17 de fev de 2014

O nome disso é escárnio

O sultanato de jaleco branco trata a saúde como um mercado de camelos; alia-se ao conservadorismo retrógrado e tem na embaixada dos EUA um corredor de fuga.

Algo outrora inescapável  do epíteto de um escárnio contra o povo brasileiro  está em curso nos dias que correm.

O ruído que provoca — tanto das fileiras do governo, quanto nas de segmentos que se avocam à esquerda dele — é incompreensivelmente desproporcional a sua gravidade.

Que as sininhos não badalem e, igualmente, seus carrilhões silenciem, é ilustrativo do fosso existente entre o inflamável alarido anti-Copa bimbalhada nas ruas e a real preocupação com o futuro do país e  a sorte da população.

A Associação Médica Brasileira, em sintonia com a embaixada dos EUA e aliada à coalizão  demotucana, tendo respaldo e torcida da mídia, opera abertamente para destruir um programa de saúde pública emergencial voltado  às regiões e contingentes mais vulneráveis do país.

Não há resguardo das intenções, nem pudor na propaganda da ação.

A entidade que se proclama representante da corporação médica brasileira acolhe e viabiliza deserções de profissionais cubanos fisgados pelo redil conservador em diferentes regiões e municípios.

O Estado brasileiro investirá este ano R$ 1,9 bi em recursos públicos nesse programa, para agregar 43 milhões de atendimentos/ano ao SUS a partir de abril, quando o Mais Médicos atingirá seu efetivo pleno, com mais de 13 mil profissionais em ação, sendo seis mil cubanos.

A embaixada dos EUA no Brasil — em sintonia com a Associação Médica e lideranças dos partidos conservadores — opera abertamente para que não seja assim.

O tripé orienta e encaminha pedidos de vistos especiais, a toque de caixa, para que o maior número de desistentes possa rumar a Miami, onde os espera a estrutura da ‘Solidariedade Sem Fronteiras’.

A ONG de fachada humanitária tem como principal negócio — financiado por recursos orçamentários que a bancada cubana assegura no Congresso — promover e operar deserções em convênios de saúde firmados entre Havana e 66 países nesse momento.

São mais de 43 mil médicos cubanos em ação na América Latina, Ásia e África. Devem atingir um recorde de 50 mil em dois meses, quando o convênio brasileiro estiver plenamente implantado.

Um aspecto da remuneração desses profissionais deliberadamente pouco divulgado é que nem todos os convênios internacionais de Havana são pagos.

Na verdade, dos 66 países assistidos nesse momento apenas 26 se enquadram no que se poderia chamar de prestação de serviços pagos.

Outros 40 países recebem contingentes médicos gratuitamente.

O mesmo ocorre com missões de educação ou esporte.

A ‘exportação’ de serviços rende a Havana, segundo a chancelaria cubana, cerca de US$ 6 bi/ano (três vezes mais que a segunda fonte de divisas do país, representada pelo turismo).

A exportação de serviços pagos — principalmente na área de saúde — financia as missões solidárias destinadas a países de extrema precariedade econômica e material ou focadas em situações de calamidade devastadora.

É assim desde 1960, quando Cuba enviou sua primeira missão de solidariedade ao Chile, vítima de um terremoto.

Eis a principal razão para a diferença entre o salário efetivamente recebido pelo profissional de uma missão e aquilo que o governo cubano arrecada pelo serviço prestado.

Uma parte do saldo financia as missões gratuitas que, repita-se, são a maioria.

Outra sustenta a Escola Latino-americana de Medicina, que possuía em 2013 cerca de 14 mil alunos estrangeiros, gratuitamente cursando ou com subsídio quase integral.

Com pouco mais de 11 milhões de habitantes, Cuba investe pesado em pesquisa na área de saúde e formação de médicos: são quase 83 mil (1/138 habitantes).

O investimento tem duplo objetivo: zelar pela população que tem a menor taxa de mortalidade infantil do mundo, e gerar receita numa economia asfixiada há 50 anos pelo embargo comercial norte-americano.

Também isso se financia através das missões remuneradas.

