8 de nov de 2013

Folha torce contra o País, mas quem caiu foi a França

Edição247-JOSE ANTONIO TEIXEIRA / Reprodução / FRED DUFOUR:  
Em longa reportagem publicada nesta sexta, o jornal de Otávio Frias Filho prevê que a piora na situação fiscal poderá reduzir a classificação de risco da economia brasileira, o que já foi negado pela principal agência do mundo, a Standard & Poors; na verdade, a S&P hoje preferiu rebaixar a França, governada por François Hollande

Em reportagem de página inteira publicada nesta sexta-feira, a Folha de S. Paulo previu que o Brasil poderá ser rebaixado por agências internacionais de risco, em razão da situação fiscal da economia brasileira.

Ontem, esse risco foi descartado pela analista Lisa Schineller, da Standard & Poor's, principal agência de risco do mundo (leia aqui). E, hoje, a S&P decidiu rebaixar a França. Leia, abaixo, notícia da Reuters:
SYDNEY, 8 Nov (Reuters) - A Standard & Poor's rebaixou os ratings de crédito de longo prazo em moeda local e estrangeira da França nesta sexta-feira em um degrau, de "AA+" para "AA".

A S&P informou que o alto desemprego está enfraquecendo o apoio por mais medidas de políticas estruturais e fiscais significativas, acrescentando que as reformas macroeconômicas do governo francês não elevarão substancialmente as perspectivas de crescimento de médio prazo do país.

A S&P também revisou a perspectiva de crédito soberano da França para estável, de negativo.

Thuy Ong

No 247
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Em Rio Grande (RS), Dilma participa da cerimônia de conclusão da Plataforma P-58


A presidenta Dilma Rousseff participou nesta sexta-feira (8), em Rio Grande (RS), da cerimônia de conclusão da Plataforma P-58. Segundo a Petrobras, a P-58 tem capacidade para produzir diariamente 180 mil barris de petróleo e 6 milhões de metros cúbicos de gás, com previsão de entrada em operação ainda neste ano, contribuindo para o aumento da produção de petróleo e o alcance da meta de produção, prevista para 2017, de 2,75 milhões de barris/dia. No vídeo, veja cerimônia na íntegra.

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Haddad diz que não vai tolerar 'terrorismo' de 'monopólio da comunicação'


Prefeito afirma que 'império' tenta difundir desinformação e avalia que oposição a reajuste do IPTU chegou até a quem terá isenção. 'Não podemos ter uma sociedade monolítica em que só alguns falam'

São paulo – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou o que ele chamou de “monopólio da comunicação no país” hoje (8), ao defender seu governo e, especialmente, o projeto de revisão da Planta Genérica de Valores, que reajusta o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU).

Segundo Haddad, graças a “desinformação” e “terrorismo” até pessoas que serão beneficiadas pela mudança na cobrança do imposto se sentiram injustiçadas – pelo projeto aprovado na Câmara, 33% ficarão isentos de pagar IPTU e 8% terão redução no tributo.

Com as mudanças, os imóveis na região central terão os maiores reajustes médios, enquanto distritos na periferia terão aumento menor e redução do imposto. Aposentados que ganham até três salários mínimo, terão isenção total de IPTU.

Diante de uma plateia que se autodenominou “aqueles que o elegeram”, durante cerimônia de sanção da lei que amplia o Programa VAI – voltado à promoção cultural para jovens da periferia –, o prefeito disse que falta liberdade de expressão no país. “Nós não podemos ter uma sociedade monolítica em que só alguns falam. E esses alguns têm o pensamento único e só o pensamento deles que vale. Tudo que difere do que eles pensam está errado”, disse. “É o império da comunicação, querendo ditar a política pública em São Paulo. Mas comigo isso não vai funcionar.”

O prefeito citou medidas adotadas por sua gestão e que ele considera estruturais, como a renegociação da dívida com a União, a criação da Controladoria Geral do Município, a vistoria de contratos e a criação de faixas exclusivas de ônibus. “O povo vai compreender na hora que chegar o carnê (do IPTU) o senso de justiça do projeto que foi aprovado pela Câmara, apesar da desinformação, do terrorismo que foi feito esse tempo todo. Mas a consistência do projeto se impõe, porque nós temos um rumo para a cidade.”

No último dia 5, o juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, suspendeu o aumento do imposto. O magistrado alegou que a votação na Câmara Municipal não cumpriu os ritos necessários de participação popular. Ontem, a administração petista pediu que o juiz reconsiderasse a decisão, e, no entanto, o agravo foi negado.

O projeto sancionado prevê que o reajuste do imposto em 2014 será de até 20% para imóveis residenciais e até 35% para comerciais. Nos anos seguintes, os valores que ficarem acima dos tetos serão repassados ao imposto com tetos de 10% e 15%, respectivamente.

Gisele Brito
No RBA
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Fora de controle, Justin Bieber anuncia cover de Jorge Vercillo

Foto de Justin Bieber invadindo a demolição da Perimetral

BRONX - Depois de pichar muros, visitar casas de massagem e dormir com modelos, Justin Bieber decidiu chocar de vez o mundo do entretenimento: "Vou gravar uma música de Jorge Vercillo em meu próximo disco", disse, enquanto maltratava um beagle.

A declaração causou pânico e desespero em todos os continentes. "Nem Amy Winehouse, Ozzy Osbourne ou Serguei foram tão ousados. Não estávamos preparados para isso!", avaliou Nelson Motta. Descontroladas, milhares de fãs se autoflagelaram com delineadores ao som de Então é Natal, em looping, na voz de Simone.

Para superar o escândalo lançado por Bieber, Miley Cyrus anunciou que musicará uma coluna de Reynaldo Azevedo.

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Pepe Mujica: "Nós, socialistas, temos que formar nossa gente"


"A formação universitária contemporânea está embebida de capitalismo por toda parte. Nós, socialistas, temos que formar nossa gente".


Carta Maior: Como o senhor conheceu Darcy Ribeiro e como se tornaram amigos? Tinham ideias políticas parecidas?

Mujica: Eram tempos já distantes, do golpe militar no Brasil. No Uruguai se refugiaram alguns notórios perseguidos políticos e lutadores sociais brasileiros e nós compúnhamos um grupo de rapazes jovens que, solidariamente, trabalhávamos de correio, para trâmites de imigração, e viajávamos continuamente para Porto Alegre, São Paulo e Rio.

