8 de ago de 2013

O destino de Alcântara

Enquanto o Brasil for ocupado ideologicamente, não conseguirá fazer política soberana em temas como o programa espacial
Base de Alcântara
Lançamento do foguete brasileiro de médio porte
VSB-30 V07 da Base de Alcântara, em 2010
Estadão (29 de julho, p. A6) diz que o “Brasil volta a negociar uso de base de Alcântara com os EUA.” Há, no título o primeiro erro, pois não se trata de uso de "base de Alcântara", que não existe, mas de cessão de território estratégico brasileiro, para que nele os EUA e, mais tarde, "europeus e japoneses", continua o jornal, instalem bases para lançamentos de satélites, suprindo assim suas (deles) atuais carências, exatamente aquelas que hoje tornam concorrencialmente viável o projeto espacial brasileiro – o qual tem (ou deveria ter) objetivos estratégicos determinantes e fins comerciais secundários.
Os europeus não devem ter interesse na empreitada, pois já possuem, em pleno funcionamento, a base de Kourou, na Guiana Francesa, cuja localização geográfica, a 5,0º ao Norte da linha do Equador, preserva algumas das muitas vantagens oferecidas pela península de Alcântara, no Maranhão. Ela poderia interessar aos russos, pois suas atuais bases de lançamento, como a de Baikonur, mediterrâneas, exigem o sobrevoo do satélite sobre áreas habitadas; mas eles estão associados aos franceses em Kourou, de onde serão lançados os foguetes Soyuz, e com ucranianos, noruegueses e norte-americanos da Boeing trabalham  o lançamento de satélites a partir de um navio lançador, o Sea Launch, fundeado na linha do  Equador. Coisa que até aqui,  felizmente, não se revelou comercialmente viável. Por enquanto, portanto, a abertura de Alcântara é o seu fechamento para a exploração dos EUA, e o anunciado réquiem de nosso projeto de programa espacial autônomo.
A matéria diz que as discussões são levadas a cabo pelo Itamaraty, “que espera ter um acordo pronto para ser assinado na visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, em outubro”. Como se vê, ou a coisa vem de longe ou é levada a toque-de-caixa. A primeira hipótese é a mais provável, é o que deduzo de mais uma informação do jornal, aquela que diz que “o assunto é ainda classificado como secreto pelo governo”. Mas eu me pergunto: como é secreta  informação à qual o jornal tem acesso? E me pergunto, ainda: por que matéria de tal relevância é tratada de forma secreta? Em qualquer hipótese, não sabemos a opinião da Agência Espacial Brasileira - AEB, autarquia brasileira encarregada legalmente de monitorar o programa espacial brasileiro (Qual sua parte nesse negócio? Foi tudo feito à sua revelia?). Não se conhece a opinião do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais- INPE (responsável pelo programa brasileiro de satélites). Não se sabe, tampouco, a opinião da Alcântara Cyclone Space-ACS (a bi-nacional resultante da associação do Brasil com a Ucrânia, responsável pela  construção, em andamento, em Alcântara, de uma base habilitada ao lançamento do foguete, médio, Cyclone-4). Não se sabe, a opinião do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, a cuja jurisdição estão subordinadas essas instituições. E não se conhece a opinião da SBPC, tão fogosa e falante nos idos de 2003. Se alguém sabe de alguma coisa, a reportagem sonegou aos leitores essas informações.
E a cidadania não sabe, nem lhe é dado saber, qual a importância, para seu cotidiano, de um programa espacial, que controla desde o espaço aéreo de nosso país à prospecção de nosso território, passando pelo controle das comunicações e das condições meteorológicas e de nossas safras.
Mas voltemos ao Estadão.
A mesma matéria, assinada por Lisandra Paraguassu, diz que  “O governo vê a localização de Alcântara – que, segundo especialistas, reduz em até 30% o custo de um lançamento – como um ativo que deve ser explorado, inclusive para financiar o próprio programa espacial brasileiro”. Esse é raciocínio típico de contador, passando ao largo de todas as questões estratégicas.
Expliquemos.
Nossa única vantagem, posto que não dominamos a tecnologia de lançamentos (dependente do êxito da ACS) é geográfica, isto é, deriva da proximidade de nosso litoral Norte-Nordeste em relação à linha do Equador: o município de Alcântara está a 2,2º e o Nordeste brasileiro a 3,2º Sul do Equador, e Kourou, vimos, a 5,0º ao Norte. São duas as vantagens nossas daí consequentes. Primeiro de tudo,  essas condições nos possibilitam realizar, a partir de um único centro, lançamentos em todas as direções de órbitas utilizadas para os satélites e outras espaçonaves. Os EUA são obrigados a ter bases nas suas costas Leste e Oeste, e a Rússia em várias áreas de seu território e mesmo em outro país, o Cazaquistão.
Às vantagens decorrentes da proximidade com o Equador, somam-se, ainda no caso brasileiro, condições favoráveis de segurança, pois, além de evitar sobrevoos sobre regiões habitadas, dispomos de todo o mar como área para retombamento dos estágios e coifas (‘narizes’ de foguetes, onde armazenam-se cargas) que são ejetados durante o voo. E essas vantagens fazem cair as despesas com seguro, baixando ainda mais os custos de quaisquer lançamentos a partir de Alcântara. Enquanto isso, para evitar acidentes e invasão de territórios estrangeiros, os veículos que partem dos cosmódromos russos são obrigados a proceder a grandes e custosas manobras em voo, determinantes de maior consumo de combustível e de perda de capacidade de colocação de carga útil em órbita. Os lançamentos a partir das bases dos EUA também precisam efetuar manobras – custosas – para entrar em órbita no Equador.
A grande  vantagem geográfica brasileira é, além do litoral aberto, a proximidade com o Equador.
Como vemos, por estarem localizados no hemisfério Norte, os veículos da maioria dos países do clube espacial, para entrar em órbita equatorial, têm de fazer uma manobra (denominada em inglês dog leg) para injetar seus foguetes em órbitas equatoriais, o que exige muito mais combustível, em comparação a lançamentos realizados na proximidade da linha do Equador, como é o caso do Centro Espacial de Kourou e será o do futuro Centro de Lançamentos da ACS, o nosso, o qual não requer a manobra adicional. De acordo com as leis da mecânica espacial, quando um lançamento é realizado em direção ao Leste, e o mais proximamente possível do Equador, conta com a vantagem total da rotação da terra, com o chamado “efeito catapulta” maximizando a carga útil e, em consequência, minimizando o custo de lançamento.
Qual é o nosso patrimônio, único? A localização, que torna os lançamentos a partir de Alcântara altamente competitivos, ao proporcionar uma redução, reconhece o jornal, de até 30% do custo (estimado entre 25 e 30 milhões de dólares) ou um acréscimo de 30% no peso da carga transportada, em face, por exemplo, de um lançamento dos EUA ou da Rússia. Insisto: somente esta vantagem geográfica nos torna competitivos em face dos EUA, da Europa, da Rússia, da China e do Japão.
Qual a proposta comercial de nossa única base de lançamentos, a futura ACS? Disputar o mercado internacional de satélites, a começar pelo maior de todos, o dos  EUA, oferecendo-lhe  lançamentos mais baratos. E o que anuncia o jornal? Que vamos jogar fora essa vantagem competitiva. Quando os EUA e os demais concorrentes puderem fazer seus lançamentos a partir de Alcântara, transferiremos para eles a economia dos 30%, e os nossos lançamentos e os deles passarão competir no mercado com o mesmo preço, donde o total desinteresse de proceder a lançamentos a partir de nossa base.  O que sobrará para o Brasil? De player, nosso projeto original, seremos, a partir da concretização dessa nova política, mero agente imobiliário.
Eis um caso ilustrativo de como, quando não se tem estratégia própria, adota-se a estratégia do outro – julgando aproveitar, assim, maravilhosas vantagens. Ou, dito de outro modo: é difícil, impossível quase, fazer política soberana em país ocupado ideologicamente.
Roberto Amaral
No CartaCapital
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Juiz canta - Festa no Apê

Maurício Ricardo
No Charges
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Ataulfo: PT é corrupção. PSDB é democracia

E as maracutaias offshore da Globo, Ataulfo?
Em homenagem à hipocrisia, o Conversa Afiada tem o prazer de reproduzir notável artigo de Ataulfo Merval de Paiva (*), que considera a Alstom e Siemens roubalheira de segundo grau, regional, e o mensalão (que não se provou) do PT (sim, porque o dos tucanos…) crime nacional.
Ataulfo, o 12º juiz do STF, pode vir a ter sério dissabor com o re-julgamento do Dirceu.
Como disse o bravo deputado Fernando Ferro, enquanto não denunciar a fraude da Globo e suas maracutaias offshore, a autoridade moral do Catão da Lopes Quintas fica prejudicada.

