7 de nov de 2013

Justiça bloqueia bens de envolvidos em propinoduto


Foram bloqueados pela Justiça, a pedido da Polícia Federal, cerca de R$ 60 milhões disponíveis em contas bancárias, títulos de investimento e ações; entre as cinco pessoas com bens bloqueados, três são ex-diretores da CPTM; das três empresas, duas são suspeitas de terem sido utilizadas para a prática dos crimes; nomes, no entanto, não foram divulgados; PF fez o pedido de bloqueio após tomar conhecimento do pedido de cooperação internacional encaminhado pelas autoridades suíças, sobre o qual o procurador Rodrigo de Grandis preferiu não atuar; qual o tamanho do estrago que este caso ainda causará para Alckmin?

A Justiça Federal de São Paulo determinou nesta quinta-feira (7) o bloqueio de bens de cinco pessoas e três empresas investigadas nos inquéritos que apuram pagamentos de propina durante licitações do metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). As investigações envolvem as empresas Alstom e Siemens e governos estaduais geridos pelos PSDB, entre 1995 e 2008. O inquérito apura crimes de corrupção, evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Foram bloqueados pela Justiça, a pedido da Polícia Federal, cerca de R$ 60 milhões disponíveis em contas bancárias, títulos de investimento e ações.

Entre as cinco pessoas com bens bloqueados, três são ex-diretores da CPTM. Das três empresas, duas são suspeitas de terem sido utilizadas para a prática dos crimes. Os nomes não foram divulgados. A PF fez o pedido de bloqueio após tomar conhecimento do pedido de cooperação internacional encaminhado pelas autoridades suíças. Os documentos chegaram ao Brasil em fevereiro de 2011, mas nenhuma providência foi tomada pelo Ministério Público Federal. O procurador da República, Rodrigo de Grandis, então responsável pelo caso, está sob investigação do Conselho Nacional do Ministério Público, e poderá responder pelo crime de prevaricação.

Uma das investigações feita pelo Ministério Público Federal envolve a Siemens e seria sobre a formação de um cartel para combinar preços de concorrências públicas e dividir as obras entre as empresas. A outra é relativa à empresa francesa Alstom, que, para ganhar contratos, teria pago propina a funcionários públicos.

O Ministério Público Federal investiga negociações suspeitas ocorridas entre a Alstom e o governo paulista, sobretudo a partir de 1998, quando o estado era governado por Mário Covas, do PSDB. O primeiro resultado das investigações foi o indiciamento de 11 pessoas investigadas, inclusive secretários de estado à época.

O pagamento de propina teria ocorrido para viabilizar um contrato entre a empresa francesa e a então estatal de energia do estado, a EPTE. De acordo com o inquérito da Polícia Federal, a irregularidade ocorreu porque a companhia de energia obteve um crédito no exterior, junto ao banco francês Société Générale, de R$ 72,7 milhões, para adquirir equipamentos do grupo Alstom. A Polícia Federal ressalta que a contratação do crédito milionário foi feita sem licitação. E só foi possível porque a Alstom idealizou um esquema de pagamento de suborno para funcionários públicos paulistas, para recompensá-los pela aprovação do contrato.

De acordo com a PF, o esquema de pagamento usava pessoas com empresas no exterior que recebiam recursos do grupo Alstom "para depois repassá-los aos beneficiários finais, servidores públicos do governo do Estado de São Paulo, no primeiro semestre de 1998".

No 247
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Modelos tiram a roupa pela Consciência Negra

Cerca de 40 modelos tiraram a roupa no Rio de Janeiro em ato que celebra o mês da consciência negra

Um grupo de cerca de 40 artistas e modelos fez um ato na Zona Portuária, em frente ao Píer Mauá, onde ocorre a primeira noite de desfiles da temporada outono/inverno do Fashion Rio, na noite desta quarta-feira (6).

Durante ato, mulheres tiraram a roupa e ficaram só com calcinhas cor da pele
Foto: Giovana Sanchez / G1

Segundo o diretor do grupo Palco dos Mil Sonhos, Leonidas Lopes, a apresentação é uma celebração pelo mês da consciência negra.

A apresentação ocorre um dia após a assinatura de um termo de compromisso por parte da empresa que realiza o evento, a Luminosidade, e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, recomendando uma cota de 10% de modelos negros nos desfiles.

“O termo de compromisso é uma celebração de um passo conjunto que pode trazer um espaço que ainda não há no Rio.

O desenho estético vendido pela moda não atende a proposta de consumo da maioria da população brasileira”, disse Moisés Alcuña, coordenador de políticas públicas da Educafro.

modelos consciência negra
modelos consciência negra
Ato foi realizado um dia após a assinatura de um termo de compromisso recomendando
uma cota de 10% de modelos negros nos desfiles

Giovana Sanchez
No G1
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Denúncia de esquema de manipulação das passeatas

Militante de extrema direita se diz arrependido e denuncia esquema de manipulação das passeatas - denúncia é investigada.


Conexão Jornalismo acaba de receber o que seria o relato de um "integralista arrependido" que, diante da sucessão de violência de ativismo golpista deflagrado pelas manifestações, na qual seu grupo e outros mais estariam infiltrados, teria decidido denunciar e se afastar. Identificado como "Marcio Hiroshi", o homem de 43 anos divulga também fotografias de encontros dos Integralistas e fala sobre os planos para afastar partidos de esquerda dos movimentos e provocar o caos. Diz ainda que policiais ajudariam o grupo e que alguns seguidores receberiam dinheiro para difundir as idéias no Facebook.

Conexão Jornalismo encaminhou as denúncias para as autoridades do Estado a fim de que possam ser apuradas e dadas a ela o caminho necessário para seu esclarecimento. O papel de informar e zelar pela boa política e a plena democracia é uma preocupação constante de Conexão Jornalismo.

Conexão Jornalismo encaminhou também para a Polícia Militar do Rio de Janeiro o link com as denúncias contra os ditos "Integralistas" por conta da referência a um suposto envolvimento de policiais militares do Serviço Reservado no movimento que é ilegal.

