7 de out de 2013

Imprensa isenta


Leia Mais ►

O ataque moralista da direita


Durante o governo Dilma, a direita recuperou a voz, mas vazia, de condenação de todos os políticos

Nestes últimos meses vimos a direita recuperar o dom da palavra. Em 2002 ela se apavorara com a perspectiva da eleição de um presidente socialista. O medo foi tanto e contaminou de tal forma os mercados financeiros internacionais que levou o governo FHC a uma segunda crise de balanço de pagamentos.

O novo presidente, entretanto, logo afastou os medos dos ricos que então perceberam que não seriam expropriados. Pelo contrário, viram um governo procurando fazer um pacto político com os empresários industriais e que não hostilizava a coalizão política de grandes e médios rentistas e dos financistas.

Por outro lado, o novo governo de esquerda pareceu haver logrado retomar o crescimento econômico, ao mesmo tempo que adotava uma politica firme de distribuição de renda. Na verdade, beneficiava-se de um grande aumento nos preços das commodities exportadas pelo país, e da possibilidade (que aproveitou de forma equivocada) de apreciar a moeda nacional que se depreciara na crise de 2002.

Lula terminou seu governo com aprovação popular recorde, e com a direita brasileira sem discurso. Deixou, porém, para sua sucessora, a presidente Dilma, uma taxa de câmbio incrivelmente sobreapreciada, que, depois de haver roubado das empresas brasileiras o mercado externo, agora (desde 2011) negava-lhes acesso ao próprio mercado interno.

Sem surpresa, os resultados econômicos dos dois primeiros anos de governo foram decepcionantes. E, no seu segundo ano, foram combinados com o julgamento do mensalão pelo STF, transformado em grande evento político e midiático.

Com isto o governo se enfraqueceu, e a direita brasileira recuperou a voz. Mas uma voz vazia, liberal e moralista. Liberal porque pretende que a solução dos problemas é liberalizar os mercados ainda mais, não obstante os maus resultados que geraram. Moralista porque adotou um discurso de condenação moral de todos os políticos, tratando-os de forma desrespeitosa, ao mesmo tempo que continuava a apoiar em voz baixa os partidos de direita.

Quando, devido às manifestações de junho, os índices de aprovação da presidente caíram, a direita comemorou. Não percebeu que caíam também os índices de aprovação de todos os governadores. Nem se deu conta de que a presidente logo recuperaria parte do apoio perdido.

Quando o STF afinal garantiu a doze dos condenados do mensalão um novo julgamento de alguns pontos, essa direita novamente se indignou. Agora era a justiça que também era corrupta.

Quando o deputado José Genoino (condenado nesse processo porque era presidente do PT quando as irregularidades aconteceram) manifestou o quanto vinha sofrendo com tudo isso - ele que, de fato, sempre dedicou a sua vida ao país, e hoje é um homem pobre -, essa direita limitou-se a gritar que o Brasil era o reino da impunidade, em vez de perceber que o castigo que Genoino já teve foi provavelmente maior do que sua culpa.

Os países democráticos precisam de uma direita conservadora e de uma esquerda progressista. Mas cada uma deve ter um discurso que faça sentido, em vez do mero moralismo que a direita vem exibindo.

Luiz Carlos Bresser-Pereira
No fAlha
Leia Mais ►

Como José Serra deu o abraço do afogado em Roberto Freire

Eles

José Serra deu o abraço do afogado em Roberto Freire, o presidente do PPS, seu amigo de fé e irmão camarada.

Serra era a grande esperança branca de Freire e do PPS. Depois que JS voltou para o lugar de onde nunca saiu, o PSDB, Freire tentou a qualquer custo trazer Marina Silva para sua legenda. Era sua chance de permanecer respirando politicamente. Fez questão de deixar público seu apelo: “Estou à disposição. Ela [Marina] diz o que quer fazer. Temos abertura. Não tem problema vir a Rede apenas em um período. Não há impedimento nenhum”.

Marina optou pelo PSB. Restou a Freire dizer que aquele foi “um grave equívoco”.

Freire foi trazido para São Paulo por Serra. Acabou se elegendo deputado federal por SP, mas é uma espécie de desterrado. É criticado por seus colegas paulistas por não ter ligação histórica com o estado (toda sua carreira foi construída em Pernambuco) e pelos conterrâneos por ser considerado um desertor.

O PPS é, hoje, uma linha auxiliar do PSDB. “O Serra joga xadrez político com as pessoas e só leva em conta as enormes ambições dele. Se, para chegar onde quer chegar, tiver de se livrar de alguém, ele não tem dúvida”, disse um ex-pessedebista histórico ao DCM. (Freire não é o único náufrago serrista em São Paulo. Soninha, candidata à prefeitura e ao governo pelo mesmo PPS, também tornou-se uma sombra).

Freire foi acomodado em cargos de conselho na EMURB e na SPTuris. Era uma maneira de Serra costurar apoios futuros. Freire continua, aparentemente, fiel. “Serra é líder democrático de esquerda. Não tem apoio de banqueiros e grande capital”, escreveu no Twitter, onde passa o tempo batendo boca com pessoas que pegam em seu pé por conta de seu antigovernismo maluco beleza (a coisa chega a tal ponto que ele caiu numa pegadinha segundo a qual a frase “Lula Seja Louvado” seria impressa nas cédulas de real).

Abandonado, folclórico, uma saída para Freire seria, finalmente, trabalhar — por São Paulo, que o colocou em Brasília, ou por um projeto que não dependesse de um salvador da pátria. Mas isso está fora de questão. Como diz o Zé Simão, Roberto Freire é “um Fernando Henrique sem chantilly”.

Kiko Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

A falsa jabuticaba e o STF

Acusado por vários presos políticos de comandar sessões de tortura, o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra ficou livre e ainda deu lição de moral na Comissão da Verdade. Graças, inclusive, ao STF

“No Brasil, rico não vai para a cadeia” já se tornou senso comum. Não surpreende ouvi-lo sair tanto da boca de um militante de movimentos sociais quanto de um turista brasileiro que visita alguma capital europeia.

Essa impressão quotidianamente difundida guarda relação com uma extensa tradição intelectual baseada na ideia da inefetividade da lei na América Latina.

Nessa região, ter-se-ia uma situação desigual na distribuição de direitos e garantias. De um lado, os pobres estariam subordinados a um regime excessivamente rigoroso de aplicação da lei e suas garantias de defesa seriam sempre desrespeitadas.

De outro, os ricos poderiam, por meio de sua influência e de seus laços pessoais, ludibriar os ditames legais, girá-los para seus próprios interesses e, caso apanhados, poderiam fazer valer todas as suas garantias jurídicas para proteger a si e a seus direitos.

Dois dias após o julgamento dos embargos infringentes do caso “mensalão”, a divulgação do Relatório do Mutirão Carcerário do Conselho Nacional de Justiça, que revelou um altíssimo e terrível índice de presos provisórios no estado do Piauí em razão do descontrole sobre processos judiciais, criou as condições ideais para se retomar a imagem do Brasil dos contrastes.

Na mídia, ela foi celebrizada por meio da diferença entre o Brasil com infringentes, em que “condenados como José Dirceu e Delúbio Soares” podem saltar para o regime semi-aberto sem conhecer a cadeia, e o Brasil sem infringentes, onde “os detentos sem rosto” desconhecem a progressão de regime.

Para explicar o novo dualismo, diversas opiniões e artigos publicados recorreram ao imaginário do patrimonialismo e do favoritismo. A aceitação dos respectivos embargos foi vista como resquício de nosso formalismo ibérico e a confirmação do peso do ‘você sabe com quem está falando?’ no STF.

Embora possua sua parcela de verdade, o jargão das distorções brasileiras na aplicação da lei é uma ideologia e, como tal, recomenda-se vigilância.

Primeiramente, parte de uma premissa geográfica enganosa: por que apenas no Brasil ou, no máximo, na América Latina?

O encarceramento em massa de negros nos EUA dá algumas pistas sobre o regime jurídico vigente entre as populações excluídas daquele país.

Da perspectiva dos poderosos, as sociedades que respeitamos nos oferecem casos-exemplares.

Mesmo após todas as provas levantadas no escândalo de Watergate, Nixon não foi parar na cadeia.

No final dos anos 1990, descobriu-se na Alemanha que o Partido Democrata Cristão foi financiado por caixa dois. Seu principal dirigente, o então chanceler Helmut Kohl, reconheceu ter recebido doações ilegais em mais de 1 milhão de marcos.

No entanto, conforme a polêmica biografia escrita por seu filho, a única prisão que conheceu foi a de si mesmo e seu carcereiro seria apenas sua segunda mulher.

A exemplo do que já rezava o famoso canto internacionalista, o problema é global: “Não há direitos para o pobre. Ao rico tudo é permitido”.

Se, portanto, não se trata de produto exclusivamente nacional, uma jabuticaba, por que a tendência à brasilianização da questão da inefetividade da lei?

