25 de jul de 2013

Marina Silva é lobo em pele de cordeiro

Quem diria, hein?!
Que Marina Silva tá longe de ser santa (por mais evangélica que seja) toda a Rede de brasileiros sabe. Mas o que descobrimos vai além!
Em cooperação com nosso departamento investigativo, o ex-agente-da-CIA-agora-foragido-e-perseguido-dedo-duro-X9-procurando-asilo-até-no-Acre Eduardo Snowden ligou alguns pontos e nos ajudou a descobrir ligações que podem passar despercebidas à maioria dos brasileiros. É bom lembrar dessa imagem quando formos às urnas.
Natura, BS Colway, WiseUp, Abril e agora, por mais que seja contra doação de campanha por bancários, até Neca Setúbal (neta do fundador do Itaú)? Parecem posições contraditórias ao discurso pregado. Quem te viu, quem te vê, hein Marina Silva?
http://www.sejaditaverdade.net/blog2/wp-content/uploads/2013/07/marina_loba_timeline_OK_2-09.jpg
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Sobre o ministro do TCU que ficou dois anos mais moço

Alegou que em São Raimundo trocar a data era constante
Nomeado há seis anos para o Tribunal de Contas da União (TCU), o ministro Raimundo Carreiro envelheceu, sem truque de beleza ou matemática, só quatro de lá para cá. Depois de assumir o cargo, conseguiu na Justiça mudar sua data de nascimento de setembro de 1946 para setembro de 1948 e, assim, esticar em dois anos a permanência na corte, tida como o “céu” de políticos e servidores públicos em fim de carreira. A manobra adia a aposentadoria do ministro, obrigatória aos 70 de idade, e lhe assegura a posse na presidência do tribunal no biênio 2017-2018, escanteando colegas de plenário.
O comando do TCU é definido anualmente numa eleição pró-forma, que ratifica acordo de cavalheiros previamente costurado. O presidente exerce mandato de um ano, renovado sempre por mais um. Pela tradição, o escolhido é sempre o ministro mais antigo de casa que ainda não exerceu a função.
O próximo da fila é Aroldo Cedraz, que tomou posse em janeiro de 2007, dois meses antes de Carreiro, e sucederá a Augusto Nardes no período 2015-2016. Em seguida, será a vez de Carreiro, que, com nova certidão de nascimento, tirou a cadeira de José Múcio Monteiro. “Pode ser consequência (assumir a presidência), mas não que o objetivo seja esse”, diz Carreiro.
http://4.bp.blogspot.com/_KxGr3ywpQOg/TKPmplny8eI/AAAAAAAAAvs/gW9-f6IuIeU/s400/SARNEY+COM+MINISTRO.jpgA decisão que o “rejuvenesceu” foi obtida na Comarca de São Raimundo das Mangabeiras, município do interior do Maranhão em que cresceu, foi vereador e se tornou influente. Para remoçar dois anos, Carreiro mostrou à Justiça certidão de batismo da Igreja de São Domingos do Azeitão, lugarejo vizinho a Benedito Leite, onde veio ao mundo. Preenchido à mão e de difícil leitura, o documento registra o nascimento de “Raimundo”, filho de Salustiano e Maria, em 6 de setembro de 1948, e não nos mesmos dia e mês de 1946, como no registro civil original do cartório.
Antes de migrar para o TCU, em março de 2007, Carreiro se aposentou no Legislativo usando a idade antiga, ou seja, aos 60 anos contados de 1946, e salário integral. Deixou a Secretaria-Geral da Mesa do Senado para ser empossado no TCU. A remuneração bruta alcança hoje R$ 44 mil, mas, segundo o Senado, não é paga por causa dos proventos do TCU, não acumuláveis.
Em 2008, já aposentado, Carreiro recorreu à Justiça para “corrigir” a confusão. Desta vez, lhe interessava comprovar a data de nascimento de 1948.
A sentença da Justiça maranhense saiu em março de 2009. Antes de concordar com a troca do registro, o Ministério Público rejeitou duas vezes os documentos juntados por Carreiro. Foi preciso o ministro viajar para São Raimundo e levar à audiência o padre de São Domingos, com livro de batismo e tudo.
“Sabe quantos dias ele ficou para dar esse parecer? Contei: 43″, recorda Carreiro, reclamando do promotor Cássius Guimarães Chai: “Ele é muito conhecido lá, porque é muito ‘cri-cri’”, acrescentou o ministro.
Reforçaram o conjunto probatório os depoimentos da mãe biológica, Maria Pinheiro da Silva, que corroborou a data, e os de dois conhecidos da época de menino. Questionado se o registro de batismo é 100% certo, o padre atual, José Edivânio de Lira, explica: “Aqui é comum dar os dados de cabeça. É um pouco mais preciso, apesar da dúvida”.
Origem do problema – Embora nascido nos anos 1940, Carreiro só foi registrado em cartório em junho de 1965, em São Raimundo, o que era comum no passado. Na versão dele, foi por pressão dos políticos da época, interessados em qualificá-lo para votar, que o cartório marcou 18 anos de idade, e não 16.
Com a fraude, sustenta, a irmã Floracy passou a ser, no papel, apenas três meses mais velha, ou seja, sem o intervalo de uma gestação. “Ficou por isso mesmo”, diz Carreiro. Na ação, ele argumentou que, embora transcorrido tanto tempo, era alvo de chacota dos familiares e, nas consultas médicas, obrigado sempre a reiterar a idade “de fato”.
No TCU, a notícia da retificação provocou críticas. “O poder rejuvenesce”, ironizou fonte graduada do tribunal. Além de administrar a estrutura da corte, com um orçamento anual de R$ 1,5 bilhão, o presidente não relata e julga processos, cumprindo, a seu critério, agenda recheada de negociações políticas e viagens internacionais.
No Viomundo
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O futuro do atual levante niilista

