15 de jun de 2013

Adnaldo Jabor

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Tarifa Zero - seu idealizador, Lúcio Gregori, explica a proposta

Entrevista que faz parte do documentário "Impasse" (sobre o caos do transporte público urbano). Lúcio Gregori foi secretário municipal de transportes de São Paulo.


Marilena Chauí apoia o Tarifa Zero

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O Aumento da Passagem em Mogi das Cruzes

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William Bonner empurra contra-regra durante o 'Jornal Nacional'

Na noite de sexta-feira (14), durante exibição do Jornal Nacional, William Bonner empurrou um contra-regra. A atração, que era exibida de um estúdio montado próximo ao estádio Mané Garrincha, em Brasília - local onde é realizada a abertura da Copa das Confederações neste sábado, com jogo entre Brasil e Japão - já estava em seu quinto bloco quando o apresentador, para evitar a aparição de um funcionário que queria ajeitar a lapela do convidado e narrador Galvão Bueno, empurrou o homem.
Além disso, Bonner também teve problemas com os discursos longos de Galvão e tentou por duas vezes cortar o narrador por causa do tempo do programa no ar. Depois da exibição do jornal global, a sequência gravada logo foi parar no Youtube e virou motivo de comentários entres os usuários de redes sociais como Twitter e Facebook.
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Em Salvador: Policial militar abusa de poder e chama servidor municipal de ‘viadinho’

Funcionário público participava de protesto na Secretária de Gestão
pm 
A confusão na Secretária de Gestão ocorreu nesta quinta-feira (13). Um servidor municipal realizava protestos na Semge, quando um policial militar o chamou de ‘viadinho’. O ato classificado como ‘truculento e abuso de poder’, pelos grevistas gerou um grande tumulto no local. Além de ter sido ofendido, o servidor foi ameaçado de ser preso, já que o policial alegou que ele o desacatou.
Em nota enviada ao Varela Notícias, o Sindicato dos Servidores da Prefeitura de Salvador (Sindseps) explicou que o major estava ameaçando de prender os diretores do Sindseps, Bruno Cruz, Jardel Santos e Francisco Almeida.
“Jamais aceitaremos que qualquer um de nós sejamos comparados e tratados como criminosos, pois somos trabalhadores! Falta de respeito e de preparo! Depois esse prefeito vem dizer que nós é que somos baderneiros! Absurdo! Estamos fazendo nossos protestos ordeiramente e não podemos admitir que sejamos ofendidos em nosso pleno direito de protestar por melhores salários e condições de trabalho. Hoje, continuamos fazendo a revolta da graxa, a fim de que o prefeito leve nossos pleitos a sério!”, contestou o diretor do Sindseps Bruno Cruz.
A Polícia Militar informou através de comunicado ao VN, que irá instaurar uma sindicância para apurar a conduta de um policial militar.
Os servidores municipais estão em greve desde a última segunda-feira (10). A categoria reivindica melhorias salariais, além de outro benefícios.
Veja o vídeo!

No Varela Notícias
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Oh! Minas Gerais

Mesmo com acordo, há duas semanas, denúncias de retirada forçada seguem no Facebook

Em BH, medida ‘higienista’ retira mendigos das ruas para estrangeiro não ver

O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu uma série de denúncias nesta semana, referente à implantação de uma política de “higienização social”, com o objetivo de “limpar” as ruas de Belo Horizonte para a Copa das Confederações.
Desde a última terça-feira (11), as entidades assistenciais vem recebendo informações de várias remoções compulsórias. Testemunhas relatam que os policiais algemam os moradores de rua, recolhem seus pertences e os levam sem informar o destino.
A Pastoral de Rua informa que há denúncias de ações similares no Carlos Prates e no Barreiro. Segundo a coordenação da Brigadas Populares a maior parte dos mendigos foi recolhida na região Central e levada para bairros distantes.
Segundo reportagem do jornal Hoje em Dia, uma funcionária do Centro de Referência em Saúde Mental (Cersam) Oeste, no bairro Nova Granada, contou que cinco pessoas deram entrada no local nesta semana, quando o comum é apenas uma.
A prefeitura, por meio do Comitê de Acompanhamento e Monitoramento da Política Municipal para a População em Situação de Rua, nega a retirada compulsória dos moradores de rua, mas confirma o recolhimento de objetos, como fogareiros e colchões.

