13 de jul de 2013

“Receita do Rio tem o nome de quem está por trás do sumiço do processo de sonegação da Globo”

Uma fonte diz ao Diário que funcionária condenada agiu a mando de alguém com um cargo superior.
Protesto em São Paulo contra Globo deixou apresentador com rosto parcialmente verde
Protesto em São Paulo contra Globo deixou apresentador com rosto parcialmente verde
O Diário manteve contato com uma fonte da Receita Federal. Algumas informações adicionais ao Escândalo da Globo foram trazidas à luz.
A fonte disse ao Diário que Cristina Maris Meinick Ribeiro, a servidora pública da Receita Federal que recebeu uma condenação de quatro anos e 11 meses de prisão da 3ª Vara Criminal Federal do Rio de Janeiro por extraviar um processo em que a Globo era instada a pagar 615 milhões de reais em dinheiro de 2006, era “uma laranja”. Ela não pertencia a departamento com acesso a processos, prontuários etc. Era de uma área burocrática da Receita.
“Ela agiu a mando ou pedido de pessoa que ocupa cargo superior e a Receita do Rio tem o nome de quem está por trás”, informa a fonte.
Se tem, por que não publica?
“O nome ainda não veio a público porque a Região Fiscal à qual pertence o Rio de Janeiro – a 7ª – é a mais indolente e medrosa do país”, diz a fonte.
Cristina agiu com velocidade, segundo a fonte: “O processo deu entrada num 29 de dezembro e sumiu dia 2 de janeiro.”
Outros vazamentos virão, inexoravelmente, e o quebra-cabeças acabará sendo montado peça a peça.
O sumiço da documentação se destinava a favorecer a Globo, por razões óbvias, ou a achacá-la? Caso a intenção fosse chantagear a Globo, terá sido um caso inédito, no meio século da TV Globo, em que alguém imagina ser possível passar a perna numa empresa de enorme poder e limitados escrúpulos.
As respostas virão, provavelmente, pela internet.
Na Era Digital manobras que antes ficavam na sombra acabam vazando para a luz do sol, para o bem da sociedade.
A mídia tradicional não está fazendo rigorosamente nada para esclarecer um caso de torrencial interesse público. Podemos imaginar a razão – e editorial ela não é, dados os contornos espetaculares da história.
Em outros dias, isso significaria o silêncio e, em consequência, a impunidade.
Hoje é diferente.
A internet força a transparência onde não há – e o lucro é de todos, excetuados os interessados na escuridão.
No DCM
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Os corruptores serão punidos?

Na lista da corrupção figuram Dantas, Silveirinha e Maluf
O Senado Federal aprovou nesta quinta-feira um projeto que impõe multa de até R$ 60 milhões às empresas que praticarem atos de corrupção contra a administração pública – como fraudar licitações ou oferecer propinas aos servidores. A proposta tramitava no Congresso Nacional desde 2010 e só foi desenterrada devido aos protestos populares que agitam o país. O próprio relator do projeto, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), reconheceu que “a voz das ruas” acelerou a sua aprovação. “Que bom ouvir o brado das ruas. É pela vontade do povo que uma sociedade evolui. É isso que temos presenciado nas últimas semanas para o espanto de alguns, mas para o bem da maioria”, discursou.
A “lei anticorrupção”, como ficou conhecida, agora deverá ser sancionada pela presidenta Dilma Rousseff. Ela penaliza a empresa que fraudar licitações e contratos, obtiver vantagens e benefícios ilícitos e corromper agentes públicos. As multas variam de 0,1% a 20% do faturamento bruto. Caso não seja possível calcular o faturamento, o texto fixa multas entre R$ 6 mil e R$ 60 milhões. A empresa corruptora também poderá perder os seus bens e ter suas atividades suspensas, além de não receber incentivos ou subsídios do poder público por no mínimo um ano. O projeto abrange empresas, fundações e corporações estrangeiras que tenham sede em território nacional.
O texto representa um avanço no combate na corrupção, mas não significa que será facilmente aplicado. Afinal, as grandes empresas exercem forte pressão nos poderes da República – inclusive no hermético Judiciário. Elas contam com poderosos lobbies – dos barões do agronegócio, dos industriais e também dos donos da mídia. O capital e sua mídia adoram esbravejar contra a corrupção nos órgãos públicos, como forma de defender o estado mínimo, mas evitam qualquer debate mais sério sobre os corruptores privados. Se os protestos de rua estivessem exigindo prisão para os banqueiros e empresários corruptos, com certeza não teriam tanta repercussão na imprensa venal!
Como aponta o jurista Marcelo Semer, no blog Sem Juízo, “a indignação brasileira mira nos políticos, mas esquece do capital”. Isto explica a postura “panfletária da grande mídia” na divulgação da recente onda de protestos no país. E ele adverte:
“Excluindo o capital da crítica, o movimento corre o risco de se limitar a criminalizar a política e os políticos, centrando os olhos da repressão nos agentes públicos. Como, aliás, é a tônica dos movimentos anticorrupção apoiados pela mídia. Corruptores são sempre tratados como vítimas. A insatisfação coletiva mostra que é mesmo necessário encontrar mecanismos de permeabilidade da vontade social. Mas, sobretudo, que é preciso defender o que é público da ganância dos interesses privados, atualmente, em todo o mundo, com maior força do que o próprio poder estatal. O mercado não disputa eleições, é verdade, mas influencia a todos que se elegem”.
Altamiro Borges é jornalista, coordenador do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.
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Quem matou Barbosa?

