2 de jul de 2013

Manifestações do Brasil no Comedy Central

Manifestações brasileiras no programa do Stephen Colbert! Para quem não sabe, o Stephen Colbert faz uma paródia de um apresentador de TV totalmente sem noção (Bill O'Reilly). Então, ele está sempre "no personagem", e tudo o que ele fala é carregado de sarcasmo para ressaltar as ironias provenientes da estupidez alheia.
E pela última vez: ele fala "10 Cents", o que dão os "20 centavos". Não queiram corrigir o que não sabem!
Atenção para a sequência após 6min25
Do novoiluminismo
No CHEbola
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Plebiscito: PT declara apoio; PMDB sabota

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Enquanto o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), diz que a bancada do partido "saúda e apoia a mensagem encaminhada ao Congresso pela presidenta Dilma Rousseff com sugestões que abrem caminho para uma efetiva e ampla reforma política no País, incluindo como questão central a realização de um plebiscito", peemedebistas liderados por Eduardo Cunha (RJ) mandam avisar que apoiam a consulta popular, mas só se for feita em 2014
Logo no dia em que chegou ao Congresso Nacional, a sugestão de plebiscito para a reforma política apresentada pela presidente Dilma Rousseff já dividiu a base do governo. Enquanto o líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), fala com entusiasmo sobre o assunto, apoiando integralmente a proposta de Dilma, o líder do segundo maior partido da base, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), diz que os peemedebista só apoiam uma consulta popular feita junto com as eleições de 2014.
Em nota, Guimarães disse que "a Bancada do PT na Câmara saúda e apoia a mensagem encaminhada ao Congresso Nacional, nesta terça-feira (2), pela presidenta Dilma Rousseff, com sugestões que abrem caminho para uma efetiva e ampla reforma política no País, incluindo como questão central a realização de um plebiscito", acrescentando que o partido defende o financiamento público de campanha e o sistema proporcional de votação.
Mas os deputados do PMDB não demonstraram tanta empolgação com a proposta. Em reunião, eles decidiram que só aceitam a aprovação do plebiscito se a consulta popular for realizada em 2014, simultaneamente às eleições gerais - e não nos próximos três meses, como quer o governo. "Qualquer um que entende o mínimo sobre o tempo e o regimento desta Casa saberia que era inviável o plebiscito valer para as eleições de 2014", disse Cunha, após o encontro. Ele ainda criticou os cinco pontos sugeridos pelo Executivo na mensagem entregue ao Congresso: "Isso é reforma eleitoral, não é reforma política".
Os peemedebistas ainda avisaram que pretendem defender a inclusão de outros temas no plebiscito, além dos cinco propostos por Dilma. Entre as sugestões do PMDB estão a adoção do parlamentarismo, o fim da reeleição e a delimitação do tempo de mandato. Ou seja, se depender do PMDB, a consulta deve demorar para ocorrer.
Prazo
Pelos prazos aparesentados nesta terça-feira pelo presidente da Câmara e pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a consulta popular não sai antes de dezembro. "Por precaução ou por prevenção, vou fazer uma proposta para formação de um grupo – que em um prazo improrrogável de 90 dias, ouvindo toda a sociedade, todos os movimentos que queiram participar – vai fazer um projeto de reforma que esta Casa tem o dever de fazer", comunicou nesta terça o presidente da Câmara, Henrique Alves (PMDB-RN). Já o TSE informou que o prazo mínimo necessário para realizar o plebiscito sobre a reforma política é 70 dias.
No 247
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Uma luta que não é divulgada

Enquanto a voz rouca das ruas tem provocado reuniões e mais reuniões dos representantes do povo, que parecem ainda perplexos com os acontecimentos, o mundo seguia girando com fatos silenciados pela mídia de mercado, que continua tentando incutir o medo na população na cobertura das manifestações.
Não por acaso também os meios de comunicação de mercado procuram incutir na população a ideia segundo a qual o financiamento público de campanha eleitoral é inviável e que serão retiradas verbas da saúde e educação para tal fim.
Não é por aí, porque se o Estado estiver disposto a acatar a voz rouca das ruas, pode perfeitamente dispor de verbas para tornar as campanhas eleitorais sem maiores influências do poder econômico. E não é por acaso também que no mundo político vozes contrárias se fazem ouvir, uma delas, no Estado do Rio de Janeiro, a do Senador Francisco Dornelles. Podem imaginar o motivo da contrariedade do referido político conservador.
Enquanto isso, na nossa vizinhança, mais precisamente na Guiana Francesa, foi criado um Comitê Internacional de Solidariedade pela independência do enclave colonial na América do Sul.
Assinam o manifesto de criação figuras expressivas do continente como Martin Almada, Prêmio Nobel da Paz Alternativo de 2002, a jornalista argentina Stella Calloni, entre outros. Eles explicam que “é necessário nos organizarmos para trabalhar pela total libertação de nossa Pátria Grande que é em primeiro lugar a América do Sul, e em termos mais gerais a América Latina e o Caribe”. 
O manifesto assinala ainda que “enquanto grande parte da nossa Pátria Grande hoje está mobilizada na luta por sua segunda e definitiva independência, em algum ponto do caminho temos que retroceder 200 anos e voltar a lutar pela primeira independência, como fizeram Bolívar, Sucre, San Martín, Belgrano, Artigas, e tantos mais”.
Lembram ainda os subscritores do manifesto que “embora pareça mentira, o imperialismo mantém, entre suas várias faces, a do colonialismo direto. E na América do Sul o mantém com as Malvinas como colonia britânica e com a Guiana como colonia francesa”.
Nos últimos tempos, para justificar o domínio colonial não se pode esquecer que os britânicos, depois de invadirem as ilhas há exatamente 180 anos, expulsaram a população argentina e implantaram nessas terras uma população trazida de 12 mil quilômetros de distância.
Tais fatos precisam ser divulgados e impedir a persistência da arrogância colonial, não raramente com o apoio de setores cooptados pelas benesses do capital internacional ou mesmo por aqueles mentalmente colonizados.
No caso da Guiana Francesa, sob dominação há mais de quatro séculos, onde os europeus integram a classe privilegiada em detrimento de outras populações vindas forçadas da África e Ásia, ainda por cima lá funciona a base espacial de Kourou, onde são lançados foguetes que colocam em órbita os satélites dos projetos Arianne e Vega, da União Europeia e a Soyuz, da Rússia.
E isso para não falar das riquezas naturais da Guiana Francesa como o ouro, a bauxita, petróleo, reservas de água doce e a biodivesidade.
Sob total e absoluto silêncio da mídia de mercado, o poder colonial francês persegue os lutadores pela independência da Guiana, os líderes de movimentos sociais e sobretudo os militantes do Movimento de Descolonização e Emancipação Social (MDES).
Como se tudo isso não bastasse, os colonialistas franceses favorecem a ida de guianenses para a metrópole para exercerem empregos de segunda categoria, bem como trazem europeus para trabalharem em torno da base espacial com salários altos, enquanto a maioria da população vive em condições precárias.
Neste tempo em que se denunciam violações dos direitos humanos em várias partes do mundo, inclusive servindo de pretexto para intervenções criminosas de países ocidentais – a própria França recentemente em Mali – é preciso tornar público que no enclave colonial que faz fronteira com o Brasil muitos guianenses são vítimas de prisão e torturas.
Tais fatos remetem também à famigerada “Escola Francesa”, aquela que, com base nos crimes de lesa humanidade cometidas pelos serviços de segurança contra o povo argelino em sua luta de libertação nacional, instruiu as ditaduras brasileira e argentina a aplicarem métodos repressivos.
Diante de tais fatos, não se pode deixar de apoiar o manifesto pela independência da Guiana Francesa e exortar também as autoridades brasileiras a se manifestarem sobre os acontecimentos na área vizinha.
E ainda exortar algum editor internacional a não mais silenciar sobre os fatos que estão acontecendo na Guiana Francesa.
Mário Augusto Jakobskind
No Direto da Redação
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Se os planetas do Sistema Solar estivessem tão perto da Terra como a Lua, assim os veríamos