Manifestações estão proibidas nos 853 municípios mineiros durante a Copa das Confederações

O TJ-MG (Tribunal de Justiça de Minas Gerais) decidiu na noite desta quinta-feira (13) proibir manifestações públicas em todos os 853 municípios de Minas Gerais nos próximos dias 17 (segunda-feira), 22 (sábado) e 26 (quarta-feira), quando acontecerão jogos da Copa das Confederações em Belo Horizonte.
"A interdição de vias urbanas ou frustração de acesso a eventos já programados viola direitos individuais difusos e coletivos da população da capital mineira, a exemplo de outros movimentos grevistas que adotam estratagemas desarrazoados e desproporcionais, sob pretexto de atrair atenção midiática que, em resumo, deveria acontecer pela própria natureza e importância do serviço público afetado, e não pela frustração do direito de locomoção de toda a coletividade", diz a decisão da corte.
"A proibição se estende a todo e qualquer manifestante que porventura tente impedir o normal trânsito de pessoas e veículos, bem assim o regular funcionamento dos serviços públicos estaduais, apresentação de espetáculos e de demais eventos esportivos e culturais".
A ação foi movida pelo governo estadual, após sindicatos de policiais civis e professores de Minas Gerais terem ameaçado fechar vias de acesso ao Mineirão e realizarem protestos em Belo Horizonte durante a realização da Copa das Confederações.
As duas categorias estão em greve e realizaram diversas manifestações de rua na capital mineira, nas últimas semanas. Na decisão do TJ-MG, caso a medida seja descumprida, os sindicatos das duas categorias terão de pagar multa diária de R$ 500 mil.
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Lula no seminário do PT em Curitiba

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Sensacional! Claudia não usa ônibus e joga vinagre no Jabor

Estava navegando nas redes sociais, e eis que encontro o vídeo cujo endereço segue nesta mensagem. É uma crítica de Claudia Riecken ao comentário que o Arnaldo Jabor fez sobre a manifestação contra o aumento do transporte coletivo em São Paulo. Como não assisto a Globo, fui buscar o “comentário” do Jabor, que se encontra no youtube. Quem tiver estômago veja o mesmo:


Não conheço a Claudia Riecken, mas uma rápida busca na internet trouxe informações sobre a mesma. Ela é uma cidadã que não usa ônibus, que não teria porque se indignar com o ocorrido. Mas ela externa o que parece ser a realidade: o aumento de R$ 0,20 na passagem do transporte coletivo em São Paulo foi a gota d’água. (Lembrei-me da música do Chico Buarque: “deixe em paz meu coração, ele é um pote assim de mágoa “Deixe em paz meu coração. Que ele é um pote até aqui de mágoa. E qualquer desatenção, faça não. Pode ser a gota d’água”).
Vejam o vídeo da Claudia Riecken:


João
No Conversa Afiada
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Aos que ainda sabem sonhar

