19 de fev de 2014

Na cova dos leões


O submundo comandado por Daniel Dantas bem que tentou intimidar Rubens Valente, no mesmo dia da entrevista dele no Roda Viva, da TV Cultura. Em um artigo publicado no site Brasil 247, Márcio Chaer, dono da assessoria de imprensa Bajulador Jurídico, atacou Rubens e o livro Operação Banqueiro para defender seu principal cliente, Gilmar Mendes.

A razão é óbvia. No livro, fica claro que Mendes trabalhou de forma decisiva para livrar a cara do banqueiro bandido Daniel Dantas, a quem concedeu dois habeas corpus em menos de 48 horas, um recorde mundial. Além disso, Rubens demonstra de forma absoluta como o ministro, então presidente do STF, trabalhou diuturnamente para desqualificar a Operação Satiagraha e esconder os crimes de Dantas.

A presença serena e profissional de Rubens no programa, normalmente uma Roda Morta a serviço dos interesses tucanos, foi gratificante em todos os sentidos. Como grande jornalista que é, não fugiu de nenhuma pergunta e deu uma visão clara e definitiva sobre o assunto.

Achei estranha apenas a participação da jornalista Laura Diniz, que foi apresentada por Augusto Nunes como alguém especializado “também na cobertura de assuntos judiciais”. Eu não sei se virou uma coisa comum, mas eu nunca tinha visto um jornalista avulso no programa, alguém que não leve o crédito de ao menos pertencer a um blog jornalístico.

O fato é que, em sintonia com o apresentador Augusto Nunes, também colunista da Veja, Laura Diniz mostrou-se preocupadíssima em proteger a imagem de Dantas e puxar a entrevista para uma suposta participação — negada, todo o tempo, por Rubens Valente — do ex-presidente Lula. Laura também se mostrou particularmente frustrada por não ter achado no livro mais histórias contra Luis Demarco, inimigo número um de Daniel Dantas e, por extensão, de seus amigos Chaer e Mendes.



Uma olhada no Google me diz que Laura Diniz foi repórter do Bajulador Jurídico e da Veja. Em 2012, fazia parte de um time que analisava o julgamento do mensalão, no STF, ao lado de lumiares como Marco Antônio Villa e Reinaldo Azevedo. Onde trabalha, hoje, não descobri.


Veja também: “Roda Morta” não salva Dantas nem Gilmar
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Mais um troféu "Óleo de Peroba"

“Democracia implica instituições sólidas, estáveis; Legislativo e Executivo eleitos de forma direta e no pleno exercício das suas responsabilidades; judiciário independente; imprensa livre e partidos políticos representativos de ideias e princípios de grupos sociais. Estas são conquistas das quais não podemos abdicar.”

Você imagina quem escreveu o parágrafo anterior? Pasme: Aécio Neves, em sua coluna segundeira.

A pretexto de discutir a urgência de defesa da democracia, criticar os excessos em manifestações populares e mandar recados, à direita e à esquerda, o senador Neves nos lega a pérola acima.

Talvez atordoado com a vinda de Lula a Minas Gerais, na sexta-feira (14/02), para apresentar, à militância petista e aos possíveis partidos aliados, a pré-candidatura de Fernando Pimentel ao governo do estado, o senador ausente de seu torrão natal, escreve mais um de seus textos caleidoscópicos, prenhe de insinuações e com “oferecimentos” para os diversos gostos da política.

Para quem governou Minas Gerais e deixou como herança a ausência de instituições sólidas e estáveis; um judiciário que não julga questões relativas ao seu governo; um ministério público tolhido em suas funções, pela ação dos procuradores-chefes por ele nomeados; uma imprensa que sofre censura econômica; partidos de apoio ao governo tucano sem qualquer representatividade de ideias, frente à base social que pretendem representar, Aécio Neves fez um exercício teatral digno de registro.

Ou melhor, seu texto é o picadeiro do circo de frases soltas e enunciados insinceros. Ele ocupa o centro desse picadeiro, aspirando a condição de mágico, de ilusionista ou hipnotizador. Ele acha que vai, mais uma vez, enganar parcelas significativas do eleitorado.

Não passará. A “fadiga de material” tucana é evidente: o PSDB vive o drama de não poder explicitar seus instintos mais íntimos, ou seja, a defesa da privatização total das esferas da sociabilidade, pelo simples fato de que seu ideário fracassou no mundo inteiro; sua experiência pessoal em Minas Gerais o levará ao fundo do poço, porque o estado está quebrado; e, principalmente, ele não “passará” porque os avanços e propostas hegemônicas no país são reconhecidos.

Ou seja, não nos resta outra opção do que antecipar a entrega do trófeu Óleo de Peroba 2014, sem mesmo a conclusão de seu segundo mês. É seu Aécio Neves, pelo parágrafo destacado em epígrafe.

Ps.: parabéns por ter se referido ao golpe de 64... como golpe de 64. Ainda que lentamente você está aprendendo.

No Minas Sem Censura
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Delegado acusado pela Veja responde à revista


EU CONHEÇO A SININHO!

Sim. Eu conheço Elisa Quadros, a Sininho. Confirmei isso desde o primeiro contato feito pela Revista Veja sobre a minha doação para o evento "Mais amor menos capital". Então quem é o Pinóquio nesta história?

1) O fato de ter sido comprovado em menos de 24 horas que a reportagem da Veja, ao tentar me vincular a um suposto financiamento da violência dos protestos, foi construída na má fé, uma vez que na planilha editada pela revista foram omitidos os gastos do evento, que incluía a compra de rabanadas, pão, papel, bem com o aluguel de cadeiras e pagamento de transporte, demonstra por si só quem está desde o início com dolo (a palavra agora está na moda) de mentir.

2) A nova tentativa de me vincular às violências ocorridas nas manifestações tem agora toques inquisitórias. O delegado de polícia que conhece a "fadinha do mal"! Nunca neguei conhecer a Sininho, pelo simples fato de não existir nenhum impedimento jurídico, moral ou ético para isso. Conheci Elisa Quadros, assim como outros ativistas do movimento Ocupa Câmara, muitos que assim como ela foram presos e tiveram as respectivas prisões revogadas pela Justiça.

3) Elisa Quadros, pelo que eu e a Revista Veja sabemos, não é foragida da Justiça e nem tem nenhum mandado de prisão pendente. Ah, sim! Esqueci! Ela é apontada como sendo líder dos Black Blocs. Por quem? Pela própria Revista Veja.

