19 de jun de 2013

Latuff encontra infiltrados no Movimento Passe Livre

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Ação de Lula e Dilma baixou a passagem

http://mailmktcsv.campaignsender.com.br/messageimages/109313162553148795/136508075068520000/onibus.jpg 
É evidente que a decisão simultânea entre Estado e Prefeitura, em São Paulo e no Rio, de revogar o aumento das passagens dos transportes públicos resultou de uma coordenação – finalmente!- assumida pelo Governo Federal.
É isso o que já devia ter sido feito desde que ficou claro que o movimento pela redução do valor das passagens correspondia a uma necessidade da população, embora seus protagonistas fossem, na maioria, jovens de classe média.
É natural que os prefeitos façam um “chororô” com a perda de recursos que isso irá representar. Mas isso não imobilizará prefeitura alguma.
Primeiro porque o dinheiro não gasto nas passagens não ficará, com certeza, guardado. Será usado – e como faz falta! – nas despesas do dia a dia da população.
Segundo porque há uma maneira objetiva, direta, inquestionável de reduzir o custo operacional das empresas de ônibus, trem e metrô. É só os governadores zerarem o ICMS que cobram sobre combustíveis, pneus e outros insumos necessários ao funcionamento dos ônibus e, também, o ICMS da energia elétrica consumida pelos trens e pelo metrô.
Mesmo antes da eclosão dos movimentos o Governo Federal já havia dado a sua cota para que as passagens não subissem tanto, isentando da contribuição para o PIS/Cofins o preço dos bilhetes .
Equivale a perto de 8% do valor total.
Uma redução igual pode ser obtida se os governadores abrirem mão dos impostos estaduais, o que vou destrinchar num post, amanhã.
É justo que eles assumam, também, as suas responsabilidades, porque não adianta iludir a população atirando no colo do Governo Federal a crise provocada pelo reajuste.
Agora, atendida aquela que era a reivindicação, de fato, cara ao nosso povão. Vamos ver se os irresponsáveis e os provocadores terão ambiente para continuar agindo.
Fernando Brito
No Tijolaço
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Passe Livre não é utopia! É possível!


Muito tem se falado sobre confronto com polícia, sobre corrupção, sobre as manifestações não terem um objetivo claro...
MAS TEM!
AS MANIFESTAÇÕES SÃO PELO PASSE LIVRE!
Esse video mostra os MEUS arumentos para pedir o passe livre. Não a revogação dos aumentos só.... mas o PASSE LIVRE mesmo!
Não só porque é possível, mas porque a falta de priorização do transporte público é um dos grandes motivos para o meu custo de vida ser tão alto.
Obs: Eu não faço parte da organização do MPL e de nenhuma outra organização ou partido. Sou só um cidadão comum. E as opiniões expressas aqui são as MINHAS opiniões... não sei se são compatíveis com os argumentos do MPL ou coisa do tipo.
Obs2: Ah! E por favor... parem de cantar hino nos protestos. Nacionalismo me dá alergia. xD
Obs3: Não adianta sair na rua "contra a corrupção" ou "por mais educação". Tem que ter um objetivo concreto. Uma reivindicação pra ser atendida. Se não não se consegue nada. Então... que tal conseguirmos o passe livre/ou a redução das tarifas, e DEPOIS partimos pra próxima pauta? ;)
Fontes e links interessantes:
40bi de preju - estudo da FGV
Infográfico da Exame sobre esse preju
Dia sem carro em Bogotá
Censo da cidade de São Paulo
Transporte público gratúito pelo mundo
Será que o caminho para o Passe Livre não é natural?
;D
Eu:
www.facebook.com/willstreetjournal
www.twitter.com/__willy
willstreetjournal@gmail.com
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Nota do PT sobre o Transporte Público

As manifestações realizadas em todo o País comprovam os avanços democráticos conquistados pela população. São manifestações legítimas e as reivindicações e os métodos para expressá-las integram o sistema democrático.
É papel dos partidos, do Congresso e dos Governos em todos os níveis dialogar com estas aspirações.
As transformações promovidas no Brasil nos últimos 10 anos, pelos Governos Lula e Dilma - com a ascensão social de 40 milhões de pessoas, a redução das desigualdades sociais, a geração de mais de 20 milhões de empregados com carteira assinada, o ingresso de milhões de jovens nas universidades, a ampliação de oportunidades para todos, enfim o surgimento de um novo País - colocam na ordem do dia uma nova agenda.
Avançamos e podemos avançar ainda mais. Na área de mobilidade urbana, que agora catalisa manifestações em centenas de cidades, várias conquistas ocorreram em governos do PT, como o Bilhete Único, pelo Governo Marta em São Paulo, que resultou na redução de 30% no custo do sistema. Bilhete este que será agora ampliado pelo prefeito Fernando Haddad, com validade mensal e novos ganhos para os usuários que ainda serão beneficiados com a decisão da abertura de corredores e duplicação de importantes vias de acesso à periferia.
O Governo Dilma, que destinou R$ 33 bilhões para o PAC da Mobilidade Urbana, editou Medida Provisória que zerou as alíquotas de PIS/PASEP e Cofins incidentes sobre as empresas operadoras de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário e ferroviário de passageiros, possibilitando a redução das tarifas.
O PT saúda, pois, as manifestações da juventude e de outros setores sociais que ocupam as ruas em defesa de um transporte público de qualidade e barato.
Estamos certos de que o movimento saberá lidar com atos isolados de vandalismo e violência, de modo que não sirvam de pretexto para tentativas de criminalização por parte da direita. Nesse sentido, repudiamos a violência policial que marcou a repressão aos movimentos em várias praças do País, sobretudo em São Paulo, onde cenas de truculência, inclusive contra jornalistas no exercício da profissão, chocaram o País.
A presença de filiados do PT, com nossas cores e bandeiras neste e em todos os movimentos sociais, tem sido um fator positivo não só para o fortalecimento, mas, inclusive, para impedir que a mídia conservadora e a direita possam influenciar, com suas pautas, as manifestações legítimas.
A insatisfação de parcelas da juventude em relação às instituições e aos partidos políticos revela a necessidade de uma ampla reforma do sistema político e eleitoral em defesa do que vêm se batendo o PT e outras organizações da sociedade.
Do mesmo modo, as manifestações têm mobilizado sua inconformidade contra o tratamento dado pelo mídia conservadora aos movimentos, inclusive pelo fato de, num primeiro momento, ter criticado a passividade da polícia.
Diante das demandas por transporte de melhor qualidade e barato, o Diretório Nacional do PT recomenda aos nossos governos que encontrem uma resposta necessária, que, no curto prazo, reduza as tarifas de transporte e, num médio prazo, em conjunto com os governos estadual e federal e com ampla participação popular, discuta soluções para um novo financiamento público da mobilidade urbana.
A direção do PT conclama a militância a continuar presente e atuante nas manifestações lado a lado com outros partidos e movimentos do campo democrático e popular.
São Paulo, 19 de junho de 2013.
 
