18 de set de 2013

A morte de Juan Ocerin (1963-2013), ex-diretor geral da Editora Globo

Juan Ocerin
Se há um caso que mostra a política de recursos humanos da Globo, para mim, é o de Juan Ocerin.

Juan, basco especialista em corte de custos e com passagem pela Booz Allen e pela Volks, era diretor financeiro do Globo quando, numa emergência, foi deslocado para o cargo de diretor geral da Editora Globo, há pouco mais de dez anos.

Não tinha talento ou experiência editorial, o que não impediu a empresa de dar a ele um cargo em que mandava nos editores, incluído eu num período de quase três anos. Tivemos uma convivência turbulenta, em grande parte porque ninguém nas Organizações Globo disse a Juan que ele não deveria se intrometer no conteúdo.

Juan não era o homem certo para o cargo, é verdade. Mas a forma como a Globo lidou com o caso foi, de longe, a maior aberração que vi no capítulo da administração das pessoas em minha vida.

Juan, no final de 2007, apresentou os planos da Editora Globo para o ano seguinte, numa reunião com os acionistas e mais um pequeno grupo, do qual fazia parte Jorge Nóbrega, principal conselheiro dos Marinhos. Também eu estava nela.

Era a costumeira reunião anual que faz parte da rotina de qualquer negócio. Naquele ano, a novidade é que os primogênitos dos Marinhos estavam presentes pela primeira vez.

Eles, os netos de Roberto Marinho, como que estavam sendo apresentados aos negócios da família. Participaram não apenas da apresentação da editora mas de todas as mídias da casa.

“Não gosto deste espanhol”, comentou Roberto Irineu Marinho, presidente da Globo, depois da reunião. Era uma conversa agora particular, e nela estavam apenas os Marinhos e mais Nóbrega.

“Você é o chefe”, disse o filho de Roberto Irineu. “Manda embora.” Essa história me foi contada por Frederic Kachar, que fora levado para a editora por Juan como diretor financeiro e acabaria sendo escolhido para substituí-lo.

Acionistas não mancham as mãos. Coube a Jorge Nóbrega a execução.

Demitiu Juan entre o Natal e o Ano Novo
Demitiu Juan entre o Natal e o Ano Novo

O que mais me chamou a atenção no episódio foi a data escolhida: o intervalo entre o Natal e o Ano Novo. Nóbrega era uma espécie de mentor dos jovens Marinhos: poderia ter a chance de ensinar alguma coisa a eles no capítulo da decência na gestão dos empregados. Não demitir entre o Natal e o Ano Novo, por exemplo. Mas não fez isso.

Os detalhes posteriores são tragicômicos. Juan foi convocado por Nóbrega para uma reunião no Rio, logo depois do Natal. Ele imaginou que se tratava de repassar os números, e trabalhou neles exaustivamente nos dias anteriores.

Pouco antes de embarcar para o Rio, apanhou um pacote de cds de música clássica que ganhara dos parceiros alemães da revista Focus para dar de presente a Nóbrega. Nem bem entregou o presente recebeu a notícia.

Quanto Juan ficou perturbado presenciei nas semanas seguintes. Ele fazia reuniões como se nada tivesse ocorrido, embora a data de sua saída já estivesse acertada para março.

As explicações que foram dadas variaram. Nóbrega me disse que João Roberto Marinho, o editor da família, ficara incomodado com os encontros que Juan vinha promovendo com políticos em São Paulo. “Encontros com políticos são prerrogativa do João”, me disse Nóbrega.

Achei estranho. Eram conversas banais, agendadas pelos editores da Época. Estive em todas, e não havia rigorosamente nada nelas que ameaçasse o monopólio de João Roberto.

A versão de João foi outra. “Ele foi mandado embora porque é espanhol”, me disse João. Ora, Juan era espanhol, naquela altura, fazia 46 anos. Segundo João, a legislação não permitia que um estrangeiro ocupasse o cargo que Juan ocupava.

Fiquei com a impressão de que ele apanhou a primeira desculpa que encontrou na mente e me apresentou. Juan passara sete anos no cargo. Se era verdade, a Globo desrespeitara a lei naquele tempo todo.

Foi tudo tão malfeito que a saída de Juan teve que ser antecipada por causa de sua perturbação. Ele vinha manobrando para sabotar o sucessor apontado, Kachar, e assim permanecer pelo menos mais algum tempo.

A saída foi miserável. Diante do tumulto da sucessão atrapalhada, a empresa fechou a porta de seu escritório certo dia. Antes de sair, Juan falou aos executivos. Fez, como comentei com amigos na época, seu melhor discurso. Foi uma surpresa para mim, uma vez que jamais vira nele qualquer talento oratório. Juan evocou a força dos bascos para enfrentar as tempestades.

Pouco depois, saí eu. Fui para Londres, e não tive mais notícia de Juan.

Até receber, hoje, uma mensagem de um amigo no Facebook. Juan se matou este final de semana no Rio e foi cremado, aos 49 anos.

Que descanse em paz.

Paulo Nogueira
No DCM
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Fux será relator de recursos do mensalão


O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luiz Fux foi sorteado na noite desta quarta-feira (18) para ser o relator dos embargos infringentes no julgamento do mensalão.

O juiz relator é o principal responsável pela análise do processo e tem a tarefa de elaborar um relatório que servirá de base para as condenações ou absolvições.

Com a decisão do STF de aceitar os chamados embargos infringentes, 12 dos 25 condenados no processo terão direito a um novo julgamento, o que deve ocorrer somente em 2014. O embargo infringente é um tipo recurso cabível aos réus que receberam pelo menos 4 votos favoráveis em suas condenações.

No julgamento do ano passado, Fux divergiu de Barbosa nos votos de apenas cinco das 96 acusações contra os 38 réus do mensalão. Entre todos os magistrados que participaram o julgamento, Fux foi o que mais concordou com o então relator. No julgamento dos embargos declaratórios, que antecedeu a análise da admissão dos embargos infringentes, Luiz Fux não divergiu de Barbosa nenhuma vez.

O novo relator concorcou com Barbosa na análise de todas as acusações passíveis de serem revistas no julgamento dos embargos infringentes, entre elas as imputadas a José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e Marcos Valério.

De acordo com o regimento interno do Supremo, ficaram excluídos do sorteio o relator e o revisor da ação penal original, ministros Joaquim Barbosa e Ricardo Lewandowski, respectivamente. Na fase dos recursos, não há a figura do revisor.
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Dilma quer a neutralidade da rede na internet

A batalha é enfrentar as operadoras e o Eduardo Cunha no Congresso.


A Presidenta Dilma Rousseff recebeu ontem (16), em reunião no Palácio do Planalto, os representantes do Comitê Gestor da Internet (CGI).

Na pauta, a presidente tratou de dois assuntos que ocupam a ordem do dia no Planalto: a aprovação no Congresso do Marco Civil da Internet; e a segurança institucional envolvendo informações do governo – setor exposto pelas denúncias do ex-analista da NSA, Edward Snowde.