LUA
O ilustrador Ron Miller decidiu mostrar qual seria a visão dos demais planetas, se estivessem na mesma distância da Terra que a Lua, ou seja, a 384 mil 400 quilômetros.
MERCÚRIO
MARTE
VÊNUS
NETUNO
 URANO
SATURNO
JÚPITER
No La Isla Desconocida
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Manifestantes hostilizam jornalistas da Rede Globo nas demonstrações de Londres

Jornalistas da rede Globo foram hostilizados e impedidos de entrevistar os participantes das manifestações de Londres em apoio ao Brasil. Marcos Losekann tentou intimidar um manifestante mais exaltado, mas retrocedeu ao perceber que a maioria apoiava o último. Uma outra jornalista da Globo News, Ana Carolina, também não conseguiu realizar sua matéria, sendo aconselhada por manifestantes a deixar a empresa onde trabalha para assim poder exercer livremente suas funções. O grupo se reuniu por alguns minutos, tempo em que Marcos aparentemente transmitiu sua entrevista via celular. Visivelmente desconfortáveis com a situação, o grupo não quis dar entrevistas e deixou o local.

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A favor, porém contra

http://exame2.abrilm.com.br/assets/images/2013/6/231222/size_590_Urna_eletr%C3%B4nica_Elza_Fi%C3%BAza_Ag%C3%AAncia_Brasil_.jpg?1372360035 
O plebiscito e a constituinte estão 
conectados na recusa de 73% à entrega 
da reforma política ao atual Congresso
O mais interessante no recente Datafolha, a meu ver, está no apoio de 73% dos entrevistados à convocação de uma constituinte, índice que não despertou interesse na imprensa. Considerada a margem de erro, são justos três quartos que indicam o anseio por uma reforma política tão remodeladora, e de fluência menos demorada, que requer uma via própria. Nada com os deputados e senadores.
O índice conduz, porém, a uma contradição com outro dado colhido pelo Datafolha: 68% consideram que "a presidente agiu bem ao propor um plebiscito" para decidir sobre uma constituinte (vale repetir: a presidente nunca propôs um plebiscito, como lhe atribui, por exemplo e criticamente, até um ministro do Supremo, Gilmar Mendes; propôs apenas um "debate para decidir" sobre plebiscito ou não).
O plebiscito e a constituinte estão conectados na ideia que os suscitou e, mais significativo, na própria recusa dos 73% à entrega da reforma política ao atual Congresso. A diferença dos índices, apesar de relativos ao mesmo fim, sugere que plebiscito não é algo claro para o eleitorado. Uma advertência, então, para os que preferem propor aos eleitores diferentes fórmulas de reforma para sua escolha. Ou seja, plebiscito mesmo, e não o referendo, que apenas pediria sim ou não à convocação de constituinte.
Bem de acordo com a confusão do momento, os 73% pró-constituinte aprovam o item fundamental da resposta de Dilma Rousseff às manifestações. Mas, quando os mesmos entrevistados definem sua opinião sobre "o desempenho de Dilma frente aos protestos", apenas 32% o dizem ótimo ou bom. Por ser outra contradição, não deixa de ser também o que aqui mesmo já ficara pressentido.
Trecho desta coluna em 25.jun: "Melhor para eles [governadores e prefeitos] se Dilma Rousseff chamou a si, no que talvez seja um erro político, a responsabilidade por todos os problemas e soluções em questão [os citados nas manifestações]". A baixa aprovação dessa atitude e a espetacular perda de 27 pontos no prestígio de Dilma confirmam o erro. Os manifestantes, com razão, não viram nas propostas presidenciais o atendimento às suas reclamações.
A resposta administrativa e politicamente mais adequada, para todos, seria o compromisso público de dar aos prefeitos e governadores toda a colaboração federal possível para a solução dos problemas apontados nas ruas. Isso não foi feito no discurso e não está feito na prática. E o resultado é Dilma Rousseff juntar-se à queda dos governadores e prefeitos responsáveis pelos temas majoritários da insatisfação, municipais e estaduais.
Em termos eleitorais, que logo concentraram as especulações, as numerosas e fortes quedas de prestígio constatadas pelo Datafolha expressam muito menos do que parece. Só pesquisas futuras indicarão o quanto as quedas atuais resultam, ou não, do ambiente fermentado.
E se todos os expostos caem ou sobem, a disposição do conjunto fica semelhante à anterior. Quem não estava exposto ao clima do momento, como Marina Silva e Aécio Neves, ficou isento, ou quase isso, de uma aferição comparativa. Assim não vale.
A insatisfação se volta contra a classe política, como concluíram as boas análises de Aécio e do prefeito Eduardo Paes, mas não só. Agora chama para acerto de contas também os inúmeros juristas, acadêmicos e outros contrários à constituinte. 
Janio de Freitas
No fAlha
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Medo das massas

