5 de mar de 2014

Venezuela rompe relaciones con Panamá


El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, anuncia ruptura de relaciones con Panamá para "evitar las conspiraciones contra el país".

El mandatario venezolano, citado por el diario 'El Nacional', comunicó este miércoles su decisión de romper relaciones con el Gobierno de Panamá y detener las actividades comerciales con ese país.

"He decidido romper con las relaciones diplomáticas, comerciales con Panamá. Nadie va a conspirar contra nuestro país", expresó el jefe del Estado venezolano en un acto en el Cuartel de la Montaña. 

El presidente venezolano se refirió a la solicitud de Panamá ante la Organización de Estados Americanos (OEA) para que analice la situación de Venezuela. "Nuestro Gobierno no ha hecho ninguna solicitud formal, y si una comisión de la OEA decide entrar al país, tendrá que hacerlo de manera ilegal porque acá nadie nos pisará nuevamente". 

"A Venezuela se respeta y no voy a aceptar que nadie conspire contra Venezuela para pedir una intervención", agregó el presidente. 

Maduro aseveró que romper relaciones con Panamá es el mejor modo de rendir honores al fallecido líder venezolano, Hugo Chávez. "Esta es la mejor manera de rendir honor al comandante Chávez, defendiendo a la patria soberana". El jefe del Estado venezolano mencionó que Chávez, "dejó una lección, que aún estamos asimilando: Venezuela está dando una batalla por su estabilidad".

"Camaradas militares, líderes, jefes de Poderes Públicos, que nadie se llame a engaño. Tenemos conciencia de que esta guerra económica viene de la burguesía", añadió Maduro asegurando, "La OEA no entra a Venezuela, ni ahora ni más nunca, para ningún tipo de política intervencionista".

Además, Maduro afirmó que el mandatario de Panamá, Ricardo Martinelli, había promovido falsos testimonios contra la democracia de Venezuela. "Ese presidente derechista no es digno de su pueblo, él ha obrado de manera malvada contra los venezolanos y contra nuestra soberanía", declaró el jefe de Estado venezolano, asegurando que "nadie va a venir a conspirar contra nuestra patria amada".

Cabe mencionar que el pasado 20 de febrero Maduro llamó a consulta a la embajadora de Venezuela ante Panamá, Helena Salcedo, como consecuencia de “unas declaraciones injerencistas” de la Cancillería panameña sobre el país venezolano.

Esta información fue revelada por el canciller de Venezuela, Elías Jaua: "El presidente de la República ha decido llamar a consulta a nuestra embajadora Helena Salcedo, en Panamá, por las declaraciones injerencistas que la Cancillería panameña ha venido expresando acerca de los asuntos internos de Venezuela y de cómo el Gobierno debe tratar el enfrentamiento a estos grupos violentos que intentan desestabilizar Venezuela". 

Tras la declaración de Maduro, el mandatario de Panamá, Ricardo Martinelli, aseguró a través de un mensaje en su cuenta de Twitter que la postura de su homólogo venezolano le "sorprende".

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Chávez

¡Hasta la Victoria Siempre, Hugo Chávez Frías!


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O legado épico do homem que tornou a Venezuela independente dos Estados Unidos

Chávez com o retrato de seu inspirador, Bolívar
A América Latina foi infestada, a partir dos anos 1950, por militares patrocinados pelos Estados Unidos.

Eles transformaram a região num monumento abjeto da desigualdade social, e impuseram com a força das armas sua tirania selvagem e covarde.

Pinochet foi o maior símbolo desses militares, aos quais os brasileiros não escaparam: Castelo Branco, Costa e Silva, Médici, Geisel e Figueiredo foram capítulos lastimáveis da história moderna nacional.

Hugo Chávez rompeu, espetacularmente, com a maldição dos homens de farda a serviço dos americanos e de uma pequena elite predadora e gananciosa.

Paraquedista de formação, coronel na patente, Chávez escolheu o lado dos excluídos, dos miseráveis — e por isso fez história na sua Venezuela, na América Latina e no mundo contemporâneo.

Chávez foi filho do Caracaço — a espetacular revolta, em 1989, dos pobres venezuelanos diante da situação desesperadora a que foram levados na gestão do presidente Carlos Andrés Perez.

Carne de cachorro passou a ser consumida em larga escala por famintos que decidiram dar um basta à iniquidade. A revolta foi esmagada pelo exército venezuelano, e as mortes segundo alguns chegaram a 3.000.

Uma ala mais progressista das forças armadas ficou consternada com a forma como venezuelanos pobres foram reprimidos e assassinados.

Hugo Chávez, aos 34 anos, pertencia a essa ala.

Algum tempo depois, ele liderou uma conspiração militar que tentou derrubar uma classe política desmoralizada, inepta e cuja obra foi um país simplesmente vergonhoso.

O levante fracassou. Antes de ser preso, Chávez assumiu toda a responsabilidade pela trama e instou a seus liderados que depusessem as armas para evitar que sangue venezuelano fosse vertido copiosamente.

Chávez aprendeu ali que o caminho mais reto para mudar as coisas na Venezuela era não o das armas, mas o das urnas.

Carismático e popular, Chávez se elegeu presidente em 1998. Pela primeira vez na história recente da Venezuela, um presidente não dobrava a espinha para os Estados Unidos.

Isso custou a Chávez a perseguição obstinada de Washington. Mas entre os venezuelanos pobres — a esmagadora maioria da população — ele virou um quase santo.

A tristeza dos pobres em seu funeral só guarda paralelo com dois outros lutos na América Latina: a morte de Getúlio, no Brasil, e a de Evita, na Argentina.

Chávez comandou projetos sociais — as missiones — que retiraram da miséria milhões de excluídos. Alfabetizou-os,  ofereceu-lhes cuidados médicos por conta de médicos cubanos — e acima de tudo lhes deu auto-estima. Os desvalidos tinham enfim um presidente que se interessava por eles.

O tamanho da popularidade de Chávez pode se medir num fato extraordinário: um grupo bancado pelos Estados Unidos tentou derrubá-lo em 2002. Mas em dois dias ele estava de volta ao poder, pela pressão sobretudo dos mesmos venezuelanos humildes que tinham protagonizado o Caracaço.

Amado pelo seu povo
Venezuelanos choram a morte de Chávez
Quanto ele mudou a Venezuela se percebe pelo fato de que, nas eleições presidenciais de outubro passado, a oposição colocou em seu programa os projetos sociais chavistas que, antes, eram combatidos e ridicularizados.

Antes de morrer, Chávez teve tempo de pedir aos venezuelanos que apoiassem Nicolas Maduro, seu auxiliar e amigo mais próximo. Foi apoiado. Maduro ganhou as eleições mesmo contra uma coligação infindável de grupos de oposição.

Um ano depois da morte de Chávez, os Estados Unidos, fieis a seus velhos métodos de desestabilização, estão por trás de protestos de gente que pede não inclusão, não justiça social — mas o retorno da antiga ordem iníqua e abjeta.

É aquela história: os americanos falam em democracia mas não hesitam em destruí-la em outras partes para manter seus privilégios internacionais. Os brasileiros sabem dolorosamente disso, por conta de 64.

As chances da Venezuela de resistir à sabotagem smericana podem crescer agora com a demonstração da Rússia de que não quer mais ficar num segundo plano em relação aos Estados Unidos. Ontem, o governo venezuelano divulgou uma carta em que Putin homenageava Chávez, e nele os avanços sociais dos últimos anos.

Há problemas econômicos na Venezuela? Claro. Mas Chávez herdou uma situação calamitosa. A elite venezuelana não poderia ter feito um trabalho mais deletério no comando do país.

Chávez se bateu epicamente por consertar um país socialmente putrefato. Não bastasse o tamanho dos desafios, trabalhou todo o tempo sob boicote da plutocracia venezuelana e dos senhores dela, os Estados Unidos.

