2010, que matou 300 mil pessoas, pondo abaixo suas já frágeis economia e instituições), mas também atendendo a um chamado por mão de obra – assim como ocorre com os bolivianos. Sim, esse fluxo migratório atende à demanda por força de trabalho no Brasil, em que determinadas ocupações já não são preenchidas apenas por brasileiros, como empregadas domésticas, costureiras, além de operários da construção civil e de frigoríficos.

Sob a perspectiva mal informada de parte população, contudo, vêm “roubar” empregos. Isso quando o preconceito não descamba para o medo de roubo de relógios, jóias, carros e casas.

A verdade é que muita gente, do Acre a São Paulo, passando por Brasília, não sabe de onde vem o incômodo que sente ao constatar centenas de haitianos chegando e andando pelas ruas.

Tenho certeza que, se tivéssemos loiros escandinavos pedindo estada ao contrário de negros, a história seria diferente. Ou seja, para esse pessoal o problema é o racismo mesmo. Com todas as letras. Somado, é claro, à sempre presente discriminação por classe social – negros ricos são menos queridos do que tolerados em uma sociedade preconceituosa como a nossa.

Algumas das pessoas que pensam dessa forma devem estar postando selfies com bananas, dizendo que somos todos macacos – um lema ridículo que faz uma crítica vazia, funcionando muito mais como modinha para oportunistas do que ajudando na conscientização sobre as causas e as consequências do preconceito. Aliás, essa pataquada foi ótima para mostrar o que já sabíamos: no dia a dia, #somostodosridículos.

Por fim, o fato da maioria de nossos antepassados ter sido explorada até o osso quando aqui chegou é mais um motivo para tratarmos com respeito os que, agora, chegam para ajudar nosso crescimento econômico e em busca de seu sustento.

O governo federal, que é o principal responsável por organizar esse processo, demorou para viabilizar e financiar estruturas de acolhida, apoio e intermediação oficial de mão de obra de modo a evitar a superexploração de haitianos que já começa a acontecer. Ou seja, falta que Brasília assuma responsabilidades.

Se o fluxo migratório boliviano ocorre, principalmente, para a capital e o interior do Estado de São Paulo, os haitianos espalham-se pelo país, com especial interesse nos Estados do Sul. Na gestão federal passada, ocorreram ações, como a intermediação de contratos com empreiteiras e que empregaram milhares de haitianos. Por que não desenvolver a política?

Enquanto isso, a sua vulnerabilidade se traduz em números: 21 haitianos foram libertados do trabalho escravo em uma ação de fiscalização do poder público em Cuiabá (MT), em uma obra do “Minha Casa, Minha Vida”, e outros 100 acabaram resgatados da escravidão em uma obra da mineradora Anglo American, em Conceição do Mato Dentro (MG) – ambos os casos no ano passado.

Coordenamos, há anos, uma “força de paz” no Haiti com a justificativa de ajudar a garantir a ordem e a reconstruir o país. O Brasil sempre disse que o Haiti deveria vê-lo como um irmão do Sul. Nada mais justo portanto que, no momento de necessidade, passarem um tempo na casa desse irmão. Ou, se quiserem, estabelecerem-se por aqui.

Ou não te incomoda agirmos como os idiotas agiam há 200, 100, 50 anos atrás?

Leonardo Sakamoto
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Em áreas estratégicas, Haddad bate Serra-Kassab


Números com realizações do primeiro ano da gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo formam base para relance de sua imagem; ele triplicou o número de pontos de instalação de luz na cidade, reduziu em mais de 100 mil lugares a fila para marcação de exames de saúde e investiu R$ 3 bilhões em obras diversas; volume é semelhante ao da soma do que foi aplicado nos primeiros anos das gestões de José Serra, em 2005, e Gilberto Kassab, em 2009; distante das grandes articulações políticas da campanha eleitoral, prefeito está empenhado em ser reconhecido como grande administrador

Após enfrentar um duro primeiro ano de mandato, no qual a sede da Prefeitura foi depredada durante as manifestações de junho e, no segundo semestre, sobraram derrotas no campo jurídico, especialmente em relação ao reajuste do IPTU, o prefeito Fernando Haddad finalmente tem números à mão para mostrar ao que veio.

Num levantamento produzido por assessores, com o sentido de comparar as primeiras realizações da atual gestão com administrações anteriores, o primeiro número destacado é o volume de investimento que os cofres municipais estão despejando na cidade.