Numa dessas idas, em algum apartamento, conheci Darcy. Eu o observava, na visão de homem jovem que eu era, como uma espécie de maestro, daqueles que nos iluminava o caminho. Havia uma distância intelectual muito marcada entre nós e Darcy. Afinal, não éramos mais que um pequeno punhado de jovens carteiros. De qualquer modo, penso que não foi em vão. Conheci muita gente do pensamento brasileiro e, com o passar do tempo, encontrei alguns por aqui, outros por lá, outros que já não estão.

A América Latina está imersa em um processo de mudanças importantes em muitos de seus países. O que pensaria Darcy Ribeiro da América Latina que temos atualmente?

Eu penso que, por um lado, ele teria uma espécie de grata surpresa e seguramente estaria comprometido, ajudando. Mas seguramente estaria criticando também. Ineludivelmente, pela forma libertária e aberta de sua maneira de pensar, pelo fervoroso idealismo carregava. E eu acho que ele reforçou isso em seus trabalhos de Antropologia, conhecendo os povos primitivos. Mas não tenho dúvida de que estaria apoiando; mas não apoiando incondicionalmente, sim numa atitude crítica.

Você fala de apoio e de crítica. O que teria a América Latina atual que aprender do pensamento, da luta e da obra de Darcy Ribeiro?

Eu acho que existem coisas que são permanentes: sua devoção aos povos primitivos, sua devoção aos costumes, a busca nos povos primitivos das mais profundas chaves da conduta humana. Acho que isso é uma parte moderna, que será incorporada.

Existem muitos antropólogos que estudam a ciência do homem e estão muito atrasados com respeito a outros. E nesta América, acho que Darci nos deixou um capital, deste ponto de vista, que é pelo menos um ponto de partida. Não é o fundamentalismo de defesa dos povos aborígenes como quem defende uma coisa que deve ser conservada, como quem conserva animais raros, mas eu entendo que os esforços de Darcy têm que ver com encontrar as chaves da conduta humana fora da civilização: é o que temos no disco rígido da espécie. Por momentos, pelo menos, me dá essa impressão.

A experiência boliviana, com um presidente indígena à frente e com todas as contradições que está tendo esse processo, teria lhe interessado, sem dúvida, muitíssimo.

Sem dúvida. Ele estaria em uma espécie de oficina permanente, revisando algumas de suas teses, gerando outras. Seguramente ele estaria cultivando um pensamento fermental. E eu diria, procurando iluminar-nos, no caminho da teoria, neste mundo de esquerdas potentes como as que se movem na América do Sul, mas que têm uma dívida muito profunda em matéria de teoria.

Ribeiro estava firmemente convencido das possibilidades emancipadoras da educação. No Brasil, tentou construir uma universidade modelo para uma nova sociedade mais justa e democrática. Você acha que a educação ainda tem esse poder de mudar o mundo, apesar de que ele está cada vez mais regido pelo dinheiro sem pátria?

Acho que Darcy era um prisioneiro de sua própria fé, de seu próprio entusiasmo. Não tenho dúvida de que a educação é um componente imprescindível para uma sociedade melhor, mas com isso não chega. A formação universitária de caráter contemporâneo sofre e, em grande medida, está embebida de capitalismo por todos os lados, e tende a reproduzir quadros intelectuais, acadêmicos, que afinal acabam sendo funcionais para o próprio capitalismo. Não gera necessariamente quadros para uma sociedade diferente ou para que lutem por uma sociedade diferente. Isto acho que não se podia ver na época de Darcy.

Mas vou resumir: nós, socialistas, temos que fundar nossas próprias universidades e formar nossa gente e não mandá-las para que o capitalismo as forme e pretender depois criar socialismo com essa intelectualidade. Sei que é muito forte, mas acho que é um de nossos deveres. Mas isto eu digo depois de ler o jornal de segunda-feira, digo depois de ter vivido, antes não pensava assim.

Porque você considera que a cultura tem um papel relevante nas mudanças sociais…

Tremendo!

…as mudanças das forças produtivas em nível político não são suficientes se não há uma mudança cultural na sociedade.

Conhecimento e cultura, as duas coisas. Mas embebidos de outros valores. E uma universidade que trata de capacitar profissionais que estão apressados por formar-se para incorporar-se ao grande mercado de trabalho, o que não parece o mais adequado, em termo genérico sempre vai existir... mas bem, em todo caso isto é após o tempo de Darcy. Provavelmente se ele estivesse vivo estaríamos discutindo isto.

Seria muito bom… Como Darcy, que era um antropólogo, você mostra também inquietude pela crise ambiental. Fez referências importantes ao tema na abertura da Assembleia da ONU este ano. Como o tema ambiental muda a concepção de luta socialista no mundo atual em relação com a visão, talvez mais romântica, que se tinha quando você e Darcy eram jovens militantes.

A tese central que sustento é que, no fundo, a crise ambiental é uma consequência, não uma causa. Que, na verdade, os problemas que temos no mundo atual são de caráter político. E isso se manifesta nessa tendência de destroçar a natureza.

E por que político? É político e é sociológico porque remontamos a uma cultura que está baseada na acumulação permanente e em uma civilização que propende ao “usa e descarta”, porque o eixo fundamental dessa civilização é apropriar-se do tempo da vida das pessoas para transformá-lo em uma acumulação. Então, é um problema político. O problema do meio ambiente é consequência do outro. Quando dizemos que “para viver como um americano médio, são necessários três planetas” é porque partimos de que esse americano médio desperdiça, joga fora e está submetido a um abuso de consumo de coisas da natureza que não são imprescindíveis para viver.

Portanto, quando digo político, me refiro à luta por uma cultura nova. Isso significa cultivar a sobriedade no viver, cultivar a durabilidade das cosas, a utilidade, a conservação, a recuperação, a reciclagem, mas fundamentalmente viver aliviado de bagagens. Não sujeitar a vida a um consumo desenfreado, permanente. E não é uma apologia à pobreza, é uma apologia à liberdade, ter tempo para viver e não perder o tempo em acumular coisas inúteis. O problema é que não se pode conceber uma sociedade melhor se ela não se supera culturalmente.

Por último, uma lembrança, a lembrança mais forte que você conserva da relação que teve com Darcy Ribeiro.

O que mais me impressionou é a fé cega que esse bom homem tinha na educação como alavanca principal para ordenar o mundo. Ele era um apaixonado pela educação. Era uma espécie de professor predicador, não apenas do conhecimento, mas da necessidade de semear conhecimento.

Nos faz falta?

