2 de out de 2013

Policial Militar planta assinaturas falsificadas no partido de Marina Silva

Sérgio Cabral apresentou o novo uniforme da Polícia Militar

CÚPULA DO TROVÃO - Após praticar revezamento de morteiro com um estudante, Eurico Brancaleone, recruta da Polícia Militar carioca, foi visto forjando assinaturas para o Rede Sustentabilidade. Ao saber da notícia, Sérgio Cabral agiu com naturalidade: "Não vejo problemas. Faz parte do processo democrático", disse.

Demonstrando entrosamento com Eduardo Paes, Cabral anunciou que convidará Woody Allen para gravar a continuação de Loucademia de Polícia no Rio de Janeiro. "Será uma mistura de documentário e ficção. Uma linguagem moderna e democrática", explicou.

No final da tarde, após longas deliberações sobre o comportamento da Polícia Militar nos últimos dias, o governador resolveu trocar o comandante-geral da instituição. "Escolhemos Renato Aragão para o cargo. Tem mais a ver", anunciou.

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Rio: PM tenta implantar uma pedra durante revista para incriminar jovem


Os policiais alfanuméricos revistam um jovem sentado num banco na Cinelândia durante os protestos dos professores. O policial E-10, por algum motivo estranho, resolve pegar uma pedra no chão e entregar para Petrolino que a levanta tentando relacionar com o jovem que estava sentado. Os manifestantes começam a denunciar e os próprios policiais recuam e Petrolino joga a pedra no chão.

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Por que o conservadorismo quer tanto a Rede de Marina?


O conservadorismo brasileiro está em franca campanha para que os ministros do TSE aprovem a criação da “Rede” de Marina Silva.

Com assinaturas ou sem assinaturas exigidas pela lei, importa pouco.

Mas está difícil.

Merval Pereira, o Ruy Barbosa do casuísmo, depois de revogar os embargos infringentes por conta própria, agora quer revogar as exigências legais  e lamenta que o tribunal esteja inclinado a “optar pela letra fria da lei, em vez de interpretar o espírito do legislador”.

Ou seja, o respeito à lei depende do freguês.

Esse “jeitinho” já foi dado há 30 anos, quando Ivete Vargas “registrou” o PTB sem os documentos exigidos por lei, alguns dias antes que Leonel Brizola o tentasse fazer, este com a documentação completa.

O TSE, por artes e manhas de Golbery do Couto e Silva, a quem era essencial que Brizola não pudesse reatar o fio da história petebista que o Golpe de 64 quisera cortar, inspirou um “direito de protocolo” que entregou a sigla a Ivete quando ela, afinal, conseguiu os apoios e documentos que não tinha ao fazer o pedido de registro.

Agora, a direita faz tudo para conseguir que o Tribunal ”flexibilize” a lei e dê a Marina o partido que ela não organizou como se exige.

Não por ela, mas porque deseja que a eleição não tome, já de início, uma natureza plebiscitária, com Marina servindo de estuário a um voto de classe média arisco ao tucanato.

E que, assim, não se possa decidir no primeiro turno.

Não que Marina careça de legitimidade pessoal para ser candidata. Tem.

Mas o processo democrático é fundado em partidos e ela saiu do PV – como antes do PT – porque quis, não entrou em outro partido porque não quis e lançou esta tal Rede apenas em fevereiro deste ano porque assim o quis.

Como quis, arrogantemente, que as instituições e regras legais se abrissem e deixassem passar a “princesa da floresta” ou outro título nobiliárquico que se adeque à sua atual e pomposa condição de queridinha das elites.

Fernando Brito
No Tijolaço
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"O Capital" de Costa-Gavras


"As pessoas acham que o dinheiro é um instrumento. Enganam-se. O dinheiro é o seu amo. Quanto melhor o serve, melhor ele o trata". Diálogo do filme "O Capital", de Costa-Gavras, que estreia na sexta-feira (04/10) no Brasil.

Os cidadãos do século XXI são escravos do capitalismo; sofrem com os problemas e celebram os triunfos. Esta é a história da ascensão de um escravo do sistema que se transforma em mestre: o executivo Marc Tourneuil (Gad Elmaleh) se aventura no mundo feroz do capitalismo, tornando-se o CEO de um grande banco.

Ele trava uma perigosa luta contra o conselho de diretores quando começa a ter controle unilateral do poder, demitindo muitos dos funcionários e fechando um acordo corrupto com um fundo de investimentos americano.



No Aldeia Gaulesa
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Destino de José Serra e Marina Silva: A quem interessa?


SOROCABA (SP) - Enfurnado desde sábado aqui no Spa Médico São Pedro, em Sorocaba, a uns 80 quilômetros de São Paulo, depois de uma maratona de viagens, dei-me conta nesta quarta-feira que já ninguém briga mais para ler os dois jornais paulistas que ficam à disposição dos hóspedes na recepção.

Em outros tempos, acordava-se até mais cedo para ser o primeiro a ler o jornal. Sempre tinha alguém lendo e comentando as notícias na mesa do café da manhã, e gente esperando para pegar o jornal, mas agora os dois exemplares ficam lá o dia todo imaculados, exatamente no mesmo lugar, dobrados como chegaram.

Como sou do tempo antigo da imprensa de papel e do interesse pela política, encomendo dois exemplares só para mim e os levo para o quarto, evitando queixas dos outros hóspedes já que passo um tempão lendo tudo, da primeira à última página.

Descobri hoje que é desperdício de dinheiro. Nem as pessoas disputam mais os jornais, nem as manchetes que trazem entram nas conversas. Parece que Brasília é um outro país, no qual não estão muito interessados os brasileiros vindos para cá de diversas regiões, mais preocupados com suas dietas, suas famílias, seus negócios.

Entre os companheiros de temporada no São Pedro, encontrei mais uma vez o velho amigo Mário Prata, autor do best-seller "Diário de um Magro", jornalista e escritor dos bons, que vem aqui para ler e escrever, mas nem ele parece interessado em discutir as notícias comigo.

Está mais ligado nos resultados dos jogos dos times de Santa Catarina, onde mora há anos, e nos seus próximos projetos literários. Os outros estão mais preocupados em saber qual a previsão do tempo para os próximos dias, se vai ter hidroginástica ou não na piscina.

Também ninguém corre mais para a sala de TV na hora dos telejornais noturnos, preferindo esticar as conversas na varanda ou jogar um baralhinho sem compromisso.

Escrevo tudo isso para justificar o título desta coluna: a quem interessa, afinal, qual o destino político de José Serra e Marina Silva, os principais personagens do noticiário desta semana chuvosa, em que se define o cenário das eleições de 2014?

Depois de um longo suspense, ameaçando deixar o barco tucano para embarcar na canoa furada de Roberto Freire, Serra finalmente informou ontem pelo Facebook que vai ficar no PSDB. E daí, que diferença faz?

Quem deve se preocupar com isso é Aécio Neves, que nem foi citado no pronunciamento eletrônico do eterno candidato, anunciando solenemente que a sua "prioridade é derrotar o PT". No Palácio do Planalto, com tal ameaça, certamente ninguém deve ter dormido nesta noite.

Na troca de mensagens entre Aécio e Serra, quando tudo indicava que esta questão já estava resolvida a favor do mineiro, ficamos sabendo que a decisão sobre quem vai ser o candidato presidencial tucano foi adiada para março do ano que vem, algo que também não chega a ser uma novidade neste PSDB sempre dividido.

Da mesma forma, ninguém se comoveu com a decisão do Ministério Público Eleitoral, que recomendou à Justiça rejeitar o registro do Rede Sustentabilidade, o partido de Marina Silva, por falta das assinaturas necessárias.

Desde que deixou o PT, em 2009, e foi para o PV, com o único objetivo de se candidatar a presidente, todo mundo sabe que a missionária mística em que Marina se transformou só pensa em criar um partido para chamar de seu. Com seus 20% dos votos em 2010 e sponsors de peso para bancar seus sonhos, ela deve ter achado que bastaria dar um grito na floresta para as pessoas virem correndo e formar filas de adesão ao novo partido.