A ideia de que a doutora Ramona Rodriguez possa ter desembarcado no Brasil desinformada dessas particularidades acerca de seu salário, subestima a conhecida determinação de Havana, de ressaltar interna e externamente aquela que é a marca inegável de sua ação internacional: a solidariedade.

A mesma alegação de ignorância tampouco se pode conceder — neste aspecto — ao colunismo isento, que cuida de festejar as deserções — por ora pontuais — como se fossem o preâmbulo de uma diáspora libertária, em marcha épica rumo a Miami.

A participação da embaixada norte-americana no jogo de aliciamento e hipocrisia é ainda mais grave.

Trata-se de uma tentativa de sabotagem de um programa soberano de saúde pública emergencial, cujo desmonte poderá agregar novas vítimas e mais sofrimento num universo de milhões de brasileiros desassistidos.

Se a intrusão é desconcertante, não se pode dizer que surpreenda.

Quando o governo Lula decidiu quebrar a patente de anti-virais, em 2007, a embaixada norte-americana operou para sabotar a medida.

Agiu em contato direto com as múltis do setor farmacêutico, o Departamento de Estado do governo Bush e ‘amigos’ locais — não se sabe se os mesmos que hoje cerram fileiras com o duplo interesse de implodir o ‘Mais Médicos’ e sangrar Havana.

Telegramas secretos da época, obtidos pela organização Knowledge Ecology International KEI), revelam ameaças de represália enviadas então a Brasília:

“(...) uma licença compulsória pode fazer com que fabricantes de produtos farmacêuticos evitem introduzir novos remédios no mercado e seria mais difícil para o Brasil atrair os investimentos que tanto necessita", relatava um deles sobre o teor de reuniões com autoridades e políticos locais.

Lula oficializaria em maio de 2007 o licenciamento compulsório do anti-retroviral Efavirenz, usado por 75 mil pacientes de Aids atendidos pelo SUS. Um genérico importado da Índia passou a ser usado ao preço de US$ 0,45, contra US$ 1,59 cobrado pela multinacional norte-americana. Uma economia de US$ 30 milhões até 2012.

Volte-se um pouco mais no tempo, até as vésperas do golpe de 64, e lá estarão, de novo, os mesmos protagonistas, com idênticos propósitos.

O embaixador dos EUA, Lincoln Gordon, fileiras udenistas e lacerdistas, múltis do setor farmacêutico e sabujos da mídia, a ganir a pauta da estação.

Eram tempos de inflação galopante e dinheiro curto: a saúde corria risco.

O então ministro da Saúde, Souto Maior, lutava para obter uma redução de 50% sobre os preços de 70 medicamentos mais usados pela população.

Laboratórios das multinacionais abriram guerra contra o tabelamento.

Às favas a saúde: primeiro, os interesses das corporações.

Lembra algo do comportamento atual da embaixada que se orienta pelos mesmos valores e da Associação Médica Brasileira que tanto quanto os abraça?

No famoso comício da Central do Brasil, sexta-feira, 13 de março de 1964, João Goulart decretou a expropriação de terras para fins de reforma agrária, encampou refinarias e anunciou estudos para fabricação estatal de medicamentos no país.

O conjunto era fiel aos preceitos do ‘sanitarismo-desenvolvimentista’, abraçado então pelas fileiras progressistas da medicina brasileira.

Médicos como Samuel Pessoa, Mário Magalhães, Gentile de Melo e Josué de Castro — autor do clássico ‘Geografia da Fome’ e primeiro secretário-geral da FAO, que faleceu no exílio, cassado pela ditadura e impedido de retornar ao Brasil mesmo para morrer — eram alguns de seus expoentes.

Profissionais que hoje seriam olhados com suspeita, enxergavam a luta pela saúde como indissociável da luta pela desenvolvimento econômico e humano do país.

Em setembro de 1963, Jango, com apoio deles, restringiu a remessa de lucros da indústria farmacêutica. Mister Lincoln Gordon foi à luta: a USAID retaliou no lombo da pobreza cortando a ajuda no combate à malária — que se destacava como uma das principais doenças tropicais na época.

A ofensiva apenas fortalecia as convicções dos sanitaristas-desenvolvimentistas.

