10 de set de 2013

"Vou continuar sendo o Zé Dirceu do PT”, diz ex-ministro em entrevista à tevêFPA

Nesta terça-feira, 10, programa entrevista FPA ouviu Zé Dirceu
“Não se iludam vou continuar sendo o Zé Dirceu do PT”, disse o ex-ministro da Casa Civil no governo Lula, José Dirceu, em entrevista à tevêFPA. A afirmação refere-se ao julgamento de Dirceu na Ação Penal 470 no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para esta quarta-feira, 11. Tranquilo, Dirceu afirmou também que este “é mais um capítulo, não o último, porque ainda cabem recursos”.
A entrevista à tevêFPA, que bateu recorde de acessos, foi conduzida pelo economista Marcio Pochmann, presidente da Fundação Perseu Abramo (FPA), na manhã desta terça-feira, 10, e transmitida em tempo real pela Internet.
Acompanhado pelo filho, Zeca Dirceu, e por assessores, no auditório da FPA, o mineiro de Passa Quatro, que também é membro do Grupo de Conjuntura da FPA, respondeu às dezenas de perguntas enviadas por internautas, fez balanços da conjuntura política nacional e internacional, e advertiu como elementos-chave para o avanço da democracia que o Brasil passe por "reforma política, tributária e do judiciário".
Personagem histórico da luta pela democracia no Brasil, Zé Dirceu valorizou as manifestações da juventude, iniciadas em junho, como um “novo desafio”. “Lógico que a juventude brasileira tem novos sonhos e esse é o desafio futuro dos novos políticos”. O ex-ministro reconhece os avanços no campo social para o combate à pobreza, nos últimos dez anos, mas acredita que é preciso “reequilibrar o poder”.
Para isso, Dirceu defendeu a reforma política, como medida para haver um reequilíbrio eleitoral e superar a crise por que passa a democracia representativa. “As campanhas no Brasil são muito caras, o sistema político é dominado pelo dinheiro, induz à busca por financiamento privado; existe um sistema muito desequilibrado”.
Balanço
Ao fazer um balanço dos últimos 10 anos do governo do PT, o ex-ministro avalia que o Brasil se mostrou à altura de vencer as desigualdades e se projeta como país capaz de avançar na gestão pública. “Nesta década se aprofundou muito a pobreza e desigualdade em várias partes do mundo, mas temos desafios novos no Brasil”.
Segundo o petista, os partidos de direita são os únicos a não reconhecerem esse progresso. "A direita brasileira está sem discurso no momento, está com o discurso no passado", disse ele. "Ela não consegue pensar no Brasil como ele é. O Brasil é uma grande nação, e a direita brasileira não vê o Brasil como uma grande nação."
Também falou sobre a necessidade de discutir o papel do Legislativo e criticou a omissão do Congresso ao não propor uma reforma política. Ele defendeu a proposta de plebiscito, feito pela presidente Dilma Rousseff, em resposta aos protestos de junho.
Ele também desmitificou velhos conceitos, utilizados pela elite econômica. Um deles, a respeito da carga tributária, que hoje está em 34,5%. “Se nós precisamos de recursos..... O problema não é que é alta, mas não está direcionada para educação, SUS e mobilidade - grandes demandas do País que foram gritadas nas ruas”. E defendeu a reforma tributária, para que haja investimentos em serviços públicos, como saúde e educação. “Não é justo que quem ganhe menos, pague mais”.
O ex-ministro reconhece os esforços que o governo tem feito para enfrentar a miséria, com programas como o Bolsa Família, e se diz confiante na questão dos royalties para saúde e educação. Outro exemplo desse esforço está no programa “Mais Médicos”.
Dirceu também ironizou com o discurso elitista contrário ao programa federal de investimento no SUS. “Eu percorri várias cidades do interior, que os prefeitos ofereciam R$ 10 mil, R$ 12 mil, além de casa, para fixar médico, e nem assim conseguiam fixar. Eles dizem que não adianta trazer médicos, pois não há infraestrutura”. Ele reconhece problemas na infraestrutura e necessidades de avançar na gestão, “temos que enfrentar, mas faremos com os médicos”.
Mente viva e coração tranquilo
Ao ser perguntado sobre como os últimos oito anos refletiram em sua vida, Dirceu demonstrou serenidade e não desviar do foco. "Vou continuar defendendo o PT e nossos governos. Meu objetivo central é o Brasil. Sempre foi assim, a política, o Partido, a democracia. Em 2015 dedico 50 anos da minha vida ao Brasil e 30 anos ao PT. Fui transformado em símbolo de todo o ressentimento contra os que mudaram o país, mas não perco o foco da luta. Nesse último período, não deixei de ser militante político. Estudei, trabalhei, aprendi muito, apesar de terem feito de tudo para que eu não pudesse trabalhar, mesmo sem nada que provasse algo contra mim. Aceitaram uma denúncia. Sou réu no STF e amanhã teremos mais um capítulo, não o último, porque ainda cabem recursos e vou recorrer à Corte Internacional", completou.
Sereno, Dirceu declarou que continua defendendo o PT e seus governos
Dirceu disse desconhecer alguém que tenha enfrentado campanha tão intensa, mas aposta que as mudanças promovidas no Brasil pelos governos Lula e Dilma, tiveram impacto nessa ação. "O ódio é contra nós [PT]. Mas me sinto muito seguro no meu futuro. Com humildade, mas muito forte; sou responsável por muitos erros, mas não os que me acusam", disse o mineiro que saiu de Passa Quatro para São Paulo, viver parte da juventude num Brasil sob ditadura militar.
Corintiano, José Dirceu comemora obstáculos que superou, a versatilidade que o ajudou a sobreviver em momentos difíceis, mas acima de tudo ser brasileiro. "Queriam que eu deixasse o Brasil na época da ditadura e eu fiz questão de voltar, porque essa é a razão de minha vida. A minha natureza é natureza política", declarou, ao advertir aos opositores: "não se iludam vou continuar sendo o Zé Dirceu do PT".
Fotos: Marcio de Marco e Sérgio Silva
Cecília Figueiredo
No Fundação Perseu Abramo
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Esta é a realidade!

