22 de mar de 2014

A grande mídia de sempre: tóxica, incoerente e anti-patriótica

2013. Em busca de respaldo à sua política de bom colonizador no domínio sobre as Ilhas Malvinas, chamadas de Falklands pelos britânicos, o Reino Unido decide promover um plebiscito, apelando ao conceito de auto-determinação, erroneamente aplicado a um território ocupado ilegalmente desde 1833. Na consulta popular, a maioria dos habitantes das Malvinas, na sua maioria descendente dos invasores britânicos, se declara favorável a continuidade do domínio inglês sobre seu território.

2014. Plebiscito na Crimeia. Decididos a voltar a serem chamados de Russos, 95% dos habitantes da Crimeia aprovam a anexação do seu território ao da Russia, desatando uma catarata de objeções por parte das grandes potências ocidentais, incluindo o Reino Unido, que menos de um ano antes defendia ferrenhamente o conceito de auto-determinação no caso Malvinas.

Manchetes do Clarín, jornal de maior circulação da Argentina:

2013 - Arrasador triunfo do Sim no referendo das Malvinas


2014 - Polêmico referendo na Crimeia: 95% votou por sua anexação à Rússia


Exemplo categórico do papel desempenhado pelos grandes meios de comunicação, que longe de exercer a independência da bandeira que levantam, fazem o jogo sujo, contrário aos interesses nacionais, movidos unicamente pelo afã de manipular a opinião pública contra determinada política de Estado, política esta condenada ao papel de inimiga número 1 a derrubar, sem importar objetividade, coerência, credo, crença, soberania ou interesse nacional.

No Argentina etc
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'Marcha da Família' alternativa, no Ibirapuera, reúne 7 a favor da ditadura

Grupo se reuniu na tarde deste sábado (22) na Zona Sul de São Paulo.
Eles protestam contra atual panorama político e pedem intervenção militar.

O grupo de 7 pessoas acompanhou a Marcha da Família perto do Obelisco neste sábado (22)
(Tatiana Santiago/G1)
Sete pessoas atenderam convite feito nas redes sociais para se reunir na tarde deste sábado (22), no Obelisco do Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo, e levar uma carta ao aos militares pedindo a volta da ditadura. Eles foram recebidos na sede do Comando do 2º Região Militar.

O evento foi convocado como uma versão complementar da "Marcha da Família" convocada para o Centro da cidade. Na sexta-feira, 410 pessoas tinham confirmados presença através do Facebook. No total, 6,7 mil tinham sido convidados.

Piero Pagni, um dos organizadores do ato no Obelisco, disse que o motivo do protesto é contra o governo que está no poder atualmente, que contribui para a desconstrução da família e da sociedade.

"Ninguém mais tem moral, todo mundo faz o que bem entende, isso não é democracia, isso não liberdade, é libertinagem", disse. Segundo o empresário, os manifestantes pedem uma intervenção militar imediata para que convocação de eleições em um prazo de 180 dias, no máximo, e que não seja permitida a participação de nenhum candidato ficha suja.

"Nós não podemos, como cidadãos, permitir o desmantelamento e a delapidação do patrimônio público. A Petrobrás daqui a pouco não vale mais nada. Caixa Econômica também está em uma situação péssima, agora vão começar a investigar quanto dinheiro está saindo do BNDS debaixo do pano, financiando Porto em Cuba. Nós precisando reformar nossos portos no Brasil e o governo da Dilma fazendo Porto em Cuba, chega", disse indignado.

Piero disse que há uma lista com mais de 50 itens para o Brasil voltar a ser como era há 30 anos. "O PT que está promovendo essa baderna toda", defendeu ele, que acredita ainda que as regras devem ser mais duras para o restabelecimento da moral e ordem. "Ninguém mais tem autoridade, nem a polícia", afirmou.

De acordo com o empresário, não houve ditadura, mas terroristas e subversivos. "A tortura houve porque foi um momento critico da esquerda se revoltar e fazer ataques terroristas e subversivos contra a sociedade. A nossa preocupação hoje é que a esquerda retome a mesma posição".

No G1
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O organizador da Marcha da Família é uma ameaça à sociedade

Amostra de Toscano no Facebook

O que impressiona na jornada de Bruno Toscano, o organizador da Marcha da Família, é que ele ainda esteja solto.

O que mais ele precisa fazer para ser preso?

Matar pessoas como outro desequilibrado de direita, o norueguês Anders Breivik?

Toscano é uma bomba prestes a explodir, como mostra a página incrivelmente agressiva que ele mantém no Facebook.

Ele ameaça, ele calunia, ele insulta, ele instiga ódio e violência, tudo sem nenhuma cerimônia.

