7 de set de 2013

Veteranos advertem Obama sobre fraude da CIA quanto a ataque químico na Síria

Em relação à Síria, Obama está em situação idêntica a de seu antecessor, George W. Bush, em relação aos informes da inteligência norte-americana sobre as armas de destruição em massa no Iraque
Apesar da administração Obama estar supostamente informada “com alta precisão” que o governo da Síria perpetrou um ataque com armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, contra a população civil, dezenas de ex-militares dos EUA e funcionários da inteligência norte-americana estão dizendo ao presidente que estão recolhendo informações diametralmente opostas à história oficial.
Um memorando para o presidente, do instituto Veteran Intelligence Professionals for Sanity (VIPS), vazado para a mídia norte-americana, neste sábado, traz como assunto a questão: Será a Síria uma armadilha?. A prioridade do documento foi classificada como “Imediata”. A mensagem, publicada na página Consortium News, aparece assinada por uma lista de veteranos da inteligência norte-americana, encabeçada por Thomas Drake, aposentado como executivo sênior da National Security Agency (NSA, na sigla em inglês), Philip Giraldi, na reserva como oficial de operações da Central Inteligence Agency (CIA, também na sigla em inglês), Matthew Hoh, capitão reformado da Marinha dos EUA, com serviços prestados no Iraque e no Afeganistão, no Foreign Service Office, e Larry Johnson, também aposentado pela CIA, com serviços prestados ao Departamento de Estado norte-americano,
Segundo a mensagem ao presidente Barack Obama, ex-companheiros de trabalho dos agentes o assinam “estão dizendo, categoricamente, que ao contrário do que afirma a sua administração, a informação mais fidedigna mostra que (o presidente da Síria) Bashar al-Assad não é o responsável pelo acidente químico que resultou em civis mortos e feridos em 21 de agosto, e que os funcionários dos serviços de inteligência britânicos também o sabem”.
“Neste breve informe, optamos opr assumir que o Sr. não tenha sido plenamente informado, porque seus assessores decidiram lhe oferecer a oportunidade do que comumente se conhece com “negação plausível”. Já passamos por isso antes, com o presidente George W. Bush, a quem lhe dirigimos nosso primeiro VIPS memorandum, imediatamente após o discurso de Colin Powell na ONU, em 5 de fereveiro de 2003, quando se descobriu a “inteligência” fraudulenta para apoiar um ataque ao Iraque. Naquele momento, optou-se por dar ao presidente Bush o benefício da dúvida, pensando que ele teria sido enganado, o, no mínimo, muitomal assessorado. A natureza fraudulente do discurso de Powell era uma obviedade”, afirma o texto.
Ainda segundo os veteranos, as fontes que eles ouviram, de dentro do governo Obama, sabem que “houve um acidente no manuseio de armas químicas mas insistem, sem nenhuma dúvida, que o incidente não foi resultado de um ataque perpetrado pelo exército sírio com armas quimicas do arsenal militar. O que nos informam é que o diretor da CIA, John Brennan, está perpetrando uma fraude idêntica a que ocorreu nos momentos que antecederam a Guerra do Iraque junto aos membros do Congresso e aos meios de comunicação, ao público e até ao senhor presidente”.
No Correio do Brasil
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Os patriotas que aliviam para a CIA

