17 de jul de 2013

O veneno e a doença

http://2.bp.blogspot.com/-6SCe9dA8Md0/UebMBQAtrzI/AAAAAAAAEgY/ICK0GDwB3m8/s400/Programa+Mais+M%C3%A9dico.+Minist%C3%A9rio+da+Educa%C3%A7%C3%A3o+e+Sa%C3%BAde.+Corporatismo+da+classe+m%C3%A9dico.+Oposi%C3%A7%C3%A3o+apoia+classe+m%C3%A9dica+contra+vinda+de+m%C3%A9dicos+estrangeiros..jpg 
Já escrevi aqui que o debate sobre o projeto Mais Médicos tem sido embaralhado por dados falsos e visões preconceituosas.
Nestas horas, o melhor a fazer é procurar informações consolidadas.
Muitos desses dados podem ser encontrados num levantamento conhecido como demografia médica, atualizado todos os anos pelo Conselho Federal de Medicina.
Este link contém dados que se referem a dezembro de 2011. Você pode encontrar o levantamento de 2012 na internet.
Mas o de 2011 é mais instrutivo porque traça um levantamento completo dos médicos brasileiros. Fala das formaturas, ano após ano. Fala de sua distribuição, estado por estado.
O levantamento mostra que o número de médicos no setor privado cresce numa velocidade maior do que no setor público. Você sabe quais são as implicações disso num país onde a maioria da população se utiliza de serviços públicos. É matemática traduzida para o comportamento: filas enormes, mau atendimento, equipamento sucateado.
Em regiões mais pobres, o contraste é ainda maior. O próprio levantamento do Conselho Federal de Medicina se encarrega de mostrar o tamanho dessa diferença, comparando Rio de Janeiro e Bahia.
No Rio, o serviço privado oferece 5,9 médicos por 1.000 habitantes. Já o setor público oferece 3,6 por 1.000. Na Bahia, o setor privado oferece 15,1 postos por 1.000. Já o setor público oferece 1,2 por 1.000.
Em outra comparação, o Conselho Federal mostra o tamanho dos gastos públicos nos países com sistemas universais consolidados. No Reino Unido, os gastos públicos respondem por 83%. Na França, por 76%. Na Alemanha, 75% e assim por diante.
No Brasil, o serviço público, que precisa cobrir perto de dois terços da população, recebe 45% do total destinado à saúde. A outra parcela, destinada àquele um terço que reside no topo da pirâmide, recebe mais da metade dos recursos de saúde. Os gastos privados com saúde, como se sabe, são 100% dedutíveis do imposto de renda.
Isso explica – agora é minha opinião - dois problemas conhecidos: o estrangulamento progressivo do serviço público e a asfixia do orçamento da classe media com seus planos de saúde, que vão se tornando impagáveis na medida em que o cliente necessita deles de verdade.
Quem presta atenção nos dados globais pode concluir que se aplica ao Brasil uma situação semelhante à que ocorre no debate sobre o plano de saúde de Barack Obama nos Estados Unidos. Claro que há diferenças imensas entre os dois casos. Mas, no plano das ideias políticas, ocorreu, lá, um confronto semelhante ao que se passa aqui.
Comentando o conflito político entre Barack Obama e a oposição republicana, o jornal US Today afirmou em editorial: “Depois de envenenar o debate, os republicanos dizem que o plano está doente.”
O jornal se refere ao comportamento republicano de denunciar o intervencionismo estatal – chamado de fascismo, segundo línguas mais delirantes – para combater a proposta de Obama. Criaram vários problemas para impedir o sucesso do plano nas votações no Congresso e, depois, argumentam que não pode funcionar - por causa dessas modificações.
O veneno destilado no Brasil teve origem na oposição e também envolvia o papel do Estado.
Começou em 2007, na campanha pelo fim da CPMF, taxa que privou a saúde pública de algo como R$ 20 bilhões anuais. (A CPMF arrecadava o dobro disso, mas pelo menos a metade era destinada aos fins devidos).
Mais tarde, quando ficou claro que faltava dinheiro para equipar hospitais e postos de atendimento, para equipamentos de exame e outras benfeitorias, os sábios de plantão lançaram a teoria de que o problema não era falta de dinheiro – mas falta de boa gestão.
Em 2013, seis anos depois do fim da CPMF, quando se verificou que a gestão até pode produzir resultados mas não faz milagres, o debate mudou.
Diante da proposta de contratar milhares de médicos, inclusive no exterior, para levar aos pontos pobres do país, aqueles onde a média da rede pública é menos que 10% da privada, a oposição reclama: cadê os equipamentos? Cadê os hospitais?
É muito veneno, vamos combinar.
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FHC e os tucanos cheirosos

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Padre Marcelo Rossi insiste em relacionar violência urbana à “falta de Deus”