É um caso psiquiátrico ou policial, e a sociedade tem que ser protegida disso.

Toscano é o exemplar mais vistoso de um tipo que prolifera na internet: o extremista de direita, o desvairado conservador, o fundamentalista sem freio.

A parte mais simples dele são as calúnias. Dilma é “bandilma” e Lula o “presidente ladrão”. Isso quando ele está calmo, o que nem sempre ocorre.

O filho de Lula e a filha de Dilma são outros alvos habituais dele. Toscano lhes atribui fortunas e mansões hollywoodianas.

Em países de justiça que funciona, ele teria que provar as acusações. Mas no Brasil a certeza da impunidade faz dele uma fábrica sórdida e imparável de acusações.

Ele já falou abertamente em “pegar em armas”. Vamos esperar que ele pegue? Para depois dizer que estava na cara?

Nos últimos meses, vem implorando aos militares que tomem o poder. Incitação a golpe é permitido?

É interessante ver quem inspira Toscano.

Sua página no Facebook está recheada de artigos e citações da Veja. Ele usa a palavra “petralha”, da qual Reinaldo Azevedo parece se orgulhar como se tivesse escrito Guerra e Paz.

Toscano é filho da Veja.

Inspirador
Inspirador

Se alguém tem dúvida do mal que uma revista pode fazer ao propagar ódio direitista em quantidade copiosa todas as vezes que vai às bancas, quinze minutos na página de Toscano esclarecem tudo.

Mas de novo: o que realmente é digno de nota é, com toda a sua ação criminosa na internet, Toscano esteja com total liberdade para fazer as coisas que ameaça fazer.

Lula é uma obsessão
Lula é uma obsessão

Paulo Nogueira
No DCM
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Os patetas patéticos da “Marcha dos Sem Gente”


Em Recife, havia sete pessoas.

Em São Paulo, apesar do esforço artístico do fotógrafo da Folha, é possível perceber que também não havia muito mais que uma dúzia.

Em resumo, gatos pingados.

O mais engraçado é no texto do G1, com uma foto em que saem apenas meia duzia de patetas, o repórter escrever que “até por volta das 15h30, a PM não havia divulgado estimativa de participantes”.

marcha2Embora desse para contar nos dedos.

E com uma semana de promoção, nos sites, nos jornais, nas emissoras de TV.

Mas, então, como explicar que, nas redes sociais, eles proliferem feito moscas, que vão infernizar todas as seções de comentários dos sites de notícia e, não raro, “trolar” os blogs progressistas?

Porque a direita fascistóide no Brasil não está, além destes pobres coitados da “marcha”, nas ruas.

Está onde lhe dão acolhida, repercussão, tolerância.

Na mídia, com a mídia, pela mídia.

A direita brasileira eles.

É ela.

PS. Depois , alguns jornais falam em grupos de 100, 150 pessoas. Não há uma foto que mostre mais que duas dúzias e só tem noticia mesmo porque uns gurisaceitaram provocação e forma bater palma pra maluco dançar.

Fernando Brito
No Tijolaço



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Resposta ao O Estado de S.Paulo sobre a aquisição da refinaria Okinawa


A Nansei Sekiyu Kabushiki Kaisha, sociedade detentora da Refinaria Okinawa, tinha como sócias a subsidiária da Exxon – Tonen General Sekiyu Kabushiki Kaisha (TGSK) (87,5%) – e a Sumitomo Corporation (12,5%).

Em 09 de novembro de 2007, o Conselho de Administração da Petrobrás autorizou a empresa a adquirir a participação acionária correspondente à parcela da TGSK na refinaria, com base em Resumo Executivo apresentado aos seus membros.

No referido Resumo Executivo, apresentado ao Conselho de Administração, e elaborado pela Diretoria Internacional da empresa, está referida a existência de cláusulas contratuais que materializam o Put Option, bem como as informações técnicas correspondentes.

A aquisição estava alinhada com a estratégia geral da companhia, prevista no Plano de Negócios 2004-2010 e no Plano Estratégico 2015, no que se referia ao incremento da capacidade de refino de petróleo no exterior.

A Refinaria Okinawa detinha uma vantagem adicional, por possuir um grande terminal de petróleo e derivados para armazenamento de 9,6 milhões de barris.

Secretaria de Comunicação Social
da Presidência da República
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Militar diz que arrancava dedos, dentes e vísceras de preso morto na Ditadura

Em um dos mais importantes e verossímeis depoimentos já prestados por agentes da ditadura (1964-85), o coronel reformado Paulo Malhães afirmou que ele e seus parceiros cortavam os dedos das mãos, arrancavam a arcada dentária e extirpavam as vísceras de presos políticos mortos sob tortura antes de jogar os corpos em rio onde jamais viriam a ser encontrados.

