1 de ago de 2013

A agonia da Abril

Ao contrário de outras crises da mídia impressa, desta vez o caso é terminal.
Nos tempos em que as revistas tinham futuro, na década de 1980
Nos tempos em que as revistas tinham futuro, na década de 1980
A comunidade jornalística está em estado de choque pela carnificina editorial ocorrida na Editora Abril.
Mas eis uma agonia anunciada.
Revistas – a mídia que fez a grandeza da Abril – estão tecnicamente mortas, assassinadas pela internet.
Os leitores somem em alta velocidade. Quando você vê alguém lendo revistas (ou jornal) num bar ou restaurante, repare na idade.
Jovens estão com seus celulares ou tablets conectados no noticiário em tempo real.
Perdidos os usuários, foi-se também a publicidade. Em países como Inglaterra e Estados Unidos, a mídia digital já deixou a mídia impressa muito para trás em faturamento publicitário.
E no Brasil, ainda que numa velocidade menor, o quadro é exatamente o mesmo. Que anunciante quer vincular sua marca a um produto obsoleto, consumido por pessoas “maduras”.
Apenas para lembrar, no mundo das revistas, nunca, em lugar nenhum, funcionou publicitariamente revista para o público “maduro”.
Sucessivas revistas para mulheres em diversos países fracassaram à míngua de anúncios.
Crises as editoras de revistas enfrentaram muitas. Mas esta é diferente. Desta vez, o caso é terminal.
Antes, e eu vivi várias crises em meus anos de Abril, você sabia que uma hora a borrasca ia passar.
Agora, você olha para a frente e observa apenas o cemitério.
Sobrarão, no futuro, algumas revistas – mas poucas, e de circulação restrita porque serão um hábito quase tão extravagante quanto se movimentar em carruagem.
Na agonia, o que companhias como a Abril farão é seguir a cartilha clássica: tentar extrair o máximo de leite da vaca destinada a morrer.
Para isso, você enxuga as redações, corta os borderôs, piora o papel, diminui as páginas editoriais e, se possível, aumenta o preço.
É uma lógica que vale mesmo para títulos como Veja e Exame, os mais fortes da Abril. Foi demitido, por exemplo, o correspondente da Veja em Nova York, André Petry.
Grandes revistas da Abril, como a Quatro Rodas, passaram agora a não ter mais diretor de redação.
Em breve deixará de fazer sentido uma empresa que encolhe ficar num prédio como o que a Abril ocupa na Marginal do Pinheiros, cujo aluguel é calculado entre 1 e 2 milhões de reais por mês.
É inevitável, neste processo, que a empresa perca o poder de atrair talentos. Quem quer trabalhar num ramo em extinção?
Os funcionários mais ousados tratarão de sair, em busca de carreiras em setores que florescem.
Ao contrário de crises anteriores para a mídia impressa, esta é, simplesmente, terminal.
É um cenário desolador – e não só para a Abril como, de um modo geral, para toda a mídia tradicional, incluída a televisão.
A internet é uma mídia que se classifica como disruptora: ela simplesmente mata. O futuro da tevê está muito mais na Netflix ou no Youtube do que na Globo.
As empresas de mídia estão buscando alternativas para sobreviver. A News Corp, de Murdoch, separou recentemente suas divisões de entretenimento e de mídia, para que a segunda não contamine a primeira.
A própria Abril vai saindo das revistas e tentando um lugar ao sol na educação.
Mas escolas – supondo que a Abril supere o problema dramático de imagem da Veja, pois isso vai levar muitos pais a recusar colocar dar a seus filhos uma educação suspeita de contaminação pela Veja – não dão prestígio e nem dinheiro como as revistas deram ao longo de tantos anos.
Isso quer dizer que a Abril luta pela vida. Mas uma vida muito menos influente e glamorosa do que a que teve sob Victor Civita, primeiro, e Robert Civita, depois.
Paulo Nogueira
No DCM
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Depois da Bravo, Abril fecha Gloss, Alfa e Lola; site da Contigo! é integrado ao MdeMulher

 
Os boatos que rondam a editora Abril desde o mês de junho, quando a estrutura da empresa foi reformulada e diretores de Núcleo desligados, parecem terem começado a se concretizar na última quarta-feira (31), quando houve o anúncio do encerramento da revista Bravo.
Nesta quinta (01/08), o processo continua na editora, com o fim das revistas Gloss, Alfa e Lola. Além disso, o site da Contigo! deixa de existir e seu conteúdo será agregado ao Portal MdeMulher, que também sofreu baixas. Até o momento, cerca de 150 funcionários foram desligados.
O portal Club Alfa também foi descontinuado. A informação é que os títulos encerrados serão extintos em todas as suas plataformas.
No final da tarde desta quinta-feira, a Editora Abril emitiu comunicado (leia abaixo notícia completa), na qual informa todas as mudanças pela qual a empresa passou, bem como oficializa o fim dos títulos.
Sindicato convoca reunião
Diante do anúncio do encerramento das publicações, a direção do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) convocou os jornalistas para uma assembleia na próxima sexta-feira (2/8), às 13 horas, na frente da portaria da Abril.
Segundo o presidente da entidade, José Augusto Camargo, o SJSP não concorda com nenhum tipo de demissão e pretende definir uma estratégia de luta que permita manter os empregos dos funcionários dispensados.
Camargo defendeu a necessidade de que os jornalistas sejam realocados para outras revistas da empresa. Para ele, promover demissões em plena Campanha Salarial não ajuda no processo de negociação mas colabora para tumultuar ainda mais a negociação.
“A direção do Sindicato manifesta sua oposição a qualquer demissão e sua disposição de ajudar na organização dos jornalistas em defesa de seus empregos e de seus direitos”, declarou a entidade.
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Presidente da Abril S.A. anuncia mudanças nas estruturas editorial e comercial da empresa

http://www.tedxsaopaulo.com.br/wp-content/uploads/2009/11/fabio.jpg 
Na tarde desta quinta-feira (1/8), o presidente da Abril S.A., Fábio Colletti Barbosa, anunciou mudanças nas estruturas editorial e comercial de toda a empresa. “A Abril encara esta fase como parte da evolução natural dos negócios e segue com a missão de difundir a informação, com excelência editorial, pioneirismo e integridade”, declarou o executivo.
De acordo com a empresa, as mudanças são importantes para “focar investimentos e esforços nas marcas líderes nos vários segmentos em que a Abril atua, garantindo assim o crescimento e a relevância das publicações”.
Segmentadas
A empresa confirmou que serão descontinuados Alfa, Bravo!, Gloss e Lola, além do portal Club Alfa, na Unidade de Negócios Abril Segmentadas. As publicações representavam menos de 2% da receita de publicidade das revistas da Abril.
A edição de agosto de cada um dos periódicos será a última de cada título. Com a reestruturação, cerca de 150 profissionais das mais diversas áreas deixam a Abril.
A partir de então, Elle, Estilo de Vida e Manequim passam a ser comandadas por Dulce Pickersgill. As revistas Men’s Health, Women’s Health, Runner´s World e Placar serão dirigidas por Sérgio Xavier. Bons Fluidos passa a reportar-se a Denis Russo Burgierman, diretor de Redação de Superinteressante e Vida Simples.
Na área editorial, Sérgio Gwercman, que estava à frente de Alfa, assume a Direção de Redação de Quatro Rodas. Viagem &Turismo terá como diretora de redação Angélica Santa Cruz, anteriormente na Lola. Armando Antenore, redator-chefe de Bravo!, passa a ser repórter especial da UN Abril Segmentadas.
Tatiana Schibuola, ex-diretora de Gloss, assume a direção de redação de Capricho. Por sua vez, Giuliana Tatini, até então diretora de Redação de Capricho, passa a comandar o portal MdeMulher. Caco de Paula, diretor do Núcleo de Sustentabilidade, bem passam a reportar-se diretamente à presidência da Abril S.A.
Já nas áreas de Publicidade e Marketing, Rogério Gabriel Comprido volta à empresa e assume a Diretoria de Publicidade da Unidade de Negócios, tendo em sua equipe os diretores Willian Hagopian e Roberto Severo. Wagner Gorab e Louise Faleiros ficam responsáveis pelas áreas de Marketing e Eventos. O Projeto Copa terá no seu comando Tiago Afonso, que se reportará a Dimas Mietto.
Na frente digital da UN Abril Segmentadas, é criada a Diretoria de Estratégia Digital, que será comandada por Guilherme Werneck — antes responsável por Desenvolvimento de Novos Negócios da MTV.
Veja
Sérgio Amaral assume a Diretoria de Publicidade, tendo como reportes diretos os executivos Márcia Sóter, Robson Monte, André Almeida e Alex Foronda; e os gerentes Alexandra Mendonça, Samara Sampaio e Andrea Veiga.
Renato Cagno fica responsável por projetos publicitários e negócios digitais da UN Veja. Claudia Furini assume o Marketing da Unidade e Andréa Abelleira permanece responsável pela área de Circulação e Eventos. Jacques Ricardo comandará a Diretoria de Publicidade-Regionais, que passa a incorporar também as funções de Classificados, Publicidade Internacional e Estúdio.
Exame e Negócios Digitais
Marcos Gomez assume a Diretoria de Publicidade da UN Exame, tendo como reportes diretos Ana Paula Teixeira e Eliani Prado, em São Paulo, e Leda Costa, no Rio de Janeiro. Na UN Negócios Digitais, René Agostinho, atual diretor da Abril Coleções, assume o comando da Operação do Alphabase.
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Itaú demite sustentavelmente