O Maio de 68 fortaleceu, como aqui, a Big House: lá, De Gaullle e Pompidou
Regras democráticas e direitos constitucionais não transferem suas virtudes às ações que os reivindicam como garantia. Máfias e cartéis econômicos também são organizações voluntárias e nem por isso o que perpetram encontra refúgio na teoria democrática ou em dispositivos da Constituição. Esgueirar-se entre névoas para assaltar pessoas ou residências não ilustra nenhum direito de ir e vir, assim como sitiar pessoas físicas ou jurídicas em pleno gozo de prerrogativas civis, políticas e sociais, ofendendo-as sistematicamente, nem de longe significa usufruir dos direitos de agrupamento e expressão. Parte dos rapazes e moças que atende ao chamamento niilista confunde conceitos, parte exaure a libido romântica na entrega dos corpos ao martírio dos jatos de pimenta, parte acredita que está escrevendo portentoso capítulo revolucionário. São estes os subconjuntos da boa fé mobilizada. Destinados à frustração adulta.
É falsa a sugestão de que se aproximam de uma democracia direta ou ateniense da idade clássica. Essa é a versão de jornalistas semi-cultos que ignoram como funcionaria uma democracia direta e que crêem na versão popularesca de que Atenas era governada pelo Ágora – uma espécie de Largo da Candelária repleto de mascarados e encapuzados trajando luto. Os Ágoras só tratavam de assuntos locais de cada uma das dez tribos atenienses. Em outras três instituições eram resolvidos os assuntos gerais da cidade, entre elas a Pnyx, que acolhia os primeiros seis mil atenienses homens que lá chegassem. Ali falava quem desejasse, apresentassem as propostas que bem houvessem e votos eram tomados. Os nomes dos proponentes, porém, ficavam registrados e um conselho posterior avaliava se o que foi aprovado fez bem ou mal à cidade. Se mal, seu proponente original era julgado, podendo ser condenado ao confisco de bens, exílio ou morte. A idéia de democracia direta como entrudo, confete e um cheirinho da loló é criação de analistas brasileiros.
As cicatrizes que conquistarem nos embates que buscam não semearão, metaforicamente, sequer a recompensa de despertar o País para a luta contra uma ditadura (pois inexistente), apesar de derrotados, torturados e mortos – reconhecimento recebido pelos jovens da rebelião armada da década de 70. Estão esses moços de atual boa fé, ao contrário, alimentando o monstro do fanatismo e da intolerância e ninguém os aplaudirá, no futuro, pelo ódio que agora cultivam, menos ainda pelas ruínas que conseguirem fabricar. Muito provavelmente buscarão esconder, em décadas vindouras, este presente que será o passado de que disporão. Arrependidos muitos, como vários dos participantes do maio de 68, francês, cuja inconseqüência histórica (e volta dos conservadores) é discretamente omitida nos panegíricos.
Revolução? – Esqueçam. Das idéias, táticas e projetos que difundem não surgirá uma, uma só, instituição política decente, democrática ou justa. Não é essa a raiz dessa energia que os velhotes têm medo de contrariar. É uma enorme torrente de energia, sem dúvida, mas é destrutiva tão somente. E mais: não deseja, expressamente, construir nada. Sob cartolinas e vocalizações caricaturais não se abrigam senão balbucios, gagueira argumentativa e proclamações irracionais. Os cérebros do niilismo juvenil sabem que não passam de peões, certamente alguns muitíssimo bem pagos, talvez em casa, a atrair bispos, cavalos e torres para jornadas de maior fôlego. Afinal, os principais operadores da ordem que se presumem capazes de substituir são seus pais e avós. Em cujas mansões se escondem, no Leblon e nos Jardins.
Wanderley Guilherme dos Santos
No O Cafezinho
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Das ruas e de gabinetes

Ambiente político esquenta em torno de
Sérgio Cabral (PMDB), Eduardo Campos
(PSB) e Aécio Neves (PSDB)

http://3.bp.blogspot.com/-HcBCNAXj06o/URPXSWSj1YI/AAAAAAAAZaY/FzLcuSPtIiA/s200/janio+de+freitas.jpg 
O consenso sobre as manifestações de rua foi de que repudiaram os políticos em geral e, no entanto, de repente vê-se uma concentração sobre um alvo individual, com efeitos imediatos. Mas, ainda veladas, e fora das ruas, há iniciativas para colher também outros personagens dos preparativos eleitorais em curso. Encoberto pela visita do papa Francisco, o ambiente político esquenta em torno de Sérgio Cabral, mas também de Eduardo Campos e Aécio Neves, para citar alguns que estão na roda.
No caso de Sérgio Cabral, o decreto desesperado com que pretendeu até violar o sigilo das comunicações pessoais, como tentativa de identificar ativistas das agitações de rua, reflete o quanto está abalado com o repentino desmoronar do plano para sua sucessão, na qual deixar o governo não significaria perda de poder e de proteção. Mesmo a nota oficial com intenção de atenuar o erro acentuou a evidência do aturdimento: nega o que está explicitado com clareza no decreto e oficializado por sua assinatura.
Eleger o sucessor é uma necessidade para Cabral, que fez uma coleção de adversários tendente a esmiuçar cada sombra do seu governo. Mas reconstruir-se como cabo eleitoral indispensável para uma vitória eleitoral de Luiz Fernando Pezão neste momento não cabe nem como divagação. Apesar dos cuidados com que os meios de comunicação o cercam, no mínimo como prevenção contra Lindbergh Farias.
O assédio a Cabral, aliás, ofereceu a solução do problema que perturbava, no Rio, o comando do PT e a possível recandidatura de Dilma Rousseff. De um lado, os petistas percebem que Lindbergh pode, afinal, abrir uma oportunidade de que o PT consiga alguma coisa no Rio, depois de tanto esvaziamento. De outro, Cabral prometia combater essa possibilidade a ponto de ameaçar o apoio do PMDB do Estado a Dilma. Sua ameaça perdeu força.
O governador Eduardo Campos nega superfaturamento que justifique o pedido da Polícia Federal, ao Ministério Público, de inquérito sobre contrato entre o governo pernambucano e a empresa Ideia Digital. Mas o pedido não foi desmentido e, em princípio, se foi feito é por haver algo a passar por exame. E aí está o motivo de uma iniciativa política para movimentar, em futuro próximo, esse e outros assuntos, digamos, polêmicos do governador. Inclusive, e talvez sobretudo, de volta ao caso dos precatórios em que se viu envolvido quando secretário da Fazenda.
Aécio Neves é objeto de uma busca, jornalística ou política ou ambas, que seria relacionada com uma investigação ou já um processo de natureza fiscal - nenhum dos dois com existência confirmada. Além dos primeiros questionamentos a aparecerem sobre seu governo.
Com isso, as pretensões eleitorais começam a deixar a fase palavrória, devida mais à criatividade jornalística, e a entrar na de disputa mesmo. Com tudo o que de ruim há nesse longo processo.
Desumanas
Não satisfeitos com paralisar anteontem cirurgias, exames e atendimentos clínicos em 14 Estados, como hipotética forma de protestar contra a contratação de médicos estrangeiros, médicos militantes programam novas suspensões de suas atividades nos dias 30 e 31. Com a expectativa de aumentar o número de Estados aderentes.
Dado que a vinda de estrangeiros não será por culpa dos pacientes que, nas paralisações, sofrem, movem-se com dificuldade para chegar em vão aos hospitais, veem remarcadas para o infinito as suas cirurgias e consultas, eles merecem que sejam importados mais médicos para suprir as omissões da militância injusta.
Janio de Freitas
No fAlha
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Como Sobrenatural de Almeida deu o título ao Galo