O fundamental não é lutar pelo direito de fumar maconha em paz na sala da sua casa. O fundamental não é o direito de andar vestida como uma vadia sem ser agredida por machos boçais que acham que têm esse direito porque você está "disponível". O fundamental não é garantir a opção de um aborto assistido para as mulheres que foram vítimas de estupro ou que correm risco de vida. O fundamental não é impedir que a internação compulsória de usuários de drogas se transforme em ferramenta de uma política de higienismo social e eliminação estética do que enfeia a cidade. O fundamental não é lutar contra a venda da pena de morte e da redução da maioridade penal como soluções finais para a violência. O fundamental não é esculachar os torturadores impunes da ditadura. O fundamental não é garantir aos indígenas remanescentes o direito à demarcação das suas reservas de terras. O fundamental não é o aumento de 20 centavos num transporte público que fica a cada dia mais lotado e precário.
O fundamental é que estamos vivendo uma brutal ofensiva do pensamento conservador, que coloca em risco muitas décadas de conquistas civilizatórias da sociedade brasileira.
O fundamental é que sob o manto protetor do "crescimento com redução das desigualdades" fermenta um modelo social que reproduz – agora em escala socialmente ampliada – o que há de pior na sociedade de consumo, individualista ao extremo, competitiva, ostentatória e sem nenhum espaço para a solidariedade.
O fundamental é que a modesta redução da nossa brutal desigualdade social ainda não veio acompanhada por uma esperada redução da violência e da criminalidade, muito pelo contrário. E não há projeto nacional de combate à violência que fuja do discurso meramente repressivo ou da elegia à truculência policial.
O fundamental é que a democratização do acesso ao ensino básico e à universidade por vezes deixam de ser um instrumento de iluminação e arejamento dos indivíduos e da própria sociedade, e são reduzidos a uma promessa de escada para a ascensão social via títulos e diplomas, ao som de sertanejo universitário.
O fundamental é que os políticos e grandes partidos antigamente ditos "libertários" e "de esquerda" hoje abriram mão de disputar ideologicamente os corações e mentes dos jovens e dos novos "incluídos sociais" e se contentam em garantir a fidelidade dos seus votos nas urnas, a cada dois anos.
O fundamental é que os políticos e grandes partidos antigamente ditos "sociais-democratas" já não tem nada a oferecer à juventude além de um neo-udenismo moralista que flerta desavergonhadamente com o autoritarismo e o fascismo mais desbragados.
O fundamental é que a promessa da militância verde e ecológica vai aos poucos rendendo-se aos balcões de negócio da velha política partidária ou ao marketing politicamente correto das grandes corporações.
O fundamental é que os sindicatos, movimentos populares e organizações estudantis estão entregues a um processo de burocratização, aparelhamento e defesa de interesses paroquiais que os torna refratários a uma participação dinâmica, entusiasmada e libertária.
O fundamental é que temos em São Paulo um governo estadual que é francamente conservador e repressivo, ao lado de um governo federal que é supostamente "progressista de coalizão". Mas entre a causa da liberação da maconha e defesa da internação compulsória, ambos escolhem a internação. Entre as prostitutas e a hipocrisia, ambos ficam com a hipocrisia. Entre os índios e os agronegócio, ambos aliam-se aos ruralistas. Entre a velha imprensa embolorada e a efervescência libertária da Internet, ambos namoram com a velha mídia. Entre o estado laico e os votos da bancada evangélica, ambos contemporizam com o Malafaia. Entre Jean Willys e Feliciano, ambos ficam em cima do muro, calculando quem pode lhes render mais votos.
O fundamental é que o temor covarde em expor à luz os crimes e julgar os aqueles agentes de estado que torturaram e mataram durante da ditadura acabou conferindo legitimidade a auto-anistia imposta pelos militares, muitos dos quais hoje se orgulham publicamente dos seus crimes bárbaros – o que nos leva a crer que voltarão a cometê-los se lhes for dada nova oportunidade.
O fundamental é que vivemos numa sociedade que (para usar dois termos anacrônicos) vai ficando cada vez mais bunda-mole e careta. Assustadoramente careta na política, nos costumes e nas liberdades individuais se comparada com os sonhos libertários dos anos 1960, ou mesmo com as esperanças democráticas dos anos 1980. Vivemos uma grande ofensiva do coxismo: conservador nas ideias, conformado no dia-a-dia, revoltadinho no trânsito engarrafado e no teclado do Facebook.