O governo brasileiro deve um pronunciamento à Nação sobre as violações cometidas pelo serviço de espionagem dos EUA contra o país.
Não há motivo para subtrair à sociedade aquilo que já está em mãos indevidas, fervilha nos bastidores e é intuído do noticiário.
A CIA recolheu ilegalmente e compartilhou, para uso comercialmente desfrutável, dados reservados e informações estratégicas, estas sobretudo de natureza econômica, configurando-se um ato evidente de transgressão de soberania.
Ademais de roubo, puro e simples de segredos comerciais.
A afanosa invasão, como outras mundo afora – ou não havia interesse no petróleo iraquiano? - faz-se acompanhar do inexcedível traço imperial.
Sempre em nome da luta contra o terrorismo, não se poupou, sequer, o circuito de informação no âmbito da Presidência da República brasileira.
Violou-se correspondência eletrônica reservada da Presidente Dilma.
Aparelhos celulares de seu uso exclusivo foram grampeados; mensagens capturadas. Quem garante que os de acesso particular não sofreram idêntico tratamento?
Não há limites.
Tudo feito com a complacência ou a parceria pura e simples de residentes. Empresas, inclusive.
Carta Maior já havia demonstrado, em reportagens exclusivas e exaustivas, em julho último, o intercurso entre espionagem e corporações norte-americanas no Brasil.
No caso, o protagonista era uma das maiores corporações de consultoria do mundo.
Contratada no governo FHC para ‘pensar’ planos estratégicos, a Booz Allen, na qual trabalhava o ex-agente da CIA, Edward Snowden, operou no Brasil pelo menos até 2002.
De um lado, como guarda-chuva de uma base de espionagem da CIA no país.
Simultaneamente, como mentora intelectual de uma série de estudos e pareceres, contratados pelo governo do PSDB.
O objetivo era pavimentar o alinhamento carnal do mercado brasileiro com a economia dos EUA. Tracejar a free way da ALCA.
No acervo desse ‘impulso interativo’ listam-se estudos como o dos Eixos Nacionais de Integração e Desenvolvimento.
Realizados por um consórcio lierado pela Booz Allen, sugestivamente receberiam o nome fantasia, bote fantasia nisso, de "Brasiliana".
Dois eixos centrais da adesão tucana ao desenvolvimento dependente e subordinado beberam desse manancial: o "Brasil em Ação" e o "Avança Brasil”.
A versátil Booz-Allen teria, ainda, robusta influência na reforma do sistema financeiro nacional.
A ênfase nas privatizações de bancos públicos obedecia a diretriz predominante então, de adesão incondicional à supremacia das finanças desreguladas.
O que antes era lubrificado assim, por uma identidade de propósitos e a natureza gêmea dos governos dos dois lados, hoje só se viabiliza na violação delinquente de informações que lastreiam o poder de Estado e o poderio econômico da Nação.
Um foco prioritário do grampo é o pré-sal. As petroleiras internacionais querem saber se a regulação soberana das maiores reservas descobertas no planeta, no século XXI, tem lastro político e financeiro para se sustentar.
Ou por outra, se os índices de nacionalização que guarnecem o impulso industrializante embutido na regulação do pré-sal vieram para ficar.
Interessa, naturalmente, o calendário da exploração, o fôlego da Petrobrás para assumir a condição de parceiro cativo em qualquer poço, ademais das avaliações sigilosas das novas descobertas em curso.
Enfim, tudo o que possa ser útil à apropriação da maior faia possível de uma riqueza estimada, por enquanto, em até 60 bilhões de barris.
Leia-se esse número seguido da informação de que a matriz energética do planeta ainda depende 57% do petróleo.
O resultado explica a gula que ordenou as violações, o despudor das escutas palacianas e a ousadia das decodificações perpetradas pela espionagem gringa.
Embora revelados originalmente pela TV Globo, de conhecidas tradições, avulta desse episódio a reação lhana e a cordura no trato que o assunto mereceu da parte de colunistas da indignação seletiva.
A exemplo deles, nenhum editorial, salvo engano, tampouco manchetes garrafais foram hasteadas no alvorecer nacional, com as cores da indignação patriótica.
Animadoras de programa de culinária não trocaram o colar de tomate pela túnica verde amarela para protestar contra Obama.
Uma sigla dotada de forte simbologia antipopular como a CIA foi poupada na identificação do braço operante da espionagem contra o país.
Em plena Semana da Pátria, a americanofilia do jornalismo embarcado aliviou para a CIA.
Não se diga que se trata de um traço constitutivo de serenidade editorial.
Recorde-se, por exemplo, a reação beligerante da emissão conservadora em maio de 2006, quando a Bolívia decidiu nacionalizar a exploração dos negócios de petróleo e gás no país.
O presidente Evo Morales ordenaria a ocupação pelo Exército dos campos de produção das empresas estrangeiras no país, entre elas a brasileira Petrobras.
Colunistas de brios nacionalistas até então desconhecidos, desembainharam seu amor recolhido pela estatal criada por Getúlio.
E cobraram do então governo Lula uma intervenção enérgica contra o atrevimento boliviano.
Respingava da ira espumante o desejo incontido de uma invasão reparadora.
Idêntico brado varonil ecoa com regularidade, sempre que se trata de cobrar do governo ‘petista’ uma respostas às medidas protecionistas adotadas pela Casa Rosada, para preservar o que restou da manufatura argentina depois de Menem & Cavallo.
Nem é preciso regredir tanto no calendário.
Tome-se o paradoxo dos dias que correm, protagonizado por jalecos corporativos, americanófilos golberianos e colunistas de baixa densidade intelectual, mas enorme disposição servil.
Formou esse pelotão uma verdadeira trincheira de animosidade ‘patriótica’ contra a ‘invasão negreira’, assim denominado o desembarque dos doutores cubanos engajados no programa ‘Mais Médicos’.
Pendores nacionalistas desconhecidos até então emergiram à flor da pele.
A aguerrida defesa da extensão dos direitos trabalhistas aos visitantes ecoava das mesmas gargantas, ásperas, de tanto requerer a extinção desse usufruto ao assalariado nacional.
A ausência do mesmo arrojo patriótico, quando o assunto é o estupro de sigilos nacionais por uma potencia de conhecidas tradições no ramo da sabotagem e derrubada de governos, soaria apenas desconcertante.
Não fosse também oportuno para discernir no interior do nacionalismo etéreo que reveste o 7 de Setembro, aquilo que, de fato, é o interesse do povo brasileiro, daquilo que se comete em seu nome.
O nacionalismo renova sua pertinência histórica em nosso tempo quando associado à defesa da verdadeira fronteira da soberania no século XXI: a justiça social.
Saul Leblon
No Carta Maior
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Mercenario sirio confiesa estar en posesión de armas químicas

El presidente de Estados Unidos, Barack Obama, reconoció en rueda de prensa con medios internacionales, desde Rusia este 6 de septiembre, que no puede afirmar que el presidente de Siria, Bashar Al-Assad, usó armas químicas contra su pueblo y que esta supuesta acción no es una amenaza real para su país.
Sin embargo, un miembro de las bandas de extremistas islámicos en Siria ha confesado el uso deliberado de armas químicas contra civiles, aportando nueva pruebas que desmiente la alegada culpabilidad que intenta sostener Estados Unidos para inculpar al gobierno sirio.
Un video colgado en Youtube muestra al "rebelde" - como los califica Occidente-, Nadim Balush, miembro de un grupo denominado Riyadh Al Abdin, quien asegura disponer de "productos químicos que producen gases letales y mortales".
Relata el individuo que junto con su grupo, que actúa en la costera provincia de Latakia, decidieron combatir al Ejército Árabe Sirio infligiendo daño a través de sus mujeres y niños, mientras reflexiona si es aceptable o no tal proceder, según PL.
Luego cita lo que parece ser un verso del Corán para justificar sus acciones: "Lucha contra ellos como ellos luchan contra ti".
A continuación agrega: Vamos a matar a sus mujeres y niños, como dijo el jeque Osama Bin Laden, hasta que dejen de matar a nuestras mujeres y niños.
Balush relata que en cierta ocasión, cuando las Fuerzas Armadas se acercaron a sus posiciones, "se nos ocurrió que esta arma era muy poderosa y efectiva para repelerlos y anunciamos que si se acercaban un metro, no habría límites".
Vamos a atacarlos en sus casas, vamos a convertir su día en noche y la noche en día, advierte Balush. El material no precisa la fecha cuando fue rodado ni aporta otros datos sobre el posible uso de las letales sustancias.
No obstante, la grabación ve la luz en momentos que Estados Unidos pretenden iniciar una agresión militar contra el Estado de Oriente Medio, al cual acusa de haber empleado agentes tóxicos contra la ciudadanía el pasado 21 de agosto en la periferia capitalina, imputación carente de pruebas fehacientes.
Por el contrario, Damasco acusa a los grupos opositores armados de perpetrar el ataque terrorista, apoyados por administraciones como la de Arabia Saudita, quien a través del jefe de sus servicios de Inteligencia, Bandar Bin Sultán, habría enviado las mortales sustancias a los terroristas del Frente al-Nusra, como explican recientes reportes de prensa.
Las autoridades detectaron hace pocos días un almacén clandestino cerca de la capital donde se almacenaban productos tóxicos y letales con la inscripción Hecho en Arabia Saudita.
El operativo para allanar el depósito costó la vida a un coronel y afectaciones a medio centenar de militares, debido a las emanaciones de los gases en el lugar, hechos sin embargo silenciados por medios de comunicación globales.
Un reportaje de Dale Gavlak, corresponsal de la agencia norteamericana Associated Press, explicó días atrás que la muerte de civiles en Ghouta Oriental se debió a una mala manipulación de agentes tóxicos entregadas por el príncipe saudí Bin Sultán a los extremistas de al-Nusra.
Por su parte Mohamad Gunes, exmiembro del Consejo de Ciudad de la sur sureña provincia turca de Hatay, fronteriza con Siria, reveló que las armas químicas utilizadas en el ataque del mes pasado cerca de Damasco fueron transportadas desde aquel país.
Hace cuatro meses, las fuerzas de seguridad turcas encontraron un cilindro de dos kilos que contenía gas sarín durante una búsqueda en casas de terroristas sirios afiliados a la red Al Qaeda y al Frente al-Nusra, su filial en territorio levantino, explicó Gunes citado por la televisora iraní Press TV.
Ni ISLAmía
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John McCain é flagrado jogando pôquer em sessão sobre a Síria

