12 de ago de 2013

Sarney já melhorou

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Perdão a países africanos impulsiona empresas brasileiras

A renegociação de quase US$ 800 milhões (R$ 1,8 bi)em dívidas de nove países africanos, levada adiante pelo governo Dilma Rousseff neste ano, já tem rendido frutos para empresas brasileiras.
Bastante criticada no campo político por beneficiar governos de legitimidade questionável, a decisão de perdoar parte dos valores devidos por países africanos já abriu caminho para vendas brasileiras que superam em mais de 20 vezes os valores perdoados ao país comprador.
É o caso do Senegal, que, em março, teve descontados US$ 3 milhões dos US$ 6,5 milhões (R$ 14,8 mi) devidos ao Brasil. No mês seguinte, o governo do país comprou três aviões Super Tucano, da Embraer, e dois navios-patrulha, da Emgepron (vinculada ao Ministério da Defesa).
As duas compras envolverão um financiamento de US$ 120 milhões (R$ 273 mi) do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) - sendo US$ 67 milhões para os aviões e US$ 53 milhões para os navios.
A concessão de financiamentos pelo BNDES não era possível enquanto o país possuía dívidas com o Brasil.
Nesta semana, em nota, o Itamaraty defendeu o perdão, destacando que a ação "não é um voluntarismo brasileiro", mas uma prática para impedir que o peso da dívida "se transforme em impedimento do crescimento econômico e da superação da pobreza" desses países.
Diplomatas foram unânimes em dizer que o perdão dos valores devidos vai impulsionar investimentos brasileiros nesses países, que são cortejados, em especial, pela China.
"Vários países sérios já fizeram isso para alavancar novos negócios: você zera o passado para abrir novas perspectivas. Se o Brasil não fizer isso, está dando um tiro no pé, porque outros países vêm e fazem negócios", disse o embaixador do Brasil no Gabão, Bruno Cobuccio.
Nas últimas semanas, duas missões do Gabão - país que obteve em maio um "desconto" de 15% da dívida de US$ 24 milhões - estiveram no Brasil para estudar a compra de 200 ônibus da empresa Marcopolo e de até 30 caminhões de lixo da empresa Planalto.
Uma missão da Embraer também esteve no país africano para negociar a venda de aviões executivos, e o ministro da Indústria e das Minas do Gabão, Regis Immongault, veio ao Brasil em julho para encontros com a Vale.
Hidrelétricas
Na Tanzânia, onde a dívida a ser renegociada é de US$ 237 milhões (R$ 620 mi), empreiteiras como a Odebrecht e a Queiroz Galvão miram projetos de construção de duas hidrelétricas e dois aeroportos - inclusive o da capital, Dodoma - que podem somar mais de US$ 3 bilhões (R$ 6,8 bi), segundo fontes do governo brasileiro.
O maior projeto seria para a construção da hidrelétrica de Stiegler's Gorge, no rio Rufiji, estimado em US$ 2 bilhões. A Odebrecht confirmou que faz "estudos de viabilidade do projeto" da usina - que poderá ser a quinta maior da África -, mas não confirmou o valor.
O país também tem uma forte presença da Petrobras, que atualmente explora dois blocos na costa tanzaniana e teria interesse em parte da exploração de outros quatro, segundo a Folha apurou.
Em julho, a empresa anunciou a constituição de uma joint venture com o BTG Pactual para investir e administrar ativos na exploração e produção em países como a Tanzânia. Procurada, a empresa não se pronunciou.
Além do Senegal, o Congresso já autorizou o perdão de 79% e 90% das dívidas do Congo e do Sudão, respectivamente.
No Congo, país que recebeu o maior desconto entre todos - US$ 278 milhões (R$ 632 mi) -, uma das presenças mais fortes é da Andrade Gutierrez, que está construindo duas rodovias e desenvolvendo obras de urbanização na capital, Brazaville. 
O ministro da Defesa, Celso Amorim, e o ministro das Forças Armadas do Senegal, Augustin Tine, em acordo para venda de aviões
O ministro da Defesa, Celso Amorim, e o ministro das Forças Armadas do Senegal, Augustin Tine, em acordo para venda de aviões
Tânia Rêgo/ABr
'Maus Pagadores'
Para o diplomata Roberto Abdenur, embaixador nos EUA entre 2004 e 2007, no entanto, é preciso ter cautela para abrir créditos a países que até agora deviam ao Brasil.
"Você está zerando a conta de países que não nos pagaram para abrir novos créditos que terão de ser perdoados", afirma Abdenur. "Países nessas condições continuarão a ser maus pagadores."
O governo brasileiro, contudo, defende que os países estão "em um outro momento" do que quando contraíram as dívidas, nas décadas de 70 e 80.
"A Tanzânia tem hoje um nível de endividamento de 45%, abaixo dos 50% que é considerado sustentável pelo FMI", diz o embaixador brasileiro na Tanzânia, Francisco Luz. "A tendência agora é de crescimento, pelo gás natural encontrado, reservas de carvão, ouro, diamantes."
Isabel Fleck
No fAlha
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Ditadura militar criou rede para espionar vizinhos

Arquivo expõe detalhes de sistema de espionagem regional
'Plano de Informações Estratégicas Militares' - Reginaldo Manente
'Plano de Informações Estratégicas Militares'
Reginaldo Manente
Se hoje reclama da espionagem dos EUA, durante a ditadura o governo brasileiro criou uma rede oficial de recolhimento de dados sigilosos na tentativa de monitorar os segredos militares e estratégicos dos países vizinhos da América Latina. Arquivos secretos e inéditos do Estado-Maior das Forças Armadas (EMFA), aos quais o Estado teve acesso e acabam de ser desclassificados pelo Arquivo Nacional, em Brasília, mostram que, numa reunião do órgão, em agosto de 1978, foi criado o "Plano de Informações Estratégicas Militares", que descreve o esquema de espionagem organizado pelo Brasil.
No Anexo A do arquivo é detalhado o "Plano de Busca Número 1", que, segundo o documento, "orienta, sistematiza, define responsabilidades e fixa prazos para as atividades de informações externas, relacionadas com o Plano de Informações Estratégicas Militares (Piem)".
A tarefa era clara: fornecer ao governo brasileiro informações estratégicas e secretas dos países da América Latina, deixando apenas EUA e Canadá de fora do plano. O documento mostra que essa missão caberia não apenas a adidos militares brasileiros no exterior, mas também ao Itamaraty.
O item A do "Plano de Busca" determinava: "os adidos militares atenderão às necessidades de informações da Força Singular ou Forças Singulares que representam os países onde estão credenciados". O item B é mais direto ainda em relação à espionagem militar. "O Ministério das Relações Exteriores atenderá às necessidades de informações estratégicas militares dos países da América Latina onde as Forças Armadas não estejam representadas por adidos militares."
Uma detalhada planilha, chamada de "Apêndice Número 1 ao Plano de Busca Número 1" explica o que cada órgão de inteligência deveria investigar nos países vizinhos. Cinco órgãos de busca participavam dessa coleta de informações estratégicas. Quatro deles eram vinculados às Forças Armadas e o quinto era o Itamaraty, a quem cabia a tarefa mais ampla na captação de dados.
Informações
São informações de todos os tipos que estão preestabelecidas no documento e não deixam dúvidas de que o objetivo era descobrir segredos militares dos vizinhos. Entre as tarefas estão a coleta de informações sobre a estrutura geral dos ministérios militares; sua organização e funcionamento; composição de cada Força; comandos; efetivos e equipamentos; distribuição e ordem de batalha; serviço militar; forças terrestres, navais, aéreas e combinadas; zonas defendidas; bases e obras permanentes no interior e no litoral; estrutura de defesa antiaérea, instalações subterrâneas; organização logística de forças terrestre, naval e aérea; contingente demográfico em idade militar, criação de animais de guerra, população de equinos, material bélico e até atividades de guerrilheiros, entre muitos outros itens. Todas essas planilhas receberam a classificação de secretas pelo EMFA.
A periodicidade do envio dessas informações também estava definida no plano. A maioria deveria ser enviada anualmente, seguindo uma data fixada pelos militares. O levantamento sobre a organização das Forças Armadas dos vizinhos, por exemplo, deveria ser enviado todos os anos em abril, assim como os dados sobre instalações de defesa. Informações sobre logística militar tinham como prazo de entrega o mês de julho, mesmo prazo estipulado para envio de informações sobre movimentos guerrilheiros nos países observados.
Informações consideradas mais relevantes, como a de mobilização militar, deveriam ser repassadas para o governo brasileiro assim que fossem obtidas. Já se sabia que os diplomatas brasileiros, por instrução do governo militar, monitoravam as atividades de integrantes de grupos de esquerda no exterior durante a ditadura.
Monitoramento
Uma série de reportagens, publicada em 2007 pelo Correio Braziliense, mostrou que os adversários do regime militar eram acompanhados pela ação do Centro de Informações do Exterior (Ciex), que fazia parte da estrutura do Itamaraty. Por meio desse monitoramento, inúmeras prisões foram feitas.
Agora, os novos papéis do EMFA mostram que os militares brasileiros também se organizaram para usar a estrutura de trabalho dos adidos e dos diplomatas para recolher dados confidenciais que poderiam pesar a favor do Brasil no caso de um conflito com algum país vizinho.
Marcelo de Moraes
No O Estado de S. Paulo