Sim, claro que nos faz falta, muitíssima falta. Um apaixonado pela educação!

No Carta Maior
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Aécio vai criar bunker virtual para pré-campanha

Assumidamente nos bastidores o cambaleante candidato do PSDB à Presidência em 2014, o senador Aécio Neves (PSDB), pouco afeito a redes sociais, decidiu montar o que classifica de ‘um bunker virtual’ para a futura campanha. ‘Vai ser um grupo forte’, revelou à Coluna.

Os gurus digitais vão atuar em postagens no Twitter, Facebook, e também no monitoramento 24 horas de notícias a seu respeito.

Em recente pesquisa no Google, o senador ficou surpreso com a divulgação de declaração que acabara de fazer: ‘As 10 primeiras postagens (de repercussão) eram de comentários negativos’, disse.

Para Aécio, há uma forte suspeita de patrulha bancada pela base governista, com internautas de plantão, dispostos a atacar qualquer mensagem de tucanos.

Atualmente, Aécio e a cúpula do PSDB priorizam a consultoria de marketing para a mídia, no contrato que têm com o publicitário Renato Pereira. Foi Paulo Henrique Cardoso, filho de FHC, quem indicou o marqueteiro. ‘Ele tem o perfil do Rio que preciso’, diz o tucano, que consultou também Sérgio Cabral e Eduardo Paes, clientes de Pereira.

Também morador da cidade, Aécio quer fazer do Rio uma vitrine. O contrato de Pereira pode ser renovado em Dezembro. O tucano gostou das campanhas que o publicitário fez, em especial na TV, para as vitórias de Cabral e Paes.

Embora muito animado, aos holofotes Aécio não assume a candidatura. Diz que respeita José Serra, que teve uma longa conversa com ele na Segunda-feira, e que só em Março o partido vai escolher o candidato ao Planalto. Com que critérios? 'A gente vai ver lá na frente', resumiu.

Leandro Mazzini
No Coluna Esplanada
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Garotinho rasga O Globo, imprensa marrom

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Incompetência em Minas Gerais


Desconfie sempre que ouvir o termo “choque de gestão” sendo proferido por um político. Na maior parte das vezes, trata-se de alguém que, na falta de resultados concretos para apresentar, é obrigado a usar invenções de marqueteiros para maquiar incompetências e falhas administrativas.

É o caso dos choques de gestão tucanos, que, na verdade, só existem como ações de marketing. Na prática, é apenas uma expressão vazia, usada para maquiar a velha política, tão comum à nossa direita neoliberal, de redução dos investimentos públicos e de demissão de funcionários.

O resultado foi catastrófico em todos os locais onde a tal prática foi aplicada, como no Rio Grande do Sul, no governo de Yeda Crusius, e em Minas Gerais, nos governos de Aécio Neves e do atual governador Antonio Anastasia.

Sim, o choque de gestão do pré-candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, grande crítico da atuação do PT no governo federal, é um engodo. O jornal mineiro “Hoje em Dia” destacou, no último dia 4, que, em dez anos, o Estado de Minas Gerais contraiu dívidas de R$ 19 bilhões.

Ou seja: sob a justificativa de enxugar a máquina pública, foram cortados gastos e investimentos e funcionários públicos perderam o emprego. Isso de fato ocorreu, com terríveis consequências econômicas e sociais. Mas, ainda assim, a tal maior eficiência do Estado continua uma ilustre desconhecida para os mineiros.

Segundo o “Hoje em Dia”, o governo de Minas pediu à Assembleia Legislativa, nos últimos dez anos, autorização para contrair R$ 19 bilhões em empréstimos com bancos privados e instituições de fomento.

Com isso, Minas já deve R$ 79 bilhões e é o segundo Estado mais endividado do Brasil, atrás apenas de São Paulo (administrado pelo PSDB há 20 anos).

O PSDB controla o governo de Minas desde 2003, primeiro com Aécio e agora com Anastasia. O resultado negativo foi escancarado também em uma reportagem de outubro da Folha de S.Paulo, que normalmente costuma ser muito tolerante com os erros das administrações tucanas. “Economia fraca arranha vitrine de Aécio em Minas” era o título do texto.

A reportagem mostrava que, no segundo trimestre deste ano (o dado mais recente disponível), houve retração de 0,1% na economia mineira. No mesmo período, o PIB nacional cresceu 1,5%, apesar da situação externa desfavorável — um bom resultado, portanto, mas que Aécio chamou de “pibinho”.

No acumulado do primeiro semestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2012, a economia de Minas cresceu apenas 0,8%, enquanto a do Brasil aumentou 2,6%.

A Bahia, administrada pelo petista Jaques Wagner, cresceu 3,3% no primeiro semestre de 2013, sendo um dos Estados a puxar o crescimento nacional.

Aécio já está repleto de problemas para viabilizar sua candidatura à Presidência da República, como, por exemplo, a inconsistência de alianças e a concorrência interna do candidato tucano a presidente em 2010, o ex-governador paulista José Serra, que está se movimentando pelo país e articulando sua pré-campanha com mais desenvoltura que o rival mineiro.

Mas o problema mais grave do senador é a falta de discurso. A presidenta, Dilma Rousseff, é líder em todas as pesquisas de intenção de voto e tem sua popularidade ancorada numa administração que, de fato, atende as necessidades do povo e trabalha para um crescimento econômico sustentável. Aécio não tem como atacá-la de frente.

Mais difícil ainda, para ele, é a falta de resultados para tentar uma comparação que lhe favoreça. Dificilmente, ele irá resgatar o governo medíocre, para dizer o mínimo, de seu correligionário Fernando Henrique Cardoso e compará-lo com o Brasil de avanços incontestáveis realizados por Lula e Dilma. Pior para ele se tentar usar o discurso do “choque de gestão”.

O golpe de marketing, como se vê, já foi desmascarado em Minas. Os sucessivos fracassos das gestões tucanas, principalmente, nas áreas mais sensíveis para a população — Saúde, Educação e segurança pública — revelam, sobretudo, um “choque” de má administração e descaso para com os interesses da maioria.

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Charge online - Bessinha - # 1988


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Grupo Folha-UOL sob suspeita no esquema de corrupção dos auditores de SP

Há um constrangimento entre repórteres e editores no grupo Folha-Uol com relação à cobertura que está sendo realizada por essas redações no caso do esquema da quadrilha formada por auditores da Prefeitura de São Paulo que pode ter desviado mais de 500 milhões de reais dos cofres públicos.

