6 de mar de 2014

Homenagem a todos os garis do Rio de Janeiro


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Árbitro gaúcho afirma ter sido vítima de racismo ao ter bananas atiradas contra seu carro


Juiz comandou jogo entre Esportivo e Veranópolis na noite de quarta-feira e teve seu automóvel alvejado após a partida no estacionamento da Montanha dos Vinhedos

Foto: Márcio Chagas / Arquivo Pessoal
O árbitro Márcio Chagas da Silva foi vítima de racismo após a partida entre Esportivo e Veranópolis, que foi disputada nesta quarta-feira, na Montanha dos Vinhedos, em Bento Gonçalves.

Ao término do jogo, o árbitro se dirigiu até o estacionamento do estádio para ir ao encontro do seu veículo, um Pegeout 207 preto, e se deparou com a lataria do carro batida, arranhada, e com bananas sobre ele. Isso ocorreu, segundo o árbitro, por parte dos torcedores donos da casa, que viram o seu time vencer a partida por 3 a 2.

— O carro foi amassado, riscado, pedalado, jogaram banana no cano de descarga, por cima do carro. Fizeram tudo isso, insultos racistas. Foram torcedores do Esportivo — contou o árbitro em contato telefônico com Zero Hora.

Márcio Chagas registrou em fotos a depredação do seu automóvel. Além disso, relatou em súmula, ainda não divulgada no site de Federação Gaúcha de Futebol, o ocorrido.

— Relatei, (a súmula) deve ser publicada durante a tarde. Meu carro estava no estacionamento do estádio, em frente ao vestiário da arbitragem. Eles (torcedores) pularam o portão.

Escute a entrevista do árbitro no programa Sala de Redação, da Rádio Gaúcha:


Faustão sabe tudo...


Com Zero Hora
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Requião diz que mesa do Senado e Governo sonegam, informações para blindar TV Globo


O senador Roberto Requião fez nesta quarta-feira de cinzas (5) um duríssimo pronunciamento contra" as ações evasivas, protelatórias e desrespeitosas" da mesa do Senado e do Governo Federal, que estão tergiversando para responder pedidos de informações que envolvem a T V Globo, protocolados por ele.

Requião relembrou que há quatro meses busca informações oficiais sobre dívidas, multas e empréstimos às Organizações Globo, "mas tudo é feito na medida para proteger a empresa ".

O senador descreveu "os caminhos tortuosos" que percorreram os seus pedidos de informações aos Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento Econômico. Inicialmente enviados à decisão do plenário, tiveram o despacho alterado e remetidos à Comissão de Constituição e Justiça, para nova tramitação.

Já os pedidos que fez ao Ministério da Fazenda, com base na Lei da Transparência, não foram respondidos sobre a alegação que as informações estão protegidos pelo sigilo fiscal. "Ora, eu fui claro ao fazer o requerimento: eu só pedi dados não protegidos por sigilo. Mesmo assim, o ministro da Fazenda se nega dar as informações".

Requião considerou ainda desrespeitosa a reposta do ministro da Fazenda, ao seu pedido de esclarecimento sobre as razões da elevação da participação do capital estrangeiro no Banco do Brasil: "Ele me manda perguntar ao Banco Central, que a decisão foi do Banco Central . Quer dizer que uma decisão crucial como esta passa ao largo do ministro da Fazenda, do Governo? Quer dizer que quem manda no Brasil é o Banco Central?"

O senador também considerou "um completo absurdo" a resposta do Ministério da Fazenda ao seu pedido de informação, com base na Lei da Transparência, sobre empréstimos do BNDES à Globo: "Disseram que não sabiam sobre o que eu fosse perguntar ao BNDES".

Veja a seguir o pronunciamento do senador Roberto Requião.

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PSDB e DEM erram ao atacar “Mais Médicos”

Mais Médicos supera meta, mas oposição fecha cerco


Mais 4 mil médicos cubanos começam a atuar no Brasil nessa semana; programa vai atingir 51 milhões de pessoas até abril, superando marca inicialmente prevista pelo governo; total de profissionais participantes da ação será de mais de 14,9 mil – meta do ministério da Saúde era de 13 mil; mas cresce a polêmica judicial sobre diferença de remuneração para os cubanos em relação aos R$ 10 mil pagos aos demais médicos; ontem, o DEM acionou o Ministério Público contra o ministro Arthur Chioro e o antecessor, Alexandre Padilha, por "ilegalidades" da iniciativa.