 Do fundo do baú 

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O desespero do Sr. Marinho


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Ações de Eike Batista despencam e valem menos que um pão

As ações das empresas do bilionário Eike Batista despencaram mais um dia na Bolsa e já valem menos que um pão francês.
Cada ação da petrolífera OGX está avaliada em R$ 0,43, enquanto nas padarias de São Paulo e Rio de Janeiro o pãozinho é vendido por R$ 0,50, em média.
Nesta sexta-feira (12), os papéis da empresa desabaram 21,82%.
Nas panificadoras do bairro Jardim Botânico, na zona sul do Rio de Janeiro, onde reside o bilionário, um pãozinho é vendido por R$ 0,65, em média.
Em São Paulo, na região da Avenida Paulista, a unidade do pão é vendida por cerca de R$ 0,60.
Em outubro de 2010, quando atingiu seu maior patamar, os papéis da OGX chegaram a ser avaliados em R$ 23,27, o que daria para comprar mais de 45 pães.
No período, a queda registrada pelas ações é de 98,15%.
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Quem Topa a Aventura?

Em meio ao desprezo pelos políticos, emergem estrelas como Marina Silva e Joaquim Barbosa, que nem sequer partido têm. Mas os candidatos “não políticos” costumam ser preteridos nas urnas.
Constitui verdade acaciana afirmar que é ruim a imagem dos políticos no Brasil. Até as crianças do grupo o sabem e, aliás, compartilham a opinião. Não é idiossincrasia nossa, tampouco decorre de alguma peculiaridade da evolução política brasileira. Mundo afora o mesmo ocorre em países ricos e pobres, de democracia mais ou menos consolidada. Os políticos andam em baixa em todos os lugares.
Mas o fenômeno assume aqui feições características. Passamos 20, dos últimos 50 anos, sob uma ditadura, que se instaurou com o pretexto de extirpar a corrupção e a subversão. Seus alvos imediatos foram os partidos e as lideranças políticas, acusadas de uma ou outra. Os generais se fantasiavam de os mais honestos e respeitadores das leis, e melhores como administradores. Durante o autoritarismo, político era quase sinônimo de corrupto e incompetente.
Mesmo que já tenha transcorrido três décadas desde a redemocratização, os ecos daquele período ainda estão vivos. Uma parte ponderável de nossa sociedade foi formada em uma cultura que olhava com repúdio aqueles que se dedicavam à política. Muitos entre os muitos jovens aprenderam com seus pais a desconfiar deles e a menosprezá-los.
Em junho, nas manifestações de rua da classe média conservadora, os bordões que se ouviam expressavam tais sentimentos. É claro que são muitos os exemplos de políticos que só pensam em ganhar dinheiro ilicitamente, locupletar-se e se eternizar no poder.
Assim como são inúmeros os casos de incompetência. O problema brasileiro é, no entanto, maior que no resto do mundo? Terá se agravado recentemente?
Pelo que se conhece da experiência internacional e de nossa trajetória, parece que nem uma coisa nem outra. Tivemos, por exemplo, um presidente que sofreu impeachment, mas o mesmo aconteceu nos EUA. Nossos partidos foram acusados de se financiar de maneira irregular, algo, porém, que volta e meia ocorre em democracia maduras, como a Alemanha e a França. E nem temos famílias reais que traficam influência, como a Espanha e a Holanda.
