25 de nov de 2013

Nota da Associação dos Juízes para a Democracia


São Paulo, 25 de novembro de 2013.

O ministro Joaquim Barbosa está com a palavra

A Associação Juízes para a Democracia , entidade não governamental, cujos objetivos estatutários, dentre outros, são: o respeito absoluto e incondicional aos valores jurídicos próprios do Estado Democrático de Direito; a realização substancial, não apenas formal, dos valores, direitos e liberdades do Estado Democrático de Direito; a defesa da independência do Poder Judiciário não só perante os demais poderes como também perante grupos de qualquer natureza, internos ou externos à Magistratura vem à público para:

a) manifestar sua preocupação com noticias que veiculam que o Presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, estaria fazendo pressão para a troca de juízes de execução criminal e

b) requerer que ele dê os imprescindíveis esclarecimentos.

A acusação é uma das mais sérias que podem pesar sob um magistrado que ocupa o grau máximo do Poder Judiciário e que acumula a presidência do CNJ ( Conselho Nacional de Justiça), na medida que vulnera o Estado Democrático de Direito.

Inaceitável a subtração de jurisdição depositada em um magistrado ou a realização de qualquer manobra para que um processo seja julgado por este ou aquele juiz.

O povo não aceita mais o coronelismo no Judiciário.

A Constituição Federal e documentos internacionais garantem a independência judicial, que não é atributo para os juízes, mas para os cidadãos.

Neste tema sempre bom relembrar a primorosa lição de Eugenio Raúl Zaffaroni: “A independência do juiz … é a que importa a garantia de que o magistrado não esta submetido às pressões do poderes externos à própria magistratura, mas também implica a segurança de que o juiz não sofrerá ás pressões dos órgãos colegiados da própria judicatura” ( Poder Judiciário, Crise, Acertos e Desacertos, Editora Revista dos Tribunais).

Não por outro motivo existem e devem existir regras claras e transparentes para a designação de juízes, modos de acesso ao cargo, que não podem ser alterados por pressão das partes ou pelo Tribunal.

O presidente do STF tem a obrigação de prestar imediato esclarecimento à população sobre o ocorrido, negando o fato, espera-se, sob pena de estar sujeito à sanção equivalente ao abuso que tal ação representa.

A Associação Juizes para a Democracia aguarda serenamente a manifestação do presidente do Supremo Tribunal Federal.
Kenarik Boujikian
Presidenta da Associação Juízes para a Democracia
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PF apreende 450 kg de cocaína em helicóptero da família de senador de MG

Em operação realizada neste domingo (24), a Polícia Federal do Espírito Santo apreendeu 450 kg de cocaína em
um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (SDD)
Divulgação/Polícia Federal no Espírito Santo
A superintendência da Polícia Federal do Espírito Santo apreendeu, durante operação nesse domingo (24), 450 kg de cocaína em um helicóptero da Limeira Agropecuária, empresa do deputado estadual por Minas Gerais Gustavo Perrella (Solidariedade), filho do senador e ex-presidente do Cruzeiro Zezé Perrella (PDT-MG).

O helicóptero foi interceptado pela Polícia Federal perto da cidade de Afonso Cláudio, no interior do Espírito Santo. Estavam na aeronave o piloto, que é funcionário da agropecuária, e mais três pessoas cujas identidades não foram reveladas pela PF.

Segundo o advogado que representa os interesses de Gustavo Perrella, Antônio Carlos de Almeida Castro - também conhecido como Kakay -, o piloto utilizou o helicóptero sem autorização da família ou de representantes da empresa. "Ele usou fora do ambiente de trabalho, sem autorização, e ainda para fim absolutamente ilegal", afirma o advogado.

De acordo com Almeida Castro, Gustavo Perrella estava em Brasília no momento da operação. Kakay disse ainda que o helicóptero costuma ficar estacionado em um restaurante em Belo Horizonte.

O advogado afirmou que a família procurou a Polícia Civil para registrar uma ocorrência por apropriação indébita. O defensor disse que o responsável pela operação lhe afirmou que o piloto não foi coagido a transportar a droga e agiu intencionalmente. Almeida Castro já atua como defensor do Cruzeiro e de Zezé Perrella, e esta é a primeira vez que trabalha diretamente para o filho de Zezé.
Empresa investigada

Em 2012, o Ministério Público abriu investigação da Limeira Agropecuária para apurar um suposto esquema de superfaturamento de merendas e marmitas quando a empresa era fornecedora de grãos da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais).

Em julho deste ano, reportagem da revista "IstoÉ" revelou que Zezé Perrella destinou R$ 6 milhões em emendas para a mesma Epamig comprar sementes e que R$ 2,4 milhões deste total foram gastos em contratos com a Limeira Agropecuária.

No Uol

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Assista: A reeleição foi a maior vigarice da história do Brasil, diz Lembo


Cláudio Lembo, no programa "É notícia", da Rede TV!, diz: a reeleição foi o maior dos mensalões da história brasileira, foi em uma única parcela.



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Os 25 anos do programa do Jô Soares e o fantasma de Johnny Carson


Jô Soares está comemorando 25 anos de seu programa de entrevistas. Começou no STB com o “Onze e Meia”, em 1988, depois de sair brigado da Globo, onde fazia o “Viva o Gordo”. Seus primeiros entrevistados foram o ex-governador de Santa Catarina Esperidião Amin, o navegador maluco Amir Klink e uma candidata a vereadora de nome Makerley Reis, famosa por ter exibido os seios numa palestra de Brizola.

Em 2000, voltou à Globo. Acumula 14 mil entrevistas. Já falou com Sarney, Collor, Fernando Henrique, Lula, Dilma. Mais recentemente, esteve com Marina Silva e Eduardo Campos. Todos os artistas brasileiros sentaram em seu sofá, além de algumas personalidades internacionais nível B que passavam pelo Brasil para divulgar filmes ou shows.

Jô gosta de dizer que já fazia entrevistas em 1963 como integrante do programa Silveira Sampaio, na TV Rio. No início, no SBT, fez sucesso. Importou o formato do talk show americano, algo que não havia aqui. As pessoas ficavam acordadas para assisti-lo naquela era pré-TV a cabo e sem Internet. Até aparecerem os problemas de seu estilo: falava mais que o entrevistado; era grosso com gente humilde; era puxa-saco dos poderosos.

Sua última inovação foi um quadro com quatro jornalistas que sentam numa bancada ao seu lado para comentar determinado assunto. O que poderia, eventualmente, ser interessante, morre pela inanição do debate. Todas elas concordam sobre tudo.

Mas o talk show Jô foi o único a vingar no Brasil. Acabou sendo copiado. Marília Gabriela teve o dela. Nunca saiu do traço. Danilo Gentili criou o dele na Bandeirantes, com os resultados conhecidos.

