30 de set de 2013

País rejeita voto obrigatório e verba pública em campanhas


A população é contra o financiamento público de campanhas políticas, favorável ao voto facultativo e defende a divulgação de pesquisas no período eleitoral, ainda que diga não se influenciar pelas projeções na hora de votar. Esses e outros temas, como a reeleição e a realização de eleições a cada quatro anos, que estão sendo debatidos nas propostas de reforma política, foram alvo de um levantamento da Paraná Pesquisas. Foram ouvidos 2.502 eleitores, em 169 cidades das cinco regiões brasileiras, entre os dias 10 e 15 de setembro.

Com a inviabilidade do plebiscito proposto pela presidente Dilma Rousseff sobre reforma política após os protestos pelo país em junho, a Câmara dos Deputados decidiu instalar uma comissão para elaborar uma proposta até o início de novembro. Entre os parlamentares, a ideia é que dificilmente a proposta seja votada neste ano.

Financiamento e confusão


O financiamento público de campanhas é uma bandeira do PT e divide opiniões. A ideia é limitar a influência do poder econômico: como seriam utilizados apenas recursos públicos, grandes corporações ou empresas privadas não teriam meios para financiar candidatos ligados a seus interesses. Os contrários à proposta argumentam que não haveria como fiscalizar as doações ilegais e que haveria uma “migração” de recursos para o caixa 2 dos partidos.

Entre os ouvidos pela Paraná Pesquisas, 56% avaliam que as campanhas deveriam ser feitas apenas com “verbas privadas”. Só 17% defenderam o uso exclusivo de recursos públicos. Para 6% dos entrevistados, as campanhas deveriam ser financiadas por recursos públicos e privados, mas apenas de pessoas físicas; 10% acreditam que o financiamento deveria ter recursos públicos e privados, incluindo doações de empresas. Entre os que responderam à pesquisa, 11% não souberam responder.

Para cientistas políticos ouvidos pela Gazeta do Povo, o eleitorado ainda faz confusões em relação ao financiamento das campanhas. “Muitas vezes as respostas seguem a tendência da opinião saliente ou mais aparente. O caso do financiamento é um exemplo”, afirma Emerson Cervi, professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Segundo ele, as pessoas esquecem que no caso de financiamento público o risco de caixa 2 continua. “Para as eleições municipais de 2012, o gasto médio dos candidatos foi de R$ 35 por voto. O projeto de lei que defende a exclusividade de verbas públicas prevê um investimento de R$ 7 por eleitor. Essa diferença é muito grande”, afirma o professor da UFPR. “Essa diferença seria provavelmente de caixa 2. Ou alguém acha que o eleitor aceitaria uma multiplicação por dez vezes no fundo partidário?”

Na avaliação de Murilo Hidalgo, diretor de Paraná Pesquisas, o que leva o eleitorado a rejeitar o financiamento público é a percepção da população de que as verbas públicas deveriam ser aplicadas em outras áreas.

Brasileiro diz não ser influenciado por resultado de pesquisa


As pesquisas de intenção de voto devem continuar sendo divulgadas, mas a maioria do eleitorado diz não se influenciar pelos resultados. Segundo a Paraná Pesquisas, 71 dos eleitores não se deixam levar pelas projeções, mas 56% defendem a divulgação dos resultados perto das eleições. E a maioria (52%) diz não confiar nos institutos de pesquisa.

“Isso mostra que o povo gosta de ver o resultado das pesquisas, que fazem parte da eleição brasileira. Ao mesmo tempo, houve uma proliferação e uma diversidade de resultados, com pesquisas feitas de qualquer jeito, o que fez com que as pesquisas caíssem em descrédito”, comenta Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas. “Isso serve para quebrar o tabu de que a pesquisa ganha eleição. Não ganha nada, em diversos casos tivemos pesquisas com resultados diferentes das urnas.”

O levantamento da Paraná Pesquisas mostra ainda que a maioria do eleitorado é contrária ao voto obrigatório. Para 74% dos entrevistados, o voto deveria ser opcional; outros 25% defendem a manutenção da obrigatoriedade. Ao mesmo tempo, 66% disseram que compareceriam para votar caso o voto fosse facultativo, contra 33% que não votariam. “Acho que muita gente não votaria, o poder econômico poderia influenciar muito mais na eleição”, diz Murilo Hidalgo.

Alinhamento


Para o cientista político e professor da UFPR Emerson Cervi, o resultado geral da pesquisa mostra um alinhamento com posições majoritárias na sociedade. “Boa parte coincide com as opiniões majoritárias, mais visíveis no debate público, mas não necessariamente as mais bem informadas. Com certeza, com informação, algumas impressões criadas pelo debate mais aparente seriam transformadas.”


Resultado confirma desgaste


Oliveira:
“o Executivo tem popularidade nominal”
O levantamento da Paraná Pesquisas reforça uma tendência já observada durante os protestos pelo país no mês de junho: o forte desgaste da imagem do Poder Legislativo. Entre os entrevistados, 52% disseram ser favoráveis à reeleição de prefeitos, governadores e do presidente da República (45% são contrários). Já quando o assunto é a reeleição de vereadores, deputados e senadores, 51% disseram ser contrários (46% são a favor).

A rejeição à reeleição de parlamentares cresce de acordo com a faixa etária: acima dos 60 anos, 57% se dizem contra a possibilidade de vereadores, deputados ou senadores concorrerem a mandatos consecutivos. Na faixa etária entre 16 e 24 anos, 40% são contra a reeleição para esses cargos.

“O Executivo tem uma popularidade nominal, no Legislativo tudo tende a ser distribuído entre o conjunto dos deputados. Às vezes um parlamentar que tem uma popularidade menor acaba contaminando os demais”, comenta o cientista político Ricardo de Oliveira, da UFPR.

Já a aprovação da reeleição para ocupantes de cargos no Executivo, na avaliação de Oliveira, pode estar ligada à recuperação da imagem da presidente Dilma Rousseff. “As pesquisas mostram que a Dilma vem ganhando popularidade. Quem prefere a Dilma tem uma maior preferência por reeleição. Mas muitos eleitores querem renovação.”

Calendário


Escolha para todos os cargos deveria acontecer no mesmo ano

O eleitor é favorável a unificar o calendário eleitoral, com eleições para todos os cargos (vereador, prefeito, deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente) realizadas simultaneamente, de quatro em quatro anos. O levantamento da Paraná Pesquisas sobre as propostas de reforma política mostra que 60% dos entrevistados são a favor de que as eleições ocorram ao mesmo tempo. Só 35% afirmaram ser contrários à ideia.

“O povo gostaria que as eleições fossem unificadas para ir votar menos. O custo diminuiria, mas as eleições seriam completamente diferentes”, analisa Murilo Hidalgo, diretor da Paraná Pesquisas. “O poder municipal influenciaria demais. O candidato a prefeito que estivesse na frente levaria uma enorme vantagem para o seu candidato a governador e a presidente.”

No Gazeta do Povo
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Venezuela: Maduro ordena expulsão de diplomatas americanos


Bogotá – O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (30) que vai expulsar três diplomatas dos Estados Unidos do país. Segundo ele, os funcionários da embaixada americana em Caracas, participaram de reuniões com a oposição no país para elaborar “planos de sabotagem energética e econômica.” “Yankees, go home [voltem para casa]”, disse.

Segundo ele, a decisão foi fruto de uma investigação detalhada. “Investigamos durante vários meses e detectamos que um grupo de funcionários da Embaixada dos Estados Unidos se reuniu com a extrema direita, para financiá-lo e apoiá-lo em ações de sabotagem elétrica e na área econômica do país. Tenho provas em minhas mãos”, declarou.

Ele disse que deu instruções à Chancelaria do país para notificar os diplomatas Elizabeth Hunderland, David Mutt e Kelly Keiderlinh, para que em 48 horas deixem a Venezuela e regressem aos Estados Unidos. “E não importa as ações que o governo americano adote como resposta”, ressaltou.

No começo de setembro, o país sofreu um apagão elétrico que atingiu 60% do território venezuelano. Dias depois o governo anunciou ter provas de que o sistema fora sabotado. Segundo Maduro, pela direita do país. Também há problemas inflacionários, com o câmbio paralelo que pressiona o bolívar, moeda venezuelana. Além da alta inflação e uma crise de abastecimento de produtos alimentícios e de higiene.