Desde ontem este blogue conversou com quatro jornalistas dessas redações e todos, com um ou outro detalhe diferente, confirmam a tese que me foi levantada por um deles. De que este é um “caso do Otávio Frias”. E de que ele teria dado a seguinte ordem: “não importa o que aconteceu antes, importa saber a corrupção nesta gestão”.

Três deles confirmam que há gente trabalhando para que a cabeça de ao menos de um petista seja cortada do governo antes do final do ano. Um disse que acha que há equívocos na cobertura, mas que considera isso parte “da teoria da conspiração”.

O fato é que hoje o jornal Folha de S. Paulo traz como manchete a seguinte frase: “Prefeito sabia de tudo, diz fiscal preso, em gravação”. Quem é o prefeito de São Paulo? Haddad, claro. Kassab é ex-prefeito. E Kassab tem nome. E o nome dele poderia muito bem substituir a palavra prefeito. Ou se a folha fosse ao menos um pouco correta, a de ex-prefeito.

Quem apenas passou pelas bancas e viu a manchete, passará o dia com a certeza do envolvimento de Fernando Haddad no esquema de desvio do Imposto Sobre Serviços na Prefeitura de São Paulo.

Na versão online da notícia, a Folha mantém o tom. E até o terceiro parágrafo do texto o leitor não é sequer informado sobre quem é o “prefeito”.

Já o G1, das organizações Globo, deu o seguinte título: “Kassab sabia de tudo, diz acusado de chefiar fraude em telefonema gravado”.

O trecho transcrito da gravação do telefonema de Ronilson Bezerra Rodrigues , que seria um dos chefes da quadrilha, é o seguinte:

É um absurdo. Paula, tinha que chamar o secretário e o prefeito também, você não acha? Chama o secretário e o prefeito que eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo.”,

A Paula citada é Paula Sayuri Nagamati, que teve seu depoimento do dia 31 de outubro à promotoria revelado. Ela teria dito neste dia que só sabia que Ronilson teria dado dinheiro ao secretário Donato. Ou seja, não se recordava deste telefonema de Ronilson, onde ele provavelmente se referia a Mauro Ricardo, de quem ela foi chefe de gabinete. E ao ex-prefeito Kassab.

Paula, ao que tudo indica, também fazia parte do esquema. E foi à promotoria para tentar salvar Ronilson e seus parceiros. Por isso batucou o nome de Antonio Donato no depoimento. Na tática diversionista da quadrilha, era preciso achar alguém do PT para tirá-los do foco.

A relação de Paula e Ronilson é bastante comentada na sede da prefeitura de SP. Este telefonema revelado ontem não seria o único grampeado de conversas entre eles. Existiram outros que revelariam um nível bem mais alto de intimidade.

Mas quando Paula foi exonerada ontem, qual foi a cobertura do UOL? Tentou transformá-la em vítima e depois forçou uma manchete absurda para mostrar que o secretário de governo da Prefeitura perdera a confiança do prefeito.

O UOL manchetou que Haddad afirmara que a situação de Donato era delicada. E anunciava que isso seria uma mudança de posição. Ou seja, o ex-presidente do PT estaria na marca do pênalti. O que corroboraria a tese de que tudo não passaria de mais uma lambança petista. E de que Serra, Kassab e Mauro Ricardo Dias, que agora trabalha com ACM Neto, em Salvador, e que diretamente ou indiretamente comandou a pasta da Finanças de São Paulo nos últimos 8 anos, eram inocentes.

O grupo Folha-UOL decidiu que é preciso transformar o escandaloso caso de mais de 500 milhões de reais de desvio de ISS da prefeitura para o bolso de agentes públicos nos governos Serra-Kassab em um crime do PT. E isso coloca-o sob suspeita.

Por que a família Frias decidiu operar neste sentido? Quem  quer preservar? O que pode surgir deste escândalo que os faz se comportar jornalisticamente de forma tão escandalosamente absurda? Por que o nome de Mauro Ricardo, o todo poderoso das Finanças de São Paulo nos últimos anos sequer é citado? Por que a Folha esconde Serra e Kassab?

O prefeito Haddad pode processar e pedir retratação para a Folha por tentar incriminá-lo de forma leviana na manchete de hoje. Injúria e difamação não fazem parte dos direitos de qualquer jornal ou jornalista. E deve se preparar para o que vem pela frente, porque a manchete de hoje deixa claro quem é o verdadeiro alvo da operação pega PT.

Renato Rovai
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Jango: verdade cada vez mais próxima


Na próxima semana, no dia 13.11, começam os trabalhos de exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart. O grupo destacado para levar à frente a investigação sobre a morte do ex-presidente acabou de ser constituído pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos.

Exames e atividades periciais vão responder, finalmente, uma das grandes dúvidas da nossa história recente: Jango foi assassinado pela Operação Condor? O grupo, composto por representantes da Secretaria, da Comissão Nacional da Verdade (CNV), da Polícia Federal e por especialistas designados pelos familiares do ex-presidente, vai entregar o laudo conclusivo da exumação para a ministra Maria do Rosário e para a CNV.

Deposto pelos militares, Jango morreu em 1976 – no mesmo ano em que o ex-presidente Juscelino Kubitschek -, durante seu exílio na Argentina. Por imposição dos militares, seu corpo foi enterrado sem passar por autópsia, em São Borja (RS). As suspeitas de que ele foi assassinado pela Operação Condor atravessam décadas.

Na semana em que se descobriu a grande probabilidade – 83%, segundo os cientistas suíços – do líder palestino, Yasser Arafat, ter morrido por envenenamento, em 2004, fica clara a necessidade de investigarmos as mortes dos presidentes e líderes da oposição dos regimes militares que cobriram o Cone Sul.

Vários líderes e presidentes da Bolívia, Chile e Argentina foram assassinados em atentados no exterior ou no próprio país. No Brasil, os militares podem ter recorrido a acidentes forjados. Até hoje, a OAB-MG e outras entidades questionam a morte do ex-presidente Juscelino, atribuída oficialmente a um acidente na Via Dutra, em 1976.

José Dirceu
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Histórico da balança comercial brasileira de 1993 a 2012

Para ler e guardar!

O internauta Lux Rei, num comentário de um post no blog Tijolaço, fez um excelente trabalho de pesquisa sobre o histórico da balança comercial brasileira desde o governo Itamar Franco até o segundo ano do mandato de Dilma Rousseff. Como pode-se perceber o avanço do Brasil nos últimos 10 anos é incontestável, apesar do catastrofismo divulgado pela “grande mídia”.