Aos 38 do segundo tempo, depois de driblar o goleiro, o atacante do Olímpia pareceu cair sozinho, mas não foi bem assim.
E tudo terminou em festa, graças a Sobrenatural
E tudo terminou em festa, graças a Sobrenatural
Recebemos de Sobrenatural de Almeida a seguinte mensagem:
“Amigos do Diário.
Vocês com certeza viram, e mais ninguém. Aos 38 minutos do segundo tempo do jogo de ontem, entrei em ação.
Fui menos discreto do que costumo ser, mas situações desesperadoras demandam gestos desesperados, como disse Guy Fawkes.
Dei uma chinela no atacante do Olímpia que, num contraataque, acabara de driblar o goleiro Victor e tinha diante de si o gol desprotegido.
Milhares, talvez milhões de pessoas não entenderam nada. Como ele pôde cair sozinho, numa circunstância daquelas, equilibrado, bola nos pés?
Mas vocês sabem.
Aquele gol liquidaria o Galo. Os torcedores estariam chorando agora.
Não haveria volta a partir daquele gol. O Atlético teria que fazer três gols em seis minutos.
Então agi.
Talvez vocês tenham pensado que estive metido de algum jeito na defesa do pênalti por Victor na cobrança que definiu a Libertadores.
Não. Ali foi ele mesmo que se adiantou como Rogério Ceni, e saiu impune.
Saudade do tempo em que brasileiros para ganhar dos paraguaios não precisavam de mim.
Mas a vida é como é, não como gostaríamos que fosse.
Saudações.
SA”
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Dilma pede, e ministro negocia com Evo Morales liberação de corintianos

Sete dos doze torcedores foram liberados em junho; os outros cinco saem nesta quarta 
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou na tarde desta quarta-feira que foi pessoalmente à Bolívia a pedido da presidente Dilma Rousseff para negociar a liberação dos torcedores corintianos presos em Oruro após a morte do garoto Kevin Espada, de 14 anos, em fevereiro deste ano.
“Ela (Dilma) determinou que eu fosse à Bolívia, eu me encontrei com as autoridades bolivianas em Cochabamba, tanto o Presidente Morales como o Chanceler Choquehuanca, outros representantes do Governo boliviano”, disse Patriota em entrevista coletiva.
“Desde então, acho que foram quatro encontros, pelo menos, que eu tive com o Chanceler Choquehuanca, tanto em Cochabamba uma nova vez como à margem da Assembleia-Geral da OEA em Antigua, à margem da reunião ministerial da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica, na Amazônia equatoriana”, revelou.
O grupo deve chegar ao Brasil até sexta-feira após mais de cinco meses detidos em um presídio na cidade de Oruro. “Estamos tomando as providências logísticas para que seja no mais breve prazo”, afirmou Patriota. 
O grupo foi preso após o garoto boliviano Kevin Espada ser morto após atingido no rosto por um sinalizador lançado da arquibancada onde estavam os torcedores do Corinthians no empate por 1 a 1 contra o San José, pela fase de grupos da Libertadores. Inicialmente, foram detidos 12 torcedores, mas sete deles foram liberados no começo de junho. 
Em junho, um juiz boliviano informou a inclusão de um jovem brasileiro de 17 anos, residente em São Paulo, no processo contra vários torcedores do Corinthians, investigados pela morte em fevereiro de Kevin.
O jovem, identificado como H.A.M., se entregou às autoridades policiais brasileiras poucos dias após o acontecimento trágico, confessando (sic) ser o responsável por acender o sinalizador que matou o boliviano de 14 anos.
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Dilma veta fim da multa de 10% sobre saldo do FGTS para demissões sem justa causa

http://www.fgts.gov.br/resources/logofgts_v2.jpg 
A presidenta Dilma Rousseff vetou o Projeto de Lei Complementar nº 200 de 2012 que extinguia a multa de 10% sobre o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) de trabalhadores, em casos de demissão sem justa causa. A decisão está na edição de hoje (25) do Diário Oficial da União. O texto foi aprovado no dia 3 pela Câmara.
De acordo com as explicações publicadas ao Congresso Nacional, os ministérios do Trabalho e Emprego, do Planejamento, Orçamento e Gestão e da Fazenda manifestaram-se em favor do veto. Um dos motivos é que a extinção da cobrança geraria impacto superior a R$ 3 bilhões ao FGTS.
Além disso, a presidenta destaca que a proposta, aprovada pelo Congresso Nacional, não está acompanhada das estimativas de impacto orçamentário-financeiro e da indicação das devidas medidas compensatórias, o que contaria a Lei de Responsabilidade Fiscal. “A sanção do texto levaria à redução de investimentos em importantes programas sociais e em ações estratégicas de infraestrutura, notadamente naquelas realizadas por meio do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço”, argumenta.
Segundo a presidenta, a medida, se posta em vigor, impactaria “o desenvolvimento o Programa Minha Casa, Minha Vida, cujos beneficiários são majoritariamente os próprios correntistas do FGTS”, acrescentou.
Ontem (24), o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, reuniu-se hoje com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e pediu que o projeto não fosse vetado.
A contribuição de 10% foi incorporada em 2001 à multa de 40% do FGTS e é paga pelas empresas ao governo, e não ao empregado, para tentar equilibrar a correção dos saldos das contas individuais do FGTS, decorrente dos planos Verão e Collor, e o patrimônio do fundo.
Kelly Oliveira
No Agência Brasil
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O estudo sobre os "blogueiros progressistas"

Envio o artigo científico produzido por mim e outra bolsista com o auxílio da entrevista concedida pelo jornalista Luís Nassif.
Apresentamos esse mês no Intercom Nordeste e a pesquisa rendeu várias discussões importantes sobre o cenário da comunicação contra-hegemônica feita na internet.
Muito obrigada pela contribuição.
Atenciosamente,
Nathalia Aires
Graduanda em Comunicação Social - Jornalismo UFRN

Iniciação Científica no projeto Imprensa e contra-hegemonia no Rio Grande do Norte
No Advivo
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Por que não vaiaram o papa?

 
Faz sentido a constrangedora louvação da mídia ao papa Francisco: se para ela o país vive em plena convulsão social, a tranqüilidade da visita do pontífice chega a parecer um verdadeiro milagre. Nenhum protesto bloqueou os passeios do santo homem. Não houve gritaria durante as suas aparições, desacato organizado aos fiéis, enfrentamentos nos locais de vigília. Sequer um indício de vaia.
Comparar biografias e cargos seria ridículo, mas as circunstâncias provocam um paralelo entre a passividade perante Francisco e o desrespeito contra Dilma Rousseff na abertura da Copa das Confederações. Ou entre a preservação da festa religiosa e os ataques ao evento esportivo, ambos de semelhante visibilidade mundial e respaldo financeiro controverso.
Ora, supondo corretas as explicações hegemônicas para os apupos jecas dos torcedores, concluiríamos que os indignados políticos aprovam o líder católico, ou pelo menos a instituição que ele representa.
Será que a juventude politizada esqueceu os inúmeros escândalos, de proporções e gravidades inéditas, que mancham a história do Vaticano? Teria se convertido à agenda obtusa, homofóbica e reacionária do catolicismo oficial? Guardaria um espaço para a fé e o misticismo nos seus rígidos protocolos revolucionários? Anarquistas respeitando os símbolos e interesses de um dos Estados mais antigos e inflexíveis do planeta? Guerreiros intrépidos, acostumados a combater policiais ferozes, com medo de crentes inofensivos?
Há muitas vias analíticas possíveis para abordar essas contradições. Bem poucas, no entanto, explicam a tentativa de ignorá-las.
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Heróis e História