Trata-se de um processo de constituição de identidade política por meio da oposição a um “outro” ideal e superior.
Essa estratégia confere dois componentes fundamentais para a conservação das posições historicamente privilegiadas na sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, ao projetar um paraíso (externo) da legalidade, canaliza as esperanças de transformação nas instituições jurídicas liberais, como se elas funcionassem perfeitamente “lá fora”, sem nenhuma desigualdade de classe, gênero ou raça.

Com isso, à revelia dos processos reais de marginalização, a idealização de que a lei é efetiva nos estados (maduros) de direito reduz nossas alternativas políticas de transformação ao projeto de criação de uma ‘cultura de respeito às regras’.

A luta por mudanças é, assim, acomodada ao status quo.

Em segundo lugar, a brasilianização da inefetividade da lei serve a interesses particulares para ocultar situações concretas de afronta à legalidade por meio de falsas dicotomias como, por exemplo, aquela entre o Brasil com e sem infringentes.

Tal dicotomia sugere que os réus da ação penal 470 tiveram todas suas garantias jurídicas asseguradas em oposição aos detentos do Piauí. Não há dúvidas que esses últimos são desrespeitados em seus direitos fundamentais mais básicos.

A conclusão, no entanto, de que os primeiros gozaram de todas as proteções legais e constitucionais não é automática.

Diversas questões polêmicas já foram amplamente levantadas: inexistência de provas suficientes, incoerência da teoria jurídica aplicada, falta de consenso no tipo penal adotado, problemas na dosimetria das penas etc.

Mas, então, vale tudo para os réus do caso mensalão? Se fossem privilegiados, não teriam sido amplamente investigados.

Se investigados, não teriam sido denunciados. Se denunciados, teriam o direito ao duplo grau de jurisdição e ao incontável número de recursos de defesa de nosso sistema processual. Se julgados, não teriam sido condenados.

Levadas a sério, essas situações hipotéticas revelam uma dimensão da inefetividade da lei, agora sim, típica da mais alta corte brasileira, principalmente quando comparada com os demais países latino-americanos ou com a Europa ocidental do pós-guerra: desde a ditadura militar se consolidou, no contexto nacional, a impunidade dos setores conservadores da sociedade, quer de políticos, agentes econômicos ou militares.

Não custa lembrar o papel do STF em casos como os de Paulo e Flavio Maluf ou a postura em relação a escândalos que envolveram Bancos como Opportunity ou Marka.

A situação mais gritante, todavia, é a impunidade dos agentes da repressão militar.

A decisão que manteve a constitucionalidade da lei de anistia criou um setor privilegiado, capaz de cometer crimes contra a humanidade, mas manter-se imune às leis penais.

Se aplicada por analogia aos torturadores, a teoria do domínio do fato poderia ter levado à cadeia os mais altos governantes (militares ou civis) da época.

Nesse sentido, a história recente do STF dá um colorido verde e amarelo ao problema de inefetividade da lei: no Brasil, a direita não vai para a cadeia.

Com isso, não se quer dizer que as condições dos presos do Piauí não sejam piores do que as dos réus da ação penal 470.

Evidente que os primeiros padecem de hipossuficiência informativa, econômica e política que bloqueiam seus direitos mais básicos de defesa. Até aí nenhuma novidade na história mundial.

Sua brasilianização, no entanto, se transforma em uma estratégia retórica de controle forjada pelo pensamento conservador contra seus adversários políticos: ao qualificar os direitos e garantias dos réus da ação penal 470 como privilégios, busca minar sua capacidade de defesa, protegida legalmente por diversos instrumentos, entre eles, os embargos infringentes.

Diante da desigualdade entre os presidiários do Piauí e os citados réus, qual seria a solução? Retirar os direitos dos segundos?

O Estado de Direito possui duas vidas. No sonho dos juristas, ele é a igualdade de todos perante a lei e o exercício universal dos direitos.

Na experiência histórica mundial, trata-se de um valor abstrato que se pretende neutro, mas é manipulado por interesses particulares e, com isso, gera contraditoriamente desigualdades.

A igualdade jurídica opera seletiva e desigualmente.

Hoje, apregoa-se contra os embargos infringentes para que se tenha igualdade entre os réus da ação penal 470 e os presidiários do Piauí.

Em julgamentos anteriores, militares e agentes políticos ou econômicos conservadores beneficiaram-se da legalidade estrita para escapar de punições.

Do valor universal da igualdade jurídica chega-se a uma desigualdade: muitos não possuem os direitos de defesa; os adversários não deveriam tê-los; poucos não apenas são plenamente titulares, mas também juridicamente privilegiados.

No futuro, existirão outros casos: o tucanoduto, por exemplo. No Brasil, a direita poderá ir para a cadeia?

Guilherme Leite Gonçalves, doutor em Sociologia do Direito pela Universidade de Salento, Itália. Atualmente, faz seu pós-doutorado na Universidade Livre de Berlim e na Universidade de Bremen, ambas na Alemanha.
No Viomundo
Leia Mais ►

Articulação da oposição não é coisa de anão e nem passa só por Marina, Aécio e Eduardo Campos


A filiação de Marina ao PSB pode não ter sido uma jogada de mestre, mas tampouco foi uma imbecilidade. Tudo indica ter sido uma operação política calculada e cujos bastidores ainda estão por ser revelados. Mas há indícios que já permitem dizer que Eduardo Campos é apenas uma peça dessa história.

É interessante verificar como esse projeto de fusão foi realizado. Pelo divulgado em vários veículos de imprensa, depois de analisar todas as possibilidades, Marina apresentou, “em caráter irrevogável”, sua opção aos que com ela tinham tentado construir a Rede Sustentabilidade. A opção PSB, no entanto, não tinha sido debatida nem com as bases do novo partido e nem com articuladores políticos que vinham buscando a criação da legenda.

Em suma, escolher o PSB não foi fruto de decisão coletiva, como se espera de um projeto que diz ser mais horizontal. Foi operação de bastidor de olho na eleição de 2014. Mas quem fez a aproximação de Marina com Campos? O que foi oferecido a ex-senadora para que num primeiro momento ela deixasse de lado sua candidatura presidencial? Aécio participou da articulação? Por que Roberto Freire ficou puto? Que grupos empresariais articularam essa fusão da Rede com o PSB? Quais são os interesses desses grupos?

No governo há gente comemorando o acordo a partir do entendimento de que é melhor disputar contra dois candidatos fortes do que contra três. Que com este cenário é mais fácil liquidar a eleição no primeiro turno. É uma análise com princípio correto, mas que despreza o elementar. Os operadores do lado de lá também sabem fazer conta.

E as contas podem estar relacionadas com algo mais do que a montagem da chapa Eduardo-Marina, que seria PSB com PSB. E que afastaria várias legendas do projeto e junto com elas tempo de TV, a não ser que isso implicasse em acordos vantajosos para algumas nos estados, o que não parece possível já que o PSB tem quase nada a oferecer.

O cálculo não fecha. Significa pouco do ponto de vista eleitoral, Marina se filiar ao PSB para ser vice de Eduardo Campos. E por isso mesmo talvez ela não tenha respondido a essa pergunta no dia da filiação.

O fato é que a articulação que está sendo montada pela oposição para 2014 é muito mais profissional do que nas disputas anteriores vencidas pelo PT. E isso tem ficado cada vez mais claro para quem tem aceso a análises dos movimentos políticos nas redes sociais.

A oposição já tem um grupo profissional montado e operando de forma cada vez mais articulada. Ou teria sido mera graça o ataque de Danilo Gentilli a Dilma Bolada no Twitter? Desgastar o bom fake de Dilma é parte do jogo.

Danilo Gentilli apoiou Marina na eleição de 2010 e saiu atacando Cid Gomes recentemente. Curioso, né?

É bom lembrar que no auge das manifestações, vídeos lançados simultaneamente com brasileiros falando em inglês fizeram muito sucesso atacando o governo e o PT. Entre eles, o do Change Brasil e o de Carla Dauden. Prestem atenção nas produções, vejam detalhes de enquadramento de câmeras e de seleção de imagens.

A reunião divulgada publicamente entre Aécio e Eduardo Campos, o fico de Serra para o PSDB, o resgate de profissionais da política como Bornhausen, Heráclito Fortes e Tasso Jereissati. Tudo isso junto pode começar a ter mais sentido do que se os olhos se voltarem apenas para Marina e sua decisão tomada em “caráter irrevogável” e sem que tenha sido fruto de qualquer debate mais amplo.

Ainda não está claro o que está sendo articulado, mas é possível perceber que não é coisa de amadores. E parece não estar passando apenas pelos políticos e pela política tradicional tapuia. Ou seja, não é coisa de anão. Aécio, Marina e Eduardo Campos são apenas algumas das peças nessa tabuleiro. Há outros jogadores no jogo.

Leia Mais ►

Devagar com o andor de Eduardo Campos


O ex-presidente Lula divulgou e-mail negando que esteja preocupado com a aliança entre o PSB e a virtual Rede.