Rui Falcão Presidente Nacional do PT
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Calado é um poeta!

Pelé vai à TV pedir para que o povo esqueça das manifestações e apoie a Seleção

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Sabe quem quer curar gays?

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Protestar contra tudo é o mesmo que protestar contra nada

(Yasmin Brunet no protesto: frases de efeito vazias de conteúdo)
Não há, em minha opinião, nada mais assustador acontecendo hoje no Brasil do que o avanço dos fundamentalistas no Congresso Nacional. Aprovar projetos contra o direito de cidadãos de viverem plenamente sua orientação sexual, de usarem o próprio corpo da maneira que desejarem e de serem felizes ao lado do ser amado é o maior atentado à liberdade individual que pode existir. No entanto, na última quarta-feira 18 havia TRÊS manifestantes no plenário da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara protestando contra a aprovação do projeto da “cura gay”. Enquanto isso, do lado de fora, por todo o país, milhares de pessoas protestavam contra… Contra o quê mesmo?
Ao contrário do que alguns pensam, defender os direitos dos homossexuais não é pouca coisa. São brasileiros com direitos e deveres como todos nós. Mas, prestem atenção, não são só os homossexuais que os fundamentalistas ameaçam: no início do mês, a bancada evangélica conseguiu aprovar, na Comissão de Finanças e Tributação, o Estatuto do Nascituro, que prevê o pagamento de um salário mínimo às mulheres que optarem por não abortar em caso de estupro, projeto apelidado pelas feministas de “bolsa-estupro”. Se aprovado no plenário, o estatuto inviabilizaria outra conquista da sociedade brasileira, a pesquisa com as células-tronco embrionárias, liberadas pelo Supremo Tribunal Federal em 2011. Os fundamentalistas se articulam ainda contra as religiões de matriz africana.
Há mais de dez dias, a palavra “liberdade” está sendo usada a toda hora nas manifestações que sacodem o País a pretexto de exigir a diminuição das tarifas de ônibus e outras questões menos claras. Vi incontáveis faixas com “liberdade de expressão” nas passeatas. Mas não vi nenhuma falando em “liberdade de culto”, “estado laico” ou “respeito à diversidade”, que são o mesmo que liberdade, não tem diferença. Acho absolutamente decepcionante que, num momento como este, temas tão urgentes sejam esquecidos ou trocados por “inflação” e “corrupção”, para citar dois exemplos de itens genéricos bradados pelos manifestantes –ou pela mídia que tenta explicar as razões de eles estarem nas ruas.
Eu sinceramente pensei que, com tanta gente mobilizada, as pautas progressistas, tão necessárias e tão ameaçadas, fossem vir à tona: o estado laico, a questão indígena, o meio ambiente, os direitos dos cidadãos LGBTs. Que nada. O que vejo nas ruas é um festival de generalizações. Artistas divulgam nas redes sociais frases de efeito vazias: “Ou o Brasil muda ou o Brasil para”, “Ou para a roubalheira ou paramos o Brasil”. Essas palavras podem soar bonitas, mas não significam nada na prática. São apenas slogans escritos em uma cartolina por pessoas despolitizadas que não parecem genuinamente comprometidas com o País. “O gigante acordou” é trecho de propaganda de uísque. “Vem Para a Rua” é jingle de automóvel. Trechos do hino nacional ou de canções do Legião Urbana são poéticos porém inúteis.
(Isso daqui chega a ser burrice: só se “tira” políticos do 
Congresso – ou da presidência – pelo voto. Acordem!)
Excluíram as bandeiras dos partidos de esquerda do movimento para que ele fosse “apartidário”. Ok. Mas desde que elas saíram, o volume de pessoas nas ruas aumentou e as manifestações perderam em conteúdo. Vejo gente saltando diante das câmeras de TV que nem no carnaval e assisto a entrevistas onde os participantes não conseguem concatenar meia dúzia de ideias para justificar por que estão ali. Resumem-se a dizer que protestam “contra tudo”. Contra tudo o quê, cara-pálida? É mentira que o Brasil esteja totalmente ruim para que seja preciso protestar contra TUDO. É contra a Copa? Ótimo. Pelo menos é UMA razão. Quem protesta contra tudo, a meu ver, não está protestando contra coisa alguma. Afinal, o protesto é à vera ou é só para postar no Facebook?
Uma manifestação se distingue de uma turba pelas reivindicações e pelas causas que possui. Uma manifestação sem rumo e sem causa pode se transformar facilmente em terreno fértil para aproveitadores e arruaceiros, como vimos diante da prefeitura de São Paulo na terça-feira e, na noite anterior, diante do Palácio dos Bandeirantes. Sim, eles são minoria, mas uma minoria de gente perigosa que agora já parte para saques e destruição do patrimônio público e privado. Sou totalmente contra o uso da violência em manifestações. Numa democracia, é perfeitamente possível protestar sem partir para a ignorância.
Cabe à polícia investigar quem são estas pessoas e puni-las. Aliás, a Polícia Militar brasileira tem sido um caso à parte nos protestos das últimas semanas: como é possível que os policiais sejam capazes de bater em manifestantes inocentes e cruzar os braços diante de vândalos? Será que a PM não sabe decidir quando é ou não necessário intervir duramente? Não conseguem distinguir manifestantes de arruaceiros? Que tipo de treinamento recebem, então? Isso também é feito com dinheiro do contribuinte, sabem?
(Veja no vídeo abaixo os vândalos agindo em Belo Horizonte sem que a PM de Minas Gerais mova um só dedo para impedi-los)
Sou e sempre serei a favor do povo nas ruas, batalhando por seus direitos, protestando e exigindo um futuro melhor. Isso é exercitar a cidadania. Mas eu aprendi que manifestações têm pautas. Qual é exatamente a pauta destes protestos? Se for pela tarifa, o pessoal do Movimento Passe Livre deve se sentar para negociar com o prefeito Fernando Haddad, que, a meu ver, errou em não fazer isto desde a primeira hora. Se for por algo mais além da tarifa, como sentimos, os manifestantes precisam encontrar um caminho, apresentar queixas concretas, reivindicações factíveis. Vivemos em um país democrático, não há governo tirano para derrubar. Se isso que estamos vivendo é uma “primavera”, é primavera do quê?
No Socialista Morena
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Filho de empresário da área de transportes atacou prefeitura de SP