Como isso não aconteceu, agora Marina colocou seu destino nas mãos de Deus e no tapetão do STF, para o qual pretende recorrer se, entre hoje e amanhã, como se anuncia, o TSE não der o registro para o seu partido.

Em seu parecer para justificar a negativa, o vice-procurador-geral Eleitoral, Eugenio Aragão, foi cruel ao ir direto ao ponto, no estilo papo reto de Aécio: "Criar o partido com vistas apenas a determinado escrutínio (as eleições presidenciais de 2014) é atitude que o amesquinha, o diminui aos olhos dos eleitores".

São eleitores como o leitor Pardalzinho, um dos comentaristas mais assíduos do Balaio, que enviou mensagem às 5h19 da madrugada de hoje perguntando o que pode ter acontecido para Marina não conseguir reunir perto de 500 mil assinaturas, logo ela que teve perto de 20 milhões de votos apenas três anos atrás.

"Ela acreditou em tudo o que se dizia dela e cochilou em cima do salto alto?", especula o leitor. E ele mesmo responde: "Trata-se de alguém muito incompetente ou muito prepotente".

Qualquer que seja a decisão do TSE sobre Marina e o rumo que Serra tomar daqui para frente ( a não ser que Aécio jogue a toalha e se lance novamente candidato a governador de Minas), os dois já saem menores do que entraram nesta tumultuada disputa pré-eleitoral.

E o Partido da Mídia continua sem candidato competitivo até o momento, a um ano das eleições.

Ricardo Kotscho
No Balaio
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A mídia, Veríssimo, política e o diálogo de surdos


Tem ministro do TSE inconformado com o prontuário da criação e registro dos partidos Pros e Solidariedade. Histórias de arrepiar. O clima breca o libera geral, que tem sido a praxe. Isso dificulta o registro do partido de Marina.

A Rede dormiu e chega a um TSE de lupa, que se obriga a ser rigoroso como não tem sido... E Serra fica no PSDB. Diz que sua missão é "derrotar o PT". Serra diz "contra" o que é. Esquece de dizer do que é a favor. Sinal dos tempos.

Luis Fernando Verissimo é o maior cronista do Brasil. É homenageado, a toda hora, com a publicação de textos a ele atribuídos. Textos que não são dele.

Veríssimo, com todo aquele talento e humor, nega a paternidade dos textos. Até os elogia, com sinceridade ou fina ironia, mas de nada adianta. Continuam a publicar, postar.

Não apenas. De quando em quando, na presença do próprio homenageado, leem para ele textos que não são dele. E não adianta negar. Quase ninguém ouve.

Um autor consagrado como Verissimo não conseguir provar que Aquele não é Ele revela muito. Revela que, cada vez mais, se espalha um diálogo de surdos; sem os sinais. Um diálogo constituído por monólogos.

Uma conversa onde cada um ouve a si mesmo, fala consigo mesmo, numa era de extremo individualismo. Perguntas que não foram feitas são respondidas com fervor. Argumentos que não existem são debatidos como se tivessem existido.

A visão de uma manchete ou uma foto já basta. Já é o suficiente para uma torrente de convicções graníticas, uma chuva de certezas irrefutáveis.

Importa pouco que tanta convicção e certeza nada tenham a ver com o teor da mensagem, das palavras do autor. Isso diz muito. Diz da própria mídia, a chamada tradicional, onde assim tem sido cada vez mais.

Por isso, nesse mundo tradicional, os escândalos que existem e os escândalos que não se quer que existam. Aí está uma matriz para o monólogo, que se reproduz nas redes sociais.

A Política, com seu cinismo e hipocrisia, é outro modelo. Ano após ano corruptos alardeiam a corrupção... de outros corruptos.

Portanto, essa Torre de Babel não surge do nada. Não brota do vácuo esse diálogo errático, feito de monólogos, recheado de desinformação. E de rancor, muito rancor e recalque tornados discurso e ação política.

Luis Fernando Veríssimo já escreveu 80 livros. Vendeu milhões de exemplares. É o grande cronista do Brasil. Mas, de quando em quando, mesmo na sua presença, o homenageiam com textos que não são seus.

Não importa que ele, com humor, informe não serem seus. Muita gente, cada vez mais, está pouco disposta a ouvir, a prestar atenção no que O Outro diz. Mesmo quando O Outro é alguém com a dimensão de Veríssimo.
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Senadores derrubam proposta que acaba com o voto obrigatório nas eleições


Por 16 votos contrários e 6 favoráveis, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado rejeitou nesta quarta-feira (2) a PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que acabava com o voto obrigatório no país. Com a derrubada, a proposta segue para o arquivo.

O texto modificava a Constituição para liberar os maiores de 16 anos da obrigatoriedade do voto. A proposta, no entanto, mantinha como obrigatório o alistamento eleitoral para todos os brasileiros maiores de 18 anos. A legislação impõe o voto obrigatório, mas permite aos eleitores justificar os votos se não estiverem em seus domicílios eleitorais. A justificativa pode ser feita até 60 dias depois das eleições.

Os que não justificam, pagam multa de R$ 3,51 e sofrem algumas sanções: ficam impedidos de inscrever-se em concurso público, tomar posse em cargos públicos, receber salário (se for servidor público ativo ou aposentado), participar de licitações, obter empréstimos junto a instituições financeiras oficiais, obter passaporte ou carteira de identidade, renovar matrícula em instituição de ensino e praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

Os integrantes da comissão discutiram a PEC por quase duas horas. O grupo favorável à mudança argumenta que os eleitores não devem ser obrigados a escolher seus representantes, repetindo modelo de países como os Estados Unidos.

Relator da proposta, o senador Pedro Taques (PDT-MT) disse que os países "influentes e que servem de modelo para os demais" não têm suas eleições contestadas em razão do número de eleitores que vão às urnas com o voto facultativo.

"A qualidade de uma democracia não se deve, unicamente, à participação quantitativa nas eleições, ainda mais se esta for obtida mediante constrangimento legal. O fato de o eleitor comparecer a uma seção eleitoral não significa que ele está interessado nas propostas dos candidatos e dos partidos políticos", afirmou.

Para o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), um dos autores da PEC, a mudança deve ocorrer para dar liberdade aos eleitores escolherem seus representantes. "O voto obrigatório não tem qualificado a política brasileira. O cidadão pode exercer sua vontade, ou não. Ao não votar, é preciso respeitar sua manifestação de indignação com aquilo que ele não vê representado. Não é a quantidade de voto, é a qualidade de voto que pode representar o exercício da qualidade política", disse.

Contrários à PEC, os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS) afirmaram que o voto no Brasil já é facultativo, na prática, uma vez que o eleitor pode pagar multa para justificar sua ausência.

"O voto obrigatório no Brasil é facultativo. Se você não justificar, paga multa irrisória para exercer seus direitos. Não podemos abrir mão disso, uma conquista da nossa população", disse Costa.

Simon afirmou que o atual modelo do sistema político brasileiro não abre brechas para mudanças no sistema do voto obrigatório. "É obrigação do cidadão o voto. O voto obrigatório a pessoa vai se quiser. Para que vamos abrir um precedente desses? Numa eleição de prefeitos do interior, leva a torcida para jogar futebol na outra cidade, tirando votos necessários para ganhar a eleição", afirmou.
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Lula quer mandato para Ministro do STF

“Se tudo no país pode ser renovado, por que um juiz tem que ficar a vida inteira?”, questionou o 'Nunca Dantes'.


Saiu na Folha, que publicou uma pesquisinha para subjugar o Ministro Celso de Mello:

Lula defende mandato para ministro do STF


“Acho que poderíamos consultar a OAB.”

“Se tudo no país pode ser renovado, por que um juiz tem que ficar a vida inteira?”

As declarações foram feitas na solenidade em homenagem à Constituição, quando Lula fez a defesa da Política.

Esteve ali presente o 'Big Ben de Propriá', que marcou a condenação do Dirceu para a hora exata, britânica, em que o eleitor de São Paulo entrava na cabine para votar em Haddad ou 'Cerra'.

Segundo Lula, o mandato do ministro do STF teria a vantagem da “alternância”.

Lula já disse que o julgamento do mensalão (o do PT, porque o outro…) foi um linchamento do PiG.

