23 de out de 2013

Dr. Enéas dá o parecer definitivo sobre as privatizações.

No DCM
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Serra, claro, critica o leilão. Não vai dar para cumprir o prometido à Chevron


O ex-governador José Serra atacou violentamente o leilão do campo de Libra.

Nada mais esperado.

Afinal, Serra prometeu à senhora Patrícia Pradal, dirigente da petroleira americana Chevron, fazer o pré-sal retornar ao modelo de concessão de Fernando Henrique Cardoso, segundo revelou a Folha, a partir de telegramas secretos da embaixada americana obtidos pelo Wikileaks:

Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava… E nós mudaremos de volta”, disse Serra a Patricia Pradal, diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, segundo relato do telegrama.

Serra, como se viu no caso do documento em que prometia cumprir o mandato de prefeito até o final, é um homem de palavra. Não gosta de prometer e não cumprir.

O tucano, que entende do assunto, classificou como cartel a ausência de concorrentes no leilão e disse que o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff em cadeia de TV e rádio teve objetivo apenas “publicitário”.

Mas o mais curioso é que, apesar de dizer isso, afirmou que  ”refez as contas apresentadas pela presidente Dilma Rousseff sobre as receitas da exploração do petróleo e que o percentual cai de 85% para 75%”.


O que Serra não disse – e não pode dizer – é que o modelo de Fernando Henrique daria um valor pelo menos 15% menor ao Governo Brasileiro. E 15% em um trilhão de dólares são a bagatela de R$ 330 bilhões.

Mas é bom que Serra – que foi, nas palavras do próprio FHC, o grande privatizador da Vale – tenha falado.

Assim, esclarece o povo brasileiro.

Que sabe a quem ele defende.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Brasil é exemplo no combate à mortalidade infantil, diz ONG


O Brasil é citado como modelo a ser seguido no combate à mortalidade infantil em um relatório da organização não-governamental Save the Children, divulgado nesta quarta-feira.

O relatório afirma que o país "é um exemplo, onde o sistemático fornecimento de imunizações, cuidados de saúde no nível da comunidade e melhoras na saúde pública permitiram fortes melhoras na sobrevivência de crianças".

O Brasil já que conseguiu exceder as Metas do Milênio da ONU, de redução de dois terços da mortalidade infantil de 1990 até 2015.

O país reduziu seu índice de 62 mortes a cada mil nascimentos, em 1990, para 14, no ano passado. O Brasil não só excedeu a meta dos dois terços como também se manteve abaixo da marca das 20 mortes por mil nascimentos - o índice considerado como erradicação pela ONU.

O texto da entidade, sediada em Londres, afirma que o mundo conseguiu reduzir quase pela metade a mortalidade infantil - de crianças até cinco anos de idade - em 22 anos. De 1990 até 2012, a mortalidade infantil caiu de 12 milhões de crianças por ano para 6,6 milhões.

No entanto, segundo a entidade, o mundo está longe de conseguir cumprir a Meta do Milênio - definida pela ONU - de reduzir em dois terços o índice até 2015.

O Níger é o país que lidera a redução da mortalidade infantil no mundo, seguido por Libéria, Ruanda, Indonésia, Madagascar, Índia, China, Egito, Tanzânia e Moçambique. No ranking de países que mais reduziram a mortalidade infantil, o Brasil aparece em 15º lugar.

O Níger conseguiu reduzir a mortalidade infantil de 326 mortes por 1.000 pessoas em 1990 para 114. Apesar de estar perto da Meta do Milênio - de redução de dois terços do índice - a marca do país ainda é considerada alta. O Brasil, por exemplo, tem 14 mortes para cada 1.000 nascimentos.

No BBC
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Itaú lança a Rede para embalar a candidatura Marina


Quando você pensa que já viu de tudo, a política brasileira mostra que vai além da mais criativa imaginação.

E da mais absurda cara-de-pau.

A Redecard, de operadora de cartões de crédito de  propriedade do Itaú – cuja herdeira, Maria Alice Setúbal, é braço direito de Marina Silva, mudou seu nome para…Rede!

Vejam que maravilha: a Rede de Marina Silva não tem direito aos míseros segundos de propaganda eleitoral, mas passou a ter a possibilidade de ter seu nome veiculado, farta e remuneradamente, pelo Itaú.

O espectador verá a Rede, com ou sem decisão do TSE.

É obvio que os altos dirigentes do Itaú participaram desta decisão e não são idiotas que não percebessem a implicação da identidade do nome com a Rede Sustentabilidade e com a “patroa” amiga de Marina.

Se isso saiu, saiu com sinal verde – sem trocadilhos – da outra Rede.

O diretor da empresa que “criou” a marca Rede, Milton Maluhy Filho, explica, candidamente, a razão:

“Rede remete à tecnologia, agilidade e modernidade ao mesmo tempo em que cria para a marca uma personalidade jovem e conectada. Uma Rede que conecta pessoas e empresas, mudando a experiência de consumo”, afirmou o executivo, em comunicado oficial.

Qualquer semelhança com o discurso marinista será mera coincidência?

Marina, graças a isso, será não apenas a candidata do banco, mas o próprio banco em campanha.

Nem com Fernando Henrique a caradura era tanta.

Em lugar de Banco do Brasil, temos o “Brasil do Banco”.

Com o Itaú garantindo a Sustentabilidade da Rede.

E os brasileiros pagando a fatura.

Fernando Brito
No Tijolaço
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A redistribuição social da renda petroleira


Se o modelo de partilha na exploração do pré-sal tiver êxito abre-se um precedente de enorme impacto simbólico na vida política nacional.

Na crítica conservadora ao modelo adotado para a exploração do pré-sal, avulta o esférico plano secundário a que ficou relegado o debate que deveria ser o principal: a redistribuição social da renda petroleira.

Em linha com o ambiente regressivo do capitalismo em nosso tempo, o conservadorismo nativo abraça a agenda dos mercados e queima as caravelas de qualquer retorno à finalidade social do processo econômico.

Discute-se a ‘desconfiança’ dos mercados, a ‘incerteza’ das petroleiras, a ‘insatisfação’ da república dos acionistas, o ‘intervencionismo’ do governo Dilma. Ponto.

Do círculo vicioso descendente não escapa nem quem se avoca uma fina sintonia com as ruas.

Entrevistada do programa Roda Viva na 2ª feira, ainda no calor do leilão, coube à ex-senadora Marina Silva condensar a desconcertante fragmentação entre meios e fins.

Marina declarou-se avessa à participação da China no leilão do pré-sal. “Vi com preocupação a China fazer parte do leilão”. Por que, senadora? “Porque nesse caso não é uma empresa, é o Estado".

Fosse Esso ou a Chevron, de densos princípios democráticos e ambientais, estaria de bom tamanho para a criadora do não-partido Rede?

Talvez não tenha sido essa a intenção da frase, mas oferecer-se ao desfrute da fuzilaria midiática contra a ‘natureza intervencionista’ do modelo brasileiro de partilha.

De novo aqui, dane-se a questão principal subjacente ao debate ‘técnico’ .
Tergiversa-se para camuflar aquilo que verdadeiramente importa à sorte da economia e a o destino da sociedade.

A exemplo de Marina, também Campos, Aécio, Serra e os veículos nos quais se ancoram, giram em falso.

Ora se diz que a partilha é ineficiente e deve ser substituída por regras mais flexíveis aos mercados, “que levem a uma maior concorrência nos leilões”, reclama o sempre antenado Eduardo Campos ; ora se diz que é a mesma coisa do modelo tucano, uma privatização envergonhada.

A verdade é que o modelo adotado pelo Brasil, sem ser o ideal, busca acomodar três imperativos que formam quase um trilema: urgência, soberania e escassez de capital.

Uma sociedade em desenvolvimento, mergulhada em assimetrias sociais e econômicas do calibre das enfrentadas pelo Brasil precisa, no prazo mais curto possível, ativar a gigantesca poupança que a natureza lhe reservou no fundo do oceano, cujo valor se conta em múltiplos de bilhões de barris e trilhões de reais.

Por razões implícitas, a massa de recursos capaz de mover a chave do cofre é indisponível.

O modelo de partilha emerge assim como aquele que afronta o apetite exclusivista da matilha, ainda que sem excluí-la de sentar-se à mesa.

O capital estrangeiro é convidado, desde que se atenha ao prato e a sua porção.

O comando do negócio tampouco lhe cabe, nem terá o direito de ficar com a parte do leão.

O governo assegura que com esse arranjo cerca de 80% da renda de Libra ficará com o Estado brasileiro.