Corrupção e democracia

Merval Pereira, O Globo
Outro dia escrevi aqui na coluna, a propósito das investigações sobre a formação de um cartel de empresas estrangeiras na construção do metrô paulista, que “o pior dos mundos para a democracia seria se ficar provado o que os petistas chapa-branca já dão como certo nos blogs e noticiários oficiais: que o esquema seria uma espécie de irrigação permanente de dinheiro ilegal para as campanhas eleitorais dos tucanos desde o governo Covas”.
Foi o que bastou para que esses mesmos pseudojornalistas a serviço do governo petista distorcessem minhas palavras, atribuindo a mim a tese de que as acusações contra o PT são boas para a democracia, e as contra o PSDB seriam prejudiciais.
Para um leitor de boa-fé está claro que não tratava da corrupção em si, mas da maneira como ela fora praticada. Uma coisa são casos de corrupção de agentes políticos isolados, que acontecem em todos os países, outra bem diferente é a organização política se transformar em criminosa para garantir recursos ilegais para a manutenção do poder.
(…)
(*) Ataulfo de Paiva foi o mais medíocre – até certa altura – dos membros da Academia. A tal ponto que seu sucessor, o romancista José Lins do Rego quebrou a tradição e espinafrou o antecessor, no discurso de posse. Daí, Merval merecer aqui o epíteto honroso de “Ataulfo Merval de Paiva”, por seus notórios méritos jornalísticos, estilísticos, e acadêmicos, em suma. Registre-se, em sua homenagem, que os filhos de Roberto Marinho perceberam isso e não o fizeram diretor de redação nem do Globo nem da TV Globo. Ofereceram-lhe à Academia. E ao Mino Carta, já que Merval é, provavelmente, o personagem principal de seu romance “O Brasil”.
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Serra deu uma patada atômica nos paulistas

Com cinco anos de atraso, a Folha coloca Serra na manchete no escândalo do metrô.
Serra em campanha em 2012
Serra em campanha em 2012
Serra está, enfim, na manchete da Folha no caso das propinas do metrô.
O único problema é que é com cinco anos de atraso.
Em 2008, ele era governador quando as denúncias surgiram, trazidas do exterior. A Siemens recebera uma multa bilionária nos Estados Unidos por causa de subornos em vários países, incluído o Brasil.
Diz a Folha hoje: “Serra sugeriu à multinacional alemã Siemens um acordo em 2008 para evitar que uma disputa empresarial travasse uma licitação do metrô, de acordo com um e-mail enviado por um executivo da Siemens a seus superiores na época.”
Serra nega.
No Brasil, as propinas da Siemens se dirigiam a autoridades do governo de São Paulo desde a gestão Covas para ganhar contratos no metrô paulistano.
Altos funcionários do metrô também foram subornados pela máquina corruptora da Siemens.
(Os corruptos brasileiros se abasteceram também dos subornos de uma outra grande empresa de engenharia multinacional, a francesa Alstom.)
Naqueles dias de 2008, Serra era governador de São Paulo e deveria estar no centro do furacão, uma vez que a alma da corrupção era o Palácio dos Bandeirantes.
Mas nem a imprensa o cobrou e nem a justiça o incomodou. Num espasmo de cinismo arrogante, ele disse a jornalistas na ocasião que as denúncias eram coisa do “kit PT”.
Acrescentou que o caso, pausa para rir, já estava sendo devidamente investigado pelo governo paulista, pelo Tribunal de Contas do Estado e pelo próprio metrô.
Ora, isso significava que as propinas estavam sendo investigadas, aspas, pelos que mamavam nelas.
Um dos integrantes do TCE, Robson Marinho, por exemplo, é acusado pela justiça suíça de ter uma conta na Suíça à base de subornos.
Marinho era o braço direito de Covas. Foi chefe da Casa Civil, o cargo mais importante da equipe, quando Covas era governador de São Paulo.
Depois, Covas conduziu Marinho ao TCE. Robson Marinho é, hoje, dono de um patrimônio que inclui uma ilha em Paraty, refúgio de luxo de outros Marinhos – os da Globo.
É um insulto aos paulistas que, ainda hoje, conhecida sua ficha, Marinho continue no TCE.
Não renunciou, e nem Serra e nem Alckmin o tiraram. Nenhum dos grandes jornais paulistas exerceu pressão para que Marinho fosse removido e o TCE reavaliado.
O TCE, acredite, é feito para fiscalizar os gastos do governo de São Paulo. Como Marinho, todos os seus integrantes são indicados politicamente.
Logo, quem acredita que o TCE cumpre seu papel acredita em tudo.
Fiquemos com a hipótese de que Serra não estimulou nenhum acordo entre concorrentes a licitações no metrô, ao contrário do que um executivo da Siemens afirma.
Ainda assim. É imperdoável a sem cerimônia com que ele, em 2008, descartou a importância de um foco monstruoso de corrupção no seio do seu governo.
Ao dizer que o metrô já investigava o metrô, e isso era o bastante, ele deu uma patada atômica em cada paulista. E tem que responder, ao menos, por isso.
Paulo Nogueira
No DCM
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Como começou o caso Siemens

A Siemens já era investigada na Alemanha por causa de pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.
A Siemens já era investigada na Alemanha por causa
de pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões.
As informações e os documentos mostrados anteontem sobre o esquema montado em paraísos fiscais já haviam sido divulgados.
As informações e os documentos mostrados anteontem pela TV Globo e o jornal O Estado de S.Paulo sobre o esquema montado em paraísos fiscais para trazer ao Brasil o dinheiro de propina da Siemens já haviam sido divulgados, em 2009, em uma reportagem da revista Carta Capital.
Naquele momento, uma importante testemunha desvendava os caminhos sinuosos de um suposto propinoduto internacional, comandado pelas multinacionais Alstom, francesa, e Siemens, alemã.
A partir do relato da fonte anônima, a reportagem mostrou a participação no esquema dos lobistas Arthur Gomes Teixeira e Sergio Meira Teixeira, dono das empresas Procint Projetos e Consultoria Internacional e Constech Assessoria e Consultoria Internacional. Elas eram responsáveis por duas offshore no Uruguai.
As empresas sediadas no Uruguai eram a Leraway Consulting S/A e a Gantown Consulting S/A. O dinheiro da "caixinha", segundo o informante, era enviado para as empresas uruguaias e daí seguia para a Procint e Constech.
A mesma testemunha entregou ao Ministério Público Federal dois contratos da Siemens (em nome da matriz na Alemanha e da filial brasileira) com as offshore uruguaias, conforme dizia a reportagem.
Após a divulgação dessas informações, o Ministério Público paulista começou a investigar o caso. A bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo afirma ter enviado 15 representações ao MP. Até agora, nenhuma teve conclusão e 13 estão sob sigilo.
A Siemens já era investigada na Alemanha por causa de pagamentos suspeitos num total de US$ 2 bilhões. E foram feitas investigações pela própria empresa.
O caminho das pedras
O informante, que acompanhou contratos com o governo de São Paulo, enviou um documento com denúncias de pagamento de propina, em 2008, a um escritório alemão que atuava como espécie de ouvidoria da Siemens.
Em nome de Covas
A família Covas está preocupada com o envolvimento do nome do governador Mário Covas (morto em 2001) no caso Siemens. O vereador Mário Covas Neto (PSDB) disse que não vai tolerar que a reputação de seu pai "seja posta em dúvida".
Mosaico Político
No Brasil Econômico
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"Gurgel deu informações com indícios de serem falsas", diz procurador

Procurador entra com ação contra chefe do MPF alegando prevaricação ao engavetar inquérito da Operação Vegas, cujos desdobramentos levam à prisão de Carlinhos Cachoeira
Roberto Gurgel
Procurador entra com ação contra Gurgel alegando prevaricação
do chefe do MPF ao engavetar inquérito da Operação Vegas
Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr
A poucos dias de deixar o comando do Ministério Público Federal (MPF), em 15 de agosto, o Procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, pode ver ressuscitada sua atuação na Operação Vegas, da Polícia Federal. O procurador-regional da República Manoel Pastana (da 4ª Região - Sul) entrou com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público alegando haver “indícios fortíssimos” de que Gurgel prevaricou ao engavetar as investigações do caso, em 2009. A representação se refere, entre outros, à subprocuradora Claudia Sampaio, esposa de Gurgel, e ao corregedor-geral do MPF, Eugênio Aragão.
As apurações da Vegas acabaram ampliadas na Operação Monte Carlo, em 2011, na qual a PF descobriu o mapa do jogo ilegal em Goiás e a ligação do ex-senador Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira, que levaram à cassação do ex-senador do DEM e à prisão do contraventor.
As relações do bicheiro com parlamentares, no entanto, haviam sido detectadas ainda na Operação Vegas, que Gurgel não encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF), órgão responsável por casos de pessoas com foro privilegiado. “Quando Gurgel foi pressionado pela CPI do Cachoeira prestou informações que têm indícios fortíssimos de serem falsas”, diz Manoel Pastana a CartaCapital. “Ele alegou que o inquérito ficou parado por razão de estratégia investigativa de uma operação controlada, que pode atrasar a ação policial. Pareceu gozar da inteligência alheia dizendo que graças a essa estratégia a Operação Monte Carlo foi um sucesso. Isso é um absurdo.”
Em maio de 2012, na CPI, Gurgel afirmou em ofício que não procurou o STF porque detectou apenas desvios no “campo ético”, insuficientes para a abertura de ação penal. “A polícia, os procuradores e o juiz encaminharam o caso à Procuradoria-Geral da República. É obvio que tinha que haver alguma coisa no processo. Eles não mandariam se não houvesse”, contesta Pastana. “Jamais a polícia encaminharia isso sem elementos. Mas o processo ficou preso no gabinete dele. Se não estoura a Operação Monte Carlo, estaria lá até hoje. Se um membro do MP faz isso estava na rua. Mas não aqueles que têm a proteção do grupo que domina a cúpula.”
Segundo o procurador-regional, Gurgel deveria ter acionado o STF ou devolvido o inquérito para maiores diligências, mas não seguiu nenhuma das opções. “Não posso ficar com um processo parado em meu gabinete por mais de 30 dias, pois precisamos dar um andamento neste prazo. Ou envia-se de volta à polícia para novas diligências, ou se denuncia ou arquiva-se. Não posso ficar quase três anos com um caso sem encaminhamento.”
Na representação, o procurador-regional pede que o caso seja apurado para verificar se a operação controlada existiu. “Não se pode simplesmente alegar e não provar. Não creio ser possível esse tipo de operação onde apenas um marido e uma mulher fazem parte dela. O procurador-geral diz que não havia provas e fica por isso mesmo”, afirma à reportagem.
A representação chegou à Corregedoria do MP em 29 de julho, mas ainda não se transformou em processo. O subprocurador-geral do Trabalho Jeferson Coelho, corregedor nacional do órgão, está com o caso, mas não deve ter tempo de analisá-lo, pois assume em 12 de agosto um posto de conselheiro no CNMP.
Um novo corregedor ainda deve ser escolhido para o caso, que deve ser analisado apenas no fim de agosto.
Contatada, a assessoria de imprensa de Roberto Gurgel não respondeu aos questionamentos da reportagem até o fechamento deste texto.
Gabriel Bonis
No CartaCapital
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Provas de faltas

