6 de set de 2013

Karen Carpenter ou Keiko Toge

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Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff

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Demência verde-amarela

Essa tal OCC - mistura tupiniquim de CCC com Ku Kux Klan - organizou um guia hilário para os manifestantes do 7 de Setembro que estão sendo convocados nos hospícios para pedir uma intervenção militar a fim de evitar o Golpe Comunista de 2014.
Algumas orientações são intrigantes:
- Usem e abusem de fitas de todos os tipos – coloquem na cabeça (Rambo) no pescoço, braços, enfim sejam criativos. Podem até usar fitas pretas como forma de expressar luto por tudo aquilo que este desgoverno está fazendo conosco.
- Dizeres sugeridos: Intervenção Militar Já; 39 Ministérios pra Quem?; Tantos Partidos pra que? Comunismo ? Coisa Nojenta. Militares Já. Índice desaprovação; Saúde 81% - Educação 49% - Seg Púb 67% - Drogas 45% - Corrupção 89% ; Plebiscito é golpe comunista; Urnas eletrônicas é golpe. Quero o comprovante do voto; Institutos de Pesquisas é (sic) uma farsa. Governo compra resultados (maquia, manipula). Mais ou menos por aí. Ao escreverem formulem uma pergunta ou façam uma afirmação. A reivindicação tema principal é: INTERVENÇÃO MILITAR JÁ. Com este tipo de pedido as forças armadas serão simpáticas ao movimento.
Então, se na multidão do 7 de Setembro aparecer um maluco vestido de Rambo tentando ser simpático com as forças armadas, não chamem a polícia, porque será inútil.
Trata-se de um combatente anticomunista altamente treinado.
(Vem cá, que diabos significa "drogas 45%"? É volume, peso ou preço?)
COMO AGIR NO 7 Setembro:
(HORÁRIO E LOCAL DO DESFILE MILITAR)
1. Convide alguém para ir contigo. Este Alguém que vai contigo deve convidar uma pessoa que também convide Alguém. E assim sucessivamente. Desta forma fica constituída uma presençaça/participação coletiva. Cria-se uma corrente de participações formando um grupo coeso e forte – crianças também devem participar ostensivamente nas cores da nação;
2. Vistam-se com roupas chamativas/coloridas que demonstrem amor pela Pátria (verde, amarelo, azul, branco). Pintem-se... muita cara-pintada.
3. Usem e abusem de fitas de todos os tipos – coloquem na cabeça (Rambo) no pescoço, braços, enfim sejam criativos. Podem até usar fitas pretas como forma de expressar luto por tudo aquilo que este desgoverno está fazendo conosco.
4. Levem algum tipo de tabuleta com dizeres. Sugerimos que escrevam de ambos os lados do cartaz a sua mensagem/protesto/reivindicação. Um cartaz feito de papelão rijo medindo 40x60cm (aproveitar caixas vazias de supermercados, lojas) fica com um tamanho leve e prático de se carregar. Pode conduzí-lo segurando pelas bordas ou fixar um suporte fino de madeira (haste da tabuleta) para aumentar a vizualiação e melhorar o seu manuseio. Leve uma ou mais tabuletas em branco para dar pra alguém que deseje também participar (leve algo para que ele possa escrever a sua mensagem – tinta, caneta, carvão, baton velho, etc). O grupo pode confeccionar uma faixa grande que ocupe a largura de uma rua... nela escrevam o que julguem ser mais importante/destaque de suas reivindicações.
5. A escrita deve ser feita com algo em cor bem visível. Nos dizeres não utilizem palavras tais como:
- Abaixo isto ou aquilo (muito vago)
- Queremos mais Educação ( quanto?)
- Mais isto mais aquilo ou Menos isto menos aquilo (vago)
- Melhor segurança...(quer dizer que o que tem está bom?)
Tais dizeres, tais apelos, tais pedidos fazem com que o desgoverno venha a público dizendo que: Estamos fazendo o possível, e sabemos que precisamos fazer mais – discurso de estelionatários. Mais de nada é nada.
6. Dizeres sugeridos: Intervenção Militar Já; 39 Ministérios pra Quem?; Tantos Partidos pra que? Comunismo? Coisa Nojenta. Militares Já. Índice desaprovação; Saúde 81% - Educ 49% - Seg Púb 67% - Drogas 45% - Corrupção 89% ; Plebiscito é golpe comunista; Urnas eletrônicas é golpe. Quero o comprovante do voto; Institutos de Pesquisas é uma farsa. Governo compra resultados (maquia, manipula). Mais ou menos por aí. Ao escreverem formulem uma pergunta ou façam uma afirmação. A reivindicação tema principal é: INTERVENÇÃO MILITAR JÁ. Com este tipo de pedido as forças armadas serão simpáticas ao movimento.
7. Como se comportar – Fiquem o mais próximo um do outro (grupo que formaram) para mutuamente se protegerem. Ao se deslocarem o façam lentamente, sem correrias e atropelos, de forma a verem e serem vistos pelas forças de segurança (PM) de que são da paz. Com serenidade poder-se-á identificar àqueles com intenções de tumultuar o ambiente, atraindo a PM para atacar, e dissolver a marcha pela liberdade da Pátria. Evitem andar por calçadas ou locais que existam Bancos, Lojas que disponham de grande vidraças. Este ambientes são os alvos preferidos dos arruaceiros, atraindo a PM para atuar com violência, dispersando. Eles quebram (são profissionais contratados) e astuciosamente evadem-se do local deixando o povo apanhar. Povo com medo fica em casa. Ficando em casa não protesta, não reivindica, acovarda-se.
8. Começou o tumulto afastem-se, sentem ou parem onde estiverem. Sempre que possível fotografem/filmem os que está acontecendo. Mas lembrem-se que eles podem te atacar porque não querem ser posteriormente identificados. Lembre-se sempre: o Governo odeia povo clamando, apontando, criticando. Principalmente este desgoverno corrupto, venal.
9. Esta é uma contribuição para que o movimento saia do Facebook e vá efetivamente para as Ruas tomando forma concreta. Aqueles que desejarem participar deverão fazê-lo pelo período da manhã do dia 7 de Setembro. Explico por que pela manhã: é neste momento que as forças armadas estarão desfilando pelas ruas e avenidas; nestas vias haverá segurança o que auxiliará às nossas manifestações, à liberdade de nossas presenças; se os baderneiros aparecerem terão que se haver com as forças armadas, com o policiamento que isola o local; a imprensa estará cobrindo estes locais; a população que irá assistir aos desfiles certamente gostará de participar engajando-se no movimento em prol da Liberdade da Pátria. Poderemos após ou mesmo antes dos desfiles, também desfilar com alegria pela Av ou a Rua por onde os militares desfilarão, o que certamente surtirá o impacto desejado. Será o POVO desfilando para reivindicar mais uma vez a Independência de seus algozes.
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divulgue via e-mail e por todos os meios que dispõe para propagar está mensagem. Sucesso... e até a Vitória Final.
Leandro Fortes
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O acampamento montado por um atirador treinado, diante do palanque de Dilma

Não sou policial, nem policialesco.
Mas não sou irresponsável e peço a sua atenção para o que vou descrever e mostrar.
Nao estou sugerindo que seja um atentado. Mas a história é de arrepiar.
O Globo publica agora à tarde que um grupo de “manifestantes” acampou diante do palanque presidencial montado para o desfile de Sete de Setembro.
Nada demais, todos têm o direito de se manifestar.
E a gente tem o direito de saber quem são.
O jornal os identifica como integrantes do Movimento Brasil Contra a Corrupção.
Que tem um site na internet, o mbcc.com.br registrado por Geraldo Magela Abreu, um de seus autores e o dono do registro do domínio na internet.
Do Movimento e de outro, como os “Amigos do Tiro”, ainda em construção.
Geraldo é um entusiasta de armas e pode ser visto aqui treinando tiros de pistola.
Será que os alegres meninos que estão sentados ali sob a égide de seu “MBCC” sabem que seu líder é um “sniper”?
Nao estou acusando Geraldo de nada, a não ser de pertencer à este grupinho de maníacos que realizam suas frustrações segurando um cano de pistola, como aliás ele deveria ter aprendido, já que se identifica como aluno de psicologia da Uniceub.
Mas é bom que todo mundo saiba com quem está se metendo e, ainda que, por precaução e civilizadamente, seja feita uma verificação de se Geraldo estará portando um arma, com o treinamento que fez para usá-la, ali bem defronte ao palanque presidencial.
Todas as páginas que comprovam o que estou dizendo podem ser vistas aqui, aqui, aqui e aqui.
E, abaixo, o video do treinamento de Geraldo com uma pistola Glock, que ele mesmo colocou no Youtube.
Fernando Brito
No Tijolaço
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Pesquisa Vox Populi/CartaCapital: Dilma é favorita em todos os cenários