Uma cópia do material foi encaminhada, entre outros, para o gabinete do deputado Estadual Marcelo Freixo (Psol). Leia na íntegra a carta.
ESTOU DENUNCIANDO!

URGENTE - LEIAM TODOS - O BRASIL CORRE RISCO!

Meu nome é Márcio Hiroshi. Sou membro do Movimento Integralista há 5 anos.

Sempre acreditei no Integralismo como forma de mudar o país. Mas o que venho narrar aqui me fez refletir e romper com o Movimento.

Desde que as manifestações começaram temos nos reunido todos os domingos para traçar rumos de ação de nosso movimento. A ação é pautada em TUMULTUAR, EXPULSAR OS PARTIDOS DE ESQUERDA E ACABAR COM AS PASSEATAS PROMOVENDO A DESORDEM. Por que isso? Para acabar com as mobilizações dirigidas pela esquerda.

Neste último domingo, as posições definidas pelo grupo me fizeram sair e denunciar o que está havendo. Como prova da veracidade dos fatos estou divulgando fotos e nomes de meus comandantes

1 - Os integralistas estão desde os primeiros dias nas passeatas.

2 - A linha de atuação do grupo é TUDO PELO BRASIL, retirar as bandeiras dos partidos de esquerda e prevalecer a do Brasil.

3 - Nas manifestações gritar SEM PARTIDO e expulsar os partidos de esquerda.

4 - Há um núcleo político e um núcleo de ação.

5 - O núcleo político inicia a agitação e o núcleo de ação intervêm batendo nos militantes.

6 - Há o movimento fortemente organizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, BH e outras cidades.

7 - O objetivo é acabar com as passeatas, sempre tumultuando.

8 - Nas reuniões somos ajudados por pessoas do serviço reservado da PM e por dirigentes do PSDB, DEM e outros deputados e vereadores (depois direi nomes e fotos). Estes partidos nos financiam.

9 - Em São Paulo os carecas de SP e Carecas do ABC são pagos para nos ajudar a bater e a gerar grande desordem. Eles são do núcleo de ação. De início eu participei ativamente do núcleo de agitação. Estava em São Paulo (onde moro) e todos íamos sempre para outras cidades, pois as datas não eram conflitantes.

O que me fez sair do grupo? As ações previstas agora estavam sendo muito violentas, onde teve gente que que quebraram o braço, machucaram bastante. Meu chefe de agitação é Marcelo Coradassi Eiras. Ele aparece nas fotos à direita, onde estamos em Anauê. Em breve irei revelar mais nomes e endereços de todos.

Estou publicando as fotos de nossa reunião ocorrida sábado e domingo em SP e Rio. No domingo, na parte da manhã fomos bater fotos no Viaduto do Chá. Nas fotos estão apenas o núcleo de agitação. O núcleo de ação está atrás de quem tira a foto, pois não queríamos que os carecas aparecessem.

Nas passeatas o núcleo de ação está sempre com a máscara do mascarado do filme V, o anonymous. Nosso grupo tem influência em diversas páginas do Facebook, incluindo esse, onde revelarei todas em breve.

Também falarei de nosso financiamento e de quem recebe dinheiro, pessoas, páginas do Facebook, etc.

Em breve mais informações, pois quero que todos divulguem ao máximo o que está ocorrendo. Neste momento sou jurado de morte e não sei o que fazer para me proteger. Tenho 43 anos e fiz a minha parte do que considerei errado.

Tudo pelo Brasil!

Download dos arquivos (corre risco de ser apagado em breve)




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A urna eletrônica é talebã. Você tem que acreditar, duvidar é blasfêmia


O distinto amigo e a distinta amiga, quando sacam dinheiro no caixa eletrônico, conferem para ver se a máquina entregou aquilo que você sacou?

Pois fique sabendo que, segundo a ministra Carmem Lúcia, você não pode fazer isso, porque contar dinheiro manualmente pode levar a erro e você não tem o direito de considerar que possa haver algum erro na máquina de saque. Afinal, ela é de um banco e banco é uma instituição acima de qualquer suspeita.

Não estou brincando, foi exatamente isso que ela afirmou, no voto que proferiu como relatora no processo onde o Ministério Público – gestão Gurgel – atacou e conseguiu derrubar o processo de auditoria de parte (mínima, 2%, apenas) das urnas eletrônicas aprovado pelo Congresso e sancionado por Lula.

Veja o que publica a Folha:
“Para a relatora do processo no STF, ministra Cármen Lúcia, que também é a presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a impressão de votos permitiria que candidatos pedissem recontagem de votos mesmo sem indícios de irregularidades.Tal recontagem, ainda de acordo com a ministra, seria um retrocesso, uma vez que a contagem manual é suscetível a fraudes.”
Será que a senhora Ministra poderia explicar, como seria a recontagem COM indícios de irregularidade, uma vez que o voto exclusivamente eletrônico não é material e, portanto, não pode ser conferido?

Ou seja, para evitar uma recontagem onde poderia haver fraude, evita-se a recontagem, porque  não houve fraude, e pronto.

Será que a Justiça eleitoral brasileira, com seus juízes para cada zona eleitoral, não é capaz de garantir a contagem de meia-dúzia de urnas em cada uma? Ou de recontar e conferir, caso haja discrepância com o resultado eletrônico?

É cansativo discutir este tema, porque o comportamento da Justiça brasileira, nesse campo, é pior do que o dos talebãs. A urna é mais infalível que Alá e os juízes do TSE são seus únicos e inquestionáveis aiatolás.

Na Venezuela, aquela “ditadura chavista”, as dúvidas sobre a eleição de Nicolás Maduro só foram dirimidas porque se recontaram os votos impressos nas urnas eletrônicas. Se não fosse isso, o mundo estaria todo denunciando a “fraude” que seus opositores alegaram. A quase totalidade dos países usa sistemas de impressão – em todas as urnas! – justamente para haver a possibilidade de conferir os votos, em caso de dúvida.