(Clique aqui para ler “Dilma não vai a Obama. E resposta virá na ONU”; e aqui para ler “Ataulfo não engole o Chico Buarque até hoje”.)

Sobre isso, a presidente pediu a ajuda do Comitê para elaborar o discurso que fará, semana que vem, na abertura da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

A Presidenta deverá propor na ONU uma nova governança global com relação à segurança na rede.

A reunião mobilizou a cúpula do governo: os ministros de Ciência, Tecnologia e Inovação; Casa Civil; Comunicações; Defesa; Indústria e Desenvolvimento; Planejamento; Justiça; Relações Exteriores, além do Advogado-Geral da União, Luis Inácio Adams.

Na reunião, a Presidenta defendeu o princípio de neutralidade da rede, um dos pontos mais discutidos no novo Marco.

A ideia de neutralidade da rede consiste em impedir que empresas que explorem a infraestrutura de transmissão e difusão da internet possam privilegiar cliente e controlar conteúdos. Ou seja, a neutralidade veda qualquer tipo de controle do dono do cabo sobre aquilo que transita pelo cabo.

Em entrevista a Paulo Henrique Amorim, por telefone, o professor Sérgio Amadeu, representante do Terceiro Setor do Comitê Gestor da Internet, comentou os principais pontos da reunião, que antecede uma dura batalha no Congresso Nacional pela aprovação da proposta.

Segue a íntegra da conversa em áudio e texto:

PHA – Sérgio, como foi esse encontro e por que ele se realizou?

Sérgio Amadeu: Esse encontro foi ontem (dia 16) à tarde, começou às 17 horas em ponto, no Palácio.

A presidente Dilma trouxe com ela o ministro da Justiça; das Comunicações; do Desenvolvimento; do Planejamento; da Casa Civil; da Ciência e Tecnologia e da Defesa.

Então, ela deu muita importância à reunião com o Comitê Gestor da Internet.

Talvez para mostrar que ela não concorda com os boatos de que é a ANATEL que deveria cuidar das políticas de internet no Brasil.

Foi um reconhecimento da presidenta e do seu governo a uma instância multissetorial, que é o Comitê Gestor.

Ela queria discutir com o Comitê Gestor o Marco Civil da Internet e como garantir a privacidade dos cidadãos e a segurança dos Governos – do Estado – diante dos perigos que existem na rede.

A reunião foi muito boa. Ela deixou claro que defende a neutralidade da rede, ou seja: quem controla a infraestrutura de comunicações não pode controlar as informações que passam pelos seus cabos.

Tem que ser neutro, não pode filtrar as informações por qualquer motivo que seja.

PHA- Quando ela defende a neutralidade da rede, isso se refere também ao fato de que, aquele que tem o cabo – que tem o mecanismo físico da transmissão da informação – não pode cobrar de duas maneiras diferentes por duas mensagens que por essa rede passam?  Ou seja, ela não pode cobrar de um cliente grande menos do que cobra de um cliente pequeno? É esse o sentido da neutralidade, também?

Sérgio Amadeu: É também, não pode fazer a discriminação do pacote.

Porque, na verdade, o cliente grande já paga, para oferecer conteúdo, uma banda muito alta.

Já o usuário em casa paga para ter mais banda. Por exemplo, o cara que tem 10 mega na sua conexão em casa já paga mais do que quem tem um mega.

Esse o problema. O problema é que as operadoras querem fazer acordos para dar privilégios de tráfego para alguns grupos econômicos.

Ele vai dar privilégio de tráfego para o site da Microsoft, enquanto que o blog do Sérgio Amadeu, que não tem recursos, vai andar lentamente pelos seus cabos.

É como um pedagiamento, um pedágio no ciberespaço.

Para entender isso, seria como funciona a TV a Cabo. Para você ter acesso a determinadas aplicações você tem que pagar mais caro. Para você oferecer conteúdo, você tem que pagar mais caro.

A verdade é que, se você permitir a quebrar da neutralidade da rede, além de você mudar completamente a face da internet, o jeito que a internet funciona hoje, você vai colocar em risco a criatividade da internet.

A internet não pára de criar aplicações. Na internet, você, eu, ninguém precisa pedir autorização, seja a governos ou corporações para criar uma nova aplicação, um novo conteúdo.

Se for boa a nova aplicação, se o protocolo criado for útil, as pessoas vão usar.

Agora, se as operadoras puderem filtrar o tráfego; bloquear o tráfego; fazer pacotes discriminando quem paga menos e quem paga mais dentro de seus cabos o que vai acontecer é que, na hora em que a minha universidade criar o protocolo da internet 3D – que ainda não existe – eu vou ter que negociar com muitas teles para que esse protocolo possa andar na rede.

Então, a criatividade ficará em risco, se a gente quebrar a neutralidade.

PHA: Ela, formalmente, disse: “eu sou a favor da neutralidade da rede”?

Sérgio Amadeu: Ela formalmente disse que é a favor da neutralidade da rede e pediu a ajuda do Comitê Gestor para vencer essa batalha no Congresso Nacional.

Porque é uma batalha. O lobby das operadoras no Congresso é muito forte. Hoje elas tem 8% do Produto Interno Bruto.

E eles tem deputados, que já estão fazendo campanha contra a aprovação do Marco Civil. Principalmente contra a neutralidade e contra um outro artigo que diz que eles não podem copiar nossa navegação para tentar vender publicidade.

Eles dizem: “o Google tem o banco de dados das pessoas e nós também queremos”. Mas é completamente diferente. Eu ou qualquer um outro que seja acessa o Google porque quer, eu não sou obrigado a acessar o Google.

Agora, imagine se para acessar a internet eu seja obrigado a fazer uma partilha [de dados] com uma operadora de telecomunicação ou para um provedor de telecom.

E se esse provedor puder copiar toda a nossa navegação? Para poder me analisar, fazer mineração de dados e me vender publicidade? Nossa intimidade e privacidade acabaram.

Outra coisa – que algumas pessoas até tentaram colocar na última versão do relatório do Marco Civil – é a retirada de conteúdo sem ordem judicial, quando esse conteúdo violar questões relacionadas a direitos autorais.

A sociedade civil acha isso muito perigoso, vai criar uma onda de denúncias vazias.

Isso tem que ser discutido na lei de direito autoral, na reforma do direito autoral. Isso não tinha entrado no debate do Marco Civil até agora, foi entrando no final, agora, aos 45 minutos do segundo tempo, e isso atrapalha.

Nós alertamos à Presidenta também que a retirada de conteúdo sem ordem judicial é um perigo.

Você deve ter visto no Rio, o governador do Rio, pede dados, sem ordem judicial, as empresas e os provedores fazerem qualquer coisa. Imagina se você cria uma onda de denuncismo na internet? Nossa política vai passar a ser feitas de uma forma muito perversa.

PHA: Sérgio, a Presidenta estava sobretudo preocupada com a questão da segurança das informações trafegadas na internet, sobre a possibilidade de instituições como a National Security Agency grampear os brasileiros, ou isso é um dos problemas que preocupam ela?