Explicação mais difundida para a 
corrupção graúda, impunidade também 
tem a ver com inquéritos
Em uma de suas primeiras providências, a força-tarefa de promotores de São Paulo, criada para investigar ilegalidades em obras e compras do metrô paulistano, deixa à mostra uma das causas mais graves da corrupção nas concorrências e contratos públicos municipais, estaduais e federais.
Os dez promotores da força-tarefa vão ocupar-se de 45 inquéritos, número por si mesmo indicativo de um estado pantanoso na área de licitações, preços, reajustes e compras. A gravidade é ainda maior, porém. Dos 45 inquéritos, 15, ou um terço, são inquéritos que se desarquivam para submetê-los a exame rigoroso - "uma devassa", foi dito.
Se houve tais inquéritos, não se suporia, agora, que se instaurassem sem estar justificados por indícios, denúncias ou suspeitas, cada qual com o seu motivo. Mas só com a formação da força-tarefa se pensa em investigá-los a fundo. A "falta de provas" que, em geral, foi invocada para arquivá-los está sujeita, portanto, a dúvidas, ou descrenças mesmo, no próprio Ministério Público.
Em lugar das conclusões, as interrogações ou as reticências. Esse é o final dado à grande maioria, pode-se dizer à quase totalidade dos inquéritos instaurados nos Ministérios Públicos sobre corrupção e ilegalidades várias nas obras públicas.
Escandalosos ou poupados do escândalo por algum tipo de gentil complacência, podemos lembrar-nos de fatos escabrosos da corrupção ainda que distantes no tempo e no espaço. Mas será inutilmente exaustiva a tentativa de lembrar algum efeito negativo para os agentes de tal corrupção.
A menos que sejam negócio e réu chinfrins, como a punida construtora Sidarta. Ainda há pouco, com a Delta e seus controladores, protagonistas no caso Carlinhos Cachoeira, mais uma vez ficou evidente que nem precisa ser grande coisa para atravessar incólume os escândalos.
Há mais do que as conclusões que não concluem. Há também as inconclusões dos inquéritos. Se o Conselho Nacional do Ministério Público se interessasse por saber onde estão e quantos são os inquéritos paralisados ou arrastando-se, sobre casos de corrupção em obras públicas pelo país afora, poderia começar por São Paulo mesmo. Sem precisar sair do assunto de obras e compras do metrô e da CPTM que voltam a ser escândalo.
A impunidade é a explicação mais difundida no Brasil para a corrupção graúda. Impunidade tem a ver com inquéritos, não só julgamentos.
PS: Para confirmar a regra, a exceção: o ex-juiz Nicolau dos Santos Neto está preso e seu parceiro, o empresário Luiz Estevão, solto, briga com cobranças judiciais multimilionárias. Mas o superfaturamento e os desvios na obra do Tribunal de Justiça Trabalhista de São Paulo caíram, excepcionalmente, em mãos de três mosqueteiras da Procuradoria da República: Maria Luísa Carvalho, Isabel Groba e Janice Ascari.
Correção
Leia, por favor, a seguir, correção necessária ao artigo que assinei na terça-feira. Não se alteram, porém, as críticas e referências factuais feitas à atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar, que muito mais favorece as empresas de planos do que protege aos pagadores dessas empresas.
Diferentemente do publicado no artigo "Plano contra a saúde", de Janio de Freitas, e na chamada do texto na "Primeira Página", o atual diretor-presidente da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) é o médico André Longo, que assumiu o cargo de diretor-presidente em 26 de fevereiro de 2013. Elano Rodrigues Figueiredo, por sua vez, era, desde março de 2012, diretor-adjunto, cargo no qual nunca participou de votações da diretoria colegiada da ANS sobre reajustes de planos de saúde ou sobre quaisquer outros assuntos. Figueiredo tomou posse na última sexta-feira (2) como um dos diretores da diretoria colegiada.
Janio de Freitas
No fAlha
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O passo a passo da maracutaia Globo-Net-Sky nos EUA

O Miguel do Rosário, em seu blog  O Cafezinho, topou com uma estranha empresa que pertenceria à Rede Globo, nos EUA, mencionada no processo de concordata que a empresa sofreu, no início da década passada, nos Estados Unidos.
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Era a DTH Usa Inc, que é citada neste processo como “podendo valer milhões de dólares”.
Ninguém fora da Globo sabia, até agora, desta DTH Usa, Inc.
Bem, DTH quer dizer “Direct to Home”, nome usado para as operadoras de televisão via satélite, as mini-parabólicas que todo mundo conhece hoje.
Falando com Miguel, fui avançando na história desta empresa.
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E o que obtive é – ou deveria ser -de grande interesse para o Cade, que aprovou a fusão entre a Sky e a DirectTV no Brasil.
A DTH Usa Inc foi criada em setembro de 1996, sob as leis do estado americano de Delaware e registrada na Flórida, tendo como diretores os senhores Roberto Pinheiro e Emilio Pascual. O primeiro dá como endereço o centro administrativo da Globo, no Leblon;  o segundo o da Net-Sat, em Cerqueira César, São Paulo.
Trata-se, portanto, de um negócio das Organizações Globo, não um arranjo de esperteza medíocre como a empresa “fundada” pelo Ministro Joaquim Barbosa, para comprar um apartamento de  novo rico na cidade das celebridades, Miami.
Em novembro do mesmo ano, surge a Sky, operadora de DTH no Brasil, numa sociedade entre as  Organizações Globo, a British Sky Broadcasting, a News Corporation e a Liberty Media International.
Claro, mera coincidência.
No ano seguinte, segundo os registros feitos na Flórida, aparece a figura do sr. Paulo Mendes, diretor da NET Serviços de Comunicação S/A, que dá também o endereço da sede global localizada no Leblon.
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Ele é registrado como vice-presidente da empresa offshore e oferece o mesmo endereço da Globo no Leblon nos documentos.
Hoje, é um dos principais dirigentes da emissora e nas horas vagas exerce o cargo de vice-presidente do Botafogo de Futebol e Regatas.
E segue a saga da DTH Usa, Inc.
Em 1999, desaparece Emilio Pascual e ficam apenas Roberto e Paulo Mendes como presidente e vice-presidente da empresa.
Apenas dois dias depois do registro dessa nova composição diretiva, a secretária responsável pelos registros, a americana Cynthia Hicks, renuncia ao cargo na direção da empresa.
A empresa fica no “freezer” durante ao ano de 200o e ressurgiu em 2001, já agora “dirigida” pela advogada Valdenise Menezes, que trabalhou na Infoglobo e hoje é controller da Gol e por um até agora desconhecido Jorge Vieira de Souza.
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O endereço de Valdenise é o da sede administrativa da Globopar e o de Jorge, o da Rua do Verbo Divino, 1356,  na Chácara Santo Antonio, São Paulo.
Jorge desaparece no ano seguinte, sendo substituído por Luiz Carlos de Souza Sá, que oferece como endereço a rua Professor Manoelito de Ornellas, 303, 8° andar, bem próximo à sede paulista da Net.
Em 2006, porém, tudo muda.
Saem os funcionários da Globo e entra Michael Hartman, vice presidente da Direct TV Latin America.
O documento é registrado em 3 de julho de 2006.
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E ele fecha a DTH Usa, Inc.
Mera coincidência?
O Cade havia aprovado, em 25 de maio, a fusão entre a Sky e a Directv, que passou a ser a controladora da emissora.
Em agosto de 2006 a Sky adquire juridicamente o status de controlada da Directv, que tem ligações completas com o grupo de Rupert Murdoch, da News Corporation.
Está evidente que a DTH Usa, Inc. desempenhava papel importante nos negócios da Sky, tanto que foi transferida quando a Globo deixou de ter o controle acionário da empresa de TV brasileira.
Qual era esse papel?
Isso está nas informações dadas ao Cade?
Os negócios feitos por ela relativos a atividades desenvolvidas no Brasil estão registrados na Receita Federal e pagaram impostos?
A empresa é registrada em Delaware não por acaso. O estado é um “paraíso fiscal” dentro dos EUA, onde são feitos milhares de negócios, desde grandes corporações até traficantes de armas russos e ladrões de todo tipo, como destaca o The New York Times.
A CT Corporation System, que serve de endereço e plataforma legal para a DTH Usa, Inc. é um grande galpão, da foto, em Willmington, que abriga, segundo o Times, nada menos que 285 mil empresas!
O endereço não podia ser mais irônico: Orange Street, 1209. Rua Laranja, 1209.
Porque a Globo escondia essa  empresa “de fachada”, colocando e retirando homens e mulheres de confiança da empresa como diretores “fantasmas”, já que era nas subsidiárias da Globopar que trabalhavam?
A DTH Usa Inc. fazia negócios aqui, através de outras empresas sediadas em Delaware. Em breve, o Cafezinho de Miguel do Rosário trará novas informações sobre isso.
Será que fraude no Brasil, usando empresas offshore não é crime?
Ou crime é só o que cometem funcionários de oitavo escalão, quando surrupiam processos de sonegação fiscal da Globo?
José Eduardo Cardoso, o ministro da Justiça,  que peitou Serra para garantir as investigações do Cade sobre o caso Siemens-Alstom, vai ter coragem de mandar o Cade apurar o que é a DTH Usa, Inc. parte do negócio de fusão que o órgão aprovou?
Fernando Brito
No Tijolaço
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Marconi Perillo processa deputado Mauro Rubem