Republicano ignorou explicações de John Kerry no Senado dos Estados Unidos
O senador norte-americano John McCain, do Partido Republicano, que afirmou estar pronto para discutir a crise síria com os parlamentares da Rússia, parece não ter o mesmo interesse durante as sessões sobre o tema no Senado dos Estados Unidos. Ele foi flagrado jogando pôquer enquanto o Secretário de Estado John Kerry e outros representantes da Casa Branca tentavam defender uma intervenção militar no país árabe.
A fotógrafa Melina Mara, do Washington Post, registrou o exato momento em que McCain se divertia com seu IPhone. Pelo Twitter, onde o senador tem 1,8 milhão de seguidores, ele afirmou: “O pior é que perdi”.
John McCain usou seu IPhone para brincar durante seção no Senado
No Diário da Rússia
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A Globo queria o monopólio

O editorial que parece indicar arrependimento por ter apoiado o golpe de 64 não convence, porque não prova a conversão à democracia
A imprensa nativa não gosta de debater o jornalismo brasileiro, e há mesmo “certa resistência da parte dos jornalistas em admitir a legitimidade da análise de mídia”.
Essa constatação é do conceituado cientista político Marcus Figueiredo (Iesp-Uerj), após analisar a cobertura dos principais jornais do País sobre as eleições presidenciais e colher forte oposição ao trabalho, com o qual mostra o tratamento negativo dado a Lula em benefício dos opositores.
O diagnóstico de Figueiredo casa com a declaração de Joaquim Barbosa, em San José da Costa Rica: “O Brasil tem hoje três principais jornais nacionais impressos, todos mais ou menos inclinados para a direita”, explicou o presidente do Supremo. Nesse caso, nada mais natural que, em 1964, todos eles tenham aderido ao golpe contra o presidente João Goulart.
O Globo, quase 50 anos depois, parece incomodado por ter “confundido” o golpe que acabou com a democracia com “revolução”, como trombeteava em manchete. À qual traria a democracia de volta.
“Desde as manifestações de junho, um coro voltou às ruas: ‘A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura’. De fato, trata-se de uma verdade e, também de fato, de uma verdade dura”, diz o jornal com essa espécie de autopenitência.
O texto esconde muitas verdades. Uma delas, a mais dura: apoio à ditadura significa apoio à tortura. Mas por esse “pequeno” sacrifício a empresa foi recompensada. Sob a ditadura, o Sistema Globo tornou-se um império: televisão, rádio, jornais, revistas etc. Há um relato de como os aliados obtinham vantagens materiais. Está registrado no livro Dossiê Geisel (FGV), organizado por Celso Castro e Maria Celina D’Araujo. Eis um caso essencial para a compreensão da aliança civil-militar:
“A concessão de um canal de televisão para João Pessoa teve quatro candidatos e um deles era a Rede Globo. O ministro (Euclides Quandt de Oliveira) mostrou-se contrário à outorga à TV Globo, porque isso significaria aumentar o monopólio da emissora”.
“O ministro expôs sua política em relação à radiodifusão (...) Devia-se procurar certo equilíbrio entre duas ou três redes, para que nenhuma delas tivesse condições de exercer um monopólio virtual da audiência de televisão (...) Se uma rede de TV vier a ter índices de audiência, em âmbito nacional, superior a 80%, ela representará um virtual perigo, o que não pode ser aceito pelo governo.”
“Marinho discordou (...) Afirmou que deveria ser permitido o crescimento, sem restrições e sem limites, da Rede Globo (...) O comportamento da Globo deveria fazê-la merecedora de atenção e favores especiais do governo.”
Quandt de Oliveira estava certo. Roberto Marinho, no entanto, venceu a queda de braço. A pretensa autocrítica publicada em O Globo coabita com um comunicado de igual novidade. Com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) o jornal firma o compromisso de abandonar a prática de descontos nos anúncios (dumping), da qual se valeu para aniquilar economicamente alguns adversários.
O texto não convence. Não alcança o objetivo. Provar que O Globo se converteu à democracia.
BC sem algemas
No último dia do próximo ano, o Banco Central do Brasil terá meio século. Durante um bom tempo o BC cultivou internamente economistas oriundos do mercado de capitais. Havia risco nisso?
Agora, possivelmente pela primeira vez, o banco, autoridade monetária do País, tem na direção somente funcionários públicos. Não sei se é por isso, ou só por isso, que o mercado errou redondamente a projeção do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). É curioso constatar, como fez primeiramente o blogueiro Ricardo Miranda, que o crescimento do PIB mereceu manchete com o mesmo verbo dos três principais jornais do País (Ver a ilustração de O Globo, Folha de S.Paulo e O Estado de S. Paulo,do dia 31 de agosto). A palavra mágica é “surpresa”, que para sempre assim seja.
Honras a Jango I
Em ritmo lento, próprio da história do País, vai-se recompondo a imagem do ex-presidente João Goulart, derrubado pelos militares em 1964. Agora, às vésperas dos 50 anos do golpe, a ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, anuncia novo funeral com as honras de chefe de Estado negadas pelos militares.
Honras a Jango II
Jango morreu no exílio. O retorno do corpo ao Brasil foi negociado. Uma das exigências da permissão, por receio de manifestações políticas, era a de que evitassem o desembarque no Rio ou em Brasília. Aliás, houve um episódio grotesco na capital: alguém hasteou a Bandeira Nacional a meio pau no Planalto. Durou pouco. Foi de novo esticada. A presidenta Dilma é figura esperada na cerimônia. Ela vai?
Pós-Gurgel
O conflito de forças políticas na Procuradoria-Geral da República, após a saída de Roberto Gurgel, forçou uma composição política interna. Rodrigo Janot, o primeiro da lista tríplice, escolhido para o cargo, puxou a segunda colocada, Ela Wiecko, para vice-procuradora-geral.
Para a Procuradoria Eleitoral escolheu Eugênio Aragão.
Voto secreto
Não podem ser inteiramente desprezados os cuidados de Renan Calheiros, presidente do Senado, com a adoção do voto aberto aprovado na Câmara. O voto secreto no Senado significa aprovar magistrados nos casos escolhidos pela Constituição, ministros do Tribunal de Contas da União indicados pelo presidente da República, governador de território, presidente e diretores do Banco Central, aprovar e exonerar o procurador-geral da República antes do término do mandato e aprovar a escolha de chefes de missão diplomática de caráter permanente.
Essa é uma das funções do voto secreto. Talvez precise ser derrubado. A tarefa, no entanto, deixa de ser uma ação política e passa a ser uma tarefa revolucionária em razão dos interesses.
Maurício Dias
No CartaCapital
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Compare o tamanho dos países do mundo