E, que, se tivesse as informações que tem hoje, escolheria outros ministros.

Mas, em nenhum momento Lula exerceu sobre o Supremo a pressão que a 'Blablarina', a autoritária dissimulada, tirana sob xales, hoje exerce sobre a Justiça Eleitoral.

Onde, segundo o 'Ataulfo', talvez prevaleça a “letra fria da Lei”.

Ele prefere a letra quente.

Quem também é a favor do mandato para Ministro do Supremo é o Requião, que chama os filhos do Roberto Marinho – que não têm nome próprio – de moleques.

O mundo gira e a Lusitana roda.

Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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“Meu governo é contra a PEC 215″, diz Dilma sobre mudança em demarcação de terra indígena

Índios protestam contra PEC 215 em Brasília

“Meu governo é contra a PEC 215, que retira da União direito de demarcar as terras indígenas. Orientei a base do governo a votar contra.” Este foi o recado, muito bem dado, pela presidenta Dilma Rousseff em seu twitter nesta 3ª feira (ontem).

Ativistas do meio ambiente e centenas de índios acamparam diante da Esplanada dos Ministérios para protestar contra a PEC 215 e a instalação da comissão especial que pretende analisá-la. Felizmente, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN) afirmou que a comissão só será instalada após haver “ampla negociação entre os setores envolvidos”.

De autoria do ex-deputado Almir Sá (PP-RR) e apoiada pela Frente da Agropecuária no Congresso, a PEC 215 visa a transferir o poder de demarcar terras indígenas da União para o Legislativo. Além disso, permite a revisão das terras já demarcadas e a criação de novos critérios e procedimentos para a demarcação destas áreas que passariam a ser regulamentadas por lei e não por decreto.

Hoje a decisão sobre as demarcações cabe à Fundação Nacional do Índio (FUNAI), ao Ministério da Justiça e à Presidência da República. Em entrevista para a Agência Brasil, o deputado Padre Ton (PT-RO), presidente da Frente Parlamentar em Defesa dos Povos Indígenas, afirmou que 98,5% das terra indígenas já estão demarcadas e garantiu que “falta pouco para a conclusão deste processo”.

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Lições de uma sessentona rebelde


Mais que uma empresa de petróleo, a Petrobrás é um marcador incômodo do desenvolvimento brasileiro.

Seus sessenta anos comemorados nesta 5ª feira, 3 de outubro, arguem o país do século 21 com um exemplo de audácia bem sucedida trazida do ciclo anterior.

A implícita capacidade de cobrar o presente com o desassombro de um passado que o pré-sal atualiza e magnifica, talvez seja a principal explicação para a profunda antipatia que a simples menção do seu nome inspira no sistema auditivo conservador.

Mais que antipatia, há um esforço para tornar inaudíveis as perguntas que a sua trajetória enseja.

Por exemplo: como é que uma Nação que teve audácia de se credenciar na corrida do petróleo, num tempo em que isso equivalia a uma maratona de ricos, sofre hoje a duras penas para fazer rodovias?

Ou ampliar portos? Ou ainda, estender dormentes de trens? Rasgar e concretar um simples canal para levar um pouco do São Francisco ao sertão nordestino, que concentra a maior demografia mundial em um regime semi-árido?

Como é que o país que fez a 8ª maior petroleira do planeta, detentora de conhecimento de ponta na exploração em águas profundas, não consegue mais prover a infraestrutura básica?

O PAC e os planos de investimento em logística estão aí a atestar o empenho do governo em fazê-lo.

Mas por que a coisa então se arrasta em ritmo enervante, sem avançar no volume e prazo requeridos pela economia e a sociedade?

A Petrobrás é a dissonância à resposta do cuco conservador

Aquele que troca de plumagem, mas não troca o canto fúnebre de seu veredito sobre o Brasil.

‘O país não faz e não tem condições de fazer e o Estado está fadado a fracassar se o fizer’.

Dito assim, de hora em hora, e reafirmado nos intervalos pela emissão conservadora, acaba inoculando uma prostração que subtrai ao país o direito de dizer: ‘eppur si muove’.

O que havia de tão vantajoso assim no Brasil de 1953, em relação à esférica impossibilidade dos dias que correm?

A Petrobras nasceu da rua.

Começa por aí.

Nasceu de um amplo debate que politizava as escolhas do desenvolvimento.

Fez delas uma causa pública.

Tornou-se o ponto de convergência dos anseios de prosperidade com a consciência do seu requisito, a soberania.

Era um sonho.

Mas um sonho politizado.

Que deixa de ser um devaneio, porque submete seus flancos às mediações das circunstancias e ao escrutínio dos projetos.

Há 60 anos, uma geração de homens e mulheres apostou que o petróleo era necessário ao país.

Porque sem ele o Brasil ficaria mais distante dos anseios de dignidade, justiça, independência .

A luta do ‘Petróleo é Nosso’ foi isso.

Como hoje, havia derrisão na mídia conservadora diante do projeto que associava o petróleo a uma industrialização ainda frágil e difusa.

Um especialista, Walter Link, geólogo norte-americano, contratado pelo Conselho Nacional do Petróleo, emitiria, ademais, um veredito fatal.

O famoso Relatório Link descartava (com alguma razão, vê-se hoje) a ocorrência de reservas de alta acumulação em quase todo o território brasileiro.

Exceção feita a uma hipótese intangível.

As reservas mais promissoras concentravam-se na plataforma marítima.

Em profundezas tecnologicamente inacessíveis, a custos economicamente inviáveis, ao abrigo de desafios logísticos inalcançáveis até pelas economias mais ricas.

Era desse calibre a pá de cal do famoso relatório, que as oligarquias estendiam à emergente industrialização.

Se dependesse das restrições da época e do imediatismo das elites saqueadoras, Getúlio Vargas não teria criado a Petrobrás, naquele 3 de outubro de 1953.

Tampouco insistido na industrialização. Ou Juscelino feito Brasília. Nem Celso Furtado teimado em erradicar o apartheid que dava ao Nordeste um quê de bantustão avant la lettre.

A determinação de viabilizar cada um dessas bandeiras, extraiu do planejamento público a credibilidade que lhe sonegavam as elites e seu aparato emissor.

Há mais exemplos que o alto-falante conservador cuida de abafar.

A atual e festejada eficiência agropecuária, por exemplo (de custos ambientais e sociais nunca ponderados).

Só atingiu a grandeza de escala e produtividade, graças à semeadura incansável do crédito público.

E da pesquisa realizada por uma estatal fundada em 1973, que se transformou em referência mundial na agricultura tropical: a Embrapa.

O etanol brasileiro é outro.

Que não sairia do sonho de visionários sem um programa estatal iniciado em 1975, o Pró-álcool.

Bilhões de dólares foram destinados à consolidação do que é hoje uma opção efetiva de combustível renovável.

Sem esquecer a Embraer, estatal criada no final dos anos 60, privatizada em 1994.

Uma das maiores fabricantes de aeronaves de autonomia regional do mundo.

O que havia de singular no pós-guerra, até meados dos anos 80, era esse entrelaçamento da indução pública de recursos com o poder operacional de estatais.

Criadas ou já existentes, elas ordenavam o mercado e o setor privado à consecução de objetivos estratégicos.

O que se seguiu à crise da dívida dos anos 80 é conhecido: rapinagem, corrosão fiscal, sucateamento e privatizações escalpelaram a capacidade do setor público de orientar o desenvolvimento do país.

A década de 90 juntou a fome com a vontade de fazer regime de soberania.

Entregou-se o destino da economia e o da sociedade aos impulsos reptilíneos dos mercados autorreguláveis.

Não por acaso, a industrialização brasileira embicou a partir daí.

Padece hoje do longo e corrosivo esgarçamento dentro do qual terá que se reinventar nas novas – e difíceis - condições de integração às cadeias globais.

Não é apenas um desafio tecnológico.

Os sacerdotes do sacrifício exibem a sangria como prova dos pecados da oferenda.

E cobram a penitência do autoflagelo definitivo, com a abertura irrestrita do país à purga redentora da concorrência internacional.

O diabo é a Petrobrás.

A sessentona rebelde, com todas as suas cicatrizes e cabelos brancos, avança na contramão do trânsito.