O relato histórico do oficial do Exército foi feito à Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro e revelado nesta sexta-feira pelo repórter Chico Otávio.

Malhães se referia a presos políticos assassinados na chamada Casa da Morte, um imóvel clandestino na região serrana fluminense onde servidores do Centro de Informações do Exército detinham, torturavam e matavam opositores da ditadura.

De acordo com o coronel, os cadáveres eram ensacados junto com pedras. Dedos e dentes eram retirados para impedir a identificação, na eventualidade de os restos mortais serem encontrados. As vísceras, para o corpo não boiar.
Veterano da repressão mais truculenta do passado, Malhães figura em listas de torturadores elaboradas por presos. É ele quem assumiu ter desenterrado em 1973 a ossada do desaparecido político Rubens Paiva (post aqui).

Seu testemunho, sem vestígios de arrependimento, contrasta com o de aparente mitômano surgido em anos recentes. Malhães não é um semi-anônimo,mas personagem marcante para seus pares em orgãos repressivos e para presos políticos.

Dois trechos do seu depoimento à comissão, conforme reprodução de “O Globo'' (a reportagem pode ser lida na íntegra clicando aqui):

1) “Jamais se enterra um cara que você matou. Se matar um cara, não enterro. Há outra solução para mandar ele embora. Se jogar no rio, por exemplo, corre. Como ali, saindo de Petrópolis, onde tem uma porção de pontes, perto de Itaipava. Não (jogar) com muita pedra. O peso (do saco) tem que ser proporcional ao peso do adversário, para que ele não afunde, nem suba. Por isso, não acredito que, em sã consciência, alguém ainda pense em achar um corpo.”

2) “É um estudo de anatomia. Todo mundo que mergulha na água, fica na água, quando morre tende a subir. Incha e enche de gás. Então, de qualquer maneira, você tem que abrir a barriga, quer queira, quer não. É o primeiro princípio. Depois, o resto, é mais fácil. Vai inteiro.”

Com a frieza de quem conta ter ido à padaria, Malhães afirmou, referindo-se ao local onde vive, a Baixada Fluminense: “Eu gosto de decapitar, mas é bandido aqui''.

Mário Magalhães
No Blog do Celso Jardim
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Atriz confessou na TV que adotou bebê ilegalmente na ditadura argentina


Haydeé Padilla é uma atriz argentina, nascida em 1936, que fez muito sucesso no cinema nas décadas de sessenta e setenta, sendo inclusive indicada ao prêmio Palma de Ouro de Cannes, em 1965, pelo filme El reñidero.

Esta semana protagozinou um espisódio escalofriante durante um programa de entrevistas no canal argentino all news C5N.

Sem saber que o programa estava no ar, Haydeé confessou que sua filha, Maria Laura de Cecco, havia sido adotada ilegalmente em um hospital, em 1975. "Ela tinha oito meses e eu nunca quis saber se era filha de desaparecidos políticos" afirmou a atriz.

A confissão chocou o país, especialmente as organizações de Direitos Humanos. Revoltada com o episódio, a presidente da Associação Avós da Praça de Maio, Estela de Carlotto, não demorou a se pronuciar: "Estou paralisada. Isto é gravíssimo e uma pista para nós. A Justiça tem que agir. Neste caso é um delito de lesa humanidade." afirmou.

Desde o fim da ditadura argentina, Estela de Carlotto vem liderando uma luta sem trégua para descobrir o paradeiro dos bebês que foram roubados pelos militares dos braços de suas mães prisioneiras e entregues a outras famílias. Até hoje, já foram encontrados 110 netos desaparecidos, graças à existência de um Banco de Dados Genéticos e de uma lei que considera compulsória a extração de sangue em caso de suspeita sobre a verdadeira identidade de qualquer pessoa. Estima-se que mais de 400 pessoas ainda vivam com identidades trocadas.

Agora a Justiça deverá ordenar um exame de DNA para saber se de Cecco é filha de desaparecidos.

Quer ver Haydeé Padilla confessando o seu crime na TV? Aperta play!


No Argentina etc
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Uma boa sugestão


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A pior semana do ano


A atuação da grande mídia nos últimos dias foi especialmente deplorável. A manipulação chegou a níveis muito acima do normal. Estamos com 5 casos para divulgar e não temos tempo para escrever tudo.