Sérgio Amadeu: Não, são dois problemas que ela colocou. Uma coisa é o Marco Civil, uma lei de direitos e deveres, que nós queremos aprovar para que a internet continue funcionando como ela funciona hoje, porque ela está sob ataque em muitos lugares.

Agora, a questão da segurança da informação, motivada pelas recentes denúncias do Snowden, que de fato a incomoda.

Ela vai fazer um discurso na ONU na quarta-feira que vem.

Ela pediu ajuda ao Comitê para que dê subsídios ao discurso dela que, sem dúvida, vai tratar da importância da internet para a opinião pública mundial.

A importância para o cotidiano das pessoas, empresas e governos.

Ela certamente vai falar do problema da espionagem – que lei nenhuma vai conseguir evitar, certo?

Então, ela não mistura o Marco Civil com espionagem.

Ela pediu ajuda também para ver como se pode ter um modelo de governança da internet, que reduza interferências não democráticas na sua condução.

Nós mostramos como funciona o Comitê Gestor no Brasil, que é multissetorial, em que o Governo é minoria, e nós mostramos o por quê.

PHA: Quem compõe o Comitê Gestor?

Sérgio Amadeu: Comitê Gestor é composto por quatro setores: o Governo; os representantes da sociedade civil; os representantes do setor empresarial; e os representantes do setor técnico-científico, a academia.

Então ele é quadripartite, e a soma dos setores não-Governo é maior que o Governo.

Por que isso? Porque já está no espírito da Constituição de 88.

Você eleger um Governo não é dar carta branca para ele. Ele tem que negociar coisas o tempo todo com a população, ainda mais na internet, que não pode ficar aprisionada em uma lógica partidária.

PHA: Quantos membros têm?

Sérgio Amadeu: São 19 membros.

PHA: Vocês chegaram a oferecer para ela alguma alternativa técnica que possa impedir o grampeamento de mensagens, seja de cidadão, seja de governantes?

Sérgio Amadeu: Nós temos condições de oferecer alternativas que reduzam esse escaneamento, mas nós não conseguimos entrar em detalhes.

Ela disse que certamente haveria outras reuniões e ela pediu ajuda do Comitê nisso.

PHA: Tinha alguém da ABIN lá?

Sérgio Amadeu: Olha, Paulo, eu ia fazer uma piada, eu ia falar: ”provavelmente tinha, mas oficialmente, não”. (risos)

Mas tinha o ministro da Defesa, o Celso Amorim.

PHA: Outra coisa, Sérgio, qual é a sua avaliação sobre a votação desse Marco Civil no Congresso?

Sérgio Amadeu: A Presidenta pediu urgência constitucional,  ou seja, o projeto tranca a pauta, e ai vai ter que ter uma votação, qualquer que seja.

Eu acho que a sociedade civil tem condições de esclarecer o que está em jogo, de defender um Marco Civil que surgiu dentro da própria sociedade civil, com mais de duas mil contribuições, o Comitê pegou e enviou ao Congresso.

O Comitê Gestor vai ter que fazer uma campanha de esclarecimento. A internet funcionar do jeito que funciona hoje é fundamental para a liberdade e diversidade cultural.

PHA: Mas passa no Congresso?

Sérgio Amadeu: Eu acho que ele passa, sim.

Mas passa com um debate acirrado, porque apesar de ter um único setor diretamente interessado na quebra da neutralidade – que é um dos pontos mais polêmico – é um setor que tem muito poder de financiamento de campanha.

PHA: Quem é o campeão na oposição ao projeto?

Sérgio Amadeu: É o deputado do PMDB do Rio de Janeiro, Eduardo Cunha, ele é o principal porta-voz das operadoras.

PHA: Ele é nosso velho conhecido da MP dos Portos.

Sérgio Amadeu: Provavelmente, provavelmente. Ele é muito ligado às operadoras. Ele tem sido o principal articulador na campanha contra o Marco Civil.

Aliás, Paulo, um dos coletivos Anonymus, muito ligados aos interesses da extrema direita brasileira, desde ontem, depois da reunião com a Presidenta, começou a intensificar os ataques ao Marco Civil.

Tudo isso, com a mão por trás, de quem quer violar direitos constitucionais. Nós estamos chamando todos os demais coletivos da sociedade civil, inclusive dos Anonymus, para denunciar essa farsa. Porque na verdade, quem é contra o Marco Civil é quem quer bloquear a internet.

PHA: Uma questão: o Google já é hoje o segundo maior recebedor de publicidade no Brasil, só perde para a Globo, e o Google não paga imposto no Brasil. O Marco Civil poderia cuidar dessa anomalia? (Clique aqui para ler “Telejornais (?) da Globo despencam no Globope”.)

Sérgio Amadeu: Eu acredito que essa anomalia tem que ser coibida na legislação tributária de comércio eletrônico e, não, no Marco Civil.

Nós vamos deformar demais o Marco Civil se incluirmos essa que é uma questão tributária.

Nós precisamos de uma lei de comércio eletrônico que envolve outras empresas também, não só o Google. Agora, isso está sendo debatido no mundo inteiro, não é fácil de fazer. Mas nós precisamos.

PHA: Mas isso não interessa à Globo, Sérgio?

Sérgio Amadeu: O quê? A cobrança?

PHA: É. O Google concorrer com ela aqui e não pagar imposto de renda – embora, ela também não pague, ela também dá o beiço na Receita.

Sérgio Amadeu: É, ela também não paga…

O que está acontecendo no mundo inteiro é o que chamamos de convergência. Toda a comunicação está se digitalizando.

O Google vai lançar uma Web TV, vai produzir conteúdo também; vai atuar como uma telecom – já atua como uma telecom, como empresa de telecomunicação em plano para celular – e vai avançar, porque ele quer ter o maior conjunto de redes para oferecer comodidade aos seus clientes.

As telecoms tem sites; tem empresas de radiodifusão; tem empresas de conteúdo. E no meio disso tudo, desse jogo de gigantes, você tem empresas de radiodifusão (TV e Rádio) que tem menos capital.

A minha impressão é que os grandes grupos, que tem muito capital, vão avançar sobre esses grupos (de radio difusão) que tem menos capital.

A questão é: como é que nós vamos proteger esses grupos – se é que a sociedade deve protegê-los – da concentração de capital. Essa é a questão que está colocada.

PHA: Existe a possibilidade de o Google comer a Globo?

Sérgio Amadeu: Existe mais a possibilidade de uma operadora de telecom comprar parte da Globo e de outras radiodifusoras também.

Porque nós estamos falando de capital. Quanto será que as radiodifusoras faturaram ano passado? Uns 25 bilhões. O setor de telecomunicações deve ter faturado uns 250, 260 bilhões, veja que situação.

PHA: É isso, dez vezes mais. Vocês chegaram a discutir nessa reunião a Ley de Medios? Um marco regulatório das comunicações?