http://2.bp.blogspot.com/_52OZsVTkbfU/SQH0juaAIBI/AAAAAAAAAHI/ru_j92K4cn0/s400/manifesta%C3%A7%C3%A3o_desenho.jpg 
Assim como o povo brasileiro, o povo da pequena Islândia um dia descobriu que estava em crise de representação. A crise econômica lhes havia mostrado a relação profundamente incestuosa entre classe política, imprensa e interesses econômicos do sistema financeiro.
Essa situação não seria superada por meio da troca dos partidos no comando, pois crises de representação exigem um movimento de outra natureza. Elas só podem ser realmente superadas quando saímos da própria esfera da representação, ou seja, quando fazemos apelo a uma força política bruta e instituinte fora do universo da representação.
Com essa consciência em mente, o povo islandês decidiu que era hora de ter outra Constituição. Mas, em vez de chamar juristas e políticos para preparar um esboço inicial do texto constitucional, eles fizeram algo mais ousado: mandaram, ao acaso, 950 cartas convocando 950 cidadãos a se reunirem em um estádio a fim de preparar as bases do que seria discutido na Assembleia Constituinte.
Essa incrível confiança no acaso, essa crença de que o acaso é o nome que desperta a potência da invenção democrática não foi a porta aberta para todos os delírios possíveis. Sua Constituição é uma das mais fantásticas peças da democracia contemporânea.
Há um tipo de pessoa incapaz de ter o único sentimento que realmente funda a democracia: confiança no povo. Para tais pessoas, toda vez que o povo é chamado à cena da instauração política, isso só pode significar convite ao caos e à desordem. O povo só pode aparecer dentro de um filme cujo cenário já está desenhado de antemão, seja para sorrir no dia da "festa eleitoral", seja para plebiscitar perguntas que a classe política previamente decidiu.
Nesse sentido, a única ideia sensata depois de semanas de ações paliativas para aplacar as manifestações populares foi a proposta de uma constituinte da reforma política capaz de colocar em questão todo o sistema atualmente em funcionamento. A ideia era tão sensata que foi abandonada em menos de 24 horas.
No seu lugar, ficou um plebiscito canhestro, em que a população será chamada a responder perguntas que ela não colocou. Ou alguém imagina que o povo brasileiro foi às ruas para decidir se as eleições teriam lista fechada ou aberta, voto distrital ou estadual? Há algo de piada de mau gosto nesse tipo de manobra.
Se alguém realmente ouvisse a população em nossos governos, a solução islandesa seria aplicada e as propostas de reforma política sairiam de fóruns de participação direta pela sábia mão do acaso. Isso, entretanto, seria pedir demais para quem, no fundo, tem medo das massas.
Vladimir Safatle
No fAlha
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José Serra não toma jeito

O presidenciável da oposição em 2002 e 2010, ex-governador José Serra, não toma jeito. Depois de oito meses hibernação que se sucederam à sua derrota na disputa pela prefeitura de São Paulo, período em que fez raras aparições e concedeu pouquíssimas entrevistas, ele ressurge para criticar e acusar a presidenta da República de antecipar a campanha eleitoral de 2014.
"É muito cedo para fazer política eleitoral. Não se governa um país com campanha eleitoral. Esse foi o maior erro da presidenta", julgou José Serra, ao conceder uma entrevista ontem à Rádio Jovem Pan.
Ora, quem antecipou a campanha eleitoral foi a oposição. O PSDB, pela voz do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que começou o ano dirigindo o partido - posto em que se mantém até hoje - e lançando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) candidato ao Palácio do Planalto.
Quem antecipou a disputa eleitoral foram eles, mais a ex-presidenciável e postulante ao Planalto de novo em 2014, ex-senadora Marina Silva, criando seu partido, o Rede Sustentabilidade, e se lançando candidata. E até o presidente nacional do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, antecipou-se e se apresentou como candidato ao Planalto.
E agora vem José Serra dizer que foi a presidenta Dilma Rousseff! Haja cara de pau!
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Rede Globo, o povo não é bobo

Assustada com as mobilizações populares que romperam duas décadas de marasmo político e letargia social, após um momento de perplexidade e desorientação, a ordem estabelecida deu uma primeira resposta à revolta social que toma conta do Brasil. Seu ponto de vista aparece na estética e no discurso da grande mídia falada e escrita. Não por acaso, as grandes redes de televisão tornaram-se um dos alvos preferenciais da fúria popular, ao lado de outros símbolos do poder burguês e da modernidade fútil - os prédios públicos, os bancos, as concessionárias de automóveis.
Por representar o que há de mais comprometido com o capitalismo selvagem, a perspectiva da Rede Globo é emblemática de como a plutocracia enxerga as mobilizações populares que ameaçam seus privilégios seculares. As imagens da Rede Globo são quase que invariavelmente feitas a partir de duas perspectivas: do alto das coberturas dos prédios e dos helicópteros ou atrás da tropa de choque. É uma metáfora de como a burguesia lida com o conflito social: distante dos problemas da população e em oposição frontal a quem luta por direitos coletivos.
Preocupados com a possibilidade de que a revolta popular se transforme numa revolução política, a grande mídia martela dia e noite palavras de ordens que têm como objetivo neutralizar o potencial subversivo das ruas. No “fim da história”, as rebeliões não podem ter causa. Daí a insistência em instrumentalizar a ira contra os partidos da ordem – PT, PSDB, PMDB, PSB, etc. – para estigmatizar todo e qualquer partido e para banir toda e qualquer bandeira política que possa dar um horizonte revolucionário à energia humana que brota de baixo para cima.
Consignas e bandeiras da contra-revolução
Bonner à frente, as consignas reacionárias são repetidas ad nauseam nos jornais, rádios e televisão. “As manifestações não podem ter partido”. Na verdade, disputam desesperadamente a direção das manifestações. Na falência dos partidos convencionais, tomam para si, com o beneplácito da burguesia, o papel de verdadeiro partido da ordem. “As manifestações não podem ter bandeiras”. Na verdade, enaltecem, exaltam e estetizam as bandeiras da paz (social) e da ordem e progresso (do nacionalismo chauvinista). Na falência das políticas convencionais, apelam para o moralismo e buscam desesperadamente resolver a quadratura do círculo, encontrando uma saída dentro da ordem. A manobra mal esconde o pânico com o despertar do povo para a política. Tentam desesperadamente conter a energia vulcânica que clama por mudanças radicais, transformando as manifestações em uma grande catarse nacional.
O levante popular coloca em xeque um dos nós fundamentais do padrão histórico de dominação da burguesia brasileira: a intolerância em relação à utilização do conflito social como forma legítima de conquista de direitos coletivos. Daí o esforço para estigmatizar os manifestantes que enfrentam violenta repressão. Sem distinção, todos que enfrentam a tropa de choque – manifestantes, provocadores infiltrados e simples marginais - são tachados de “vândalos” – uma minoria violenta que perturba a ordem e que se contrapõe à maioria que se manifesta pacificamente. Mal disfarçam a intenção de instigar a polícia e atiçar a classe média remediada contra a vanguarda das manifestações. Os jornais atuam de maneira orquestrada para saturar a opinião pública com imagens de destruição patrimonial – repetidas cansativamente para provocar a rejeição da população. O objetivo é criar um clima de histeria coletiva que venha, mais adiante, a justificar o massacre da revolta. Suspeitamente, não se escuta um pio sobre a ação escancarada de provocadores infiltrados, liderados por agentes dos órgãos de repressão do Estado e por grupos de extrema direita. Os pescadores de águas turvas apostam na única solução que a classe dominante brasileira conhece para tratar o conflito social: o pelourinho. Precisam ser contidos.
O partido da revolução democrática
A avassaladora mobilização da juventude contra as péssimas condições de vida da população polarizou a luta de classes entre mudança e conservação – revolução e contra-revolução. Se a esquerda não conseguir dar uma resposta ao contra-ataque das forças da reação, as mobilizações sociais podem simplesmente se exaurir sem condensar a energia política necessária para abrir novos horizontes. O desafio exige que as organizações de esquerda se unifiquem, lutem ao lado da juventude nas trincheiras avançadas do levante popular e portem a bandeira da revolução democrática – a essência do que está sendo exigido pelos manifestantes - como única alternativa à barbárie.
Plínio de Arruda Sampaio Jr.
No Justiceira de Esquerda
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Juiz enfrentou a tropa de choque de peito aberto - II