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Oposição no baile contra a Petrobrás

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Mais grave do que os atos de espionagem do governo americano contra o Brasil é a reação da oposição diante a denúncia de que a NSA tentou desvendar segredos da Petrobrás
Os adversários do governo querem adiar o leilão do pré-sal com o argumento de que será um evento de cartas marcadas.
Nem sabem o que foi apurado pelo serviço secreto norte-americano e já querem suspender a venda dos direitos de exploração de Libra, que contém reservas imensas e deve atrair uma montanha de investimentos para o país.
Quanta pressa, não?
Vamos combinar que, exagerando na indignação repentina, esse pessoal está exagerando na boa vontade – ou já seria submissão? – diante de potências estrangeiras.
A missa nem começou e eles já querem se ajoelhar. Tentam ajudar a NSA a cumprir o único objetivo estratégico dos EUA em relação à Petrobrás ao longo da história: prejudicar a empresa em toda e qualquer oportunidade que se apresente.
Será que este antiamericanismo súbito tem algo a ver com a possibilidade de se bloquear um evento que, conforme a maioria dos analistas, pode dar um fôlego novo e importante ao conjunto da economia?
Quem sabe tenha impacto em 2014?
Alguma dúvida?
Não há informações precisas sobre os segredos quebrados pelos espiões. Mas nós sabemos muito bem qual é a finalidade de sua ação. Por caminhos sujos e obscuros, querem, mais uma vez, enfraquecer a maior empresa brasileira.
Trata-se de um novo lance num movimento que nasceu na década de 1950, quando a Petrobrás foi criada.
Mais conhecido aliado dos Estados Unidos na época, o queridinho dos conservadores Carlos Lacerda liderou a campanha que culminou no emparedamento e suicídio de Vargas.
No Irã, na mesma época, um processo semelhante levou à derrubada de um governo eleito.
Em vários países árabes, a ação americana ajudou a levantar e proteger ditaduras dóceis a seus encantos.
O que se tenta, há 60 anos, é encontrar caminhos e atalhos que possam diminuir a Petrobrás, reduzir suas receitas e inviabilizar seus investimentos. Tentou-se a privatização no governo FHC. O projeto foi abandonado pelo receio da reação popular.
Petróleo é economia. E é política, também. Não se perdoa o esforço de uma empresa do Estado para articular uma política de energia autônoma, capaz de garantir que as reservas brasileiras sejam patrimônio do país, em vez de serem incorporadas às reservas estratégicas dos EUA.
É sintomático que a ação dos espiões se volte contra a empresa. Não se poderia esperar outra coisa. Queriam que a NSA fosse espionar carrinhos que vendem suco na praia?
Adversária editorial da Petrobrás, não é nem um pouco surpreendente que a TV Globo procure dar um destaque devido e também indevido à ação dos espiões na empresa. Seus repórteres conseguiram apurar que a NSA tentava espionar a Petrobrás. Não foi possível chegar ao que descobriram. E só. A empresa divulgou, ontem, nota em que nega qualquer desvio em seus sistemas de segurança.
Vendo a reportagem do Fantástico, domingo, cheguei a me perguntar: será que eles vão dizer que há indícios que iriam justificar o adiamento do leilão?
Não, a Globo não fez isso.
Pode ser que surjam fatos novos, capazes de justificar suspeitas maiores.
Deverão ser examinados com cautela redobrada e muita prudência, em função dos interesses políticos envolvidos. Está na cara que deixar a Petrobrás fora do maior leilão de sua história e um dos maiores do mundo será um golpe formidável no futuro da empresa, em seu equilíbrio econômico e em sua perspectiva de mercado.
Não se pode descartar até falsos dossiês para justificar um ambiente de incerteza e insegurança. Agentes do serviço secreto não precisam cumprir preceitos morais nem respeitar a verdade. O universo é outro. Seu jogo é duplo, triplo. A mentira faz parte essencial do negócio. Sempre trabalharam assim – antes mesmo da invenção do computador.
Não há o menor indício de que os segredos do leilão tenham sido quebrados. Mas a oposição pegou a senha e já está querendo entrar no baile.
Dá para entender. Mas também dá para lamentar.
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CNT: 58% aprovam Dilma e 73%, médicos estrangeiros

