3 de dez de 2013

Charge online - Bessinha - # 2009

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“Perdão, doutor Roberto!”: a mitomania de Lobão no Roda Viva


Foi constrangedor, até para quem não esperava nada. De todas as bobagens proferidas por Lobão no “Roda Viva” (Augusto Nunes bem que tentou protegê-lo, mas inutilmente), um aspecto chamou a atenção: a mitomania.

Lobão fantasia a sua realidade, para usar um eufemismo. Conseguiu se enrolar miseravelmente a cada vez que a bancada — especialmente a jornalista Julia Duailibi, do Estadão — fazia uma pergunta mais contundente sobre sua orientação política. É a favor da ditadura militar? “Não”, ele dizia. Alguém lia um trecho de seu livro que o desmentia ou lembrava de uma besteira que falou. E então vinha uma explicação que misturava indigência mental e pura confusão. Som e fúria significando nada.

A certa altura, declarou que inventou a cena independente na música brasileira. Nenhum dos entrevistadores achou aquilo esquisito. No mínimo porque não existe cena independente. O que ele fez, na verdade, foi criar uma revista que vinha com um CD de brinde. É um jeito malandro de vender CD (o papel da revista tem isenção fiscal). Não deu certo e a culpa é do Pablo Capilé.

A história maluca mais reveladora, porém, diz respeito à Globo. Lobão pediu desculpas, publicamente, por ter apoiado o PT em 1989, durante um programa do Faustão. Foi uma “molecagem”. Segundo ele, o “doutor” — “doutor” — Roberto Marinho teria telefonado para seu pai, comunicando-lhe que o filho não cantaria mais na emissora. Lobão teria sido “indexado”.

Digamos que Lobão esteja mesmo numa lista negra e não que tenha saído do radar da Globo por irrelevância ou seja lá por que motivo. Mas, ei, quem faz um índex desse tipo não avisa a vítima. Além da conversa provavelmente fictícia, ficou patente o desespero de Lobão em ser aceito por quem lhe cuspiu em cima (ao menos em seu universo paranóico).

O sujeito que se orgulhava de ter ficado amigo dos líderes do Comando Vermelho, que tomou uma chuva de latas e garrafas no Rock In Rio, só quer amor e se dar bem. Corajoso, o Lobão.


Kiko Nogueira
No DCM
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Charge online - Bessinha - # 2008

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Os mitos populares sobre o bolsa-família


Ao ouvir duas ou mais pessoas discutindo sobre o bolsa-família, é normal ouvir frases do tipo “Agora com esse bolsa família ninguém mais quer trabalhar”, ou “o governo tira dinheiro do trabalhador para sustentar vagabundo”, ou “isso é uma bolsa-esmola”. Muitas dessas frases são simplesmente repetidas pelas pessoas sem que as mesmas reflitam ao menos um pouco sobre o que estão dizendo.

A maioria das pessoas sequer tem noção de quanto é o valor do bolsa família. É um valor baixíssimo que depende da renda da família, da quantidade de filhos e de outros fatores. Para você ter uma ideia do quanto esse valor é baixo, uma família que ganhe menos de 70 reais por pessoa e que tenha 2 filhos, receberá apenas 134 reais por mês. Você acha que alguém vai deixar de trabalhar porque vai receber 134 reais do governo?

Muitos pensam que as famílias que têm muitos filhos recebem muito dinheiro. Não poderiam estar mais enganados. Para receber 268 reais, é necessário que a família tenha renda de menos de 70 reais por pessoa e tenha 5 filhos. O valor máximo do bolsa família chega a 306 reais, atendendo a outras condições adicionais.

Essa história em que os beneficiários do bolsa família não querem mais trabalhar entra em total conflito com o fato de que estamos hoje com as menores taxas de desemprego da história brasileira. Fechamos outubro com uma taxa de 5,2% de desemprego. Só para efeito de comparação, o desemprego na Alemanha hoje é de 6,5%, nos EUA é de 7,3% e na França 10,9%. Portanto esse argumento é muito falho e não há nada que o justifique.

Outra fala muito comum que se ouve, é que aqueles que recebem o bolsa-família ficam dependentes desse dinheiro e jamais vão se esforçar para melhorar de vida. Esse é mais um engano de quem se informa muito pouco sobre o assunto. Entre outubro de 2003 e fevereiro de 2013, cerca de 1,69 milhão de famílias abriram mão voluntariamente do bolsa família após terem sua renda aumentada e não precisarem mais do benefício.

O bolsa família é um programa emergencial que visa garantir uma renda mínima que ao menos permita que uma família muito pobre tenha sua condição de pobreza aliviada, até que os membros dessa família consigam empregos que permitam com que ela caminhe com as próprias pernas. O bolsa família é imprescindível enquanto a família está na miséria. O valor recebido é bem baixo, mas faz uma diferença muito grande para os que se encontram nessas condições.