http://globoesporte.globo.com/platb/files//1089/2011/06/verissimo_baptistao.jpg 
Velha questão: são os homens providenciais que fazem a História ou é a História que os providencia? Estou pensando no Mandela. Ele sem dúvida fez história, mas o apartheid teria se mantido mesmo sem a resistência dramatizada na sua prisão e no seu sacrifício? Provavelmente não.
Martin Luther King simbolizou a luta pelos direitos dos negros nos Estados Unidos, empolgou e inspirou muita gente, mas a injustiça flagrante da segregação racial estaria condenada mesmo sem seus discursos e seu exemplo.
Frequentei uma high school americana durante três anos e todos os dias, antes de começarem as aulas, botava a mão sobre o coração e prometia lealdade à bandeira aos Estados Unidos da América a à republica que ela representava, com liberdade e justiça para todos, e certamente não era só eu que completava, em silêncio, o juramento: “...exceto para os negros.”
Durante anos a democracia americana conviveu com imagens de discriminação racista, linchamentos e outra violência contra negros no Sul do país. Variava apenas o grau de consciência em cada um da hipocrisia desta convivência cega.
O que Martin Luther King fez foi tornar a consciência universal e a hipocrisia visível, e insuportável. Mas a justiça para todos viria — ou virá, ou tomara que venha, numa América ainda dividida pela questão racial, como mostra a revolta pela absolvição recente do assassino daquele garoto negro na Flórida — mesmo sem a sua retórica.
Gandhi liderou o movimento de resistência pacífica que ajudou a liberar a Índia do domínio inglês. Há figuras como Gandhi — mais ou menos pacíficas — em quase todas as histórias de liberação do jugo colonialista. Mas, por mais atraente que seja a ideia de heróis emancipadores derrotando impérios, a verdade é que eles serviram uma inevitabilidade histórica, independentemente da sua bravura, do seu discurso ou, como Gandhi, do seu apelo espiritual.
O poder da História de fazer acontecer o necessário, à revelia da iniciativa humana, soa como ortodoxia marxista, eu sei, mas consolemo-nos com a ideia de que a História pode nos ignorar, mas está do nosso lado.
E dito tudo isto é preciso dizer que poucas coisas na vida me emocionaram tanto quanto a aparição do Mandela antes do jogo final da Copa do Mundo na África do Sul, ovacionado pela multidão. Consequente ou não, ali estava um herói.
Luis Fernando Veríssimo
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Lição das ruas

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Viva o beijaço!

http://f.i.uol.com.br/folha/poder/images/13203599.jpeg 
Não são os jovens que devem partir em busca do Papa. Mas o Papa que deve ir atrás deles
Compreendo quando Leonardo Boff diz que Francisco pode representar a ruptura na Igreja Católica que João Paulo II e Bento XVI tanto temiam. Torço para que seja verdade.
Uma Igreja tolerante é menos nociva do que uma Igreja autoritária e repressiva.
Também reconheço que, num país onde 62% da população declaram-se católicos, a presidenta da República faça o possível para encontrar pontos de contato com o Papa e a fatia da população que ele representa.
O País tem muito a agradecer àquela parcela da Igreja que, nos tempos mais difíceis da ditadura, defendeu os fracos e indefesos.
Nada disso esconde, porém, um fato extremamente relevante. A atitude decente e democrática diante da visita do Papa é o beijaço dos gays, o protesto dos jovens, o clamor contra a repressão sexual e um sistema dogmático que oprime seres humanos em nome de noções absolutistas que trazem o preconceito, alimentam a violência e, com base na hipocrisia, podem trazer o crime e até a morte.
Não são os jovens que devem partir em busca do Papa.
Mas o Papa que deve ir atrás deles.
Esta é a mensagem do futuro.
Quem não entendeu isso não entendeu nada – observação definitiva do Iluminismo sobre a cena política contemporânea e seus críticos.
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Papa Francisco é a contrarrevolução moderna

Elevado ao trono de Pedro, religioso portenho reanima a mais importante instituição mundial do conservadorismo
A visita do chefe máximo da Igreja Católica ao Brasil virou um daqueles consensos aos quais se referia o escritor Nelson Rodrigues. “A unanimidade é burra”, pontificava o reacionário e fanático torcedor do Fluminense. Praticamente todos os setores da sociedade, afinal, estão batendo palmas para o sumo pontífice.
Papa Francisco desfila pela cidade paulista de Aparecida. Visita do pontífice monopolizou cobertura de tvs locais e internacionais
Até mesmo representantes ilustres da antiga teologia da libertação juntam-se ao coro dos embevecidos. O centro nervoso do culto ao papa argentino está em seus modos simples e nos discursos voltados à pobreza. Depois da égide de uma nobreza eclesiástica ancorada na guerra fria contra o socialismo, eis que o Vaticano passa ao comando de um cardeal paisano e latino-americano.
Cada gesto seu é saudado como se uma grande modificação estivesse em curso. A cobertura de emissoras tão díspares como a Globo e a venezuelana Telesur parece decidida pelo mesmo editor. As loas ao líder dos católicos eventualmente obedecem a pontos de vista opostos, mas buscam anular qualquer atividade ou pensamento críticos.
Os meios de comunicação brasileiros se calam sobre a biografia de Jorge Mario Bergoglio, quase sempre abdicando de qualquer apuração ou comentário acerca de seu papel durante a ditadura militar argentina. Sequer entre os veículos progressistas há real interesse de colocar luz sobre o tema, apesar de a Jornada Mundial da Juventude ser momento propício para discutir credenciais em direitos humanos.
Ressurgido como Francisco e elevado ao trono de Pedro, o religioso portenho reanima a mais importante instituição mundial do conservadorismo. Despida de ritos aristocráticos e confrontando a antiga cúria corrupta, a Igreja Católica apresenta-se com uma face nova, capaz de cativar o mundo para as mesmas ideias de sempre.
A imagem midiática do papa tem se sobressaído tanto que poucos se dão ao trabalho de informar e analisar a doutrina que vertebra seu mandato. Mas uma boa leitura da primeira encíclica que publicou, além de um quase desconhecido manual de bioética que está no prelo, pode revelar que tudo segue como dantes no quartel de Abrantes.
Não há qualquer diferença de abordagem, nestes textos, daquela pregada por João Paulo II e Bento XVI. Continuam de pé os mesmo dogmas: a centralidade da fé religiosa sobre os problemas políticos e sociais, , o combate irascível do direito das mulheres à interrupção da gravidez e a afirmação da heterossexualidade como única relação erótico-afetiva possível.
O estilo de Francisco, claro, é muito diferente. Traz jovialidade, simpatia e humildade à linguagem carcomida de seus antecessores. Apesar de refutar qualquer alteração ao conjunto de decisões que tiraram correntes católicas do apoio às batalhas populares, sua oratória a favor dos pobres rejuvenesce o Vaticano.
Estratégia
A direita encontra, nesta renovação, bom motivo para entusiasmo. Um papa fortalecido e celebrado é instrumento notável para qualquer estratégia de redução da influência de esquerda nas camadas de menor renda, especialmente na América Latina. Além de criar obstáculos para a expansão de pentecostais e outros grupos religiosos, em países nos quais a maioria da elite se vincula à tradição católica.
Não é à toa que o jornalista Elio Gaspari, em artigo recente e afobado, vaticinou que a visita de Francisco ao Brasil poderia ter significado semelhante aquela de Karol Wojtyla a Polônia, em 1979, deflagrando o cerco político que levaria à queda dos regimes socialistas no leste europeu.
Tamanha euforia também levou conservadores a redobrar esforços pelo veto presidencial ao PL 03/103, que regulamenta procedimentos médicos no Sistema Único de Saúde para casos de violência sexual, incluindo a profilaxia da gravidez. O papa irá embora apenas três dias antes do prazo final para a sanção da lei, que passará a vigorar em 1º de agosto.
O curioso é ver forças de esquerda, em plena continuidade da contrarrevolução iniciada nos anos 80, também exaltarem a Francisco. Atiram-se às migalhas oferecidas pela retórica da pobreza como se fosse, depois de décadas ao relento, a própria redenção do catolicismo progressista.
Ainda que de ilusão também se viva, há um preço por abrir mão da crítica, a única vacina possível contra valores reacionários que se camuflam de modernos. Fragiliza a batalha por corações e mentes. Torna mais vulnerável o caráter laico do Estado.
A presidente Dilma, a bem da verdade, com um discurso secular na chegada do ilustre visitante, foi a voz pública que sutilmente dissentiu do pacto de adulação. Sobre ela, porém, caíram representantes do obscurantismo e o silêncio amolecido de quem deveria estar com os olhos bem abertos diante da escalada papista.
Breno Altman, jornalista, diretor editorial do site Opera Mundi e da revista Samuel
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Barbosa se recusa a explicar operação Miami