Dilma Roussef 
Marcelo Camargo/ABr
A pouco mais de um ano para as eleições, a presidenta Dilma Rousseff aparece como favorita para a reeleição em todos os cenários para a disputa em 2014. É o que aponta a pesquisa Vox Populi/CartaCapital realizada entre 7 e 11 de junho.
Nas pesquisas de intenção de voto estimulada, quando o eleitor é submetido a uma lista de candidatos, Dilma venceria em um eventual confronto os possíveis candidatos Marina Silva (Rede Sustentabilidade), Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Neste cenário, a presidenta conseguiria 51% dos votos, enquanto Marina e Aécio teriam 14% cada um e Campos, 3%. Votos brancos, nulos ou eleitores indecisos representam 18% do eleitorado.
Quando o cenário apresenta Dilma, Aécio e Marina, a presidenta apresenta 53% das preferências, enquanto o tucano mantém 15% e a ex-ministra do Meio Ambiente, 14%.
Quando o eleitor tem de escolher entre a presidenta, o tucano José Serra e Marina, Dilma volta a apresentar 51% dos votos, contra 18% do ex-rival da eleição de 2010 e 13% de Marina.
Performance semelhante apresenta Dilma em um quarto contexto, quando o eleitor se decide entre a presidenta, Serra, Marina e Campos. Enquanto a petista fica com 51% das preferências, Serra mantém 18%, Marina tem 13% e Campos fica com 3% das intenções de voto.
A presidenta conquistaria a maior parte dos votos femininos e masculinos. Entre os homens, 49% disseram pretender votar em Dilma – contra 17% que optariam pelo mineiro, 14% por Marina e 3%, pelo candidato do PSB. Entre as mulheres, Dilma é mais popular. Cerca de 53% das entrevistadas a têm como candidata preferida, enquanto 12% preferem Aécio; 13%, Marina Silva; e 3%, Campos.
De forma espontânea, 24% dos entrevistados disseram que votariam em Dilma se a eleição fosse hoje, enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é citado por 10%. Aécio Neves (PSDB) aparece com 4%, José Serra, com 2%. Marina Silva e Eduardo Campos têm 1% cada um. Cerca de 8% dos entrevistados disseram que votariam branco ou nulo e 48% não souberam responder.
Neste critério da pesquisa, o nome de Dilma é mais recorrente no Nordeste: 33%. No Sul, a presidenta conseguiria 30% dos votos; no Sudeste, 19%; e no conjunto Centro-Oeste / Norte, 17%. Lula é citado por 18% dos eleitores do Nordeste, 10% do Centro-Oeste / Norte, 6% do Sudeste e 5% do Sul.
Nível de conhecimento. Dos possíveis candidatos à eleição presidencial em 2014, Dilma é a candidata mais conhecida entre os entrevistados. Nada menos que 92% dizem conhecê-la “muito bem” ou ter informações sobre a presidenta; 82% afirmam conhecer Serra; 55% dizem conhecer Marina Silva; 39%, Aécio Neves; e 15%, Eduardo Campos.
Quando se trata de rejeição, Serra aparece com o maior índice. Dos entrevistados, 26% disseram que não votariam nele “de jeito nenhum”. Dilma vem em segundo, com 16%, seguida por Campos (12%), Marina (9%) e Aécio (8%).
A primeira rodada da pesquisa Vox Populi/CartaCapital foi feita antes dos protestos que tomaram diferentes cidades do País contra a tarifa de transporte público. O resultado, no entanto, mostra-se alinhado com levantamentos de outros institutos, como o do Ibope de 25 de novembro de 2012, no qual Dilma recebeu 26% das intenções de voto, sete pontos a mais Lula (19%), os tucanos José Serra e Aécio Neves somaram 4% e 3% cada, respectivamente, e Marina Silva ficou com 2%.
Para o levantamento foram entrevistados 2.200 eleitores maiores de 16 anos em áreas urbanas e rurais de 207 municípios, em todos os estados brasileiros (exceto Roraima) e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2,1 pontos para mais ou para menos.
A consulta feita em parceria será realizada, em média, de dois em dois meses, o que permitirá análises comparativas com base em uma mesma pesquisa.
* * *
A primeira pesquisa da parceira Vox Populi/CartaCapital confirma os dados mostrados por outras recentes e ajuda a explicá-los. Como as demais, ela indica um elevado nível de satisfação da população com a situação nacional e alta aprovação do governo Dilma Rousseff.
Mundo afora, são poucos os países e os governantes que alcançam resultados semelhantes. Se na quase totalidade da Europa ou nos Estados Unidos saísssem pesquisas como as atuais no Brasil, muita gente por lá soltaria foguetes.
A mais evidente consequência da prevalência desses sentimentos é a folgada dianteira de Dilma nos cenários para a eleição presidencial de 2014. Ela é a destacada favorita, seja nas menções espontâneas, seja diante de qualquer simulação com adversários possíveis.
De novo, tanto quando se comparam suas perspectivas eleitorais com aquelas de outras lideranças internacionais quanto com a situação de seus antecessores em momento semelhante, a presidenta tem muitos motivos para se alegrar. A 15 meses do pleito em que disputaram a reeleição, Fernando Henrique Cardoso e Lula tinham números piores comparados aos atuais de Dilma. E ambos terminaram por vencer.
Quando cotejamos as pesquisas de junho com aquelas realizadas há alguns meses, registram-se, porém, quedas. Seja nos resultados publicados do Datafolha e da CNT, seja em levantamentos não divulgados de outros institutos (entre os quais da própria Vox Populi), elas são perceptíveis.
São quedas pequenas, insuficientes para mudar o panorama geral. Satisfação (com o Brasil), aprovação (da presidenta) e favoritismo (da candidata) continuam predominantes, por largas maiorias.
A nossa cultura política se desacostumou, no entanto, das oscilações negativas nas pesquisas de avaliação do governo, tão comuns no resto do mundo e tão frequentes em nosso passado recente. Qualquer queda, por menor que seja, passou a ser considerada “anormal” e prenúncio de mudanças definitivas nos humores da população.
Do lado do PT, de seus aliados e simpatizantes, difundiu-se a crença de que na seria capaz de arranhar a solidez dos sentimentos populares em relação ao governo. Do lados das oposições, depois de tudo tentarem para abalá-los e sem obter sucesso, o desalento passou a ser regra.
Vivemos um longo ciclo de popularidade governamental em alta, iniciado com Lula em 2007 e que atravessou a transição para Dilma e durou quase seis anos. Desde quando Lula saiu incólume daquele desastre aéreo em Congonhas, que tentaram tornar responsabilidade sua, até agora, nunca tivemos qualquer inflexão nessa tendência, nem mesmo no auge da crise internacional em 2008.
Há, é claro, limites para esse movimento. O aumento ininterrupto da popularidade esbarra na reação dos opositores, que se tornam mais combativos à medida que se sentem mais acuados. Os segmentos recentemente incorporados às maiorias da aprovação são menos convictos do que aqueles apoiadores de longa data. Suas motivações são menos sólidas.
A nova radicalidade da oposição, somada à votalidade do “neogovernismo”, bastaria para explicar as quedas observadas. Mas não parece ser a única explicação.
Quando no fim de 2012 ficou nítido que o grande circo armado em torno do “julgamento do século” havia sido incapaz de alterar os prognósticos para 2014, as oposições, especialmente seu braço midiático, assestaram suas baterias para novos alvos e foram atacar a competência do governo. Passaram o primeiro semestre de 2013 em dedicação exclusiva e tempo integral na missão de desconstruí-la.
Seu maior sucesso foi transformar uma situação crônica, mas relativamente administrada, com a qual convivemos há mais de 15 anos, em problema agudo e urgente: a inflação. De tanto insistir no risco de “explosão inflacionária”, o coro da mídia oposicionista ampliou o tamanho da parcela da sociedade sempre assustada com a “carestia”.
Segundo os dados da pesquisa Vox Populi/CartaCapital, 92% dos entrevistados perceberam que os preços aumentaram nos últimos meses e 72% esperam que continuem a subir nos próximos. Ou seja, para uma significativa maioria, a situação econômica se deteriorou e tende a piorar no futuro imediato.
Metade dos entrevistados diz preocupar-se “muito” e outros 38% se “preocupam, mas não muito”com a inflação. Em maior ou menor intensidade, mostra a pesquisa, 88% da população não está tranquila com o risco do “retorno da inflação”.
Quanto desse sentimento é pura subjetividade e quanto é fato objetivo? Quem olha o conjunto dos indicadores da economia brasileira não tem dúvidas: a maior parte guia-se por temores artificialmente estimulados.
A construção da inflação como “ameaça iminente” provoca (ou aguça) sentimentos raros nos últimos tempos, quase desaparecidos: de insegurança em relação ao futuro e à capacidade do governo de resolver os problemas do País.
A população brasileira conhece bem a sensação: experimentou-a com José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco e FHC. Para ficar apenas no último, quem não se lembra do sobressalto com a volta da hiperinflação e o racionamento de energia no segundo governo do tucano?
Dois episódios encarregaram-se de ampliar a sensação difusa de insegurança de maio para cá: os boatos a respeito do fim do Bolsa Família e a temporada de caos urbanos em São Paulo. Esta começou com manifestações inteiramente comuns na democracia, contra aumento nos preços das passagens de ônibus (assim contribuindo para tornar mais consistente o “medo da inflação”), mas logo virou um quebra-quebra e estimulou imagens assustadoras na cobertura dos canais de televisão. Quem ganha com o aumento da insegurança da sociedade? Os porcentuais de popularidade perdidos pelo governo se transformam em algo positivo para alguém?
Não, sugere a pesquisa. Em parte pelo fato de o processo de perda não ser grande e parecer limitado. Também pela ausência de uma oposição com credenciais para capitalizar o desgaste. De seus possíveis candidatos, alguns têm um passado bastante pesado para carregar, enquanto outros inexistem para a vasta maioria do eleitorado.
O caso mais complicado é o do PSDB. Embora houvesse aproveitado do tempo integral da propaganda partidária nacional e de boa parte das inserções nos estados, Aécio Neves mostrou crescimento pequeno entre março e junho. Subiu somente 4 pontos porcentuais, de acordo com o Datafolha. Nesta pesquisa, varia de 14% a 15% das intenções de voto, a depender do quadro de concorrentes.
Se a primeira janela de mídia partidária foi-lhe tão pouco proveitosa, como esperar um crescimento nas duas vindouras (no segundo semestre deste ano e no primeiro de 2014), as únicas antes de começar o período da propaganda eleitoral gratuita, em agosto do próximo ano?
Com todos os acontecimentos desses primeiros seis meses de 2013, o saldo para Dilma Rousseff e o governo só pode ser considerado satisfatório. No fundo, é a oposição que deveria se preocupar. Quem acumula mais de 50% de intenções de voto, equivalentes a quase 62% dos votos válidos, tem muitos problemas a menos.
E as manifestações populares dos últimos dias? Por enquanto, é impossível estimar suas consequências eleitorais. De um lado, falta-lhes sentido político direto, pois a maioria dos participantes parece orgulhar-se de um vago viés apolítico. De outro, exatamente por isso, não favorecem ou prejudicam os candidatos reais na disputa, por mais que a direita queira se apropriar dos protestos.
Em 05 de outubro de 2014, os eleitores terão nomes concretos dentre os quais escolher, cada um com seu passado e suas propostas para o futuro. Até aqueles que são “contra tudo e contra todos” terminarão por fazer uma opção.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
No CartaCapital
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Nova pesquisa do Vox Populi dá Dilma no 1º turno

