27 de jan de 2014

Esclarecimentos sobre a Direita Miami

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O mais comum é que cada personagem não tenha consciência da sua personalidade. O Brasil vem sendo dominado, na classe média e na mídia, por um tipo muito especial, o lacerdinha, representante da direita Miami.

É um pessoal que se acha sem ideologia, pois, para o lacerdinha autêntico, ideologia é coisa de esquerdista comedor de criancinha. A direita Miami acredita que todo esquerdista é comunista de carteirinha e que sonha com uma sociedade no modelo da Coreia da Norte.

O ideal da direita Miami é comer hambúrguer na Flórida, visitar a Disney todos os anos, ler a Veja, ver BBB, copiar e colar artigos de colunistas que falam todo dia da ameaça vermelha – e não é o Internacional nem o América do Rio -, esbaldar-se em shoppings sem rolezinhos, salvo de patricinhas e mauricinhos, e denunciar programas governamentais, exceto de isenções de impostos para ricos, como esmolas perigosas e inúteis.

A direita Miami tem uma maneira curiosa de raciocinar.

– Se você é esquerdista, por que vai à Europa?

– Não entendi a relação – balbucia o ingênuo.

– Se você é esquerdista, por que tem plano de saúde?

A direita Miami contabiliza as mortes produzidas pelo comunismo, no que tem razão, mas jamais pensa nas mortes produzidas pelo capitalismo no passado e no presente. Mortes por fome, falta de condições sanitárias e doenças evitáveis não impressionam os lacerdinhas. Não parece possível à direita Miami que se possa recusar o comunismo e o capitalismo brasileiro. A social-democracia escandinava, por exemplo, não chama atenção dos sacoleiros de Miami. É uma turma que quer muito Estado para si e pouco para os outros. De preferência, muito Estado para impedir greves, estimular isenções fiscais para grandes empresas e reprimir movimentos sociais.

O mais curioso na direita Miami é que, embora defenda o Estado mínimo na economia, salvo se for a seu favor, gosta de Estado robusto em questões morais como consumo de drogas e de sexualidade, aquelas que, mesmo criticando, costuma praticar e exigir tratamento diferenciado quando o Estado flagra algum dos dela em conflito com a lei. A direita Miami fala ao celular, dirigindo, sobre a sensação de impunidade no Brasil e, se multada, denuncia imediatamente a indústria da multa.

A direita Miami é contra cotas, Bolsa-Família, ProUni e todos esses programas que chama de assistencialistas e eleitoreiros. Vive de olho no impostômetro e, para não colaborar com a excessiva arrecadação dos governos, faz o que pode para sonegar o que deve ao fisco. Roubar do Estado que gasta mal parece-lhe um dever moral superior.

Um imperativo categórico.

A direita Miami vive denunciando Che Guevara, mas nunca fala de Pinochet. Se dá uma melhorada na economia dos camarotes, pode torturar e matar. As vítimas são esquerdistas mesmo. A direita Miami adora metrô em Paris, quando vai até lá, apesar de achar que tem muito museu chato e pouco shopping bacana, mas é contra estação de metrô no seu bairro. Tem medo que atraia “marginais”. A última moda da direita Miami é o sertanejo universitário. Quanto mais a tecnologia evolui, mas a direita Miami se torna primária. O que lhe falta, resolve com silicone.

Juremir Machado da Silva
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Polícia Federal confirma abertura de inquérito contra sonegação da Globo

globo

Agora já temos um número e um delegado responsável. É o inquérito 926 / 2013, e será conduzido pelo delegado federal Rubens Lyra.

O chefe da Delegacia Fazendária da Polícia Federal do Rio de Janeiro, Fabio Ricardo Ciavolih Mota, confirmou à comitiva do Barão de Itararé-RJ que o visitou hoje: o inquérito policial contra os crimes fiscais e financeiros da TV Globo, ocorridos em 2002, foi efetivamente instaurado.

Os crimes financeiros da TV Globo nas Ilhas Virges Britânicas foram identificados inicialmente por uma agência de cooperação internacional. A TV Globo usou uma empresa laranja para adquirir, sem pagar impostos, os direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002.

A agência enviou sua descoberta ao Ministério Público do Brasil, que por sua vez encaminhou o caso à Receita Federal. Os auditores fiscais fizeram uma apuração rigorosa e detectaram graves crimes contra o fisco, aplicando cobrança de multas e juros que, somados à dívida fiscal, totalizavam R$ 615 milhões em 2006. Hoje esse valor já ultrapassa R$ 1 bilhão.