Aqui, nós estamos muito “à frente desta gente atrasada”..

Temos a garantir-nos os ministros do TSE, todos peritos da mais alta qualidade em sistemas eletrônicos, hackers e chackers.

Qual a garantia? Ora, la garantía soy yo!

Como sabemos, a Justiça brasileira é neutra politicamente e incorruptível desde sempre.

O STF derrubou o mínimo de controle que os sistemas eletrônicos poderiam ter.

Se a máquina disser que o falecido Enéas ganhou a eleição, ele ganhou e pronto, mesmo que todas as evidências sejam em contrário.

Afinal, seu voto foi o que a máquina disser que você deu. Sem apelação.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Lula grava vídeo de apoio a Michelle Bachelet no Chile


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou seu apoio à candidatura de Michelle Bachelet à Presidência do Chile em um vídeo divulgado hoje pela página oficial da ex-presidenta chilena, no endereço www.michellebachelet.cl.



“Tenho uma profunda admiração por Michelle Bachelet. Ela foi uma grande presidente do Chile, governou para todos. Cuidou do Chile e de sua gente como se cuida de uma família, com total dedicação, sem medir sacrifícios”.

Na mensagem, o ex-presidente brasileiro destaca que, sob o governo de Bachelet, “o Chile tornou-se motivo de admiração internacional por sua tranquilidade política, seu progresso econômico e, sobretudo, por suas conquistas sociais”. E completou dizendo que tem certeza de que “Michlelle Bachelet fará um governo ainda melhor que o primeiro”.

No Instituto Lula
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A vassalagem da Folha de São Paulo

Prédio da Abin em Brasília. Segundo a Folha.

Sem surpresas, a denúncia da FSP contra o governo Dilma foi editorializada no Jornal Nacional da Rede Globo na mesma noite, em reportagem com mais de 3 minutos.

A Folha de São Paulo [FSP] se superou no papel de vassalo neocolonial. Na capa da edição de 04/11/2013, estampou como manchete central: “Governo brasileiro vigiou diplomatas estrangeiros”.

Nas reportagens de apoio, em três páginas do jornal, a FSP não deixou dúvidas da intenção ideológica com a suposta “notícia”. No primeiro título, na página A4, forjou uma “denúncia” contra o governo brasileiro: “Agência brasileira espionou funcionários estrangeiros”.

Com esse título, buscou sugerir que uma ação de contrainteligência da ABIN [Agência Brasileira de Investigação] em 2003, seria semelhante à espionagem e controle que faz a NSA [Agência Nacional de Segurança dos EUA] em todo o mundo contra pessoas, governos, empresas e instituições - com conhecimento e autorização do Presidente Barack Obama.

A própria reportagem recomendaria menos sensacionalismo à FSP: menciona que a ABIN somente observou rotinas, identificou contatos e fez fotografias dos estrangeiros monitorados. O governo norte-americano, por seu lado, faz escutas telefônicas sem autorização judicial, intercepta dados e mensagens da internet e extrai informações pessoais, governamentais, comerciais e empresariais de interesse estratégico.

No título da página A5 - “Salas usadas pelos EUA foram monitoradas” –, a FSP quis insinuar “reciprocidade” de tratamento. A mensagem subjascente, nessa manchete, é de que os EUA nos espionaram porque o Brasil os espionou; assim, Brasil e EUA estariam equiparados. Tem um efeito atenuante, porque naturaliza a espionagem como aceitável e menos grave, porque é da lógica dos serviços de inteligência e contrainteligência.

Com o terceiro título, inserido na seção “Outro lado” da página A6 [“Presidência diz que ações protegeram interesse nacional”], a FSP insinua outra suposta analogia, que também não se confirma na vida real, porque para o governo dos EUA, a espionagem objetiva “proteger a humanidade do terrorismo”, conforme evidenciam seus alvos: Dilma Rousseff, Petrobrás, Papa Francisco, Ângela Merkel, etc.

Sem surpresas, a “denúncia” da FSP contra o governo Dilma foi editorializada no Jornal Nacional da Rede Globo na mesma noite de 04/11/2013, em reportagem com mais de 3 minutos de duração. A repercussão nos dois veículos, com a mesma textualidade, ênfase e tônica, pode ser fruto de grande coincidência jornalística. Mas também pode indicar um jogo ensaiado.

É difícil saber se é o caso de um excessivo engajamento norte-americanófilo ou de um também excessivo – e irrefreável - engajamento anti-Dilma que orienta a opção política da Folha. Mas é fácil deduzir que o jornal fica ridículo com o viés ideológico preconceituoso empregado contra Dilma, contra o PT e contra valores de esquerda. O jornal parece acometido da síndrome de inferioridade da elite brasileira colonizada, que concebe a adulação ao seu Senhor, o poderoso big brother, como sua principal virtude.

A direita brasileira e a mídia conservadora, com seu discurso obsoleto e sem uma visão de futuro para o Brasil, carecem de munição para enfrentar e derrotar Dilma e o PT nas eleições de 2014. A cada dia, por isso, testam diferentes factoides, inverdades e profecias que, por fim, não se confirmam.

Essa cobertura ideologicamente enviesada da Folha de SP teve o objetivo de enfraquecer a imagem positiva de Dilma, cada vez mais reconhecida no mundo inteiro pelas decisões e posições políticas corretas frente aos crimes de espionagem dos EUA.

Jeferson Miola
No Carta Maior
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Após desistência de Bernardinho, PSDB aposta em Joel Santana para o governo do Rio

Joel também foi tomar a bênção de Silas Malafaia

RIVER OF JANUARY - À cata de um candidato que possa concorrer ao governo do Rio de Janeiro, a cúpula do PSDB chegou, agora à tarde, a um consenso em relação ao nome. "Tentamos o Bernardinho, mas a esposa dele vetou", esclareceu Aécio Neves. "Tivemos que buscar uma alternativa que também tivesse essa pegada motivacional, a alma carioca e fosse poliglota. Joel Santana apareceu como a melhor opção", completou.

