6 de fev de 2014

Silvio Santos responde a Rachel Sheherazade



Se antes a jornalista havia classificado a “atitude dos vingadores'' como “compreensível'', ela agora mudou o discurso e diz que não apoia este tipo de ação.

Leia Mais ►

Sob o edredom

George Orwell não foi, afinal, um mau profeta, foi apenas um profeta apressado. A sociedade controlada por um Big Brother que tudo vê e tudo sabe, que Orwell previu para 1984, só começou a existir, com os avanços da bisbilhotice eletrônica, há pouco tempo. Hoje sabemos que tudo que mandamos por e-mail ou falamos pelo telefone, mesmo que seja apenas notícia do furúnculo da vovó, pode estar sendo monitorado. Os americanos, principalmente, têm os meios para nos controlar completamente, todo o tempo, dia e noite. Não é mais o Big Brother, mas o Big Uncle, o grande tio do norte, de olho em todos nós.

No livro de Orwell uma das funções do Big Brother é a de impedir o amor entre os cidadãos. O sexo tem que ser escondido, e é quase impossível esconder-se dos olhos do grande controlador. O que torna irônico o significado que "Big Brother" adquiriu com o tempo, como sigla de TV, em todo o mundo. Um dos atrativos do programa é o prazer do voyeurismo, o de ver o que acontece quando jovens dos dois sexos, e às vezes de três, são reunidos num clima de sensualidade exposta, e o sexo é tacitamente permitido, desde que embaixo do edredom. A distopia de Orwell, do estado onipresente, até na cama, se transformou na utopia do sexo sem restrição, em que em vez de se esconder das câmeras os competidores a procuram, para aparecer mais.

O Big Uncle não deve se interessar pelo que fazemos sob o edredom. A minha vida sexual eu tenho certeza que não causa nenhum frisson em Washington. Mas em todos os outros sentidos, a profecia de Orwell foi confirmada. 1984 finalmente chegou.

O beijo

Não sei se é verdade, mas ouvi que a discussão, na Globo, sobre autorizar o não o beijo gay na novela foi mais longa e difícil do que se imagina. Havia duas facções: a que defendia beijo de língua e a que só aceitava boca fechada. Só na última, tormentosa, reunião ficou decidido: boca fechada. O Brasil ainda não está pronto para a língua.

Luís Fernando Veríssimo
Leia Mais ►

A lei que varia

As diretrizes do programa de governo lançadas por Eduardo Campos e Marina Silva não saíram da mais pobre obviedade, mas, talvez como compensação, os dois saíram da linha: foi um ato de propaganda eleitoral explícita, até anunciado e com convocação da imprensa, quando a legislação ainda o proíbe.

Se não pretende lançar também as suas diretrizes, o Tribunal Superior Eleitoral deve aos seus sucedâneos estaduais algum sinal orientador entre afrouxar o rigor legal ou cobrar sua aplicação sem concessões. Do contrário, as eleições começam a desmoralizar-se antes mesmo de iniciado oficialmente o direito de propaganda: tanto há procuradores e juízes eleitorais vigilantes e aplicando sanções, muitas delas noticiadas, como em outros Estados a complacência prevalece.

Para a imprensa política, todo ato de Dilma Rousseff é relacionado com propósito eleitoral. Não seria tão difícil, porém, para os experimentados procuradores e juízes distinguir os que são atos de governo e os que seriam dispensáveis como governo, mas se prestam a propaganda. O mesmo para com atos dos governadores aspirantes a eleição ou reeleição. Logo, se a tolerância com os outros pré-candidatos se deve a um pretendido equilíbrio deles com as vantagens dos governantes, a solução estará em mais vigilância e disposição do Ministério Público e da Justiça Eleitoral para reprimir os abusos do poder. Não em relaxar aqui e endurecer ali.

Não deu para entender a afoiteza de Eduardo Campos e Marina Silva com suas diretrizes sem recheio. A menos que tenha sido para Marina proclamar Eduardo Campos, como fez com explicitude propagandística total, "o futuro presidente do Brasil". Uma aparente e inconvincente resposta, com tanta disputa política ainda por vir, à dúvida sobre qual deles disputará com Dilma.

À parte o propósito de ambos, se houve algum, foi quase uma provocação que Eduardo Campos decidisse lançar suas diretrizes de presidente em Brasília, nos domínios do Tribunal Superior Eleitoral. A cinco meses do início legal da propaganda, em 6 de julho.