MarconiO governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), deu continuidade à sua série de processos. O novo alvo é o deputado estadual Mauro Rubem (PT), acusado de injúria por divulgação da foto da revista Carta Capital coma a manchete “A central de grampos de Marconi Perillo”, seguida do comentário: “Com a central de grampos montada pelo governador, o ciclo da quadrilha de Marconi e Cachoeira se fecha”.
A ação judicial exige uma indenização no valor de R$ 100 mil e leva, em anexo, uma liminar, já aprovada pelo juiz da 70 Vara Cível, Ricardo Teixeira Lemos, proibindo o deputado petista de realizar qualquer tipo de comentário sobre o governador do Estado.
Diz o texto do processo: “É solicitada a concessão de liminar para determinar que o requerido retire de sua rede social todos os comentários que o atingem. E ainda, pede que seja proibido ao requerido fazer uso de redes sociais para manifestar comentários contra o requerente.”
Com a nova ação, Marconi dá continuidade ao seu planejamento estratégico de tentar limpar sua imagem utilizando em seu favor a Justiça de Goiás. Mais de 20 processos foram movidos em 2013 a fim de proibir qualquer comentário sobre os escândalos que o afetaram nos últimos meses e que derrubaram, drasticamente, seu índice de aprovação.
A um ano do período eleitoral, jornalistas, políticos e até mesmo os sites Wikipédia, Twitter e Facebook estão proibidos de citar as denúncias do Chefe do Executivo goiano com o contraventor Carlos Cachoeira.
A população, por outro lado, ainda não foi proibida de esquecer. Nem de compartilhar, nas urnas, sua vontade em 2014.
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O que a biografia de Dirceu conta sobre o jornalismo da Veja

O especialista em Dirceu da revista cometeu erros em quantidade industrial.
Uma biografia repleta de erros
Uma biografia repleta de erros
Uma boa resenha de Mario Sergio Conti sobre a biografia de José Dirceu escrita por Otavio Cabral joga, lateralmente, luzes sobre o jornalismo praticado pela Veja.
Cabral é editor da Veja, e é o especialista da revista em Dirceu. Daí, provavelmente, a biografia que escreveu.
Conti lista uma tal série de erros que você se pergunta se a grafia do nome de Dirceu está correta. Cabral desconhece até a empresa em que trabalha: no livro ele diz que o jornalista Eugênio Bucci foi diretor de redação da Playboy, que como a Veja pertence à Abril.
Não foi.
Você pode depreender que o grau de acurácia do material da Veja sobre Dirceu não é diferente daquilo que seu editor apresentou na biografia.
É o preço que você paga quando deixa de fazer jornalismo e passa a fazer campanha política: os fatos vão importando cada vez menos.
Os erros mais grosseiros são ignorados em nome da causa. A qualidade desce ao abismo, inevitavelmente. Dos equívocos à mentira é um passo.
A despeito das rasteiras na realidade, você  pode receber aplausos de dentro e de fora de sua publicação se contribuir para a causa. O jornalista Ricardo Noblat, por exemplo,  escreveu uma resenha sobre o livro de Cabral  que parece uma caricatura quando confrontada com a de Conti. Começa no título: “A verdade sobre José Dirceu”. São as palmas incondicionais da tribo.
Amigos meus da Abril me contam que, no último almoço de final de ano da casa, jornalistas da Veja se autocumprimentavam nos seguintes termos: “Colocamos o Dirceu na cadeia”.
Um caso notável, dentro desta lógica abstrusa pela qual enveredaram a Veja e outros veículos de direita, é o do professor Marco Antônio Villa.
Se você pega as declarações de Villa, são absurdamente frequentes os disparates desmentidos pela realidade.
Circulam na internet vídeos em tom de piada com tolices ditas por Villa. Num deles, sempre na órbita da Globo, ele afirma, solene, às vésperas das eleições municipais: “Lula é o maior perdedor em São Paulo.”
Pausa para rir.
Mais recentemente, num blog da Veja, Villa alinhou 16 pontos sobre as manifestações de São Paulo, então em seu começo. O primeiro era que elas não tinham relevância.
Não acertou um.
Mas continuou, posteriormente, perorando no site da Veja sobre as manifestações, e é um convidado habitual em programas das Organizações Globo.
Otavio Cabral, pela resenha de Conti, vem enchendo a Veja de informações erradas sobre Dirceu e, pelo visto, não apenas sobre ele.
Isso torna a revista pior, naturalmente.
Mas quando você se dedica a fazer política disfarçada de jornalismo, como tem sido o caso da Veja, a verdade é um detalhe irrelevante.
Paulo Nogueira
No DCM
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Lóbi irresistível

Devo um pedido de desculpas à grande imprensa nacional. Me desculpe, grande imprensa nacional. Quando li a matéria da “IstoÉ” sobre o cartel consentido formado em São Paulo para a construção de linhas de trem e metrô sob sucessivos governos do PSDB e as suspeitas de um propinoduto favorecendo o partido, comentei com meus botões (que não responderam porque não falam com qualquer um): essa história vai para o mesmo pântano silencioso que já engoliu, sem deixar vestígios, a história do mensalão de Minas, precursor do mensalão do PT.
E não é que eu estava enganado? A matéria vem repercutindo em toda a grande imprensa. Com variáveis graus de intensidade, é verdade, em relação ao tamanho do escândalo, mas repercutindo. Viva, pois, a nossa grande imprensa. Já se começava a desconfiar que o Brasil, onde inventam tanta novidade, tinha adotado, definitivamente, dois sistemas métricos diferentes.
A propósito, ou mais ou menos a propósito, li na revista “The Nation” que só a Associação de Banqueiros Americanos tem noventa e um lobistas em Washington defendendo os interesses dos bancos e lutando para revogar a regulamentação do setor aprovada no Congresso, recentemente. Isto sem falar em outras associações de banqueiros e nos próprios gigantes financeiros, como o Goldman Sachs (cinquenta e um lobistas) e o JP Morgan (sessenta lobistas).
O cálculo é que existam seis lobistas do sistema financeiro para cada congressista americano. Os bancos querem derrotar a regulamentação e evitar as reformas para continuar as práticas, vizinhas do estelionato, que provocaram a grande crise de 2008 e continuam a lhes dar lucros obscenos enquanto o resto da economia derrapa.
O lóbi é uma atividade legítima, ou ao menos uma deformação legitimada pelo uso. A questão é saber quando a presença de mil e tantos lobistas em torno de um Congresso deixa de ser uma pressão e se transforma num cerco.
E como se pode falar em democracia representativa quando o poder do voto é substituído pelo poder de persuasão de seis lobistas, três em cada ouvido, prometendo presentinhos para a patroa?
O que tudo isso tem a ver com o cartel em São Paulo? Nada, a não ser que, talvez, sirva de consolo para quem sucumbiu ao encanto de muito dinheiro, levado pelo lóbi mais irresistível que existe, o da cobiça. Mesmo sendo daquele tipo de pessoa sobre o qual não se pode dizer que também é corrupto sem ouvir um “Quem diria...”
Luis Fernando Veríssimo
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Testes de DNA revelam raízes judaicas de Hitler