A Globo e a Folha passaram a semana toda dizendo que as altas na bolsa de valores eram fruto de uma nova pesquisa eleitoral a ser divulgada pelo Ibope. Segundo o noticiário dessas empresas, circulavam boatos de que a pesquisa apresentaria uma alta da popularidade do candidato Aécio Neves e uma queda da presidente Dilma. Chegaram a dizer que Aécio faria bem à Petrobras, ao contrário de Dilma, sendo essa a razão pela qual as ações da empresa estariam se valorizando. A pesquisa foi apresentada na quinta-feira, mostrando um quadro eleitoral inalterado, com Dilma na liderança. Na sexta-feira, as ações da Petrobras mantiveram o ciclo de altas, ao invés de cairem. Houve valorização de 1,19% para as ordinárias e 0,50% para as preferenciais. A bolsa como um todo também encerrou o dia em alta, de 0,22%.

Agora a manipulação já foi feita. Pouquíssimas pessoas vão saber sobre a valorização das ações da Petrobras na sexta-feira, após a divulgação da pesquisa do Ibope. O que vai ficar na cabeça das pessoas que acompanham a Folha, o Valor Econômico e a Globo é a mentira que foi plantada durante toda a semana.

A verdade é que provavelmente a valorização das ações na bolsa essa semana aconteceu por uma percepção de um risco menor em relação ao Brasil. Um dos fatos que contribuiram para isso foi a entrevista do prêmio Nobel de economia, Paul Krugman. Ele disse que o Brasil não é vulnerável há tempos. Outros fatos podem ter ajudado, como os bons dados do PIB e da criação de empregos em janeiro/fevereiro desse ano.

No DesmascarandoGloboFolha
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Dia Mundial da Água


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Folha anuncia a “boa” do sábado: Marcha da Família às 15 horas

Olha como a Folha está anunciando a Marcha da Família, que acontece este sábado. Prepare-se.


Anúncio publicado no dia 19 de março de 1964 na capa do Estadão convocava os paulistas para a Marcha da Família com Deus pela Liberdade:


Miguel do Rosário
No Amoral Nato
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O cartel não parou



Cade analisa documentos apreendidos e conclui que esquema tucano em São Paulo funcionou até 2013


Ao analisarem documentos apreendidos pela Polícia Federal na sede de 13 companhias acusadas de montar um cartel durante governos tucanos, técnicos do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluíram que o esquema não teve freio. Ao contrário do que se imaginava até agora, a máfia dos trilhos não lesou os cofres públicos do Estado de São Paulo apenas entre 1998 e 2008. Foi além. Com base em e-mails e outros documentos, o Cade afirmou que o cartel bilionário se perpetuou “até, pelo menos, o momento da realização das operações de busca e apreensão, em julho de 2013”. Isso quer dizer que as empresas continuaram a agir na atual gestão do governador Geraldo Alckmin (PSDB). As provas apresentadas, além de depoimentos feitos ao Ministério Público, trazem informações arrebatadoras. Todas as cinco linhas do Metrô de São Paulo teriam sido alvo de alguma fraude, e a maior parte dos contratos firmados pelas empresas investigadas com a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) apresenta sobrepreço.


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Segundo o Cade, para evitar rusgas futuras, diretores das empresas envolvidas chegaram até a assinar e guardar um acordo — uma espécie de contrato de gaveta — para repartir duas licitações da CPTM, a dos trens série 2100 e série 3000. Subscrito por executivos de Alstom, Bombardier, CAF e Siemens em 2002, o “memorando”, apreendido pela PF na sede da CAF, prevê desde o percentual de cada uma delas nos contratos até a quem caberá pagar os impostos pelos serviços prestados. O acórdão firmado entre as empresas fica evidenciado em uma troca de e-mails de executivos da multinacional espanhola CAF. Na mensagem, eles dizem que tentaram ampliar a participação nos “serviços de manutenção de 48 trens da série 2100 da CPTM”, mas enfrentaram dura resistência. A Alstom e a Bombardier, segundo os e-mails, foram contrárias a qualquer alteração. Já a consultoria Procint, do lobista Arthur Teixeira, mostrou claramente o seu papel na formação do cartel, ao lembrar “que existia um acordo assinado pela alta direção das empresas e que este tinha de ser mantido”.

Réu no escândalo dos trens, Arthur Teixeira — que nega ser lobista — é considerado por promotores o elo entre as companhias do cartel e o pagamento de propina a diretores de estatais e políticos ligados ao PSDB. Por meio de suas empresas Procint e a uruguaia Gantown, Teixeira recebia recursos de serviços simulados às companhias do cartel e os endereçava a agentes públicos paulistas em troca dos contratos superfaturados, como IstoÉ antecipou em julho. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-diretor da área de transportes da Siemens Everton Rheinheimer declarou que entre os beneficiados estariam os secretários estaduais tucanos Edson Aparecido (Casa Civil) e José Aníbal (Energia), além do deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) e do secretário do Desenvolvimento Econômico Rodrigo Garcia (DEM). Eles negam qualquer envolvimento com as irregularidades.