Dizer que a corrupção e a incompetência dos políticos brasileiros aumentaram nos últimos anos é simples ignorância ou ação política deliberada. Ao contrário do que pensa o cidadão pouco informado, os mecanismos de controle do uso dos recursos públicos são mais eficazes hoje que no passado e são melhores as safras mais recentes de administradores em municípios, estados e União. Ao contrário de ter piorado, avançamos nesse aspecto.
Então, o que ocorre? Por que a grita contra “os políticos”? Por que diminui a aprovação de prefeitos, governadores e da presidenta? Por que sobem nas pesquisas de intenção de voto para a próxima eleição presidencial apenas os candidatos não políticos e caem os candidatos de verdade? Por que as estrelas das últimas pesquisas foram Marina Silva e Joaquim Barbosa, que nem sequer partido têm?
Nossa vida política é curiosa. No segundo mandato de FHC, o país ficou em sobressalto permanente: uma crise cambial aguda, trocas atabalhoadas de presidentes do Banco Central, denúncias de que autoridades econômicas passaram informações a bancos particulares, a ameaça de um calamitoso apagão elétrico, a inflação voltando a ser voraz. Tudo em um governo suspeito de ter comprado votos na Câmara de Deputados para conseguir permanecer no poder. Onde estava a “grande mídia”? O que escreveram os colunistas que hoje se proclamam indignados? Onde estavam os ministros da Suprema Corte? E a Procuradoria-Geral da República? E a classe média “manifestante”?
Quietos e calados.
No fundo, tudo o que querem, desde quando começaram a gritar de um ano para cá, é derrotar o “lulopetismo”. Mas não sabem dosar a munição. Atingem o conjunto do sistema político e abrem o caminho para aventuras de alto risco. Resta-nos lembrar que a maioria do eleitorado brasileiro até finge que vota em gente que não é do ramo. Quem não se recorda da dianteira de Celso Russomano na eleição municipal de São Paulo, em 2012? Ou de Ratinho Junior em Curitiba? Mas quem foi que ganhou nas duas cidades?
Na hora de escolher alguém para um cargo executivo importante, o eleitor pensa com seriedade. A menos que o impeçam, é o que fará em 2014.
“Vou ganhar essa eleição sem precisar trabalhar muito” (De Aécio Neves, provocando risos em um grupo de tucanos. Não se sabe se riam de prazer ou de ironia).
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi
No CartaCapital
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Aécio: uma piada

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Nas asas da Panair


Panair do Brasil uma história de glamour e conspiração

 

Resgata a história da empresa Panair do Brasil S.A, símbolo de modernidade e eficiência, foi uma das companhias aéreas pioneiras do Brasil nascida em 1930, viveu o seu auge nas eras JK e Jango(1956/1963). 

Ao tomar o poder, o regime militar perseguiu a Panair e seus dirigentes, o que resultou na cassação de suas linhas aéreas em 1965.

Tudo levava a crer, nos bastidores do poder, que a Varig naturalmente se envolveria na aquisição de parte da Panair, porém, ela acabou nas mãos dos grandes empresários Celso da Rocha Miranda e Mário Wallace Simonsen. Tal desfecho incomodou a VARIG, que dava como certa mais uma aquisição de outra empresa aérea nacional.

Entretanto, em seu apogeu acabou por ter suas operações aéreas abruptamente encerradas em 10 de fevereiro de 1965, devido a um decreto do governo militar, que suspendeu suas linhas. 

A opção pela suspensão, ao invés da cassação, foi um mero artifício técnico encontrado pelo governo militar. Assim as operações poderiam ser, na prática, paralisadas de imediato, sem o decurso dos prazos legais de uma cassação. 