padre-marcelo 
O Padre Marcelo Rossi, em sua coluna no portal O Tempo, insiste que a “falta de Deus” é uma das razões para a criminalidade urbana, ofendendo e desrespeitando todos aqueles que não acreditam no deus cristão. Por duas semanas seguidas, ele repetiu sua preconceituosa tese de que “não ter Deus na vida” leva descrentes tanto a cometerem crimes como a terem mais azar em sofrer com a violência nas cidades.
No dia 6 de julho, ele escreveu, em artigo intitulado “A importância do resgate”:
Muitas vezes, a culpa não é inteiramente dessas pessoas, pois a pobreza, a desigualdade social, a falta de oportunidade e, principalmente, o preconceito, aliados, é claro, à falta de Deus na vida dos seres humanos, são os principais motivos que verdadeiramente “empurram” muitas pessoas para o mundo do crime.
Houve alguns poucos protestos de leitores ateus, mas uma semana depois, no último dia 13, ele insistiu na tese da “falta de Deus”, dessa vez no artigo intitulado “Combateremos a violência com a fé”:
Sem dúvida, os sentimentos de tristeza, rancor ou mágoa tomam conta de nosso coração quando somos covardemente subtraídos de nossas coisas durante um assalto, mas é justamente nesse momento que nossa confiança em Cristo deve ser redobrada, e apenas Ele nos dará a força necessária para buscarmos tudo novamente e termos misericórdia das pessoas que nos prejudicaram. Tenho a certeza de que o mundo nunca esteve tão violento e, no meu coração, sei que um dos motivos para isso estar acontecendo é a falta de Deus na vida das pessoas.
Já virou tradição na coluna do Padre Marcelo falar mal da descrença em Deus. Em maio ele já falava isso, num artigo chamado “Com fé venceremos a violência”:
Acredito que o mundo nunca esteve tão violento, que um dos motivos para isso estar acontecendo é a falta de Deus na vida das pessoas e, consequentemente, a falta de amor nos corações de todos. A vida, ou o sentido de “viver”, nunca foi tão desvalorizada.
E essa “falta de Deus” não parece meramente uma metaforização da desvalorização de virtudes como a compaixão, o amor e a fraternidade, como alguns cristãos afirmam querer dizer quando são pegos falando mal da “vida sem Deus” de quem não acredita nele, mas sim uma referência ao pé da letra ao não seguimento da religião cristã, como ele deixa a entender nesse mesmo artigo de maio:
Na internet, enviei, através das redes sociais, 25 cartões com mensagens criadas especialmente para aumentar a fé em Deus e para transformar, em todos os sentidos, os corações dos que sofrem com a violência e também dos que praticam tais atrocidades.
[...]
Como estamos chegando ao Pentecostes, que é a vinda do Espírito Santo sobre os que são fiéis a Cristo, dirigimos nossas orações ao Espírito Santo de Deus, para que seu poder infinito realmente invada a alma e o coração de todos. Quem é do bem deve redobrar suas orações e manter a fé em elevação, para que nenhum desses males o atinja. Além disso, deve orar para que os que praticam maldades sejam tocados e renascidos no poder de Cristo.
Ou seja, pelo que fica subentendido, a “falta de Deus na vida das pessoas” que ele tanto menciona é mesmo a descrença na divindade monoteísta e nos dogmas cristãos. Fica patente então o desrespeito do padre contra quem não acredita no deus dele, como se ateus, agnósticos, afrorreligiosos, pagãos etc. fossem potenciais criminosos e também culpados pelos eventuais assaltos que sofrerem.
Exijamos desde já do Padre Marcelo o que ele quer dizer quando tanto menciona a “falta de Deus”, se ele realmente está intencionando afirmar que só quem acredita no deus cristão pode se livrar de cometer ou sofrer crimes. A cada artigo que ele escrever em sua coluna citando essa expressão, protestemos, até que ele finalmente declare o que acha dos ateus e demais não cristãos.
No Bule Voador
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Aécio, o senador “meio expediente”

Atendendo aos apelos da mídia oposicionista, o senador Aécio Neves está deixando de lado seu perfil mais moderado, “mineiro”, para adotar uma atitude mais agressiva. Todos os dias ele eleva o tom do seu discurso e beira a histeria. Na semana passada, ele atacou duramente o ministro da Educação. “O descaso de Dilma com a educação é tal que Mercadante é ministro de meio expediente”, disparou. Neste ritmo, o cambaleante presidenciável tucano corre o risco de cair no ridículo. Basta recordar uma notinha recente do Estadão sobre as viagens constantes do cambaleante presidenciável tucano ao Rio de Janeiro.
Segundo a matéria, publicada em 24 de março, o “representante de Minas, o senador Aécio Neves fez para o Rio de Janeiro 63% das viagens bancadas pela verba de transporte aéreo (VTA) do Senado. Desde o início do mandato, ele pagou com dinheiro público 83 voos, dos quais 52 começaram ou terminaram na capital fluminense. Na maioria dos casos, embarca rumo ao Aeroporto Santos Dumont, o mais próximo da zona sul da cidade, onde passou parte da juventude, cursou a faculdade, mantém parentes e costuma ser visto em eventos sociais. O Senado pagou R$ 33,2 mil pelos voos a partir do Rio ou para a capital fluminense. Dos 25 que aterrissaram ali, 22 foram feitos de quinta a sábado; dos 27 que decolaram, 22 saíram entre domingo e terça”.
Ainda segundo a reportagem, “as passagens de Aécio pelo Rio costumam aparecer em colunas e redes sociais que, não raro, registram a sua presença em baladas e eventos cariocas nos fins de semana. Em tom bem-humorado, em 27 de agosto a imprensa do Rio registrou a participação do senador numa celebração do ‘PC (Partido do Chope)’, num bar em Copacabana, três dias antes. O Senado pagou R$ 939 pelo voo entre São Paulo e a cidade naquele dia, uma sexta-feira, e mais R$ 172 pelo trecho Rio-Belo Horizonte na segunda-feira seguinte. De 24 para 25 de novembro de 2011, quinta para sexta, o tucano foi fotografado em casa noturna de São Paulo deixando o aniversário do piloto Dudu Massa, na companhia de uma socialite. No sábado, foi para o Rio com passagem que custou R$ 420 ao Senado”.
Belo Horizonte, principal base para a sua eleição ao Senado, foi origem ou destino de apenas 23 viagens aéreas, ou 27%, dos 83 voos feitos desde 2011. É menos da metade das viagens com chegada ou partida no Rio de Janeiro. “Em 2013, Aécio bateu até mesmo senadores fluminenses na apresentação de passagens para o Rio. Até quinta-feira, a sua prestação de contas registrava cinco voos para ou a partir da cidade, ante um de Lindbergh Farias (PT), pré-candidato ao Palácio Guanabara. O tucano ‘empata’ com Francisco Dornelles (PP), que também voou cinco vezes; e ‘perde’ para Eduardo Lopes, do PRB, que pediu reembolso de 11 passagens”, descreve o repórter Fábio Fabrini. Não é para menos que o cambaleante presidenciável tucano já ganhou o apelido em Brasília de “quarto senador do Rio de Janeiro”.
Diante deste e de outros fatos escabrosos – como a blitz policial que reteve o senador por embriagues nas ruas cariocas -, ele devia ser mais cauteloso com suas críticas. Como diria o próprio Estadão no passado, “Pó pára, Aécio”. Neste sentido, a melhor resposta aos ataques do tucano partiu do deputado federal André Vargas (PT-PR) na Folha desta segunda-feira (15): “De meio expediente ele entende. No governo de Minas Gerais já era assim e, no Senado, passa metade da semana no Rio de Janeiro”.
Altamiro Borges
No Conversa Afiada
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Marilena Chauí: sistema político é herança do Golbery

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A homossexualidade te incomoda? Temos a solução!