Sérgio Amadeu: Não, não tratamos porque nós tínhamos dois pontos na pauta: o Marco Civil e a segurança da informação.

Então, o Comitê não estava pautado para isso. Mas é muito importante que isso entre na pauta do Governo.

PHA: O ministro Paulo Bernardo falou alguma coisa durante a reunião?

Sérgio Amadeu: Não, não, o ministro Paulo Bernardo não se pronunciou durante toda a reunião.

PHA: Ah, que ótimo!  Uma última pergunta, Sérgio: eu posso dizer então, que no discurso de abertura da Assembleia Geral da ONU, a Presidenta Dilma vai defender a neutralidade da rede?

Sérgio Amadeu: Olha, eu não sei se ela vai entrar nesse detalhe, mas ela vai defender a liberdade na internet, vai defender um modelo de governança em uma internet democrática. Eu acho que, provavelmente, vai defender a neutralidade como um princípio, numa rede que é transnacional.


Murilo Silva
No Conversa Afiada
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Exército veta Luiza Erundina na visita ao Doi-Codi do Rio


Senadores decidem cancelar diligência que seria feita sexta-feira no órgão e vão votar requerimento de visitação obrigatória

BRASÍLIA — Os senadores da subcomissão da Verdade, Memória e Justiça da Comissão de Direitos Humanos do Senado João Capiberibe (PSB-AP) e Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) não vão mais visitar o Doi-Codi do Rio, um centro de tortura na ditadura. A visita estava prevista para a próxima sexta-feira, em acordo com o Ministério da Defesa e o Comando do Exército. Diversas barreiras vem sendo colocadas à visita, e a mais recente foi o veto à deputada Luiza Erundina (PSB-SP). O Ministério da Defesa informou que esse assunto será objeto de tratativas nesta terça e quarta e que aposta numa solução que resolva o impasse.

Desde que foi combinada a diligência, no início de setembro, os assessores parlamentares do Exército vêm negociando com os senadores como vai se dar a visita. Presidente da subcomissão da Memória, Capiberibe afirmou que foram colocadas muitas objeções por parte dos militares. Um dos assessores parlamentares do Exército comunicou ao gabinete de Capiberibe que estava vetada a ida de Erundina ao Doi-Codi. Ela é presidente da mesma subcomissão na Câmara e autora de um projeto que prevê a revisão da Lei da Anistia para que agentes do Estado que cometeram violações como torturas, mortes e desaparecimentos sejam julgados e punidos.

Desde o início, os militares queriam restringir a visita aos dois senadores e a representantes da Comissão da Verdade do Rio, que já foi impedida de visitar o prédio há algumas semanas. Capiberibe vai enviar um oficio ao ministro da Defesa agradecendo o convite e comunicando o cancelamento da visita. Amanhã, quarta-feira, os senadores vão colocar em votação requerimento de autoria de Randolfe que aprova visita de um grupo ao Doi-Codi.

— E ali vamos colocar os nomes que desejarmos, sem interferências do Exército, inclusive da deputada Luiza Erundina — disse Capiberibe.

Randolfe disse que, desde o início, os militares demonstravam receio com a visita

— Os militares vinham tratando essa visita como uma coisa do outro mundo. Havia um cerco dos militares. Não vejo como algo extraordinário, mas uma diligência qualquer, como a qualquer órgão público. Ouvimos dos militares que não poderíamos criar constrangimento às Forças Armadas. E esperamos é que as Forças Armadas não causem constrangimento à democracia com esses vetos e impondo tantas limitações — disse Randolfe Rodrigues.

Os militares informaram que não há qualquer restrição ou óbice ao nome de Erundina e que foi feito um pacto para que a comitiva não se estendesse a outros nomes porque abriria demais o grupo. Os militares argumentam que podem até marcar uma nova visitação ao Doi-Codi incluindo o nome de Erundina no grupo.

Luiza Erundina considerou o veto a seu nome inaceitável e um desrespeito ao seu mandato e ao voto popular. A deputada atribui o impedimento de integrar a comitiva ao Comando do Exército. Erundina associa a resistência a seu nome ao fato de ser autora de um projeto que prevê punição para agentes do Estado do período da ditadura.

— A impressão que temos é que as liberdades democráticas não estão em vigência. Meu mandato popular está sendo limitado e desrespeitado por uma autoridade que nem outro Poder é. Não vou aceitar essa restrição a meu nome e o episódio mostra a dificuldade de se chegar à verdade dos fatos daquele período do país, quando vivemos uma dura ditadura — disse Luíza Erundina.

O presidente da Comissão Nacional de Direitos Humanos da OAB e da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, Wadih Damous, afirmou que “infelizmente os ventos da democracia não sopraram no Exército brasileiro”, em nota nesta terça-feira.

Para Damous, vetar a presença de parlamentares por motivos político-ideológico “mostra uma nostalgia dos tempos ditatoriais”. “Nenhum quartel do Exército é propriedade privada dos militares mas sim do povo brasileiro que, com os seus impostos, constrói esse país”, afirmou.

Wadih espera que o senado aprove o requerimento onde se solicita a visita e nomeie a comissão de parlamentares para proceder a entrada nas dependências do antigo Doi-Codi.

No O Globo
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Mais médicos no Rock in Rio? O CRM vai cobrar?

Muito interessante a matéria do Estadão sobre o pedido de suspensão do Rock in Rio feito pelo Ministério Público estadual.

Faltam médicos, faltam macas, falta espaço para os pacientes, em geral vítimas de excesso de álcool.

Curioso é que a promiscuidade da mídia com os promotores do evento é tanta que a matéria descreve assim a cena:

“Na noite de sábado, a reportagem do Estado esteve em um dos postos de saúde para obter informações sobre ocorrências médicas. Ao ver o crachá do repórter, a responsável por um dos postos entendeu que ele pertencia à produção do festival e passou a fazer uma série de reivindicações. “Temos que ter mais espaço para este pessoal”, dizia, apontando para pacientes que estavam deitados nas camas tomando soro por problemas alcoólicos. “Temos que liberar esta área para outros atendimentos e deixá-los no soro em outra sala, resolvam isso pra gente.”

Vejam a hipocrisia com que as coisas são tratadas aqui.

Se só com uns “baratos” de bebida (y otras cositas más) aquilo já era caótico, imagine com um tumulto ou acidente?

Mas ali não tem problema.

O time juvenil dos doutores coxinhas do CRM está lá, mas não para fiscalizar e exigir. Fica na platéia, gritando de prazer ao ver aquele bobagem subir ao palco de máscara de “Anonymous”…

Claro que o problema vai ser resolvido e o show vai continuar. Vão arranjar médicos, macas, espaço às pressas e terminar com o problema.

Afinal, há muito dinheiro envolvido ali e dinheiro é sagrado.

O que pode esperar é o pessoal lá de São José do Fim do Mundo, que não tem um médico sequer.

Esse povo, que não ganha em um mês o suficiente para um ingresso no Rock in Rio, não precisa de máscara.

Já é “Anonymous” e nem precisa de máscara.