Se você tem curiosidade para saber o tamanho de cada país, mas considera que observar o planisfério seja um exercício árduo e desgastante, capaz de lhe provocar dor de cabeça e uma certa confusão, MapFight é uma simples ferramenta que serve como instrumento de comparação das diferenças de dimensão territorial entre os diversos países do mundo.
No Geografia e tal
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Pepe Mujica sobre Síria: "Único bombardeio admissível seria de leite em pó e biscoitos"

É impossível cessar uma guerra com mais guerra, disse o presidente uruguaio sobre possibilidade de intervenção militar
Em meio ao clima de tensão no Oriente Médio com a possibilidade de intervenção militar na Síria, José Mujica ironiza: “O único bombardeio admissível seria de leite em pó, biscoitos e comida”, disse.
José Mujica não acredita que intervenção na Síria seja o melhor caminho
O presidente uruguaio defende que uma ação militar não é o melhor caminho para solucionar o conflito civil no país. “Isso seria tentar apagar uma fogueira colocando mais combustível”, argumenta em referência ao plano norte-americano de intervenção. “A guerra não se resolve introduzindo mais guerra. Isso leva a situação para um caminho de conflitos intermináveis que promove um profundo ressentimento que vai transformar em luta e resistência “aqui e ali”, reitera em entrevista a uma emissora local do Uruguai.
Citado pela imprensa espanhola neste sábado (07/09), o presidente uruguaio fez referências na história contemporânea para argumentar os impactos negativos da guerra. “Cada uma das tentativas nos últimos 30 anos de impor a democracia ocidental - da forma como conhecemos –, na Ásia ou no mundo Árabe, teve o resultado semelhante de sacrifício e dor”, analisou ao El Pais.
Na contramão de Mujica, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu hoje (7) aos membros do Congresso que não fechem os olhos ao uso de armas químicas na Síria. "Nós somos os Estados Unidos. Não podemos ficar cegos diante das imagens da Síria. É por isso que peço aos membros do Congresso, dos dois partidos, que se unam e ajam para promover o mundo onde nós queremos viver, o mundo que queremos deixar aos nossos filhos e às futuras gerações", disse Obama, que procura o apoio do Congresso para ataques militares à Síria. O presidente falou à população em um programa semanal de rádio.
O Congresso norte-americano deve começar, na segunda-feira (9), a debater os ataques defendidos por Barack Obama como reação ao uso de armas químicas no dia 21 de agosto, nos arredores de Damasco, capital síria, pelo qual responsabiliza o regime do presidente Bashar Al Assad.
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O preço da cultura

Diante da repercussão a respeito da decisão de permitir que estilistas financiassem desfiles de moda por meio da Lei Rouanet, o Ministério da Cultura procurou se defender.
Usando um raciocínio eminentemente estratégico, em que as palavras de ordem são a importância econômica da cultura e seu papel na ampliação do poder do Brasil no jogo internacional, o MinC acabou por demonstrar a rendição final da política cultural brasileira aos argumentos do mais crasso economicismo.
Primeiro, ninguém discute que, de uma certa forma, moda é cultura, assim como telenovelas, futebol e práticas sexuais. Todos são modos de produção simbólica de valores.
Uma definição, porém, tão genérica de cultura não tem função alguma para a construção de políticas focadas de Estado. Muito menos a alegada definição de que aquilo que colabora para a internacionalização do Brasil e a divulgação de sua simbologia deve ser financiado. Pelo argumento, a TV Globo pode pedir isenção fiscal para as suas próximas telenovelas.
Como não podia deixar de ser, é no campo da cultura que se vê, de forma mais brutal, a deposição de toda e qualquer aspiração crítica e contestadora de certa esquerda brasileira. Fala-se em "quebra de paradigma", mas o Ministério da Cultura apenas implementa o paradigma, cada vez mais hegemônico, de indistinção geral entre arte, entretenimento e mercadoria.
Afinal, há de chamar de "gato" um gato. Estilistas são, acima de tudo, comerciantes donos de loja que organizam sua produção a partir da sensibilidade às demandas de mercado e a exigências de máxima rentabilização de seu capital. Mas grupos de teatro não são empresas, escritores não são comerciantes e um quadro não é uma mercadoria, mesmo que tenha um preço.
As políticas culturais foram criadas exatamente para garantir autonomia para a produção artística contra sua colonização pela lógica mercantil, contra sua restrição à condição de mero entretenimento "cool", além de pensar formas de impedir a consolidação de práticas de dirigismo cultural.
Contudo, para que algo dessa natureza fosse possível, estruturas como a Lei Rouanet deveriam ser radicalmente modificadas.
Um bilhão e duzentos mil reais foram perdidos pelo Estado para que empresas fizessem políticas de marketing às custas do erário, financiando, principalmente, musicais, Oktoberfest, festas gastronômicas, atividades da torcida do Palmeiras e, agora, desfiles de moda.
Pergunte, no entanto, quanto desse dinheiro foi direcionado à construção de conservatórios de música, bibliotecas ou em auxílio a saraus literários na periferia.
Vladimir Safatle
No fAlha
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O muro, hoje, é um lugar do qual só se cai