Seu maior feito é que a Venezuela, pós-Chávez, jamais voltará a ser o que foi antes dele — um quintal dos Estados Unidos administrado por uma minúscula, gananciosa, predadora elite que jamais enxergou os pobres.

Paulo Nogueira
No DCM
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Washington busca a troca de regime na Venezuela

Carmona substituiu Chávez por três dias. Quem virá agora?
Tanto os protestos organizados quanto os problemas econômicos contra os quais os manifestantes protestam parecem ter sido orquestrados pela oposição com o objetivo de desestabilizar o país e derrubar o governo. Incapaz de ganhar o poder através do voto, a oposição venezuelana voltou-se para meios inconstitucionais para derrubar o presidente Nicolas Maduro.

Com apoio apenas limitado dos venezuelanos, a oposição se tornou dependente de ajuda externa dos Estados Unidos e da Colômbia, o aliado mais próximo dos Estados Unidos na América Latina. Os atuais protestos parecem representar a tática mais recente da campanha de desestabilização que Washington vem desenvolvendo contra a Venezuela por mais de uma década, inicialmente para derrubar o presidente Hugo Chávez e agora para derrubar seu sucessor, Maduro.

No mês passado, manifestantes em várias cidades venezuelanas tem protestado contra os blecautes de energia e a falta de produtos básicos de alimentação. Mais de uma dúzia de pessoas morreram nos protestos. Enquanto eles são descritos pela mídia corporativa como manifestações espontâneas resultantes da crescente frustração com a incapacidade do governo de gerenciar a economia, um documento estratégico recentemente revelado sugere que os protestos são a tática mais recente da antiga estratégia de desestabilização orquestrada pela oposição com forças externas.

O documento, que foi obtido e publicado pela advogada Eva Gollinger, ilustra como as correntes manifestações na Venezuela foram orquestradas. Ele foi escrito pela FTI Consulting*, empresa baseada nos Estados Unidos, com duas organizações colombianas (Fundación Centro de Pensamiento Primero Colombia e a Fundación Internacionalismo Democrático) numa reunião de junho de 2013. Mark Feierstein, chefe das operações latino-americanas da Agência Internacional de Desenvolvimento dos Estados Unidos (USAID) e líderes da oposição venezuelana, incluindo Maria Corina Machado, Julio Borges e Ramon Guillermo Avelado participaram da reunião.

O documento pede o restabelecimento da democracia na América Latina colocando como alvos os líderes políticos “pseudo-progressistas” da Venezuela. De acordo com o texto, “o plano, aprovado por consenso com representantes valorosos da oposição ao governo de Nicolas Maduro, foca nestes objetivos com o forte apoio de várias personalidades globais, com o objetivo de retornar a Venezuela à verdadeira democracia e independência, que foram sequestradas por 14 anos”.

Em seguida propõe quinze ações, incluindo uma que diz “manter e aumentar a sabotagem que afeta os serviços para a população, particularmente o sistema elétrico, o que resulta em culpa do governo por ineficiência e negligência”. Outra ação busca “aumentar os problemas com a escassez de produtos da cesta básica”.

O documento vai adiante para especificar ações violentas de desestabilização, sugerindo “quando possível, a violência deve causar mortos e feridos. Encorajar greves de fome longas, mobilizações de massa, problemas em universidades e outros setores da sociedade agora identificados com instituições do governo”.

O plano também pede o recrutamento de “jornalistas e repórteres venezuelanos e internacionais da CNN, New York Times, New York Post, Reuters, AP, EFE, Miami Herald, Time, BBC, El Pais, Clarin, ABC e outros”.

Finalmente, o plano pede a membros da oposição que “criem situações de crise nas ruas para facilitar a intervenção de forças norte-americanas e da OTAN, com apoio do governo da Colômbia”.

O documento estratégico propõe um calendário de seis meses para as ações. É interessante que os atuais protestos começaram sete meses depois do plano ter sido desenvolvido.

O presidente Maduro, como seu predecessor Chávez, tem alegado repetidamente que as elites econômicas da oposição, que controlam a produção privada de alimentos, tem deliberadamente criado falta de produtos básicos ao cortar a produção, estocar alimentos e exportar para a Colômbia, criando a impressão de que o governo está gerenciando erradamente a economia e gerando protestos civis. O plano estratégico claramente sugere que a oposição joga um papel na criação da falta de alimentos e nos blecautes elétricos, ambos atribuídos publicamente a mau gerenciamento do governo.

As três entidades que aparecem no título do documento tem relação próxima com Washington. A FTI Consulting é uma empresa global de gerenciamento de risco baseada na região de Washington, enquanto as outras duas, baseadas em Bogotá, destacam o papel do ex-presidente colombiano Alvaro Uribe, um linha-dura que foi o aliado mais próximo de Washington na América Latina durante seus oito anos no poder (2002-2010).

Embora a estratégia não se refira ao governo dos Estados Unidos diretamente, levanta questões sobre a possibilidade da empresa norte-americana de consultoria e de duas organizações colombianas estarem atuando de forma encoberta em nome do governo dos Estados Unidos. Tal estratégia estaria de acordo com a longa campanha de desestabilização de Washington contra a Venezuela com o objetivo de conseguir mudança de regime. A campanha envolveu apoio ao golpe militar de abril de 2002 que derrubou o presidente Chávez**.

O plano fracassou quando o maciço apoio popular a Chávez forçou o exército venezuelano a reinstalar o líder eleito democraticamente três dias depois.

Depois do fracasso do golpe, Washington intensificou suas tentativas para desestabilizar a Venezuela ampliando o apoio às forças de oposição sob a desculpa de “promover a democracia”.

Pouco depois do golpe fracassado, Maria Corina Machado, uma importante líder da oposição envolvida no golpe, formou a organização não-governamental Súmate para organizar e promover o referendo revogatório para tirar Chávez do poder. Os Estados Unidos financiaram a Súmate através da USAID e do National Endowment for Democracy (NED).

A Súmate se encaixava bem no NED, que foi estabelecido em 1983 para “promover a democracia” e organizações da “sociedade civil” no exterior. Na verdade, os objetivos do NED tem sido os de dar financiamento para forças políticas pró-Estados Unidos na América Latina, África e Ásia de forma a enfrentar governos que desafiam interesses dos Estados Unidos. Com este objetivo, o NED assumiu o papel de desestabilização antes jogado pela CIA em países como o Chile, nos anos 70.

Alan Weinstein, um dos fundadores do NED, disse em 1991: “Muito do que fazemos era feito 25 anos atrás de forma clandestina pela CIA”.

Depois que o referendo revogatório fracassou na remoção de Chávez do poder, em 2004, os Estados Unidos ampliaram ainda mais seu apoio à oposição e às tentativas de enfraquecer o governo venezuelano.

Um telegrama secreto mandado pela Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela a Washington, que foi publicado pelo Wikileaks, se refere ao papel do Office of Transition Initiatives (OTI), da USAID.

De acordo com o telegrama, “o embaixador definiu a estratégia de 5 pontos da equipe no país para guiar as atividades da embaixada na Venezuela no período 2004-2006… Os focos da estratégia são: 1) Fortalecer Instituições Democráticas, 2) Penetrar a Base Política de Chávez, 3) Dividir o Chavismo, 4) Proteger Negócios Vitais dos Estados Unidos, e 5) Isolar Chávez Internacionalmente”.

O telegrama segue notando que “este objetivo estratégico representa a maior parte do trabalho da USAID/OTI na Venezuela… Os parceiros da OTI estão treinando ONGs para se tornarem ativistas… 39 organizações focadas em ações públicas foram formadas desde a chegada do OTI; muitas destas organizações como resultado direito de programas e financiamento do OTI”.

O telegrama destaca como era a estratégia dos Estados Unidos de infiltrar a então base primária de apoio de Chávez entre os pobres: “Um mecanismo eficaz de controle chavista aplica vocabulário democrático para apoiar a ideologia revolucionária do bolivarianismo. O OTI vem trabalhando para enfrentar isso através de um programa de educação cívica chamado ‘Democracy Among Us’. Este programa interativo de educação funciona através de ONGs em comunidades de baixa renda. …O OTI apoia ONGs locais que trabalham em bases chavistas e com líderes chavistas… com o efeito desejado de afastá-los vagarosamente do Chavismo”.