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Bessinha derrota Gurgel no Supremo!

“De extremo mau gosto !” (item 18, pág. 9, abaixo).
Essa charge do Bessinha, amigo navegante, acaba de obter retumbante vitória no Supremo Tribunal Federal.
Trata-se da acachapante vitória que o conselheiro Luiz Moreira, do Conselho Nacional do Ministério Público, CNMP, obteve sobre o brindeiro Gurgel.
Em sua defesa, o brindeiro Gurgel – que o senador Collor, da tribuna do Senado, chama de prevaricador – espinafrou o ansioso blogueiro, o site Conversa Afiada e, vejam só !,  “a montagem de extremo mau gosto” do Bessinha.
“Extremo mau gosto”, diria a Velhinha de Taubaté, foi a passagem do brindeiro Gurgel pela PGR – clique aqui para ler “Sucessor do Gurgel: a Dilma está numa sinuca de bico”.
Nos documentos abaixo incorporados, o amigo navegante verá que o Moreira quer investigar alguns aspectos da gestão de Gurgel.
Verá também que Gurgel perdeu duas vezes no Supremo, ao tentar se livrar do Moreira.
Uma com Zavascki.
Outra com Carmen Lucia.
Ele, Gurgel, vai ter, sim, que prestar contas das seguintes dúvidas cruéis de Moreira:
1) Moreira quer saber como é que o Gurgel comprou – com data de 1o. de janeiro de 1900 (1900!!!, segundo o portal Transparência) – carros para a PGR por R$ 40 milhões. A compra se deu com dados incompletos e falhos;
2) Moreira recebeu de servidores a denuncia de que há um nepotismo cruzado na PGR – você emprega o meu que eu emprego o teu. Moreira pede a relação dos servidores de CC1 a CC7, para ver quem é parente de quem;
3) Moreira recebeu de servidores a denuncia de que cargos na PGR restritos a bacharéis foram ocupados por pessoas de educação de nível médio. Moreira pediu a relação de funcionários, cargo por cargo, com a respectiva ficha funcional, para conferir o nível de escolaridade;
4) Moreira recebeu de servidores a denúncia de que houve um desvio de R$ 500 mil  no “Plan Assiste”, o plano de saúde da PGR. A investigação sobre o desvio teria sido arquivada irregularmente e Moreira que ler o balanço do Plan Assiste dos ultimo cinco anos;
5) O Conselho do Ministério Público tinha reconhecido o vinculo com o serviço público de servidores contratados antes de 1988, sem o regime de trabalho atual. Moreira recebeu denuncias de que a gestão Gurgel colocou para dentro, na mesma situação, funcionários que não mereciam a mesma regalia. Moreira quer investigar se há irregularidade.
6) Moreira quer, também, seguir a investigar na linha da denúncia do Renato Rovai, aprofundada pelo Senador Collor: como Gurgel comprou os Ipads, na calada da noite de um exercício fiscal?
Faltam 28 dias para Gurgel descer à planície e encontrar o Collor, o Moreira – e o Bessinha!

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O programa de solidariedade médica de Cuba e o silêncio da mídia

Documentário que expõe as bases do plano estadunidense de sabotagem contra o programa de solidariedade médica de Cuba para os outros países pobres. Vemos aí como os Estados Unidos dedicam somas fabulosas de dólares e recursos humanos, não para salvar vidas de gente necessitada em países periféricos, mas para tentar chantagear os profissionais médicos cubanos com o intuito de estimulá-los a desertar de sua missão. É interessante constatar como um país pequeno e pobre, totalmente bloqueado pela maior potência do planeta, consegue fazer tanto em termos de solidariedade. Podemos imaginar como haveria muito mais justiça no mundo se os Estados Unidos decidissem seguir o exemplo de Cuba, ao invés de tentar sabotá-lo.

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O eterno candidato Serra

Uma história de compulsão em disputar eleições.
Serra em campanha para prefeito, em 2012
Serra em campanha para prefeito, em 2012
Serra está parecendo cada vez mais Maluf.
Não apenas pelo conservadorismo, mas pela compulsão patológica em disputar eleições mesmo quando são nulas as chances.
Maluf foi competitivo em eleições para prefeito de São Paulo. Depois, quando já era pouco mais de um traço nas pesquisas e estava condenado apenas ao primeiro turno, continuou a insistir.
Em 2008, ainda tentou a prefeitura, e teve menos de 6% dos votos.
Vontade de se ver na tevê na campanha eleitoral? Renúncia a enxergar a realidade? Esperança infinita? Falta do que fazer?
Tudo isso misturado?
As perguntas que se aplicavam a Maluf valem agora para Serra.
Os brasileiros não querem que Serra seja presidente, por mais que ele mesmo queira.
É tão difícil assim respeitar a vontade dos brasileiros?
Com seu comportamento, Serra vai saindo do drama político para a comédia política. Vai se tornando não um candidato mas uma anedota.
Seus companheiros de PSDB parecem já dar como quase certo que Serra será candidato à presidência em 2014 por algum outro partido de segunda ou terceira divisão.
Neste final de semana, Aécio disse numa convenção do PSDB que deseja que ‘o companheiro Serra seja feliz em 2014’.
Filosófico, falando aparentemente de sua própria candidatura num momento Paulo Coelho, Aécio afirmou que o importante não é o resultado, mas “a caminhada”.
Aécio negou que a frase fosse derrotista, embora ninguém fale aquele tipo de coisa quando as chances de vitória são grandes.
Mas enfim.
A caminhada de Aécio rumo a 2014 ficará, é certo, menos penosa sem a presença invejosa e sabotadora de Serra a seu lado no PSDB.
De uma maneira bizarra, Serra se torna neste final de carreira mais uma vez o anti-Lula.
Os brasileiros querem Lula, e ele não quer se candidatar.
Os brasileiros não querem Serra, e ele quer – alucinadamente – se candidatar.
Paulo Nogueira
No DCM
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Aécio se despede de Serra

