29 de out de 2013

Que a coragem de Cristina Kirchner em enfrentar monopólios de mídia inspire Dilma

Inspiradora

Há uma enorme torcida na mídia brasileira contra o governo de Cristina Kirchner.

Colunistas brasileiros festejaram “o fim de seu ciclo” na Argentina depois dos resultados das eleições legislativas de ontem.

Mas como mostrou hoje a charge do jornal argentino Página 12: que “derrota” peculiar é aquela em que o governo mantém a maioria no Congresso. Pois foi isso o que aconteceu na Argentina.

E eis que, mal terminada a apuração dos votos, Cristina obtém uma de suas maiores vitórias como presidenta, senão a maior. A Suprema Corte da Argentina aprovou a famosa Ley de Medios.

É uma lei que combate monopólios e estimula a pluralidade nos debates trazidos pela mídia.

O grupo Clarín – uma espécie de Globo local – se bateu quanto pôde contra a lei. Seu ponto – quem acredita nele acredita em tudo – é que se trata de uma legislação contra a liberdade de expressão.

Mentira.

O grupo Clarín poderá continuar a dizer o que quer. Apenas não terá o monopólio da voz. A decisão da justiça encerra a disputa: o Clarín vai ter que se desfazer de parte de seu monstruoso portfólio de mídia.

Conexões com o Brasil são inevitáveis. Até quando a Globo continuará a desfrutar de seu monopólio abjeto, com o qual seus três acionistas herdaram a maior fortuna brasileira?

Até quando a mídia negará aos brasileiros, sem embaraço de qualquer natureza, pluralidade nos debates?

Cristina Kirchner fez uma coisa que nem Lula e nem Dilma (pelo menos até aqui) ousaram: enfrentou a mídia.

Ah, as circunstâncias lá são diferentes, objetarão alguns. Sim, nada é exatamente igual em dois países. Isto é um truísmo. A real diferença entre o caso argentino e o caso nacional reside na bravura de Cristina para combater o bom combate.

No Brasil, há décadas sucessivos governos se acovardam quando se trata de lidar com a mídia. Numa situação patética, as empresas de jornalismo não pagam imposto pelo papel com que imprimem suas publicações, sejam jornais ou revistas.

São os cofres públicos financiando, pelo chamado “papel imune”, empresas riquíssimas empenhadas em perpetuar privilégios nocivos à sociedade.

Outra mamata inacreditável é a reserva de mercado de que a mídia goza, ela que fala tanto na importância do livre mercado.

Num artigo relativamente recente publicado no Globo para defender a reserva, foi dito que as novelas são “patrimônio nacional”, e por isso não podem ser ameaçadas pela concorrência estrangeira. Também foi dito que haveria risco de uma emissora chinesa fazer propaganda de Mao Tsetung, caso instalada no Brasil.

O autor desse bestialógico é o hoje ministro do Supremo Luís Roberto Barroso, à época advogado do órgão de lobby da Globo, a Abert.

Quanto o poder irrestrito da mídia é ruim para o Brasil foi espetacularmente demonstrado em 1954 e em 1964, quando seus donos conspiraram abertamente contra governo eleitos e fizeram campanhas nas quais a verdade foi a primeira vítima.

Curiosamente, depois de chegar ao poder com uma grande frase segundo a qual a esperança deveria vencer o medo, o PT agiu de forma oposta em relação à mídia. O medo venceu a esperança.

Mesmo sem dentes, mesmo com Ibope em queda livre, mesmo sem ganhar uma única eleição em muitos anos, mesmo ameaçado de morte pela internet, o Jornal Nacional continua a meter medo, melhor, pavor em administrações petistas.

Em Cristina Kirchner, a esperança foi maior que o medo, e o resultado é uma conquista histórica não dela, não de seu governo – mas da Argentina.

Paulo Nogueira
No DCM
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A derrota de Cristina Kirchner nas eleições

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De Grandis e a PEC 37

Ele

Se você acha que fez papel de bobo porque acreditou no slogan "PEC 37= impunidade", não precisa ficar muito deprimido. Só um pouco.

A descoberta de que o inquérito sobre a Alston foi parcialmente interrompido, na Suíça, porque o procurador Rodrigo de Grandis não atendeu a uma solicitação das autoridades daquele país é um fato que merece um minuto de reflexão.

A explicação de Grandis é bisonha. Ele não teria dado sequencia ao pedido das autoridades suíças, feito em fevereiro de 2011, porque a solicitação ficou guardada na gaveta errada – e nunca mais pensou no assunto.

Há, é claro, uma suspeita de prevaricação no caso.
Código Penal – Prevaricação (art. 319): Retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício, ou praticá-lo contra disposição expressa de lei, para satisfazer interesse ou sentimento pessoal:
Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa.

Lei 8429/92 – Art. 11: Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade, e lealdade às instituições, e notadamente:
(…) II – retardar ou deixar de praticar, indevidamente, ato de ofício;
Há três meses, em 25 de junho, o Congresso rejeitou, sob uma pressão que seria mais conveniente definir como chantagem, a PEC 37, que pretendia garantir aos delegados de polícia a exclusividade sobre a condução de um inquérito policial. A votação foi um massacre: 430 a 9.

O monopólio dos delegados sobre uma investigação tampouco era uma boa ideia, quando se recorda o histórico de nossas corporações policiais. Mas a PEC 37 ajudava a fazer um debate necessário e poderia permitir correções úteis.

Nos bastidores de Brasília, policiais, procuradores e representantes do ministério da Justiça tentavam chegar a um acordo, a partir da PEC, para assegurar os direitos da polícia sobre a investigação sem deixar de atender os principais pleitos do Ministério Público. Pensava-se em criar uma nova divisão do trabalho de apuração, mais inteligente e produtiva.

Mas, com o apoio dos meios de comunicação, que passaram a tratar a rejeição à PEC 37 como se fosse como se fosse uma reivindicação tão popular como a redução da passagem de ônibus, o Ministério Público garantiu a votação em bloco, sem qualquer concessão à outra parte. Confusos, e mesmo acovardados, vários parlamentares preferiam omitir-se e votar errado para não ser criticados pelos jornais nos dias seguintes.

Naquele momento, o procurador geral da República, Roberto Gurgel, travava uma luta de morte para fazer o sucessor. Seu prestígio atingia o ponto máximo em função do julgamento da ação penal 470.

A denúncia ainda não havia sofrido a primeira (e até agora única) derrota, representada pela aceitação dos embargos infringentes para 12 condenados.

Acreditava-se em junho que qualquer arranhão na imagem do Ministério Público poderia chamar a atenção para incongruências e falhas do julgamento. Foi essa a motivação que impediu uma discussão civilizada, com argumentos ponderados.

Três meses depois, comprova-se uma verdade fácil de reconhecer, mas que não era conveniente admitir.

Enquanto os manifestantes acreditavam estar berrando contra a impunidade em Brasília, o pedido das autoridades suíças era esquecido na gaveta de De Grandis em São Paulo.

Ergueu-se, ao longo de vários anos, um muro de aço contra a apuração de um dos mais prolongados escândalos de corrupção da história política brasileira, formado por 45 inquéritos arquivados sem o devido esclarecimento (sim, 45!).

Ninguém ficaria sabendo o que estava acontecendo se não fosse o trabalho competente corajoso de meus colegas da IstoÉ Alan Rodrigues, Pedro Marcondes e Sérgio Pardellas sobre o propinoduto, capazes de produzir reportagens à altura dos fatos descobertos.

Não há instituição a salvo de pressões políticas nem de iniciativas estranhas a sua missão legal. Erros ocorrem. Desvios, também. E coisas piores, você sabe.

Se você acha que fez papel de bobo porque acreditou no slogan “PEC 37= impunidade”, não precisa ficar muito deprimido. Só um pouco.

Muita gente está se sentindo da mesma maneira.

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Onde está Aécio?


A erosão da candidatura Aécio Neves é visível a olho nu.

Aquele vitorioso de há dois meses, cujo controle da máquina partidária fazia gente como Fernando Henrique e Sérgio Guerra dizerem que Serra não representava mais nada, senão uns poucos amigos (existem amigos de Serra?), desapareceu.

Diante do arranjo “double-face” Eduardo Campos-Marina Silva, passou viver concretamente a situação de terceiro colocado e, portanto, mero coadjuvante no filme “2º Turno – A Missão”, onde antes pretendia o papel de “mocinho”, porque Marina, em segundo, sem máquina, era uma candidata a murchar.

Agora, porém, tudo mudou.

Aécio move-se sem nenhum estardalhaço, quase anônimo.