A disparar saltos de eficiência e avanços tecnológicos ali onde a disputa é mais renhida e travada entre gigantes da geopolítica mundial.

Seu êxito ofusca o discurso da rendição redentora aos ‘livres’ fluxos de capitais e mercadorias.

Pior que isso.

Longe de se resumirem a uma efeméride, seus 60 anos embalam um trunfo que avaliza a possibilidade da reindustrialização brasileira.

A sangria de décadas sofrida no parque fabril do país tem sido mitigada com desonerações, protecionismo e ajuste de câmbio.

Mas reverter os buracos consolidados é mais difícil.

O dinamismo que se perdeu teria que ser substituído por um gigantesco esforço de inovação e redesenho fabril, a um custo que um país em desenvolvimento dificilmente poderia arcar.

Exceto se tivesse em seu horizonte a exploração soberana, e o refino, das maiores jazidas de petróleo descobertas no século 21.

É isso o que representa o pré-sal.

Dele o país já obtém 300 mil barris/dia. Este ano nove plataformas entram em operação e podem elevar em 50% a produção da empresa.Em 2020, o pré-sal fornecerá 2,1 milhões de barris/dia, dobrando a produção nacional.

Até 2017, US$ 237 bilhões serão investidos nessa maratona.

Não existe automatismo entre esses valores e o desenvolvimento do país.

Os efeitos virtuosos desse no conjunto da sociedade só ocorrerão por conta de um lacre de segurança que não pode ser removido: o marco regulador do pré-sal.

Aprovado com a oposição de quem agora agita a bandeira contra o intervencionismo petista – ele institui o regime de partilha e transfere o comando de todo o processo tecnológico, logístico, industrial, comercial e financeiro da exploração à Petrobras.

Todos os contratados assinados nesse âmbito – inclusive os do polemico leilão de Libra - incluem, por exemplo, cláusula obrigatória de conteúdo nacional nas compras de equipamentos, de 65% , pelo menos.

Esse é o ponto de mutação da riqueza do fundo do mar em prosperidade na terra.

O novo marco regulador transfere à Petrobras a responsabilidade soberana de harmonizar duas variáveis básicas: o ritmo da extração e do refino; e a capacidade brasileira de atender a demanda por plataformas, máquinas, barcos, sondas etc.

Se a exploração correr livre, como gostariam a república dos acionistas e as multinacionais, o fôlego da indústria local será atropelado.

Não são apenas negócios o que está em jogo.

Cerca de 300 mil jovens brasileiros serão treinados nos próximos anos pelo Promimp, o Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural.

Sem o novo marco regulador, que sofreu e sofre o cerco beligerante do conservadorismo, eles seriam desnecessários.

O conjunto requer ainda forte expansão da rede brasileira de refinarias, estagnada desde 1980.

Tudo isso causa erupções cutâneas na pátria dos dividendos, que prefere embolsar lucros rápidos, com o embarque predatório de óleo bruto.

O que a sexagenária Petrobras propicia hoje ao país, portanto, é uma espécie de berçário da reindustrialização de que o seu desenvolvimento tanto necessita.

É desse arcabouço de medidas e salvaguardas que poderão jorrar os recursos do fundo soberano para superar os grandes interditos que ainda afligem a população brasileira.

Sobretudo, o acesso à saúde e à educação públicas de qualidade.

Desqualificar a estatal criada por Getúlio é um requisito para reverter a blindagem em torno de uma riqueza, da qual as petroleiras internacionais e o privatismo de bico longo ainda não desistiram.

Mais que isso.

É uma salvaguarda contra um perigo maior.

Aquele que pode levar o discernimento nacional a enxergar no épico contrapelo do petróleo nacional – ordenado pelo guarda-chuva de uma estatal espelho poderosa - uma inspiração para destravar o arranque de um ciclo acelerado de expansão da infraestrutura brasileira.

Saul Leblon
No Blog das Frases
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Portugal Telecom anuncia fusão com a brasileira Oi


Após meses de negociação, a Oi e a Portugal Telecom assinaram memorando de entendimentos para a fusão das duas teles, que formarão um grupo multinacional chamado de CorpCo.

Em junho deste ano, já havia sido antecipado que um acordo de fusão entre as empresas estava em andamento.

A nova companhia soma pouco mais de 100 milhões de clientes distribuídos por Brasil, Portugal e alguns países da África e da Ásia. A receita combinada é de R$ 37,45 bilhões.

A operação prevê um aumento de capital de pelo menos R$ 13,1 bilhões na operadora brasileira. Desse total, ao menos R$ 7 bilhões serão em dinheiro, para equacionar a pesada divida da Oi, de cerca de R$ 30 bilhões. A capitalização prevê ainda um lançamento de ações da Oi.

No Brasil, a nova empresa continuará operando com o nome Oi, e, em Portugal, com o nome Portugal Telecom.


Comando

Zeinal Bava, que foi presidente da Portugal Telecom de 2008 a 2013 e que assumiu o cargo de diretor-presidente da Oi em junho, comandará a CorpCo - que terá sede no Rio de Janeiro - e suas subsidiárias.

"É um embrião de uma multinacional de língua portuguesa com atuação também na África e Timor leste e um mercado potencial de 260 milhões de pessoas", disse Bava. Segundo ele, a expectativa é que a companhia esteja entre os maiores grupos globais do setor.

A união deve gerar uma economia de custos de cerca de R$ 5,5 bilhões.

Os atuais acionistas da TelPart (Telemar Participações) e um fundo administrado pelo BTG Pactual participarão da operação de aumento de capital de cerca de R$ 2 bilhões.

A CorpCo terá ações listadas no segmento Novo Mercado da BM&FBovespa e nas Bolsas de Nova York e Lisboa. A Oi será uma subsidiária integral da CorpCo, que vai incorporar a Portugal Telecom.

As marcas comerciais serão mantidas no Brasil e no exterior.

Desde que Bava assumiu a Oi, já era esperada a fusão. A Portugal Telecom entrou na Oi em 2010, comprando 22,4% da operadora por cerca de R$ 8 bilhões. Seus principais sócios na Oi, o Grupo Jereissati e a Andrade Gutierrez concordaram com a fusão e serão acionistas da nova empresa.

"Acho que quem perde é Portugal, já que a nova empresa vai ser brasileira, mas isso faz sentido, o mercado lá é enorme, com maior potencial de crescimento", afirmou o analista do português Caixa Banco de Investimento, Guido Santos.

A fusão acontece de maneira simultânea à venda da participação da PT na operadora Vivo para a espanhola Telefónica, por 7,5 bilhões de euros.

CORPCO OI PORTUGAL TELECOM
Clientes Clientes Clientes
                    100.254                       74.757                25.497
Receitas Receitas Receitas
             R$ 37,45 bilhões     R$ 28,14 bilhões          R$ 19,91 bilhões
Atuação Atuação Atuação
Brasil, Portugal e países da África e Ásia        Brasil Portugal e países da África e Ásia

Custos

Para Zeinal Bava, a fusão resultará em redução de custos ao integrar operações e compartilhar serviços realizados pelas duas companhias atualmente, o que poderá resultar em preços menores aos consumidores no futuro.

"Queremos melhorar os custos dos serviços. Se formos campeões em custos, vamos repassar aos clientes", disse Bava.

Zeinal Bava, ex-presidente da Portugal Telecom e atual diretor-presidente da Oi, comandará a CorpCo e suas subsidiárias.
Zeinal Bava, ex-presidente da Portugal Telecom e atual diretor-presidente da Oi, comandará a CorpCo e suas subsidiárias.

Vivo e Tim

Na semana passada, o grupo espanhol Telefônica, que no Brasil controla a Vivo, anunciou a ampliação da sua participação na Telecom Italia, dona da TIM, de 46% para 66%.

Pelas regras do setor de telecomunicações no Brasil, não pode haver sobreposições de outorga: ou seja, um mesmo grupo não pode ter duas empresas que atuam no serviço móvel pessoal (telefonia móvel) em uma mesma região.

A estrutura do acordo dá mais tempo para a Telecom Italia estudar uma possível venda da TIM Participações no Brasil e prosseguir com o plano de separação de sua rede fixa, ativo visto como estratégico por políticos italianos.