Animado com o reconhecimento público de sua capacidade administrativa, Joel Santana divagou sobre suas influências políticas: "I´m not left, right, middle or behind. If I go to the second turn, I will control the match", explicou à BBC.

Antes da novidade apresentada pelo PSDB, a disputa estava entre Pezão, Lindbergh Farias, Garotinho, César Maia e Marcelo Crivella. Merval Pereira avaliou na Globonews que a candidatura de Joel Santana é boa porque traz ares esportivos e cosmopolitas ao ambiente mofado e tacanho da política fluminense.

* * *

Segundo clichê: Animado com o bafafá, Aécio confirmou sua pré-candidatura a Rei do Camarote em 2014.

No The i-Piauí Herald
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Em crise, empresa da Globo organizará sorteio da Copa antes de acabar

Geo Eventos
Nélson Pacheco Sirotsky, Roberto Irineu Marinho, José Robrto Marinho, Eduardo Sirotsky Melzer e João Roberto Marinho
Aberta em 2011 como braço das Organizações Globo e da RBS, afiliada da emissora no sul do Brasil, para o mercado de eventos esportivos e culturais, a Geo Eventos irá encerrar suas atividades em 2014. Antes disso, a empresa está organizando a produção artística do sorteio da Copa do Mundo, em dezembro na Costa do Sauípe.

O evento da Fifa será a última atividade da companhia. A decisão de encerrar o negócio se baseou na falta de retorno financeiro nas áreas de produção de eventos e também na gestão de venda de ingressos para jogos de futebol. A assessoria de imprensa da Geo divulgou uma nota informando que não se pronunciaria sobre o assunto.

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O braço esportivo das Organizações Globo iniciou suas atividades em 2011. A ideia era entrar no mercado de eventos esportivos, impulsionado pela escolha do Brasil para sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas de 2016. A empresa trabalhava também na organização de shows e festivais de música.

Na sua curta história de poucos mais de dois anos, a GEO chegou a ter parceria com 12 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. Foi a empresa que organizou a despedida do goleiro Marcos, do Palmeiras, no final de 2012, por exemplo.

Em 2011, a Geo comprou a Outplan, empresa especializada na área de ingressos. Passou a trabalhar com mais da metade dos clubes da série A, entre eles São Paulo, Palmeiras, Santos, Vasco, Flamengo e Fluminense. Hoje, a Outplan é a gestora da venda de ingressos de sete clubes: Avaí, Figueirense, Coritiba, Sport, Palmeiras, Santos e Portuguesa.

"A empresa entrou no setor de ingressos, que é a segunda maior fatia da arrecadação dos clubes, atrás dos direitos de transmissão. Mas esse pedaço virou algo muito volúvel. Com as novas arenas, entraram as construtoras e ficou incerto saber quem vai ficar com o valor da venda de ingressos. Então, criou-se uma dificuldade para negociar", afirmou um ex-diretor da Geo.

A companhia sofreu também com um problema enfrentado no mercado esportivo: a dificuldade de conseguir patrocínios de empresas privadas. Em 2011, por exemplo, a Geo recebeu do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014 o direito de organizar o sorteio das Eliminatórias do Mundial. Em troca, teve que captar patrocínios para a cerimônia.

Sem conseguir fechar com grupos privados, fechou uma parceria com o governo do Estado do Rio de Janeiro e com a prefeitura da capital fluminense, recebendo R$ 30 milhões do poder público.

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Boom que não veio

A Geo não é uma exceção no mercado de marketing esportivo. Grandes empresas que surgiram nos últimos anos, como 9ine, do ex-jogador Ronaldo, e a IMX, parceria entre o grupo de Eike Batista e a empresa americana IMG, sofreram cortes no orçamento neste ano e demitiram funcionários. Além disso, passaram a atuar também em outros ramos que não o esporte, como a produção de shows e o agenciamento de artistas.

"Houve uma valorização, uma expectativa elevada, mas na prática não foi muito bem o que aconteceu", afirma Pedro Daniel, consultor de gestão esportiva da BDO. "Havia uma espera pela enxurrada de dinheiro estrangeiro que não veio. Além disso o mercado não se profissionalizou. Por isso as empresas tem resistência em atrelar a sua marca ao esporte", analisa.

Na última terça-feira, os organizadores da Soccerex, maior feira de negócios do futebol do mundo realizada anualmente no Brasil, anunciaram que o evento de 2013 está cancelado. O congresso estava agendado para ocorrer entre os dias 30 de novembro e 5 de dezembro no Maracanã. A organização do evento reclamou do Estado do Rio de Janeiro, que decidiu cortar seu apoio financeiro ao evento.

Paulo Passos
No Uol
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Qual o problema do vídeo de Justin Bieber com uma prostituta?


Justin Bieber não é mais um menino.

Finalmente, ele está se comportando como uma celebridade de seu tamanho. No Brasil, nosso garoto fez o que se espera de um ídolo pop: um monte de bobagem.

Se nos EUA ele cuspiu em fãs, urinou na lata de lixo de um restaurante e seu segurança bateu nos paparazzi, por aqui ele foi às Termas Centaurus, “sauna” tradicional em Ipanema. Saiu com um lençol cobrindo o rosto. Levou um monte de garotas de programa para seu quarto de hotel.

A administração do Copacabana Palace tentou impedir que as meninas entrassem mas, ei, é o Justin. Ele acabou alugando uma mansão para poder se comportar mal.

Em São Paulo, uma fã arremessou uma garrafa e derrubou seu microfone. Ele virou as costas e foi embora, sem se despedir da plateia.

Teve tempo de agredir um rapaz e pichar um muro. Escreveu as palavras “respect privacy”” (“respeitem a privacidade”). Sempre assediado pelos fotógrafos, mostrou o dedo médio para eles.