Além da expulsão dos diplomatas, Maduro também não participou da 68ª Assembleia das Nações Unidas, em Nova York, na semana passada. Ele não compareceu à reunião em protesto, ao acusar o governo dos Estados Unidos de não ter concedido todos os vistos à sua equipe de trabalho. Outro motivo alegado pelo presidente venezuelano para não ir à ONU foi a negativa que o governo venezuelano recebeu para sobrevoar o espaço aéreo americano em uma viagem à China.

Maduro voltou a dizer que a Venezuela é vítima de um “complô nacional e internacional de desestabilização”. “Vivemos uma guerra, elétrica, econômica e psicológica que pretende acabar com a revolução bolivariana”, disse.

Leandra Felipe
No Agência Brasil
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Fluxo de imigrantes na Grande São Paulo cai


Baianos, mineiros, pernambucanos, cearenses e paranaenses. São esses os principais grupos de imigrantes brasileiros que habitam hoje a Grande São Paulo.

A Pnad 2012 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostra que a região metropolitana tem hoje 20,2 milhões de habitantes.

Cerca de 5,5 milhões deles nasceram fora do Estado de São Paulo - uma população maior que a de países como Noruega, Irlanda e Uruguai.

O movimento, no entanto, representa a diminuição da presença de imigrantes no caldeirão paulista.

Se nos anos 1970, a cada dez habitantes da região metropolitana de São Paulo, seis eram imigrantes do restante do país ou do exterior, hoje essa razão é de três forasteiros para cada dez moradores.

Isso se deve a dois fatores: primeiro ao fato de filhos dos imigrantes daquela década já terem nascido na Grande São Paulo e serem contabilizados como tal; e em segundo lugar ao fluxo e refluxo migratório que caracteriza os deslocamentos do século 21.

"Embora haja continuidade dos mesmos fluxos migratórios do século 19 e 20, a nova face da imigração a São Paulo é o retorno", avalia Rosana Baeninger, professora da Unicamp e pesquisadora do Nepo (Núcleo de Estudos de População).

A demógrafa afirma que, segundo dados do Censo 2010, cerca de 2,3 milhões de migrantes se mudaram para São Paulo entre 2000 e 2010 ao mesmo tempo em que 1,8 milhão deixaram a região metropolitana no período.

"Sessenta por cento daqueles que saíram de São Paulo são migrantes de retorno [que estão voltando a suas regiões de origem] e 40% são, em geral, filhos de imigrantes", diz. "São Paulo se tornou área de rotatividade migratória." 


Última vinda

Morador da zona leste de São Paulo, Vilmar Rodrigues, 37, quer voltar à cidade natal de uma vez por todas.

Mineiro de Itaobim, um município de 21 mil habitantes a 617 quilômetros de Belo Horizonte, chegou a São Paulo pela primeira vez em 2000.

Essa sua nova temporada na capital paulista foi até 2006, quando voltou a Minas. Mas não conseguiu ficar muito tempo lá: em 2008, pegou novamente um ônibus para tentar a vida em São Paulo.

Agora, afirma, está decidido a voltar de vez a Itaobim. "O aluguel em São Paulo é caro, não consegui comprar uma moto nem carro nem casa. Não me arrependo, mas não foi bom", diz.

Se os planos de Rodrigues derem certo, dezembro será o último mês dele aqui.

Rodrigues está desempregado, mas voltará com novas habilidades: trabalhou como garçom, marceneiro e motorista. E fez um curso para aprender o ofício de torneiro mecânico.

Segundo ele, Itaobim "agora está melhorando, tem empresas que vão para lá".

Raízes históricas

Mineiros começaram a se mudar para São Paulo no início do século 19, com a falência do ciclo da mineração.

Baianos e pernambucanos foram inicialmente recrutados nos anos 1930 pela Companhia de Agricultura, Imigração e Colonização (Caic), uma iniciativa da Companhia Paulista de Estradas de Ferro para obter mão de obra agrícola quando os fluxos de estrangeiros (principalmente de italianos) diminuíram.

"A desigualdade sempre foi um fator de deslocamento de nordestinos para São Paulo, mas houve um estímulo institucional que facilitou isso", diz a demógrafa.

Para Baeninger, os imigrantes nordestinos ainda "são populações extremante importantes para a economia paulistana".
terra estrangeira

A Pnad 2012 também aponta que São Paulo tem hoje 223 mil estrangeiros vivendo em sua região metropolitana. Eles correspondem a apenas 0,52% da população local.

A pesquisa não faz distinção de grupos ou nacionalidades e contabiliza aí tanto integrantes de ondas migratórias antigas, como a japonesa, quanto as mais recentes, como a boliviana.

Estudo do Observatório das Migrações em São Paulo detectou uma mudança no padrão dessa imigração estrangeira à São Paulo: grupos de bolivianos, paraguaios, chineses e coreanos têm ido para o interior do Estado trabalhar na agricultura, indústrias e comércio. 

Fernanda Mena | Felipe Gutierrez
No fAlha
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Justiça quebra sigilos de Matarazzo e mais dez


Homem forte de todos os governos tucanos, passando por Mario Covas, José Serra, Geraldo Alckmin e Fernando Henrique Cardoso, o vereador Andrea Matarazzo teve seu sigilo bancário e fiscal quebrado por determinação da Justiça; ele é suspeito de ter arrecadado propinas de US$ 20 milhões junto à empresa francesa Alstom; parte dos recursos foi usada no caixa dois da campanha à reeleição de FHC; escândalo atinge em cheio o ninho tucano; ex-presidente do Metrô, José Fagali Neto, também teve sigilo quebrado, assim como outros nove personagens da trama

A Justiça Federal de São Paulo tomou uma decisão que atinge o coração do PSDB. Determinou a quebra do sigilo bancário e fiscal de 11 pessoas, incluindo do vereador Andrea Matarazzo, que participou da arrecadação do caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998, e ajudou a levantar cerca de US$ 20 milhões junto à Alstom.

A quebra do sigilo autorizada pela Justiça abrange o período entre 1997 a 2000. O furo de reportagem é do jornalista Fausto Macedo, do Estado de S. Paulo. As pessoas atingidas pela decisão judicial são: Andrea Matarazzo (atual vereador do PSDB e ex-secretário de energia), Eduardo José Bernini, Henrique Fingerman, Jean Marie Marcel Jackie Lannelongue, Jean Pierre Charles Antoine Coulardon, Jonio Kahan Foigel, José Geraldo Villas Boas, Romeu Pinto Júnior, Sabino Indelicato, Thierry Charles Lopez de Arias e Jorge Fagali Neto, (ex-presidente do Metrô).

Em 6 de agosto deste ano, o 247 publicou a informação de que Matarazzo já havia sido indiciado pela Polícia Federal (leia aqui). No dia 13 de agosto, outra reportagem apontou que R$ 3 milhões levantados junto à Alstom foram direcionados para o caixa dois da campanha à reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – o que, à época, chegou até a ser denunciado por Folha e Veja (leia aqui).

No entanto, apesar de todos os indícios, Matarazzo e o comando do PSDB em São Paulo vinham sendo poupados. Com a determinação de quebra do sigilo bancário e fiscal dos envolvidos, rompe-se o cerco, muito embora ainda exista certa cautela. O G1, por exemplo, noticia a quebra do sigilo de 11 pessoas. O que importa, no entanto, é a presença de Andrea Matarazzo no time. Lá, ele não é apenas um entre onze.

O advogado de Andrea Matarazzo, Antonio Claudio Mariz de Oliveira, considera que a decisão judicial não significa quebra de sigilo fiscal e tributário de seu cliente. “O ofício judicial enviado à Receita e ao Banco Central requisita informações relativas aos investigados se declararam manter contas bancárias no exterior naquele período. A medida visa saber se (os investigados) informaram sobre contas mantidas ou não no exterior”, afirma Mariz de Oliveira.

No 247
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O Pros, do Eurípedes, pode. Marina e seus 20 milhões de votos...


Nesta semana o TSE define se o partido Rede, de Marina Silva, terá ou não registro. Se poderá disputar eleições no ano que vem. Negado o registro Marina terá até sexta-feira para decidir o futuro político.

A Rede tem 440 mil assinaturas e diz ter entregue outras 80 mil há mais de dois meses. Para se criar um partido são necessárias 492 mil. Faltariam, portanto, 52 mil assinaturas. Cartórios alegam prazo curto para a checagem.

Descontado o óbvio, a lei é a lei e a Rede sabia disso, o fato como um todo é muito revelador: Marina pode ficar fora da eleição e certo Eurípedes Júnior, com um tal partido chamado Pros, irá disputá-la.