Serra, ao contrário, parece ter recebido uma transfusão de energias, anda lépido e fagueiro.

O PPS – amigo de fé, irmão, camarada dos tucanos – planta nos jornais que pretende aderir a Eduardo e fingir que não existe Marina.

Conversa: o PPS é Serra, e flerta com Eduardo para desfazer de Aécio, o pato manco.

Não fala positivamente, não propõe, limita-se quase a criticar qualquer coisa que Dilma faça e, assim mesmo, através de “nota oficial”.

Trocou o “vamos conversar”, que já era um desastre, pelo “vamos falar sozinhos”.

Em estados vitais para seus planos, como o Rio Grande do Sul, o Paraná e São Paulo, vê seus aliados escorregarem para “diálogos” com o PSB: o PMDB anti-Lula do Rio Grande, no Paraná e em São Paulo, onde o PSB já era linha auxiliar do PSDB, o marinismo vai ter de engolir tucanos.

Aécio desmilinguiu-se.

Alckmin não está em condições de deixar Serra na beira da estrada, pelo risco de ficar também. Tem bem vivas as memórias do que foi ser abandonado na eleição de Kassab.

Aécio é só um retrato na parede do PSDB.

Fernando Brito
No Tijolaço
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O Grupo Clarín diante da decisão sobre a Lei dos Meios


El Grupo Clarín ante el fallo por la ley de medios

Comunicado


Tras el fallo de la Corte Suprema de Justicia de la Nación sobre la ley de medios, el Grupo Clarín ratifica, como lo ha hecho en cada instancia judicial, que se encuentra a derecho y que respeta las decisiones judiciales. También, que analiza las futuras derivaciones judiciales del caso, incluyendo la apelación ante tribunales internacionales.

El Grupo considera que los artículos cuestionados -como sostienen los tres votos en disidencia- contradicen no sólo principios de la Constitución Argentina sino de la Convención Americana de Derechos Humanos (Pacto de San José de Costa Rica), así como recientes precedentes de la Comisión Interamericana de Derechos Humanos, de la Corte Interamericana de Derechos Humanos y de la Relatoría de Libertad de Expresión de la OEA.

Tanto la ley como el fallo, al desconocer licencias vigentes con varios años por delante, violentan abiertamente los derechos adquiridos, como también lo reconocieron tres miembros de la Corte. Y al silenciar, sin justificación técnica ni competitiva alguna, medios que hoy ejercen periodismo crítico, configuran una clara afectación a la libertad de expresión. Además, impedir el funcionamiento, como hace la ley, de medios que no usan espectro radioeléctrico, equivale a prohibir un diario o un sitio de Internet, lo que implica censura previa para la Constitución y los tratados internacionales.

La prueba más concreta de la verdadera intención del gobierno con esta ley, ha sido la enorme colonización oficial de medios producida desde su sanción. Hoy más del 80% de los medios audiovisuales responden directa o indirectamente al oficialismo. La ley busca medios que no sean autosustentables sino que dependan de la publicidad oficial o de negocios vinculados con el Estado. De allí que desde 2009 se haya producido el cambio de manos de numerosos medios y el sojuzgamiento de tantos otros con recursos públicos.

En cumplimiento del fallo - que cuestionó tanto la implementación de la ley como la actuación de la autoridad de aplicación - el Grupo Clarín exigirá, en las instancias correspondientes y previo a cualquier otra medida, que las mismas se adecúen a los principios constitucionales de imparcialidad, independencia y solvencia técnica, señalados por la Corte. Además, y también de acuerdo a lo expresado en la sentencia, el Grupo Clarín continuará defendiendo judicialmente cada una de sus licencias vigentes y legítimamente adquiridas.

Finalmente, el Grupo Clarín lamenta el contenido de un fallo que no considera el valor de la independencia periodística como presupuesto para la libertad de expresión. Y de ese modo, condiciona seriamente la posibilidad real de ejercer la crítica al poder político, supuesto indispensable de la democracia.

Buenos Aires, 29 de octubre de 2013.

Grupo Clarín

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A qualidade salvará a mídia impressa, diz Mino Carta

Em discurso durante a premiação, o diretor de redação de CartaCapital diz que o futuro do jornalismo tradicional passa pela capacidade investigativa e analítica dos veículos

A presidenta Dilma Rousseff cumprimenta o diretor de redação de CartaCapital, Mino Carta, antes da cerimônia de entrega do prêmio As Empresas Mais Admiradas do Brasil, em São Paulo, nesta segunda-feira 28

O jornalista Mino Carta, diretor de redação de CartaCapital, afirmou nesta segunda-feira 28, durante a entrega do prêmio As Empresas Mais Admiradas no Brasil, que “há uma precipitação na análise sobre o destino sombrio da mídia impressa, a começar pelos jornais diários”. Segundo o jornalista, a avalanche de informações proporcionadas pela internet tornou difícil a vida dos jornais. Para ele, no entanto, a salvação está na “capacidade de analisar os fatos de uma maneira crível, inteligente, profunda e sem a pretensão de impor as ideias próprias a quem as lê”.

“Tenho a certeza de que uma ilustração inteligente dos fatos, como uma maneira de analisá-los, pode efetivamente contribuir para a formação de uma opinião própria do leitor. A primeira saída para a mídia impressa é essa capacidade da análise inteligente e honesta, equidistante e equilibrada. Não é o que eu tenho observado por parte da mídia brasileira.”

O segundo aspecto considerado “importantíssimo” por Mino Carta é a capacidade de a mídia impressa colocar em prática o jornalismo investigativo. “É o que permite o que chamamos de furo, aquilo que o jornalista captura e que só ele detém. É o caminho que a imprensa brasileira abandonou faz tempo.”

Para o jornalista, CartaCapital tem se esforçado bastante neste sentido. Em seu discurso, Carta ressaltou a evolução da revista em seus 19 anos de vida e citou os “progressos notáveis” obtidos nos últimos anos. “A empresas e suas novas iniciativas cresceram cerca de dez por cento, graças a uma equipe extraordinária.”

Carta citou o crescimento da empresa nas áreas digitais, como o site, as plataformas digitais e as revistas de educação, Carta na Escola e Carta Fundamental. Fez menção ainda à reforma gráfica comandada pela diretora de Arte Pilar Veloso – que, em suas palavras, criou “a revista mais bonita do Brasil”. “CartaCapital é uma revista que já chegou ao ponto de tornar o futuro presente. Não tenho a menor duvida de que é a melhor revista que eu já dirigi. De longe”, afirmou.

Citando um antigo provérbio segundo o qual “as palavras voam, a escrita permanece”, Carta disse aos publicitários do País que não acreditem em tiragem, às quais estão em xeque e “decairão inevitavelmente”. “A mídia impressa é aquela que alcança o público decisivo, e é isso o que importa, do meu ponto de vista.”

No CartaCapital
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"Nova" dupla sertaneja é descoberta no metrô de SP


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Brecht revisto

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Revelan identidad de francotirador que asesinó a Kennedy: Mafioso, cubano y de la CIA

Un reportaje del tabloide norteamericano The National Enquirer reveló que el tiro fatal que cegó la vida del presidente John F. Kennedy lo disparó un cubano vinculado a la mafia y a la CIA.

En exclusiva, The Enquirer reveló que un francotirador cubano con lazos con la Mafia y con la CIA confesó haber participado la conspiración para matar al 35º presidente de los Estados Unidos.

La sorprendente nueva evidencia fue descubierta por el respetado autor Anthony Summers, quien reveló la identidad del asesino en una actualización de su clásico libro de 1998 sobre el asesinato de Kennedy, Not In Your Lifetime.

Según Summers, el segundo tirador fue Herminio Díaz, un asesino a sueldo que había trabajado para el notorio jefe de la mafia Santo Trafficante Jr. en Cuba, durante la dictadura de Fulgencio Batista. Díaz cometió al menos 20 asesinatos en su vida, de acuerdo con la publicación.

Díaz llegó a los EEUU a mediados de 1963, de acuerdo con documentos de la CIA, pocos meses antes de que Kennedy fuera abatido en Dealey Plaza el 22 de noviembre de ese año.

“Díaz era un asesino profesional con un récord de asesinatos políticos”, dijo Summers.

“También había trabajado para el jefe de la mafia Trafficante como director de seguridad del casino del Hotel Habana Riviera en Cuba.

“Él estaba en el país (EEUU) en el momento adecuado y participó en el movimiento anti-Castro. Muchas personas en ese movimiento pensaban que el presidente Kennedy lo había traicionado durante la invasión patrocinada por la CIA en Bahía de Cochinos en 1961 y durante la crisis de los misiles de Cuba en 1962 , y tenían un motivo para matarlo”, aseguró Summers a The Enquirer.

