10 de abr de 2014

Expresidente chileno Eduardo Frei fue envenenado

Un soldado del Comando Conjunto conocido como
"el Papudo" confirmó la investigación sobre la muerte
de Frei
El expresidente Eduardo Frei Montalva, era opositor a la dictadura de Augusto Pinochet, razón por la que según un represor del antiguo Comando Conjunto, fue envenenado con pequeñas vendas impregnadas de agentes químicos en el año 1982.

El expresidente chileno Eduardo Frei Montalva, fue envenenado cuando estuvo en la clínica de Santiago por una intervención quirúrgica, lo que le produjo una infección bacteriana que causó su muerte, confirmó Andrés Valenzuela, un represor de la dictadura de Augusto Pinochet.

"Estando yo en la embajada de Chile en Perú, un colega de nombre Alex Carrasco me comentó que su esposa habría escuchado en la clínica en que trabajaba, no recuerdo cuál, que a don Eduardo Frei lo habían envenenado y que le habrían aplicado compresas infectadas en la herida dejada por la operación que le practicaron", dijo Valenzuela conocido como “el Papudo” a un diario local.

Frei Montalva murió el el 22 de enero de 1982 y fue un férreo opositor a la dictadura de Pinochet. La investigación sobre su muerte determinó que fue envenenado con talio y mostaza sulfúrica en pequeñas cantidades, pero no se conocía como les fueron suministrados estos químicos, ni el autor o autores materiales del asesinato.

Valenzuela vive desde hace 30 años en Francia, donde se radicó luego de desertar de la Fuerza Aérea y del Comando Conjunto en 1984 tras revelar información de secuestros, torturas y detalles de la desaparición víctimas de la represión durante la dictadura.

El Comando Conjunto fue un ente creado por Pinochet durante su mandato, responsable del mayor número de desaparecidos entre 1973-1990.

No teleSUR
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Repórter da Globo resolve ser sincera: “a ordem é ouvir só o Paulinho da Força”

Jornalista da Globo se esconde
em agência bancária...
A informação apareceu primeiro no facebook de Marize Muniz, assessora de imprensa da CUT. Ela contou o que aconteceu nesta quarta-feira (9/abril) quando uma repórter da Globo, destacada para cobrir a manifestação das centrais sindicais no centro de São Paulo, teve um infeliz ataque de sinceridade. Vejam:

(por Marize Muniz, via facebook)

“Deu dó. Sempre tenho pena de pessoas inocentes.

Foquinha da TV Globo gravou sonora com os caras da Força Sindical (do Aécio Neves), na Praça da Sé, durante manifestação de seis centrais sindicais.

Aí, um militante cutista foi lá e perguntou: e a CUT, você não vai ouvir ninguém da maior central da America Latina?

A pobrezinha respondeu: Tenho ordens da redação para só ouvir os caras da Força.

Foi um quiprocó danado e a bichinha teve de ir embora do local.” 

* * *

Paulinho da Força: a ordem da
chefia era falar só com ele
Resolvi checar a informação com outros manifestantes. E aí vieram mais detalhes. A jovem repórter da Globo — movida por ingenuidade, como sugere Marize (ou, quem sabe, por arrogância) — teria dito, com todas as letras, que estava ali só para entrevistar o “Paulinho da Força”. Essa teria sido a instrução recebida, ao sair da Redação.

Como se sabe, Paulinho é o presidente de central sindical mais crítica ao governo Dilma. Rompeu com o governo, e declarou que vai apoiar Aécio (PSDB) a presidente.

Não há problema nenhum em entrevistar o Paulinho. Afinal ele é o presidente legítimo de uma central sindical importante. O problema é a repórter de uma TV que é concessão pública revelar que tinha instruções claras para entrevistar apenas Paulinho da Força.

Um militante da CUT teria insistido, apresentando: “olha, essa aqui é nossa vice-presidenta, a Carmen, você não quer ouvir a CUT?”

A jovem repórter teria respondido: “não, a orientação é ouvir só o Paulinho da Força”.  A jornalista foi então vaiada e hostilizada pelos manifestantes — que passaram a gritar o tradicional “o povo não é bobo, fora a Rede Globo”.

“Ela não fez a entrevista. Ficou com medo e correu para uma agencia do Bradesco do outro lado da rua”, contou-me um manifestante com quem conversei há pouco.

Os manifestantes registraram a cena da jornalista escondida na agência — como mostram as fotos que o Escrevinhador publica com exclusividade.

Poucos minutos depois, Paulinho chegou e foi dar a entrevista, dentro da agência bancária. Manifestantes ligados à CUT seguiram vaiando e fotografando. Um segurança (da Globo? da Força Sindical?) teria se aproximado de uma manifestante que fazia as fotos, e tentado tomar o celular das mãos dela. Não conseguiu. Aparentemente, a jornalista também não conseguiu gravar com Paulinho da Força…

O caso revela algumas coisas:

— a Globo (sob comando de Ali Kamel – aquele que adora processar blogueiros) segue pretendendo controlar a realidade; se é inevitável cobrir a manifestação, que se dê voz só aos amigos da casa e aos inimigos do governo petista;

— os jornalistas da Globo já foram mais espertos; por que a jovem repórter teve aquele ataque de sinceridade? Podia ter feito a entrevista com a dirigente da CUT, e a Redação depois se encarregaria de cortar…

Mas jornalistas criados no ar-condicionado, sem vivência de rua, talvez acreditem que ao carregar o microfone da Globo podem qualquer coisa; vão-se distanciando do mundo real, e acabam surpreendidos quando enfrentam uma situação dessa.

A Marize (que foi chefe da pauta da Globo, tem experiência de sobra) ficou com pena da moça. Eu também fiquei.

Por outro lado, fiquei feliz porque agora uma história dessa não passa em branco. A Globo mente sem parar no JN, JG etc. Mas, pelo menos nesse caso, as fotos e o relato completo estão na internet. A mídia velhaca já não fala sozinha… 

Em tempo: o ato das centrais foi um sucesso em São Paulo; reuniu 10 mil pessoas segundo a PM, ou 40 mil segundo os manifestantes.

Entre as reivindicações, estão: redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais sem redução de salário, manutenção da política de valorização do salário mínimo, fim do fator previdenciário, redução da taxa básica de juros e correção e progressividade da tabela do Imposto de Renda.

Rodrigo Vianna
No Escrevinhador
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Os “jornalões” e os “blogs sujos” com Lula


Os grandes jornais, hoje, espumaram de ódio com a entrevista de Lula aos blogs.

A Folha registra e consegue conter o despeito, mas o Estadão, em seu editorial, o  transborda.

Diz que Lula falou-nos “para ter de antemão a garantia de não ser surpreendido por perguntas incômodas, muito menos ter contestadas as suas respostas”.

E o Zero Hora foi além: “o ex-presidente sentou-se à mesa com pessoas que não têm como oferecer a neutralidade reclamada. Seus ouvintes eram responsáveis por blogs assumidamente governistas, muitos dos quais sustentados por verbas oficiais.”

De fato, Lula não nos convidou a uma entrevista por sermos neutros.

Não somos, temos lado e deixamos isso claro.

Mas não ocultamos nossa posição sob uma falsa capa de neutralidade.

Os blogs ditos “sujos” jogam limpo.

Lula falou aos blogueiros porque queria falar, não ser “interpretado”.

Porque queria falar meia hora sobre duas simples perguntas – como fez com a minhas, que tinham um claro sinal político – e não ser confinado a duas frases sobre cada tema.

Depois, receber publicidade de acordo com sua audiência, na chamada “mídia técnica”, é um pecado?

Tenho total liberdade para falar isso, porque não recebo um ceitil de propaganda estatal – não sei porque, aliás – ao contrário destes jornais que haviam faturado alguns milhões, veiculando no mesmo dia, uma anúncio de página inteira da Petrobras, enquanto dedicavam-se a desancá-la.