Eurípedes, de 38 anos, é um ex-vereador em Planaltina, Goiás. Ele criou um partido, o Pros, e dá refúgio nesse troca-troca partidário; 5 de outubro é o prazo oficial para poder valer em 2014. O Pros é, a rigor, uma quitanda.

Eurípides diz: "Tem de tudo aqui dentro". Marina Silva foi parceira de Chico Mendes na luta dos seringueiros do Acre. Foi ministra do Meio Ambiente de Lula. Teve 20 milhões de votos na última eleição presidencial.

Por questões de paixão partidária há quem busque simplesmente desqualificar Marina Silva. Como se ela não tivesse, ao menos, a história que tem.

É certo que não se sabe o que Marina pensa de grandes e polêmicos temas. Como é certo, também, que não se sabe o que pensam a respeito demais candidatos a presidente.

Muito menos se sabe o que Eurípedes do Pros pensa a respeito de qualquer assunto. Mas a quitanda dele já funciona, com clientes entrando e saindo.

Nos últimos dias Marina procurou todos os integrantes do TSE. Imagina-se que a Rede poderia obter um registro provisório enquanto são verificadas as assinaturas. Disso saberemos nos próximos dias.

Se o partido for rejeitado Marina tem prazo até dia 5 para buscar outra legenda. Assim poderia disputar a eleição. Existe muita pressão para isso, mas próximos a Marina indicam que ela não quer embarcar nessa.

Antes dos cálculos sobre quem ganha e quem perde com a ex-ministra no páreo, antes de buscar desqualificá-la a qualquer custo por que agora é "adversária", é bom recordar: 20% dos eleitores deram seu voto a ela.

E não foi por acaso, e nem por trama internacional, que Marina foi das poucas convidadas para representar o Mundo na abertura das Olimpíadas de Londres. Ela estava lá, ao lado de Muhammad Ali e de Bank Ki-monn, da ONU, por conta da sua trajetória em defesa do meio ambiente.

Ou também sua história lhe será negada? Isso obriga o TSE a validar a Rede? Claro que não. Cumpra-se a lei.

Mas o troca-troca nos balcões e quitandas revela ao ponto em que chegamos: o sistema político-partidário apodreceu. Engole o Pros de um ex-vereador sem nem um voto enquanto pode expelir Marina Silva e seus 20 milhões de votos.
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Sabotador do Mais Médicos renuncia em Minas


Presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais, João Batista Soares, renuncia ao cargo, um dia antes do fim do mandato, para não ser notificado pela Justiça sobre a decisão que obriga a entidade a emitir imediatamente todos os registros provisórios dos médicos estrangeiros que já haviam apresentado a documentação exigida pelo governo federal e que estivessem além do prazo de 15 dias de espera; em agosto, quando programa ganhava corpo e popularidade, Soares disse que orientaria seus médicos a não corrigirem supostos erros dos estrangeiros; "esse programa do governo federal é conversa e conversa não é superior à lei vigente no país", disse, à época

Um dos maiores opositores do programa federal Mais Médicos, que chegou a dizer que orientaria os profissionais que estivessem sob sua orientação a não corrigir supostos erros dos médicos cubanos, o presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais (CRM-MG), João Batista Soares, renunciou ao cargo nesta segunda-feira (30). A renúncia é um protesto contra a decisão da Justiça Federal que obriga a entidade emitir registro a profissionais formados no exterior que atuam, no Estado, pelo programa Mais Médicos. A ação de Soares tem pouco efeito, uma vez que ele e toda a diretoria do conselho deixaram o cargo um dia antes do fim do mandato.

Em agosto, quando o programa começou a dar os primeiros passos, o presidente do CRM-MG já fazia críticas duras ao programa e anunciava a sabotagem. "Se ouvir dizer que existe um médico cubano atuando em Nova Lima, por exemplo, mando uma equipe do CRM-MG fiscalizar. Chegando lá, será verificado se ele tem o diploma revalidado no Brasil e a carteirinha do CRM-MG. Se não tiver, vamos à delegacia de polícia e o denunciamos por exercício ilegal da profissão, da mesma forma que fazemos com um charlatão ou com curandeiro", disse. "Nossa preocupação é com a qualidade desses médicos, que são bons apenas em medicina preventiva, não sabem tirar tomografia. Vou orientar meus médicos a não socorrerem erros dos colegas cubanos", afirmou.

O dirigente afirmou que não adiantará o médico comprovar ter sido contratado através de convênio entre Brasil e Cuba. "Esse programa do governo federal é conversa e conversa não é superior à lei vigente no país", disparou. "Não vou respeitar medida provisória, que é coisa da época da ditadura. Não entendo que MP revoga lei e vou me ater ao que a lei determina", acrescentou.

Mas o programa não foi só conversa, como minimizou Soares. Na última sexta-feira (27), a Justiça Federal determinou que o conselho fizesse a emissão imediata de todos os registros provisórios dos profissionais inscritos que já haviam apresentado a documentação exigida pelo governo federal e que estivessem além do prazo de 15 dias de espera. A decisão estabelece multa de R$ 10 mil por dia de descumprimento.

“Esta determinação fere meus princípios morais e éticos”, disse em entrevista ao G1. Segundo ele, antes que recebesse a notificação da decisão, renunciou ao cargo. “Antes de entregar [o documento], eu renunciei, ou seja, não recebi”, explicou. A notificação foi entregue a um advogado do CRM-MG.

"Aqueles que classificam minha atitude como "birra" não entendem a importância e o papel do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais no contexto da saúde da população e na defesa dos direitos dos médicos mineiros. Estou findando meu mandato de presidente com a marca da renúncia, o que muito contraria meus princípios éticos e democráticos. Sinto-me afrontado. Não posso descumprir decisão judicial, por isso renuncio ao meu cargo”, afirmou em nota.

No 247
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E o Dudu quer respeito...

Eduardo Campos não para de dar pedrada na pomba socialista.

Eduardo Campos, o governador de Pernambuco e que preside e controla o PSB quer respeito... É o que o “socialista” vai dizer nos programas eleitorais do PSB, partido que rompeu a aliança histórica com o PT e o PC do B, bem como foi um dos mais beneficiados pelos governos trabalhistas dos presidentes Lula e Dilma Rousseff. Pernambuco é o estado da Federação, juntamente com o Rio de Janeiro, que mais recebeu dinheiro para investimentos nos últimos 11 anos.

Apesar dessa inquestionável realidade, o candidato a presidente da República, Eduardo Campos, exige “respeito”. O respeito, diga-se de passagem, que o governador pernambucano sempre teve por parte dos governos trabalhistas, tanto é verdade que o atual mandatário do Palácio do Campo das Princesas se tornou um privilegiado em termos de obras de infraestrutura efetivadas e de acesso a programas sociais, que, indubitavelmente, melhoraram a qualidade de vida de centenas de milhares de pernambucanos.

Portanto, quando o governador Campos fala em “respeito” apenas tergiversa e dissimula, pois a intenção é se colocar no papel de vítima ou como uma pessoa que não é compreendida, mesmo quando trai seus correligionários e aliados e se transforma em um quinta-coluna e ainda tem a desfaçatez de afirmar em programa eleitoral que quer “fazer mais, diferente e bem feito”.

Ora bolas, Eduardo Campos recebeu dois prêmios da ONU porque teve acesso ao dinheiro federal administrado por seus aliados do PT. Pernambuco se transformou em um canteiro de obras, além de um estado economicamente forte e progressista por causa da aliança com o Governo Federal. Campos só pensa nele e se alia aos seus adversários históricos, bem como de seu avô, Miguel Arraes, a exemplo do ex-senador e banqueiro Jorge Bornhausen, homem emblemático da ditadura militar e que hoje controla, inacreditavelmente, o PSB de Santa Catarina.

O governador pernambucano promete “fazer mais, diferente e bem feito”... Quando? Porque pelo que se observa de suas palavras tal político, que teve apoio incondicional de Lula e Dilma durante uma década, está insatisfeito com a visível e concreta transformação que o Brasil vivencia e por isso ele quer mais. Só que ele se esquece que é parte dos governos trabalhistas e um dos políticos que cooperaram para que o Brasil mudasse e passasse a ser mais poderoso e respeitado pela comunidade das nações como nunca antes experimentado.