O negócio gerou diferentes discursos dentro do governo. O ministro Paulo Bernardo chegou a dizer que a fusão representaria uma concentração muito grande na mão de um grupo do ponto de vista da legislação brasileira. Mas ele foi desautorizado pela presidente Dilma Rousseff, que afirmou que o ministro não falava em nome do governo. Bernardo mudou em seguida de discurso e disse que estava ocorrendo uma discussão na Itália, onde o negócio seria concretizado, com reunião do conselho das empresas.

"Vamos esperar para ver o que vão trazer. Eles têm um prazo para informar as autoridades brasileiras e se houver mudança vão pedir autorização, daí vamos nos posicionar", disse Bernardo. "O Cade tem que examinar exatamente isso, a questão da concetração de mercado. Eu acho que nós não devemos ficar falando por um motivo simples: essa briga não é aqui no Brasil."

Ministro que criticou negócio de Vivo e TIM elogia fusão da Oi




O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, afirmou nesta quarta-feira (2) que a fusão entre a Portugal Telecom e a brasileira Oi será positiva para o país. O ministro disse que não vê problemas de concorrência para os consumidores.

"O caso da Brasil Telecom com a Portugal Telecom já vinha sendo anunciado. [A Portugal Telecom] já tinha entrado como sócia, e ontem anunciaram movimento de fusão entre as duas empresas. Para nós, competição é bom. Ajuda o mercado. A briga entre elas faz com que o consumidor acabe ganhando", disse.

Segundo Bernardo, a maior parte do capital da nova empresa criada será brasileiro e a operação da nova empresa terá de ser avaliada pelos órgãos reguladores brasileiros.

Ministro criticou acordo entre Telefónica e TIM


Na semana passada, uma fala do ministro sobre o acordo entre Telefónica, dona da Vivo no Brasil e a Telecom Italia foi desautorizada pela presidente Dilma Roussef.

Ele havia afirmado que o grupo espanhol Telefónica não poderia ter o controle das operadoras Vivo e TIM no Brasil porque isso seria contra a legislação do país.

"A presidente Dilma está totalmente certa e o Cade tem que examinar a concentração de mercado. Não devemos ficar falando porque a briga não é aqui no Brasil", declarou após a 'bronca'.

A Telefónica, dona da Vivo no Brasil, anunciou na semana passada que negocia o controle da Telecom Italia, dona da TIM no país.
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Winston Churchill usó armas químicas contra Rusia en 1919


Un libro recién publicado revela que en sus tiempos de ministro de Aviación del Reino Unido, Winston Churchill ordenó un ataque con armas químicas contra los bolcheviques rusos, acción que se hizo efectivo entre agosto y septiembre de 1919 en el norte de Rusia.

La información aparece publicada en el libro ‘Russian Roulette: How British Spies Thwarted Lenin’s Global Plot’ (‘La ruleta rusa: Cómo espías británicos frustraron el complot global de Lenin’), del historiador británico Giles Milton, que se documentó en los archivos de un servicio de inteligencia británico. Según Milton, “el verano de 1919 Churchill planeó y ejecutó un ataque químico sostenido en el norte de Rusia”, escribe el diario ‘The Guardian’.

El Ejército británico lanzó bombas M Device, que contenían un gas altamente tóxico llamado difenilaminaclorarsina. El general mayor Charles Foulkes, responsable del proyecto, calificó las bombas M Device como “el arma química más efectiva jamás inventada”.

Keith Price, el máximo responsable de la producción británica de armas químicas, añadía que el Gobierno bolchevique caería rápidamente si se empleaban armas tóxicas contra él. Sin embargo, el Gabinete de Ministros británico se oponía al uso de esas armas, lo que irritaba a Churchill, que también propuso bombardear con M Device a las tribus rebeldes del norte de la India. “Estoy totalmente a favor de usar gas venenoso contra tribus incivilizadas”, declaró Churchill en un memorándum secreto citado por Milton.

El ministro de Aviación criticó a sus colegas por su “aprensión”, y declaró que “las objeciones de la Oficina de la India a usar gas contra los nativos son inaceptables. El gas es un arma más compasiva que un proyectil explosivo, y obliga a un enemigo a aceptar una decisión con menos pérdidas de vidas que cualquier otro instrumento de guerra”.

Finalmente, se enviaron a Rusia unas 50.000 bombas M Device. Los británicos empezaron a emplearlas el 27 de agosto de 1919 contra la aldea de Yemtsa, en la provincia noroccidental de Arjánguelsk. Según el autor del libro, el gas obligó a los bolcheviques a huir presos del pánico, las personas atrapadas en la nube verde vomitaban sangre y se desplomaban inconscientes. No hay información sobre si los ataques provocaron víctimas mortales.

Los ataques continuaron en otras aldeas rusas: Chunova, Vijtova, Pocha, Chorga, Tavoigor y Zapolki. Pero las armas fueron menos eficaces de lo que esperaba Churchill, en parte debido al clima húmedo de esa zona de Rusia en otoño. En septiembre, los ataques fueron suspendidos, primero temporalmente y después de manera definitiva. Dos semanas después las bombas no utilizadas fueron desechadas al mar Blanco.

Do Rusia Today
No CubaDebate
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Charge online - Bessinha - # 1950

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Rede irá ao STF se TSE negar registro


Advogados de Marina Silva têm tudo pronto para entrar com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal com pedido de liminar pelo funcionamento do Rede Solidariedade; atendimento respeitaria prazo limite de 5 de outubro para registro e deixaria caso sub-judice; entrada do documento será feita assim que TSE divulgar decisão sobre o destino do Rede; previsão é sombria; ex-presidente do STF Ayres Britto idealizou a manobra, mas está cumprindo quarentena legal; mandado será impetrado, caso TSE negue o registro, pelo ex-juiz do TSE Torquato Jardim; na última instância, aos 44 minutos do segundo tempo, Marina Silva jogará todas as suas chances para concorrer em 2014; qual dos magistrados do Supremo terá o destino político dela e do Rede nas mãos?

Uma dramática manobra jurídica está em curso, neste momento, no comando do Rede Solidariedade, o partido de Marina Silva cujo registro será definido pelo Tribunal Superior Eleitoral nas próximas horas: um mandado de segurança ao Supremo Tribunal Federal.

Certa de que perderá a batalha no TSE pelo reconhecimento das 95 mil assinaturas que separam o Rede de seu registro, Marina acatou uma ideia de seu principal conselheiro no campo jurídico, o ex-presidente do STF Ayres Britto. Ela e a cúpula de seus apoiadores entrarão com um mandado de segurança no STF assinado pelo ex-juiz do TSE Torquato Jardim.

A argumentação para um pedido de liminar a favor do funcionamento do Rede será a de que as assinaturas são válidas e, com mais tempo, isso poderá ser comprovado. O acatamento deixaria o caso sub-judice e daria novo fôlego ao Rede para tentar desatar o nó jurídico em que se envolveu a partir da glosa, pelos cartórios eleitorais, do contingente de nomes apresentados.

No Supremo, a entrada do mandado de segurança já é esperada. A apresentação do documento deve acontecer logo após o TSE proferir sua decisão sobre o registro do Rede. Haverá festa se der zebra, quer dizer, se os juízes aceitarem o pedido apesar de, desde ontem, manifestação formal do Ministério Público ter recomendado a rejeição.

Caso os prognósticos de derrota do Rede se confirmem no TSE, o mandado de segurança será impetrado no momento seguinte. O documento já está sendo escrito pela dupla Britto-Jardim e seus auxiliares. O TSE deve se manifestar sobre o Rede entre esta quarta-feira 2 e amanhã. O prazo para o registro de novos partidos a tempo de participarem das eleições presidenciais de 2014 termina no sábado 5.

Em segundo lugar nas pesquisas, a ex-senadora Marina Silva amargou, nas últimas pesquisas eleitorais, uma queda em suas intenções de voto. O principal motivo é a falta de definição sobre o Rede, o que está elevando ao máximo a tensão entre seus apoiadores. Na tentativa de manter a chama acesa na opinião pública e, ao mesmo tempo, sensibilizar o TSE, o Rede disparou nas redes sociais uma série de artigos com artistas famosos garatindo que o Rede cumpriu a lei e "não precisa de jeitinho", como disse o global Marcos Palmeira.