Para manter o benefício do bolsa-família também é necessário manter os filhos na escola com frequência entre 75% e 85%, os menores de 7 anos vacinados, além de outras condições. A permanência dos filhos na escola é fundamental para possibilitar que eles tenham um futuro melhor que os seus pais. Esse é mais um ponto positivo para o bolsa família, mas ainda precisamos que os governos invistam muito mais na educação pública básica, pois estamos muito longe de termos uma escola de qualidade para essas crianças e adolescentes.

Por outro lado, também existem os mitos criados pelos governos Lula e Dilma sobre a eficácia do bolsa família na eliminação da miséria. Recentemente houve a cerimônia de comemoração pelos 10 anos do bolsa família, em 30 de outubro. Nesse evento o governo afirmou que o programa teria retirado 36 milhões de pessoas da miséria. Isso é um grande absurdo.

Hoje o índice utilizado pelo governo para classificar uma família como “miserável” é o da renda equivalente a 70 reais por pessoa, um índice baixíssimo. Com base nisso, se uma família de 5 pessoas alcançar uma renda total igual a 351 reais, essa família é considerada pelo governo como retirada da miséria. O pior é que esse índice está defasado, pois não foi alterado desde junho de 2011.

O bolsa família é um programa emergencial que retira as pessoas da miséria apenas tecnicamente. Faz com que uma família que ganhava 50 reais por cabeça passe a ganhar, por exemplo, 75 por pessoa, excluindo essa família das estatísticas de miséria, mas na prática essa família continua vivendo na miséria.

Durante os governos Lula e Dilma foram gerados mais de 10 milhões de empregos. Esses empregos é que conseguiram retirar muita gente da miséria e não o bolsa família. A partir de quando a família consegue sustentar-se por conta própria, sem a ajuda do bolsa família, aí sim pode-se afirmar que aquela família foi retirada da miséria.

É terrível que a Dilma e o Lula usem os números da redução técnica da miséria como se fossem indicadores de redução real da mesma. Isso cria uma ilusão. A miséria continua existindo, mas como está fora dos indicadores estatísticos, muitos não têm conhecimento da sua real dimensão, dificultando muito a solução do problema. Como vamos pensar na solução de um problema que não existe?

Em maio deste ano, o jornal Folha de São Paulo requisitou ao Ministério do Desenvolvimento Social a informação de quantas famílias no país ganhavam menos que 77,5 reais, ou seja, os 70 reais corrigidos pela inflação do período. O impressionante nos dados revelados é que a quantidade de pessoas abaixo da linha da pobreza passaria de 0 para 22 milhões de pessoas se o índice fosse corrigido. Com isso, está explicado o motivo de o governo não reajustar o índice.

O episódio do boato sobre o fim do bolsa família ocorrido neste ano nos mostrou o quanto o programa é imprescindível e quantos dependem dele. Torcer pelo fim do bolsa-família é o mesmo que torcer para que as pessoas que vivem hoje na miséria passem a viver muito pior. O bolsa família deve ser mantido pelo tempo que for necessário, mas é importante que continuemos cobrando do governo que invista numa educação pública de qualidade, num bom tratamento de saúde nos hospitais públicos, num transporte mais barato ou gratuito para os mais pobres, que aumente a geração de empregos com carteira assinada, dentre outras coisas, para que a vida de todas essas pessoas que ganham tão pouco possa melhorar e que caminhemos rumo ao fim da miséria real e não apenas estatística.

Fabiano Amorim
No DCM
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A visão de um inglês sobre os médicos cubanos no Brasil


O inglês Anthony Boadle é correspondente da Agência Reuters no Brasil desde o ano passado. E deu “um banho” em muitos dos repórteres brasileiros que cobrem a atuação dos médicos cubanos no país, dentro do programa Mais Médicos.

Boadle, simplesmente, ouve o que as pessoas têm a dizer, em lugar de procurar dirigir o que dizem.

Ouve as pessoas simples e consegue transmitir o que elas sentem. Não confunde ser imparcial com ser ranzinza ou advogado do diabo. Está ali para ver e descrever situações, não para arranjar defeitos ou fazer propaganda.

Ouve quem é contra, ouve quem se beneficia.

Fala, é claro, dos efeitos políticos que o programa traz para Dilma, mas isso é mostrado como uma consequência, não um objetivo  sórdido.

Vale a pena ler. Quem quiser, tem aqui o texto em inglês.

É bom trabalho profissional, é bom conhecer a realidade.

