22 de nov de 2013

O trailer de Nymphomaniac, de Lars Von Trier


O longa vai contar as experiências sexuais de uma mulher de 50 anos, interpretada por Charlotte Gainsbourg. O diretor - conhecido por outros filmes polêmicos, como Dogville, Anticristo e Melancolia - abriu mão de dar o corte final do filme, que foi feito por produtores. Isso porque sua versão era de 5 horas, inviável ao mercado. Von Trier nem teria visto a versão final (com cerca de quatro horas, que serão divididas em dois filmes).

Na imagem coletiva, aparecem os atores Charlotte Gainsbourg, Shia LaBeouf, Connie Nielsen, Stellan Skarsgård, Jamie Bell, Stacy Martin, Christian Slater, Uma Thurman e Willem Dafoe.

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Alexandre Garcia: filhote da ditadura


O comentário escroto de Alexandre Garcia ― (ouça abaixo) ― na Rádio Metrópole nesta sexta-feira (22) gerou uma onda de indignação e protestos nas redes sociais. De forma leviana e desumana, ele questionou o estado de saúde do deputado José Genoino (PT-SP), que ficou quase uma semana detido no presídio da Papuda, em Brasília, apesar dos seus graves e conhecidos problemas cardíacos. O serviçal da Globo discordou da decisão de conceder-lhe prisão domiciliar provisória para tratamento. "A gente fica pensando: será que ele tomou os remédios para provocar o que aconteceu? Fica uma certa desconfiança".

Alexandre Garcia é famoso por suas posições reacionárias. Ele não nega sua origem fascistóide. Por 18 meses, entre os anos 1979 e 1980, ele foi porta-voz oficial do "presidente" João Batista Figueiredo - o último carrasco da ditadura militar. Enquanto patriotas brasileiros, como Genoíno, Dirceu e tantos outros, estavam presos ou no exílio, o "jornalista" defendia os gorilas golpistas - com suas torturas e assassinatos, fechamento do Congresso Nacional, intervenção em sindicatos e censura. Talvez isto explique seu ódio aos líderes petistas que ajudaram a derrubar a ditadura e a redemocratizar o país.

Se dependesse deste filhote do regime militar, o Brasil seria palco de um novo golpe - desta vez para derrubar o "lulopetismo". Quando do golpe em Honduras, ele escreveu um artigo intitulado "Zelaya e Goulart" desqualificando a atuação altiva do Itamaraty na crise deste sofrido país da América Central. A sua visão conspirativa, típica do serviço de inteligência e terrorismo dos EUA, explica porque ele é chamado por muitos de Alexandre da CIA e porque ele tem tanto ódio de Genoíno. Vale relembrar:

* * *

“Ontem me caiu à ficha sobre que razões teriam levado o governo brasileiro a tão teimosa posição. E acho que as encontrei na História recente do Brasil. O presidente João Goulart, tal como Zelaya, estava influenciado por lideranças externas da esquerda revolucionária. Jango se deixava influenciar por Fidel Castro – que chegou a mandar milhões de dólares para a ‘revolução socialista’ brasileira... O mentor de Zelaya é o tenente-coronel pára-quedista Hugo Chávez, que quer implantar a ‘revolução bolivariana’ na América Latina”.

“Tal como Goulart, Zelaya promoveu movimentos populistas visando a permanecer no poder, a cancelar eleições e a fechar o Congresso. No Brasil, o povo saiu às ruas e os jornais publicaram editoriais de primeira página, exigindo um basta no governo Jango; exigindo corte na revolução socialista e populista que estava em marcha. Aqui, os militares deram o ‘coup-de-grâce’; em Honduras, o presidente golpista foi apeado do poder pelo Judiciário e pelo Legislativo... Lá como cá houve, na verdade, um contragolpe”.

Altamiro Borges

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Enquanto isso, em Pernambuco...

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Estadão também abandona Barbosa e já coloca em dúvida a culpabilidade de Pizzolato


Depois da TV Globo, chegou a vez do jornal Estadão procurar salvar a própria pele e jogar o ministro Joaquim Barbosa ao mar, no julgamento do julgamento do "mensalão".

Nas redações dos jornalões, estão todos preocupadíssimos com um dossiê que Henrique Pizzolato disse que irá divulgar e que prova com documentos sua inocência em várias acusações infundadas e que não houve dinheiro nenhum desviado do Banco do Brasil para o PT.

Esses documentos tem conteúdo suficiente para anular o julgamento de Pizzolato, Dirceu, Genoino e Delúbio, pelo menos em boa parte das sentenças.

E Globo e Estadão querem reduzir danos em sua culpa na campanha que fizeram pela condenação de inocentes, e querem empurrar toda a lambança apenas para o STF e para o ex-Procurador Geral da República.

Estes jornalões estão numa sinuca de bico. A esta altura nem podem querer dizer que estariam tendo acesso a novas informações, porque já foram publicadas há um ano na revista Retrato do Brasil em reportagens do jornalista Raimundo Pereira. E já foi divulgado em vários blogues independentes. Globo, Estadão, Folha, Veja e Época ignoraram. Agora passam o vexame de serem "os últimos a contar para seus leitores e telespectadores", com um ano de atraso.

O Estadão começa publicando o vídeo postado no dia 20 pelo blogueiro Miguel do Rosário, do blog "O Cafezinho", com a fala do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, em uma reunião com militantes do PT em São Paulo, explicando as injustiças que recaíram sobre ele e esclarecendo que tem tudo documentado e foi ignorado pelo STF.

O jornalismo do Estadão é tão ridículo que escreve "Não é possível saber com exatidão em que momento o episódio ocorreu", referindo-se à uma reunião aberta ao público e convocada por dirigentes petistas. O senador Suplicy (PT-SP) estava lá. Se o jornalão "comeu mosca" na época, seria só perguntá-lo. O fato é que o vídeo original foi gravado e divulgado no início deste ano. Esta versão abaixo, um pouco mais extensa do que a postada por Miguel do Rosário, foi publicada de 25 de fevereiro de 2013. Que vexame para o Estadão só tomar conhecimento oito meses depois.


No Amigos do Presidente Lula
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