Contabilizada da seguinte forma: R$ 15 bilhões de bônus de assinatura; R$ 270 bilhões de royalties; R$ 736 bilhões de excedente em óleo (a partilha, propriamente dita); 34% de imposto sobre o lucro das empresas, ademais de 40% da fatia das empresas, corresponde à parcela da Petrobrás.

Em cadeia nacional na noite de 2ª feira, a Presidenta Dilma Rousseff detalhou o cardápio que o discurso conservador se recusa a por na mesa, talvez porque o prato que tem a oferecer seja raso e ralo.

Disse a Presidenta:

“Por força da lei que aprovamos no Congresso Nacional, todo o dinheiro dos royalties e metade do excedente em óleo que integra o Fundo Social, no valor de R$ 736 bilhões, serão investidos, exclusivamente, 75% em educação e 25% em saúde (...) o restante dos rendimentos do Fundo Social, no valor de R$ 368 bilhões, será aplicado, obrigatoriamente, no combate à pobreza e em projetos de desenvolvimento da cultura, do esporte, da ciência e tecnologia, do meio ambiente, e da mitigação e adaptação às mudanças climáticas...”

Se tudo correr exatamente assim, o ciclo do pré-sal deixará, ademais, uma lição política de inestimável valor ao povo brasileiro.

Para que fosse feita uma efetiva distribuição social da renda petroleira, as grandes decisões sobre a exploração, a produção e a pesquisa do pré-sal foram centralizadas nas mãos do planejamento público e democrático.

Do contrário haveria concentração da renda petrolífera e não distribuição.

O conservadorismo sabe o quanto lhe custará esse discernimento.

Não sem razão, uma dos alvos da fuzilaria mercadista foi a participação chinesa no certame (que junto com a Petrobrás passará a formar um núcleo estatal com 60% de poder no consórcio).

Outro foco da insatisfação conservadora concentra-se na Petróleo Pré-Sal SA (PPSA).

À empresa gestora do pré-sal – uma espécie de representante dos interesses da sociedade no ciclo do pré-sal - caberá assegurar o cumprimento das normas que vão garantir a destinação social emancipadora dessa riqueza.

Cabe-lhe assegurar os encadeamentos industrializantes do processo e a defesa do interesse soberano da nação no ritmo da exploração.

A PPSA é a negação da ideologia dos mercados autorregulados, que subsiste na base da crítica ao intervencionismo do modelo adotado pelo governo.

Tudo será feito para que fracasse.

Se o modelo de partilha tiver êxito, supervisionado pela PPSA, que tem 50% dos votos e poder de veto no comitê gestor do consórcio, abre-se um precedente de enorme impacto simbólico na vida política nacional.

Mantida e explorada sob regime de planejamento estatal, sob o cerco do conservadorismo, uma riqueza finita foi capaz de destinar recursos bilionários às políticas públicas de saúde e educação, a ponto de se constituir na redenção da cidadania brasileira no século XXI.

Impedir que esse futuro se consolide implica, entre outras coisas, em desqualificar , desacreditar e apagar as fronteiras políticas e institucionais que separam as opções em disputa nesse pontapé do pré-sal.

Será uma luta sem trégua.

Não são apenas modelos de engenharia de petróleo.

O nome do jogo talvez seja o Brasil que queremos para os nossos filhos. Para os filhos dos nossos filhos. E os netos que um dia eles terão.

Saul Leblon
No Carta Maior
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Nota à Imprensa

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Tendo em vista interpretações equivocadas sobre o compromisso do atual governo em construir seis mil creches até 2014, esclarecemos que não há dúvida sobre o número anunciado textualmente pela presidenta Dilma Rousseff no programa Café com a Presidenta de 1 de abril de 2013, no qual afirmou: “Até o final de 2014, o nosso compromisso é construir 6 mil creches, contratá-las e pagá-las com recurso do Tesouro Nacional”.

A confusão feita na data de hoje por O Globo decorre do fato de que, além dessas creches contratadas neste governo, há outras que foram contratadas no governo Lula e estão sendo construídas ao longo da atual gestão. Se somadas as creches contratadas no governo Dilma com as construídas após 2010, mas contratadas no governo Lula, poderão superar oito mil creches. No mesmo programa, a presidenta fez um balanço do estágio em que se encontravam as obras das creches em geral. Mas esse número não pode ser confundido com o compromisso da presidenta, que se refere apenas às seis mil creches a serem contratadas em seu governo.

Link para o texto do programa Café com a Presidenta de 01/04/2013: http://goo.gl/sWms5N

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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O campo de Libra e o futuro


Recife (PE) - O recente leilão do pré-sal no campo de Libra causou um estrago, não bem econômico, como a oposição à presidenta Dilma esperava. Mas no campo da mídia e política no Brasil, sim, causou. Se não constitui novidade que o tucano Aécio tenha chamado o leilão de “fracasso” e atacado uma suposta contradição do governo ao abrir o pré-sal ao capital privado, novidade foram militantes vinculados à esquerda que se opuseram ao leilão e à presidenta com argumentos semelhantes aos dos conservadores.

Ambos, direita e setores da esquerda, cantaram que a presidenta privatizava. A direita, com júbilo. A esquerda minoritária, até como reforço à posição prévia contra o governo, como uma traição de compromissos históricos para com os trabalhadores. Importa pouco, nesse ataque de contrários unidos em um só bloco, a diferença conceitual, prática, entre a concessão de FHC, que entregava e entregou o patrimônio público a empresas privadas, e o regime de partilha, em que o Estado empresta por tempo determinado parte da riqueza brasileira. Que diferença? Na briga política, assim como na guerra, a primeira vítima é a verdade.

Daí que fizeram ouvidos moucos à explicação didática, eloquente, da estadista Dilma Roussef: "Por favor, prestem bem atenção que vou explicar agora. Nos próximos 35 anos Libra pagará os seguintes valores ao Estado brasileiro: primeiro, R$ 270 bilhões em royalties; segundo, R$ 736 bilhões a título de excedente em óleo sob o regime de partilha; terceiro, R$ 15 bilhões, pagos como bônus de assinatura do contrato. Isso alcança um fabuloso montante de mais de R$ 1 trilhão. Repito: mais de R$ 1 trilhão....”

Neste momento, enquanto um passo para o futuro é dado, pode ser visto um racha na esquerda brasileira. Onde antes havia divergência teórica, agora é patente em razão desse novo contrato. Teorias fazem vida, não? Os socialistas mais reflexivos, como Saul Leblon, na Carta Maior, observaram que Brasil e China iniciaram a partir do leilão de Libra uma parceria estatal das mais robustas, consistentes e estáveis do século 21. Um editorial do Vermelho, maior site de esquerda nas Américas, publicou a posição oficial do Partido Comunista do Brasil, onde se declara que a exploração de Libra deve ser iniciada o mais rápido possível. Com a necessidade da luta para aprofundar as medidas do governo que resguardem os interesses nacionais.

Mas setores do PSOL, PSTU, e outros independentes, mas que se assemelham a suas posições, negam em absoluto o avanço, com a mesma cantilena que Dilma e Lula instituíram uma democracia + ditadura = democradura, enquanto jogam, Lula e Dilma, ao mar, ao poço e ao campo de Libra a maior traição à soberania nacional, em um leilão que não houve, e a um preço lesivo. Isso tanto seria verdade que o bônus se fez a preço mínimo, de “apenas” 15 bilhões.

E vem a imagem do copo meio cheio ou meio vazio. Os opositores não veem que o governo ao receber pagamento mínimo pelo contrato significou também que o negócio foi mais lucrativo para a Petrobras, para o povo brasileiro. Caso contrário, o bônus acima viria da nuvem de gafanhotos para a disputa. Pois foi justamente o excesso de “estatismo” que afugentou o ataque de predadores. E continuam, na imagem do copo meio vazio: nem mesmo uma alegada falta de capacidade financeira da Petrobras para a exploração de Libra seria justificável. Ora, argumentam em lógica implacável, se a Petrobras fosse a única empresa a operar o pré-sal, suas ações subiriam, aumentando o capital. Ou então, o governo bem poderia abrir linha de crédito para o Brasil em qualquer lugar do mundo. Pois os banqueiros internacionais seriam mais camaradas, é claro.