Ninguém quer olhar o rosto dele.

Fernando Brito
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Multidão cerca o STF

Fotos de autoria desconhecida, copiadas do Twitter
No SQN
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O voto de Celso de Melo me fez lembrar de uma matéria de Veja contra Gushiken


No último dia 13 de setembro faleceu o ex-ministro Luiz Gushiken. China, como era conhecido pelos amigos próximos. morreu depois de ficar anos se defendendo das graves acusações que recebeu em meio a um processo político chamado mensalão. Já escrevi aqui sobre Gushiken, mas o momento é bom para lembrar de uma reportagem produzida pela revista Veja quando da ocasião de sua saída da Secretaria de Comunicações, em novembro de 2006, intitulada O Adeus do China.

Na matéria, o “eminente” jornalista Diego Escosteguy transcreve o seguinte trecho da carta de despedida de Gushiken: “Na voragem das denúncias, abalou-se um dos pilares do Estado de Direito, o da presunção de inocência, uma vez que a mera acusação foi transformada no equivalente à prova de culpa”.

Escosteguy, que se tornou sinônimo de reportagens que quase nunca conseguem comprovar suas teses, chama de “pomposa” a carta de Gushiken e questiona se as acusações contra o ex-ministro seriam mesmo somente meras acusações, colocando inclusive a expressão entre aspas toda vez que a menciona no texto.

Gushiken foi inocentado e morreu. E Escosteguy não escreveu uma linha acerca das suas ilações irresponsáveis. Certa mídia e certos jornalistas se acham no direito de sair por aí acusando e esculhambando sem provas. E sem ter que se justificar pelos seus possíveis erros.

Neste momento em que o ministro Celso de Mello lê o voto que decide pela validade dos embargos infringentes na Ação Penal 470, o exemplo de Gushiken é mais do que pertinente. Não por ele, mas porque nesta “voragem das denúncias” muitos outros estão tendo que se defender sem ter o direito da presunção de inocência. E se tornaram vítimas da irresponsabilidade de certos jornalistas e de certos veículos de comunicação. De uma campanha insidiosa para que as suas condenações fossem exemplares. Mesmo que as provas não fossem assim tão claras.

A possibilidade de se fazer novo julgamento para as decisões que tiveram quatro votos contrários à tese vencedora faz bem a democracia. Faria bem à democracia também que certos jornalistas e veículos tivessem mais responsabilidade. E que se redimissem quando pegos em acusações descabidas e sem provas. Mas na mídia não há embargo infringente. E Gushiken morreu sem o pedido de desculpas da Veja e do tal Diego.

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Charge online - Bessinha - # 1933

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Jovens que se beijaram “poderiam ter dado voz de prisão” a Feliciano por abuso de autoridade

Afirmação é do diretor da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, que considera a prisão delas “ilegal”

Segundo Sampaio, o beijo das jovens não configura uma
infração do artigo 208 do Código Penal
(Foto: Reprodução/Facebook)
Segundo o diretor da Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP, Martim de Almeida Sampaio, as jovens Joana Palhares e Yunka Mihura, detidas por terem se beijado durante culto dirigido pelo pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), “poderiam ter dado voz de prisão ao pastor por abuso de autoridade”, caso tivesse conhecimento sobre o Código Penal.

As duas foram detidas e conduzidas ao 1º DP de São Sebastião, e alegam terem sido vítimas de violência. “Nunca imaginei que seria agredida, violentada, algemada e presa por beijar uma mulher em público”, afirmou Joana em seu perfil no Facebook. As agressões teriam partido de agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), segundo as jovens.

Passavam das 23h quando o pastor Feliciano ordenou que as jovens fossem presas, sendo prontamente atendido pelos agentes GCM. Apesar do espaço, localizado na Rua da Praia, ser público, a prefeitura alega que está amparada pela Lei 14524/11, porém, o texto da lei não resguarda o caráter privado do ambiente.

Joana e Yunk foram enquadradas no artigo 208 do Códido Penal, que prevê pena de detenção de um mês a um ano ou multa ao cidadão que “zombar de alguém publicamente por motivo de crença ou função religiosa e impedir ou perturbar cerimônia ou prática de culto religioso”.

Segundo Sampaio, a prisão foi “ilegal”, pois o ato de beijar alguém não  se configura como infração. “Primeiro, o espaço ali era público, pelo que li na imprensa. Segundo, o Código Penal brasileiro não criminaliza relações afetivas, seja ela entre homens ou mulheres. Elas tiveram apenas um gesto de afeto e amor que deve ser respeitado.” Para ele, o artigo só poderia ser utilizado nesta circunstância se as jovens “estivessem desnudas e mantivesse uma relação sexual.”

Joana afirma ter sido encurralada pelos agentes da GCM e que levou “três tapas” de um dos guardas, além de empurrões, após terem sido levadas para longe dos fiéis. A prefeitura  de São Sebastião informou que a guarda “agiu, conversando com as manifestantes e na tentativa de retirá-las do local com segurança, tendo em vista que o grupo corria o risco de um possível mal maior por parte de milhares de pessoas que insinuavam uma agressão.”

Feliciano

Um vídeo, publicado na internet, mostra que, enquanto as jovens eram conduzidas pelos agentes para longe dos fiéis, Feliciano comparou as garotas a “cachorrinhos. “Ignorem, ignorem. Cachorrinho que está latindo é assim, você ignorou, ele para de latir”, afirmou o deputado.

Em sua conta no Twitter, o deputado mais uma vez falou sobre o assunto. “Indivíduos invadem o culto, desrespeitam crianças, idosos, agridem as autoridades, chutam os policiais, e por fim dizem ser vítimas?”. A prefeitura de São Sebastião informou não saber sobre qualquer ato de violência cometido pelas jovens contra os agentes da GCM.

Por fim, também pelo Twitter, o pastor afirmou que as meninas precisam de “tratamento mental urgente”.  Sampaio lamentou que Feliciano ocupe, ainda, a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM). “Esse senhor nos mostra mais uma vez que ele é a pessoa inadequada para estar na da CDHM.”

Confira vídeo do momento da prisão das jovens que se beijaram em um culto de Marco Feliciano:


Igor Carvalho
No Revista Fórum
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Ataulfo não engoliu o Chico Buarque até hoje

Ataulfo “explicava” o Brasil à embaixada americana. Quando o Brasil era um imenso Portugal.


Saiu no Globo, da Globo Overseas Investment BV, que acaba de tomar (um) ferro da Receita Federal, na "colona" do "Ataulfo Merval de Paiva":

(…)

Falando (sic) grosso

Deve ter sido a decisão mais fácil já tomada pela presidente Dilma o adiamento da visita aos Estados Unidos. Veremos, na próxima reunião da ONU, Obama e Dilma em conversa amistosa, enquanto a presidente brasileira defende nossa soberania diante do mundo, e isso certamente caiu do céu para o marqueteiro João Santana.