A atração de Jô chegou aos 25 anos sem um décimo da audiência, da reputação e do prestígio do programa que lhe serviu de modelo, cuja estrela era Johnny Carson. Chamado de “Rei do Fim de Noite”, Carson era o homem com quem os americanos iam para a cama. Na TV por mais de 30 anos, foi uma influência decisiva para gente como Oprah Winfrey, Jerry Seinfeld, David Letterman e uma longa lista.

Era um humorista e nunca quis ser nada além disso. Incorporava seis personagens, um deles um vidente de turbante. Não tinha veleidades intelectuais. Era terrivelmente tímido longe das câmeras. Kenneth Tynan, da revista New Yorker, lhe perguntou um dia: “Quando você está em casa, quem você entretém?” Sua resposta: “Meu advogado, que é provavelmente meu melhor amigo”.

O advogado foi, na verdade, seu único amigo, até os dois brigarem. Seus três divórcios também foram traumáticos. Nunca escreveu um livro ou posou de intelectual. Pegava no pé de Frank Sinatra por causa de suas conexões com a máfia. Sinatra foi ao show, numa espécie de acordo de paz. A certa altura, um comediante entrou no palco e provocou o cantor pedindo notícias de amigos mafiosos. Chegou quase às vias de fato com o cantor Wayne Newton, que insinuava ser gay.

Jô se considera mais do que um humorista. “Acho que a posição correta para o artista é o de anarquista, no sentido de não se engajar politicamente por esse ou outro candidato. Para estar sempre pronto para a crítica”, declarou à Folha. Balela. Nos últimos meses, engrossou o coro pró-JB com suas “meninas”. Pedia “urgência” ao ministro Joaquim Barbosa. “O Brasil tem pressa”, dizia ele, o olhar súplice.

Carson parou aos 66 e morreu 13 anos depois. Jô Soares, aos 75, avisou que não tem planos de se aposentar. “Se a vida fosse justa, Elvis estaria vivo e todos os seus imitadores estariam mortos”, dizia Johnny Carson.

jo soares

Kiko Nogueira
No DCM
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O trensalão tucano está na boca do povo!

Nem o De Grandis consegue mais engavetar!

Amigo navegante envia esse “poster”  fotografado numa estação de metrô em São Paulo.


No Conversa Afiada
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Charge online - Bessinha - # 2001

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Joaquim Barbosa é homenageado


No SQN
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O barbosismo, o PT e o pós-julgamento

A prisão de lideranças petistas, cercada de ilegalidade e manipulação, não marca apenas um divisor no partido. Ela coincide com uma transição de ciclo econômico

O conservadorismo brasileiro construiu uma narrativa e a cercou de um cão de guarda.

Era forçoso que tivesse a pegada agressiva das mandíbulas que travam e não soltam para dar conta das  cores  extremadas do enredo.

O intento foi bem sucedido  mas o epílogo, inconcluso, está longe de entregar tudo o que prometeu.

Joaquim Barbosa foi o homem certo, no lugar certo, na hora certa quando se tratou de tanger a AP 470  na direção das manchetes que a conceberam.

O que se concebeu, a partir de um crime eleitoral de caixa 2 , foi consumar aquilo que as urnas sonegavam: aleijar moralmente o campo progressista brasileiro; sepultar algumas de suas principais lideranças.

Na verdade, o intercurso entre campanha política  e financiamento privado já havia punido o êxito progressista nos seus próprios termos.

Subtraindo-lhe práticas, projetos e um horizonte ideológico, de cuja regeneração depende agora o seu futuro e a capacidade de liderar o passo seguinte do desenvolvimento brasileiro.

A prisão de lideranças petistas, cercada da ilegalidade e da manipulação sabidas, não marca apenas um divisor no partido.

Ela coincide com uma transição de ciclo econômico mundial que impõe um novo repertório de escolhas estratégicas ao país e ao PT.

Os limites assimilados na chegada ao poder talvez não sejam mais suficientes para se manter à frente dele nessa travessia.

Em postagem em seu blog, antes da prisão, o ex-ministro José Dirceu resumiu o paradoxo ao criticar aqueles que hoje  – a exemplo do que se fez até 2008 – endossam a panaceia ortodoxa do choque de juros e de cortes orçamentários.

"Para fazer isso não precisam  de nós", advertiu o ex-chefe da Casa Civil de Lula.

Quem – e o quê –  ditará  a agenda brasileira no pós-julgamento da AP 470  não é uma inquietação exclusiva do lado que ficou no banco dos réus.

A emissão conservadora sabe que saturou um capítulo da disputa com a prisão algo decepcionante dos alvos mais graúdos.

Parte do conservadorismo, porém, fica com água na boca.

E sonha alto quando vê Joaquim Barbosa ladrar como se a teoria do domínio do fato, agora, significasse um dote imanente para atropelar réus, juízes e cardiopatas com a mesma truculência  biliosa exibida durante o julgamento.

Delirantes enxergam um Carlos Lacerda negro nos palanques de 2014.

Finalmente,  o elo perdido, a ponte capaz  de suprir o vazio de carisma à direita e de injetar paixão ao discurso  antipetista: o barbosismo.

O engano conservador pode custar mais caro ao país do que custaria ao PT  ter o algoz como rival.

Joaquim Barbosa tem de Lacerda apenas uma rudimentar mimetização de incontinência colérica.

Tribuno privilegiado, o original  catalisou a oposição a Vargas. Ainda assim, o talentonão foi suficiente para evitar os desdobramentos que se seguiram ao suicídio de 1954.

Os desdobramentos foram de tal ordem que adiaram por uma década o golpe esmagado por Getúlio com um único tiro.

É verdade que Lacerda, a exemplo de Barbosa hoje, foi também uma construção midiática.

Ancorado nessa alicerce, construiu um carisma que insuflou a classe média contra a corrupção, os sindicatos, os inimigos do capital estrangeiro e o desgoverno populista.

Contra Vargas, sua voz ecoava simultaneamente na Rádio Globo, dos Marinhos e na Mayrink Veiga; a presença inflamada do udenista sacudia também a  audiência da TV Tupi, de Assis Chateaubriant, a TV Rio e a TV Record, da família Machado de Carvalho.

Dispunha ainda do jornal Tribuna da Imprensa, criado em 1949, com o dinheiro do anti-getulismo local e estrangeiro.

A voz de Lacerda era o que hoje é o Jornal Nacional, da Globo: a narrativa da direita endereçada a todo o Brasil.

Por trás da retórica vulcânica, todavia, existia um substrato de aparente pertinência que sustentava o belicismo das suas inserções.

Ao confronto internacional marcado pela consolidação comunista na China e a construção do Muro de Berlim, superpunha-se a emergência da Revolução cubana.

Seja pela maior proximidade, seja pelos laços culturais, as transformações em Cuba granjeariam enorme receptividade na luta latino-americana contra o subdesenvolvimento e o apetite leonino do capital estrangeiro.

Hoje, ao contrário, a exacerbação conservadora só se sustenta pela instabilidade que o colapso do seu próprio ideário  – ainda sem resposta à altura –  acarreta urbi et orbi.