Nem o julgamento do mensalão, nem as manifestações de junho. Falharam os dois canhões utilizados pela oposição e a mídia aliada para derrubar a candidatura de Dilma Rousseff à reeleição em 2014.
No cenário mais provável da nova pesquisa Vox Populi, divulgada nesta sexta-feira pela revista Carta Capital, Dilma tem 38%, mais do que a soma dos seus principais adversários, que alcançam 36%, o que indicaria vitória já no primeiro turno.
A principal novidade da pesquisa é que mais do que dobrou a vantagem de Dilma sobre Marina Silva, que ficou com 19% e ainda não conseguiu legalizar seu partido, a Rede Sustentabilidade: passou de 9  para 19 pontos porcentuais. Atrás dela, vêm Aécio Neves, com 13%, e Eduardo Campos, com 4 %. No último Datafolha, divulgado no começo de agosto. Dilma tinha 35% e a soma dos adversários dava 47%. Agora, no Vox Populi, ela tem 38% contra 36%.
"O mesmo ocorre quando se substitui Aécio por José Serra na cabeça de chapa do PSDB ou quando o paulista é incluído como opção do PPS. Serra levaria os tucanos a 18% das intenções de voto, porcentual idêntico ao de Marina, e Dilma permaneceria com 37%. Ou seja, não haveria mudança expressiva", avalia Marcos Coimbra, presidente do Vox Populi.
A recuperação da popularidade da presidente, que antes dos protestos de junho ficava acima dos 50%, e o fato de seus adversários disputarem um mesmo eleitorado, podem explicar os ataques cada vez mais insanos e histéricos a seu governo desferidos principalmente por colunistas e blogueiros da grande mídia reunidos no Instituto Millenium, que ainda não encontraram um candidato viável para chamar de seu.
Escreve Marcos Coimbra em sua análise na Carta Capital:
"No fundo, é o que interessa no jogo político jogado neste momento, desde ao menos o instante em que ficou patente o fato de que o julgamento do chamado mensalão, por si só, seria insuficiente para provocar a derrota do "lulopetismo" na próxima eleição presidencial. Ou alguém acredita que a nossa oposição, com suas ramificações nos partidos e no Judiciário e, em especial, por meio do seu núcleo nas grandes corporações de mídia, esteve em algum momento de fato preocupada com a renovação moral da política brasileira?"
E faz outra pergunta, certamente dirigida aos que se arrependeram de ter apoiado o golpe de 1964, e estão pondo a cabeça de fora outra vez, agora com outras armas, já que mudar o poder pelo voto está difícil:
"Quais personagens que passaram os últimos 50 anos muito à vontade com nosso sistema de dominação descobriram de repente seu amor pelo povo e se tornaram democratas?”
Quem tiver respostas para estas perguntas de Coimbra pode colocar na área de comentários. O Balaio agradece.
Bom fim de semana a todos.
Em tempo: estarei ao lado de Mino Carta, diretor da Carta Capital, e sob o comando do professor Carlos Chaparro, participando amanhã, sábado, dos debates no II Salão Nacional do Jornalista Escritor, a partir das 19h, no Memorial da América Latina.
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Charge online - Bessinha - # 1919

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O julgamento da New Hit e a permissividade do Judiciário

Apenas 2% dos agressores sexuais são condenados e presos. Acusados de estupro coletivo, integrantes da New Hit permanecem em liberdade
Integrantes da banda New Hit em seu ônibus
Em 26 de agosto de 2012, duas adolescentes de 16 anos tiveram a oportunidade de chegar perto dos seus ídolos, integrantes de uma banda de axé e pagode, a New Hit, da Bahia. Elas não se conheciam. Posso imaginar a alegria das garotas, moradoras de Ruy Barbosa, a 300 quilômetros de Salvador: iam tirar fotos, postar no Facebook, guardar o autógrafo com todo o cuidado do mundo.
Poucos minutos depois, porém, o sonho delas se transformou em algo muito pior que um pesadelo. Ambas foram obrigadas a irem para o fundo do ônibus da banda, onde foram brutalmente estupradas por oito homens, com mais dois dando cobertura ao crime. Oito homens. Oito. Que as forçaram a praticar sexo oral, as penetraram, ejacularam em cima delas, xingaram, bateram. Oito homens.
Ambas registraram a ocorrência e os agressores foram presos (eles alegam que foi consensual). Ficaram 38 dias na cadeia. Ao saírem, continuavam recebendo o apoio de fãs e alguns patrocinadores. Resolveram fazer uma música para "explicar" o acontecido - e intimidar as vítimas, àquela altura sofrendo ameaças dos partidários dos acusados.
Não brinque com a verdade.
Não desrespeite a humanidade
Não tenha maldade no seu coração
Quem não enfrenta dificuldade?
Eu cresci pra realidade
Obstáculos fazem parte da transformação
É fã se lamentando, é mãe chorando
Família gritando e se humilhando
À toa, na boa, à toa
Mas a justiça de Deus nunca falhará
Ser acusado pelo delegado, e injustiçado
Mas Jesus liberta A favela pega
(o grifo é meu. o nome original da música é... A favela pega.)
A história parece nojenta demais até aqui? Eu os poupei de detalhes, como a descrição detalhada do crime, repetida pelas vítimas em juízo, na primeira vez que os acusados sentaram no banco dos réus, em fevereiro de 2013, seis meses após o crime. À ocasião, o julgamento foi adiado porque a defesa convocou dezenas de testemunhas (que não estavam no ônibus, diga-se) - nem todas conseguiram comparecer. Um subterfúgio para adiar o julgamento.
Conseguiram. A audiência de instrução e julgamento foi remarcada para ontem, 3 de setembro, na mesma cidade em que o crime ocorreu, Ruy Barbosa. Logo de início quiseram adiar novamente, sob a alegação de que o advogado do vocalista da banda, Eduardo Martins, estava doente. A juíza não aceitou, e sugeriu que o réu fosse representado por um defensor. Durante todo o dia, os réus depuseram, e o laudo científico foi apresentado: o sêmen de seis dos integrantes foi encontrado na roupa das garotas.
No fim do dia, eles finalmente conseguiram o que queriam: novo adiamento, dessa vez por dizerem que não se sentiam seguros na cidade. Durante o almoço, eles foram escrachados verbalmente por mulheres que os viram em um restaurante. Essa é a insegurança que eles sentiram. Não, não havia oito homens em cima deles, obrigando-os a manter relações sexuais.
É bastante assustador que seres acusados (com provas) de um crime bárbaro como o estupro, com o agravante de ser um estupro grupal, se sintam inseguros. Eles se sentem ameaçados, mas durante UM ANO eles continuaram fazendo shows, recebendo garotas para tirar fotos, lançando novo CD, gravando vídeos, interagindo socialmente com mulheres que poderiam ter o mesmo destino das duas garotas de Ruy Barbosa.
Enquanto isso, as duas sobreviventes tiveram que entrar em um programa de proteção, mudar de cidade, escola, nome. Tiveram que se afastar dos amigos, da família. Elas viraram as presas, as encarceradas, enquanto eles viviam por aí, numa boa, ganhando dinheiro e cantando a música que as ameaça.
Entendo que existe o devido processo legal, o contraditório, e que sequer a imprensa pode chamá-los de estupradores antes da sentença transitar em julgado. Mas a imprensa sequer falou a respeito. À exceção do R7, nenhum veículo grande noticiou a retomada do julgamento, que agora vai acontecer nos próximos dias 17, 18 e 19 (provavelmente os réus não esperavam que o adiamento seria de apenas duas semanas).
O Núcleo Negra Zeferina, da Marcha Mundial das Mulheres, está em Ruy Barbosa. As militantes feministas estiveram lá em fevereiro, estão agora, estarão novamente na retomada da audiência. Maíra Guedes, uma das militantes da Marcha, me informou que elas permanecem com a agenda de trabalho prevista, com discussões em espaços públicos de Ruy Barbosa sobre violência sexual, patriarcado, entre outros temas feministas.
"Somente 2% dos agressores sexuais vão presos. Temos que denunciar a permissividade do judiciário e a impunidade", diz Maíra. Mais de um ano depois do crime, os acusados permanecem em liberdade, sem nem mesmo termos uma sentença a respeito do caso. Depois da decisão monocrática de primeiro grau, ainda haverá espaço para recursos e mais recursos. Enquanto isso, possivelmente os integrantes da New Hit continuarão fazendo shows. Às vítimas, fica a dor, o trauma, o estigma, o medo.
Nádia Lapa
No CartaCapital
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Twitter do Globo é invadido por manifestantes