Mais do que repetir – e acentuar – a retomada do favoritismo de Dilma Rousseff para as eleições presidencias de daqui a um ano, a pesquisa Vox Populi mostra duas coisas, a meu ver, extremamente sintomáticas do processo de formação de consciência popular.
A primeira é a de que o “muro”, a ausência de definições, tão amada pelos políticos brasileiros, se podem funcionar em eleições locais, estão muito longe de representar um handicap para candidaturas presidenciais, ao menos numa fase inicial, de formação dos campos em disputa.
Talvez tenha sido essa a principal razão de Marina Silva  não ter conseguido represar, em suas preferências de voto, a “onda” que lhe veio das manifestações de junho onde a revindicação do “politicamente correto” vestia como uma luva as mãos limpas e bem tratadas de quem não tem de  revolver a política real.
Mas, quando chegou a hora da polêmica real, o silêncio e a ausência política de Marina foram um dique aberto para o refluxo: alguém consegue se lembrar do que ela disse, de que posições assumiu sobre o plebiscito, ou sobre o “Mais Médicos”?
O mutismo é, como se sabe, o dircurso dos que não querem – ou não desejam, por razões eleitorais – se revelar.
A contagem e a verificação de assinaturas da tal Rede ficou reduzida ao único tema, ainda assim burocrático, sem um vigor político convincente de algo ali seja para valer e não um projeto político pelo qual se dá a vida, que dirá as palavras.
A “onda” encheu e esvaziou e, embora sempre se vão os grãos de areia mais leves, a praia continua lá. Três meses depois, apenas três pontos a mais do que tinha antes.
A segunda observação se complementa a esta.
Massacrado, silenciado, humilhado por seus próprios “companheiros” – a quem, quando tinha poder, tratou, aliás, da mesma forma – José Serra mostra que é o candidato que mais tem conteúdo e identidade reacionários.
“Serra levaria os tucanos a 18% das intenções de voto, porcentual idêntico ao de Marina”, observa Marcos Coimbra. Muito acima, a esta altura, que os 13% registrados por Aécio com toda a exposição que tem.
Serra é, sem dúvida, a candidatura mais sólida – o que não quer dizer mais promissora – do campo conservador. Se decidir ser candidato, contra a vontade da cúpula tucana, é obvio que o PPS lhe abrirá as portas até o último minuto do prazo legal. E isso é praticamente o fim de qualquer possibilidade de Aécio de tomar a frente entre os candidatos de oposição ao governo, porque será inevitável que eles sejam “inimigos” na disputa pelo voto conservador e pelo ragional (SP e MG).
A indefinição, até agora, tem sido inimiga da oposição, porque a paralisia.
Fernando Brito
No Tijolaço
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A previsível recuperação da popularidade de Dilma

Os números da nova pesquisa do Vox Populi não causam surpresa.
De novo com uma vantagem enorme
O Diário não tem pretensões a pitonisa, é evidente.
Mas.
Mas, conforme dissemos lá para trás, o solavanco na popularidade da presidenta Dilma Rousseff nas chamadas Jornadas de Junho era um fenômeno previsível e, sobretudo, passageiro.
Só viu ali a derrocada da candidatura de Dilma quem quis ver, ou por paixão ou simplesmente por miopia.
Menos por seus méritos e mais pelos defeitos extraordinários da oposição, Dilma caminha para uma reeleição que provavelmente se dará ainda no primeiro turno.
Analisemos, primeiro, Dilma.  Sob ela, os avanços sociais imprescindíveis para que o Brasil se torne um dia uma grande Escandinávia vieram, até aqui, numa velocidade frustrante.
Os protestos de junho – não os diminutos que enveredaram pela falácia miserável do brado anticorrupção, aspas, mas os grandes que pediram mais justiça social, sem aspas – traduziram nas ruas a insatisfação com a baixa velocidade da retirada de privilégios de quem já tem há muito tempo privilégios demais.
Dilma, por tudo que tem dito, parece ter compreendido a mensagem. Acomodar interesses retarda demais as coisas – e o Brasil tem pressa.
A forma como ela enfrentou a resistência ao Mais Médicos sugere que ela entendeu que conciliar, às vezes, é a pior escolha não para ela ou seu partido – mas para os milhões de brasileiros desvalidos.
O choque de junho pode ter um efeito revigorador para Dilma em seus próximos anos de poder.
Quanto à oposição, é uma pequena tragédia, infelizmente. Infelizmente porque uma boa oposição sempre faz bem a um país: os partidos se esforçam por serem uns melhores que os outros aos olhos do eleitor.
Mas.
O principal partido de oposição, o PSDB, não foi capaz de entender que para não se transformar em sucata tem que colocar o combate à iniquidade no topo do topo de sua agenda.
A agonia do PSDB deriva, em grande parte, da relação nefasta que seus líderes estabeleceram com a mídia tradicional.
Uma vez que para as grandes empresas jornalísticas justiça social é uma maldição, os tucanos imaginam que, fazendo dela sua prioridade, perderão o apoio maciço da mídia.
Há fundamente nesse medo. Mas a alternativa a uma mudança radical é as coisas ficarem exatamente como estão: o PSDB é empurrado pela mídia mas cada vez mais desprezado pelos eleitores.
Não há capa da Veja, não há entrevista no Jô, não há comentários de Jabor – não há nada que a mídia tradicional possa fazer para erguer o PSDB.
Por uma razão: ela caiu num enorme descrédito. Graças sobretudo à internet, que rompeu o controle de poucas famílias na divulgação de informações, os brasileiros sabem hoje que as empresas de mídia defendem, primeiro e acima de tudo, seus próprios interesses políticos e econômicos. A esses interesses privados elas dão, caprichosamente, o nome de interesses públicos.
Pausa para rir.
Por tudo isso, 2014 está provavelmente decidido para Dilma.
No DCM
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Por onde andou o dinheiro do propinoduto tucano