A uma política grandiosa de Estado, a um salto de qualidade para o destino maior do povo brasileiro, as oposições a Dilma chamam de “truque eleitoreiro”, de política baixa para a reeleição. Não ouvem, não acreditam e zombam da fala da presidenta, quando ela anuncia: "Vamos transformar petróleo em educação, petróleo em saúde, vamos transformar petróleo em desenvolvimento da indústria naval, da indústria de fornecedores, dos prestadores de serviço, toda aquela indústria que gira em torno da exploração de um campo". Petróleo por educação, saúde... Balelas. Tudo é virtual, a oposição canta, como a construção de 18 super-plataformas, mais equipamentos de produção, gasodutos, linhas de produção, barcos de apoio, equipamentos submarinos fabricados no Brasil, com milhões de empregos. Que fábula, hem? E passam à desqualificação.

Nesse particular, pior que o cego é o enlouquecido de sectarismo. Esperamos que algum dia mais adiante os loucos entendam o salto conseguido esta semana. Mas por enquanto bem que podiam viajar para ver Lula e Dilma lá no exterior. Talvez no estrangeiro percebessem o Brasil neste futuro contemporâneo.

Urariano Mota
No DR
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Cinegrafista é humilhado ao vivo por apresentador da Record

Cinegrafista desabafa após ser humilhado ao vivo por apresentador Geraldo Luís, da Rede Record. "Nunca imaginei que pudesse ser tão humilhado profissionalmente e pessoalmente como fui hoje!"

Cinegrafista da Record diz que se sentiu humilhado com comentários do apresentador Geraldo Luís

O cinegrafista Valdeir Tuica, funcionário da Record, desabafou no Facebook após ser humilhado ao vivo na última segunda-feira (21) pelo apresentador Geraldo Luís, no programa ‘Balanço Geral’ de São Paulo. Tudo ocorreu porque Tuica foi substituir um cinegrafista fixo da atração que estava de folga.

‘Quem é você? Nunca vi na minha vida. Você é câmera? Desde quando? Nunca vi esse cara aqui na Record. Estou de olho em você, hein. Num erra senão você vai voltar a filmar casamento. Tá ligado? Cara de morto! O moleque tem cara de quem vende quentinha! E falou que é câmera (risos)’, disse Geraldo, ao vivo.

Ofendido, Tuica desabafou. ‘Nunca imaginei que pudesse ser tão humilhado profissionalmente e pessoalmente como fui hoje! A pessoa com que o apresentador está falando nesse vídeo sou eu… Fiquei muito bravo e chateado, por ser obrigado a passar por essa situação após cinco anos de empresa’, escreveu.

‘Poderia ter batido boca com ele, mas minha falecida mãe e meus irmãos me educaram para ser um homem honrado, e não uma pessoa que necessita pisar na cabeça de alguém para se sentir poderoso, ou engraçado’, justificou. ‘Gostaria de dizer muitas coisas aqui, mas, como sou profissional, não direi mais nada para não perder a razão’.

Vídeo:



No Pragmatismo Político
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Luisa Mell fala da invasão ao Instituto Royal

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E se Libra fosse achada no Governo Fernando Henrique?


O Paulo Henrique Amorim me telefona e sugere uma comparação.

- O governo está ficando com os 75,73% que você calculou ontem. Quanto é que levaria na época do Fernando Henrique Cardoso?

- Pois é, você viu que na entrevista de hoje, a Dilma esclareceu aqueles 85%, que incluem os 75% do Governo e os 10% da Petrobras. Mas, me diz, essa comparação é com aqueles jênios que pediram 250 mil de lance no que hoje é Libra, o Genro e o Pires?

- Não, Brito, sem eles. Faça de conta que aqui era sério…

Bem, embora seja difícil, o que a gente não faz por um amigo…

Aliás, nem vou fazer tanto. Uso o quadro comparativo abaixo, feito pelos doutores Sérgio Wulff Gobetti, da UnB, e Rodrigo Valente Serra, da Unicamp, que adaptei para os valores verificados no leilão.

compara1

Estes 15% de diferença, quando se trata de um campo de 10 bilhões de barris é, a preços de hoje, a bagatela de 150 bilhões de dólares, ou R$ 330 bilhões. Só de diferença, repito.

Uma bela grana, não é?

Mas espere aí. Como diz o anúncio de televisão, isso não é tudo. Mesmo não considerando outras pequenas parcelas – bônus de assinatura, valores de ocupação de área e taxas diversas – que elevam, nos dois casos, mais alguma coisa os valores dos dois lados, há outro ganho no modelo Lula-Dilma.

É que uma parte do lucro do consórcio é da Petrobras e uma parte do lucro da petroleira do Brasil é do governo brasileiro. Neste caso, 30% são garantidos, independente da Petrobras vencer ou não. Portanto, devem ser apropriados como ganhos governamentais. Antes, como a Petrobras podia ou não vencer o leilão, estes ganhos extras dependeriam do resultado da licitação.

No período FHC, com a venda das ações feitas por seu Governo, a participação do Estado nos dividendos da Petrobras caiu para 40%. A capitalização feita por Lula elevou-a para 48%. Ou seja: se a Petrobras, com seus 40% sobre os 30% do consórcio, se apropriaria de 12% e, com isso, transferiria, grosso modo, 6% para os cofres públicos.

Ou seja, a presença obrigatória da Petrobras – que os “sem cara” estão loucos para abolir – só ela dá US$ 60 bilhões a mais ao Governo em Libra, atém de tudo aquilo que virá na sua participação de mais de 70% assegurada pela partilha.

Fernando Brito
No Tijolaço
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A Internet e Snowden estão fazendo os EUA pedir, aos poucos, desculpas ao mundo


As revelações de Snowden publicadas pelo The Guardian sobre a espionagem do governo dos EUA a partir da Internet estão se constituindo num dos maiores dramas diplomáticos vividos pelo país em sua história. Nunca um secretário de Estado viajou, deu tantas explicações e pediu tantas desculpas como John Kerry. E mesmo assim o sucesso de suas investidas até o momento foi pífio.

Hoje, Kerry está na França, num beija mão ao ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius. Novos documentos revelaram que o país de Obama botou seus olhos grandes nas conversas entre membros do governo francês. E o caso se tornou o principal tema da agenda política do país.

Após o encontro, ao invés de um pronunciamento aos meios de comunicação, o ministério francês emitiu um comunicado no qual assinalou que o chefe da diplomacia do país havia “renovado (sua) reivindicação por explicações sobre as práticas de espionagem inaceitáveis entre países amigos e que elas devem acabar”.

Exatamente o que Dilma disse a Obama quando se negou a cumprir agenda pré-combinada de vista aos EUA. E exatamente o que levou comentaristas e especialistas em relações diplomáticas cucarachas a criticarem a presidenta.

Antes do comunicado francês, Obama já havia ligado para o presidente Hollande. Segundo a imprensa internacional, teria dito que os EUA começaram a revisar o modo “como reúne inteligência para equilibrar as legítimas preocupações de segurança de nossos cidadãos e aliados com as preocupações de privacidade que todas as pessoas compartilham.”

Ou seja, fez um mea-culpa.

O leilão do pré-sal de ontem, sem entrar no mérito se o Estado brasileiro poderia ter tido melhores resultados com ele, de certa forma faz parte desse novo jogo das relações dos EUA com seus parceiros internacionais.

As ditas nações amigas não estão mais se achando tão amigas assim e parecem dispostas a não facilitar as coisas para o principal país da América do Norte.

A vitória de um consórcio sem nenhuma empresa americana ainda está para ser melhor explicada. Não foi um jogo apenas de interesses comerciais e certamente tem a ver com o novo contexto de alianças globais. A China tem muito a ganhar com isso. Mas o Brasil também pode avançar algumas casas.

Uma crise na diplomacia é sempre uma janela de oportunidades no campo comercial. Muito mais isso do que qualquer outra coisa. E por este motivo a Casa Branca está tão preocupada em abafar essa crise diplomática e colocou Kerry para correr o mundo dando explicações.

Mas tem outra coisa tão importante quanto as relações comerciais em jogo: o futuro da internet.

A internet é uma tecnologia que permite um sofisticado jogo de controle. E os EUA que detém o poder global nessa área a usaram a seu favor. Mas a Internet também é uma tecnologia permeável. E os players globais não jogam o jogo sozinho. É também disso que se trata o caso Snowden. Vale a pena acompanhá-lo com binóculos e lentes de microscópio. Porque não é só uma questão diplomática. Há um vasto rio de decisões sendo tomadas a partir deste episódio.

Renato Rovai
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É Muita Galinhagem : PPS Cria o Dia do Ovo


Resisto a não me meter em política. Sempre acaba em discussões e perdas de razões. É preciso estar disposto a este preço...mas não resisto:

pois não é que um Deputado Estadual do PPS de SP criou o Dia do Ovo e o Alkckmin teve que sancionar?