Eles pedem 'democratização da mídia que participou do golpe de 64 e apoiou a ditadura'
Abaixo, reprodução da imagem da página crackeada do jornal O Globo no Twitter:
Jornal O Globo crackeado
Aqui, nova crítica dos manifestantes contra a manipulação da mídia, de que O Globo é símbolo:
Crítica à informação manipulada pela mídia corporativa
Na página crackeada há uma referência ao Anonymous Brazil (@AnonManifest), com crítica à proibição do uso de máscaras em manifestações no Rio de Janeiro.
Página do Twitter de um perfil citado na página invadida do jornal O Globo
As manifestações marcadas para amanhã, 7 de setembro, por todo o Brasil vão da extrema esquerda à extrema direita - onde, em alguns aspectos, como o lacerdismo, se encontram.
Em boa parte, é encorajada pela mídia corporativa, que quer por o governo de joelhos para implantar sua agenda, que é coincidentemente a daquele país que espiona nosso governo e apoiou fartamente o golpe de 1964.
Também é pelo poderio dessa mídia que os demais brasileiros serão informados sobre o que se passará amanhã. A agenda-setting continua a ser determinada por ela.
E continuará assim, caso o governo não compreenda a importância da democratização da mídia e de uma maior e democrática participação popular no governo.
Uma atualização da página da pessoa que se diz do Anonimous traz uma imagem do ex-presidente João Goulart defendendo manifestações populares:
Ex-presidente João Goulart, derrubado pelo golpe civil-militar de 1964
No Blog do Mello
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Que tipo de médico o Brasil precisa?

Se as bolsas chegassem às camadas mais pobres, poderíamos ter orgulho de dizer que nossos médicos parecem com nossas mães empregadas ou nossos pais pedreiros
MédicosApesar do lançamento atrapalhado, o programa Mais Médicos tem se consolidado como uma hábil jogada do governo federal. As entidades que representam a categoria médica foram alvo fácil pela miopia política causada por lutas trabalhistas.
Em pouco tempo e com a ajuda de atos irracionais como o chamado à omissão de socorro do agora contrito presidente do Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais ou o indignante protesto contra os colegas cubanos dos médicos de Fortaleza, os médicos conseguiram se isolar da maioria da população e servir de combustível para aquecer a aprovação do governo nas pesquisas de opinião. Mas esse ambiente de polarização deixa de lado uma pergunta fundamental: que tipo de médico que o Brasil precisa?
A visão do estudante de medicina brasileiro é frequentemente resultado de um sistema que tem coerência interna na forma de enxergar seu processo de formação:
- a seleção é feita através de provas ultracompetitivas que demandam esforços adicionais no estudante;
- a carga horária é maior que a de seus colegas de outras faculdades, atende pacientes do Sistema Único de Saúde desde o terceiro ano e, se estiver em uma universidade pública, corresponde à justa retribuição pela pesada carga tributária paga no passado por seus pais.
Nessa ordem de ideias, parece absolutamente justo que a sociedade valorize social e economicamente esse imenso e longo esforço feito por esse médico quando formado.
Mas a coerência interna dessa visão não resiste à análise crítica, externa à categoria:
- os exames de admissão são realizados com perguntas sobre conteúdos que não fazem parte do ensino médio-padrão. Isso serve para excluir boa parte da população - quem duvidar, veja uma prova da FUVEST;
- os estudantes deveriam mostrar gratidão com os pacientes do SUS que realmente são compelidos a colaborar para sua formação como médicos – para um paciente do hospital universitário, se recusar a ser examinado por estudantes não é um a opção;
- o maior tempo que ocupam os estudantes de medicina nos seus estudos não significa que os esforços de estudantes de outros cursos sejam menores – a carreira de medicina requer uma carga horária extensa por necessitar de treinamentos técnicos nos hospitais. No entanto, outras carreiras exigem pesadas cargas acadêmicas e de criação que podem ser executadas em ambientes fora da universidade;
- não há sistemas de avaliação padronizados que demonstrem o aproveitamento desses estudos – afinal para o paciente o que importa é o resultado da formação e não a dificuldade do vestibular;
- os impostos pagos pelos pais não são poupança para pagar os futuros estudos dos filhos na universidade pública – se os pagaram é porque gabolsnharam mais renda que seus concidadãos. Antes, os estudantes de medicina de universidades públicas deveriam se considerar bolsistas subsidiados por muitos outros cidadãos que pagam impostos indiretos quando compram os itens de subsistência mais básicos – para saber o valor da bolsa, podem perguntar o valor de uma faculdade particular;
Tomara que algum dia essas bolsas de estudo de medicina de universidades cheguem às camadas mais pobres e que possamos afirmar com orgulho que nossas médicas parecem com suas mães empregadas domésticas e nossos médicos são a cara de seus pais pedreiros.
Cabe ainda assinalar que os que estudam em faculdade particular pagam pela infraestrutura docente, mas o custo para instituições de saúde e a colaboração dos pacientes não é necessariamente refletido nos vultosos boletos de matrícula.
O ex-ministro da saúde Adib Jatene forneceu a chave do problema há algumas semanas: as escolas médicas do Brasil estão focadas na formação de candidatos a especialistas e não em clínicos gerais ou “especialistas em gente”, segundo suas palavras.
Assim, um estudante de medicina no Brasil que desde o vestibular anseia virar ortopedista, quando faz estágio por obstetrícia sabe que o conhecimento sobre como fazer o atendimento pré-natal adequado só será necessário para ele ser aprovado no estágio e depois no exame de ingresso na residência de ortopedia. Em outras palavras, nunca fará uso prático desse conhecimento.
Portanto, focará precocemente seus esforços naquilo que será seu futuro, participará de grupos de estudo especiais como a Liga da Ortopedia, e se não for aprovado no exame de residência na primeira oportunidade, logo após formado, seguirá tentando, no entanto, a fazer um cursinho (sim, existem cursinhos para exame de residência) e dar alguns plantões para sobreviver (de preferência numa clínica ortopédica).
E onde leram atendimento pré-natal, podem ler também tratamento de tuberculose, esquemas de imunização, educação para prevenção de complicações da diabetes e outras atividades de atenção básica que se esperam de clínicos gerais.
O sistema está desenhado para que os grandes esforços que, sem dúvida, foram feitos pelos estudantes para se formar como médicos sejam focados em realizar uma especialização e não em ser bons clínicos gerais. Assim, nosso ortopedista formado após inúmeras noites de plantão termina encaminhando seu paciente ao colega dermatologista para tratar uma micose superficial da pele que não representaria desafio algum para qualquer clínico geral.
Um dos modelos aplicados em quase toda América Latina para aliviar a falta de médicos no interior dos países, o serviço social obrigatório, traz como feliz efeito colateral uma mudança de atitude no estudante de medicina.
O mesmo estudante que anseia em ser ortopedista no México ou Equador sabe, desde que é aprovado no vestibular, que deverá retribuir à sociedade pelo apoio dado por pacientes e instituições para sua formação, trabalhando em cidades do interior, em locais alocados pelo governo.
Nesse local, ele deverá atender a todos os pacientes que o procurarem, seja por malária ou por crise de asma. Dessa forma nosso futuro ortopedista mexicano ou equatoriano prestará grande atenção a todas suas aulas e práticas já que a expectativa de aplicação desse conhecimento é real, mesmo que depois ele seja aprovado para a especialidade de ortopedia, sabe que sua verdadeira prova como clínico geral está com os pacientes que ele deverá atender durante o período de serviço social obrigatório. E quando se tornar ortopedista, ainda continuará a ser um clínico geral que poderá solucionar problemas simples de seus pacientes sem precisar encaminhar a outro especialista.
Mas é possível ir além nessa discussão sobre a formação médica no contexto de nossa sociedade atual. Com que frequência os médicos informam a seus pacientes sobre o significado de seus diagnósticos, as alternativas terapêuticas e os convidam para fazer uma escolha conjunta sobre o manejo de sua doença antes de preencher o receituário?
O reconhecimento do indivíduo, independentemente de seu nível socioeconômico, como sujeito autônomo de direitos deve entrar também na porta de hospitais e ambulatórios. Esse é o verdadeiro significado dos esforços de humanização que, de forma valorosa, já fazem muitíssimos pioneiros, inclusive no SUS, mas que ainda não conseguem permear por completo as rígidas estruturas de muitas faculdades de medicina e hospitais universitários que continuam a focar na técnica e deixam a ética e a humanização como aulas teóricas, longe dos leitos e dos consultórios.
A discussão sobre que tipo de médico que o Brasil precisa ainda deve ser construída e essa é a oportunidade que as entidades médicas têm para virar o jogo e retomar sua interlocução com a sociedade. Alguns pontos dessa discussão foram esboçados anteriormente: o médico brasileiro deveria ser um excelente clínico geral antes de virar especialista. Deve enxergar o serviço social no interior como um incentivo para sua formação e valorizar seus pacientes como sujeitos autônomos de direitos.
A partir dessa discussão sobre o que se espera concretamente de um clínico geral, as entidades médicas poderão rever queixas até o momento nebulosas como o que significa em termos detalhados uma condição aceitável de trabalho para atendimento básico, dadas as diversidades geográficas e sociais do Brasil, e como avaliar se a formação de médicos brasileiros ou de outras nacionalidades coincide com esse perfil desejado de clínico geral.
Dessa forma o nível da discussão vai transcender os interesses eleitorais do governo e trabalhistas dos médicos para dar vez à construção de uma alternativa sustentável de atenção básica que contribua na materialização do direito constitucional à saúde para todos os brasileiros.
Ricardo Palacios, médico, formado no exterior com o diploma devidamente revalidado no Brasil, brasileiro naturalizado. Foi consultor temporário para projetos de pesquisa da Organização Mundial da Saúde e agora estuda Ciências Sociais na Universidade de São Paulo. As opiniões expressadas neste artigo não representam a posição de instituição alguma.
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José Dirceu: “Quando acabar o julgamento vou recorrer à OEA”