R.Stuckert: Campinas - SP, 29/08/2013. Presidenta Dilma Rousseff durante a cerimônia de entrega de 520 U.H. no Residencial Campinas Sírius, do Programa Minha Casa Minha Vida e Anúncio de R$ 1 Bilhão em contratações do Programa Minha Casa Melhor. Foto: Roberto Stucker
Pesquisa CNT/MDA traz pacote de boas notícias para presidente Dilma Rousseff; com melhora na aprovação do desempenho no cargo, ela também cresce na intenção de voto, de 33% no levantamento anterior para 36,4% agora; Marina Silva, com 22,4% (tinha 20,7%), Aécio Neves, que manteve índice de 15,2%, e Eduardo Campos, com 5,2%, vêm a seguir; contratação de médicos estrangeiros é aprovada por grande maioria: aceitação em junho que era de 49,7% subiu agora para 73%; taxa de "ótimo e bom" da administração Dilma salta de 31,3% no levantamento anterior para 38,1%; para 42,6% dos entrevistados, País melhorou depois das manifestações de junho; 54% acham que não; em levantamento espontâneo, José Serra aparece com 1% de intenção de voto para presidente; Joaquim Barbosa e Geraldo Alckmin, 0,5% cada um; Dilma lidera também nesse quesito, com 16%; segundo colocado é Lula, com 9,7%
O governo da presidente Dilma Rousseff está mesmo consolidando sua recuperação nas pesquisas de opinião. Levantamento feito pelo Instituto MDA por encomenda da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), que acaba de ser divulgado, mostra que o índice dos que aprovam o desempenho pessoal da presidente no cargo subiu de 49,3% para 58%.
Caiu a taxa dos que consideram a administração ruim, de 29,5% para 21,9% agora. O parâmetro de "ótimo/bom" para julgar o governo subiu de 31,3% para 38,1%.
Para 42,6% do universo da pesquisa, que é de âmbito nacional, o pais melhorou depois das manifestações populares de junho. Para 54%, porém, não houve mudanças significativas.16%
Feito por meio de duas mil entrevistas, o levantamento também pesquisou as intenções de voto. O quadro apurado de respostas espontâneas é o seguinte:
Dilma - 16%
Lula - 9,7%
Marina - 5,8%
Aécio - 4,7%
Eduardo Campos - 1,65%
José Serra - 1%
Na estimulada ficou assim:
Dilma - de 33% na pesquisa anterior para 36,4% agora
Marina - de 20,7% para 22,4%
Aécio - 15,2% antes e agora
Eduardo Campos - de 7,4% para 5,2%
Pesquisa do instituto MDA encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e divulgada nesta terça-feira (10) mostra que 73,9% dos entrevistados apoiam a vinda de médicos estrangeiros para atuar no país. A medida faz parte do programa Mais Médicos lançado pelo governo federal em julho e que pretende atrair médicos para atuar nas periferias e no interior do Brasil.
A pesquisa, divulgada nesta terça, ouviu 2.002 pessoas entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro. As entrevistas foram realizadas em 135 municípios de 21 unidades da federação nas cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.
Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre a pesquisa:

Aprovação do governo aumenta 6,8 pontos percentuais, mostra CNT

Carolina Sarres
Agência Brasil
Brasília - O governo da presidenta Dilma Rousseff tem a aprovação de 38,1% da população, segundo pesquisa divulgada hoje (10) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Na última pesquisa da CNT, em julho, o governo teve avaliação positiva de 31,3% da população, o que mostra um aumento de 6,8 pontos percentuais – ainda que inferior aos 54,2% de aprovação divulgados em junho. A avaliação negativa do governo chega a 21,9% dos entrevistados.
De acordo com a mesma pesquisa, Dilma venceria tanto o primeiro turno quanto um possível segundo turno [linkar com a outra matéria] – com 36,4% e 40,7% das intenções de voto, respectivamente.
O desempenho pessoal da presidenta foi avaliado como positivo por 58% dos entrevistados. O dado mostra aumento da aprovação de Dilma, que tinha avaliação pessoal em 49,3% na última pesquisa.
No total, 40,5% das pessoas desaprovam a gestão de Dilma. Em julho, o percentual era 47,3%; em junho, 20,4%.
Nesta edição, foram entrevistadas 2.002 pessoas, em 135 municípios de 21 estados, entre os dias 31 de agosto e 4 de setembro.
No 247
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Mercado prevê PIB maior e inflação menor em 2013

http://www.bahiatododia.com.br/spn-admin/midias/imagens/artigos/31686_Economia%20brasileira.jpg 
Estimativa das instituições financeiras pesquisadas pelo Banco Central para a expansão da economia passou de 2,32% para 2,35% este ano; economistas esperam ainda que a inflação fique abaixo da previsão anterior, de 5,83% para 5,82%; expectativa para a Selic foi elevada de 9,50% para 9,75%
Brasília - As instituições financeiras pesquisadas pelo Banco Central (BC) fizeram ajustes nas projeções para o crescimento da economia. A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 2,32% para 2,35%, este ano e caiu de 2,30% para 2,28%, em 2014.
A estimativa para a expansão da produção industrial caiu de 2,11% para 2,10%, este ano, e segue em 3%, para 2014.
A projeção das instituições financeiras para a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB segue em 35%, este ano, e foi ajustada de 34,85% para 34,80%, no próximo ano.
Ainda de acordo com a pesquisa do BC a instituições financeiras, o dólar deve fechar este ano cotado a R$ 2,36, a mesma estimativa da semana passada. Para 2014, a previsão segue em R$ 2,40.
A estimativa para o superávit comercial, saldo positivo de exportações menos importações, passou de US$ 3 bilhões para US$ 2,5 bilhões, este ano, e de US$ 8 bilhões para US$ 10 bilhões, em 2014.
A previsão das instituições financeiras para o saldo negativo em transações correntes (registro das transações de compra e venda de mercadorias e serviços do Brasil com o exterior) foi ajustada de US$ 77 bilhões para US$ 78,00 bilhões este ano, e segue em US$ 78,9 bilhões, em 2014.
A expectativa para o investimento estrangeiro direto (recursos que vão para o setor produtivo do país) foi mantida em US$ 60 bilhões tanto para 2013 quanto para o próximo ano.
Instituições financeiras aumentam para 9,75% projeção da Selic em 2013
Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por uma taxa básica de juros (Selic) maior ao final do ano. A projeção passou de 9,50% para 9,75%. Para o final de 2014, a estimativa também é 9,75% ao ano, a mesma da semana passada. Atualmente, a Selic está em 9% ao ano.
Essa mudança na projeção para 2013 ocorreu depois da divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. Na ata, o Copom explica que era preciso dar continuidade ao ritmo de elevação da Selic em 0,50 ponto percentual, tendo em vista os danos que a persistência da inflação alta "causaria à tomada de decisões sobre consumo e investimentos".
A taxa Selic é usada como instrumento para influenciar a atividade econômica e, por consequência, a inflação. Quando considera que os preços estão em alta, o comitê eleva a Selic.
É função do BC fazer com que a inflação convirja para a meta (4,5%), com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
O indicador da meta é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que na previsão das instituições financeiras deve ficar acima do centro da meta, mas abaixo do limite superior. A projeção para o IPCA passou de 5,83% para 5,82%, este ano, e de 5,84% para 5,85%, em 2014.
A pesquisa do BC também traz a mediana das expectativas para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), que foi ajustada de 4,38% para 4,22%, este ano, e segue em 5,27%, em 2014.
A projeção para o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) foi alterada de 4,57% para 4,79%, em 2013, e de 5,64% para 5,72% em 2014. Para o Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), as projeções foram ajustadas de 4,45% para 4,62%, este ano, e de 5,55% para 5,59% no próximo ano.
Kelly Oliveira
No Agência Brasil
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Senado italiano avalia cassação de Berlusconi