Embora heterogêneos nas filiações ideológicas, seus representantes entendiam que doença e pobreza caminhavam juntas. Como tal deveriam ser enfrentadas em ações soberanas, abrangentes e desassombradas, que rompessem a fragmentária estrutura de uma sociedade retalhado por interesses que não eram os de seu povo.

Compare-se isso com o sultanato de jaleco branco.

Esse que hoje trata a saúde como um entreposto de camelos; alia-se ao conservadorismo mais retrógrado e tem na embaixada dos EUA um corredor de fuga em prontidão obsequiosa.

Bajulado pela mídia, o conjunto quer implodir o ‘Mais Médicos’.

O nome disso é escárnio. E Brasília deveria dizê-lo claramente ao embaixador gringo, ao chamá-lo a prestar esclarecimentos sobre ingerência e sabotagem em assuntos internos.

Saul Leblon
No Carta Maior
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Não vamos nos esquecer do Haiti

Em 2014, completam-se dez anos de presença da Missão de Paz das Nações Unidas no Haiti e quatro anos do terremoto que devastou e agravou a frágil situação deste que é o país mais pobre da América Latina.

Grandes crises institucionais e catástrofes naturais levam países às manchetes em todo o mundo e despertam durante algum tempo a atenção da imprensa internacional e dos governantes. Mas depois, sobretudo se o país vitimado é pobre e periférico, sem peso no jogo geopolítico global, os holofotes se apagam, as notícias se tornam cada vez mais raras, o clamor de solidariedade arrefece e boa parte das promessas de apoio são esquecidas. Até porque a reconstrução das áreas atingidas e a solução real dos problemas de suas populações não acontece, obviamente, na mesma velocidade com que as notícias são difundidas na internet e na televisão. Exige uma atuação paciente e continuada, com inevitáveis altos e baixos, ao longo de anos, que vá muito além do socorro humanitário. E isso supõe um forte compromisso ético e político dos países envolvidos.

Vale a pena lembrar que, no primeiro semestre de 2004, o Haiti sofreu uma gravíssima crise política que resultou na queda do Presidente Jean-Bertrand Aristide e na disputa pelo poder entre diversos grupos armados, sacrificando brutalmente a população civil. A violência e os atentados aos direitos humanos se generalizaram. Gangues de delinquentes passaram a agir livremente em Porto-Príncipe, apoderando-se inclusive de prédios e órgãos públicos. Alguns dos maiores bairros da capital, como Bel-Air e Cité Soleil, foram completamente dominados por facções criminosas. Na prática, o Estado democrático entrou em colapso, incapaz de garantir condições mínimas de segurança e estabilidade para que o país continuasse funcionando.

A pedido do governo haitiano, e com base em resolução do Conselho de Segurança, a ONU decidiu enviar ao país uma Missão de Paz e Estabilização — a MINUSTAH. Um general brasileiro comanda a componente militar da missão, que conta com soldados de dezenas de países, e é integrada majoritariamente por tropas de nações sul-americanas.

O Brasil e seus vizinhos aceitaram a convocação da ONU por um imperativo de solidariedade. Não podíamos ficar indiferentes à crise político-institucional e ao drama humano do Haiti. E o fizemos convictos de que a tarefa da MINUSTAH não se limitava à segurança, mas abrangia também o fortalecimento da democracia, a afirmação da soberania política do povo do Haiti e o apoio ao desenvolvimento sócio-econômico do país. Daí a atitude respeitosa e não truculenta — de verdadeira parceria com a população local — que tornou-se sua marca registrada.

Hoje a situação de segurança se transformou profundamente: os riscos de guerra civil foram neutralizados, a ordem pública restabelecida e os bandos de delinquentes derrotados. O país foi pacificado e o Estado reassumiu o controle de todo o território nacional. Além disso, a MINUSTAH tem contribuído para equipar e treinar uma força haitiana de segurança.

As instituições democráticas voltaram a funcionar e estão se consolidando. Já em 2006, foram realizadas eleições gerais no Haiti, com a participação de todos os setores políticos e ideológicos interessados. Sem interferir na disputa eleitoral, a MINUSTAH garantiu a tranquilidade do pleito e que prevalecesse a vontade popular. O presidente eleito, René Préval, apesar de todas as dificuldades, cumpriu integralmente o seu mandato e, em 2011, transmitiu o cargo ao seu successor, Michel Martelly, também escolhido pela população.