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Documentos em poder do Cade mostram também que mais companhias e executivos estão envolvidos com o cartel. Ao todo, 18 empresas e 109 funcionários são acusados de participar do esquema criminoso, que, além de São Paulo e do Distrito Federal, superfaturou contratos com metrôs de outros três Estados. No Rio de Janeiro, há indícios de conluio entre as empresas na licitação para fornecimento de 240 carros — realizada pela secretaria estadual de transportes em 2012. Já em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul, as fraudes lesaram as estatais federais Trensurb e Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Diante de tantas irregularidades, as investigações parecem longe da última parada.

Foto: Alf Ribeiro
Pedro Marcondes de Moura e Alan Rodrigues
No IstoÉ
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Gushiken e o preço de uma tripinha

Indenização recebida pela familia de ex-ministro Gushiken não pagaria o menor anúncio oferecido pela revista que o atacou

A vitória da família de Luiz Gushiken numa ação contra a Veja é real mas precisa ser vista em sua devida medida.

Ao lado de outros ministros do governo Lula, em 2006 Gushiken foi acusado de possuir uma conta bancaria num paraíso fiscal. Entrou com uma ação na Justiça e, num primeiro momento, foi humilhado com uma multa de R$ 10.000. Em outra ação, que acaba de chegar ao fim, multa foi elevada para R$ 100.000. Mesmo reconhecendo que era um conflito inteiramente desigual, o que valoriza a importância do resultado, cabe registrar que são números bastante relativos.

Na última versão disponível na internet, o preço de anúncio de uma página na VEJA está tabelado em R$ 311.000 — três vezes mais do que a multa. Se for anúncio de 2/3 de página, o preço é R$ 286.000, ou 2,8 vezes. Se for de meia página, R$ 221.000. Se for 1/3, anúncio que nas redações é chamado de “tripinha,” R$ 152.000.

Ou seja: a multa não daria para pagar uma “tripinha.”

Não estamos falando de um episódio qualquer nem de uma “tripinha” do jornalismo.

Em maio de 2006, com uma reportagem de capa, a revista participou de uma operação que pode ser definida como um Plano Cohen da década passada.

Publicou, como se pudessem ser verdadeiros, documentos falsos sobre contas de ministros do governo Lula em paraísos fiscais.

O Plano Cohen, nós sabemos, foi um documento forjado para justificar o golpe do Estado Novo, em 1937. Pretendia denunciar uma falsa conspiração comunista no país.

Os papéis sobre contas no exterior, que Veja admitiu ter recebido do banqueiro Daniel Dantas, alimentavam uma nuvem conspiratória, cuja finalidade era derrubar um governo eleito, produzindo o impeachment do governo Lula.

Mas as contas eram grosseiramente falsas, grotescas, sem um grama de credibilidade. A própria revista admitia, na reportagem que não tinha condições de provar o que estava publicando.

O que era para ser um escândalo do governo transformou-se num escândalo do jornalismo, gerando uma onda de repúdio e indignação.

Gushiken entrou com um pedido de indenização contra a revista.

Durante vários anos, seus filhos enfrentaram aquela situação vergonhosa e inaceitável de ouvir acusações graves e falsas — como a própria Justiça reconheceu — contra o pai. Apareceu até professor para fazer críticas em sala de aula, levianamente, sem saber do que estava falando — e a revista contribuiu para isso.

É curioso observar que, através daquele vexame, o Plano Cohen 2006 poderia ter ajudado o país a debater o trabalho da imprensa.

Mas o efeito foi inverso.

Em abril de 2009, o Supremo Tribunal Federal aceitou uma ação carregada no colo pelos meios de comunicação e aboliu a Lei de Imprensa. A partir de então, os descontentes caíram numa espécie de Estado Mínimo, devendo apresentar queixas e reclamações nos despachos do Direito Comum.

O argumento teórico era que o país precisava livrar-se de um “entulho” autoritário — e a Lei de Imprensa era um deles, já que fora criada em 1967, durante o regime militar.

A realidade era muito mais complicada. A lei deveria ser abolida. Mesmo sem autorizar a censura prévia, o que levou a ditadura a baixar o AI-5 quando quis controlar a imprensa de uma vez, criava instrumentos de tutela sobre o trabalho do jornalismo.

O problema é que também foram abolidos todos artigos que se referiam ao direito de resposta, eliminando-se a única garantia oferecida ao cidadão que se julgasse vítima de um erro — e também da má fé — do jornalismo.

Imagine quem ganhou e quem perdeu com isso.

Para dar um exemplo.

Em 1994, Leonel Brizola conquistou na Justiça um direito de resposta de 3 minutos, onde pode devolver, com pena afiadíssima, na voz de Cid Moreira, várias acusações que o Jornal Nacional lhe fizera.