Faltava o quê? Uma sex tape. Ainda não é a sex tape que queremos — mas calma, que ela vai aparecer. Mostra uma prostituta saindo do quarto na tal casa que alugou e mandando um beijinho para ele antes de partir, enquanto Justin dorme. Os dois se conheceram em um dos lupanares que Bieber visitou no Rio.

Esse rapaz vai longe. Só precisamos de um pouco de paciência.




Kiko Nogueira
No DCM
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Bloomberg posiciona Marinho como 2º famíglia mais rica do mundo no ramo da mídia


Incrível a submissão da mídia nacional à Globo.

É como se fôssemos uma Coréia do Norte de direita, cujos ditadores fossem a família Marinho.

Ninguém deu a publicidade necessária a uma notícia obviamente importante para se entender a economia brasileira. A Bloomberg, uma das maiores agências de notícia, divulgou ontem o seu ranking das principais fortunas do mundo.

No setor de mídia, os três irmãos Marinho figuram entre as 10 maiores fortunas do planeta. Somados, eles trem US$ 25 bilhões. Em reais, isso daria mais de R$ 50 bilhões. Somando a fortuna dos três, eles ocupam o segundo lugar no ranking mundial, atrás apenas de David Thomson, sócio-majoritário da Reuters.

Para se ter uma ideia, a fortuna dos Marinho, somada, é mais que duas vezes maior que a de Rupert Murdoch, o temido magnata da mídia norte-americana, dono da Fox, e o triplo da riqueza de Berlusconi, que usou seu poder para governar a Itália por quase vinte anos.

A fortuna dos Marinho é originada, primariamente, dos aportes ilegais que recebeu da Time Life, a partir de 1962, e do apoio que prestou ao golpe de Estado. O regime militar concedeu grandes vantagens à Globo, permitindo-lhe acumular um patrimônio tão grande ao mesmo tempo em que piorava indecentemente a distribuição de renda no país.

Durante a redemocratização, o poderio da Globo serviu-lhe para que nenhum regulamento fosse criado para estorvar-lhe o contínuo inchaço.

Mesmo assim, a Globo passou pela maior crise de sua história em 2002.

Uma notinha biográfica sobre João Roberto Marinho, o mais velho dos irmãos, diz que ele “tirou a Globo do maior calote corporativo da história brasileira.

“Led Globo out of the biggest corporate default in Brazil’s history.”

Surfando sobre a onda do “mensalão” e sonegando impostos, a Globo conseguiu dar a volta por cima.

Os números da Bloomberg deveriam servir para ligar o alerta vermelho em todos os brasileiros que defendem a democracia, porque é óbvio que o regime democrático é ameaçado pela mera existência de uma família que reúne, ao mesmo tempo, a maior fortuna do país, e o maior conglomerado de mídia, controlando – segundo a Bloomberg – quase metade do mercado de televisão no país (deve se referir ao faturamento com publicidade). Ainda mais quando esse grupo tem longa tradição de ataque à democracia e manipulação de notícias.

Quando se recorta para o setor de mídia e Brasil, os três Marinho aparecem no topo da lista:

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No O Cafezinho (um dos blogs preferidos de A.Kamel)
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A estranha e desconexa forma como a justiça julga a mídia

Mello, para a mídia, pode valer muito num caso e nada em outro

Duas sentenças recém saídas relativas à mídia reforçam a imagem de caos,  desconexão e incoerência torrencial da justiça brasileira.

Você tem a impressão de que está em dois países distintos, vendo as duas sentenças.

Numa, a Carta Capital e o jornalista Leandro Fortes foram condenados a pagar indenização de 30 mil reais por danos morais a Renato Parente, um assessor de imprensa que já trabalhou para figuras do STF como Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello.

O juiz Júlio Roberto dos Reis, da 25ª Vara Cível de Brasília, afirmou que uma reportagem de Fortes “não economizou no tom ofensivo e subreptício em relação à idoneidade de Parente”.

A reportagem da Carta Capital, a rigor, nem era sobre Parente, mas sobre a Fundação Renato Azeredo. O texto afirma que a fundação “faturou 212,1 milhões de reais de verbas repassadas diretamente do governo de Minas, graças a contratos firmados em gestões tucanas, duas de Aécio Neves e, desde o ano passado, a de Antonio Anastasia”.

A reportagem tenta estabelecer um vínculo entre Parente e a fundação, e o juiz entendeu que não foi apresentado nada conclusivo que provasse algum elo.

“O direito e dever de informar da imprensa (…) encontra limites na vedação do abuso do direito ou do ataque à honra e dignidade de qualquer pessoa, de qualquer posição social, sem lastro em fonte idônea ou sem amparo probatório mínimo”, disse o juiz.

Agora examinemos o segundo caso. Informou o site de notícias judiciais Conjur:

A Justiça de São Paulo rejeitou mais um pedido de indenização do senador e ex-presidente Fernando Collor de Mello (PTB-AL) contra a Editora Abril e o jornalista Augusto Nunes, colunista da revista VEJA.

(…) Collor alegou que foi ofendido em um texto de Augusto Nunes publicado no blog do jornalista. Diz o ex-presidente que os termos “bandido”, “chefe de bando” e “farsante” foram empregados com o intuito de denegrir seu nome.

(…) Na sentença, a juíza Andrea Ferraz Musa, da 2ª Vara Cível do Foro de Pinheiros, disse que, em um estado democrático, o jornalista tem o direito de exercer a crítica, ainda que de forma contundente.

(…) No pedido de indenização, Collor alegou que foi absolvido de todas as acusações de corrupção pelo Supremo Tribunal Federal e que há anos vem sendo perseguido pela Abril.

A juíza, entretanto, considerou irrelevante a decisão do STF. “As ações políticas do homem público estão sempre passíveis de análise por parte da população e da imprensa. O julgamento do STF não proíbe a imprensa ou a população de ter sua opinião pessoal sobre assunto de relevância histórica nacional”, justificou.