De concreto mesmo, essa bravata nacionalista não trará benefício algum, a não ser agradar a certa camada do eleitorado que leva a sério essa simulação de confrontação, como se tivéssemos ganhado alguma vantagem geopolítica em toda essa trapalhada (sic) internacional.

É verdade que a primeira visita de Estado do segundo mandato do presidente Obama poderia ter um simbolismo político importante, como ressalta a nota oficial do governo americano, mas tinha ao menos um aspecto constrangedor: haveria até mesmo a dança de uma valsa no jantar de gala. Houve o cuidado de usar o termo “adiar” em vez de “cancelamento” que seria ato diplomático mais incisivo. Para governantes da América Latina, é sempre recompensador em termos eleitorais brigar com os Estados Unidos, e grosso com a Bolívia, afinal, é o que se esperava de Dilma desde que a definição de nossa política externa foi dada no Teatro Casa Grande por Chico Buarque, na campanha presidencial de 2010: não importa que se fale fino com a Bolívia desde que se fale grosso com os Estados Unidos.

Em resumo, a Dilma deu um Golpe de Mestre.

E a resposta completa a Obama ela dará na ONU, quando assumir a liderança de uma batalha em defesa da neutralidade e da segurança na internet.

Uma batalha do interesse de todos – em qualquer parte do mundo.

Lula lançou no púlpito da ONU a defesa de mecanismos institucionais para defender os pobres.

Dilma lança outra, também de dimensões globais.

Além disso, ela vai aproveitar para rever todo o esquema de segurança e criptografia do Governo central.

Note-se que as observações mervalianas coincidem exatamente com o que diz o principal (até agora) candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Never: que foi puro marketing.

Como se sabe, o PSDB não pensa.

O PiG pensa por ele.

O PiG é o que resta do PSDB.

Como se sabe também, Ataulfo faz parte daquele seleto grupo de jornalistas brasileiros que, segundo o WikiLeaks, ia à Embaixada brasileira analisar os acontecimentos políticos tropicais.

Como se isso aqui ainda fosse um imenso Portugal.

Ataulfo fala fino com os Estados Unidos.

E grosso com o Dirceu.

Por enquanto.

Ataulfo prefere o Caetano ao Chico.

Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Aécio Neves condena a humilhação dos EUA por Dilma

Orientado por FHC, Aécio condena atitude de Dilma
O augusto e sagaz líder-mirim dos homens bons da nação, Aécio Neves, mais uma vez se levanta contas as injustiças perpetradas por Dilma, dessa vez contra os Estados Unidos, a pátria da democracia. Num arroubo soviético, a búlgara fantochuda humilhou a maior nação do mundo ao se negar jantar com Obama na Casa Branca, usando como pretexto a monitoração necessária que o governo americano faz dos lacaios do marxismo e das empresas faixadas que eles usam para financiar suas ações pelo mundo, como é o caso da Petrobras, várias vezes já denunciada neste sítio por usar o dinheiro do pré-sal para espargir o comunismo pelo mundo, sendo na verdade uma verdadeira empresa terrorista.

Como  bem frisou Aécio com muita sobriedade, o cancelamento da viagem nada mais é do que uma afronta bolivariana aos americanos, ela devia sim, ter ido lá tirar seus sapatos para pisar aquele chão sagrado, e confessar para Barack Obama seus crimes, e prometendo entregar o petróleo brasileiro a Exxon para compensar, agindo com verdadeira líder latina, como o fez FHC, que tão bem soube tratar a América. Por isso mesmo, essa atitude lamentável deverá ser amenizada por uma comitiva de homens de bem brasileiros, que coordenados por Celso Laffer, e integrada por Merval, FHC, Azevedo, Aloysio Nunes, José Serra, Aécio Neves, W. Waack, dentre outros, para que em nome dos brasileiros, peçam desculpas por essa grosseria praticada por Dilma Rousseff.

FHC jamais teria feito uma desfeita dessa com os americanos

Esperamos, que graças a Aécio, sejamos perdoados pelo governo dos Estados Unidos, evitando-se assim de sermos punidos no futuro, visto que com a derrota inevitável de Dilma nas próximas eleições, haverá uma retomada das relações carnais entre as duas nações amigas, sendo esse episódio totalmente esquecido, um ponto fora da curva na história de Brasil e Estados Unidos da América.
No Prof. Hariovaldo
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Aécio preferia tirar o sapato nos EUA

Aécio Neves não gostou da decisão da presidente Dilma Rousseff de cancelar a visita oficial a Barack Obama, o chefão da espionagem internacional. “Todos nós já demonstramos a nossa indignação em relação à espionagem havida. Ela é inadmissível. Mas seria muito mais adequado que a presidente dissesse isso objetiva e claramente ao presidente americano e aproveitasse a viagem não apenas para enfrentar esta questão, mas para defender os interesses da economia e, até mesmo, de determinadas empresas. Era a oportunidade de a presidente ter uma agenda afirmativa em defesa dos interesses do país. Ela opta mais uma vez por privilegiar o marketing”, afirmou o cambaleante presidenciável tucano.

O anúncio do cancelamento da visita foi feito nesta terça-feira. Em nota oficial, a presidenta Dilma afirmou que “o governo brasileiro tem presente a importância e a diversidade do relacionamento bilateral, fundado no respeito e na confiança mútua”. Mas, de forma altiva, enfatizou: “As práticas ilegais de interceptação das comunicações e dados de cidadãos, empresas e membros do governo brasileiro constituem fato grave, atentatório à soberania nacional e aos direitos individuais, e incompatível com a convivência democrática entre países amigos... Tendo em conta a proximidade da programada visita de Estado a Washington – e na ausência de tempestiva apuração do ocorrido, com as correspondentes explicações e o compromisso de cessar as atividades de interceptação – não estão dadas as condições para a realização da visita na data anteriormente acordada”.

De imediato, o presidente nacional do PSDB reagiu à decisão. Para Aécio Neves, ela é pura jogada de “marketing”. Ele preferia os tempos de FHC, quando o ministro das Relações Exteriores, Celso Lafer, tirava os sapatinhos para ser apalpado quando chegava aos aeroportos dos EUA, num gesto de subserviência patético. No triste reinado dos tucanos, o Brasil adotou a política do chamado “alinhamento automático” com o império. Ela quase resultou na assinatura do acordo neocolonial da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) e na cessão da base militar de Alcântara (MA) para as forças armadas dos EUA. Foi também neste período que a espionagem ianque foi aceita sem alardes e objeções.

O senador mineiro várias vezes já disse e escreveu que discorda da política externa mais altiva dos governos Lula e Dilma, que garantiu maior projeção internacional ao país. Ele costuma rotulá-la “terceiro mundista” e “bolivariana”. Para ele, o Brasil deveria retomar a política do “alinhamento automático” com os EUA, rompendo as relações privilegiadas com os países do Brics e os esforços da integração latino-americana. No seu sonho presidencial, cada dia mais distante, Aécio Neves talvez também gostaria de tirar os sapatinhos nos aeroportos dos EUA.