Entre 2006 e 2010, a USAID gastou cerca de U$ 15 milhões na Venezuela com uma porção significativa do dinheiro usada para financiar programas universitários e workshops para jovens, sem dúvida com o objetivo de “afastá-los vagarosamente do Chavismo”.

O papel proeminente dos estudantes universitários nos atuais protestos sugere que a estratégia dos Estados Unidos funcionou.

Encarando a ajuda dos Estados Unidos a membros da oposição como violação da soberania da Venezuela, a Assembleia Nacional venezuelana aprovou uma lei em dezembro de 2010 proibindo o financiamento estrangeiro de atividades políticas — atividades que, ironicamente, também são ilegais nos Estados Unidos. Depois da aprovação da nova lei venezuelana, a USAID/OTI transferiu suas operações da Venezuela para Miami.

O Escritório para Iniciativas de Transição (OTI) da USAID foi criado em 1994 e seus objetivos são claros: obter a mudança de regime.

De acordo com a USAID, “os programas do OTI servem como catalizadores de mudança política positiva… Aproveitando janelas críticas de oportunidade, o OTI trabalha em países dados a conflitos para providenciar assistência rápida, flexível e de curto prazo tendo como alvo necessidades-chave de transição e estabilização… Os programas do OTI são desenhados individualmente para atender às necessidades mais importantes da transição, focando nas questões decisivas que vão definir o futuro do país… O OTI busca parceiros para projetos que vão fornecer a faísca para a transformação social”.

O governo dos Estados Unidos não depende apenas da USAID e do NED para solapar o governo venezuelano.

Um documento de 2007 da Agência de Segurança Nacional (NSA) tornado público no ano passado por Edward Snowden descreve “as prioridades da agência em 2007 para os próximos 12 ou 18 meses em termos de ‘signals intelligence’ (SIGINT) ou espionagem eletrônica”.

O documento lista seis “alvos duradouros”, seis países que a NSA acredita que precisam “ser alvos holísticos por causa de sua importância estratégica”.

A Venezuela é mencionada como um dos “alvos duradouros”, junto com a China, Coreia do Norte, Irã, Iraque e Rússia.

O objetivo da NSA na Venezuela era o de ajudar os “políticos dos Estados Unidos a evitar que a Venezuela atinja seu objetivo de liderança regional e que busque políticas que tenham impacto negativo nos interesses globais dos Estados Unidos”.

De seus escritórios em Miami, a USAID continou a apoiar as atividades da oposição venezuelana e seus aliados estrangeiros. O escritório do Solidarity Centre [braço sindical do NED] em Bogotá recebeu uma grande doação de U$ 3 milhões para dois anos em 2012, para operações não especificadas na região andina, inclusive na Venezuela. O Solidarity Centre mudou suas operações venezuelanas de Caracas para Bogotá depois do golpe fracassado contra Chávez em 2002.

As atividades na Venezuela se tornaram impossíveis depois que foi revelado que o Solidarity Centre financiou a Confederação Venezuelana de Trabalhadores (CTV), anti-Chávez, que jogou um papel instrumental no golpe fracassado.

De acordo com o sociólogo Kim Scipes, o escritório do Solidarity Centre em Bogotá é gerenciado por Rhett Doumitt, que dirigia a organização na Venezuela durante o golpe.

Enquanto isso, o NED continua a financiar a “sociedade civil”, dando a organizações locais mais de U$ 1,5 milhão em 2012.

Não é surpreendente que o secretário de Estado John Kerry tenha criticado o governo da Venezuela por violência relacionada aos protestos e sugeriu que os Estados Unidos estão considerando impor sanções. Ele também anunciou recentemente a iniciativa de convencer outros líderes da região a se juntar aos Estados Unidos e mediar a crise. Claramente, o objetivo é forçar o governo da Venezuela a negociar com a oposição, que não consegue vencer em eleições justas e livres.

É provável que qualquer processo de mediação liderado pelos Estados Unidos vá resultar num pedido para o presidente Maduro renunciar e na instalação de um governo interino.

É uma estratégia-modelo dos Estados Unidos usada em outros lugares: dar apoio a movimentos de oposição para desestabilizar um país a ponto de justificar a mudança de regime. Dentre as campanhas bem sucedidas de desestabilização de Washington, que derrubaram governos eleitos democraticamente, estão a que tirou do poder o presidente Jean Bertrand Aristide no Haiti em 2004 e a remoção de Viktor Yanukovich na Ucrânia duas semanas atrás.

A figura de oposição que lidera os atuais protestos na Venezuela é Leopoldo López, educado em Harvard, que também foi instrumental na organização dos protestos de rua de abril de 2002, que foram parte do golpe fracassado.

Ele também é o ex-prefeito do município mais rico da Venezuela e integrante de uma das famílias mais ricas do país. López recebeu financiamento do NED apesar de um telegrama diplomática de 2009, da embaixada dos Estados Unidos na Venezuela, também publicado no Wikileaks, tê-lo definido como “uma figura divisiva da oposição” que é “geralmente descrito como arrogante, vingativo e sedento de poder”.

López abandonou a campanha presidencial de 2012 quando ficou claro que ele não teria os votos necessários para derrotar o principal candidato da coalizão. Ele recentemente se entregou às autoridades para enfrentar acusações de instigar violência, enquanto Maduro expulsou três diplomatas dos Estados Unidos que alegadamente se encontraram com manifestantes nos dois meses que precederam as manifestações.

Como mencionado nos documentos acima, a política dos Estados Unidos tem sido a de desestabilizar o governo da Venezuela com o objetivo de trocar o regime.

Washington apoiou um golpe militar, financiou as tentativas eleitorais da oposição e grupos cujo objetivo é desestabilizar o país. Os atuais protestos constituem a culminação de mais de uma década de políticas voltadas para solapar o governo.

Embora muito da estratégia dos Estados Unidos tenha sido implementada sobre a rubrica de “promoção da democracia”, na verdade o objetivo é a derrubada inconstitucional de um governo eleito e a instalação no poder de uma oposição que tem repetidamente fracassado na tentativa de vencer no voto, em eleições justas e livres.

Garry Leech is an independent journalist and author of numerous books including Capitalism: A Structural Genocide (Zed Books, 2012); Beyond Bogota: Diary of a Drug War Journalist in Colombia (Beacon Press, 2009); and Crude Interventions: The United States Oil and the New World Disorder (Zed Books, 2006). He is also a lecturer in the Department of Political Science at Cape Breton University in Canada.

PS do Viomundo1: O dirigente da FTI Consulting para a América Latina é Frank Holder, conhecido da Polícia Federal brasileira como ex-integrante da empresa de espionagem Kroll.

PS do Viomundo2: Assim que assumiu o poder, depois do golpe contra Chávez, o empresário Pedro Carmona Estanga fechou o Parlamento! Ah, esses democratas!

PS do Viomundo3: No Brasil, o lobby do momento é em busca de alguma manifestação do governo brasileiro que enfraqueça Maduro. Está lá, no ponto cinco do documento: isolar a Venezuela internacionalmente. Resta saber se os proponentes são inocentes úteis ou lobistas pagos, em dinheiro ou favores.
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O Homem da Máscara de Ferro do PSDB

Louvações a FHC lembram lenda da França do século XVII sobre monarca aprisionado pelo próprio irmão

Os elogios a presença de Fernando Henrique Cardoso na campanha de Aécio Neves ameaçam transformar o ex-presidente numa versão tropical do Homem da Máscara de Ferro.

Personagem de uma lenda política da França do século XVII que acabou transplantada para um episódio dos Três Mosqueteiros, a estória diz que o Luís XIV tinha um irmão gêmeo. Para evitar que ele resolvesse lutar pelo trono, o Rei Sol resolveu trancafiá-lo em masmorroas impenetráveis e sombrias, escondendendo sua verdadeira identidade com uma máscara de ferro que mal lhe permitia respirar ou se alimentar.