A cantora Adriana Calcanhoto, o ator Wagner Moura e o compositor Caetano Veloso, em seu artigo dominical no jornal O Globo, defenderam publicamente o Rede.

Mas, agora, na hora do vamos ver, o que vai resolver mesmo será um mandado de segurança no STF. Qual dos juízes do Supremo terá o destino de Marina e do Rede nas mãos assim que o documento chegar?

No 247
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Mais venenos para o Brasil

Em breve no prato de seus filhos e parentes

Semana passada, o povo brasileiro sofreu mais uma derrota na Câmara dos Deputados. Pode-se dizer que, de maneira sorrateira, os ruralistas — usando de criatividade e em parceria com outros setores do parlamento e do governo federal — facilitaram mais um avanço ao uso de insumos químicos (venenos) no Brasil.

Quem saiu vitorioso foi o agronegócio e a estreita relação com as empresas multinacionais (financiadoras de campanhas), que movimentam bilhões de reais por ano e que dão ao nosso país o imperioso título de maior consumidor de agrotóxicos do planeta.

Cansados, como eles afirmam, de se submeter aos procedimentos adotados pela ANVISA, IBAMA e Ministério da Agricultura (MAPA), que regulam e normatizam a produção, uso, comercialização e importação de agrotóxicos no Brasil, passaram a construir uma nova estratégia.

Na noite, quase sempre à noite, do dia 25 de outubro de 2013 foi votada e aprovada a Lei de Conversão (nº25/2013) da Medida Provisória 619/2013, que vai agora para o Senado Federal. No projeto, foram introduzidos três artigos, os de nº 52, 53 e 54, que tratam de agrotóxicos.

O que chama a atenção é o disposto no artigo nº 53, que dá a Instância Central e Superior do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária — SUASA, a autorização de anuir com a importação, produção, distribuição, comercialização e uso de agrotóxicos, e, aqui está o pulo do gato, concede ao Ministro da Agricultura (MAPA) o poder de regular essas medidas.

A redação dada ao artigo nº 53 permitirá que ato do Ministro da Agricultura flexibilize as regras atuais e mesmo que em “caráter extraordinário e quando declarado estado de emergência fitossanitário e zoossanitário”, sob critérios ainda não revelados, poderá determinar que agrotóxicos sejam autorizados em situações que podem atender ao interesse público.

Ou seja, dá poder ao Ministério da Agricultura, dominado pelos ruralistas, e subjuga os outros dois órgãos (ANVISA e IBAMA) para decidir o que bem entender quanto ao uso de venenos (agrotóxicos) na agricultura.

Abaixo, apresento o artigo nº53 na sua integra e indexo alguns comentários para elucidar o que descrevi.

1. Define o artigo 53, que “fica a instância central e superior do Sistema Unificado de Atenção Agropecuária de que trata o § 4º do art. 28-A da Lei nº 8.171, de 17 de janeiro de 1991, autorizada, nos termos do regulamento, em caráter extraordinário, a anuir com a importação e a conceder autorização emergencial temporária de produção, comercialização e uso quando declarado estado de emergência fitossanitária ou zoossanitária (negrito meu) de:” em seguida vêm os itens.

O Decreto nº 5.741/2006 que regulamenta os artigos de Lei 8.171, de 17 de janeiro de 1991, define que a instância máxima central é o MAPA. Como pode se observar no artigo 53, o Projeto de Lei de Conversão nº25/2013 flexibiliza não apenas os agrotóxicos para as lavouras, mas também para o uso nos rebanhos da pecuária (zoossanitário).

2. O § 1º do artigo 53 reza que “a concessão da anuência e da autorização emergencial temporária deverá aplicar-se somente aos produtos previstos nos incisos do caput estritamente necessários ao atendimento do estado de emergência sanitária e fitossanitária oficialmente declarado devendo ser especificado quanto: I – aos produtos e suas condições de uso; II – a delimitação geográfica; e III – ao prazo de vigência”.

O Projeto de Lei de Conversão nº25/2013 dá enorme liberdade ao MAPA, pois não define o que é temporária. Seria o período da safra? Quanto tempo perduraria a autorização dada para o uso destes agrotóxicos? Também chamo a atenção que os critérios para ser decretada a emergência não estão definidos. Será que quem mandará nestas definições serão os fabricantes de venenos?

3. O § 2º diz que “a autorização emergencial de que trata o caput somente poderá ser concedida para produtos cujo emprego seja autorizado em países com práticas regulatórias reconhecidas, na forma do regulamento.”

Presumo daí que não é necessário que o produto “importado” tenha sido testado e avaliado no Brasil. As empresas multinacionais de agrotóxicos devem estar muitos satisfeitas com essa iniciativa, pois é o que sempre pediram.

4. O § 3º estabelece que “a importação, produção, comercialização e o uso de agrotóxicos, seus componentes e afins, ao amparo da autorização emergencial temporária, prescindem do registro de que trata o art. 3º da Lei nº 7.802, de 11 de julho de 1989”.

Esse parágrafo acaba com a necessidade de registro dos agrotóxicos no Brasil. Eliminam-se as diretrizes e exigências dos órgãos federais responsáveis pelos setores da saúde, do meio ambiente e da agricultura.

5. O § 4º define que “a anuência e a autorização emergencial temporária de que trata o caput não poderão ser concedidas a produtos agrotóxicos e afins que causem graves danos ao meio ambiente ou que reconhecidamente: I – não disponham, no Brasil, de métodos para desativação de seus componentes, de modo a impedir que os seus resíduos remanescentes provoquem riscos ao meio ambiente e à saúde pública; II – não tenham antídoto ou tratamento eficaz no Brasil; III – revelem características teratogênicas, carcinogênicas ou mutagênicas, de acordo com os resultados atualizados de experiências da comunidade científica; IV – provoquem distúrbios hormonais, danos ao aparelho reprodutor, de acordo com procedimentos e experiências atualizados na comunidade científica; e V – revelem-se mais perigosos para o homem do que os testes de laboratório com animais tenham podido demonstrar, segundo critérios técnicos e científicos atualizados”

Alguém conhece algum agrotóxico que não cause danos ao meio ambiente?

O que se espera, primeiro: que o disposto nesses artigos seja retirado pelos senadores; segundo, caso isso não ocorra, que a presidenta Dilma vete-os em defesa do meio ambiente, da razoabilidade, com prudência na autorização de agrotóxicos e pela preocupação com a saúde humana.

Dr. Rosinha, médico pediatra, é deputado federal (PT-PR) e presidente da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. 
No twitter: @DrRosinha.
No Viomundo
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Joaquim Barbosa critica a justiça como se não tivesse responsabilidade nenhuma por ela ser o que é

O que ele fez para melhorar a justiça?

Uma das coisas que mais me irritam é alguém se queixar de alguma coisa que esteja sob seu comando, como se tivesse a impotência do porteiro.

Vi isso muitas vezes na minha carreira. O cara comanda uma empresa ou um departamento e faz críticas como se não tivesse nada a ver com nada.

Seria como se eu, aqui, reclamasse do espírito e dos textos do DCM.

É bizarro o que estou narrando, mas é comum, e imagino que você já tenha visto muita coisa parecida em sua vida.

Veja Joaquim Barbosa, presidente do Supremo. Numa reunião promovida pela revista Exame, ele insultou a justiça brasileiro como se fosse contínuo do Supremo, e não presidente.

Que ele fez, numa carreira já longa, para mudar alguma coisa entre tantos problemas que apontou – a maior parte, aliás, acertadamente?

JB disse que a justiça brasileira é a mais confusa do mundo. Ele comandou, recentemente, um julgamento, o do Mensalão, que foi o triunfo do caos e da falta de nexo.

Um dia a posteridade há de usar as devidas palavras pejorativas para falar, por exemplo, da “dosimetria”. Com ares científicos, os juízes estipularam penas que simplesmente não fazem sentido.