Enquanto em 2005, primeiro ano da gestão de José Serra, os investimentos somaram R$ 1,018 bilhão, Haddad performou em 2013, seu ano de estreia no cargo, nada menos que R$ 3,719 bilhões. Esse número é praticamente igual ao da soma dos investimentos iniciais da gestão Serra com o do primeiro ano de Gilberto Kassab no cargo. Em 2009, quando ele deixou ser vice-prefeito para assumir o lugar de Serra, que fora eleito governador no ano anterior, a cidade investiu R$ 2,705 bilhões.

Nas contas da Prefeitura, o primeiro ano de Haddad no governo municipal criou 434 novos leitos em hospitais municipais, bem perto da totalidade dos leitos inaugurados nos oito anos anteriores, segundo a mesma fonte. As gestões de Serra e Kassab teriam chegado a 610 leitos, marca que Haddad deve deixar para trás já este ano, a seguir no mesmo ritmo.

Num ponto que o prefeito tem tocado com insistência — a longa fila para consultas e exames na rede de saúde municipal —, ele pode exibir uma redução significativa. Aumentando constantemente, à razão de mais de 20 por cento ao ano, até chegar a 810 mil pessoas em dezembro de 2012, de acordo com a assessoria de Haddad, a fila passou a ser atendida com maior velocidade. Em dezembro de 2013, ainda estava grande, mas com um total de 668 mil pessoas — ou 142 mil a menos que no mesmo período do ano anterior. O número 156, para a marcação de consultas, recebeu 5 milhões de ligações no ano passado.

A decisão de implementar faixas exclusivas para o transporte coletivo gerou polêmica, mas, na prática, foi levada adiante. Até 2012, a cidade exibia 80 quilômetros de faixas exclusivas, mas em 2013 ganhou mais 300 quilômetros.

Promessa de campanha, a renovação e implantação da iluminação pública também está em curso — e novamente a comparação feita pelos técnicos municipais favorece, de longe, a atual administração. Contra 6 mil novos pontos de iluminação colocados na gestão anterior, 18 mil, ou três vezes mais que o total dos quatro anos anterior, foram inaugurados em 2013.

No Programa Bolsa Família, os cadastramentos até 2012 chegaram a 228.121 na cidade de São Paulo, mas apenas no ano passado eles atingiram 127 mil. Sobre mais esse quesito Haddad pode mostrar uma boa performance. Ciente de que perdeu pontos junto ao eleitorado, o prefeito está somando suas realizações para acelerar o resgate de sua imagem como bom gestor.
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Preconceito no esporte: pesos e medidas


Em 2012, na Turquia, o jogador Emre insultou Didier Zokora. A punição de Emre deveria ser de 4 a 8 jogos, mas a federação o puniu por apenas 3 jogos. A pena risível da federação deve ter irritado muito os atletas do Trabzonspor que no jogo seguinte contra o Fenerbahce, foram à forra! O jogador Emre tomou várias bordoadas desleais (ou não) de seus adversários, a mais forte delas, do próprio Zokora.


[Enquanto isso, lá do “trono do futebol”, o rei Pelé fica calado, mineiramente quietinho...].
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Ministro do TSE anula decisão do TRE-RJ que condenava Garotinho e Rosinha

O ministro Dias Toffoli, que a partir de maio presidirá o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), anulou na noite desta terça-feira (29) uma condenação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE) sobre o casal Garotinho por causa de uma entrevista de rádio feita em 2008. Na época, o ex-governador e deputado federal, Anthony Garotinho (PR-RJ), entrevistou a esposa Rosinha Garotinho, em seu programa de rádio, quando ela anunciou a intenção de disputar as eleições para a Prefeitura de Campos dos Goytacazes (RJ).

Para a defesa de Garotinho, a entrevista — ocorrida no dia 14 de junho de 2008, período pré-eleitoral — não teve gravidade ou potencialidade para desequilibrar as eleições daquele ano e nem justifica a gravíssima sanção aplicada pelo TRE fluminense.

Garotinho: "Sempre disse que era vítima de covardia"

Garotinho comemorou a decisão do ministro Toffoli em seu blog. "Sempre afirmei que era uma covardia a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE) de condenar a mim e a Rosinha por uma simples entrevista de rádio feita em 2008. Tudo sempre foi uma perseguição. O ministro Dias Toffoli terminou de vez com qualquer dúvida sobre quem estava com a verdade neste caso", disse o ex-governador.

Garotinho aproveitou para criticar o ex-presidente do TRE que, segundo ele, sempre o perseguiu. "Inúmeras vezes, rebatendo reportagens maldosas publicadas em veículos de comunicação que queriam me prejudicar, afirmei que a condenação imposta pelo TRE-RJ, comandado à época por Luiz Zveiter, era um absurdo pois proibia um radialista de exercer sua atividade profissional".