No Limpinho & Cheiroso
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Confirmado: Pablo Neruda não foi envenenado

Pablo Neruda

El poeta chileno Pablo Neruda no falleció por envenenamiento sino del cáncer de próstata que sufría y por el que estaba siendo tratado en la Clínica Santa María de Santiago (capital) días antes de su fallecimiento, según confirmaron este viernes peritos internacionales.

La corresponsal de teleSUR en Chile, Beatriz Mitchel, informó que ”los peritos están dando a conocer los resultados de las pruebas a los restos del poeta Pablo Neruda y dicen que no se han encontrado sustancias tóxicas ajenas, sino sustancias de los remedios que se le estaban suministrando producto del cáncer de próstata que sufría”.

El informe de los especialistas “es bastante concluyente, pero continuará el proceso judicial y será el juez el que concluya la verdad de todo esto”, señaló la periodista.

Asimismo, indicó que la familia del poeta “aún no da a conocer cuáles serán los próximos pasos”.

“Se confirma por diversas técnicas complementarias entre sí la existencia de lesiones metastásicas diseminadas en varios de los segmentos del esqueleto, en justa correspondencia con la enfermedad por la que estaba siendo tratado el señor Pablo Neruda”, señaló una de las conclusiones del informe dado a conocer en la mañana de este viernes por el director del Servicio Médico Legal, Patricio Bustos, en el Auditorio de los tribunales de Familia de Santiago.

Los exámenes toxicológicos fueron analizados en Carolina del Norte, en Estados Unidos, y en la Universidad de Murcia, en España, y determinaron la inexistencia de sustancias químicas en el cuerpo de Neruda y, por tanto, descartaron la hipótesis de un envenenamiento.

Este peritaje había sido solicitado por el juez Mario Carroza, en el marco de la investigación para esclarecer si el poeta falleció producto de la enfermedad que padecía o bien por una inyección aplicada por miembros de la dictadura de Augusto Pinochet, como ha sostenido el chofer y asistente de Neruda, Manuel Araya.

De acuerdo con Araya, “alrededor de las cuatro de la tarde de ese día (23 de septiembre de 1973) le pusieron una inyección en el estómago. Me dijeron que era dipirona (un analgésico) para el dolor”.

Horas después de la presunta inoculación el poeta falleció, sostuvo el chofer, quien acompañaba a Neruda en la habitación de la clínica Santa María de Santiago, hasta donde había sido trasladado.

Existen antecedentes de que en la misma clínica falleció en 1982 el expresidente demócrata cristiano Eduardo Frei (1964-1970), envenenado con gas mostaza y toxina botulínica, según revelaron posteriores investigaciones judiciales.

Las primeras pruebas realizadas por el Servicio Médico Legal reveladas el pasado 2 de mayo confirmaron que Pablo Neruda padecía de un cáncer avanzado, pero no determinaron si eso fue la causa de su muerte.

No CubaDebate
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Mantega aponta superávit de R$ 73 bilhões. É pouco?


Ministro da Fazenda, Guido Mantega, dá sua resposta aos que apontam um suposto caos fiscal no País; segundo ele, governo terá resultado próximo ao projetado; “cada mês será melhor que o seguinte no resultado fiscal, novembro deverá ser melhor do que outubro e dezembro melhor ainda", diz ele; sobre a crítica à política de desonerações tributárias, ele afirma que ela se traduzirá em “empresas mais competitivas, que irão faturar mais”

Dados preliminares do Ministério da Fazenda indicam números melhores para a economia do país no mês do outubro, que podem resultar em superávit próximo ao da meta estabelecida no início do ano para o Governo Central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social). Os cálculos são do ministro da Fazenda, Guido Mantega, que garantiu hoje que as contas do setor devem fechar em melhor situação, em 2013.

“Cada mês será melhor que o seguinte no resultado fiscal. Novembro deverá ser melhor do que outubro e dezembro melhor ainda. Deveremos fechar o ano com previsão para o Governo Central próxima daquela que nós estávamos trabalhando, que é um superávit do Governo Central de R$ 73 bilhões”, estima.

O ministro disse também que o governo federal tem total controle dos gastos públicos. Ele admitiu que o ano foi um pouco mais difícil por causa da atividade econômica, que está se recuperando, mas, segundo ele, ainda sofre os impactos dos resultados de 2012. Além disso, o governo teve que assumir algumas despesas excepcionais em setembro, que não devem mais se repetir.

“Por exemplo, as despesas de energia. Nós estamos subsidiando a conta chamada Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), por causa da falta de água no ano passado e da ativação das térmicas. Isso tem impactado um pouco as contas. Também as desonerações que nós demos, diminuiu um pouco a arrecadação temporariamente”, destacou.

Mantega, no entanto, avalia que estes estímulos tributários, com a redução de impostos para vários setores, vão se traduzir em “empresas mais competitivas, que irão faturar mais”. Para ele, a retomada da atividade econômica que ocorre agora, vai trazer aumento de lucro e isso terá reflexo na arrecadação de impostos. “Estamos em uma fase transitória e isso será percebido já nos próximos meses”.

Para o cumprimento da meta de todo o setor público, o ministro alerta que os governos regionais também devem ter empenho melhor e lembra que o governo federal tem diminuído os repasses para estados e municípios. Ele reforçou a importância da contribuição dos estados para o país atingir resultado primário de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB), estimado no início do ano, “Isto depende deles. Eu sempre garanti que o Governo Central faria a sua parte. Se os governos estaduais fizerem [a parte deles], nós alcançaremos [a meta]. Se não, essa será a diferença. Eles têm três meses para fazerem um [resultado] primário melhor”, avaliou.

Sobre os abatimentos, utilizados pelo governo para flexibilizar a meta, como os investimentos feitos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Mantega disse que o valor poderá ser elevado caso não aja o cumprimento da meta pelos estados e municípios. A previsão é de no mínimo R$ 45 bilhões. “Temos autorização para fazer esse abatimento um pouco maior. Vai depender do resultado que obtivermos. Em princípio, R$ 45 bilhões. Se for necessário, abateremos mais. Depende do resultado de estados e municípios”.