Eduardo Campos é a esquerda que a direita gosta. O pior disso tudo é que ele sabe disso, e não se importa. Os magnatas bilionários da mídia de mercado estão entusiasmados com as ações do governador de Pernambuco. E não seria para menos, afinal Campos também é associado à mídia, à imprensa, por intermédio de meios publicitários, com a intenção de ser blindado. Tanto quanto a Aécio Neves, do PSDB, Campos é um dos “queridinhos” da imprensa de negócios privados.

Não poderia ser diferente, porque Eduardo Campos faz em Pernambuco o que os tucanos paulistas fazem em São Paulo há 20 anos, pois são também associados à imprensa local, exemplificada em Globo, Veja, Estadão, Época e Folha de S. Paulo. Alguém tem dúvida sobre o que eu digo? Se há dúvida, então, afirmo: o Jornal do Commercio, o Diário de Pernambuco, a Folha de Pernambuco, a Rede Globo local e a revista Época publicam, sistematicamente, matérias positivas sobre seu governo, bem como é proibido veicular notícias negativas ou simplesmente questioná-lo politicamente, mesmo a ser o governador um agente público eleito pela maioria do povo pernambucano. Tudo isto tem um nome e um objetivo: publicidade do estado nas mídias locais e eleição para presidente da República, pois, evidentemente, que os barões da imprensa de Pernambuco apostam na divisão do Governo Federal e na derrota do PT em 2014. Afinal, os barões midiáticos são do campo da direita. Ao que parece, Eduardo Campos também.

Além disso, para quem não sabe, o governante “socialista” que traiu seus aliados assinou termo de compromisso com a UNE, instituição política ligada ao PC do B, e prometeu destinar 100% dos royalties do petróleo para educação, ciência e tecnologia. Ato contínuo e contraditório, a bancada pernambucana do PSB na Câmara dos Deputados votou contra a destinação de 100% para a educação proposta pela presidenta Dilma Rousseff. Gonzaga Patriota, Ninho e Pastor Eurico, todos do PSB de Pernambuco, foram contrários à proposição da mandatária petista. Por sua vez, 11 deputados “socialistas” de outros estados votaram também contra a proposta da presidenta. Certamente, somente um ingênuo ou alienado acreditaria que o governador Eduardo Campos não sabia da conduta política de sua bancada, em Brasília.

Por isto afirmo e repito: Eduardo Campos é a esquerda que a direita adora! Sua firmeza ideológica é a mesma firmeza de uma gelatina quando cai, acidentalmente, no chão. Seu avô, Miguel Arraes, tal qual a Leonel Brizola, quando foi governador vivia a reclamar de discriminação contra o tradicional e histórico Estado de Pernambuco. Arraes criticava duramente a postura do presidente Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I —, que, solenemente, boicotava os estados e os governadores considerados adversários políticos e os deixavam à míngua, sem dinheiro e poder para mover a roda da economia. Realidade que jamais aconteceu com o Eduardo Campos, neto de Arraes, um dos políticos mais privilegiados nesses anos todos pelo governo do PT.

Com a conquista da Presidência da República por Luiz Inácio Lula da Silva, o tratamento aos governadores mudou, inclusive para os de oposição, que nunca foram prejudicados pelos governos populares do PT. Ao contrário, os governadores tucanos de São Paulo cansaram de recusar ajuda e cooperação, bem como empreenderam ações de boicote e sabotagem aos programas e projetos dos presidentes petistas. Os tucanos recusaram ajuda até para combater o PCC quando a organização criminosa levou terror à população paulista, como nunca se viu na história deste País. Quem duvida da conduta tucana, tenha paciência para pesquisar e leia as edições antigas da imprensa burguesa de caráter golpista.

A partir do Governo Lula, Pernambuco cresceu de forma exponencial, como nunca visto antes neste País. Então, repercuto alguns avanços e conquistas, em forma de desenvolvimento econômico e social, no importante estado nordestino, já que o governador “socialista” Eduardo Campos quer respeito, ao tempo que não respeita os seus correligionários e aliados:
1) Pernambuco recebeu a Refinaria Abreu e Lima, em parceria com a Venezuela, depois de uma luta de mais de 50 anos. O acordo foi fechado entre Lula e o ex-presidente Hugo Chávez;

2) Pernambuco recebeu o Estaleiro Camargo Correa, graças à influência de Lula junto ao empresário dono da empreiteira;

3) Pernambuco recebeu a Fiat, porque Lula conversou e negociou com o presidente da multinacional italiana, ao contrário do que diz o líder do PSB na Câmara, deputado Beto Albuquerque (RS);

4) Pernambuco recebeu a Hemobras, estatal importantíssima e estratégica, por causa da interferência e desejo de Lula;

5) Pernambuco realiza obras como a transposição do Rio São Francisco e a Transnordestina porque Lula e sua equipe perceberam que o parque industrial do estado cresceu e produz e vai produzir muito, e por causa disso necessita de estradas, ferrovias e água para atender às demandas que vão girar a economia pernambucana e brasileira;

6) Pernambuco há pouco tempo tinha como ministro da Infraestrutura o político Fernando Bezerra Coelho (PSB/PE), ou seja, o Governo do PT entregou ministério tão importante para o PSB de Eduardo Campos administrar. Afinal, Pernambuco se tornou um estado de empresas e obras de imensa importância;

7) Pernambuco recebeu de Lula o Estaleiro Atlântico Sul (EAS). A indústria construiu o maior petroleiro do Brasil, o navio petroleiro João Cândido;

8) Pernambuco recebeu, a mando de Lula, as obras de construção e melhoria da BR-101, principal rodovia federal do estado e responsável maior pela circulação de cargas;

9) Pernambuco recebeu, por intermédio do Governo Lula, sete escolas técnicas federais, descentralizou e levou para o interior do estado cinco campus da Universidade Federal Rural;

10) Pernambuco recebeu R$ 30 bilhões do PAC, que financiou inúmeras obras de rodovias saneamento básico e bairros Maravilha; e

11) Pernambuco recebeu a expansão de programas, a exemplo de Projovem, Samu, Bolsa Família, Luz para Todos, Enem, ProUni, Sisu, além do Pronasci, que contribuiu, inegavelmente, com a diminuição da criminalidade no estado, até, então, um dos mais violentos do País.
Todas essas obras e programas geraram milhares de empregos e, consequentemente, fizeram a economia pernambucana dar um salto de qualidade e poder jamais visto pelo povo pernambucano. O governador Eduardo Campos, aquele que se diz desrespeitado e por isto pede “respeito” é um quinta-coluna. Só isso e nada mais.

Não é possível o PT, o PC do B e muitos dos políticos e militantes do PSB engolir desfaçatez e insensatez dessa magnitude perpetrada por Eduardo Campos, que, na verdade, surfou na onda do desenvolvimento social e econômico de Pernambuco, coordenado e colocado em prática, inquestionavelmente, por Luiz Inácio Lula da Silva, presidente trabalhista e socialista, que levou não somente Pernambuco a um novo patamar de crescimento, bem como todo o Brasil.

Um amigo, morador de Recife, disse-me, recentemente, que conversou com um dono de cartório de notas, notório eleitor do DEM, partido dos usineiros e da “elite” pernambucana em geral. O tabelião, obviamente, não é eleitor do PT. Ele afirmou que, de fato, o ex-presidente Lula governou Pernambuco por oito anos. A verdade é que o líder petista foi o responsável direto por levar um grande número de investimentos para Pernambuco, o que, irrefragavelmente, fez de Eduardo Campos o político do Nordeste com maior visibilidade, bem como o mais cortejado pelos empresários da região, além de passar a ser personalidade contumaz nas manchetes dos jornais da burguesia nordestina e brasileira. E tudo isto o senhor Dudu pode agradecer a Lula.

Eduardo Campos tem direito de ser presidente da República, mas não agora e dessa forma açodada, ingrata e estrategicamente um suicídio político. Antes de o Dudu Campos pensar em enfrentar uma candidatura forte como o é a de Dilma Rousseff, ele vai, primeiramente, ter de disputar votos, no campo da direita, com Aécio Neves, Marina Silva e talvez até José Serra, político tucano que tem voto e experiência. Serra pode roer, inclusive, não somente a corda de Eduardo Campos, bem como o do próprio candidato do PSDB, Aécio Neves. Basta o tucano resolver ser candidato e ir, por exemplo, para o PPS, do rancoroso e matreiro Roberto Freire, ou para o PSD, de Gilberto Kassab, dentre outros partidos, que estão aí para o que der e vier, a exemplo dos recém-criados PROS e Solidariedade.