Manifestante identificado como Tiago usa grade para quebrar os vidros da prefeitura; polícia está em busca do jovem
Manifestante Pierre Ramon usa grade para quebrar os vidros da prefeitura
Joel Silva/Folhapress 
A Polícia Civil prendeu o jovem identificado como Pierre Ramon Alves de Oliveira, 20, que aparece em imagens como um dos integrantes do grupo que destruiu a entrada da Prefeitura de São Paulo durante os protestos contra o aumenta da tarifa na terça-feira (18).
O rapaz é estudante de arquitetura de uma universidade privada e filho de um empresário da área de transportes. A polícia diz que ele não é ligado a nenhum partido político nem ao Movimento Passe Livre e não tem antecedentes criminais.
No Facebook, o jovem diz ser adepto de artes marciais, como Muay Thai e Jiu-Jitsu, das quais ele compartilha páginas oficiais. Fotos na rede social mostram o rapaz abraçado com amigos, pouco antes dos atos de vandalismo na prefeitura.
Por volta das 17h desta quarta-feira, o jovem prestava depoimento no Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado). A polícia confirmou que era ele após ouvir testemunhas e confrontar a foto dele com as que constam na página dele em redes sociais.
Após o depoimento do jovem, a polícia deve pedir a prisão temporária dele por dano a patrimônio público e formação de quadrilha. 
"O menino é trabalhador. Ajuda o pai em uma empresa familiar. É universitário, não se trata de um criminoso", disse um investigador. O rapaz, que não tem passagem pela polícia, está acompanhado de um advogado. 
Vestido com uma camisa branca, ele usava uma máscara que protege dos efeitos de gás lacrimogêneo no momento do protesto. Porém, ele abaixou a máscara várias vezes, mostrando o rosto. Ramon não foi, porém, o primeiro a atacar a prefeitura. Vários jovens começaram a atirar pedras ao mesmo tempo. Ramon usou uma barreira metálica para quebrar vidros da entrada.
O protesto de ontem começou de forma pacífica na praça da Sé, mas um grupo mais exaltado atravessou a grades que faziam o isolamento na frente da prefeitura e atiraram objetos contra os guadas-civis que faziam um cordão na frente do prédio. Ao menos dois guardas ficaram feridos.
Houve ainda pichações ao prédio da prefeitura e bandeiras hasteadas na frente do prédio foram arrancadas. Mais tarde, um grupo de pessoas ainda depredou e saqueou lojas da região central. Até a madrugada, ao menos, 63 pessoas tinham sido detidas.
No fAlha
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Cassada a liminar do 'estado de sítio' em Minas Gerais

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O pior Ministro da Justiça da história

O Ministério da Justiça sempre foi peça chave em qualquer governo, da ditadura à democracia. O Ministro é o representante direto da Presidência na interlocução com outras instituições, no campo político, com o Judiciário, com os governos estaduais, com movimentos sociais, especialmente em temas que envolvam a ordem pública, além da coordenação das políticas de segurança e das ações contra o crime organizado.
Até onde a vista alcança, não me lembro de um Ministro da Justiça tão inócuo, tão inerte quanto José Eduardo Cardozo. O Ministério não existe no dia-a-dia. Não se sabe mais das ações de integração com as Secretarias de Segurança, das políticas de segurança, de sua atuação junto à Polícia Federal e ao Sisbin (Sistema Brasileiro de Inteligência), de sua mediação nos conflitos, seja na questão indígena ou nas manifestações populares.
Os argumentos que invoca para sua não-ação são dignos do pensamento burocrático mais medíocre.
No caso dos conflitos em Mato Grosso do Sul, que resultaram na morte de um indígena - e em repercussão internacional contra o Brasil - sua alegação é que uma juiza substituta editou uma liminar em um final de semana ordenando a desocupação da terra. E ao Ministro da Justiça só restaria cumprir a lei.
É argumento vergonhoso. Nenhum Ministro da Justiça minimamente responsável interviria em um conflito sem analisar todas as consequências. Há inúmeras maneiras de se cumprir uma decisão judicial. Nenhuma colocaria a segurança das pessoas em segundo plano.
No caso das pirâmides pela Internet, outra demonstração cabal de inoperância. Ele sabe, foi alertado por advogados amigos, que um golpe nacional contra o consumidor deve ser combatido pela União como agente de articulação de todos os estados - não por cada estado individualmente.
Mas tirou completamente o corpo. O Ministério foi incapaz até de derrubar uma liminar de um juiz de Primeira Instância proibindo a Fazenda de divulgar relatório da Secretaria Especial de Acompanhamento Econômico (SEAE), considerando a TelexFree uma pirâmide.
Seu argumento para não entrar na dividida foi a de que o tema está sendo tratado por Ministérios Públicos Estaduais.
No caso das passeatas do Movimento Passe Livre, foi incapaz de antecipar os movimentos das ruas e montar ações de aproximação que dessem conta da ansiedade da rapaziada. Dias depois da eclosão das manifestações, ele, que se diz defensor das causas sociais, aparece oferecendo análises da Polícia Federal - uma piada! - ou a presença da Força Nacional.
Dias atrás, o MJ atendeu a um pedido de outro advogado célebre, que se fez no campo dos direitos humanos, para revogar lei que proibia a venda de empresas de segurança para grupos estrangeiros. Tudo sem a menor transparência.
O álibi para a não-ação
Quando se conversa com contemporâneos de José Eduardo, fica-se sabendo que foi um estudioso brilhante do direito, um aluno que se destacou dentre os colegas de turma pelo conhecimento e afinco pelo estudo.
O que leva uma pessoa presumivelmente brilhante e com biografia a proceder dessa maneira?
Para alguns amigos, é questão de falta de aptidão para o comando. De fato, a história recente está prenhe de pessoas respeitadas intelectualmente e que, em funções de comando, fracassaram redondamente.
O álibi recorrente dele é que a centralização imposta por Dilma Rousseff ao governo o impediria de ter qualquer proatividade. É desculpa de quem não tem a menor intenção de fazer nada. Se tivesse, ou abriria seu espaço ou pediria demissão. Na verdade, ele se vale do fato de Dilma só ter foco de atenção para o PAC e obras de infraestrutura, para nada fazer, por nada lhe ser cobrado.
Ter uma posição política defensável em relação aos conflitos não é questão de comando: é questão de convicção e de senso de oportunidade política. Mas nem nesse campo, Cardozo tem demonstrado a menor iniciativa.
Fala-se, agora, que seria um candidatável ao governo de São Paulo. Seria a pá de cal em qualquer pretensão de renovação administrativa no estado.
Luis Nassif
No Advivo
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Eduardo Paes anuncia redução da tarifa dos ônibus para R$ 2,75