* * *

PSDB e DEM erram ao atacar “Mais Médicos”

CFM e Ministério Público já criticam e investigam programa que tem expressivo apoio popular

Os dois principais partidos de oposição, PSDB e DEM, não perdem uma oportunidade de demonstrar insensibilidade social. Seus líderes na Câmara dos Deputados, respectivamente, Antonio Imbassahy (BA) e Mendonça Filho (PE) anunciaram ações contra o programa “Mais Médicos”.

O governo admitiu uma falha na sexta-feira quando determinou o aumento do salário dos médicos cubanos, que passarão a ganhar cerca de R$ 3 mil mensais — outros profissionais estrangeiros recebem R$ 10 mil. O Ministério Público já tem feito investigações a respeito de eventuais problemas do programa, apurando até suposto trabalho em condição análoga à de escravo. O CFM (Conselho Federal de Medicina) trava um guerra sem quartel contra o “Mais Médicos”.

Ou seja, não faltam adversários a um programa que tem, de acordo com as pesquisas, apoio da maioria da população. Em alguns levantamentos, o suporte ultrapassa 80%.

Eventuais problemas do “Mais Médicos” devem ser investigados, combatidos e resolvidos. Parece haver bastante gente empenhada nesse sentido. Mas tucanos e democratas, que, no passado, viviam questionando o “Bolsa Família”, agora encontraram outro inimigo mortal na área social. Sem entrar no mérito da relevância do programa, dá para dizer que, no mínimo, cometem um erro político.

Na sexta, o DEM protocolou na Procuradoria Geral da República uma representação contra o que considera mau uso dos recursos públicos no programa. Os alvos são o atual ministro da Saúde, Arthur Chioro, e seu antecessor, Alexandre Padilha, candidato do PT ao governo de São Paulo.

O PSDB promete acionar a OIT (Organização Internacional do Trabalho) e a ONU (Organização das Nações Unidas). Deseja ainda convocar Chioro e o procurador-geral da União, Paulo Kuhn, para depor no Congresso.

O senador tucano, Aécio Neves, que será candidato a presidente com apoio do DEM, deveria dar um telefonema para os dois líderes partidários na Câmara. Poderia fazer uma pergunta: atacar o “Mais Médicos” seria mesmo uma boa ou um tiro no pé?

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Usinas hidrelétricas trocam acusações por cheia no Rio Madeira


A cheia do Rio Madeira renovou a rivalidade entre as hidrelétricas Jirau e Santo Antônio, que ficam no próprio Madeira, em Rondônia. A Energia Sustentável do Brasil (ESBR), que detém a concessão de Jirau, atribui parte dos estragos na região — especialmente nas cidades de Jaci-Paraná e Porto Velho — à operação da Santo Antônio Energia (SAE).

Segundo o diretor-presidente da ESBR, Victor Paranhos, se a SAE seguisse a regra proposta à Agência Nacional de Águas (ANA), em março de 2012, os impactos em Jaci-Paraná e Porto Velho seriam inferiores ao verificado atualmente. Pela proposta, diz ele, a empresa teria de iniciar a redução do nível do reservatório para a cota de 68,5 metros quando a vazão do rio chegasse a 34 mil metros cúbicos por segundo (m³/s). No dia 3 de fevereiro, o reservatório estava na cota de 70,4 metros e a vazão era de 38.315,68 m³/s.

"E ainda querem elevar a cota para 71,3 metros. Numa situação como a atual, subir mais um metro deixaria Jaci-Paraná praticamente debaixo d'água", afirma Paranhos. Segundo ele, se isso ocorrer, os impactos observados agora podem ser ainda piores no futuro. Nas últimas semanas, com a pior cheia nos últimos 100 anos, várias cidades de Rondônia ficaram alagadas, milhares de pessoas desabrigadas e o acesso para o Acre foi interrompido por causa das rodovias inundadas.

Do outro lado, a Santo Antônio Energia (SAE) publicou comunicado afirmando que o rebaixamento do reservatório de sua usina foi determinado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) "para evitar que as estruturas provisórias de Jirau — como suas ensecadeiras — fossem afetadas, já que não foram dimensionadas para uma cheia como a que está acontecendo no Rio Madeira".

Com o rebaixamento, disse a SAE, faltou uma queda mínima na barragem (diferença entre o nível do rio acima e abaixo da barragem) para o funcionamento das turbinas. Por isso, a hidrelétrica teve de ser desligada no início da semana - até então, 14 máquinas estavam em operação, enviando parte da energia para o Sudeste.

Paranhos, no entanto, tem outra versão. Pelas regras do edital, as turbinas deveriam operar com queda mínima de seis metros. Mas elas só funcionam com queda de nove metros, diz ele. "As minhas turbinas funcionam com quedas bem maiores que as deles. Tem de saber porque isso ocorre." A SAE, formada por Odebrecht, Andrade Gutierrez, Furnas, Cemig e um fundo da Caixa, não respondeu ao pedido de entrevista do Estado.