DE FORA

Henrique Pizzolato preso na Itália por estar usando o passaporte do irmão. Mas Pizzolato é italiano, não precisa usar passaporte na Itália. Tem documento específico da dupla nacionalidade.

A médica cubana levou quatro meses entre "descobrir que ganha muito pouco" e procurar o deputado Ronaldo Caiado para pedir asilo, em vez de um dos três ministérios apropriados no seu caso. Interessante, aliás, a escolha que fez, de um deputado pouco conhecido até dos brasileiros e que nem é do Pará, onde ela estava. Sabe das coisas a brava senhora, ao menos quanto a parlamentares.

Mas ou não sabe o quanto ganha ou mentiu com persistência. Nas insistentes e diferentes menções à sua remuneração, omitiu sempre o pagamento que recebe da prefeitura para a alimentação, como os demais integrantes do Mais Médicos. E ainda há a moradia.

Essa história da doutora Ramona dá rumba.

Janio de Freitas
No fAlha
Leia Mais ►

Apareceu a verdade: a Dra. Ramona montou uma farsa para encontrar namorado em Miami


A Dra. Ramona Matos Rodrigues tem o direito de querer viver com o namorado em Miami.

Isso é um problema dela com as autoridades de seu país e não nos cabe, a brasileiros, darmos palpite sobre as regras cubanas de emigração, que, atualmente, só restringem a saída de médicos, cientistas e militares. Os Estados Unidos restringem a entrada em seu país e volta e meia vemos cenas dantescas com dezenas de “chicanos” mortos em vagões de trem enquanto tentam entrar no “eldorado” americano e ninguém diz que, com isso, os EUA ferem a liberdade de ir e vir.

Mas a Dra. Ramona não tem o direito de ludibriar a boa-fé do povo brasileiro montando uma história farsesca sobre as razões de sua tentativa de fuga para Miami.

A Folha, hoje, revela o suficiente da história para que compreendamos que, como disse Janio de Freitas, esta história “vá dar rumba”.

A Dra. Ramona se aproveitou da simpatia que lhe teve uma senhora, prestadora de serviços ao “Mais Médicos” para encontrar acolhida em Brasília. Dizia sentir-se só e foi recebida por ela em sua casa, num rasgo de solidariedade.

Depois de um final de semana, como planejado, foi à embaixada americana pedir para ser “abduzida” àquele país, para surpresa da amiga que, então, disse que para isso sua casa não era abrigo.

Então a Dra. Ramona montou sua pequena farsa, com a ajuda providencial do deputado Caiado, que critica a “escravidão médica” de Cuba, mas é contra a abolição da escravatura “de peão” proposta na PEC do trabalho escravo.

Aí veio a cantilena sobre o “fui enganada”, etc, etc, etc…

A Dra. Ramona usou o congresso e a imprensa brasileira como palco e plateia de seu “teatro”, sem nenhum pudor.

E os usou porque sabe que, neste país, existe um sistema de comunicação que a transformaria em “heroína” quando é apenas uma pessoa que mente por seus interesses, em lugar de proclamar e lutar por seus direitos abertamente.

O que, no Brasil, ninguém duvida, poderia ter feito.

Mas a Dra. Ramona foi contratada por nosso país para atender doentes, não para se portar como uma transtornada — que seja, concedamos a generosa possibilidade — por um amor na Flórida que a leve a mentir na sede do parlamento, diante de toda a imprensa.

Porque, para esta fila de “vistos” americanos, tem muito brasileiro na frente dela, que sequer vai receber os gordos subsídios que o Governo americano dá aos médicos cubanos dispostos a expatriar-se.

Ao contrário, se pagassem metade do que paga o Mais Médicos, muitos médicos brasileiros estariam nessa fila, porque Miami, para eles, é lugar de gente.

Pacajás, no Pará, não.

Aliás, nada impediria o namorado da Dra. Ramona, se é tão grande este amor, vir para cá.

Talvez o que o impeça seja, apenas, Miami.

Mas isso é um problema privado do casal.

E esse é o pecado imperdoável da Dra. Ramona: transformar os seus quereres pessoais em um caso político em país alheio.

PS. Desde ontem, no início da tarde, havia essa informação. Como não havia confirmação, não publicamos. Correr o risco da mentira era agir sem dignidade. Coisa que a Dra. Ramona não fez com a opinião pública brasileira.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►