 
Aécio Neves, o cambaleante presidenciável tucano, parece que já desistiu do apoio de José Serra para as eleições de 2014. Na convenção do PSDB de Santa Catarina, neste domingo, ele jogou a toalha na difícil tarefa de unir a direita. “Desejo que Serra seja feliz”, choramingou em tom de despedida. Nos últimos dias, cresceram os boatos de que o ex-governador paulista trocará de legenda para disputar a próxima sucessão. Ele poderá ingressar no raquítico PPS, do amigo Roberto Freire, ou até no PSD, do antigo aliado Gilberto Kassab. O racha tucano parece inevitável, conforme noticiou a própria Folha serrista:
“Duas vezes derrotado em eleições presidenciais e sem espaço no PSDB, Serra tem procurado alternativas para se candidatar novamente nas eleições do ano que vem. O ex-governador foi convidado pelo deputado federal Roberto Freire (SP), seu amigo, a trocar o PSDB pelo PPS para se candidatar, mas teme ficar isolado se não conseguir levar junto outros integrantes de seu grupo político... Ele também tem procurado uma reaproximação com o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), que juntou-se à coalizão que apoia a presidente Dilma Rousseff depois das eleições municipais do ano passado”, informa o repórter Jeferson Bertolini.
O eterno candidato ainda aguarda novas pesquisas eleitorais para avaliar o folego do cambaleante mineiro. Caso não decole, Serra não descarta, inclusive, a ideia de permanecer no PSDB para disputar a indicação interna, atazanando a vida de Aécio Neves. Ele que sempre foi contra a realização de prévias partidárias, agora apela para este expediente como chantagem para ficar no ninho conflagrado. Segundo a Folha serrista, “o novo cenário político criado pelos protestos de junho o animou a reavaliar a possibilidade de se candidatar novamente”. Os tucanos, que tentaram pegar carona nas recentes manifestações de rua, não terão vida fácil.
Diante deste cenário, o artigo de Aécio Neves na mesma Folha é risível. “Por incrível que pareça, o maior problema que a presidente Dilma Rousseff enfrenta não está nas manifestações de rua, na queda da popularidade ou nas vaias em eventos... A grande dificuldade vem do seu próprio partido, o PT. Nunca antes na trajetória de um chefe de nação foi tão oportuno invocar a máxima segundo a qual quem tem determinado tipo de amigos, não precisa de inimigos”. Ao final, encenando otimismo com o hipotético racha petista, ele conclui: “Não vamos nos enganar: não há nada que esteja muito ruim que não possa piorar”. De fato!
Altamiro Borges
No Justiceira de Esquerda
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O silêncio de Alckmin e Serra sobre a denúncia de cartel no Metrô de SP

 
Nesta história dada pela Folha de S.Paulo sobre a multinacional alemã Siemens ter delatado a existência de um cartel em licitações do Metrô de São Paulo, duas coisas chamam atenção, além, claro, da gravidade que a própria denúncia já representa: a tentativa do próprio jornal de esconder quem governava na época e o silêncio de Geraldo Alckmin e de José Serra.
Em resumo, o caso é este: a delação foi feita pela Siemens ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) sobre a existência de cartel, do qual a multinacional fazia parte, de empresas fornecedoras de equipamentos e serviços para o metrô. A Siemens participou de vários desses serviços. No fim da década de 90, atuou na construção da linha 5 (lilás), por exemplo, junto com a Alstom. Em 2000, foi contratada para fornecer dez trens, com a Mitsui, para a CPTM. A extensão da linha 2 e outras obras também estão sendo investigadas.
No cartel, empresas fazem combinações ilícitas que resultam em contratações com preços superiores aos praticados caso elas concorressem normalmente.
O que a Folha não diz é quem governava São Paulo nessa época, e que continua governando até hoje: os tucanos. Alckmin assumiu em 2001 e se mantém até hoje, com exceção do período em que Serra foi governador, a partir de 2007.
Na reportagem seguinte (que já ficou bem pouco destacada), o jornal nem sequer cita o PSDB, Alckmin ou Serra. Na matéria anterior, Alckmin apareceu apenas uma vez, no meio do texto, com uma declaração dada no início do mês dizendo que o governo daria informações e faria investigação própria. Só. Nada mais.
É bom lembrar também que a denúncia praticamente foi ignorada por outros veículos. O Estadão traz uma breve reportagem, também escondendo que Alckmin e Serra devem explicações.
Até agora, os dois estão em silêncio. A pergunta que não quer calar é onde estão o governador Alckmin e seu antecessor, José Serra?
O caso é grave demais para que fiquem em silêncio. É preciso investigar a fundo a história, com a possibilidade, inclusive, de uma CPI, dado o histórico de obstrução que o governo de São Paulo faz para impedir apurações do que não lhe interessa.
Ilustração: Lili
No Blog do Zé
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A caixinha dos trens e dos metrôs