Médicos cubanos atendem aos pobres do Brasil e dão impulso a Dilma
Anthony Boadle
JIQUITAIA, Bahia, 2 Dez (Reuters) – Eles foram vaiados e chamados de escravos de um Estado comunista assim que desembarcaram no Brasil, mas nos cantos mais pobres do país a chegada de 5.400 médicos cubanos está sendo saudada como uma benção.

O programa para preencher lacunas no sistema nacional de saúde com médicos estrangeiros, principalmente de Cuba, pode se tornar um grande catalisador de votos para a presidente Dilma Rousseff agora que ela se prepara para disputar um segundo mandato na eleição do ano que vem, apesar da feroz oposição da classe médica nacional.

A decisão de usar o programa cubano de exportação de médicos, iniciado pelo ex-líder Fidel Castro, se tornou uma prioridade depois que protestos de massa contra a corrupção e a má qualidade dos serviços públicos de transporte, educação e saúde tomaram as ruas de várias cidades do país em junho.

Poucas semanas depois, Dilma lançou o “Mais Médicos”, programa de contratação de médicos brasileiros e estrangeiros para regiões remotas do país e periferias de áreas metropolitanas.

O governo federal assinou um contrato de três anos para trazer milhares de médicos cubanos para trabalhar nessas áreas onde os profissionais brasileiros preferem não atuar.

Com base em um acordo que renderá cerca de 225 milhões de dólares por ano a Cuba, onde o governo precisa de dinheiro, médicos cubanos estão sendo enviados a postos de saúde em comunidades de várias cidades brasileiras e em vilarejos do Nordeste castigados pelas secas, áreas que carecem de médicos residentes.

elisa 
O Estado da Bahia está reabrindo centros de saúde em áreas rurais, fechados por falta de funcionários. Moradores de Jiquitaia, um povoado do interior cercado por cactos, bodes e gado esfomeado, não precisam mais viajar 46 quilômetros em estrada de chão para consultar um médico.

“Foi uma benção de Deus”, disse o agricultor Deusdete Bispo Pereira, depois de ser examinado por dores no peito pela médica Dania Alvero, de Santa Clara, Cuba. “Mudou 100 por cento. Todo mundo está gostando. A gente tem medo que vão embora”, disse ele.

Idosos e mulheres grávidas lotavam o centro de saúde da família esperando ser examinados por Dania, que é especializada em medicina preventiva, como a maioria dos médicos cubanos.

“Há doenças aqui das quais eu só lia em livros, como a lepra (hanseníase), que já não existe mais em Cuba”, disse ela, mesclando palavras em espanhol e português.

Médicos de aluguel

Há décadas, Cuba começou a enviar médicos ao exterior para ajudar países em desenvolvimento por motivos ideológicos, como disciplinados soldados revolucionários mandados por Fidel ao tabuleiro de xadrez da Guerra Fria, da Argélia e Etiópia a Angola e Nicarágua.

Com o país mergulhado em uma crise econômica depois do colapso da União Soviética, Fidel concebeu um esquema de médicos-por-petróleo com o falecido presidente venezuelano Hugo Chávez, em 2000.

Mesmo com a maior parte da renda indo para o governo de Cuba, os médicos cubanos adoram ir para fora porque podem ganhar muito mais do que recebem em casa, onde o salário máximo de um médico equivale a 50 dólares por mês.

“Nós não ganhamos muito, mas não estamos aqui pelo dinheiro. Estamos aqui para ajudar nosso país, que é pobre”, disse Lisset Brown, que trabalha em um posto de saúde da localidade de Ceilândia, o maior bairro na periferia de Brasília.

A chegada de 12 médicos cubanos aliviou o trabalho do sobrecarregado hospital de Ceilândia e melhorou a credibilidade do sistema público de saúde, disse a enfermeira brasileira Tânia Ribeiro Mendonça. “A população vê com bons olhos que o governo está tentando uma melhoria na atenção médica.”

Insatisfação dos médicos

Inicialmente, os médicos brasileiros tentaram impedir a chegada dos colegas estrangeiros, vistos como uma tentativa de minar seus interesses profissionais e padrões médicos.

Quando um primeiro contingente de cubanos desembarcou no aeroporto de Fortaleza, em agosto, médicos brasileiros revoltados gritaram “Escravos!” para eles.

Mas eles tiveram de abaixar o tom de suas críticas porque as pesquisas de opinião mostram que a vasta maioria dos brasileiros é a favor da contratação de estrangeiros quando não houver médicos locais disponíveis, mesmo que permaneçam dúvidas sobre as qualificações dos cubanos.

“Nós não somos contra a vinda de médicos de fora para trabalhar aqui. Podem vir da Rússia, Inglaterra, Cuba ou Bolívia. O que nós defendemos é que médicos formados fora devem ser avaliados para trabalhar no Brasil. O governo não está fazendo isso”, disse o presidente da Associação Médica Brasileira, Florentino Cardoso.