A política é como as nuvens: muda de forma constantemente e é volátil. Para quem ainda não tem conhecimento, o PT e seus aliados, além do Governo Federal, é claro, publicaram anúncios nos três maiores jornais de Pernambuco sobre as obras de infraestrutura, além de mostrar dados sobre o desenvolvimento econômico e social acontecido nos últimos onze anos no estado.

O Governo Federal quer demonstrar que não é a gestão “socialista”, do PSB a única responsável pelo crescimento de Pernambuco. É evidente que os governos trabalhistas de Lula e Dilma despejaram um caminhão de dinheiro e de serviços em terras pernambucanas e, por conseguinte, o governador Eduardo Campos e seus secretários surfaram em ondas altas, largas e constantes. A onda que os surfistas chamam de deslizantes. E contra a verdade dos fatos nem os usineiros e a extrema direita pernambucana podem negá-la. Dudu quer respeito, mas antes tem de se dar o respeito. É isso aí.

Davis Sena Filho
No Palavra Livre
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A surpresa dos golpistas em Honduras


Marcadas para 24 de novembro, as eleições presidenciais em Honduras podem produzir um curioso fenômeno. Xiomara Castro, esposa do ex-presidente Manuel Zelaya – deposto por um golpe militar, orquestrado pelos EUA, em junho de 2009 – pode ser a vencedora. Ela lidera a maioria das pesquisas de opinião pública. A candidata ganhou notoriedade por sua postura firme e corajosa durante os 121 dias em que Manuel Zelaya se refugiou na embaixada brasileira em Tegucigalpa, capital do país.

Os golpistas hondurenhos – e seus admiradores nos EUA e no Brasil – não esperavam por este resultado. Por pressão externa e interna, Manuel Zelaya retornou ao país em maio de 2011. Junto com Xiomara Castro e outros simpatizantes, que se mantiveram em Honduras e lideraram vários protestos populares, ele organizou um novo partido – Libre (Libertad y Refundación). A ex-primeira-dama despontou com a principal referência da oposição e foi escolhida para disputar as eleições presidenciais.

A mídia colonizada já tenta desgastar a imagem da nova liderança. Em artigo na Folha desta segunda-feira (30), o colunista Fabiano Maisonnave, conhecido por suas estripulias antichavistas na Venezuela, apresenta Xiomara Castro como “inexperiente” – “não tem curso superior e nunca havia sido candidata”. Ela seria uma invenção do ex-presidente. “Na última quarta, a Folha acompanhou a sua participação em um fórum sobre energia... Às vezes ficava sem fôlego, sugerindo nervosismo”, relata o “imparcial” correspondente do jornal da famiglia Frias.

No Blog do Miro
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Dois pesos, duas mídias: mensalão e propinoduto


A diferença no tom da cobertura do mensalão e da fraude em licitações do metrô é um exemplo concreto dos padrões de manipulações da grande imprensa brasileira.

Em maio deste ano, a revista IstoÉ revelou que a empresa alemã Siemens foi ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para denunciar o pagamento de propinas à diferentes governos do PSDB em São Paulo e no Distrito Federal. Em busca de penas menores, a empresa também denunciou um esquema de cartel nas licitações públicas para a superfaturação das obras e serviços na rede ferroviária, e na compra e manutenção de trens e metrôs metropolitanos com as empresas Alstom , Bombardier, CAF e Mitsui.

A superfaturação das obras chega em 30%, com o valor de R$ 577 milhões. Porém, documentos mostram pagamentos de propinas a agentes públicos ligados aos governos Covas (1995-2001), Alckmin (2001-2006) e Serra (2007-2010), e se corrigido o valor, as cifras podem chegar a R$ 11 bilhões.

Há oito anos, no mesmo mês de maio, o escândalo do mensalão causou uma das piores crises políticas dos últimos anos. O PT se viu nas mãos da oposição. A mídia, por sua vez, decretou: “É o maior caso de corrupção na história do país”. No entanto, em poucas tecladas em uma calculadora é possível concluir: os valores do recente escândalo tucano, que vem acontecendo há 18 anos, são equivalentes a, no mínimo, 70 mensalões.

Os padrões de manipulação da imprensa tornam-se evidentes. O historiador Eduardo Lira é um crítico feroz dos grandes conglomerados de comunicação no Brasil. Concentrada nas mãos de poucas famílias, a grande mídia sempre atuou de forma a proteger seus próprios interesses, de acordo com Lira. “Isso inclui proteger aqueles que são apoiados por ela, já que os mesmos garantem os privilégios dessa verdadeira máfia midiática”, diz.

Mesmo ganhando as manchetes, a visibilidade dada pela mídia ao propinoduto tucano parece passageira, já que a pauta vai sorrateiramente à segundo plano, enquanto o foco é novamente o julgamento do mensalão. “Os grandes veículos noticiaram porque não tinham mais como esconder, não com a IstoÉ colocando o assunto em sua capa por três vezes e a internet falando disso diariamente. Foi mais pra tentar passar uma imagem de imparcialidade, coisa que muita gente percebeu que a grande mídia não tem”, afirma Eduardo.

Ilustração para divulgação do ato contra o propinoduto em 14/08, em São Paulo.
Fonte: Coletivo Arrua

Se nos basearmos no passado é provável que o recente conluio tucano seja esquecido pela mídia, como foram tantos outros. Em meio às investigações, o governador fez, sem nenhum tipo de licitação, 5.200 assinaturas da revista Veja para serem destinadas às escolas públicas, semelhante às assinaturas já feitas com a Folha de S. Paulo e o Estadão. Visto isso, fica muito clara a troca de favores envolvida na negociação. Afinal, “como eu posso falar mal do meu maior cliente?”.

Com as investigações ainda sendo processadas pelo Cade, o caso deve ter novos capítulos em breve. Resta saber se a trágica novela será exibia em horário nobre.


No Aldeia Gaulesa e Tudo em Cima
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A entrevista de Lula ao Correio Braziliense

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Escândalo! Governo está obrigando Petrobras a produzir petróleo!


Ficamos sabendo, graças ao O Globo, que a “ingerência política” do Governo está obrigando a Petrobras a apressar a instalação de nove unidades de produção, vão representar um acréscimo de um milhão de barris de petróleo por dia de capacidade instalada no país a partir do ano que vem. Ou, “apenas” mais 50% em nossa produção de óleo cru.

Deu para perceber que coisa escandalosa? Uma empresa de petróleo produzir mais petróleo e mais rápido para ter recursos para procurar e extrair mais petróleo?

Ora, qualquer um sabe – até o “consultor” de O Globo, Adriano Pires – que empresas de petróleo, quando possuem condições técnicas e financeiras, buscam antecipar ao máximo a entrada em produção de seus campos. Exatamente porque o petróleo que sai dali gera caixa para fazer frente a novos investimentos.

É curioso que, em abril deste ano, o mesmo jornal anunciava, com grande destaque, que tudo na Petrobras estava atrasado, em matéria de produção

“(…)a estatal enfrenta atrasos na construção em seis de dez projetos de produção previstos para este ano e o próximo — elevando, assim, segundo analistas, os riscos de não cumprimento de suas metas. De acordo com o Plano de Negócios 2013/2017, a situação mais crítica ocorre nos sistemas planejados para 2013: dos sete, cinco estão fora do cronograma. Para 2014, um dos três previstos está atrasado”.

E aí, claro, começa a cantilena pelo aumento do preço dos combustíveis, que estão baratos demais, embora O Globo não pare de publicar matérias sobre como é cara a gasolina brasileira.

Tudo para ir dourando a pílula e chegar num ponto que não pode ser dito diretamente, e que é o central para essa gente.

“A outra opção seria o governo não exigir que a Petrobras tenha, no mínimo, 30% de participação na exploração do pré-sal. Caso contrário, segundo Ana, o desenvolvimento da indústria petrolífera terá seu ritmo ditado pela capacidade de investimentos limitada da Petrobras.”

Capacidade limitada de investimentos que, como se vê, foi capaz de acelerar a construção e equipagem de navios e sistemas para poder ampliar, em pouco mais de um ano, em 50% a produção. E falar em desenvolvimento da indústria petrolífera, você sabe, é igual àquela história da Vale: tudo lá fora.

Ou você leu sobre alguma petroleira que esteja encomendando um navio, uma plataforma, algum equipamento pesado aqui?