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, anunciou em coletiva na tarde desta quarta-feira que reduzirá o preço das passagens de ônibus no Rio de R$ 2,95 para R$ 2,75.
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Alckmin e Haddad decidem voltar tarifa de ônibus e metrô para R$ 3

 
Após negociação entre os governos municipal e estadual, a tarifa de ônibus e metrô de São Paulo voltará a custar R$ 3. O anúncio está sendo feito agora pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e pelo prefeito Fernando Haddad (PT).
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O homem que quebrou a prefeitura de São Paulo

homemdebranco

Mistério: O boato do homem que quebrou a prefeitura de São Paulo, não rasgou os votos e não posou pelado!

Essa história a seguir é tão maluca que se você não piscar perde o fio da meada. Então puxe a cadeira, e veja que maluquice. É a história do rapaz que quebrou a prefeitura de São Paulo, que tem vários nomes, que foi confundido com o cara que rasgou os votos do Carnaval, que por sua vez foi confundido com um modelo da G Magazine, que por sua vez não tem nada a ver com nada:

No dia 18 de junho, São Paulo foi às ruas de novo protestar. Dessa vez na Praça Sé.

O que começou como um protesto pacífico, não terminou tão bem como na segunda-feira.

Foto: www.facebook.com/midianinja

E no meio de muita quebradeira, um rosto coberto por uma máscara se tornou o vilão da noite.

Um cara que incansavelmente avançou sobre o portão da prefeitura de São Paulo e destruiu vidraças, o que não representa a ideologia das manifestações.

O grupo Black Bloc RJ supostamente identificou o sujeito como Tiago Ciro Tadeu Faria.

O mesmo cidadão que subiu no palco durante a apuração do Carnaval 2012 em SP e rasgou os votos, e foi preso!

Mas após pagar fiança foi solto.

E que logo em seguida foi confundido com outro Thiago Faria, um modelo/gogo boy que já tinha posado nu para a G Magazine que se parecia com ele.

O que causou um tumulto na vida de quem realmente posou nu e não rasgou nem quebrou nada,

que teve que se explicar publicamente depois que começaram a perseguí-lo, pois além de terem o nome quase igual, ainda se pareciam.

Mas nenhum dos dois é o cara que quebrou a prefeitura. O que quebrou também está sendo identificado como Tiago pela Folha de São Paulo:

Mas tem gente que diz que o vândalo misterioso se chama Pierre Ramon! E que apagou o FEICE (e qualquer traço que leve a seu paradeiro) depois da confusão:

Eu sinceramente vejo duas pessoas diferentes! Mas deve ser o ângulo.

Mas o da direita realmente estava com uma máscara de gás, estava de branco e postou uma foto no Instagram trocando o Candy Crush Saga pela manifestação:

Mas agora estão indo atrás do Tiago Faria 2, o que rasgou os votos, e que não foi o que quebrou nada, mas teve todos os seus dados pessoais publicados na web. Até o nome da MÃE! Coitada :(

Descobriam que tem uma moto como a da foto,

E mora AQUI, (que obviamente não vamos dizer onde é)

e tem 1 telefone Claro.

E agora eles estão por aí em algum lugar de SP, o Tiago que posou pelado, o Tiago que rasgou os votos e o Tiago/Pierre Ramon que quebrou a prefeitura, e que foi procurado em casa mas dizem que está desaparecido. Será que ele irá ser visto em algum protesto? Será que estão indo atrás dele? O que aconteceu?

A INTERNET trabalha rápido e deve acabar achando ele também.

Pelo menos o outro Thiago Faria vai respirar pelado aliviado!

Voltemos à programação normal do dia.