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Suspeito de depredação no Itamaraty é integrante da Rede Sustentabilidade

Fotos tiradas em 20 de junho mostram os responsáveis pela depredação do Palácio Itamaraty: imagens foram usadas na identificação dos suspeitos (Breno Fortes/CB/D.A Press - 20/6/13)
Fotos tiradas em 20 de junho mostram os responsáveis pela depredação do Palácio Itamaraty: imagens foram usadas na identificação dos suspeitos
Homem acusado de participação no vandalismo ao Palácio Itamaraty pede desculpas por erros cometidos a companheiros de organização política
Depois de ser identificado pela Polícia Federal como um dos sete rapazes suspeitos de terem depredado o Palácio Itamaraty na manifestação de 20 de junho, o membro da Comissão Executiva Nacional Provisória da Rede Sustentabilidade Pedro Piccolo Contesini, 27 anos, manifestou-se nas redes sociais. Em postagem publicada ontem, ele alega ter participado do protesto com uma camiseta da Rede porque tinha acabado de sair de uma ação de coleta de assinaturas pela criação do partido. O suspeito teria reforçado o número de manifestantes por vontade própria, e não por iniciativa da Comissão Executiva. A participação de um membro da organização foi antecipada pela coluna Eixo Capital na edição de ontem do Correio.
No texto, Piccolo alegou não ter cometido crime algum. “Vi uma barra de ferro no chão e a agarrei, inicialmente com a intenção de me defender, caso as coisas piorassem por ali. Depois, com as emoções à flor da pele, a pressionei algumas vezes contra diferentes pontos de uma estrutura também de ferro do próprio prédio e em seguida a joguei. Não quebrei nada!”, relatou. Apesar disso, ele pediu desculpas “a todos os companheiros e companheiras da Rede”. Flagrado por fotógrafos e cinegrafistas, o rapaz foi identificado pela Polícia Civil, que o encaminhou para a Polícia Federal, responsável pela investigação.
Piccolo também relatou ter sido abordado no último dia 24 por policiais civis e encaminhado à 5ª DP. Lá, ele respondeu perguntas sobre o ocorrido e admitiu o que havia ocorrido durante a manifestação. “(O delegado) mostrou-me fotos das ações no Itamaraty e admiti que estava lá e que escondia o rosto”, contou. O acusado também alegou não ter recebido qualquer estímulo da Rede para participar do movimento. “Agi por vontade própria, não tendo sido levado ou orientado a nada, por nenhuma pessoa ou organização”, garantiu.
Em nota, a assessoria de comunicação da Comissão Executiva Nacional Provisória da Rede Sustentabilidade informou que a organização tinha conhecimento do caso desde o início da semana, por meio do acusado. “A Rede Sustentabilidade esclarece que recebeu nesta semana a informação da possível abertura do inquérito pela Polícia Civil do DF por carta escrita pelo próprio Piccolo”, informaram.
No Correio Braziliense
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Para Mujica legalización de marihuana es un experimento de vanguardia

 
El presidente de Uruguay, Pepe Mujica defendió el proyecto de ley para la legalización de la marihuana en el país, se refirió al proyecto como un "experimento de vanguardia para el mundo" y aseguró que "no va a abandonar la lucha" por la aprobación de la ley.
El presidente de Uruguay, Pepe Mujica calificó este jueves al proyecto de legalización de la marihuana, que recibió este miércoles media sanción parlamentaria, como un “experimento de vanguardia en el mundo entero”.
"Esto tiene el carácter de una batalla en todos los terrenos. Porque tenemos el mundo para presenciar esto", dijo el mandatario en su espacio radial Habla el Presidente, en la que hizo referencia al negocio del narcotráfico, que deja ganancias de tal magnitud que es capaz de "corromperlo todo".
Enfatizó que "en ninguna parte del mundo lo represivo ha dado resultado" contra el narcotráfico, agregó que el Gobierno quiere parar el narcotráfico en la frontera, “donde se inicia la drogadicción. No es fácil porque no tenemos una receta. No es sencillo, estamos conscientes que estamos haciendo un experimento de vanguardia en el mundo entero".
Este miércoles, después de 14 horas de debate, la Cámara de Diputados aprobó el proyecto para la legalización de la marihuana, que ahora deberá ser ratificado en el Senado, lo que convertirá a Uruguay en el primer mundo en asumir el control de todo el proceso de producción y venta de cannabis.
El presidente defendió el proyecto de ley explicando que "se intenta arrebatar el mercado de la clandestinidad y tener un mercado a la luz del día", agregó que es una batalla por la salud pública y que de esa manera “el consumidor queda identificado” por lo que pueden “influir sobre él cuando se empieza a pasar de la raya".
Mujica admitió que el Gobierno no ha logrado el respaldo de la población de la tercera edad, sin embargo aseguró que no va a abandonar la lucha. "Es mucho lo que hay que trabajar en esto. Y no vamos a esperar un fruto en la vuelta de la esquina. Pero estoy seguro que Uruguay intenta experimentar a favor del mundo", concluyó.
Según una encuesta de la empresa Cifra difundida esta semana, el 63 por ciento de la población está en contra de la legalización del cannabis.
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Dilma sanciona integralmente lei sobre vítimas de violência sexual

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Nova legislação trata da “profilaxia de gravidez”, ponto considerado polêmico por entidades religiosas, que se mobilizaram ao pedir o veto presidencial
Após uma série de reuniões com ministros envolvidos no assunto, a presidente Dilma Rousseff sancionou nesta quinta-feira a lei que obriga hospitais que fazem parte do Sistema Único de Saúde (SUS) a prestar atendimento emergencial a vítimas de atendimento de violência sexual. Dentre os dispositivos está polêmica envolvendo a adoção da pílula do dia seguinte.
“Esse projeto ao ser sancionado transforma em lei a política que já é estabelecida em portaria do Ministério da Saúde, que garante tratamento humanizado, respeitoso, a qualquer vítima de estupro”, explicou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
“É exatamente um projeto que além de prestar um apoio humanitário essencial a uma mulher que foi vítima de uma tortura, ele permite que ela não passe por um segundo sofrimento, que é a prática do aborto legal”, acrescentou o ministro da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho.
A proposta aprovada pelo Congresso Nacional no último dia 4 lista uma série de serviços que deverão ser oferecidos pela rede pública de saúde. Dentre elas estão amparo médico, psicológico e social, facilitação do registro da ocorrência e encaminhamento ao órgão de medicina legal e às autoridades especializadas com informações que podem ser úteis à identificação do agressor e à comprovação da violência sexual.
Dilma manteve dois incisos que provocaram reação de grupos religiosos, em especial a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O mais importante é o que fala em profilaxia da gravidez, que segundo o governo, seria a adoção da pílula do dia seguinte para evitar a gestação da vítima. Para a Igreja, o método já seria considerado abortivo.
Ex-seminarista e ainda interlocutor importante da Igreja Católica, Gilberto Carvalho mostrou-se assertivo sobre a importância da nova legislação. “Os dados que nos vêm da Organização Mundial de Saúde sobre a prática e a maneira como a portaria do Ministério da Saúde, mais do que isso, a regulamentação que nós vamos fazer, o tipo de medicamento, o prazo que pode ser usado, ou seja, até 72 horas depois do incidente, faz com que tiremos da nossa cabeça qualquer dúvida sobre o caráter não abortivo dessa pílula, desse medicamento”, disse.
Outro artigo combatido pelos grupos religiosos é o que estabelece o “fornecimento de informações às vítimas dos direitos legais e de todos os serviços sanitários disponíveis”. Um dos direitos já previstos à vítima de estupro é a possibilidade da realização do aborto em qualquer estágio da gestação. No argumento contrário à nova lei, a CNBB alega que esse tipo de informação prestada pelos hospitais poderia induzir à escolha do aborto. Eles defendem que apenas delegacias forneçam esse tipo de informação.
A lei será publicada no Diário Oficial de amanhã e passa a valer em 90 dias, porque ainda precisa de regulamentação.
Governo envia novo projeto para corrigir “imprecisões técnicas”
De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dois pontos sancionados apresentam “imprecisões técnicas” que serão corrigidas por meio de outro projeto de lei que vai tramitar no Congresso Nacional. O primeiro é o que define violência sexual como sexo sem consentimento. Para o governo, a definição exclui o caso de crianças que com menos de 14 anos, que não são aptas a dar consentimento.
O outro ponto é o que suprime o termo “profilaxia de gravidez”. Segundo a mensagem presidencial, a expressão “não é a mais adequada tecnicamente e não expressa com clareza que se trata de uma diretriz para a administração de medicamentos voltados às vítimas de estupro”. O termo a ser utilizado, segundo a proposta do governo, é “medicação com eficiência precoce para prevenir gravidez resultante de estupro”, que restringe a prática especificamente à pílula do dia seguinte.
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Supremo Tribunal confirma pena de prisão de Berlusconi por fraude fiscal