Comentei aqui, já. Marcos Valério recebeu uma pena duas vezes maior – 40 anos – do que a aplicada na Noruega a Anders Breivik, assassino confesso de dezenas de jovens.

Ainda hoje, li na mídia estrangeira que um tribunal internacional condenou um antigo ditador africano a 50 anos de prisão por genocídio. Mais um pouco e Valério teria a pena de um genocida.

Um amigo meu, grande jornalista, me contou que um dia acompanhava uma votação do Mensalão numa padaria, ao lado de algumas pessoas. Um juiz proferiu sua longa sentença, e ao fim dela um cliente da padaria fez a pergunta fatal: “Condenou ou absolveu?”

Barbosa criticou a pompa cafona com a qual os juízes se expressam. Ele já ouviu a si próprio? Ou a Marco Aurélio de Mello, ou a Gilmar Mendes? Solenes, prolixos, vazios, rebarbativos, patéticos.

JB poderia ter dado o exemplo, e falado em português claro. Na Inglaterra, o juiz Brian Leveson comandou um inquérito sobre os crimes da mídia num inglês compreensível para qualquer pessoa alfabetizada. Acompanhei o caso.

Nada funciona mais que o exemplo pessoal quando você é, como JB, um líder.

Ele tocou em outro ponto: a questão das indicações políticas. Condenou as articulações que os magistrados fazem para obter altas posições.

Ora, todos sabemos o que ele fez nesse campo. Incomodou um alto funcionário do governo Lula no aeroporto de Brasília porque sabia que Lula procurava um juiz negro para o Supremo. Agiu como um tremendo cara de pau para praticar politicagem.

É difícil discordar das críticas de JB à justiça. Nenhuma delas é um erro. Faltou apenas listar outras. Por exemplo, a relação promíscua que juízes de altas cortes têm com a mídia. Para lembrar o grande editor Joseph Pulitzer, jornalista não tem amigo. E nem juiz deveria ter. Pior ainda quando são amigos entre si, a ponto de um dar exemplo para o filho do outro.

Não vou ficar surpreso se um dia JB falar uma coisa dessas, à Pulitzer, como se mantivesse distância olímpica dos jornalistas.

Numa frase que entrou para a história, Gandhi disse que cada um de nós devíamos ser a mudança que gostaríamos de ver no mundo. É uma frase que cai melhor em JB do que seus ternos comprados no exterior.

Paulo Nogueira
No DCM
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Deputado tucano mostra preconceito ridículo contra Minas e os mineiros

Ele

O presidente do PSDB-MG, um tal de deputado Marcus Pestana – preterido na disputa interna do partido para ser candidato a governado –, querendo prestar serviços a Aécio, disse que o empresário Josué Gomes da Silva devera se filiar ao PMDB paulista, e não ao mineiro.

“Josué deveria se filiar ao PMDB paulista. O pai era mineiro da gema, mas ele é vice da Fiesp, mora e tem negócios em São Paulo”, afirmou. A frase está na coluna Painel, da Folha de S.Paulo de hoje. Josué é filho do ex-vice-presidente José Alencar. Ele assinou ontem sua ficha de filiação ao PMDB.

Fazia tempo que eu, mineiro, não via uma autodeclaração de preconceito contra Minas e os mineiros, grosseira e ridícula, como essa do deputado tucano.

Ser mineiro, senhor Marcus Pestana, não é morar em Minas Gerais. Ser mineiro é ter sido criado com o espírito de Minas, libertador, sonhador, rebelde, de amor ao Brasil, depois a Minas. Com o exemplo da luta de Tiradentes pela liberdade, o estudo e o trabalho como credo e igualdade de oportunidades. E também ter a democracia como o único meio de se governar.

Foi isso que eu aprendi nos bancos escolares e na mesa de meu pai. E ainda aprendo de minha mãe.

Nunca deixei de ser mineiro sendo paulistano e paulista pelas circunstâncias da vida, como dezenas de milhões de brasileiros e brasileiras que, com dor e saudade, deixaram suas terras. Mas elas nunca nos deixaram. Vivem em nossas almas mineiras, cearenses, pernambucanas, capixabas, brasileiras.

Zé Dirceu
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Aécio Neves agora vai ao ataque contra Dilma e Lula


Atendendo a apelos da mídia amiga, que já está entrando em depressão na busca de um candidato, o sempre cordato tucano Aécio Neves resolveu falar mais grosso e foi ao ataque nos últimos dias, batendo duro nos governos petistas de Lula e Dilma.

Depois que Eduardo Campos entrou de vez na parada, com Marina Silva e José Serra ainda esperando no acostamento da corrida pesidencial de 2014, Aécio não tinha outra saída: resolveu se apresentar como o verdadeiro e único candidato de oposição "a tudo o que está aí", como se dizia nas manifestações de junho, detonando o que os governos do PT fizeram nos últimos 11 anos.

A ofensiva começou no sábado num encontro do PSDB em Curitiba: "Vamos dizer ao Brasil que o ciclo do PT merece ser encerrado. Vamos contrapor a meritocracia ao aparelhamento do Estado que o PT faz (...). O papo é reto: está chegando a hora de enfrentarmos o PT. Devemos nos preparar para o embate e debater em todos os cenários".

Ainda não se sabe que efeito este discurso terá no eleitorado mais pobre que elegeu Lula e Dilma, ainda mais após a divulgação dos novos números anunciados nesta terça-feira pelo IPEA (Instituto de Políticas Econômicas Aplicadas).

Acabo de ler no R7 que 1,1 milhão de brasileiros saíram da pobreza extrema em 2012.Apesar do "pibinho" de 0,9% no ano passado, a renda das famílias brasileiras cresceu 7,9% e a desigualdade diminuiu: o índice foi de 6,5% entre os 10% mais ricos e de 14% entre os 10% mais pobres.

"Para a pobreza, o fundamental é o que acontece na base, cuja renda cresce num ritmo chinês. O bolo aumentou com mais fermento para os mais pobres, especialmente para os mais pobres dos pobres", disse o presidente do IPEA, Murilo Nery.

As palavras "pobres" e "pobreza" não foram citadas em outro discurso de Aécio, na segunda-feira, no evento promovido pela Editora Abril para 300 empresários, em São Paulo, mas seria bom o senador tucano conversar com Nery para entender porque sua candidatura continua empacada a um ano das eleições.

Aécio, Eduardo Campos e Marina Silva, os três candidatos de oposição chamados pela Abril para o evento, que contou também com o presidente do STF, Joaquim Barbosa, sentiram-se em casa para atacar a política econômica do governo e fazer agrados aos empresários.

O candidato do PSDB prometeu cortar pela metade o atual número de ministérios e adotar medidas emergenciais para simplificar o sistema tributário. "O governo mais atrapalha o ambiente de negócios do que ajuda", criticou Aécio, "por demonizar a parceria com o setor privado".

Ao falar de um "eventual governo do PSDB", desta vez Aécio apresentou quatro propostas genéricas: simplificação do sistema tributário, investimento em educação, abertura da economia e incentivo à inovação. Nada de novo, portanto.

Mais ou menos na mesma linha, mas em tom menos agressivo, o governador pernambucano Eduardo Campos, que até a semana passsada fazia parte da base aliada do governo, e agora é um provável concorrente de Aécio na disputa por uma vaga no segundo turno, também criticou a política economica de Dilma. "É preciso pensar o país além da eleição de 2014; é preciso pensar para as próximas décadas".

Os mesmos setores da imprensa que atiçaram Aécio a ser mais duro nas críticas aos governos do PT, com poucas esperanças de que Marina Silva consiga criar seu próprio partido, já estão lançando o nome dela para ser vice do ex-governador mineiro, com o objetivo de pelo menos provocar um segundo turno em 2014, mas já desistiram de bancar Joaquim Barbosa, que nem entra mais nas pesquisas.

Nas próximas horas, quando o TSE anunciar sua decisão sobre a legalidade ou não da criação do Rede Sustentabilidade, o partido de Marina Silva, e José Serra comunicar finalmente o que pretende fazer na próxima campanha (nem Roberto Freire está conseguindo falar com ele, segundo a Folha), saberemos então contra quem a presidente Dilma Rousseff disputará a reeleição no próximo ano.