Um momento: a juíza decidiu que é irrelevante uma decisão de tamanha gravidade do Supremo? Collor ter sido absolvido não significa nada? Os jornalistas podem então continuar a chamá-lo de “bandido”, como Augusto Nunes?

Reflita.

Entre os juízes do STF que absolveram Collor estava Celso de Mello. O próprio Augusto Nunes, com seu gongorismo caipira de Taquaritinga, escreveu o seguinte sobre Mello quando correu o rumor de que ele se aposentaria.

“No julgamento do mensalão, esse paulista de Tatuí lavou a alma dos brasileiros decentes com votos que não se limitaram a reafirmar que ainda há juízes num país em decomposição moral. O desempenho do ministro mostrou que, enquanto existir um Celso de Mello no Supremo, os liberticidas que lutam pela captura do Estado Democrático de Direito não passarão.”

E então chegamos à seguinte conclusão: Celso de Mello, o maravilhoso Celso de Mello, é bom quando condena os criminosos do mensalão e não vale nada quando absolve, por falta de provas, Collor.

A “grande” mídia brasileira é bisonha e bizarra. Mas a justiça é ainda mais, como se vê neste duplo caso em que ela julgou a mídia e tomou rumos opostos.

Paulo Nogueira
No DCM
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Na TV, Tiririca diz que fica na política


O deputado federal Tiririca (PR-SP) anuncia oficialmente hoje (7) à noite: “Vocês têm que me aguentar. Galera tem que me aguentar. Porque… Sem o Tiririca, Brasília mica”. Ele vai continuar na política em 2014.

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No dia da inauguração, shopping 'classe A' é invadido por sem-terra em Maceió


A marcha organizada pelos trabalhadores sem-terra chegou até a AL-101 Norte e invadiu o estacionamento do Parque Shopping Maceió, cuja inauguração estava marcada para as 15h desta quinta-feira (7). Cerca de dois mil trabalhadores saíram em caminhada pelo Barro Duro e pretendem ficar no estacionamento do centro de compras, em uma "manifestação pacífica".

A manhã desta quinta-feira (7) começou com muita confusão na Avenida Fernandes Lima. A caminhada reúne integrantes dos movimentos Sem Terra (MST), de Luta Pela Terra (MLT) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) até o Centro de Maceió. Os trabalhadores mudaram de última hora o trajeto e marcham até o Centro pela Avenida Rotary e pelos bairros do Barro Duro e Jacintinho.

Alguns motoristas tentaram furar o bloqueio e foram impedidos pelos trabalhadores sem-terra. O grupo de cerca de duas mil pessoas passou a noite acampada na sede da Eletrobras, no bairro do Farol, para cobrar melhores condições nas redes de energia dos assentamentos.
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Radiografia das Favelas Brasileiras

Brasil tem mais de 11 milhões de favelados, revela IBGE


Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que o Brasil tem mais de 11 milhões de habitantes em mais de 3 milhões de domicílios à margem das regras de planejamento urbano. São mais de 11 mil moradias fincadas em aterros sanitários, lixões e áreas contaminadas, quase 27,5 mil casas erguidas nas imediações de linhas de alta tensão, 4 mil domicílios perto de oleodutos e gasodutos e quase 619 mil construções penduradas em encostas.

O estudo, que é uma espécie de mapa das habitações pobres ou à margem dos serviços públicos do Brasil – favelas, mocambos, loteamentos e outros –, baseia-se no Censo 2010. A pesquisa foi aplicada no país inteiro. Em 323 municípios foram detectados "aglomerados subnormais", com a maior parte dos domicílios nesta situação nas regiões Sudeste e Nordeste. Pelos dados coletados, 77% dos domicílios de moradia informal, precária, pobre e/ou com serviços precários ficavam em regiões metropolitanas com mais de 2 milhões de habitantes. No total, 59,4% da população de aglomerados subnormais estava em São Paulo (18,9%), Rio de Janeiro (14,9%), Belém (9,9%), Salvador (8,2%) e Recife (7,5%).

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Justiça ironiza Alckmin e manda reabrir Siemens


Segundo a juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, se quiser receber indenização pelas verbas desviadas no propinoduto, o governo deverá acionar todas as empresas acusadas de conluio para fraudar licitações do Metrô e da CPTM desde a gestão de Mario Covas, não só a Siemens; Procuradoria-Geral do Estado virou piada no meio jurídico por "criar" cartel de uma empresa só; Alstom não foi citada

A juíza Celina Kiyomi Toyoshima, da 4ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, determinou que o governo de Geraldo Alckmin (PSDB) refaça a ação proposta em agosto contra a multinacional alemã Siemens, acusada de formar um cartel para fraudar licitações do Metrô e da CPTM desde a gestão de Mario Covas.

Segundo a Justiça, se quiser receber indenização pelas verbas desviadas, o governo deverá acionar também empresas acusadas de conluio: "A integração de todas é indispensável, sob pena de se dar brecha a decisões conflitantes, caso haja propositura de futuras ações."

A ação original apresentada foi ironizada no meio jurídico, dizendo que a Procuradoria-Geral do Estado criou uma anomalia semelhante à quadrilha de um homem só: era o cartel de uma empresa só.

No mês passado, Alckmin admitiu que "ninguém faz cartel sozinho" e que o processo para impedir a Siemens de participar de novas licitações será "extensivo às demais" empresas, se for comprovada a participação delas no "conluio" que agiu em concorrências do Estado.

"À medida que outras empresas tenham comprovada sua participação, contra elas também serão abertos os processos de indenização e de declaração de inidoneidade. Começamos pela Siemens que é a primeira, mas será extensivo também às demais", disse.