“São absolutamente fantasiosas as declarações sobre a aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no blog do jornalista Josias de Souza e também na coluna Painel, da Folha de S.Paulo.”, diz a nota da assessoria de Lula.

Josias e o Painel dizem que Lula teria achado que a aliança é um perigo para a reeleição de Dilma.

E Lula não acha nada disso.

Aliás, quem acha, acha porque quer achar.

Que Campos terá algum reforço, é óbvio. De parte (impossível dizer de quanto será essa parte, mas certamente é bem menor que o todo) dos marinistas e da exposição de mídia que está tendo.

Mas daí a dizer que passa de azarão a pule de 10 vai uma distância maior do que a da realidade do governador de Pernambuco e as suas pretensões.

Não há nenhuma indicação de que isso vá provocar um salto de Campos.

Isso é muito mais o desejo de quem “topa qualquer negócio” na esperança de derrotar Dilma do que análise político-eleitoral.

Até porque Eduardo só chegou a ser a força que é em Pernambuco porque foi, até o ano passado, o maior “lulista” do Estado. Eduardo contra Lula não é o mesmo.

Quem tem de se preocupar – e muito – com isso é Aécio Neves, porque mesmo pequena, uma ascensão do pernambucano faz balançar sua condição de, agora, segundo colocado nas pesquisas.

Balançar é muito perigoso, sobretudo quando o jacaré José Serra está ali por baixo, de boca aberta esperando a desgraça aecista.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1958

Leia Mais ►

Marina, morena Marina, você se traiu...


Vamos ao ponto. Maria Osmarina Silva Vaz de Lima, a Marina Silva, é a incompetência vestida de verde ou laranja, talvez as duas cores juntas, e simboliza tudo aquilo que caminha e não sai do lugar. É como se ela andasse em uma esteira, porque o problema de Marina é a sua pretensão de falar sobre as questões brasileiras, ao tempo que ao fazer suas considerações ela não diz nada com coisa nenhuma, assim como se expressam, igualmente, seus correligionários mais próximos, a exemplo de Alfredo Sirkis e os bajuladores e matreiros Miro Teixeira, Roberto Freire, Cristovam Buarque e Rodrigo Rollemberg, bem como o maior quinta-coluna dos últimos tempos, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aquele que no programa eleitoral do PSB pede “respeito”, sem, contudo, respeitar seus aliados históricos e a aliança de 25 anos com o PT e o PC do B.

No sábado, a ex-candidata a presidente e tucana de bico verde, Marina Silva, e o quinta-coluna, Eduardo Campos, político que remonta à golpista e reacionária UDN, afinal o PSB nos seus primórdios contava em seus quadros com udenistas e direitistas empedernidos, lançaram a chapa do PSB à presidência da República, sendo que Marina Silva se filiou ao PSB para ser candidata a vice-presidente, porque a Rede Sustentabilidade, partido que ela tentou criar para tentar concretizar seus desejos políticos e ambições pessoais foi rejeitado pelo TSE, porque Marina, incompetente, ideologicamente confusa e enfadonhamente prolixa não conseguiu as 50 mil assinaturas necessárias para que a Rede pudesse ser legalizada e, por sua vez, competir nas próximas eleições de 2014. Enquanto isso, os partidos PROS e Solidariedade foram legalmente aprovados pelo TSE, porque quem se organiza colhe bons resultados, o que, definitivamente, não é o caso de Marina e de seus apoiadores rancorosos, que apostam em qualquer um para verem o PT fora do poder.

Marina teve todo o tempo, mas não conseguiu criar o partido Rede, o que deixou os mundos político e jurídico estupefatos, porque a incompetência dela e dos que estão a participar de seu projeto é irremediavelmente surreal, tanto o é que alguns ministros do TSE, notadamente a presidente Carmem Lúcia, consideraram um absurdo a ecológica Marina Silva ter dado declarações à imprensa de mercado desconcatenadas da realidade, com o propósito de pressionar os juízes a conceder o registro à Rede Sustentabilidade mesmo sem o partido de Marina estar legalmente a cumprir as leis, bem como não comprovou a autenticidade de dezenas de milhares de assinaturas para que a Rede fosse formalizada e, por seu turno, poder concorrer às eleições do ano que vem.

Entretanto, Marina Silva não se faz de rogada, porque não dá ponto sem nó. Por se comportar dessa maneira, a candidata das ONG internacionais, aliada dos fundamentalistas dos “diferentes ecossistemas”, tergiversa sobre sua personalidade egocêntrica, e, ardilosamente, dissimula seu autoritarismo de caráter pentecostal, que jamais a permitiu ter uma posição efetiva sobre assuntos importantes para a sociedade, como o aborto, o casamento gay, as células-tronco embrionárias e a legalização das drogas ilícitas. Cito especificamente a maconha, assunto este muito pertinaz e que tem a atenção do ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, que está muito preocupado com os baseados fumados pela rapaziada de classe média deste País e de outros cantos do mundo.

A verdade é que não há compreensão sobre o que Marina Silva pretende, fala, propõe e muito menos o que pensa em termos de projeto para o Brasil, bem como ninguém sabe qual é o seu programa de governo. Eu não sei e duvido se o Eduardo Campos saiba. Ela nunca disse, mesmo quando foi candidata derrotada do PV, em 2010. Seus parceiros e correligionários também prognosticam e reverberam o nada com coisa alguma, mas a verdade sobre essa realidade não pode ser escondida e dissimulada por tempo indeterminado. Por isso e por causa disso, considero que a candidata biodegradável e de mente reciclável demonstra, imponentemente, a característica dos prepotentes e dos rancorosos, quando não deveria proceder assim, pois iniciou sua vida política no Partido Revolucionário Comunista (PCR), agremiação marxista que se abrigava no PT.

Depois deixou o partido, em 2008, e se aproximou da direita brasileira, sendo que hoje até o extremista de direita da UDR e dono de terras mil, deputado Ronaldo Caiado (DEM/GO), anunciou seu apoio à Marina e ao Dudu Campos, aquele que pede “respeito” em programa eleitoral, ao tempo que trai seus aliados históricos. Correligionários que, no decorrer de 11 anos, sofreram todo tipo de boicote e sabotagem das “elites” econômicas herdeiras da escravidão, que tem como seu porta-voz o poderoso sistema midiático privado controlado por meia dúzia de famílias, que, de forma arrogante, tratam o Brasil de mais de 200 milhões de habitantes, além de ser a sexta economia mundial, como o quintal de suas casas. Aliás, magnatas bilionários de imprensa que, equivocadamente, pensam que tem a importância e a influência que, na verdade, eles não têm.

Voltemos à Marina. Após ser demitida do PT (na verdade ela se antecipou à demissão) por incompetência e sabotagem ao programa de Governo do presidente Lula, a política, filha de seringueiro, que conheceu Chico Mendes, um dos ícones da esquerda, logo passou a atacar os seus companheiros de lutas, no decorrer de três décadas. Marina seguiu o exemplo de políticos que guardam rancores no freezer, como os senadores Cristovam Buarque e Pedro Simon, lideranças que envelheceram e traíram seus ideais e as ideias que não condizem com os princípios programáticos e ideológicos da esquerda, pois a origem de Simon é o trabalhismo gaúcho, esquecido lá na década de 1950, e o Cristovam, ex-governador do PT, saiu do partido e ingressou no PDT. Contudo, tal político do Distrito Federal até hoje não disse para o que veio, a não ser se aliar aos tucanos e, vergonhosamente, combater, juntamente com a direita, os governos trabalhistas de Lula e de Dilma Rousseff. Cristovam é rancoroso e está “na bronca” há quase uma década, mas foi um medíocre ministro da Educação.

Marina Silva gosta de usar termos vazios e sem fundamento ideológico, como “nova política”, “acabar com o monopólio da política”, “por uma política sustentável” etc etc etc. Assim não dá! Haja paciência para entender o “marinês”. Ela é o FHC de saia. Quando o tucano neoliberal abre a boca é um “deus nos acuda”. Não se entende nada. Marina é a emissora-mor de frases desconexas e ininteligíveis, verbalizadas com falsas conotações de intelectualidade: “Hoje todos nós sabemos que somos finitos como raça. E, além de não saber como lidar com a imprevisibilidade dos fenômenos climáticos, temos pouco tempo para aprender como fazê-lo”. Ou: “Talvez o que tenhamos que aprender a fazer seja algo que tenho chamado de “aeróbica da musculatura do acerto”, fortalecendo-a como a melhor forma de combater a “musculatura do erro”. Oferecendo para este último o melhor dos ensinamentos do amor, que é o ato de oferecer a outra face. Para a face da prepotência, a humildade de aceitar-se também como falho. Para a face do descaso, o compromisso que cria e gera alianças. Para a face da vaidade, da voracidade pelo poder e para a autoria das coisas, o compartilhar autorias, realizações, reconhecimentos”.