Novas revelações sobre a arquitetura do escandaloso conluio formado por empresas multinacionais para vencimento de licitações do metrô e da CPTM tornam cada vez mais inverossímil a estratégia do tucanato paulista de se colocar como vítima do esquema consolidado ao longo de suas sucessivas administrações no Estado de São Paulo.
Em nova reportagem sobre o caso, a revista IstoÉ mostrou como as empresas integrantes do cartel, lideradas pela alemã Siemens e pela francesa Alstom, agiam para pagar propinas a políticos ligados ao governo do PSDB paulista, como contrapartida ao favorecimento nas licitações e superfaturamento nos contratos.
A reportagem teve acesso a documentos enviados pelas autoridades suíças ao ministério da Justiça, os quais comprovam a existência de uma conta bancária no país europeu para abastecer o "propinoduto tucano". A conta, conhecida como "Marília", foi aberta no Multi Commercial Bank, hoje Leumi Private Bank, em Genebra, e, segundo as investigações, movimentou cerca de R$ 64 milhões entre 1998 e 2002.
O dinheiro, como detalha a reportagem, é originário de um complexo circuito financeiro que envolve empresas abertas em paraísos fiscais, gestores de investimento e lobistas. A justiça suíça rastreou a movimentação e descobriu que os depósitos na conta "Marília" seguiam os parâmetros de lavagem de dinheiro internacional.
Entre os beneficiários da "Marília" estão pessoas muito próximas dos tucanos, como Robson Marinho, que foi homem de confiança e coordenador de campanha do ex-governador Mário Covas, e os empresários Arthur Teixeira e José Geraldo Villas Boas, que tinham ligação com o secretário dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, e com o diretor de operação e manutenção da CPTM, José Lavorente.
A matéria faz menção também a uma outra conta investigada, em nome do mesmo Villas Boas e de Jorge Fegali Neto, diretor de projeto do Ministério da Educação na gestão do ex-presidente FHC. A dupla tem 7,5 milhões de euros bloqueados pela justiça suíça e é indiciada pela nossa Polícia Federal sob a acusação de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Será que diante de todos esses fatos, os tucanos paulistas continuarão dizendo que não há indícios de envolvimento de autoridades do seu partido no caso? E a grande mídia, continuará conivente e disseminando essa versão fantasiosa de que os governadores do PSDB foram apenas espectadores das negociações fraudulentas? E, caso fossem apenas espectadores, consideram que não há problemas nisso?
Estamos falando de concorrências viciadas e superfaturamentos que podem ter lesado os cofres públicos em bilhões de reais. Será que isso não é relevante, não é de interesse da sociedade? E o Ministério Público do Estado? Cumprirá seu papel de fiscalizar os atos administrativos do Executivo, ou continuará tratando as investigações como um acordo feito exclusivamente entre as empresas, sem anuência e participação das gestões públicas que as contrataram? Por fim: por que após todas essas graves denúncias o governador Geraldo Alckmin mantém no cargo e conduzindo novas licitações agentes públicos apontados nas investigações? Por que continua assinando contratos com as empresas suspeitas?
A ausência de respostas a essas questões essenciais só evidencia o quanto os governos tucanos têm se amparado na cumplicidade que possui com a grande mídia e com setores do Ministério Público para fugir às suas responsabilidades e continuar tratando o povo de São Paulo com um descaso vergonhoso.
ZéDirceu
No 247
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Veja diz que “busca a verdade” há 45 anos

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Num editorial que mais parece uma piada, o diretor Eurípides Alcântara escreve que a revista "nunca parou de buscar a verdade", desde o seu primeiro número, e de "pôr a mão onde muitos tiveram medo de fazê-lo, de denunciar o que deveria ser denunciado, mas também de elogiar o que merece ser elogiado"; seu discurso continua: "Veja descobre os escândalos de corrupção, cobra consequências e continua correndo atrás de outras revelações"; não é brincadeira, está tudo lá; menos, é claro, a citação de sua cínica cobertura do 'propinoduto' tucano em São Paulo ou dos grampos clandestinos que conseguiu com Carlos Cachoeira
Num texto que mais parece uma piada, o diretor da Veja, Eurípides Alcântara, escreve que a revista "nunca parou de buscar a verdade", desde o seu primeiro número. O editorial é uma celebração aos 45 anos da revista, que terá uma edição especial com 45 reportagens que "fizeram – e fazem – história", além de "investigações de fôlego e uma coletânea de artigos".
A melhor palavra que descreve a Carta ao Leitor seria cinismo. Além da tal "busca a verdade" durante mais de quatro décadas, Alcântara diz que a publicação também nunca deixou de "pôr a mão onde muitos tiveram medo de fazê-lo, de denunciar o que deveria ser denunciado, mas também de elogiar o que merece ser elogiado".
Ele continua: "Veja descobre os escândalos de corrupção, cobra consequências e continua correndo atrás de outras revelações". Como exemplos, cita o chamado 'mensalão' e a suposta compra de votos que garantiu a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso pelo Congresso. Acontece que a própria Veja, tucana, já rebateu essa tese, comprovada no mais novo livro do jornalista Palmério Dória, O Príncipe da Privataria.
Tudo isso está no editorial de Veja que foi às bancas neste fim de semana. Menos, é claro, uma citação à cínica cobertura do chamado 'propinoduto' tucano, que envolveu ao menos três governos do PSDB em São Paulo, mas que a revista não citou o nome de nenhum, apenas disse que "há indícios" do esquema de cartel e ainda conseguiu incluir um petista na história (relembre aqui).
Também não há nada a respeito dos grampos clandestinos que o diretor da sucursal de Brasília, Policarpo Júnior, conseguia com o contraventor Carlos Cachoeira. Outro caso que causou repercussão - mas que também não é citado pela revista - foi a invasão do repórter Gustavo Ribeiro na suíte do ex-ministro José Dirceu, no Hotel Naoum, em Brasília, em 2011.
Agora é aguardar a "edição histórica" dos 45 anos de Veja para saber o que mais virá.
No 247
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José Serra, outro “black bloc” abandonado, ataca os EUA. E toma de novo!

Socorram-se os versados no assunto, mas creio que alguma estranha conjunção astral está se dando.
Primeiro, foi a Globo renegando o golpe.
Depois, os golpistas renegando a Globo.
Aí a Globo renega os black blocs.
E, no dia em que o Caetano Veloso posa para a Globo de Black Bloc, os hackers invadem o twitter do Globo.
E as gravitações deste astral chegaram a José Serra, que o Globo teimou, no mesmo caderno em que cuspiu no Golpe, ter sido atingido por um bólido na cabeça, durante a campanha de 2010.
Serra solidarizou-se a Dilma no caso da espionagem americana e foi “ovacionado” por sua torcida.
serratwtE parece que ele gostou, porque repetiu a dose, atacando de novo o governo americano por seus planos de atacar a Síria.
Não deu outra. Está levando outra surra de cipó dos comentaristas.
Reproduzo algumas chineladas:
Nossa, Serra, você anda se mostrando um lado “anti-americano”. Está se bandeando pro lado dos comunistas ou está só voltando no tempo? O que está acontecendo? #decepção
Amado José Serra, reafirmo: NÃO HÁ SERRISTA NO MUNDO COMO EU! Mas acho que as pancadas que você vem levando dos traíras do partido não estão fazendo bem às suas ideias! Lástima.
É impressão minha, ou é um petista com recalques dos EUA. Neste planeta, desde que apareceu o homem, a coisa é assim, manda o mais forte e obedece quem tem juízo. Ficar aqui como um vira-latas reclamando do monstro? Coisa de comunista.
O que está acontecendo com o sr. Serra? Tá de mãos dadas com a corja petista, que concedeu a Ordem do Cruzeiro do Sul ao Ditador assassino Al Assad? Jesus Cristo, homem de Deus, vc perdeu o rumo! Sempre, sempre votei na sua pessoa mas suas últimas atitudes são um desastre! NUNCA MAIS VOTO NO SENHOR
É, dá pra começar a achar que não era bolinha de papel, não…
Fernando Brito
No Tijolaço
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Criança Esperança arrecada até agora R$ 14.808.000,00