Pré-candidato ao governo do Rio pelo PR, Anthony Garotinho também desabafou contra parte da imprensa.

"Fomos perseguidos, tentaram nos humilhar em rede nacional, setores da mídia nos caçaram e sofremos juntos eu e Rosinha. E agora a legalidade foi restabelecida. Fomos abençoados por Deus com uma decisão justa que acaba com qualquer dúvida. Foi uma vitória da lei contra a injustiça; uma vitória que certamente mostrará a muitas pessoas que outras injustiças ainda precisam ser corrigidas e serão".
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Nota de Joaquim Barbosa revela que ele não sabe de nada

Irritado com as declarações do ex-presidente Lula à Rádio e Televisão Portuguesa (RTP), contrárias à condução do processo do mensalão, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, soltou uma nota em defesa do processo e externando sua visão sobre o STF.

Nela, afirma que Lula tem “dificuldade em compreender o extraordinário papel reservado a um Judiciário independente em uma democracia verdadeiramente digna desse nome” e arremata dizendo que o STF é um "pilar essencial da democracia brasileira".

Barbosa avalia que a declaração de Lula "é um fato grave que merece o mais veemente repúdio", e que emite um sinal ruim ao "cidadão comum".

"Cidadão comum", como sabemos, é uma daquelas expressões orwellianas, usadas por quem acha que todos são iguais, mas alguns são mais iguais que outros. Há cidadãos e "cidadãos comuns".

Na condição de "cidadão comum", creio que o fato mais grave e que merece repúdio é alguém que se diz parte de um "pilar da democracia" não admitir o direito de quem quer que seja de criticar o STF, assim como podemos hoje criticar qualquer governo e o Congresso. São todos órgãos do Estado, fundados e mantidos pelo cidadão.

O grave é uma autoridade do Estado se utilizar de seu cargo para conclamar, em uma nota assinada enquanto presidente do Supremo Tribunal Federal, o repúdio a pessoas e a opiniões.

Se alguém tem dificuldade para compreender alguma coisa em matéria de democracia, de uma forma que seja "verdadeiramente digna desse nome", esse alguém é o próprio Joaquim Barbosa.

Qualquer aula de introdução à Ciência Política e qualquer cursinho sobre instituições políticas brasileiras mostram que o pilar da democracia é o princípio da soberania popular.

Nossa Suprema Corte não é constituída por esse princípio. Não é sócia fundadora da democracia. É fundada por ela. É ramo, e não raiz.

Barbosa poderia ter dito, por óbvio que seja, que o Judiciário é um pilar da Justiça, da liberdade, dos direitos humanos, inclusive contra os riscos dos governos da maioria.

Barbosa poderia e até deveria ter dito que esse não é um órgão democrático e representativo, pois não é eleito, mas que não deve se envergonhar disso. Trata-se de um órgão meritocrático, e até isso pode ser posto em dúvida. Até que ponto os ministros que vão para o Supremo são, de fato, os melhores? Há controvérsias saudáveis a respeito.

A confusão de Barbosa explica, em grande medida, sua dificuldade de distinguir entre a missão do Judiciário e o serviço do justiceiro.

Tal confusão demonstra de onde vem sua obsessão por invadir o espaço reservado aos demais Poderes. Em seu cálculo, o risco institucional vale menos que uma manchete. Daí o gosto pelos saltos triplos carpados hermenêuticos, como disse um ex-ministro daquele mesmo STF, que também gostava de praticar ginástica institucional.

O raciocínio rasteiro que subjaz à sua baboseira retórica revelou-se, não faz muito tempo, na indecisão de Barbosa quanto a sair ou não candidato. Embora já não possa se candidatar em 2014, até hoje ele continua falando e agindo como candidato, e não como presidente de um Poder da República.

Sua "lição" de estadista contra Lula mostra o quanto Barbosa se desentende com o que é ser um estadista. Nem mesmo seu cargo de presidente do Supremo; nem sua assessoria; nem sua toga esvoaçante foram capazes de encobrir seu despreparo na hora de redigir uma nota em que deva expressar uma correta definição sobre o que é e para que serve o STF.

O Supremo é um um órgão essencial, mas hoje tristemente comandado com mão de ferro — e como se isso fosse uma virtude, e não um veneno — por quem não tem qualquer traço de estadista, muito menos de democrata.