O Brasil espião deixa rastros

Documentos provam que a ditadura brasileira deu ordem aos militares para investigar secretamente os países vizinhos, o que permitiu ao País monitorar a guerrilha na Bolívia e descobrir a fragilidade de seu próprio exército



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Charge online - Bessinha - # 1890

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O último Datafolha é cruel para os tucanos

Se não encontrar o seu Francisco, o PSDB vai para a Série B da política brasileira.
Nenhum deles vai tirar o PSDB do buraco
Nenhum deles vai tirar o PSDB do buraco
O último Datafolha é particularmente penoso para o PSDB.
Aécio é um candidato morto em vida, fica claro. Não pegou nem no rastro da queda de Dilma com as chamadas Jornadas de Junho.
2014 pode ter dois cenários, e nenhum inclui o PSDB.
Num, Dilma é protagonista sozinha, e leva no primeiro turno, com a popularidade recuperada.
No outro, Dilma não inteiramente recuperada, haverá espaço para a candidatura antigoverno. Mas este papel será de Marina, não de Aécio.
2014 tende a ser a primeira vez, em muito tempo, em que os tucanos disputam sem chance de vencer, na condição de figurantes.
Se não bastasse a presidência, o governo de São Paulo parece sob real ameaça, dada a fraqueza de Alckmin e consideradas as denúncias de propinas que turvam a imagem de castidade do PSDB. Tudo sugere que Padilha, projetado pelo prestígio de Lula e pelo programa Mais Médicos, será um candidato forte.
Por fim, os tucanos enfrentam ainda os delírios presidenciais de Serra, um homem que acredita que nasceu para ser presidente contra a vontade tantas vezes reiterada dos brasileiros.
Para usar uma imagem futebolística, o PSDB está ameaçado de rebaixamento. Pode ir para a Série B.
Que fazer?
Num plano muito maior, uma organização degringolava e parecia morta até aparecer alguém extraordinário: a Igreja Católica.
Francisco está, simplesmente, reinventando a Igreja, com muita pregação e muita ação.
A primeira coisa: pôs prioridade total nos pobres, até porque são eles que vão encher ou não as missas, se levarmos em conta que em nossos dias o mundo se divide entre os 99% e o 1%.
O PSDB está alinhado com o 1%. É o queridinho da voz do 1%, a mídia, mas é cada vez mais rejeitado pelos 99%.
Quem tem mais votos e elege são os 99%, por mais dinheiro e voz que o 1% tenha.
Quem é o Francisco do PSDB?
Sabemos quem não é: FHC, Serra, Alckmin e Aécio. Mas isso não quer dizer que ele não exista.
Ninguém conhecia Bergoglio fora de um círculo restrito, e ele está aí, promovendo uma revolução.
O mérito da Igreja foi alçá-lo ao poder. Para fazer isso, suas lideranças – incluído aí Ratzinger – tiveram que reconhecer que o caminho que estava sendo seguido levava ao cemitério.
O PSDB pode encontrar seu Francisco. Mas para isso tem que entender que sem ele vai para a Série B – e passar a procurá-lo em regime de urgência.
Paulo Nogueira
No DCM
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Morre em Porto Alegre mulher do ministro do STF Teori Zavascki

Ministro do STF Teori Zavascki prestigiou a posse em gabinete da juiza federal Maria Helena Marques de Castro ZavasckiA juíza federal aposentada Maria Helena Marques de Castro Zavascki, mulher do ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Albino Zavascki, morreu na manhã desta segunda-feira em Porto Alegre. Segundo a Justiça Federal do RS, Maria Helena, que estava aposentada desde junho, também deixa uma filha.

O velório ocorre no Crematório Metropolitano de Porto Alegre desde as 16h. A cerimônia de cremação está marcada para as 11h desta terça-feira.

Natural da capital gaúcha, Maria Helena iniciou sua carreira na magistratura federal em agosto de 2002, na Vara Federal de Santana do Livramento (RS), onde atuou por quatro meses. Nos três anos seguintes, construiu carreira na 1ª Vara Federal de Criciúma (SC). Em maio de 2005, foi removida para a 1ª Vara Federal de Porto Alegre, onde permaneceu até maio deste ano, quando foi promovida.
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Mídia e metrô tucano: como servir a Deus sem trair o Diabo?

 
Nunca a sorte política do PSDB – seus caciques e derivados— dependeu tanto da indulgência da mídia conservadora como agora.
E nunca, como agora, esse centurião de todas as horas esteve tão frágil para ajudá-los.
A sobrevivência mesmo esfarrapada do PSDB depende dramaticamente da decisão em torno da qual orbitam há dias os proprietários, editorialistas, colunistas, pauteiros e mancheteiros do dispositivo midiático conservador.
Aliviar ou não para um PSDB mergulhado até o nariz no conluio com oligopólios e corrupção no caso das licitações para compra de vagões do metrô, em São Paulo?
A hesitação no ar é tão densa que dá para cortar com uma faca.
Jorros de ambiguidade escorrem dos veículos impressos no café da manhã.
Num dia, como na 4ª feira passada, a Folha escondeu o escândalo retirando-o da 1ª página.
Mas encontrou espaço para estampar ali outra ‘grave denúncia’: a reforma de calçadas no centro de São Paulo não tem plano equivalente para as periferias.
Na edição seguinte, porém, o jornal dos Frias precipitou a publicação de um indício de envolvimento direto de José Serra com o cartel, em 2008.
Como?
Jogou a informação no papel. Sem investigar a fundo, como deveria, e fez, quando o alvo eram lideranças progressistas.
Não ouviu outros executivos de empresas participantes da mesma licitação, não biografou o braço direito do governador na operação denunciada pela Siemens. Não foi até Amsterdã ouvir testemunhas, checar informações, refazer o roteiro de Serra, conferir reuniões no hotel etc etc.
O secretário de transportes metropolitanos de Serra, então, e segundo a denúncia da multinacional alemã, parceiro do governador nas tratativas, era o engenheiro José Luiz Portella.
Por que o perfil de figura chave não foi esmiuçado?
Colunista da Folha atualmente, Portella é um quadro clássico: perfil público rebaixado, versatilidade operacional elevada dentro do PSDB.
Ela inclui serviços prestados ao governo FHC, no ministério da Educação, dirigido por Paulo Renato de Souza, já falecido.
Por acaso, Paulo Renato seria seu companheiro também no governo Serra, quando a secretaria da Educação de SP adquiriu, sem licitação, cerca de R$ 8 milhões em assinaturas de jornais , revistas e outras publicações dos grupos Estadão, Globo e Abril. (Em 2010 Serra deixaria o governo de SP para, com apoio da mídia, ser derrotado outra vez em uma disputa presidencial, agora por Dilma Rousseff.)
A pressa da Folha em veicular uma denúncia séria sem investigação anterior – e tampouco posterior, sintetiza um certo desespero que perpassa todo o dispositivo midiático conservador nesse momento.
A angústia deriva da difícil missão que os acontecimentos impõem ao jornalismo ‘isento’ nos dias que correm.
Como servir a Deus sem trair o Diabo?
Foi o que tentou a Folha nesse caso.
De um lado, mitigar a cumplicidade pública entre ela e Serra.
De outro, ao comprometer o tucano, faze-lo de forma tão frívola, que levou o jornal a omitir até mesmo reportagens anteriores de sua própria lavra, que endossariam a denúncia da Siemens.
Em 26 de outubro de 2010, a Folha revelou que seis meses antes da licitação dos lotes 3 e 8 da linha 5 (Lilás) do metrô, sua reportagem já tivera acesso aos nomes dos vencedores das obras.
A Folha registrou então as empresas vencedores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril de 2010. (Leia a cópia da reportagem da Folha ao final dessa nota)
Se isso não é uma corroboração forte de práticas sistêmicas de conluio, corrupção e cartel no governo Serra, o que mais seria então?
Por que a Folha menosprezou esses antecedentes?
Por que, se eles enfraquecem sobremaneira as alegações de Serra, Alckmin e assemelhados de espanto com práticas idênticas relatadas pela Siemens, agora também na etapa de aquisição de equipamentos?
A frouxidão moral dos colunistas savonarolas, o laxismo ético dos editoriais tem motivo de força maior.
A mídia está envolvida até o pescoço nesse escândalo, sugestivamente só revelado por iniciativa da pata empresarial do negócio e da ação do Cade.
Seu envolvimento tem um nome: omissão.
E sobrenome: cumplicidade.
Como explicar que o diligente jornalismo bandeirante, sempre tão atento à malversação da coisa pública na esfera federal, nunca investigou a fundo aquilo que esteve o tempo todo diante do seu nariz?
E não só diante do nariz, mas, como se vê pela reportagem de 2010, em suas próprias páginas, em escândalos, todavia, rebaixados como episódicos e pontuais?
A mídia conservadora hesita, se retorce e se remói.
A dimensão sistêmica do que aflora no metrô de SP coloca-a diante de um duplo abraço de afogados.
Se não investigar a fundo esse episódio, veiculado a fórceps, naufragará como parceira carnal do tucanato.
Se investigar, com rigor e isenção, uma prática de 16 anos de governos que sempre contaram com seu esférico apoio, em algum momento, de certa forma, terá que investigar a si própria.
Leia abaixo, a reportagem da Folha de 2010, ’esquecida’ no episódio equivalente de 2013.
26/10/2010 - 03h00