Em seguida, houve um agravante. Os documentos do processo foram roubados. Achou-se uma culpada, uma servidora da Receita, que foi presa, mas, defendida por um dos escritórios de advocacia mais caros do país, foi solta, após conseguir um habeas corpus de Gilmar Mendes.

Em países desenvolvidos, um caso desses estaria sendo investigado por toda a grande imprensa. Aqui no Brasil, a imprensa se cala. Há um silêncio bizarro sobre tudo que diz respeito à Globo, como se fosse um tema tabu nos grandes meios de comunicação.

Um ministro comprar uma tapioca com cartão corporativo é manchete de jornal. Um caso cabeludo de sonegação de impostos, envolvendo mais de R$ 1 bilhão, seguido do roubo do processo, é abafado por uma mídia que parece ter perdido o bonde da história.

Nas “jornadas de junho”, um grito ecoou por todo o país. Foi talvez a frase mais cantada pelos jovens que marchavam nas ruas: “A verdade é dura, a Rede Globo apoiou a ditadura”.

A frase tem um sentido histórico. É como se a sociedade tivesse dito: a democracia voltou; agora elegemos nossos presidentes, governadores e prefeitos por voto direto; chegou a hora de acertar as contas com quem nos traiu, com quem traiu a nossa democracia, e ajudou a criar os obstáculos que impediram a juventude brasileira de ter vivido as alegrias e liberdades dos anos 60 e 70.

O Brasil ainda deve isso a si mesmo. Este ano, faz cinquenta anos que ocorreu um golpe de Estado, que instaurou um longo pesadelo totalitário no país. A nossa mídia, contudo, que hoje se traveste de paladina dos valores democráticos, esquece que foi justamente ela a principal assassina dos valores democráticos. E através de uma campanha sórdida e mentirosa, que enganou milhões de brasileiros, descreveu o golpe de 64 como um movimento democrático, como uma volta à democracia!

A ditadura enriqueceu a Globo, transformou os Marinho na família mais rica do país. E mesmo assim, eles patrocinam esquemas mafiosos de sonegação de imposto?

O caso da sonegação da Globo é emblemático, e deve ser usado como exemplo didático. Se o Brasil quiser combater a corrupção, terá que combater também a sonegação de impostos. Se estamos numa democracia, a família mais rica no país não pode ser tratada diferentemente de nenhuma outra. Se um brasileiro comum cometer uma fraude fiscal milionária e for pego pela Receita, será preso sem piedade, e seu caso será exposto publicamente.

Por que a Globo é diferente? A sonegação da Globo deve ser exposta publicamente, porque é uma empresa que sempre viveu de recursos públicos, é uma concessão pública, e se tornou um império midiático e financeiro após apoiar um golpe político que derrubou um governo eleito – uma ação pública, portanto.

Esperamos que a Polícia Federal cumpra sua função democrática de zelar pelo interesse público nacional. E esperamos também que as Comissões da Verdade passem a investigar com mais profundidade a participação das empresas de mídia nas atrocidades políticas que o Brasil testemunhou durante e depois do golpe de 64. Até porque sabemos que a Globo continuou a praticar golpes midiáticos mesmo após a redemocratização, recusando-se a dar visilidade (e mentindo e distorcendo) às passeatas em prol de eleições diretas, manipulando debates presidenciais e, mais recentemente, tentando chancelar a farsa de um candidato (o episódio da bolinha de papel).

O Brasil se cansou de ser enganado e, mais ainda, cansou de dar dinheiro àquele que o engana. Se a Globo cometeu um grave crime contra o fisco, como é possível que continue recebendo bilhões em recursos públicos?

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Tribunal concede ao Peru parte do mar sob controle do Chile

Decisão foi tomada pela Corte Internacional de Justiça de Haia.
Ela encerra um dos litígios territoriais mais antigos do continente.

Mapa com limites territoriais no Oceano Pacífico é projetado em sessão da Corte Internacional de Justiça em Haia, Holanda. O tribunal concedeu ao Peru parte do mar sob controle do Chile, encerrando um dos litígios territoriais mais antigos do continente. (Foto: Michael Kooren/Reuters)
Mapa com limites territoriais no Oceano Pacífico é projetado em sessão da Corte Internacional de Justiça em Haia, Holanda. O tribunal concedeu ao Peru parte do mar sob controle do Chile, encerrando um dos litígios territoriais mais antigos do continente. Leia mais aqui.
(Foto: Michael Kooren/Reuters)
Arte limite marítimo chile e peru (Foto: Arte/G1)
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Posar de vítima, a tática dos poderosos no Brasil

Autores da Geração Editorial, no lançamento do Operação Banqueiro; da esquerda para a direita, William Novaes, Palmério Dória, Leandro Fortes, Paulo Henrique Amorim, Amaury Ribeiro Jr. e Rubens Valente.