E esse é o ponto fundamental da disputa no pós-AP 470.

Colérico-dependente, Joaquim Barbosa está muito distante das credenciais para se apresentar como a personificação do salvador da pátria, diante dos desafios que se avizinham.

O maneirismo é a única relação que existe entre o barbosismo  e o  lacerdismo.
Ou o janismo.

Maneirismo é a simulação afetada do original.

Quanto mais se esmera em exacerbar as referências do que não é, maior o artificialismo que  exala.

Mas isso só ficará definitivamente claro se o foco do debate for deslocado a partir de agora para o que é principal – e o que é principal requer do campo progressista algo mais do que a busca inercial do voto em 2014.

Saul Leblon
No Carta Maior
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A praga do jornalismo declaratório

Os desdobramentos da matéria publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo na sexta feira (22/11) sobre o escândalo dos trens em São Paulo ofereceram uma prova a mais do batido recurso do “ele disse, ela disse” que engana o leitor ao divulgar uma declaração como se ela fosse um dado, quando na realidade é apenas a desculpa canhestra de suspeitos de corrupção.

A maioria dos jornais que repercutiu a matéria do Estadão se limitou a publicar negativas e explicações sem aprofundar um milímetro nas investigações sobre as denúncias feitas pelo ex-funcionário da Siemens, Everton Rheinheimer, contra dirigentes de partidos oposicionistas como PSDB, DEM e PPS.

O uso extensivo da técnica declaratória dá uma falsa impressão de imparcialidade ao leitor ou telespectador, que acaba ainda mais confuso depois de ler ou assistir ao noticiário sobre o caso. Os envolvidos obviamente negam tudo porque a consulta do repórter foi burocrática, do tipo “o que o senhor tem a dizer sobre a denúncia?” O leitor que se vire para entender a notícia.

Mas os excessos no uso do “ele disse, ela disse” têm um aspecto ainda pior, pois tratam, como fato ou dado, declarações às vezes flagrantemente falsas ou distorcidas, sem que o leitor ou telespectador seja alertado pelo texto, áudio ou imagens do repórter ou editor.

Tudo isso configura uma clara omissão de grande parte das redações, que preferem seguir procedimentos burocráticos em vez de meter a cara na investigação cumprindo a missão que todos os leitores, ouvintes, telespectadores e internautas esperam dos jornalistas: dados, fatos e notícias capazes e facilitar a tarefa de entender o que está acontecendo.

A investigação de tantos escândalos e denúncias simultâneas complica extraordinariamente o trabalho dos jornalistas, ainda mais se levarmos em conta que os suspeitos ou acusados usam, rotineiramente, técnicas de omissão ou distorção de fatos. Mas a complexidade das situações não é desculpa, pois quando o noticiário não vai mais a fundo nos problemas quem sai beneficiado é quase sempre quem está sob suspeita.

Muitos profissionais alegam, com razão, que o jornalista não dispõem dos mesmos recursos materiais e legais atribuídos à policia e ao ministério público para fazer investigações ou esclarecer denúncias. Mas o fato de não poder indiciar suspeitos não elimina a responsabilidade dos jornalistas em ajudar os leitores, ouvintes, telespectadores e internautas a compreender o que acontece à sua volta.

O compromisso dos jornalistas é com o público, e não com as autoridades ou com quem estiver envolvido nas denúncias. Se as versões dos implicados, da polícia, juízes ou advogados são incompletas, incoerentes, contraditórias ou distorcidas, a função do jornalista é dar conhecimento ao público dessas questões.

Os problemas com coberturas de escândalos, cada vez mais frequentes, impõem aos jornalistas uma obrigação adicional de estar sempre bem informado para poder fazer avaliações das declarações. A maioria dos entrevistados sempre sabe mais do que o jornalista. É uma situação normal porque é justamente por esse maior conhecimento que está sendo consultado. Isto cria um desequilíbrio informativo em que o entrevistado sempre tem maior capacidade para manipular ou criar contextos verossímeis para fatos, eventos e dados.

Para neutralizar esse desequilíbrio, o profissional depende de seu conhecimento e experiência. É um risco enorme usar intensivamente repórteres muito jovens ou inexperientes para entrevistar “raposas” da política, porque normalmente o resultado será o recurso ao “ele disse, ela disse” como padrão para a reportagem. É a forma de o repórter inexperiente salvar a sua pele, mas a responsabilidade é de quem o destacou para o trabalho.

O jornalismo declaratório começa a se tornar endêmico nos jornais, revistas, telejornais e páginas Web causando uma grande irritação entre leitores, ouvintes, telespectadores e internautas que, ao não conseguirem entender o que realmente está acontecendo, acabam diante de um dilema: ignorar tudo ou passar a não acreditar na imprensa.

Carlos Castilhos
No Amoral Nato
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Assista: O Cade é muito competente, diz Lembo


Ao programa "É notícia", da Rede TV!, Cláudio Lembo comenta sobre o escândalo de corrupção que envolve os governos do PSDB em São Paulo. Assista a segunda parte da entrevista:



Assista também: Cabe impeachment do Presidente do STF, diz Lembo
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Nivelando por baixo


Notoriedade de Barbosa decorre não de virtudes, mas sim de atitudes atabalhoadas e ilegais

Pródiga em fornecer matéria-prima para chargistas e colecionadores de frases, a vida política brasileira experimenta um momento inesquecível. Os desdobramentos do julgamento do mensalão não cessam de emprestar combustível a quem presta um pouco de atenção aos jogos do poder.

O personagem do momento não é nenhum dos condenados; mesmo o motivo da ação foi relegado a plano secundário. Joaquim Barbosa - esse é o cara da vez, como se diz. Infelizmente, sua notoriedade não decorre de virtudes. Deriva de atitudes atabalhoadas e ilegais, segundo juristas de diferentes matizes.

O showmício das prisões já foi suficientemente dissecado para mostrar as irregularidades do arrastão aéreo da Polícia Federal. Mesmo o ministro Marco Aurélio Mello, que de petista, lulista ou coisa parecida não tem nada, assustou-se com o espalhafato barbosista. Mas a coisa seguiu em frente - e tão espantosos quanto os procedimentos são as observações disseminadas pelos súditos do ilustre "justiceiro".

Uma das principais: os mensaleiros devem ser tratados como qualquer prisioneiro, sem direito a regalias. Nada a objetar. Mas vamos por partes, ou por fatias, para ficar na moda. Todos são iguais perante a lei, reza a democracia formal. Mas a lei, a pena, não é igual para todos, simplesmente porque nem todos cometem os mesmos crimes.

Passa pela cabeça de gente bem-intencionada colocar um mensaleiro no RDD e um Marcola ou Chico Picadinho cumprindo pena alternativa? E, diga-se a verdade, o que chama a atenção não são privilégios dos novos condenados, mas o fato de se negar a eles o que preveem os trâmites de execução penal.