Casaco preto de couro, estrela do PT na lapela, camisa branca e calça jeans, José Dirceu conversa no 3º andar do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Dez da noite desta quinta-feira (5), Dirceu acaba de visitar o ex-ministro Luiz Gushiken, como ele um dos fundadores do PT. Visita com ares de despedida do amigo que enfrenta um câncer há mais de uma década. Assunto inevitável, o julgamento da ação penal 470, o chamado “mensalão”, que está chegando ao fim. José Dirceu informa:
- Quando acabar o julgamento, uma semana depois de transitado em julgado, vou recorrer à OEA (Organização dos Estados Americanos).
Dirceu diz que recorrerá à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA. Com base no Pacto de San José da Costa Rica, que trata de garantias judiciais, direitos humanos, e tem o Brasil como um dos signatários desde 1969.
- Eu vou recorrer, nós, outros também irão recorrer, porque estão condenando sem provas, forçando a mão…
Trama do destino, a quinta-feira (5) foi um dia de encontro de petistas no hospital Sírio-Libanês. Lá também está internado o governador de Sergipe, Marcelo Deda, e José Genoíno foi visitar Gushiken a chamado do amigo.
Ao longo do dia, como antecipou Terra Magazine, José Dirceu recebeu meia centena de amigos no salão de festas do prédio onde mora, na Vila Mariana. Num telão assistiram à sessão do Supremo Tribunal Federal que poderia por fim ao julgamento.
Entre os amigos, o escritor Fernando Morais, o cineasta Bruno Barreto, o presidente da CUT, Vagner Freitas, e o ex-prefeito de Osasco, Emidio de Souza.
Presentes três das suas quatro ex-mulheres, Angela Saragoça, Marcia Ramos e Evanise Santos. Clara ligou de Cruzeiro do Oeste (PR).
Suspensa no final da tarde a sessão na qual se discutia os chamados embargos infringentes, a decisão deve começar a ser tomada na terça-feira, 10.
Dez e quarenta da noite. José Dirceu diz:
- Vou recorrer a OEA e vou ganhar, esse julgamento tem coisas absurdas…
O ex-presidente do PT e ex-ministro da Casa Civil no primeiro governo Lula troca cumprimentos com o cardiologista Roberto Kalil Filho, se despede de amigos e entra no elevador.
O longo e tenso dia vai chegando ao fim. José Dirceu vai para casa, assistir Jack Brown, de Quentin Tarantino.
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Livro-Calúnia tenta apagar o brilho de FHC

Livro mentiroso que não deve
ser comprado pelos brasileiros
Grande estadista mundial, FHC é vítima de todo o tipo de ataques por parte daqueles que não se conformam com o seu brilho e altivez, conquistados com intenso trabalho sério e grandioso, ao que pese o mesmo ter governado este nosso pobre país. Esse é o caso de um livro-calúnia lançado na semana passada, em que o ex-presidente é visto indevidamente como um ser errático, e não como o genial político e magistral administrador que o mundo inteiro conhece. Trata-se de uma obra de um despeitado, que tenta de toda forma diminuir a luz Fernando Henrique, para ofuscar a posse dele como membro da Academia Brasileira de Letras.
Tal acinte só é possível porque a mídia brasileira, dominada pelo PT, é totalmente hostil a figura de Fernando Henrique Cardoso, e protege seus acusadores, propagando mentiras e falsas acusações, como a suposta compra da reeleição, um disparate sem provas ou qualquer base real, como quem a continuidade do bom governo FHC não fosse uma exigência dos homens de bem e dos governos do mundo livre, assim como é hoje necessário o fim do bolchevismo no Brazil. Sem falar nas privatizações, que tanto bem trouxe para a nação, uma verdadeira obra prima capitalista, que possibilitou o desenvolvimento nacional e o pagamento da dívida externa.
É por essas e outras, que nós, os homens bons do país, exigimos que o Supremo ordene a apreensão e a queima em praça pública de tais livros infames, pelo bem da pátria, posto que é uma obra maligna e mentirosa para com um dos maiores nomes da história nacional.
Professor Hariovaldo Almeida Prado
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Dilma lidera a corrida para 2014

Se a eleição fosse hoje, a presidenta teria o mesmo índice dos votos somados pelos adversários do cenário mais provável da disputa
A presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Alvorada
No cenário mais provável da disputa para 2014, a presidenta Dilma Rousseff tem hoje o mesmo índice de intenção de votos do que a soma do desempenho de seus três possíveis adversários. É o que revela a mais recente pesquisa CartaCapital/VoxPopuli, publicada na atual edição da revista. O levantamento faz parte de uma parceria entre o instituto e a publicação para a divulgação do cenário eleitoral a cada dois meses.
A pesquisa, realizada entre 7 e 9 de agosto, coloca a presidenta em vantagem sobre os adversários. A petista soma 38% das intenções de voto, seguida por Marina Silva (Rede Sustentabilidade), com 19%, Aécio Neves (PSDB), com 13%, e Eduardo Campos (PSB), com 4%. A margem de erro é de 2,1 pontos percentuais, o que deixa a possibilidade de segundo turno em aberto. Outros 15% dos eleitores disseram que vão votar em branco ou em ninguém e 11% estão indecisos. A primeira medição do cenário, feita pouco antes dos protestos de junho explodirem, colocava a presidenta com 51%, seguido por Marina e Aécio (14% cada) e Campos (3%).
Na pesquisa atual, 35% dos entrevistados disseram consider o governo Dilma ótimo ou bom, contra 22% dos que consideram a gestão ruim ou péssima.
Para 49%, o maior problema do País hoje é a saúde. Outros 16% consideram a segurança o item mais problemático e 11%, a corrupção.
O instituto mediu também o índice de confiança nos políticos. Dos entrevistados, 46% dizem confiar na presidenta, contra 47% dos que não confiam. O político recordista de desconfiança, segundo o instituto, é Renan Calheiros (64%), seguido por Michel Temer (58%) e José Serra (55%).
A pesquisa completa pode ser conferida na edição impressa de CartaCapital, já nas bancas.
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A ingratidão da Globo