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Lula nega que se candidatará a Papa

Lula nega que se candidatará a Papa
"Nunca antes da história do Cristianismo, um Papa havia ficado tão próximo do povo", disse Francisco
CAMPUS FIDEI - Após ministrar palestra para Jesus, para a qual recebeu honorários de 30 dinheiros, o ex-presidente em exercício, Luiz Inácio Lula da Silva, negou que concorrerá a Sumo Pontífice em 2014. Ao receber a notícia, o papa Francisco postou no perfil do Orkut que ainda mantém em sinal de humildade: "Eu acho que o Lula não vai voltar, porque não foi e nem nunca irá. Sua onipresença em território nacional é ainda mais milagrosa do que a do Senhor."
Cercado de arcanjos, Lula falou da consultoria remunerada que vem prestando ao governo Dilma e ao Vaticano. "No início do ano, indiquei João Santana para marqueteiro do Papa e aconselhei Bergoglio a andar no meio do povo, a beijar crianças e fazer vários sinais da cruz", contou. E acrescentou, algo desapontado: “Assim que foi eleito com meu apoio, sugeri que adotasse o nome de Biro-Biro I, mas ele foi incauto e preferiu Francisco. Desse modo, voltará a ser poste.”
Sondagens preliminares feitas pelo instituto NSA/Ibope revelaram que a popularidade do Papa Francisco subiu 93% desde sua passagem pelo Brasil. "É a primeira vez que alguém supera o índice de aprovação de Chico Buarque", disse um estupefato Carlos Augusto Montenegro.
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Serra está pendurado na broxa

 
O eterno candidato José Serra está encontrando sérias dificuldades para viabilizar o seu sonho presidencial. O tucano até ameaçou abandonar o PSDB para disputar as eleições de 2014, mas até agora não conseguiu construir uma alternativa sólida. Roberto Freire, chefão do PPS, prometeu um palanque forte, mas deixou o amigo pendurado na broxa. Nem a fusão com o PMN deu certo. Já o PSD, do ex-demo Gilberto Kassab, ainda vacila sobre quem apoiar na sucessão presidencial. Como aponta o jornal O Globo desta quarta-feira (31), a situação do rejeitado tucano é cada dia mais complicada.
"A dois meses do prazo final para o ex-governador José Serra (PSDB) decidir se troca de partido, as legendas procuradas para construir uma aliança em torno do nome dele para a eleição presidencial em 2014 já dizem que dificilmente o tucano terá um compromisso de apoio por parte delas até outubro. Uma das condições para Serra tentar uma candidatura à Presidência fora do PSDB é ter aliados de peso, que garantam a ele competitividade, cenário cada vez mais distante".
Segundo a reportagem, as lideranças do PV, PSD e PTB alegam que não há como definir questões como essa um ano antes da disputa eleitoral. "O partido que mais se aproxima do tucano hoje é o PPS. Serra foi convidado em abril para se filiar à sigla. Mas o PPS tem menos de um minuto no horário eleitoral, o que inviabilizaria uma candidatura solteira - sem apoio de outros partidos. Por isso, o ex-governador tem passado as últimas semanas em conversas com dirigentes partidários para avaliar as chances de alianças".
O prazo final para o tucano decidir se fica ou sai do PSDB termina em 5 de outubro. Na principal sigla da oposição de direita há um forte movimento em apoio ao senador Aécio Neves, apesar do cambaleante presidenciável mineiro ainda não ter decolado nas pesquisas. José Serra não desiste e ainda pode aprontar das suas. Ele é famoso pelos seus métodos agressivos de disputa, inclusive com o uso dos famosos dossiês contra os adversários. Mas o tempo para as manobras está diminuindo.
Altamiro Borges
No A Nova Via
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Prédio do antigo Museu do Índio voltará aos indígenas, decide governo do Rio

http://www.crea-rj.org.br/wp-content/uploads/2012/10/centrodemidiaindependente_museu_indio_WEB.jpg 
Depois de uma luta que durou vários anos e de uma desocupação traumática no último mês de março, feita com violência policial e uso de bombas de gás, os índios podem finalmente comemorar a retomada do prédio do antigo Museu do Índio, ao lado do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã. Antecipado na última segunda-feira (29) pelo governador Sérgio Cabral, a devolução do imóvel aos índios começou a ser concretizado na terça-feira (30), após reunião entre a secretária estadual de Cultura, Adriana Rattes, e diversas lideranças indígenas.
A informação foi divulgada nesta quarta (31), em nota da Secretaria Estadual de Cultura. Segundo o texto, estiveram presentes ao encontro com a secretária representantes de diversas etnias, incluindo Afonso Apurinã, Carlos Tukano, Garapirá Pataxó, Marize Guarani e Iracema Pankararu. Ficou decidido que haverá uma nova reunião no próximo dia 6, para começar a definir a elaboração do projeto, como nome, estrutura, cronograma e modelo de gestão do futuro Centro Estadual de Estudos e Difusão da Cultura Indígena.
Adriana Rattes propôs que o centro seja criado como uma instituição pública estadual e sugeriu que tenha na sua estrutura um conselho permanente formado por representantes do Instituto Tamoyo/Aldeia Maracanã, de índios de outras etnias que se interessarem em participar e de entidades e pessoas da sociedade civil ligadas à causa indígena.
"Os objetivos principais do centro serão os de promover, preservar e difundir a história, os valores, os conhecimentos e todos os aspectos culturais dos indígenas brasileiros, com foco especial nos grupos que vivem ou viveram nas diversas regiões do estado do Rio de Janeiro. O centro será ainda um ponto de formação, referência e apoio para os índios contemporâneos, diante dos desafios e das transformações culturais por que passam as diversas etnias em suas vivências nas aldeias e também no espaço urbano", diz a secretaria em nota.
O prédio do antigo Museu do Índio foi construído no século 19 e abrigou o Serviço de Proteção ao Índio, comandado pelo marechal Cândido Rondon. Transformado em museu, o local teve entre seus diretores o antropólogo Darcy Ribeiro. O governo do Rio cogitou demolir o prédio, como parte das obras de reforma do Maracanã, mas, depois dos protestos, desistiu e chegou a planejar a instalação de um museu olímpico no local.
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Ex-padre gay argentino escreve carta ao papa Francisco

O ex-padre argentino Andrés Gioeni
 Um ex-padre argentino gay, que aposentou o hábito após confessar sua orientação sexual, escreveu uma carta ao papa Francisco em que o pediu para se adaptar "aos novos paradigmas do mundo contemporâneo" depois que o pontífice disse que não julga os homossexuais.
Andrés Gioeni, que trocou o sacerdócio pelo trabalho de ator e escritor, comemorou "o ar fresco" que a chegada de Francisco ao Vaticano representou, mas advertiu "que há um longo caminho a percorrer".
"Já fui sacerdote católico, pastor, partilhei desse ímpeto missionário e dessa necessidade de reivindicação de abertura eclesial. Até que decidi seguir outro caminho quando descobri minha própria tendência homossexual e admitir minha impossibilidade de exercer o ministério pastoral em celibato", admitiu Gioeni na carta, publicada em sua conta do Facebook.
"Atrevo-me a me tornar porta-voz de uma grande quantidade de pessoas que pertencem à comunidade homossexual. E simplesmente, com humildade, pedir encarecidamente que incentive, estimule, promova e acompanhe um maior aprofundamento na Teologia moral sexual sobre o lugar e a experiência da pessoa homossexual", solicitou o ex-padre, que explicou que se sente "feliz e realizado" após passar dez anos vivendo com um parceiro.
Gioeni deixou claro que não pretende que o novo pontífice renuncie à doutrina eclesiástica mas "a ajude a continuar crescendo e se adequando aos novos paradigmas do mundo contemporâneo que nos desafiam a encontrar novas respostas".
"De verdade, o amor de duas pessoas, sendo do mesmo sexo, não demonstra nem reflete nada do amor de Deus?", questionou o ator, que perguntou também se "a Igreja com seus silêncios vai permitir que continuem se estigmatizando tantos jovens em tantos países onde continuam sendo assassinados somente por sua tendência".
O argentino concluiu pedindo a Francisco que ajude a comunidade homossexual a descobrir por onde pode "transitar pela fé" sem renunciar a sua "experiência de amor".
Durante uma entrevista coletiva a bordo do avião de volta a Roma do Rio de Janeiro, o papa afirmou ontem, segunda-feira, que não julga os homossexuais.
"Se uma pessoa é gay, busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O catecismo da Igreja Católica explica e diz que não se devem marginalizar essas pessoas e que devem ser integradas à sociedade", disse Francisco.
No Yahoo
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Ricos brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais

Imagem: Agencia Brasil
Ricos brasileiros são os quartos no mundo em remessas a paraísos fiscais
 Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.
A informação foi revelada este este domingo por um estudo inédito, que pela primeira vez chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos.
O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais.
O estudo cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.
Em 2010, o Produto Interno Bruto Brasileiro somou cerca de R$ 3,6 trilhões.