É uma loucura, que deixaria um dos personagens da “Escolinha do Professor Raimundo”, Rolando Lero, com inveja de tanta incongruência, prolixidade e presunção, pois Marina Silva é a autêntica pseudo-intelectual, ao ponto de superar também o prefeito Odorico Paraguaçu, personagem de “O Bem Amado”, que também falava muito e não dizia nada, a não ser levar confusão a quem o ouvia e, por seu turno, deixava o público coxinha de classe média com um sentimento de orgulho por acreditar que somente um grupo social “estudado” e “culto” teria a opção em votar em candidato tão “cool” ao tempo que uma “referência” político e eleitoral para aqueles que desejam se livrar de “tudo o que está aí”, como afirmavam, genericamente, os coxinhas reacionários nas manifestações de junho, ao fazerem alusões “apolíticas” e “apartidárias” ao PT e ao Governo trabalhista de Dilma Rousseff.

Então, como se percebe, Marina Silva é autora de frases especialmente ininteligíveis, que se transformam em hilárias pelo ridículo. A líder das palavras incompreensíveis e que não tem programa de governo e muito menos projeto de País, a exemplo de Dudu Campos e do playboy Aécio Neves, se propõe a ser uma intelectual que poderia ser definida como “verde da vanguarda chique” e por isto tão a gosto da burguesia (ricos) e dos pequenos burgueses (classe média coxinha) que procuram, como agulha no palheiro, alguém que represente seus rancores, reacionarismos, conservadorismos, ódios e preconceitos políticos e de classe social para derrotar o PT e seus candidatos e lideranças trabalhistas e socialistas, exemplificados nas pessoas de Lula e Dilma Rousseff.

Marina, além de ser mais uma quinta-coluna das tantas que existem por aí, também se mostrou, ao longo de sua trajetória, ser um animal político que se sente muito bem em seu habitat, que é sempre estar em cima do muro. Afinal sabemos que de habitat, de ecossistemas e de biodiversidades ela entende. Marina é da floresta e por isto sabe muito bem ficar em cima do muro sem jamais cair. Ela é evangélica e defende o estudo do criacionismo (Adão e Eva) nas escolas, mesmo o estado a ser laico. Todavia, a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, também deve fazer parte do currículo escolar. E a ambientalista soltou a seguinte pérola: “No espaço da fé, a ciência tem todo o acolhimento. Eu gostaria que a fé tivesse o mesmo acolhimento da ciência”. Sem palavras. Não as tenho em números suficientes para fazer qualquer comentário sobre este profundo e sábio pensamento de Marina Silva.

A pensadora é contra as pesquisas com células-tronco embrionárias, mas é favorável à utilização de células-tronco adultas, bem como se posicionou contrária à descriminalização do aborto, mas sugeriu que se realize um plebiscito para a população decidir sobre tal assunto tabu. Marina também é contra o casamento gay. Porém, se diz a favor da união de interesse financeiro, material e patrimonial entre as pessoas do mesmo sexo. A verde é contra as drogas consideradas ilegais, mas gostaria de consultar o povo sobre o assunto. Esta é a Marina Silva, que, na verdade, não tem opinião formada sobre nada, bem como não se entende nada do que ela pensa e fala.

Acontece que muitos de seus eleitores são da classe média branca e conservadora, a de tradição familiar universitária e que controla há mais de um século os melhores empregos dos setores públicos e privados deste País e vão ficar em dúvida se apoiarão Aécio Neves ou Eduardo Campos, a ser o socialista a encabeçar a chapa, na qual Marina vai ser candidata a vice-presidente do Brasil, já que, por incompetência, não conseguiu legalizar a Rede Sustentabilidade. Agora, venhamos e convenhamos: um partido com um nome como esse realmente não poderia neste momento dar certo. Só a Marina mesmo.

Contudo, essa gente de direita sabe que Marina é negra e índia e nascida em uma comunidade pobre e extrativista no Acre, estado da região Norte e considerado pelos burguesinhos brancos e de classe média deste País, principalmente os do Sul e do Sudeste, um local atrasado, cercado por florestas, com um povo ignorante e etnicamente formado por “bugres”. Região que na ótica das “elites” brasileiras somente dá trabalho e despesa e que, por seu turno, não deveria ser alvo de atenção do Governo Federal, porque para eles o Acre e toda a região Amazônica não é Miami e nem Orlando, muito menos Paris ou Londres ou Nova York. A verdade é que se os ricos brasileiros pudessem entregariam a Amazônia aos Estados Unidos e aos europeus, se eles fossem os ingleses.

Para quem pensa que o que falo é exagero, lembro que certa vez, no programa do Sérgio Groisman, da Rede Globo, a atriz Fernanda Montenegro falou alto e em bom som que o Brasil deveria se livrar do riquíssimo Estado de Goiás e concedê-lo ou doá-lo aos Estados Unidos, país que tem estados climaticamente mais secos que o formidável Estado do Centro-Oeste brasileiro, que é uma potência no que tange à agropecuária, bem como tem ecossistemas dos mais ricos e diversificados, além de estar a se industrializar, o que, sobretudo, vai fazer com que Goiás se torne um dos estados mais importantes da Federação em poucas décadas.

Para a Montenegro, o Brasil se reduz às cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, bem como os bairros do Leblon ou Ipanema, Jardins ou Morumbi, por exemplo, são seus habitats, onde os pés da artista devem caminhar, sem esquecer, evidentemente, que a famosa atriz, certamente, tem como suas “cortes” Nova York, Miami, Londres e Paris, porque referências da burguesia brasileira de pensamento, gestos e ações subservientes e colonizados. O jornalista Ancelmo Gois, colunista de O Globo e que joga no time da família Marinho, discordou de Fernanda Montenegro. O colunista demonstrou todo seu descontentamento com o pensamento da artista, que não conhece o Brasil e pensa que Goiás, um estado economicamente poderoso, dono de uma cultura ímpar e que tem um povo trabalhador e produtivo, que ama aquelas terras, não passa de uma região onde não existe ninguém. Seria cômico se não fosse trágico a ignorância da atriz, bem como o é a da “elite” brasileira preconceituosa, ignara e de passado escravocrata. As classes sociais entreguistas.

Contudo, quero dizer que considero deplorável ver o senhor Eduardo Campos e a dona Marina Silva se prestarem a um papel feio desse, a fingir que são uma terceira via, quando a verdade eles querem, a fim de ser eleitos, desconstruir e desqualificar o que até agora foi realizado pelos governos trabalhistas e conquistado pelo povo brasileiro. Quando Marina Silva se coloca como uma novidade na política e se diz ética — a ética que afrontou o TSE por querer legalizar seu partido sem as assinaturas necessárias por lei, com o apoio contumaz da imprensa golpista e de mercado, a política verde e também laranja e agora socialista de carteirinha simplesmente tergiversa e dissimula o desejo de poder e o rancor já indissociável de seu caráter e personalidade egocêntricos, que prefere não reconhecer os avanços do Brasil nos últimos anos ao afirmar, sem nenhuma convicção, que o País piorou e que nada foi construído e melhorado pelos trabalhadores brasileiros, cuja maioria preferiu eleger Lula e Dilma, além de recusar o blá, blá, blá de Marina Silva. O Brasil há 11 anos diz não à política de alienação do patrimônio público e ao entreguismo dos tucanos José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso, que trataram o valoroso povo brasileiro como pária e não tiveram a responsabilidade de pelo menos empregá-lo.

Os propósitos políticos de Marina são como uma colcha de retalhos e suas ideias são díspares, a verdadeira miscelânea, porque seus interlocutores e o cidadão comum que ouvem seus argumentos para governar o Brasil não os compreendem, pois seu pensamento político e ideológico e suas propostas no que concernem à economia e até mesmo à biodiversidade são quase que incompreensíveis, porque a verdade é que Marina Silva e seus escudeiros do Itaú, da Natura, da Globo e da comunidade “verde” nacional e internacional em geral não elaboraram um programa de governo, não formam uma equipe para governar, administrar e projetar um País da complexidade e do gigantismo do Brasil e muito menos tem condições de formar uma maioria no Congresso e, consequentemente, aprovar as proposições para poder governar.

Marina Silva é incompetente. Enquanto o PROS e o Solidariedade cumpriram junto ao TSE com os requisitos básicos para existirem como partidos, o Rede Sustentabilidade da ex-petista demitida pelo presidente Lula, em maio de 2008, não conseguiu listar 492 mil assinaturas de eleitores e, por conseguinte, sua criação foi rejeitada por seis votos a um, a ser o único voto favorável à Rede foi exatamente o do condestável do STF, o juiz Gilmar Mendes, a herança maldita de FHC — o Neoliberal I —, que mais uma vez em sua vida navegou contra a maré da insensatez, do que é legal e constitucional e defendeu, no pleno do TSE, que fosse permitido a criação do partido de Marina Silva, mesmo sem ser reconhecidas como legais e verídicas cerca de 95 mil assinaturas. Gilmar, novamente, fez política. A política baixa, rasteira e devotada aos interesses do partido que ele defende com unhas e dentes, o PSDB, que reiterou a nomeação de FHC — o Neoliberal I — para ser juiz do STF, um magistrado useiro e vezeiro em tentar desestabilizar os Poderes da República.