Inesquecível, como você pode comprovar no Youtube.

Gushiken pediu o direito de resposta, em 2006. O caso levou três anos para ser julgado em primeira instância. A lei continuava em vigor — seria abolida meses depois — mas a solicitação foi rejeitada.

Se é difícil demonstrar, por qualquer critério objetivo, que o jornalismo brasileiro tenha ficado mais “livre” e menos “oprimido” com o fim da Lei de Imprensa, é fácil sustentar que se tornou menos responsável e mais leviano — para empregar palavras suaves, certo?

Mais do que multas, o direito de resposta sempre representou uma punição mais grave.

Permitia colocar a credibilidade do negócio em risco, funcionando como um estímulo poderoso para uma postura de maior responsabilidade.

Para fugir de punições legais, vários veículos publicavam voluntariamente correções sobre determinadas matérias. Ampliavam o espaço das cartas. Levavam as redações a serem mais cuidadosas em ouvir “o outro lado.”

Sem o direito de resposta, pagando multas irrisórias — o valor original era R$ 10.000, convém não esquecer — a maioria dos meios de comunicação passaram a exercer a liberdade de expressão — que é um direito de toda sociedade — de modo arrogante e mesmo perverso.

É difícil sustentar que a imprensa brasileira tenha se tornado mais livre depois da decisão de 2009. Com certeza tornou-se pior.

Paulo Moreira Leite
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O papel da Folha e do Estadão no golpe de 64


O professor Luiz Antonio Dias foi aos arquivos do Ibope doados à Unicamp. Descobriu pesquisas inéditas, demonstrando que: a) a reforma agrária tinha grande apoio às vésperas do golpe de 64; b) João Goulart era um político popular quando foi derrubado; c) a política econômica de Goulart tinha apoio da maioria; d) Goulart era forte candidato nas eleições presidenciais de 1965, se saisse candidato (o favorito era o ex-presidente Juscelino Kubistchek).

O professor também escreveu “Informação e formação: apontamentos sobre a atuação da grande imprensa paulistana no golpe de 1964 — O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo”, publicado no livro História do Estado de São Paulo/A Formação da Unidade Paulista, volume 2, República, publicado pela Imprensa Oficial paulista.

Anteriormente, Luiz Antonio havia feito seu mestrado estudando a atuação da Folha antes e durante o golpe de 64.

No artigo acima citado, ele reproduz trechos dos editoriais dos jornalões paulistanos, por exemplo, sobre a Marcha da família, com Deus, pela liberdade, em 19 de março de 1964.
Poucas vezes ter-se-á visto no Brasil tão grande multidão na rua, para exprimir em ordem um ponto de vista comum, um sentimento que é de todos, como o que ontem encheu o centro da cidade de são Paulo (…) Ali estava o povo mesmo, o povo povo, constituído pela reunião de todos os grupos que trabalham pela grandeza da pátria. (Folha de S. Paulo, 20.03.1964)

Meio milhão de paulistanos e paulistas manifestaram ontem em São Paulo, em nome de Deus e em prol da liberdade, seu repúdio ao comunismo e à ditadura e seu apego à lei e à democracia. (O Estado de S. Paulo, 20-03-1964)
Como sabemos, só a adoção do parlamentarista permitiu a João Goulart assumir o poder, quando Jânio Quadros renunciou.

Jango submeteu a questão a plebiscito: o presidencialismo foi restaurado com 80% dos votos!

Apesar da clara demonstração de apoio popular a Jango, o Estadão escreveu: “Acusarão um comparecimento de votantes suficientes para dar ao país a impressão de que houve uma adesão popular ao ponto de vista palaciano. (…) O plebiscito é apenas uma etapa. (…) Outras virão para completá-lo para permitir ao sr. presidente da República que dê mais um passo à frente no terreno da abolição de nossas franquias constitucionais”.

Ou seja, é a mesma lógica que se aplica hoje ao governo chavista da Venezuela: por mais que o governo vença eleições, ele é acusado de atentar contra a democracia!

Trecho do texto do professor Luiz Antonio Dias no livro:
“O Ipes [Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais] também e organizava organizações femininas. Dentre as mais importantes, merece destaque a Campanha da Mulher pela Democracia (CAMDE), composta de senhoras de classe média à alta burguesia, que via a presença do “demônio” do comunismo no governo João Goulart. O auge desses movimentos femininos foi em 19 de março de 1964 com a famosa ‘Marcha’. Seguindo os fortes ventos que sopravam para a direita, a Folha de S. Paulo exibiu — no dia seguinte à ‘Marcha’– a seguinte manchete: “São Paulo parou ontem para defender o regime”. As matérias e o editorial colocavam o povo de São Paulo como salvador da democracia”.
Importante lembrar que tanto os empresários Octávio Frias e Carlos Caldeira, da Folha, quanto os irmãos Mesquita, do Estadão, aderiram ao Ipes, uma espécie de Instituto Millenium anabolizado. Organizado por empresários, o Ipes promoveu uma campanha anticomunista que ajudou a demonizar Goulart.