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Governo atualiza lista de empregadores que mantêm trabalhadores em condição análoga a de escravo

O cadastro de empregadores flagrados mantendo trabalhadores em condições análogas às de escravo passa a contar com 136 novos nomes, além de seis reinclusões por determinação judicial. Este é o resultado da atualização da lista, realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego na última seman. Na atualização, também foram excluídos 26 empregadores, por terem cumprido requisitos administrativos.
A chamada “Lista Suja(pdf) passa a contar agora com 504 infratores, entre pessoas físicas e jurídicas, com atuação no meio rural e urbano. Dos incluídos, 61 empregadores estão relacionados à atividade de pecuária, 14 à produção de carvão vegetal e nove à extração de madeira. Entre os 136 nomes incluídos nesta atualização, houve 46 ocorrências no estado do Pará, 19 no estado de Minas Gerais e 13 no Tocantins.
Os procedimentos de inclusão e exclusão são determinados pela Portaria Interministerial nº 2/2011, que estabelece a inclusão do nome do infrator no Cadastro após decisão administrativa final relativa ao auto de infração, lavrado em decorrência de ação fiscal, em que tenha havido a identificação de trabalhadores submetidos a trabalho análogo ao de escravo.
Os empregadores inseridos no Cadastro ficam impedidos de obter empréstimos em bancos oficiais do governo e também entram para a lista das empresas pertencentes à "cadeia produtiva do trabalho escravo no Brasil". O documento é utilizado pelas indústrias, varejo e exportadores para a aplicação de restrições e não permitir a comercialização dos produtos advindos do uso ilegal de trabalhadores.
A lista passa por atualizações maiores a cada seis meses. Os nomes são mantidos por dois anos e, caso o empregador não volte a cometer o delito e pague todas as multas, o registro é excluído da lista. O MTE não emite qualquer tipo de certidão relativa ao Cadastro, a verificação do nome do empregador na lista se dá por intermédio da simples consulta à lista, que elenca os nomes em ordem alfabética.
No Portal do Planalto
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Poema Social

OS ‘COXINHAS”
“Só feche seu livro/Quem já aprendeu...”
Que as Crianças Cantem Livres, Taiguara

Lá vem, lá vem, um montão de pomposos revoltadozinhos, todos brancos
Recrutados entre a elite, a classe “mérdia” com suas medíocres vidazinhas
Falsos, reclamam de Vinte Centavos, ensaiam pose a trancos e barrancos
(Os pobres, os necessitados e operários estão dos outros lados das linhas)
São os criticozinhos-daslu agora popularmente tachados de ‘COXINHAS’

Lá vem eles com seus energéticos caríssimos, de marca, todos importados
Com seus belos frascos de sprays comprados em Miami ou em Cancun
São riquinhos em revoltas; em shopping classe A muito bem orquestrados
Afinal ser do contra agora está na moda, virar critico não faz mal nenhum
São ricos Coxinhas com grife, todos em pose, bem vestidos, marombados

Bandeiras do Brasil, Hino Nacional Brasileiro, belas faixas e caros cartazes
Volta e meia ouvimos cantar os reacionários, um bando em antro de galinhas
São moças com caríssimas mochilas; estão todos bem vestidos os rapazes
Marcham se como um exército de burgueses – soam como se aves daninhas
São os filhotes diferenciados do Morumbi, são os babaquaras... Coxinhas

Não, o miserável salário mínimo de antes... não é mais aquele que antes era
E nem de longe é tão alto o risco Brasil, o dólar, sequer é alta a inflação
Nem há aquela dívida externa da herança maldita, vivemos a primavera
Tudo soa muito montado, vaidoso, artificial, de fachada pra atiçar alguma fera
E o povo, o povão mesmo, tachou a caterva rica baderneira de Coxinha então

São Paulo o estado mais corrupto do Brasil, que foi refém do crime organizado
Sucateou, quebrou e vendeu o estado público a preço de banana, privatarias
Por que afinal de contas marcham esses Coxinhas; essa manada, gordo gado
Tramaram na Disneylândia ou no Guarujá essas montadas novas patifarias?
Coxinhas marcham sem saber pra onde e valem-se da mídia suja e todas vias