No início da semana, o presidente da ESBR, cujo principal acionista é a franco-belga GDF Suez, foi a Brasília reforçar a reivindicação feita à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para rever a autorização de aumento da cota de 70,5 para 71,3 metros de Santo Antônio. Mas o pedido foi em vão. A Aneel manteve a decisão anterior, que significa um aumento de cerca de 200 megawatts (MW) médios na usina de Santo Antônio. Agora dependerá do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) permitir ou não o aumento da cota. Mas a briga ainda poderá parar na Justiça.

Alagamento

Na apresentação feita à Aneel, Paranhos mostrou fotos das rodovias de Rondônia e de Jaci-Paraná debaixo d'água, além das estruturas de Jirau afetadas. Segundo o executivo, o aumento de meio metro da cota de Santo Antônio representou um acréscimo de 83,14 quilômetros quadrados (km²) de área inundada. Com a elevação para 71,3 metros, serão mais 71,53 km². Ou seja, em relação ao projeto original, haverá acréscimo de 154,67 km² de área inundada.

De acordo com a apresentação, o Ibama foi induzido ao erro e emitiu a licença de operação do empreendimento considerando a cota de 70,5 metros, "sem avaliar e quantificar adequadamente os impactos ambientais desta alteração".

Outra crítica de Paranhos é que o fato de Santo Antônio não reduzir o nível do lago até a cota necessária eleva de forma expressiva o volume de água em Jirau, que pode causar danos irreversíveis. Num determinado momento a usina operou com dois metros acima do previsto por causa de Santo Antônio. A cota de Jirau não pode ser superior a 74,8 metros, diz ele.

Renée Pereira
No Blog do Altino Machado
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A hipocrisia de Obama ao condenar a Rússia por violar o “direito internacional” na Crimeia


O direito internacional tornou-se de repente muito popular em Washington. O presidente Obama respondeu à intervenção militar russa na Crimeia acusando a Rússia de uma “violação do direito internacional”. O secretário de Estado John Kerry declarou que a atitude russa é “uma violação direta, aberta, do direito internacional.”

Infelizmente, durante os últimos cinco anos, nenhum líder mundial tem feito mais para minar o direito internacional do que Barack Obama. Ele o trata com adulação retórica e desprezo comportamental, ajudando a normalizar uma abordagem “quem-pode-pode” sobre assuntos globais que é a antítese do direito internacional.

Cinqüenta anos atrás, outro ex- professor de direito, o senador Wayne Morse, condenou tal arrogância do poder. “Eu não sei por que nós pensamos que, só porque somos poderosos, temos o direito de substituir o direito pela força”, disse Morse na televisão em 1964. “E essa é a política norte-americana no Sudeste Asiático”.

Hoje, o Tio Sam continua no papel de grande xerife do mundo, mesmo quando funciona como o maior bandido do mundo.

Ao invés de lutar por uma avaliação imparcial do direito internacional a mídia dos Estados Unidos está agora paralisada com a vilania do ​​Kremlin.

Na noite de domingo, a primeira página do New York Times dizia: “O presidente russo Vladimir Putin continua com sua estratégia de subterfúgios, propaganda e ameaças militares, tendo como objectivo tanto os Estados Unidos e a Europa como a própria Ucrânia”. Essa era a notícia.

Logo depois, um editorial do Times chamado “A agressão da Rússia” condenava “a exploração cínica e escandalosa de Putin da crise ucraniana para assumir o controle da Criméia.” O jornal liberal disse que “os Estados Unidos e a União Europeia  devem deixar claro para Putin que ele tem ultrapassado os limites do comportamento civilizado”.

Tais demandas são justas, mas faltam integridade e credibilidade quando os mesmos padrões não são aplicadas ao presidente Obama, cuja continuação da “guerra ao terror” de Bush tem ignorado a lei internacional, bem como o “comportamento civilizado”.

Nestas circunstâncias, a cobertura da mídia dos EUA raramente se aprofunda ou destaca a hipocrisia na Casa Branca.

Em outubro passado a agência de notícias McClatchy informou que “a administração Obama violou o direito internacional com operações de assassinato seletivo ultra-secretos que custaram dezenas de vidas civis no Iêmen e no Paquistão”, segundo relatórios divulgados pela Anistia Internacional e a Human Rights Watch.

Na semana passada, pouco antes de Obama demonstrar sua grande indignação com a “violação do direito internacional” de Putin, o Los Angeles Times publicou um artigo que dava o contexto dessa arrogância presidencial.