Antonio Lassance
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Jornalixo investigativo ou invasivo? Folha ajudada por deputada tucana filma Dirceu na prisão




Agora responda;

Como a Folha, bem como a Veja já o fez, conseguem imagens de Dirceu de dentro do presídio da Papuda?

Para termos estas respostas, basta nos perguntarmos a quem interessa continuar destruindo a imagem do líder petista e com qual finalidade...

Ai é jogar abelha no mel...

Ou tucano na merda... O que daria o mesmo sentido!

Percebe-se que José Dirceu nem sabia que estava sendo filmado. Como se vê pela qualidade da gravação com gente passando na frente, e por vezes a imagem fica escura, típica de quem está escondendo o celular em uma bolsa.

A suspeita é que tenha sido filmado pela deputada Mara Gabrilli do PSDB que não pode entrar na cela por ser cadeirante, e as imagens parecem ter sido feitas de baixo pra cima o que faz sentido.

Outro ponto forte que reforça ainda mais as suspeitas, é que a deputada tucana deu declarações dizendo que Dirceu tem regalias e foi contestada por Jean Wyllys do PSOL, que disse que ela não poderia dizer isso, pois ficou fora da cela por ser cadeirante. Ele afirma que a cadeira dela não passou.

A deputada Mara Gabrilli afirmou: "Existe sim um tratamento diferenciado", contrariando o que viram os parlamentares.

Mara Gabrilli faltou com a verdade e quem é capaz disso também é capaz de ter filmado José Dirceu para fornecer as imagens para a Folha. Que seja feita uma perícia da filmagem, portanto.

O fato de ser uma pessoa com deficiência física tão grave não a torna merecedora de ser tratada de forma diferenciada dos outros parlamentares. Que responda pelas suas atitudes, pois a pior das deficiências é a do caráter.

ScreenHunter_3673 Apr. 29 22.36

Como pode-se ver no artigo;




No Xeque-Mate
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Orgulho hétero


Caro Gregório-mais-velho,

quem te escreve desse endereço do zipmail é o Gregório de 13 anos de idade.

Quero muito ser você quando eu crescer, rsrsrs. Falando serião: não queria que você se transformasse numa pessoa careta. Existe uma patrulha do politicamente correto que não para de crescer. Como eu quero que você seja comediante, eu acho que você tem que lutar contra essa hipocrisia do politicamente correto. Queria que você botasse o dedo na ferida e falasse umas verdades que ninguém tem coragem de dizer. Por exemplo, estou escrevendo um texto bom. Diz assim: todo o mundo pertence a uma minoria. A pessoa ou é negra ou parda ou deficiente ou gay ou mulher ou tudo junto (se for tudo junto é o Michael Jackson, hahaha). Eu, que sou homem, branco, heterossexual, ateu, acabo fazendo parte de uma minoria ínfima. Por que é que não fazemos o dia nacional da consciência branca, hahaha? Ou a passeata do orgulho hétero, kkkkk? Por que toda feminista é feia, rsrsrs? Bom, você já tem material para um stand-up.

Caro Gregório-mais-novo,

eu virei aquilo que você mais odeia. Você ainda não sabe disso, mas você é reacionário. Só que você tem a sorte de conviver com pessoas progressistas. Isso é uma sorte. Mas é, também, uma falta de sorte (nisso a gente se parece: eu também não falo a palavra azar. Merda). Você confunde o mundo com as pessoas ao seu redor: artistas, feministas, humanistas, ativistas.

Você acha que ser contra essas pessoas é ser contra a corrente. Más notícias (você talvez não ache que são boas). O mundo, assim como você, é machista, racista e homofóbico. Não cabe aqui inserir números e gráficos que provam isso. E eu não quero encher sua caixa do zipmail, que lota tão rapidinho.

Mas é bom explicar uma coisa: minoria é um conceito político, e não demográfico. O Senado tem 81 senadores dos quais apenas um se declara negro ou pardo. Nenhum deles se declara gay. Gays são espancados todo dia por serem gays. Você acha que inventou o "Orgulho branco", mas esse era o slogan da Ku Klux Klan. Suas piadas são mais velhas que o mundo. Ouve o Millôr, de quem você gosta tanto: "Uma coisa é ser o rei dos palhaços, outra é ser o palhaço dos reis". Quanto às mulheres: você não vai pegar ninguém sendo machista. Você reclama que as mulheres não gostam de você, mas você parece que não gosta delas. Lê um pouco sobre feminismo antes de odiar o feminismo. Ah, e pare de usar onomatopeias de risada.

Gregório Duvivier
No fAlha
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