Com desfaçatez suprema, o jornal desculpa-se enquanto evoca as razões que, 50 anos atrás, pretende terem justificado o apoio ao golpe
Ingratidão da Globo me espanta, ela vomita no prato em que comeu, com o perdão pelo uso do verbo, de eficácia indiscutível, no entanto. Aludo ao editorial com que o mais autorizado porta-voz das Organizações, O Globo, brindou seus leitores dia 1º de setembro. Diz-se ali que apoiar o golpe de 64 foi erro nascido de um equívoco. Veio a ditadura, como sabemos, provocada pelos gendarmes chamados pelos donos do poder civil, entre os quais figurava, com todos os méritos, Roberto Marinho, e os anos de chumbo de alguns foram de ouro para a Globo.
A empresa do doutor Roberto cresceu extraordinariamente graças aos favores proporcionados pelos ditadores, gozou de regalias incontáveis, floresceu até os limites do monopólio. O apoio de 64 prosseguiu impavidamente por 21 anos, enquanto o Terror de Estado imperava. Grassavam tortura e censura, repetiam-se os expurgos dentro do Congresso mantido como estertor democrático de pura fancaria. Só o MDB do doutor Ulysses Guimarães redimiu o pecado original ao reunir debaixo da sua bandeira todos os opositores do regime. Para desgosto da Globo.
Sim, O Globo apoiou o golpe, juntamente com os demais jornalões como o editorial não deixa de acentuar, e também apoiou os desmandos do regime, a começar pelo golpe dentro do golpe que resultou no Ato Institucional nº 5. E prisões e perseguições, e até as ditaduras argentina, chilena e uruguaia.
Em contrapartida, combateu Brizola governador, e de modo geral, os demais governos de estado conquistados pela oposição em conjunturas diversas, bem como o movimento sindical surgido sob o impulso de um certo Luiz Inácio, presidente do Sindicado dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, responsável pelas greves de 78, 79 e 80, finalmente preso e enquadrado na famigerada Lei de Segurança Nacional.
Derradeiro lance global, a condenação inapelável do movimento das Diretas Já, quando a Globo foi alvo da ira popular e um veículo da empresa foi incendiado na Avenida Paulista no dia 25 de janeiro de 84, ao término de uma manifestação que reuniu na Praça da Sé 500 mil pessoas. Rejubilou-se, contudo, o doutor Roberto, com a rejeição da emenda das Diretas, obra magistral da Arena de José Sarney, e com a formação da Aliança Nacional, nome de fantasia da enésima, inesgotável conciliação das elites.
Não se diga que a Globo deixou de ser coerente com seus ideais. Decisiva na eleição de Fernando Collor em 89, com a manipulação do debate de encerramento com Lula, comandada pelo doutor Roberto em pessoa. Nosso colega, como sustentavam seus assalariados, não hesitou em promover a festa carnavalesca contra o presidente corrupto, desmascarado somente pela IstoÉ ao descobrir a testemunha inesperada e fatal, o motorista Eriberto. Antes disso, o governo Sarney contara com o apoio irrestrito da Globo, sempre beneficiada por Antonio Carlos Magalhães, ministro da Comunicações, na mesma medida em que o fora por outro amigo insubstituível, Armando Falcão, ministro da Justiça do ditador Ernesto Geisel.
O governo Fernando Henrique quebrou o País três vezes, mas nunca lhe faltou o aplauso global oito anos a fio, tanto mais na hora do singular episódio intitulado “Privataria Tucana” e da compra dos votos para garantir a reeleição do príncipe dos sociólogos, sem falar do “mensalão" também tucano. Houve até o momento em que, tomado de entusiasmo, o doutor Roberto acreditou cegamente na sua colunista Miriam Leitão, segundo quem, eleito pela segunda vez, FHC garantiria a estabilidade da moeda até o último alento. Doze dias depois de reempossado, o príncipe desvalorizou o real e cobriu a Globo de dívidas. Havia, contudo, um BNDES à disposição para tapar o buraco.
FHC deixou saudades, a justificar o apoio compacto aos candidatos tucanos nas eleições de 2002, 2006 e 2010. E a adesão à maciça campanha midiática que, como em 1964, coloca jornalões e quejandos de um lado só, então a favor do golpe, nos últimos dez anos contra um governo tido como de esquerda, atualmente a carregar a herança de Lula. Vale observar, aliás, que mesmo no instante do pretenso arrependimento, O Globo de domingo passado desfralda os mesmos argumentos de 50 anos atrás. Donde a evocação da “divisão ideológica do mundo” à sombra álgida da Guerra Fria, aprofundada no Brasil “pela radicalização de João Goulart”. Enfim, renova-se o aviso fatídico: a marcha da subversão estava às portas. Eu a espero em vão até hoje.
Sim, o doutor Roberto acreditou ter agido acertadamente até sua morte e sempre chamou o golpe de revolução. Explicaria em um dos seus retumbantes editoriais da primeira página, no 20º aniversário daquele que seus pupilos agora definem como “equívoco”, que “sem povo não haveria revolução”. E quem seria o povo daquela quadra criminosa? As marchas dos titulares da casa-grande e dos seus aspirantes, secundados pelos fâmulos momentaneamente retirados da senzala.
Sim, é verdade que muitos jornalistas de esquerda tiveram abrigo na redação de O Globo, e alguns deles foram e são amigos meus, mas não me consta que o doutor Roberto se tenha posicionado “com firmeza contra a perseguição” de profissionais de quaisquer outras redações. Vezos nativos. O Estadão chegou a hospedar colunistas portugueses, inimigos do regime salazarista. Tinham eles a virtude de escrever em castiço os editoriais ditados pelo doutor Julinho. Este gênero de situações reflete a pastosidade emoliente da realidade do País, onde o dono da casa-grande pode permitir-se tudo o que bem entender.
De todo modo, não é somente deste ponto de vista que a Globo foi deletéria. Ensaios foram escritos no exterior para provar como a influência global foi daninha, inclusive com telenovelas vulgarizadoras de uma visão burguesota, movida a consumismo e cultura da aparência, visceralmente apolítica, anódina e inodora. Como tevê, e como jornal, a Globo já foi bem melhor. Ocorrem-me programas de excelente qualidade, conduzidos por humoristas como Chico Anysio e Jô Soares, capazes às vezes de ousar o desafio sutil à ditadura. Mas a queda foi brutal, como se deu em relação ao jornal à época da direção de Evandro Carlos de Andrade. Lamentáveis as opiniões, em compensação, boa, frequentemente, a informação.
O texto do editorial carece, é óbvio, da grandeza que a situação recomendaria, pelo contrário é de mediocridade e superficialidade doridas, não somente na lida difícil com o vernáculo, mas também pela demonstração, linha a linha, palavra a palavra, e, mais ainda, no desenrolar do raciocínio central, da sua insinceridade orgânica. Surge, de resto, da covardia diante das manifestações anti-Globo e, como de hábito, aferra-se à hipocrisia típica dos senhores da casa-grande, velhacos até a medula.
Esta é a gente que gosta de brigar na proporção de cem contra um, se possível mil, sem mudar o número de quantos ousam confrontá-los. Incrível, embora natural, inescapável, nesta pasta víscida e maligna que compõe a verdade factual do país da casa-grande e da senzala, a falta de um debate em torno da peculiar confissão global, como acentua Claudio Bernabucci na sua coluna desta edição. Que dizem os jornalões acusados de conivência pelo O Globo? Que dizem as lideranças partidárias? E o Congresso? Nem se fale das figuras governistas e parlamentares que até agora enxergam na Globo um sustentáculo indispensável.
Silêncio geral, entre atônito e perplexo.
Mino Carta
No CartaCapital
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fAlha, de novo, só publica sobre a Globo o que todos já sabem

A Folha continua, em relação à Globo, um jornal da semana passada.
Foi assim no caso da sonegação de imposto da Globo na compra de direitos da Copa, que publicou só quando já era do conhecimento de todos os que têm acesso à internet.
Repetiu a dose quando se descobriu a história mal explicadíssima de que uma funcionária humilde da Receita  teria roubado o processo de autuação da empresa.
E, agora, como que para provar que, em tudo o que diga respeito às maracutaias globais, só noticia para “cumprir tabela” e manter (?) a fachada de independência, publica hoje a paulada que a Globo levou do Cade, por práticas anticoncorrenciais,
Tudo o que a blogosfera já publicou na sexta passada.
E que já saiu até em matéria paga, porque o acordo com o Cade o obrigava.
Claro que não é incompetência dos profissionais da Folha. É cumplicidade (i)moral, mesmo.
Fernando Brito
No Tijolaço 
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Onde Joaquim Barbosa fracassou