'Enorme buraco negro'

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais.
Henry estima que desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a "riqueza offshore não registrada" para fins de tributação.
A riqueza privada offshore representa "um enorme buraco negro na economia mundial", disse o autor do estudo.
Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como México, Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.
John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou à BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, pára enviarem seus recursos ao exterior.
"Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros", afirma.
"Isso aumentou muito nos anos 70, durante as ditaduras", observa.

Quem eniva

Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais.
"As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos", afirma Christensen. "No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo".
Chistensen afirma que no caso de México, Venezuela e Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 70, embora "este seja um fenômeno de mais de meio século".
O diretor da Tax Justice Network destaca ainda que há enormes recursos de países africanos em contas offshore.
No BBC Brasil
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Abril encerra a revista “Bravo”; outros títulos podem ter o mesmo destino

Em comunicado interno enviado aos funcionários na quarta-feira (31), a Editora Abril anunciou o encerramento das atividades da revista Bravo. No entanto, segundo Imprensa apurou, não deve ser o único título a ser fechado pela empresa.
 
Até o momento, os profissionais que atuavam na publicação não foram demitidos. No entanto, não há informação se eles serão reaproveitados em outros produtos da editora.
O anúncio oficial sobre o fechamento da Bravo para o público deve ocorrer nesta quinta-feira (1/8).
No Portal Imprensa
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Feitiço contra feiticeiros no STF

http://4.bp.blogspot.com/-EgvnwfYyuqE/T_GGe92x6eI/AAAAAAAAAPM/L3Tl9o-LG54/s320/esquadrilha-fumaca-60anos-05-jpg_184002.jpg 
Após quatro meses de espetáculo pela TV, a notícia é que alguns ministros do STF estão com medo de rever seus votos no julgamento do mensalão
Às vésperas da retomada do julgamento da Ação Penal 470, quando o STF irá examinar os recursos dos 25 condenados, o ambiente no tribunal é descrito da seguinte forma por Felipe Recondo e Debora Bergamasco, repórteres do Estado de S. Paulo, com trânsito entre os ministros:
“(...) há ministros que se mostram ‘arrependidos de seus votos’ por admitirem que algumas falhas apontadas pelos advogados de defesa fazem sentido. O problema (...) é que esses mesmos ministros não veem nenhuma brecha para um recuo neste momento. O dilema entre os que acham que foram duros demais nas sentenças é encontrar um meio termo entre rever parte do voto sem correr o risco de sofrer desgaste com a opinião pública.”
Pois é, meus amigos.
Após quatro meses de espetáculo pela TV, a notícia é que alguns ministros do STF estão com medo. Não sabem como “encontrar um meio termo entre rever parte de seu voto sem correr o risco de sofrer desgaste com a opinião pública.”
É preocupante e escandaloso.
Não faltam motivos muito razoáveis para um exame atento de recursos. Sabe-se hoje que provas que poderiam ajudar os réus não foram exibidas ao plenário em tempo certo. Alguns acusados foram condenados pela nova lei de combate à corrupção, que sequer estava em vigor quando os fatos ocorreram – o que é um despropósito jurídico. Em nome de uma jurisprudência lançada à última hora num tribunal brasileiro, considerou-se que era razoável “flexibilizar as provas” para confirmar condenações, atropelando o direito à ampla defesa, indispensável em Direito. Centenas de supressões realizadas pelos ministros no momento em que colocavam seus votos no papel, longe das câmaras de TV, mostram que há diferença entre o que se disse e o que se escreveu.
O próprio Joaquim Barbosa suprimiu silenciosamente uma denúncia de propina que formulou de viva voz, informação errada que ajudou a reforçar a condenação de um dos réus, sendo acolhida e reapresentada por outros ministros.
Eu pergunto se é justo, razoável – e mesmo decente – sufocar esse debate. Claro que não é.
É perigoso e antidemocrático, embora seja possível encher a boca e dizer que tudo o que os réus pretendem é ganhar tempo, fazer chicana. Numa palavra, garantir a própria impunidade.
Na verdade estamos assistindo ao processo em que o feitiço se volta contra o feiticeiro. E aí é preciso perguntar pelo papel daquelas instituições responsáveis pela comunicação entre os poderes públicos e a sociedade – os jornais, revistas, a TV.
O tratamento parcial dos meios de comunicação, que jamais se deram ao trabalho de fazer um exame isento de provas e argumentos da acusação e da defesa, ajudou a criar um clima de agressividade e intolerância contra toda dissidência e toda pergunta inconveniente.
Os réus foram criminalizados previamente, como parte de uma campanha geral para criminalizar o regime democrático depois que nos últimos anos ele passou a ser utilizado pelos mais pobres, pelos eternamente excluídos, pelos que pareciam danados pela Terra, para conseguir alguns benefícios – modestos, mas reais - que sempre foram negados e eram vistos como utopia e sonho infantil.
(A prova de que se queria criminalizar o sistema, e não corrigir seus defeitos, foi confirmada pelo esforço recente para sufocar toda iniciativa de reforma política, vamos combinar.)
No mundo inteiro, os tribunais de exceção consistem, justamente, num espetáculo onde a mobilização é usada para condicionar a decisão dos ministros.
“Morte aos cães!”, berravam os promotores dos processos de Moscou, empregados por Stalin para eliminar adversários e dissidentes.
Em 1792, no Terror da Revolução Francesa, os acusados eram condenados sumariamente e guilhotinados em seguida, abrindo uma etapa histórica conhecida como Termidor, que levou à redução de direitos democráticos e restauração da monarquia.
No Brasil de 2013, a pergunta é se os ministros vão se render ao medo.
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Por que a direita odeia o Foro de São Paulo?

Encontro constituiu-se em ferramenta fundamental para gestar a cultura política que facilitou o ciclo de vitórias progressistas
A realização do XIX Encontro do Foro de São Paulo, nesta última semana de julho, está provocando urticárias entre as fileiras de direita. Apesar do relativo silêncio da velha mídia, grupos de distintos naipes agitam a blogosfera contra o evento. Não faltam sequer ameaças de violência e terror.
Desde filósofos de bordel, como Olavo de Carvalho e seus cupinchas, a refinados intelectuais do tucanato, passando por vira-casacas da estirpe de Roberto Freire e Alberto Goldman, há um coro conservador contra a entidade fundada em 1990.
De tradicionais filiados a cristãos-novos do reacionarismo, forma-se frente contra uma esquerda que teve o desplante de se reconstruir e forjar alternativas de poder por toda a América Latina. Um cenário aparentemente inacreditável na origem do Foro.
No final dos anos 1980, com o colapso do socialismo no leste europeu, as ideias e partidos progressistas pareciam ter seus dias contados. Os porta-vozes do pensamento liberal vaticinavam o fim da história, com a vitória definitiva do mercado e do capital. A situação no subcontinente era bastante precária para a esquerda: à exceção de Cuba, a região estava dominada por governos subordinados aos Estados Unidos e sua cartilha.
Tão forte era a pressão que muitos dirigentes e agremiações de origem marxista, por todo o mundo, passavam de armas e bagagens para o outro lado. O poderoso Partido Comunista Italiano, por exemplo, já estava a caminho do desaparecimento, para dar lugar a uma legenda amorfa, disposta a ser linha-auxiliar das correntes neoliberais. O mesmo se passava em outros países, incluindo o Brasil, onde o PCB transitava para o controle de um grupo revisionista que viria a transformá-lo, sob a sigla PPS, em apêndice do bloco de direita.
Ao Partido dos Trabalhadores coube, então, papel decisivo. Com dez anos de vida, pouco afetado pela crise do sistema soviético e robustecido pelas lutas populares que desaguariam na formidável campanha de Lula para presidente, em 1989, o PT reunia as credenciais para se converter na principal força contra a dispersão e o desânimo que se abatiam sobre a esquerda.
Talvez a característica da identidade petista que mais contribuía para esta função unificadora fosse sua pluralidade e as formas criativas de lidar com a diferença sem fazer, de divergências, rupturas. Ao reunir, em seu interior, distintas famílias políticas e ideológicas da genealogia progressista, a agremiação brasileira apresentava vocação e tarimba para construir pontes continentais.
Nascimento do Foro
Alguns meses após a queda do Muro de Berlim, nascia o Foro de São Paulo, a partir da articulação nuclear do PT com o PC cubano. O modelo de organização era simples, formatado como espaço permanente de debates e ação unitária, sem disciplina centralizada e com a adesão de múltiplos partidos por cada país.
Apesar de abrigar diferentes estratégias, a existência do Foro garantiu à esquerda a existência de um fator centrípeto, além da construção de variados mecanismos de colaboração e solidariedade. Ao longo do tempo, constituiu-se em ferramenta fundamental para gestar a cultura política que facilitou o ciclo de vitórias no alvorecer do novo século, baseada na fusão entre mobilização popular e participação institucional, entre reformas e perspectiva socialista, entre democracia e revolução, entre alianças e hegemonia.
Passados mais de vinte anos, o Foro de São Paulo pode se orgulhar de ter colocado uma pá de cal na cova do fim da história. Ao contrário do que ocorria na época de sua criação, a maioria das mais importantes nações latino-americanas atualmente é dirigida por partidos integrantes da entidade. Mais que isso: os temas centrais de sua agenda comum estão determinados pelos desafios da integração e do erguimento de novas instituições que colaborem para o desenvolvimento autônomo e sustentável da zona em que atua.
A direita tem boas razões para destilar sua baba raivosa. Cheia de soberba, ao final da Guerra Fria, desdenhava e desqualificava como fora de moda qualquer iniciativa que se contrapusesse à pós-modernidade capitalista. Depois de duas décadas, além de seu natural ódio de classe, rumina em suas entranhas a frustração perante a renascença de uma esquerda popular e protagonista.
Breno Altman, jornalista, diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel
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Presidente da Federação dos Médicos tem 2 empregos públicos. Funcionário fantasma?