El coche presidencial momentos antes del asesinato del Presidente Kennedy.


“Francamente, todo suma”


Según Summers, Díaz reveló su papel en el asesinato de Kennedy a un amigo llamado Tony Cuesta. Los dos hombres se dirigían a Cuba en barco en una incursión terrorista el 29 de mayo de 1966 para asesinar al entonces presidente Osvaldo Dorticós, cuando Díaz contó los detalles sobre el plan de asesinato. ”Cuesta Díaz y hablaron en el barco mientras esperaban tocar tierra cubana”, dijo Summers.

“Durante sus conversaciones, Díaz admitió que había tomado parte en la muerte de Kennedy. ”

Herminio Díaz
Foto: The National Enquirer
Díaz murió en el ataque contra las costas cubanas, en Monte Barreto, Miramar (al norte de la Isla). Después, una foto publicada en un periódico Granma mostró que llevaba una licencia de conducir de la Florida válida y una tarjeta de Seguro Social, la evidencia de que el ataque había sido organizado en los EE.UU.

Su amigo Cuesta resultó gravemente herido en el ataque, capturado y encarcelado en la prisión de La Cabaña, en La Habana. Mientras era atendido en la enfermería de la cárcel, Cuesta confesó la historia del asesinato de Díaz a otro recluso cubano contrarrevolucionario, Reinaldo Martínez. Después de su salida de la cárcel, Martínez huyó a Miami, y en 2007 se puso en contacto G. Robert Blakey, quien fuera el asesor jefe del Comité Selecto de la Cámara sobre Asesinatos (U.S. House of Representatives Select Committee on Assassinations).

“Martínez pensó que iba a morir y quería dejar las cosas claras”, dijo Blakey a Enquirer .

“Creo que él estaba diciendo la verdad. No era solo Lee Harvey Oswald el que mató a Kennedy. Fue una conspiración, y Herminio Díaz fue el segundo tirador”. Summers también entrevistó a Martínez durante dos días en Miami.

En la famosa película de Zapruder, que muestra la caravana presidencial a través de la Plaza Dealey, Kennedy es alcanzado primero por detrás, desde donde Oswald se encuentra en el Texas School Book Depository. Después, Kennedy fue golpeado por la parte frontal en un ángulo que indicaría la presencia de un tirador situado en la “loma cubierta de hierba”.

Otro experto que está convencido de que había un segundo tirador es el mundialmente famoso médico forense Cyril H. Wecht, quien ha pasado décadas estudiando el asesinato.

“En base a las pruebas médicas, físicas y fotográficas disponibles, todos los cuales he examinado varias veces, el asesinato del presidente John F. Kennedy se llevó a cabo por dos hombres -no sólo Lee Harvey Oswald-”, dijo Wecht Enquirer . Según su análisis, Wecht dice que dos hombres armados dispararon cuatro tiros, y uno de los asesinos se situó en la parte delantera de la caravana.

“Teniendo en cuenta la trayectoria hacia atrás de la cabeza del Presidente después de haber sido alcanzado por la bala, creo que un francotirador operó desde la parte delantera derecha del vehículo, detrás de la valla en el montículo de hierba”, dijo.

El montículo de hierba de la Plaza Dealey es una colina suave localizada en el sector de la plaza donde asesinaron a Kennedy. Este montículo estaba más arriba de la posición de la caravana presidencial y a su derecha (noroeste) durante su asesinato el 22 de noviembre de 1963.

Véase de frente el "montículo de hierba" (Grassy Knoll)
Véase de frente el “montículo de hierba” (Grassy Knoll), mientras el lugar donde estaba ubicado el primer tirador queda justo detrás de Kennedy.

Los testimonios corroboran esto. “Si bien el Informe Warren descuenta ese escenario, varios testigos repitieron la misma historia a la comisión del Congreso entre 1977 y 1979 , de acuerdo con Blakey.

“En nuestras audiencias, había un montón de testimonios que advertían de que se disparó un tiro desde el montículo de hierba”, añadió Blakey a The Enquirer. ”Creo que hubo cuatro disparos. El primero, segundo y cuarto disparo provenían del Texas School Book Depository. El tercer disparo desde el montículo de hierba.

“El comité tenía todo, menos los nombres de las personas involucradas en la conspiración. La historia de Martínez ha llenado las últimas piezas del rompecabezas. Había dos tiradores ” .

De acuerdo con Summers y Blakey, Martínez se acercó al FBI para contar su historia, pero le dijeron que la investigación por el asesinato estaba cerrada. Blakey ha reconocido que este descubrimiento del papel de Díaz en el magnicidio es un “avance de importancia histórica”. ”El libro de Summers merece ser leído y tomado en serio por todos aquellos que se preocupan por la verdad y la justicia”, dijo.

Summers, añadió: “Estoy totalmente convencido de las historias contadas por Reinaldo Martínez y Tony Cuesta sobre el papel de Herminio Díaz en el asesinato del presidente Kennedy”.

Del libro El chaiman soy yo, de Reinaldo Taladrid y Lázaro Barredo:

Dos días antes del magnicidio se encontraban en Dallas varios cubanos con armas y mirillas telescópicas, entre ellos, Eladio del Valle y Herminio Díaz, dos asesinos a sueldo y expertos tiradores, vinculados a la mafia y a la policía de Batista. A su vez, las características físicas de Del Valle y de Díaz coinciden con las descripciones que varios testigos hicieron a la Comisión Warren, de los dos cubanos vistos salir del edificio, momentos después de ser asesinado el Presidente. Lo realmente curioso es el destino final de ambos: Eladio del Valle fue brutalmente asesinado en Miami, en cuanto el fiscal de New Orleans, Jim Garrison, inició su investigación sobre el asesinato de Kennedy; Del Valle fue descuartizado y picado en pedazos con un machete; y aún más interesante fue el final de Herminio Díaz, quien murió en las costas de La Habana, en 1966, al chocar con un patrulla fronteriza, mientras trataba de infiltrarse en la isla con la misión de asesinar al entonces presidente Osvaldo Dorticós, y ametrallar, a su regreso a Miami, el hotel Riviera.

Para cumplimentar la misión a la que fue enviado, Díaz debía infiltrarse en plena capital cubana, en un momento en que, producto de un incidente en la Base Naval de Guantánamo*, el ejército cubano se encontraba en alarma de combate, y se había reforzado al máximo la vigilancia aérea y costera. A los ojos de los expertos, incluyendo la seguridad cubana, la operación era un verdadero suicidio. El organizador financiero y planificador de tan “peculiar misión”, no fue otro que Jorge Mas Canosa.

*El incidente tuvo lugar el 21 de mayo y resultó muerto el soldado del batallón fronterizo, Luis Ramírez López y heridos otros dos, por disparos efectuados por soldados norteamericanos desde la Base Naval de Guantánamo. (Ver Cronología del Terrorismo 1966/ Granma)

El primer disparo es desviado por un árbol y rebota en el cemento llegando a herir al testigo James Tague. 3,5 segundos después se produce el segundo disparo que llega a Kennedy por detrás y sale por su garganta,3 hiriendo también al gobernador de Texas, John Connally. El presidente deja de saludar al público y su esposa tira de él para recostarlo sobre el asiento. El tercer disparo ocurre 8,4 segundos después del primer disparo, justo cuando el auto pasa al frente de la pergola de hormigón. Cuando el tercer disparo impacta de lleno en el occipital derecho de la cabeza de Kennedy, Jackie Kennedy, se abalanza a la parte trasera del auto, donde recoge una sección del cráneo del presidente. Un ciudadano de nombre Abraham Zapruder, que filmaba la comitiva presidencial, logró captar en su película el momento en que Kennedy es alcanzado por los disparos. Esta película es parte del material que la Comisión Warren utilizó en su investigación del asesinato.
El primer disparo es desviado por un árbol y rebota en el cemento que hiere al testigo James Tague. 3,5 segundos después se produce el segundo disparo que llega a Kennedy por detrás y sale por su garganta, hiriendo también al gobernador de Texas, John Connally. El presidente deja de saludar al público y su esposa tira de él para recostarlo sobre el asiento. El tercer disparo ocurre 8,4 segundos después del primer disparo, justo cuando el auto pasa al frente de la pergola de hormigón. Cuando el tercer disparo impacta de lleno en el occipital derecho de la cabeza de Kennedy, Jackie Kennedy, se abalanza a la parte trasera del auto, donde recoge una sección del cráneo del presidente. Un ciudadano de nombre Abraham Zapruder, que filmaba la comitiva presidencial, logró captar en su película el momento en que Kennedy es alcanzado por los disparos. Esta película es parte del material que la Comisión Warren utilizó en su investigación del asesinato.