A sequência é ainda mais falaciosa. Aponta o contraste entre a situação sub-humana em que vive a esmagadora maioria da população carcerária com os supostos benefícios recebidos por hóspedes engravatados. Com estridência variada conforme a mídia de que se servem, comentaristas são enfáticos, categóricos. Propõem nivelar tudo por baixo.

Os presos ditos comuns se amontoam em celas, engolem o pão que o diabo amassou, tomam banho frio sem sabonete e se revezam na hora de dormir, pois falta espaço nas gaiolas carcerárias. Que assim seja então com todo mundo.

Nem é preciso ser adepto de algum partido para perceber tamanha regressão civilizatória. Não, não se trata de humanizar as cadeias e dar condições dignas a seus ocupantes, mas sim de animalizar os adversários políticos de ocasião. Ver as coisas de forma justa - por mais nuances que o termo apresente no decorrer dos tempos - e sem o ranço da vingança irracional (ou eleitoral) implica admitir que o responsável pela condição degradante das penitenciárias não é o governo x ou y. E sim um sistema velho de séculos e que ninguém, nem PT, PSDB, PMDB, UDN, PSD ou qualquer outro partido ocupante do poder teve a coragem de afrontar.

Por trás da "justiça" propagada pelo áulicos do barbosismo, surge o desejo indisfarçável de reviver, com o mensalão, o clima da vassoura, do caçador de marajás, da república do Galeão, da banda de música e dezenas de personagens "incorruptíveis" que não resistiram ao exame da história ou a um grampo telefônico. Tão desalentador quanto o rebaixamento do debate, num país de inúmeras carências como Brasil, é notar que o estandarte do momento ocupa um cargo de importância indiscutível. E a campanha eleitoral mal começou.

Ricardo Melo
No fAlha
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Guerra santa na TV brasileira


Nas últimas semanas, uma disputa entre grupos religiosos por espaço na TV aberta tem nos mostrado o capitalismo com as calças na mão. Igreja Universal do Reino de Deus e, sua dissidência, Igreja Mundial do Poder de Deus se engalfinham por espaço na grade de programação das emissoras do grupo Bandeirantes. Quem levou melhor foi o bispo Edir Macedo, que desbancou na segunda semana de novembro o apóstolo Valdemiro Santiago na Band e na Rede 21 (do mesmo grupo), o que fez com que este fosse buscar refúgio na RedeTV!.

Embaladas por cânticos e sermões, as cifras em jogo giram em torno das centenas de milhões de reais. Trabalhadores são obrigados a cumprir jornadas extenuantes (fala-se de quinze horas) na produção de dezenas de horas diárias de programação. Os grupos concorrentes desbancam os mais fracos e concentram dinheiro, programação e fiéis. Tudo isso se utilizando de uma prática no mínimo questionável de arrendar tempo de veiculação em concessões públicas de televisão.

Com uma dívida de R$ 21 milhões e inadimplente, a Mundial foi preterida, em nome de uma melhor oferta da Universal. Agora ela quer uma indenização de R$ 200 milhões. Especula-se que o grupo Bandeirantes fature até R$ 150 milhões na venda de espaço para cultos eletrônicos.

Com a concentração de espaço por meio do poder econômico, o oligopólio evangélico vai crescendo avassaladoramente sobre a TV aberta. O gênero religioso é hoje o que mais ocupa espaço na televisão. Em 2012, deteve 13,55% do tempo de programação. Em alguns canais, o problema é mais grave, como na Bandeirantes (17%), CNT (37%), Record (23%), Rede TV (38%) e Gazeta (15%).

Como o capitalismo é um sistema misericordioso, é provável que a Mundial volte à Band em janeiro, para substituir o Claquete, um programa de menor retorno financeiro.

Bruno Marinoni
No Observatório do Direito à Comunicação
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NSA infectou computadores brasileiros, diz relato

Para espionar, a NSA contaminou com malware 50 mil redes de computadores em dezenas de países, incluindo o Brasil, diz um documento vazado por Edward Snowden

Sede da NSA: segundo relatos, a Agência de Segurança Nacional americana tem uma tropa de elite de 600 hackers

A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) contaminou 50 mil redes de computadores em dezenas de países, incluindo o Brasil. A informação é de um slide de apresentação vazado por Edward Snowden e publicado pela agência de notícias holandesa NRC. 

Segundo o noticiário, a NSA usou um programa maligno, que foi inoculado em computadores para furtar informações deles. O slide publicado mostra um mapa com pontos onde esse tipo de ação teria sido realizado.

Curiosamente, no Brasil, os pontos assinalados parecem se concentrar nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, deixando livres o Sul e Sudeste. É possível que quem desenhou o mapa não tenha se preocupado em posicionar os marcadores de forma precisa, distribuindo-os de forma um tanto descuidada pelo país.

Não é a primeira vez que afloram informações sobre o uso de malware pela NSA. O site oficial da agência tem uma página que menciona suas operações de ciberguerra. Ela lista três tipos de ação: ataque direto a redes de computadores, defesa contra ataques e invasão de redes.

Este último tipo é descrito assim: “Ações de apoio e coleta de informações por meio de redes de computadores que exploram dados obtidos de sistemas de informação de alvos ou inimigos”. É uma descrição confusa, mas compatível com o emprego de programas malignos para obter informações.

Em agosto, o jornal Washington Post publicou uma reportagem sobre uma divisão da NSA chamada Tailored Access Operations (TAO). Esse departamento teria uma tropa de elite de 600 hackers dedicados a operações de ciberguerra.

O jornal cita informações de ex-agentes da NSA. Um deles diz ter comandado uma equipe de 14 hackers que realizaram 54 mil invasões para a agência. Se o número for verdadeiro, imagine quantos ataques devem fazer os 600 agentes da TAO.

Maurício Grego
No Exame
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O bode na sala da Justiça


Os jornais noticiam nas edições de segunda-feira (25/11) a substituição do juiz das execuções penais do Distrito Federal encarregado de providenciar o cumprimento das sentenças do Supremo Tribunal Federal contra alguns dos condenados na Ação Penal 470. A principal controvérsia se refere ao tratamento conferido ao deputado José Genoíno, que foi encarcerado precipitadamente por ordem do presidente do STF, ministro Joaquim Barbosa, mesmo em convalescença após um grave procedimento cirúrgico.

A imprensa observa que o novo juiz encarregado de determinar as condições de cumprimento das penas em Brasília é filho de um dirigente do PSDB e de uma funcionária do Ministério da Ciência e Tecnologia que milita ativamente na campanha presidencial do senador Aécio Neves. Em sua página no Facebook (ver aqui), a mãe do magistrado não esconde a orientação política da família.

Esse é apenas um dos aspectos da confusão em que se transformou aquilo que a imprensa brasileira tem considerado como o “novo tempo” da Justiça no Brasil. O protagonismo exagerado do presidente da Suprema Corte contribui para acirrar radicalismos e se constitui, hoje, em fator de desestabilização política.