Um depreda, outro rouba, assalta, outro com máscara de Anônimus saqueia
Outro mané brada “Fora Dilma” - outro ainda xinga a senhora Presidenta
Dezoito anos de um governador banana que com a mídia amoral tapeia
Mas segue a passeata montada agregando alguns coiós na marcha lenta
Coxinha não cabe em si de falso orgulho; o protesto por si só não se sustenta

Mas a mídia corrupta e amoral elogia. Alvoroça os despolitizados baderneiros
Posam de vitimizados; com seus jargões furados e brados jecas em ladainhas
Filhinhos reacionários e tapados de pais corruptos e ladrões do fisco vezeiros
De sobra o filhote rico feito garnisé de briga sem causa, todos falsos, criticazinhas
No Estado mais rico do Brasil, estado mais corrupto do Brasil, são os COXINHAS

Os pobres, os pobres mesmo, ah eles estão surpresos, estão sondando, assustados
Com os ônibus urbanos logo pelos Coxinhas saqueados, alguns até incendiados
São jovens janotas e boçais berrando, de Samparaguai os criticozinhos-daslu
O Estado máfia com hienas ricos do Morumbi, de Higienópolis, do Pacaembu
Aquilo não é paralização por nada, é desfile de grifes que mais parece rende-vous

Tentam fazer terrorismo rastaquara, querem derrubar o metalúrgico ex-presidente
Moram em casamatas com guaritas e mansões em Moema, tais amebazinhas
Agregam idiotas, estudantes, párias, vagabundos, no embalo vai muita gente
Vão na contra corrente, não são nem trabalhadores legais, são os Coxinhas
Vagabundos, reacionários, como se desfilassem num presépio, vaquinhas...

Vão e vem, os novos integralistas de São Paulo, o Estado Máfia, verdes galinhas
Reacionários às pencas, juventude fascista, algum com coquetel molotov armados
Inocentes inúteis, rebeldes sem causa, medíocres, riquinhos quase todos alienados
São agora massa de manobra da extrema-direita, os antitudo agora, os tapados
No bom português da paulistada, curso e grosso são os endinheirados COXINHAS!

Cyber Poeta Silas Correa Leite
www.portas-lapsos.zip.net
E-mail: poesilas@terra.com.br
(Poema da Série: “O Gigante Não Acordou Agora, os Anões de Jardim é que Estavam na Disneylândia Comprando Fantasias de Patetas)
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Faça o teste para saber se você é corrupto

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Eleições 2014 - As cartas do portal R7


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Globo insiste: soneguei, mas já paguei.

A Globo pode até ter pago a multa que recebeu da Receita Federal por ter forjado uma operação fictícia nas Ilhas Virgens britânicas para não pagar o Imposto de Renda na compra dos direitos de transmissão da Copa de 2002, como afirma.
Mas esta história está mais que estranha.
Primeiro, porque o processo segue em aberto na Receita, o que não é comum em procedimentos deste tipo.
Segundo, porque a natureza da operação triangulada entre a Globo e a sua empresa-fantasma num paraíso fiscal é daquelas de arrepiar: comprar direitos de transmissão de Copa do Mundo de Futebol para o Brasil com uma empresa das Ilhas Virgens é o que, senão fraude tributária? Tanto que a empresa diz que pagou sem nem mesmo discutir judicialmente a procedência da autuação.
Terceiro, se pagou, porque não informa os dados do recolhimento do tributo e da multa como o pessoal das redes está pedindo pelo #GloboMostreoDarf. Ou, se não tem, como afirma, nenhum débito em aberto, porque não tira ─ pode ser tirada  na internet mesmo ─ uma certidão de regularidade com o Fisco?
O fato mais grave está comprovado pela nota da própria Globo: houve uma gravíssima e vultosa sonegação fiscal por parte da Globo. Mesmo que tenha pago, é a mesma coisa que um ladrão devolver a carteira de um transeunte depois de ser agarrado pelo guarda.
E como o sinal da Globo é uma concessão pública, ela transformou a fraude em lucro usando o serviço público da qual tem o gozo para obter lucro com o crime fiscal.

O que diriam se um ministro tivesse obtido vantagens usando o Ministério e, depois, pego em flagrante, devolvesse o dinheiro, pagasse uma multa e.. tudo bem?
E o pior é que a emissora ainda tira onda, dizendo que “quanto à publicação de documentos confidenciais, protegidos por sigilo legal, acreditamos que o assunto será apurado pelos órgãos competentes”.
Ou seja, espera que só haja problemas legais para quem denunciou a fraude fiscal.
São uns santinhos.
Então, vamos lá. Coloco aí embaixo o texto do livro “Afundação Roberto Marinho”, do Roméro Machado, ex-assessor de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, e controller da Fundação global.
Tem matéria aí para que os “órgãos competentes” apurem muito em matéria de crime fiscal.
Fernando Brito
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Charge online - Bessinha - # 1844

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Rede Globo envolvida no suborno a Teixeira e Havelange?

Coincidência: Globo e ISL tinham operações nas ilhas Virgens britânicas

A reportagem abaixo foi publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo em julho de 2012. O motivo de reproduzirmos agora é que alguns detalhes do texto chamam atenção. Jamil Chade, o autor, trata das investigações na Suiça que levaram ao afastamento da FIFA de João Havelange e Ricardo Teixeira. Menciona que uma emissora de TV — qual? — brasileira teve participação no pagamento de suborno aos cartolas. Eram as negociações pelos direitos das copas de 2002 e 2006. Foi justamente no período em que, segundo a Receita Federal, a TV Globo abriu uma empresa de fachada nas ilhas Virgens britânicas. Onde operava, também, a International Sports and Leisure (ISL), empresa de marketing que esteve no centro do escândalo que ainda abala o futebol internacional.
Fiquem com o texto de Jamil Chade, sugerido pelo Luis Carlos Gaspar, que viu trecho no blog do Paulinho