Uma comissão especial do Senado da Itália se reunirá segunda-feira para discutir se o ex-primeiro-ministro Sílvio Berlusconi será cassado do Parlamento, depois que ele recebeu uma sentença de quatro anos de prisão no caso de fraude fiscal relacionado ao Caso Mediaset.
A comissão, de 23 senadores, é similar a Comissão de Ética do Senado brasileiro, e iniciou esta discussão no início de agosto, para determinar a legitimidade do mandato de Berlusconi, logo após seu retorno de férias.
Este processo, que pode levá-lo a um exílio temporário, pode durar várias semanas, e há a possibilidade de que a crise provoque crescentes tensões entre os parceiros da coalizão de Berlusconi.
Esta semana também aumentou a incerteza sobre as conseqüências da saída de Berlusconi para a estabilidade do governo, composto pelo presidente do Conselho de Ministros, Enrico Letta, cuja coalizão Povo da Liberdade (PDL) faz parte .
Somado a isso, os mercados financeiros italianos estão bastantes agitados em face da crescente tensão política pelo início da reunião, o que causou um aumento do custo da dívida.
A Itália tem uma dívida pública de dois billhões de euros (mais de dois bilhões e meio de dólares), correspondente a 127% do produto interno bruto (PIB), e está imersa em uma das recessões mais profundas desde a Segunda Guerra Mundial, fato pelo qual os empresários têm alertado que a agitação política poderia levar pelo ralo as possibilidades de mudança.
''A estabilidade política é uma condição prévia para a recuperação econômica, e se houver uma crise, a recuperação estará em risco", disse à jornalistas o CEO do Unicredit, o maior banco da Itália em ativos, Federico Ghizzoni.
O Caso Mediaset é um dos processos relacionados às atividades empresariais de Berlusconi, fundador do grupo de mídia na Itália. O magnata já havia qualificado de uma acusão "política".
Entre outras decisões, Berlusconi já tinha sido condenado pelo Tribunal de Milão, a sete anos de prisão e inabilitação permanente para o exercício de cargo público, com o Caso Ruby, no qual ele estava sendo julgado por abuso de poder e incitação à prostituição.
Além disso, o ex-primeiro-ministro italiano aguarda julgamento de recurso, após a sentença de um ano de prisão, por violação do sigilo do Caso de instrução Unipol, publicando ilegalmente escutas no jornal Il Giornale, de propriedade de seu irmão Paolo.
Berlusconi enfrenta ainda uma acusação de difamação em um tribunal de Viterbo em que ele acusou o ex-juiz Antonio di Pietro, de representar o "pior dos piores" e de ter obtido a sua licenciatura graças aos "serviços secretos".
Somado a isso, Berlusconi ainda é julgado em um tribunal de Nápoles por subornar o senador Sergio de Gregorio para derrubar o governo de Romano Prodi (2006-2008).
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Abelhas muçulmanas