Bastaram poucos dias para que os fatos desmontassem a versão construída pela imprensa em torno do julgamento da Ação Penal 470. Logo após o início do cumprimento das penas, algumas personalidades do mundo jurídico se dão conta de que o que rege as decisões da mais alta corte nacional não é o propósito de fazer Justiça, mas um obscuro sentimento de vingança cujas razões precisam ser esclarecidas.

A se considerar certos comportamentos obsessivos do ministro, há alguma coisa de doentio nesse processo, que extrapola questões penais e ideológicas. Com a cautela que o protocolo exige, personalidades do mundo jurídico têm feito chegar à mídia seus cuidados com relação ao acúmulo de erros nesse processo.

Crimes onipresentes

Como nos cabe aqui observar a imprensa e não as instituições diretamente, convém fazer um retrospecto dos acontecimentos para estabelecer algumas responsabilidades.

Não é preciso grande esforço para reconhecer que, independentemente dos elementos objetivos que formam o processo da Ação Penal 470, a imprensa teve um papel central nas decisões dos ministros do Supremo Tribunal Federal, em especial nas funções do presidente da Corte.

Joaquim Barbosa, transformado em herói nacional, e outros ministros, revelaram possuir personalidades sensíveis à bajulação, o que transformou as sessões do Supremo em espetáculos midiáticos nos quais o princípio da Justiça foi submetido ao crivo da popularidade de seus protagonistas.

O encarceramento precipitado de onze dos doze condenados, em feriado nacional, explicita o propósito de ganhar as manchetes no fim de semana prologado, mais do que uma decisão baseada nas normas penais.

Valeu pelas manchetes.

Mas, daqui para a frente, a imprensa terá que administrar cuidadosamente o desempenho midiático do presidente do STF. A figura de Barbosa representa o bode na sala, que a imprensa vai ter que remover antes que comece o julgamento daquele outro processo por corrupção chamado de “mensalão tucano”.

A “nova era na democracia brasileira – a Era dos Corruptos na Cadeia”, anunciada na semana passada pela revista Época, será revelada, então, como mais uma dessas farsas que enchem nossos livros de História.

O Judiciário, que já arrastava a tradição do nepotismo e a maldição de produzir, em sua face mais perversa, os frutos da desigualdade social, agrega ao seu prontuário o personalismo a reboque da mídia.

Enquanto isso, na vida real seguem se acumulando nos cartórios as ações sem julgamento, e consolida-se na sociedade a convicção de que o crime sempre compensa – o caso da Ação Penal 470 é apenas “um ponto fora da curva”. Relatos de procuradores e juízes distritais indicam, por exemplo, que a violência contra a mulher se agrava no Brasil, a despeito da legislação específica, porque os culpados, mesmo quando condenados, cumprem apenas uma fração de suas sentenças. O crime organizado se sofistica, a corrupção virou estratégia em todas as instâncias do poder.

O livro intitulado Crimes onipresentes – Histórias reais sobre assassinatos, responsabilidade moral e impunidade, traz uma fração desse descalabro. O autor, o promotor de Justiça Ricardo Rangel de Andrade, descreve com realismo cruel como o crime é consentido e até estimulado pela inoperância da Justiça e pela corrupção policial. A verdadeira Justiça brasileira está descrita em suas páginas; a politicagem que desmoraliza o STF é a joia da coroa.

Luciano Martins Costa
No OI
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Assista: Cabe impeachment do Presidente do STF, diz Lembo


Ao programa "É notícia", da Rede TV!, Cláudio Lembo diz que cabe impeachment do presidente do Supremo Tribunal Federal no caso das prisões do "mensalão". Assista a primeira parte da entrevista:


Assista também: O Cade é muito competente, diz Lembo
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Manuel Zelaya denuncia violación del Acuerdo de Cartagena en Honduras

Expresidente Manuel Zelaya denunció irregularidades
cometidas en beneficio del candidato del Gobierno
El Partido Libertad y Refundación sostiene que el Gobierno de Porfirio Lobo ha manipulado los resultados electorales en favor de su candidato, al igual como desde 2011 ha incumplido compromisos suscritos en el Acuerdo de Cartagena, el cual data de abril de 2011.

El expresidente hondureño, Manuel Zelaya (2006-2009), denunció que durante la jornada electoral de este domingo en su país se pudo comprobar la violación del Acuerdo para la Reconciliación Nacional y la consolidación del Sistema Democrático en la República de Honduras, también conocido como Acuerdo de Cartagena, por parte del Gobierno nacional.

El líder del Partido Libertad y Refundación (Libre) sostiene que la administración del actual presidente, Porfirio Lobo, ha manipulado los resultados electorales en favor de su candidato, al igual como desde 2011 ha incumplido los compromisos suscritos en Cartagena, luego del golpe de Estado contra el propio Zelaya, el 28 de junio de 2009.

Zelaya recordó que el Acuerdo de Cartagena fue un acuerdo suscrito en abril de 2011 con Lobo, gracias a la intermediación de los presidentes de Colombia, Juan Manuel Santos, y de Venezuela, Hugo Chávez (1999-2013), para garantizar su retorno a Honduras, ya que en ese entonces se encontraba en el exilio.

En ese sentido, señaló que aunque el Gobierno de Lobo permitió la inscripción del recién fundado Partido Libre, hubo varios aspectos con lso cuales no cumplió.

“Se nos ofreció algo que no se cumplió: que íbamos a tener equidad en el Tribunal Supremo Electoral, equidad en el registro de personas, en los censos, en el manejo de las autoridades electorales” y en otras tantas cosas, refirió el líder de izquierda.

Asimismo, destacó que a pesar de todas esas promesas incumplidas, “aún así hemos aceptado cualquier cantidad de de problemas durante el último año”, porque en poco tiempo y ante la adversidad, “hemos derrotado al bipartidismo” en Honduras.

“Xiomara Castro (candidata de Libre) ha sido un fenómeno político, porque en un año estamos ganando las elecciones (...) y no podemos dejarnos robar esa victoria”, aseveró.

Uno de los nueve puntos del Acuerdo de Cartagena exige Tegucigalpa cumplir todas las garantías que la ley concede para que “el Frente Nacional de Resistencia Popular solicite su inscripción ante el Tribunal Supremo Electoral y participe democráticamente en los procesos políticos electorales de Honduras y para que pueda integrar los organismos oficiales de carácter político electoral en igualdad de condiciones”.

Irregularidades

Zelaya explicó que el Tribunal Supremo Electoral (TSE) recogió el día domingo unas nueve mil actas, de las 16 mil votadas, y de esas nueve mil apartó más de mil setecientas, para luego anunciar los resultados de las restantes siete mil.

“Esto quiere decir que hay un margen de error de al menos 19 por ciento. Eso es un resultado no aceptable y nosotros lo rechazamos desde cualquier punto de vista”, enfatizó.