4) Outro aspecto da pretensa ofensa a mim dirigida pela Veja é ter estado na cerimônia de premiação organizada pela jornalista e humorista Rafucko que retrata de forma divertida o cenário das manifestações. A confusão entre a abordagem humorística e a realidade feita pela Veja muito se assemelha a perseguição e as ameaças sofridas pelo ator Fábio Porchat em razão do vídeo do Grupo Porta dos Fundos intitulado "Dura". A Veja e alguns policias militares parecem compartilhar da mesma falta de humor.

5) O que está em jogo não é o fato de eu ter conhecido a Sininho dois meses antes do evento para o qual fui por ela convidado e tão menos eu ter participado da premiação teatral realizada pelo meu amigo Rafucko. O que a Veja não tolera é um policial que despreza o Estado Policial! O que a Veja não tolera é um delegado de polícia que ao invés de aparecer em fotografias com empresários e políticos se dispõe a encontrar ativistas e pessoas que podem lhe oferecer muito mais do que todas as articulações empresariais, políticas e financeiras de uma revista comercial, através da sublime experiência da LIBERDADE.

6) Por fim, quero consignar o imenso orgulho que sinto em poder ser fotografado e de participar de eventos ao lado de pessoas que pensam o país para além do capital financeiro. Sendo assim, por esta publicação de hoje não pretendo nenhum ressarcimento por danos morais. Estou com a moral elevada!

7) Não esqueçam de pesquisar sobre a Privataria Tucana em  http://pt.wikipedia.orgwikiFicheiro:A_Privataria_Tucana.jpg

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O reacionário está na moda

Tamanha reação do conservadorismo extremo pode indicar que o país anda no caminho certo.

Não foi surpresa que logo após o comentário em que deu status de legítima defesa a justiceiros, a jornalista Rachel Sheherazade tenha tido a oportunidade de escrever artigo no espaço mais nobre de um grande jornal.

Foi vociferando a altos brados, contra todas as formas de ‘esquerdismo’, sem sutilezas nem decoros, que Reinaldo Azevedo ganhou o status de colunista nesse mesmo diário.

Lobão foi guindado a uma revista semanal depois que minimizou a tortura dos anos de chumbo, desprezando quem se disse vítima por ter tido “umas unhazinhas arrancadas”.

Diogo Mainardi pulou da revista para a TV a cabo, apelidando semanalmente o presidente de anta.

Até humoristas que se orgulham de ser politicamente incorretos, sobretudo com o mais vulnerável, vêm emplacando programas próprios na telinha.

Se alguém ainda tinha dúvidas, elas estão sendo dissipadas: o reacionário está definitivamente na moda.

Não há veículo da grande imprensa que não tenha hoje um ou mais comentaristas dispostos a tirar o espectador da ‘zona de conforto’, e destilar o mais profundo catastrofismo, enquanto estimulam a ira e desprezam a dignidade humana em nome de uma hipotética Constituição de um único artigo: a liberdade de expressão absoluta.

Tamanha reação do conservadorismo extremo, pelos novos ícones da classe média, poderia indicar que, de alguma forma, o país anda no caminho certo.

Nenhuma redução de desigualdade, seja ela econômica, social, racial, de gênero ou orientação sexual, passa incólume à reação. Tradição e privilégios jamais se rendem sem resistência.

Mas há dois componentes neste jogo que complicam a equação e nos aproximam da intolerância.

Primeiro, o fato de que o catastrofismo sem limites, o derrotismo por princípio e o esforço de detonar o Estado de todas as formas e sob todas as forças, produz uma inequívoca sensação de que estamos sempre à beira do abismo. Mesmo quando evoluímos.

A estabilidade política é desprezada, sufocada pela ideia que resume toda política em corrupção — mas que, inexplicavelmente, considera o corruptor apenas uma vítima do sistema que patrocina.

Todo mal reside nos políticos, nos partidos, enfim no Estado — nunca no mercado ou nos mercadores.

A maior autonomia dos órgãos de investigação e a independência dos operadores do direito, somadas ao fim da censura, têm ligação direta com esse mal-estar da liberdade: a democracia não é pior porque produz mais monstros, apenas mais incômoda porque é impossível escondê-los.

O derrotismo desproporcional, que remete toda e qualquer política à vala comum, acaba por conferir a violência foros de alternativa.

A criminalização da política é, assim, uma poderosa vitamina da intolerância. E seus responsáveis são justamente aqueles que mais bradam contra a violência que ao mesmo tempo estimulam.

Mas não é só.

A política também tem perdido seu prestígio por estar sendo sepultada pelo fator eleitoral.

O pragmatismo sem freios destroça ideologias, pensamentos e valores e é um consistente obstáculo ao avanço civilizatório. Quando o poder é mais relevante que a política, os fins sempre servem para justificar meios.

A rendição à pauta religiosa, de governos e oposições, é um sintomático reflexo desse excesso de pragmatismo que comprime o espaço republicano.

A submissão rala à pauta punitiva, que ameaça inserir o país na lógica de um Estado policial, é outro indício. Como o instrumento penal é sempre seletivo, mais repressão significará mais desigualdade.

Esvaziar a política nunca é uma tarefa prudente, menos ainda quando o canto da sereia do reacionarismo está cada vez mais afinado.

Há 50 anos, nossa democracia foi estuprada por militares que deram um golpe, civis que o financiaram e reacionários que o justificaram, inclusive e fortemente na imprensa.

Que a efeméride, ao menos, nos mantenha vigilantes.

Marcelo Semer
No Sem Juízo
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Resposta aos ataques do empresário Márcio Chaer - Parte I


Prezados leitores,

Quando um escritor e uma editora lançam um livro, ainda mais quando ele trata de assuntos tão candentes quanto "Operação Banqueiro", é claro que estão abertos a avaliações negativas. É parte da democracia e críticas sérias são bem aceitas.

http://joseluizalmeida.com/wp-content/uploads/2011/05/Consultor_juridico.jpg
Mas o texto que o empresário e jornalista Márcio Chaer publicou em seu site “Consultor Jurídico” na última segunda-feira passa muito longe de qualquer resenha profissional. Trata-se de uma série de acusações descabidas, numa tentativa de abalar a credibilidade do livro e do autor.

Basta dizer que, no texto, ele comparou a mim e outros jornalistas de muitos anos de experiência a uma pessoa presa em Minas Gerais sob acusação de falsificação de documentos. É uma dessas difamações inaceitáveis que não merecem o silêncio.

Comparar uma pessoa presa sob essa acusação com um jornalista que, como eu, trabalha há mais de 15 anos em um dos jornais mais lidos do país, que jamais foi condenado em virtude de qualquer matéria que tenha escrito — tendo coberto as mais áridas e arriscadas investigações ao longo de anos e anos — não tem nada a ver com uma resenha: trata-se de um evidente ataque pessoal planejado para difamar o livro e o autor. Não conseguirá.