Altamiro Borges
No Justiceira de Esquerda
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Celso de Mello garante recurso a Dirceu, Genoino e Delubio

Voto de Celso não dá registro ao partido político Gilmar/Marco Aurélio no STF

Celso de Mello esvazia o poder de julgar da Globo

O Ministro decano aceitou que Dirceu, Jose Genoino, Delubio e outros réus sejam rejulgados.

Disse ele que nada se perde quando se cumprem as leis da República.

Tudo se tem a perder quando a leis são transgredidas.

O direito ao recurso infringente é uma prerrogativa do “due process of law”, devido processo legal.

Celso de Mello lembrou que, desde 1901, os embargos infringentes fazem parte dos ordenamentos jurídicos do Brasil.

Até o projeto de reforma do Código Civil, presidido pelo Ministro "Fucks", prevê os embargos infringentes.

Na reforma do código de processo penal também estão lá os embargos infringentes.

E só quem pode rever os embargos infringentes é o processo Legislativo.

Mello fez uma longa explanação sobre a necessidade de o Juiz resistir à pressão de maiorias contingentes.

Como aquela que moveu o ministro Marco Aurelio (Collor) de Mello, autor de inacreditável tentativa de pressão sobre o Decano, em artigo hoje no Globo.

Celso de Mello acentuou que, para ser imparcial, isento, impessoal e independente um processo tem que se submeter à racionalidade da Lei.

E lembrou Aristóteles: que o Direito se exercesse com racionalidade sem paixão.

(Sentado ao lado, Gilmar "Mentes", segundo o "Ataulfo", teclava o computador, ampliava o bico e se mexia pra lá e cá na cadeira.)

Celso de Mello passou um pito no Ataulfo.

Todos têm o direito à livre expressão de suas ideias – clique aqui para ler na aba “não me calarão” o voto histórico de Celso de Mello, numa pendência entre o ansioso blogueiro e imaculado banqueiro
 , referendada pelo ministro Lewandowski .

Apesar das merválicas pigalices, Celso de Mello observou que juiz não pode se deixar contaminar por juízos paralelos à opinião pública.

(O Ataulfo, que se imagina na 12a. cadeira do Supreminho, podia tomar no chá das 5 na Academia das Letras sem essa.)

(Colonista (****) pigal não é Juiz, disse, em suma, o Decano.)


(Igualmente ridicularizada foi a pesquisinha do Datafalha do dia da decisão , que descobriu que os paulistanos querem enforcar o Dirceu. O Otavinho gastou dinheiro – que já não é abundante – à toa.)

Celso de Mello lembrou seu voto de 2 de agosto de 2012 – veja aqui o vídeo – quando já tinha apoiado os embargos infringentes.

Lembrou que Fernando Henrique Cardoso, em 1998, sob a batuta de seu diligente assessor, Gilmar "Mentes", tentou acabar com os embargos infringentes.

E perdeu no Congresso.

Ou seja, Gilmar perdeu duas vezes, nesse capitulo.

Resta, agora, rever as penas do Dirceu, do Genoino, do Delubio, do João Paulo e de outros que se beneficiam do “due process of law” – na expressão do Decano.

Rever os abusos, expostos por Lewandowski, os “pontos fora da curva”, do Barroso.

Celso de Mello enterrou, hoje, o poder de decisão do Globo no Supremo.

Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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O julgamento da AP 470 - Ao Vivo

 Transmissão encerrada 


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Noticiários da TV têm queda recorde de Ibope

Um possível efeito da overdose de informação e noticiário presentes na internet pode já ter causado a primeira vítima "oficial": o jornalismo na TV ou telejornalismo. Dados apontam que, praticamente todos os principais telejornais da TV aberta brasileira, amargam grandes perdas de ibope este ano, na comparação com o ano passado.

No Uol
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Urubóloga e Renatinha agridem pela manhã

Privatizar é entregar o ouro. Como o Cerra e o FHC faziam (sob aplausos de quem?).

O Conversa Afiada reproduz interessante e-mail que recebeu de amiga navegante enfurecida:

Querido PHA,

O editorial de Miriam Urubóloga Leitão no Bom (?) Dia Brasil, na manhã de terça-feira, (17), demonstra a extrema parcialidade que contamina as opiniões que profere e frequentemente coincidem com interesses dos patrocinadores do que você chama de Globo Overseas Investment BV.

O editorial é sobre concessão de rodovias.

Tudo começa com uma pergunta da Renata Vasconcellos, que todas as manhãs, infatigavelmente,  demonstra conhecer pouco de quase tudo.
 
Renata Vasconcellos: O governo evita o termo mas é privatização, não é?

Miriam Leitão: Sim, o nome disso é privatização. O governo fica… por causa de razões ideológicas, com medo da palavra. Mas concessão é a privatização de serviços públicos… que é concedido ao setor privado. Então é a mesma coisa. (Sic!) Mas o governo tem que ter regras mais estáveis. Dar mais segurança ao investidor e menos subsídios escondidos, como contou o entrevistado.

(Note, amigo navegante, a clareza, a nitidez, a sequência coerente dos argumentos expostos. PHA)

Renata Vasconcellos: Privatizar sem culpa…

Miriam Leitão: É… privatizar sem culpa e com regras transparentes.


PH, como sabe a torcida do Flamengo, privatizar é vender, entregar a rapadura.

Como o Cerra e o Farol de Alexandria fizeram na Vale e com a telefonia, na bacia das almas, e iam fazer com a Petrobrax.

(Clique aqui para ler sobre as últimas notícias do “O Príncipe de Privataria”.)

Conceder é alugar.

Estradas concedidas nunca deixarão de ser patrimônio público.

Se o concessionário bobear, a Dilma vai lá e toma de volta.

Já a telefonia, privatizada, desnacionalizada inteiramente, nunca mais voltará a ser pública.

É que a Urubóloga deve querer privatizar sem culpa…

Assinado:

Leitora do Aloysio Biondi, do Amaury Ribeiro Jr e do Palmério Dória
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Dilma discursa na posse de procurador-geral da República, Rodrigo Janot


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O abuso do pastor mequetrefe



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Médicos Estrangeiros


O Melhor e Mais Justo discute a chegada dos médicos cubanos ao país. Pra além dos ataques corporativistas, do preconceito, da xenofobia e até do racismo, vamos debater a formação, a experiência e as razões pelas quais esses profissionais se dispõem a trabalhar onde médicos brasileiros se negam a prestar atendimento à população.

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Receita dos serviços cresce 9,0% em julho

O setor de serviços no Brasil teve um crescimento nominal de 9,0% em julho de 2013, em relação a igual mês de 2012, superando as taxas de junho (8,8%) e maio (7,6%). Os Serviços prestados às famílias cresceram 12,8%, os Serviços de informação e comunicação, 6,9%, os Serviços profissionais, administrativos e complementares, 8,5%, Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, 12,4% e Outros serviços, 2,0%. O crescimento nominal acumulado no ano ficou em 8,6% e o acumulado em 12 meses, em 8,8%. Na série dos últimos 12 meses, a taxa de crescimento do setor de serviços em julho foi menor que em outubro de 2012 (11,7%), abril de 2013 (11,6%), janeiro de 2013 (9,7%) e agosto de 2012 (9,6%).