Foi uma loucura. Uma loucura típica de uma sociedade neurótica.
E aconteceu no aeroporto de Bakersfield, que fica a 100 quilômetros ao norte de Los Angeles. Ele foi fechado, evacuado e os vôos desviados.
A razão?
Francisco Ramirez, um jardineiro de 31 anos de idade, que portava cinco garrafas de Gatorade com um líquido estranho.
Imediatamente foi detido e levado para interrogatório. Ocorre que o líquido fez disparar os alarmes do aeroporto.
Agentes do FBI, cães farejadores de explosivos, bombeiros e membros de uma força-tarefa conjunta "contra o terrorismo", fecharam as entradas e saídas do aeroporto, talvez imaginando que Ramirez tivesse cúmplices.
Dois agentes de segurança queixaram-se de náuseas ao abrir os frascos e foram levados às pressas para o hospital.
A neurose diminuiu somente depois que Ramirez explicou que nos frascos havia apenas MEL e análises posteriores confirmaram.
Ao serem informados do conteúdo dos frascos, os agentes que haviam sentido náuseas receberam alta do hospital. Mas não descartaram a possibilidade desse mel ser produto de abelhas muçulmanas...
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Memórias do subdesenvolvimento

Um homem de tez caribenha e ares europeus anda por entre as prateleiras de uma livraria de Havana. Na estante, uma biografia do cosmonauta russo Yuri Gagarin e romances de Nabokov. Observa uma moça com cara de ingênua.
Seria apenas uma tarde qualquer na capital cubana se o ano não fosse o de 1961 - dois após a Revolução Socialista - e se, por trás da câmera, não estivesse o diretor Tomaz Gutiérrez Alea (1928-1996), mais conhecido hoje pelo sucesso de "Morango e Chocolate" (1994).
"Memórias do Subdesenvolvimento" (1968), que sai agora em DVD no Brasil (Videofilmes, R$ 46), é um dos mais importantes documentários latino-americanos e um dos principais registros que o cinema cubano produziu sobre sua revolução socialista. "É muito mais interessante do que o "Encouraçado Potemkin" [1925], por exemplo", diz o cineasta Eduardo Coutinho, comparando-o ao clássico de Sergei Eisenstein. "A União Soviética teve um cinema pós-revolucionário, mas era de pura exaltação ao novo regime. O cinema cubano do início dos anos 60 foi único ao olhar para o processo de implantação do socialismo de um modo muito crítico", diz o diretor de "Edifício Master".
"Memórias" conta a história de Sergio, um homem de 38 anos, de classe média alta, que vê sua mulher e seus amigos fugirem da ilha e do comunismo logo após a revolução. Ele não quer partir, não porque seja um revolucionário, mas porque quer saber o que vai acontecer. É um personagem que destoa do ambiente, e seu anacronismo é o modo pelo qual Alea critica os rumos que o regime tomava rumo ao autoritarismo.
"Ele reflete o que sentíamos todos nós daquela geração. Não queríamos abandonar nossas raízes porque isso seria desprezar a nossa lucidez. E víamos o que estava acontecendo como uma espécie de delírio coletivo", conta o escritor cubano Pedro Juan Gutiérrez, autor de "Trilogia Suja de Havana" e que, assim como Alea, apesar de ser anticastrista, nunca deixou Cuba.
O filme mescla cenas documentais "de verdade", tomadas à época da batalha de Playa Girón (1961) e da Crise dos Mísseis (1962), e cenas documentais "de mentira" - como o episódio armado que mostra um aeroporto repleto de cubanos ricos carimbando passaportes para deixar o país. Há ainda um romance ficcional e a interferência da realidade nessa ficção - como quando o protagonista vagueia no meio de uma festa real do 1º de Maio.
Para o cineasta Nelson Pereira dos Santos, a individualidade da obra está nessa combinação entre documentário e ficção, com toques de neo-realismo. "Alea tomou o neo-realismo e o levou mais adiante", diz.
Após ser abandonado por seus circunstantes, Sergio fica sozinho em seu apartamento, que, apesar de amplo e com uma luxuosa vista para a orla, faz com que se sinta sufocado. "Nesse lugar Alea tem um momento Godard, pois segue o protagonista entrando e saindo dos quartos de sua própria casa como se estivesse em uma prisão, tudo com planos longos e artísticos", diz Coutinho.
O filme é baseado no romance homônimo do escritor Edmundo Desnoes, hoje exilado nos EUA. "Ele e Alea realizaram "Memórias" no período de dez anos após a revolução, quando a vigilância e censura do Estado não eram tão intensas e ainda era possível produzir uma crítica tão intensa ao regime", diz Gutiérrez.
O diretor de "Rio 40 Graus", por sua vez, chama a atenção para o fato de o filme trabalhar com conceitos relacionados ao contexto dos anos 60/70, mas que não perderam a atualidade. "Desenvolvimento e subdesenvolvimento são palavras datadas, mas que mostram como a história, às vezes, parece curta e, na verdade, não é. "Memórias" nos indica que ainda não saímos daquele período."
Lançamento: 1968 (1h 50min)
Dirigido por Tomas Gutierrez Alea
Gênero: Drama , Documentário
Nacionalidade: Cuba
Idioma: Espanhol
Legenda: Português
Antonio Ateu
No Advivo
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João Sicsú: Brasil vive uma transformação social inédita