Se depender de Aécio Neves, pelo jeito, teremos um novo Fla-Flu entre PT e PSDB.

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Tucano investigado recebe aluguel do Estado



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Revelação de farsa sobre morte de JK põe STF diante de um imperativo moral


A notícia de que se tentou subornar o motorista do ônibus que, na versão oficial teria provocado o acidente que matou, em 1976, o ex-presidente Juscelino Kubitscheck, coloca o Supremo Tribunal Federal diante da obrigação de rever sua malsinada decisão de considerar prescritos os crimes cometidos durante a ditadura.

Os indícios são cada vez mais indesmentíveis de que houve, ali, não um acidente, mas um assassinato.

O argumento de que aqueles fatos são passado, “são história”, já não servem para que deles fique afastada a apuração com fins de responsabilização que afaste o caráter diletante de uma investigação.

Porque Juscelino – como João Goulart – são a própria história e não há país no mundo que possa se conformar com a obscuridade sobre um assassinato de um Presidente da República.

Não podemos continuar a ter esta história contada por desvãos, metáforas ou livros romanceados como o premonitório “Beijo da Morte”, de Carlos Heitor Cony e Ana Lee, que descreve este complô e assassinato.

A insistir numa visão míope, de que uma anistia possa simplesmente apagar os fatos do passado, o Supremo, em última análise, estará se mantendo como cúmplice de assassinatos premeditados e cruelmente urdidos.

Assassinatos de pessoas, inclusive o de um (ou, quem sabe, dois) Presidente da República.

E assassinato, também, da história brasileira.

E deixando de mostrar aos mais jovens do que é capaz uma ditadura, que a direita vive apresentando como sinônimo de ordem.

Quando é sinônimo de morte.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Me ofereceram dinheiro para assumir a culpa pela morte de JK, conta motorista

Em audiência na Câmara Municipal, Josias Nunes de Oliveira negou ter batido em Opala que levava ex-presidente pela Dutra no momento de sua morte

Oliveira: 'Eles mostraram o dinheiro dentro da mala.
Não aceitei'
Marsílea Gombata
Envolta em mistérios e objeto de investigação da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão da Verdade “Vladimir Herzog”, da Câmara Municipal de São Paulo, o imbróglio da morte do ex-presidente Juscelino Kubitscheck ganhou um novo capítulo nesta terça-feira 1º.

Em depoimento da Comissão “Vladimir Herzog”, Josias Nunes de Oliveira, motorista do ônibus que supostamente teria batido no carro do ex-presidente, contou que lhe ofereceram uma mala de dinheiro para assumir a culpa pelo acidente. “Disseram que se eu pegasse o dinheiro e dissesse que sou culpado, o dinheiro era todo meu”, contou o aposentado de 69 anos. “Eles mostraram o dinheiro dentro da mala, eram notas antigas que o Juscelino mandou fazer de 500 cruzeiros. Não aceitei. Saíram do portão da minha casa e não voltaram mais.”

Segundo Oliveira, os dois homens se apresentaram como repórteres e apareceram à sua casa cinco dias depois da morte do ex-presidente, em 27 de agosto de 1976. “Ser acusado de ter provocado a morte de Juscelino mudou muito a minha vida. Até hoje”, disse antes de lembrar ter comentado sobre a mala de dinheiro durante as audiências sobre a morte de JK.

De acordo com a versão oficial, Juscelino morreu na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Resende, quando vinha do Rio em direção a São Paulo e o carro no qual viajava teria batido em um ônibus da Viação Cometa, depois de o motorista Geraldo Ribeiro ter perdido o controle. Oliveira, no entanto, contesta e nega ter batido no carro. O ônibus que dirigia, segundo ele, ultrapassou pela esquerda o Opala do ex-presidente a cerca de 80 km/h, quando o veículo vinha a 70 km/h. Em seguida, o carro ultrapassou o ônibus pela direita, perdeu controle, atravessou o canteiro central, cruzando a pista e indo parar do outro lado.

“Eu parei para socorrer. Não parei de curioso para ver o que estava acontecendo. Parei porque senti a dor do acidente”, disse Oliveira. “Parei sem saber quem estava no Opala. O motorista morreu instantaneamente. Do Juscelino ainda vi dois piscares de olho.”

À época, o ex-presidente tinha 73 anos. Dois anos antes havia recuperado os direitos políticos cassados com a chegada da ditadura, em 1964. O ex-presidente sabia que tinha grandes chances de se reeleger e dar curso à trajetória que daria fim ao regime militar no Brasil. Uma vantagem que era motivo de preocupação dos agentes da Operação Condor, aliança político-militar entre as ditaduras do Brasil, Argentina, Chile, Bolívia, Paraguai e Uruguai. Em carta enviada no dia 28 de agosto de 1975 para João Baptista Figueiredo, o chefe do serviço de inteligência de Augusto Pinochet, o coronel Manuel Contreras Sepulveda, se dizia preocupado com a possível vitória do democrata Jimmy Carter nos Estados Unidos e o apoio a políticos de oposição ao regime militar na região, como o chileno Orlando Letelier e o próprio JK, que poderiam “influenciar seriamente a estabilidade do Cone Sul”. No ano seguinte, JK morria em agosto e Letelier, em setembro.

Detalhes

Na sessão, ainda, o presidente da comissão, o vereador Gilberto Natalini (PV), leu uma reportagem da época na revista Cruzeiro, que dizia: “o laudo pericial da polícia do Rio de Janeiro registra que a análise da tinta produziu a prova técnica, segura, definitiva e incontrastável de que o ônibus Cometa estava envolvido no acidente. O laudo foi assinado pelo perito Sergio de Souza Leite”, que teria sido afastado do cargo posteriormente. O vereador disse, no entanto, que o exame sobre a tinta da lataria do Opala no ônibus – peça fundamental para corroborar a tese de batida - foi anexado aos autos sem assinatura do analista chefe.

“Temos também um relato, que tiramos da revista Interview, de 1996, na qual o repórter Valério Meinel escreveu: ‘No dia seguinte à morte de JK o chefe de produção do Estadão, Raul Bastos, pediu para que esperasse na sucursal do Rio, a chegada do subchefe de produção Vanderlei Ribeiro, que saía de São Paulo para levar uma informação, já que os telefones do jornal estavam grampeados. A informação é que os repórteres do Estadão ‘cobrindo o acidente’ receberam a informação de guardas da Polícia Rodoviária Federal de que Geraldo Ribeiro [o motorista de JK] levara um tiro na cabeça disparado de uma Caravan emparelhada com o carro do presidente JK, atrás do ônibus, antes de ele passar’”, afirmou Natalini. “Descobrimos que um dos jornalistas está vivo e vamos atrás dele.”

Dentre outros detalhes não explicados em torno da morte do ex-presidente, lembrou o vereador, há também a perícia feita 20 anos depois em um veículo diferente do qual estava JK.

Em 13 de agosto, a comissão ouviu quatro depoimentos relacionados à morte de JK: Serafim Jardim, ex-secretário particular de Juscelino, Paulo Castelo Branco, que pediu a reabertura do caso em 1996, Paulo Oliver, um dos 33 passageiros do ônibus da viação Cometa, e Gabriel Junqueira Villa-Forte, filho do proprietário do hotel pelo qual o ex-presidente passou antes do acidente. O dono do hotel, o brigadeiro Newton Junqueira Villa-Forte, era próximo do general Golbery Couto e Silva e foi também professor de João Baptista Figueiredo.

Depois da sessão de agosto, a Comissão Municipal solicitou ao governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, nova perícia do fragmento metálico de sete milímetros encontrado no crânio do motorista de JK, assim como do crânio que apresentava uma furo. Na semana passada, o governo mineiro concordou com novas análises técnicas. A comissão tenta, agora, viabilizá-las judicialmente.

“O mundo inteiro apontava para mim na rua: ‘Foi aquele quem matou o Juscelino’. Eu tenho de provar que não fui eu”, disse Oliveira, que passou por dois processos sobre a morte de JK, mas acabou absolvido em agosto de 1977. “É muito estranha a entrada dele na pista... Esse acidente precisa ser mais investigado.”

Marsílea Gombata
No CartaCapital
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