Não sei exatamente o que acontecerá no Dia do Ovo. Que será comemorado sempre na segunda sexta feira de outubro.

Não sei se nesse dia todo mundo tem que comer ovo, ou não deixar de comer...se tem que babar o ovo ou chupar o ovo... se é o do lado direito ou do esquerdo...se é de galinha ou de pata...

não ficou claro se é qualquer ovo, se galado ou não, se de Páscoa ou de tartarugas...

sei apenas que é de grande valia para o crescimento do País tanto cultural quanto socialmente o Dia do Ovo.

Pra não ficar atrás com o ovo o DEM vai criar o Dia da Galinha.

Até lá a galinhagem corre solta e quem tem seu ovo que o proteja!

Mas eu daria um ovo pra saber o texto dos artigos da Lei que foram vetados kkkkkkk


Jogo dos 7 erros: onde está o ovo? kkkkk
No Blog do Bemvindo

Leia também: Lei institui dia do Ovo em São Paulo, falta o da banana…
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Dalmo Dallari: Nunca houve acordo sobre perdão a torturadores


As iniciativas de revisão da Lei de Anistia – tanto o parecer do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, quanto a ação da OAB-nacional – reacendem a esperança de que, finalmente, a justiça seja feita em nome de todos os que sofreram violações aos direitos humanos durante o regime militar em nosso país.

Para avaliar a importância desta revisão, conversamos com um dos maiores nomes do Direito, o jurista Dalmo Dallari, que gentilmente nos concedeu a entrevista abaixo. Acompanhem.

Como o sr. avalia a discussão sobre a Lei de Anistia hoje?

Dalmo Dallari - A questão encontra-se muito mal colocada do ponto de vista jurídico. Antes de mais nada, foi extremamente infeliz e juridicamente errada a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao considerar com base na Lei de Anistia os torturadores estavam anistiados. Este foi um erro jurídico extremamente sério. Compromissos internacionais do Brasil, inclusive com a Convenção Americana de Direitos Humanos, estabelecem que crimes contra a humanidade não são prescritíveis, ou seja, não são sujeitos de perdão e sempre será possível a punição.

A Lei de Anistia se aplica neste caso?

A Lei de Anistia não se aplica a esses crimes. Trata-se de um compromisso jurídico do Brasil. É importante ressaltar que o STF também usou o fundamento falso, infeliz. Na ocasião o relator, ministro Eros Graus, disse que a Lei de Anistia foi produto de um acordo. Isso é absolutamente errado. Naquele momento não havia acordo possível.

O que aconteceu foi que os que desejavam democracia e a punição dos culpados também queriam que os presos políticos fossem libertados e os exilados pudessem retornar ao Brasil. Com base da Lei de Anistia criava-se essa possibilidade, mas isso está muito longe de dizer que as pessoas que lutavam por isso estavam de acordo com o perdão dos torturadores. De maneira que foi falsa a sustentação do STF e juridicamente errada porque contrariou compromissos jurídicos do Brasil.

Como o sr. avalia as iniciativas recentes em torno da revisão da Lei de Anistia?

Excelentes. A revisão busca estabelecer a correta filiação do Brasil aos compromissos internacionais. Quando o STF julgou que os torturadores estavam anistiados, estava ofedendo dispositivos do direito internacional que o nosso país é obrigado a estabelecer. A rediscussão agora e a aplicação correta da Lei de Anistia recolocam o Brasil no campo jurídico internacional. É uma correção importante para que o país se alinhe em termos práticos com seus compromissos internacionais.

O parecer do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, colocou a questão nos termos corretos. Ao meu ver, nem é preciso alterar a Lei de Anistia, basta aplicar corretamente, ou seja, dentro dos limites estabelecidos pela Constituição e pelos compromissos internacionais estabelecidos pelo Brasil. Os torturadores não estão anistiados, não são beneficiados pela Lei de Anistia e não é preciso mudá-la para fazer este efeito. Basta fazer a aplicação correta para que eles possam ser punidos.

O sr. acredita que o STF possa mudar sua decisão agora?

É perfeitamente possível porque ainda existem caminhos que permitem a reabertura desta questão e a decisão anterior pode ser modificada. O Supremo hoje conta com uma composição diferente, há ministros que não estavam no Tribunal quando da primeira decisão. A questão posta hoje perante ao STF abre toda a possibilidade de revisão. É o legalmente correto e o juridicamente desejável. É o caminho.

No Blog do Zé
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O debate em que Pedro Dória, de O Globo, achou que os outros eram amadores

Será que estão querendo calar essa voz?
Durante o dia de ontem, amigos me chamaram a atenção para um debate realizado em evento do site Youpix que contou com a presença do jornalista Pedro Dória (O Globo), Rodrigo de Almeida (IG), Alexandre Inagaki (blogueiro), Rafucko (video-maker) e do Carioca (Mídia Ninja). Fui assisti-lo ao final da noite, na verdade, na madrugada.

Por mais uma vez o discurso da mídia tradicional levou de lavada da garotada que está nas ruas com a mão na massa. Pedro Dória, que se arvorou em defensor da mídia tradicional, disse coisas como: “O que o jornalista faz é diferente do que vocês fazem”. E as pessoas que estão na rua têm “obsessão por calar uma voz”, referindo-se à Rede Globo de Televisão.

Se o amigo quiser assistir a parte mais quente do debate (segue abaixo) pode fazê-lo indo até o minuto 24 e seguindo até o 33. Neste trecho se concentra o principal da polêmica.

Esses dois pontos levantados por Dória são interessantes para a reflexão do que estamos vivendo. No primeiro, ele se refere ao exercício do jornalismo idealizado. Aquele em que o repórter faz o seu trabalho de forma independente, buscando ser fiel aos fatos, e oferece sem máculas o fruto do seu trabalho ao respectivo público.

Não é o caso, aqui, de revirar o debate acerca da imparcialidade. Dória, jornalista inteligente, não usou essa palavra. Num tempo não muito distante, jornalistas arvoravam-se imparciais. Hoje, já aprenderam algo sobre o mito da imparcialidade.

Mas esse jornalismo ideal (ou tradicional, como preferiu Dória) é o que de fato tentam fazer os veículos corporativos? Ou seria mais justo dizer que esses veículos se tornaram máquinas midiáticas a serviços de grupos econômicos?E que hoje têm negócios em diversas áreas e defendem seus interesses utilizando-se dos seus instrumentos de informação?

Cada vez mais pessoas vêm dando respostas a essas perguntas que contradizem a hipótese de Dória, e por isso a mídia tradicional tem perdido espaço no mundo inteiro. E por isso também e por conta dos novos adventos informacionais, está se consolidando uma outra esfera pública concorrente à mediada.

Yochai Benkler, num livro ainda não traduzido para o português (Weath of Networks – A riqueza da redes), chamou-a de esfera pública digitalmente interconectada. Podemos agregar a isso o fato de que ela também é colaborativa e informativa. E composta não só por midiativistas ou comunicadores eventuais (algo que Castells numa boa definição denomina de auto-comunicação de massa - mass self-comunication), mas também por outros veículos de comunicação. Que não são tradicionais e nem ligados a grupos econômicos.

O ecossistema comunicacional é hoje muito diferente da simplificação que Dória propõe: amadores x profissionais ou engajados x independentes.

A explosão de veículos de mídia traz novos componentes para se pensar este ambiente. No debate de ontem, por exemplo, Dória fez loas a um vídeo que foi produzido recentemente por um jornalista de O Globo, onde um policial militar plantava morteiros na bolsa de um manifestante.

A narrativa de Dória (assistam ao vídeo) é cheia de firulas. Poderíamos classificá-la no gênero de jornalismo dramático, algo que não é muito aconselhável para quem quer defende a racionalidade jornalística. Ele vai detalhando a história, buscando emoldurar os fatos com detalhes pouco importantes, para que no final você venha a descobrir que O Globo conseguiu flagrar um policial plantando um morteiro numa bolsa de um manifestante.

Acontece que no dia 13 de junho um garoto com aproximadamente 500 seguidores flagrou um PM de São Paulo quebrando o vidro de uma viatura. Este vídeo foi assistido por 2,5 milhões de pessoas e se tornou fundamental para desmascarar a ação policial e mobilizar muitos dos milhares que foram ao Largo da Batata no dia 17 protestar não contra o aumento da tarifa, mas também contra a repressão.