Em meu livro, apresentei fatos, documentos, interceptações telefônicas, datas, entrevistas. Márcio Chaer apresenta leviandades, ofensas, insinuações, mentiras e distorções.

Essa é a diferença entre um jornalista responsável pelo que apura e escreve e um jornalista que trabalha com ilações. Um fala com provas, o outro mente e deturpa.

Antes de tudo, preciso apresentar Márcio Chaer a quem não o conhece e os interesses que o cercam, já que, obviamente, ele não fez a sua correta apresentação aos seus próprios leitores.

Chaer tem ou teve como clientes de suas empresas alguns dos principais escritórios de advocacia do país, muitos dos quais receberam recursos da companhia telefônica Brasil Telecom na época em que ela era comandada por pessoas indicadas pelo grupo Opportunity. Márcio Chaer é amigo íntimo do ministro do Supremo Gilmar Mendes, devidamente referido em meu livro.

Márcio Chaer também ofereceu os serviços de sua empresa para o então homem forte do banqueiro Daniel Dantas, Humberto Braz, depois condenado em primeira instância por corrupção no caso Satiagraha. Essa proposta foi enviada por e-mail, com arquivos anexados que previam os trabalhos de empresa de Márcio Chaer em prol da companhia telefônica. A proposta de contrato, a que tive acesso em detalhes, foi citada em meu livro. Diferentemente do que Márcio Chaer faz comigo em seu texto, contudo, tratei-o no livro com todo o respeito e até descrevi a defesa que ele apresentou em público, na internet.

Em síntese, Márcio Chaer insinua em seu texto que um dos empresários que tem divergências com o grupo Opportunity está por trás do livro. Trata-se, como já vimos, do mesmo argumento apresentado pelos advogados do banco Opportunity quando do lançamento do livro.

No livro “Operação Banqueiro”, procurei demonstrar como o banco e seus prepostos operam para descredenciar e desqualificar pessoas que têm um comportamento que o banco julga não ser de seu interesse. Examinei o caso da juíza do Rio Márcia Cunha, que teve que provar (com perícias!) que as decisões que ela proferiu eram dela mesmo.

Chaer propõe a mesma coisa: afirma que eu não escrevi o livro que escrevi. Provas, indícios, nenhum. Apenas palavras vazias ao sabor do vento.

Márcio Chaer, terei que contratar uma perícia para também demonstrar que eu escrevi o que eu escrevi? Sua insinuação é insultuosa.

O longo texto de Chaer será rebatido ponto a ponto, para que o leitor tenha a devida compreensão dos fatos.

1) Chaer inicia seu texto logo com uma mentira na primeira frase. Diz que uma certa ação de improbidade foi protocolada pelo procurador da República Luiz Francisco em setembro de 2008, quando na verdade isso ocorreu em 2004. Por que 2008 e não 2004? Ora, em 2008 houve a Operação Satiagraha, então o suposto engano do procurador fica mais interessante na construção de Chaer para vincular “falsificações” à Satiagraha. Uma mentira entre tantas. Ele segue insinuando que eu tive alguma qualquer participação na “falsificação” de uma reportagem citada pelo procurador — a palavra é dele. Os fatos: anos atrás, escrevi uma matéria na “Folha de S. Paulo” sobre o caso Banestado e remessas de doleiros no exterior. Meses depois da publicação, o procurador da República Luiz Francisco citou essa mesma reportagem em inicial de ação judicial, no entanto ele disse que naquela matéria tratava de coisa que, na verdade, não estavam escritas ali. Meses depois, compareci (não me recordo em que instância do Judiciário) para falar sobre o assunto. Isso ocorreu anos atrás, e não é incomum eu ser chamado a comparecer à Polícia Federal e ao Judiciário para falar em processos, na condição de testemunha. Não tenho aqui comigo agora de quem partiu o pedido para que eu fosse ouvido, mas assim que localizar os detalhes, informarei. De qualquer forma, o que importa é que eu disse a verdade: que a matéria citada não tratava do assunto descrito na ação. Pelo que me recordo, indagado em seguida se confirmava determinadas informações que constavam na ação civil, eu disse que sim, que estavam corretas ou me pareciam corretas. Disse a verdade, ou seja, que de fato havia ocorrido um erro de procedimento naquela ação, que a matéria citada não era a correta, mas que havia números ou fatos corretos na ação. Fui dispensado. E para mim acabou aí esse episódio, jamais voltei a ouvir falar disso.

Mas o que diz agora Márcio Chaer, tantos anos depois? Que eu fui “interpelado sobre a falsificação”. A expressão usada por Chaer induz o desavisado leitor de seu site a acreditar que, de alguma forma, eu fui suspeito ou investigado pelo problema na citação indevida, quando na verdade eu apenas esclareci o que havia ocorrido. O meu esclarecimento, na verdade, prejudicou a posição do procurador da República, pois eu esclareci que houve um erro, não fugi. Meu compromisso é com a verdade.

2) Na segunda etapa do seu texto, Márcio Chaer diz que as “obras completas” do empresário Luiz Demarco foram “condensadas em um livro”, “Operação Banqueiro”. Leviano. Jornalistas trabalham com fatos. Que evidência ou mesmo indício Chaer apresenta para tão grave afirmação? Nenhuma, zero. Nesse momento, os prezados leitores pelo menos têm a oportunidade de presenciar, ao vivo e em cores, como se processa a tentativa de manchar a idoneidade de um profissional. É assim: acusa-se sem provas, depois vemos o que acontece. O importante é fazer circular o boato. Quem não conhece o alvo, pelo menos fica em dúvida, o que já valeu para a operação de desconstrução de uma pessoa. Trata-se de um método.