FHC é o homem da máscara de ferro do PSDB. Em pleno século XXI, tenta-se fazer o eleitor acreditar que ele se tornou prisioneiro dos próprios colegas de partido, que teriam decidido esconder o ex-presidente dos eleitores pelo receio de serem ofuscados pelo prestígio de Fernando Henrique.

Eu acho ótimo que Fernando Henrique esteja presente à campanha de 2014.

Irá silenciar o coro interesseiro que sempre apontou a presença de Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Dilma como sintoma de que o PT queria instalar um regime bolivariano no Brasil.

Sua participação dará um pouco de memória à disputa, permitindo ao eleitor estabelecer os troncos políticos de cada concorrente.

Em nossa quinta eleição presidencial por voto direto desde 1989, essa continuidade é um avanço na construção de um sistema de partidos representativos, com história e alguma coerência.

A dúvida é sobre o efeito FHC sobre os eleitores.

Em certa medida, este papel parece claro. O ex-presidente tentará acentuar a tensão e o descontentamento de parte da elite economica do país com o governo Dilma. Tentará emprestar a Aécio uma parte da crediblidade que possui.

Longe das urnas, até Dilma Rousseff reconheceu méritos no governo de Fernando Henrique.

Na prática, a dúvida é saber se FHC ajuda a ganhar votos, pois é para isso que as pessoas sobem no palanque, não é mesmo?

Em 2002, José Serra conseguiu atravessar a campanha inteira sem pronunicar um único elogio a FHC.

Em 2006, Geraldo Alckmin manteve o ex-presidente na sombra até que o próprio Lula, no debate pela TV no segundo turno, colocou Fernando Henrique em discussão, ao lembrar as privatizações. Alckmin perdeu o equilíbrio e as últimas esperanças de gerar calor na corrida na reta final.

Fernando Henrique criou o real, defendeu a moeda e fez um governo que teve muitos méritos.

Ganhou duas eleições no primeiro turno, o que Lula nunca conseguiu.

Mas FHC deixou o Planalto em ambiente de catástrofe, coisa que nunca se viu depois dele.

A inflação se aproximava dos dois dígitos. O Real descia para um fundo de poço que transformava a "moeda forte" em motivo de piada do povo e pesadelo dos empresários, nocauteados pelas dívidas em moeda estrangeira.

FHC deixou o Planalto com a popularidade negativa em 13 pontos. Dilma Rousseff caiu nos protestos de junho. Mas se recuperou em poucos meses.

Fernando Henrique não.

Ocorreu um dado mais grave, que complicou tudo. Lula não fez sua parte para ajudar na recuperação de FHC. Não criou o efeito "eu era feliz e não sabia" que tantos analistas adversários ofereciam como mercadoria garantida.

Recebido pelo mercado com os piores pressságios, inclusive um cálculo do Goldman Sachs, chamado "lulômetro", que media o impacto negativo das declarações do candidato do PT sobre a economia, Lula fez um governo indiscutivelmente melhor do que o antecessor. A economia cresceu o dobro: 4,4 por ano, em média, contra 2,2%. A renda foi distribuída.

Os gastos sociais se multiplicaram e o mercado interno ganhou impulso como nunca se viu. O desemprego caiu.

E se havia uma conjuntura externa favorável, seria desonesto ignorar as diversas medidas de política econômica do governo Lula que tiveram um impacto positivo na economia. FHC também teve conjunturas favoráveis — e aproveitou menos. Também teve conjunturas desfavoráveis — e reagiu pior. A economia de Dilma, de quem os cronistas reclamam o tempo inteiro, fechou 2013 um pouquinho melhor que a média de FHC: 2,3%. Mas o desemprego sempre foi melhor. A distribuição de renda também. A redução da desigualdade prosseguiu.

A maldade e a inveja são elementos conhecidos da política. Mas é essa memória que atrapalha FHC.

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12 anos de escravidão e o Brasil


Recife (PE) - Mais de um crítico já observou que o filme “12 Anos de Escravidão”, para historiadores norte-americanos, delimita um marco no conhecimento da escravidão. Falemos agora do que esse filme representa para os brasileiros.

Na última sexta-feira, na fila do cinema aonde fui, não havia um só negro. Minto: havia só este mulato que agora escreve. Ao procurar outro na fila, recebi dos cidadãos de pele mais clara uns olhos envergonhados, que se baixavam até o chão. Tão Brasil. Tão brasileiro é o pudor educado para o que não se enfrenta. Mas o filme na tela nos pagaria. Lá, podemos ver o retrato da casa-grande: a indiferença de todos ante a tortura. Linda, a sinhá olha da varanda o negro ser torturado e nada vê, melhor, assiste ao espetáculo obsceno como uma liberalidade do senhor, o seu marido. Que aula. É um filme quase didático da infâmia, do que no Brasil está encoberto até hoje.

Para a nossa própria história, a do Nordeste do açúcar em especial, para o que não se destaca em Gilberto Freyre, para o que em Gilberto é prosa encantatória, a realidade no filme mostra um escravo na forca, pendurado por horas em uma árvore, enquanto a rotina da fazenda segue sem distúrbio, sem assaltos de horror ou de repulsa. Mas isso é tão Brasil, amigos. Hoje mesmo, aqui na minha cidade, na sua, jovens são amarrados em postes, os velhos pelourinhos. Os novos escravos são espancados, enquanto comunicadores na televisão aprovam e ganham dinheiro e fama por açular a massa para o linchamento.

Se houvesse uma só imagem a destacar, eu destacaria a tortura de uma escrava sob o chicote. Por um lado, lembrei o comportamento da sobrevivência sob os torturadores na ditadura brasileira. Por outro, se fosse desenvolvida ao nível do real, do histórico, a cena daria vômitos pela agonia da dor, apesar de apenas representada. Porque a realidade é ainda mais cruel que o mostrado na tela. E os corações mais delicados, e hipócritas por extensão, se recusam a ver que os negros escravos no Brasil eram passados em moendas de cana, que expulsavam suas vísceras como bagaço. Outros, após o chicote, condenados à morte tinham as feridas abertas lambidos por bois. E aqui não preciso falar o quanto é áspera, cruel e ferina a língua de um boi. Poupemos o domingo. Mas de passagem menciono que negros eram ferrados no corpo como os quadrúpedes da fazenda. Eles não tinham a marca do dono por uma medalhinha, como aparece no escravo Salomon no filme.

É estranho, é sintomático da crueldade brasileira, que os melhores relatos sobre a nossa escravidão (nossa aí em mais de um sentido, de falta de espírito liberto e de herança cultural) venham de estrangeiros, como os descritos em Charles Darwin e Vauthier, o engenheiro francês que viveu no Recife.

De Vauthier cito: “Madame Sarmento nos contou que como sua negrinha lhe tinha roubado seis vinténs, ela amarrou-lhe as mãos e deu-lhe umas boas chicotadas!!! Levantando- lhe a roupa!!! Sem nenhum constrangimento!!! Diante dos filhos!!! O mais velho deles observou que o posterior da negrinha não era mais bonito do que o de um cavalo, quando levanta a cauda. Qualquer pessoa poderia chegar a praticar coisas semelhantes num momento de excitação e envergonhar-se delas depois, mas contá-las... Que mulher! Que alma!... Hoje o cadáver de um negro ficou boiando na praia, debaixo das nossas janelas, levado e trazido pelas oscilações das marés. Mil pessoas passaram, viam-no, pararam um instante antes de seguirem caminho muito filosoficamente. Aprecio pouco as ideias geralmente admitidas sobre cadáveres que tendem em alguns casos a conceder mais cuidados aos despojos sem alma do que ao ser quando está vivo — mas este descaso, essa indiferença geral perante a morte — é verdade que era um negro! Um negro vivo já é pouca coisa: o que será então um negro morto? Essa incúria generalizada com as exalações que emanam de um cadáver, tudo isso caracteriza de modo bem saliente esta barbárie, engastada na selvageria e mal maquilada em civilização”.