Ou seja, o mínimo a dizer é que O Globo chegou muitíssimo atrasado nessa história. Provavelmente ou porque não estava fazendo jornalismo (tradicional, profissional ou seja o que for) nas ruas ou porque esse tipo de pauta não interessava. Aliás, isso é bem comum no dito jornalismo tradicional. Há pautas que interessam e outras que são proibidas.

Por exemplo, quando será que um debate como o de ontem será transmitido pela TV Globo? Quando teremos um Profissão Repórter, um Globo Repórter ou um Fantástico com o tema da democratização das comunicações? Ou quando a Globo vai debater de forma ampla as falcatruas no futebol brasileiro? Ou a Globo como dona do futebol brasileiro não trata seu produto e seus parceiros, de um jeito, digamos, mais carinhoso?

Dória falou de calar vozes, com voz grave, dando ao seu discurso um toque de autoridade e seriedade dramáticos. Calar vozes em relação a Globo, Dória? Você de fato está falando sério? Existem exemplos às pencas do contrário, mas vamos a um recente. E que envolve um jornalista da emissora. Jorge Pontual, num debate da Globo News sobre o Mais Médicos, elogiou o sistema de saúde cubano. No portal Globo.com o vídeo foi publicado sem este trecho. A ação dos internautas foi o que fez a emissora voltar atrás. Isso é calar vozes. Isso é interditar o debate.

Mas para não parecer que daqui a gente só faz birra. Concordo com Dória num ponto. Ele defendeu, contrapondo-se a Rafucko, que vivemos numa democracia e que nosso sistema político é muito diferente de uma ditadura. Tem razão. Democracia é isso, algo imperfeito. Mas a nossa precisa ser mais democratizada. E há três setores que carecem de democratização urgente: o judiciário, a segurança pública e a comunicação. Boa parte dos nossos problemas tem a ver com os resquícios da ditadura que ainda prevalecem nessas áreas.

Dória que me desculpe, mas Rafucko matou a pau ontem. E se ele é o amador e o Dória o profissional…

Mas há algo que precisa ser registrado aqui. O belo abraço ao final do debate protagonizado por Rafucko e Pedro Dória. Avançamos quando depois de uma discussão quente as pessoas continuam se respeitando. Mas a Globo nunca gostou disso…

Renato Rovai
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Reinaldo está fora de Veja. Vai para a Folha


Um dos blogueiros mais polêmicos do País, notório pela aversão ao PT e por disseminar o ódio no debate político, Reinaldo Azevedo não está mais nas fileiras da Editora Abril, de Giancarlo Civita. Está retornando à Folha de S. Paulo, onde já atuou na editoria de Política; próximo ao tucano José Serra, ele lança uma dúvida: será que poderá influenciar os rumos do maior jornal do País, comandado por Otávio Frias Filho, numa guinada maior à direita?

Primeiro a boa notícia: o blogueiro Reinaldo Azevedo, expoente máximo do neoconservadorismo brasileiro, não está mais na Veja, maior revista semanal do País, que pertence à Editora Abril, de Giancarlo Civita.

Agora, a má notícia: foi contratado pela Folha, maior jornal do País, comandado por Otávio Frias Filho.

Fiel escudeiro de José Serra, Reinaldo se notabilizou pelo estilo agressivo, que destila ódio contra petistas, chamados por ele de "petralhas", e por qualquer coisa que se aproxime da esquerda.

Com seu estilo ferino, dissemina ódio na arena política e tenta desqualificar adversários, como fez com alguns ministros do Supremo Tribunal Federal, no julgamento da Ação Penal 470.

Veja lucra muito com sua saída.

Só não se sabe qual será o benefício da Folha e até que ponto Reinaldo, com seu radicalismo, conseguirá influenciar a agenda política do maior jornal do País.

No 247
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Caro Reinaldo Azevedo (?), colunista da Veja


Leiam este texto primoroso de Luisa Mel, sobre o abestalhado Reinaldo Azevedo. Pessoa inteligente, de bom senso, quando se manifesta lava a alma da gente. Com classe e finesse ela reduziu Reinaldo Azevedo ao que ele vale, nada.

Parabéns Luisa!

Jussara Seixas


Caro Reinaldo Azevedo,

Em primeiro lugar, obrigada por seus textos. Apesar de ataques diretos a mim, aos ativistas, e a todos os que lutam pelo o que acreditam, apesar dos adjetivos como “idiotas” e “trogloditas” e “bandidos”, ouvir opiniões contrárias, mesmo que sustentadas por agressões gratuitas, é sempre um exercício construtivo, mesmo acreditando que pessoas inteligentes não precisam atacar pessoas para defenderem pontos de vista, mas ideias.

Devo começar dizendo que, lendo seus textos, lembrei muito daquele deputado pastor. As semelhanças na maneira como vocês emitem opiniões são notórias para mim e creio ser o Sr. um grande fã da oratória dele, afinal, ambos não economizam agressões e preconceitos para impor seus pontos de vista. Outra semelhança notória entre vocês é a pronta eliminação de qualquer crítica. Ele, expulsa de seus eventos quem se manifesta contrariamente as suas “crenças”, o Sr. censura todos os comentários em seu blog, marcando-os com “XXXX”. Talvez, pela incapacidade comum de ouvir opiniões contrárias e discuti-las construtivamente. Talvez, apenas porque buscam audiência panfletária (é o único jeito que algumas pessoas encontram para aparecer) ou talvez, por simples vaidade.

Sobre seus textos, sinto lhe informar que já conversei com centenas de pessoas que pensam como você. Na verdade, mais inteligentes e nada do que escreveu em sua coluna foi original. É a mesma mesmice, o mesmo “mim ser a espécie dominante e por isso mim subjugar todas as outras de acordo com meus interesses” e por isso, deixo-lhe o mesmo conselho que nos deu: vá estudar. Dentre os inúmeros erros de seu texto, está o de dizer que não há um só país no mundo que não recorra a este expediente. Uma simples pesquisa no Google (essas ferramentas não servem só para rá rá rá, kkkkk e glossolalias, lembra?), teria lhe ensinado que na Europa, testes em animais foram banidos para fins cosméticos e que há muita discussão séria (ao contrária da sua) sobre seu uso em medicamentos. Pesquise por Peter Singer, um respeitado cientista e professor que dedicou sua vida a pesquisa e a provar a sensciência dos animais. Pesquise por "desobediência civil" nas lutas contra o racismo e o sexismo. Sem ela (desobediência), mulheres não votariam ou estariam no mercado de trabalho e negros ou seriam escravos, ou não seriam tolerados nos mesmos ambientes que brancos até hoje. É só uma questão de especismo a diferença. Por último, ainda lendo seus textos, o Sr. me pareceu um grande "especialista" em tudo: política, economia, bioquímica, Caetano Veloso, minha vida e até bactérias. Não pude aqui, deixar de lembrar do pato, uma ave que faz tudo: corre, nada e voa. Corre mal, nada mal e voa pior ainda. Uma analogia muito usada por administradores de empresas para funcionários “faz tudo” e jornalistas inteligentes para colunistas que “escrevem sobre tudo”.

Novamente, obrigada por me dar mais forças e por mostrar que estamos no caminho certo, irritando conservadores e pessoas que não entendem o novo mundo e por isso, o temem.

Termino citando uma frase que gosto muito: “as revoluções, como os vulcões, tem seus dias de chamas e seus anos de fumaça”. Tivemos dias de chamas e espero que seja o começo de anos de fumaça a favor dos animais.

Cordialmente,


PS: você realmente acredita que anos de pesquisa foram perdidos? Conheço crianças de 8 anos que sabem fazer backup dos seus arquivos. Será que o pessoal do laboratório, com mestrados, pós-graduações e doutorados, não sabiam? Fica a dúvida.


No Terra Brasilis
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E quem vai defender o pré-sal?

Os EUA relançaram a 4ª Frota porque o pré-sal pode ir até a costa ocidental da África.


Com o pré-sal, o Brasil será o quarto maior produtor de petróleo do mundo.

A Arábia Saudita, a primeira, tem a bomba atômica americana para defende-la.

A Rússia tem bomba atômica.

A Rússia bota na cadeia manifestante do Greenpeace que tenta depredar patrimônio russo.

Dá asilo ao Snowden.

E o Putin escreve um artigo no New York Times, manda o Obama deixar o Assad da Síria em paz e o Obama deixa.

Porque tem bomba.

Os Estados Unidos, o terceiro produtor, têm 32 mil 500 bombas atômicas e de hidrogênio.

Os Estados Unidos reativaram a 4ª Frota para patrulhar o Atlântico, porque o pré-sal brasileiro, provavelmente, se estende até a costa Ocidental da África.