http://2.bp.blogspot.com/-kaQITHaKz7o/UWVYGkywGGI/AAAAAAAAMiU/_Y2c76VkKv8/s640/Geraldo+Ferreira+Filho+-+Presidente+da+Fed.+Nacional+dos+M%C3%A9dicos.jpg
Ele
O Blog do Ailton publicou uma uma verdadeira bomba. O presidente da poderosa Federação Nacional dos Médicos, Geraldo Ferreira Filho, opositor raivoso ao programa "Mais Médicos", é funcionário público federal no Hospital Universitário Onofre Lopes, em Natal (RN), mas estaria ganhando sem trabalhar, semelhante aos médicos paulistas mostrados em reportagem do SBT.
O Dr. recebe salário por jornada de 60 hs semanais nos dois empregos públicos
Nosso blog apurou que ele tem outro emprego estadual, com jornada de 40 horas semanais, no hospital Monsehor Walfredo Gurgel, com salário de R$ 7.274,89.
Somados os dois empregos, já soma 60 horas semanais. Mesmo assim o doutor Geraldo Ferreira ainda consta como anestesiologia em um hospital privado, o Centro Médico Pastore. Ele mesmo confirma estes cargos em seu perfil no slideshare.
Qual tal algum cidadão de Natal dar uma conferida no Hospital Walfredo Gurgel se o Dr. está lá agora? Afinal jornada de 40hs é horário integral.
Ailton diz em seu blog:
... Esse doutor, representante nacional dos médicos, é funcionário do Hospital Onofre Lopes, da UFRN, onde recebe um salariozinho de R$ 6.700,00, para uma jornada de 20 horas semanais, devendo prestar só um turno por dia, de segunda a sexta, como anestesista (Portal da Transparência).
Mas há um pequeno problema: Geraldo Ferreira não coloca os pés ali há anos.
Como é mesmo? Geraldo ganha sem trabalhar? É o que parece. Uma fonte do hospital me contou que criaram uma espécie de escala, mas o médico nunca é chamado.
Pergunta que não quer calar: Onde anda o bravo Ministério Público Federal?
Em tempo:
Não vale argumentar que, por ser liderança sindical, estaria licenciado, pois a permissão neste caso é apenas para licença SEM REMUNERAÇÃO, conforme art. 92 da Lei Nº 8.112/1990:
Art. 92. É assegurado ao servidor o direito à licença sem remuneração para o desempenho de mandato em confederação, federação, associação de classe de âmbito nacional, sindicato representativo da categoria ou entidade fiscalizadora da profissão
No Amigos do Presidente Lula
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Agora humilde, Sérgio Cabral vai trabalhar de van

Agora humilde, Sérgio Cabral vai trabalhar de van
Cabral convidou os vizinhos para um banho de piscina
CHATUBA DE MESQUITA - Após declarar que a passagem do Papa Francisco o havia deixado humilde, Sérgio Cabral mudou radicalmente seus hábitos. "Doei meu apartamento no Leblon para o Convento de Santo Antônio e aluguei um quitinete na Vila Mussum, em Mesquita. Vou trabalhar todo dia de van", falou, enquanto mordia um risole de frango com catupiry e colocava um guardanapo de papel na cabeça.
Antes de sair para fazer uma fezinha no jogo do bicho, o governador anunciou que fará um churrasco na laje para confraternizar com os manifestantes que acamparem na frente de sua nova residência. "Já comprei doze garrafas de guaraná Dolly, farofa pronta e cinco quilos de acém", exultou. Em seguida, batucou na mesa e cantou "Mas essa festa e só zoeira / E só zoeira e zoeira ah ha ah / Funk, pagode e cerveja / A noite inteira", enquanto pintava o cabelo com blondor.
No final do dia, passou a se referir a José Mariano Beltrame como "leleke da segurança".
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IDH é mosca na sopa conservadora