Saímos do cinema com uma frase do personagem na memória: “Eu sou a prova de que não existe justiça na terra”. Brancos, negros e mestiços de todas as cores bem compreendemos. Enquanto os miseráveis continuarem a ser presuntos, presidiários, enquanto não for vista a pele mais negra no topo da sociedade, em um papel que não seja o de capitão-do-mato, como Joaquim Barbosa, não existe justiça no Brasil. Mas podíamos começar pela conhecimento real da nossa história.

É necessário que esse filme se prolongue em artigos e discussões entre os brasileiros. Ele é o vislumbre do que temos sepultado. Vejam o filme e releiam a história escura, oculta da escravidão. O filme é melhor do que os livros de sociologia escritos no Brasil até hoje.

Urariano Mota
No DR
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Una filtración confirma que la oposición contrató a los asesinos en Kiev


Filtran un diálogo entre el ministro de Asuntos Exteriores de Estonia, Urmas Paet, y la jefa de la diplomacia de la Unión Europea, Catherine Ashton, que confirma que los francotiradores de Kiev fueron contratados por la oposición.



Funcionarios del Servicio de Seguridad ucranianos interceptaron la conversación telefónica en la que los políticos intercambiaban sus impresiones sobre los recientes acontecimientos en Ucrania.


Cuando abordaron el uso de la fuerza durante las protestas, Paet ofreció información que confirma los rumores de que los francotiradores fueron contratados por los propios líderes de Maidán.

Según el ministro de Estonia, las pruebas que le mostraron evidencian el hecho de que tanto los manifestantes como los agentes de la Policía fueron asesinados por los mismos francotiradores.

"Es preocupante el hecho de que la nueva coalición no quiera investigar el asunto y ahora se hace más evidente que detrás de los francotiradores no estaba [Víktor] Yanukóvich, sino que había personas de la nueva coalición", agregó.

"Creo que sí queremos investigarlo [...]. Eso es interesante", respondió Ashton sorprendida.

A continuación, el político estonio señaló que se trata de un "factor muy irritante". "Desacredita a la nueva coalición desde el principio", aseguró.

Paet mencionó que, según tiene entendido, los políticos que formaron parte del autoproclamado Gobierno no gozan de confianza. "Representantes de la sociedad civil afirman todos tienen un pasado oscuro", indicó.

RT se puso en contacto con la portavoz de la alta representante de la Unión Europea, Maja Kocijancic, para aclarar los hechos. Sin embargo, Kocijancic se limitó a contestar: "no haremos comentarios sobre la conversación filtrada", dando entender que es un diálogo auténtico.

Por su parte, Paet, confirmó la autenticidad de la grabación. El ministro explicó a la agencia rusa RIA Novosti que se sentía "decepcionado" por que la llamada hubiera sido interceptada y aseguró que "no es una coincidencia" que esta conversación haya sido difundida en Internet precisamente este miércoles.

El Ministerio de Asuntos Exteriores ruso afirmó sentirse sorprendido por la negativa de la Unión Europea a hacer comentarios sobre la polémica grabación.

La llamada se produjo después de que el canciller estonio visitara Kiev el pasado 25 de febrero, justo cuando en la ciudad se producían fuertes enfrentamientos entre los manifestantes y las fuerzas de seguridad ucranianas.

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Las 10 maniobras provocadoras de la OTAN que casi desataron conflictos

Los ejercicios militares de la OTAN y EE.UU., que a menudo se llevan a cabo en zonas de máxima tensión política fuera de sus límites, en numerosas ocasiones elevan aún más dicha tensión agudizando conflictos en los países ajenos.

Corea del Sur


Esta semana, fuerzas estadounidenses y surcoreanas emprendieron sus ejercicios anuales conjuntos, que se prolongarán hasta mediados de abril. Las maniobras Foal Eagle se llevan a cabo cerca de Iksan y Damyan, en Corea del Sur.

Corea del Norte ha tachado los ejercicios de "grave provocación" que podría sumir a la región en "un punto muerto y un holocausto inimaginable".

Israel


EE.UU., junto con Grecia, Italia, y tropas israelíes, llevaron a cabo en la base aérea de Ovda, en el sur de Israel, las maniobras aéreas Bandera Azul en noviembre de 2013. Los ejercicios fueron calificados como "el mayor ejercicio aéreo internacional en la historia", por el medio israelí Haaretz.

Según Israel National News, los ejercicios tuvieron por objeto "la simulación de situaciones realistas en una variedad de escenarios, basados en la experiencia de anteriores combates de Israel contra las Fuerza Aérea de ejércitos árabes".

Polonia y Letonia


Las maniobras 'Steadfast Jazz', que se desarrollaron en noviembre de 2013 en Letonia y Polonia, incluyeron ejercicios aéreos, terrestres, navales y de fuerzas especiales.

Más de 6.000 militares procedentes de unos 20 países aliados de la OTAN participaron en los mayores ejercicios de la OTAN de este tipo desde 2006.

Bulgaria


En octubre de 2013 la OTAN llevó a cabo ejercicios de defensa antiaérea en Bulgaria con participación de fuerzas aéreas griegas y noruegas. Estas tropas se entrenaban para actuar en condiciones de interferencias de radio, según el Ministerio de Defensa de Bulgaria.

Golfo Pérsico

En mayo de 2013, EE.UU. realizó maniobras navales en el Golfo Pérsico junto con otros 40 países. La Marina de EE.UU. anunció que el objetivo de estos ejercicios de gran escala era "mejorar la capacidad de defender la libertad de navegación en aguas internacionales".

Los ejercicios suscitaron la indignación del Gobierno iraní, que expresó su preocupación por llevarse a cabo en el período previo a las elecciones en Irán.

Japón


En agosto de 2012 marines estadounidenses realizaron ejercicios en el Pacífico occidental mano a mano con tropas japonesas. Las maniobras coincidieron con el creciente clima de tensión entre Japón y China a raíz de la disputa territorial en torno a un archipiélago en el Mar Oriental de China.

"China no pasará por alto los gestos hostiles de otras naciones ni renunciará a defender sus intereses fundamentales, ni cambiará el curso de su desarrollo", declaró el Partido Comunista de China en respuesta a los ejercicios, subrayando que EE.UU. y Japón no deberían subestimar "la determinación de China en la defensa de su soberanía".

Jordania


En mayo de 2012 Estados Unidos y otros 16 países llevaron a cabo ejercicios militares en Jordania, cerca de la frontera con Siria. Los ejercicios Eager Lion involucraron a cerca de 12.000 efectivos de Turquía, Francia y Arabia Saudita, entre otros estados.

Saliendo al paso de las acusaciones que vincularon el auge de la violencia en Siria con los ejercicios, Estados Unidos afirmó que "fueron organizados para fortalecer las relaciones entre militares de distintos estados mediante un enfoque multinacional conjunto, integrando todos los instrumentos del poder nacional para cumplir las necesidades actuales y los futuros retos integrales a seguridad nacional".

Vietnam


En agosto de 2010 la Marina de EE.UU. se unió a las fuerzas vietnamitas para llevar a cabo ejercicios navales en el Mar de China Oriental, lanzando un desafío a China. Las reclamaciones de soberanía en el Mar de China Oriental fueron durante varios meses tema de acalorado debate entre Taiwán, Filipinas, Brunei, Vietnam y Malasia, aunque las reivindicaciones territoriales de China fueron las más agresivos.

Ucrania


Ucrania dio la bienvenida a buques de guerra de la OTAN para celebrar ejercicios militares durante dos semanas de julio de 2010. La operación Sea Breeze-2010 se centró en ejercicios conjuntos antiterroristas, pese a la decisión de Kiev de no formar parte de la OTAN. Unos 3.000 efectivos militares de distintos países participaron en aquellas maniobras.