Resultado de licitação do metrô de São Paulo já era conhecido seis meses antes

RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO
A Folha soube seis meses antes da divulgação do resultado quem seriam os vencedores da licitação para concorrência dos lotes de 3 a 8 da linha 5 (Lilás) do metrô.
O resultado só foi divulgado na última quinta-feira, mas o jornal já havia registrado o nome dos ganhadores em vídeo e em cartório nos dias 20 e 23 de abril deste ano, respectivamente.
A licitação foi aberta em outubro de 2008, quando o governador de São Paulo era José Serra (PSDB) - ele deixou o cargo no início de abril deste ano para disputar a Presidência da República. Em seu lugar ficou seu vice, o tucano Alberto Goldman.
O resultado da licitação foi conhecido previamente pela Folha apesar de o Metrô ter suspendido o processo em abril e mandado todas as empresas refazerem suas propostas. A suspensão do processo licitatório ocorreu três dias depois do registro dos vencedores em cartório.
O Metrô, estatal do governo paulista, afirma que vai investigar o caso. Os consórcios também negam irregularidades ou "acertos".
O valor dos lotes de 2 a 8 passa de R$ 4 bilhões. A linha 5 do metrô irá do Largo 13 à Chácara Klabin, num total de 20 km de trilhos, e será conectada com as linhas 1 (Azul) e 2 (Verde), além do corredor São Paulo-Diadema da EMTU.
VÍDEO E CARTÓRIO
A Folha obteve os resultados da licitação no dia 20 de abril, quando gravou um vídeo anunciando o nome dos vencedores.
Três dias depois, em 23 de abril, a reportagem também registrou no 2º Cartório de Notas, em SP, o nome dos consórcios que venceriam o restante da licitação e com qual lote cada um ficaria.
O documento em cartório informa o nome das vencedoras dos lotes 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Também acabou por acertar o nome do vencedor do lote 2, o consórcio Galvão/ Serveng, cuja proposta acabaria sendo rejeitada em 26 abril. A seguir, o Metrô decidiu que não só a Galvão/Serveng, mas todas as empresas (17 consórcios) que estavam na concorrência deveriam refazer suas propostas.
A justificativa do Metrô para a medida, publicada em seu site oficial, informava que a rejeição se devia à necessidade de "reformulação dos preços dentro das condições originais de licitação".
Em maio e junho as empreiteiras prepararam novas propostas para a licitação. Elas foram novamente entregues em julho.
No dia 24 de agosto, a direção do Metrô publicou no "Diário Oficial" um novo edital anunciando o nome das empreiteiras qualificadas a concorrer às obras, tendo discriminado quais poderiam concorrer a quais lotes.
Na quarta-feira passada, dia 20, Goldman assinou, em cerimônia oficial, a continuidade das obras da linha 5. O nome das vencedoras foi divulgado pelo Metrô na última quinta-feira. Eram exatamente os mesmos antecipados pela reportagem.
OBRA DE R$ 4 BI
Os sete lotes da linha 5-Lilás custarão ao Estado, no total, R$ 4,04 bilhões. Os lotes 3 e 7 consumirão a maior parte desse valor.
Pelo edital, apenas as chamadas "quatro grandes" - Camargo Corrêa/Andrade Gutierrez e Metropolitano (Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão) - estavam habilitadas a concorrer a esses dois lotes, porque somente elas possuem um equipamento específico e necessário (shield). Esses dois lotes somados consumirão um total de R$ 2,28 bilhões.
OUTRO LADO
Em nota, o Metrô de São Paulo informou que vai investigar as informações publicadas hoje na Folha.
A companhia disse ainda que vai investigar todo o processo de licitação.
"É reconhecida a postura idônea que o Metrô adota em processos licitatórios, além da grande expertise na elaboração e condução desses tipos de processo. A responsabilidade do Metrô, enquanto empresa pública, é garantir o menor preço e a qualidade técnica exigida pela complexidade da obra."
Ainda de acordo com a estatal, para participação de suas licitações, as empresas precisam "atender aos rígidos requisitos técnicos e de qualidade" impostos por ela.
No caso da classificação das empresas nos lotes 3 e 7, era necessário o uso "Shield, recurso e qualificação que poucas empresas no país têm". "Os vencedores dos lotes foram conhecidos somente quando as propostas foram abertas em sessão pública. Licitações desse porte tradicionalmente acirram a competitividade entre as empresas", diz trecho da nota.
O Metrô afirmou ainda que, "coerente com sua postura transparente e com a segurança de ter conduzido um processo licitatório de maneira correta, informou todos os vencedores dos lotes e os respectivos valores".
Disse seguir "fielmente a lei 8.666" e que "os vencedores dos lotes foram anunciados na sessão pública de abertura de propostas". "Esse procedimento dispensa, conforme consta da lei, a publicação no 'Diário Oficial'".
Todos os consórcios foram procurados, mas só dois deles responderam ao jornal.
O Consórcio Andrade Gutierrez/Camargo Corrêa, vencedor da disputa para construção do lote 3, diz que "tomou conhecimento do resultado da licitação em 24 de setembro de 2010, quando os ganhadores foram divulgados em sessão pública".
O consórcio Odebrecht/OAS/Queiroz Galvão, vencedor do lote 7, disse que, dessa licitação, "só dois trechos poderiam ser executados com a máquina conhecida como 'tatu' e apenas dois consórcios estavam qualificados para usar o equipamento".
"Uma vez que nenhum consórcio poderia conquistar mais que um lote, a probabilidade de cada consórcio ficar responsável por um dos lotes era grande", diz.
O consórcio Odebrecht/ OAS/Queiroz Galvão diz ter concentrado seu foco no lote 7 para aproveitar "o equipamento da Linha 4, reduzindo o investimento inicial".
Colaborou ROGÉRIO PAGNAN, de São Paulo  
Saul Leblon
No Blog das Frases
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O arrivismo e a iniquidade de Veja e Época