 
O homem que odiava os judeus tinha descendência judaica.
E também africana.
A informação é do jornal israelense Haaretz.
O jornal esclarece que a descoberta foi feita a partir do trabalho de geneticistas, que identificaram grupos de cromossomos denominados haplogrupos – “impressões digitais genéticas”.
O estudo foi publicado na Bélgica pela revista Knack, que localizou parentes de Hitler na Áustria, terra natal do Fuhrer, e nos Estados Unidos.
"Os resultados deste estudo são surpreendentes", disse Ronny Decorte, geneticista entrevistado por Knack.
O haplogrupo dominante de Hitler, E1b1b, é relativamente raro na Europa Ocidental - mas não é incomum entre 25 por cento de gregos e sicilianos que aparentemente adquiriram os genes da África.
Já entre os africanos, o grupo dominante é de tribos berberes do Marrocos, Argélia, Tunísia e Somália, com o percentual de 50 a 80 por cento.
O mais extraordinário, ainda de acordo com os geneticistas, é que o haplogroup dominante em Hitler é o segundo mais comum em judeus Ashkenazi.
Por enquanto, em Israel, o silêncio é sepulcral.
A verdade é que para os historiadores isso não chega a ser surpreendente, pois sempre houve controvérsias sobre o clã de Hitler.
Quanto à ideologia racista do nazismo, basta ver o comportamento dos governantes sionistas de Israel.
Até muro para segregar os semitas palestinos eles construíram.
Clique aqui para ler, em inglês, a matéria do jornal israelense Haaretz.
O Telegraph destaca também a ascendência judaica de Hitler
O Telegraph da Inglaterra, depois de relatar que Hitler possuiria ascendência judaica, informa que ele seria filho ilegítimo, produto de um encontro amoroso entre Maria Schickelgruber e Frankenberger, um jovem judeu de 19 anos.
A informação do Telegraph não difere muito do Haaretz, mas quem estiver interessado pode ler o jornal britânico aqui
Agora eu entendo porque os governantes de Israel odeiam tanto os palestinos.
Os palestinos são semitas e os israelianos (governantes arianos de Israel) nada mais fazem do que completar o serviço que os nazistas iniciaram.
Pobre humanidade!...
E aqui, o maestro judeu palestino Daniel Baremboim interpreta Mozart:
No Blog do Bourdoukan
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Saúdis

Filho de Mussum lança cerveja "Biritis" em homenagem ao pai
A cerveja é o primeiro produto da cervejaria Brassaria Ampolis (Divulgação)
Em homenagem ao humorista Antônio Carlos Bernardes Gomes, mais conhecido como Mussum, integrante do quarteto Os Trapalhões, será lançada no próximo dia 16 de agosto a cerveja produzida artesanalmente chamada “Biritis”. A cerveja foi criada pelo empresário Sandro Gomes (filho de Mussum), junto aos sócios Diogo Mello e Leonardo Costa.
A cerveja é o primeiro produto da cervejaria Brassaria Ampolis e foi descrita na página oficial no Facebook como “uma homenagem e um presente oficial da família do Mussum para os apreciadores de uma boa risada e uma bela cerveja”. A Biritis é uma cerveja do tipo Vienna Lager.
Inicialmente, a cerveja será vendida em garrafas de 600 ml e custará cerca de R$ 20 em alguns pontos de venda em São Paulo e no Rio de Janeiro – incluindo a loja existente na quadra da escola de samba Mangueira, grande paixão de Mussum. Ainda em 2013, a cervejaria pretende expandir sua distribuição para outros estados brasileiros, com uma produção estimada de 50.000 litros até o final do primeiro semestre da operação.
“Mais que uma cerveja divertida e com a alma do Rio de Janeiro, este é um projeto feito com o carinho, a atenção e o cuidado de um filho em forma de homenagem ao seu pai, um dos maiores apreciadores de cerveja e um dos artistas mais queridos da história do Brasil”, informou a empresa, em nota.
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Justiça dos EUA proíbe crianças de falar sobre exploração de xisto por toda vida

 
Família da Pensilvânia alega ter sofrido problemas de saúde com extração mineral; acordo de sigilo com a empresa foi de US$ 750 mil
Por decisão da Justiça norte-americana, duas crianças do estado da Pensilvânia (leste dos EUA) estão proibidas, pelo resto de suas vidas, de falarem a respeito de exploração de xisto. A determinação judicial ocorreu após um acordo sigiloso estabelecido entre a família Hallowich, que inclui as duas crianças e os pais Chris e Stephanie, e a empresa Range Resources.
Além de não poderem falar sobre extração do gás, a família toda está proibida de comentar a respeito da empresa Marcellus Shale, uma das líderes do setor de produção de xisto nos Estados Unidos. Em troca, os Hallowich receberam 750 mil dólares.
Os dois irmãos, um menino de doze anos e uma menina de nove, moravam em uma pequena propriedade rural de 40 hectares em Mount Pleasant, adjacente a um grande terreno de extração da rocha, que tem se tornado progressivamente uma alternativa energética nos EUA e importante fonte de renda para alguns estados produtores. O xisto é fonte de combustível - seja através de óleo ou gás natural - sempre procurado em períodos de alta do preço do petróleo.
O acordo judicial foi fechado em agosto de 2011, mas só divulgado na semana passada pelo jornal local Pittsburgh Post Gazette. O diário divulgou parte dos autos, que mostra uma transcrição dos diálogos entre a família, a empresa e o juiz. A íntegra pode ser vista nesse link. O jornal afirma que tenta há algum tempo liberar todo o conteúdo do caso, que contém cerca de 900 páginas. Isso significa que as crianças foram censuradas quando possuíam apenas nove e sete anos de idade.
A decisão provocou indignação entre ambientalistas e defensores da liberdade de expressão. Segundo os ativistas, esses acordos sigilosos têm ajudado as empresas do setor a resistir a controles ambientais e de saúde mais rigorosos pois, dessa maneira, conseguem acobertam denúncias e evidências de contaminação da água, solo e ar, além dos problemas de saúde à população local que coabita com essas operações.
A disputa
O caso começou em 2010 quando a família entrou na justiça acusando as companhias envolvidas na produção de destruir sua fazenda, além de colocar a saúde das duas crianças em risco. A atividade econômica dos vizinhos teria causado problemas respiratórios, dores de cabeça e garganta além de ardência nos olhos.
Eles são vizinhos de grandes operações industriais: são quatro poços de gás, estações de compressão e um lago de dejetos industriais, o qual a família afirma ser responsável pela contaminação da água abastecida e os consequentes problemas de saúde.
Com o desgaste causado pela batalha judicial, a família decidiu aceitar o acordo e a "mordaça". Nos autos, eles afirmaram que não tinham outra alternativa para criar seus filhos em um ambiente mais seguro. "Precisamos tirar as crianças de lá pela própria qquestão da saúde e segurança", disse a mãe, Stephanie. Com o acordo, eles obteriam dinheiro para se mudarem para uma nova casa longe dos campos de gás. A empresa insistiu no caráter vitalício do sigilo e que este também incluísse as crianças.
A mordaça
Os Hallowich receberam uma “gag order” (termo jurídico em inglês equivalente a “ordem de mordaça”, ou “obrigação de silêncio”), um dispositivo legal que, mediante acordo (quase sempre com uma compensação financeira) impede a difusão pública de uma informação, opinião ou denúncia sobre o caso por uma das partes envolvidas. É aplicada em alguns países que adotam o sistema jurídico anglo-saxão. Nos EUA, onde são muito corriqueiras, quase sempre envolvem empresas que trocam uma indenização a indivíduos em troca de sigilo – muitas vezes tratam de questões ambientais. Até os próprios advogados chegam a ser proibidos de comentar publicamente sobre a questão, sem nem mesmo poderem evocar o artigo da Constituição norte-americana que evoca a liberdade de expressão.
Polêmica
O que chama atenção e parece não encontrar jurisprudência nos EUA, segundo especialistas consultados pelo jornal de Pittsburgh, é que a mordaça foi estendida para crianças, que naturalmente não participaram das discussões. O advogado da família, por sua vez, disse nos autos nunca ter visto uma “gag order” sendo imposta a crianças em seus 30 anos de exercício da advocacia.
Nos autos, a mãe, Stephanie Hallowich, disse que duvida que as crianças consigam manter a boca fechada por tanto tempo. “Minha preocupação é que eles são menores de idade. Não estou certa de que eles entenderão completamente a situação. Sabemos que estamos assinando um voto de silêncio para sempre, mas como essa decisão pode tirar os direitos de nossos filhos, que são menores agora? Afinal, minha filha tem sete anos, o menino tem dez”, questiona.
O pai, Chris, também advertiu a corte de que pode ser difícil manter o silêncio das crianças. “Eles irão se relacionar com outras crianças, filhos de famílias que trabalham nessa indústria (...) Até podemos dizer a eles: não falem sobre isso, não falem sobre aquilo, mas e quando eles estiverem sem nós em um playground?”
Depois que esse acordo se tornou público e gerou forte repercussão, um porta-voz da Range Resources falou ao Post Gazette que não acredita que o acordo se estenda às crianças e que a empresa não concordaria com isso. Ele afirmou também que não havia evidência de que os Hallowich foram afetados pelas atividades, e que os pais assinaram um documento afirmando que a saúde deles não foi afetada.
No entanto, a posição do porta-voz vai contra a afirmação do advogado da empresa, James Swetz, feita nos autos. Ao ser perguntado duas vezes sobre o acordo ser aplicado a crianças, ele foi enfático em dizer que sim: “Nossa posição [sobre o acordo] se aplica para toda a família. Nós certamente faremos valer isso”, disse o defensor à corte. Outro advogado da empresa, Peter Villari, perguntou formalmente aos pais se eles estavam conscientes de que o acordo anularia também os direitos dos filhos de recorrerem à primeira emenda da Constiuição norte-americana especificamente para esse caso. E os pais responderam que sim. "Estou fazendo essas perguntas para que não haja desacordo no futuro", explicou Villari.
A primeira emenda desautoriza qualquer ramos dos três poderes a infrigir direitos fundamentais, entre eles, o liver exercício da religião, a liberdade de expressão, de imprensa e de associação pacífica.
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Não são só os políticos que precisam de aulas de ética