A Siemens resolveu colaborar com o governo e é possível que se conheça o mapa da roubalheira de gente graúda
Desde 1993, quando foi aberta a caixinha das empreiteiras com deputados da Comissão do Orçamento, não aparecia notícia tão boa para expor o metabolismo das roubalheiras nacionais. Os repórteres Catia Seabra, Julianna Sofia e Dimmi Amora revelaram que a Siemens alemã, a maior empresa de equipamentos eletrônicos da Europa, colaborará com o governo para expor a formação de cartéis que viciam concorrências para compra de equipamentos no Brasil. Ela tem 360 mil empregados em cerca de 190 países. Foram negócios de bilhões de dólares, com maracutaias das quais participava. Desta vez o Ministério Público poderá furar a poderosa blindagem de um cartel invicto.
Há sete anos o deputado Osmar Serraglio, relator da CPI dos Correios, informou que havia "denúncias que precisam ser aprofundadas". Uma delas tratava de um contubérnio entre a empresa francesa Alstom e a Siemens para fraudar uma concorrência de R$ 78 milhões. Na denúncia havia nomes, datas e locais. Deu em nada.
Tudo bem, teria sido esperneio de concorrente. Afinal, com 110 mil funcionários pelo mundo afora, o conglomerado da Alstom era uma das maiores empresas do mercado. Ela e a Siemens foram grandes fornecedoras de máquinas aos governos brasileiros, tanto o federal quanto os de diversos Estados.
Em 2008 o "Wall Street Journal" revelou que a Alstom estava sendo investigada na França e na Suíça por ter pago propinas globalizadas. Na lista estava o Brasil, honrado com jabaculês no metrô de São Paulo (US$ 6,8 milhões em mimos) e na hidrelétrica de Itá (propina de US$ 30 milhões). Num contrato com o Metrô paulista, a Alstom e a Siemens foram parceiras.
Autoridades municipais, estaduais e federais prometeram rigorosas investigações. Um ex-diretor da área de energia da Alstom já fora preso. O assessor de um senador fora grampeado pedindo dinheiro num contrato da Eletronorte. Se isso fosse pouco, o Ministério Público suíço tinha nomes, endereços, RGs e números de contas. Lá, um diretor da empresa foi para a cadeia. No Brasil, acharam-se até comprovantes de depósitos. Mark Pieth, presidente do Grupo Anticorrupção da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), contou que "em 2005, no Estado de São Paulo, pessoas que eram responsáveis pela compra de equipamentos não pediram suborno para eles, mas sugeriram que a empresa fizesse pagamento ou presente político’ para a caixa de partido". O Estado de São Paulo é governado pelo PSDB desde 1995 e, até 2008, firmou 139 contratos com a Alstom no valor de mais de R$ 5 bilhões. Entre 2003 e 2008 o governo Lula contratou R$ 1,2 bilhão com a empresa. Foram vãs todas as tentativas de criação de um CPI em São Paulo. A cada blindagem, contudo, correspondia mais uma revelação. Chegou-se a um ex-presidente das Centrais Elétricas de São Paulo (Cesp) que reconheceu ter recebido, na Suíça, US$ 1,4 milhão, mas, segundo ele, tratava-se apenas de uma consultoria. Já são cerca de 20 os processos que correm no Ministério Público sobre os negócios da Alstom em São Paulo.
Quando vozes mais altas se alevantam, as coisas andam devagar. A decisão da Siemens, consequência dos novos padrões de conduta de grandes empresas, poderá iluminar esse porão. Se nem isso adiantar, a situação está pior do que se pensa.
Elio Gaspari
No fAlha
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A Mensagem à Juventude do Brasil