Até hoje suas linhas encontram-se tecnicamente suspensas. Imediatamente após a suspensão, estranhamente os aviões e tripulações da VARIG já se encontravam prontos para operar os principais voos da Panair nos aeroportos do Brasil e do mundo, evidenciando que a Varig havia sido comunicada do processo de cassação antes mesmo do que a própria Panair do Brasil.

Nos dias seguintes, a empresa entrou na Justiça com um pedido de concordata preventiva, já que possuia boa situação patrimonial e financeira, e uma inigualável imagem de confiança e bons serviços prestados ao londo de décadas. Assim a recuperação judicial seria possível caso o decreto do governo fosse revogado. Porém, o Brigadeiro Eduardo Gomes, então Ministro da Aeronáutica, teria interferido no caso, pressionando o juiz responsável pela avaliação do caso, e, fardado, pressionou-o a indeferir a concordata. 

Assim, em um caso inédito na justiça brasileira, deu-se o indeferimento da ação no prazo recorde de 24 horas. O magistrado, em sua decisão, alegou que a Panair do Brasil não conseguiria recuperar-se, pois sem a operação de suas linhas não haveria receita. Essa decisão não levou em consideração, pela evidente pressão, que a empresa teria receitas provenientes de suas grandes subsidiárias, que atuavam nas mais diversas áreas de aviação civil, manutenção de turbinas ou, ainda, das receitas do conglomerado que a controlava, que incluía desde seguradoras, imobiliárias, fábricas do setor alimentício, exportação de café e telecomunicações e aeroportos da própria Panair.

O fechamento total da empresa pela ditadura militar, só se deu definitivamente em 1969, através de um ato até então inédito na história do direito empresarial brasileiro, um "decreto de falência" baixado pelo Poder Executivo, durante o governo do General Costa e Silva. 

O principal beneficiário deste processo foi Ruben Berta, proprietário da VARIG, que apoiador do regime militar e amigo pessoal de diversos militares de alta patente, que acabou recebendo as concessões de linhas aéreas internacionais da Panair do Brasil e incorporou parte dos qualificados funcionários da empresa sem custo algum.



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José Simão sobre médicos

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Grafeno pode aumentar em 100 vezes velocidade da Internet

Pesquisadores do departamento de Física das Universidades de Bath e de Exeter anunciaram que testes feitos com grafeno para a criação de cabos de telecomunicações resultaram em velocidades de resposta de dados que chegam a ser cem vezes maiores do que os sistemas atuais. A pesquisa com os resultados que podem revolucionar as telecomunicações e o acesso à internet, foram publicadas na revista científica Physical Review Letters.
O grafeno é uma folha feita de átomos de carbono, com apenas um átomo de espessura – resultado dos avanços no campo da nanotecnologia. Apesar de extremamente fino, o grafeno é muito forte. De acordo com os cientistas, seria necessário um elefante, equilibrado sobre um lápis, para romper uma única folha. A resistência não impede que o material seja, ao mesmo tempo, leve, flexível e altamente condutor de calor.
A estrutura atual de transmissão de dados em todo o mundo é formada por dispositivos como fibras ópticas e lasers, além de fotodetectores. Os sinais são enviados por fótons com comprimentos de onda infravermelhos e processados por interruptores ópticos, que, por sua vez, convertem os sinais em uma série de impulsos de luz. Toda essa rede, segundo os pesquisadores, responde à taxa de alguns picossegundos – o equivalente a um trilionésimo de segundo.
Múltiplas aplicações
As pesquisas mostraram que interruptores óticos que usam camadas de grafeno ampliam a capacidade de resposta “em cerca de uma centena de femtosegundos”, valor pelo menos cem vezes mais rápido do que os materiais atuais. “Usando algumas camadas de grafeno, vimos uma taxa de resposta ótica ultrarrápida, que tem aplicações interessantes para o desenvolvimento de componentes óptico-eletrônicos de alta velocidade baseados em grafeno. Essa resposta rápida ocorre na parte infravermelha do espectro eletromagnético, no qual muitas aplicações podem ser feitas para medicina, telecomunicações e segurança”, afirma o pesquisador Enrico Da Como.
“Quanto mais descobrimos sobre o grafeno, mais notáveis suas propriedades parecem ser. Essa pesquisa mostra que o material também possui propriedades ópticas únicas, que poderiam encontrar novas aplicações importantes”, complementa o professor Simon Bending, também da universidade.
Os pesquisadores acreditam que, no longo prazo, o estudo também poderia levar ao desenvolvimento de lasers de “cascata quântica”, feitos a partir de grafeno. Esse tipo de equipamento é um potente semicondutor utilizado não só para monitorar índices de poluição, como também tem aplicações em questões envolvendo segurança e até espectroscopia.
No GGN
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Memória óptica 5D promete guardar dados para sempre