Em viagem de férias pelo Nordeste, vi este cartaz em tudo quanto é biboca de beira de estrada em Pernambuco e Alagoas. Me senti profundamente indignada, não só porque é o milionésimo anúncio de cerveja que usa a mulher como chamariz para vender álcool. Trata-se de uma propaganda imoral pelas seguintes razões:
1. O trocadilho utilizado a título de “humor” vulgariza a primeira vez sexual de alguém, ao associá-la ao consumo de álcool. Transar pela primeira vez é um acontecimento inesquecível, único, e me parece triste e repulsivo que seja utilizado para vender cerveja.
2. Se você não pensar em sexo, só em cerveja, o anúncio continua a ser imoral por escancarar o apelo da indústria de bebidas para que o jovem se inicie no álcool cada vez mais cedo. Só isso já seria o suficiente para proibir o anúncio, mas infelizmente, em nosso país, a publicidade de bebidas é permitida em todas as mídias.
3. Subliminarmente, é um anúncio degradante da condição feminina, porque dá a entender que a atriz está se oferecendo para transar com o consumidor em troca de cerveja.
Mas o que mais me intriga é o fato de uma mulher famosa e influente ter aceitado participar de algo tão abusivo quando, há menos de dois meses, celebridades se juntavam às pessoas nas ruas para pedir ética na política. Eu pergunto à bela atriz Alinne Moraes, que protagoniza o anúncio: querida, você acha mesmo ético ajudar a atrair jovens para a bebida? Você sabia que causa enorme preocupação no Brasil, hoje, o fato de os adolescentes beberem cada vez mais cedo? Não é antiético receber dinheiro para incentivar isso? Ou só políticos precisam ter ética?
A cada hora vejo, na TV, jornais, revistas e na internet, celebridades brasileiras, ao mesmo tempo que se engajam em campanhas contra os políticos, sem vergonha alguma de aceitar dinheiro para propagandear produtos questionáveis como instituições financeiras, construtoras, produtos de limpeza, remédios ou empresas de telefonia. É o caso do “bom moço” Luciano Huck, garoto-propaganda de uma infinidade de produtos e pai de três filhos, que não acha antiético anunciar suplementos vitamínicos cuja necessidade a ciência questiona, nem fazer propaganda de uma empresa de celular, a Tim, quando ao que tudo indica é usuário de outra, a Vivo (leia aqui). É ético mentir para vender um produto? Ou mentir só é condenável quando se trata de políticos?
O que dizer então da cantora Ivete Sangalo, que aceitou cachê de 650 mil reais do governo do Ceará para se apresentar na inauguração de um hospital que na verdade ainda se encontra em obras? Aliás, convenhamos que fazer show em inauguração de hospital, em si, já é uma aberração. “Mas a culpa é de quem a contratou.” Desculpa, não só. Se você é uma artista multimilionária que gosta de apontar o dedo para os malfeitos dos políticos, poderia muito bem passar uma peneira nos eventos para os quais é contratada. Ou será que, como os políticos que critica, está interessada mesmo é na grana?
Quando se trata de ética, não dá para ter dois pesos e duas medidas. A ética é uma só, na política e fora dela. Só vou deixar de fazer muxoxo para o engajamento de artistas em protestos contra a classe política no dia em que eu vir algum deles encampando, por exemplo, a defesa do projeto de lei que circula na Câmara dos Deputados restringindo a propaganda de bebidas no país. A mesma que rende ao mercado publicitário mais de um bilhão de reais por ano, parte deles embolsado pelas celebridades que protagonizam as campanhas. Ou quando vir famosos dizendo que se recusam a participar do anúncio de alguns produtos.
Até lá, para mim, eles serão tão demagogos quanto os políticos que acusam.
Em tempo: não adianta acionar o Conar contra a publicidade imoral da Devassa. O órgão “auto-regulatório” já absolveu a campanha, denunciada por consumidores pela “associação da cerveja à iniciação sexual” e  por estimular jovens a “assumir um comportamento de risco”.
No Socialista Morena
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Charge online - Bessinha - # 1883

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Serra sugeriu acordo a Siemens

Em e-mail analisado pelo Cade, Nelson Branco Marchetti relata que o então governador de São Paulo e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, sugeriram à multinacional alemã um acordo em 2008 para evitar que uma disputa empresarial travasse uma licitação da CPTM. O tucano nega e diz que a licitação foi limpa, com vitória da empresa que ofereceu menor preço; pela primeira vez em sua história, Folha levanta suspeições sobre José Serra em uma manchete principal
O nome de José Serra (PSDB) foi formalmente envolvido no caso de cartel delatado pela Siemens. Segundo o diretor Nelson Branco Marchetti, o então governador de São Paulo e seu secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, sugeriram à multinacional alemã um acordo em 2008 para evitar que uma disputa empresarial travasse uma licitação da CPTM. A informação foi revelada pela Folha.
O teor da conversa foi relatado em e-mail e teria acontecido durante congresso do setor ferroviário em Amsterdã, na Holanda. O documento é analisado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça, para examinar a prática de cartel em licitações da CPTM e do Metrô de São Paulo de 1998 a 2008.
Na época, a Siemens tentava desqualificar a espanhola CAF de uma licitação milionária aberta pela CPTM para aquisição de 40 novos trens.
De acordo com a mensagem do executivo da Siemens, Serra avisou que a negociação seria cancelada, mas disse que ele e Portella "considerariam" outras soluções para evitar que a disputa provocasse atraso na entrega dos trens. Uma das saídas apresentadas seria a CAF dividir a encomenda com a Siemens, ou encomendar à alemã componentes dos trens.
Procurado pelo jornal, Serra disse que não se encontrou com executivos das empresas interessadas no contrato da CPTM e afirmou que a licitação foi limpa, com vitória da empresa que ofereceu menor preço.
No 247
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Em caso inedito, rabino influente é condenado por abuso sexual de menor em Israel

Mordechai Elon - Foto: AFP
Rabino, em primeiro plano, nega acusações e vai recorrer
A Corte de Jerusalém condenou o rabino Mordechai Elon por abuso sexual a um menor que procurou seu apoio por enfrentar problemas emocionais.
O rabino Elon, considerado um líder espiritual importante da corrente nacionalista religiosa em Israel, foi acusado de cometer "atos obscenos" por dois jovens menores de idade.
Elon pertence a uma família importante na sociedade israelense.
O pai dele, Menachem Elon, foi juiz da Suprema Corte de Justiça e seu irmão, Binyamin Elon, foi membro do Parlamento durante 13 anos, representando os partidos de extrema direita Moledet e Ihud Leumi, e também foi ministro do Turismo durante 2 anos, durante o governo do ex-premiê Ariel Sharon.
O caso, sem precedentes na história de Israel, é tratado como um escândalo no país.
Os jovens haviam se dirigido à organização Takanah, um fórum fechado que apura acusações de abusos sexuais dentro da comunidade religiosa.
Depois de ouvir os depoimentos dos jovens, a Takanah decidiu, já em 2009, instruir o rabino Elon a suspender suas atividades educacionais.
'Graves danos'
O organização concluiu de que sua conduta poderia causar "graves danos" a seus alunos.
O rabino rejeitou a recomendação do fórum Takanah, que por sua vez resolveu levar o caso à Justiça.
De acordo com Elon e seus simpatizantes, ele costumava ser muito carinhoso com seus alunos, dando-lhes fortes abraços, mas o contato físico não tinha significado sexual e foi mal interpretado.
Meses depois das acusações da Takanah, o procurador geral da Justiça de Israel resolveu iniciar um processo contra o rabino Elon, que culminou nesta quarta feira com a decisão da Corte.
O Tribunal informou que a sentença será anunciada posteriormente.
O advogado de Elon disse a jornalistas presentes no tribunal que iria apelar da decisão.
Após a decisão da Corte, o rabino Elon proferiu uma oração perante os jornalistas e convidou a todos para participar de uma aula que pretende dar a seus alunos, ainda hoje, no seminário rabínico que dirige, no vilarejo de Migdal, no norte de Israel.
Segundo as acusações, o rabino cometeu atos de abuso sexual contra o menor duas vezes, em 2003 e 2005.
Outro jovem, que também havia acusado o rabino de abuso sexual, se negou a prestar depoimento perante o tribunal.
Guila Flint
No BBC Brasil
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Expresidente Tabaré Vázquez será candidato a presidenciales de Uruguay 2014

Tabaré Vásquez aceptará ser el candidato de Frente Amplio.
El presidente de la República Oriental del Uruguay entre el 1 de marzo de 2005 y el 1 de marzo de 2010, Tabaré Vázquez, confirmó este miércoles que acepta ser el candidato presidencial por el Frente Amplio para los comicios a realizarse en el año 2014.
El expresidente de Uruguay, Tabaré Vázquez, confirmó este miércoles que aceptará ser el candidato por el Frente Amplio en las elecciones presidenciales del año 2014.
El diputado socialista, Julio Bango, indicó que “fuimos a plantearle que era importante que pudiera definirse y nos expresó que si se le propone la candidatura está dispuesto a aceptarla”.
En ese sentido, señaló que el expresidente uruguayo determinó que la decisión debe ser adoptada por el plenario del Frente Amplio que sesionará en octubre próximo, aunque esto no supone “el inicio de la campaña electoral”.
Los dirigentes Lucía Topolansky, Ivone Passada y Aníbal Pereira, del Movimiento de Participación Popular; Yerú Pardiñas y Julio Bango, por el Partido Socialista; Rafael Michelini, de Nuevo Espacio; Óscar de los Santos, de Alianza Progresista; y Enrique Pintado, de la Asamblea de Uruguay; escucharon la confirmación.
Los sectores que ya habían decidido postular a Tabaré Vázquez son el Movimiento de Participación Popular, liderado por el presidente José Mujica; el Partido Socialista y el Frente Líber Seregni.
El próximo octubre, el plenario nacional de la coalición de izquierda determinará las precandidaturas que luego será propuestas al Congreso de Uruguay el 23 y 24 de noviembre.
El expresidente de Uruguay ha sostenido diversos encuentros con sectores e integrantes de la Mesa Política de la coalición como precedente del desarrollo de un programa de Gobierno. Pese a que por el momento, Tabaré Vázquez no ha realizado el anuncio de su candidatura.
Tabaré Vázquez es médico oncólogo. En 2011, anunció su retiro de la actividad política tras reconocer que durante su gestión presidencial consideró solicitar ayuda a Estados Unidos en caso de conflicto bélico con Argentina.