No 247
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A Guerra de 14

As agências 171 e o ataque especulativo ao Brasil


As agências de rating, de classificação de risco, cuja expertise é avaliar a capacidade dos países de saldar suas dívidas e o consequente nível de solvência das nações, sempre a partir do ponto de vista dos interesses do mercado financeiro e do rentismo, se prepararam para, às vésperas da campanha eleitoral do ano que vem, rebaixarem a nota do Brasil. Isso dificultaria a rolagem da dívida brasileira e a captação de empréstimos no mercado internacional, além de jogar mais lenha na fogueira do pessimismo em relação à nossa economia. É o papel que cabe à Moody's e à Standard & Poor's, típicas agências 171, conforme já denunciou o ex-ministro Delfim Neto, no sofisticado script montado para tentar derrotar a presidenta Dilma nas eleições de 2014.

Matéria da edição de CartaCapital desta semana, sob o título "O pessimismo eleitoral - setores do governo temem uma ataque especulativo em 2014", assinada pelo jornalista André Barrocal, um dos melhores repórteres da casa, joga luz sobre a abrangente e profunda trama do mercado financeiro com o objetivo de reverter o favoritismo da presidenta Dilma.

Essa articulação tem como ponto de partida, como sempre, a velha mídia brasileira, mas possui braços e ramificações internacionais. Cruzando as informações contidas na matéria da revista, com tudo que a oposição midiática tem dito e escrito sobre a economia brasileira, cheguei à conclusão de que essa engrenagem funciona assim :

1) O PIG abre manchetes contra a política fiscal do governo, carregando nas tintas em relação ao desequilíbrio das contas, os gastos excessivos e, muitas vezes, insistindo no alarmismo sobre o risco de uma tragédia inflacionária que os barões da mídia estão carecas de saber que não existe, já que a inflação brasileira está e sempre esteve dentro da meta nos últimos 11 anos.

2) Economistas ligados a bancos, corretoras e fundos de investimento vão na mesma linha, apontando sua baterias para a gastança do governo. No país que imaginam como saudável economicamente, não há espaço para gasto com programas sociais e todas as políticas públicas devem ser enxugadas. Muitos não se envergonham nem mesmo pregar o desemprego como antídoto contra a inflação, contendo o consumo.

3) O desmoralizado FMI, campeão de receitas fracassadas e que não apita mais nada no Brasil da era Lula/Dilma, além de dever dinheiro ao nosso país, entra em cena com a ladainha neoliberal costumeira: o governo gasta mal, os bancos públicos estão muito fortes e os salários pagos por aqui põem em risco as empresas.

4) A OCDE ( Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), organismo internacional atualmente dirigido pelo mexicano Angel Guirria, ligado ao seu compatriota Carlos Slim, o homem mais rico do mundo, divulga relatório apontando como males crônicos da economia brasileira a política de correção permanente do salário mínimo e os direitos trabalhistas. E, como em todo catecismo conservador, não podia faltar a defesa da reforma da Previdência Social.

5) Os porta-vozes do mundo globalizado das finanças, o semanário The Economist e o diário Financial Times batem cada vez mais forte nos fundamentos da economia brasileira, em linha com a mídia brasileira e com os organismos citados anteriormente.

6) Por fim, as agências do risco, as tais 171, criadas com a exclusiva finalidade de proteger o dinheiro de quem se nega a investir na produção e aposta na espiral especulativa global, vazam informações sobre o quase certo rebaixamento do rating brasileiro, previsto para acontecer em breve, engrossando a onda de pessimismo que, num movimento circular, volta para as manchetes dos jornalões e revistas do Brasil, garantindo à engrenagem contra o governo brasileiro uma movimentação pendular e incessante, tipo Brasil - exterior; exterior-Brasil.

Vale a pena citar duas visões sobre esse ataque especulativo, expressas na matéria de CartaCapital:

Arno Augustin: "O secretário do Tesouro do governo federal, Arno Agostin, está convencido da existência de um ataque especulativo. À frente da ação estariam economistas ligados a bancos e dispostos a interferir nas decisões oficiais, no debate público e, no limite, na eleição. Seria uma reação contra medidas que afrontam os interesses do mercado, entre elas a redução de juros e o uso de instituições financeiras públicas para concorrer com as privadas."

Francisco Lopreato (economista, especialista em política fiscal): "A dívida pública aumentou, acredita Lopreato, pelo fato de o governo ter tomado duas decisões corretas : comprar dólares na tentativa de conter as flutuações da moeda e estimular a atuação dos bancos públicos para impedir um drástica redução dos financiamentos a indivíduos e empresas. As críticas ao Brasil ignoram esses fatos, pois o governo não faria o jogo do sistema financeiro. Para o economista, não se pode dizer que há qualquer tipo de descontrole das finanças públicas e não há razão para defender um processo de consolidação fiscal como propõe o FMI."

Moral da história: a eleição de 2014 será um guerra.

Bepe Damasceno
No Blog do Bepe
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No Dia do Rádio


Neste Dia do Rádio, republico o post de 26 de setembro de 2010, e também republicado no dia 31 de dezembro de 2012.

A emocionante despedida do Repórter Esso


31 de dezembro de l968, data da última transmissão do Repórter Esso no rádio. A testemunha ocular da História calava-se definitivamente, depois de 27 anos no ar.

O locutor desse dia foi Roberto Figueiredo. A despedida foi emocionante.

Realmente ele estava chorando quando narrou uma rápida cronologia sobre os principais acontecimentos registrados pelo Repórter Esso, esquecendo até de falar sobre o fim da II Guerra Mundial em 1945.

Escute e emocione-se você também!

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Ontem foi Arafat. Hoje quem será assassinado?


Exames feitos por cientistas de um laboratório da Suíça concluem que há “83% de possibilidade” de o líder palestino Yasser Arafat ter sido assassinado por envenenamento com polônio, em 2004. Ao receber o relatório, a viúva de Arafat, Suha disse que agora tem “certeza” de que ele foi morto.