A mídia privada luta por uma sociedade para poucos e por isto VIP.
Eurípedes Alcântara, diretor de Veja, sobre o TremSalão: “Há indícios, mas não provas". “(...) ao escândalo Siemens no Brasil faltam evidências sólidas”. “(...) tanto quanto as autoridades, os repórteres de Veja as estão buscando”. Neste momento respiro fundo após quase cair no chão de tanto rir; na verdade, gargalhar, pois, realmente eu nunca li algo tão cínico e hipócrita, desprovido de senso crítico e noção de ridículo. Realmente, os áulicos da imprensa de mercado superam suas próprias iniquidades e arrivismos e se tornam, sem sombra de dúvida, o que há de pior do que é pior no Brasil.
Trata-se de grupos empresariais extremamente autoritários, que se fortaleceram economicamente nos anos de ditadura militar (1964/1985). Após a redemocratização do Brasil, assumiram o lugar dos partidos de direita, que a partir de 2003 perderam o poder federal para os políticos trabalhistas, que são fortes candidatos às eleições presidenciais de 2014. Tais grupos midiáticos não aceitam as decisões das urnas e diuturnamente criam crises politicas que têm o objetivo de desqualificar, desconstruir e, se possível, derrubar do poder os políticos trabalhistas que se tornaram presidentes da República, a exemplo de Lula e Dilma Rousseff.
O autoritarismo dos donos de mídias de negócios privados e de seus empregados regiamente pagos para repercutir e irradiar os seus pensamentos políticos e interesses financeiros é similar, sem sombra de dúvida, ao autoritarismo e ao casuísmo dos generais presidentes, que calaram, perseguiram e mataram inúmeros ativistas de esquerda, bem como receberam o apoio inconteste dos barões da imprensa, que hoje pautam a vida brasileira e realizam uma campanha insidiosa e até mesmo violenta contra a mesma esquerda que esses empresários combateram juntamente com os militares que trouxeram angústia e dor à sociedade civil organizada.
A Editora Abril e especificamente a Veja, indubitavelmente, não tem compromisso com os interesses do Brasil e com o desenvolvimento da sociedade brasileira. Ponto. As razões apresentadas pelo seu diretor, Eurípedes Alcântara, são vazias, sendo que ele se aproveita do subterfúgio de lembrar dos malfeitos dos petistas, muitos deles que não foram provados e se perderam no “esquecimento” conveniente da imprensa conservadora, para poder defender a corrupção tucana, que foi escondida durante longos 20 anos, o que é um absurdo e um acinte para a sociedade paulista e brasileira.
Dos mesmos subterfúgios mequetrefes e malandros se valeu a revista Época e o jornalista Diego Escosteguy, repórter há tempos questionado em sua ética profissional, porque useiro e vezeiro em não provar o que escreveu, quando ele, por exemplo, “denunciou” que havia distribuição de pacotes de dinheiro na Casa Civil. As assertivas de Escosteguy jamais se confirmaram. Ao contrário, foram desmentidas e o jornalista mais uma vez experimentou o sentimento de ser desacreditado.
A verdade é que o escândalo contra o PMDB para obviamente atingir o PT anunciado por meio do twitter pelo escriba de Época e repercutido também pelo blogueiro e colunista de O Globo, Ricardo Noblat, profissional conhecido por sua agressividade e oposição aos governantes trabalhistas, já foi, ao que parece, para o espaço. Em vez de ser a bomba anunciada, não passou de um traque, que ora foi negado pelo lobista João Augusto Henriques, em quem Diego Escosteguy se fiou para escrever a sua matéria.
De acordo com a reportagem do “notável” repórter, João Augusto teria revelado desvios de verbas da área internacional da Petrobras para promover e financiar as campanhas políticas do PMDB. O vice-presidente da República, Michel Temer, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, e o megaempresário, Marcelo Odebrecht, segundo a reportagem, efetivaram o esquema de propinas. A Odebrecht, inclusive, doou US$ 8 milhões para a campanha presidencial, e, em contrapartida, firmou contratos com a maior estatal brasileira. Só que o lobista João Augusto nega as próprias declarações, o que fez diminuir, e muito, a força de explosão da bomba de Diego Escosteguy tão festejada pelo colunista oposicionista Ricardo Noblat.
A verdade é a seguinte: tanto o diretor de Veja — a Última Flor do Fáscio —, Eurípides Alcântara, quanto o repórter Diego Escosteguy e os seus chefes diretores e editores de Época, revista das Organizações(?) Globo que, tal qual a Veja, envolveu-se com o escândalo do bicheiro Carlinhos Cachoeira, querem atingir, por intermédio de suas “reportagens” e editoriais a presidenta trabalhista Dilma Rousseff, e, consequentemente, abafar o, sem sombra de dúvida, megaescândalo de R$ 525 milhões do PSDB paulista, que envolve as suas principais lideranças políticas, a exemplo do falecido Mário Covas, de José Serra, de Geraldo Alckmin e de Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — aquele que vendeu o patrimônio público do Brasil que ele não construiu, além de ter pedido esmolas ao FMI de joelhos e com o pires nas mãos por três vezes, porque quebrou o Brasil três vezes.
Recursos da ordem de R$ 525 milhões em apenas um escândalo. Agora a pergunta que teima em não se calar: o que deve ter acontecido em termos de dinheiro nos tempos da privataria tucana? Acho que até o diabo teria vergonha por ser tão humilhado pelas ações privatistas de FHC e de sua equipe, que nunca governaram para o povo brasileiro e, sim, para os interesses dos ricos e dos muitos ricos, dentre eles os estrangeiros.
Até hoje o Judiciário e a Procuradoria Geral deste País não tomaram quaisquer atitudes quanto às privatizações, bem como renegaram o livro A Privataria Tucana, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que se baseia fundamentalmente em documentos pesquisados de forma legal, além de mostrar, sem deixar margem para a dúvida, quem são as pessoas que participaram desse processo draconiano de entrega das riquezas do Brasil e do povo brasileiro.
Época e Veja não brincam em serviço, e, apesar de seus graves erros no aspecto jornalístico, não vacilam em especular realidades, criar faits divers e elaborar argumentos não plausíveis, porque o propósito é causar confusão e dúvida ao público, criminalizar os políticos e judicializar a política. A imprensa alienígena e corporativa age dessa maneira para continuar sua trilha (não confunda com trilho) de combate e de oposição sistemática contra o Governo trabalhista, o PT ou quaisquer instituições ou pessoas que, porventura, atrevam-se a não concordar ou a enfrentar o pensamento único da mídia burguesa, que luta para edificar a ditadura da imprensa e, por conseguinte, pautar o dia a dia do cidadão brasileiro e governar no lugar dos governantes eleitos.
O big brother é a imprensa de negócios privados, ponta de lança da plutocracia e mantenedora do establishment. Se depender dela, os tucanos continuam em seus cargos por mais 20 anos em São Paulo, mesmo o Pais a perceber que o poderoso estado bandeirante está a enfrentar uma verdadeira guerra civil no que concerne a todo tipo de violência, o PIB ter diminuído, a qualidade de vida do paulista ter piorado em todos os aspectos e a corrupção ser endêmica, uma chaga que corrói as estruturas do estado paulista.
São Paulo necessita, urgentemente, de mudanças e novos horizontes para que o ar naquela unidade da Federação seja renovado, porque o cheiro de mofo e de podridão é muito forte e não convém à sociedade paulista conviver com políticos que nos últimos 20 anos são os representantes dos interesses dos grandes capitalistas e dos setores mais conservadores e reacionários da sociedade, a exemplo do arrivismo e da iniquidade de Época e Veja. É isso aí.
Davis Sena Filho
No Palavra Livre
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18 anos sem o professor e militante Florestan Fernandes

http://www.diarioliberdade.org/archivos/imagenes/articulos/0710a/160710_florestan-fernandes-ato-defesa-ensino-publico1.jpg 
"Faz 18 anos da morte do meu pai. O tempo passou rápido demais! Fico imaginando como ele gostaria de estar vivendo um momento como este no Brasil. Em quantas manifestações públicas ele teria estado presente e o que andaria pensando, revendo, falando e escrevendo! Penso que a sua inteligência, criatividade e indignação com as injustiças sociais ainda nos fazem muita falta", escreveu a amigos a socióloga Heloísa Fernandes, filha de Florestan.
Nascido na capital paulista em 22 de julho de 1920, Florestan começou a lutar já na infância para conquistar o próprio nome. A patroa de sua mãe o chamava de Vicente, por considerar que seu nome não era nome de pobre. Aos seis anos começou a trabalhar e, por isso, não conseguiu completar o curso primário. Terminou o ensino fundamental por meio do curso de madureza, conhecido hoje por supletivo. Na adolescência, foi vendedor de produtos farmacêuticos.
Aos 18 anos, começou a estudar na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo em 1947. Formou-se em ciências sociais e fez doutorado em 1951. Trabalhou como assistente catedrático, livre docente e professor titular na cadeira de sociologia. Em 1964 se efetivou na cátedra.
Foi mestre de sociólogos renomados. Defensor da educação pública, gratuita e de qualidade, nos anos 60 participou de uma campanha pelo país a favor da escola pública, expondo uma das falhas mais dramáticas da sociedade brasileira, que é o descaso pela democratização e generalização do ensino.
Cassado com base no AI-5, em 1969, deixou o país e deu aulas nas universidades de Columbia (EUA), Toronto (Canadá) e Yale (EUA). Voltou ao Brasil em 1972 e passou a lecionar na PUC-SP. Não procurou reintegra-se à USP, da qual recebeu o título de professor emérito em dezembro de 1985. Florestan esteve ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde sua fundação.
Em 1986 filiou-se ao partido e exerceu dois mandatos de deputado federal. Foi um admirador e apoiador da luta dos trabalhadores Sem Terra. "O subdesenvolvimento, em suma, tem alimentado o desenvolvimento. Esse paradoxo só desaparecerá quando os de baixo lutarem organizadamente contra a espoliação, exigindo transformações profundas na política econômica, nas funções do Estado e na estrutura da sociedade de classes", escreveu Florestan, que não via o destino da ex-URSS como o fim do socialismo e do marxismo, nem a globalização como a esperança dos excluídos.
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Superfaturamento de cartel do trem em SP e no DF teria chegado a R$ 577 mi

 
Governos teriam gastado 30% a mais em cinco licitações alvo de fraudes, de acordo com documentos obtidos pelo Estado; primeiro contrato dividido entre empresas do setor metroferroviário teria sido o da Linha 5-Lilás do Metrô
Os governos de São Paulo e do Distrito Federal podem ter gastado até 30% a mais, ou R$ 577,5 milhões, em cinco contratos suspeitos de serem alvo de cartel entre empresas nacionais e estrangeiras do setor metroferroviário. A suposta fraude foi denunciada pela alemã Siemens ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Documentos obtidos pelo Estado mostram que, com o esquema, esses contratos chegaram a R$ 1,925 bilhão (em valores atualizados).
O Estado procurou as empresas, mas só nove das 20 se manifestaram. Em nota, a Siemens informou que, desde 2007, faz esforços para aprimorar sua administração e coopera integralmente com as investigações. Ao todo, 44 executivos - de presidentes a gerentes - de empresas de 11 países foram acusados de participação nas tratativas mantidas para impedir que a disputa dos contratos levasse à prática de preços menores do que os oferecidos pelas empresas.
De acordo com documentos da Siemens a que o Estado teve acesso, o grupo se considerava blindado por pelo menos um de seus contratantes: a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A suspeita é de que agentes públicos tenham recebido propina das empresas para fazer vista grossa ao cartel durante os governos dos tucanos Mário Covas (1995-2001), Geraldo Alckmin (2001-2006) e José Serra (2007-2010).
Os papéis da Siemens mostram que um de seus executivos manteve um diário no qual escreveu, em 8 de julho de 2002: "Enquanto a Alstom mantiver seu preço acima do preço da Siemens, e a CPTM bloquear qualquer ataque, a Siemens será vencedora." Trata-se de referência direta à negociação para a divisão entre as empresas dos contratos para a manutenção de trens S2000, S2100 e S3000.
Além deles, a lista de licitações viciadas inclui o fornecimento de material para a Linha 2-Verde do Metrô no trecho Ana Rosa-Ipiranga, para a Linha 5-Lilás no trecho Largo 13-Santo Amaro, para a manutenção dos trens s2000, s2100 e s3000, para a manutenção de trens do projeto Boa Viagem (CPTM, contrato de R$ 276 milhões) e para a manutenção de trens do Distrito Federal. Em um sexto caso - a manutenção de trens dos projetos 320 e 64 da CPTM -, a ação do cartel só não deu certo porque a espanhola CAF, uma das acusadas, não chegou a um acordo, ganhando as licitações com preço menor.
Funcionários
A ação do cartel ainda se estendeu aos contratos da Linha 4-Amarela do Metrô. O acerto entre as empresas começou depois de a Siemens conseguir contratar dois funcionários da multinacional francesa Alstom.
Segundo documento da Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, os dois funcionários "possuíam formação técnica relacionada a serviços de manutenção de trem e metrô e, à época da licitação, trabalhavam na manutenção do Metrô DF, serviço que era prestado pela Alstom, IESA E TCBR". Como o edital exigia "que o licitante vencedor apresentasse qualificações", que eram detidas pelos dois funcionários, a Alstom teve de entrar em acordo com a Siemens. Em troca, a empresa alemã seria subcontratada nos trechos 1 e 2 da Linha 4.
O acordo entre as empresas previu que dois consórcios disputassem o contrato. Deveriam oferecer preços entre 94,5% e 95% do valor previsto pelo governo do Distrito Federal. Quem vencesse subcontrataria o perdedor em até 48% do contrato, que ficou na época em R$ 77,3 milhões (R$ 103,4 milhões atuais).
Acertos
Além de e-mails e do diário do executivo da Siemens, o Cade, os procuradores da República e os promotores do Ministério Público Estadual têm em mãos os depoimentos de seis executivos da empresa alemã, que confessaram a prática de cartel de 1998 a 2008.
O primeiro contrato dividido entre as empresas foi o da Linha 5-Lilás, contratado pela CPTM. O acerto entre elas foi feito em reuniões no escritório da Mitsui e da TTrans, em São Paulo. Entre os dias 1.º e 6 de junho de 2000, formou-se o consórcio Sistrem. Ele reunia todas as empresas que haviam sido pré-qualificadas pela CPTM para fornecer o material ferroviário ao governo. As empresas decidiram quais os preços que cada uma apresentaria.
Assim também foi feito na primeira licitação de manutenção de trens: os vencedores foram o consórcio Cobraman (Alstom, a canadense Bombardier e a CAF), que obteve o contrato para os trens S2000; a Siemens (trens s3000); e o consórcio Consmac (s2100), formado por Alstom e CAF, que subcontratou a Bombardier, a japonesa Mitsui e a chilena Temoinsa.
Bruno Ribeiro e Marcelo Godoy
No Estado de S.Paulo
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Brasileiros aprovam contratação de médicos estrangeiros