José Mujica respalda candidatura presidencial de Tabaré Vázquez

El jefe de Estado uruguayo afirmó que al terminar su gestión en 2015, “dejará caminos abiertos y obras, a cualquiera que sea el gobernante que venga. Debe ser para siempre así, no acompaño esa visión de que en la campaña electoral se deja de gobernar".
El presidente de Uruguay, José Mujica, calificó este miércoles como "una buena noticia" que su antecesor en el cargo, Tabaré Vázquez (2005-2010), aceptará ser candidato del gobernante Frente Amplio en las elecciones presidenciales del año próximo, ya que “permite ver el futuro con un optimismo racional”.
En declaraciones ofrecidas a un canal nacional, el Mandatario admitió que “tenía confianza que la presión de la opinión pública de los frenteamplistas iba a obligarlo a tener que sacrificar su tranquilidad.
“Me siento gratamente feliz, Vázquez me había dicho los dilemas que tenía pero mi confianza interior era que iba a aceptar (...) Me parece enormemente positivo por la fuerza politica y por el país, porque da imagen de estabilidad y seguridad”, precisó.
Añadió que el pronunciamiento de Vázquez “hacia la interna del Frente Amplio, tranquiliza porque es un problema mayúsculo que aparece en clave de resolución y porque ayuda al Gobierno dando tranquilidad para gobernar”.
El Dignatario agregó que su Gobierno “dejará caminos abiertos y obras, a cualquiera que sea el gobernante que venga. Debe ser para siempre así, no acompaño esa visión de que en la campaña electoral se deja de gobernar, no tiene nada que ver”.
Respecto a la elección del Vicepresidente, Mujica detalló que “quién acompañe Vázquez debe tener capacidad de negociación en el Parlamento. Habrá que ver esto y en su debate la fuerza política lo resolverá, pero no soy yo quién se debe meter en esa discusión”
El presidente aseguró que el visto bueno que Vázquez transmitió esta noche a dirigentes frenteamplistas es “enormemente positivo, por la fuerza política y por el país, porque da imagen de estabilidad y seguridad”.
Asimismo, adelantó que tras culminar su gestión “pasaré una semanita en el país Vasco (España) y cuando vuelva, de vez en cuando me daré una vuelta por el Parlamento para saludar a mis amigos”.
El expresidente Tabaré Vázquez expresó este mismo miércoles, a dirigentes de los tres sectores mayoritarios del FA, que acepta ser el candidato por el Frente Amplio a las elecciones presidenciales de 2014.
El diputado socialista Julio Bango indicó que “fuimos a plantearle que era importante que pudiera definirse y nos expresó que si se le propone la candidatura, está dispuesto a aceptarla”.
En ese sentido, señaló que el expresidente uruguayo determinó que la decisión debe ser adoptada por el plenario del Frente Amplio que sesionará en octubre próximo, aunque esto no supone “el inicio de la campaña electoral”.
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EUA orientam agentes a acobertar espionagem de norte-americanos

Slide de uma apresentação sobre um programa secreto de compartilhamento de informação da Divisão de Operações Especiais (SOD, na sigla em inglês) da Administração de Combate às Drogas dos EUA. Uma unidade secreta da agência antidrogas dos EUA, a DEA, está reunindo informações obtidas de interceptações de inteligência, grampos telefônicos, informantes e de um enorme volume de registros de ligações telefônicas, e entregando esse material a autoridades de todo o país para ajudá-las na abertura de investigações criminais contra cidadãos norte-americanos. REUTERS/John Shiffman 
Uma unidade secreta da agência antidrogas dos EUA, a DEA, está reunindo informações obtidas de interceptações de inteligência, grampos telefônicos, informantes e de um enorme volume de registros de ligações telefônicas, e entregando esse material a autoridades de todo o país para ajudá-las na abertura de investigações criminais contra cidadãos norte-americanos.
Embora esses casos raramente envolvam questões de segurança nacional, documentos vistos pela Reuters mostram que as autoridades policiais foram orientadas a esconder o verdadeiro início dessas investigações - não só dos advogados de defesa, mas às vezes também de promotores e juízes.
Os documentos, sem data, mostram que agentes federais são treinados para "recriarem" a trilha investigativa, acobertando assim a origem da informação. Alguns juristas dizem que essa prática viola o direito constitucional do réu a um julgamento justo. Se os réus não sabem como a investigação começou, não têm como pedir uma revisão das provas.
"Nunca ouvi falar de nada disso", disse Nancy Gertner, professora de direito de Harvard e ex-juíza federal. Gertner e outros juristas disseram que o programa parece mais perturbador do que as recentes revelações sobre o monitoramento de registros telefônicos feito pela Agência Nacional de Segurança (NSA). O esforço da NSA está voltado para conter terroristas, ao passo que o programa da DEA tem como alvo criminosos comuns, principalmente traficantes de drogas.
"Uma coisa é criar regras especiais para a segurança nacional", disse Gertner. "O crime comum é completamente diferente. Parece que eles estão manipulando as investigações."
A DIVISÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS
A unidade da DEA que distribui as informações se chama Divisão de Operações Especiais, ou SOD na sigla em inglês. Duas dúzias de agências parceiras integram essa unidade, o que inclui FBI, CIA, NSA, IRS (Receita Federal) e Departamento de Segurança Doméstica. Ela foi criada em 1994 para combater cartéis de drogas da América Latina. Começou com algumas dezenas de funcionários, e hoje tem várias centenas.
Hoje, grande parte do trabalho da SOD é sigiloso, e as autoridades pediram que sua localização precisa, na Virgínia, não fosse revelada. Os documentos vistos pela Reuters foram categorizados como confidenciais.
"Lembre-se que a utilização do SOD não pode ser revelada nem discutida em nenhuma função investigativa", diz um documento apresentado aos agentes, ao instruí-los para que usem "técnicas investigativas normais para recriar a informação fornecida pela SOD".
Um porta-voz do Departamento de Justiça, órgão responsável pela DEA, não quis comentar.
Dois funcionários graduados da DEA defenderam o programa, dizendo que a "recriação" de pistas é uma técnica legal e usada quase diariamente.
Um ex-agente do nordeste dos EUA que costumava receber dicas da SOD descreveu assim o processo: "Só diziam a você: ‘Esteja numa determinada parada de caminhões num determinado momento e procure determinado veículo'. Então alertávamos a polícia estadual para encontrar um pretexto para parar esse veículo e colocar um cão para procurar drogas nele", disse o agente.
Quando uma prisão era feita, os agentes fingiam que a investigação havia começado com a abordagem no trânsito, não com a dica da SOD, segundo o ex-agente. O documento de treinamento obtido pela Reuters se refere a esse processo como "construção paralela".
Dois altos funcionários que falaram em nome da DEA, mas sob anonimato, disseram que o processo é mantido secreto para proteger fontes e métodos investigativos. "A construção paralela é uma técnica policial que usamos todos os dias", disse uma fonte. "Tem décadas de idade, é um conceito pétreo."
Uma dúzia de agentes federais ouvidos pela Reuters, aposentados e da ativa, confirmaram ter usado a construção paralela durante suas carreiras. A maioria defendeu a prática; alguns disseram entender por que pessoas de fora das instituições policiais estão preocupadas.
"É como a lavagem de dinheiro - você trabalha de trás para frente para limpar a coisa", disse Finn Selander, agente da DEA de 1991 a 2008 e hoje membro de uma entidade que defende a legalização e regulamentação das drogas.
Alguns advogados e ex-promotores disseram que o uso da "construção paralela" pode ser legal para estabelecer a causa provável de uma prisão, mas que o emprego da prática para disfarçar o verdadeiro início de uma investigação provavelmente viola as regras do processo penal, já que oculta provas que poderiam ser úteis para os réus.
"Não se pode burlar o sistema", disse o ex-procurador federal Henry E. Hockeimer Jr.. "Não se pode criar esse subterfúgio. São crimes de drogas, não casos de segurança nacional. Se você não traçar um imite aqui, onde irá traçar?"
John Shiffman e Kristina Cooke
No Reuters
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Não é cartel de empresas, é corrupção do PSDB