A divulgação de dados sociais e econômicos mais recentes mostra que em 20 anos país progrediu de forma notável
No início de junho, quando o MPL foi às ruas pedir a anulação do aumento da passagem de ônibus, eu não poderia deixar de aplaudir. Era mais do que razoável.
Uma semana depois, quando a PM paulistana transformou o protesto num banho de sangue, as famílias se juntaram a seus filhos e netos para defender a democracia. Palmas para todos.
O que veio um depois é um processo contrário e confuso, cuja origem e consistência aguardam explicações.
As grandes cidades brasileiras foram ocupadas por multidões que criaram um novo ambiente político. Prefeitos, governadores e a presidência da República foram colocados contra a parede. O mesmo aconteceu com o Congresso. A violência e o vandalismo incluíram ataques ao Itamaraty, à prefeitura de São Paulo. Semanas mais tarde, o governador Sérgio Cabral enfrentou situação semelhante – e mais dura.
Protesta-se contra o que e contra quem?
Aplicando uma sociologia automática, a maioria de nossos analistas justifica os protestos a partir de uma analise apocalíptica.
Como se o Brasil fosse a Espanha em desmanche social, ou os Estados Unidos no pior momento da crise do pós-2008, explicou-se a mobilização, o “monstro”, “a rua”, como o movimento necessário num país em atraso insuportável, num momento histórico de tragédia. Só restava ajoelhar e rezar.
O problema é que a divulgação de dados sociais e econômicos mais recentes mostra que em 20 anos país progrediu de forma notável.
Num país que protesta, os dados merecem uma festa.
Falando de fatos objetivos: o Índice de Desenvolvimento Humano avançou 47,5% e saiu do nível “muito baixo” para se acomodar em patamar considerado “alto”. A desigualdade caiu, a expectativa de vida aumentou. A qualidade de vida tinha nível muito baixo em 85% das cidades. Esse número é de 0,6% em 2010. Pergunte a um estatístico qual a redução ocorrida. Prefiro uma imagem. Se antes ocupava 86 andares de um edifício de 100 pavimentos, o “muito baixo” agora não ocupa um único patamar inteiro. Deu para notar. Então repito: o que era 86 agora é menos do que 1.
O discurso oficial sobre os protestos talvez pudesse ser inteligível se essas melhoras tivessem ocorrido à margem do Estado, como obra do empreendedorismo de cidadãos abnegados num país de autoridades omissas e desonestas.
Errado.
O progresso ocorreu em 20 anos de regime democrático, o mais amplo e duradouro de nossa história, quando autoridades políticas são eleitas pelo povo e não escolhidas nos quartéis.
As mudanças para melhor ocorridas nos últimos anos se tornaram possíveis com a Constituição de 1988, que criou direitos sociais e definiu o combate à desigualdade e a luta por um sistema de bem-estar como um dever do Estado.
Dizia-se que isso era paternalismo, populismo. Olha a piada.
As ideias da turma do impostômetro, aquela que vive da denúncia do Estado, que quer sua redução de qualquer maneira, ficaram longe das melhorias. Foram inúteis, adereços teóricos à margem do movimento real do país.
Passamos as últimas décadas ouvindo que um Estado com recursos é um estímulo ao desperdício, ao desvio, à corrupção – um entrave ao desenvolvimento.
O grande salto ocorreu quando a receita do Estado subiu, passando de 24% do PIB para 36% hoje. Ao contrário do que dizia a ladainha preferida dos nostálgicos da ditadura e seus tecnocratas, para quem o “Estado não gasta muito nem pouco, gasta mal”, a maior parte dos recursos foi bem empregada.
Claro que houve a corrupção, o desvio. Também ocorreram falhas de visão, planejamentos estúpidos.
Mas é bom colocar o debate no eixo real, sem perder a noção de proporção das coisas.
Este progresso, que coincide com os governos de FHC e Luiz Inácio Lula da Silva, não merece ser debatido em termos de Fla-Flu.
Fernando Henrique foi capaz, sim, de garantir a estabilidade da moeda e condições mínimas para o funcionamento do Estado. Ajudou a consolidar o sistema financeiro, necessário para o desenvolvimento.
Mas o IDH não deu o salto – o que era 86 virou menos que 1 – porque se gastou pouco. Isso Roberto Campos já fizera em 64, com auxílio das baionetas militares.
A mudança ocorreu porque o Estado realizou ações em profundidade para favorecer a distribuição de renda, proteger o salário e os direitos dos trabalhadores, o financiamento do crescimento, o investimento no mercado interno. Se for para usar expressões econômicas, se FHC soube economizar, Lula soube dividir. São missões difíceis e desafiadoras.
Mas o debate não é pura economia.
Quando o mundo veio abaixo, em 2008, o governo brasileiro não reagiu com receitas clássicas de cortar despesas, encolher investimentos e jogar a miséria nas costas do povo. Recusou-se a transformar o Brasil numa Grécia. Rejeitou medidas tradicionais que iriam acelerar a recessão. Comparando a reação do governo FHC às crises e a reação de Lula, um estudo da Organização Internacional do Trabalho, OIT, notou a diferença. No governo do PSDB, tomavam-se medidas que favoreciam o ciclo da atividade de econômica. Crescer quando o mundo crescia, cair quando o mundo caia.
No governo Lula, agiu-se no contra-ciclo. Se havia o risco de recessão, investiu-se no crescimento, para impedir que o país fosse abaixo
O último ano do IDH é 2010, final do mandato de Lula, quando o país crescia a 7% e a maioria das políticas sociais do país de hoje amadureceram.
Falando com clareza: os dados do IDH, que retratam um período que se encerra em 2010, registram uma colossal derrota do pensamento antidemocrático brasileiro. Não sobra nada. E é por isso que, mais do que nunca, este pensamento se volta contra a democracia. Nesse terreno, da liberdade, do confronto de ideia, ele tem dificuldade para vencer. E isso é imperdoável.
Querem interromper a história, para tentar que seja reescrita.
E é esta a questão que se coloca agora.
O país vive um ambiente de protesto e mobilizações radicais como há muito não se via.
Até o governo admite que ocorreram omissões importantes e casos graves de incompetência na definição de políticas públicas. Políticas urgentes – como a saúde pública – só foram definidas com atraso.
O mesmo se pode dizer para a educação e outras melhorias urgentes. Mas é bom tomar cuidado com crises artificiais e pensar quem ganha com isso.
É bonito falar em gestos “simbólicos” que em teoria se destinam a “denunciar o capitalismo,” como quebrar vidraças de bancos. Mas é muito mais efetivo, do ponto de vista do povo, reduzir a taxa de juros e ampliar o crédito popular, por exemplo.
Nós sabemos que a violência policial é uma tragédia que atinge tantas famílias brasileiras. Deve ser apurada, investigada e punida.
O caso Amarildo é uma vergonha sem tamanho.
Mas vamos combinar que no Rio de Janeiro, Estado onde se constroem as UPPs, a primeira resposta coerente de autoridades brasileiras ao crime organizado, o ataque indiscriminado à polícia é uma forma de dar braço às milícias, aos bandidos, aos grandes traficantes, certo?
Tudo isso em nome do que mesmo?
Não é difícil saber o que é melhor – ou menos ruim – para o povo.
Com a baderna estimulada, glamourisada, estamos falando em ações que, cedo ou tarde, irão estimular operações repressivas de maior envergadura. E aí, como aconteceu nos protestos contra o aumento dos ônibus, nós sabemos muito bem quem serão atingidos e prejudicados pela falta de liberdade.
Isso porque o clima de baderna ajuda a tumultuar o sistema político.
A eleição de 2014 está aí, quando o eleitor terá a oportunidade de fazer seu julgamento e suas opções. Os protestos mudaram o jogo e podem mudar muito mais.
Há um movimento subterrâneo em curso, porém.
O que se quer é apagar a redução de 86 para menos que 1 e fingir que ela não ocorreu.
O estímulo direto às manifestações mostra até que ponto a turma do Estado mínimo pode caminhar em seu esforço para barrar um processo que contraria interesses materiais e convicções ideológicas. Pode até fingir-se de anarquista.
A presença ambígua de agentes de vários serviços de informação nas mobilizações ameaça ganhar um caráter perigoso, imprevisível, como acontecia às vésperas da grande derrota democrática de 1964, quando marinheiros, cabos, sargentos foram infiltrados para jogar sua energia contra o governo João Goulart.
Alguns eram reacionários bem treinados, prontos para ajudar a serpente da ditadura em seu veneno. Impediam acordos, soluções negociadas e pactos construtivos. Outros eram jovens radicalizados, estimulados ao confronto direto por uma compreensão errada da conjuntura e suas armadilhas, como aconteceu com tantas lideranças respeitáveis ligadas ao movimento operário e popular.
Os números do IDH mostram para onde o país quer andar. Também apontam um caminho. Só não vê quem não quer.
Paulo Moreira Leite
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Crise no governo Anastasia

http://www.abolsamia.pt/artigos/media/2096/image_gallery/2.jpg 
A situação econômica do governo mineiro obrigou o governador Anastasia a anunciar, ontem, diversos cortes nos seus gastos que repercutirão fortemente nas eleições de 2014, a começar pela desarticulação de sua base aliada, apoiada em cargos distribuídos desde as gestões Aécio Neves.
A situação já estava grave em termos das projeções eleitorais. Pesquisa interna do PSDB teria indicado, antes das manifestações de junho, que o candidato Fernando Pimentel teria 35% das intenções de voto para governador, seguido por Marcio Lacerda (12%). O melhor cenário para o PSDB não ultrapassava os 4% de intenção de votos.
Agora, a nau começa a fazer água por todos os lados e vai exigir remendos urgentes.
Abaixo, faço um resumo da situação de queda da receita estadual e as medidas anunciadas pelo governo estadual mineiro:
  • Redução de 700 milhões de reais do ICMS do setor elétrico
  • Redução do repasse do FPE
  • Déficit de 300 milhões no recolhimento da CIDE
Medidas tomadas (impacto sobre base aliada)
  • Redução das 23 secretarias para 17, em 2014
  • 52 cargos do alto escalão do governo serão extintos
  • Redução de 20% dos cargos de confiança, implementação de restrição de consultorias, e proibição de viagens nacionais e internacionais dos servidores públicos pagas pelo Estado
  • Fusão da Secretaria do Trabalho com a Secretaria de Desenvolvimento Social; da Secretaria de Esportes com a Secretaria de Turismo e com a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo; da Secretaria Extraordinária de Regularização Fundiária com a Secretaria de Agricultura; da Secretaria Extraordinária de Gestão Metropolitana com a Secretaria de Desenvolvimento Regional e Política Urbana; Secretaria Extraordinária de Coordenação de Investimentos Estratégicos será transformada em Assessoria Especial da Governadoria
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Direito pode incluir estágio em favela

 
OAB propôs ao Ministério da Educação alteração nos cursos; para a Ordem, hoje essas experiências não passam de ‘faz de conta’
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) propôs ao Ministério da Educação uma alteração no currículo dos cursos de Direito, que poderão incluir um estágio em comunidades carentes do País. O estágio, de seis meses, seria dentro do período do curso.
A proposta foi apresentada nesta segunda-feira, 29, pelo presidente da OAB, Marcus Vinícius Coelho, durante evento em Teresina. "A grade curricular do curso é do século 19, e a metodologia e o sistema de avaliação são precários. Queremos um curso de Direito que prepare cidadãos conscientes de seu papel no mundo e não meramente burocratas ou tecnocratas", disse ele.
A OAB propõe ainda um aumento de disciplinas para o curso. Nesse período, os estudantes teriam de fazer um estágio "de verdade", segundo Coelho. Hoje, o estágio já é previsto na grade curricular e deve ser realizado em fóruns, juizados e tribunais, mas são experiências de "faz de conta", de acordo com o presidente da Ordem.
Coelho disse que o estágio não deverá ser obrigatoriamente em comunidades carentes, mas terá de dar aos estudantes experiência prática no exercício do Direito. "O estágio será em favelas, em empresas, em escritórios, em tribunais, enfim, onde o estudante tiver sua vocação e sua afinidade. Vivemos em um país democrático e plural, onde a liberdade das pessoas desenvolverem suas potencialidades deve ser respeitada."
A criação de novos cursos de Direito está suspensa desde o início deste ano, quando a OAB e o Ministério da Educação firmaram um acordo para criar um marco regulatório para a área. Por 12 meses, a criação de novas faculdades ficará parada, até que a OAB apresente e o MEC aprove um novo currículo para a área. Segundo Coelho, a maioria dos alunos sai das instituições de ensino superior sem conhecimentos básicos, como processo eletrônico e prática do Direito. Procurado, o MEC não se pronunciou sobre a proposta da OAB de incluir estágio em comunidades carentes.
Médicos
A ideia de propor que estudantes façam algum trabalho social veio à tona com a decisão do governo federal de incluir na formação de médicos dois anos de trabalho remunerado no Sistema Único de Saúde (SUS). Os dois casos, no entanto, são diferentes. O estágio em comunidades carentes seria uma alternativa ao que já existe hoje, e não um período extra.
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Compensações