Resta-nos esperar pelo jogo de xadrez política que se apresenta para 2014. Marina já definiu sua posição ideológica, programática, partidária, e disse: “Nem oposição e nem situação; nem esquerda e nem direita”. Genial, não? Contudo, todo mundo sabe — até os recém-nascidos e os mortos mais antigos — que Marina Silva se exibiu sem propostas na Rio+20, além de fazer o jogo das ONGs estrangeiras alinhadas à agricultura europeia e estadunidense para que a poderosa agricultura nacional não domine mercados específicos deste setor em âmbito internacional. Todos nós sabemos que Marina Silva compôs com os tucanos e os seus apêndices PPS e DEM para derrotar a Dilma nas eleições de 2010. Todo mundo sabe que a ex-candidata verde, por conveniência, traiu o presidente trabalhista, Lula, depois de ser ministra do Meio Ambiente por seis anos, e, mesmo assim, obter péssimos resultados em comparação com o seu sucessor, Carlos Minc.

Minc, em quase dois anos, ou seja, em um tempo muito menor à frente do MMA obteve resultados, no que tange à preservação do meio ambiente — combate às queimadas, aos madeireiros, aos caçadores e multas pesadas aos fazendeiros que não tinham autorização para desmatar, e, criminosamente, poluir ou assorear rios, lagos, córregos e nascentes — muito melhores do que os de Marina Silva, que insiste em uma retórica sem fim, cansativa, enfadonha e nenhuma praticidade como comprovou quando foi ministra. Todo mundo sabe que a Marina Silva não passa de uma quinta coluna que atrai verdes do mercado de capitais e uma classe média ressentida e envergonhada de votar na direita, que entorta o nariz, porém, mais despolitizada (muito mais) que a maioria das pessoas moradoras de comunidades carentes do Rio de Janeiro que eu conheço.

E todo mundo sabe que os quase 20 milhões de votos que a Marina teve (60%) não são dela, mas sim dos eleitores conservadores, que, evidentemente, não iriam votar em Dilma. Eles pensaram que a Marina fosse superar o Serra ou ajudá-lo a ir para o segundo turno, o que aconteceu. Mesmo assim os dois candidatos de oposição acabaram com os burros n’água, pois derrotados pela realidade das conquistas econômicas e sociais efetivadas pelo governante trabalhista do PT. Marina Silva é o que é; porque sua ideologia e seus propósitos são o que são: oportunismo político, inveja da Dilma, traição a Lula e ao PT, ou seja, rancor, muito rancor e ressentimentos congelados no freezer, tal qual, volto a lembrar, o senador Cristovão Buarque (PDT/DF), que, demitido por Lula do Ministério da Educação, saiu do PT e foi fazer oposição ao lado dos tucanos derrotados pelas urnas e pelo povo brasileiro, que sabe que gente neoliberal suga o sangue do direito à cidadania e vende o patrimônio do Brasil.

Marina Silva tem um problema muito sério e grave: o povo do Acre (seu colégio eleitoral) não vota nela. Nas eleições de 2010, ela ficou atrás do Serra e da Dilma. O povo do Acre sabe quem ela é e por isso não a “compra” e nem a “vende”. Somente os burguesinhos verdes de etiqueta e butique e os reacionários de direita também “verdes” ou de outras cores, por oportunismo, votam nela. O sistema midiático neoliberal e de direita vai manipular e criticar açodadamente o governo, pois é de oposição. Contudo, não vai adiantar, porque fatos são fatos; realidades são realidades; e números e estatísticas são números e estatísticas. Não vai dar para mentir e dissimular indefinidamente, para sempre...

Os verdes e principalmente os neoverdes não têm compromisso com o povo brasileiro, com algumas exceções. Eles têm compromissos com os jabás das ONGs estrangeiras e brasileiras, que se dizem verdes e lutam para que o Brasil não se torne a maior potência agroindustrial do planeta, apesar de estar entre as três maiores, porque nós temos terra, água e sol, a base para que uma nação se torne independente e autossuficiente no que diz respeito à agricultura e à pecuária, bem como no que é relativo a outros segmentos do setor primário.

A senhora quinta coluna, Marina Silva, combateu Belo Monte e tenta atrasar o desenvolvimento da superagricultura brasileira, de forma que ela não se torne hegemônica no mundo. Mas vai ser, porque nós temos o que os outros países não têm. Volto a repetir: sol, água e chuva todo ano, além de terras imensas, agricultáveis e apropriadas ao plantio. Ainda temos a nossa Nasa, que é a Embrapa, empresa estatal de ponta, de alto rendimento, que deixa muita gente da oposição e da imprensa entreguista e subserviente com ódio ao tempo que frustradas e inconformadas.

Sorry, periferia. Marina Silva é uma tucana de bico verde como o é também o Cristóvão Buarque, que deveria sair do PDT, partido aliado do governo trabalhista em âmbito federal. Marina tem de ter o cuidado de não cair na Rede e sem base de sustentação e abraçada pela banqueira do Itaú e do empresário dono da Natura. Ela detesta o chavismo do PT e do Governo Federal, como disse recentemente. Por sua vez, Marina sabe, por ter sido ministra do Meio Ambiente, que Lula e Dilma estabeleceram limites e sempre atuaram e agiram politicamente de maneira autônoma e independente mesmo perante seus principais aliados em termos de América do Sul. Marina sabe disso. É que a política verde e também laranja quer agradar como música os ouvidos da direita. Marina, morena Marina, você se traiu... Agora, a pergunta que teima em não se calar: a quem representa, de fato, a senhora Marina Silva? É isso aí.

Davis Sena Filho
No Palavra Livre
Leia Mais ►

O novo velho jogo eleitoral


O governo, a imprensa e os demais partidos políticos parecem ter sido surpreendidos pela aliança da ex-ministra e ex-senadora Marina Silva com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Mesmo dirigentes do PSB, partido de Campos, foram deixados de lado nas negociações que podem mudar o cenário das eleições de 2014, especialmente a disputa pela Presidência da República.

Os jornais de domingo (6/10), o noticiário que se seguiu nas versões eletrônicas da imprensa e os diários de segunda-feira (7) são férteis em interpretações dos especialistas que não souberam prever essa alternativa.

A reunião que selou o compromisso de Marina Silva e Eduardo Campos aconteceu na noite de sexta-feira. Com as redações esvaziadas no fim de semana, os jornais somente puderam publicar a história no domingo, e todos deram o assunto em manchete. No entanto, as especulações desencontradas demonstram que a imprensa não tem meios adequados para avaliar o impacto do acontecimento.

Para a maioria dos analistas, trata-se de uma “jogada de mestre”. Mas é apenas mais do mesmo: a velha disputa por siglas de aluguel, que serão pagas com verbas do Tesouro.

Articulistas afinados com os partidos de oposição apostam que o acordo, no qual a suposta candidata a vice-presidente tem 26% das intenções de voto e o provável cabeça de chapa aparece com apenas 8% nas pesquisas mais recentes, vai dividir o eleitorado e provocar um segundo turno. Entrevistados que se alinham com o governo federal entendem o contrário: que a futura chapa Campos-Silva vai desarticular a oposição. No meio do debate, registra-se que 10% dos deputados federais trocaram de partido no fim do prazo para as mudanças valerem nas eleições do ano que vem.

Ao desprezar a insistente oferta do PPS, que abriga antigos militantes do histórico Partido Comunista Brasileiro, Marina Silva produziu desafetos, mas ninguém na oposição se arrisca a condenar a única postulante com alguma chance, nesta altura do campeonato, de atrapalhar a reeleição da atual presidente no primeiro turno.

Evidentemente, tudo que se publica um ano antes da disputa eleitoral é apenas especulação, e serve para pouco mais do que entreter o leitor. Mas não deixa de ter alguma utilidade anotar o que dizem uns e outros no calor da surpresa.

As apostas estão feitas

O quadro deve mudar bastante até a primeira semana de julho do ano que vem, quando a campanha começa oficialmente. A aliança entre Marina Silva e Eduardo Campos ainda precisa ser analisada à luz das probabilidades eleitorais, que certamente serão avaliadas em uma daquelas pesquisas tão apressadas quanto imprecisas que os jornais adoram publicar.

Enquanto isso, vale a pena fazer algumas observações. Por exemplo, o fato de que alguns representantes da oposição estão se movendo para a aliança governista. O caso mais relevante é o da senadora Kátia Abreu, que em 2011 havia deixado o Democratas pelo PSD e acaba de se transferir para o PMDB. Assim, a musa dos ruralistas passa da oposição para a base do governo em dois movimentos, o que deve criar certa confusão em muitos eleitores.

Por outro lado, convém anotar que Marina Silva terá de conviver com a família Bornhausen, representante do que há de mais conservador na política nacional, e com deputado Ronaldo Caiado, um dos líderes do movimento pela desarticulação da legislação ambiental.