Aumenta aprovação à contratação de médicos estrangeiros no Brasil. Pesquisa revela que 54% dos brasileiros são favoráveis ao projeto do governo federal de trazer médicos para trabalhar em regiões onde faltam profissionais de saúde
mais médicos brasil
Contratação de médicos estrangeiros é aprovada por
maioria dos brasileiros.
Aumentou a aprovação à contratação de médicos estrangeiros no Brasil, uma das medidas previstas pelo programa do governo federal Mais Médicos, revela pesquisa Datafolha.
Segundo o levantamento, feito entre quarta e sexta-feira da semana passada, 54% dos entrevistados são favoráveis ao projeto do governo federal de trazer médicos para trabalhar em regiões onde faltam profissionais de saúde.
No fim de junho, o índice de aprovação era de 47%. Da mesma forma, 48% eram contrários ao projeto na pesquisa de junho – agora, esse percentual caiu para 40%.
Perfil
De maneira geral, quem apoia a vinda de médicos estrangeiros é homem (59%), tem ensino fundamental (54%) e avalia bem o governo federal (63%).
A maioria (60%) vive no Nordeste do país, principalmente em em cidades de médio porte – entre 50 mil e 200 mil habitantes (60%).
Os maiores críticos ao projeto são com ensino superior (52%), avaliam como ruim ou péssima a gestão da presidente Dilma Rousseff (52%) e moram em cidades grandes, acima de 500 mil habitantes (46%).
Programa
Lançado em julho pela presidente Dilma Rousseff, o Mais Médicos tinha dois eixos. O primeiro é fixar médicos, brasileiros ou estrangeiros, na rede pública de saúde de municípios do interior e periferias das grandes cidades. O segundo é ampliar o curso de medicina em dois anos,
Após a primeira fase, que se destinava a médicos formados no Brasil ou que já têm autorização para atuar no país, ter atendido apenas 6% da demanda dos municípios, foram abertas as inscrições para médicos que atuam no exterior.
Os médicos estrangeiros deverão passar três semanas sob avaliação de uma universidade antes de trabalhar.
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Denúncia de Época é arma tucana na guerra eleitoral

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Piora no desempenho do PSDB no Datafolha, tanto com Aécio Neves como com José Serra, leva o partido a investir na denúncia da revista Época deste fim de semana, sobre desvios na Petrobras, para financiar deputados e campanhas políticas, incluindo da presidente Dilma; deputado Maurício Quintella (PR-AL) quer ir ao STF para instalar a CPI da Petrobras, uma iniciativa que, na Câmara, tem apoio do líder do PMDB, Eduardo Cunha; "bomba" anunciada pela revista, no entanto, está coberta pela polêmica
A queda apontada pelo Datafolha nas intenções de voto do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que caiu de 17% a 13% segundo a pesquisa, levará o partido a engrossar o coro contra a Petrobras, depois de uma denúncia publicada pela revista Época – reportagem do veículo da Editora Globo afirma que recursos desviados em contratos da Petrobras teriam sido usados para financiar campanhas políticas, como a da presidente Dilma Rousseff em 2010. Segundo Época, a denúncia é do lobista João Augusto Henriques, que negou o depoimento 24 horas depois. Em seguida, Época publicou parcialmente o áudio da conversa entre Henriques e o jornalista Diego Escosteguy.
O PSDB pretende pedir apuração do esquema denunciado por Época ao Ministério Público Eleitoral. Além disso, a bancada do partido tentará convocar, para prestar depoimento na Câmara dos Deputados, o ex-presidente da estatal José Sergio Grabrielli e o engenheiro João Augusto Henriques, ex-diretor da BR Distribuidora e que, segundo Época, foi quem revelou a denúncia.
A legenda já tem o apoio indireto do deputado do PR Maurício Quintella, que declarou neste domingo que pretende recorrer ao STF para que seja instalada no Congresso a CPI da Petrobras. Apesar de também integrar a base aliada do governo, o líder do PMDB na Câmara, o deputado Eduardo Cunha (RJ), diz ser favorável à instalação da CPI: "Será a oportunidade de deixar às claras o que aconteceu", afirmou.
Na avaliação do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a "bomba" da revista da Editora Globo é "mais um capítulo" da "história de corrupção que consegue abalar a mais sólida empresa pública desse país". Em seu blog, neste final de semana, o parlamentar tucano afirmou que propôs a instalação de uma CPI da Petrobras em 2009, mas que enfrentou "verdadeira operação de guerra pelo Palácio do Planalto para inviabilizar a investigação".
Polêmica
A reportagem de Época, no entanto, está coberta pela polêmica. Um dia depois da publicação da matéria, o entrevistado João Henriques, que teria revelado a denúncia contra a Petrobras ao jornalista Diego Escosteguy, negou o depoimento. O repórter afirmou em seguida que a entrevista havia sido gravada e que publicaria os áudios no site da revista. Ele assim o fez, mas recebeu acusações de ter editado a gravação de forma parcial e publicado as declarações fora de contexto.
Defesa
A presidência da República não se pronunciou sobre o caso. Ao comentar a reportagem, o deputado do PT Paulo Teixeira enfatizou a negativa feita pelo entrevistado à revista, que seria o denunciante do esquema, e afirmou que o que deve ser investigado é a denúncia que envolve os tucanos em São Paulo, sobre propinas e favorecimento a empresas em licitações do Metrô e da CPTM sob governos de Mario Covas, Geraldo Alckmin e José Serra, do PSDB.
No 247
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A entrevista de Luís Fernando Veríssimo

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Noblat e o "gigante adormecido"

Em seu blog hospedado no sítio do jornal O Globo, o jornalista e militante Ricardo Noblat faz hoje (12) uma conclamação entusiástica para novos protestos de rua. Ele está indignado e dá tiros para todos os lados. No texto intitulado "O gigante dormiu. De novo", ele critica o relator do regimento do Senado, Edison Lobão Filho (PMDB), que "decidiu sumir com a palavra ética" do documento, e condena o uso de dinheiro público em campanhas eleitorais. Como sempre, porém, a indignação de Noblat é seletiva. Ele não fala nada, por exemplo, da sonegação bilionária das Organizações Globo.
O "calunista" global, que nunca gostou muito dos protestos populares, agora roga pelo retorno das massas às rua. "Cadê o gigante? Ele não havia acordado? Foi em junho último que manifestações diárias sacudiram o país. Num único dia, mais de três milhões de pessoas gritaram slogans, enfrentaram a polícia e algumas botaram para quebrar. Nunca os políticos temeram tanto o povo. A presidente da República falou à Nação. O Congresso prometeu aprovar em regime de urgência um lote de benfeitorias sob o título de Agenda Positiva".
Mais uma vez, na sua seletividade, ele deixa de mencionar que os manifestantes também "gritaram slogans" contra a Rede Globo - um dos mais ouvidos em todo o país. Somente no dia 11 de julho ocorreram nove manifestações em frente às sedes da emissora e das suas afiliadas. Mas Noblat não viu! Ele prefere dizer que "nunca os políticos temeram tanto o povo", mas nada fala sobre o medo que tomou conta dos seus patrões - que retiraram as equipes de repórteres das ruas e cobrem os protestos do alto de prédios e de helicópteros.
Já que está tão animado com as manifestações populares, o jornalista da Globo poderia aproveitar o seu espaço nobre para reforçar duas iniciativas dos próximos dias. Nesta quarta-feira, o Movimento Passe Livre (MPL), o Sindicato dos Metroviárias e várias outras entidades agendaram um protesto na capital paulista para exigir a apuração das denúncias sobre o propinoduto tucano. No seu artigo, Noblat até cita o caso, mas sem grande ênfase. "A cara de bom moço do PSDB foi seriamente desfigurada pelo escândalo das licitações de trens dirigidas". Cara de bom moço do PSDB?
Outra mobilização está sendo preparada para 30 de agosto, junto ao Dia Nacional de Paralisações convocada pelas centrais. A ideia é ocupar novamente as ruas em frente às sedes da TV Globo e de suas afiliadas para exigir a apuração das denúncias sobre a bilionária sonegação fiscal da emissora. Será que o Ricardo Noblat topa divulgar esta iniciativa. Ele mesmo encerra o artigo com uma boa provocação: "Quanto ao gigante... Nada mais esquisito. Faz o maior auê, sai de cena de mãos vazias e se recolhe para pegar no sono. Não, meu caro, não é hora de deitar em berço esplêndido".
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Alstom e Siemens financiaram Alckmin e outros tucanos