Minha primeira experiência com a tática foi no interior de São Paulo. Jovem repórter, vi quando um candidato a prefeito de Marília, originário da Arena, o partido de sustentação da ditadura militar, apareceu todo engessado na véspera da eleição e foi acusado de forjar uma surra para despertar compaixão dos eleitores.

Perdeu.

Na campanha eleitoral de 2010, o candidato tucano José Serra foi acusado de exagerar e distorcer as consequências de um protesto contra ele organizado por mata-mosquitos do Rio de Janeiro, que haviam sido demitidos do Ministério da Saúde quando da passagem de Serra pelo cargo.

Jogou a culpa pelo incidente no PT e se disse atingido por um objeto de um quilo.

Foi o famoso episódio da “bolinha de papel”.

Perdeu.

Mas, nem sempre é assim com a tática empregada de forma recorrente pelos poderosos: eles demitem, perseguem, espionam, montam dossiês, promovem assassinatos de reputação.

Denunciados, posam de vítimas. Sustentam que estão sendo perseguidos.

É o que pode acontecer com o jornalista Rubens Valente, da Folha de S. Paulo, que lançou recentemente o livro Operação Banqueiro.

Segundo Valente, o grupo Opportunity foi à Justiça para dizer que o livro é parte de um complô dos adversários do banqueiro Daniel Dantas.

Curiosamente, o próprio livro trata desta tática, adotada por outro personagem: o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que se disse vítima de uma espécie de “estado policial”, bisbilhotado por arapongas em seu próprio gabinete.

As denúncias de Mendes, amplamente repercutidas pela mídia, especialmente pela revista Veja, foram essenciais para criar na opinião pública a comoção necessária à desmoralização de policiais e juizes envolvidos na Operação Satiagraha, posteriormente anulada integralmente pelo STJ.

Não há, de acordo com Rubens Valente, um só fiapo de prova de que Gilmar de fato foi espionado — ele que deu dois habeas corpus ao banqueiro Dantas em período recorde.

A tática de gritar “perseguição” também serve para desviar a opinião pública do debate essencial.

No caso, o conteúdo do livro Operação Banqueiro, que é bombástico e requer investigações.

Nele, Valente demonstra que Daniel Dantas tinha instrumentos — quais, exatamente, não se sabe ainda — para chantagear lideranças do PSDB.

Que um lobista contratado pelo banqueiro tinha interlocução tanto com o então presidente Fernando Henrique Cardoso quanto com o governador/candidato ao Planalto, José Serra.

Num momento específico retratado pelo livro, o objetivo de Dantas era evitar que houvesse uma investigação dos cotistas do Fundo Opportunity nas ilhas Cayman, o refúgio fiscal do Caribe.

A lei proibia que residentes no Brasil tivessem cotas nos fundos que haviam sido formados para participar das privatizações.

Rubens Valente teve acesso a mais de mil mensagens apreendidas pela Polícia Federal, em 2008, na casa de Roberto Amaral, à época lobista do banqueiro.

Trecho do livro:
Também é possível compreender o que seria essa “Operação Copa do Mundo”, pois há inúmeros e-mails tratando do assunto. Amaral pressionava o governo a não dar apoio a um esforço que foi iniciado pelo procurador Luiz Francisco e que passava pelo BC [Banco Central] e CVM [Comissão de Valores Mobiliários], para obter as listas de cotistas do Opportunity Fund nas ilhas Cayman, na berlinda após as revelações do ex-sócio de Dantas, [Luiz Roberto] Demarco. A estratégia de Amaral foi dizer a FHC que, se as listas fossem enviadas ao Brasil, nomes ligados ao tucano viriam a público. Uma nota de imprensa havia dito que Luiz Francisco aumentaria esse esforço após a Copa do Mundo de 2002, daí o nome “operação”. Ao escrever “disse que já tinha agido”, Amaral comunicava a Dantas que o presidente da República estava a par do assunto e teria feito algo não compreensível.
Valente narra que os petistas Milton Temer e Luiz Gushiken se empenharam em obter as listas. Temer, então deputado federal, levou o caso ao presidente do BC, Armínio Fraga.

Não deu em nada.