No Melhor que bacon
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Nota da Bancada do PT na Câmara dos Deputados

O povo como sujeito da história

A Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara saúda as manifestações populares que têm ocorrido nas ruas de diferentes cidades brasileiras. Como lembrou a presidenta Dilma Rousseff, o Brasil acordou nesta terça-feira mais forte com as manifestações realizadas por todo o País, comprovando a energia da nossa democracia, a força das vozes da rua e o civismo da nossa população. A bandeira por um país mais justo e melhor, levantada por milhares de jovens, coincide com o que o PT defende e tem motivado nossas lutas na condução do Brasil.
As manifestações são legítimas e as reivindicações e os métodos para expressá-las fazem parte do sistema democrático. Compete às instituições do estado democrático de direito dialogar com esse sentimento. Os milhares de manifestantes deram um recado claro aos governantes de todas as instâncias e aos três poderes da República. Trata-se da expressão do desejo de influir nas decisões de todos os governos, do Legislativo e do Judiciário.
A elevação de 40 milhões de pessoas à classe média é um exemplo emblemático de como o País mudou. Surgiu, consequentemente, uma nova agenda, demandando mais inclusão, mais distribuição de renda, acesso a mais e melhores empregos, a bens e serviços e melhorias na qualidade de vida com base num modelo ambientalmente sustentável. Surgem, portanto, novos desafios para os governantes de todos os níveis.
A Bancada do PT e nosso governo estão em plena sintonia com as reivindicações expressas nas ruas, pois elas são produto de uma sociedade em transformação e em busca de novas conquistas e que consolidem o Brasil como um dos países mais democráticos do planeta. Avançamos e podemos avançar ainda mais. A agenda do desenvolvimento do Brasil, depois de décadas, foi finalmente desinterditada.
A Bancada do PT recorda que várias conquistas na área de transportes públicos, por exemplo, aconteceram em governos petistas, como a implementação do Bilhete Único em São Paulo, em 2004, que proporcionou uma redução de custos de 30% para o usuário do sistema. O governo Dilma acaba de editar a Medida Provisória nº 617/13 que zera as alíquotas da Contribuição para o PIS/PSEP e da Cofins incidentes sobre a receita decorrente da prestação de serviços regulares de transporte coletivo municipal rodoviário, metroviário e ferroviário de passageiro, o que permitirá reduzir o preço das passagens.
Defendemos 100% dos royalties do petróleo para a educação e uma ampla reforma política que amplie os canais de expressão e participação popular, incluindo financiamento público exclusivo das campanhas eleitorais. Na questão da saúde, é necessário avançar em termos de recursos e na eficiência, incluindo enfrentamento aos grupos privados que buscam enfraquecer o modelo público do SUS.
A democracia representativa torna-se mais forte com a incorporação da mobilização popular, das vozes do povo e das manifestações expressadas por pessoas de diferentes orientações políticas e ideológicas. O uso das redes sociais nos debates políticos e na mobilização confere importância a um tema essencial de nossa pauta, que é a democratização dos meios de comunicação, e enfraquece o monopólio dos grupos midiáticos empresariais que sempre estiveram interpretando os fatos de acordo com suas conveniências.
O povo na rua é nossa história. Lá é o espaço que revigora nossa democracia e proporciona o espaço de participação direta do cidadão na política. Ouvir as vozes das ruas é dever de todos os Poderes, para mudar práticas e aprofundar o processo de transformações em busca de uma sociedade moderna, justa, democrática e com igualdade de oportunidades para todos.
Brasília, 18 de junho de 2013
José Guimarães ─ (PT-CE) ─ Líder da Bancada na Câmara
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Mídia golpista prepara o bote!

As manchetes dos dois jornalões paulistas nesta quarta-feira (19) sinalizam uma nova flexão dos barões da mídia, famosos pelo seu histórico golpista. Folha: “Ato em SP tem ataque à prefeitura, saque e vandalismo; PM tarda a agir”. Estadão: “Manifestantes tentam invadir Prefeitura; SP tem noite de caos”. Na prática, eles exigem o retorno dos soldados da tropa de choque às ruas, com suas balas de borracha, bombas de gás e a costumeira truculência. Parecem querer um ou vários cadáveres para exigir algo mais!
Há duas semanas, no início dos protestos liderados pelo Movimento Passe Livre (MPL), a velha imprensa fez o discurso da Velha República. Ela tratou as mobilizações sociais como “caso de polícia” e rotulou os jovens manifestantes de vândalos e terroristas. Na fatídica quinta-feira (13), os editoriais da Folha e do Estadão exigiram sangue da PM. O governo tucano Geraldo Alckmin atendeu às ordens midiáticas e a polícia esbanjou violência, em cenas que relembraram as caçadas nas ruas da época da ditadura militar.
A reação da sociedade foi imediata. A truculência policial serviu de estopim para manifestações de repúdio em todo o país. A mídia e a repressão foram derrotadas. Alckmin foi obrigado a recuar, “liberando o vinagre” e retirando a tropa de choque das ruas. Os protestos cresceram e tornaram-se ainda mais difusos – e confusos. Os jornalões e as tevês, que antes babavam ódio contra os manifestantes, mudaram o tom da cobertura. Viram uma oportunidade de instrumentalizar o movimento e passaram a apoiá-lo.
Agora, porém, os barões da mídia – sempre tão versáteis nas suas manobras táticas – fazem nova flexão. Exigem a volta da repressão. Tentam vender a imagem de que o país caminha para o “caos” e que a “PM tarda a agir”. Responsabilizam Haddad e Dilma pela situação e voltam a acionar Geraldo Alckmin. Cabe às forças políticas mais consequentes a mesma agilidade tática para evitar que um movimento legítimo vire massa de manobra dos golpistas. O momento exige respostas rápidas – principalmente do prefeito Fernando Haddad – e muita lucidez dos setores que não querem uma volta ao passado tenebroso!
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Fiat incentiva manifestações?

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Porque Aécio não conta a verdade sobre as tarifas de ônibus