É por isso que esse onirismo de “deixa o petróleo lá” esperando que tudo seja um mar de rosas é, quando não é puerilidade, é irresponsabilidade.

Ou, pior, um ardil para que, amanhã, possam voltar ao esquema entreguista do passado, que está fazendo o possível para tentar passar a imagem de “fracasso” de nossa política de exploração de petróleo e de nossa petroleira, a maior ferramenta de progresso econômico do Brasil, a Petrobras.

Fernando Brito
No Tijolaço
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Trucanagens

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Tarso lidera pesquisa para eleição estadual do RS


Segundo a pesquisa estimulada do Ibope, o atual governador Tarso Genro (PT) lidera as intenções para a eleição estadual do Rio Grande do Sul, com 27% dos votos; em segundo lugar aparece a senador Ana Amélia (PP), com 26% do eleitorado, dando um empate técnico entre a progressista e o chefe do Executivo gaúcho

Com 27% do eleitorado, o atual governador Tarso Genro (PT) lidera as intenções para a eleição estadual do Rio Grande do Sul. É o que aponta a pesquisa estimulada do Ibope. Segundo o levantamento, em segundo lugar aparece a senadora Ana Amélia (PP), com 26% do eleitorado, dando um empate técnico entre a progressista e o chefe do Executivo gaúcho. Já no segundo turno, a senadora venceria o petista, com 38% do eleitorado, enquanto o chefe do Executivo gaúcho apareceria com 23% dos votos.

Outros cinco pré-candidatos soma apenas 9% das intenções de voto no primeiro turno. Entre eles, o que alcança o melhor desempenho é José Ivo Sartori (PMDB), com 4%. Por sua vez, o deputado federal Vieira Cunha (PDT) cravou 2% dos entrevistados – a legenda pedetista ainda está dividida entre lançar candidatura própria ou apoiar o governador Tarso Genro.

Encomenda pelo grupo RBS, a pesquisa ouviu 1.008 eleitores entre os dias 24 e 27 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

No 247
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As mentiras tucanas em Minas: 'Xoque de jestão', 'Déficit zero' e 'PIB da China

Educação sem Piso nem Alimentação



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Muitas regras, poucos direitos

Rio de Janeiro - Marcha pelo Dia Mundial do Orgulho LGBT reuniu centenas de pessoas
que protestaram contra a homofobia e o Projeto da Cura Gay
Fernando Frazão/ABr

As minorias nem sempre precisam de tutelas legais. Se o Estado não regula o matrimônio, por exemplo, não é preciso legislar sobre uniões gays

Há um princípio político que nos leva a acreditar que as lutas políticas caminham necessariamente para a institucionalização de direitos adquiridos. Assim, lutamos para ter direitos reconhecidos pelo ordenamento jurídico. Como resultado desse princípio, cada vez mais a vida social fica institucionalizada e regulada por cláusulas que visam dar voz ao direito dos grupos, até então, profundamente vulneráveis.

Esse princípio funcionou para a ampliação de direitos em relação às minorias étnicas, religiosas e sexuais. Ou seja, nestes casos, eram demandas direcionadas ao Estado como ator capaz de garantir a universalização real das condições de liberdade exigidas por seus cidadãos. É inegável que tal processo foi e ainda é importante, mas ele poderia ser radicalizado. No entanto, tal radicalização não passa por um aprofundamento dos mecanismos de institucionalização. Ela passa, ao contrário, por uma profunda desinstitucionalização.

Quando alguém levanta tal ideia, alguns acabam por ver nela uma forma insidiosa de liberalismo. Ou seja, tudo se passa como se estivéssemos diante de uma aplicação do velho mantra: quanto menos Estado melhor. Nesse sentido, desinstitucionalizar significaria deixar a sociedade livre para criar formas de vida, fechando os olhos para experiências de opressão e de vulnerabilidade. Dessa forma, liberais radicais defendem, por exemplo, o direito de uma mulher alugar seu útero, procedimento conhecido como “barriga de aluguel”. Eles afirmam que o Estado não deveria intervir no conteúdo do que sujeitos decidem colocar em relações de contrato, especialmente se ele passa pelo corpo próprio.

Um contra-argumento lembraria que a experiência concreta de alugar o útero é feita, normalmente, por mulheres em extrema pobreza e que praticamente ninguém passa por tal experiência se não estiver em grande vulnerabilidade econômica. Desinstitucionalizar tal “possibilidade de escolha” seria permitir e legitimar a pior de todas as espoliações econômicas.

O argumento é válido. Por isso, poderíamos pensar uma versão de políticas de desinstitucionalização distinta de sua versão liberal. Ela passa pelo retraimento das legislações sobre costumes, família e autodeterminação, e pelo fortalecimento da sensibilidade jurídica contra processos de espoliação. Em outras ocasiões, sugeri dois exemplos. Um ligado à desinstitucionalização do casamento.

Processo no interior do qual o Estado deixa de legislar sobre a forma do matrimônio, guardando-se para legislar única e exclusivamente sobre as relações econômicas entre casais ou outras formas de “agrupamentos afetivos”. Esta seria uma maneira de radicalizar o princípio de abertura do casamento a modelos não ligados à família heterossexual burguesa. Em vez de ampliar a lei para casos que ela não contemplava (como os homossexuais), deveríamos simplesmente eliminar a lei, conservando apenas os dispositivos ligados a problemas econômicos (pensão, obrigações financeiros) e guarda de filhos.

Outro exemplo concerne às legislações sobre porte de signos religiosos, como burcas e véus. Em vez de entrar no guarda-roupa de seus cidadãos e decidir o que eles não devem vestir, o Estado deveria simplesmente garantir a liberdade de ninguém, a partir de certa idade, portar o que não quer (o que leva em conta até mesmo uniformes escolares impostos a adolescentes). Ou seja, no lugar de institucionalizar hábitos, como as vestimentas, por meio do discurso de que há roupas mais opressivas que outras, o Estado simplesmente sai, por exemplo, das discussões surreais sobre o significado de uma burca e contenta-se em garantir um quadro formal de liberdade.

Esses processos de desinstitucionalização permitem às sociedades caminharem paulatinamente para um estado de indiferença em relação a questões culturais e de costumes. Pois questões culturais sempre serão espaços de afirmação da multiplicidade de identidades. Mas a política deve, no horizonte, se descolar dessa afirmação. Por mais que isso possa parecer contraintuitivo, a verdadeira política está sempre para além da afirmação das identidades. O que pode soar estranho para alguns, mas parece-me uma proposição necessária.

Vladimir Safatle
No CartaCapital
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Brilhante economista coreano avalia os desafios do atual sistema capitalista

 Republico post de 12/09/2013 



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A campanha dos professores para denunciar Paes e Cabral

Charge do Vitor Teixeira
Depois da agressão na noite de sábado (dia 28) [veja aqui e aqui] contra os profissionais da rede municipal que ocupavam pacificamente a Câmara de Vereadores para lutar contra a aprovação do Plano de Carreira do prefeito Eduardo Paes, que não atende à vontade da categoria, o Sepe convoca os profissionais, pais e a populaçao em geral a se juntarem à luta em defesa daescola pública de qualidade.

Reproduza este material e denuncie a população o que os governos estadual e municipal vem fazendo contra a escola pública no Rio de Janeiro. esta luta é de todos nós.

Nesta segunda (dia 30), o Sepe convoca profissionais, pais, alunos e o conjunto da sociedade do Rio de Janeiro para um ato na prefeitura, a partir das 12h.

Logo depois do ato, faremos uma passeata até a Câmara de Vereadores para protestar contra a desocupaçao violenta doprédio do Legislativo ocorrida na noite de sábado.

Imprima o panfleto à população! Entregue a um vizinho! Entregue no seu ônibus! Não podemos deixar que eles vençam!

 A direção do nosso sindicato é constituída de pessoas de carne e osso. Profissionais como você. A maioria trabalha em alguma escola, é claro! Tem família. Problemas…

Numa situação emergencial como essa não devemos esperar que adireção faça tudo! Precisamos tomar essa luta como uma luta de todos. Fazer ações que contribuam para que apopulação nos apoie e venha conosco lutar pela educação.

Converse com seu vizinho. Explique as pessoas que estão nos ônibus ou metrôs com você. Você pode imprimir esse panfleto e até fazer algumas cópias para entregar nessas situações. Toda ajuda agora é necessária. Abra aqui o panfleto, repasse-o para todos os seus contatos, e-mails, redes sociais aquem você puder entregar.