O PDT, com 9 defecções, e o PMDB, com 7, foram os partidos que mais perderam deputados no fechamento da janela de transferências. A maioria dos que mudaram foi para o Solidariedade, criado pelo antigo dirigente do PDT, o sindicalista Paulo Pereira, que ganhou 22 deputados, e o PROS, que se lança com 16 parlamentares devidamente reciclados. Sabe-se que o PROS nasce com o carimbo da situação, e o Solidariedade negocia as melhores ofertas.

De acordo com os jornais de segunda-feira (7/10), o governo mantém a maioria no Congresso e a melhor aposta da imprensa não está mais no depauperado Partido Democratas e no PSDB, desgastado por disputas internas.

O jogo está apenas começando. A sequência das pesquisas e as negociações por verbas e cargos deverão ditar a futura composição das forças no campo político-partidário.

É preciso ter em mente que a soma dos partidos de ocasião pode representar uma diferença significativa no tempo de exposição que cada chapa deverá ter na propaganda regulamentar no rádio e na televisão.

Ou seja: nada mudou.

Não perde quem apostar que a imprensa vai se converter rapidamente ao ambientalismo socialista. Ou ao socialismo ambientalista.

Luciano Martins Costa
No OI
Leia Mais ►

A Folha mente, novamente.


São absolutamente fantasiosas as declarações sobre a aliança entre Eduardo Campos e Marina Silva atribuídas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no blog do jornalista Josias de Souza e também na coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

No Instituto Lula
Leia Mais ►

Rede de intrigas – afinal, que plano é esse?

Esse Plano de Sustentabilidade de Marina mostrou-se uma sucessão de intrigas e trapalhadas, tornando-se quase insustentável. A jogada final de aliança com o PSB do C foi muito boa, apesar da pressão do desespero.

O maior beneficiado, evidentemente, foi Eduardo Campos, que deu um chega pra lá no seu principal adversário (Aécio Neves), ganhou prestígio e melhores condições para atrair o grande capital e a classe média conservadora do Sudeste.

Outro que se deu bem foi o PMDB, que ganhou voz mais forte dentro da aliança com o PT. Poderá falar mais grosso tanto na distribuição de ministérios quanto nas disputas regionais.

O PSDB, não precisa nem falar, foi o maior prejudicado, caiu de plano e agora corre o sério risco de inviabilizar-se completamente, depois de 2014. Marina, que estava prestes a entrar em 2014 com uma mão na frente e outra atrás, ganhou sobrevida. Firma-se como principal nome da oposição conservadora e poderá até mesmo ser a cabeça da chapa de Campos. Cesar Maia já chegou a dizer que ela seria bom nome para o governo do Rio, mas isso é difícil.

As pesquisas vão ajudar a saber se esse será um Plano de C ou um Plano de M. Ainda acho que o Plano D, de Dilma, deve dar certo logo no primeiro turno.

~ o ~

Pergunta que não quer calar: afinal, qual era o Plano de Syrkis? Por que as cobras e lagartos que andou soltando? Alguém leva a sério os seus disparates? Por mais que o meio político já conheça bem o seu estilo, foram surpreendentes suas declarações sobre Marina. “Populista”, “evangélica de direita”, “caótica”, etc, etc. Mal viu ruírem suas esperanças de candidatura pelo Rede Sustentabilidade, Syrkis saiu atirando no prato que comeu. Pior: no prato que ele ajudou a fazer e do qual era um dos mais fervorosos defensores.

A Marina não me agrada, é conservadora, aparentemente bem despreparada para cargo executivo, mas atacá-la como ele fez ficou no plano da traição, apenas uma facada pelas costas.

Mas o Plano de Marina serve principalmente como demonstração da necessidade de uma reforma política séria. Não dá para continuar convivendo com essa enxurrada de partidos frutos do oportunismo e das pinimbas regionais. Ou pior: na maioria das vezes são frutos de jogadas comerciais.

Lembro do telefonema que recebi (2004) de um empresário recém-apaixonado por “política eleitoral”. Ele queria saber os preços de veiculação de comerciais nas emissoras de TV do Rio. Dei uma ligeira noção e perguntei o que ele pretendia. Resposta: “É que estou querendo comprar um partido político”. Esse desistiu do “negócio” e da política, mas acredito que a maioria continua negociando partidos para ganhar dinheiro com os tempos de TV e os apoios.

Lembro também que há cerca de um ano presenciei por acaso parte de uma reunião onde já se discutia a criação de um partido alternativo para Marina – seria o verdadeiro Plano de M?

No Blog do Gadelha
Leia Mais ►

Artistas atacam projeto de terceirização

Artistas gravam vídeos contra projeto sobre terceirização. Camila Pitanga, Wagner Moura, Osmar Prado, Bete Mendes, Dira Paes, entre outros, participam de mensagem que rechaça a prática da terceirização


Leia Mais ►

Contra o PL 4330 que prevê a contratação de serviços terceirizados para qualquer atividade


Edson Carneiro, o Índio, representou a Intersindical na Câmara dos Deputados em audiência extraordinária. Em discurso contundente, Índio fez uma dura cobrança aos deputados e empresários favoráveis ao projeto e faz um chamado à classe trabalhadora e juventude a tomarem as ruas contra o PL 4330 e contra o avanço da precarização das condições de trabalho.

Leia Mais ►

Espionagem canadense? Nome aos bois: espionagem dos EUA


A revelação de Glenn Greeenwald de que os documentos do ex-agente Edwar Sowden, agora asilado na Rússia, mostram atividade de espionagem canadense sobre o Ministério das Minas e Energia não é, em nada, menos grave do que aquela de que os EUA, diretamente, bisbilhotaram os arquivos da Petrobras.

E não abranda sua gravidade que a subserviência da mìdia brasileira, não faça dela manchete,  porque tudo tem o mesmo fim.

O destino das informações é o mesmo e o objetivo é idêntico: obter segredos minerais e comerciais para nos controlar e saquear, seja em jazidas, seja nas trocas comerciais com outros países.

Embora funcione, neste caso, como agente americano, o Canadá é um país autônomo e deve responder pelos atos de suas agências de governo, como a Agência Canadense de Segurança em Comunicação (Csec), responsável pela violação.

E a conversa de que a invasão não  apresenta “qualquer indicação de que o conteúdo das comunicações monitoradas tenha sido acessado”, mas “apenas quem falou com quem, quando, onde e por qual meio” é totalmente pueril. Certamente os canadenses, agindo em nome dos EUA, não estavam querendo saber fofocas pessoais, nem ia parar apenas no mapeamento, já que o sistema usado quebra os códigos de segurança e dá acesso ao teor das mensagens.

As posições tomadas pelo Brasil precisam ser as mais enégicas. Não apenas porque o ato em si é tão grave quando o dos norte-americanos quanto porque, em relação ao Canadá, a reação de seu Governo não pode ser a olímpica indiferença de seu Governo, como fez o dos EUA.

Embora alguns nanicos morais cheguem ao absurdo de considerar “normal” que os Estados Unidos nos espionem, certamente o fato de isso ter virado “uma festa” que envolve, também, outros países vai acender o debate sobre as garantias da soberania nacional nos foruns internacionais.

E ajudará o mundo a avançar, por pouco que seja, para uma ordem internacional que respeite todas as nações.

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

Dilma: É urgente que os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas


A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (7), em sua conta no Twitter, que o Ministério de Minas e Energia foi espionado por razões econômicas. Reportagem divulgada neste domingo (6) pela TV Globo mostra documentos que apontam que o Ministério de Minas e Energia foi alvo de espionagem da Agência Canadense de Segurança em Comunicação.

Dilma Rousseff classificou como inadmissível o ato de espionagem e afirmou ser urgente que os Estados Unidos e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas. Ela disse ainda que o Itamaraty vai pedir explicações ao Canadá sobre a denúncia de espionagem.
“A reportagem aponta para interesses canadenses na área de mineração. O Itamaraty vai exigir explicações do Canadá. É urgente que os EUA e seus aliados encerrem suas ações de espionagem de uma vez por todas. Isso é inadmissível entre países que pretendem ser parceiros. Repudiamos a guerra cibernética”, afirmou a presidenta.
A reportagem teve como base documentos vazados por Edward Snowden, ex-analista da National Security Agency (NSA), entre eles, uma apresentação da Agência Canadense de Segurança em Comunicação. Foi mostrado o funcionamento de um programa de computador que fez um mapeamento das comunicações telefônicas e de computador do Ministério de Minas e Energia com o objetivo de descobrir os contatos realizados com outros órgãos e empresas, tais como a Petrobras e a Eletrobrás.
“A denúncia de que o Ministério de Minas e Energia foi alvo de espionagem confirma as razões econômicas e estratégicas por trás de tais atos. Embora o ministério tenha bom sistema de proteção de dados, determinei ao ministro Lobão rigorosa avaliação e reforço da segurança desses sistemas”.
Nesta segunda-feira, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, divulgou nota em que afirma ter determinado uma rigorosa avaliação e reforço dos sistemas que protegem a rede de computadores e de telefonia do ministério.