 
Email enviado para o STF
Prezados,
conforme a matéria do Jornal GGN
A compra do apartamento em Miami pelo Ministro Joaquim Barbosa foi registrada pelo valor de transação zero.
Perguntamos:
1. Qual a explicação para esse tipo de operação? Razão de ordem fiscal?
2. Se o valor da transação é zero, e se o Ministro garante ter remetido os dólares pelo Banco do Brasil, qual a razão para, na escritura, o registro ser pelo valor simbólico, já que significará pagamento pesado de imposto de
renda, em caso de venda?
3. Porque essa transação não aparece no balanço da offshore criada para a aquisição do imóvel?
4. Gostaria de uma resposta formal para o email.
Da Comunicação do STF
Prezado Nassif,
O presidente Joaquim Barbosa não comentará.
Cordialmente,
Layrce de Lima
Secretária de Comunicação Substituta - SCO
Supremo Tribunal Federal
No Advivo
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Barbosa recebeu apartamento em Miami como doação?


Do repórter Victor Saavedra, no site GGN:
Jornal GGN – A transferência do apartamento de um dormitório comprado pelo presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa, avaliado em US$ 241.360 (valor venal) pela prefeitura de Miami, foi feita no valor de US$ 0, segundo documentos obtidos pelo Jornal GGN no próprio site da prefeitura de Miami.
O imóvel foi adquirido por uma Pessoa Jurídica – Assas JB Corp – de propriedade do próprio Barbosa, conforme reportagem de Rubens Valente, da Folha de São Paulo. Depois, de acordo com dados obtidos pelo blog O Cafezinho, de Miguel de Rosário, constatou-se que a compra foi pelo valor simbólico de US$ 10,00.
Imaginava-se que o uso de PJ tivesse algum caráter de engenharia fiscal – visando pagar menos Imposto de Renda. Não é o que se depreende da operação de Joaquim Barbosa. Segundo um advogado tributarista que trabalha com compras de imóveis nos Estados Unidos – consultado pelo Jornal GGN -,  esse tipo de operação não é usual, sendo normalmente utilizada em casos de doação entre parentes (esposa, irmãos). 
Para o especialista, não significa necesssariamente que a compra tenha sido feita ilegalmente, mas que a aquisição do imóvel deveria ter sido informada no rendimento anual da Assas JB Corp., empresa criada por Barbosa quatro dias antes da transferência da propriedade. Não foi.
A vendedora do imóvel, Alicia Lamadrid, havia adquirido o imóvel por U$204.950, conforme os registros oficiais da prefeitura. 
O advogado ouvido pelo Jornal GGN destacou que, em caso de transferência futura, a Assas JB Corp. terá de pagar impostos pelo valor total da venda – já que o governo dos EUA cobra 35% do lucro por pessoas jurídicas, e as pessoas físicas pagam apenas 15% -, descaracterizando o provável benefício fiscal no negócio.
Agora cabe ao ministro explicar algumas questões:
Qual foi a manobra legal utilizada para adquirir o apartamento?
Por que uma transferência de US$ 0, se a aquisição foi feita legalmente?
Como foi feito e de quanto foi o pagamento à antiga proprietária (que segundo os registros abriu mão de no mínimo US$ 204.950)?
Porque não consta esse imóvel na declaração anual de rendimentos da Assas JB Corp.?
Qual a finalidade da criação da Assas JB Corp.?
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do STF. Segundo informou, Barbosa já deu todas as explicações necessárias. E teria remetido o pagamento por meio do Banco do Brasil. Até agora, não apresentou documentos comprovando a transferência.
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Dilma parabeniza o Galo

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“O Brasil acordou alvinegro com o título do meu querido Clube Atlético Mineiro de campeão da Taça Libertadores. Aprendi a gostar de futebol indo, ainda criança, ao estádio do Mineirão assistir aos jogos do Atlético.
Parabéns aos jogadores, à comissão técnica e a nossa torcida, que conquistou a admiração de todos os brasileiros.
Parabéns não apenas pela vitória. Parabéns por, mesmo diante de um resultado adverso, não desistirem, não esmorecerem e, por isso mesmo, se superarem.”
Dilma Rousseff
Presidenta da República Federativa do Brasil
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Explicações e dúvidas sobre o apartamento de Joaquim Barbosa

