29 de dez de 2013

Ex piloto alemán Schumacher en coma, tras grave accidente

El expiloto alemán Michael Schumacher, siete veces campeón del mundo de Fórmula Uno, sufrió un accidente cuando esquiaba fuera de pista en la estación de Méribel, en Los Alpes franceses.

Aunque según el director general de la estación, Christophe Gernignon-Lecomte, “no era nada grave”, con el paso de las horas todo se ha ido complicando.

El expiloto chocó contra una roca cuando esquiaba, con casco, fuera de pista. Los servicios de socorro intervinieron 8 minutos después y le trasladaron en helicóptero al hospital de Moutiers, añadió Gernignon-Lecomte, quien insistió en que el accidente “no es nada grave”.

La portavoz del deportista, Sabine Kehm, precisó que Schumacher “llevaba casco y no estaba solo” cuando se produjo el accidente, y añadió que “nadie más estuvo involucrado en el accidente”, aunque no ofreció un parte médico oficial.

Según la emisora France Info, el exdeportista esquiaba con su hijo, de 14 años, cuando se produjo el accidente. A las 12.45 hora local, la gendarmería de alta montaña trasladó a Schumacher al hospital de Grenoble para hacerle más pruebas, según el diario Bild al comprobarse que su estado era más grave de lo que parecía, aunque su vida no corre peligro.

El alemán posee una residencia privada en la estación de Méribel, que forma parte del conjunto de “Los Tres Valles”, uno de los centros de esquí más reputados de los Alpes franceses. Según el diario alemán el centro sanitario fue acordonado por la policía, ante la llegada de seguidores del piloto.

El neurocirujano francés Gérard Saillant, amigo personal de Schumacher, se ha trasladado desde París a Grenoble para atender al piloto, según la misma fuente. El diario francés Le Dauphine informó de que el traumatismo craneal de Schumacher es de carácter “grave” y su pronóstico está “comprometido”.

Schumacher ya sufrió hace cuatro años un accidente en Cartagena (Murcia), cuando rodaba en moto en el circuito de velocidad de esta localidad, y sufrió contusiones en el cuello, en el tórax y en una muñeca, de las que fue atendido en un hospital de Murcia.

Cinco esquiadores han muerto este fin de semana en Francia, todos practicando ese deporte fuera de pista, lo que ha llevado a las autoridades a pedir especial prudencia pues las actuales condiciones meteorológicas favorecen los aludes. Schumacher, aparte de ser plusmarquista en títulos, siete, lo es de victorias en Fórmula Uno, con 91, y en “poles”, con 68.
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Detalhes, detalhes

Há muitas maneiras de se medir progresso, ou pelo menos mudanças históricas, além dos frios números de uma economia ou além da sociologia convencional. Muitas vezes o detalhe que não é notado é o mais revelador.

O Marshall McLuhan (lembra dele?) construiu uma tese inteira em cima da importância da invenção do estribo de cavalo na história do Ocidente. O estribo significou que o aristocrata também passasse a participar das batalhas junto com o pobre soldado a pé, com tudo que isso implicava de novo em questões como relações hierárquicas — e de mortandade entre aristocratas.

A história das armas de guerra, que no fim é a história da civilização, pode ser medida em detalhes como o aumento da distância possível para se matar um inimigo, começando com o olho no olho e o tacape na mão do tempo das cavernas, passando pela espada, a lança, o arco e flecha, a catapulta, o mosquete, o fuzil, o canhão, o bombardeio aéreo, etc. e culminando no drone teleguiado, o mais longe que se pode chegar do inimigo sem precisar olhar no seu olho.

Ainda não foi tema de nenhum tratado sociológico, que eu saiba, mas a diferença entre o status do negro nas sociedades americana e brasileira, uma evidentemente racista e outra pretensamente não, pode ser encontrada em um detalhe, a quantidade de pianistas negros nos Estados Unidos em contraste com quase nenhum no Brasil.

O jazz teve duas vertentes, três se você contar os blues: as bandas de rua, que desfilavam, obviamente, sem pianos, e o ragtime, que era jazz exclusivamente de piano, já tocado, lá nas origens, por músicos negros como Jelly Roll Morton.