Memória óptica 5D promete guardar dados para sempre
Os dados são gravados por meio da automontagem de nanoestruturas criadas em quartzo fundido. Imagem: University of Southampton
Memória de cristal
Cientistas demonstraram experimentalmente pela primeira vez que é possível gravar dados digitais em uma memória óptica de 5 dimensões, e depois lê-los com precisão usando equipamentos simples.
A memória é um vidro nanoestruturado - um cristal de quartzo - no qual foram esculpidas estruturas em nanoescala, e os dados foram gravados e lidos usando um laser com pulsos muito rápidos na faixa dos femtossegundos.
A nova técnica de armazenamento alcançou uma densidade que aponta para discos do tamanho de um DVD com capacidade de 360 Terabytes.
Outras propriedades sem precedentes da nova memória óptica são a estabilidade termal até 1.000°C e, ainda melhor, uma vida útil praticamente ilimitada - os CDs e DVDs atuais têm vida útil média de 10 anos.
É por isso que Jingyu Zhang e seus colegas da Universidade de Southampton, no Reino Unido, estão chamando o novo material de "memória de cristal do Super-homem".
Os melhoramentos são muitos em relação ao protótipo original da memória óptica 5D, apresentado em 2011, colocando o dispositivo muito próximo da comercialização.
Memória eterna
Os dados são gravados por meio da automontagem de nanoestruturas criadas em quartzo fundido.
As informações são registradas em 5 dimensões: além dos eixos X, Y e Z de cada nanoestrutura, são usados o tamanho e a orientação de cada nanoestrutura.
Memória óptica 5D promete guardar dados para sempre
Análise visual de uma das camadas da memória óptica.
Imagem: Jingyu Zhang et al.
Além disso, no protótipo, os dados foram gravados em três camadas superpostas de nanoestruturas criadas no interior do cristal de quartzo, separadas umas das outras por cinco micrômetros.
As nanoestruturas mudam a forma como a luz viaja ao longo do vidro, modificando a polarização da luz, que pode então ser lida por uma combinação de microscopia óptica e polarizador, similar ao sistema empregado nos óculos de sol Polaroid.
Como o laser altera os átomos no vidro, um dado gravado nesta memória poderia ter uma vida útil indeterminada, "para sempre", como dizem os pesquisadores.
"Nós estamos desenvolvendo uma forma muito estável e segura de memória portátil em vidro, que poderá ser muito útil para organizações com arquivos grandes. Hoje, as empresas têm que fazer backup de seus arquivos a cada cinco ou dez anos, porque a memória dos discos rígidos têm uma vida útil relativamente curta," disse Jingyu.
A equipe está agora à procura de parceiros na indústria para comercializar a tecnologia, que será adequada para registros de longo prazo, já que a gravação é definitiva.
No Inovação Tecnológica
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O Oscar da Flip