“Apesar da insistência do presidente em colocar limites à guerra e ao orçamento de defesa, seu estilo de guerrear ajudou a lançar as bases para um estado permanente de guerra mundial através de campanhas com drones ‘e operações de forças especiais’”, escreveu Karen J. Greenberg, diretor do Centro para a Segurança Nacional na faculdade de Direito da Universidade Fordham.

Greenberg insiste no desprezo permanente do governo dos EUA pelo direito internacional. “De acordo com o senador Lindsey Graham, o governo Obama já matou 4 700 pessoas em vários países, incluindo Paquistão, Iêmen e Somália. Obama tem investido nos assassinatos através de drones autorizados pelo Poder Executivo, de tal forma que qualquer futuro presidente herdará, junto com a Casa Branca, uma ‘lista de mortos’. A guerra global agora é parte do que significa ser presidente”.

Mas, especialmente em tempos de crise, como acontece com a atual situação da Ucrânia, tais contradições inconvenientes aparecem. O que resta é um substrato orwelliano, fundindo ideologia conformista e nacionalismo em hipocrisia vermelha-branca-e-azul.

No DCM
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Juíza decidia processos em que ela mesma aparecia como autora

Ela
Com a toga e o martelo na mão, uma juíza do Tribunal de Justiça do Rio entrou com ações no Judiciário pedindo indenizações contra empresas particulares. Nada de anormal, se ela mesma não tivesse proferido uma sentença (homologando uma decisão de outra magistrada) e dado despachos em três outros processos — todos tendo ela mesma como autora. No fim das contas, os seus atos acabaram colaborando com o cumprimento das decisões. O caso da magistrada Sílvia Regina Portes Criscuolo chamou a atenção da Corregedoria Geral da Justiça, que vai investigá-la.

No último dia 27 de janeiro, os desembargadores do Órgão Especial do TJ decidiram, ao analisar o voto do desembargador Valmir de Oliveira Silva, corregedor-geral da Casa, pela abertura de um processo disciplinar. De acordo com o voto do corregedor, “há indícios de irregularidade administrativa perpetrada pela magistrada”. O Artigo 134 do Código de Processo Civil proíbe um juiz a exercer suas funções em ações das quais faz parte.

O processo corre em segredo de Justiça. Em sua defesa à Corregedoria, a juíza disse que homologou a sentença “por equívoco" num dos processos (pedindo indenização por dano moral contra uma empresa de colchões). Em relação a outros três processos, ela diz que fez os despachos num bolo de ações, sem saber que fazia parte de alguns deles.

Em 1º de abril de 2013, a juíza Criscuolo ingressou com uma ação contra a empresa Praiacol Comércio e Colchões. Vinte e quatro dias depois, saiu o resultado de uma audiência de conciliação, na qual a magistrada estava presente. No mesmo dia 25, Sílvia homologou a sentença.

A audiência foi mediada por uma juíza leiga que é ligada ao Juizados Especiais Cíveis do Méier, onde a ação correu. Segundo o corregedor, em seu voto, a sentença de homologação no mesmo dia — um ato realizado no próprio Juizado no qual a representada exercia suas funções naquele mês — “torna difícil a crença na tese do mero equívoco”.

Antes da audiência, a juíza conseguira uma liminar para que a empresa entregasse uma cama box adquirida pela autora da ação (o motivo do processo). Alegava que dormia no chão

— Ela deveria ter se declarado impedida por ser a autora — diz um magistrado.

Na audiência de conciliação do processo contra a Praiacol, foi acertada a garantia de que a cama seria instalada na casa de Sílvia; também ficou acertado que ela receberia enxoval de cama. Em 4 de maio, a magistrada tornou sem efeito a sua própria sentença de homologação, alegando equívoco. No dia 10 de maio, uma outra juíza voltou a analisar o caso. Disse que não poderia cancelar a decisão, depois de sua colega ter “DECIDIDO (em letras garrafais) o PRÓPRIO" processo em que era autora.

Em outra ação, contra a Celdom Comércio de Eletrodomésticos, Sílvia não chegou a uma conciliação. Mas, na sentença dada por outra juíza, a ré foi condenada a pagar R$ 749. Em 11 de outubro de 2011, Sílvia proferiu uma sentença, julgando extinta a execução e determinando expedição de mandado de pagamento em favor de si própria.

A juíza Sílvia Regina Criscuolo não foi encontrada para falar de sua atuação como magistrada em processos em que ela mesma era a autora. Ao prestar informações ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e à Corregedoria do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio) ela disse que assinou os processos sem saber que se tratavam dos seus.

A magistrada afirmou que decidiu "no meio de outros processos, sem saber que (seu nome) fazia parte deles". Ainda em sua defesa, a juíza Criscuolo argumentou que "nenhuma das ações [em que ela aparecia como autora e juíza] teve conteúdo decisório e decorreram do equívoco ocasionado pelo assoberbamento de serviço".