Conclusão do professor, no texto acima citado:
Diante de tudo que foi apresentado, podemos concluir que o golpe de 1964 foi muito bem recebido pela Folha. O OESP também comemorou ao lado dos vencedores e, mais, com a vitória dos golpistas contribuiu com propostas para a nova ordem: ‘Uma terceira proposta vinha do jornalista Júlio de Mesquita Neto (…) e foi a primeira a chamar-se Ato Institucional. Sugeria a dissolução do Senado, Câmara e Assembleias Legislativas, anulava o mandato de governadores e prefeitos, suspendia o habeas corpus e pressupunha o primeiro de uma série (Gaspari, idem, p.122). É interessante notar que o Ato Institucional I, de 9 de abril de 1964, efetivou grande parte dessas sugestões, em especial, a autorização para a suspensão e cassação de políticos.

Se a posição do Estadão ficou bastante clara, ou seja, o jornal conspirou efetiva e abertamente contra o Governo Goulart, por outro lado a Folha aparentemente apenas ‘trabalhou’ de modo jornalístico contra o presidente João Goulart. No entanto, acreditamos que esse ‘trabalho’ jornalístico — de lançar matérias deturpadas e editoriais tendenciosos — teve tanta importância quanto as reuniões de Júlio Mésquita Filho com os militares golpistas.
Importante lembrar que, ironicamente, o Estadão foi o jornal mais censurado pelos militares (1.100 textos afetados em três anos).

Quanto à Folha, colaboracionista, depois do golpe ficou com o que restou do jornal que ajudou a destruir, a Última Hora, além de comprar o Notícias Populares – que havia sido montado para combater o UH de Samuel Wainer, jornal que apoiava o governo trabalhista deposto. Além disso, nos anos 70 os Frias entraram no espólio do que sobrou da destruída TV Excelsior e emprestaram um jornal à ditadura, a Folha da Tarde. Segundo o professor, entre 1964 e 1968 o patrimônio da Folha cresceu 5 vezes!

Abaixo, uma entrevista altamente recomendável com o professor Luiz Antonio Dias.



Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
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“Megaobra” de Alckmin teria funcionado por 45 dias nos últimos 10 anos. O que é isso, senão empulhação?


Perdoem os caros leitores e leitoras se este blog está sendo insistente com a questão do abastecimento de água em São Paulo.

Muito menos, aliás, do que os jornalões com um hipotético “apagão” na energia elétrica, cujos reservatórios estão muito acima, quase o triplo, dos níveis desesperadores que alcançou o Sistema Cantareira.

Não pensem que é fácil descobrir os indicadores mais precisos, entender a mecânica dos sistemas hidráulicos, conhecer os estudos sobre o tema, obter fontes em outra cidade e fazer, durante dias, o papel que a grande imprensa não fez.

Embora tudo estivesse diante dos seus olhos.

Mas, felizmente, ainda de modo tímido, está começando a fazer.

Muito embora, ainda, sem a clareza necessária e sem que seus repórteres e editores enfrentem diretamente as questões.

É preciso “colar” pedaços de informação.

Não está em discussão, está claro, se é correto ou não transferir água do Paraíba do Sul para o Sistema Cantareira.

É obvio que não há nenhum problema nisso, feito de forma e em quantidade adequadas.

O que tem que ser discutido é se é essa a solução de mais curto prazo possível e a mais viável política e economicamente.

Está mais do que claro que dois anos não é horizonte suficiente para uma solução num sistema de reservatórios que hoje tem apenas 14% de sua capacidade e cujo coração baixou de 8% as suas reservas (Jaguari-Jacareí, 7,95% hoje), mesmo tendo entrado o quádruplo de água da véspera.

Com todo o bombeamento possível, o Cantareira tem seis meses de água, mesmo sem novas secas monumentais como a de janeiro-fevereiro.

A obra do Paraíba do Sul não é resposta para a crise atual.

E é discutível se seria para outras semelhantes que viessem a ocorrer.

Nem mesmo daqui há dois anos a água do Paraíba é garantia de evitar a repetição do que está havendo.

A Folha mostra o que registramos ontem. A obra, se tivesse sido feita em 2004, teria preenchido a primeira das condições para ser posta em operação: que o Cantareira tivesse menos de 35% de reservação em apenas 15 dos 180 meses passados desde então.