Há dias reclamei aqui da pouca atenção dada ao futebol do Oscar, em contraste com a exaltação de outros jogadores da seleção. Os elogios a Neymar etc. não eram descabidos, mas a importância de Oscar não foi reconhecida como, na minha opinião, merecia.
Entre parênteses: no texto sobre o Oscar usei, como exemplo de jogador altruísta que joga mais para o time do que para a torcida, o Servílio, acrescentando que não me lembrava qual era seu time, na sua melhor fase. Claro que choveu ajuda para meu cérebro combalido. Servílio foi daquele Palmeiras chamado de “Academia” de tão bom que era, e formava com Tupanzinho uma dupla que rivalizava com a de Pelé e Coutinho no Santos. Fecha parênteses.
Coisa parecida com o reconhecimento insuficiente do Oscar aconteceu na Flip deste ano. Sem dúvida a figura mais importante da festa era o Roberto Calasso, mas nem na promoção prévia dos convidados ou no noticiário do evento se deu o devido destaque à sua presença. Calasso foi o Oscar da Flip.
Ele é um daqueles italianos da linha do Umberto Eco (mas bem melhor do que o protótipo), comentaristas culturais que combinam erudição cornucópica com pensamento original e proporcionam uma leitura fascinante para quem tiver paciência com alguns trechos obscuros, quando a erudição e a criatividade se tornam um pouco demais — pelo menos para este cérebro combalido. O romancista e ensaísta Italo Calvino e o crítico literário Franco Moretti são do mesmo time.
A obra de Calasso (para ficar só nos livros traduzidos para o português, todos, acho eu, pela Companhia das Letras) incluem “As núpcias de Camdus e Harmonia”, um estudo da mitologia grega; “Ka”, sobre a mitologia hindu; “K”, sobre o Kafka; “As ruínas de Kasch”, um longo ensaio sobre a Europa dos séculos dezoito e dezenove concentrado na figura do estadista francês Talleyrand, que conseguiu servir à revolução francesa, a Napoleão e à restauração dos Bourbons sem perder a cabeça ou o prestígio; “Os quarenta e nove degraus” e “Literatura e os deuses”. É de Calasso um texto chamado “A loucura que vem das ninfas” que inclui o melhor comentário sobre o “Lolita” do Nabokov já publicado.
Enfim, foi um dos melhores intelectuais que já pisou nas pedras de Paraty sem chamar muita atenção, embora, como Oscar, merecesse todas. A mesa dele foi mediada pelo excelente Manuel da Costa Pinto. Este sabia com quem estava falando.
Luís Fernando Veríssimo
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Classe Média de Max Gonzaga

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Nossos aliados para esclarecer o papel de Cristina no Globogato