SEPE - Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação/RJ
No Viomundo
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Por que não interpelar o Merval Pereira?


Mais uma vez esse jornalista global, de modo irresponsável e leviano, escreve um artigo, desta vez com o título de "Dilma digital", onde ele diz textualmente que:
"há um bom montado esquema de blogs pagos por verba oficial para elogiar o governo petista e tentar desqualificar os críticos, sejam eles políticos, jornalistas "independentes" ou cidadãos que não se veem representados pelo governo que está aí".
Eu particularmente, assim como diversos blogueiros que escrevem para mostrar que existe um outro lado da informação, que não seja somente aquela mostrada pelo JN, Veja e outros veículos da grande mídia, escrevem, sem receber nenhum centavo de ninguém, acho que deveríamos intimar judicialmente o imortal jornalista, para que prove suas acusações.

Eu só criei um blog, porque o jornal que ele escreve, só uma vez publicou uma, das dezenas de cartas que enviei para a sessão "carta dos leitores" do O Globo.

Nessas cartas, contestava muitos editoriais e matérias publicadas por esse órgão da imprensa, pois pude verificar que 90% do que era mostrado nas referida sessão, eram de apoio a linha editorial do jornal ou do teor das matérias escritas.

O contraditório não tinha espaço na "carta dos leitores".

Em função disso, além de me tornar blogueiro, cancelei minha assinatura, pois achava de uma tremenda hipocrisia O Globo dizer que era isento e apartidário, que não manipulava as informações e, no entanto, só publicava aquilo que lhe interessava.

Poderia citar um monte de exemplos da maneira como O Globo trata as notícias.

Semana passada, só de brincadeira, para mostrar que O Globo continua o mesmo, escrevi uma carta criticando um artigo que mostra um posicionamento que ilustra claramente o oportunista vale-tudo implantado e que de ético nada tem do colunista Merval Pereira.

Este, na quarta-feira do julgamento, fazendo coro à pressão contra o possível voto de Celso de Mello, escreveu:
“Não é mais possível ao ministro dar um voto apenas técnico , já que suas consequências podem ser graves para a imagem da instituição e, consequentemente, para a democracia brasileira que o próprio Celso de Mello procurou defender”.
Na quinta-feira, porém, como foi possível ao ministro dar o tal voto, Merval afirma:
“A aceitação dos embargos infringentes tem a vantagem para a democracia brasileira de impedir que prospere a lenda de que o Supremo Tribunal Federal fez um julgamento de exceção contra os mensaleiros”.
Que acha disso?

O julgamento de exceção vai ficar considerado se, no caso o mensalão tucano, escondido pelo O Globo e seus parceiros, deixe de ser aplicada a Teoria do Domínio de Fato, que foram buscar no julgamento de Nuremberg, para que fosse possível condenar o Zé Dirceu, com base somente em suposições, ilações e achismos.

By de way, O Globo escondeu a notícia mais comentada nos meios jurídicos e políticos, que foi a entrevista do jurista Ives Granda à FSP declarando que "o Zé Dirceu foi condenado sem provas".

Quem quiser, procure saber quem é o Ives Granda e vai ficar surpreso com a descoberta.

Voltando ao tema inicial, dessa forma vou conversar com meus amigos blogueiros, para tomarmos uma posição a respeito da declaração leviana do ilustre imortal.

O de positivo a mostrar, é que as redes sociais, principalmente os blogues, estão começando a incomodar a mídia grande, que passou a ter seu "pensamento único", contestado, desmascarado e confrontado.

Ganha com isso a sociedade, que com a possibilidade do contraditório, não fica refém do quase monopólio da informação existente em nosso país.

As pessoas de posse dos dois lados da notícia, poderão fazer suas reflexões e decidir quem está sendo honesto na informação.

No Blog de Um Sem Mídia
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Polícia Federal apura propina de R$ 52 mi do metrô para tucanos paulistas


Empresas acusadas de fraude em licitações de trens no Estado de São Paulo pagaram R$ 52 milhões a firmas de consultoria investigadas pela Polícia Federal sob a suspeita de repassar propina a políticos e funcionários públicos desde o fim da década de 1990.

Algumas dessas consultorias foram identificadas pela primeira vez em inquérito aberto pela PF em 2008 para investigar negócios da multinacional francesa Alstom com empresas do setor elétrico e de transporte, controladas pelo governo estadual do PSDB.

Neste ano, a PF ampliou o foco das investigações para empresas denunciadas pela alemã Siemens ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) como participantes de um cartel que combinou o resultado de várias concorrências do Metrô e da CPTM entre 1998 e 2008.

De acordo com a PF, que examinou a movimentação financeira de quatro consultorias sob suspeita, elas receberam repasses da Alstom e de duas outras empresas acusadas de participar do cartel, a canadense Bombardier e a brasileira Tejofran.

Propina

A polícia trabalha com a hipótese de que essas consultorias simulavam a prestação de serviços e eram usadas para distribuir propina a políticos e funcionários ligados ao PSDB, que governa o Estado de São Paulo desde 1995.

A Siemens também é alvo de investigações da polícia. Em 2008, um executivo da empresa apresentou anonimamente uma denúncia à direção da companhia na Alemanha e afirmou que ela também usou consultorias brasileiras para repassar propina a políticos e funcionários.

Segundo a PF, a Alstom pagou R$ 45,7 milhões à consultoria MCA, do empresário Romeu Pinto Jr. na época dos repasses.O dinheiro foi depositado em contas controladas por ele no Brasil e na Suíça.

Em depoimentos à PF e ao Ministério Público, em 2009 e 2012, o consultor disse que não prestou os serviços indicados nos recibos entregues à Alstom e que foi usado para distribuir propina. Pinto Júnior afirmou que entregava o dinheiro a motoboys de doleiros e não sabe a quem ele foi repassado depois.

De acordo com os relatórios da PF sobre a movimentação financeira dessas empresas, a Alstom também transferiu R$ 4,8 milhões à ENV, pertencente ao consultor Geraldo Villas Boas, e à Acqua-Lux, controlada por Sabino Indelicato, ligado a Robson Marinho, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Robson Marinho
Marinho foi chefe da Casa Civil no governo de Mário Covas, entre 1995 e 1997, e é investigado em outro inquérito por ter foro privilegiado.

A Bombardier e a Tejofran pagaram R$ 1,5 milhão entre 2005 e 2009 à consultoria BJG, controlada pelo ex-secretário estadual de Transportes Metropolitanos José Fagali Neto, que começou a ser investigado pela PF em 2008, quando foram descobertos depósitos da Alstom em seu nome na Suíça.

A Justiça da Suíça bloqueou US$ 6,5 milhões depositados no exterior após encontrar o nome de Fagali Neto em papéis da Alstom que faziam referência ao pagamento de propina no Brasil.

Como a Folha revelou no último dia 23, Fagali Neto recebia informações sobre planos do governo estadual de um alto funcionário da Secretaria de Transportes Metropolitanos, Pedro Benvenuto, que pediu demissão após a revelação.

O delegado Milton Fornazari, responsável pelas investigações da PF, indiciou Fagali Neto e os outros três consultores por suspeita de corrupção ativa. Fagali Neto diz que pode provar que suas consultorias existiram.

A PF entregou relatório sobre os negócios da Alstom em São Paulo em agosto de 2012, mas o procurador Rodrigo de Grandis considerou que a investigação era insuficiente para levar o caso à Justiça e pediu novas apurações. Ele demorou mais de um ano para chegar a essa conclusão.


No Amigos do Presidente Lula
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George Carlin



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Projeto de Lei da Mídia Democrática: o que é isto?


Uma das coisas a se destacar nas comunicações em todo o mundo é a velocidade das mudanças que sofrem e produzem e a forma como influem na vida de todos. Pode-se dizer, então, que há algo errado quando no Brasil a televisão e o rádio (o setor chamado de "radiodifusão”) são regulamentados por leis que já completaram seus 50 anos e servem para limitar a participação, em vez de ampliar e diversificar o número de vozes.

Há tempos que a população, preocupada com os malefícios que a concentração de veículos de comunicação nas mãos de poucos empresários e políticos pode causar à democracia, luta por uma regulamentação atual e que garanta direitos básicos, previstos na Constituição. Todavia, tem se deparado com a resistência dos setores que lucram com os privilégios desse sistema concentrador, anacrônico e excludente.