En Video, el asesinato de Kennedy:


No CubaDebate
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Mas, o que há por trás das grandes obras?


O Brasil é um país fantástico. Governantes são transformados em excelentes gestores, gênios e salvadores da pátria, da noite para o dia. Uma eficaz máquina de propaganda faz milagres.

Temos ao longo da nossa história diversos exemplos. O mais recente é o governador de Pernambuco, um quase futuro presidenciável em 2014. Caso jamais venha a ser presidente da República, ele terá como ganhar a vida como empresário de mídia & marketing, tal sua capacidade de criar notícias positivas que enchem os noticiários.

O uso da máquina de propaganda é tão desproporcional, que cedo ou tarde vai chamuscar sua credibilidade. Por exemplo, até em velórios e enterros a produtora de vídeo acompanha o governador, e produz as peças de divulgação do “socialista”.

Foi o caso de sua presença (da produtora) no velório e no enterro do ex-ministro da Justiça Fernando Lyra. Para destacar o “chefe”, não se mede esforços, nem se tem limites.

Para divulgar o modo socialista de governar, a propaganda é a alma do negócio, e é usada intensamente. No próprio Diário Oficial do Estado, que deveria ser um instrumento de difusão de atos oficiais, a pessoa do governador é focada, com textos de promoção pessoal, sem caráter informativo, não se acatando assim a impessoalidade na publicidade institucional. Leis? São para os outros.

A propaganda personalista dos feitos da gestão Campos é tamanha, que chega a ser surrealista, visto a realidade que se encontra o Estado. Para muitos ainda as referências de desenvolvimento apontam para o Sul, Sudeste.

Somos induzidos a pensar que o desenvolvimento está ligado a eventos como a chegada de novas empresas que vêm aqui se instalar, a vinda de capitais de fora que para cá se dirigem atraídos por diversos fatores (recursos naturais, posição geográfica, oferta de mão de obra barata, incentivos fiscais, frouxidão na aplicação da legislação ambiental) ou ainda pela realização de grandes investimentos públicos em obras ou instalações. Mas o progresso almejado vai muito além das obras.

Com uma educação que nada se distingue de estados vizinhos, a propaganda apresenta ações pirotécnicas, que nada mudaram a estrutura falida que compromete as gerações futuras. Vergonhosamente, Pernambuco ocupa a 16ª posição nacional no ranking dos estados no que se refere às notas dos alunos das escolas públicas avaliados pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado para medir a qualidade de cada escola e de cada rede de ensino.

Na saúde, o modelo gerencial é incompetente. Verdadeiro “caso de policia”, deixa a população como vítima da terceirização, sofrendo nas extensas filas, sem remédios para quem precisa e com falta de médicos.

Todavia, há ampla divulgação de novas construções de unidades hospitalares, mas que efetivamente, após a “inauguração”, se mostram inoperantes, não atendendo às necessidades da população, nem garantindo o acesso à saúde pública de qualidade. A construção de edificações está muito longe de traduzir excelência nos serviços.

Por sua vez, os serviços de água e luz no Estado são verdadeiros descalabro. A crise no abastecimento de água mostra a incompetência das autoridades do setor, em particular da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), sociedade anônima de economia mista, com fins de utilidade pública, vinculada ao Governo do Estado de Pernambuco por meio da Secretaria de Recursos Hídricos e Energéticos.

A imagem desta empresa junto à população é a pior possível. Nesta época de escassez de chuvas, fica claro quanto sua gestão é incapaz, pois nada planejou para enfrentar problemas recorrentes e previsíveis na região, que só tendem a se agravar com as mudanças climáticas em curso.

Estudos têm apontando a vulnerabilidade da região, frente a este que é o maior flagelo já defrontado pela humanidade, o aquecimento global.

Ao invés do planejamento estratégico para se preparar para o pior, a empresa, como é de práxis no governo socialista, apela para a propaganda, admitindo a incapacidade de atender sua missão. Repassou para a iniciativa privada o controle do saneamento, através de parceria público e privada pouco transparente e sem a necessária discussão com os interessados.

Além disso, mente descaradamente, com um racionamento draconiano na região metropolitana, resultando num rodizio anunciado de 20 horas (com água) x 28 horas (sem água), mas que chega a 72 e até 120 horas sem uma gota sequer nas torneiras. Isto é gestão eficiente?

Sem contar com a tragédia que assola as regiões do semi-árido, agreste e zona da mata, sem obras estruturadoras que garantam a convivência com a seca na região.

Já com relação à distribuição de energia elétrica, a privatização deste serviço em 2000 só trouxe mazelas à população, enganada pelo discurso oficial que falava na melhoria dos serviços e na diminuição da tarifa para justificar a venda da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe).

Hoje a realidade é bem diferente. Paga-se uma tarifa altíssima, que tem proporcionado à empresa lucros estratosféricos (basta ver os balancetes contábeis) apesar de um serviço conhecido como de “vagalume”.

As interrupções no fornecimento elétrico viraram rotina, não somente na capital, mas em todo o interior. Enquanto isso, os indicadores de qualidade da empresa, comparada a outras 31 classificadas no ranking da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), mergulharam do 4º lugar em 2011 para 16º lugar em 2012. Qualidade dos serviços cai, lucros sobem. Receita ingrata para os consumidores pernambucanos.

Contudo, foi uma instituição oficial que revelou recentemente as razões para tamanho descaso com o fornecimento de energia. O relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE), analisando as contas da gestão do governador, relativas ao ano base de 2011, detectou a ineficiência e o sucateamento da Agência de Regulação de Pernambuco (Arpe), autarquia especial vinculada ao Gabinete do Governador, órgão com atribuição estratégica.

Principal constatação: a falta de pessoal para monitorar e fiscalizar os serviços prestados pela Celpe. Desde 2001, o TCE recomenda ao executivo estadual a contratação de servidores por meio de concursos públicos, já que a grande maioria do quadro funcional da Arpe é de comissionados. Sem estrutura e suporte de pessoal para realizar as fiscalizações permanentes, a população fica à mercê dos serviços precários que são oferecidos.

Os problemas encontrados no Estado não se resumem às áreas de educação, saúde, abastecimento de água e energia. Todavia, os marqueteiros, pagos a peso de ouro, mostram o irreal.

Um Pernambuco que não existe, um verdadeiro “oásis” no território nacional. Uma “ilha da fantasia”, cercada por feitos de um governo aplaudido pela população. A intenção é colar na figura do governador o gestor moderno, o “novo”, a “renovação” na política brasileira, e assim atender à sua ambição e obstinação pelo poder.

Um dos focos propagandeados é a implantação do Complexo Industrial Portuário de Suape. Claramente se percebem ali politicas públicas dirigidas para um crescimento econômico a qualquer custo. Isso é facilmente constatado nas constantes violações de direitos sociais e ambientais praticadas nesta obra faraônica, de grande concentração de investimentos e de renúncia fiscal.

As denúncias dos moradores nativos do entorno de Suape (agricultores, pescadores, outros), que envolvem 15 mil famílias, mostram a situação de barbárie em que se encontra a região, onde o poder público não somente se exime de suas responsabilidades mas é quem pratica o desrespeito às leis.

O próprio artigo 225 da Constituição de 1988 tem sido desprezado. Segundo ele, todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, essencial à sadia qualidade de vida, cabendo a todos e ao poder publico o dever de preservá-lo e defendê-lo para as presentes e futuras gerações.

“Como não há uma só obra da qual o governador não tenha controle no seu computador”, conforme difundido pelos seus auxiliares diretos, a ele deve ser imputada toda a responsabilidade, não somente dos crimes ambientais cometidos na região, mas também do não cumprimento da lei com relação aos processos de “desapropriação”.

Não se respeita nem a Constituição Estadual e nem o Marco de Reassentamento Involuntário-MRI do Projeto Pernambuco Rural Sustentável-PRS, cujo objetivo é o tratamento das questões que envolvem a mudança ou perda involuntária do local de moradia, a perda de renda ou meios de subsistência em decorrência da implementação de projetos.

Do ponto de vista do ideário deste jovem moço, mas velho e carcomido pela prática da velha politica expressa no neocoronelismo e no nepotismo, valores como os da ecologia e sustentabilidade, democracia e transparência, direitos humanos e justiça, não são praticados; são desrespeitados e ignorados na implantação do modelo predador e excludente, chamado e propagandeado como de “desenvolvimento sustentável”.