 
A questão do efetivo funcionamento da corporação aberta por Barbosa nos EUA é fundamental para fins de moralidade, que tem relevância jurídica.
Se nos EUA, corporações podem ser abertas e manter todos os direitos concedidos, mesmo na hipótese de não funcionar na realidade, isso seria uma intermediação ilegítima, uma burla da finalidade da lei.
A lei não existe para que pessoas físicas abram corporações (na terminologia da lei americana) apenas para evitar pagamentos de impostos em alíquotas maiores. Isso seria uma lei sem sentido. Ganharia no início, mas perderia no final, uma vez que, segundo informações iniciais, os gastos com a aquisição do imóvel seriam supostamente maiores com a compra e venda sendo realizada por uma pessoa jurídica do que com uma pessoa física (os sites brasileiros usam a palavra "empresa" para se referir à corporação aberta por Barbosa na Flórida).
No entanto, é relevante a informação sobre como os impostos cobrados na hora da transmissão da propriedade para os herdeiros incidiriam, se sobre o valor do imóvel ou se sobre a valorização do imóvel. A informação é relevante para apurar a real e verdadeira finalidade com que se fez o negócio da compra e venda via pessoa jurídica. Tudo indica que é sobre o valor do imóvel e não apenas da valorização obtida desde a data da aquisição.
Por outro lado, se os dez dólares registrados no documento forem o preço de venda do imóvel e se o valor do imóvel for considerado base de cálculo dos impostos devidos na hora de transmissão da propriedade, ter registrado o preço da compra muito abaixo do valor pago indica apenas uma tentativa de baixar os valores a serem recolhidos futuramente.
Mas a situação pode ser mais grave do que essa. Os termos usados no documento (intitulado warranty deed, ver aqui: http://ocafezinho.com/wp-content/uploads/2013/07/ScreenHunter_2132-Jul.-.-...) indicam que se tratou, ao menos oficialmente e na documentação levada ao registro, de uma espécie de contrato de doação (grantor e grantee seriam termos sinônimos de doador e donatário, respectivamente).
Se ficar provado que não houve doação, aí é que o negócio é ainda mais grave. Seria o caso de se falar em falsidade ideológica.
Registraram uma doação quando o que houve foi uma compra e venda de imóvel. Mas isso teria que ficar provado, apesar de que não faz nem sentido imaginar que a dona do apartamento iria doá-lo para uma corporação recém aberta. Neste caso, o ônus seria de Barbosa provar que realmente houve uma doação e por que ela teria ocorrido, isto é, por que uma cidadã americana da Florida teria doado um apartamento para ele, por intermédio de uma corporação que ele abriu em seu nome.
A fraude está evidenciada se ficar confirmado que houve uma simulação de doação.
Barbosa tem que exibir todos os documentos da negociação (contrato celebrado com a proprietária do imóvel, formas de pagamento, contrato do escritório advocatício contactado para intermediar o negócio, extratos de suas contas bancárias e comprovantes de TODAS as demais operações financeiras, realizadas no Brasil e nos EUA, declarações de imposto de renda e etc), por uma questão de transparência. Se se negar a exibi-los ou a prestar os esclarecimentos, deve ser investigado com todo o rigor e, com o recebimento da denúncia por parte do Senado, possivelmente deve sofrer impeachment (afastado do cargo). Menos do que isso não pode ser admitido. É o presidente do STF e ele deve dar o exemplo. Existem suspeitas de que ilegalidades foram praticadas. Ele deve sim explicações, ainda mais enquanto presidente do STF.
Creio que ele está em maus lençois. O caso é mais grave do que eu supunha. Desconhecia esse detalhe de uma suposta doação, que parece ter sido o formato jurídico com que o negócio foi feito.
Alessandre de Argolo
No GGN
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O Dr. Barbosa, o domínio do fato e o condomínio do fausto

Como o Dr. Joaquim Barbosa é um homem público e a revista Veja é seu principal cabo pré-eleitoral, tomo a liberdade de oferecer aos mastins de Policarpo material para uma bela reportagem sobre o condomínio onde o presidente do Supremo adquiriu, usando o artifício legal de montar uma empresa na Flórida sediada no seu apartamento na Asa Norte em Brasília.
O que me move é mostrar, da maneira mais evidente, como este lixo impresso se comporta. E, também, o dever de fidelidade à memória de quem, em 23 anos de convívio diário, pude ser aprendiz de lições de honradez e destemor.
Faço pelo que a imparcial Veja, em 2001, publicou: uma matéria sobre o “escandaloso” enriquecimento de Brizola, um amontoado de infâmias que, na época, como seu assessor de imprensa, cuidei, em respeito ao jornalismo, de promover um contato entre o então governador e a revista, no qual ele pedia que esperassem sua volta da viagem que fazia ao interior do Rio Grande do Sul para esclarecer todas as informações falsas ou distorcidas que recolheram. Num fax, a revista disse que não poderia aguardar e sugeriu que ele falasse por telefone ou comparecesse à delegacia, digo, à sucursal da Veja para explicar-se…
E também porque a Veja não publicou, em 1987, quando mandou seu então repórter Marco Damiani  ao Uruguai para ver como eram os bens que Brizola tinha no exterior, por conta do exílio a que foi mandado pelos militares. Transcrevo o que ele conta, para que se tenha ideia da monstruosidade:
E havia a fazenda de Brizola a descobrir. Foi preciso fazer muitas perguntas para saber onde ela ficava. Naquele 1987, Brizola, então governador do Rio em final de primeiro mandato, costumava passar alguns finais de semana e pequenas temporadas na própria fazenda. A propriedade era quase uma lenda: a misteriosa fazenda de Brizola…
Obtivemos a informação: chamava-se Repetchó (que significa pequena subida) e ficava no departamento de Durazno, no interior do país. Acertamos com um taxista e fomos para a estrada. Talvez duas, três horas de viagem, se me lembro bem. Numa estradinha de terra, depois de muito rodar, veio a pequena elevação e, pouco depois, do nosso lado direito, cercada por arame farpado, vimos as terras de Brizola. Perto das demais à sua volta, todas com grandes extensões, a fazenda mais parecia, na boa, um sítio de final de semana. Tinha uma casa simples e, ao lado dela, uma construção de acabamento humilde com janelão de vidro frontal. Era ali que Brizola gostava de ficar, me disse o caseiro, olhando um pequeno rebanho de ovelhas. Gerchman chegou a fazer a foto, lembro-me do cromo revelado. Para saber isso, tivemos, é claro, de empurrar a porteira de madeira com a mão e entrar. Não havia campainha a tocar. Não me pareceu o caso de berrar para chamar alguém. E eu tinha de entrar! Em fazendas, de resto, muita gente entra assim, abrindo a porteira com as próprias mãos e avançando até encontrar alguém responsável pela propriedade. Foram poucos passos até encontrarmos essa pessoa. Um homem, o caseiro. Ele foi econômico nas palavras e avisou que não poderíamos ficar. Acreditava que o govenador não iria gostar nada daquilo. Agradecemos, voltamos por onde havíamos entrado e retornamos, com a sensação de missão cumprida, para Montevidéo. Escrevi a matéria, que iniciava com um cálculo, em dólares, segundo os valores do mercado imobiliário local, do quanto valiam as propriedades de Brizola no Uruguai (o apartamento e a fazenda). Passei por telex, que não existiam celular, internet para todos, nada disso. Dei o tempo regulamentar para a matéria ser lida e telefonei para o editor de Brasil. “Vocês fizeram um ótimo trabalho”, me disse ele. “Mas não vamos publicar uma linha sequer”. Eu não perguntei nada, e mesmo assim me foi explicado: “O Brizola ligou aqui, disse que Veja invadiu uma propriedade particular dele e que, se sair uma linha, vai processar a revista. Estamos fora!”.
Imaginem o que faria Veja com as fotos abaixo se, em lugar de Joaquim Barbosa, fosse Leonel Brizola o dono do apartamento.
Bem, mas o Dr. Barbosa é “o menino pobre que mudou o Brasil”. E embora a revista conhecesse bem, há mais de um ano,  o fato de vários brasileiros estarem comprando imóveis ali, com certeza se lhes escapou o fato de que Joaquim Barbosa era um deles.
Brizola também foi um menino pobre, mas nunca – ao contrário de Joaquim Barbosa – foi nomeado para cargo algum, exceto o de modesto secretário de Obras no Rio Grande do Sul dos anos 50. O que tinha, todos sabem, originava-se da herança de D. Neuza, herdeira – como seu irmão Jango, do patrimônio dos Goulart.
Mas Brizola, ao contrário de Joaquim, tentou mudar o Brasil e não conseguiu, entre outras razões, porque uma imprensa podre como a Veja não permitiu que mudasse.
Então, com os meus cumprimentos, para a caterva de Veja, os cultores do “domínio do fato” barbosiano, as fotos do site oficial do faustoso condomínio Icon Brickwell, onde o Dr. Joaquim Barbosa - ou a sua empresa Assas JB, registrada na Flórida – é o feliz proprietário de um apartamento. As facilidades expostas estão também lá, num arquivo pdf.
condominio
 PS. Depois de publicar, vi que Luis Carlos Azenha já publicou uma foto do condomínio, como bom repórter que é.  Registro, portanto, que não é totalmente inédito por aqui o fausto do lugar. Aqui, o link para seu post
Fernando Brito
No Tijolaço
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Internado em SP, José Genoino é submetido a cirurgia de urgência