Na esfera humanitária e social, conseguiu-se algumas melhorias significativas, ainda que persistam enormes desafios e que o terremoto de 2010, com sua onda de destruições, tenha comprometido parte do esforço anterior, gerando novas carências. Apesar de tudo, a população desabrigada, segundo relatório da ONU de 2013, caiu de 1,5 milhões de pessoas para 172 mil. Três em cada quatro crianças já frequentam regularmente a escola fundamental, frente a menos da metade em 2006. A insegurança alimentar foi drasticamente reduzida. O flagelo do cólera está sendo enfrentado.

Nas três vezes em que visitei o Haiti, pude testemunhar a capacidade de resistência e a dignidade do seu povo. Em 2004, a seleção brasileira de futebol esteve no país para um jogo amistoso com a seleção local em prol do desarmamento. Até hoje me comovo ao lembrar o carinho com que a população haitiana recebeu os nossos atletas.

Além de sua participação na MINUSTAH, para a qual contribui com o maior contingente de soldados, o Brasil tem colaborado intensamente com o povo do Haiti na àrea social. Com recursos próprios ou em parceria com outros países, implementou uma série de programas que vão desde campanhas nacionais de vacinação até o apoio direto à pequena e média empresas e à agricultura familiar, passando pela alimentação escolar e a formação profissional da juventude.

Há três iniciativas brasileiras, entre outras, que me entusiasmam particularmente. Uma são os três hospitais comunitários de referência, construídos junto com Cuba e o próprio governo do Haiti, para atender às camadas mais pobres da população. Outra é um projeto inovador de reciclagem de resíduos sólidos, elaborado e executado pelo grupo IBAS (Índia, Brasil e África do Sul), que contribuiu ao mesmo tempo para a limpeza urbana, a geração de energia e a criação de empregos. Essa inciativa foi, inclusive, premiada pela ONU. E a terceira é o projeto de construção de uma usina hidrelétrica no Rio Artibonite, que certamente representará um salto histórico na infraestrutura do país, ampliando o acesso da população à eletricidade, favorecendo a agricultura e a indústria, e permitindo ao Haiti reduzir a sua dependência da importação de petróleo. Trata-se de um empreendimento para o qual o Brasil já elaborou os projetos de engenharia e doou 40 milhões de dólares (1/4 do seu valor total) que estão depositados num fundo especifico do Banco Mundial, esperando que outros países completem os recursos necessários para a execução da obra.

Alguns países desenvolvidos também tem apoiado ativamente a reconstrução do país. Os Estados Unidos, por exemplo, investiram recursos significtaivos em diversos projetos econômicos e sociais, a exemplo do polo industrial de Caracol, no norte do país.

Mas, infelizmente, nem todos os que se comprometeram com o Haiti cumpriram as suas promessas. A verdade é que a maioria dos países ricos tem ajudado muito pouco o Haiti. O volume de ajuda humanitária está diminuindo e há entidades de cooperação que começam a retirar-se do país. A comunidade internacional não pode diminuir a sua solidariedade ao Haiti.

Em 2016 deverá ocorrer a próxima eleição presidencial no país. Será o terceiro presidente eleito democraticamente desde 2004. Penso que este momento deve ser um marco no processo já iniciado de devolução ao povo haitiano da responsabilidade plena pela sua segurança. Mas isso só será possível se a comunidade internacional mantiver — e se necessário, ampliar — os recursos financeiros e técnicos destinados à reconstrução do país e ao seu desenvolvimento econômico e social.

Devemos substituir cada vez mais a vertente da segurança pela vertente do desenvolvimento. O que implica em maior cooperação, ainda que com novas finalidades. Será que não está na hora das Nações Unidas convocarem uma nova Conferência sobre o Haiti, para discutirmos francamente o que foi feito nesses dez anos e o que fazer daqui para a frente?