Senador critica mas não informa que comanda o lobby nacional das tarifas das empresas de ônibus municipal, intermunicipal e interestadual
O Senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, utilizou uma rede social para afirmar: “São brasileiros de diversas partes do país se mobilizando, entre outras questões, contra o aumento de passagens, contra a baixa qualidade dos serviços públicos, de transporte”.
Evidente que é precisa e louvável a análise de Aécio esquecendo-se apenas de informar que sua carreira política sempre foi financiada pelos concessionários de ônibus, patrimônio herdado de seu pai (dep. Aécio Cunha - nota deste blog) que igualmente foi desde a década de 60, defensor dos interesses dos concessionários de ônibus.
No congresso nacional Aécio sempre defendeu os interesses das empresas de ônibus mantendo paralisado quando presidente da Câmara dos Deputados todos os projetos que visavam modernizar e moralizar o setor. Sendo inclusive sua a iniciativa para prorrogação sem licitação das concessões de linhas interestaduais e internacionais.
Foram durante os oito anos que Aécio governou Minas e os três de seu sucessor Anastasia que os concessionários de transporte de passageiros metropolitanos e interestadual conseguiram as maiores tarifas de sua história sem que fosse feito qualquer investimento que a justificasse. A frota da região metropolitana de BH está ai para atestar tal descaso.
O senador também não informou que por sua orientação as linhas metropolitanas e intermunicipais permanecem entregues a seis famílias através de uma simulada e fraudada licitação que já poderia ter sido anulada pelo MP se o processo não estivesse dormindo no TJMG, assim como o sindicato dos concessionários ganhou o direito de explorar e operar a bilhetagem eletrônica da RMBH sem que igualmente qualquer certame licitatório ocorresse.
Com certeza apostando no esquecimento da população esconde que seu financiador e vice-governador em 2002 foi Clesio Andrade, concessionário de ônibus, hoje senador e presidente da CNT Confederação Nacional do Transporte, envolvido nos maiores escândalos de corrupção do País.
A participação do senador Aécio Neves na defesa dos concessionários de ônibus é tão grande que na aliança celebrada entre o PSDB e PSB para eleger Marcio Lacerda ficou reservado para seu grupo a gestão da BHtrans, empresa municipal que sabidamente defende e representa os interesses dos concessionários de ônibus da capital mineira.
Quem fixa a tarifa, regulamenta e fiscaliza a qualidade do transporte de passageiros em Minas Gerais e o DER-MG autarquia do governo de Minas e na capital mineira o BHtrans, ambos administrados por integrantes do PSDB, escolhidos a dedo por Aécio Neves.
Se o senador quer contribuir para melhoria da qualidade assim como uma menor tarifa porque seu prefeito Marcio Lacerda e seu governador Antonio Anastasia não fazem o que o prefeito de São Paulo Fernando Haddad fez;
"Abrir a caixa preta da planilha que calcula a tarifa do transporte de passageiros. Haddad lembrou que, no custo da tarifa paulistana, o empresário entra com 10%, o poder público com 20% e o passageiro com 70%".
E agora Senador?
Documento que fundamenta a matéria:
Comentários do Aécio Neves no Facebook
No Novo Jornal
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Empoderados e desiludidos

http://wallysou.com/wp-content/uploads/2010/11/sem-sa%C3%ADda.jpg
Os milhares de manifestantes 
que marcharam ontem nas 
ruas de grandes metrópoles e 
hoje geram imenso tráfego de 
dados nas redes sociais não 
darão em lugar nenhum. 
Chegaram a um beco sem 
saída
Na contramão das análises apressadas e romantizadas, posso afirmar sem sombra de dúvidas que os milhares de manifestantes que marcharam ontem nas ruas de grandes metrópoles e hoje geram imenso tráfego de dados nas redes sociais não darão em lugar nenhum. Chegaram a um beco sem saída.
Não derrubarão governo algum, não indicarão um novo caminho, nem significam, em si, nenhuma mudança substancial no tecido político visível. Ao contrário do que pensa a ultra-esquerda retórica, os ventos da revolução proletária não sopram ao som do mar e à luz do céu profundo na pátria amada Brasil.
Toda a barulheira feita nas redes sociais que parecem contagiar a todos não chega nos grotões desse país melhor que surgiu a partir de 2003 e que está infenso a impressões de segunda mão, que indicam um país pior onde a realidade revela a melhoria dos indicadores sociais a começar pela renda e pelo trabalho.
A marcha dos empoderados pelos acertos de 10 anos de governo democrático e popular no Brasil encontrará o vazio depois da curva e refluirá como refluíram todos os movimentos recentes de igual ou maior magnitude em todo o mundo ocorridos onde as instituições eram sólidas, a democracia era estável e o governo não era totalitário, como é o caso do Brasil.
Nos Estados Unidos, mobilização similar um ano antes das eleições gerou análises apressadas que davam Obama como o virtual perdedor em seu intento de permanecer na Casa Branca. E isso não aconteceu. Porque uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.
O descaminho dessa multidão que parece caminhar para algum lugar e ruma para lugar algum tem a ver com a lógica interna desse tipo de movimento, baseada em pautas difusas, contraditórias até, e na ausência de direção política e organicidade, únicas formas de tornar uma mobilização constante ao ponto de produzir o efeito “água mole, pedra dura, tanto bate até que fura”.
Foram anos e anos de mobilização e enfrentamentos comandados pelo Conselho Nacional Africano que levaram ao fim da Apartheid. Foram anos e anos de mobilização e enfrentamento, inclusive armado, que enfraqueceram a ditadura no Brasil, no Chile e na Argentina.
Não é isso que está acontecendo aqui. Movidos mecanicamente por um sentimento de rebeldia sem causa definida, esses movimentos que começaram com demanda econômica (redução da tarifa do transporte urbano em São Paulo) e não evoluíram para uma pauta qualificada, têm sua origem profunda no desencanto, na desilusão política e na falta de perspectiva que contaminam a juventude nos dias atuais, imersa no poder aparente das redes sociais e na falta de espaço político nos partidos tradicionais.
Essa juventude está contaminada pelo discurso plantado de modo sistemático e recorrente pela Rede Globo, segundo o qual, vivemos no pior país do mundo, mal administrado, precário, aquele onde a corrupção sobrevive, já tendo sido exterminada em todas as outras paragens do planeta.
A percepção desfocada, gerada por uma leitura distorcida dos fatos, leva a uma ausência de pauta efetiva e unitária e este não é um fator menor na análise do cenário presente.
Afinal, todas as revoluções se fizeram em torno de uma consigna, de uma palavra de ordem que indicava ruptura; seja do status quo, seja fomentando a independência de uma colônia, pela distribuição de riqueza material e imaterial para os desvalidos, pela democracia política para os oprimidos ou mesmo pela autoafirmação nacional para nações submetidas aos ditames de outras nações.
Alguns analistas da hora comemoram o fato de que nenhuma legenda partidária conseguiu capitalizar a seu favor os protestos. Mas esse é justamente o primeiro sintoma de que esse movimento espontâneo não se tornará orgânico e, portanto, perene. Sem direção política, dispersará do mesmo modo que surgiu se a polícia - que no dia 17/06 no Rio foi submetida ao seu maior teste de paciência - não criar um mártir para a multidão chamar de seu.
A ideia tola de que seria Dilma Rousseff (PT) quem estaria na berlinda desses movimentos e que os beneficiários primeiros dessa onda de rebeldia seriam Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (ex-PV) e Eduardo Campos (PSB), carece de comprovação factual. A vaia que Dilma tomou em estádio de futebol apenas serve para provar uma antiga tese que defendo: políticos não devem comparecer a eventos esportivos, onde a ingestão de bebida alcoólica antecede as partidas e entorpece a razão.
Como carece de comprovação também que a pré-candidata à Presidência Marina Silva, que está organizando um partido estranhamente chamado de “Rede”, seria aquela cujo discurso mais se identifica com os manifestantes. Todos e nenhum dos discursos flertam com manifestantes, já que estes lutam contra o aborto e a favor do aborto simultaneamente.
A imprensa destaca como bandeira principal das mobilizações a luta “por um mundo melhor”. Mas isso não é uma pauta, mas sim uma evasiva ou, quando muito, verso de uma canção ruim. A rigor, todos querem um mundo melhor. Mas o mundo melhor dos nazistas não era o mundo melhor dos judeus. A perspectiva muda tudo.
Movimentos horizontais e espontâneos tendem a rejeitar lideranças tradicionais, mas são, também, incapazes de criar novos interlocutores e tendem a refluir ao limbo, como aconteceu com Occupy Wall Street, que depois de contagiar os Estados Unidos e o mundo refluiu para se tornar mais um objeto de estudo acadêmico.
Há, portanto, tendência nada desprezível de os protestos ficarem órfãos de pai e mãe ou, na pior das hipóteses, de serem adotados pela direita, já que movimentos como estes tendem mais para a retórica conservadora do que para a ruptura revolucionária Golpes militares como o Brasil de 1964 no e de 1973 no Chile começaram com mobilizações de massas fomentadas pela CIA, calcadas em sentimentos reais de largos estratos sociais.
Também vale lembrar que, em 1988, vencida a ditadura, um difuso sentimento de insatisfação, similar ao atual, se espalhou pelo Brasil. As pessoas pareciam insatisfeitas com tudo, ainda mais com a hiperinflação – que agora não existe embora a mídia insista em reconstruí-la.
Naquele cenário cinzento emergiu um político nordestino desconhecido, jovem, de boa aparência, cuja proposta principal era combater a corrupção e os marajás. O simulacro Fernando Collor de Mello venceu a corrida ao Palácio do Planalto em 1989 com amplo apoio das ruas. Caiu em 1992 da mesma forma, fruto de descalabros e desmandos.
A desilusão é e sempre será má conselheira.
Chico Cavalcante
No 247
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O Dilema dos Williams