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Esquerda 1 vs. Direita 0

No fla-flu aberto com as demonstrações de junho, a esquerda ganhou a primeira partida. Não me refiro à redução no preço das passagens, pois esta foi concedida no susto, sob o impacto de protestos que mobilizaram o espectro ideológico inteiro. A vitória "gauche" se deu no campo da medicina.
Provavelmente orientado por pesquisas, o governo percebeu que a saúde unificava os jovens das passeatas à insatisfação popular expressa na queda de apoio aos governantes. Resolveu, então, desengavetar o Mais Médicos, apresentando-o como resposta à voz das ruas. Embora não se dirigisse às grandes cidades, onde os movimentos foram mais fortes, o programa tinha a sensibilidade social necessária para o momento.
Movida por um sentimento de força conjuntural, talvez pela presença massiva de bandeiras brasileiras e cartazes contra a corrupção nas avenidas, a direita encampou o corporativismo de uniforme branco, estimulando as associações de classe a uma oposição frontal ao projeto do Executivo. Engrossadas ainda pela irritação da classe média a tudo que venha do PT, as primeiras reações ao plano de trazer estrangeiros foram tão veementes que pareciam condenar a iniciativa a não sair do papel.
O erro da direita foi não ter percebido que a força da proposta estava na sua fraqueza. Com efeito, o Mais Médicos não vai reverter as graves deficiências vigentes nas extensas periferias metropolitanas. Para tanto, é provável que só uma reforma tributária, profunda o suficiente para gerar recursos de monta, fosse capaz de realizar o preceito constitucional de um verdadeiro sistema único e público de saúde.
Mas, justamente por se dirigir a comunidades afastadas - onde, aliás, está hoje a base eleitoral do lulismo - nas quais não há atendimento algum e os profissionais brasileiros não querem ir, a proposta tem legitimidade inquestionável. Em poucas semanas, as corporações ficaram isoladas, sendo obrigadas a recuar para um obsequioso silêncio. Enquanto isso, a aprovação governamental voltava a subir.
Para coroar, houve o condimento simbólico. Embora duramente criticada pelos setores democráticos da esquerda, Cuba ainda mora no coração de boa parte dos que sonham com uma sociedade igualitária. O despojamento e a disposição dos médicos cubanos que aqui desembarcaram, alvos de preconceitos absurdos, deu um quê de superioridade moral ao time vermelho.
Contudo, atenção: as batalhas decisivas se darão no terreno da política econômica, no qual, cumpre ressaltar, nada indica que o resultado, qualquer que seja, venha a ser obtido de modo tão ameno. O campeonato prenuncia-se longo.
André Singer
No fAlha
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Dia da Independência: Se Deus é brasileiro, o Tinhoso também

Não. O hino nacional brasileiro não foi eleito um dos mais bonitos do mundo. Mas temos tristes índices de analfabetismo e mortalidade infantil.
Também é mito que a bandeira nacional (cujo verde não tem nada a ver com “nossas matas” e o amarelo com “nosso ouro”)  é considerada uma das mais belas do mundo. Mas somos reconhecidos pelas altas taxas de desmatamento.
O povo brasileiro não é o mais alegre do planeta. Mas é um dos campeões mundiais de desigualdade social.
A democracia racial, apesar de alardeada como exemplo planetário, não existe e, por isso, não nos define. O que nos explica são séculos de escravismo.
A mulher brasileira não é a mais bonita do mundo. Mas somos um país reconhecidamente machista.
Nossa comida não foi eleita a mais gostosa. Mas estamos entre os campeões de uso de agrotóxicos.
Não está escrito em lugar algum que teremos um futuro grandioso pelo frente. Nem que teremos um futuro.
Em suma, muito cuidado. Datas como essa servem para compartilhar ou empurrar elementos simbólicos que, teoricamente, ajudam a forjar ou fortalecer a noção de “nação”. Mostrando que somos iguais (sic) e filhos da mesma pátria (sic) – mesmo que a maioria seja tratada como bastardos renegados.
Afinal, se Deus for brasileiro, o Diabo também será.
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A Folha de S.Paulo: jornal ou panfleto?

O que é isto, a Folha de S.Paulo transformou-se nesta sexta-feira (6) num panfleto partidário e de convocação de manifestações de protesto de grupos organizados da direita? Vejam as páginas 10 e 11 do primeiro caderno do jornal hoje. Só tem matérias promovendo e convocando os atos da direita para a data nacional do Brasil, o 7 de setembro.
O jornal diz que as suas fontes para o levantamento das manifestações em 149 cidades brasileiras são os organizadores e a PM, as polícias dos Estados. E o jornal, sempre cauteloso quanto ao número de participantes nestes atos quando promovidos pelos partidos e organizações à esquerda, já avança, ou melhor dizendo, faz propaganda que 398 mil pessoas confirmaram pelo Facebook participação nos protestos. Desde quando essa confirmação significa presença garantida?
A se confiar em suas informações e “fonte”, a Folha agora passa a desempenhar um papel de aliada das PMs. Quem nas polícias fornece os levantamentos à Folha, o P2, serviço reservado das PMs? Mas as informações destes P2 não são reservadas? Qual a confiabilidade delas? Para a Folha, tornam-se confiáveis desde que sejam para ajudar os grupos de direita a organizarem seus protestos?
O que dizem o manual de redação da Folha neste caso e o que dirá a ombudsman do jornal em sua coluna no próximo domingo? E qual é o objetivo da Folha com essa cobertura que coloca no mesmo plano entidades públicas conhecidas e respeitáveis e redes anônimas? Que situa no mesmo nível de importância manifestações sociais tradicionais (exemplo, o Grito dos Excluídos), com as da direita? E nestas, escondem a participação nas redes de deputados e vereadores da direita e de partidos como o PSDB…
Ao dar esta notícia, esse mapa, e incentivar participação nos protestos, a Folha está fazendo cobertura ou está com a doença global (da Globo) de convocar manifestações?
ZéDirceu
No Justiceira de Esquerda
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Florianópolis e Blumenau são suspensas do Mais Médicos