Envolvidas em suspeitas de corrupção, multinacionais fizeram doações legais para o governador de São Paulo e tucanos como José Anibal, Julio Semeghini e Barros Munhoz 
As multinacionais Alstom e Siemens ajudaram a financiar a campanha do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, quando o tucano disputou o cargo em 2002. Na eleição seguinte, os atuais secretários estaduais José Anibal (Minas e Energia) e Julio Semeghini (Planejamento), ambos do PSDB, e Rodrigo Garcia (Desenvolvimento Social), do DEM, e o líder de Alckmin na Assembléia Legislativa, o tucano Barros Munhoz, receberam contribuições de uma ou de outra empresa.
As doações foram legais e informadas pelos candidatos em prestações de contas entregues à justiça. Perto do gasto eleitoral total que eles declararam, são irrisórias. Por isso, valem pelo simbolismo. O patrocínio expressou uma preferência política das companhias pelos tucanos e seus aliados. Neste sentido, alimenta a suspeita de que PSDB, Alstom e Siemens são parceiros em obras superfaturadas e desvio de recursos públicos, um esquema sob apuração de várias autoridades.
Em 2002, Alckmin recebeu 5 mil reais da Siemens e 1 mil reais da Alstom. Era a primeira vez que concorria ao cargo. Ele concluía o mandato de Mario Covas (PSDB), morto em 2000. Segundo as denúncias sob investigação, foi no governo Covas (1995-2000) que começou o vínculo tucano com as multinacionais. As duas são responsáveis até hoje por contratos bilionários com o trem e o metrô paulistas. Alckmin gastou no total 12 milhões de reais na eleição de 2002. Ele foi o único candidato a governador de São Paulo a ser financiado pelas multinacionais naquela campanha.
Quatro anos depois, Anibal e Semeghini disputaram e conquistaram uma vaga na Câmara dos Deputados com financiamento da Siemens. O primeiro recebeu 4 mil reais da empresa. Ele declarou ter gasto 1,3 milhão na campanha. Na ocasião, Anibal era vereador em São Paulo, cargo para o qual se elegera em 2004 com apoio financeiro da Alstom. Na Câmara de Vereadores, Aníbal foi líder do então prefeito José Serra (PSDB). A secretaria que Anibal comanda hoje cuida de uma área em que atuam Alstom e Siemens. Ambas fornecem equipamentos para usinas térmicas e hidrelétricas.
Em 2008, o jornal norte-americano Wall Street Journal publicou reportagem que informava que o Ministério Público da Suíça investigava a Alstom por subornar agentes públicos em diversos países em troca de contratos. Um dos casos de pagamento de propina teria ocorrido na obra da hidrelétrica de Itá, localizada em Santa Catarina.
Semeghini recebeu da Siemens 3 mil reais na campanha de 2006, na qual declarou ter gasto ao todo 965 mil reais. Além dele e de Aníbal, a empresa alemã financiou só mais um candidato naquela eleição: o paranaense Osmar Dias, do PDT. A doação de 8,8 mil reais para Dias foi feita durante o segundo turno da campanha para o governo do Paraná. Dias concorreu contra Roberto Requião, do PMDB, que tentou e conseguiu se reeleger. Dias era apoiado por Alckmin, que disputava a Presidência contra Luiz Inácio Lula da Silva, que por sua vez aliava-se a Requião.
Barros Munhoz e Rodrigo Garcia elegeram-se deputados estaduais em 2006 com apoio financeiro da Alstom: 1 mil reais e 2 mil reais, respectivamente. Ambos declararam à justiça um gasto eleitoral de 1,3 milhão de reais. Eles foram os únicos candidatos financiadas pela multinacional francesa na eleição.
Eleito, Munhoz foi líder do governador José Serra na Assembleia em 2007 e 2008. Nos quatro anos seguintes, presidiu a Assembleia Legislativa – dois anos no fim do mandato de Serra, dois em outra gestão de Alckmin. Desde março de 2013, ele é líder de Alckmin na Assembleia. É quem comanda a tropa do governador contra a instalação da CPI do Metrô, defendida pelo PT. Em nota na sexta-feira 9, Munhoz disse que o pedido de CPI “não passa de mais uma manobra midiática de parlamentares oposicionistas com foco nas eleições do ano que vem”.
Andre Barrocal | Agência Brasil
No Justiceira de Esquerda
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Primeiro-ministro da Noruega se disfarça de taxista para saber o que o povo pensa

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Vá entender

Vá entender-1: quando era raro mulher ir a futebol os calçõezinhos curtos dos jogadores deixavam suas coxas reluzentes à mostra. À medida que mulheres começaram a frequentar os estádios, os calções foram aumentando de tamanho. Hoje são até mais compridos do que os que usavam os europeus, e dos quais dávamos risadas.
Quando o Arsenal veio jogar no Brasil, na pré-história, nada parecia mais estranho do que seus calções até os joelhos. Hoje, vendo jogos antigos da seleção e de times brasileiros, nada parece mais estranho do que seus calçõezinhos apertados. As coxas reluzentes foram sonegadas das moças. Explicações sociológicas à vontade.
Vá entender-2: na Europa as manifestações populares são contra a austeridade e o corte nos gastos sociais do governo, para pagar as dívidas e sanar as finanças. No Brasil, as manifestações são pela austeridade: protestam, entre outras coisas, pelo desperdício de dinheiro em estádios de futebol e os outros custos da Copa.
Claro que nem os manifestantes europeus pedem que seus governos construam estádios de futebol para ficarem ociosos, como exemplo de estímulo à economia, nem os manifestantes brasileiros pedem que o governo não gaste nada. Mas o contraste entre as reivindicações de parte a parte mostra como essa questão de intervencionismo keynesiano versus conservadorismo monetarista pode ser apenas uma questão de geografia.
E chegamos, não me pergunte como, aos pelos pubianos. Durante muitos anos a “Playboy” americana publicou fotos de mulheres nuas sem mostrar seus pelos pubianos. Até que houve uma edição histórica por duas razões: pela primeira vez a nua do mês era negra, e apareciam seus pelos pubianos.
Agora, como sabe quem costuma ver a “Playboy” brasileira, os pelos pubianos voltaram a desaparecer. Não por obra de retoque editorial ou photoshop, mas por obra das próprias mulheres, que os raspam — ou no máximo os reduzem a um bigodinho do Hitler. Vá entender-3.
Papo Vovô
Lucinda, nossa neta de 5 anos, volta e meia aparece com palavras novas, que não sabemos onde aprendeu. Sua palavra favorita, no momento, é “estatelado”. E no outro dia ela estava brincando de apresentadora de um programa culinário e, quando terminou seu bolo de faz de conta, mostrou para a câmera imaginária e disse: “Voalá!” Ficamos estatelados.
Luís Fernando Veríssimo
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Trabalhador rural é assassinado em fazenda do grupo de Daniel Dantas

http://valberlucio.files.wordpress.com/2012/06/violc3aancia-no-campo.jpg?w=400&h=287 
Organizações sociais denunciam o assassinato do trabalhador rural, Welbert Cabral Costa, de 26 anos, que teria sido morto por um funcionário da Fazenda Vale do Triunfo, do Grupo Santa Bárbara, pertencente ao banqueiro Daniel Dantas, no dia 27 de julho deste ano.
A fazenda se encontra no município de São Félix do Xingu, no Pará, e segundo relatos, Divo Ferreira, funcionário da fazenda, atirou na nuca de Welbert por causa de um desentendimento em relação aos direitos trabalhistas.
Seu corpo ainda não foi encontrado, e as investigações iniciais foram feitas pela própria família, até que o Delegado Lenildo Mendes dos Santos assumiu o caso. Porém, o delegado está tendo dificuldades em receber o apoio da Polícia Civil para encontrar o corpo e realizar outras diligências necessárias para a conclusão das investigações.
Confira abaixo a nota das entidades:

Assassinato de trabalhador rural em Fazenda do grupo Santa Bárbara

A Comissão Pastoral da Terra (CPT – PA), a Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos e a Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados (OAB-PA) denunciam o assassinato de Welbert Cabral Costa, em 24/07/13, no interior da Fazenda Vale do Triunfo, do Grupo Santa Bárbara, no Município de São Félix do Xingu.
Embora a Polícia ainda não tenha encontrado o corpo, há uma testemunha ocular, que presenciou o funcionário da fazenda, Divo Ferreira, disparar um tiro na nuca de Welbert.
O assassinato frio e covarde se deu por um desentendimento relacionado a direitos trabalhistas. Informações de moradores da região e funcionários dão conta de que este não é o primeiro homicídio pela mesma motivação e com as mesmas características.
A presença do Grupo Santa Bárbara na região, maior agropecuária do Brasil e segunda do mundo, possuidora de 500 mil hectares de terra e 550 mil cabeças de gado, tem sido alvo de frequentes denúncias da CPT em conflitos agrários.
Recentemente, a CPT de Marabá e a Fetragri/Sudeste denunciaram que a Fazenda Castanhal, também do Grupo Santa Bárbara, localizada no Município de Piçarra, usava jovens delinquentes para fazer a segurança da fazenda com armas pesadas; foi instaurado inquérito, porém ainda sem qualquer conclusão.
Welbert tinha 26 anos e deixou esposa e quatro filhos pequenos. Seu corpo ainda não foi encontrado e as investigações iniciais foram feitas pela própria família, até que o Delegado Lenildo Mendes dos Santos assumiu o caso e esclareceu os fatos. Porém, não está recebendo o apoio da Polícia Civil para encontrar o corpo e realizar outras diligências necessárias para a conclusão das investigações.
A família de Welbert, desesperada, reclama o corpo. A testemunha ocular do crime está amedrontada e sente-se ameaçada já que sabe que crimes com estas características são comuns naquela fazenda.
O próprio Welbert já havia relatado para a família que presenciou um operador de trator ser assassinado com as mesmas nuances a que viria a ser vítima, motivo pelo qual, acredita-se, existir um cemitério clandestino dentro da Fazenda Vale do Triunfo, onde o corpo de Welbert fora ocultado.
As entidades abaixo assinado:
- denunciam o assassinato do trabalhador rural Welbert Cabral Costa, na fazenda Vale do Triunfo, do Grupo Santa Bárbara
- exigem, do Delegado Geral da Policia da Policia Civil e do Secretaria da Segurança Pública do Pará ,imediatamente e com a máxima urgência que sejam feitas buscas no interior da referida fazenda para encontrar o corpo de Welbert, para que as investigações sejam concluídas.
Xinguara, 9 de agosto de 2013
Comissão Pastoral da Terra - PA
Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos
Comissão de Direitos Humanos da OAB/PA
Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Pará – Fetagri
MST - PA
No MST
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IBGE dá início à Pesquisa Nacional de Saúde (PNS)

http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/imprensa/fotos/original/00000014211808112013185712854284.jpg 
O IBGE inicia hoje, 12 de agosto, em convênio com o Ministério da Saúde e com a coordenação técnica da Fiocruz, a coleta de informações da Pesquisa Nacional de Saúde 2013 - PNS. Até novembro, cerca de 1.000 entrevistadores visitarão 80 mil domicílios em 1.600 municípios em todo o país, para conhecer a saúde e o estilo de vida da população. A pesquisa também tem o objetivo de produzir dados sobre acesso e uso dos serviços de saúde, ações preventivas, continuidade dos cuidados e financiamento da assistência de saúde.
O desafio é grande. Para saber como está a saúde no Brasil, o IBGE e a Fiocruz planejaram a pesquisa em duas etapas. A primeira consiste no preenchimento de um questionário que captará informações de todos os moradores, em todos os domicílios visitados. Além disso, será selecionado um morador maior de idade em cada um dos domicílios visitados, que responderá outro questionário e terá medidos peso, altura, cintura e pressão arterial. A escolha desse morador será feita aleatoriamente, pelo computador de mão do agente de pesquisa, no momento da entrevista.
Na segunda etapa da pesquisa, aplicada em 25% das áreas visitadas, esse mesmo morador maior de idade selecionado para as medidas antropométricas e de pressão arterial fará exames laboratoriais de sangue e urina.
A coleta da PNS começa pelos estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Goiás, Rondônia, Roraima, Amapá e Rio Grande do Sul e, nas próximas semanas, alcançará todas as unidades da federação. A previsão é que a pesquisa seja realizada a cada cinco anos, com detalhamento nos níveis Brasil, grandes regiões, unidades da federação, regiões metropolitanas que contenham municípios das capitais e municípios das capitais, e que os primeiros resultados sejam divulgados em 2014.
Sigilo das informações coletadas pela PNS é garantido por lei
É importante ressaltar que todas as informações coletadas pela PNS, inclusive os resultados dos exames laboratoriais, têm sua confidencialidade garantida pela lei do sigilo da informação estatística (Lei nº5534) e só podem ser utilizadas para fins estatísticos.
Todos os entrevistadores da PNS deverão portar o crachá do IBGE e o equipamento eletrônico de coleta de dados (computador de mão). Também será possível confirmar a identidade do entrevistador pelo telefone 0800-721-8181.
Antes de sair às ruas, eles fizeram um treinamento não só para aplicar o questionário corretamente, como para tirar as medidas antropométricas e de pressão arterial. Já os exames de sangue e urina serão realizados por laboratórios credenciados pelo Ministério da Saúde.
Parte do questionário e medidas antropométricas são realizadas em apenas um morador por domicílio
Para produzir os melhores dados sobre a saúde e o estilo de vida dos brasileiros, o questionário da Pesquisa Nacional de Saúde foi elaborado da seguinte forma: primeiro, são feitas perguntas sobre o domicilio, como, por exemplo, abastecimento de água, posse de animais de estimação, ocorrência de visitas de equipes de saúde da família, entre outras. A seguir, as perguntas se referem a cada um dos moradores do domicílio. São perguntas sobre características gerais (sexo, idade, estado civil, entre outras), educação, trabalho, rendimento, deficiência, plano de saúde, utilização de serviços de saúde e saúde de crianças e idosos.
No momento da entrevista, um morador maior de idade será selecionado aleatoriamente pelo computador de mão para responder outro questionário com perguntas sobre trabalho, estado de saúde, acidentes, estilos de vida (consumo de bebidas alcóolicas, prática de atividades físicas e fumo, por exemplo), doenças crônicas, saúde da mulher, atendimento pré-natal (quando for o caso), saúde bucal e atendimento médico. Serão tiradas as medidas antropométricas e de pressão, e o entrevistador também pedirá informações para contatos futuros, sempre garantido o sigilo do informante.
Se for necessário, o entrevistador fará mais de uma visita ao domicílio para completar a pesquisa.
Coleta de material para os exames laboratoriais é feita em casa
Além do questionário e das medidas, serão realizados exames de sangue e urina em 25% das áreas visitadas pelos pesquisadores do IBGE, selecionadas aleatoriamente. Na amostra de sangue, serão feitos exames de hemoglobina glicada, colesterol, hemograma, hemoglobina S e outras hemoglobinopatias, creatinina e sorologia da dengue; na urina, serão analisadas a dosagem de sódio, de potássio e creatinina.
Nessas áreas selecionadas (25%), todos aqueles moradores maiores de 18 anos que tiraram as medidas antropométricas também farão os exames. O morador será informado se faz parte dessa amostra na primeira visita do entrevistador. O laboratório credenciado pelo Ministério da Saúde fará contato diretamente com ele para agendar o dia dos exames, por isso é importante informar corretamente os dados para contatos futuros. O entrevistado não precisará sair de casa: a coleta será feita em domicílio, e também não será necessário ficar em jejum.
Feitos os exames, o morador selecionado escolherá como prefere receber os resultados: correio ou disponibilizado na internet.
Durante a coleta de informações da PNS, quem apresentar pressão arterial elevada, exames laboratoriais alterados, crise de hipertensão ou dores no peito receberá orientações para procurar o serviço de atendimento local indicado pelo Ministério da Saúde.
Pesquisa é inédita e subsidiará políticas de saúde
Pela primeira vez por meio de perguntas e exames, uma pesquisa do IBGE busca conhecer as relações entre o estilo de vida e a saúde da população e produzir informações sobre o atendimento à saúde nas redes pública e particular.
A PNS faz parte do Sistema Integrado de Pesquisas Domiciliares do IBGE (SIPD). Ela dá continuidade a um ciclo de investigações que vem sendo realizado a cada cinco anos, desde 1998, pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e seus suplementos de saúde.
Além disso, a PNS também dará suporte a diversas políticas públicas, como o Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento de Doenças Crônicas Não-Transmissíveis, Brasil Sorridente, a Rede Cegonha e outras.
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Uma “pressão” contra a Presidência do TSE