(E não é à toa que o Nunca Dantes vive lá…)

Os Estados Unidos querem montar uma base militar no Paraguai.

Montaram uma na Colômbia que vai permitir que caças voem até o Ártico sem se reabastecer.

Entre 2006 e 2011, os gastos militares americanos corresponderam a 46% da receita de impostos do país.

Se somar os gatos com Energia, Tesouro, Veteranos de Guerra, CIA, NSA, os Estados Unidos devem gastar U$$ 1 trilhão por ano em Defesa.

Os Estados Unidos gastam seis vezes mais em Defesa que o segundo colocado, a China!

Os Estados Unidos gastam metade dos gastos do mundo em Defesa.

(Dados extraídos de “The Capitalism Papers – Fatal Flaws of an Obsolete System”, de Jerry Mander, Editora Counter Point, Berkeley, 2012, Capítulo VIII, “A Propensão à Guerra”.

Com a devida autorização do dos chapéus – correspondente da Amazon no Brasil – em quinze dias esse livro pode chegar à casa do amigo navegante, por uns US$ 20.)

O Brasil não tem bomba atômica.

O Collor e o Fernando Henrique assinaram o Tratado de Não-Proliferação, ou seja, tiraram os sapatos.

O Brasil tem a maior costa Atlântica, onde se deposita a Amazônia Azul.

O Brasil é a quinta economia do mundo e o décimo país em gastos com Defesa: gasta 1,5% do PIB.

É o país dos BRICs que menos gasta com Defesa.

Clique aqui para ler “Dilma, Amorim e a Defesa Nacional”, sobre  o “Livro Branco da Defesa Nacional”.

O Brasil investe em submarinos movidos a energia nuclear, constrói satélites e veículos lançadores de satélites.

Tem urânio e sabe enriquecer urânio.

Mas, não tem condições de defender o petróleo, militarmente.

E se, como se suspeita, tenha mais libras e mais Santos embaixo da Amazônia Azul?

E se houver petróleo na Amazônia?

O Brasil, agora, tem que discutir uma política de Defesa.

Comprar caças – onde os americanos não devem meter o dedo, como disse uma fonte do Mino Carta (quem será, hein?) – rapidamente.

Exigir transferência de tecnologia e se tornar um produtor e exportador de produtos de Defesa.

Se o Brasil sai, progressivamente, da órbita estratégica dos Estados Unidos – para desespero dos 'colonistas' de muitos e de poucos chapéus – e se aproxima da China (em Libra, especialmente) e da Rússia, não pode contar com eles, nem com ninguém, para defender seu patrimônio energético.

Vencida a batalha do pré-sal – bye-bye tucanos, que o peso da irrelevância lhes se já leve -, chegou a hora de armar o Brasil.

E deixar de pudores.

Pacifismos bláblárínicos.

O jogo do petróleo é bruto.

Quantas cabeças rolaram, da Pérsia à Argentina, por causa do ouro negro.

Nossa Defesa tem que ser mais que dissuasória, como diz o Livro Branco do Ministro Celso Amorim.

Ela tem que ser ostensiva.

Para uso imediato.

E expressiva.

Do tamanho do petróleo brasileiro.

Em tempo: enquanto não se tem a bomba.

Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Mais petróleo. E agora, para o Nordeste do Brasil.


O Globo anuncia, esta manhã, algo que este blog, há meses, vem procurando informar aos seus leitores: que as descobertas de petróleo em Sergipe, a 100 km da costa, representam uma grande reserva de petróleo de alta qualidade, que vai mudar profundamente a economia da região.

São basicamente três blocos exploratórios – o BM-Seal-10, 100% Petrobras; BM-Seal-11, 60% Petrobras e 40% indianos, e o BM-Seal- 4, 75% Petrobras e 25% dos indianos – que devem ter reservas recuperáveis acima de um bilhão de barris.

E de petróleo superleve, porque as amostras retiradas ate agora variando entre 38 e 44 graus API, o que o torna muito mais valioso que o petróleo da Bacia de Campos (abaixo de 20° API) e até mesmo que o do pré-sal (26-28° API)

Hoje à tarde, depois do anúncio oficial da ANP, o Tijolaço comenta com mais detalhes o que representa essa nova fronteira petrolífera.

Fernando Brito
No Tijolaço
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A Biometria e o Totalitarismo



É necessário refletir sobre Estado, Sistema e indivíduo, neste momento em que o TSE está implementando - por simples Resolução – o Recadastramento Biométrico obrigatório da população brasileira.

Bakunin nos recorda que, na maioria das vezes, a cada aumento da autoridade do Estado, corresponde igual ou maior diminuição da liberdade do cidadão. John Locke, na mesma linha, reflete que a finalidade da justiça – e da Lei – não pode ser nunca a de abolir ou restringir a Liberdade, mas sim, de fortalecê-la e aumentá-la.

E lembra que cada homem é proprietário de sua própria pessoa, e, com relação a ela, a ninguém poderá ser dado o direito de estar acima dele.

Há que se tomar cuidado com a biometria.

Os nazistas a usavam para medir o crânio de ciganos e judeus, Mengele arrancava os olhos de crianças gêmeas para classificá-los pela cor da íris. Membros masculinos de prisioneiros de campos de extermínio eram amputados e guardados em vidros, cheios de formol, no “museu” de biologia racial de Munique.

O objetivo era catalogar e separar – como se fosse possível em compartimentos estanques - toda a herança genética humana estabelecida pelo acaso, durante milhares de anos.

No mundo inteiro, as mentes mais lúcidas estão se perguntando qual será o próximo passo, no controle do indivíduo pelo Sistema. Os governos espionam nossas comunicações. Softwares de reconhecimento facial são usados para reconhecer-nos na multidão. Sinais de celular são usados por drones para localizar, via satélite, seus alvos, matando, no processo, dezenas de civis inocentes.

Quando o Estado nos obrigará a deixar que nos registrem o fundo da pupila, ou recolherá o DNA de nossas bocas?

O que será feito desse banco de dados, quando concluído? Há poucos meses, não fosse pronta intervenção da Ministra Cármen Lúcia, dados pessoais de todos os eleitores brasileiros teriam sido entregues, graciosamente, pelo TSE, ao SERASA, instituição privada de controle de crédito.

O que irá ocorrer se a polícia pedir uma cópia desses arquivos? O cidadão saberá que dados recolhidos para fazer seu novo título poderão ser usados um dia contra ele? E se formos invadidos por outro país, ou, por causa de uma tentativa de golpe, voltarmos a mergulhar no autoritarismo?

Onde se esconderão nossos heróis, no futuro, se os repressores puderem identificar qualquer um, em segundos, com um simples toque do dedo de um suspeito, na passagem de uma barreira ou no meio de uma manifestação?

Quantos inocentes não teriam sido capturados, antes de conseguir escapar da Europa nazista, caso seus algozes tivessem acesso à internet, a um scanner de dedo e a um banco de dados como esse?

A essência da democracia está na possibilidade de se resistir ao Sistema quando o Sistema erra. Cada vez que tolhemos e aumentamos o controle sobre o indivíduo, fazemos o mesmo com nossos filhos e netos, e com o destino da liberdade, amanhã.
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Em email interno, editor do Globo elogia cobertura “capa de bandido”

O texto abaixo foi escrito por Alto Conselheiro que pôs a mão em um email interno do Globo, assinado pelo Pedro Dória, editor executivo do Globo. Nele, o editor tece loas ao material sobre as manifestações da edição de 17 de outubro, cuja primeira página segue abaixo, em tamanho maior do que no último post, visando melhor visualização.


Apesar de publicar o nome do Dória – algo que só faço em condições especiais e a desse caso específico está explicada lá no fim do post – gostaria de deixar claro um ponto que considero fundamental para aqueles que não costumam acessar o blog, a imensa maioria das cerca de 50 mil pessoas que acessaram a Coleguinhas nos últimos dias:
  • A Coleguinhas não fulaniza críticas. Elas são feitas às ideias e não às pessoas. Mesmo quando os nomes são citados – e isso só ocorre com os colunistas ou outros jornalistas que, por um motivo ou outro, são mais midiáticos, como no caso -, a crítica não é pessoal.
Como consequência do credo acima enunciado, e diante do fato de que a polarização política está muito grande e nem todos se lembram de seguir o preceito acima – ou mesmo não concordam muito com ele (como poderá ser literalmente visto lá na dica do fim do post) -,  peço que as críticas que porventura existirem às ideias do Dória sejam feitas a elas e não à pessoa do colega. É sempre bom lembrar que ele, como a boa parte de nós no momento e quase todos no futuro, têm compromissos como supermercado no fim do mês, escola das crianças, pensão alimentícia etc.