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O Ministério da Saúde suspendeu as cidades catarinenses do programa por não aceitarem profissionais estrangeiros sem a revalidação do diploma
O Ministério da Saúde suspendeu as cidades catarinenses de Florianópolis e Blumenau do Programa Mais Médicos por não aceitarem profissionais estrangeiros sem a revalidação do diploma. As prefeituras aderiram ao programa, porém baixaram decretos determinando que não serão aceitos médicos formados no exterior sem o diploma revalidado pelo Exame Nacional de Revalidação de Diplomas (Revalida).
O ministério notificou os municípios informando que a medida provisória, que institui o Mais Médicos, prevê a atuação dos profissionais sem a revalidação do diploma e tem força de lei. Para continuar no programa, as cidades devem cancelar os decretos. Do contrário, serão descredenciadas do Mais Médicos.
Os profissionais selecionados para trabalhar em Florianópolis e Blumenau foram remanejados para outros municípios para que não fossem prejudicados, de acordo com o governo federal.
Lançado no dia 8 de julho, o Mais Médicos tem como uma das metas levar profissionais para atuar durante três anos na atenção básica à saúde em regiões carentes do Brasil. A medida provisória que cria o programa prevê que os médicos estrangeiros podem trabalhar no Mais Médicos sem precisar passar pelo Revalida. Se o médico quiser atuar em outro local, precisará passar pela revalidação do diploma.
Yara Aquino
No Agência Brasil
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Bebesse é, Aécio?

Ele promete levar à Justiça fala de Dilma

Nota do presidente nacional do PSDB - senador Aécio Neves
O Brasil assistiu, nesta sexta-feira, a um triste episódio na história da nossa democracia.
Desrespeitando o cargo que ocupa, a presidente Dilma Rousseff transformou o espaço republicano de rede nacional de rádio e TV, prevista para finalidades específicas, em acintosa ferramenta eleitoral.
Com isso, não desrespeita apenas o cargo que ocupa. Desrespeita, a data que deveria celebrar, os brasileiros que deveria representar e a legislação pela qual deveria zelar.
Na ânsia de tentar reconquistar, a qualquer custo, a popularidade perdida, a presidente diminui a si mesma ao legitimar a prática do vale tudo. E, antecipando o calendário, encarna o aviso que já havia dado ao país de que "na hora da eleição, podemos fazer o diabo".
O que se constata, a partir de mais esse pronunciamento, é que o país tem uma candidata ocupando a cadeira de presidente da República.
Em nome da democracia, patrimônio de todos os brasileiros, o PSDB denunciará esse ato à Justiça, pela agressão às regras democráticas e por significar propaganda eleitoral antecipada, agravada por se realizar às custas do dinheiro público.
Aécio Neves
Presidente Nacional do PSDB
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Bolivia entrega a Brasil informe detallado sobre corrupción de senador Pinto

 
Tres ministros bolivianos entregaron este viernes a autoridades brasileñas una voluminosa documentación sobre cinco juicios en los que está acusado el senador Roger Pinto, quien recientemente se negó a comparecer frente a dos comisiones del congreso de Brasil por delitos de corrupción cometidos en Bolivia.
El senador boliviano se encuentra en Brasil tras abandonar su país sin autorización del Gobierno boliviano; razón por la cual una misión encabezada por el ministro de Gobierno, Carlos Romero, quien llegó a Brasilia acompañado por las titulares de Justicia, Cecilia Ayllón; de Transparencia y Lucha contra la Corrupción, Nardy Suxo; y el fiscal general del Estado en funciones, Roberto Ramírez, entregaron la documentación.
La comitiva fue recibida por el ministro de Justicia brasileño, José Eduardo Cardoso, con quien permanecieron reunidos durante cerca de dos horas con la intención de que Pinto sea devuelto a Bolivia para que rinda declaraciones por sus delitos ante la justicia de este país.
"Es una documentación muy grande", declaró Cardoso sobre las numerosas y gruesas carpetas recibidas de los funcionarios bolivianos.
Pinto estaba acogido en la Embajada de Brasil en La Paz desde el 28 de mayo de 2012, pero el pasado 23 de agosto salió de Bolivia sin el salvoconducto necesario de parte del Gobierno de Evo Morales, con ayuda de diplomáticos y escoltado por soldados brasileños.
Bolivia protestó enérgicamente por la salida de la embajada con la complicidad brasileña y el asunto fue objeto de una reunión entre los presidentes Morales y Dilma Rousseff en el marco de la Cumbre de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur) celebrada en Surinam donde se dio por superada la tensión entre ambos países.
Sin embargo la decisión del presidente de Bolivia Evo Morales, de que Pinto regrese sigue en pie, pues necesita que responda ante la justicia de esta nación por los delitos que enfrenta.
Pinto tiene pendientes cuatro denuncias por delitos de corrupción, además de otros 10 procesos por acusaciones comunes.
Entre los procesos que son investigados se encuentran la adjudicación sin licitación para la construcción de cuatro desembarcaderos, investigación por uso indebido de influencias y legitimación de ganancias en el caso del Bingo Bahiti, la venta de terrenos del Estado a personas particulares, entre ellas extranjeros, y la entrega de 30 millones de bolivianos como fondos de avance sin fiscalización ni rendición de cuentas.
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Charge online - Bessinha - # 1920

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Na Rússia, Dilma concede entrevista coletiva após participar do G20

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Sob R$ 0,20


Documentário sobre as manifestações ocorridas em Junho de 2013, em São Paulo, que culminaram com a revogação do aumento de vinte centavos da tarifa de ônibus.
Muda - Movimento Urbano de Diálogo Audiovisual:
Uma produção em parceria com a Samsara Filmes.
Produzido de maneira totalmente independente por Gustavo Canzian e Marco Guasti.
Ficha Técnica:
Câmera, edição e pós
GUSTAVO CANZIAN
Entrevistas, captação de som e tradução
MARCO GUASTI
Animação
RODRIGO ARANHA
Identidade gráfica
VICTOR BUSTANI
Ilustrações
THAIS COSTA
Trilhas
INKY - GORILLA
MEL AZUL - MANIFESTO BR
PIERRE GILARDI - INVERNÉTICA (DOC. EDIT)
Agradecimentos especiais
TODOS ENTREVISTADOS
ADRIEN TUZI
CAROLINA BRANDÃO
DIEGO BRITTO
FERNANDO SOARES DE CAMARGO
GIULIANA ANGELUCCI
JORGE GABRIEL MENDES
LUISA CAPUANI
MATEO MARIN
PEDRO KENJI
PEDRO LUIZ GONZAGA
RICARDO SANTOS
THOMAZ SOARES DE CAMARGO
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