Economista lança livro sobre década de governos Lula e Dilma 
“Decidi escrever esse livro como um ato de rebeldia contra a elite conservadora brasileira”, confessa o economista João Sicsú na apresentação de seu livro “Dez anos que abalaram o Brasil — E o futuro?”, recém-lançado pela Geração Editorial. “Os conservadores querem apagar da história o decênio 2003-2012. Apresento análises, números e estatísticas para mostrar a significativa transformação econômica e social ocorrida nos últimos 10 anos”, e completa: “O Brasil mudou muito, e mudou para melhor”.
Professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, João Sicsú considera que a mudança na estrutura econômica provocou uma mudança inédita na estrutura social do país. Em seu livro ele ressalta conquistas econômicas, como a criação de um gigantesco novo mercado consumidor, a drástica redução no desemprego e o ganho de renda, com o salário mínimo aumentando 70% acima da inflação. Mas não deixa de apontar também as conquistas sociais na educação, saúde, redução da pobreza, e a drástica queda na desigualdade. Em entrevista ao Portal Vermelho (veja vídeo abaixo), ele avalia: “Demos os primeiros passos para o desenvolvimento. Desenvolvimento no sentido social temos que perseguir a partir de agora e ampliar nosso leque de realizações”.
O livro aborda os dez anos de governos Lula e Dilma. Apesar do título, não se trata de um livro de elogios e confetes. Segundo o autor, “passado e futuro são tratados no livro sobre os governos Lula e Dilma”. Para Sicsú, trata-se de “um ensaio analítico que traz muitos números que mostram as mudanças ocorridas no país nos últimos anos. As diferenças reveladas entre o desempenho dos governos do PSDB e os governos do PT chegam a ser assustadoras. Gráficos mostram como o país ficou paralisado nos anos 1990. Um exemplo: o investimento médio da Petrobrás entre 1995 e 2002 era inferior a US$ 6 bilhões. Hoje, supera os US$ 40 bilhões”.
Há também críticas às administrações petistas, ressalta Sicsú. Porém, a conclusão mais importante do livro é que no período de 2003-2012 o povo brasileiro entrou em cena. As mudanças que ocorreram foram basicamente aquelas que transformaram a vida material de dezenas de milhões de brasileiros: redução do desemprego, aumento da renda e novas esperanças voltaram.
O autor arrisca uma pauta para a próxima década: o desejo e a necessidade de socialização e ampliação do bem-estar. Nos anos dos governos de Lula e Dilma, a grande transformação social ocorreu dentro da casa de cada família: mudanças econômicas provocaram mudanças sociais. A vida dentro de casa melhorou: emprego, renda, churrasco, novos eletrodomésticos, carro popular trouxeram dignidade e tranquilidade. A próxima década para representar uma nova transformação tem que mudar a vida do cidadão fora de casa. Para ser diferente, o novo decênio terá que ofertar, segundo o autor, “saúde, transporte, segurança pública, saneamento etc”.
Para o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, o livro de João Sicsú é “leitura recomendada para aqueles que desejam compreender a grande mudança que ocorreu no país no decênio 2003-2012. Os governos dos presidentes Lula e Dilma fizeram história para o povo brasileiro. Não é possível analisar esses dez anos sem falar do povo, do trabalhador, da redução do desemprego e da distribuição da renda. “Dez Anos que Abalaram o Brasil” traz análises e números que retiram o debate do campo ideológico, mostra a realidade como ela é. Mostra os avanços, as dificuldades e os desafios. É livro para ser lido e consultado de forma permanente”.
Entrevista de João Sicsú ao Portal Vermelho

Assista abaixo o debate de lançamento do livro, na Fundação Perseu Abramo
No Instituto Lula
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