Por mais que a mídia tenha se esforçado, ele não conseguiu virar um ‘heroi do povo’.
Joaquim Barbosa
E eis que o caso do Mensalão chega a seu clímax. De todos os personagens da trama, o mais extraordinário é, por razões óbvias, Joaquim Barbosa.
Com seu jeito bruto e tosco, com suas palavras duras e inclementes contra os réus, ele rapidamente se converteu num heroi do 1% — o diminuto grupo de privilegiados que tem sua voz nas grandes empresas de mídia.
O maior esforço das empresas de mídia, em relação a JB, foi tentar convencer as pessoas de que elas genuinamente admiravam o “menino pobre que mudou o Brasil”. Ou, numa expressão, o “homem justo”.
Não foram bem sucedidas nisso: a sensação que ficou, com o correr dos dias, é que aquela admiração é fingida. Joaquim Barbosa foi e é conveniente para o 1%, mas as informações que foram surgindo sobre ele tornam difícil qualquer tipo de admiração que não seja simulada.
Fora da fantasia do “homem justo”, não é fácil admirá-lo na vida real. JB não tem notório saber, não se expressa com charme e clareza, não escreveu livros ou artigos dignos de nota.
Também não é fácil admirar um alpinista profissional que é capaz de abordar – aborrecer, na verdade — alguém num aeroporto para tentar cavar uma promoção.
E nem parece digno de aplausos quem, numa entrevista, cita um episódio ocorrido há quase quarenta anos – a reprovação no Itamaraty — com a raiva desagradável que temos de alguma coisa ocorrida há dias.
O 1% triunfou no uso de Joaquim Barbosa para que defendesse seus interesses no julgamento do mensalão. Ele se revelou excepcionalmente suscetível à adulação da mídia. Ninguém parece ter acreditado tanto na admiração da mídia por JB quanto o próprio JB.
O fracasso do 1% foi na tentativa de fazer de JB um “heroi do povo”, alguém capaz de conquistar a presidência da república nas urnas e zelar pela manutenção de seus privilégios com o uniforme de “menino pobre”.
Este fracasso se deu, em grande parte, por força da internet. Nos sites independentes, as informações sobre o real Joaquim Barbosa permitiram compor um perfil bem diferente daquele difundido pelas companhias jornalísticas.
A relação promíscua com a mídia (notadamente com a Globo, que deu emprego a seu filho não por filantropia, naturalmente), o apartamento comprado em Miami com o uso de uma pequena trapaça para evitar impostos – coisas assim acabaram desconstruindo o perfil montado por jornais e revistas, ao se tornarem públicas pela internet.
Nas pesquisas presidenciais, seu nome aparece com números acachapantemente baixos e decepcionantes para quem tem sido tão promovido.
Se Joaquim Barbosa estivesse nos corações e nas mentes dos chamados 99%, ele estaria brilhando nas pesquisas. Seria um contendor poderoso para 2014, na pele do “homem que acabou com a corrupção”.
Mas não.
Por mais que a mídia tenha se esforçado para fazer de JB um “heroi do povo”, ele já é amplamente reconhecido como um representante daquele grupo predador que fez do Brasil um recordista mundial em desigualdade – o 1%.
Paulo Nogueira
No DCM
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Dilma: Obama se responsabilizou por investigação sobre espionagem

Presidente brasileira diz que visita a Washington depende de condições politicas. Mandatário norte-americano deve responder até quarta-feira
Em reunião reservada com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, a presidente Dilma Rousseff demonstrou sua “indignação” com os casos de espionagem a cidadãos brasileiros, inclusive de autoridades. Ela também manifestou ceticismo com as promessas americanas para a resolução do problema e aguarda um contato de Obama na próxima quarta-feira.
Nas palavras de Dilma, ele assumiu a responsabilidade direta e pessoal pela apuração do caso. "Eles vão me informar primeiro o tamanho do rombo”, disse a presidente, que exige que os Estados Unidos revelem todos os dados que foram acessados do Brasil.
A presidente afirmou que não irá a Washington "se não houver condições políticas". Ela participaria de uma visita de Estado aos EUA no dia 23 de outubro, mas pode cancelar sua viagem, o que demonstra um gesto diplomático de insatisfação.
Na entrevista coletiva concedida em São Petersburgo, na Rússia, ao final do encontro da cúpula dos líderes do G20, Dilma cobrou ainda resposta imediata sobre o caso. "Não quero esclarecimentos técnicos e não quero desculpas", afirmou. Um dos casos que mais irritou o governo brasileiro foi a reunião inconclusiva entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o vice-presidente americano, Joe Biden, na semana passada.
A presidente também rechaçou o argumento dos EUA de que a segurança nacional e o combate ao terrorismo seriam razões para sua politica de inteligência. Segundo ela, o Brasil não possui conflitos étnicos nem abriga grupos terroristas, e esses fatos "jogavam por terra qualquer justificativa que tais atos (de espionagem) tinham a ver com segurança nacional".
Na avaliação da presidente brasileira, a relação entre grandes democracias, como é o caso do Brasil e dos EUA, "é incompatível com atos de espionagem e incompatível com a convivência que temos entre amigos".
Na próxima quarta-feira, Dilma Rousseff e o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Luiz Alberto Figueiredo, conversarão por telefone com Obama e sua conselheira de Segurança Nacional, Susan Rice. Dilma pediu que não sejam criadas expectativas sobre essa conversa. “Não pretendo transformar quarta-feira no Dia D, mas em um dia de avaliação", afirmou.
No Terra
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Charge online - Bessinha - # 1918

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Abraço-assinado

Nós, um grupo grande de amigos do Genoino, desejamos declarar publicamente nosso apoio a ele, neste momento em que tanta injustiça se faz e tantas versões mentirosas circulam travestidas de verdade. Nenhuma prova foi encontrada contra Genoino pelo Ministério Público. Mas ele foi condenado por presidir o PT em 2005.
Somos intelectuais, como Marilena Chauí; jornalistas, como Luis Nassif, Paulo Henrique Amorim, Franklin Martins; escritores, como Fernando Morais; cineastas como Luiz Carlos e Lucy Barreto; advogados, como Luiz Moreira, Conselheiro Nacional do Ministério Público; economistas, como Ladislau Dowbor, políticos, como Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo; artistas, engenheiros, motoristas de taxi, donas de casa, empresários, cabeleireiros, entre tantos outros cidadãos.
Nós manifestamos nosso abraço-assinado, dizendo:
"Nós estamos aqui!
Somos um grupo grande de brasileiros iguais a você, que deseja um país melhor.
Estamos aqui para dizer em alto e bom som que José Genoino é um homem honesto, digno, no qual confiamos.
Estamos aqui porque José Genoino traduz a história de toda uma geração que ousa sonhar com liberdade, justiça e pão.
Estamos aqui, mostrando nossa cara, porque nos orgulhamos de pessoas como ele, que dedicam sua vida para construir a democracia.
Genoino personifica um sonho. O sonho de que um dia teremos uma sociedade em que haja fraternidade e todos sejam, de fato, iguais perante a lei."
Quem quiser se unir a nós, colocando seu nome no abraço-assinado abaixo, será muito bem-vindo:
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Alexandre Padilha, rebate governador de São Paulo, Geraldo Alckmin