Diante disso, a campanha "Para expressar a liberdade” coordenou a formulação de um Projeto de Lei de Iniciativa Popular que mude esse quadro e que discuta com a sociedade brasileira um tema no qual os meios de comunicação comerciais evitam tocar, justamente porque questiona a sua dominação. Esse instrumento, previsto na Constituição de 1988, exige o apoio de 1% da população eleitoral nacional, por meio de assinaturas, o que abrange cerca de 1,3 milhão de adesões.

O conteúdo do texto do projeto de lei se baseia fundamentalmente na reflexão que uma parcela da sociedade brasileira engajada na luta pela democratização da comunicação vem fazendo ao longo de pelo menos os últimos trinta anos. Esse debate ganhou sua principal sistematização durante a Conferência Nacional de Comunicação, em 2009, que reuniu uma série de propostas para avançar na regulamentação e nas políticas do setor e que foram quase que completamente negligenciadas pelos governos nacionais, estaduais e locais que se sucederam até agora.

A iniciativa da campanha oferece materialidade por meio de um documento que reúne uma série de pontos destacados pela sociedade civil como de fundamental importância e que tem a finalidade prática de servir como lei que regula amplamente um setor.

Pontos fundamentais

Alguns eixos gerais podem ser destacados, por abrangerem questões fundamentais que repercutem em pontos específicos do nosso sistema de comunicação no país. Alguns atores que participam da formulação do texto da campanha "Para expressar a liberdade” chamam a atenção para esses temas que articulam os demais.

Para João Brant, do Intervozes, "o projeto busca enfrentar o problema da concentração e do combate ao monopólio por meio da combinação de múltiplas estratégias como: a proibição da propriedade cruzada, os limites à concentração de verbas publicitárias e a abertura de maior espaço para o sistema público e comunitário”. A proposta teria não se preocuparia com a ampliação do número de proprietários, mas também com a "diversidade de gênero, étnico-racial e interna dos veículos, com abertura de espaço para produção regional e independente”

Outro ponto de destaque para os integrantes da campanha são os mecanismos que garantem transparência nos processos de distribuição de concessões e a ampliação da participação da população na definição das políticas para o setor. Nesse sentido, Renata Mielli, do Centro de Estudos Barão de Itararé destaca a proposta de "mecanismos efetivos de participação social na elaboração e acompanhamento das políticas públicas de comunicação, como a criação do Conselho Nacional de Políticas de Comunicação”.

Para o professor do curso de comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Marcos Dantas, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para uma mídia democrática apresenta dois aspectos fundamentais. "O primeiro é seu caráter inovador que prevê a regulação do setor por camadas, tendo um órgão regulando a infraestrutura e outro focado no conteúdo. O segundo diz respeito à concretização em um formato legal das bandeiras, reivindicações e princípios históricos do movimento que luta pela democratização da comunicação”, afirma.

O professor Marcos Dantas considera também que a regulação por camadas, inovação que pode ser "até revolucionária” para o Brasil, está em "total coerência com o que se vê na maior parte das democracias liberais, principalmente nos países europeus”.

Texto do projeto

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular prevê a divisão do sistema nacional de comunicação em privado, estatal e público, conforme previsto na Constituição, reservando 33% para este último, sendo que metade deste número deve ser utilizada de forma comunitária.

Outra proposta que consta no projeto é a da criação de um "Fundo Nacional de Comunicação Pública” para auxiliar no sustento do sistema público, que levanta recursos de forma diferente da iniciativa privada. Desse fundo, ao menos 25% serão utilizados para promover a comunicação comunitária.

Um dos capítulos do projeto de lei é todo dedicado a "concentração, o monopólio ou o oligopólio”. O texto restringe a propriedade, não permitindo que se controle mais de cinco emissoras em território nacional, e impede a chamada "propriedade cruzada”, situação em que um mesmo grupo explora mais de um serviço de comunicação social eletrônica no mesmo mercado ou que possua uma empresa nesse setor e um jornal impresso.

O Projeto de Lei de Iniciativa Popular pode ser acessado aqui.

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El 69 por ciento de los peruanos desaprueba gestión de Ollanta Humala

El Presidente Humala bajó los niveles de aprobación,
mientras que su esposa, Nadine Heredia, aumentó.
El presidente de Perú, Ollanta Humala, sigue bajando sus niveles de desaprobación, toda vez que una encuesta nacional elaborada por la consultora GFK, revelará este sábado que el mandatario muestra que la aprobación al jefe de Estado se ubicó en 26 por ciento, mientras que su desaprobación pasó de 67 a 69 por ciento.

De acuerdo al estudio, el 56 por ciento de las personas encuestadas, critica la gestión del mandatario por la inseguridad ciudadana, mientras que un 53 por ciento señala como negativo el aumento de precios.

La pequeña cantidad de personas que consideran los aspectos positivos de Humala, destacan solo el trabajo que realiza con los programas sociales.

Sin embargo, con relación a las promesas hechas en campaña, el 36 esperaba que no subieran los precios de los productos de primera necesidad, y un 24 por ciento tenía expectativas de que solucionara la inseguridad ciudadana.

El gobierno de Ollanta Humala culminará en julio del 2016 y de acuerdo a la encuesta, realizada a mil 241 personas, consideran con mayor aprobación la gestión de la primera dama, Nadine Heredia, quien alcanzó 38 por ciento de aceptación en septiembre, lo que significa dos puntos más que en agosto último, mientras que la desaprobación subió a 56 por ciento.

El nivel de confiabilidad de la encuesta fue de 95 por ciento y el margen de error de apróximadamente 2,8 por ciento.

Ollanta Humala, un militar retirado, asumió la presidencia en julio de 2011. Para el momento, aseguró que su gestión elevaría el crecimiento económico en el país y beneficiaría a los más pobres.

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Urubólogos da mídia serão demitidos?


Nesta semana, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgou dois dados que devem ter apavorado os urubólogos da mídia. Eles apontam que a renda média dos assalariados subiu 1,7% em agosto e que a taxa de desemprego caiu para 5,3% - um dos mais baixos da história recente do país. Se a economia nativa continuar produzindo estes números positivos, apesar da grave crise que atinge o capitalismo no mundo, os pessimistas de plantão da chamada grande imprensa é que poderão perder os seus empregos. Eles só falam besteiras mesmo!

Segundo o IBGE, o chamado mercado de trabalho mostrou-se imune em agosto ao cenário de desaceleração da economia mundial. A taxa de desemprego ficou em 5,3%, abaixo dos 5,6% de julho – que também já havia recuado em relação aos 6% do mês de junho. Ainda de acordo com o instituto, o número de pessoas ocupadas cresceu 0,4% em agosto na comparação com julho, atingindo 23,2 milhões de trabalhadores nas seis regiões metropolitanas pesquisadas. Em relação a agosto de 2012, a alta foi de 1,2% - ou 274 mil pessoas a mais empregadas.

De julho para agosto, os setores que mais tiveram aumento da ocupação foram construção (2,2%) e saúde, educação e administração públicas (1,5%). Já a indústria fechou vagas, com perda de 39 mil postos. O emprego com carteira cresceu 0,9% e o informal teve queda de 0,2% sobre julho. No que se refere ao rendimento médio dos trabalhadores, o IBGE afirma que houve uma inversão na trajetória de queda verificada em julho (de 0,9%). Em agosto, a renda subiu 1,7%. Em relação a agosto de 2012, a elevação foi de 1,3%.

Para desacreditar ainda mais as previsões dos urubólogos, a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) aumentou na semana passada sua previsão do Produto Interno Bruto (PIB) de 2% para 2,4% em 2013. O Informe Conjuntural da entidade também baixou sua estimativa da inflação – que baixou de 6% para 5,8% neste ano. “Baseada nestes números, a CNI prevê que a taxa média real de juros será 1,9% ao ano, inferior à registrada no ano passado, quando chegou a 3,1%”, relata a Agência Brasil.

Como se observa, não está fácil a vida dos urubólogos da mídia. As suas previsões pessimistas têm objetivos econômicos e políticos. Servem aos interesses do capital rentista, que aposta no terrorismo para especular no mercado financeiro. Alguns “analistas do mercado”, que congestionam as emissoras da tevê e as colunas dos jornais, inclusive ganham grana nesta agiotagem. Já do ponto de vista político, as previsões alarmistas procuram desgastar o governo atual e servir de palanque para a oposição neoliberal. Os dados do IBGE, porém, atrapalham estes sonhos!

Altamiro Borges
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