http://globoesporte.globo.com/platb/files//1089/2011/06/verissimo_baptistao.jpg 
Perguntaram ao escritor sulista americano William Faulkner como ele explicava o florescimento literário havido no Sul dos Estados Unidos depois da Guerra Civil e sua resposta foi sucinta: “Nós perdemos.” A humilhação da derrota e o fim de um tipo de vida explicavam a literatura, que misturava nostalgia, decadência, romantismo sombrio e um certo preciosismo “faisandé”.
O estilo perdurou até autores modernos como Truman Capote, Carson McCullers, Flannery O´Connor, Tennesse Williams e o próprio Faulkner, e ganhou um nome: “gótico sulista”. O Sul perdeu a guerra, mas criou um gênero.
Quando Homero disse (se é que disse mesmo, nada que se sabe de Homero é cem por cento certo, nem a sua existência) que as guerras aconteciam para serem cantadas pelos poetas, não queria dizer que a arte compensava tudo. Ou queria?
Contam que um grupo de oficiais nazistas foi visitar o atelier do Picasso durante a ocupação de Paris e, vendo uma reprodução do seu quadro “Guernica”, a dramática recriação da destruição daquela pequena cidade pelos alemães na Guerra Civil espanhola, um deles comentou: “Ah, foi você que fez isso, não foi?” Ao que Picasso teria respondido: “Não, foram VOCÊS que fizeram isso.”
Por um tortuoso raciocínio homérico se poderia concluir que os alemães foram coautores da pintura. Pelo mesmo raciocínio, louve-se a perseguição fascista na Europa pelo exílio de tantas mentes superiores e tanto talento na América, louve-se a escravatura pela nossa rica cultura negra e louve-se as agruras do nosso agreste pelos bons escritores e artistas nordestinos.
Tudo isto foi sintetizado naquela celebre fala que deram para o Orson Welles (há quem diga que a fala foi escrita pelo próprio Welles) no filme “O terceiro homem”, adaptado de um romance do Graham Greene.
Para justificar seu mau caráter, Welles compara a conturbada história da Itália antes da unificação com a milenar placidez da Suíça. Enquanto a Itália, junto com conspiradores, corruptos e canalhas tinha produzido alguns dos maiores gênio da humanidade, a bem comportada Suíça só produzira o relógio cuco.
Mas a ideia de que arte compensa qualquer barbaridade é perigosa. Melhor dizer que os eventuais benefícios de crimes históricos não os absolvem. São efeitos acidentais, como certos queijos que descendem do leite estragado. E você, prefere a paz que só produz o relógio cuco ou a confusão que produz dois, três, muitos Leonardo da Vinci?
Luis Fernando Veríssimo
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Rede Globo e a criminosa contumaz

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O escândalo de R$ 425 milhões: o "Trenzão" do PSDB

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Produção industrial avança 1,9% em junho

Em junho de 2013, a produção industrial nacional avançou 1,9% em relação ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após registrar expansão de 1,8% em abril e queda de 1,8% em maio. Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o total da indústria apontou crescimento de 3,1% em junho de 2013, terceira taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação. Assim, os índices do setor industrial para o fechamento do segundo trimestre de 2013 foram positivos tanto no confronto com igual período do ano anterior (4,3%), como na comparação com o trimestre imediatamente anterior (1,1%) – série com ajuste sazonal. No índice acumulado nos seis primeiros meses de 2013, a atividade industrial avançou 1,9% frente a igual período do ano anterior. A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos doze meses, ao mostrar variação de 0,2% em junho de 2013, manteve a trajetória ascendente iniciada em dezembro do ano passado (-2,6%) e assinalou o primeiro resultado positivo desde dezembro de 2011 (0,4%).
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfbr/.
22 dos 27 ramos investigados registram crescimento em junho
A expansão no ritmo da atividade industrial em junho teve perfil generalizado de taxas positivas, com três das quatro categorias de uso e 22 dos 27 ramos pesquisados apontando avanço na produção. Entre as atividades, as principais influências positivas foram assinaladas por farmacêutica (8,8%), máquinas e equipamentos (3,2%), outros equipamentos de transporte (8,3%) e veículos automotores (2,0%). Vale destacar que esses setores apontaram taxas negativas em maio último: -2,2%, -4,8%, -4,1% e -2,2%, respectivamente. Outras contribuições positivas relevantes vieram de máquinas para escritório e equipamentos de informática (11,4%), indústrias extrativas (2,4%), celulose, papel e produtos de papel (2,9%), produtos de metal (3,5%) e alimentos (0,9%). Por outro lado, entre as cinco atividades que reduziram a produção nesse mês, o desempenho de maior importância para a média global foi registrado por refino de petróleo e produção de álcool (-4,1%) que devolveu parte da expansão de 6,5% acumulada entre março e maio.
Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de capital, ao avançar 6,3%, eliminou o recuo de 3,7% observado em maio último. A produção dos segmentos de bens de consumo duráveis (3,6%) e de bens de consumo semi e não duráveis (2,9%) também mostraram crescimento nesse mês, com ambos também revertendo os resultados negativos assinalados no mês anterior: -0,4% e -0,9%, respectivamente. O setor produtor de bens intermediários (0,0%) repetiu o patamar registrado no mês anterior, após apontar queda de 1,0% em maio.
Média móvel trimestral avança 0,6%
Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou expansão de 0,6% no trimestre encerrado em junho frente ao nível do mês anterior, avanço mais intenso desde agosto do ano passado (0,7%), e manteve a trajetória ascendente iniciada em dezembro último. Entre as categorias de uso, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de capital (1,8%), bens de consumo duráveis (1,5%) e bens de consumo semi e não duráveis (1,0%) registraram as taxas positivas nesse mês, com o primeiro também prosseguindo com a trajetória ascendente iniciada em dezembro último; o segundo avançando por dois meses seguidos; e o terceiro interrompendo a trajetória descendente iniciada em janeiro. O segmento de bens intermediários (-0,2%) assinalou o único resultado negativo nesse mês e manteve o comportamento de estabilidade presente desde dezembro do ano passado.
Na comparação com junho de 2012, produção industrial cresce 3,1%
Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial cresceu 3,1% em junho de 2013, com apenas 13 das 27 atividades investigadas apontando expansão na produção. O ramo de veículos automotores, que avançou 15,4%, exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de máquinas e equipamentos (10,0%), refino de petróleo e produção de álcool (5,9%), borracha e plástico (9,7%) e de outros produtos químicos (4,4%). Por outro lado, ainda na comparação com junho de 2012, entre as 14 atividades que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em edição, impressão e reprodução de gravações (-6,7%), bebidas (-5,4%), indústrias extrativas (-2,7%) e produtos de metal (-4,2%).
Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital, ao crescer 18,0% em junho de 2013, assinalou o terceiro mês seguido de crescimento de dois dígitos. Os segmentos de bens de consumo duráveis (4,5%), que também avançou acima da média nacional (3,1%), de bens de consumo semi e não duráveis (2,3%) e de bens intermediários (0,4%) também apontaram taxas positivas em junho.
O setor produtor de bens de capital, ao crescer 18,0% em junho de 2013, mostrou o sexto resultado positivo consecutivo na comparação com igual mês do ano anterior. Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelo crescimento na maior parte dos seus grupamentos, com claro destaque para o avanço de 28,0% assinalado por bens de capital para equipamentos de transporte. Os demais resultados positivos foram registrados por bens de capital para fins industriais (20,5%), para uso misto (6,5%), agrícola (21,9%) e para construção (7,8%), enquanto o grupamento de bens de capital para energia elétrica (-12,9%) apontou a única taxa negativa nesse mês.
O segmento de bens de consumo duráveis (4,5%) assinalou o terceiro resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, impulsionado em grande parte pela maior fabricação de automóveis (3,0%), de motocicletas (10,9%) e de eletrodomésticos (8,5%). Vale citar que nesse último grupamento, o comportamento positivo foi sustentado especialmente pelos subsetores de eletrodomésticos da “linha marrom” (12,9%) e de outros eletrodomésticos (28,6%), uma vez que a “linha branca” recuou 10,1%. Nessa categoria de uso, também foram observados impactos negativos na produção de telefones celulares (-4,5%) e de artigos do mobiliário (-2,0%).
O segmento de bens de consumo semi e não duráveis, ao avançar 2,3% no índice mensal de junho de 2013, também assinalou três meses de taxas positivas consecutivas. O desempenho nesse mês foi influenciado em grande parte pela expansão registrada pelo grupamento de carburantes (15,6%), impulsionado pelos avanços na fabricação dos itens gasolina automotiva e álcool. Os grupamentos de semiduráveis (4,7%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (0,2%) também apontaram resultados positivos. Por outro lado, o único índice negativo foi observado no grupamento de outros não duráveis (-0,7%), pressionado principalmente pela redução na fabricação dos itens jornais e medicamentos.
O setor de bens intermediários (0,4%), que após mostrar variação negativa de 0,2% em maio voltou a assinalar avanço na produção em junho, apontou impactos positivos nos produtos associados às atividades de borracha e plástico (10,7%), outros produtos químicos (3,9%), veículos automotores (6,2%), minerais não-metálicos (2,5%), celulose, papel e produtos de papel (1,9%), refino de petróleo e produção de álcool (0,6%) e metalurgia básica (0,2%), enquanto as influências negativas foram registradas por indústrias extrativas (-2,7%), alimentos (-3,6%), produtos de metal (-7,3%) e produtos têxteis (-4,1%). Ainda nessa categoria de uso, vale citar também os resultados vindos dos grupamentos de insumos para construção civil (4,6%), após ficar estável em maio último (0,0%), e de embalagens (-0,1%), que apontou a segunda taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação.
Indústria avança 1,9% no primeiro semestre de 2013
No índice acumulado para os seis primeiros meses de 2013, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou crescimento de 1,9%, com taxas positivas em três das quatro categorias de uso e 15 dos 27 ramos pesquisados. Entre as atividades, a de veículos automotores (14,9%) permaneceu exercendo a maior influência positiva na formação da média da indústria. Vale mencionar também a influência da baixa base de comparação, já que esse setor recuou 18,0% no índice acumulado do período janeiro-junho de 2012. Outras contribuições positivas relevantes vieram dos setores de refino de petróleo e produção de álcool (8,7%), máquinas e equipamentos (4,7%), outros equipamentos de transporte (7,3%), borracha e plástico (5,7%) e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,1%). Por outro lado, os principais impactos negativos foram observados em indústrias extrativas (-6,4%), edição, impressão e reprodução de gravações (-10,0%), metalurgia básica (-3,8%) e farmacêutica (-3,5%).
Entre as categorias de uso, bens de capital (13,8%) mostrou maior dinamismo e o setor produtor de bens de consumo duráveis (4,9%) também apontou expansão acima da média nacional (1,9%). Destaca-se que essas duas categorias de uso, além do aumento no ritmo da atividade industrial ao longo desse ano, também foram influenciadas pela baixa base de comparação, uma vez que no período janeiro-junho de 2012 registraram quedas de 12,5% e de 9,3%, respectivamente. A produção de bens intermediários (0,4%) apontou ligeira variação positiva, enquanto a de bens de consumo semi e não duráveis, com redução de 0,6%, assinalou o único resultado negativo no índice acumulado dos seis primeiros meses do ano.
No IBGE
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MST reocupa fazenda grilada pela Cutrale, no interior de São Paulo