No Blog do Planalto
Leia Mais ►

O silêncio ensurdecedor

Leia Mais ►

O fato mais marcante é o fracasso da direita no Brasil


É preciso esperar as pesquisas eleitorais e esperar as convenções para saber quem será candidato na chapa Marina Silva/Eduardo Campos (PSB). Para mim, não foi surpresa. Mesmo que Marina conseguisse legalizar a REDE, essa hipótese sempre era um caminho.

Quem mais perde são Aécio Neves e o PSDB. Não somos nós, o PT e a presidenta Dilma Rousseff. Nas pesquisas anteriores, quando Dilma ou Marina eram retiradas da disputa – o Datafolha fez isso em uma delas – as principais beneficiadas eram elas mesmas. Daí a hipótese real de Dilma receber parcela dos votos que eram de Marina, não sendo ela candidata. A conferir.

Isso sem falar nos problemas dentro da REDE e da reação do eleitorado de Marina, um eleitorado muito dela e pessoal.  Será difícil aceitar e entender um apoio dela a Eduardo Campos, com exceção é claro do eleitor totalmente anti-PT e antigoverno.

José Serra (PSDB) deve estar arrependido de não ter se filiado ao PPS. A aliança Marina-Campos abriu um espaço que ele poderia ocupar.

A direita fracassou

O fato mais marcante é o fracasso da direita no Brasil. Dois ex-ministros de Lula se unem. E do lado de lá, Aécio – até agora apoiado pelo Solidariedade, viabilizado com seu apoio, e possivelmente pelo DEM – pode ter menos votos do que Serra em 2010.

Por mais que Marina diga que continue sendo a REDE e que ainda não se decidiu, o fato é que o acordo incluiu o apoio a Eduardo Campos para presidente, um fato que muda o cenário eleitoral de 2014, mas cujas consequências ainda não podemos avaliar totalmente.

Daí a impropriedade, para se dizer o mínimo, de certas avaliações, que cheiram bravata, de que a eleição está ganha ou que a aliança muda tudo. Um pouco de humildade e realismo. Toda eleição depende da eleição. Pode parecer o óbvio, mas os últimos meses provam como a conjuntura politica e econômica muda, como questões internacionais e mesmo fatos políticos ou econômicos internos podem mudar o rumo de uma eleição.

Por fim, sabemos por experiência própria que uma eleição pode ser perdida por uma má campanha, errada na TV, ruim nos debates e confusa nos rumos políticos e programáticos. Todos nos já passamos por essa experiência.

Como sempre diz o Lula, melhor é trabalhar, fazer o governo cumprir seus compromissos com o país e o povo. A realidade é bem mais complexa que as análises e avaliações políticas de todos  nós.

ZéDirceu
Leia Mais ►

Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço...

Casa de ferreiro, espeto de pau...
No Sala Fério
Leia Mais ►

Ai, que loucura! Narcisa esquece letra e entra no PSD achando que era o PSDB


O fim de semana de troca-troca partidário não teve como estrela apenas Marina Silva e sua “aliança programática” com o PSB.

A socialite Narcisa Tamborindeguy também mudou de partido, em apenas meia hora.

Filiou-se ao PSD na manhã de sábado, mas logo vieram avisá-la de que tinha se confundido, pensando que estava se filiando ao PSDB.

Esqueceu o “B”.

parisNarcisa, como se sabe, é uma das ex-musas do “reality show” Mulheres Ricas, da Band e rival de Merval Pereira em produção literária: escreveu dois livros: “Ai, que Loucura” e “Ai, que absurdo!”

Ela também posou para fotos de colunas “sociais”, de cara pintada, nas manifestações de junho.

E foi parar na revista francesa Paris Match como agitadora dos protestos, como você vê na imagem ao lado.

O Brasil é uma maravilha. Pode tudo aqui, e ainda dizem que é “chavismo”.

Ai, que absurdo! Ai, que loucura!

Fernando Brito
No Tijolaço
Leia Mais ►

O que levou dois ministros de Lula a liderar oposição


Nas voltas que a vida dá, tive a oportunidade de acompanhar de perto os episódios que levaram dois ministros do governo Lula, Eduardo Campos (Ciência e Tecnologia) e Marina Silva (Meio Ambiente), líderes políticos muito próximos ao fundador do PT, a trilhar caminhos que os levaram no último fim de semana a surpreender o país ao formar a mais competitiva chapa de oposição para disputar as eleições presidenciais de 2014 contra Dilma Rousseff.

Em agosto do ano passado, quando ainda se definia o cenário das eleições municipais, fiz uma longa entrevista com o governador pernambucano Eduardo Campos para a revista Brasileiros, no momento em que, aborrecido com Lula e as disputas internas do PT, ele resolveu lançar candidato próprio do PSB para a prefeitura do Recife, rompendo a velha aliança da Frente Popular com o PT.

O que aconteceu no Recife naqueles dias foi determinante para os passos em direção a um voo próprio que Eduardo tomaria dali para a frente, até desembarcar do governo Dilma em setembro. Vou reproduzir abaixo algumas frases das quatro horas de conversa com o governador pernambucano, que explicam sua guinada rumo à oposição, mesmo sabendo que ele seria o candidato "in pectore" de Lula para presidente, mas só nas eleições de 2018.

Sobre a disputa no Recife - "Fiquei sabendo pela imprensa que Humberto Costa seria o candidato do PT com João Paulo de vice, liguei para o Lula e disse a ele: `Estou falando do gabinete onde o doutor Arraes (seu avô, ex-governador Miguel Arraes) recebeu os milicos, não sou homem de ser enquadrado por ninguém. Posso ser convencido, mas enquadrado, não´ (...). Eu esperei até o último dia para conseguir um entendimento com o PT aqui, ficamos de conversar, mas tive que escolher um candidato no meu partido porque já estávamos correndo o risco de perder a eleição para a direita, com a cidade sangrando e o PT brigando. Acharam que eu estava blefando...".

Sobre Dilma e Lula - Num jantar com a presidente, em Brasília, ela aconselhou Eduardo: "Você precisa conversar com o Lula, ele está muito chateado...". Eduardo ligou para Lula, mas lhe disseram que o ex-presidente estava num sítio descansando e só poderia entrar em contato depois do dia 20 de julho. "Estamos no dia 24 de agosto e até hoje ele não me ligou...".

Sobre a sua candidatura a presidente: "Em 2006, eu dediquei a minha eleição para governador a meu avô e ao Lula. O que não podemos é devolver o poder à direita. Se quiser ser candidato a presidente, vou dizer que sou candidato, não preciso pedir licença. Eu tenho 47 anos de idade e nunca mudei de lado político. Você acha que eu vou aderir à oposição? É isso que vou fazer? O Lula é que está transformando problemas locais em questões nacionais, precisa chegar mais perto da realidade".

Sobre intermediários - Nesta época, Eduardo e Lula só se comunicavam por intermédio de amigos comuns. Um deles relatou ao governador o que teria ouvido de Lula: "Eu queria fazer o Eduardo presidente pela minha mão, na hora certa, mas agora ele resolveu chegar lá sozinho".

Se este já era o plano de Eduardo em 2012 só ele sabe, mas o fato é que, no último sábado, assumiu oficialmente sua candidatura a presidente em 2014, ao fazer uma aliança com Marina Silva, que ajudou a fundar o PT, pelo qual foi senadora e ministra, e já havia deixado o partido em 2009, para disputar as eleições presidenciais pelo PV, de onde saiu logo depois para criar sua própria legenda.

Assim como Eduardo Campos ficou magoado com a postura de Lula durante a campanha municipal de 2010, Marina saiu do PT ressentida por não ter conseguido espaço para seus sonhos presidenciais, uma vez que Lula já tinha se definido pela candidatura de Dilma Rousseff para a sua sucessão ainda em 2006. Mágoa e ressentimento estão na gênese da "Coligação Democrática" anunciada em Brasília, como se pode constatar nos discursos.

No evento de lançamento da sua aliança, Eduardo e Marina acusaram o PT de colocar obstáculos para as suas candidaturas presidenciais. Marina chegou a denunciar o "chavismo" do PT, colocando no partido a culpa por não ter conseguido as assinaturas necessárias para registrar seu próprio partido. o Rede Sustentabilidade.

Com um discurso enfezado, que fez lembrar o de José Serra em 2010, quando foi derrotado por Dilma, Marina mudou de personagem: da sonhática, aquela figura que queria lançar os fundamentos da "Nova Política" com o ar de santidade de uma Madre Tereza de Calcutá, ela rapidamente aderiu ao figurino pragmático e buscou abrigo no PSB, aceitando até ser vice de Eduardo, sem se importar em ter agora a companhia da fina flor da modernidade de aliados como a família Bornhausen e Ronaldo Caiado, o ex-líder da UDR, sem abrir mão, é claro, do apoio dos grupos Itaú e Natura, seus tradicionais sponsors, nesta cruzada na defesa das matas e dos bichos em nome da sustentabilidade.