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, rebateu a afirmação do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que disse que "não faltam médicos, mas estrutura" no setor de saúde. "São Paulo é o estado que mais demandou profissionais: dois mil e quinhentos", disse ele. Sobre a redução de leitos apontada pelo Conselho Federal de Medicina, ele minimizou a crítica: "o novo modelo da saúde fortalece a atenção primária, e não a internação". Ele lembrou ainda que "um médico, mesmo sem estrutura, pode salvar vidas", quando o inverso não é verdadeiro
Corria o ano de 2000, quando o jovem médico Alexandre Padilha decidiu se aventurar na Amazônia. Infectologista, ele foi um dos primeiros profissionais do núcleo montado pela Universidade de São Paulo no município de Santarém (PA). A partir dali, atuou em várias regiões da Região Norte, tendo travado inclusive contato com tribos indígenas que ainda hoje preservam suas raízes. Na atenção aos índios Zoé, ele atuou mesmo sem chegar a conhecer o idioma. "A medicina nos uniu e nos aproximou".
Padilha conta essa história para rebater uma crítica externa ao programa Mais Médicos – a de que médicos estrangeiros não dominarão rapidamente o idioma – e também uma específica, feito pelo tucano Geraldo Alckmin. Segundo o governador de São Paulo, não faltam médicos, mas sim estrutura básica no setor de saúde pública (leia mais aqui). "As duas coisas devem caminhar juntas, mas um médico, sozinho, pode salvar vidas, enquanto a estrutura, sem o médico, de nada adianta", disse o ministro ao 247. Em relação ao idioma, ele afirmou que "é bem mais rápido fazer com que um médico estrangeiro se comunique bem com seus pacientes do que formar novos doutores".
Um dos mentores desse núcleo da USP na Amazônia foi o professor Marcos Boulos, também infectologista, assim como Padilha. Ao retornar de lá, o hoje ministro se lembra de uma conversa com o colega sobre a experiência. "Ele me disse: eu sei o que você está sentindo. Que, mesmo numa região remota e em condições que pareceriam precárias, ajudou a salvar mais vidas do que poderia ter feito num grande hospital", recorda-se. Segundo Padilha, essa experiência pessoal foi vital no desenvolvimento do Mais Médicos. "O programa, de certa forma, nasce sob essa inspiração: médicos em regiões remotas, com a supervisão das universidades". De acordo com Padilha, a presença de um doutor é fundamental para mudar as realidades locais. "Regiões que não tinham nada hoje têm ambulatórios e até centros cirúrgicos", diz ele. "E é o médico quem ajuda a sociedade local a estruturar um modelo de atendimento".
A crítica específica de Alckmin sobre a falta ou não de médicos é também rebatida com um dado concreto. "São Paulo é o estado que mais demandou doutores no âmbito do Mais Médicos: dois mil e quinhentos", diz Padilha. Ele afirma que, mesmo sendo o estado mais rico da Federação, São Paulo enfrenta escassez de profissionais em cidades pequenas e médias e também nas periferias das grandes cidades. Além disso, as prefeituras que demandaram mais médicos são governadas por praticamente representantes de todos os partidos.
Em relação à falta de estrutura, Alckmin ganhou apoio do Conselho Federal de Medicina, que entregou ao Ministério Público um levantamento que aponta a desativação de quase 13 mil leitos no Sistema Único de Saúde desde janeiro de 2010. "A crítica é improcedente e parte dos nossos próprios números", diz o ministro Padilha. "Ela traduz a redução de leitos manicomiais, em função da nova política de saúde para a questão psiquiátrica, e também revela que vem tendo sucesso o nosso modelo que reforça a atenção primária, ou seja, a prevenção", diz ele. Segundo Padilha, com o fortalecimento de programas como a farmácia popular, que hoje distribui remédios para várias patologias, como hipertensão, diabetes e asma, foi possível reduzir drasticamente o número de internações. "O que não significa, por exemplo, que não tenhamos aumentado os leitos em UTIs, uma antiga demanda dos usuários do sistema público de saúde", afirma. "Na verdade, foram fechados leitos que precisavam ser fechados e abertos outros que precisavam ser abertos".
Padilha sabe que hoje está no meio de uma guerra. Para atender adequadamente todos os profissionais brasileiros e estrangeiros no Mais Médicos, foi montada sala de situação no Ministério da Saúde, que funciona sete dias por semana, 24 horas por dia. Cada um dos médicos pode ligar para um número 0800, relatando cada problema enfrentado em seu ponto de atuação – desde questões ligadas à estrutura até problemas pessoais, como, por exemplo, contatos com outros familiares, documentos etc. Nesse 0800, os médicos em regiões remotas, podem ter contato também com outros médicos, para encaminhar problemas de saúde dos pacientes e sanar eventuais dúvidas.
O ministro da Saúde afirma ainda que um dos seus grandes sonhos, além de implantar com sucesso o Mais Médicos, é democratizar o acesso dos cursos de medicina aos jovens da periferia. Ele cita a cidade de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo, com mais de 1 milhão de habitantes e nenhuma vaga. "Refletir, na medicina, a diversidade da sociedade brasileira será também um grande antídoto contra o preconceito", diz o ministro, num recado direto à face mais conservadora do País, que, diante do programa, externou todos os seus medos e preconceitos.
Sobre 2014, Padilha não fala. Mas parece evidente, dentro e fora do PT, que ele será o adversário de Alckmin. E que o tema saúde será essencial nessa disputa política que promete ser eletrizante.
No 247
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IPCA de agosto fica em 0,24%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto variou 0,24% e ficou acima da taxa de 0,03% registrada em julho, uma diferença de 0,21 ponto percentual. Contando com agosto, a variação no ano foi para 3,43%, enquanto havia se situado em 3,18% em igual período de 2012. Considerando os últimos 12 meses o índice ficou em 6,09%, abaixo dos 6,27% relativos aos 12 meses anteriores. Em agosto de 2012 a taxa havia ficado em 0,41%. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.
Dos nove grupos pesquisados, seis tiveram resultados superiores aos do mês anterior.
Alimentação e bebidas saiu da queda de 0,33% de julho e ficou relativamente estável em agosto, indo para 0,01%. Os alimentos consumidos no domicílio continuaram em queda, embora menos intensa, passando de –0,73% para –0,34%, enquanto a alimentação fora foi de 0,45% para 0,67%. O leite longa vida (3,75%), mesmo com alta inferior a julho (5,06%), liderou o ranking dos principais impactos do mês, junto com a refeição consumida fora, que foi de 0,21% para 0,76%. Quanto aos produtos em queda no mês, a cebola ficou 22,84% mais barata, o mais expressivo impacto para baixo, com –0,04 ponto percentual.
Assim como os alimentos, os artigos de vestuário perderam o sinal de queda de um mês para o outro, passando de –0,39% para 0,08%, mostrando o início da nova coleção no mercado, que ainda convive com as liquidações da estação anterior. As roupas infantis, que passaram de –0,35% em julho para 0,72%, foram os produtos que mais subiram no grupo.
Já os transportes (-0,06) tiveram queda menor em agosto do que em julho (–0,66%). As tarifas dos ônibus urbanos variaram –0,20%, ao passo que, em julho, haviam apresentado -3,32%. Houve quedas nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (-1,85%), Curitiba (-0,39%) e Porto Alegre (-0,36%). Considerando os dois últimos meses, as tarifas dos ônibus urbanos ficaram 3,51% mais baratas. Além disso, o movimento de queda cessou nos ônibus intermunicipais, trem e metrô, que passaram de –1,69%, -4,13% e –4,97%, respectivamente, todos para zero. O etanol mostrou a queda mais acentuada, indo de –0,55% para –1,16%, enquanto a gasolina foi de –0,23% para –0,15%. As passagens aéreas, que haviam aumentado 0,17% em julho, passaram para –0,61% em agosto. Os automóveis usados caíram ainda mais, indo de -0,37% para –0,50%, ao passo que os novos subiram de –0,29% para 0,45%.
Os artigos de residência apresentaram o mais alto resultado de grupo, com 0,89%, após ter registrado 0,28% em julho, destacando-se os itens eletrodomésticos (de 0,13% em julho para 1,43% em agosto), mobiliário (de 0,22% para 1,22%) e consertos de equipamentos domésticos (de –0,11% para 1,16%).
Em saúde e cuidados pessoais, que subiu de 0,34% em julho para 0,45% em agosto, destacaram-se os serviços médicos e dentários, que foram de 0,67% para 1,37%.
O grupo educação, que havia apresentado 0,11% de variação em julho, subiu para 0,67%. Os cursos regulares tiveram variação de 0,56%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma, etc.) apresentaram alta de 1,71%.
No grupo habitação, a variação de 0,57% foi a mesma registrada no mês anterior, enquanto comunicação (de 0,20% para 0,02%) e despesas pessoais (de 1,13% para 0,39%) reduziram suas taxas. Nas despesas pessoais, a redução pode ser atribuída aos rendimentos dos empregados domésticos, que foram para 0,53% após alta de 1,45% no mês de julho, além do item recreação, cuja taxa foi de 1,25% em julho para 0,80% em agosto.
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Brasília (0,46%), onde as passagens aéreas, com peso de 2,05% e variação de 3,41%, causaram impacto de 0,07 ponto percentual. Além disso, o item alimentação fora subiu 1,21% e, com peso de 9,47%, gerou impacto de 0,11 ponto. O menor foi o índice de Fortaleza (-0,11%), única região que apresentou deflação, em virtude, principalmente, da queda de 5,21% nas contas de energia elétrica, refletindo a redução de 57,22% nas alíquotas do PIS/PASEP/COFINS. O resultado de –0,96% dos alimentos consumidos no domicílio também contribuíram para a queda do índice da região.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de julho a 28 de agosto de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de junho a 29 de julho de 2013 (base).
INPC variou 0,16% em agosto
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,16% em agosto, acima do resultado de julho (–0,13%). A variação no ano está em 3,33%, abaixo da taxa de 3,46% relativa a igual período de 2012. Nos últimos 12 meses, o índice situou-se em 6,07%, abaixo dos 6,38% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2012 o INPC havia ficado em 0,45%. Os produtos alimentícios caíram 0,14% em agosto, enquanto os não alimentícios ficaram em 0,29%. Em julho, os resultados foram -0,40% e -0,01%, respectivamente.
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Goiânia (0,45%), devido aos alimentos (0,45%) e ao aluguel residencial (1,81%). As regiões metropolitanas de Belo Horizonte (-0,10%) e Fortaleza (-0,10%) apresentaram os menores índices. Os alimentos consumidos no domicílio (-1,13%) foram os principais responsáveis pelo menor resultado do índice de Belo Horizonte. Quanto à Fortaleza, a menor variação foi decorrente da queda de 5,01% nas contas de energia elétrica, que refletiu a redução de 57,22% nas alíquotas do PIS/PASEP/COFINS. O resultado de –0,88% dos alimentos consumidos no domicílio também contribuíram para a queda.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 30 de julho a 28 de agosto de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de junho a 29 de julho de 2013 (base).
No IBGE
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