"Quando há acordo entre as partes envolvidas em um litígio não há, propriamente, um julgamento porque o litígio foi solucionado por um acordo", explicou a juíza, justificando sua atuação.
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Globo faz matéria sobre a greve dos garis e não entrevista nenhum gari

Acabei de ver uma matéria sobre a greve dos garis no Rio de Janeiro no portal da Globo, o G1.

O interessante é que em quase 7 minutos de reportagem, tiveram tempo de mostrar imagens de uma reunião entre a prefeitura e os grevistas, mostraram a fala do defensor público que intermediou as negociações, mostrou uma longa fala do prefeito, mostrando a sua versão dos fatos, mas não mostrou um único grevista sendo entrevistado.

Após isso passa cerca de 4 minutos mostrando imagens de helicóptero da cidade cheia de lixo. Falam sobre os problemas de tanto lixo espalhado, ficam fazendo estimativas de quantas toneladas de lixo estão na rua e sobre quantos dias a empresa que coleta o lixo levará para limpar tudo. Mas nenhuma única entrevista com os garis é mostrada. Eles são mencionados como se fossem seres estranhos, que estão em outro país, aos quais não se tem acesso algum. 

Jornalixo da Globo

Pelo visto nos tais "Princípios editoriais da Globo" não deve haver menção alguma sobre entrevistar trabalhadores grevistas durante uma greve. 
Isso me lembra a greve dos servidores das universidades federais, em que a Globo mostrava apenas o lado do governo federal e entrevistas com alunos incomodados com a greve, mas não mostrava uma única entrevista com os funcionários grevistas, nem com alunos que apoiavam a greve. Lembro que levou cerca de 2 meses para a Globo mencionar que os técnicos administrativos também estavam em greve. Até então, só mencionava os professores.

Mais uma vez a Globo demonstra o quanto o seu jornalismo é pobre em qualidade. Aliás, isso sequer pode ser chamado de jornalismo, pois qualquer um com a mínima noção sabe que em qualquer reportagem devem ser entrevistados todos os lados e devem ser mostradas cada uma das versões, para ajudar na formação de opinião do espectador/leitor. Quando a Globo mostra apenas o ponto de vista da prefeitura do Rio, está fazendo um trabalho de assessoria de imprensa da prefeitura e não de jornalismo.



No Jornalismo Alternativo
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Na lata de lixo da História, há um lugar para esse PMDB aí


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Estranhas conexões

Aquela teoria de que no máximo seis graus separam qualquer pessoa de qualquer outra pessoa no mundo, viva ou morta, pode levar a conexões surpreendentes. Quem se lembra de uma musica cantada pelo Sacha Distel num filme da Brigitte Bardot, se não me falham os neurônios, chamada Scoubidou ("Les pommes, les poires et les scoubidoubidou-ah"), não sonha que a origem da música é uma composição do americano Lewis Allan, Apples, Peaches and Cherries, maçãs, pêssegos e cerejas, popularizada pela cantora Peggy Lee, nem que Lewis Allan era o pseudônimo de Abel Meeropol, poeta comunista, autor de, entre outras coisas, um poema que ele mesmo transformou em música chamado Strange Fruit, que a Billie Holiday cantava chorando. As "estranhas frutas" pendendo de árvores no Sul dos Estados Unidos, no poema de Meeropol, são os corpos de negros linchados.

Billie Holiday insistia em cantar Strange Fruit apesar de protestos. Não era uma música adequada para o público branco que a ouvia, em lugares muitas vezes racialmente segregados, e sua insistência quase lhe custou a carreira. Era incomum, na época, artistas negros se manifestarem abertamente contra o racismo, ainda mais na forma pungente da composição de Meeropol. Alguém chegou a dizer que se a revolta contra o racismo no Sul americano um dia chegasse a crescer e se organizar, o movimento já tinha a sua Marseillaise. Mas enquanto isto não acontecia, quem manteve a música viva, de maneira quase clandestina, foi Billie Holiday. Que morreu sem ver a revista Time citar Strange Fruit como uma das músicas mais importantes do século 20.

Abel Meeropol foi um compositor de sucesso popular como "Lewis Allan" mas nunca deixou de ser um ativista político, chamado muitas vezes a explicar suas atividades — inclusive a autoria de Strange Fruit — diante da inquisição anticomunista. Foi ele quem adotou os filhos de Julius e Ethel Rosemberg, executados na cadeira elétrica como espiões soviéticos em 1953.