A foto acima é coisa de profissional
É notável o esforço dos internautas e tuiteiros para esclarecer o caso do processo de sonegação fiscal da Globopar, desatado a partir da denúncia do blog O Cafezinho, de Miguel do Rosário, que batizou de Globogate (Globogato, segundo o leitor Teo Ponciano).
Muitas vezes, no entanto, este esforço acaba esbarrando na falta de experiência para apurar uma notícia sem margem de erro, ou seja, sem o risco de cometer barrigas amadoras, de fazer acusações infundadas, propagar teorias falsas ou simplesmente espalhar boatos de forma irresponsável.
A título de exemplo, eu me lembro muito bem de quando se espalhou feito fogo, nas redes sociais, a notícia da morte de uma indiazinha, suposto homicídio cometido por madeireiros no Maranhão. Opinei, no Viomundo, que era preciso ter cautela. Primeiro, confirmar absolutamente a notícia, 100%. Depois, gritar.
Foi um Deus nos acuda. Ativistas me denunciaram no Facebook e no twitter. Jornalistas experientes — que continuam enganando por aí — me desancaram na maior cara de pau. A Soninha Francine — a “jornalista” Soninha! — me detonou. Depois, nenhum deles se deu ao trabalho de se desculpar. A notícia nunca foi confirmada. Não foi encontrado corpo, nem quem tenha visto o corpo, nem quem tenha testemunhado o episódio em primeira mão, além do “ouvi dizer”. O desmentido enfático da FUNAI, para todos os efeitos, se sustentou.
Por isso, é importante ter gente de altíssima qualidade profissional interessada no caso de Cristina e do Globogato.
TC é um deles. Jornalista experiente e premiado, rato de internet, é um dos melhores apuradores que conheci ao longo de 40 anos de carreira. Foi quem me passou, no início da noite de 8 de julho, as páginas do Diário Oficial com a condenação de Cristina Maris Meinick Ribeiro pelo furto do processo da Globopar de uma repartição da Receita Federal no Rio de Janeiro.
Foi a partir delas — e apenas delas — que publicamos nosso texto a respeito, com algumas horas de defasagem devido ao processo de checagem essencial para quem tem responsabilidade jornalística e não sai por aí, chutando desde o centro do planeta e, portanto, bem longe do Brasil.
LL — chamemos assim, por motivo de sigilo profissional — conhece todo o submundo do Rio de Janeiro. É um rato de cartório. Conhece gente na política, na polícia, no Ministério Público, na extinta mas atuante “comunidade de informações” da ditadura militar. LL tem duas dúzias de prêmios por investigações jornalísticas. Não, não é um homem da era Google. É de bater perna, conversar, fofocar com vizinhos e porteiros, buscar documentos, fotografar, cruzar dados e mergulhar no submundo. Respira isso. A combinação de LL com os fuçadores das redes sociais é mortal!
Nenhum dos dois — nem LL, nem TC — é ansioso. Ambos sabem que holofotes são a pior companhia para quem quer chegar à verdade.
Ah, os holofotes, como atraem os amadores!
Curiosamente, o balanço do que ambos — TC e LL —  levantaram sobre o caso, até agora, é incerto.
Não quero atrapalhá-los antes que estejam prontos para divulgar o que apuraram, mas todas as possibilidades ainda estão em aberto: Cristina atuou por conta própria? Cumpria a agenda de terceiros? Pretendia ajudar ou prejudicar a Globo? Estava a serviço de uma quadrilha de achacadores? Essa quadrilha tentou tomar dinheiro dos irmãos Marinho, bandidos da era da informação? Cristina cumpriu um papel político? Um acordo teria acontecido, como sugeriu o Rodrigo Vianna? 
Cristina não quer falar. Desconversa, foge, faz que não é com ela.
Temos — a partir do relato de TC e LL —  a certeza de que Cristina se envolvia em situações nebulosas. São vários os processos com o nome dela, sempre em benefício de empresas endividadas ou com problemas junto ao Fisco. Ponto contra a Globo, que era cobrada por uma dívida de mais de 615 milhões de reais. Sabemos, também, que Cristina — depois de ter cumprido prisão preventiva e ser solta por habeas corpus do STF (relator, Gilmar Mendes) — foi aposentada “por invalidez” pela chefe, conforme documento que nos foi enviado por TC e mencionado anteriormente pelo internauta Paulo Felipe:
Qual o motivo para uma chefe aposentar Cristina por invalidez se sabia que ela estava sendo processada e corria o risco de ser condenada, como de fato foi, em janeiro de 2013? Foi um cala-boca? Sinal de que havia mais gente envolvida?
Na sentença, diga-se, o juiz condenou Cristina à perda do cargo público — e, portanto, da aposentadoria.
É, sem dúvida, uma novela. Um desafio diante dos internautas, de gente fuçadora como Fernando Brito e Miguel do Rosário e de profissionais tarimbados como os que auxiliam o Viomundo: TC e LL, ao trabalho!
Aguardem que, com calma, juntos chegaremos à verdade.
Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
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Charge online - Bessinha - # 1857



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PF descobre o boato “geração espontânea”

O Brasil é o país das maravilhas.
Além da jabuticaba, agora temos outra originalidade, criada pela Polícia Federal.
É o boato-geração espontânea”, que não depende de boateiros para se disseminar.
Nasceu do nada, por geração espontânea e foi crescendo, crescendo até atingir onze estados, milhares de quilômetros distantes um do outro: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio de Janeiro.
E rapidinho, como a tartaruga voadora aí, descoberta durante as investigações rigorosas.
Esse boato sem boateiro, nem o mítico Orson Welles conseguiu. Afinal, ele precisou de um programa de rádio na CBS para criar o pânico com a suposta invasão marciana de A Guerra dos Mundos.
Lembram o telefonema “anônimo”a uma beneficiária do Rio? Segundo a polícia, foi só um, mas levou milhares de pessoas aos caixas para sacar.
Essa é a Polícia Federal.
Incrível, fantástica, extraordinária.
Agora, graças às ordens expressas do Ministro José Eduardo Cardozo, a PF vai descobrir tudo sobre a espionagem da CIA no Brasil.
Como dizia o próprio Welles: “é tudo verdade!”
Fernando Brito
No Tijolaço
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