3) Márcio Chaer dá sequência à sua peça de acusação com nova absurda mentira. Diz que o livro “foi oferecido” a duas editoras, a Três Estrelas e a PubliFolha. Ocorre que a editora Três Estrelas não existe. Trata-se de um selo da mesma editora Publifolha. Não preciso aqui explicar a Chaer, um homem tão perspicaz, a diferença entre um selo e uma editora. O empresário segue afirmando que o livro “foi rejeitado por defeitos incorrigíveis”. Ocorre que tenho em minhas mãos (pedirei autorização para divulgá-los) inúmeros e-mails dos responsáveis pela editora PubliFolha dizendo justamente o contrário: que o livro era excelente, que estava aprovado para publicação. Ou seja, a editora PubliFolha, diferentemente da mentira assacada por Chaer, jamais rejeitou o livro, pelo contrário, tentou de várias maneiras lançá-lo. Não tenho a mínima dúvida da boa-fé e da idoneidade dos responsáveis pela editora PubliFolha. O lançamento acabou não ocorrendo pela PubliFolha, conforme me foi detidamente explicado, por razões operacionais, já que é uma editora pequena, e por isso o lançamento foi postergado por duas vezes nos últimos dois anos. Compreendo e aceito as explicações da PubliFolha, que é dirigida por pessoas idôneas e íntegras. Nesse meio tempo, eu e a editora fomos procurados pelo editor Luiz Fernando Emediato, interessado no lançamento da obra em seu selo “História Agora”. Após uma conversa inteiramente amigável com a PubliFolha, eu mesmo solicitei (tudo por escrito) a liberação do livro para a publicação na outra editora, a Geração Editorial. O que acabou ocorrendo em janeiro último. Tendo em vista todas essas minhas explicações, o que dizer da afirmação de Chaer de que meu livro foi recusado por “defeitos incorrigíveis”? É outra insinuação insustentável, pois os e-mails em meu poder demonstram amplamente o contrário. E como Chaer poderá provar aquilo que não aconteceu? Jamais.

Como o texto de Chaer, embora vazio, é bastante longo, retomarei em breve a sequência das minhas explicações, para não cansar o leitor.

Obrigado, Rubens Valente

Operação Banqueiro
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Maus Médicos prosperam em São Leopoldo-RS

Médicos são afastados por cobrarem até R$ 10 mil por consulta do SUS em São Leopoldo, RS


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A renúncia de Azeredo e a responsabilidade do STF

Farsa de que haveria tratamento igual para denúncias iguais contra PT e PSDB durou muito mas acabou

Com a renúncia ao mandato de deputado federal, prevista para ser anunciada oficialmente a qualquer momento, Eduardo Azeredo vai escapar do julgamento no STF e garante transferência automática para a primeira instância.

É o fim da farsa de que a Justiça iria dar tratamento igual para denúncias iguais.

Eduardo Azeredo passa a ter direito, agora, a um duplo grau de jurisdição, em Belo Horizonte. Mas, na capital mineira, o processo sequer terminou a fase incial.

As testemunhas não foram ouvidas, a defesa não apresentou suas alegações nem o Ministério Público apresentou a denúncia.

E quando tudo isso for feito, quem for condenado terá direito a segunda instância. Quando isso vai acontecer? Ninguém sabe.

Mas todo mundo sabe, por exemplo, que o mensalão PSDB-MG chegou ao STF dois anos antes do que a denúncia contra os petistas.

A renúncia de Azeredo destrói uma ilusão. Impede que se salvem as aparências. É o absurdo jurífico na forma de fratura exposta.

Mas há responsabilidades por isso. Não é “o sistema.”

Em agosto de 2012 o STF negou, por 9 votos a 2, que os réus da AP 470 tivessem direito ao desmembramento. Meses antes, os ministros asseguraram o desmembramento aos réus do mensalão PSDB-MG.

A desigualdade nos direitos dos réus foi definida ali e era só uma questão de tempo que mostrasse sua utilidade.

Dois pesos, dois mensalões, escreveu Janio de Freitas, na época. No mesmo dia, há dois anos, alertei que esse tratamento desigual teria um efeito duradouro sobre o julgamento.

Claro que teve. Garantiu a impunidade de alguns e a pena máxima, agravada artificialmente, de outros.

Quem dizia que o STF estava punindo “ poderosos“, que isso “nunca fora feito antes” pode cancelar o baile e pedir o dinheiro dos ingressos de volta.

Essa visão foi coberta de ridículo pela decisão de Azeredo. O deputado federal não está errado. Fez aquilo que os juizes disseram que poderia fazer. Quem vai condenar?

A outra face da AP 470 foi escrita agora, com todas as letras.

Ao verificar que não era possível livrar-se de uma denúncia e que corria o risco de ser condenado a 22 anos, Azeredo caiu fora.

Estava autorizado a fazer isso pela decisão do STF.

Se este critério tivesse sido aplicado na AP 470, José Dirceu, Delúbio Soares, Henrique Pizzolato e outros 30 réus sequer teriam passado pelo STF. Estariam na primeira instância. E, se resolvessem seguir o exemplo de Azeredo, Genoíno, João Paulo Cunha e outros parlamentares só precisavam renunciar para ter acesso aos mesmos direitos.

A História da AP 470 teria sido outra.

Com a renúncia, Eduardo Azeredo dá adeus a Joaquim Barbosa, a Gilmar Mendes e outros leões do “maior julgamento da história.”

Para os ministros, vai ser um alívio, tenho certeza.

Uma coisa foi aplicar a Teoria do Domínio do Fato contra Dirceu, Genoíno e Delúbio, sob aplauso dos meios de comunicação. Ali era possível falar em “flexibilidade“ das provas, em condenar réus enquanto se mantinha, em caráter sigiloso, documentos e testemunhas que poderiam ser úteis em sua defesa.

Outra coisa seria encontrar atalhos equivalentes para condenar Eduardo Azeredo com o mesmo rigor.

Não que não houvesse provas para isso. Havia, e até mais robustas que as provas da AP 470. Se você acredita que era um caso regional, mineiro, saiba que é um conto do vigário. Quando a vida de Marcos Valério e outros publicitários do esquema ficou difícil, em Minas Gerais, por causa da oposição do governador Itamar Franco, suas agências se mudaram para Brasília. Ganharam contratos no Banco do Brasil, no Ministério dos Esportes. Mobilizaram verbas milionárias do Visanet. Tudo como se faria depois, no governo Lula. Mas agora, era o governo Fernando Henrique.

Os diretores do Banco do Brasil eram os mesmos. Até o responsável pelos pagamentos a Visanet, nomeado pelo PSDB, permaneceu no posto quando o governo mudou. Como Azeredo, ele também escapou, deixando toda a culpa para Henrique Pizzolato. Não foi sequer indiciado.

Mas imagine um réu do PSDB sendo acusado de corrupção, em 2014, quando o julgamento poderia tornar-se uma pedra no discurso ético de Aécio Neves?

Quem iria chamar tucano de mensaleiro, estimulando atitudes agressivas, de tipo fascista, contra Azeredo?

Nada disso, meus amigos.

A farsa acabou.

De minha parte, acho até que durou muito.

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Entre Caspas passa fora ao vivo


Na edição de ontem (18) desse folhetim pseudo-jornalístico, a Mônica Paudfoguel levou um passa fora ao vivo e à cores; os entrevistados foram Igor Fuser e José Augusto Guilhon (algum apaniguado do MilÂnus).