Hamilton Pereira: bancada petista fez 15 representações desde 2008
Uma risada espontânea. Foi assim que o deputado Hamilton Pereira reagiu quando perguntei a ele se a imprensa paulista teria sido tão complacente, por tanto tempo, com um governador do PT acusado de corrupção.
Talvez a explicação esteja aqui? Ou aqui?
Hamilton Pereira faz parte da bancada de oposição na Assembleia Legislativa de São Paulo. São 22 petistas, dois comunistas, um deputado do PSOL e o major Olímpio. Total: 26 oposicionistas, contra o rolo compressor governista de 68 parlamentares.
Por isso, segundo ele, a Alesp já não legisla, além de não investigar o Executivo. Os vetos e os votos do governador não deixam.
Não é espantoso, portanto, que só em 2013 tenham ganhado corpo as denúncias de irregularidades nos contratos firmados entre um punhado de empresas e o governo do Estado, que está nas mãos dos tucanos desde 1995.
Porém, as denúncias da bancada do PT na Alesp vem sendo formalizadas, junto ao Ministério Público estadual, desde 2008. Para ser mais exato, desde 19 de junho de 2008.
Foram, ao todo, 15 representações. Uma delas diz respeito a um contrato que durou mais de dez anos, quando existe limite legal de 60 meses, segundo a Lei de Licitações.
Foi a revista IstoÉ que fez as revelações mais recentes, aqui e aqui.
Segundo a revista, em apenas seis contratos o prejuízo ao Tesouro público foi de R$ 425 milhões.
Mas, de acordo com levantamento da assessoria da bancada do PT na Alesp, desde que Covas assumiu os tucanos assinaram um total de 325 contratos, num total superior a R$ 30 bilhões.
Isso escapou tanto da investigação da Alesp quanto da mídia, avalia Hamilton Pereira.
O parlamentar não quis dizer se acredita que os tucanos usaram as obras relativas ao Metrô e aos trens metropolitanos — que, por causa de constantes reformas e renovações, são permanentes — para criar uma espécie de caixa único de campanha.
Porém, Hamilton Pereira diz que a ênfase da imprensa num “cartel de empresas” é enganosa, já que se ele de fato se deu só foi possível graças à corrupção, neste caso, corrupção do PSDB.
O próximo passo da bancada do PT será cobrar da Procuradoria Geral do Estado uma explicação sobre o andamento das 15 representações feitas desde 2008 — muitas das quais mencionando especificamente contratos das empresas Alstom e Siemens.
Abaixo, a lista de representações:
1. 19/06/2008 – MPF Rodrigo de Grandis – irregularidades em contratos estatais paulistas com a Alstom e pagamento de propina pela Alstom a José Amaro Pinto Ramos, lobista ligado a tucanos / lavagem de dinheiro/ Estadão 18/06/2008 – Jornalista Eduardo Reina – PR/SP-SEPJ 004726/2008 – 10.02.2011 – Representação 1.34.001-003352/2008-39 encaminhada à Justiça Federal em 24/06/2008 recebeu o número 000.7986.86.2008.4.03.6181 – 6º Vara Criminal – aos 10.01.2011 encaminhado ao MPF para manifestação. (está sob sigilo)
2. 24/06/2008 - MPE Silvio Marques – Aditamento ao Inquérito 204/2008 na Procuradoria de Justiça da Cidadania (tel 3017.7869) comunicando protocolo da representação ao MPF de 19/06/2008 denunciando irregularidades nos contratos de estatais paulistas com a Alstom (está sob sigilo)
3. 27/06/2008 – MPE Silvio Marques – representação contra Claudio Luiz Petrechen Mendes pela prática de crime de falso testemunho em depoimento dado ao MP no qual omitiu a sociedade em duas empresas, a Inter empresarial Comercial importação e Exportação Ltda. e Tecpar Engenharia e Participações Ltda, por indícios de prestação de serviços fictícios a empresas do conglomerado Alstom. (“Propina iria para “partido no poder” Jornalista Eduardo Reina – Estadão 20/06/2013) (está sob sigilo)
4. 30/06/2008 - MPF Rodrigo de Grandis – comunica o protocolo da representação ao MPE contra Claudio Luiz Petrechen Mendes pela prática de crime de falso testemunho em depoimento dado ao MP no qual omitiu a sociedade em duas empresas, a Inter empresarial Comercial importação e Exportação Ltda. e Tecpar Engenharia e Participações Ltda por indícios de prestação de serviços fictícios a empresas do conglomerado Alstom. 10.02.2011 – Anexado à Representação 1.34.001-003352/2008-39 (item 3 deste relatório) encaminhada à Justiça Federal em 24/06/2008 recebeu o número 000.7986.86.2008.4.03.6181 – 6º Vara Criminal – aos 10.01.2011 encaminhado ao MPF para manifestação. (está sob sigilo)
5. 18/07/2008 – MPF Rodrigo de Grandis – irregularidades em contratos de estatais paulistas com a Alstom e Siemens. Indícios de utilização de consultorias internacionais para lavagem de dinheiro visando o pagamento de propinas e subornos a diversas autoridades no Brasil (está sob sigilo)
6. 22/07/2008 – MPE Silvio Marques – irregularidades envolvendo o contrato firmado entre o Metrô e a empresa CMW Equipamentos S/A (atualmente Alstom) TC 23179/026/94, que teve inúmeras irregulares e prorrogações de prazo contratual que fizeram com que o contrato assinado em 1994 vigorasse por mais de 10 anos, contrariando disposição expressa da lei 8666/93, que fixa o limite de duração do contrato em 60 meses. 000003030 – IC 397/2008 6ª. PJ – PPS –Silvio Marques – Oficial Isaura (está sob sigilo)
7. 22/07/2008 – MPE Silvio Marques – irregularidades envolvendo o aditamento ao contrato firmado entre o Metrô e a empresa Mafersa S.A. para aquisição de trens (pelo Termo Aditivo 11 a Alstom, que era subcontratada da Mafersa, adquiriu desta os direitos e obrigações decorrentes do contrato firmado) julgado irregular pelo TCE – TC 014593/026/92 uma vez que o Metrô, aproveitando-se de um contrato praticamente exaurido, alterou o objeto, sob a justificativa de atualizações tecnológicas, alterou os preços e substituiu a empresa contratada pela Alstom, quando, na verdade, deveria ter realizado nova licitação. (está sob sigilo)
8. 05/08/2008 – MPF Adriana Zawada Melo – representação contra a Siemens (pelas mesmas irregularidades envolvendo a Alstom), mencionando prisões de vários funcionários da Siemens decorrentes de investigações criminais ocorridas em diversos países pela prática de atos de corrupção envolvendo o suborno de diversas autoridades, e em depoimento a promotores de Munique, Reinhard Siekaczek, ex-diretor da Siemens, afirmou que tinha conhecimento de pagamentos para autoridades de outros países e que o Brasil seria um deles. Sendo assim, a representação solicita investigação dos contratos da Siemens com diversas empresas, CPTM, METRO, CESP, CPFL, DER, dentre outras. ANDAMENTO 06.08.2010 – ESTÁ SOB SIGILO 10.02.2011 – 10.02.2011 – instaurada representação 1.34.001.004673/2008-51 encaminhada para o MPE aos 15/01/2009 (está sob sigilo)
9. 28/08/2008 – MPF Rodrigo de Grandis – representação contra as empresas Alstom e Siemens pela prática de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas a diversas autoridades no Brasil. (está sob sigilo)
10. 03/09/2008 - – MPE Silvio Marques – aditamento à representação de 22/07/2008, contra a Mafersa, informado que o contrato foi julgado irregular pelo TCE, e noticiando que os escritórios da Alstom na Suiça, responsáveis pela contabilidade, haviam sofrido busca e apreensão de documentos e equipamentos. (está sob sigilo)
11. 16/07/2009 – MPF Rodrigo de Grandis – aditamento à representação de 19/06/2008 informando acerca do bloqueio de bens do Conselheiro do TCE/SP Robson Marinho, suspeito de ajudar a Alstom a conseguir contrato de R$ 110 milhões em 1998, quando já era Conselheiro do TCE, após ter sido Chefe da Casa Civil no Governo Mário Covas e tesoureiro da Campanha de Mário Covas em 1994. (está sob sigilo)
12. 17/09/2009 – MPE Silvio Marques – mesmo teor da representação enviada ao MPF 05/08/2008, contra a Siemens (pelas mesmas irregularidades envolvendo a Alstom), mencionando prisões de vários funcionários da Siemens decorrentes de investigações criminais ocorridas em diversos países pela prática de atos de corrupção envolvendo o suborno de diversas autoridades, e em depoimento a promotores de Munique, Reinhard Siekaczek, ex-diretor da Siemens, afirmou que tinha conhecimento de pagamentos para autoridades de outros países e que o Brasil seria um deles. Sendo assim, a representação solicita investigação dos contratos da Siemens com diversas empresas, CPTM, METRO, CESP, CPFL, DER, dentre outras.
13. 27/07/2009 – MPE Silvio Marques – aditamento à representação de 19/06/2008 informando acerca do bloqueio de bens do Conselheiro do TCE/SP Robson Marinho, suspeito de ajudar a Alstom a conseguir contrato de R$ 110 milhões em 1998, quando já era Conselheiro do TCE, após ter sido Chefe da Casa Civil no Governo Mário Covas e tesoureiro da Campanha de Mário Covas em 1994. (está sob sigilo)
14. 27/10/2010 – MPE e MPF – representação denunciando fraude na licitação da linha 5 – Lilás do Metrô. Está na Sub-procuradoria Geral de Justiça acompanhando a Ação Popular que corre pela 9ª Vara da Fazenda 0039554-31.2010.8.26.0053
15. 21/05/2010 – MPE – Aditamento Alston – IC 397/2008 – 6º PJ – desde 06/04/2009 para elaboração de laudo técnico (informação de 15/10/2012) (está sob sigilo)


Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
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