A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), primeiro indicador conjuntural mensal que investiga o setor de serviços no país, abrange as atividades do segmento empresarial não financeiro, exceto os setores da saúde, educação, administração pública e aluguel imputado (valor que os proprietários teriam direito de receber se alugassem os imóveis onde moram). A publicação completa da pesquisa pode ser acessada em www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/serviços/pms.

No acumulado de 2013, o segmento Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio acumulou o maior crescimento (11,1%), com destaque para os Transportes aquaviário e aéreo, com crescimento médio de 16,0%. Os Serviços prestados às famílias, registraram o segundo maior crescimento acumulado, com 9,8%, em que os Serviços de alojamento e alimentação cresceram 10,8%. Os Serviços profissionais, administrativos e complementares registraram crescimento acumulado de 8,4%, os Serviços de informação e comunicação, 6,9% e Outros serviços, 4,9%.

O segmento de Serviços prestados às famílias cresceu 12,8% em julho, sobre igual mês do ano anterior, a maior taxa registrada nos últimos 12 meses. Neste segmento destacam-se os Serviços de alojamento e alimentação com crescimento de 13,7% e Outros serviços prestados às famílias, com variação de 7,2% (Tabela 1). Tradicionalmente, julho é um mês em que ocorre um aumento natural da atividade turística, devido às férias escolares. Esse crescimento mais expressivo em 2013 decorre do movimento turístico superior ao de julho de 2012, quando o segmento cresceu 6,7% em relação à 2011. Observe-se que o rendimento médio real dos trabalhadores em julho de 2013 foi 1,5% maior em relação à julho de 2012 e a massa do rendimento médio real cresceu 2,7%, segundo a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE. Contribuiu também para esse crescimento a maior demanda dos serviços de catering, principalmente por parte das empresas de transporte aéreo, cujo movimento foi incrementado pela Jornada Mundial da Juventude.

Os Serviços de informação e comunicação registraram crescimento de 6,9%, inferior ao registrado em junho (7,6%). Os Serviços de tecnologia da informação e comunicação-TIC registraram variação de 7,3% e os Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias registraram variação de 4,5%. Esse segmento representou 25,6% em termos de contribuição relativa no mês contribuindo com 2,3 pp para a composição do índice geral.

O crescimento dos Serviços profissionais, administrativos e complementares ficou em 8,5% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, contra 7,9% em junho e 7,6% em maio. Os Serviços técnico-profissionais, que abrangem os serviços intensivos em conhecimento, cresceram 0,9% e os Serviços administrativos e complementares, que abrangem os serviços intensivos em mão-de-obra, 11,6%. Com uma contribuição relativa de 21,1%, esse segmento contribuiu, em termos absolutos, com 1,9 pp para o índice geral.

O segmento de Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio registrou um crescimento nominal de 12,4% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, superior às taxas registradas em junho (10,1%) e maio (9,9%). Analisando-se as taxas por modalidade, os dados revelam que as maiores taxas de crescimento foram registradas no Transporte aquaviário (21,6%) e no Transporte aéreo (19,4%). O Transporte terrestre registrou crescimento de 13,4% e os Serviços de armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio registraram variação menor (6,8%). Esse segmento contribui, em termos relativos, com 43,3% e com 3,9 pp, em termos absolutos, para a composição do índice geral.

O segmento Outros serviços apresentou crescimento nominal de 2,0%.

Em julho, Sergipe foi a única UF com variação negativa (-1,9%)

Os dados por Unidades da Federação revelam que apenas Sergipe registrou variação nominal negativa em julho (-1,9%) em relação ao mesmo mês de 2012. As maiores taxas foram em Mato Grosso (23,5%), Tocantins (17,7%), Ceará (17,4%) e Bahia (16,0%). As menores taxas positivas foram no Rio de Janeiro (5,0%), Amapá (4,6%) e Piauí (2,4%) (Gráfico 3).

Nos Serviços prestados às famílias, as maiores taxas de crescimento foram observadas em Goiás, São Paulo e Ceará, com crescimento em torno de 19,0%. As menores taxas foram registradas no Espírito Santo (3,7%), Pernambuco (3,4%) e Distrito Federal (1,4%).

Nos Serviços de Informação e Comunicação, Goiás, Distrito Federal e Santa Catarina com crescimento médio de 12,0% e Rio de Janeiro, com 10,6%, foram as Unidades da Federação com as maiores taxas de crescimento. Pernambuco (6,0%), Espírito Santo (5,6%) e São Paulo (4,6%) foram as Unidades da Federação com as menores taxas de crescimento.

Nos Serviços profissionais, administrativos e complementares, destaca-se Bahia com a maior taxa de crescimento (37,6%), seguida de Ceará (26,4%) e Distrito Federal (14,8%). Foram registradas variações nominais negativas em Pernambuco (-0,8%), Santa Catarina (-3,7%), Paraná (-4,9%) e Rio Grande do Sul (-9,1%).

Em Transportes, serviços auxiliares dos transportes e correio, destacam-se, dentre as Unidades da Federação selecionadas, Santa Catarina (23,3%), Espírito Santo (19,2%) e Ceará (16,7%) com as maiores variações em relação ao mesmo mês do ano anterior. As menores variações foram registradas no Paraná (10,2%), Minas Gerais (6,4%) e Rio de Janeiro (4,2%).

No segmento Outros serviços, os maiores crescimentos foram observados no Distrito Federal (34,1%), Rio Grande do Sul (13,7%) e Santa Catarina (12,3%). Foram registradas variações negativas em Pernambuco (-2,9%), Espírito Santo (-8,3%) e Rio de Janeiro (-13,0%).

No IBGE
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As almas do STF


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Espionagem isola e ridiculariza os EUA

A imagem aí de cima, com o impagável título de  ”Adivinhe quem NÃO vem para o jantar” é a capa da editoria internacional  do Huffington Post, o mais importante blog dos Estados Unidos. Fui ler os comentários – de americanos, claro – e impressiona o apoio que tem a atitude de Dilma.

Mas hoje houve um dado mais evidente da condenação mundial a que estão submetidos os EUA com sua atitude de violar as comunicações e a soberania dos países.

O Parlamento europeu aprovou a indicação do ex-agente Edward Snowden para o Prêmio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, considerado o principal prêmio europeu de direitos humanos, pela revelação dos esquemas usados pela National Security Agency.

O The New York Times diz que a indicação de Snowden é “quase tão importante como o voto contra ações militares na Síria”. O jornal afirma que ela “exerce um grande peso simbólico e ilustra flagrantemente o abismo que os vazamentos abriram  entre os Estados Unidos e seus aliados, e não apenas países europeus, mas também do Brasil, México e outros países que têm sido espionados o pela NSA.”

O discurso de Dilma na ONU vai encontrar um mundo ávido por atitudes contra esse absurdo.

Fernando Brito
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