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Internado desde a manhã desta quarta-feira (24), após sentir forte dor no peito, o deputado federal José Genoino (PT-SP), 67, foi diagnosticado com rompimento da aorta (importante artéria que vem do coração) e será submetido a uma cirurgia em caráter de urgência nesta madrugada (25), informou o hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Em um primeiro momento, por volta das 6h, Genoino foi internado na Santa Casa de Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, onde ficou em observação durante todo o dia, fez diversos exames, que deram negativo para infarto, e foi encaminhado, por volta das 21h, para a capital, onde passou por exames mais específicos no hospital Sírio-Libanês.
Segundo assessores do deputado, ele seguiu para São Paulo acompanhado pela família. Ainda de acordo com os representantes do deputado, ao tomar a ambulância para ser transferido para a capital paulista, ele já se sentia melhor, embora ainda com algumas dores, e chegou a conversar por telefone com membros de sua equipe.
No ano passado, José Genoino passou por exame de cateterismo para o desentupimento de uma artéria.
O deputado já foi presidente do PT e líder do partido na Câmara dos Deputados. Atualmente, é um dos membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
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América ainda que tardia

Parabéns Galo!
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Dilma perdeu popularidade, mas não a eleição

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As manifestações de julho deixaram como saldo uma alta queda na popularidade da presidente Dilma Rousseff. Mas daí a tratá-la como derrotada em 2014 vai uma enorme distância. Dilma ganharia a eleição no primeiro turno, antes de julho. Após julho, leva no segundo turno. A situação política da candidata do PT, mesmo agravada por uma onda difusa de insatisfações, ainda é a de franca favorita.
Até as manifestações, Dilma se constituiu num fenômeno atípico de popularidade para uma petista. Tinha índices pouco menores que o do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, quando este saiu do governo, mas curiosamente estavam espalhados por todas as faixas de renda, escolaridade e regiões do país. Ao longo de seu governo, o presidente mais popular da história do Brasil – mas que ainda assim ganhou um segundo mandato sendo obrigado a disputar o segundo turno – tinha simpatias concentradas na população de mais baixa renda. A partir de sua primeira eleição para a Presidência, em 2002, Lula transitou sua popularidade das faixas de mais para menos escolaridade também, em função das políticas sociais de seu governo, e deslocou o seu eleitorado do Sul e Sudeste para o Norte e Nordeste, regiões mais pobres do país. A partir do chamado escândalo do Mensalão, em 2005, perdeu massa eleitoral no Sul e Sudeste, que se tornaram redutos de votos mais conservadores. O Sudeste, hoje, é o grande suporte eleitoral do PSDB, principal partido de oposição.
Até o final do ano passado, Dilma conseguiu aumentar a sua popularidade para além da de Lula e para mais do que o PT costuma dispor em véspera de eleição. Alcançou um eleitor que o petismo deixou de dispor a partir do primeiro governo de Lula: com mais renda, mais escolarizado e morador de Estados mais ricos da Federação. Esse eleitorado mais expandido de Dilma, em relação ao de Lula e do PT, foi atraído pelo fato de a presidente ser mais distante do PT do que Lula, e pelo fato de ter assumido de forma mais visível para o público uma ação anticorrupção, com a demissão pronta de ministros denunciados pela grande mídia. No seu primeiro ano de governo, vitimou todos os ministros que foram objeto de denúncias pela mídia tradicional.
No primeiro ano de governo, portanto, Dilma conseguiu responder de forma mais eficiente que Lula ou o PT a um movimento de opinião pública alimentado pela mídia, pelos partidos de oposição e pela própria forma como o PT se comportou em relação aos dois primeiros – desde então, o partido se encolhe diante de qualquer acusação, referendando pela omissão à afirmação de que tem uma natureza eminentemente corrupta.  Em pesquisas feitas no começo do ano, no quesito intolerância com a corrupção, Dilma superava Lula e o PT de longe. Pode-se dizer que o eleitor fiel do PT e de Lula os considerava pouco rigorosos em relação à corrupção e até os perdoava, por considerarem que o governo de Lula trouxe outros benefícios mais tangíveis. Dilma era vista como apartada dessa realidade, uma governante que veio depois e não tinha nada a ver com a história que, há dez anos, persegue o partido como um fantasma  ressuscitado pela Justiça e pelos meios de comunicação nas vésperas de todas as eleições. Como o PT tem vencido todas, desde então, persiste no erro de considerar que a repetição do mantra PT-Lula-Mensalão-corrupção não interfere sobre o voto e nem tem o poder de contaminação sobre outras classes sociais que não as conservadoras, as mais sensíveis a uma ofensiva udenista que mistura discurso anticorrupção com a aversão à ascensão social das classes que estão na base da pirâmide social.
O fato é que o saldo das eleições municipais foi bom para o PT, apesar do julgamento do Mensalão. Mas, como era de se esperar, a decisão do calendário de julgamento produziu o seu saldo político. Ao final dele, o circo midiático montado dentro do Supremo Tribunal Federal conseguiu colar ainda mais o Mensalão em Lula e Dilma. O espetáculo proporcionado pelos ministros do Supremo, que jogaram réus aos leões em um julgamento cheio de falhas, teve um efeito contaminador da opinião pública que coroou a campanha sistemática da mídia e dos partidos de oposição nos últimos oito anos. O STF foi mais eficientemente politicamente do que os próprios partidos políticos de oposição.
A isso se somou uma grande queda nas expectativas da economia. As pesquisas de popularidade de Dilma antes das manifestações de julho são interessantes. A grande maioria dos entrevistados tem emprego e não tem receio de perdê-lo; não existe um alto grau de endividamento de suas famílias; e existe um reconhecimento de que a vida deles melhorou nos últimos anos. A expectativa em relação ao futuro e à renda, todavia, vem se deteriorando. Ou seja, os entrevistados reduziram suas expectativas em relação ao futuro não porque suas vidas pioraram, mas porque acham que  podem piorar. Parece mais uma ansiedade em relação às interpretações da mídia sobre a economia – em especial a Rede Globo, que continua a mais assistida no país – do que propriamente uma situação que interferiu no bem-estar deles. Em relação à classe média tradicional, todavia, existe um certo “achatamento” salarial e de expectativas – essas faixas da população não tiveram qualquer aceno de ascensão financeira nos últimos governos. A renda da classe média tradicional foi congelada na última década.
Esse conjunto de fatores, potencializado pelas manifestações de julho, acabou trazendo Dilma para uma realidade que foi a de todo candidato petista antes das eleições. Dilma incorporou faixas de rejeição tradicionais ao PT e a Lula: de renda alta e escolaridade alta e de regiões mais conservadoras. Lula, em 2006, viveu a mesma situação, disputou um segundo turno e venceu.
Nada indica que Dilma tenha condições mais desfavoráveis do que Lula – pelo menos não neste momento. Os programas sociais que elegeram Lula para um segundo mandato foram aprofundados em seu governo. O processo de desgaste que atingiu todo o quadro partidário neste mês de julho manteve a reserva de mercado de votos do PT, em torno de 25%, índice do qual parte qualquer candidato seu. A candidata que aparece em segundo lugar nas pesquisas de hoje, com chances de ameaçar sua vitória, é Marina Silva, que sequer um partido constituído tem. Marina herdou, aparentemente, os votos de maior renda e mais escolaridade que Dilma perdeu nos últimos meses, mas bandeiras mais progressistas de direitos civis, que atraem essas camadas que são conservadoras em outras áreas da política, terão pouco trânsito na campanha da candidata. Existe uma dificuldade intransponível para uma pessoa convictamente evangélica transitar temas como casamento de homossexuais, aborto ou pesquisas com células-tronco, por exemplo.
Dilma, enfim, não foi derrotada pelas ruas. Se aliados de conveniência querem pular fora já, podem estar cometendo um grande erro. A melhor forma de avaliar isso é: se não for Dilma a vitoriosa, quem vai ser? A resposta a essa pergunta mostra que a vida dos outros candidatos é muito mais difícil que a da presidente da República.  
Maria Inês Nassif
No GGN
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Após festival do Papa e do recesso, o que nos espera?