De Strange Fruit a Scoubidou, do casal Rosemberg ao casal Brigitte Bardot-Sacha Distel... Não sei quantos graus separam estes dois extremos, de gravidade e frivolidade. Certamente menos do que os seis da teoria. Como é mesmo aquela frase? O mundo dá muitas voltas. Às vezes, tonteia.

Luís Fernando Veríssimo
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Pesquisas: 85% dos venezuelanos condenam protestos e só 22% querem saída de Maduro


Então, a democracia está ameaçada na Venezuela?

Sim, está, pela tentativa de deposição extra-legal do presidente eleito há menos de um ano, Nicolás Maduro.

Simplificando: um golpe de Estado.

Não é a minha opinião, é a da maioria dos venezuelanos.

Duas pesquisas de opinião — da International Consulting Services e da Hinterlaces — realizadas na semana passada e “escondidas” pela mídia brasileira — só tomei conhecimento delas pelo excelente Opera Mundi — mostram que até 85,4% rejeitam a continuidade dos protestos que há quase um mês a oposição promove em todo o país.

Como você vê no gráfico, somente 3,8% dos venezuelanos estão “muito de acordo” com os protestos, um número dez vezes menor que os que estão “muito em desacordo: 37,4%.

E entre os que estão apenas “de acordo” a proporção é novamente gritante: 6,5% contra 32,7% que estão em desacordo. Ou um contra cinco venezuelanos.

No total, pouco mais de 10% defendem a continuidade dos protestos.


salidaOutro instituto, o Hinterlaces, diz que apenas 22% dos venezuelanos apóia a saída de Nicolás Maduro do cargo, enquanto 40% querem uma aliança entre governos e empresários ou oposicionistas. Mais de um terço, porém, querem mesmo é que Maduro entre de sola sobre oposicionistas e empresas que aumentam preços: “mano dura”, escolheram estes.

Mesmo sendo apenas 22% os que querem a derrubada ou a renúncia de Maduro, é preciso considerar que ele venceu por 52% uma eleição polarizada e onde a oposição não quis aceitar os resultados das urnas. Esperado, portanto, que parte disso reflita mais o ressentimento com a derrota de abril passado do que uma condenação à administração do presidente.

71%, independentemente de apoiarem ou rejeitarem Maduro não aceita nenhuma solução fora dos caminhos eleitorais: ou nas novas eleições ou pelo mecanismo criado por Chávez na Constituição do País: o referendo revogatório, que pode ser convocado na segunda metade do mandato, por pelo menos 20% dos eleitores do país.

Há muitos outros detalhes, mas o essencial é o que não está sendo mostrado a você, embora os correspondentes dos nossos jornais e televisões tenham tido acesso a estas pesquisas, que já foram publicadas quatro ou cinco dias atras.

É preciso vender a imagem de que “as ruas” querem a saída do presidente livremente eleito.

E dar, assim, cobertura “democrática” ao golpismo.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Manifestación en Nueva York en respaldo a Chávez y Maduro

Decenas de manifestantes marcharon este miércoles por el corazón del Times Square, en la ciudad de Nueva York (este de Estados Unidos), para expresar su apoyo al Gobierno de Venezuela, al presidente Nicolás Maduro y al legado del Comandante Hugo Chávez, defensor de los pobres y artífice del actual proceso de integración latinoamericana.


Los manifestantes coreaban consignas como "Chávez vive, la lucha sigue" y "Maduro escucha, estamos en la lucha", en una actividad convocada por el Círculo Bolivariano Alberto Lovera, en ocasión del primer aniversario de la siembra del líder revolucionario Hugo Chávez.


En tanto, mientras algunos de los presentes portaban pancartas con fotos de Chávez abrazando a su pueblo, otros difundían mensajes como "Estados Unidos, saca las manos de Venezuela y Ucrania", "No a la violencia de Capriles en Venezuela", "Solidaridad con la Revolución Bolivariana", "Chávez vive en nuestra lucha" y "Chávez te amamos", entre otros.


En ese sentido, el titular del Círculo Bolivariano, William Camacaro, destacó que su presencia en las calles es para "apoyar al presidente Maduro y preservar el legado de Chávez".


De igual manera, desmintió a la prensa internacional, explicando que "la escasez y los problemas económicos de los que hablan, aunque sí existen, han sido magnificados, pues no son tan graves como han señalado".


"Ni siquiera cuando ocurrió el Caracazo de 1989 (bajo la presidencia de Carlos Andrés Pérez), hecho que dejó más de tres mil fallecidos (extraoficialmente), los medios pusieron tanta atención a Venezuela. Eso habla del cinismo de la prensa internacional", aseveró.


Los manifestantes marcharon por el emblemático sector de los teatros de Broadway, hasta la sede del periódico The New York Times, donde se entregó una carta en protesta por la cobertura de la situación venezolana.