Mesmo com uma alta popularidade medida pelos institutos de pesquisa de opinião, pode-se afirmar que a imagem do governador foi construída pela propaganda exacerbada, na tentativa de criar uma unanimidade em torno do seu governo.

A cooptação dos poderes constituídos, aliado à vocação adesista da grande mídia, que tece loas diárias ao governo, se tornando na prática uma extensão do diário oficial, são outros elementos da estratégia montada — e até então bem sucedida — pelos marqueteiros do governador. Também não esqueçamos daqueles que aderem por medo. Todavia, não se pode esperar que um governo mantenha sua popularidade em alta somente às custas de notícias produzidas e pela propaganda.

A expectativa da população para a agenda política e administrativa de um bom governo é que a administração combine eficiência dos serviços públicos, planejamento estratégico e equilíbrio nas relações políticas que envolvem os interesses do Estado. E que tenha sensibilidade social para diminuir o tremendo fosso da desigualdade social reinante  em Pernambuco. Verifica-se que estes ingredientes não fazem parte do exercício do governo estadual, pelos inúmeros problemas apontados e por estar mais afinado com o empresariado do que com os trabalhadores, com aqueles mais carentes..

No campo do equilíbrio político, seria fundamental que o relacionamento do Executivo com o Legislativo tivesse contornos precisos.

A articulação política deveria ter como norte o respeito à autonomia da Assembleia Legislativa (Alepe), e o estabelecimento de uma pauta focada nas prioridades da população.

A propósito, esse deveria ser o melhor remédio para combater o pragmatismo político e os interesses patrimonialistas tão evidentes na Casa de Joaquim Nabuco. Infelizmente isto não acontece na relação Executivo-Legislativo.

A subserviência da casa de leis é tamanha que o Executivo patrocinou a mudança na Constituição do Estado para que deputados, apaniguados do governador, pudessem por três vezes seguidas ficar à frente da mesa diretora da Alepe.

Caberia ao Executivo a implementação de um programa de governo e ao Legislativo o debate plural, visto que este é composto de representações partidárias que expressam variados programas e ideologias.

Esperar-se-ia que um bom chefe do Executivo demonstrasse sua capacidade de atender aos anseios da coletividade. Já um bom Parlamento seria aquele capaz de elaborar boas leis, propor projetos, aperfeiçoar aqueles originários do Executivo e fazer um eficiente controle externo, a fiscalização.

Todo mundo concorda que não faz bem à democracia e à saúde política do Estado a existência de relações promíscuas entre o Executivo e Assembleia Legislativa. A sociedade cobra dos seus representantes posturas éticas e altivas.

As críticas do Parlamento em sintonia com o interesse público merecem respeito. O que não cabe numa relação republicana é a transformação da crítica em instrumento de defesa de interesses particulares ou de grupos. Lamentavelmente, é o que ocorre em Pernambuco.

A construção de uma base de sustentação política do governo no Legislativo não poderia estar dissociada do interesse público. O Estado só tem a ganhar quando Executivo e Legislativo se respeitam, e ambos respeitam a população. Mas, infelizmente a base politica de sustentação do atual governador foi conseguida através da “velha” e odiosa prática do dando que se recebe, com o oferecimento de cargos pagos com recursos públicos, da troca de favores nem sempre republicanos.

Nunca se viu na história de Pernambuco um parlamento tão subserviente e inoperante, que se restringe a renovar “ad infinitum” o mandato dos seus dirigentes, apoiar tudo que vem do Executivo (não legisla) e conceder cidadania pernambucana a tod@s. Não que muit@s não mereçam, mas este “trabalho” é insuficiente para justificar o salário dos nobres deputad@s.

O fato é que hoje Pernambuco se ressente da presença de uma oposição com credibilidade (com raras exceções), atenta, sistemática e incisiva, para acusar erros, criticar e apontar desvios. Vive-se no dilema bairrista. E se o governador for candidato? Serei contra alguém da minha terra?

Faça-se justiça aos movimentos sociais. Questionadores, críticos, propositivos, tem sua participação democrática nos destino do Estado dificultada pelo nível de “captura” dos poderes constituídos. Oposição é um ingrediente crucial para o pleno exercício da democracia, e sem algum tipo de contraditório a própria razão fica ameaçada. Discordar e apontar erros não é torcer contra. Somente governos autoritários fazem este tipo de interpretação.

Estabelecido o estrito controle da política estadual — incluindo a prefeitura recifense — o resto do mandato do governador será dedicado a promessas, ações de marketing e sua constante ausência do Estado para a campanha eleitoral.

Pouco importa o que ficará de herança econômica, administrativa, política e social para os pernambucanos.

O que conta é o uso de toda a administração pública em favor de um projeto político dúbio, ambíguo, flexível, que ora se diz aliado da Presidente da República, ora procura alianças em todo espectro ideológico para construção de um palanque próprio.

O que se configura é que até 2014 vamos assistir a essa ”dança de rato”, à custa da angústia, do sofrimento, das aflições e das imensas carências do povo pernambucano.

O que impressiona é a ganância do governador Campos em ser presidente, sem ao menos fazer a tarefa de casa que seria cuidar bem do seu Estado.

Problemas de toda natureza estão presentes: um transporte público de péssima qualidade, reprovação na educação, falta de condições aos professores, hospitais públicos na UTI, saneamento básico precário, problemas de abastecimento de água e energia, carência de habitação popular, violência — principalmente com a falta de cuidados com os jovens e adolescentes — mobilidade urbana chegando a nível caótico, estradas mal cuidadas, etc, etc.

Ao escrever, e refletir sobre o ”modo socialista de governar: o caso de Pernambuco”, analisamos a situação presente de Pernambuco com relação às diversas politicas públicas. Nestes três artigos procurei apontar as mazelas, pois as poucas ações pontuais exitosas o governo trombeteia aos quatro cantos. Também tive a intenção de denunciar o que está sendo orquestrado nos “laboratórios dos marqueteiros”.

Minha convicção é de que a “criatura criada” não é boa, nem para Pernambuco e muito menos para o Brasil. E aqui fica um alerta para não nos iludirmos com os salvadores da pátria.

Heitor Scalambrini Costa, Professor da Universidade Federal de Pernambuco (terceiro e último texto da análise que nos foi enviada pelo professor ANTES de Eduardo Campos se lançar candidato ao Planalto)
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O vazio político


Até agora, Dilma Rousseff deveria agradecer a Deus pelos concorrentes que se apresentam à Presidência da República. Para eles, as manifestações de junho, em larga medida, não existiram. Continuam construindo discursos e estabelecendo prioridades como se estivéssemos na década de 90, com seus arroubos liberais. Dessa forma, Dilma aparece como a candidatura mais à esquerda no páreo.

Quando a população foi às ruas em junho, ouvimos um conjunto de exigências que acabaram por se destacar. Certamente, ninguém saiu gritando slogans em defesa do sacrossanto tripé econômico: câmbio flutuante, superavit primário e meta inflacionária. Na verdade, o povo falou, com força, que queria priorizar um outro tripé, a saber, o social: transporte público de qualidade, educação pública "padrão Fifa" e saúde pública sem subfinanciamento.

Nesse sentido, não é por acaso que as mais recentes manifestações giram em torno do sucateamento da profissão de professor em escolas públicas.

O governo esboçou uma reação mínima ao requentar duas propostas que já circulavam: o programa Mais Médicos e a vinculação da renda do pré-sal à educação e à saúde. Em si, as propostas eram boas e mereciam ser implementadas, mesmo que a segunda não passasse de promessas em cima de lucros potenciais, que demorarão anos para entrar nos cofres da União. Uma estranha maneira de responder à urgência das ruas com promessas de longo prazo.

No entanto não se ouviu praticamente nada dos outros candidatos até agora no páreo.

Nenhuma proposta minimamente ousada sobre o fortalecimento dos serviços públicos e as modalidades de capitalização do Estado para tanto. Todos eles preferiram seguir o mesmo figurino e centrar seus discursos em tópicos como a diminuição do pretenso estatismo do governo, a reiteração do eterno mantra dos impostos altos e a criação de melhor ambiente para investimentos estrangeiros. Os mesmos que já apareceram em outras eleições e foram derrotados.

Era de esperar que alguém lembrasse, ao menos, dos nossos absurdos nacionais, como a ausência de uma fiscalidade que sirva de base de combate à desigualdade econômica e a inacreditável oligopolização de nossa economia atual.