Luiz Inácio Lula da Silva é ex-presidente do Brasil
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HAARP - Cientistas Advertem que EUA Iniciaram uma Guerra Climática contra a América do Sul


HAARP é um "bombardeiro" de ondas elétricas para aumentar a densidade do plasma da ionosfera, causando alterações meteorológicas. O Pentágono anunciou um novo experimento programado para o início de 2014. Na Bolívia, o Observatório de Tarija registrou manchas solares antes das inundações. Estaria esta onda de calor no Brasil e inundações no resto da América Latina ligado ao uso deste potente equipamento? Leia este post e tire suas próprias conclusões:

A transmissão de base HAARP está em Gakona, no Alasca, onde uma rede de 180 antenas instaladas apontadas para o céu, funciona como um transmissor de rádio de alta frequência poderosa capaz de produzir 10 megawatts de energia e alterar a camada de composição da ionosfera 50 km acima da superfície da Terra.  Em 1999, o Parlamento Europeu emitiu uma resolução onde afirmava que o Projeto HAARP manipulava o meio ambiente com fins militares. Em 2002, o Parlamento Russo apresentou ao presidente Vladimir Putin um relatório assinado por 90 deputados dos comitês de Relações Internacionais e de Defesa, onde alega que o Projeto HAARP é uma nova "arma geofísica", capaz de manipular a baixa atmosfera terrestre

A Rede de Informação Humanitária para a América Latina e o Caribe (Redhum) identificou a Bolívia como zona especial de desastre climático na América do Sul, com cerca de 200 mil pessoas desabrigadas em áreas agrícolas devastadas por um colapso sem precedentes das bacias hidrográficas em toda Bolívia com dezenas de mortes, mas também destaca situação semelhante no Brasil, Peru, Paraguai, Argentina, Equador e Uruguai. Fabrizzio Txavarria Velasquez, membro do Centro Nacional para a Ciência da Bolívia (Cenic-B), garante que essa onda de inundações na América do Sul coincide com sinais de intensa atividade durante o mês de janeiro nas antenas do HAARP, um disparador de ondas eletromagnéticas localizado no Alaska que teria o poder de alterar o clima em pontos específicos do planeta,provocando desde inundações, furações, terremotos e tsunamis, até seca, ondas de calor e atividade vulcânica. O site Sol de Pando confirmou que o HAARP programou há um ano um novo experimento, que já começou em janeiro.

Toda esta "teoria da conspiração" parece inspirada no roteiro bem-humorado do filme "Superman III", a saga dirigida por Richard Lester em 1983, onde o comediante Richard Pryor é um gênio da computação desempregado que é contratado por um ganancioso capitalista para desenhar um programa conectado a um satélite, afim de alterar o clima em qualquer ponto do planeta, provocando um devastador furacão na Colômbia para destruir as plantações de café. Apenas Superman pôde impedir e reverter o desastre do terremoto no filme, usando seu super-fôlego para retroceder os ventos mortais.



Três décadas se passaram depois de filmar a comédia de Superman e a realidade parece ter superado a ficção. Mas, ao contrário do filme, no drama atual não há um super-herói para nos salvar.


Se está claro que as antenas HAARP estão emitindo feixes eletromagnéticos de alta frequência na ionosfera, alterando o clima nesta parte da América do Sul como um assalto no melhor estilo militar, causando inundações incontroláveis​​ com efeitos devastadores sobre a população civil e economia, vemos que uma nova forma de guerra está surgindo no mundo. A Guerra do Clima.

O HAARP (High Frequency Active Auroral Research Program), Programa de Investigação de Aurora Ativa de Alta Frequência é um projeto de pesquisa criado em 1990 para monitorar mudanças nas ondas dentro dessa seção da atmosfera chamada ionosfera para absorver os raios ultravioleta do sol e transformando-os em íons e elétrons, transmissores de rádio e ondas telúricas, que podem ser modificadas artificialmente por descargas eletrostáticas para compactação e re-direcionar essas ondas para diversos fins.

O site Sol de Pando resumiu abaixo a Haarp em informações oficiais contidas no site oficial do programa, que nas últimas horas tem estado fora da web por motivos políticos e militares, segundo acredita o pesquisador Fabrizzio Txavarria Velasquez, que reside na cidade de Santa Cruz na Bolívia.