Daniel Lima
No Agência Brasil
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A mídia tradicional e a ilusão do controle


As grandes empresas brasileiras de comunicação se reuniram nos dois últimos dias em São Paulo para discutir o futuro do setor. Com pouquíssimas variações, o teor dos discursos foi mais uma repetição do que vem sendo dito desde... 1993. A palavra de ordem, segundo os jornais desta quinta-feira (7/11), é a mesma de quando a imprensa foi impactada pela criação do primeiro browser comercial da internet, o Mosaic. Vinte anos depois da ruptura provocada pela tecnologia digital, os gestores de jornais ainda falam de sinergia como a panaceia de todos os negócios.

O Seminário Internacional de Jornais é uma iniciativa da INMA, sigla em inglês para Associação Internacional de Marketing de Imprensa, evento que reúne dirigentes e profissionais de marketing de empresas jornalísticas. Faz parte do esforço do setor para interromper a crise que se desenrola com a perda de receita da publicidade e queda nas vendas. Os temas do encontro incluem o efeito da expansão da mobilidade do público, pela popularização dos telefones com acesso à internet; as novas competências do setor; a publicidade digital e a construção de marcas multimídia.

O evento não parece entusiasmar as empresas, uma vez que apenas o Globo e a Folha de S. Paulo têm dado algum espaço para os debates. Pelo que se pode ler dessas fontes e do site oficial do seminário, trata-se de mais do mesmo, ou seja, os gestores da imprensa seguem repetindo o que declaram há vinte anos, com poucas variações. O novo nome da sinergia é “multiplataforma”, ou seja, os jornais acreditam que basta juntar numa mesma sala os editores e os profissionais de Tecnologia da Informação para produzir conteúdos que possam ser aproveitados em todas as mídias, que tudo estará resolvido.

O representante do Estado de S. Paulo anunciou que desde agosto o jornal paulista tem equipes multimídia, com jornalistas e técnicos trabalhando lado a lado. Ele esqueceu ou ignora que o projeto original do Estado na Internet já funcionava com equipes mistas desde o primeiro dia, no início dos anos 1990, e que o primeiro nome da iniciativa era Estadão Multimídia. De lá para cá, o que era futuro se tornou realidade, mas as empresas jornalísticas seguem discutindo a “sinergia”.

Quanto vale a notícia?

Também se falou muito do sucesso obtido com o modelo de cobrança para o acesso a notícias, que, segundo os relatos disponíveis, tem permitido aumentar a audiência e registra algum avanço na receita. Mas não há referência ao fato de que o aumento do número de leitores nas versões digitais dos jornais não produz o crescimento correspondente do ganho com publicidade. Por outro lado, os gestores de jornais elegeram como inimigos preferenciais o Google e o Facebook, tomando como critério apenas o que consideram valor de face da notícia.

A grande “sacada” geral das empresas de comunicação é que, duas décadas depois do big bang da internet, “o jornal não é mais um produto, mas uma plataforma de muitas faces, que tem no conteúdo de qualidade o seu maior valor”, conforme declarou o representante do Globo. A frase é boa, mas esconde o grande dilema do setor: a questão da imprensa não é mais o modelo de negócio, mas a própria natureza da atividade jornalística. A grande pergunta é: quanto vale a mediação num ambiente em que cada pessoa é potencialmente uma mídia?

A disputa dos jornais com o Google e o Facebook se refere às margens de ganho de cada parte, comparada ao peso de cada um na produção e distribuição do conteúdo jornalístico. Mas essa discussão não leva em conta, no lado da imprensa, que as duas potências digitais são os protagonistas centrais no contexto em que se desenvolvem novas formas de vínculos sociais. Seria certamente mais produtivo se a mídia tradicional buscasse um acordo para se propor como um sistema de ancoragem dos conteúdos que trafegam nas redes digitais, abandonando a ilusão de que ainda ocupa o centro do ecossistema comunicacional.

Acontece que os jornais vivem uma ilusão do controle. Seus dirigentes imaginam que ainda controlam o fluxo da comunicação na sociedade contemporânea. No entanto, já não falam diretamente à sociedade, mas cumprem um papel marginal, dialogando com as instituições. Por exemplo, os jornais falam aos partidos políticos, mas não aos eleitores. No dia em que o Google e o Facebook decidirem apoiar cooperativas de jornalistas, criando seus próprios conteúdos com novas marcas, a imprensa que conhecemos vai virar passado.

Luciano Martins Costa
No OI
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Espanha recoloca cerca em Melilla para evitar entrada de imigrantes


A recolocação da cerca de Melilla, na fronteira entre Marrocos e Espanha, tem causado descontentamento em determinados setores da população ibérica que estão preocupados com o crescente aumento de imigrantes feridos e mortos que tentam cruzá-la. A cerca é feita para evitar a entrada irregular de imigrantes, particularmente da África, na Europa. A cerca de arame farpado com seis metros de altura havia sido removida durante a administração de José Luis Zapatero.


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O besteirol antichavista do Globo

Nesta quinta-feira eu me deparei com a seguinte notinha editorial enfiada, qual uma cobra, no meio da página 6 do Globo.  Você está distraído, lendo um jornal, e lá vem uma serpente chavista (ou melhor, anti-chavista) morder seu pé. 

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A nota é uma extraordinária síntese de estupidez. Pode ser lida no sentido inverso. Quando a ideologia condiciona ações de jornalismo, surgem excentricidades.

Em primeiro lugar, empresário não é trouxa. Ninguém vai vender à Venezuela porque o Planalto pediu ou estimulou. Vendem para ganhar dinheiro. E estão ganhando. Muito. As exportações brasileiras para a Venezuela cresceram tanto, que nem vou botar o percentual aqui porque vai soar irreal.  Vamos aos números absolutos. O Brasil exportava menos de 800 milhões de dólares para a Venezuela em 2002. Em 2012, exportou quase US$ 10 bilhões.

Quem é mesmo que está deixando a “ideologia” falar mais alto aqui?

Sobre o aumento das dívidas da Venezuela para com exportadores brasileiros, creio que este salto nas vendas esclarece tudo, não? Antes, a Venezuela não devia nada ao Brasil porque também não comprava quase nada. Só quem fica me devendo é quem compra meus produtos.

Tem que cobrar, pressionar, para sair logo o pagamento, mas é óbvio que a Venezuela vai pagar, até para continuar comprando.

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E tem mais.

A notinha diz que que a Venezuela “quebrou”. Como é que é? Vocês sabem qual o país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo?

Sim, a Venezuela.

