9 de out. de 2014

As primeiras pesquisas foram uma meia vitória para Dilma e uma meia derrota para Aécio

E agora?
Os petistas têm razão para, se não comemorar, pelo menos respirar aliviados com a divulgação das pesquisas Datafolha e Ibope que acabam de sair.

O empate técnico — 46% Aécio, 44% Dilma — é uma meia vitória, dadas as circunstâncias. (assista abaixo)

Qual o tamanho da onda que empurrou para a frente, na etapa final do primeiro turno, Aécio?

Ninguém sabia, mas o receio entre os petistas era que Aécio abrisse uma ampla distância neste início de campanha do segundo turno.

O momento, afinal, era de Aécio, depois de sua épica deslanchada no primeiro turno. Adesões como a do PSB e a de Eduardo Jorge, intensamente celebradas na mídia, ajudaram a criar uma impressão de Aeciomania na vida política nacional.

Uma pesquisa divulgada ontem por um certo Instituto Paraná, e encomendada pela revista Época, trouxe oito pontos de vantagem para Aécio.

O temor era que o Ibope e o Datafolha apresentassem números parecidos. Não foi o que ocorreu.

Neste sentido, o empate técnico, se é uma meia vitória para o PT, é uma meia derrota para Aécio e aliados.

Se no auge do entusiasmo as coisas estão tão equilibradas, que poderá acontecer depois, quando as coisas se assentarem?

Era importante, sob a ótica do PSDB, um resultado expressivo de cara para tentar minar os ânimos da militância petista, que faz sempre uma tremenda diferença.

Agora, pedras começam a aparecer no caminho de Aécio, um sinal de que seu momento pode estar passando.

Marina, por exemplo, cujo apoio já vinha sendo comemorado pelo PSDB, impôs condições que dificilmente serão aceitas.

Ela quer que Aécio tire de seu programa a redução da maioridade penal. Quer também que Aécio se comprometa mais com programas sociais.

Em suma: quer que Aécio não seja Aécio.

Quando saíram os resultados do primeiro turno, escrevi que os tucanos (e antipetistas em geral) iriam comemorar naquela noite enquanto os petistas iriam estudar, preocupados, o que fazer.

Agora, a situação é outra: as duas partes têm que começar a trabalhar imediatamente, porque esta parece que será a disputa pela presidência mais acirrada em muito tempo.

Paulo Nogueira
No DCM

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