O autor de Operação Banqueiro conta que Roberto Amaral escreveu um e-mail ao presidente Fernando Henrique Cardoso, em seu esforço lobista, com o seguinte teor:
A estratégia é diabólica: os alvos são os que mandei no último fax e os supracitados [em amarelo]. A fonte é ótima. Já existe uma lista na CVM, inodora, insípida e incolor. São os bois de piranha. Aberto o precedente, aí o L.F. [Luiz Francisco] faz a festa e um carnaval junto, cronometrado para estourar depois da Copa do Mundo, a melhor época, na avaliação do estado maior encarregado desta operação. Contribuição de petista para petista. Sugiro a você, com empenho, que encarregue o ministro Malan de desmontar com urgência esta armação, felizmente descoberta a tempo. O Armínio, embora parente do presidente da CVM, não é indicado para tratar deste caso. Converso pessoalmente. O juiz nas ilhas Cayman de posse do pedido da CVM, se for enviado, libera os nomes dia 15 de junho.
Qual era o instrumento de pressão disponível ao banqueiro? Segundo Valente, o envolvimento de outros bancos em operações parecidas com as do Opportunity, dentre os quais o Pactual, o Matrix e o Garantia, cujos nomes constavam de uma lista apreendida pela Polícia Federal na casa do lobista.

Escreve Rubens Valente:
Trata-se de uma lista de bancos que teriam fundos de investimento no exterior nos mesmos moldes do Opportunity. A estratégia de Amaral era dizer ao Planalto que, caso as listas de cotistas do Opportunity viessem para o Brasil, as dos outros também chegariam, com desfecho imprevisível. Havia um interesse especial sobre o banco Matrix, que teria um impacto “trinta” vezes maior do que o caso Opportunity.
O Matrix, como observou o comentarista Mardones em outro post, tinha papel essencial no ninho tucano. Acompanhem este trecho de uma reportagem da IstoÉ sobre o fim do banco, fechado em 2002:
O Matrix foi fundado em 1993 por um elenco de estrelas das finanças, como Luiz Carlos Mendonça de Barros, que viria a se tornar ministro das Comunicações, e André Lara Resende. Na equipe original de sócios aparecia também o ex-presidente do Citibank no Brasil, Antônio Carlos Boralli, além de Moritz e Ruhman, ex-executivos do Safra, e Tom, que havia trabalhado no Garantia. Em pouco tempo, eles passaram a chamar a atenção pelos bons negócios que faziam com dinheiro do banco, em apostas em juros, câmbio e títulos da dívida. Ganharam muito dinheiro. Só em 1995, o banco lucrou R$ 43,3 milhões – uma impressionante rentabilidade de 44% do patrimônio líquido. Logo o banco foi cercado por boatos de que desfrutava de informação privilegiada, pela presença de Mendonça de Barros e Lara Resende em seus quadros, mas nada foi provado. Mesmo depois da saída de Mendonça de Barros, em outubro de 1995, e de Lara Resende, em agosto de 1997, o banco continuou cercado de boatos. E também continuou a ganhar dinheiro. “O Matrix teve uma das tesourarias mais ganhadoras do mercado, com ou sem o André Lara e o Mendonça de Barros”, diz Erivelto Rodrigues, da consultoria Austin Asis.
Como Rubens Valente diz no vídeo abaixo, o que corria risco de implodir, fossem feitas as revelações que alguns petistas pretendiam e que Dantas tratou — com sucesso — de evitar, era todo o processo da privataria tucana. Ele começa explicando o que era o fundo Opportunity nas ilhas Cayman:



Em tese, a publicação do livro deveria desencadear novas investigações.

Mas antes, presumo, assistiremos ao espetáculo de um banqueiro todo-poderoso, capaz de mover mundos e fundos, se dizendo vítima de “perseguição pessoal” de um simples jornalista.

Nunca faltará “mídia amiga” para vender ao público que a “perseguição” ao banqueiro por parte de um repórter — risível, considerando o poder de cada um — é fato. Coisas do Brasil!