Lá pras tantas, depois de muita empulhação e balela direitista, o Igor mandou essa: "Em 15 anos de Chavismo na Venezuela, quantas matérias positivas apareceram na GLOBO? Estou falando da GLOBO porque estou aqui, mas isso é verdade para qualquer meio jornalístico!"

Pano rápido. A palhaçada termina com o risinho cínico da apresentadora quando o apaniguado do MilÂnus diz que, para o governo toda oposição é golpista!!

Veja aqui:



René Amaral
No AmoralNato
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Eduardo Azeredo renuncia ao mandato de deputado federal

Filho do deputado mineiro está hoje Brasília para entregar carta de renúncia do pai ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves

O filho do deputado federal e ex-governador de Minas Eduardo Azeredo (PSDB), Renato Penido Azeredo, viajou na manhã desta quarta-feira para Brasília onde vai entregar ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), a carta de renúncia ao mandato do pai. No texto, Eduardo Azeredo diz não concordar com as acusações do processo de crimes de peculato e lavagem de dinheiro e que no Supremo Tribunal federal (STF) não há julgamento, mas apenas condenação.

Na manhã desta quarta-feira, o deputado Eduardo Azeredo confirmou a decisão de renunciar ao mandato, mas não quis entrar em detalhes sobre o assunto. "Não quero falar muito não. O Pestana (Marcus Pestana, deputado federal e presidente do PSDB em Minas) vai fazer um pronunciamento", disse o parlamentar. Perguntado se estava sendo injustiçado, Azeredo respondeu enfático: "Completamente, estou sendo responsabilizado por atos de 2º e 3º escalões".

Orquestrado

De Brasília, o deputado federal Marcus Pestana informou que estava preparando o discurso que fará da tribuna da Câmara, marcado para as 17h30 desta quarta-feira. "Será um discurso de desagravo, lembrando o passado honrado e de homem de bem dele", afirmou Pestana.

O deputado rechaçou a hipótese de a iniciativa de Azeredo fazer parte de uma ação orquestrada por lideranças tucanas. "Isso não é verdade, foi uma decisão individual dele, corajosa e de desprendimento, de quem quer tudo seja apurado", reagiu Pestana.

Pestana também negou que a renúncia visa o julgamento do processo pela Justiça comum, longe dos holofotes do Supremo Tribunal Federal. ""Também não é verdade, caberá ao Supremo decidir isso", afirmou.

Com a renúncia, o processo — pevisto para ser julgado julgado pelo STF —, pode ficar sob responsabilidade do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, uma vez que Azeredo perde o foro privilegiado conferido pelo mandato parlamentar.
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Ênio, pai de Diogo Mainardi, pede ditadura militar. O cara tem a quem puxar


Enio Mainardi não é só pai do Diogo Mainardi.

É um publicitário reconhecidamente talentoso e que, portanto, expressa de forma muito mais direta e objetiva o que um grupo — seja de pessoas ou empresarial — pensa.

É assim que deve ser tomado o texto que escreve em seu Facebook: embora seja uma manifestação individual, é a tradução de um pensamento/sentimento que outros não sabem ou não tem, como ele, coragem de externar.

É o apelo à ditadura, a canção suicida dos que querem entregar às armas o que não acreditam que possam conseguir no voto.

É, como disse antes, como em 64: a ditadura invocando o nome das liberdades e da democracia.

Leia e veja se é paranóia achar que este cogumelo golpista não existe:

enio

Por que será que este tipo de manifestação não causa indignação aos jornalistas que dizem que somos nós, dos blogs, os defensores da censura e os autoritários?

Fernando Brito
No Tijolaço
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Covardia

Roberto Freire mostra que consegue superar-se ao atacar Dirceu

A nova contribuição de Roberto Freire para atualizar sua biografia consiste em pedir o bloqueio das doações destinadas a José Dirceu.

Vamos combinar: é uma covardia absoluta atacar um cidadão preso.

Dirceu não tem como defender-se, não pode dar entrevista nem explicar seu pronto de vista a ninguém.

Vítima de uma denúncia infame, sem pé nem cabeça, desmontada pela direção do presídio, Dirceu é mantido há 90 dias sob regime fechado, embora tenha direito legítimo ao regime semiaberto, conforme já foi reconhecido pelo ministro Ricardo Lewandovski.

Embora não se pratique a tortura na Papuda, como acontecia nos tempos em que o pai de Tuminha — novo amigo do deputado — reinava no DOPS, basta ter alguma sensibilidade para se reconhecer que Joaquim Barbosa aplica aos condenados da AP 470 um regime de terror.

Os direitos estão suspensos, o perigo pode vir de qualquer lugar e aquilo que que deveria ser o traço máximo da Justiça — a previsibilidade — já deixou de existir.

O que se quer é a execução social dos prisioneiros, que devem ser reduzidos a condição de seres manipuláveis e disponíveis, sem consciência nem vontade própria.

As doações mostram que esse esforço é inútil.

Para desespero de quem imaginou que os prisioneiros seriam levados ao ostracismo — como o próprio Joaquim cobrou da imprensa — a campanha confirma que eles têm base social e reconhecimento.

Com todas as diferenças que se possa imaginar, as doações de 2014 lembram a reação dos militantes do PT em 2005, quando 312 000 filiados participaram da escolha da nova direção do partido, surpreeendendo aqueles que apostavam na derrocada final da legenda depois da denúncia de Roberto Jefferson e das CPMIs do Congresso.

O ataque a Dirceu comprova, por outro lado, que Roberto Freire conseguiu superar-se. Perde referencias, abandona o próprio passado. Não é tudo por dinheiro, como aqueles infelizes nos programas de auditório. É tudo para aparecer na mídia. Tudo. Até a coragem dos covardes, que batem em indefesos.

Dias atrás se alinhou a Romeu Tuma Jr para pedir uma investigação sobre a insinuação de que Luiz Inácio Lula da Silva teria sido informante da ditadura.

Fernando Henrique Cardoso deixou claro, numa entrevista ao Manhathan Conection, que está fora desse jogo sujo.

Mas Roberto Freire mergulhou na lama sem receio de manchar sua biografia.

Porque toda pessoa que tenha participado da resistência a ditadura sabe que insinuações sobre personagens da luta contra o regime — Lula é só o último exemplo entre tantos — destina-se a acobertar os verdadeiros carrascos, os que comandavam a tortura e as execuções.

Já era sintomático, semanas atrás, que Roberto Freire tenha apelado à Comissão da Verdade para apurar o papel de Lula.

Era muito mais fácil e decente pedir que se apurasse, prioritariamente, o papel de Romeu Tuma, pai, homem de confiança dos militares, cujo papel no aparelho repressivo, em São Paulo, foi embranquecido e passado a limpo, a tal ponto que no fim da vida era tratado como amiguinho — e até como democrata — pelos desavisados, ingênuos e interesseiros.