Ucrania fue anfitrión de los ejercicios Sea Breeze en 1997 como parte de su compromiso de unirse a la alianza. En 2009, el Parlamento ucraniano votó en contra de los ejercicios, poniendo fin a esfuerzos del entonces presidente Víktor Yúschenko de convertir a su país en un miembro de la OTAN.

Georgia


En mayo de 2009, 15 países de la OTAN llevaron a cabo una serie de controvertidos ejercicios militares en Georgia, menos de un año después de que este país lanzara una agresión contra Osetia del Sur. Rusia calificó estas maniobras de "sospechosa provocación" advirtiendo que podrían alentar al régimen georgiano a llevar a cabo nuevos ataques.

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Para deixar de ser Cracolândia


Histórias de pessoas que lutam contra a dependência química no local que até há pouco tempo era sinônimo de abandono e depredação, mostram esperança e expectativa por projetos de vida

Na última quarta feira (15) a prefeitura de São Paulo lançou um programa de tratamento de dependentes químicos em situação de rua inédito no Brasil, que até então se caracterizava basicamente pelo método da repressão policial e da internação compulsória. A operação “São Paulo de Braços Abertos”, inspirada em experiências canadenses e europeias, visa recuperar o usuário de droga que vive na rua por meio da reinserção social e do trabalho assistencial. Para isso, foi escolhida a região mais crítica de São Paulo em relação ao consumo e tráfico de crack: a Cracolândia, área do bairro da Luz, na região central, que historicamente abriga moradores de rua, usuários e traficantes.

O foco inicial da ação eram os moradores de rua que vivam nos barracos montados nas ruas Helvétia e Dino Bueno após a demolição dos cortiços em que vivam, realizada pelas antigas gestões municipais e pelo governo estadual. Foram abertas 400 vagas para participar do programa e cerca de 300 pessoas que ali viviam de forma precária aderiram à operação de maneira voluntária. Com o programa, cada cadastrado passa a ter um trabalho de quatro horas diárias em serviços de zeladoria, como manutenção e limpeza de praças e parques da cidade, recebendo R$ 15 por dia trabalhado. Além disso, os beneficiários da operação contam com alimentação (café da manhã, almoço e jantar em um Bom Prato da região), acompanhamento médico e psicológico de funcionários das secretarias municipais de saúde e assistência social e estadia em hotéis da região para poderem dormir.

Como já esperado, o programa recebeu inúmeros ataques fundados em pré julgamentos e preconceitos. Falou-se em maquiagem para a Copa do Mundo, “bolsa crack”, “bolsa drogado” e diversos outros jargões que comumente são utilizados para deslegitimar políticas de assistência social. Ex-moradores de rua recém-cadastrados no programa foram bombardeados de flashs de fotógrafos e jornalistas que não hesitavam em classificá-los como drogados que viam no programa uma maneira de ganhar dinheiro fácil e que dificilmente deixariam a dependência química, desconsiderando qualquer história de vida de quem vive ali.

Passados dez dias desde o início da operação, o que se pode observar na Cracolândia é um cenário bem diferente do que existia há algumas semanas. Os barracos já não estão mais lá e a situação de abandono e o clima de medo deram lugar a um ambiente onde convivem trabalhadores, assistentes sociais e agentes de saúde. Fórum esteve no local durante a semana, até a manhã de quinta (23), mesmo dia em que a polícia civil do estado de São Paulo promoveu uma operação que põe em risco todo um processo de diálogo que resultou no lançamento do programa (leia ao fim da matéria).

Uniformizados, cadastrados no programa Braços Abertos fazem limpeza na praça Princesa Isabel
Uniformizados, cadastrados no programa Braços Abertos
fazem limpeza na praça Princesa Isabel
Salário para comprar leite e fraldas

“Agora é bola pra frente, vida nova!”, “Melhorou 100%. É uma oportunidade pra gente mudar de vida, né?”, “Vou fazer um curso de capacitação e ser garçom, que é a minha especialidade!”, “Essa semana até comecei a estudar. Quero prestar vestibular e sair dessa vida”. Essas são algumas das frases ditas por dependentes químicos enquanto iniciavam os trabalhos de limpeza da praça Princesa Isabel na quinta-feira pela manhã. Sorridentes, eles trabalhavam em conjunto e contavam os planos para uma nova vida que vislumbram agora com as chances oferecidas pelo programa.

Carlos Adão, por exemplo, é dependente químico e acaba de ter um filho. Com o Braços Abertos, passou a dormir em um quarto mais confortável com sua esposa e seu bebê, e ainda garante uma renda para se sustentar. “Ganhando esse meu primeiro salário vou comprar leite e fraldas para o meu filho.” Ele conta que o trabalho o ajuda a ocupar a cabeça e que, por isso, já está há uma semana sem usar crack. Revelou ainda que não vê a hora de começar seu curso de capacitação, também oferecido pela prefeitura por meio do programa, para começar a trabalhar com o que gosta e tocar sua vida. Adão quer trabalhar como eletricista.

Tatiane, voluntária da ONG Brasil Gigante, que auxilia nos trabalhos assistenciais dos dependentes químicos, acompanha grupos de trabalho diariamente na região. Ela orienta os cadastrados, os orienta nos serviços que realizam e é tratada como uma grande mãe. Carinhosamente chamada de “Morena” pelos usuários, a voluntária, que acompanha de perto a operação desde o início, se diz muito feliz com os resultados até o momento. “Eles estão muito empolgados, interessados. Até agora não vi nenhum caso de desistência. Largar a droga é um processo lento, não acontece de um dia para o outro. Mas só de eles demonstrarem essa vontade de reverter a situação que estão já é um grande primeiro passo”. Tatiane contou também que, durante essa semana, os agentes da ONG e da Secretaria de Assistência Social estão realizando conversas dinâmicas com os cadastrados para identificar gostos, habilidades e aptidões para, assim, encaminhá-los para um curso de capacitação profissional de acordo com as afinidades.

Para o psiquiatra Dartiu Xavier da Silveira, diretor do Proad (Programa de Orientação e Assistência a Dependentes), da Universidade Federal de São Paulo e uma das maiores referências do assunto atualmente, o programa da prefeitura é o que há de mais efetivo no combate de uso de drogas, baseado na experiência internacional. Para ele, medidas repressivas ou coercitivas (como as de internação compulsória, já utilizadas na Cracolândia pelas gestões Serra/Kassab e pelo governo estadual) não funcionam. Em 90% dos casos de internação à força o usuário volta a usar drogas.

Evelyn, que tem 21 anos e é dependente química, já tem consciência dessa raiz do problema. A jovem, que já foi presa, frequenta a Cracolândia desde os 16 anos de idade e, depois de perder a casa, se mergulhou no consumo das drogas, chegando a consumir 50 pedras de crack por dia. Para sair dessa realidade, Evelyz diz que precisava ter de volta uma vida social, ou seja, viver a reinserção social citada por Dartiu que tira a pessoa da condição de vulnerabilidade. Com o Braços Abertos, Evelyn acredita ter conseguido ter “a vida social” que tanto queria, com trabalho, alimentação e moradia e, agora, pretende prestar vestibular e entrar em uma faculdade. Das 50 pedras que fumava por dia, essa semana fumou apenas 3, fato que é muito comemorado pela garota, e ilustra muito bem o conceito de redução de danos defendido pela prefeitura ao implantar o programa.

Após dar entrevista, Evelyn (segunda da esquerda para a direita) pede para ser fotografada ao lado dos amigos
Após dar entrevista, Evelyn (segunda da esquerda para a direita) pede para ser fotografada ao lado dos amigos
A vida era assim. Dinheiro, droga, dinheiro, droga…”

Apesar da esperança dos usuários cadastrados no programa em sair daquela condição de dependentes químicos e moradores de rua, a maior parte deles acredita que somente o suporte oferecido pela prefeitura não é o suficiente. É muito comum ouvir entre eles que a iniciativa é ótima, mas que se a pessoa não tiver interesse em parar de usar o crack, podem pegá-la pelo colo, dar comida na boca e até levar para outro país que ela não vai deixar de usar. “A oportunidade está dada, agora tem que ter é força de vontade”, disse Valcemir, morador da Cracolândia há nove meses e usuário. Ele agora não vê a hora de começarem os cursos de capacitação para exercer sua profissão, que é de mecânico.