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As Organizações Globo, como se sabe, agora apoiam as manifestações do Movimento Passe Livre e as outras que se seguiram para protestar contra a inflação, a corrupção, a carestia, o aborto, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo, o amor entre iguais, o casamento gay, a caça as baleias, a mini saia, os médicos cubanos, o pastor Feliciano e o terrível hábito de certos elementos de peidar sob as cobertas.
Ocorre que como esse apoio foi tardio e, pior, inaugurado com um mea culpa patético de Arnaldo Jabor, o Bufão do Jardim Botânico, pouca gente se convenceu ainda da repentina paixão dos Willians (Bonner e Waak) pelas massas.
Assim, tornou-se praticamente impossível aos repórteres da Globo comparecer aos protestos sem serem hostilizados pelos manifestantes. Até a tentativa de tirar os cubos com a identificação da emissora dos microfones se mostrou inútil. Sempre aparece um estraga-prazeres para gritar: "É da Globo!".
O jeito foi inaugurar uma ampla e ostensiva cobertura aérea, na qual apreensivos repórteres metidos em voos noturnos de helicóptero ficam, lá do céu, apontando o inferno na terra.
Engraçado é notar, ainda, que o apoio às manifestações acabou mudando o léxico das narrações. Antes, quando a linha editorial era, digamos, jaboriana, todos eram vândalos e desocupados. Agora que os protestos incluem as bandeiras do mensalão e da hiperinflação imaginária, quando localizam, lá do alto, os baderneiros quebrando vidraças e incendiando carros, os repórteres da Globo se referem a eles como "manifestantes mais violentos".
E a câmara volta para o rosto visivelmente contrafeito de William Bonner.
A própria imagem da nação ultrajada.
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Charge online - Bessinha - # 1822