Mas, afinal, se a entrevista a blogueiros “amestrados” não produziu notícia, porque os grandes jornais, durante toda a terça-feira, deram em seus sites manchetes para o que Lula havia dito?

E se Lula queria, com sua entrevista, produzir apenas manchetes, porque não a deu a um grande jornal ou à Globo?

Nenhum deles recusaria, é certo.

Aventuro-me a responder.

Porque Lula queria ser ele mesmo, queria dizer o que pensava e o que sentia, algo impensável quando se fala aos repórteres de jornais de hoje, salvo as honrosas exceções de profissionais que ele não poderia escolher, numa entrevista “convencional”.

O jornalista, hoje, tem a “obrigação” de ser oposição, porque a imprensa, como um (quase) todo, é oposição.

Não foi preciso provocar para que ele falasse sobre o “volta, Lula” não ser sua estratégia – embora mesmo assim os jornais teimem que seja.

Não foi preciso provocar para que ele falasse que André Vargas não podia fazer com que o PT ou o governo pagassem por seus confortos aéreos.

Não foi preciso provocar para que falasse da Petrobras.

E ele falou desabridamente, sem outros limites que não fossem o que ele previamente anunciou: o de que não daria, como ex-presidente, palpites sobre os atos concretos de quem o sucedeu.

O que, aliás, disse ter aprendido com Bill Clinton evitando menções diretas a George Bush.

A entrevista dos blogueiros minúsculos saiu graúda em termo de notícias, tanto que os jornais a reproduziram.

Porque  numa entrevista, quem tem de brilhar é o entrevistado, não o entrevistador.

Nossa imprensa e seus medalhões não pensam assim.

Não fomos à entrevista para brilhar, mas para que Lula emitisse seu próprio pensamento.

E, infelizmente, a imprensa brasileira não parece querer mais que as pessoas digam o que querem dizer.

Mas, apenas, o que ela quer que seja dito.

Talvez, só talvez, seja essa a razão da ira dos editoriais.

Fernando Brito
No Tijolaço
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O estranho caso dos ‘robozinhos’ que atacaram o Twitter de Eduardo Campos


A candidatura de Eduardo Campos decolou, mas foi no Twitter e não valeu pontos. Quatro vídeos postados receberam mais de 5 mil retuítes. O problema é que os autores do endosso eram os chamados “robozinhos”.

De acordo com o site Muda Mais, ligado ao PT, foi uma manobra amadora de marqueteiros do PSB: “Neste caso foi utilizada uma fazenda de robôs, mas não era na zona rural brasileira, era no exterior. Todos possuem nomes estrangeiros e apenas o nome editável foi alterado para língua portuguesa”.

Segue: “Os 5001 robôs retuítam exatamente as mesmas coisas e usam quase sempre as mesmas fotos nos perfis e ditados populares nas bios. Em uma busca rápida no Google, é possível ver que eles simplesmente não existem, nem nas cidades a que referem-se, nem no mundo. (…) O que impressiona nesta ação é que destes 5 mil robôs, 1.958 são os mesmos que atacaram a Copa do Mundo e o ex-presidente Lula, no dia 3 de abril, divulgando post do site Portuguese Independent News.”

A acusação gerou uma resposta da equipe de Campos, afirmando que sua conta oficial sofreu, na verdade, um ataque. “Condenamos veementemente práticas como essas e o uso político de perfis fakes. As redes sociais, hoje, são um dos maiores palcos de debate sobre o Brasil e sobre o futuro do país. Nós defendemos uma campanha limpa, tanto nas ruas como na internet. Quanto mais o debate sobre o novo Brasil se anuncia, mais os membros da velha política se assustam e tentam impedi-lo, também na internet. Mas este debate é inevitável.”

Qualquer um pode comprar seguidores. No site Suba.me, um dos mais conhecidos no mercado, o preço varia entre 1600 reais (10 mil fãs) e 16 mil (100 mil fãs).

O Suba.me conta quem já os contratou: “Entre diversos clientes, podemos destacar as seguintes categorias de perfis: políticos, bandas de todos os gêneros, comediantes, lojas online, jogadores de futebol, atores, cantores evangélicos, pastores etc”.

É uma furada. Na verdade, a repercussão é vazia, é fácil detectar a fraude e não tem mais bobo no futebol.

O que não faz sentido é o seguinte: se é coisa dos inimigos de Campos, por que os robôs estavam tentando dar mais repercussão ao candidato, e não o contrário?

Em março, a Justiça mandou tirar do ar páginas do Facebook em apoio a sua candidatura. Num comunicado oficial, Eduardo Campos afirmou que “perfis falsos não tornarão este debate mais rico. Afinal, não estamos pensando em eleições; estamos pensando no Brasil.”

Publicitários ligados a Aécio já reclamaram que hackers são responsáveis pelo fato de pesquisas no Google relacionarem o nome do senador a “desvio” e “drogas”. No ano passado, foi revelado um esquema de espionagem ligado ao governador de Goiás Marconi Perillo. Hackers teriam grampeado telefones, invadido emails de adversários e criado seguidores falsos no Twitter para inflar o número e incomodar os críticos.

Se for comprovado que houve esse tipo de expediente, é crime previsto na legislação eleitoral. Mas vai ficar por isso mesmo. Essa é uma prática amplamente disseminada, não houve um único caso de indiciamento — e pode ser um tiro no pé. É mais fácil falar no Brasil novo, na velha política e blablablá.

Kiko Nogueira
No DCM
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5 mil robôs impulsionam candidato da oposição no Twitter

Como ter mais de 5 mil retuites instantaneamente? Pergunte aos marqueteiros digitais de Eduardo Campos.

Nesta quarta-feira (9) um exército de robôs impulsionou os tweets do pré-candidato do PSB na rede.

A pré-campanha do pessebista publicou 4 vídeos no YouTube e os divulgou pelo Twitter oficial @eduardocampos40. Cada um dos vídeos recebeu 5 mil retuítes vindos de 5 mil robôs. Veja imagem abaixo e confira aqui o tweet original.


Geralmente, perfis com baixa penetração nas redes sociais utilizam robôs para aumentar sua influência e impacto nas redes, causando assim uma espécie de "ótima sensação de presença" para o candidato.

O que impressiona nesta ação é que destes 5 mil robôs, 1.958 são os mesmos que atacaram a Copa do Mundo e o ex-presidente Lula, no dia 3 de abril, divulgando post do site Portuguese Independent News.


Trata-se de uma estratégia de robôs extremamente amadora. Neste caso foi utilizada uma fazenda de robôs, mas não era na zona rural brasileira, era no exterior.  Todos possuem nomes estrangeiros e apenas o nome editável foi alterado para língua portuguesa.

Os 5.001 robôs retuítam exatamente as mesmas coisas e usam quase sempre as mesmas fotos nos perfis e ditados populares nas bios. Na descrição do perfil, os robôs dizem ser de diferentes municípios brasileiros. Em uma busca rápida no Google, é possível ver que eles simplesmente não existem, nem nas cidades a que referem-se, nem no mundo.

Além do tweet acima, os tweets que foram impulsionados por robôs foram estes:




Clique aqui e veja lista completa dos 5 mil robôs que atacaram a Copa/Lula e divulgaram os vídeos de Eduardo Campos.  

Uai, gente, tem robozim mineiro tamém?

O Site Mineiro Brasileiro, que faz campanha antecipada se diz uma iniciativa de “brasileiros que apostam em Aécio Neves”, foi lançado no último dia 3 junto com um pacote de robôs (perfis de twitter que não seguem ninguém na rede social e tampouco têm seguidores). Vale lembrar que robôs andam em alta por esses dias também para os lados de Pernambuco.