Segundo matéria publicada na revista Exame, em junho deste ano, a Venezuela tinha quase 300 bilhões de barris em reservas provadas, em 2012. Para você ter uma ideia, o nosso maior campo do pré-sal, Libra, arrematada há algumas semanas por um consórcio liderado pela Petrobrás, tem de 8 a 15 bilhões de barris.
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As 20 maiores reservas de petróleo do mundo
As reservas globais de petróleo provadas atingiram 1.668,9 bilhões de barris no final de 2012, quantidade suficiente para garantir exatos 52 anos e 9 meses de produção mundial de energia. Os dados são da edição 2013 do relatório estatístico anual da BP, documento de referência para o setor. Segundo o estudo, ao longo da última década, as reservas globais de petróleo cresceram 26%. Os países da Opep continuam a dominar o ranking, controlando 72,6% das reservas mundiais.

Atualmente, o Brasil ocupa a 15ª colocação do ranking. Levando em conta as estimativas conservadoras, que apontam que o pré-sal possui reservas da ordem de pelo menos 60 bilhões de barris de petróleo, o país tem chances de entrar para a lista das 10 maiores potências petrólíferas até 2030, ultrapassando Estados Unidos e Líbia.

1º – Venezuela
Participação mundial: 17,8%
Reservas provadas em 2012: 297.6 bilhões de barris
Reservas provadas em 2002: 77.3 bilhões de barris
Crescimento em 10 anos: 285%
Falar que a Venezuela quebrou, sabendo que tem a maior reserva de petróleo do planeta é sinal de que a “ideologia” já comeu o cérebro dos editorialistas do Globo.

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No O Cafezinho
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Crise fiscal no Brasil? Só se for coisa do passado


Dados estatísticos revelam que o desempenho das contas públicas no Brasil foi muito pior nos oito anos do governo FHC do que nos 12 de Lula e Dilma, seja pelo conceito de resultado primário (sem as despesas com juros) ou nominal (que inclui todos os gastos); a despeito disso, economistas ligados ao antigo regime, como Pedro Malan e Gustavo Franco, têm criticado a política fiscal de Guido Mantega; a pergunta é: será que eles merecem algum crédito neste debate?

Preste atenção à imagem abaixo:


Trata-se, como se vê, da manchete da Folha de S. Paulo desta quarta-feira – uma das mais alarmistas e editorializadas, com viés político, já publicadas em toda a sua história. Segundo o jornal, a  "desconfiança no governo Dilma faz dólar ter forte alta".

Um leitor menos atento poderia imaginar que o Brasil estivesse vivendo uma nova maxidesvalorização, como acontecia na década de 80. Mas era uma alta de 2% da moeda americana, que fechou o dia de ontem cotada a R$ 2,29.

O motivo, segundo a Folha, seria a deterioração das contas públicas brasileiras. A ancorar a reportagem, uma declaração do insuspeito Gustavo Franco. "O governo colhe o que plantou. Quando há credibilidade, pode-se cometer pequenos erros, mas, quando a credibilidade se esgota, qualquer pequeno erro é um grande problema. A política fiscal é uma sucessão de equívocos e maquiagens", disse ele.

Para quem não se lembra, Gustavo Franco foi presidente do Banco Central no governo Fernando Henrique e não se contentou em cometer pequenos erros. Para sustentar uma cotação artificial do real, queimou mais de US$ 45 bilhões em reservas, elevou os juros à lua, cunhou a expressão "saco de maldades", para falar dos instrumentos de que dispunha, e, literalmente, ajudou a levar o Brasil à bancarrota, caindo no colo do Fundo Monetário Internacional.

Não por acaso, os números fiscais dos oito anos de governo FHC foram muito piores do que os registrados nos 12 anos de governos Lula e Dilma.

247 levantou os dados do resultado primário (sem despesas com juros) e nominal (com todas as despesas) do setor público, ano a ano. Eis os dados de FHC: média de superávit primário de 1,5% e de déficit nominal em 5,1%. Agora, os de Lula e Dilma: superávit primário de 3,1% do PIB e déficit nominal em 3,1% também. Ou seja: a comparação – estatística, diga-se de passagem – é bastante favorável aos governos mais recentes.

Diante dos números, será que foi mesmo a perda de confiança no governo Dilma que fez o dólar subir ontem? Detalhe: nesta quarta, a moeda americana caiu e fechou cotada a R$ 2,28. Voltaram a confiar?

No 247
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A telecomunicação brasileira na mira da colonização estrangeira


Já pensou se a Península Ibérica reservasse ao Brasil um projeto de recolonização, mas de outro tipo, menos “estatal” e mais “privado”. Os tempos são outros, mas não muito. O mercantilismo das grandes navegações cedeu lugar ao capitalismo monopolista contemporâneo das megacorporações de telecomunicação. Saiu de cena a monarquia e o capital financeiro assumiu para si a tarefa de, com as próprias mãos, caçar mercados e saquear as colônias. Portugal Telecom e Telefónica protagonizam a nova jornada através do Atlântico.

Portugal Telecom, empresa que já havia entrado na OI em 2010 (desmentindo a propaganda do governo Lula sobre a “super-tele” brasileira, capaz de fazer frente ao capital internacional), anunciou, em outubro, que irá se fundir com a ex-futura campeã nacional.

Entre 35 e 40% da multinacional a ser criada (CorpCo) ficará nas mãos dos acionistas da empresa portuguesa. O resto será dividido entre diferentes grupos nacionais, incluindo fundos de pensão, BNDES, os conglomerados Jereissati e Andrade Gutierrez. O “extrativismo” telemático vai render à “coroa” do capital português 41,2% da nossa telefonia fixa, 18,7% da móvel, 29,2% da banda larga e 5,2% de TV por assinatura. Um quinto (21%) de toda a receita líquida do setor no Brasil.

E colonização ibérica que se preze tem que ter Tratado de Tordesilhas, não é? Logo, a Telefónica, empresa sediada na Espanha é peça fundamental na movimentação da empresa portuguesa. Já estiveram juntas operando a Vivo entre 2002 e 2010, ano em que a espanhola fez um acordo com a Portugal Telecom comprando sua parte no capital social.

Além disso, a espanhola, que detém um quarto da receita líquida de telecomunicação no Brasil e 28,7% do mercado de telefonia móvel, vem ampliando sua participação no controle da empresa italiana que controla a TIM. Esta representa 27,2% do mercado de serviços de celulares aqui.

Por fora dessa partilha, bagunçando o tratado europeu, corre no páreo o magnata mexicano Carlos Slim, detentor do um quarto (25%) restante do mercado brasileiro (!) de telefonia móvel e de mais da metade (53%) da TV por assinatura (com sócios nacionais, como a Globo).