Marina deixou o PT ao perder a batalha para os "desenvolvimentistas" liderados por Dilma, que queriam investir em hidroelétricas, indústrias e infraestrutura, sem se importar muito com os bagres e as tartarugas, o mesmo discurso que Eduardo Campos vem fazendo agora para conquistar o apoio dos empresários paulistas.

Como os seguidores sonháticos de Marina Silva e os políticos pragmáticos de Eduardo Campos, que aceitam o apoio de qualquer um, vão se entender na hora de definir um programa de governo, e mesmo quem vai ser o cabeça de chapa, a depender dos números das pesquisas no ano que vem, é problema deles, mas o fato concreto é que esta inesperada aliança dos dois ex-ministros de Lula muda todo o cenário da campanha de 2014, tirando do PSDB o papel de principal liderança da oposição desempenhado nas últimas três eleições.

Quem poderia prever esta reviravolta num quadro que parecia definido a favor de Dilma já no primeiro turno, segundo as previsões do profeta João Santana, a ponto de chamar os adversários de "anões antropofágicos"? Talvez os leitores deste blog e da revista Brasileiros...

Vida que segue.

Ricardo Kotscho
No Balaio
Leia Mais ►

Petista denuncia que Facebook censura críticas a Aécio Neves

A exemplo do que aconteceu com meu perfil na rede social Facebook (acredito que por causa da página Padilhando por SP), várias páginas progressistas, ao publicarem críticas a Aécio Neves, têm sofrido alguns revezes na forma de censura  para retirar as publicações ou para suspender os administradores por horas ou dias.

Falo de Aécio Neves mas, no caso da página do Deputado Enio Verri (página banida definitivamente já por duas vezes), parece ser armação dos partidários de Beto Richa. Portanto, PSDB na área.

Com baixos índices nas pesquisas eleitorais, sem propostas e atendendo a interesses que imaginamos conhecer, os tucanos vêm com tudo pra cima de nós.

A internet, segundo algumas fontes, será a 2ª maior força na propagação das propostas das campanhas eleitorais no ano que vem, depois da TV.

E não se pode deixar de denunciar as manobras dos partidários do quanto pior, melhor.

Logo abaixo vão alguns links onde aparecem as denúncias de censura e retirada de conteúdo das páginas parceiras.

A imagem em anexo é da página Falando Verdades.


Porra Serra

Aécio Never


Soldadinho de Chumbo


Página Enio Verri


E mais ameaças com suspensão do perfil por horas nas páginas Falando Verdades e Massa de Mídia.

Conheço virtualmente os administradores das páginas citadas.

Temos tentado, na base da solidariedade, fazer publicações conjuntas, denunciando e compartilhando as suspensões e atitudes, a nosso ver, arbitrárias do FB, mas é pouco. Tudo o que é divulgado é público, está nos jornais e nos blogs.

Sem falar do pagamento para melhorar o alcance.

Quando não paga, o alcance é de apenas 8% dos “curtidores” das páginas, ou seja, tudo o que se publica, atinge apenas esses curtidores.

Mas, se pagar, e quanto mais de pagar, aumentam as “chances” de mais gente ver a publicação.

Chegando a absurdos R$ 1.800,00 por dia. Não há bolso que aguente, mesmo por que, os administradores dessas páginas são militantes virtuais voluntários.

Não tenho propostas, mas gostaria de pensar junto com vocês o que poderia ser feito para que essa “censura branca” não aconteça e para que possamos fortalecer as páginas de perfil à esquerda.

Enquanto isso, dezenas de páginas homofóbicas, racistas, pregando morte aos petistas atuam livremente, sem que os administradores da rede tomem conhecimento, difundindo mentiras deslavadas e distorcendo os fatos.

PS do Viomundo: Enquanto isso, Marina Silva denuncia que existem dois mil militantes pagos para falar mal dela na rede.

Leila Farkas
Leia Mais ►

Dez consequências da decisão de Marina Silva


  1. Vira-se uma página da política brasileira. No cenário estão concorrendo “para valer” apenas grupos políticos que se originam da oposição à ditadura. Terá demorado 25 anos (dia por dia, se considerarmos a constituição de 88 como o grande marco da democracia) para que a passagem tenha sido consolidada;

  2. A velha política (PSDB/DEM/PPS) se esvazia e muitos serão os políticos destes partidos que apoiarão abertamente (ou não) a dupla Campos/Marina;

  3. A dupla PMDB/PT se consolida. Fica claro para o PMDB que o maior quinhão de poder que pode ter é na aliança com o PT, razão porque o PMDB, até aqui em cima do muro, vai embarcar na candidatura Dilma com força total por interesse próprio;

  4. O PT dificilmente perderá eleitores para o novo polo oposicionista e a presença de Lula na campanha, com todo o gás, conforme vem afirmando, vai dividir votos com Campos em Pernambuco, o seu principal colégio;

  5. Os Gomes do Ceará, de decisão Dilmista tomada, virão também com força total para o lado da presidenta, e o seu peso e valor na frente pró Dilma só tende a crescer. Uma eventual vitória de Campos colocaria o grupo em péssima situação. Sua participação será aguerrida.

  6. O PSDB não decola e estará atravessado por tendências dilacerantes. O fortalecimento Campos/Marina enterra o cenário em que disputava uma queda de braço com o PT a nível nacional, o que o mantinha no topo da grande política. Se houver segundo turno (Campos x Dilma)  a bem de manter esta polarização com o PT, tenderia possivelmente a apoiar Dilma, (por debaixo do pano), pois, incrivelmente, a sua vitória seria a única possibilidade de retorno à polarização que o mantem vivo. A disputa Aécio x Campos é de vida e morte para o PSDB. Uma vitória de Campos colocaria o PSDB numa situação de coadjuvante na qual nem seria governo e nem oposição e ostracismo em política significa fim de linha.

  7. O DEM compra o caixão. O PPS não vai saber tão cedo definir para onde vai. Mas  vai mesmo para o buraco.

  8. O preço do PDT sobe e muito para o governo. Aposto que os ministérios do PSB lhes serão transferidos com o apoio aberto e escancarado do PMDB.

  9. A soma Marina/Campos cresce no eleitorado coxinha em detrimento do DEM e PSDB, porém a baixa penetração da dupla em São Paulo, Minas, Bahia, Rio, e Rio Grande do Sul trará dificuldades maiores para que ganhe peso decisivo;

  10. O campo conservador que quer estabilidade tende a desembarcar do PSDB rumo a Dilma.
    Ion de Andrade No GGN
    Leia Mais ►

    Cresce o número de estadunidenses que renunciam a sua nacionalidade

    Miles de ciudadanos estadounidenses deciden desligarse de su nacionalidad debido a la insostenibilidad económica

    De acuerdo a un informe presentado este domingo por el Federal Register (gaceta oficial estadounidense), 131 mil norteamericanos decidieron en el segundo trimestre del año renunciar a su nacionalidad debido a que les resulta muy costoso, lo que representa un incremento importante en comparación con el mismo periodo del 2012, cuando sólo 189 ciudadanos decidieron desligarse de esta ciudadanía.

    El Federal Register omitió especificar las razones que motivaron a estos ciudadanos abandonar su nacionalidad, sin embargo, analistas creen que los impuestos tienen influencia en el aumento de las estadísticas, pues tanto los norteamericanos que viven en el exterior como los que se encuentran en Estados Unidos (EE.UU.) están obligados a pagar.

    La nueva Ley de Cumplimiento Fiscal de Cuentas en el Extranjero establece que a partir de julio del próximo año, todas las instituciones financieras del mundo deben declarar directamente al Servicio de Recaudación de Impuestos (IRS, por sus siglas en inglés) todos los activos e ingresos de los ciudadanos estadounidenses con más de 50 mil dólares en sus cuentas.

    Con esta medida EE.UU. podría llegar a retener hasta 30 por ciento de los dividendos e intereses a los bancos que no cumplan con esa declaración; además este instrumento legal permitirá a las autoridades recaudar unos 100 mil millones de dólares anuales de los activos de ciudadanos estadounidenses en el exterior que no pagan impuestos.

    A diferencia de otros países, los estadounidenses no sólo pagan impuestos cuando residen en su país, sino también como ciudadanos, independientemente del lugar donde vivan.

    Entre los estadounidenses que renunciaron a su nacionalidad destaca el escritor Henry James, el director Terry Gilliam, el violinista Yehudi Menuhin, el cofundador de Facebook Eduardo Saverin, y la cantante Denise Rich.

    El gobierno de Estados Unidos atraviesa una fuerte crisis económica que lo llevará pronto hasta el tope de la deuda externa, y miles de ciudadanos están sufriendo las consecuencias pues desde el martes unos 800 mil empleados públicos vivieron su primera semana sin salarios, según destacó el activista de Justicia Social y de los Derechos de los Inmigrantes en ese país, Mariano Muñoz.

    Muñoz comentó además, que pese a los esfuerzos del gobierno de Barack Obama por hacer ver al país como una nación sólida económicamente, la situación lo ha llevado a comunicarle al mundo la grave situación de su economía.

    Leia Mais ►