O relatório é técnico e nenhum país, grupo ou inimigo de Arafat foi apontado até agora como autor do seu envenenamento. Israel, desde a morte de Arafat suspeito de envolvimento, apressou-se nesta 4ª feira (ontem, dia da divulgação do laudo) em negar participação. Disse que o laboratório suíço não tem credibilidade; que o líder palestino já tinha 75 quando morreu; e que mantinha um estilo de vida “pouco saudável”. Justificativas que dá, aliás, desde 2004.

Arafat morreu em um hospital de Paris, depois de passar dois anos cercado por tropas de Israel na sede da Autoridade Nacional Palestina, em Ramallah. Tinha, então, boas condições de saúde, mas de repente ficou gravemente doente com crises de náuseas, vômitos e dores abdominais. Foi levado às pressas a Amã (Jordânia) e em seguida à capital francesa, onde morreu de causas desconhecidas. Não foi feita autópsia.

Quem o envenenou, qual país, qual inimigo, quem deu a ordem?

Outros dois laboratórios, um na França e outro na Rússia – além desse suíço -, fazem exames para esclarecer as causas da morte do líder palestino, mas eles ainda não concluíram seus trabalhos.

Ontem foi Arafat. Hoje quem será? O mais grave: quem o envenenou? Qual país foi responsável? Quem eram seus inimigos? Quem deu a ordem e quem executou?

Pior ainda: será que houve cumplicidade árabe na vilania, na traição à causa palestina? Quem Arafat ameaçava? Ninguém, já que centrou toda sua vida e luta, até o final, na defesa do seu povo, na criação de um estado palestino para sua nação e gente… Mas foi envenenado porque não se vendia e nem se rendia.

José Dirceu
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Arafat. A colheita amarga de um crime contra a Palestina


O estudo de legistas suíços que acaba de ser revelado pela Al Jazeera, apontando para assassinato por envenenamento com substâncias radiativas do líder palestino Yasser Arafat não é a prova – mais uma – que a atuação do serviço secreto israelense – com a liberdade de ação que os EUA lhe permitem – matou um homem.

Não, matou dezenas de milhares de homens, mulheres e crianças.

Porque o enfraquecimento do maior líder do povo palestino contribuiu para que grupos cada vez mais dispostos à violência assumissem a liderança daquele povo e a eles – com poder,brutalidade e meios  imensamente maiores – Israel atacasse ou reagisse brutalmente a ataques palestinos.

De financiar Osama Bin Laden contra os russos a tolerar o envenenamento de Arafat, são muitos os crimes dos quais o Ocidente colhe os amargos frutos.

Talvez daqui a dez anos, como nesse caso, venhamos a saber de outras barbaridades, cometidas na Líbia, no Iraque ou na Síria para justificar a derrubada de líderes considerados “inimigos”.

E talvez vejamos que, como aconteceu com Arafat, o que se estava matando era a possibilidade de paz.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Contra Aécio e Campos, Dilma teria 43,5% dos votos e venceria no 1º turno, diz pesquisa


Pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira (7) pela CNT (Confederação Nacional dos Transportes) em parceria com o instituto MDA mostra que a presidente Dilma Rousseff levaria 43,5% dos votos no primeiro turno das eleições de 2014 se a disputa fosse com Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Nesse cenário, Aécio teria 19,3% e Campos, 9,5%.

Na pesquisa anterior, divulgada em setembro, antes da filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB, Dilma tinha 36,4% das intenções de voto, mas o cenário pesquisado era diferente, com Dilma, Aécio, Campos e Marina disputando a Presidência ao mesmo tempo.

Se, em vez de Campos, concorresse pelo PSB a ex-ministra Marina Silva, a diferença seria menor: Dilma teria 40,6% dos votos; Marina, 22,6%; e Aécio, 16,5%.

Segundo a pesquisa, Dilma leva vantagem em todos os cenários. A vitória ocorreria já no primeiro se Eduardo Campos fosse o candidato do PSB, porém, se Marina Silva disputasse, haveria uma possibilidade de segundo turno.

No segundo turno, Dilma também teria mais chances de vencer com folga se Campos for o candidato do PSB. Na disputa com Marina, Dilma venceria com 45,3% dos votos e a pessebista levaria 29,1%. Já com Campos, Dilma conseguiria 49,2% dos votos, e Campos, apenas 17,5%.

Dilma também venceria Aécio no segundo turno, com 46,6% dos votos, ante 24,2% do tucano.

Na intenção de voto espontânea para presidente, Dilma aparece em primeiro lugar, com 18,9%, seguida do ex-presidente Lula, com 7,5%. Aécio vem em terceiro, com 6,7%, e Marina, em quarto, com 5,6%. Eduardo Campos está em quinto, com 2,2% das intenções. O tucano José Serra, que articula para ser o candidato do PSDB no lugar de Aécio, teria 0,6%.

Também foram citados na pesquisa espotânea o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 0,2%, e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa (sem partido), lembrado por 0,1%. Outros candidatos somam 0,7%.

Foram ouvidas 2.005 pessoas em 135 municípios de 21 unidades da federação. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Avaliação do governo Dilma fica praticamente estável, diz CNT/MDA

A avaliação do governo Dilma Rousseff ficou praticamente estável em novembro, mostrou pesquisa CNT/MDA divulgada nesta quinta-feira.

Segundo o levantamento do instituto MDA encomendado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), a avaliação positiva do governo passou para 39,0 por cento, ante 38,1 por cento em setembro. A avaliação negativa passou para 22,7 por cento, ante 21,9 por cento.

De acordo com a pesquisa, Dilma lidera com folga a corrida presidencial de 2014. Sem a ex-senadora Marina Silva como candidata do PSB, a presidente tem 43,5 por cento das intenções de voto, contra 19,3 por cento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e 9,5 por cento do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

No cenário em que Marina aparece como candidata do PSB, Dilma tem 40,6 por cento das intenções de voto, contra 22,6 por cento de Marina e 16,5 por cento de Aécio.

Foram entrevistadas 2.005 pessoas entre os dias 31 de outubro e 4 de novembro, em 135 municípios de 21 unidades da Federação. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.
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