A base de transmissão do HAARP se encontra instalada em Gakona, Alaska, onde uma rede de 180 antenas instaladas voltadas para o céu funciona como um transmissor de rádio de alta freqüência poderoso (capaz de produzir 10 megawatts de energia quando o sistema opera corretamente), que é usado para modificar as propriedades electromagnéticas, numa zona limitada da ionosfera. Os processos que ocorrem nessa área são analisados ​​por outros instrumentos, tais como radares UHF = VHF de som digital e magnetômetros de saturação e indução.

Em outras palavras, o HAARP é um "aquecedor ionosférico" que é utilizado para experimentar a modificação focada na turbulência do plasma (gás de baixa densidade em condições normais) contido na ionosfera, com o objetivo de aumentar a densidade do referido gás iônico. Quando a densidade desse gás aumenta, surgem turbulências e nuvens de plasma multicoloridas conhecidas como auroras.

Ou seja, o HAARP é capaz de produzir auroras artificiais na forma de nuvens de plasma com maior densidade em qualquer ponto do planeta que deseje o Pentágono. E portanto, pode também modificar o clima à sua vontade.
 
O valor estratégico da ionosfera

Oficialmente, o governo dos EUA, através da Agência de Projetos de Pesquisa Avançada do Pentágono, criou o Haarp com o objetivo de estudar as propriedades da ionosfera e promover avanços tecnológicos que permitam melhorar - mediante descargas eletromagnéticas em sua base terrestre - sua capacidade de favorecer radiocomunicações e os sistemas de vigilância, criando um denso escudo antimíssil para bloquear possíveis ataques nucleares ou uma chuva de meteoritos.

A ionosfera - que é parte da atmosfera se encontra apenas a 50 km da superfície da Terra, protegendo o planeta da radiação cósmica-  contêm gases de baixa intensidade (plasma) ionizados pelo efeito da absorção das radiações solares de menor longitude de onda como os raios Gama Y raios X, tão energéticos que são capazes de desintegrar meteoritos que atravessam esta camada, dando lugar as chamadas estrelas cadentes. Esta "energia fria" da ionosfera possibilitou a invenção do forno de microondas doméstico.

As variações de onda dentro da ionosfera produzem também o fenômeno das auroras, ou seja, as transformações do gás ionizado de baixa densidade como efeito das variações na intensidade do vento solar. Daí que as auroras comuns e auroras boreais aparecem geralmente na transição da noite para o dia, quando as partículas elétricas do plasma ficam presas pelo campo magnético terrestre.

O plasma da ionosfera e suas oscilações elétricas na terra determinam as condições atmosféricas e meteorológicas do planeta, também exercem um impacto importante sobre as comunicações de rádio.

A ionosfera contribui essencialmente no deslocamento das ondas de rádio emitidas desde a superfície terrestre, o que possibilita que estas possam viajar grandes distâncias sobre a Terra, graças as partículas de íons (carregadas de eletricidade) presente nesta camada.

Consequentemente o HAARP tem como objetivo desenvolver tecnologias que permitam minimizar interferências nas frequências curtas de ondas de rádio e amplitude modulada aumentando a densidade do plasma ou gás ionizado, para assim melhorar o rendimento da radiocomunicação e os sistemas de navegação marítima e aérea que usam as frequências de rádio. O Pentágono considera que a melhora da radiocomunicação através do aumento da densidade do gás iônico (plasma) é também de suma importância militar. Em âmbito civil, emissoras internacionais, como a Voz da América (VOA) e a British Broadcasting Corporation (BBC), ainda utilizam a ionosfera para devolver os seus sinais de rádio para a Terra, possibilitando que seus programas possam ser ouvidos em todo o mundo.

Além disso, os sinais transmitidos a partir de satélites para a comunicação e navegação por satélite (não por rádio) devem atravessar a ionosfera. Irregularidades ionosféricas podem ter um impacto importante no rendimento e finalidade dos sistemas por satélites e televisivos, segundo explica o site do HAARP.

Chegando no início de 2014, a nova arma de guerra 

Menos de um ano atrás, no dia 25 de fevereiro de 2013, o Laboratório de Pesquisa Naval (NRL) , com sede em Mississippi, informou por um boletim publicado em seu site que seus pesquisadores ligados ao programa HAARP conseguiram produzir com êxito uma nuvem de plasma de alta densidade capaz de permanecer na atmosfera superior da Terra por uma hora. Veja mais neste post.