Bastava uma conversinha com vozes do porão para se saber de outras coisas.

A farsa, a fraude, o absurdo reside nisso. Para acobertar um papel vergonhoso e lamentável durante o regime militar, procura-se espalhar a calúnia, a mentira, sobre pessoas contra as quais não há fato algum. Toda vez que fez uma insinuação sobre Lula, seu filho (ajudado por Roberto Freire) deu um lustro na estátua do próprio pai.

Compreende-se que um filho faça isso. Até que anuncie um segundo volume com novas besteiras. Todo mundo precisa ganhar vida e nunca faltarão amiguinhos sem pudor para dar auxílio e divulgação. Amor filial existe.

E amor próprio?

Um deputado comunista, que perdeu vários companheiros nas masmorras onde Tuma agia como um gerente — que jamais ajudou a localizar um desaparecido, nunca deu uma pista para condenar um torturador — não deveria portar-se de modo tão vergonhoso.

Também não deveria, agora, agredir quem não tem como se defender.

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Carlito Maia - 90 anos


Carlito Maia (Carlos Maia de Souza), nasceu em Lavras (MG), a 19/02/1924. No início dos anos 30 veio para São Paulo (SP). Segundo seu depoimento, nunca freqüentou escola e foi, sucessivamente, "moleque, lavador de xícaras de café, rebelde, office-boy, contestador, reservista de 2ª categoria (Exército), antifascista, sargento da FAB, boêmio, despachante policial, picareta, corretor de seguros, clochard, ajudante de despachante aduaneiro, bon vivant, tradutor público juramentado". Mas pisou pela primeira vez na trilha do sucesso no dia 19-02-54, quando completava 30 anos. Levado pelo irmão Hugo Maia de Souza, prestou exame na Escola de Propaganda do Museu de Arte Moderna. Passou em primeiro lugar, chamando a atenção do presidente da mesa examinadora, Geraldo Santos, que se tornou seu amigo e o levou para ser "contato" na agência de publicidade McCann-Erickson, onde foi atender à conta da Good-Year. Sua carreira de sucesso na área de propaganda o fez trabalhar nas grandes empresas do setor no Brasil: Atlas (onde ganhou seu primeiro prêmio - o "Souza Ramos"), Norton, Alcântara Machado, Magaldi, Maia & Prosperi (onde lançou a "Jovem Guarda", "Calhambeque", etc), P.A. Nascimento, Estúdio 13, Esquire e, finalmente, na Rede Globo, onde permaneceu por mais de 20 anos. Em 1978, foi eleito o "Publicitário do Ano". Frasista dos melhores ("Brasil? Fraude explica"), foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT), sendo de sua autoria os slogans "Lula-lá", "Sem medo de ser feliz" e "OPTei". Homem de oposição, certa vez declarou que deixaria o partido quando este chegasse ao poder.

Em sua homenagem, foi criado, em 2000, o Troféu Carlito Maia de Cidadania, que premia pessoas que desenvolvem ações sociais em prol da cidadania e na luta pelos direitos humanos.

Carlito faleceu em São Paulo no dia 22 de junho de 2002, aos 78 anos.

Frases curtas e diretas eram a maneira predileta de Carlito Maia expressar sua filosofia de vida. Extrair todos os sentidos das palavras e brincar com elas era quase um passatempo. Um pequeno bloco de notas e duas canetas (uma preta, outra vermelha) eram suas ferramentas essenciais.

Relembrando algumas frases de Carlito:

O PT não é do Lula, o Lula é do PT.

São Paulo separa os amigos e junta os inimigos.

Amo São Paulo com todo ódio.

Não pode haver democracia onde os democratas são minoria.

Evite acidentes, faça tudo de propósito.

Brasil? Fraude explica!

Homem está em falta, machão tem a dar com pau.

Vim ao mundo a passeio, não em viagem de negócios.

Se o PT não existisse, eu o inventaria.

O PT está dividido entre xiitas e chaatos.

A esquerda, quando começa a contar dinheiro, vira direita.

Poderia chamar-se Vanity Fairnando Henrique, o egonomista.

Collorido pela própria natureza, o tucano é aquele que tem vergonha de ser PFL e não tem coragem de ser petista.

Acordem e Progresso!

Gravata: deixei de usar porque sentia um nó na garganta.

Uma vida não é nada. Com coragem, pode ser muito.

O PT é composto por seres humanos, com todos os defeitos e virtudes: xiitas e xaatos, xiiques e xuucros, xaaropes e xeeretas.

Pela privatização da privada pública! Ou pela estatização da Privada!

PT, estrela vermelha, astral azul, a luz no fim do túnel, Puta Tesão!

Faço até o que não gosto, mas o que eu não quero eu não faço.

Karl Marx combatia o capital; Lafargue, seu genro, era contra o trabalho. Família ideal, gente do baralho.

Meta o pau na camisinha. Faço como a galinha: cuide bem do seu pintinho.

Liberdade sexual é foda.

Também, pudera, nasci em Minas Gerais! (Mineiro não fica doido, piora.)

Yestergay's: que tal este nome para um bar de bichas históricas?

O problema do menor é o maior.

Sobre o MST: “A luta é entre os sem-terra e os sem-vergonha”.

A verdade deve ter escravos e não donos.

Nós não precisamos de muita coisa. Só precisamos uns dos outros.

“Sonho, logo existo”.

“O que eu fiz na vida? Amigos”.
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Médica cubana contesta versão da Veja

“Eu vim para o Brasil para trabalhar, não para ficar dando entrevistas”, foi assim que Yamile Mari Min, médica cubana que atua no posto de saúde do Bairro Santa Luzia, me recebeu no início da tarde desta segunda-feira. Por diversas vezes, ela já havia sido procurada pela equipe do OCP, mas se recusava a falar. O meu objetivo era repercutir reportagem publicada pela revista Veja, que denuncia suposta tentativa de pressão por parte do Ministério da Saúde e do governo de Cuba para que os médicos da ilha de Fidel Castro permaneçam no país. Segundo a revista, Vivian Isabel Chávez Pérez (chamada de capataz dos médicos na reportagem) exerceria esta função e teria, sob ameaças, conseguido manter as duas médicas cubanas em Jaraguá do Sul. O fato foi desmentido pelo o secretário de Saúde, Ademar Possamai (DEM), que foi citado pela revista. Segundo ele, em dezembro, as médicas estavam com dificuldades de adaptação e quase chegaram a se desligar, mas depois de contato do Ministério da Saúde, o problema foi solucionado e hoje está tudo bem. Depois de alguns minutos de conversa no consultório, Yamile foi perdendo a desconfiança e admitiu que foi procurada pela Veja na semana passada, mas disse que se negou a falar por entender que parte da imprensa vem tratando deste assunto sob a ótica estritamente política. “Eu e todos os médicos cubanos sabíamos quanto iríamos ganhar ao vir ao Brasil. Ninguém é obrigado a nada, a gente se inscreve sabendo de tudo. Eu estou aqui para ajudar o meu país”, resumiu a cubana já com sorriso no rosto e falando um bom português. Para ela, a prova da importância do programa é a satisfação da comunidade. A polêmica em torno da presença dos profissionais cubanos no Brasil está no fato de que eles recebem R$ 1mil ao mês, os outros R$ 9 mil a que teriam direito são depositados em uma conta do governo de Cuba. No término do contrato, quando retornam para casa, os médicos recebem mais um percentual do valor, o restante fica com os cofres públicos, funciona como um imposto retido na fonte em um país onde a educação e a saúde são 100% financiadas pelo governo. 