Mas, voltando aos mineiros. Esses robôs são diferenciados: escrevem pobresa, assim mesmo, com s.

Além disso, sua nomeação também segue um padrão simplório: um nome acompanhado de dois dígitos. É o caso de RyanAmaral26, Letmo27, LuisCLima47, TomasCosta87 e GregorioAvila96. A terceira geração de robôs alterou ligeiramente a fórmula: nome + três dígitos: LeonardoAl35 e ViniciusLima678. Percebe-se também o abuso do sobrenome Lima.

As fotos que ilustram os robôs também primam pela obviedade: a foto de “Sabrina Teles”, por exemplo, já ilustrou ao menos três publicidades de uma clínica odontológica.

Ficou curioso? Dá uma olhadinha na lista. 
Superação da pobresa e construção de novas oportunidades, Aécio Neves http://t.co/eHoG7UeN02
Luís C. Lima @LuisCLima47
Superação da pobresa e construção de novas oportunidades, Aécio Neves  http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias&id=2&id2=5 …
Patrício Augusto @PatricioAugust
Superação da pobresa e construção de novas oportunidades, Aécio Neves  http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias&id=2&id2=5 …
 Tomás Costa @TomasCosta87
Superação da pobresa e construção de novas oportunidades, Aécio Neves  http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias&id=2&id2=5 …
 Oswaldo Souza @OswaldoSouza4
Superação da pobresa e construção de novas oportunidades, Aécio Neves  http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias&id=2&id2=5 …
 Roberto Silvério @RobertoSilv3rio
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Angelica Tanaka @Tanaka_angel
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Estevan Soares @EstevanCrSoares
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Erick Costa @ErickCunhaCosta
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Sabrina Teles @SabrTeles
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Vinícius Lima @ViniciusLima678
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Telma Sabbag @TelmaSabbag
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Gregório Ávila @GregorioAvila96
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Rodrigo Cunha @RodrigoCunhaRS
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Daniel Lima @DanielVinLima
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Tatiane Pereira @tatipererere
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Gabriel Costa @GabrielSebCosta
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Clóvis Roberto @ClovisRoberto21
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias 
 Alexandre Caipó @AlexandreCaipo
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 Fábio Ribeiro @FabioMoRibeiro
Página lança Ideias para o Brasil "Somos brasileiros que apostamos em Aécio Neves" http://www.mineirobrasileiroaecio.com.br/?pagina=ideias

No Muda Mais
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Reportagem da Veja é antijornalismo, diz advogado de Dirceu


“A matéria publicada na revista ‘Veja’, na verdade, é a demonstração cabal do antijornalismo.”

A declaração cima é do advogado José Luis Oliveira Lima, defensor do ex-ministro José Dirceu. Ele comentou a reportagem da revista publicada neste fim de semana sobre inexistentes regalias que Dirceu estaria recebendo na prisão.

“Nesta semana acompanhei o depoimento que o meu cliente prestou perante o doutor Bruno, no juízo da Vara de Execuções Penais de Brasília. Naquela oportunidade, José Dirceu negou categoricamente que tenha qualquer regalia no sistema penitenciário. O doutor Bruno, quando inquiriu meu cliente, jamais apontou qualquer fato concreto que tivesse alguma relação com a matéria hoje publicada. Matéria essa que não aponta um fato concreto contra o meu cliente, mas tão somente ilações, interpretações feitas na véspera do Judiciário apreciar o pedido de trabalho externo do meu cliente”, afirma o advogado.

Ele ainda lembra que o juiz da Vara de Execuções Penais faz vistorias regulares na Papuda e nunca registrou a existência das supostas regalias apontadas pela revista. “O doutor Bruno visita regularmente o presídio onde o meu cliente encontra-se cumprindo pena. Se verificasse qualquer irregularidade, teria feito os apontamentos legais e devidos.”

Malabarismo verbal

Ainda a respeito dessa reportagem da Veja, recomendamos a todos a leitura do artigo de Ricardo Melo hoje na Folha de S.Paulo, com o título O linchamento de José Dirceu. “O sigilo de fontes é salvaguarda crucial para o trabalho dos jornalistas e geralmente é usado como ponto de partida de uma investigação. Deve ser defendido incondicionalmente. Isso não isenta o autor de medir a gravidade do que escreve. O malabarismo verbal costuma ser uma defesa antecipada de quem faz denúncias impactantes sem ter como prová-las. Exemplo: ‘Uma conversa entreouvida por um servidor’ serve de base para acusar um preso de arriscar a própria vida para ter acesso a benefícios aos quais, por sua vez, já teria direito”, afirma o jornalista.

“Tão espantoso quanto tudo isso é o fato de, em nenhum momento, a reportagem lembrar ao distinto público que José Dirceu está preso ilegalmente. Mérito do julgamento à parte, queira-se ou não, concorde-se ou não, o ex-ministro foi condenado ao regime semiaberto. Pois bem: desde que a sentença foi promulgada, Dirceu vive em regime fechado ao arrepio da lei”, acrescenta.

Também merece ser lida a coluna do jornalista Paulo Moreira Leite sobre o assunto, “A fábrica de ‘supostas irregularidades noticiadas”. Ele vai direto ao ponto: “A reportagem da VEJA sobre a vida de José Dirceu na Papuda, sem apresentar um fato concreto, sem conferir um boato junto a quem poderia confirmar ou desmentir o que se pretendia publicar, é aquilo que todos nós sabemos. Não é séria nem respeitável”.

“Não passa de um esforço redundante para acrescentar uma nova camada de boatos (no juridiquês da Papuda eles se chamam ‘supostas irregularidades noticiadas’) para prejudicar os réus da AP 470, esforço redobrado depois que eles conseguiram vitórias importantes, como o reconhecimento do erro no crime de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.”

No Tijolaço, Fernando Brito também escreve um bom artigo: “Publicar fotos tiradas clandestinamente por servidores do presídio, possivelmente pagas a peso de ouro, para dar credibilidade a uma história de privilégios supostamente gozados por José Dirceu na prisão, sem um prova sequer, equivale a se publicar que a redação da revista da Abril é sede de bacanais, regadas a champagne, com mulheres agenciadas por Carlinhos Cachoeira, com base em informações de um contínuo que pediu para não ser identificado”.

Por fim, também recomendamos a leitura do artigo de Miguel do Rosário com o título Denúncia de “regalias” de Dirceu reflete o desespero da mídia. Ele afirma que “o mundo real se distancia cada vez mais das ficções políticas da mídia. Esta esqueceu algumas lições simples do que poderíamos chamar de ‘economia da justiça’. Em sua obsessão por baixar o preço de Dirceu, a mídia apenas está deixando-o mais acessível a mais gente”.

No Blog do Zé
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Bomba: Pagamento a doleiro Alberto Youssef por sócia da CEMIG complica Aécio.


Na ânsia de atacar a Petrobras, a revista Época, sem querer deu um tiro de canhão em Aécio Neves (PSDDB-MG).

A revista apontou um pagamento da empresa Investminas Participações a uma empresa que a revista diz ser de fachada do doleiro Alberto Youssef.

Acontece que a Investminas não tem negócios com a Petrobras. Teve com a CEMIG.

E as datas dos acontecimentos são devastadoras para Aécio Neves (PSDB-MG), pelas suspeitas que a revista Época levantou:

11-07-2012: CEMIG tem 49% da empresa Guanhães Energia e a Investminas tem os outros 51%. A CEMIG é sócia também da LIGHT (distribuidora de eletricidade no RJ), e vota para a Light comprar os 51% da Investminas.

28-08-2012: LIGHT anuncia a compra dos 51% da Guanhães, pagando R$ 26,6 milhões pelo negócio.

19-09-2012: A Investminas depositou R$ 4,3 milhões na conta da MO Consultoria – empresa de fachada usada pelo doleiro Youssef, segundo as palavras da revista Época.