Fiz a pergunta do título acima a um graduado funcionário do Palácio do Planalto na manhã gelada desta quarta-feira que congela até os dedos e as ideias. Surpreso, ele se mostrou tão perdido e sem respostas quanto eu quando me propus a escrever este texto, tentando imaginar o que será de nós em agosto, depois que o Papa Francisco for embora e suas excelências voltarem ao batente no conflagrado Congresso Nacional.
Vamos pensar  juntos. Antes do cenário político ser congelado por este inverno glacial, pela visita papal e o recesso parlamentar, a presidente Dilma Rousseff vivia a maior crise dos seus dois anos e meio de governo, dando a impressão de estar completamente isolada para vencer os graves problemas enfrentados pelo país, tanto na economia como na política, sem nenhum sinal de uma luz no fim do túnel para indicar algum caminho.
Não somos só nós comentaristas políticos que estamos em busca de uma pista sobre o que Dilma pretende fazer após a breve trégua deste final de julho. "Pode acontecer de tudo e pode não acontecer nada, mas acho que alguma coisa tem que acontecer", diz o meu interlocutor. Só não sabe ele me dizer o quê, exatamente, pois "o que se fala de manhã já não vale à tarde". O clima no Planalto continua muito tenso, mais para barata voa, depois do chega pra lá que a presidente resolveu dar no PT, ao não comparecer à reunião do partido no final de semana, em Brasília.
Também não contribuem para desanuviar o ambiente as novas e más notícias que chegam sobre os indicadores econômicos, agora atingindo até os pilares que vinham sustentando os índices de aprovação do governo: os níveis de emprego e renda.
dilma eles Após festival do Papa e do recesso, o que nos espera?
O índice de criação de novos empregos caiu 21% no primeiro semestre, o pior resultado nos últimos quatro anos, e o nível de desemprego subiu para 6%, a maior taxa desde abril do ano passado. O IBGE registrou também uma desaceleração no crescimento da renda média real do trabalhador em consequência do aumento da inflação. Para completar, no mesmo período, o déficit nas contas externas subiu 72%, com um rombo de R$ 43,5 bilhões.
Estes números vão fatalmente aumentar ainda mais a pressão do PT e dos partidos da base aliada para que Dilma promova com urgência trocas no comando da economia, mas até agora nada indica que ela o fará.
Talvez mude de ideia depois do encontro que terá esta noite com o ex-presidente Lula, em Salvador, na comemoração dos 10 anos de governos petistas. O evento ocorre num momento que não está propício para festas, mas certamente os dois vão aproveitar para discutir possíveis saídas para a crise, que atingiu um ponto no qual fica difícil até decidir por onde começar _ se pela economia ou pela articulação política, uma vez que ambas estão umbilicalmente ligadas, tendo por horizonte a sucessão presidencial.
Se a economia não der logo sinais de recuperação, mais difícil se tornará manter aliada a base do governo que serviu de sustentação para a eleição de Dilma em 2010. De outro lado, está na hora também de parar de jogar nas costas da grande mídia a culpa por todas as dificuldades enfrentadas pelo governo, como o ex-presidente Lula tem feito em seus últimos discursos, o que só serve para elevar ainda mais o tom das críticas a ambos, criando um estado de beligerância que não interessa ao governo e não ajuda o país. Longe de ser inocente, o fato é que a imprensa já não tem toda esta força para provocar a queda das bolsas ou a subida do dólar, nem de fazer chover ou nevar.
Até porque, mesmo contra os seus desejos e preferências políticas, expressos publicamente pela Associação Nacional de Jornais (ANJ), o PT chegou e se mantém há mais de dez anos no poder. Muita calma nesta hora, como se diz no popular.
Ricardo Kotscho
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