Isto posto , à matéria do Alto Conselheiro.

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Mesmo após avalanche de críticas, editor de ‘O Globo’ classifica cobertura como ‘bom trabalho’ e ‘excelente material’

Em meio a uma avalanche de críticas à capa do jornal “O Globo” do último dia 17 de outubro (foto), que condenou previamente dezenas de manifestantes soltos pouco tempo depois pela absoluta falta de provas, Pedro Dória, editor executivo do jornal carioca, classificou, por meio de uma resenha interna, o material da cobertura como “excelente”. A mensagem faz referência ao material como um todo, e não apenas à capa.

Diz um trecho da resenha, enviada aos jornalistas da empresa diariamente: “Excelente material sobre os Black Blocs. Explicamos a operação, revelamos personagens. (…) Tem sido uma cobertura com vários momentos de tensão na qual atenção é fundamental. Bom trabalho, pessoal. Mesmo.” O e-mail faz um apanhado dos principais pontos positivos e negativos da edição, além de nomear os responsáveis pela cobertura e sugerir focos melhores.

A chamada na capa – “Crime e castigo: Lei mais dura leva 70 vândalos para presídios” – gerou uma série de protestos nas redes sociais. As acusações contra os manifestantes foram classificadas pelo presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB, Wadih Damous, como “aberrações”. Damous disse que a forma como estavam ocorrendo as prisões “eram comuns na ditadura militar e são inaceitáveis numa democracia”. (leia na íntegra em http://glo.bo/1gwbbeo)

Até o fechamento desta matéria, quase todos os denominados “vândalos” já haviam sido soltos tanto pela falta de provas quanto pelos vícios processuais. De acordo com advogados que assistiram os manifestantes, o número de pessoas detidas “passou de 200 e não havia motivos de ordem técnica para os detidos serem levados para delegacias de outras regiões, se tratando de um expediente para dificultar a defesa jurídica dos acusados”. (leia a nota assinada por diversas organizações em http://bit.ly/1gwcry9)

Além da reação oficial de diversas entidades da sociedade civil, as redes sociais foram inundadas por mensagens criticando a abordagem do jornal da Família Marinho. Apenas cinco dias depois, uma página denominada “Muito além do papel de um leitor” – alusão ao slogan do jornal “Muito além do papel de um jornal” –, e que incentiva o cancelamento da assinatura do diário, já possuía mais quase 7 mil seguidores. Uma das mensagens da página explica o passo-a-passo do cancelamento e já havia sido compartilhada mais de 900 vezes. (acesse em http://on.fb.me/1gwaDW0)

A reação do ilustre membro do aquário não parece representar, no entanto, a visão da maioria dos jornalistas que trabalham no próprio jornal, segundo informou o experiente jornalista do blog “Coleguinhas”, que escreveu sobre o mal-estar instalado imediatamente após a publicação da edição.

“No meio da tarde daquele dia, o e-mail interno geral do Globo começou a receber centenas de e-mails revoltados com a capa “retrato de bandido” acima (sim, sei qual é o endereço). A imensa maioria – talvez uns 80% – era composta de um texto padrão, educado, que dizia algo como ser inaceitável O Globo fazer uma capa daquela, e 20% eram textos próprios, muitos com impropérios (…)”, escreveu Ivson Alves. (http://bit.ly/1gwb2YH)

Segundo as informações do blog e de fontes ouvidas pela redação, os emails internos de protesto foram bloqueados pela área de tecnologia da empresa, o que gerou ainda mais revolta.

A insatisfação diante da manipulação grosseira parece ter surtido efeito, pelo menos entre os leitores, informou Alves: “No mesmo dia, o cancelamento diário de assinaturas, que normalmente já não é desprezível (em torno de 10), subiu algo entre 10 e 20 vezes, segundo as fontes. A torrente de e-mails continuou até mais ou menos as 9h30min de sexta, quando o sempre competente setor de tecnologia do Globo conseguiu uma forma de bloqueá-la.”

Uma colaboradora ouvida por mim lembra outro aspecto da capa, que interessa aos três jovens expostos indevidamente, bem como os demais expostos na imprensa:

“Calúnia, conforme artigo 138 do Código Penal, é a imputação falsa de crime a alguém. Atinge a honra de pessoa física. Tem de haver a vontade de causar ofensa (ou seja, dolo e não culpa). O fato deve conter todos os requisitos do delito, ou não se poderá falar em fato definido como crime. Deve ser determinado e descrito em suas circunstâncias essenciais (imputações vagas não são consideradas). De qualquer maneira, o conjunto das manifestações, se vislumbra incriminar alguém, autoriza a suposição da calúnia.”

Ela conclui: “Provada a calúnia, por consequência, devidos os danos morais pela ofensa sofrida. Logo, a imputação de crime não cometido em jornal autoriza o ofendido a buscar na esfera criminal e cível a reparação.”

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A decisão de pôr o nome do Dória no post veio do fato de que esse vídeo está na rede e nele o email é citado. Assim, como “caiu na rede é peixe”…Aliás, recomendo ver o vídeo todo (aqui). Caso esteja sem tempo,  saco ou os dois, a parte mais legal começa aos 25 minutos e dura aí uns 45, 50 minutos. Grato a outro Alto Conselheiro que deu a dica.

No Coleguinhas, uni-vos!
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Mal-estar no Globo – as manifestações chegam à redação


“Quem escreve para jornal é desocupado ou psicopata.”
A frase acima marcou o ponto mais baixo (alguém pode achar mais alto, não eu) do mal-estar interno na redação do Globo causado pela primeira página acima, da edição de quinta, dia 17.

Tecla de retrocesso.

No meio da tarde daquele dia, o email interno geral do Globo começou a receber centenas de e-mails revoltados com a capa “retrato de bandido” acima (sim, sei qual é o endereço). A imensa maioria – talvez uns 80% – era composta de um texto padrão, educado, que dizia algo como ser inaceitável O Globo fazer uma capa daquela, e 20% eram textos próprios, muitos com impropérios (as minhas fontes não quiseram me passar nenhum, argumentando, com razão, que a vigilância interna deve estar em níveis de alerta vermelho-sangue). No mesmo dia, o cancelamento diário de assinaturas, que normalmente já não é desprezível (em torno de 10), subiu algo entre 10 e 20 vezes, segundo as fontes. A torrente de e-mails continuou até mais ou menos as 9h30min de sexta, quando o sempre competente setor de tecnologia do Globo conseguiu uma forma de bloqueá-la.

Aí o problema real começou.

Em política, há uma frase – “vaca está estranhando bezerro” – que se encaixa perfeitamente no que aconteceu na redação do Globo após o bloqueio dos emails de protesto. A parte mais nova dos repórteres respondeu o email da tecnologia, avisando do bloqueio das mensagens, protestando contra a censura, sob o argumento geral – comportando variações – de que não se poderia ignorar a insatisfação dos leitores, no mínimo porque eles são os clientes.

O “aquário” não gostou, claro, considerando a manifestação como uma espécie de motim, mas isso faz parte da tradição autoritária do Globo. O que não faz – ou fazia – parte dessa tradição é que jornalistas mais velhos apoiassem o bloqueio – ou seja, o cerceamento do direito dos leitores de opinar sobre o jornal que compram – e, mais, se manifestassem contra a discussão do tema no email geral da redação.

Nesse contexto é que Ilimar Franco, titular do Panorama Político, enviou a frase que iniciou esse post e define bem o abismo que separa os estamentos mais altos da redação do Globo – incluídos aí não apenas os que habitam o “aquário” – e a “jovem guarda” da redação, que, até por dever de ofício, está mais ligada ao que ocorre nas ruas (e agora está meio em pânico com as consequências da capa “retrato de bandido” para o seu dia a dia, já suficientemente perigoso ultimamente).

Num mundo menos imperfeito, a manifestação das moças e rapazes geraria não esse tipo de resposta de Ilimar, mas uma meditação dos “aquarianos” e seus aliados quanto aos caminhos que estão sendo seguidos pelo jornal. Talvez, nessa meditação, se chegasse à conclusão que as recentes manifestações no país – tirando os casos de violência gratuita, que são espetaculosos, geram medo, e, com isso, tendem a distorcer o raciocínio, mas não mudam o curso da História – apontam para uma mudança de patamar na democracia brasileira, que, como sabemos, não chega a ter nem 30 anos, como uma grande parte dos manifestantes.