"New York Times, vergüenza de ti (...) Continúan publicando mentiras sobre la democracia en Venezuela, apoyando el Gobierno fascista de Estados Unidos", dijo el vicepresidente del poderoso sindicato de Salud 1199, Steve Kramer.


La manifestación continuó su paso hacia la sede de la Misión de Venezuela, para culminar luego frente al edificio de la Organización de Naciones Unidas.


La violencia promovida y protagonizada por grupos de la ultraderecha en Venezuela suma, hasta el momento, un balance oficial de 19 muertos, más de 250 heridos y centenares de detenidos. El Gobierno de Caracas acusa a Washington de financiar a los grupos violentos.

No teleSUR
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Morre o tucano Sérgio Guerra

Severino Sérgio Estelita Guerra

O deputado federal Sérgio Guerra (PSDB-PE) morreu hoje (6) em São Paulo, onde estava internado no Hospital Sírio Libanês. Ele morreu vítima de pneumonia decorrente de complicações de um câncer de pulmão. Aos 66 anos, ele deixa quatro filhos. O velório e o enterro ocorrerão no Recife.
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Demóstenes voltará a ser “fiscal da lei”? Gilmar Mendes decide…


O Ministro Gilmar Mendes despachou o pedido de seu amigo Demóstenes Torres para voltar à ativa como Promotor em Goiás.

Ordenou que o Conselho Nacional do Ministério Público  informe imediatamente o andamento e a previsão de julgamento do processo disciplinar a que responde o ex-senador por seu envolvimento com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes sustenta que não há provas contra ele, senão as conversas “muy amables” com o bicheiro, onde se prontifica a cuidar dos seus interesses legislativos.

Além do mais, diz que já passou o tempo máximo que poderia ser porto na geladeira e que, portanto, seu “afastamento (das funções) é ilegal”

Demóstenes foi cassado em julho, voltou ao MP goiano até outubro, quando foi afastado falta de “ilibada conduta pública e particular”.

O Conselho Nacional do MP só abriu inquérito contra ele em dezembro e o caso se arrastou por mais de um ano.

Do jeito que as coisas vão, Gilmar Mendes — que não se sentiu impedido de apreciar o caso de um amigo — não terá muitas dificuldades em conceder de novo a Torres o garboso papel de “fiscal da Lei”, sem precisar de muita “sanha reformadora”.

E o Joaquim Barbosa, quieto, não é?

Vou esperar ansioso o jornal para ler as reações indignadas de Merval Pereira contra este absurdo, o que acham?

Fernando Brito
No Tijolaço
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O controle remoto pelo qual a Globo comanda o Brasil

Roberto Irineu Marinho com o juiz que só não foi para o Supremo por ser acusado de pegar uma “mala de dinheiro”
Roberto Marinho foi um gênio, há que reconhecer.

Mas um gênio do mal.

Sua maior obra foi montar um esquema inviolável de manipulação dos poderes no Brasil.

As emissoras afiliadas, entregues a políticos amigos, como Sarney e ACM, garantiram que no Congresso a Globo jamais seria questionada seriamente.

Já sem ele, a obra de controle foi estendida à Justiça pelo Instituto Innovare, do qual falei aqui outro dia.

Na fachada, o Innovare premia anualmente práticas inovadoras no judiciário em cerimônias às quais comparecem os juízes mais poderosos do país, notadamente os do Supremo.

A aproximação, neste processo, dos Marinhos com os juízes  é uma aberração do ponto de vista ético e uma agressão ao interesse público, dados os interesses econômicos da Globo.

Contar com juízes amigos é bom para a Globo e ruim para a sociedade.

Um dia Gilmar Mendes, por exemplo, terá que explicar por que concedeu habeas corpus a uma funcionária da Receita flagrada tentando fazer desaparecer os documentos da célebre sonegação — trapaça é a melhor palavra — da Globo na Copa de 2002.

Uma passagem anedótica do Innovare junta Roberto Irineu Marinho, presidente da Globo, e o juiz Cesar Asfor Rocha. Uma foto registra um abraço cordial entre ambos numa premiação. Rocha presidia o STJ e era cotado para uma vaga no STF, na gestão Lula. Acontece que chegou a Lula uma história segundo a qual Rocha pegara uma propina para favorecer uma empresa  num julgamento.

O mais curioso é que Rocha acabou votando contra quem lhe deu “uma mala de dinheiro”, segundo gente próxima de Lula. Investigado ele não foi — nem pela Globo, nem pela Polícia Federal, nem por ninguém. Mas, se manteve a alegada bolsa, perdeu a indicação. Rocha, sem problema nenhum com a Justiça depois da denúncia, acabaria decidindo voltar depois para a advocacia.