De acordo com uma tradução da jornalista boliviana Silvia Antelo Aguilar, o relatório da NRL - agência da Marinha dos EUA associada ao Pentágono e o Centro Espacial Stennis ( SSC ) da NASA - explicou que "anteriormente já tinha conseguido criar nuvens artificiais de plasma cuja vida útil era de 10 minutos ou menos", disse Paul Bernhardt, físico que participa nesta investigação. "No entanto, a recentemente criada nuvem de plasma de alta densidade pôde ser mantida por uma hora".

O Laboratório Naval do Mississippi também revelou que para produzir aquelas luminescências semelhantes às auroras, as antenas terrestres do HAARP emitiram uma descarga de 3,6 megawatts contra a ionosfera, o equivalente a 45% da sua capacidade de bombardeio eletromagnético.

O experimento realizado em 12 de Novembro de 2012 tinha permitido aumentar a densidade de plasma a 9 x 105 elétrons por centímetro cúbico, o que permite um melhor fluxo de ondas de rádio, devido à compactação electromagnética dos íons que formam a camada . Em um experimento anterior tinha alcançado uma densidade inferior a 4 x 105 elétrons por centímetro cúbico.

O próximo passo será elevar muito mais a densidade do plasma. O próximo experimento foi programado para os primeiros dias de 2014. Eu quero dizer agora.

"A próxima campanha da HAARP está prevista para o início de 2014, quando se realizarão experimentos para desenvolver nuvens de ionização mais densas e estáveis", anunciou um boletim da NRL, publicado em 25 de Fevereiro de 2013.
Ano passado este blog publicou um documento oficial de 1990, que traz a luz algumas das reais capacidades do HAARP:

Começou a Guerra Climatológica? 

A publicação do experimento em novembro de 2012 reacendeu a polêmica sobre as consequências negativas da estabilidade climática do HAARP para o planeta, e sobre os riscos de um possível uso militar do programa.

Cientistas da Universidade de Stanford afirmaram que o clima do mundo poderá ser controlado mediante a transmissão de sinais de rádio relativamente pequenas, a dos cinturões de Van Allen. Por ressonância, pequenos sinais ativadores podem controlar enormes energias.

Embora os defensores do HAARP assegurem que os impactos do bombardeio à ionosfera sejam mínimos por sua" baixa potência" em comparação com as radiações solares que dinamizam o plasma iônico, os críticos temem que a nuvem de plasma artificial possa criar um buraco na parte superior da atmosfera e interferir com energias magnéticas sutis, alterando a vida de nosso planeta. As estrelas cadentes desapareceriam da paisagem celeste ou cairiam como bombas na superfície da Terra em sua forma original de meteoritos.

A suspeita de que também o HAARP é um experimento de uma arma climática,  foi uma preocupação abertamente expressada em 1990 pelo governo da Rússia, que em seu regime anterior como Estado Soviético tentou competir com o projeto HAARP,  já concebido nos anos 80 como parte da Iniciativa de Defesa Estratégica de Reagan conhecida como o "Plano Guerra nas Estrelas".

Para a Rússia, o HAARP é parte de uma corrida armamentista que os Estados Unidos estão executando sem competência alguma. É famoso o pronunciamento do Parlamento russo de agosto de 2002:
"Os EUA estão criando novas armas integrais de caráter geofísico que podem influir na troposfera com ondas de rádio de baixa frequência... A importância deste salto qualitativo é comparável à transição das armas brancas às armas de fogo, ou a das armas convencionais às armas nucleares. Este novo tipo de arma difere de qualquer outro tipo conhecido na troposfera e os seus componentes se convertem em objetos sobre os quais se pode influir."

Bernard Eastlund, físico da Universidade de Columbia, que trabalhou na construção do HAARP , foi um dos principais críticos da tecnologia antes de sua morte, tendo respaldado abertamente as críticas do governo russo, admitindo que o HAARP surgiu dentro da corrida armamentista durante a Guerra Fria e que o plano consistia em criar um escudo para proteger o Canadá e os Estados Unidos de mísseis inimigos.