O jornal Estadão vai além. Diz que a MO Consultoria "seria uma espécie de central de distribuição de valores para políticos ligada ao doleiro Alberto Youssef".

A CEMIG é estatal mineira, hoje sob domínio tucano, que também controla a LIGHT. Há 12 anos que a principal liderança do tucanato mineiro é Aécio Neves.
http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,empresa-de-ex-ministro-pagou-r-4-3-milhoes-a-doleiro-preso-pela-pf,1151739,0.htm
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Juiz rejeita pedido da CBF e mantém liminar que coloca Lusa na Série A


O juiz titular da 43ª Vara Cível de São Paulo, Miguel Ferrari Júnior, negou um pedido da CBF para que reconsiderasse a liminar concedida para manter a Portuguesa na Série A. A entidade havia entrado com o pedido na  terça-feira. Na decisão, Ferrari Júnior disse que os argumentos da confederação são insuficientes para a revisão da liminar.

Ao pedir a revisão, a CBF questionou as alegações da Lusa, anexando ao processo as decisões favoráveis que obteve nas ações de torcedores. Também disse que, por força do Estatuto do Torcedor, não poderia altarar a tabela do Brasileirão a menos de 60 dias do começo do campeonato.

Outro argumento utilizado foi o de que, segundo a entidade, o clube tinha total ciência de que Heverton não poderia ser escalado diante do Grêmio e que, se a pretensão da Portuguesa é tão urgente, a ação deveria ter sido proposta antes, e não tão perto do início do Brasileiro.

A CBF rejeitou também qualquer conflito entre o Código Brasileiro de Justiça Deportiva e o Estatuto do Torcedor, juntando pareceres de vários juristas, mas não foi o suficiente para convencer o juiz.

Um ponto no pedido da entidade que comanda o futebol brasileiro causou uma reação no juiz Ferrari Júnior: a CBF pediu que o caso fosse julgado por outro magistrado, Fabio Coimbra Junqueira, que havia negado liminar ao Ministério Público na ação civil, proposta na mesma vara, meses antes.

Como resposta, Ferrari Júnior explicou que estava de licença na ocasião, e que tanto a ação da Portuguesa como a do Ministério Público serão julgadas por ele.

Veja o trecho final da decisão:

"No mais, feitos estes esclarecimentos, entendo que os argumentos ora aduzidos pela Confederação Brasileira de Futebol – CBF – não são capazes de modificar o convencimento firmado e exposto na decisão de páginas 266/271. De mais a mais, deve a parte manejar o recurso adequado para modificação do decidido".

No Uol
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MG: Candidato de Aécio, Pimenta da Veiga, é indiciado por lavagem de dinheiro


O ex-ministro das Comunicações no governo FHC e candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, foi indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro. A PF em Minas confirmou nesta quarta-feira o indiciamento do tucano, que prestou, no fim de março, depoimento em Brasília como parte de um inquérito que apura o repasse de recursos da agência de publicidade SMP&B, de Marcos Valério Fernandes de Souza.

O inquérito da PF ainda não foi concluído. O relatório final será encaminhado ao Ministério Público Federal, que decidirá se abre ou não processo contra Pimenta.

O tucano admitiu ter recebido em 2003 R$ 300 mil da agência de publicidade, mas disse que o valor se referia ao pagamento por serviços de advocacia. Porém, não apresentou comprovação dos serviços.

Aberta em 2013, a investigação da PF contra o ex-ministro é um desdobramento da denúncia oferecida em 2007 pela Procuradoria-Geral da República com base no inquérito do mensalão mineiro. O novo procedimento apura outros repasses da agência de Valério, que cumpre prisão após ser condenado no mensalão federal.

O MPF apontou desvio de verbas públicas do Estado para abastecer a campanha à reeleição do então governador Eduardo Azeredo (PSDB), em 1998. Naquela eleição, o tucano foi derrotado por Itamar Franco.

No inquérito, a PF confirma que o tucano recebeu em sua conta depósitos da SMPB, totalizando os R$ 300 mil denominados como "pagamento de obrigação". De acordo com a PF, o ex-ministro declarou os recursos no Imposto de Renda em 2005 e não em 2014, o ano seguinte ao recebimento.

Em 2005, conforme a investigação, Pimenta apresentou uma declaração retificadora, constando os repasses da SMPB após a CPMI dos Correios identificar um contrato de empréstimo de R$ 152 mil contraído pelo ex-ministro no Banco BMG de Belo Horizonte, no qual figuravam como avalistas Marcos Valério e sua ex-esposa Renilda Santiago.

"A declaração foi feita deste modo porque foi feita. O importante é que os impostos foram pagos. Se eu pudesse voltar no tempo teria feito a mesma coisa", afirmou ontem o tucano ao Estado. "A Polícia Federal está me cobrando provas de um processo que já foi esclarecido. o ônus da prova é de quem acusa."

‘Motivação política’

Por meio de nota, Pimenta também destacou que prestou os serviços de advocacia à SMP&B quando não tinha mais atuação política e voltou a dizer que está sendo vítima de uma ação "político-eleitoral" dos adversários.

"É lamentável que, justamente quando me transformo em pré-candidato, sem que haja nenhum fato novo, dados que já são há muito de conhecimento público sejam artificialmente relembrados, numa clara demonstração da motivação político-eleitoral de meus adversários."
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Nós, os autores mascates e rastaqueras

Venda de livros

Sou um pseudo-autor, um quase escritor, um mascate de livro.

Enfim, um escriba rastaquera.

Isso me deixa muito feliz. Sou eu e minhas possibilidades.

Volta e meia, sou convidado para dar palestras em parlamentos municipais ou estaduais. Ao final das minhas palestras, gosto de colocar meus livros mínimos à venda a preços módicos. Ainda mais que as livrarias, lúcidas e pragmáticas, não costumam, salvo no Rio de Janeiro, onde tudo obedece a uma lógica estranha, deixar meus livros expostos por muito tempo.

Todo dia, recebo mensagens perguntando: “Onde posso encontro seus livros?” Recebi 84 mensagens assim nos primeiros dias de abril. Tenho vontade de responder ironicamente: quem sabe nas livrarias? Mas não posso mentir aos leitores. Talvez eu abra uma livraria em Porto Alegre só para ter uma resposta clara a essas perguntas.

Sou mascate da literatura, repito. Ando por aí sacolejando e vendendo livros. Não ganho dinheiro com isso. Ganho a satisfação de ver os livros sendo disputados na medida em que são os únicos disponíveis quando estou por perto.

Uma menina comprou um livro meu e os seus olhos se iluminaram: “Era o meu sonho”, disse.

Foi como se a minha conta bancária tivesse dado um salto. Sou romântico. Ou bobalhão. O problema é que em alguns parlamentos se pode vender tudo, até a consciência dos parlamentares, menos livros. Fico perplexo. Juro. Tomei uma decisão radical: não vou mais a lugares onde seja proibido vender livros. Recusarei todos os convite para falar onde não seja permitido vender livros. Passa a ser uma questão de princípios. Só irei a lugares onde seja obrigatório vender livros. Está dito.

No país em que se lê pouco, proibir venda de livro depois de palestra é uma das coisas mais bizarras que já vi. Cada parlamento deveria ter obrigatoriamente uma livraria. Claro que se pode imaginar como seria a licitação para ocupar esse espaço. Notei que a minha literatura não é muito apreciada por políticos. Nas minhas sessões de autógrafos, quase sempre tenho a honra de autografar para o governador e o prefeito. O executivo gosta de mim. Já os parlamentares, salvo alguns fiéis, não costumam perder tempo comigo. Devem ser os mesmos que sustentam resoluções proibindo a venda de livros nas “casas do povo”.

Imagino que essa proibição seja para mostrar que não se fazem negócios em nossos parlamentos.