Pianistas negros pressupõem piano em casa, dinheiro para pagar as aulas, tempo para praticar — ou seja, pressupõem uma classe média. Em Nova Orleans e em outras capitais do Sul dos Estados Unidos, em meio ao apartheid oficial, à discriminação aberta, aos linchamentos e outros horrores, desenvolveu-se uma classe média negra, paralela à branca, com identidade e poder econômico próprios.

No Brasil do racismo que não se reconhece como tal, e talvez por causa disto, não aconteceu nada parecido.

Claro, a história econômica dos dois países explica o contraste, mais do que racismo declarado ou disfarçado, mas neste detalhe a diferença fica clara. No Brasil, como nos Estados Unidos, existem grandes músicos saídos de todas as classes sociais. Mas ainda não produzimos pianistas negros em número suficiente para desmentir a nossa hipocrisia racial.

Luis Fernando Veríssimo
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Bestialidade à vontade

Quatorze decapitados, entre 59 assassinados de janeiro às vésperas do Natal. Primeiro, o que explica tamanha ferocidade? Além disso, o que fez com que tais crimes e números pudessem se acumular, com o decorrer do ano, sem alarmar o meio político, social e cultural que os circundaram, ainda hoje não alarmados? Por fim, a localização e a situação onde tamanhas monstruosidades podem ocorrer serão mesmo um país, um regime constitucional democrático, um Estado de Direito?

O horror é ainda mais extenso, sem parecer que pudesse sê-lo. Mulheres e irmãs em visita a presos são obrigadas a deixar-se estuprar, para que seus parentes não sejam assassinados naquele "complexo prisional" de Pedrinhas, São Luís, Maranhão.

A bestialidade como forma de vida em Pedrinhas não se torna conhecida, afinal, porque o sistema administrativo que a mantém — governo e varas de execuções penais —  decidisse combatê-la. Foi, sim, por força do inesperado. Uma rebelião causou mais quatro mortes, com três decapitações, e representantes do Conselho Nacional de Justiça e do Ministério Público foram verificar o que houvera. Contra a submissão imposta nas cadeias, e a todo risco, detentos tiveram a hombridade de defender suas mulheres e denunciar as violências sexuais.

Pensava-se ter noção da desumanidade que o nosso pretenso Estado Democrático de Direito e seus Direitos Humanos mantêm nos cárceres do Brasil todo. A decapitação como método e a violação de familiares levam a perguntar menos sobre o sistema carcerário do que sobre quem está fora e acima dele. Nos governos, no Ministério Público e, sobretudo, no Judiciário.

Causa Própria

Enquanto os honrados do PSDB bloqueiam as investigações de seus feitos contra os cofres públicos de São Paulo, o líder de sua bancada na Câmara, deputado Carlos Sampaio, se ocupa com incriminações também do governo ou do PT. Sua ideia mais recente é uma ação contra Dilma Rousseff, na Justiça Eleitoral, por mandar cartões de Boas Festas aos funcionários. Sampaio, promotor de origem, considera que os cartões são abuso de poder, com finalidade eleitoral.

Então Dilma faz campanha desde o primeiro ano de governo. E Carlos Sampaio, para ser coerente, terá de processar muitos ministros, governadores e secretários de governo, inclusive do PSDB. Mas tem alternativa a esse trabalhão: é ser um pouco mais sério e menos ridículo, já que está pensando na sua própria reeleição.

Vias de Roubo

Os estragos feitos pelas enchentes nas estradas expõem, e as fotos e vídeos mostram, um elemento comum tão importante quanto desprezado: o asfaltamento finíssimo das pistas, diretamente sobre terra instável, contra a necessária técnica de camadas preliminares de sustentação. Daí a curta duração dos asfaltamentos e a péssima qualidade das estradas, com a buraqueira causadora de tantos danos e desastres.

Mas, para as empreiteiras, um modo de aumentar ainda mais os lucros, com a realização apenas parcial do serviço necessário e a repetição dele em futuro muito mais próximo.
Estradas são vias de roubo em muitos sentidos.

Janio de Freitas
No fAlha
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