En vista de ello, informó que el Partido Libre convoca a toda su dirigencia y militancia a una rueda de prensa este lunes a las 11H00 locales (19.00 GMT), donde “anunciaremos las medidas a tomar, siempre pacíficas, en demanda de nuestros derechos, que no dejaremos que se violen simplemente por una manipulación de estadísticas”.

El TSE anunció en su tercer informe preliminar (a las 22H40 locales del domingo o 05.40 GMT del lunes) que luego del 54,47 por ciento de las actas escrutadas, el candidato del Partido Nacional (oficialista), Juan Hernández, ha obtenido el 34,27 por ciento de los votos, por encima de la representante del Partido Libre, Xiomara Castro, con el 28,67 por ciento.

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Nem só da corrupção no clã tucano padece o nome da Siemens

A empresa tem estado presente no noticiário brasileiro, e também no alemão, embora por motivos diferentes

Empresa tem história de parcerias desabonadoras, entre elas com os governos tucanos de São Paulo

No Brasil, pesam sobre a empresa acusações de formação de cartel (com outras mais) para fornecimento de material para construção de meios de transporte, como o metrô de São Paulo, além de, ultimamente, distribuição de propinas. Segundo o noticiário brasileiro e internacional, as relações entre o governo do estado de São Paulo e fornecedores de equipamentos, especialmente para o sistema de transporte por trens e metrô, são permeadas de contratos superfaturados e pagamentos de gordas propinas.

Enfim, corruptores privados encheram os bolsos de agentes públicos corruptos, entre eles pessoas íntimas dos governadores tucanos, desde a gestão Maior Covas, em 1998, até os dias atuais, com Geraldo Alckmin – passando por José Serra. Se estiverem certas as denúncias, as despesas com sobrepreço e “gorjetas” fizeram contratos que somaram R$ 30 bilhões em década e meia engordar 30%, o que representaria um prejuízo de R$ 9 bilhões, ou dezenas de quilômetros de trilhos jogados no bolso de alguéns.

Como grande parte das denúncias partiu de dentro de uma das empresas que integram o suposto cartel, a Siemens, é improvável que não haja fogo na base dessa fumaça. O gesto parece ser parte de um esforço da multinacional alemã em tentar recuperar o prestígio da marca, que não anda bem no noticiário internacional. Na Alemanha, a Siemens tem sido notícia devido a uma crise de administração em consequência de uma série de contratempos, como perda de prazos e de espaço para concorrentes e um desconforto financeiro. Essas dificuldades levaram a uma troca de comando na empresa. O novo presidente é Joe Kaeser, ex-chefe do Escritório Financeiro Central, órgão encarregado de avaliar riscos financeiros e perdas decorrentes, e como evitá-los ou enfrentá-los.

Kaeser substituiu Peter Löscher, aus­tríaco de nascimento, que assumiu a presidência da empresa em julho de 2007, depois de um período conturbado em que executivos caíram e outros subiram em meio a acusações e acordos judiciais envoltos no tema da corrupção, por meio do pagamento de propinas em diferentes países, inclusive nos Estados Unidos.

Não houve acusações de corrupção contra Löscher. Aparentemente, a “acusa­ção” contra ele foi de má gestão, decisões ­erradas que levaram, por exemplo, a Siemens a atrasar a entrega de trens encomendados à “sagrada” Deutsche Bahn, a ferroviá­ria estatal alemã, um dos ícones do país, ao lado da sua indústria ­automobilística.

Nesse recente sobe e desce de CEOs (de Chief Executive Officer, no jargão internacional), a mídia alemã noticiou uma luta interna entre dois pesos pesados: Gehrard Chrome, presidente do Conselho Supervisor, e Josef Ackermann, um dos vice-presidentes. Pelo noticiário subsequente, Ackermann, que já foi CEO do Deutsche Bank, perdeu e renunciou a seu posto no Conselho da Siemens, sem que ficassem claras as razões da disputa.

Longo passivo


O fato é que o passivo de acusações contra a Siemens é muito longo e variado.­ Até ter fornecido, por exemplo, material elétrico para os campos de concentração nazistas, além de haver fotos de carros seus sendo usados para fazer propaganda do partido. Em 2006, a empresa foi objeto de uma devassa por parte da promotoria pública alemã.

Em 15 de novembro daquele ano, procuradores e agentes policiais invadiram 30 escritórios da empresa, além de várias casas de seus top executivos. O obje­tivo da operação era investigar o que foi descrito como um grande esquema de pagamento de propinas para obtenção de favores em escala mundial. Nessa ocasião caíram executivos como Heinrich von Pierer e Klaus Kleinfeld. As acusações levantaram detalhes bizarros, como o de que até 1998 a empresa abatia do imposto de renda alemão propinas pagas no estrangeiro, descritas como “despesas correntes”.

A nova direção da Siemens negociou laboriosamente, por exemplo, com o fisco norte-americano, chegando a um acordo em 2008 para o pagamento de US$ 800 milhões em indenizações. Não se sabe o montante das indenizações pagas pela empresa. Há avaliações de que passava de US$ 1,5 bilhão antes de vir à luz o caso brasileiro. Chegou ao noticiá­rio que o contador que operava secretamente as contas das propinas – e um dos poucos a serem condenados judicialmente, Richard Sieksczek – lidava anualmente com valores entre US$ 50 milhões e US$ 60 milhões.

Mas o caso mais espetacular ocorreu na China, onde em junho de 2011 o empresário Shi Wanzhong foi condenado à morte por ter recebido da Siemens

US$ 5,1 milhões em “por foras” para favorecer compras de materiais. A execução da sentença foi suspensa, mas não se sabe exatamente o que aconteceu com o condenado. A empresa sempre se recusou a comentar o assunto.

A Siemens emprega cerca de 370 mil ­trabalhadores em 200 países – e se orgulha­ de ter em seus quadros 18 mil enge­nheiros de informática, mais do que a Microsoft­ – e está passando por um processo dramá­tico de ajustes. Seu novo presidente anunciou a extinção de 15 mil postos de trabalho na Alemanha, o que, nesta época de crise­ europeia, pode significar uma “pequena” catás­trofe social. Ao mesmo tempo, embora a empresa não comente nada, a disposição de agora colaborar com as autori­dades brasileiras mostra que há um empenho em recuperar a aura há muito tempo perdida.

Os homens da corporação


Joe Kaeser 

Werner von Siemens
Fundou a empresa em 1847, voltada para a expansão do telégrafo. Passou desde logo a operar em nível internacional, na Índia, na Rússia e no continente europeu. Construiu uma linha telegráfica da Índia a Londres, por exemplo.

Peter Löscher, 56 anos
Foi o diretor-presidente de 2007 a julho de 2013. Não há acusações de corrupção contra ele.

Gehrard Chrome, 70 anos
Proeminente empresário, assumiu a presidência do Conselho Diretor em 2007, substituindo Klaus Kleinfield. É considerado o homem forte da empresa.