Justiça mostra suborno milionário

Ricardo Teixeira e João Havelange receberam, segundo a investigação suíça, mais de R$ 45 milhões para fechar acordos, desviando o dinheiro da Fifa
12 de julho de 2012 | 3h 04
João Havelange e Ricardo Teixeira receberam suborno no valor de pelo menos R$ 45 milhões, segundo a Justiça suíça. O escândalo do pagamento de propinas escancara 30 anos de um sistema de corrupção montado na Fifa. Os brasileiros cometeram “enriquecimento ilícito”, causaram prejuízo para a entidade e colocaram seus interesses pessoais acima dos interesses do futebol, diz a Justiça sobre o caso, que foi arquivado mas teve seus documentos divulgados ontem.
A ação promete ter amplas repercussões: Havelange pode deixar de ser presidente de honra da Fifa e as informações poderão ser usadas no Brasil para uma eventual ação contra Teixeira. A declaração dos advogados da entidade insinuando que sul-americanos são em geral corruptos também promete causar mal-estar entre a Fifa e o governo.
Documentos oficiais da Justiça suíça apontam para pagamento de comissões no valor de US$ 122,5 milhões (R$ 225 milhões) por parte da empresa de marketing ISL a cartolas pelo mundo. A Justiça também acusou a Fifa de “omissão” ao não conseguir controlar os subornos. Num dos pagamentos de US$ 1 milhão (R$ 2 milhões) a Havelange, o dinheiro foi erroneamente depositado numa conta da Fifa.
Como regra geral, segundo a Justiça, a propina teria sido paga a Teixeira e Havelange para que influenciassem a Fifa na decisão de quem ficaria com os direitos de transmissão das Copas de 2002 e 2006, incluindo o mercado brasileiro. Uma empresa transmissora com atuação no Brasil é citada como uma das envolvidas no suborno, ainda que seu nome esteja sendo mantido em sigilo. Para os suíços, o serviço dos dois foi “comprado” por empresas que queriam manter relações com a Fifa.
A publicação do documento ocorreu depois que o Tribunal Federal da Suíça entendeu que o assunto era de “interesse público”. O documento de 42 páginas mapeia um esquema de corrupção que tomou conta da Fifa. Tudo começou quando o Tribunal de Zug decidiu investigar a quebra da empresa de marketing da Fifa, a ISL. O que descobriu foi uma ampla rede de suborno.
Em 2010, porém, o caso envolvendo Teixeira e Havelange foi encerrado depois de um acordo entre os dois e o procurador suíço. Eles devolveram US$ 2,5 milhões (R$ 5 milhões) à Fifa.
O documento revela uma movimentação milionária na conta desses cartolas. Teixeira e Havelange receberam subornos num valor total de pelo menos 21,5 milhões de francos suíços (cerca de R$ 45 milhões) em contas em paraísos fiscais.
Os pagamentos ocorreram entre 1992 e 2004 e o tribunal havia decidido processar os brasileiros por “atos criminosos em detrimento da Fifa”. “Eles causaram prejuízos para a Fifa por seu comportamento e enriqueceram ilicitamente.”
Parte substancial da denúncia é dirigida a Havelange, acusado de não repassar pagamentos aos cofres da Fifa. Havelange é ainda acusado de “administração desleal”.
“Havelange usou ilegalmente ativos confiados a ele para seu próprio enriquecimento em várias ocasiões”, aponta o documento.
O cartola agiu para garantir o contrato de empresas para a transmissão da Copa de 2002 e recebeu propinas de uma empresa para garantir o contrato para a transmissão do Mundial no mercado brasileiro naquele ano.
Havelange, que já teve de abandonar o COI por conta do escândalo, “embolsava o dinheiro” e empresas o pagavam para usar sua influência como presidente da Fifa para garantir contratos.
Andorra
Teixeira também foi alvo das propinas, especialmente por conta do interesse de empresas de usar seus serviços. Segundo a Justiça, ele presidia a federação de futebol “mais poderosa” do mundo. Com um pagamento, a empresa conseguia dois objetivos: influência na Fifa e garantia de contratos no Brasil.
O pagamento ao ex-presidente da CBF ocorria por meio de uma empresa que ele teria estabelecido em Andorra, outro paraíso fiscal. Um intermediário era usado para transferir, em nome do brasileiro, o dinheiro para suas contas. O agente retirava os ativos em espécie e alimentava contas de Teixeira.
Antes da Copa de 2002, o Brasil fez uma parada em Andorra para jogar um amistoso contra a seleção local. Pessoas que faziam parte daquela comissão técnica confirmaram ao Estado que o jogo foi uma forma de Teixeira agradecer aos atravessadores locais pelo serviço de suposta lavagem de dinheiro. O uso de Andorra pelo ex-dirigente teria perdurado até 2004.
“Teixeira usou ilegalmente ativos confiados a ele para seu próprio enriquecimento em várias ocasiões”, apontou o documento, indicando como ele agia em nome da Fifa, mas acabava embolsando o dinheiro. Só entre 1992 e 1997, recebeu US$ 12,7 milhões (R$ 25,4 milhões). O dinheiro viria de comissões de acordos entre empresas e a Fifa, para o uso do nome da Copa do Mundo, assim como para “a transmissão da Copa de 2002 no Brasil”.
A investigação conduzida pelo procurador Thomas Hildbrand ainda evidenciou um esquema de corrupção que fazia parte da Fifa desde os anos 70, quando Havelange assumiu o poder.
Testemunhas contam que a ISL foi usada como verdadeiro caixa 2. Abriu contas em paraísos fiscais como Liechtenstein e Ilhas Virgens Britânicas para receber e pagar propinas.
O dinheiro vinha em grande parte de empresas de transmissão das imagens da Copa de 2002 e 2006. No caso do Brasil, o valor do contrato era de US$ 220 milhões. Outros contratos chegavam a US$ 750 milhões.
Segundo a defesa de Teixeira, nunca houve uma condenação e o acordo impediu até mesmo que o processo fosse adiante.
A defesa do ex-dirigente brasileiro também apontou que não houve nem mesmo confissão de culpa. Em Zug, o tribunal admitiu ao Estado que foram os advogados de Teixeira e de Havelange que bloquearam a publicação do documento por dois anos.
No Amoral Nato, o blogodita
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Plebiscito e o cinismo de Aécio Neves

Em 1997 Aécio Neves fez Projeto de Decreto para convocar plebiscito. Agora é contra