Mesmo a respeito da reinvenção de uma democracia com forte densidade popular e menos mediações institucionais, outro tópico claramente posto pelas manifestações, não se ouviu, até agora, nenhuma proposta concreta. Dessa forma, cria-se um verdadeiro vazio político, que beneficia indiretamente quem está no governo.

Vladimir Safatle
No fAlha
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“Mendigo devia virar ração pra peixe”, diz vereador de Piraí (RJ)


“Mendigo deveria até virar ração para peixe”. A declaração, dada na Câmara Municipal de Piraí, no Sul Fluminense, pelo vereador José Paulo Carvalho de Oliveira, o Russo (PT do B), na sessão ordinária de 8 de outubro deste ano, virou o assunto da cidade desde a última sexta-feira, quando um vídeo com o discurso foi postado no Youtube. O vereador opinava sobre o voto a moradores de rua.

- Mendigo não tem que votar. Mendigo não faz nada. Ele não tem que tomar atitude nenhuma. Aliás, acho que deveria até virar ração para peixe. Eu não dou nada para mendigo. Não adianta me pedir que eu não dou. Se quiser, vai trabalhar - discursou.

Wilden Vieira da Silva, o Prico (PSD), presidente da Câmara estava na sessão e ouviu o discurso. Ele confirmou as declarações e disse que pretende se reunir com todos os moradores até esta terça para decidir que medidas tomará em relação a Russo. Para Prico, a declaração polêmica não fere a imagem da Casa:

- Foi a opinião pessoal dele, que não feria em nada a imagem da Câmara. Ele fala em nome dele. Foi um fato isolado.

Segundo ele, a declaração de Russo foi logo após a declaração de um outro vereador que fez considerações sobre os 25 anos da Constituição Federal.

Moradores estariam se mobilizando para fazer uma manifestação de repúdio em frente à Câmara, nesta terça-feira (29).

Prefeito foi alertado pelo vice

O prefeito Luiz Antônio da Silva Neves (PSB) só ficou sabendo das declarações após a divulgação do vídeo, ao ser alertado pelo vice-prefeito da cidade.

- Fiquei sabendo porque o vice-prefeito comentou que viu a repercussão através do Facebook. Achei lamentável, porque trata-se de uma questão que deveria ser sensível a todos nós. Não é admissível uma declaração dessas de um representante político. Espero que ele se retrate - disse.

O prefeito disse, inclusive, que foi abordado por moradores nas ruas nos últimos dias. No sábado, por exemplo, contou que um homem o abordou para comentar o assunto enquanto ele fazia compras no mercado. Neste domingo, as declarações do vereador Russo foram o assunto de uma festa de aniversário.

- Creio que vai ser o assunto da semana agora que ganhou as redes sociais. Ainda mais por ter acontecido numa cidade pequena - prevê o prefeito.

No Extra
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Charge online - Bessinha - # 1980

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Desunidos pela união


Mais do que "discutir um programa em conjunto", a reunião de 120 integrantes autênticos do PSB e informais do quase-Rede da Marina Silva inicia uma tentativa de convivência entre os dois contingentes.

Esse artifício é, por si só, demonstração clara da extrema dificuldade, para não dizer da impossibilidade, de integração efetiva das duas correntes. Ao menos, agora para dizer alguma coisa positiva, enquanto não estiver decidido, de fato, quem será o candidato do partido à Presidência.

Nenhum programa autêntico sairá desses encontros planejados pelas cúpulas dos dois PSB, tamanhas são as diferenças de propostas. O que podem fazer é acrescentar mais um mal à artificialidade partidária brasileira, com outra contrafação de programa.

Só o propósito da Rede de suscitar um enfrentamento com o agronegócio, por exemplo, basta para impossibilitar entrosamento autêntico com o PSB de Eduardo Campos, que tem todo o interesse no entendimento com a riqueza e a força política desse setor.

Em sua oração pela unidade, diz a deputada Luiza Erundina que "Marina se juntou ao PSB para construir um caminho comum às duas forças, mas cada uma delas mantendo as identidades e os compromissos". Uma beleza.

Mas, primeiro, Marina Silva juntou-se ao PSB para assegurar-se uma perspectiva que o seu frustrado partido não pôde dar. Se houvesse identificação com o PSB, "para construir um caminho comum", Marina não precisaria "concentrar-se sozinha" para escolher sua adesão, uma vez negada a existência ao seu partido.

Além disso, as duas correntes "mantendo as identidades e os compromissos" é justamente o que as impedirá de serem "algo novo" como partido, ainda no dizer de Erundina. Ou "um jeito novo de fazer política", nas palavras de Marina. A franqueza é um jeito velho, mas ainda é melhor.

O PAGADOR

Presidente da Alstom quando a empresa fechou ricos contratos com governos do PSDB em São Paulo, José Luiz Alquéres diz que, se houve corrupção, os pagamentos de suborno foram por conta do lobista Arthur Teixeira e que a este, portanto, cabe "arcar com as consequências perante a Justiça".

O argumento é forte. Ou será, quando e se Alquéres explicar por que um lobista, contratado por sugestão do próprio Alquéres, daria dinheiro a integrantes do governo se os negócios não eram para ele.

MAU SINAL

O "recall", quando fabricantes chamam consumidores para reparo de um defeito de fabricação, é mal visto por equívoco. Trata-se de um avanço na relação Fabricante/vendedor/consumidores. Mas, no Brasil, precisa de regulamentação rigorosa. Ou, com frequência, não passa de farsa para dar cobertura ao fabricante em caso de processo.

De vez em quando é transmitido um "recall" de carros Audi deliberadamente incompreensível. Lidos com mal intencionada velocidade, os números de série dos carros, com dezenas de algarismos e letras, não podem ser memorizados nem no mínimo necessário. A explicação do "recall" segue o mesmo truque de publicidade indesejada. O defeito é grave, porém. É no sistema de alimentação de combustível e implica até risco de incêndio.

Se o "recall" não considera a gravidade do problema, subordinando-se à imagem do produto, não cumpre a sua função. Em vez de louvor, merece punição legal. E assim são eles com frequência, na indústria automobilística.

Janio de Freitas
No fAlha
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El grupo BRICS planea una nueva Internet a salvo de la NSA

Con el espionaje estadounidense en la Web completamente fuera de control, ni siquiera aquellos países que se consideraban aliados están a salvo. Si Internet en general se encuentra tan comprometida, una solución sería desarrollar una Internet paralela, y eso es lo que planea el grupo BRICS.

Hace aproximadamente una semana, la canciller alemana Angela Merkel le preguntó al presidente Barack Obama si sus agencias estaban escuchando todo lo que entraba y salía de su teléfono móvil. Como era de esperarse, Obama respondió negativamente, aunque… eso sería “ahora”. Una nueva serie de documentos revelados por la revista de noticias Der Spiegel indica que el gobierno estadounidense monitoreó el dispositivo de la mandataria alemana por más de diez años, comenzando en 2002. Incluso el número del Nokia 6260 Slide que usó Merkel antes de pasar a un BlackBerry Z10 aparece en documentos filtrados de la NSA. A esto se suman acusaciones de espionaje en Francia, Brasil y México, sin mencionar la detención ilegal del presidente boliviano Evo Morales en julio pasado, cuando se sospechó de que llevaba a Edward Snowden en su avión. Si la NSA tiene acceso a todo lo que está pasando en la Web, probablemente sea la hora de crear una red alternativa, fuera de su alcance.

El grupo BRICS planea una nueva Internet a salvo de la NSA

De este modo, el grupo BRICS, compuesto por Brasil, Rusia, India, China y Sudáfrica, dará inicio al despliegue de casi 34 mil kilómetros de fibra óptica (uno de los proyectos más ambiciosos de este tipo), conectando a la ciudad de Fortaleza (Brasil) con Vladivostok (Rusia), pasando por Ciudad del Cabo (Sudáfrica), Chennai (India) y Shantou (China), con un punto de acceso único a la ciudad de Miami. Este “cable BRICS” evitará por completo la infraestructura que actualmente forma parte de Internet, y los datos que circulen por él deberían estar a salvo de la NSA y otras agencias, a menos que se realicen operaciones de espionaje mucho más agresivas. Este “divorcio” de Internet probablemente implique renunciar a otros servicios populares como aquellos brindados por Google, Microsoft y Facebook, pero el desafío más importante para este proyecto estará sin lugar a dudas en el costo. Se espera que su primera fase (sobre un total de tres) esté completa a mediados de 2015.