De Cuba para Jaraguá do Sul

Yamile Mari Min, médica cubana que atua no Posto do Santa Luzia e foi citada pela revista Veja desta semana, critica decisão de Ramona Matos Rodriguez, que deixou o programa Mais Médicos e entrou com uma ação trabalhista por danos morais de R$ 149 mil contra o governo federal. Os cubanos recebem R$ 1 mil ao mês, auxílio moradia, alimentação e transporte. 

A matéria da edição desta semana da revista Veja denuncia pressão para permanência de médicos cubanos no país, citando profissionais que estão em Jaraguá do Sul. A reportagem cita suposta declaração da coordenadora de Atenção Básica no município, Nádia Silva, que teria dito: “(elas) sofreram um impacto psicológico muito grande por causa dessa diferença de tratamento (salário). Não havia uma semana que não reclamassem das dificuldades de viver aqui”. Procurada pela coluna ontem, Nadia desmentiu as informações publicadas na revista. “Na verdade saiu tudo diferente do que a gente falou. Não sei se eles tinham um interesse com a matéria, mas estamos muito chateados”, contesta a coordenadora, que admite que em dezembro as duas médicas pensaram em deixar o município, mas acredita que tenha sido por dificuldade de estar longe dos familiares e amigos. “Está tudo muito bem”, avalia.  

Patricia Moraes
No O Correio do Povo
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O coxinha Leopoldo Lopez, pau-mandado dos EUA, quer dar golpe na Venezuela


Popular, carismático, imprevisível, arrogante e sedento de poder. Essas são algumas das características que analistas e líderes políticos costumam usar para definir Leopoldo Lopez, o mais novo inimigo público do governo venezuelano de Nicolas Maduro.

Referência da ala radical da oposição venezuelana, Lopez está sendo procurado pela Justiça venezuelana [Nota: foi preso na noite desta terça-feira, dia 18]. Ele é acusado de ser o autor intelectual da onda de protestos violentos que tomou a capital do país nos últimos dias.

As marchas se tornaram mais violentas na quarta-feira, dia 12, quando três homens foram mortos durante um protesto contra o governo. Maduro acusa Lopez de incitar a violência: “Lopez ordenou que todos esses jovens violentos, treinados por ele, destruíssem metade de Caracas e então resolveu se esconder”, disse o presidente.

“Golpe”

Lopez se converteu na mais nova dor de cabeça do ex-candidato presidencial e governador Henrique Capriles — líder do setor moderado da coalizão opositora — desde que decidiu colocar em prática o plano chamado “A saída”. Apoiado pelo movimento estudantil, o plano consiste em intensificar a onda de protestos no país até levar o presidente à renúncia.

“Ainda acreditam que devemos esperar até 2019 [fim do mandato de Maduro] para sair deste regime?”, questionou Lopez, em seu perfil no Twitter, ao convocar os protestos. Essa declaração foi interpretada pelo governo como um chamado a um golpe de Estado.

A escalada de violência que tem marcado o tom dos protestos nos últimos dias preocupa aos “moderados” da oposição. Um dos membros da Mesa de Unidade Democrática (MUD) afirmou à BBC Brasil que o setor moderado da oposição tentou dissuadir Lopez de sua “aventura” com os estudantes.

Ambições pessoais

Conservador, vinculado aos partidos de direita da região, Lopez é visto como um “maverick” — jargão político para definir quem desobedece as linhas do partido — na avaliação do analista político Carlos Romero, professor da Universidade Central da Venezuela. “Lopez tem um estilo muito personalista, pouco institucional. Ele está sempre em permanente busca de protagonismo”, afirmou Romero.

A seu ver, a polêmica decisão de levar a população às ruas para promover uma mudança de governo é uma manobra que tem como objetivo “ambições pessoais”, mas que pode levar à crise toda a coalizão opositora. “Leopoldo é um dirigente que neste momento está promovendo danos importantes à oposição democrática”, afirmou.

Sua habilidade em promover rupturas entre aliados políticos também foi destacada com preocupação por um conselheiro político da embaixada dos Estados Unidos em Caracas. Em documento de 2009 vazado pelo WikiLeaks, Robin D. Meyer qualificou a Lopez como um “político desagregador da oposição, arrogante, vingativo e sedento de poder.”

Carreira

Ex-prefeito do munícipio de Chacao (2000-2008), Lopez, de 43 anos, vem de uma das famílias da elite venezuelana, ligada ao setor industrial e petroleiro.

Como prefeito, participou ativamente dos protestos que culminaram no golpe de Estado que derrotou brevemente o governo Chavez. Desde então, não pode se desvincular do rótulo de “golpista”, atribuído pelo governo e seus seguidores.

Em 2008, uma acusação de mau uso de recursos públicos, como prefeito de Chacao, fez com que o político fosse inabilitado politicamente pela justiça da Venezuela. Essa decisão do tribunal impediu que líder opositor se projetasse como potencial candidato presidencial.

Formado em Harvard, sua carreira política começou no Partido Primeira Justiça, o mesmo de Capriles. Um racha interno o levou a abandonar o grupo. Ele então se filiou ao partido conservador Um Novo Tempo, onde permaneceu pouco tempo, até fundar seu atual partido Voluntad Popular.

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Atos na Venezuela são manipulados com fotos falsas

Veja alguns exemplos encontrados no Twitter:

Tida como venezuelana, a imagem abaixo foi feita em junho de 2013, no Brasil:

Venezuela_Manifestacao07

Nesta foto, policiais usando um felpudo chapéu de inverno na Caracas caribenha?