Estou brincando. Receberei, como sempre, mensagens de leitores com peninha de mim. Assim como deliciosos recados de gente aproveitando para me desancar. Fico feliz. Nada como poder servir gentilmente de alvo. As pessoas têm muita necessidade de alguém que lhes sirva de vidraça. Todo lacerdinha, por exemplo, é um black block desesperado por uma vitrine para quebrar.

Eu sou a vidraça da direita Miami gaudéria.

Cumpro a minha obrigação a cada dia. Dou motivos para ser apedrejado. Tem lacerdinha que compra livro meu só para me odiar. Isso me aquece o coração e me encoraja para escrever novos livros. Um escritor precisa de motivação extra.

Vender livros, a qualquer preço, é uma cruzada contra o obscurantismo.

Sou um cruzado. Vendo a cruzeiro, cruzado e real. Vendo ficção. Nada do que é irreal me é estranho. Salvo a proibição de vender livros em assembleias legislativas. Voto contra. Livremente. A vida é um grande jogo. Só precisa entender as suas regras.

Juremir Machado
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Em Minas, o fantástico choque de gestão tucano


Veja aqui.
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1 Pimenta da Veiga = 6 João Paulo Cunha


Tratamento desigual para ex-ministro tucano e ex-deputado petista é mais escandaloso do que se imagina

Onze anos depois de receber R$ 300.000 de Marcos Valério, o tucano Pimenta da Veiga, candidato ao governo de Minas Gerais, foi chamado pela Polícia Federal para explicar-se.

Ex-ministro das Comunicações no governo de Fernando Henrique Cardoso, Pimenta recebeu uma quanta seis vezes maior do que os R$ 50.000 que a mulher do deputado João Paulo Cunha foi buscar no Banco Rural.

A quantia recebida por João Paulo foi considerada uma prova de que ele havia sido corrompido pelo esquema, elemento essencial para demonstrar sua culpa num caso em que foi condenado, incialmente, a 9 anos e quatro meses de prisão.

Mas o ex-deputado recorreu de uma das condenações, aquela tese absurda de que a própria mulher fora usada para lavar dinheiro — a denuncia da AP 470 foi bastante criativa, nós sabemos — e conseguiu diminuir sua pena.

Hoje, em regime semiaberto, João Paulo trabalha num escritório de advocacia de Brasília.

A condenação de João Paulo só foi possível porque o STF desconsiderou as provas que apresentou em sua defesa.

Ele disse que havia recebido os R$ 50.000 como ajuda para a campanha eleitoral de 2004 na região de Osasco e municípios vizinhos, onde, antigo operário metalúrgico, construiu a liderança política. João Paulo apresentou notas fiscais que confirmavam gastos realizados com pesquisas eleitorais. Mostrou planilhas e números. Levou testemunhas que deram depoimentos para provar o que dissera.

Você pode achar que era tudo a encenação de um conto da carochinha. Mas daí eu pergunto: como explicar o que aconteceu com Pimenta da Veiga?

Ele não tinha notas fiscais nem depoimentos para justificar os R$ 300.000. Disse na época que havia prestado serviços de advocacia para a DNA e a SMP&B, agências de Valério. A Polícia Federal registrou que queria alguma prova de que havia feito algum trabalho de verdade, como um parecer escrito ou coisa assim. Não havia. Pediu que Pimenta da Veiga apontasse empresas ou pessoas envolvidas nos casos em que havia atuado em tribunais. Nada. Alegou-se que eram casos internos.

Em 2002, não custa recordar, as agências de Valério tomavam parte na campanha de Aécio em Minas Gerais. Cristiano Paz, um dos maiores publicitários do Estado, chegava a despertar inveja entre os concorrentes pela facilidade de transitar entre o PSDB mineiro. Seu sócio Ramon Hollerbach tinha cadeira cativa no comitê de campanha do PSDB.

Hoje, condenados a mais de 20 anos, os dois vivem confinados na Papuda, cumprindo os rigores do regime fechado.

Com base no que dizia ter acontecido e no que não poderia ser demonstrado, Pimenta da Veiga foi liberado inteiramente de qualquer acusação. Não foi sequer acusado pelo Ministério Público. Não foi denunciado. Sua investigação permaneceu no laudo 2828, aquele que foi mantido em segredo dos próprios ministros do Supremo até que eles julgassem a denúncia contra os 40 réus do PT.

Hoje, Pimenta da Veiga é candidato ao governo de Minas Gerais na sucessão de Antônio Anastasia. Se sua candidatura for confirmada, estará no palanque de Aécio Neves.

Enquanto isso, graças a uma remessa equivalente a apenas 16% daquela que Pimenta da Veiga recebeu, João Paulo Cunha dorme num estabelecimento penal. Não pode candidatar-se a deputado e foi levado a interromper uma carreira onde era realista cogitar uma candidatura ao governo de São Paulo.

O Globo de hoje noticia que em 2013 Pimenta da Veiga foi indiciado no mensalão mineiro. Oito anos de atraso. Ou dez anos, se você quiser contar com o momento em que a denúncia chegou ao gabinete de Carlos Ayres Britto, no STF.

Preste bem atenção: ele recebeu o dinheiro em 2003; a Polícia Federal descobriu o pagamento em 2005; e apenas oito anos depois, quando João Paulo Cunha e os demais condenados da AP 470 batalhavam para conseguir os embargos infringentes e obter um fiapo de recurso, ,Pimenta foi indiciado.

Nascido em 1947, só precisa esperar três anos para atingir os 70 anos que garantem a prescrição de suas penas caso venha ser condenado.

Tudo se torna ainda mais escandaloso quando se recorda que a multa cobrada de João Paulo a título de reparação — R$ 370.000 — é 25% superior aos honorários recebidos recebido por Pimenta da Veiga junto as empresas de Valério.

Paulo Moreira Leite
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Arrependimento

Ironia climática: em meio a uma das maiores estiagens da nossa História, estreia no Brasil o filme Noé, sobre o Dilúvio.

Noé, filho de Lameque, é uma das figuras mais controvertidas da Bíblia. Na verdade, a Bíblia mal começa e já nos apresenta seus dois personagens mais intrigantes, Caim e Noé. É evidente, pelo que se lê em Gênesis, que Deus tinha outros planos para Caim, não o de ser o primeiro vilão e o primeiro desterrado do mundo, mas um dos fundadores da aventura humana sobre a Terra. Deus amaldiçoa Caim com uma marca que o identifica como assassino do seu irmão, mas também o protege dos vingadores de Abel ("Qualquer que matar a Caim" avisa o Senhor, "sete vezes será castigado") e permite que ele se case (até hoje nenhuma exegese da Bíblia conseguiu explicar de onde, de que criação paralela, saiu a mulher de Caim) e procrie, e construa uma cidade a que dá o nome do seu primogênito Enoque, e inicie uma prole que incluirá Jabal, "pai dos que habitam em tendas e têm gado", e Jubal, "pai de todos que tocam harpa e órgão". Nada mal para um fratricida: acabar como patriarca, construtor de cidades e precursor da pecuária e das artes. Abençoado por Deus, pode-se dizer, com a marca da maldade.

Se o Deus da Bíblia camuflou seu apoio a Caim, não há nada ambíguo na sua escolha de Noé e família para sobreviverem ao Dilúvio, que viria para acabar com a vida de todos, salvo os poupados, sobre a face da Terra. "Porque me arrependo de os haver feito", disse, textualmente, o Senhor. Dá-se pouca atenção a essa segunda criação que parte do arrependimento. O Dilúvio é um grande gesto de autocrítica do Senhor. Transforma todo o relato bíblico, de Adão e Eva até então, na descrição de um fracasso, de uma primeira tentativa frustrada. Por que Noé, de cujas virtudes pouco se sabe, foi o escolhido para construir a arca e se salvar do Dilúvio, é uma questão que deve ter intrigado até a Noé. É difícil imaginar que Deus tenha apelado para o unidunitê.