São Paulo - Os jovens, dedos rápidos nos celulares, tomaram as ruas ao redor do mundo.
Seria mais fácil explicar esses protestos quando ocorrem em países não-democráticos, como no Egito e na Tunísia em 2011, ou em países onde a crise econômica aumentou o número de jovens e trabalhadores desempregados a níveis assustadores, como na Espanha e na Grécia, do que quando surgem em países com governos democráticos populares – como o Brasil, onde nos beneficiamos atualmente de uma das mais baixas taxas de desemprego de nossa História e uma expansão sem paralelo dos direitos econômicos e sociais.
Muitos analistas atribuem os protestos recentes a uma rejeição da política. Eu acho que é precisamente o oposto: eles apontam no sentido de ampliar o alcance da democracia e incentivar as pessoas a tomar parte mais plenamente (da democracia).
Eu só posso falar com autoridade sobre o meu país, Brasil, onde eu acho que as manifestações são em grande parte o resultado de sucessos sociais, econômicos e políticos. Na última década, o Brasil duplicou o número de estudantes universitários, muitos vindos de famílias pobres. Nós reduzimos fortemente a pobreza e a desigualdade. Estas são conquistas importantes; no entanto, é perfeitamente natural que os jovens, especialmente aqueles que obtiveram o que seus pais nunca tiveram, desejem mais.
Esses jovens não viveram a repressão da ditadura militar de 1960 e 1970. Eles não viveram a inflação da década de 1980, quando a primeira coisa que fazíamos quando recebíamos o nosso contracheques era correr para o supermercado e comprar o que fosse possível, antes que os preços subissem novamente no dia seguinte. Eles se lembram muito pouco da década de 1990, quando estagnação e o desemprego deprimiam nosso país. Eles querem mais.
É compreensível que seja assim. Eles querem serviços públicos de melhor qualidade. Milhões de brasileiros, incluindo os da classe média emergente, compraram seu primeiro carro e começaram a viajar de avião. Agora, o transporte público tem que ser eficiente, para tornar a vida nas grandes cidades menos difícil.
As preocupações dos jovens não são apenas materiais. Eles querem mais acesso ao lazer e a atividades culturais. Acima de tudo, eles exigem instituições políticas mais limpas e mais transparentes, sem as distorções do sistema político e eleitoral anacrônico do Brasil, que, recentemente, se mostraram incapazes de se reformar. Não se pode negar a legitimidade dessas demandas, mesmo que seja impossível alcançá-las rapidamente. É necessário, primeiro, encontrar fundos, fixar objetivos e estabelecer prazos.
Democracia não faz acordo com o silencio. Uma sociedade democrática está sempre em fluxo, a debater e definir prioridades e desafios, em constante busca de novas conquistas. Só numa democracia um índio poderia ser eleito presidente da Bolívia, um afro-americano ser eleito presidente dos Estados Unidos. Só numa democracia, pela primeira vez, um metalúrgico e, em seguida, uma mulher poderiam ser eleitos presidente do Brasil.
A História mostra que, quando os partidos políticos são silenciados e as soluções são impostas pela força, os resultados são desastrosos: guerras, ditaduras e a perseguição das minorias. Sem partidos políticos não pode haver nenhuma democracia verdadeira. Mas as pessoas não desejam simplesmente votar a cada quatro anos. Elas querem interação diária com os governos locais e nacionais, e participar da definição de políticas públicas, oferecer opiniões sobre as decisões que as afetam no dia a dia.
Em resumo, elas querem ser ouvidas. Isso é um enorme desafio para os líderes políticos. Isso requer melhores formas de participação, através dos meios de comunicação social, no local de trabalho e nas universidades, para reforçar a interação com trabalhadores e líderes comunitários, mas, também, com os chamados setores desorganizadas, cujos desejos e necessidades não devem ser menos respeitados porque não tem organização.
Diz-se, e com razão, que a sociedade entrou na era digital e a política permaneceu analógica. Se as instituições democráticas utilizassem as novas tecnologias de comunicação como instrumento de diálogo e não, apenas, para propaganda, elas passariam a respirar ar mais fresco. E com isso estariam mais em sintonia com toda a sociedade.
Mesmo o Partido dos Trabalhadores, que eu ajudei a fundar, e que tem contribuído para modernizar e democratizar a política no Brasil, precisa aprofundar a renovação. Precisa recuperar suas ligações diárias com os movimentos sociais e oferecer novas soluções para novos problemas, e fazer as duas coisas sem tratar os jovens paternalisticamente.
A boa notícia é que os jovens não são conformistas, apáticos ou indiferentes à vida pública. Mesmo aqueles que pensam odiar a política estão começando a participar. Quando eu tinha a idade deles, eu nunca imaginei que iria me tornar um militante político. No entanto, criamos um partido político quando descobrimos que o Congresso Nacional praticamente não tinha representantes da classe trabalhadora. Através da política conseguimos restaurar a democracia, consolidar a estabilidade econômica e criar milhões de empregos.
Claramente ainda há muito a fazer. É uma boa notícia que os nossos os jovens queiram lutar para que a mudança social siga em um ritmo mais intenso.
A outra boa notícia é que a presidenta Dilma Rousseff propôs um plebiscito para promover as reformas políticas tão necessárias. Ela também propôs um compromisso nacional para a Educação, a Saúde e o Transporte Público, em que o Governo Federal dará apoio financeiro e técnico substancial a Estados e Municípios.
Quando falo com jovens líderes no Brasil e em outros lugares eu gosto de dizer: mesmo se você perder a esperança em tudo e em todos, não dê as costas à Política. Participe! Se você não encontrar nos outros o político que você procura, você pode encontrá-lo ou encontrá-la em você mesmo.
Luis Inácio Lula da Silva foi presidente do Brasil e agora trabalha em iniciativas globais, no Instituto Lula.
Tradução de Murilo Silva e Paulo Henrique Amorim
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Eike enganou todo o mundo direitinho. Estará rindo agora?

Como ele levantou tantos empréstimos em setores nos quais não tinha experiência nenhuma?
Ele
Ele
Os bancos que emprestaram para as empresas do grupo de Eike Batista começaram a renegociar as dívidas de curto prazo. Para Itaú e Bradesco, elas somam R$ 1,5 bi.
Por que estão fazendo isso? Ora, porque não existe outra saída.
Os bancos têm sérias dificuldades de conseguir garantias reais, como máquinas, equipamentos e imóveis, e o valor das ações colapsaram. Contas a receber? Pior ainda.
Empurraram com a barriga o problema um pouco mais para a frente, na esperança de que Eike venda suas empresas — de preferência a controladores e empresários competentes, para que as ações voltem a subir um pouco. Com um valor maior das ações, novas vendas poderiam ser realizadas, melhorando o caixa e a liquidez.
A dívida do grupo EBX no curto prazo está estimada em quase R$ 8 bi, e o total da dívida do grupo é hoje R$ 23 bi.
Como Eike conseguiu levantar tantos empréstimos em setores nos quais ele não tinha experiência nenhuma?
Eike só deveria, no máximo, ter recebido investimentos no setor de mineração. Em todos os outros, que se virasse sozinho porque os riscos eram altíssimos (e mesmo assim a MMXM, a companhia de mineração, não entregou o que prometeu).
Ele ingressou em várias outras áreas, como energia, petróleo, portos, estaleiros, carvão, sem nenhuma experiência. Pior, começou do nada, basicamente graças aos empréstimos.
O fato de o Brasil estar carente nesses setores não era motivo de se investir de forma cega num empresário sem experiência, sem comprovação de competência, excessivamente vaidoso e marqueteiro. E agora o país, que necessita de tantos projetos nesses segmentos, tem todos eles atrasados ou deficitários.
Por que, mesmo com esses empréstimos gigantescos, as empresas possuem tão poucos ativos reais? Os recursos foram para o ralo? Ralo de quem? Ora, à medida em o dinheiro foi entrando no caixa, ele deveria estar sendo investido em máquinas, equipamentos etc. Foi tudo em mão de obra?
Eike deveria estar sendo pesadamente investigado. Assim como os critérios que levaram o BNDES a liberar quantias tão volumosas para ele: foram R$ 4 bi. O BNDES pouco se manifestou a respeito.
Mesmo no caso dos bancos privados, houve critério técnico ou simplesmente seus controladores assinaram a liberação porque  acham Eike um cara bacana? Também resta a dúvida se não houve no mercado de ações uso ilícito de informações privilegiadas, mas pouco se está fazendo sobre isso.
Os únicos ativos de valor que Eike tinha para mostrar a seus credores e o mercado eram suas ações no Bovespa há algum tempo. Ou seja, vento, bolha, especulação, expectativas exageradas, marketing barato.
Ele enganou todo o mundo direitinho. Estará rindo agora?
Flavio Sylos
No DCM
* * *

Hélio Fernandes na Tribuna da Imprensa, em 08/09/2010, comenta a origem da fortuna de um certo Sr. X

Eike Batista: “Paguei meu imposto de renda com um cheque de 670 MILHÕES DE REAIS. Deve ser verdade. Mas de onde vem essa fortuna, que segundo ele, é a maior do Brasil? Do pai, o melhor do Brasil?