Menos ainda, porque, para isso acontecer, o Paraíba do Sul teria de ter mais de 75% da vazão normal.

E lá no Estadão vê-se que, neste momento, por exemplo, o reservatório no Vale do Paraíba de onde se tiraria a água para o Cantareira está em 38% de sua capacidade, o índice mais baixo em 70 anos.

Como as duas bacias são próximas, com chuvas comuns a ambas, veja o que acontece:

Pelo levantamento, a última vez em que isso aconteceu foi em 2005, quando o Cantareira passou cerca de um mês e meio com menos de 35% de capacidade, enquanto os níveis dos reservatórios da bacia passavam dos 75%.

Não é sério imaginar que um investimento de R$ 500 milhões pudesse ser, num momento destes, um simples “Belo Antônio”, que vai funcionar uma vez por década.

No Governo Serra a Sabesp serviu para fazer publicidade.

No Governo Alckmin está servindo para “vender” à população um futuro conflito Rio x São Paulo que não existe e, com isso, encobrir a gravíssima realidade do presente.

E a do próprio Governador.

Resta saber se o Governo Federal, através de sua agência de águas, vai ser cúmplice desta empulhação.

E se a imprensa não é capaz de reunir as informações que ela própria publica e escrever um título como o que tem este post.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Snowden revelará más información sobre programa de espionaje en EE.UU.

El extécnico de la Agencia Nacional de Seguridad
aseguró que podría volver a Estados Unidos si
el gobierno decide otorgarle una amnistía
(Foto: tedconfblog)
Edward Snowden, exanalista de la Agencia Central de Inteligencia (CIA por su sigla en inglés), realizó una aparición virtual en la Conferencia de Tecnología, Entretenimiento y Diseño que se realizan en Vancouver, Canadá como reportan este miércoles varios medios locales.

“Algunas de las cosas más importantes todavía tienen que salir” señaló Snowden mediante una videoconferencia desde Rusia, donde se encuentra en calidad de refugiado; debido a que se encuentra solicitado por la justicia estadounidense desde el año anterior por revelar información de carácter “confidencial”.

El pasado 10 de marzo participó de forma similar en el festival de tecnología, música y cine South, realizado en Austin, Texas.

En esta oportunidad, se defendió de quienes lo acusan de traicionar a su país y robar más un millón de documentos propiedad del gobierno norteamericano; a través de un blog publicado por los organizadores del evento. “No soy un héroe, patriota, traidor. Diría que soy un estadounidenses y un ciudadano", afirmó.

A su vez, señaló que el gobierno de Barack Obama utiliza la excusa del terrorismo para justificar sus acciones; también aseguró que sería capaz de volver a territorio estadounidense si el gobierno de su nación le concede la amnistía.

“El Gobierno ha apuntado que quiere algún tipo de acuerdo, un compromiso para que regrese. Pero quiero dejar claro que no hice esto para estar seguro. Lo hice porque era lo correcto. No dejaré de trabajar por el interés público para beneficiarme” sentenció durante la conferencia; donde utilizó un robot controlado por su persona para emitir declaraciones.

No teleSUR
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Presidente da Abril deixa a Veja com cara de tacho no caso da refinaria


Certos episódios contêm uma ironia sem preço.

A matéria da Veja bem que coloca sob um título genérico - Conselheiros corroboram declaração de Dilma sobre Pasadena – mas não consegue deixar de “pagar o mico”.

O atual presidente do grupo Abril era um dos conselheiros que aprovou a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras.

O parágrafo é um constrangimento só:

“O site de VEJA ouviu Fábio Barbosa, presidente da Editora Abril, que integrava o Conselho de Administração da Petrobras quando a compra da refinaria no Texas foi aprovada por unanimidade. Disse Barbosa: “A proposta de compra de Pasadena submetida ao Conselho em fevereiro de 2006, da qual eu fazia parte, estava inteiramente alinhada com o plano estratégico vigente para a empresa, e o valor da operação estava dentro dos parâmetros do mercado, conforme atestou então um grande banco americano, contratado para esse fim. A operação foi aprovada naquela reunião nos termos do relatório executivo apresentado.”

Ou seja, nenhuma irregularidade.

Fábio Barbosa foi membro do conselho de administração da Petrobras entre 2003 e 2011.

O hoje chefe da Abril conhece do assunto: foi executivo da Nestlé justamente na área de controladoria durante 12 anos e presidiu o Banco Santander.

Hoje o laboratório, digo, a redação de Veja deve estar em polvorosa: como dizer que é uma falcatrua o negócio que o presidente da empresa e, portanto, chefe da revista, diz que foi perfeitamente regular?

Pausa para rir.

Fernando Brito
No Tijolaço
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