A explicação da Bíblia para o arrependimento de Deus começa com uma acusação genérica: "Aconteceu que como os homens começaram a se multiplicar sobre a face da Terra, lhes nasceram filhas. E viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram". Nasceu aí a corrupção que desagradou ao Senhor (As mulheres, sempre as mulheres). É claro que Deus poderia ter simplesmente optado por criar mulheres menos formosas e tentadoras, para não desencaminhar os homens, em vez de apelar para a superprodução do Dilúvio — mas aí não teríamos uma boa história.

Correção. Há dias, escrevi aqui sobre o Bellini e a importância de um capitão de boa estampa para levantar taças e cometi duas injustiças. O capitão do Brasil na Copa de 70, no México, não era o Brito, como eu escrevi. Era o Carlos Alberto. Que não fez feio como levantador de taça. E Fontana, reserva de Brito em 70, não era baiano. Era capixaba, como me corrigiram vários leitores. Perdão.

Luís Fernando Veríssimo
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Tucanaram o racionamento

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Desvios de rota

CPIs prestam-se ocasionalmente a
investigações valiosas, mas sempre são
instrumentos políticos

Em resposta ao que Lula não disse, Fernando Henrique ponderou, a propósito de uma CPI da Petrobras, que, em vez de política, "a oposição deve verificar os fatos (...), é uma coisa de interesse nacional". Perfeito. Mas para ser dirigida ao seu próprio partido.

Nem Lula propôs que o PT impeça a CPI, nem disse que os petistas devem "partir para cima" da oposição. Não só Fernando Henrique leu tais recomendações não feitas. É que no jornalismo, cada vez mais, e ainda pior em fase eleitoral, nada garante que o não dito vire o dito. E vice-versa.

Quanto à ponderação, além do desvio de rota, é de uma inutilidade perfeita. Câmaras, Senados e Assembleias são iguais em toda parte, quando suscitadas investigações: a política precede o dever do esclarecimento. Mas não só por isso a ponderação, mesmo que dirigida ao PSDB, é inócua. Os senadores e deputados do PSDB estão fazendo mais política do que servindo a esclarecimentos para evitar que a corrupção no metrô e nos trens paulistas seja também investigada. Um serviço ao PSDB de Fernando Henrique.

Na mesma questão, mas em sentido contrário, a proposta do relator Romero Jucá adquire sentido ao admitir a abertura da CPI para os casos da Petrobras, do metrô e dos trens, sob o rótulo geral da malversação de fundos. Assim os dois problemas paulistas chegariam a um foro ao mesmo tempo político e institucional, que a Assembleia de São Paulo lhe devia, e não deu, e os governos paulistas do PSDB lhe negaram, por motivos óbvios. Para nem falar nos Ministérios Públicos, o federal e o paulista, cuja longa omissão não se explica nem por interesse partidário (o que bem poderia justificar uma CPI).

É também por interesse político que o PSDB e seus aliados, inclusive jornalísticos, tentam espichar o caso do aventureiro André Vargas, deputado cujo destino é a rua. A pretexto de que ele imaginaria ser vice na chapa petista ao governo do Paraná, querem atingir a candidatura da senadora Gleisi Hoffmann. Já a hipótese de que o doleiro associado a André Vargas seja o verdadeiro dono de um laboratório farmacêutico, com uma história de contrato feito ou não feito no Ministério da Saúde, é para atingir a candidatura do ex-ministro Alexandre Padilha ao governo paulista.

CPIs prestam-se, ocasionalmente, a investigações valiosas, mas são instrumentos políticos sempre. O mais comum é que, até se instalar, uma CPI crie em torno do seu tema uma confusão, de informações e de interesses, que vai limitar ou desvirtuar muitas de suas conclusões. Estamos em tal fase. 

Janio de Freitas
No fAlha
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Paulo Coelho, o engodo

Quase todos os espaços culturais da imprensa escrita foram ocupados por Paulo Coelho no último fim de semana (5/6/4). Quatro páginas na Época, a capas do caderno cultural de O Globo e Folha de S.Paulo, meia página no Estado de S.Paulo. Mas só o rodapé da Folha definiu bem para o leitor o fenômeno Paulo Coelho, 66 anos, 27 livros em 31 anos, 174 milhões de exemplares vendidos no mundo inteiro, fortuna avaliada em R$ 1 bilhão. “Melhor não gastar dinheiro em obra em que não há literatura”: Marcelo O. Dantas, escritor e diplomata, foi certeiro ao comentar o último romance que mereceu tantas páginas, atenção e virou foco acrítico da imprensa brasileira. “Literatura não há em Adultério. Estamos diante de um produto. Apenas isso. A narrativa é linear e monocórdia. Ao estilo, falta inventividade.”

Como as outras personagens de Coelho – Brida, Pilar, Verônica etc. –, a protagonista de Adultério não chega a existir. E o conselho ao escritor é “poupe seu dinheiro”. Em matéria de adultério temos literatura de verdade e adúlteras inesquecíveis do final do século 19 em Flaubert com Madame Bovary, em Tolstoi com Anna Karenina, em James Joyce com Molly Bloom (Ulysses), no verdadeiro bruxo do Cosme Velho, Machado de Assis, com Capitu e seus olhos dissimulados. Mas o tema vem de muito. Dois séculos antes, Nathaniel Hawthorne, em A Letra Escarlate, já descrevia o drama de Hester Prynne na Salém do século 17.

Não importa como Paulo Coelho consegue emplacar fotos de divulgação que embalam bem seu personagem vestindo capas pretas, fumaças ao fundo, exibindo lanças e flechas, água benta no pedaço, refazendo o Caminho de Santiago na Espanha ou simplesmente meditando. Não importa como consegue grandes passes nada místicos exigindo somas cada vez mais vultosas na troca de editoras. Nem como venceu a disputa pela cadeira 21 da Academia Brasileira de Letras, derrotando o sociólogo Hélio Jaguaribe. Afinal, a atriz Julia Roberts é sua fã. “Ele nos faz sentir que tudo é possível”, admitiu a atriz. O que conta é saber o que se passa na cabeça dos leitores. Segundo os críticos numa arrasadora matéria de Veja há 16 anos (15/04/1998), o engodo sempre foi claro:

** Bárbara Heliodora: “Não li uma linha dele, ouço dizer que é horrível e acredito, a única coisa que me fascina é sua capacidade de autopromoção.”

** José Paulo Paes: “Tenho ojeriza por literatura esotérica... é o tipo de livro que resolve todos os seus problemas enquanto você está lendo, mas assim que você o fecha, as dificuldades aparecem com ímpeto redobrado.”

** Wilson Martins: “Misticismo barateado, vulgar, ao parafrasear os grandes místicos.”

** Cândido Mendes de Almeida: “Não é um texto, mas um produto de loja de conveniência.”

** Silviano Santiago: “É preciso desmitificar o sucesso que ele faz na França... O público francês é tão medíocre ou pouco sofisticado quanto o grande público de qualquer outro país... Paulo Coelho confirma a existência, hoje em dia, de um gosto globalizado e de um mercado de livros globalizado. Ele é o nosso único representante nesse mercado.”

Reality show

Uma década e meia depois, Paulo Coelho só fez vender mais. Agora ele capta, anônimo, histórias de vida nas redes sociais e, segundo diz, se aproxima de cinco “autoras” para extrair mais material, revelar sua identidade e publicar o livro – é o caso desse Adultério. Antes, em O Aleph, lançado há quatro anos, embarcou no título de um maravilhoso conto de Jorge Luis Borges sem sequer chegar aos pés do mestre argentino.