Josef Ackermann, 65 anos
Nascido na Suíça, um dos mais importantes CEOs da Europa, amigo de Angela Merkel, ­ex-diretor-presidente do Deutsche Bank, já foi até objeto de documentário da uma rede de TV (ARD). Não há acusações de corrupção contra ele.

Klaus Kleinfeld, 56 anos
Foi presidente do Conselho Diretor de 2005 a 2007. Quando surgiram as acusações contra a empresa, foi acusado de negligência por não ter agido. Negou. Ainda assim, deixou o cargo e a empresa, segundo algumas fontes pagando uma indenização simbólica de € 2 milhões. Desde 2008 é o CEO da Alcoa norte-americana.

Heinrich von Pierer, 72 anos
Presidente do Conselho Diretor de 1992 a 2005, quando foi substituído por Klaus Kleinfeld, passando a presidente do Conselho Fiscal, onde ficou até a maré de escândalos de 2006-2007. Demitiu-se, alegando inocência. Permanecem acusações de negligência, mas não houve processo contra ele. Em 15 de maio de 2010, o jornal Süddeutschen Zeitung noticiou que ele teria pago uma indenização de € 5 milhões à empresa. Hoje é membro do conselho da empresa mista turca Koç Holding.

Shi Wanzhong
De acordo com as poucas informações disponíveis, esse executivo chinês era diretor da China Mobile, uma companhia estatal no ramo da telefonia móvel, quando recebeu a propina da Siemens. Entretanto, não houve processo contra a empresa.

Flávio Aguiar, de Berlim
No RBA
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Proyecciones del TSE posicionan a Juan Hernández como virtual ganador

El máximo ente electoral del país centroamericano reiteró que estos resultados son oficiales y están disponibles para todo el público. Mientras tanto, la candidata Xiomara Castro se declaró ganadora de acuerdo a las actas que ha recibido el comando de campaña del Partido Libre.

La más reciente actualización del sistema en línea del TSE le adjudica el 34,14 por ciento
de los votos al candidato del Partido Nacional, Juan Hernández

El Tribunal Supremo Electoral (TSE) de Honduras posicionó al candidato Juan Hernández (Partido Nacional) como virtual ganador de la jornada electoral de este domingo con el 34,14 por ciento de los votos de acuerdo al segundo boletín oficial emitido, tras haberse escrutado más del 54,47 por ciento de las mesas en todo el país.

Con estos resultados el candidato oficial se impone a la candidata del Partido Libre, Xiomara Castro, quien ha logrado hasta ahora 28,43 por ciento de los votos; seguida Mauricio Villeda  con 21,03 por ciento, Salvador Nasralla con 15,73 por ciento, Romeo Vásquez, 0,21 por ciento, Orle Solís con 0,18 por ciento, luego Jorge Aguilar con 0,17 y de último Andrés Pavón con 0,11.

El máximo jefe del TSE indicó que no hay otra voz oficial que la del Tribunal Supremo Electoral, por lo que aclaró que lo que los medios de comunicación han informado son resultados a boca de urnas, más no resultados oficiales. Matamoros destacó que en este proceso electoral se alcanzó un índice de participación de 61 por ciento, "un récord histórico para el país".

Dijo que los resultados están disponibles y se están actualizando minuto a minuto en la página oficial: http://siede.tse.hn/ donde aparecen específicamente la cantidad de votos y porcentajes de las mesas escrutadas en todo el país.

Refirió que en muchas mesas los miembros no quieren transmitir actas presidenciales hasta tener las de alcaldes y diputados, por lo que instó que deben enviar inmediatamente las actas que tengan independientemente de los cargos que sean.

En estos comicios, por primera vez una tercera fuerza desafía al bipartidismo que ha reinado en el país por más de un siglo (Partido Nacional y Partido Liberal). Se trata del partido Libertad y Refundación (LIBRE), formado por movimientos sociales que protagonizaron la resistencia popular contra la dictadura de Roberto Micheletti y corrientes liberales disidentes, separadas tras el derrocamiento y exilio de Manuel Zelaya en junio de 2009.

En caso de ser electa, la abanderada de LIBRE, Xiomara Castro, será la primera mujer Presidenta de Honduras. En su programa de Gobierno, Castro propone una refundación total de Honduras, proceso que se inciará con la convocatoria a una Asamblea Nacional Constituyente, que redacte una nueva Constitución.

La Asamblea Nacional Constituyente, convertirá de nuevo al pueblo en un participante activo de las decisiones que se tomen y le devolverá el poder que le fue arrebatado en su momento, sobre todo hace cuatro años cuando el golpe de Estado sacó del Gobierno a Manuel Zelaya.

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Ingrid Betancourt será precandidata presidencial en Colombia

La exsenadora colombiana, Ingrid Betancourt, será
precandidata presidencial para comicios de 2014
La exsenadora colombiana y excandidata presidencial, Ingrid Betancourt, será precandidata a la presidencia de Colombia para las elecciones de mayo por Alianza Verde, así lo informó un portavoz de ese partido.

"La dirección nacional (del partido) la inscribió (a Ingrid Betancourt) como precandidata a la consulta a la presidencia de Alianza Verde", explicó el copresidente y vocero de esa fuerza, Antonio Sanguino.

No obstante, Betancourt no ha decidido si será precandidata presidencial y hasta ahora solo ha autorizado a Alianza Verde a incluir su nombre en una encuesta que realizará el partido en marzo para depurar la lista de precandidatos, en la que se elegirá al candidato verde que irá a las presidenciales de mayo, puntualizó el dirigente.

Además de Betancourt, han aceptado ser parte de la consulta de la Alianza Verde el exalcalde de Bogotá Enrique Peñalosa, los parlamentarios John Sudarsky y Camilo Romero, el líder indígena Feliciano Valencia y el exguerrillero y exministro Antonio Navarro.

El partido hará una encuesta nacional y los candidatos que logren tener una reconocimiento superior al 10 por ciento irán a la consulta que se realizará en marzo del año entrante.

Otros candidatos presidenciales son las izquierdistas Aída Avella, del partido Unión Patriótica; Clara López, del Polo Democrático Alternativo (PDA), y el exministro Óscar Iván Zuluaga, que va por el movimiento Uribe Centro Democrático (UCD).

Betancourt, de 51 años, fue retenida en febrero de 2002 por las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC). El 2 de julio de 2008 fue liberada junto con 14 personas más, entre ellas tres contratistas estadounidenses. Desde entonces Betancourt vive entre Francia, Estados Unidos e Inglaterra.

Las elecciones presidenciales se celebrarán el 25 de mayo de 2014 y si hay necesidad de una segunda vuelta se hará el 15 de junio.