O PPS, também já pediu  apoio da OAB para proposta de plebiscito sobre reforma política
FHC e Aécio Neves afirmaram que proposta de plebiscito para reforma política sugerida por Dilma é absurda, digna de ‘regimes autoritários’. Mas, os dois já propuseram o mesmo que a presidente Dilma
A oposição do governo Dilma está batendo cabeça. Quando a presidente sugeriu plebiscito para decidir sobre Constituinte exclusiva o tucano  Fernando Henrique Cardoso  ganhou espaço generoso nas páginas de jornais  para criticar a  Dilma: “A proposta é  “própria de regimes autoritários”, afirmou o ex presidente.
Mas, Fernando Henrique Cardoso não pensava assim quando ele,  em  duas ocasiões durante seu mandado defendeu, em duas campanhas eleitorais, a realização de assembleias constituintes exclusivas. Em 1994, o tucano propôs o instrumento para promover uma revisão constitucional. "Seis meses são suficientes para esses trabalhos. Basta ter vontade política", disse, em junho daquele ano. Quatro anos depois, quando concorria à reeleição, o então presidente  FHC defendeu a proposta de constituinte restrita com o objetivo de acelerar a aprovação das reformas tributária, política e do Judiciário.
Outro tucano que esqueceu o que disse e escreveu  é o candidato á presidência Aécio Neves. No site da Câmara Federal é possível encontrar o PDC 580/1997, de autoria do então deputado federal Aécio Neves (PSDB/MG)  de  1997. O Projeto de Decreto Legislativo tinha como objetivo convocar plebiscito sobre assembleia nacional constituinte revisora a ser instalada em fevereiro de 1999. Na  época da gestão FHC, Aécio Neves  era uma das principais lideranças tucanas no legislativo e estava perfeitamente  sintonizado com o governo tucano   e  seus objetivos.
Agora,  quando a presidente Dilma  lançou a proposta de    plebiscito popular  para fazer a reforma política no país, o candidato à presidência Aécio Neves (PSDB),  com os  presidentes dos  partidos, Agripino Maia( DEM) e Roberto Freire( PPS), divulgaram nota na qual se declaram contra a proposta .Aécio Neves  afirmou que a proposta apresentada por Dilma, de se convocar um plebiscito para criar uma Constituinte exclusiva para tratar da reforma política, é uma medida "perigosa" e "desnecessária".
Roberto Freire, presidente do PPS,  talvez não lembrou quando assinou a nota. Mas em 2009 o  PPS pediu  apoio da OAB para proposta de plebiscito sobre reforma política. O projeto  foi entregue pelo deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE) ao presidente da época da OAB, Cezar Britto. O plebiscito deveria perguntar aos eleitores se o Congresso Nacional deve realizar uma reforma política ou não. Como se nota, parece que os três  presidentes dos partidos de oposição ao governo Dilma tem  problema de memória. Ou,  esqueceram o que eles mesmos fizeram a bem pouco tempo atrás.
O povo pediu nas ruas e a presidenta Dilma atendeu: quer consulta popular, o plebiscito     para reformar a política, já que no Congresso está travado há anos.
Dilma se aliou ao povo, em seus desejos de mudanças para desintoxicar a política de seus vícios.
A proposta de plebiscito para reforma política tem gerado divergências.
É importante que todos tomem conhecimento sobre o que Dilma pretende e  por que a oposição ao governo Dilma é contra. 
Veja a diferença entre plebiscito e referendo
No Amigos do Presidente Lula
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No espólio dos protestos, cinismo e hipocrisia

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O Gigante Acordou e É Muito Doido!

O gigante acordou e é esquizofrênico.
Olha aí o maluco acordando e já todo cagado.  kiakiakiá!
Esses dias tenho ouvido tanta bobagem, tanto samba maluco da boca de manifestantes que fico com a certeza absoluta que tá todo mundo muito chapado neste País.
Uma colega de trabalho me perguntou se eu era a favor do Plebiscito, enquanto eu respondia que sim ela disse:
─ "Ah, a você não adianta perguntar, você é direitista!"
Fiquei abismado olhando pra cara dela e imaginando que talvez eu estivesse diante de uma giganta,  dileta filha de uma bacanal entre PSOL, PSTU, PCO e mais algumas siglas temerárias à Direita.
Fui ao consultório da minha médica marcar uma consulta. A senhora que me atende, a secretária,  estava entusiasmadíssima com  a passeata que ela - idosa - havia participado pelo direito dos moradores do Jardim Botânico (a questão das casas que estão no perímetro do Jardim).
E ela orgulhosa me contou:
"Saímos em passeata até a porta da Globo, e lá ficamos gritando: "A Globo é comunista, quer implantar a Ditadura Comunista!"
Imaginem o sorriso amarelo e babão que escorria do canto da minha boca, a minha expressão patética tentando compreender o que era comunista para aquela senhora, e imaginando como seria se a Globo fosse realmente comunista! kiakiakiá!
E por último, mas não o derradeiro, na porta do Forum , no Centro da Cidade, um rapaz de sunga  verde e camiseta amarela,com uma bandeira nacional usada como capa de super herói, um chapéu  de Sérgio Mallandro e um megafone, montado numa bicicleta gritava pra dentro do Forum que o Sétimo Selo do Apocalipse eram as portas do Forum que tinham que ser rompidas para que  a Besta completasse a profecia. E gritava ao megafone em seu solitário protesto :
"Está solta  a última Besta do Apocalipse  que é a Corrupção! Viva Kafta!".
Kafta vale dizer é um prato árabe, creio que ele queria dizer Kafka, o escritor.
De lá pra cá tenho andado com dentes de alho nos bolsos, sal grosso e passo o dia em orações para evitar ver, ou ouvir,  tamanha loucura correndo o perigo de ser possuído eu mesmo por ela e gritar pelas ruas:
"Ou O Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil"
Epa!! Acho que já ouvi uns malucos há tempos atrás gritando isso!...
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Rússia banca estádios com dinheiro público para entregar obras de 2018