Brics Cable
No Neoteo.com
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Polícia Militar tem que ser extinta


A desmilitarização da PM de São Paulo e de outros estados já passou da hora e "banhos de democracia" fariam muito bem a essas corporações, cujas estruturas de funcionamento, herdadas da ditadura militar, continuam intactas

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La Corte Suprema declaró constitucional la Ley de Medios

"Los medios de comunicación tienen un rol relevante en la formación del discurso público, motivo por el cual el interés del Estado en la regulación resulta incuestionable", argumentó el Máximo Tribunal. La causa por la constitucionalidad de la norma llegó a la Corte Suprema luego de que el Gobierno nacional apelara un fallo de la Cámara Civil y Comercial que declaró inconstitucionales dos artículos.

El fallo mayoritario fue firmado por Ricardo Lorenzetti, Eugenio Zaffaroni, Elena Highton de Nolasco y Enrique Petracchi, con la disidencia parcial de Carlos Maqueda y Carmen Argibay. La Corte entendió que "no se encuentra afectado el derecho a la libertad de expresión del Grupo Clarín" y que "no ha sido acreditado que el régimen de licencias que establece la ley ponga en riesgo su sustentabilidad económica". La resolución señala que gran parte de las cuestiones planteadas en la causa corresponden a la etapa de aplicación de la norma y deja abierta la puerta para que el multimedios solicite una eventual indemnización.

Tras más de cuatro años, la Corte Suprema de Justicia puso fin a la controversia judicial sobre la constitucionalidad de la ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, aprobada en 2009 por el Congreso y frenada parcialmente por la demanda del Grupo Clarín.

En el fallo mayoritario, los magistrados consideraron que "no se encuentra afectado el derecho a la libertad de expresión del Grupo Clarín" y que las "restricciones de orden estrictamente patrimonial" que establece la norma "no son desproporcionadas frente al peso institucional que poseen los objetivos de la ley". Afirman que la ley "regula el mercado de medios de comunicación sin efectuar distinción alguna respecto a los sujetos alcanzados por sus disposiciones", es decir, que no apunta a perjudicar a un grupo o medio en particular, sino que regula a todo el mercado audiovisual.

"No surge de la pericia que las restricciones tengan entidad suficiente como para comprometer o poner en riesgo la sustentabilidad económica u operativa de las empresas que componen el Grupo Clarín, aun cuando pueda conllevar una disminución de sus beneficios o rentabilidad", afirman el fallo que lleva las firmas de Lorenzetti, Zaffaroni, Highton de Nolasco, Petracchi, Maqueda y Argibay, estos últimos con disidencias parciales. Los jueces entendieron que la conclusión del perito económico sobre la falta de sustentabilidad que la regulación le impone al grupo es "una afirmación dogmática que no ha sido debidamente fundada".

Además, el Máximo Tribunal se pregunta "cómo es posible que otros grupos licenciatarios resulten económicamente sustentables" si fuera cierto que la adecuación de Clarín al límite de licencias lo tornara inviable económicamente. El fallo apunta que la libertad de expresión puede ser entendida en dos dimensiones, la individual y la colectiva, y entiende como correcto que el Estado regule en ese aspecto.

"Los medios de comunicación tienen un rol relevante en la formación del discurso público, motivo por el cual el interés del Estado en la regulación resulta incuestionable", afirmaron los ministros, y argumentaron que es lícita la "sanción de normas que a priori organicen y distribuyan de manera equitativa el acceso de los ciudadanos a los medios masivos de comunicación". Además, no hicieron lugar a la distinción entre las licencias que ocupan espectro radioeléctrico y las que no (como la televisión por cable", al sostener que "el fundamento de la regulación no reside en la naturaleza limitada del espectro como bien público, sino, fundamentalmente, en garantizar la pluralidad y diversidad de voces".

No Página12
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Pesquisa do PSDB mostra vitória de Dilma no primeiro turno


O candidato do PSDB à presidência da República, senador Aécio Neves (MG) recebeu ontem pesquisa do Instituto SENSUS que diz que a presidente Dilma venceria hoje as eleições no primeiro turno. O resultado da pesquisa encomendada pelo PSDB confirma pesquisas semelhantes realizadas por outros Institutos. A presidente Dilma venceria com 40,2% das intenções de voto, enquanto Aécio Neves teria 18% e o candidato do PSB, governador Eduardo Campos, obteria 10,6%.

A pesquisa tucana tem uma diferença relevante em relação a outras, a distância mais ampla que separa Aécio Neves de Eduardo Campos. Neste mesmo cenário, 31,3% dos ouvidos "Não Sabem", "Não Responderam" ou disseram que votariam "Branco" ou "Nulo". O Instituto SENSUS fez duas mil entrevistas entre os dias 17 e 21 de outubro, em 24 estados. A margem de erro é de 2,2%. E em todos os cenários, a presidente Dilma venceria no primeiro turno. 

O SENSUS também submeteu aos eleitores um segundo cenário, no qual substitui o candidato do PSB, colocando em seu lugar a ex-ministra Marina Silva (Rede). Neste caso, também a presidente Dilma venceria no primeiro turno mas o resultado seria mais apertado. Dilma teria 38,2% das intenções de voto, Marina Silva 18,4% e Aécio Neves 17,8%, enquanto 25,8% "Não Sabem", "Não Responderam" ou disseram que votariam "Branco" ou "Nulo". Neste caso, os dois candidatos da oposição teriam 36,2%.

O terceiro cenário testado pelo comando do PSDB substitui Aécio pelo ex-governador José Serra. Dilma teria 38,8% das intenções de voto, Serra 18,6% e Eduardo13,3%. A oposição somaria 31,9% das intenções de voto, enquanto 29,4% disseram que "Não Sabem", "Não Responderam" ou que votariam "Branco" ou "Nulo". 

Por fim, os tucanos testaram um quarto cenário com José Serra e Marina Silva. A presidente Dilma teria 38,2% das intenções de voto, Serra 18,3% e Marina Silva 18%. Outros 25,6% disseram que "Não Sabem", "Não Responderam" ou que votariam "Branco" ou "Nulo". A oposição somaria 36,3% das intenções de voto. No caso de um segundo turno, enquanto a presidente Dilma teria 45,2%, Aécio ficaria com 27%, e haveriam 27,9% de indecisos. Na condição de que ambos tenham o mesmo nível de conhecimento, o embate seria mais apertado, com a presidente tendo 41,7%, Aécio 30,2% com 28,1% de indecisos.

Ilimar Franco
No Blog do Saraiva
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Caso Alstom exemplifica falhas já conhecidas de procurador


O arquivamento de parte do inquérito que investiga os negócios da companhia francesa Alstom no Brasil não é o primeiro exemplo de falta de cooperação do procurador da República Rodrigo De Grandis com uma investigação. Sentença judicial e o advogado Renê Ariel Dotti apontam o procurador como um dos responsáveis pela falta de conclusão das apurações sobre as ilegalidades da famigerada operação satiagraha, que hoje aguarda julgamento pelo Supremo Tribunal Federal.

A desistência de parte do inquérito no caso Alstom foi noticiada pela Folha de S.Paulo no dia 26 de outubro. O motivo foi que, mesmo depois de intimado, o Ministério Público Federal em São Paulo não prestou as informações pedidas pelo Ministério Público da Suíça. Rodrigo De Grandis (foto), responsável pelas apurações no Brasil, disse ter havido “falha técnica”: os documentos teriam sido catalogados na gaveta errada.

Já no caso da satiagraha, além de documentos engavetados, houve ainda falta de ação e ações pela metade por parte do procurador, que é acusado de tomar depoimentos e não incluí-los no processo.

A satiagraha é a mais célebre megaoperação da Polícia Federal. Investigou crimes financeiros supostamente cometidos pelo banco de investimentos Opportunity e seus donos, Daniel Dantas e Dório Ferman. Decorreu da chamada operação chacal, que investigou crimes de espionagem industrial, também imputados a Dantas, durante a disputa pelo controle acionário da Brasil Telecom. A interessada em assumir o controle, que pertencia ao Opportunity Fund, presidido por Dantas, era a Telecom Italia.

De Grandis era o responsável pelo inquérito da satiagraha e, depois, pela ação penal que dela decorreu. A operação foi derrubada pelo Superior Tribunal de Justiça. Ficou descoberto que o delegado da PF responsável pelas apurações, Protógenes Queiroz (hoje deputado federal pelo PCdoB de São Paulo), contratou, ilegalmente, agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para “ajudar” nas apurações. Aplicou-se a teoria dos frutos da árvore envenenada: se as provas foram colhidas de maneira ilegal, toda a operação está contaminada.