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Na manhã desta quarta-feira (31), cerca de 300 famílias assentados e acampados de diferentes regiões do estado de São Paulo, ocuparam a Fazenda Santo Henrique, pertencente a empresa Cutrale, nos municípios de Iaras, Borebi e Lençóis Paulista, interior de São Paulo.
Os Sem Terra denunciam a grilagem dos 2,6 mil hectares de terra pela Cutrale. Há sete anos que a Fazenda Santo Henrique é objeto de ação reivindicatória por parte do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
No último dia 10 de julho, a Justiça Federal bloqueou a matrícula da fazenda, após a juíza substituta da 1ª Vara Federal de Ourinhos, Melina Faucz Kletemberg, ter finalmente acatado o pedido de tutela antecipada feito pelo (Incra), por meio da Advocacia Geral da União.
O órgão federal alega que as terras são remanescentes de um antigo projeto de colonização federal, o Núcleo Colonial Monção, mas que foram ocupadas irregularmente.
Segundo Ana Carolina Mazin, da direção estadual do MST, a ocupação visa pressionar para que o processo tenha continuidade, além de buscar o diálogo com a sociedade para reafirmar o propósito do Movimento em todas as ações anteriores.
“Ao contrário do que foi divulgado em alguns órgãos de imprensa, o objetivo do MST com as ocupações realizadas na Fazenda Santo Henrique nunca foi de causar destruição ou vandalismo; os meios de comunicação promoveram uma campanha contra a luta dos Sem Terra para esconder os verdadeiros atos criminosos praticados pela Cutrale”, disse Mazin.
Com a atual decisão da justiça, o bloqueio da fazenda impede a venda ou outras transações até que se tenha decisão definitiva sobre o domínio das terras. “Pois bem, reivindicamos que a decisão seja de retomada das terras pela União, para que sejam transformadas em assentamentos da Reforma Agrária”, afirma a dirigente.
Jade Percassi
No MST
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Ministro revela identidad de quienes planean asesinato del presidente venezolano

El ministro de Relaciones Interiores de Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, señaló al expresidente colombiano Álvaro Uribe, el expresidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti, al terrorista Luis Posada Carriles; y al empresario Eduardo Macaya, como gestores responsables de desarrollar un plan de asesinato contra el presidente Nicolás Maduro.
El ministro de Relaciones Interiores de Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, dio parte de una serie de reuniones y contactos que ha mantenido la derecha venezolana con gestores en el exterior en torno a un plan de magnicidio contra el presidente Nicolás Maduro, y precisó la identidad de los involucrados.
El titular de la cartera de Interior venezolana indicó que una de las primeras reuniones se efectuó el pasado mes de abril con la relación de las ciudades de Miami (sureste estadounidense) y Bogotá (capital colombiana).
Este encuentro acordó "un plan de acciones violentas" y contó con la participación del expresidente colombiano, Álvaro Uribe, el expresidente de facto de Honduras, Roberto Micheletti; un delegado enviado por el terrorista Luis Posada Carriles, un oficial colombiano activo, y un oficial de la Agencia Central de Inteligencia (CIA, por su sigla en inglés) para "iniciar contacto con la derecha venezolana y hacer estas acciones desestabilizadoras".
En ese sentido, cuestionó que la "derecha ha sido irresponsable y nunca ha asumido sus errores. No podemos hacer captura de ellos, y no podemos hacer operaciones en otros territorios".
Rodríguez Torres agregó que posteriormente, el pasado 29 de abril, "tuvimos informaciones de planes subversivos desde San Antonio del Táchira" (suroeste venezolano; frontera con Colombia). El ministro indicó que a través de un informante se conoció que desde Colombia se estaban gestando nuevos planes de desestabilización contra Venezuela.
En ese sentido, indicó que el empresario de bienes raíces Eduardo Macaya, radicado en la ciudad de Miami, es uno de los involucrados en la financiación de dos millones y medio de dólares en el plan de magnicidio en contra del jefe de Estado venezolano. Igualmente, señaló a "Julio" (se desconoce su apellido), integrante del Comando F4; y a Many (se desconoce su apellido), un empresario cubano de 80 años, como colaboradores de la financiación.
El ministro de Interior señaló que los conspiradores desean dividir, crear el caos en las Fuerzas Armadas y se ''crearía confrontación armada, hablaban de siete días de confrontación armada''. Acotó que luego de descubrir esta conspiración para cometer magnicidio se canceló debido a que  ''cuando tú develas un plan no ejecutas el plan'' pero ''nosotros queremos más detalles, estamos en el ámbito de la inteligencia que es procesar y procesar información''.
Indicó además que se están investigando a las figuras de oposición de Venezuela, pero ''no hemos conseguido conexiones de ellos con estos planes'' hasta el momento, aunque existen sospechas sobre estos. Sostuvo que estas investigaciones se están llevando con gran precisión puesto que ''los venezolanos saben que en los servicios de inteligencia nosotros hemos sido siempre serios''.
Gestores desde el exterior
Luis Posada Carriles. Es un exagente de la Agencia Central de Inteligencia (CIA, por su sigla en inglés). Es de origen cubano; naturalizado venezolano. Fue declarado terrorista por los Gobiernos de Venezuela y Cuba por ser el autor intelectual del atentado al vuelo 455 de Cubana de Aviación, en 1976 donde perdieron la vida 76 personas. Tiene libertad restringida en la ciudad de Miami.
Eduardo Macaya Álvarez. Nació en Cuba, el 12 de noviembre de 1949. Es participante directo de acciones terroristas de los grupos Coordinador de Organizaciones Revolucionarias Unidas (Coru), Omega 7 y Comandos F4. Es un exoficial de inteligencia del Cuerpo de Marines estadounidense y se sospecha de su participación en el asesinato de un funcionario diplomático cubano de la Organización de Naciones Unidas (ONU), Félix García, ocurrido en septiembre de 1980. Funge como mediador y enlace directo entre la derecha venezolana y Luis Posada Carriles.
Álvaro Uribe. Fue elegido presidente de la República de Colombia en 2002, y reelegido para el período 2006-2010. El 13 de agosto de 2012, desde la Universidad Autónoma Latinoamericana de Medellín (Colombia), Uribe reconoció sus intenciones de intervenir militarmente a Venezuela, pero que le “faltó tiempo”. El presidente de Venezuela ha denunciado su incursión en planes de magnicidio en su contra.
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