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Ninguém duvida, as dúvidas estão todas na sua vida, ou melhor, na vida do pai, que montou sua herança, antes mesmo dele nascer. Ninguém tem uma trilha (que gerou o trilhão) de irregularidades tão grande quando Eliezer Batista. E em toda a minha vida profissional, nunca escrevi tanto e tão vastamente sobre irregularidades, prejuízo ao Brasil, ENRIQUECIMENTO COLOSSAL, quanto sobre Eliezer. E logicamente nem uma vez de forma POSITIVA, sempre naturalmente NEGATIVA.
A partir do “Diário de Notícias” (1956/1962) e depois já na “Tribuna da Imprensa”, Eliezer era personagem quase diário.
O roubo das jazidas de manganês do Amapá, assunto exclusivo deste repórter, ninguém participava, Eliezer era tão GENEROSO com os jornalões, como foi depois com o filho. O Brasil era o maior produtor de manganês do mundo. Como era de outros minérios, todos controlados por ele, presidente eterno da Vale.
Eliezer devastou o Amapá, entregou todo o manganês aos americanos, a “preços de banana” (royalties para o presidente dos EUA, Theodore Roosevelt, que inventou essa expressão para identificar os países debaixo do Rio Grande. Isso em 1902).
No Porto de Nova Iorque, os navios que vinham do Brasil com manganês, atracavam lá longe para não provocar comentários. E este repórter dava o número dos navios, os nomes, o total da carga, o miserável preço da venda, EMPOBRECENDO o Brasil, ENRIQUECENDO os “compradores” e o grande VENDEDOR (sem aspas) Eliezer.
Está tudo no arquivo da “Tribuna”, fechada por necessidade de silenciar o jornal que contava tudo. Os jornalões, servos, submissos e subservientes, exaltavam as vendas destruidoras, elogiavam o PROGRESSO DO AMAPÁ, por ordem de ELIEZER e da VALE. Diziam: “O Amapá abre estradas, constrói escolas e hospitais, os pobres estão muito mais atendidos e alimentados”.
Mistificavam a opinião pública, queriam convencer a todos, que EXPLORAR AS RIQUEZAS do então Território, deixando os milhares de pobres habitantes sem comer, sem morar, sem hospital e escola. Tudo transitório, enquanto ESBURACAVAM todas as terras, EXTRAÍAM o manganês e DOAVAM tudo aos trustes. (Como se chamavam, na época).
Gostaria de reproduzir tudo isso, a corrupção praticada pelo pai, beneficiando e enriquecendo ele mesmo e acumulando para o filho bem-aventurado. (Mas como o jornal está fechado, tenho que ESQUECER essas matérias de 40 e 50 anos, mas a-t-u-a-l-i-z-a-d-í-s-s-i-m-a-s. Quem nasce Batista se reproduz na riqueza de outro Batista. Só o manganês não se reproduz, dá apenas uma safra).
Mas como Eliezer foi sempre muito PREVIDENTE, controlou todos os minérios, que deixou para o filho, de “papel passado”, ou então em indicações DEBAIXO DA TERRA. Mas com os mapas atualizados e do conhecimento APENAS DO FILHO, A MAIOR FORTUNA DO BRASIL, ANTES MESMO DE NASCER.
(O Brasil tem quase a totalidade da produção desses minérios, como tinha do manganês, raríssimos. E como tem do NIOBIO, ainda mais raro e IMPRESCINDÍVEL, 98 por cento de tudo o que existe no mundo).
Alternando de pai para filho, afinal onde termina Eliezer e começa o Eike? O pai já completamente identificado, mesmo com presidente, “DONO” da Vale, embora já carregasse como propriedade pessoal, a ICOMI, fundada para concorrer com a própria Vale. Utilizando a ESTATAL para produzir lucros PARTICULARES.
* * *
PS – O filho Eike nasceu rico e poderoso. Se descuidou, foi preso em casa pela Polícia Federal. Seguiu a receita de Daniel Dantas, “só tenho medo da Polícia, lá em cima, eu resolvo”, resolveu. Ninguém sabe onde está a conclusão do ato de prisão.
PS2 – Para o HOMEM MAIS RICO DO BRASIL SER PRESO, é necessário que a acusação esteja fundamentada. ESTAVA. Mas as providências LÁ DE CIMA, também ESTAVAM.
PS3 – Eike “funda” empresas que provocam notícias e permitem a concessão de favores. Nem é pelo lucro, e sim para exibição.
PS4 – Fora a herança “que meu pai me deixou”, abriu ou comprou restaurantes, hotéis, espalhou através dos amestrados, “estou DESPOLUINDO a Lagoa Rodrigo de Freitas”. Continua a mesma, ninguém conhece a Lagoa como este repórter. Mas as pessoas acreditam na DESPOLUIÇÃO. Ha!Ha!Ha! Não riam, é a tragédia da corrupção.
PS5 – É preciso que alguém obrigue Eike Batista a explicar como se tornou O HOMEM MAIS RICO DO BRASIL. Acho que quem pode fazer isso é a RECEITA FEDERAL.
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Bomba! O crime da Baixada. Agora, em quadrinhos!