Nesse imbróglio de movimentos de acionistas, fusões, participações etc., que se refestela no espólio esquartejado do antigo sistema estatal Telebrás, praticamente tudo é confuso e muito imprevisível para nós, desconvidados do grande banquete. Ninguém sabe, por exemplo, o futuro da TIM (alguns já falam na possibilidade de dividi-la entre as outras três grandes corporações).

Apenas uma única coisa parece simples de entender nesse quadro: os poucos participantes tendem a diminuir seu número e aumentar seu poder. A balança pende para o lado do capital estrangeiro.

Bruno Marinoni
No ODC
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Roberto Carlos manda Justiça recolher colunas de Caetano Veloso

Caetano devolveu a versão Debaixo do botox de suas bochechas para Roberto

ALÉM DO HORIZONTE - Chateado com a maneira irônica com que foi retratado por Caetano Veloso no jornal O Globo, Roberto Carlos pediu para sua turma de advogados entrar com um pedido na Justiça para recolher todas as colunas já publicadas pelo artista. "São tantas decepções, bicho", desabafou o Rei.

De acordo com o processo, todas as edições de domingo de O Globo impressas em 2013 devem ser recolhidas. Aposentados que guardam jornais em casa, passarinhos com gaiolas forradas e pintores que usam as páginas para proteger o chão deverão comparecer às delegacias de seus bairros com os jornais em mãos. Quem for flagrado com uma edição dominical de O Globo em casa deverá pagar uma multa para o Ecad.

Vestida de marrom, Paula Lavigne voltou ao Saia Justa para revelar o nome da namoradinha de Roberto Carlos.

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"Chama o secretário e os prefeitos que eu trabalhei. Eles tinham ciência"


Frase foi dita pelo suposto chefe da máfia dos fiscais de São Paulo, Ronilson Bezerra Rodrigues; sim, suposto, porque a fala indica que talvez houvesse gente graúda acima dele; o fiscal trabalhou com o secretário Mauro Ricardo, indicado por José Serra para comandar as finanças da capital paulista; em outra gravação, Ronilson foi ameaçado pelo fiscal Luis Alexandre Cardoso Magalhães; "eu não vou sozinho nessa porra... eu te dei muito dinheiro... não vou ser bode expiatório"; grampos indicam que o escândalo ainda irá muito mais longe

Conversas gravadas entre os fiscais envolvidos no ninho de corrupção da prefeitura de São Paulo, que desviou mais de R$ 500 milhões dos cofres públicos revelam grande tensão entre eles ao tomar conhecimento de que a Controladoria do Município estava investigando as fraudes. Os principais áudios foram divulgados nesta quinta-feira (7) no Jornal Nacional. Em um deles, o fiscal Ronilson Bezerra Rodrigues, chefe da máfia, faz uma afirmação extremamente grave: “Chama o secretário e os prefeitos com que eu trabalhei. Eles tinham ciência de tudo”. Ele disse isso na conversa com Paula Sayuri Nagamati, a chefe de gabinete da secretaria de Assistência Social que era amiga do fiscal.

Em outra troca de conversa entre os fiscais Luis Alexandre, Di Lallo e Ronilson, eles se acusam e um deles afirma que não irá assumir a culpa sozinho. "Eu não vou sozinho nessa porra. Eu te dei muito dinheiro”, afirma. Em depoimentos dados à polícia, eles negaram participação na máfia. Eles conversam, em um clima de muita tensão, sobre dinheiro - e sobre as possíveis consequências da investigação da Prefeitura. Foi no apartamento do fiscal Luís Alexandre Magalhães que os investigadores descobriram a prova mais importante até agora contra Ronilson Bezerra Rodrigues, ex-chefe de Luis Alexandre e ex-subsecretário da Receita Municipal, responsável por zelar pela arrecadação de impostos. Ronilson foi flagrado em uma conversa, gravada pelo próprio Luis Alexandre. Um encontro entre os dois e o fiscal Carlos Augusto di Lallo Amaral, também investigado por cobrança de propina. Não se sabe ainda onde se deu essa reunião entre os três fiscais.

Segundo os promotores, foi depois de março deste ano, quando o grupo descobriu que a Controladoria da Prefeitura de São Paulo estava investigando todos eles por suspeita de enriquecimento ilícito. Luis Alexandre sentiu que poderia sobrar só para ele e começou a gravar reuniões do grupo e fazer cópias do material para se proteger. O Ministério Público confirmou que as vozes são de Luiz Alexandre Magalhães e Ronilson Bezerra Rodrigues.



Abaixo trecho completo da conversa:

Luis Alexandre - Eu não tava nessa sozinho. Eu tenho todos - todos - os números de certificado. Eu não vou ser bode expiatório.

Ronilson - Isso aí pra mim é uma ameaça.

Luis Alexandre - Não, é um aviso. Eu não vou sozinho nessa porra.

Ronilson - Não vai. Porque eu vou estar contigo.

Luis Alexandre - Eu, o Lallo e o Barcellos não vamos pagar o pato nessa porra toda.

Di Lallo - Não vai, não vai.

Ronilson - Você não vai precisar me entregar. Sabe por quê?

Luis Alexandre - Eu levo a secretaria inteira. Vai todo mundo comigo. Eu te dei muito dinheiro. Te dei muito dinheiro.

Ronilson - Você sabe por que que você me deu dinheiro? Você sabe por quê? Porque eu te deixei lá.

Luis Alexandre - Isso. Então tá todo mundo junto.

Ligados à Secretária de Finanças na gestão do prefeito Gilberto Kassab e do secretário Mauro Ricardo, oriundo da equipe do prefeito anterior José Serra, os fiscais são acusados de fazer parte de uma quadrilha que pode ter desviado mais de R$ 500 milhões dos cofres municipais por meio do abatimento irregular de dívidas de ISS – Imposto Sobre Serviço, o principal tributo do município.

Segundo investigação com origem em março na Controladoria Geral do Município, criada pelo atual prefeito Fernando Haddad, o grupo concedia "habite-se" para grandes construtoras de imóveis por meio de recebimentos pessoais por fora dos meios normais. Num dos casos apurados, uma construtora com dívida de R$ 480 mil de ISS conseguiu liberar a construção e entrega de um prédio recolhendo apenas R$ 12 mil aos cofres públicos. No dia anterior à concessão do documento liberatório, um dos presos hoje recebeu depósito de R$ 407 mil em sua própria conta corrente.

No 247
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"Rei do Camarote", e reações, são metáforas do Brasil

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