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Mídia ataca Cardozo para salvar tucanos

http://pigimprensagolpista.blogspot.com.br/

José Eduardo Cardozo, o ministro da Justiça da presidenta Dilma sempre tão cordato e conciliador, passou a ser o principal alvo da mídia golpista nos últimos dias. Isto porque ele enviou à Polícia Federal os documentos sobre o envolvimento de alguns chefões do PSDB paulista no esquema milionário do propinoduto tucano. Jornalões e “calunistas” da tevê afirmam que ele partidarizou a denúncia e estrebucham histericamente. Eles preferiam que o ministro ficasse, mais uma vez, acuado e passivo – o que até poderia caracterizar prevaricação e omissão de provas.

A violenta cruzada contra o ministro confirma o enorme poder de manipulação da mídia privada. Ela transforma vilões em mocinhos e vice-versa. Isto já havia ocorrido no caso recente da máfia dos fiscais de São Paulo. O prefeito Fernando Haddad, que revelou a trama, passou a ser tratado como cúmplice da corrupção. Já um dos principais suspeitos de ligação com o esquema milionário, Mauro Ricardo – homem de confiança do ex-prefeito José Serra, que o indicou para continuar na prefeitura na gestão de Gilberto Kassab –, simplesmente sumiu das páginas dos jornais e da telinha da TV.

A mídia tucana faz de tudo, até o impensável, para proteger os seus apaniguados no governo paulista. O escândalo do propinoduto tucano, que envolve poderosas multinacionais do setor de transporte e vários caciques do PSDB, ficou engavetado por quinze anos nas gavetas do Ministério Público e da Justiça de São Paulo. Até os pedidos de investigação de autoridades do paraíso fiscal suíço foram desprezados. A própria iniciativa da empresa alemã Siemens, que decidiu abrir o jogo da corrupção para salvar a pele, foi abafada. O tal "jornalismo investigativo" mostrou-se novamente bem seletivo.

Mas não há mentira que dure para sempre. Aos poucos, a sujeira do propinoduto foi sendo revelada e as investigações tiveram início. O PSDB, que tenta se travestir de paladino da ética, ficou na berlinda com a revelação do envolvimento de três governadores – Mario Covas, José Serra e Geraldo Alckmin –, de vários secretários estaduais, de parlamentares da sigla, do DEM e do PPS e de operadores financeiros do tucanato. O ministro José Eduardo Cardozo não fez mais do que a sua obrigação ao encaminhar os documentos com os indícios da ação criminosa.

Mas a mídia não o perdoa. A Folha dá manchetes insinuando que o ministro agiu com o objetivo de prejudicar o PSDB. O Estadão, que revelou com exclusivamente os documentos de um ex-executivo da Siemens acusando quatro secretários do governo Alckmin de montarem o esquema de caixa-2 do PSDB com as propinas da multinacional, agora também condena a atitude de José Eduardo Cardozo.

Teleguiados pela mídia, líderes do PSDB, DEM e PPS estufam o peito e garantem que convocarão o ministro para dar “explicações” no Congresso Nacional. O senador Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, esbraveja: “O ministro precisa esclarecer qual foi sua participação nesse processo. Isso é extremamente grave. Estamos assistindo no Brasil o uso das instituições do Estado para fins políticos”. Haja cinismo! A operação diversionista, comandada pela mídia golpista, pode até dar resultado, inibindo as investigações do propinoduto tucano. Seria um absurdo!

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A luta de Pizzolato para tentar demonstrar a inocência

Condenado a 12 anos e sete meses de prisão, ex-diretor do Banco do Brasil fugiu para a Itália

'Descobrimos verdadeiras aberrações no processo, erros no julgamento. O dossiê tem capacidade de quebrar o supremo', disse Teixeira

Desde que recebeu a notícia de que estava entre os réus do processo do mensalão, o ex-diretor do marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato trocou a rotina de compromissos do banco em que trabalhava desde a década de 1980 pela análise do processo que o levou a ser condenado a 12 anos e sete meses de prisão por desvio de recursos públicos para o pagamento de propinas.

No último ano, conta Alexandre Teixeira, parte do grupo de amigos que se empenha em criar um dossiê resumindo o que veem como erros do processo e do posterior julgamento, tudo o que Pizzolato fazia era ir à missa e compartilhar o material que o grupo postava no site www.megacidadania.com.br, criado em setembro de 2012 especialmente para divulgar o material.

Teixeira diz que se empenha com outros amigos de Pizzolato para sistematizar e deixar em um tamanho razoável as cerca de 2 mil páginas que selecionaram do processo original, capazes, segundo ele, de provar a inocência do ex-diretor e mesmo desmontar o processo do mensalão. “Descobrimos verdadeiras aberrações no processo, erros no julgamento. O dossiê tem capacidade de quebrar o supremo”, afirma Teixeira.

Ex-funcionário do BB e ex-dirigente sindical , ele trabalha no dossiê ao lado do jornalista e blogueiro Miguel do Rosário e de outros amigos de Pizzolato, que se reuniam com frequência em sua casa, em Copacabana. Foi de lá que organizaram o Ato pela Anulação do Mensalão, que levou cerca de 1 mil pessoas a sede da Associação Brasileira de Imprensa em janeiro. A partida para a Itália, diz Teixeira, foi uma decisão pessoal de Pizzolato, confirmada apenas a amigos próximos e tomada quando viu que não haveria mais como provar sua inocência no Brasil. “Ninguém falava em fuga. Quando caíram os embargos que caiu a ficha dele”, conta.

Mais do que o próprio Pizzolato, quem mais lutou para que a sentença fosse revertida foi a sua mulher, a arquiteta Andréa Eunice Haas. Teixeira diz que ela era a que mais tinha esperança de que a Justiça funcionasse. “Se tem uma pessoa que conhece vírgula por vírgula do processo é a Andrea. Sabe o que cada ministro falou do julgamento de cada réu. Ela dizia, “no recurso vão rever, é impossível que não revejam."

Ele confirma que Pizzolato foi de carro até o Paraguai, percorrendo a pé os cerca de 10 quilômetros que o separavam da fronteira para evitar prejudicar os amigos que o ajudaram, e, acrescenta, não foi usada documentação falsa. “Ele é cidadão italiano, como cidadão italiano tem direito a uma identidade italiana. O tribunal pediu apenas o passaporte, ele entrou com a identidade.”


A estratégia de Pizzolato, que já está na lista de foragidos da Interpol e viajou com uma versão macro do dossiê para a Itália, é esperar a movimentação da Justiça Brasileira para pedir que o processo seja julgado novamente na Europa. “Todo o mensalão está alicerçado na figura do Pizzolato. Na medida que se afirma que ele não desviou R$ 70 milhões de próprio punho, que não foi ele que assinou, que não houve desvio, como fica a lógica do mensalão?”, indigna-se Teixeira.

Segundo ele, que espera que a versão completa do dossiê esteja pronta para divulgação em duas semanas, o amigo guarda um ressentimento do Brasil e das instituições, entre elas o PT, que espera que o defendessem. “Ninguém se posicionou para dar uma opinião definitiva sobre os documentos, os documentos provam que ele não desviou nada. Nós só queremos que a Justiça seja feita.”

Gão
No GGN
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