Mostra o DARF! Agora, a caminho de Hollywood
O Conversa Afiada encomendou a seu Departamento de Design Gráfico uma versão romanceada da fábula do crime na Baixada fluminense.
O Chefe do Departamento, o austro-húngaro Hans Bonner ofereceu a versão que se segue.
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Ministério Público confirma: Globo será investigada por sonegação

http://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2013/07/sonega1.jpg 
Ministério Público abre apuração sobre suspeita de sonegação envolvendo a Rede Globo
A Procuradoria da República no Distrito Federal (PR-DF) confirmou hoje (16) que abriu apuração criminal preliminar para investigar suspeitas de sonegação envolvendo a Rede Globo. O procedimento foi iniciado na segunda-feira (15), com a distribuição do caso para um procurador responsável.
Movimento social entregam documento no MPF
Movimentos sociais entregam documento no MPF
A apuração foi solicitada na última sexta-feira (12) por 17 entidades da sociedade organizada, entre elas, o Centro de Estudo das Mídias Alternativas Barão de Itararé, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Eles alegam que o Ministério Público deve agir porque há indícios de lesão a bens federais.
De acordo com o grupo, as apurações tornaram-se necessárias devido a divulgação recente de documentos, até então sigilosos, sobre multa de mais de R$ 600 milhões à Rede Globo pela tentativa de sonegar impostos relativos à exibição da Copa do Mundo de 2002. Ainda segundo o grupo, também há suspeita de lavagem de dinheiro, de crimes contra órgãos da administração direta e indireta da União e de estelionato.
Com a abertura de procedimento preliminar, o Ministério Público tem prazo de 90 dias, prorrogáveis pelo mesmo tempo, para apurar as informações. Se houver indícios suficientes de crime, é aberto inquérito. Caso negativo, o procedimento é arquivado. A Procuradoria do DF ainda poderá encaminhar os documentos para o Rio de Janeiro, onde fica a sede da empresa.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Rio de Janeiro divulgou nota informando que acompanhava o caso desde 2005 e que não pediu abertura de inquérito policial por impeditivos legais relativos à restituição de valores fiscais. “Quanto aos demais tipos criminais aventados na mídia, o MPF entende que o enquadramento não seria aplicável por ausência de indícios”. O órgão também confirmou que documentos do caso foram extraviados por uma servidora da Receita Federal, que já foi processada e condenada pela Justiça.
Em nota, a Rede Globo disse que já não tem qualquer dívida em aberto com a Receita e que apenas optou, na época, por “uma forma menos onerosa e mais adequada no momento para realizar o negócio, como é facultado pela legislação brasileira a qualquer contribuinte”. A empresa informou que, após ser derrotada nos recursos apresentados à Receita, decidiu aderir ao Programa de Recuperação Fiscal da Receita Federal e fazer os pagamentos.
A empresa ainda destacou que desconhecia os fatos relativos a desvios de documentos no processo fiscal, pois não figurava como parte no processo. Segundo a Globo, os documentos perdidos foram restituídos com a colaboração da própria empresa, que desconhece os motivos que levaram a servidora a agir dessa forma.
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Justiça considera Cutrale grileira

Governador (?) Serra mandou a polícia atacar os integrantes do MST que ocuparam a área grilada

Justiça Federal: Cutrale grilou Fazenda Santo Henrique no interior de SP

16 de julho de 2013
Por José Maria Tomazela
De O Estado de S. Paulo
 
A Justiça Federal bloqueou a matrícula da Fazenda Santo Henrique, da empresa de suco de laranja Cutrale, em Borebi, no centro-oeste paulista. A juíza substituta da 1ª Vara Federal de Ourinhos, Melina Faucz Kletemberg, considerou haver “grande possibilidade” de que a fazenda esteja instalada em terras da União.
A propriedade, de 1.104 hectares, tornou-se conhecida após ser invadida quatro vezes pelo Movimento dos Sem-Terra (MST), a última, em junho deste ano. O movimento reivindica a área para assentamento da reforma agrária.
Em decisão do dia 10, divulgada nesta segunda-feira, 15, a juíza acatou pedido de tutela antecipada feito pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), por meio da Advocacia Geral da União. O órgão federal alega que as terras são remanescentes de um antigo projeto de colonização federal, o Núcleo Colonial Monção, e foram ocupadas irregularmente.
O bloqueio impede a venda ou outras transações com o imóvel até que se tenha decisão definitiva sobre o domínio das terras. O Incra quer que a fazenda seja declarada propriedade federal. A propriedade é objeto de ação reivindicatória por parte do Incra desde agosto de 2006.
Em junho de 2007, o órgão obteve imissão na posse do imóvel no Tribunal Regional Federal de São Paulo, mas os advogados da Cutrale obtiveram a cassação da liminar. Em nota, a empresa informou possuir toda a documentação e as escrituras que comprovam a posse legal da Santo Henrique e que está à disposição da Justiça Federal para colaborar com o processo.
A nova decisão, segundo a empresa, tem apenas o objetivo de evitar que a propriedade agrícola sofra alterações em seus registros até que seja proferida a decisão de mérito da ação judicial. “A Cutrale apresentará na ocasião oportuna sua defesa e eventuais recursos que julgar necessários para reafirmar a sua titularidade dessa propriedade”, conclui a nota.
Vazio geográfico
O projeto Monção foi iniciado em 1910 para colonizar um vazio geográfico no centro do Estado de São Paulo. Uma área de 40 mil hectares entre os municípios de Agudos, Lençóis Paulista, Borebi, Iaras e Águas de Santa Bárbara foi dividida entre imigrantes de várias nacionalidades, mas o projeto não vingou.
O Incra entrou com 50 ações para retomar cerca de 40 mil hectares. A região virou alvo do MST. Parte da gleba foi transformada em assentamentos, mas o foco passou a ser a área da Cutrale.
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