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“Eu e você somos venezuelanos, amigo”. Mas a frase deveria ter sido escrita em búlgaro:

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Era pra ser da repressão na Venezuela, mas o site da Al Jazeera comprova a origem da imagem:

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Nesta, a foto de um chavista ferido em abril do ano passado é usada por opositores:

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Só não prestaram atenção à data:

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Uma procissão religiosa foi retratada como protesto contra o governo:

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Imagem de apoio à independência da Catalunha, na Espanha:

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Leopoldo López: Agente de la CIA, el golpe, guarimbas, Uribe y el fascismo

López es el autor intelecual de las recientes acciones
 violentas y fascistas en Venezuela
El dirigente de la derecha venezolana Leopoldo López es solicitado por la justicia venezolana por delitos como instigación a delinquir, intimidación pública, daños a la propiedad pública y homicidio intencional calificado ejecutado por motivos fútiles e innobles.

Leopoldo López es un político venezolano de ultraderecha, exalcalde y exprecandidato presidencial, inhabilitado por hechos de corrupción, vinculado a instituciones financiadas por la Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos, golpista, responsable de acciones desestabilizadoras, aliado del expresidente colombiano Álvaro Uribe y el autor intelectual de las acciones violentas y fascistas que han tenido lugar en Venezuela los últimos días.

El periodista canadiense Jean-Guy Allard relata que, en la década de 1990, López estudió en una institución estrechamente vinculada a la CIA, el Kennedy School of Government de la Universidad de Harvard, “pues de allí reclutan a muchos de sus agentes de inteligencia”.

López habría conocido en aquellos años al general David Petraeus, exjefe de la CIA y hombre de confianza de Barack Obama en materia de inteligencia, y a Paula Broadwell, especialista en contrainsurgencia y análisis geopolítico de la inteligencia militar.

Luego, en Venezuela, se conectó con el Instituto del Partido Republicano de EE.UU. (International Republican Institute), que le extendió su apoyo estratégico y financiero. A partir de 2002, realizó frecuentes viajes a Washington a la sede del Partido y a encuentros con funcionarios del Gobierno de George W. Bush (2000-2008).

En el 2002 encabezó la marcha de oposición al Palacio de Miraflores, en Caracas, que provocó la muerte de decenas de personas, propició el golpe de Estado y el secuestro del entonces presidente Hugo Chávez (1999-2013).


En esos días, participó en la persecución y detención ilegal del entonces ministro de Interior y Justicia, Ramón Rodríguez Chacín. Sin embargo, la causa judicial en su contra por estos hechos cesó en diciembre del 2007, gracias a una amnistía otorgada por el propio presidente Chávez.

Años después, lideró acciones desestabilizadoras en el país, llamadas “guarimbas”. La estrategia consistía en atentar de manera violenta y sistemática contra la paz y tranquilidad pública y provocar una actuación "represiva" de las fuerzas del Estado, para incentivar una sublevación cívico-militar, deslegitimar al Gobierno y forzar una intervención extranjera.

En 2008, López fue inhabilitado políticamente por la Contraloría General, por un caso de conflictos de intereses de 1999, era asesor de la estatal “Petróleos de Venezuela”, justo cuando su madre, Antonieta Mendoza, era Directora de Asuntos Públicos de la empresa.

En 2011, la Contraloría lo inhabilitó nuevamente por tres años, hasta 2014, por el desvió de recursos públicos cuando era alcalde Chacao (2000-2008).

De acuerdo con Allard, López es primo de Thor Halvorssen, autoproclamado jefe de la Human Rights Foundation, organización no gubernamental financiada por la CIA que orquestó el fracasado golpe de Estado contra el presidente boliviano Evo Morales, en 2009.

Posteriormente, en 2011, López era precandidato presidencial (aunque sabía que estaba inhabilitado) y se alió con el exmandatario colombiano Álvaro Uribe Vélez (2002-2010), con quien se reunió en varias ocasiones para solicitar su “asesoría” en materia de “seguridad”.

Precisamente, Uribe — y su familia — ha sido vinculado a grupos paramilitares y con el fallecido capo de la droga Pablo Escobar Gaviria, es acusado de ordenar cientos de desapariciones forzadas cuando era Presidente y se ha declarado “enemigo del Estado venezolano”.

Ahora, desde comienzos de 2014, López realiza convocatorias en aras de romper el orden constitucional, incitar a la desobediencia civil y demandar la salida del presidente Nicolás Maduro por vías antidemocráticas.

Sus llamados han culminado con focos de violencia en varias ciudades del país, especialmente en la capital, que hasta la fecha han dejado, al menos, tres venezolanos fallecidos, decenas de heridos y daños material incalculables.

López es solicitado por el Ministerio Público por delitos que van desde instigación a delinquir, intimidación pública y daños a la propiedad pública, hasta homicidio intencional calificado ejecutado por motivos fútiles e innobles.

No Limpinho e Cheiroso e TeleSUR
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IV Encontro Nacional de Blogueiros e Ativistas Digitais.


Data: 16, 17 e 18 de maio;
Local: São Paulo (Centro Cultural Vergueiro)
Previsão de participantes: 500 ativistas digitais de todo o país

Programação:
16 de maio, sexta-feira:

9 horas – Abertura.

10 horas – Debate: Mídia, poder e contrapoder.
— Ignácio Ramonet – fundador do jornal Le Monde Diplomatique (França);
— Pascual Serrano – criador do sítio Rebelion (Espanha);
— Andrés Conteris – Integrante do movimento Democracy Now (EUA);
— Dênis de Moraes – professor da Universidade Federal Fluminense;

14 horas – A mídia na América Latina.
— Osvaldo Leon – Agência Latina Americana de Informação (Alai-Equador)
— Damian Loreti – professor (Argentina);
— Iroel Sánchez – blogueiro cubano;

17 horas – A luta pela democratização da mídia no Brasil.
— Luiza Erundina – coordenadora da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão (Frentecom);
— Rosane Bertoti – coordenadora do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC);
— Laurindo Lalo Leal Filho – professor da USP e ex-ouvidor da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

17 de maio, sábado:

9 horas – A força das novas mídias.
— Pablo Capilé – Fora do Eixo;
— Renato Rovai – revista Fórum;
— Luciano Martins Costa – Observatório da Imprensa;
— Jeferson – Dilma Bolada

14 horas – Troca de experiências sobre a blogosfera e o ciberativismo.

18 horas – A mídia e as eleições de 2014.
— Lula, Paulo Henrique Amorim e Paulo Moreira Leite

20 horas – Festa de confraternização.

18 de maio, domingo:

10 horas – Plano de ação do movimento nacional de blogueir@s;
— Definição do local do V Encontro Nacional, em 2016;
— Aprovação da Carta de São Paulo
— Eleição da nova comissão nacional organizadora

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