Há ainda quem acredite que o combate ao crack vá muito além das políticas sociais, do acompanhamento médico ou da força de vontade. Para o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral dos Moradores de Rua da Igreja Católica, o programa é algo ainda experimental. Referência no trabalho com moradores de rua e pessoas em situação de vulnerabilidade social, o padre diz que, aparentemente, é tudo muito bonito, mas que não vislumbra uma política pública. “É um trabalho muito local. Tem que ser para a cidade toda. Além disso, as respostas ao problema não devem ser únicas., têm de ser tratadas de acordo com as necessidades de cada pessoa. Também não se falou em nenhum tipo de ação para coibir o tráfico. O uso da droga está totalmente associado ao tráfico e esses problemas não podem ser resolvidos separadamente”, argumenta o padre, ressaltando que a redução de danos é somente uma das possibilidades dentre tantas outras que devem ser trabalhadas em uma política para recuperação de dependentes químicos.

Cadastrados do programa pedem para serem fotografados
Cadastrados do programa pedem para serem fotografados
Apesar dos inúmeros desafios que os usuários cadastrados no programa sabem que terão de enfrentar na recuperação, a alegria de contar com um trabalho e um lugar para dormir no final do dia os motiva a seguir em frente. Ao contrário do que muitos pensaram nos primeiros dias da operação, eles estão engajados no serviço e fazem questão de mostrar isso posando para fotos.

E para quem já estava contente em poder trabalhar e vislumbrar um futuro novo, Jamaica e Bia podem comemorar em dobro. Ambos são moradores da Cracolândia e dependentes químicos há mais de dez anos, mas não se conheciam. Com o lançamento do Braços Abertos, os dois se encontraram e começaram a namorar. “Ganhei um quarto pra dormir, um trabalho, alimentação e um amor”, brinca, sinceramente, Jamaica. Bia diz que o trabalho a ajuda a ficar longe do crack e que agora ficou mais fácil largar o vício. “Antes, a gente dormia menos porque não tinha moradia. Então, como precisava gastar muito pra dormir, ficávamos na rua mesmo. Aí qualquer dinheiro que a gente ganhava ia em droga. A vida era assim. Dinheiro, droga, dinheiro, droga…”, revela Bia. “Agora dá pra virar até casamento, né?”, arriscou Jamaica. “Ai, que legal!”, responde espontaneamente Bia antes de dar um beijo no seu “namorido”, como gosta de chamar o companheiro.

O casal, fruto do Braços Abertos, Jamaica e Bia
O casal, fruto do Braços Abertos, Jamaica e Bia
Presente na região em quase todos os dias desde o início do programa no último dia 15, a secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, avalia como extremamente positivo o balanço dessa primeira semana de operação. A secretária destacou três pontos que julga serem importantes: o primeiro é que os usuários sabem que o programa é uma oportunidade para a vida deles; o segundo é que eles têm consciência que, se não quiserem, não vão conseguir se recuperar e, por fim, que pelo menos enquanto estão envolvidos nas atividades do programa, não estão fumando, aspecto muito citado pelos próprios usuários que já enxergam em si mesmos uma melhora em relação à condição que estavam antes.

É o caso do Narciso, dependente químico há mais de 20 anos, fumando uma média de 50 pedras por dia. Sua relação com as drogas piorou principalmente depois que perdeu os pais. Ex-detento do Carandiru, onde pegou mais de 20 anos de prisão por latrocínio, o usuário contraiu meningite e perdeu o movimento das pernas. Mesmo na condição de cadeirante, entrou no programa e hoje auxilia os seus companheiros nos serviços de zeladoria, trabalhando como fiscal. Segundo ele, nesta semana não fumou sequer uma pedra por estar trabalhando e focado em mudar sua situação.

Narciso almoçando no Bom Prato depois de uma manhã de serviço
Narciso almoçando no Bom Prato depois de uma manhã de serviço

Hoje (sexta feira, 24), os usuários cadastrados receberão o primeiro salário pelos dias trabalhados. Na primeira semana, de adaptação, mesmo os que faltaram ao serviço vão contar o valor integral dos R$ 15 por dia. Mas, a partir da semana que vem, de acordo com os funcionários da Secretaria Municipal de Assistência Social, quem faltar ao trabalho será descontado, ao menos que esteja doente ou intoxicado e passe pela assistência médica do programa.

É claro que não se sabe ainda que tipos de resultados serão constatados depois de um, dois ou três meses de operação. Mas, no que depender da esperança e da vontade de mudar desses novos ex-moradores de rua, a Cracolândia não será mais o abrigo dos que desistiram da vida.

Programa ameaçado

No final da tarde desta quinta feira (23), policiais do Departamento Estadual de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), da Polícia Civil, realizaram uma operação surpresa na região da Cracolândia e reprimiram violentamente usuários de crack que estavam pelas ruas. Cerca de dez viaturas cercaram a rua Barão de Piracicaba, onde se concentram dependentes químicos que não estão cadastrados no Braços Abertos. Os policiais atiraram contra a multidão com balas de borracha, jogaram bombas de efeito moral e utilizaram spray de pimenta. Há relatos de usuários que ficaram feridos com a ação.

A assessoria de imprensa do Denarc informou que a ação foi realizada para prender dois traficantes investigados. Ao todo, 30 pessoas foram detidas. A Polícia Civil informou ainda que a ação era de rotina e que, por isso, não precisavam avisar nada à prefeitura, mesmo com o programa em andamento.

Há seis meses a prefeitura vem trabalhando no diálogo pacífico com os usuários de crack da região para a criação do Braços Abertos. Com a atitude repressora da Polícia Civil, porém, a operação agora fica ameaçada, uma vez que os usuários podem associar a violência policial ao trabalho de assistência social realizado por meio do programa.

Em nota, a prefeitura de São Paulo afirmou que repudia este tipo de intervenção. O prefeito Fernando Haddad (PT), em entrevista coletiva, também se manifestou a respeito e classificou o episódio como “lamentável”. “Todas as ações têm sido pactuadas. Essa ação não foi pactuada com o governo municipal. Se tivéssemos tomado conhecimento, não concordaríamos com a maneira como foi procedido. Os agentes do município estão sendo convocados, porque estão em choque com o que aconteceu”, afirmou o prefeito, que também ligou para o governador Geraldo Alckmin para expor a situação.

Ivan Longo
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Las mejores frases de Hugo Chávez en sus 14 años de gobierno


Son inolvidables algunas de las respuestas dadas por el difunto líder de la revolución bolivariana, Hugo Chávez, a varios estadistas americanos y de otros países. Son parte de su herencia política, y quedan como frases hechas que hicieron historia.

Cada uno de los juicios de Chávez lleva la marca de su personalidad y su ingenio. Algunos fueron provocadores, mientras que otros transmitían un sentido de humor caribeño inimitable.

El imperio y el imperialismo
“El diablo está en casa. Ayer el diablo vino aquí. En este lugar huele a azufre” (sobre la comparecencia del entonces mandatario de EE.UU. George W. Bush ante la Asamblea General de la ONU en 2006).


Come here, mister Danger, cobarde, asesino, eres un genocida, eres un alcohólico, eres un borracho, eres un inmoral, eres lo peor, mister Danger, eres un enfermizo, lo sé personalmente”. “Eres un ignorante, mister Danger, eres un burro, mister Danger; o para decírtelo en mi mal inglés, You are a donkey, Mr. George W. Bush”. “Eres de lo peor que ha habido en este planeta. Dios libre al mundo de esta amenaza” (Sobre el mandatario estadounidense en 2006).