No registro da patente do invento de Eastlund supostamente apropriada pelo Pentágono e que se baseou nos princípios estabelecidos até mais de 150 anos atrás pelo gênio sérvio Nicola Tesla, se reconheceu que a modificação do clima é possível, por exemplo, alterando padrões de vento da alta atmosfera ou alterando padrões de absorção solar. A patente registrada em 11 de agosto de 1987 sob o nome de "Método e Aparato para Alterar uma Região na Atmosfera da Terra, Ionosfera e/ou Magnetosfera", enumera um procedimento que consiste no seguinte, segundo a tradução de Silvia Antelo Aguilar:

"Um método e um aparato para alterar ao menos uma região selecionada que normalmente existe sobre a superfície da Terra. Esta região é alterada pelo aquecimento da ressonância ciclotrônica de elétrons de tal modo que aumenta sua densidade de partículas carregadas. A radiação é transmitida em uma frequência que excita a ressonância ciclotrônica de elétrons para aquecer e acelerar as partículas carregadas. Esse aumento na energia pode causar ionização de partículas neutras, as quais são então absorvidas como parte da região, deste modo, vai aumentando a densidade das partículas carregadas da região."

Com esta informação, os russos acusaram o programa iônico do Pentágono de ser o causador da onda de calor com mais de 40 graus que a ex-URSS padeceu em 2010 causando dezenas de mortes. O físico da Universidade de Lomonósv de Moscou, Georgy Vasilyev, denunciou o HAARP "longe de ser um projeto científico para estudar o funcionamento da atmosfera e os efeitos de mudança climática, é um poderoso aquecedor ionosférico que modificará a eletricidade que flutua sobre a atmosfera, causando efeitos sobre o clima que poderiam ser direcionados para uma parte específica do planeta "

Um documentário revelador pelo History Channel

Os anos entre 2006 e 2010 foram particularmente "endêmicos" em desastres naturais em todos os continentes do mundo. E o HAARP estava na boca de todos.

Em março de 2010, o History Channel  emitiu um extenso documentário sobre o controverso projeto do Pentágono; os realizadores do programa televisivo se referiram à aparição de nuvens químicas e contrails que - dois anos depois da transmissão no programa de televisão - se pôde comprovar que eram produzidas pelo Haarp em sua estação terrestre no Alasca.

"Nos últimos anos têm aparecido formações peculiares de nuvens nos céus ao redor do mundo com crescente frequência. Embora seja apenas especulação, alguns pesquisadores sugerem que essas estranhas formações de nuvens sejam outro agente da guerra climatológica, a princípio parecem ser apenas contrails provenientes de jatos que voam em grandes alturas, mas alguns rastros permanecem no céu por muitas horas, alguns até mesmo por um dia inteiro"



De acordo com o documentário, o controle das chuvas a partir da modificação do plasma da ionosfera para criar inundações acelerando a formação de densas nuvens com pulverizações adicionais de iodeto de prata, que produzem cristais de gelo e aceleram a precipitação pluvial, é uma outra forma de guerra climatológica junto com os procedimentos eletromagnéticos para provocar terremotos, secas e ondas de calor.

"Igualmente assustador é uma outra forma de clima que está sendo usado como arma: a chuva, que pode desencadear inundações devastadoras e arrasar cidades inteiras", afirma o documentário, que atua como comentarista Nick Pope , ex-ministro da Defesa da Grã-Bretanha. "Pode-se fazer chover, pode-se causar um profundo efeito em campo de batalha", afirma Pope.

Um dos elementos críticos para iniciar uma batalha climatológica é o poder de controlar a chuva e desencadear inundações, assegura a investigação do History.


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Seria demais supor que esta onda de calor infernal no Brasil está sendo causada por uma combinação de chemtrails e do HAARP? Com o mundo de olho no Brasil enquanto se aproxima as olimpíadas (sic) em junho, e o crescente clima de protestos ressurgindo, seria uma forma de se desestabilizar nosso país, para mais facilmente controlar sua população?

No A Nova Ordem Mundial

Veja também: Projeto Haarp
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