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Um pouco além dos protestos

Os protestos pegaram o mundo político de calças curtas.
Comecemos pela oposição.
Depois de passar a última década procurando convencer a população a sair às ruas com base num moralismo falso e seletivo, a oposição reagiu de acordo com o reflexo condicionado do conservadorismo brasileiro.
Sua primeira atitude foi clássica: dar porrada nos protestos e na mobilização popular. Tratou todo mundo como baderneiro e aplaudiu balas de borracha. No momento mais difícil, vangloriou-se do que fazia.
Ao perceber que os “vândalos”  e “baderneiros”  poderiam ter uma função útil caso fossem instrumentalizados para combater o governo Dilma, a oposição procura promover uma transmutação política.
Quer entrar no vácuo da luta contra os 0,20 centavos e encontrar novos aliados em sua guerra eleitoral para 2014.
É por isso que muitos observadores e comentaristas insistem em dizer que a luta envolve bandeiras maiores e mais amplas. Receosos de entrar num terreno perigoso, o das reivindicações populares, a tática é criar um guarda-chuva ideológico.
Tenta-se diluir um compromisso que interessa à maioria da população, para criar um atalho para 2014.
Vamos combinar.
Para quem perdeu três eleições presidenciais desde 2002 e arranca os cabelos diante das pesquisas eleitorais disponíveis para 2014, até uma insólita aproximação com o anarquismo e práticas autonomistas se tornou uma esperança.
E se pelo menos uma fatia dessa juventude resolver engrossar o bloco de oposição no ano que vem?
É este o exercício que o conservadorismo brasileiro decidiu experimentar.
Resta saber se será bem-sucedido neste canto de sereia – ou não.
Em vez de seguir o tratamento de “vândalos” pré-criminosos, eles foram repaginados, tomaram um banho de butique ideológica e agora são apresentados com bons moços,  herdeiros das melhores lutas políticas de um país onde, mais uma vez, se diz que “tudo” precisa mudar.
(Na real, este “tudo” consiste em revogar as principais conquistas sociais instituídas de 2003 para cá e dar um jeito de tirar essa discussão sobre tarifa de ônibus da frente...)
Mas a mobilização também pegou o PT e seus aliados no contrapé.
Os protestos revelaram a distancia entre um partido que tem um histórico na melhoria do transporte público, a começar pela criação do Bilhete Único, e os militantes independentes que há anos se dedicam a esse combate, preferindo seguir uma direção própria, com métodos próprios de organização e reivindicação.
Há anos que o MPL denuncia o preço das passagens nas principais capitais do país. A história lhe deu razão.
Centro das manifestações em função de um aumento de 0,20 centavos, a prefeitura de São Paulo perdeu uma ótima oportunidade para negociar.
Durante três dias, Fernando Haddad fez companhia a Geraldo Alckmin, o governador que tem imposto um ambiente de Estado Policial a São Paulo toda vez que é colocado diante de mobilizações de caráter político.
Não vamos esquecer. Neste período foram feitas dezenas de prisões arbitrárias e vários militantes foram enquadrados em crimes absurdos e inaceitáveis para quem exerce o direito legítimo de defender seus direitos – como formação de quadrilha.
Neste jogo delicado, incerto, pode-se resolver um trunfo importante da campanha de 2014.
Todos estarão atentos e cada movimento pode ser decisivo.
Ninguém é bobo embora muita gente goste de se fazer de ingênuo.
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Policiais Infiltrados

Policiais trocando de roupa no meio da rua, estão querendo se passar por manifestantes?

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Ataque à Prefeitura de São Paulo: Quem é esse cara?

O rapaz da foto acima é forte e bem fornido de músculos. Sinceramente, parece um pouco fora do padrão dos que costumam ir às ruas lutar por seus direitos. Sinceramente não parece ninguém do Movimento Passe Livre. E ontem vi alguns outros rapazes parecidos com o da foto na marcha que saiu do Largo da Batata.
Eles estavam sempre com alguma roupa branca e portavam bandeiras do Brasil. Alguns tinham a bandeira amarrada na cintura e outros na cabeça, como uma bandana. Em geral, cabelos curtos. E todos eram fortes. Típicos fortes de academia.
Claro que entendi o que aquilo significava. Conversei com alguns amigos a respeito. Podem atestar a minha preocupação ao menos três: Lino Bocchini, Bruno Torturra e Gilberto Maringoni.
Não sei se o garoto da foto é um deles. Mas seus atos precisam ser investigados.
A direita no Brasil sempre entrou em movimentos para ou tentar desmoralizá-los ou para mudar sua direção. A polícia sempre se utilizou de métodos heterodoxos nesses tipos de situação. Os professores estaduais de São Paulo que o digam. A presidenta da Apeoesp, Bebel, tem muito a dizer sobre o assunto.
Os ativistas que estavam nas ruas estão atentos. E não tenho dúvida de que o Movimento Passe Livre está preocupado com isso.
Mas é hora de ir atrás da identidade desse rapaz. Quem é ele? Por que tanta volúpia no ataque ao prédio da Prefeitura?
Outra coisa, por que a PM que tem uma base ao lado do prédio do governo municipal não apareceu na hora dessa ação violenta?
Uma coisa é a PM não usar a violência contra manifestantes pacíficos. Outra é facilitar a ação de provocadores e bandidos.
No Blog do Rovai

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Requerimento de Aposentadoria Compulsória Retroativa por “Homossexualismo”

Ao: Exmo. Sr. Garibaldi Alves Filho
Ministro da Previdência Social
webmaster@mpas.gov.br; gm.mps@previdencia.gov.br
c.c. Exmo. Sr. Alexandre Padilha
Ministro da Saúde
chefia.gm@saude.gov.br
c.c Egrégia Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e seus integrantes honoris causa em questões de “homossexualismo”
Nesta data, 18 de junho de 2013, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, presidida pelo pastor Marco Feliciano, aprovou em votação simbólica, o projeto de decreto legislativo nº 234/2011, que coloca a homossexualidade como passível de tratamento, contrariando as deliberações da Organização Mundial da Saúde, da Organização Pan-Americana da Saúde, do Conselho Federal de Medicina e do Conselho Federal de Psicologia, entre outras organizações científicas, e promovendo o curandeirismo e o charlatanismo em nome de uma suposta fé cristã.
Entende-se que a partir dessa decisão, em torno de 20 milhões de pessoas brasileiras que são homossexuais (segundo estimativas científicas baseadas no estudo de Kinsey, 1948) tornam-se inválidas e, portanto, elegíveis para receber aposentadoria por invalidez. Reconheço que o pagamento desse benefício imprevisto possa quebrar a Previdência Social uma vez por todas, mas sugiro que o déficit incorrido seja descontado dos salários dos legisladores que aprovaram tal medida ou, quiçá, do fundo social do pré-sal, ou dos lucros oriundos da construção dos novos estádios de futebol e da Copa das Confederações.
Como ainda não existe tabela para essa doença, sugerimos que o valor mensal do benefício seja 24 salários mínimos, com isenção de todo e qualquer imposto por motivo de crença (ou melhor, doença), e com direito a passaporte diplomático para poder empregar o tempo ocioso em viagens ao exterior, buscando a cura em centros avançados, e também divulgando a boa nova brasileira relativa à cura do “homossexualismo”.
Sendo uma dessas pessoas inválidas, devido à minha condição homossexual que é de notório saber, venho por meio deste requerer minha aposentadoria compulsória, com direito a acompanhante especializado, retroativa até o início das primeiras manifestações da minha homossexualidade, por volta do ano de 1970.
Nestes termos, senhores ministros, peço deferimento.
Curitiba-PR, 18 de junho de 2013
Toni Reis
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