Cirurgião oncológico, Cardoso se queixa de que Dilma “procurou demonizar” os médicos brasileiros ao associá-los com as muitas deficiências do sistema nacional de saúde. Levar mais médicos para áreas periféricas, disse ele, não vai acabar com as filas nos serviços médicos deficitários nas cidades.

Eleições de 2014

Com pouco mais de quatro meses de lançamento, o Mais Médicos está ganhando oportunos elogios políticos para Dilma, que pode apontar o programa como um exemplo de sua rápida resposta aos protestos populares de junho.

Mais de 1 milhão de pessoas foram às ruas na época expressar sua ira contra serviços públicos inadequados que consomem dinheiro dos contribuintes e são criticados pelas longas filas e demorada espera por atendimento nas unidades de saúde no país.

“Este é um grande plus para a reeleição dela. As pesquisas mostram que há uma elevada taxa de aprovação ao programa”, disse o professor de Política David Fleischer, da Universidade de Brasília.

No Nordeste, médicos cubanos estão de fato ganhando os corações e votos para Dilma.

“Eles têm carisma e humildade e olham nos olhos da gente na consulta, o médico brasileiro não”, disse Angelo Ricardo, que levava o pai idoso a um centro de saúde na cidade baiana de Remanso. “A população carente no Brasil está precisando disto, preocupação na vida do paciente. Eu voto nela, sem dúvida.”

Fernando Brito
No Tijolaço
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Gobierno venezolano trabaja para restablecer energía luego de extraño apagón

Progresivamente la energía eléctrica ha estado retornando a la capital venezolana
Foto: teleSUR
En una comunicación telefónica con el canal del estado Venezolana de Televisión (VTV), el Ministro de Energía Eléctrica dio a conocer que la falla eléctrica se dio en la Estación La Arenosa, provocando que se dispararán los sistemas de alerta para la mayor parte del país.

El ministro de Energía Eléctrica, Jesse Chacón, anunció en horas de la noche de este lunes que poco a poco se va restableciendo la energía eléctrica en todo el país; "esperamos que al final de la noche se solvente en su totalidad la falla luego de haber recuperado en completamente la línea 765, donde se originó el evento".

En una comunicación telefónica con el canal del estado Venezolana de Televisión (VTV), Chacón dio a conocer que "se va a investigar hasta las últimas consecuencias esta falla eléctrica (...), que se dio en la Estación La Arenosa que provocó que se dispararán los sistemas de alerta para la mayor parte del país".

"Es muy temprano para adelantar un juicio sobre la causa de esta falla, mientras tanto nos hemos comunicado con los organismos de seguridad del Estado", dijo el Ministro.

Esta falla eléctrica ha causado sospechas entre las autoridades venezolanas, puesto que se originó tan solo pocos minutos después de haber finalizado una cadena nacional de radio y televisión del presidente Nicolás Maduro, quien a través de la red social Twitter calificó la falla como "un extraño apagón".


"Estoy en Miraflores en equipo,siguiendo el extraño apagón que se desato en el mismo lugar del último Sabotaje,pido al pueblo estar alerta (...) Nada ni nadie detendrá la ofensiva para proteger al pueblo frente a la Guerra Económica de la Burguesía! Unidad,Lucha,Batalla y Victoria!!!", escribió el mandatario.

A través del canal del Estado, distintos Ministros venezolanos han reiterado el llamado a mantener la calma; informando que poco a poco se restablece el servicio en la mayoría del país. El ministro de Transporte, Haiman El Troudi, reiteró que el sistema de transporte subterráneo Metro se encuentra operando sin ninguna alerta tras haberse solventado el servicio.

Por su parte el ministro de Ciencia y Tecnología, Manuel Fernández, aseguró que ninguno de los servidores que conectan las comunicaciones a escala nacional se ha caído. Explicó que de las mil 600 bases de Movilnet (operadora telefónica móvil) distribuidas en todo el país, solo 40 han sufrido fallas menores que ya están siendo atendidas por los trabajadores de la cartera ministerial.

El Ministro de Interior y Justicia, Miguel Rodríguez, recordó que organismos venezolanos de inteligencia "se mantienen en alerta, porque es bien sabido de las intenciones de miembros de la ultraderecha para generar desestabilización en el país. Reveló que el Gobierno Bolivariano desplegó un operativo especial de seguridad a escala nacional para garantizar la tranquilidad del pueblo venezolano".

Esta falla eléctrica fue generada en la misma sub estación ubicada al centro del país, donde se originó el sabotaje del Golpe Eléctrico que ocurrió en Venezuela el pasado 3 de septiembre.

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