Dois anos antes de O Aleph, o “mago” lançou A Bruxa de Portobello, que, graças à crítica de Jerônimo Teixeira, na Veja, descobrimos, antes de comprar o livro, a apologia descarada do curanderismo e da irracionalidade. “Paulo Coelho não é apenas um mau escritor: seu obscurantismo é nocivo. Não se deve perdoá-lo pelo sucesso.”

Sua alquimia literária inclui plágios algumas vezes detectados, como aconteceu com o texto “Cerrando Círculos”, de Sonia Hurtado, publicado no El País em 21/01/2003, enfeitiçado por ele que assinou o idêntico “Encerrando um ciclo” n’O Globo de 22/08/2004.

Ex-vice presidente da Fundação Cacique Cobra Coral, entidade umbandista guiada pela médium Adelari Scritori, ex-executivo da indústria do disco que criou a figura do falso cigano Sidney Magal (fez sucesso com a música “Sandra, Rosa, Madalena”), ex parceiro de Raul Seixas na gravadora CBS e nas músicas que influenciaram o rock brasileiro, ex-adolescente deprimido e cheio de raiva internado três vezes em clínicas de repouso para tratamento psicológico, ex-escritor sem sucesso que saía às ruas para divulgar seus primeiros livros – Arquivos do Inferno (1982) e O Manual Prático do Vampirismo (1985) –, Paulo Coelho construiu seu próprio mito. Surpreendente as pessoas terem acreditado. No mundo inteiro. Como acreditaram em “bruxas” passageiras que em determinadas épocas se dedicaram a ganhar fortunas publicando livros sobre fadas, duendes, estrelas, sonhos, terrenos no céu. Mas Paulo Coelho permaneceu.

Na era do desencontro, a descoberta do catolicismo depois da peregrinação pelo Caminho de Santiago, em 1986, resultou no seu primeiro sucesso um ano depois, O Diário de um Mago. Ali as pessoas começaram a acreditar. Alguns escritores assustaram-se, detiveram-se, como Mario Prata (31/07/2002): “Quem sou eu para duvidar?” Do Diário até Adultério seguiram-se quase três dúzias de livros, quase um por ano de sua, digamos, reality show literature (já que bebida em histórias reais íntimas trocadas nas redes sociais ou chupadas das riquíssimas lendas do mundo oriental) que o transformou num dos brasileiros mais influentes, caçado e engolido tal e qual pela imprensa – um bilionário, um engodo. 

Norma Couri, jornalista
No OI
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Bom Dia: Lá vem o Brasil, descendo a ladeira



“Descendo a ladeira” foi dito literalmente e com um certo prazer, no Bom Dia Brasil. Confirmado por gráficos com previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI) e, segundo a analista, por gente de todos os institutos do planeta, inclusive do próprio governo Dilma (citou o Banco Central).

E nós vamos dizer que não?

Porém, cabe lembrar a campanha eleitoral de 2006, aquela em que sumiram da tela da Globo as reportagens sobre os recordes de vendas de material de construção, etc. Isso dito pelo editor de economia do Jornal Nacional em São Paulo, Marco Aurélio Mello. Uma repórter baseada em São Paulo, especializada em economia, vaticinava continuamente nos bastidores da emissora as previsões que trazia do mercado. “Dólar a 4″, repetia. “Dólar a 4″. Sugeria, inclusive, que colegas investissem em dólar. O fato é que Lula foi reeleito, o dólar nunca chegou a 4 e ela se tornou correspondente internacional!

Nosso ponto: estamos em plena campanha eleitoral e ninguém vai se lembrar das previsões do FMI quando entrar 2015.

Aparentemente, o governo Dilma discorda:

FMI olha para trás na análise do País, diz governo

Segundo Márcio Holland, avaliação faz com que instituição subestime a capacidade de crescimento do país neste ano

Cláudia Trevisan, do Estadão, na Exame

Washington – O Fundo Monetário Internacional (FMI) está olhando “para trás” em suas análises sobre o Brasil, o que faz com que a instituição subestime a capacidade de crescimento do país neste ano, afirmou nesta terça-feira, 08, em Washington o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Márcio Holland. Em sua opinião, as projeções pessimistas do Fundo não refletem a melhoria dos indicadores e fundamentos brasileiros registrada em fevereiro e março, depois de um início de ano turbulento.

“É difícil um órgão ter a capacidade de observação de todos os países do mundo com a propriedade que temos domesticamente. Provavelmente, o FMI nem sequer abriu os dados de janeiro a março de 2014″, disse Holland, para quem as projeções foram baseadas em resultados do último trimestre de 2013.

O Brasil sofreu o segundo maior corte nas projeções de crescimento apresentadas pelo FMI no documento Perspectiva Econômica Mundial, ficando atrás apenas da Rússia. A organização internacional espera que o PIB brasileiro tenha expansão de 1,8% em 2014. Em janeiro, a expectativa era de 2,3%. A equipe do Ministério da Fazenda projeta 2,5%.

Holland citou uma série de dados para justificar a estimativa mais otimista, entre os quais a queda da inadimplência e do desemprego e o aumento da massa salarial e da confiança das famílias. Ao lado da redução da inflação de alimentos e bebidas, esses indicadores devem gerar aumento do consumo e, por tabela, do investimento, sustentou.

Além da projeção baixa de crescimento, o FMI criticou a deterioração da situação fiscal do Brasil, os gargalos de infraestrutura e a inflação persistentemente alta, que continuará a exigir aumento da taxa de juros. Em tese, o aperto monetário tem impacto negativo sobre o investimento, o que provoca a redução do ritmo de crescimento.

O secretário disse que o rebaixamento da classificação de risco do Brasil pela agência Standard & Poor’s não impediu a melhoria da percepção do País pelos investidores, que olham para a rentabilidade e o tamanho do mercado doméstico. Holland lembrou que o Investimento Estrangeiro Direto (IED) no acumulado de 12 meses chegou em fevereiro a US$ 65,8 bilhão, comparados a US$ 64,05 bilhões registrados em dezembro.

Segundo ele, a primeira quinzena de janeiro foi marcada por uma série de incertezas, geradas pelo início do processo de retirada de estímulos monetários nos Estados Unidos, sinais de desaceleração na China e o dilema europeu entre crescimento e consolidação fiscal.

O cenário hoje está mais claro, observou. O Federal Reserve deve começar a elevar os juros em 2015, mas a taxa deve encerrar o ano em um patamar ainda baixo, de 1%. E, na Europa, a percepção é de que é necessário manter os estímulos ao crescimento. “Grande parte das fontes de incerteza foi minimizada.”

No Viomundo
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Sobre a alardeada queixa de Dilma a João Roberto Marinho


Segundo Mônica Bergamo, da Folha, Dilma se queixou do Jornal Nacional numa conversa que teve com João Roberto, o segundo dos três filhos de Roberto Marinho e responsável pelo conteúdo editorial das Organizações Globo.

Faz sentido, é claro.

O Jornal Nacional, absurdamente governista na ditadura militar, foi para a direção oposta quando o PT chegou ao poder.

Se o JN existisse sob Jango, é provável que ele seria mais ou menos como é hoje: uma ênfase extraordinária nas más notícias, reais ou imaginárias.

O que não faz sentido é a atitude de Dilma, e do PT no poder, diante da Globo. A Globo faz o que sempre fez: sabota governos populares e intimida o mundo político para que seus privilégios imensos sejam preservados.

E o que tem feito o governo em resposta? Nada. Repito: nada.

A evidência mais notável disso está nas verbas publicitárias que o governo destina à Globo. Em dez anos, foram 6 bilhões de reais, isso mesmo com a queda notável da audiência da emissora. (A Globo perdeu cerca de um terço do público na última década.)

Este dinheiro alimenta a máquina da Globo destinada à sabotagem de medidas favoráveis ao “Zé do Povo”, como o patriarca da Globo, Irineu Marinho, se referia aos cidadãos comuns.