A “pressão” é quando os dois juizes voltam a analisar os embargos infringentes
O Bessinha, grande jurista, acha que o "dominio do fato" é essa jabuticabeira...
O Conversa Afiada submete ao amigo navegante relato inacreditável de uma “pressão” sobre dois juízes do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral – Carmen Lucia e Lewandowski -, exercida na semana em que o Supremo mergulha na análise dos embargos infringentes da AP 470, ou seja, aquele julgamento de exceção (por enquanto).
Os fatos aqui descritos são um retrato do ambiente poluído que se criou em torno do sistema Judiciário brasileiro.
E que, só aos poucos, começa a dissipar-se.
Veja aqui, navegante, que não se poupam, sequer, o Tribunal Superior Eleitoral e sua Presidência…
Vale tudo!
No dia 31 de agosto de 2012, um servidor sobe até a presidência do Tribunal Superior Eleitoral para dar declarações sobre supostas irregularidades em processo de prestação de contas do Partido dos Trabalhadores (2003), então relatado pela presidenta do TSE, ministra Cármen Lúcia.
O servidor se chama Rodrigo Aranha Lacombe, auditor da secretaria da fazenda de Tocantins que, desde outubro de 2003, foi requisitado para trabalhar no TSE, por razões irregulares até então desconhecidas.
Quando chegou à presidência, Aranha Lacombe estava muito tenso porque dentro de alguns dias teria que depor à Comissão de Sindicância interna instalada pela presidente do TSE, para apurar denúncia de ilegalidades no exame das contas partidárias do Partido Progressista (PP) e do Partido Renovados Trabalhista Brasileiro (PRTB).
Começava, assim, um pesadíssimo jogo de pressão que, felizmente, pela astúcia de dois juízes, tudo ficou gravado e documentado na cúpula da Justiça Eleitoral.
Vazamentos seletivos e omissões intencionais suprimiram parte das declarações de Aranha.
E que foi suprimido é fundamental para compreensão desse vergonhoso episódio montado por alguém que, talvez, não queria voltar a servir em Tocantins, onde se diz que foi ameaçado de morte.
Tudo está aqui, entre aspas e comprovado em documento oficial integralmente exposto no final deste post.
Rodrigo Aranha Lacombe inicia a sua história – na presidência do TSE – revelando seu passado nebuloso e intimidador ao contar que “no curso de suas atividades funcionais em Tocantins, teve oportunidade de denunciar as irregularidades da SUDAM, irregularidades essas relativas ao desvio de verba que propiciaram a prisão de Jader Barbalho; que também identificou, em seu trabalho, desvios de recursos públicos na secretaria da fazenda de Tocantins, o que acarretou processos contra o secretário; que a sua situação ficou bastante complicada em Tocantins; que recebeu diversas ameaças; que o pai do declarante, Cláudio Lacombe, amigo do Ministro Pertence, deu noticia a este sobre a situação do filho; que o Ministro Pertence resolveu requisitar o declarante para o Tribunal Superior Eleitoral; que isso se deu em outubro de 2003; que o declarante foi vítima de represálias diversas em Tocantins”, local onde ficou conhecido como o “Rei das Denúncias”.
Em seguida, Aranha Lacombe declara que, desde então, está lotado na Coordenaria de Exame de Contas Partidárias e Eleitorais (COEPA) e começa a sua tentativa de pressionar, digamos assim, pressionar a presidenta do Tribunal Superior Eleitoral, Ministra Carmen Lucia.
Diz o “pressionador” que “em 2010, ocorreu um problema com as contas prestadas pelo Partido dos Trabalhadores, contas essas relativas ao exercício de 2003; que a Ministra Cármen Lúcia era relatora; que a Ministra Cármen Lúcia aprovou as contas, monocraticamente, com ressalvas; que a assessora da Ministra Cármen Lúcia, cujo nome não se recorda, foi negligente, porque eram graves e de fácil comprovação as irregularidades; que existia uma certidão da secretaria judiciária dando conta da suspensão da imunidade tributária do Partido dos Trabalhadores e uma denúncia do Ministério Público Federal, em razão do mensalão (…); que o declarante examinou o processo identificando várias irregularidades; que formalizou um parecer, que isso ocorreu no final de 2010”.
Eis o lamentável episódio, em que Lacombe constrange inutilmente a ministra Cármen Lúcia, porque segundo ele, a ministra aprovou sozinha, ou, “monocraticamente”, as contas irregulares do PT de 2003, época do mensalão.
Na sequência de seu depoimento, Aranha Lacombe faz nova “pressão”.
Diz que durante a prestação de contas de campanha de Dilma Rousseff e Michel Temer ele teria encontrado uma falha na documentação da candidata eleita. Para Lacombe, faturas de pagamento e bilhetes aéreos não eram suficientes para comprovar o gasto, mas, somente uma nota fiscal.
Lacombe fez carga para que Dilma e Temer não fossem diplomados presidente e vice-presidente da República com a reprovação das contas de campanha.
A tese de Lacombe não convenceu os colegas de Carmen Lucia, uma vez que não é usual emitir notas ficais para quem compra passagens aéreas.
Nesses casos, o comum é juntar as faturas de compra. Servidores do setor argumentam que o artigo 30 da Lei 12.304/2009 permite que o partido tenha prazo para juntar novos documentos e obtenha aprovação com ressalvas. Inconformado por não ter convencido seus colegas, Lacombe se recusou a assinar o parecer conjunto.
Ficou isolado.
Claro.
A equipe técnica estava unida contra a pretensão de Aranha Lacombe conforme o próprio confessou, com as seguintes palavras: “que o declarante não admitiu a emissão de novo parecer nem tampouco com a retirada daquela parte; que o parecer foi alterado; que pediram ao declarante que o assinasse; que o declarante discordou; que outros servidores pediram ao declarante para assiná-lo”.
Com efeito, o parecer saiu com assinatura de toda equipe, menos, obviamente, com a de Lacombe, o homem que queria impedir a diplomação de Dilma Rousseff, já eleita com 55 milhões de votos, por uma quizila formal.
Em seguida, diz ele que “tempos depois, mais precisamente neste ano, Mary Helen contou ao declarante que isso ocorreu a pedido do Ministro Ricardo Lewandowski”. Entretanto, conforme revelou o jornal Folha de São Paulo, de 10/8/2013, na coluna painel, da jornalista Vera Magalhães: “Eu não… ouvida por uma comissão de sindicância interna, em novembro de 2012, a ex-secretária do TSE [Mary Ellen Gomide] negou ter pedido que Rodrigo Lacombe fizesse qualquer alteração no relatório. Também negou que Lewandowski tenha pedido mudanças”.
O jornal trouxe ainda uma importante mensagem do ministro Ricardo Lewandowski, em e-mail enviado do exterior, para a sua ex-diretora que “se as contas apresentarem problemas sérios, como doações de fontes ilegais ou de lavagem de dinheiro, devemos agir com o máximo rigor possível” (painel, A4).
Nas suas declarações, cuja íntegra seguirá abaixo, o “Rei das Denúncias” dispara contra inúmeros servidores do TSE, ex-diretores que, segundo ele, sabiam de tudo e tinham estranhos interesses em um contrato milionário com a UNISYS porque o “dinheiro estava disponível”. Lacombe também resolve disparar contra colegas que manteriam relações promíscuas com advogados do PRTB.
Com isso, Lacombe já antecipava, na presidência do TSE, o depoimento que teria que dar, dias depois, na sindicância interna instaurada para apurar denúncia de irregularidades nas contas do PRTB e do PP.
Ao final da sessão de “pressões”, Rodrigo Aranha Lacombe revela o real motivo de ter disparado a sua velha e conhecida metralhadora giratória: “que tem interesse em permanecer em Brasília; que espera que a sua cessão seja prorrogada; que não tem tempo para aposentar; (…) que essas coisas só param na mão do declarante”; E para intimidar, usa a imprensa como trunfo final: “que foi procurado por três órgãos de imprensa, mais precisamente, jornalistas da Revista Época, da Folha de São Paulo e da Globo News”.
A “pressão” não funcionou porque a ministra Cármen Lúcia agiu dentro da legalidade no caso do PT (2003) e, no mais Lacombe foi desmentido.
A presidente do TSE não renovou o pedido de requisição para continuar a trabalhar em Brasília, e, não, em Tocantins, pela décima vez, porque seria absurdamente ilegal.
É que Rodrigo Aranha Lacombe não veio para Brasília por interesse público como manda a lei de regência, mas, sim, por interesse privado, por uma troca de favor entre o ministro Sepúlveda Pertence e um velho amigo preocupado com o filho, que passou a vida metido em confusões.
Lacombe nunca prestou concurso para a Justiça Eleitoral, mas conseguiu ter a sua requisição renovada de 2003 até 2012, por nove longos anos, sem nenhum interesse público em questão e, portanto, de forma irregular.
Lacombe executou o seu plano de “pressão” ao vazar parecer apócrifo para o jornal Folha de São Paulo, contrariando decisão da ministra Cármen Lúcia na prestação de contas do PT, em 2003.
Depois, em outro tema, vazou para a revista Veja, aqui chamada de detrito de maré baixa, como se prova, aqui, que soube de uma servidora que o ministro Ricardo Lewandowski teria dado ordem para aprovar contas de campanha de Dilma. Um disse-me-disse que foi desmentido pelo até (!) pelo Painel da da Folha de São Paulo.
O homem-bomba já seguiu para Tocantins, onde deve encontrar velhos amigos.
Inacreditável?
O fac-símile do documento produzido na cúpula da Justiça Eleitoral comprova cada linha desse triste episódio.
A reputação de Carmen Lucia e Lewandowski segue incólume nesta semana decisiva de julgamento dos embargos infringentes do mensalão ( o do PT).
Desta vez, sem a insigne presença daquele que um Senador da República chama, da tribuna do Senado, de prevaricador.
Clique aqui para ler Mauricio Dias: o Ataulfo não colocará as algemas no Dirceu.
Segue o documento supra-citado, este TSELeaks, na integra, já que o detrito de maré baixa o expurgou de forma “interessada”:
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