A atuação de De Grandis é questionada em diversos momentos das apurações da satiagraha. A mais contundente das reclamações é feita pelo professor e criminalista Renê Ariel Dotti, que, em petição, acusa o procurador de ter interrogado mal uma testemunha e depois ter se recusado a mostrar o resultado do questionamento à defesa. De Grandis foi procurado pela revista Consultor Jurídico para responder às acusações feitas por Dotti, mas não respondeu às solicitações de pronunciamento.

Visita por engano


Durante as investigações da satiagraha, a PF fez uma diligência na sede da Angra Partners, sucessora do Opportunity no fundo de investimentos que controlava a BrT, o Opportunity Fund. Nessa visita de busca e apreensão, foram apreendidos diversos discos rígidos, computadores e uma agenda, em que o presidente do Angra, Alberto Guth, fez anotações.

Essas notas insinuavam o pagamento em dinheiro a pessoas envolvidas no episódio, e até de juízes e ministros. Mas são apenas insinuações, sem provas concretas. E em busca de provas, Rodrigo De Grandis inquiriu Guth, supostamente a fim de saber o que aquelas anotações queriam dizer.

No entanto, conforme petição entregue pela defesa de Dantas ao STF no inquérito que apura a motivação da satiagraha, “o que deveria se constituir em interrogatório transmudou-se em declaração epidérmica”. O documento, assinado por Renê Ariel Dotti, afirma que o resultado do questionário “denota o interesse do procurador de não perquirir fatos com prováveis características de crime”.

“A oitiva enrubesce quem a lê, dada a superficialidade. Não se questionou sobre a corrupção de autoridades indicada nos manuscritos, cujo teor poderia suscitar pesquisa da verdade material. E pior, o procurador não instaurou procedimento investigatório, nem, ao que consta, tomou qualquer providência em relação a esse termo de declarações, mantendo-o oculto”, diz a petição, entregue ao STF em março deste ano.

Renê Dotti afirma, ao contrário, que “grande foi seu esforço” para que a defesa de Dantas jamais tivesse acesso ao depoimento de Guth. No fim de 2011, o Supremo proferiu liminar garantindo a Daniel Dantas o acesso às provas colhidas pela PF durante a diligência na Angra Partners. Diante disso, houve receio de que a PF se movimentaria para atraplhar o acesso a esses HDs e computadores.

Por isso, as Procuradorias Regionais da República no Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo (onde trabalha De Grandis) foram intimadas para informar aos advogados de Daniel Dantas e Dorio Ferman se havia algum procedimento administrativo criminal relacionado ao caso. Rio e Brasília, segundo Dotti, prontamente responderam. De Grandis, não.

Diante da desídia na resposta à solicitação feita, passados mais de quatro meses sem qualquer resposta, Dório Ferman impetrou Mandado de Segurança perante o TRF-3 em face do procurador Rodrigo De Grandis. "Somente com a prestação de informações pela autoridade coatora foi que o recorrente viu confirmada a informação sobre a realização da dita oitiva".

Apuração do método


A atuação do hoje deputado Protógenes Queiroz na operação satiagraha rendeu-lhe uma condenação por fraude processual e violação de sigilo profissional, conforme sentença do juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal Crimnal de São Paulo.

Na sentença, Mazloum afirma que “o caso é emblemático”, pois representa “a apuração de um método”, descrito pelo próprio juiz: monitoramento clandestino, participação da Abin, “sérios indícios de infiltração de interesses privados na investigação oficial” e espionagem de autoridades. A conclusão de Mazloum é que Protógenes procedeu dessa forma porque tinha pretensões eleitorais, já que, entre os grampeados, estavam diversas autoridades ligadas a diversos partidos.

O que chamou a atenção de Ali Mazloum no caso foi o “completo esvaziamento da investigação” pelo Ministério Público. “O MPF nem ao menos quis investigar a ilegal participação da Abin na realização de funções exclusivas da Polícia Judiciária. Particulares, agentes (...) foram simplesmente deixados de lado pelo MPF”, discorre o juiz na sentença.

Ainda está para ser comprovada a atuação do empresário Luis Roberto Demarco, ex-empregado de Dantas e concorrente no mercado de ações, na satiagraha. Os autos da acusação de fraude e violação de sigilo de Protógenes constataram a existência de mais de cem ligações entre o delegado e o empresário. Mas o procurador Rodrigo De Grandis, à época, achou que essas provas não deveriam ser levadas ao caso, também conforme a leitura da sentença de Ali Mazloum.

No ConJur
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Douglas (1996-2013) e o mundo estranho em que ele viveu e morreu

Quem protegeu Douglas?

Como tantos brasileiros vítimas da violência do Estado, Douglas Rodrigues morreu, aos 17 anos, sem saber por quê.

Mas teve algum tempo para tentar saber.

Segundo sua mãe, perguntou ao PM que o matou por que atirou nele naquele domingo na sofrida, esquecida, pobre Vila Medeiros, na Zona Norte de São Paulo.

Amarildo teve tempo de fazer a mesma pergunta, no Rio de Janeiro? Me ocorre essa pergunta tola neste momento.

E depois os “vândalos”, “baderneiros”, “arruaceiros”, “bandidos” entraram em cena para protestar contra a morte de Douglas. Imagino que gostassem que os manifestantes evitassem pisar na grama.

Este é o Brasil de 2013.

A culpa dos protestos é dos “vândalos”, e não daquilo que encheu de indignação e raiva os “baderneiros” pela violência, pela injustiça, pela crueldade – não esporádica, não eventual, mas contínua.

Algum tempo atrás, em Londres, tumultos tomaram a cidade depois que um jovem negro levou um tiro fatal de um policial branco num carro em circunstâncias malexplicadas.

A polícia agiu para coibir os tumultos, mas o foco dos debates foi: como aquela morte pôde ter ocorrido? A mídia destacou o fato de que a desigualdade social em Londres avançava para níveis vitorianos, e isso significa sempre a possibilidade de convulsões sociais.

E entendamos: em Londres, casos como o de Douglas são raros. Estão distantes do cotidiano de uma cidade em que a polícia sorri para você.

A mídia brasileira contribui para que não se discutam os protestos em profundidade ao criminizá-los.

Alguma coisa pode estar mudando?

Leio, animado, que um comentarista da Globonews decidiu abandonar a emissora pelo teor da cobertura dos protestos. Eles são criminalizados, em vez de ser estudados e entendidos, alegou o comentarista.  Seu nome é Francisco Carlos Teixeira, e ele é professor da UFRJ. “O jornalismo se esqueceu de narrar a violência cotidiana dentro de trens, ônibus, repartições públicas, hospitais e escolas contra a população trabalhadora do país”, disse Teixeira para explicar sua decisão.

A própria esquerda, ou parte dela, contribui para a criminalização das manifestações. Por trás delas, segundo essa esquerda, estão “vândalos” – a palavra é a mesma da direita – interessados em desestabilizar o governo de Dilma.

E assim a discussão escorrega dos Douglas, dos Amarildos, de tantos outros brasileiros assassinados sem saber por que por um Estado violento – e vai dar na sabotagem de grupos, especialmente os abominados black blocs, ao PT.

Daqui de meu canto, emito um lamento impotente. Gostaria que passados dez anos de governo popular em que os avanços sociais são expressivos, garotos como Douglas Rodrigues estivessem mais protegidos.

E também os Amarildos. E também os índios. E também os desvalidos cujas casas foram arrancadas deles nas obras da Copa do Mundo.

E tanta gente.

No mais, no terreno das palavras, faço meu um anseio expresso pelo cartunista Carlos Latuff pouco tempo atrás.

Que Dilma, em sua conta conta no twitter ou onde seja, expresse sua solidariedade firme e indignada à família de Douglas, assim como fez no caso do coronel da PM que levou uma surra.

Foi uma surra lastimável, é certo, mas o coronel está vivo, vivíssimo, pronto para retomar suas atividades – ao contrário do garoto da periferia que perguntou por que levou um tiro.


Paulo Nogueira
No DCM
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Dilma se manifesta no Twitter contra assassinato de Douglas pela PM


A presidenta Dilma Rousseff usou seu Twitter para manifestar solidariedade à família de  Douglas Rodrigues, de 17 anos, morto pela polícia, na Vila Medeiros, zona norte de São Paulo. O estudante estava em frente a um bar, quando uma viatura passou e, segundo seu irmão, atirou em Douglas.  “Ele ainda perguntou: ‘Senhor, por que o senhor atirou em mim?’ Nem ele sabe por que tomou um tiro”, disse a mãe da vítima.

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