A Secom, que administra a verba governamental, afirmava sob Helena Chagas que esse paradoxo — um dinheiro brutal para uma empresa que faz campanha contra — se devia a uma coisa chamada “mídia técnica”.

Pausa para rir. Ou chorar.

Nada justifica você premiar quem sabota você, ou numa visão mais ampla, a sociedade.

As mensagens oficiais veiculadas na Globo chegariam a um número maior de pessoas. Era mais ou menos o que dizia Helena Chagas.

Mas um momento. Que pessoas são mesmo estas? Elas verão — ou zapearão para fugir — comerciais que promove um governo que nas reportagens é brutalmente atacado sempre.

Pela lavagem cerebral a que é submetido, o típico admirador da Globo — ou da Veja — abomina o governo petista e estatais como Petrobras e Banco do Brasil.

Há lógica em gastar bilhões de reais para levar a este grupo publicidade de estatais que ele detesta?

Não. Não há.

Outro dia, vi uma publicidade da Petrobras na página de Reinaldo de Azevedo na Veja. Alguém já viu o que Azevedo e seus leitores dizem a respeito da Petrobras?

Um dos maiores erros do governo é exatamente a “mídia técnica”, que favorece quem age para corroê-lo ou mesmo, como se viu no julgamento do Mensalão, para destruí-lo.

Helena Chagas saiu e Thomas Trauman entrou. Haverá alguma mudança numa estratégia não apenas errada como suicida?

Os fatos dirão.

A recente pesquisa da Secom sobre consumo de notícias mostrou o avanço extraordinário da internet.

Testemunhamos isso de um lugar privilegiado. O DCM, em um ano de vida, saiu de pouco mais 100 mil visualizações mensais para 2,5 milhões. Passamos a barreira de 1 milhão de visitantes únicos por mês.

O fato de Lula ter escolhido blogueiros para dar uma entrevista é também revelador de que o PT parece ter acordado para a realidade: a internet é cada vez mais influente e a mídia tradicional cada vez menos.

No caso da alardeada queixa de Dilma a João Roberto Marinho, muito mais efetivo que palavras seria um ajuste imediato e profundo na distribuição das verbas oficiais.

Quem ganharia com isso, na verdade, seria a sociedade — e com ela o projeto de um Brasil justo, algo que a Globo e as grandes empresas de mídia sempre combateram ferozmente.

Paulo Nogueira
No DCM
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Será que vai mudar alguma coisa?


Em conversa em Brasília sobre o leilão de 4G, a presidente Dilma deixou claro a
João Roberto Marinho, vice-presidente das Organizações Globo, a “percepção” de que a TV Globo tem exagerado em informações negativas contra sua gestão, com cerca de dez minutos, em média, no “Jornal Nacional”. Anteontem, reportagens de obras inacabadas da Copa, baixo crescimento e escândalo da Petrobras ocuparam cerca de 16 minutos do “Jornal Nacional” -ou quase a metade do telejornal, de 37 minutos com intervalos.

Do lado da Globo, a emissora se diz preocupada porque a frequência que será cedida à exploração do 4G pode interferir na transmissão das TVs.

A notícia original é da coluna de Mônica Begamo e foi divulgada também pelo jornal Brasil 247.

No DesmascarandoGloboFolha
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Portal G1 viola Estatuto da Criança e do Adolescente

 Atenção Ministério Público 

Art. 17. O direito ao respeito consiste na inviolabilidade da integridade física, psíquica e moral da criança e do adolescente, abrangendo a preservação da imagem, da identidade, da autonomia, dos valores, idéias e crenças, dos espaços e objetos pessoais
Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990
Estatuto da Criança e do Adolescente




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Os limites da indignação da imprensa


A crise suscitada no interior do governo federal pelas denúncias envolvendo o deputado André Vargas (PT-PR) tem como epicentro o doleiro chamado Alberto Youssef. Trata-se de personagem esquivo dos bastidores do poder, atuante em variadas instâncias, com aparições fantasmagóricas aqui e ali, sempre em papel de coadjuvante, mas definidor da trama. Por alguma razão, as investigações sobre suas atividades nunca chegaram a um ponto conclusivo.

No presente episódio, Youssef aparece novamente como suspeito de ser o nó central de transações obscuras envolvendo políticos. Mas pode-se apostar que, seja qual for o desfecho do caso que envolve o deputado Vargas, o doleiro seguirá agindo nas sombras do sistema, com mais um processo nas costas e disposto a inventar novas maneiras de continuar prestando seus serviços.

Nem a imprensa, nem os partidos políticos parecem ter interesse em aprofundar as investigações que agora apontam para o deputado André Vargas, porque mexer com Youssef é revirar um lixo que ninguém quer ver exposto.

Um inquérito destinado a documentar a movimentação financeira de Alberto Youssef desde os anos 1990 poderia trazer a público evidências de que a lavagem de dinheiro é prática que extrapola os quadrantes de Brasília, alcançando não apenas o mundo político, mas também empresários, executivos, jogadores de futebol, artistas, chefes de igrejas e até mesmo organizações jornalísticas e celebridades da televisão. Antes dele, o mesmo esquema foi tocado por outros protagonistas, hoje inativos ou mortos, e a pista vai se diluir na obscuridade dos tempos.

O noticiário indica que a renúncia do deputado André Vargas parece ser a melhor solução para todos, inclusive a imprensa. Entre acusados e acusadores que frequentam as páginas dos jornais, há um limite claro para o escândalo: a participação do doleiro no chamado caso Banestado.

No entanto, o leitor ou a leitora atenta dificilmente vai ter o privilégio de ler uma reportagem que apanhe essa ponta e destrinche o novelo. Simplesmente porque, em algum momento, o acusador poderá se ver sentado no banco dos réus. Por isso, até mesmo a indignação manifestada por uns e outros na imprensa é relativa.

As confrarias do poder

Um repórter suficientemente obstinado, com tempo e recursos, poderia limpar essa trilha, destrinchando os empreendimentos tocados por Youssef em variados setores, por onde, segundo tem sido divulgado nos últimos anos, trafegaram muitos milhões de reais, transacionados no sistema de financiamento de campanhas eleitorais ou simplesmente levados para abrigos seguros em contas no exterior.

Youssef tem todas as características de ser um homem profundamente honesto no campo restrito das ações delinquenciais que lhe são atribuídas: sempre absorveu os golpes, sem nunca apontar o dedo para seus sócios. Por isso, caro leitor, cara leitora, leia com espírito aberto tudo que sai nos jornais por estes dias sobre o escândalo da hora.

O deputado André Vargas vai fazer um enorme favor ao governo federal, ao Partido dos Trabalhadores, à oposição e à própria imprensa se aceitar a oferta de renunciar ao mandato. O noticiário das edições de quarta-feira (9/4) indica que nem mesmo a acirrada disputa pelo poder central é capaz de quebrar aquilo que define a teleologia da política, ou seja, a finalidade, o propósito, da política, que é manter a própria política.

Há, evidentemente, o risco de a Polícia Federal insistir em levar às últimas consequências essa investigação, quebrando o pacto silencioso que une acusadores e acusados e determina o ponto até onde os atores da contenda sabem que podem conduzir um escândalo sem matar a galinha dos ovos de ouro. Mas essa hipótese só tem valor se a imprensa estiver disponível para manter o assunto nas primeiras páginas, ou se estiver disposta a dedicar a ele o horário nobre dos telejornais.

Portanto, estamos assistindo a um episódio emblemático na história de um país que conseguiu superar a ditadura mas não foi capaz de construir sobre ela um sistema que fosse ao mesmo tempo democrático, eficiente e provido de defesas contra a corrupção.

A imprensa poderia contribuir para romper esse círculo de confrarias, se não fosse parte delas.

Luciano Martins Costa
No OI
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