Essa mudança de patamar é causada pela passagem da consciência do nível de subsistência de parte significativa da população – aquele no qual o importante é contar com energia elétrica e ter dinheiro, a fim de comprar a geladeira que permitirá guardar os alimentos por mais tempo, liberando uma parte dele, antes usado de obtê-los – para aquele em que o tal tempo ganho pela existência da geladeira fica à disposição para outras tarefas, como refletir sobre o futuro da família, especialmente a educação dos filhos, e sobre por que raios ele/ela precisa deslocar-se 100 quilômetros para a consulta com um médico que nem sempre está lá, levando um tempo enorme no trajeto devido ao péssimo transporte público.

A adaptação a esse novo tipo de racionalidade é um problema que afeta, em primeiro (e em segundo e terceiro) lugar os políticos e as diversas instâncias governamentais e suas burocracias. Outras instituições da sociedade, porém, terão que passar por esse processo e seria de bom alvitre para elas irem pensando nisso. Entre essas instituições, até pelo seu papel central na sociedade, estão os meios de comunicação.

No caso específico do Globo, a reflexão deveria partir de sua direção de redação, já que, por sua posição no processo de produção, tem acesso privilegiado aos dados reais do problema, entre eles aqueles trazidos pela “jovem guarda”, que anda pelas ruas e enfrenta-os diretamente. Levar essas reflexões aos Marinho é dever dos “aquarianos”. Se não o cumprirem, serão cobrados lá na frente.

E quanto à “jovem guarda”? Bem, se eu tivesse menos 20 anos e fosse tão bem preparado como eles são hoje em dia, e diante desse literal mundo de oportunidades que a mídia e as indústrias criativas e de serviço oferecem, eu estaria pensando seriamente em pular fora desse barco, pois já dá para ouvir as chapas de aço rangendo e uns barulhos estranhos vindo lá da casa de máquinas, enquanto os oficiais se esbaldam no salão de baile.

No Coleguinhas, uni-vos!
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Jornalismo online não é atualização, é transformação


Num discurso recente, Katharine Viner, subeditora do [diário britânico] The Guardian, descreveu como acredita que as redes sociais e a prática do “jornalismo aberto” alteram fundamentalmente a relação que os jornalistas têm com sua audiência. Na era digital e social, uma das coisas difíceis sobre fazer jornalismo, ou qualquer outro tipo de mídia, é parecer tão simples – em outras palavras, parece muito com o que costumava ser feito: você escreve coisas e as publica, só que em vez de imprimi-las, você as posta na internet. E, se você se estiver se sentindo ambicioso, talvez inclua uns links. Simples, não?

Só que olhar a coisa dessa maneira ignora as formas fundamentais pelas quais a prática do jornalismo foi completamente alterada pela internet, como destaca Katharine em seu excelente discurso [em 9/10]. Em sua apresentação, Katharine – que também é editora-chefe da nova edição australiana do Guardian – falou sobre uma entrevista que teve com um candidato a emprego. Quando ela perguntou a esse profissional de jornalismo impresso como ele se adaptaria ao papel digital, ele disse: “Há anos que eu uso computadores.” Como ela diz, este tipo de resposta sugere que a internet é apenas uma mudança tecnológica, como um novo tipo de editor de texto. “Na realidade, o digital representa uma enorme mudança conceitual, uma mudança sociológica, uma bomba de fragmentação explodindo quem somos, como é organizado o nosso mundo, como nos vemos, como vivemos. Nós estamos bem no meio dessa mudança e, às vezes, tão perto que fica difícil enxergarmos. Mas é muito profundo e vem acontecendo a uma velocidade quase inacreditável.”

Mudança fundamental

Katharine Viner continua, falando sobre as oportunidades que se apresentam aos jornalistas quando eles abordam seu ofício de uma maneira mais aberta e como a resistência de “muitos jornalistas a essa mudança prejudica seus próprios interesses, assim como os interesses do bom jornalismo”. Caso você goste de teoria da mídia, ela também fala sobre a crença de algumas pessoas de que a predominância do jornalismo impresso – e não apenas os meios de comunicação de massa, como os jornais, mas toda a revolução de Gutenberg – foi um período temporário e agora voltamos a processar a informação de uma maneira mais verbal e conectada.

Essa ideia não é muito popular em alguns círculos, mas como alguns observadores como Tom Standage, do Economist, destacaram, quando você avalia a maneira pela qual ferramentas sociais, como o Twitter, o Facebook e os blogs, mudaram o panorama da mídia, parece bastante com o jeito que o mundo costumava funcionar antes do surgimento dos jornais – quando os cafés e as redes sociais do mundo real eram a principal maneira pela qual a informação era transmitida e checada de um lugar para outro. Há pessoas que alegam que a era dos meios de comunicação de massa foi uma anomalia histórica.

Mas o fundamental no discurso de Katharine é seu argumento sobre como tudo isso modifica (ou pelo menos deveria modificar) a natureza da relação de um jornalista com o que Jay Rosen e Dan Gillmor chamaram de “as pessoas que antigamente eram conhecidas como audiência”. “O jornalismo digital não trata de colocar uma matéria na internet. Trata de uma redefinição fundamental da relação do jornalista com sua audiência, de como pensamos sobre nossos leitores, da percepção que temos de nosso papel na sociedade, de nosso status. Deixamos de ser os jornalistas que tudo veem e tudo sabem, produzindo palavras a serem aceitas passivamente pelos leitores.”

Os benefícios do jornalismo aberto

Os benefícios de ser mais aberto às pessoas que costumavam ser a audiência, segundo Katharine, vão além das coisas meramente sentimentais, como estar mais conectado com os leitores ou fazer com que eles retuítem ou distribuam o seu conteúdo (função que, aparentemente, muitos veículos e jornalistas julgam ser a da rede social).

Essa abertura pode melhorar o seu jornalismo de várias maneiras:

** Muitas vezes, o leitor sabe mais do que você

A subeditora do Guardian dá como exemplo uma matéria sobre prospecção em águas profundas e como um Google Doc aberto permitiu que especialistas de vários campos contribuíssem com seu conhecimento sobre esse tema, uma abordagem que o jornal britânico faz melhor do que praticamente todo mundo.

** Com a abertura, vem a responsabilidade

Ao invés de tentar esconder os erros, o que muitos veículos tradicionais fazem, Katharine fala sobre uma matéria em que o jornal cometeu um erro e depois, além de corrigi-lo, publicou uma mensagem num blog discutindo-o. Os leitores disseram que isso realmente aumentou sua confiança no jornal.

** Ser aberto pode produzir furos

Pedir aos leitores que o ajudem torna mais provável que eles tragam informações que mudam uma matéria de maneira dramática, diz Katharine – como foi o caso da matéria que o Guardian fez em 2009 sobre a morte de um vendedor de jornais durante os protestos em Londres por ocasião da reunião do G20.

** Os paywalls são antiéticos para a rede aberta

Uma coisa que provavelmente não será uma surpresa é a opinião da subeditora do Guardian sobre paywalls, uma vez que o jornal britânico é um dos que mais resistem quando se trata de cobrar dos leitores pelas notícias. Alguns críticos de mídia destacados, como David Carr, do New York Times, argumentaram que o jornal deveria desistir e juntar-se à brigada pró-paywall, mas Katharine coloca a questão dos paywalls no contexto do “jornalismo aberto”, do qual seu editor-chefe, Alan Rusbridger, fez a pedra angular da abordagem do jornal à internet: “Um paywall é uma resposta típica da ‘mentalidade de jornal’ – antes, os leitores pagavam pelo conteúdo; vamos fazê-los pagarem outra vez. Mas, do ponto de vista jornalístico, os paywalls são completamente antiéticos em relação à rede aberta. Um website com paywall não passa de um jornal impresso com outro formato, tornando muito mais difícil a colaboração com as pessoas que antes eram chamadas de audiência. Você não tem como usufruir dos benefícios da rede aberta se está escondido.”

Katharine prossegue, falando dos benefícios dos links, mesmo em relação aos concorrentes – algo que muitos veículos jornalísticos ainda não dominam –, assim como os desafios de transportar uma observação sobre uma matéria para a seção de comentários de um jornal, e como são poucos os jornalistas que o fazem bem. Foi um discurso fantástico e se você se preocupa com mídia, eu o incentivaria a lê-lo inteiro.

Por Mathew Ingram: escreve sobre mídia no site GigaOM.
Tradução de Jô Amado, edição de Leticia Nunes. Informações de Mathew Ingram [“Going digital isn’t just an upgrade – it’s a complete transformation in the way journalism is done, GigaOM, 10/10/2013]

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