Luiz Carlos  Azenha
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Dois fatos históricos

Nunca é demais repetir
1 - O império romano nunca exilou povos  de seus países.
2 - Os verdadeiros judeus são os palestinos que se converteram ao cristianismo e islamismo.
Isto é tão obvio que até o Novo testamento Testemunha esse fato.
Foram os judeus que viviam em Jerusalém que insistiram na crucificação de Jesus Cristo.
Pôncio Pilatos, indignado, lavou as mãos.
Mas não foram somente os judeus que se converteram ao cristianismo e islamismo.
Todos os povos do Oriente Médio também se converteram às duas religiões: babilônios, fenícios, assírios, caldeus, egípcios, etc.etc.
 Essa é também a tese do historiador Shlomo Sand, professor da Universidade de Tel-Aviv, em seu livro  “Quando e como foi inventado o povo Judeu”.
Shlomo Sand consegue provar que o povo Judeu nunca existiu como "raça-nação" e nunca compartilhou uma origem comum.
Diz também que em Israel não há judeus, mas israelenses e reafirma que os verdadeiros judeus são os palestinos que se converteram ao cristianismo e islamismo.
Pergunta-se, quem são esses habitantes de Israel, que invadiram a Palestina em nome de uma religião?

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Sai um picadinho de imprensa!


Que estou ficando velho a cada dia é óbvio, mas creio que meu cinismo anda aumentando mais rápido do que a idade — ou, então, estou mais condescendente com os coleguinhas, que encontram dificuldades de me tirar do sério. Veja só como ando velho e de coração mais duro (ou miolo mais mole):

1. Rolezinhos: Os jornais foram até bem na cobertura. Houve apenas um problema geral — a tentativa de desqualificar o aspecto político dos atos, argumentando que eles são apenas manifestação de jovens cujas ânsias de consumo estão sendo frustradas — e um particular: a Folha deu uma manchete maluca — e, ainda assim, tão típica —, baseada numa pesquisa que condenava os rolezinhos, mas, ao mesmo tempo, considerava que não devia barra ninguém em shoppings. Em sua determinação de tropicalizar o jornalismo americano (ou o que entende por isso), a Folha adora uma pesquisa , apesar de todas as críticas a esse tipo de abordagem, como a que está aqui. No geral, porém, ideias múltiplas foram ouvidas, o que é raro em casos de manifestações sociais, embora tenha sentido falta de alguém ir lá na periferia de São Paulo a fim de ouvir diretamente participantes dos rolezinhos com mais profundidade (pode até ter tido essa pauta, mas não vi sendo contemplada).

2. Luiza Trajano x Diogo Mainardi: Houve um certo rififi sobre uma discussão entre a Luiza Trajano e o Diogo Mainardi, durante o Manhattan Connection (aqui). Achei exagero por dois motivos: o primeiro é que o MC, mesmo em seu auge – que passou há muito – não merecia lá muita atenção por ser apenas uma reunião de senhores (e, às vezes, senhoras) para mostrar que moram na Grande Maçã (ou vão lá com a mesma frequência do que na padaria da esquina), não influindo em coisa alguma; segundo por que, mesmo nessa fase, o Mainardi jamais passou de um bobo da corte, função para a qual nasceu e desempenha cada vez melhor. Nesse caso mesmo, só a Luiza Trajano levou o cara a sério (prometeu e enviou dados para corrigir aqueles que Mainardi tinha chutado e foram desmentidos, na hora, pelo economista amestrado presente e pelo Lucas Mendes). O Lucas, aliás, até disse para ela não dar bola pro Mainardi, enquanto o Caio Blinder só fazia rir do bobo.

3. Alstom, Siemens e tucanos: Estadão e Folha estão se saindo bem em cobrir o caso do propinoduto tucano abastecido por Alstom e Siemens em São Paulo. Claro que se sairiam melhor se o caso envolvesse petistas, quando teriam ido em cima, repetidamente, de todos os citados no caso, mesmo que de passagem. Jamais deixariam em paz, por exemplo, o Robson Marinho, chefão do governo Mário Covas — e tão poderoso entre homens e tucanos que hoje está no TCE paulista. Se fosse um petista, a essa altura saberíamos até o nome e as preferências de sua mulher, filhos e amantes. Mesmo com essa diferença de tratamento, os jornais paulistas têm dado manchetes ou chamadas de capa para o propinoduto, forçando O Globo a, pelo menos, dar algumas materinhas, mesmo sem destaque.

4. Dirceu: Em compensação, dentro em pouco, saberemos até o que o Zé Dirceu está comendo no refeitório da Papuda e a que horas vai descomer. Tudo o que o cara faz é reportado, às vezes de maneira hilária, como aquela matéria do Estadão em que é chamado de “xerife” da sua ala. Ri à beça dessa.