“No sería extraño que en Marte haya habido civilización, pero a lo mejor llegó allá el capitalismo, llegó el imperialismo y acabó con ese planeta” (2011).


“Váyanse al carajo yanquis de mierda, que aquí hay un pueblo digno” (2006).

“Quizá me queda una pequeña esperanza de que Obama cumpla con lo que prometió en su campaña electoral. Ojalá Obama se dedique a gobernar Estados Unidos y se olvide del imperialismo y de la pretensión de gobernar al mundo” (2010).

“¿Sería extraño que hubieran desarrollado una tecnología para inducir el cáncer y nadie lo sepa hasta ahora y se descubra esto dentro de 50 años?” (2011).


Temas económicos y de justicia social
“Ser rico es malo, es inhumano. Así lo digo y condeno a los ricos” (2005).

“Buena parte de la riqueza europea tiene su origen en las riquezas minerales del nuevo mundo, que alimentaron las arcas de las monarquías de Europa” (2007).

“Si el clima fuera un banco, ya lo habrían salvado” (2009, en la cumbre de Copenhague sobre el cambio climático).

“Si tú te levantas a las tres de la mañana para ir al baño, compadre, ¿por qué hay que prender ese poco de luces? Ponga la linterna ahí, en la mesa de noche”. (Dicha el 5 de septiembre del 2009, cuando anunció más medidas para paliar la crisis energética).


Las relaciones entre los países iberoamericanos
“Bolivia tuvo mar. Yo sueño con bañarme en una playa boliviana” (2006).

“Creo que estamos sufriendo de impotencia política. Necesitamos un viagra político” (Ante la II Cumbre Sudamericana de Naciones en Bolivia, 2006).

“A Uribe le faltaron cojones para una acción militar en Venezuela” (2012).

“Tenemos 500 años aquí y nunca nos callaremos, mucho menos ante un monarca”. “El Rey es tan jefe de Estado como soy yo. Sólo que yo he sido electo tres veces con el 63%. Somos iguales, jefes de Estado igual. Somos tan jefes de Estado el indio Evo Morales como el rey Juan Carlos de Borbón y yo” (2007 ante la exigencia del rey de España, Juan Carlos I, de que se callara en el transcurso de la XVII Cumbre Iberoamericana en Chile).

“Si yo me callo, gritarían las piedras de los pueblos de América Latina que están dispuestos a ser libres de todo colonialismo después de 500 años de coloniaje”.

Sobre sí mismo
“No soy monedita de oro pa' caerle bien a todos”. (2007, en la XVII Cumbre Iberoamericana de Santiago de Chile).


“Es una victoria de mierda y la nuestra, llámenla derrota, pero es de coraje, es de valor, es de dignidad” (sobre su derrota en el referéndum para una reforma constitucional en 2007).


“Traigo en mi corazón el llanto del Caribe y el llanto del Orinoco” (expresión de su congoja por la muerte de ex presidente argentino Néstor Kirchner, 2010).

“El año que viene yo estoy seguro que ustedes me van a reelegir presidente por seis años más. Y en 2019 que yo decía que me iba a ir, no me voy tampoco. 2019-2024, 2024-2030, para allá vamos con el favor de Dios y la Virgen”.

“Parto lleno de optimismo, lleno de luz, de fe en Cristo, para seguir batallando y venciendo”.


Fue una de sus últimas frases pronunciadas en público y ante las cámaras, minutos antes de dejar Caracas, el 10 de diciembre del 2012, con rumbo a La Habana, donde por cuarta vez Hugo Chávez fue intervenido quirúrgicamente del cáncer que padecía.

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A reportagem que nunca foi escrita


O noticiário policial dos jornais paulistas tem registrado, nos últimos dias, uma frequência preocupante de episódios de depredações e ataques em cidades do interior. Os incidentes têm sido vinculados, ainda que indiretamente, à decisão de colocar sob regime de isolamento os líderes da facção criminosa chamada Primeiro Comando da Capital, que cumprem penas em presídios de segurança máxima.

Nos quatro dias de carnaval, foram dezenas de ataques com coquetéis molotov contra veículos, principalmente ônibus, e prédios públicos e particulares em cinco cidades, com grande concentração no oeste e noroeste do Estado. Em algumas das ocorrências, chama atenção a presença de adolescentes, com idades entre 13 e 16 anos.

Com cautela, porta-vozes da Secretaria da Segurança Pública evitam afirmar que se trata de uma retaliação por conta do cerco ao chamado PCC. Somente em Campinas, catorze ônibus do sistema municipal de transporte foram depredados na madrugada de terça-feira (4/4). Durante o período de carnaval, chegou a 22 o total de veículos vandalizados.

No carnaval do ano passado, registraram-se apenas 6 ocorrências desse tipo, mas em 2011 a cidade havia sofrido nada menos do que 66 ataques a ônibus, o que complica a análise das causas.

Na cidade de Promissão, a 451 km de São Paulo, além de sete veículos também foi atacada a casa de um policial rodoviário. As outras cidades com ocorrências semelhantes foram Assis, Ourinhos e Santa Cruz do Rio Pardo.

Policiais ouvidos pela imprensa acham que a ação foi uma resposta a uma operação que resultou na apreensão de grande quantidade de drogas e na prisão de 199 suspeitos na região. Em outra reportagem, o Estado de S. Paulo divulga relatório do Conselho Internacional de Controle de Narcóticos, órgão da ONU, no qual se revela que o consumo de cocaína no Brasil mais do que dobrou em dez anos. Além de fundamental na rota da droga produzida nos países andinos, nosso país se tornou um dos maiores consumidores, com um volume quatro vezes superior à média mundial.

Quem financia?

Há uma relação direta entre os incidentes no interior paulista e indicadores de consumo de drogas, embora não explicitada nas reportagens: o lucro dos traficantes é tão elevado e seus negócios tão consolidados que toda ação policial de grande escala produz um efeito semelhante ao das crises que abalam as bolsas de valores.

Em alguns casos, a apreensão de grandes quantidades, como ocorreu na véspera do carnaval, quando a polícia recolheu 300 quilos de drogas na sede da Torcida Organizada do Palmeiras, em São Paulo, provoca um rearranjo no sistema de distribuição e o imediato aumento de preços.

As reportagens sempre remetem a dificuldades do governo paulista com o sistema do crime organizado, principalmente em relação ao chamado PCC. Mas o noticiário fragmentado dissimula o principal eixo da questão: falta uma política nacional capaz de controlar o fluxo de drogas através do país, e não há como escapar à responsabilidade da aliança política liderada pelo PT, que domina o poder Executivo desde 2003: os dados da ONU sobre a expansão do mercado das drogas no Brasil, em índices superiores aos do consumo mundial, nesse período, não deixam margem para desculpas.

O desembargador aposentado Wálter Maierovitch, certamente o brasileiro mais familiarizado com a questão do crime organizado e ex-titular da Secretaria Nacional Antidrogas, costuma dizer que as operações policiais espetaculares são apenas isso: espetáculos. Na sua opinião, os anúncios de grandes apreensões de substâncias ilícitas apenas sinalizam para o mercado do crime que é hora de aumentar preços. O grande desafio, observa, é atacar as finanças das quadrilhas.

De fato, o leitor nunca encontra respondida nos jornais, a pergunta: a quem pertencem as drogas apreendidas? Por exemplo, quem era o dono dos 445 quilos de pasta-base de cocaína que foram apreendidos num helicóptero que pertence ao deputado mineiro Gustavo Perrella, do partido Solidariedade?

Mas há uma questão ainda mais importante: quem financia o narcotráfico? Repórteres investigativos que foram atrás dessa pauta nos últimos trinta anos esbarraram em delegados de polícia, políticos, empreendedores imobiliários, oficiais da Polícia Militar, donos de casas de prostituição, bicheiros e exploradores de jogos clandestinos — chegaram perto até mesmo de um empresário do setor de educação.

Mas essa segue sendo a reportagem que nunca foi escrita.

Luciano Martins Costa
No OI
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