A melhor prática para a Justiça é absoluta distância da plutocracia para que possa decidir causas com isenção e honestidade. (Investigar juízes acusados de pegar uma mala de dinheiro também vai bem.)

O Innovare é a negação disso.

Que políticos frequentem barões da mídia é lamentável, mas comum mesmo em democracias avançadas como a Inglaterra.

Nos últimos 30 anos, na Inglaterra, Rupert Murdoch — o Roberto Marinho da mídia britânica — foi procurado e bajulado por líderes conservadores e trabalhistas, indistintamente. (Um deles, Tony Blair, acabou estendendo a proximidade para a jovem mulher chinesa de Murdoch, com a qual teve um caso que levaria ao divórcio de Murdoch.)

Mas se juízes frequentassem Murdoch uma fronteira seria transposta. Jamais aconteceu. O juiz Brian Leveson não poderia conduzir as discussões sobre novas regras para a mídia inglesa se privasse com Murdoch.

Isto é óbvio, mas o poder prolongado da Globo a deixou de guarda baixa quando se trata de preservar a própria reputação.

O Innovare é um escândalo em si. E uma inutilidade monumental em seu propósito de fachada: melhorar a Justiça brasileira.

São dez anos de atividade. Quem poderá dizer que a justiça brasileira melhorou alguma coisa com o Innovare?

A Globo tem nas mãos como que um controle remoto com o qual comanda as coisas que lhe são essenciais no Brasil.

No futebol, um negócio de alguns bilhões por ano, a Globo teleguiou durante décadas os homens fortes da CBF, Havelange primeiro e depois Ricardo Teixeira.

‘Teleguiar” significou dar propinas, ou eufemisticamente, “comissões”. O Estadão mergulhou num caso que está na justiça suíça, relativo à Fifa. E escreveu numa reportagem: “Havelange recebeu propinas de uma empresa para garantir o contrato de transmissão do Mundial de 2002 para o mercado brasileiro.”

Quem transmitiu? E que jornal ou revista investigou o caso? A Veja não se gabava tanto de seu poder investigativo? Ou só vale para seus inimigos?

A mesma lógica de ocupação manipuladora a Globo promoveu em sua fonte de receita — a publicidade.

Nos últimos dez anos, a Globo perdeu um terço da audiência, em parte pela ruindade de sua programação, em parte pelo avanço da internet.

Mesmo assim, sua receita publicitária não parou de subir. Há uma aberração no Brasil: com 20% do bolo de audiência, medido pelo Ibope, a Globo tem 60% do dinheiro arrecadado com publicidade.

Ganhar mais publicidade com menos público é façanha para poucos.

O milagre, ou truque, se chama Bônus Por Volume, o infame BV. Basicamente, quanto mais uma agência veicula na Globo, mais recebe.

Meu amigo Jairo Leal, antigo presidente da Abril, me disse que muitas agências simplesmente quebrariam se não fosse o dinheiro do BV.

É claro que uma hora o anunciante vai se incomodar com o dinheiro excessivo posto numa emissora que perde, perde e ainda perde espectadores.

Mas até lá você — em boa parte graças ao BV — vai ver os Marinhos no topo dos bilionários do Brasil.

Paulo Nogueira
No DCM
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"Medios manipulan datos para justificar el golpe de Estado en Ucrania"




Medios occidentales tergiversan y manipulan la información relacionada con la crisis en Ucrania tratando de convencer a la opinión pública de que el golpe de Estado ucraniano representa un hecho legítimo, sostiene el analista Juan Antonio Aguilar.

Los medios de comunicación son utilizados como un "arma militar" para que la opinión pública olvide la violencia de Maidán y se desvíe la atención hacía la "presunta invasión de las tropas rusas", dijo a RT el director del portal elespiadigital.com, Juan Antonio Aguilar.

El analista asevera que la actual fase de la crisis en Ucrania se desarrolla en el contexto de "una guerra psicológica, una guerra mediática", que no ha comenzado con los sucesos de Maidán, sino sigue sucediendo desde hace mucho tiempo. "La guerra mediática es permanente", subraya Aguilar.

"Los medios de comunicación son un poder y son utilizados como un arma militar, geopolítica y estratégica", afirma el experto.

Según Aguilar, las acciones de los medios de comunicación occidentales representan una forma de agitación y propaganda para intentar conseguir que la opinión pública 'entienda' que en Ucrania se produjo una invasión, cuando en realidad se trata de un golpe de Estado, al que pretenden legitimar y al mismo tiempo hacer olvidar la violencia de Maidán.

"Es una forma de manipulación general", concluye el analista.
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