5. Genoino: No mesmo assunto, houve registros, meio constrangidos, de que o José Genoino tem apoio de cidadãos suficiente para conseguir quase R$ 700 mil em dez dias, mais do que necessário para pagar a multa imposta pela Justiça. Imagino se ele não tivesse obtido a grana — leríamos e ouviríamos que os brasileiros, em peso, referendaram o tratamento dispensado a ele. O Joaquim Barbosa, por exemplo, estaria sendo ouvido sobre o assunto em cada momento de seu périplo pelo exterior.

6. O périplo de Barbosa: Aliás, as doces andanças do presidente do Supremo pela Europa e EUA foram quase solenemente ignoradas. Só não o foram completamente porque ele se dignou a vir a público reclamar dos pares sobre o colo dos quais tinha jogado a responsabilidade de decretar a prisão de João Paulo Cunha e Roberto Jefferson (não podemos esquecer desse, como fazem os jornais) e que, obviamente, devolveram o presente de grego.

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Chile y Perú aguardan con expectativa fallo de La Haya sobre litigio marítimo

Después de seis años de espera, La Haya definirá
los límites marítimos entre Perú y Chile
Las resoluciones de la Corte de La Haya son inapelables y de cumplimiento obligatorio. El dictamen de este lunes pondrá fin a la controversia sobre los límites marítimos entre Perú y Chile, y servirá para que ambos países potencien sus relaciones bilaterales.

La Corte Internacional de Justicia (CIJ) de La Haya anunciará este lunes el esperado fallo sobre el litigio marítimo entre Perú y Chile, un dictamen que definirá la frontera por mar entre ambas naciones suramericanas, después de seis años de incertidumbre, ya que fue en 2008 cuando Lima presentó la demanda para establecer una línea equidistante en las costas fronterizas.

De acuerdo con el alto tribunal, la lectura del fallo iniciará a las 15H00 locales (14.00 GMT) en el Palacio de la Paz en La Haya, Holanda. El titular de la CIJ, el juez eslovaco Peter Tomka, será el encargado de leer la parte sustantiva del veredicto.

El veredicto abordará las tres peticiones peruanas: establecer el Punto Concordia como inicio del límite marítimo; a partir de allí una línea equidistante en la que 38 mil 324 kilómetros cuadrados (Km2) de mar chileno quedarían bajo su jurisdicción, y que los 28 mil 696 km2 de aguas internacionales que prosiguen bajo esa línea sean adjudicadas al Perú.

Por un lado, Perú sostiene que los límites marítimos nunca se determinaron, mientras que Chile asegura que estos fueron establecidos en tratados firmados en 1952 y 1954.

En el caso de Santiago, defiende que la Declaración sobre Zona Marítima (1952) fijó los límites y este “acuerdo” fue confirmado con la práctica de ambas partes desde entonces. No obstante, Lima expone que ni la Declaración de 1952, ni el Convenio sobre Zona Especial Fronteriza Marítima (1954) son acuerdos limítrofes.

De acuerdo con las leyes internacionales, la resolución es inapelable y de cumplimiento obligatorio por las partes, motivo por el cual se pondrá fin a la controversia sobre los límites marítimos y también servirá para que Perú y Chile potencien sus relaciones bilaterales.

En ese sentido, los presidentes de Chile, Sebastián Piñera, y de Perú, Ollanta Humala, han afirmado que acatarán fielmente el fallo de La Haya. Sin embargo, mientras Perú ha pedido que se ejecute lo antes posible, Chile considera que debe ser gradual.

En ese sentido, en Perú existe confianza en que Chile acatará el fallo, ya que considera que el costo de no hacerlo, tanto económico como de imagen, “es muy grande para un país que es miembro del Consejo de Seguridad de las Naciones Unidas”.

El fallo será seguido con especial atención en Arica (Chile) y Tacna (Perú), las dos ciudades fronterizas que serán afectadas por la decisión.

Precisamente, en Arica, el ministro del Interior, Andrés Chadwick, seguirá las alternativas del fallo acompañado del intendente José Durana, el gobernador, Patricio López y los parlamentarios en ejercicio y recién electos por la zona.

Por otro lado, en Tacna, la gobernadora regional, Dora Quihue de Cuadros, y el alcalde de la ciudad, Fidel Carita, esperarán el discurso de Humala, previsto para horas del mediodía, antes de hacer alguna referencia al fallo.

La CIJ de La Haya es el principal órgano judicial de la ONU y sus funciones principales son resolver, por medio de sentencias, las disputas que le sometan los Estados y emitir dictámenes u opiniones consultivas para dar respuesta a cualquier cuestión jurídica que le sea planteada por la Asamblea General o el Consejo de Seguridad.

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