Copa das Confederações de 2017 terá apenas quatro cidades, contra seis da de 2013; governo russo irá garantir visto e transporte terrestre a torcedores estrangeiros com ingressos
Único estádio já pronto é de Kazam (foto); estádio do Spartak Moscou será o único privado Foto: EFE
Único estádio já pronto é de Kazam (foto); estádio do Spartak Moscou será o único privado
Foto: EFE
Bem diferente do que acontece no Brasil, o dinheiro público vem sendo usado livremente na Rússia para a construção de estádios, e vai ser a garantia de que todos vão ficar prontos em tempo. Essa foi a resposta do secretário executivo do Comitê Organizador da Copa do Mundo de 2018, Alexey Sorokin, quando foi perguntando sobre o financiamento dos 12 estádios que o país vai oferecer para a competição.
“Não dependemos do dinheiro privado, e por isso temos a garantia de que as coisas vão sair” afirmou, durante uma breve apresentação de suas principais cidades e estádios, em uma cerimônia no hall social do Estádio do Maracanã.
Até o momento, o orçamento previsto para o mundial é de US$ 21 bilhões, mas isso sem que sete estádios tenham nem sequer começado a ser construídos. Apenas um estádio é totalmente privado: o do Spartak de Moscou, e o que vai receber mais eventos importantes - a abertura, uma semifinal e a final.
O único estádio já está pronto é o de Kazam, onde começa a ser disputada a Universíade na semana que vem. E um está atrasado: o de São Petersburgo, que deveria ter ficado pronto no ano passado.
“Mas tivemos que mudar o projeto. O contrato acabou, teve que ser reprojetado de maneira importante. Mas até o próximo ano vai estar pronto”, garantiu Sorikin.
Na apresentação, o presidente do COL russo confirmou que apenas quatro cidades farão parte da Copa das Confederações em 2017: Moscou, São Petersburgo, Kazam e Socchi, bem diferente das seis brasileiras.
Alexey Sorikin afirmou ainda que a Lei da Copa já está sancionada pelo presidente e anunciou duas novidades para o torcedor que for ao Mundial: quem tiver ingresso comprado não vai precisar de visto de entrada para o país. Além disso, o governo vai garantir o transporte terrestre para as cidades com partida até 18 horas antes e 18 horas depois dos jogos.
Alexey Sorikin evitou fazer qualquer comentário sobre os protestos populares que tomaram conta do Brasil durante a Copa das Confederações. “As pessoas são livres para dizer o que quiserem, desde que não atrapalhem quem quer ver os jogos”, disse, afirmando que, em sua opinião, a torcida brasileira vem dando uma grande demonstração.
Sorikin foi questionado sobre os gastos de dinheiro público para a construção de estádios de futebol e se isso poderia gerar protestos. “Não tem motivo para isso, porque estamos gastando dinheiro em coisas que são importantes para a população. Estádios de futebol fazem parte da nossa cultura” afirmou. “Não é dinheiro que está sendo gasto com casas? Não. É para o esporte número um no nosso país”, afirmou, sem medo de polêmica.
Copa de 2018
No Terra
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Perguntas possíveis para um plebiscito

A) voce é a favor da alteração da Lei Federal nº 9.709/98 de modo a facilitar a convocação de Plebiscitos e Referendos, inclusive por iniciativa dos cidadãos, e a ampliar os mecanismos de democracia direta, inclusive por meio da Internet?
B) voce é a favor de que as empresas sejam proibidas de financiar partidos políticos e campanhas eleitorais?
C) voce é a favor de que o número mínimo de votos necessário para eleger um deputado federal seja o mesmo, em todos os estados do país?
D) Você é a favor de garantir que o voto dado a um candidato/partido não seja utilizado para eleger outro candidato/partido?
E) Você é a favor de proibir coligações partidárias feitas apenas para disputar eleições?
F) Voce é a favor de que metade dos parlamentos sejam compostos por mulheres?
G) Você é a favor da extinção do Senado a partir do fim do mandato dos atuais senadores?
H) Voce é a favor de um limite de duas reeleições para o mesmo cargo legislativo, em qualquer nível?
I) Você é a favor da convocação de uma Assembléia Nacional Constituinte, a ser eleita em 2014, com poderes exclusivos para a reforma do sistema político-eleitoral brasileiro?
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Abre-se no país um novo período político

 
As pesquisas continuam e demostram que a perda de popularidade dos governos é generalizada - federal, estaduais e municipais -, o que não consola, mas explica e comprova a exaustão do modelo político e da forma de fazer politica. É o que mais salta à vista nos levantamentos divulgados no sábado, no domingo e hoje pelo Datafolha.
Estiveram sempre certos, e estão, o PT e aqueles que nos últimos anos lutaram pela reforma política-eleitoral, pelo fim do dinheiro privado das empresas nas eleições, nas campanhas, pelo fim do voto uninominal, das coligações proporcionais, dos suplentes de senadores, pela cláusula de desempenho e pela fidelidade partidária - as duas últimas inviabilizadas pela maioria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF).
Da mesma forma, sempre estiveram certos ao lutar por uma distribuição do fundo partidário e do tempo de propaganda no rádio e TV, por sempre maior consulta e participação popular, e pelo recall dos eleitos.
Abre-se no país um novo período político
Não há como negar que ninguém se beneficiou pela queda do governo e da presidenta Dilma Rousseff nas pesquisas. Nem mesmo a ex-senadora Marina Silva (que funda o seu partido, Rede Sustentabilidade para concorrer à Presidência em 2014), já que nas pesquisas anterior o próprio Instituto Datafolha comprovava que retirando Marina da disputa Dilma era a principal beneficiada e vice-versa.
Abre-se, assim, no país um novo período político que exige disputa política e presença nas ruas, nas redes e na mídia. E ações de governo em resposta às demandas das ruas e dos diferentes setores que se manifestaram. As propostas apresentadas pela presidenta Dilma Rousseff devem ser apoiadas, mas é preciso mudar o governo, a comunicação e a relação com a sociedade como um todo, começando pelos movimentos sociais e entidades e pelo Congresso Nacional.
É necessário rever as prioridades e se concentrar nas obras que estão em execução. E avançar reforma tributária e na solução de questões vitais para os Estados e municípios, reformular os fundos de participação dos Estados e municípios (FPE e FPM), dos royalties do petróleo e minérios, na renegociação da dívida interna. Precisamos mudar alíquotas e forma de cobrança do ICMS e dos pagamentos de precatórios, para que possamos investir nos serviços públicos e na melhoria infraestrutura urbana, começando pelos transportes e saneamento.
A hora não comporta acovardar-se ou esconder-se
Por isso, insisto, cabe as lideranças do PT, seus governadores, senadores, deputados estaduais e federais, prefeitos e vereadores, seus dirigentes e militantes, ganhar nas ruas, sair em defesa do governo e disputar nas redes sociais e nos meios de comunicação. A hora não comporta se acovardar ou se esconder. Muito menos ceder ao populismo que expõe ao ridículo aqueles que semanas atrás defendiam o hoje renegado.
Vamos atender já as demandas das ruas, o que exige não transigir com nosso compromisso democrático e muito menos com o que construímos no últimos dez anos ou com nossa historia partidária e de luta. Nada de duas táticas.
ZéDirceu
No Justiceira de Esquerda
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