O fundamental é que nenhum grupo político no poder ou fora dele tem hoje qualquer nível mínimo de interlocução com uma parte enorme da molecada – seja nas universidades ou nas periferias – que não se conforma com a falta de perspectivas minimamente interessantes dentro dessa sociedade cada vez mais bundona, careta e medíocre.
Os mesmos indignados que se esgoelam no mundo virtual clamando que a juventude e os estudantes "se levantem" contra o governo e a inação da sociedade, são os primeiros a pedir que a tropa de choque baixe a borracha nos "vagabundos" quando eles fecham a 23 de Maio e atrapalham o deslocamento dos seus SUVs rumo à happy-hour nos Jardins.
Acuados, os políticos "de esquerda" se horrorizam com as cenas de sacos de lixo pegando fogo no meio da rua e se apressam a condenar na TV os atos de "vandalismo", pois morrem de medo que essas fogueiras causem pavor em uma classe média cada vez mais conservadora e isso possa lhes custar preciosos votos na próxima eleição.
Enquanto isso a molecada, no seu saudável inconformismo, vai para as ruas defender – FUNDAMENTALMENTE – o seu direito de sonhar com um mundo diferente. Um mundo onde o ensino, os trens e os ônibus sejam de qualidade e gratuitos para quem deles precisa. Onde os cidadãos tenham autonomia de decidir sobre o que devem e o que não devem fumar ou beber. Onde os índios possam nos mostrar que existem outros modos de vida possíveis nesse planeta, fora da lógica do agribusiness e das safras recordes. Onde crenças e religião sejam assunto de foro íntimo, e não políticas de Estado. Onde cada um possa decidir livremente com quem prefere trepar, casar e compartilhar (ou não) a criação dos filhos. Onde o conceito de Democracia não se resuma à obrigação de digitar meia dúzia de números nas urnas eletrônicas a cada dois anos.
Sempre vai haver quem prefira como modelo de estudante exemplar aquele sujeito valoroso que trabalha na firma das 8 da manhã às 6 da tarde, pega sem reclamar o metrô lotado, encara mais quatro horas de aulas meia-boca numa sala cheia de alunos sonolentos em busca de um canudo de papel, volta para casa dos pais tarde da noite para jantar, dormir e sonhar com um cargo de gerente e um apartamento com varanda gourmet.
Não é meu caso. Não tenho nem sombra de dúvida de que prefiro esses inconformados que atrapalham o trânsito e jogam pedra na polícia. Ainda que eles nos pareçam filhinhos-de-papai, ingênuos em seus sonhos, utópicos em suas propostas, politicamente manobráveis em suas reivindicações, irresponsavelmente seduzidos pelos provocadores de sempre.
Desde a Antiguidade, esses jovens ingênuos e irresponsáveis são o sal da terra, a luz do sol que impede que a humanidade apodreça no bolor da mediocridade, na inércia do conformismo, na falta de sentido do consumismo ostentatório, nas milenares pilantragens travestidas de iluminação espiritual.
Esses moleques que tomam as ruas e dão a cara para bater incomodam porque quebram vidros, depredam ônibus e paralisam o trânsito. Mas incomodam muito mais porque nos obrigam a olhar para dentro das nossas próprias vidas e, nessa hora, descobrimos que desaprendemos a sonhar.
No Advivo
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O decálogo do perfeito idiota da direita

Quais são as ideias típicas dos conservadores brasileiros na atualidade? Algumas são permanentes, outras conjunturais. Amanhã serão substituídas por novas idiotices. O estoque é imenso.
Entre assombrações, equívocos e estereótipos, o pensamento conservador brasileiro anda atulhado de idiotices. Alguns nada mais fazem que repeti-las. Outros contribuem para aumentá-las. O título desta coluna alude àquele de uma obra que teve certa voga há quase 20 anos e hoje parece antediluviana. Publicado em 1996, o Manual do Perfeito Idiota Latino-Americano era um ataque contra a esquerda e expressava o neoliberalismo triunfante que se espalhava pelo continente. Quem discordasse de seus axiomas era idiota.
Passou o tempo e a história mostrou o inverso. Nenhuma das experiências de governo inspiradas no Manual deu certo. Os povos sul-americanos escolheram caminhos diferentes, de mais realizações. Quem zombava dos outros, com a agressividade verbal característica dos autoritários, é que se revelou um tolo.
Quais são as ideias típicas dos conservadores brasileiros na atualidade? Algumas são permanentes, outras conjunturais. Amanhã serão substituídas por novas idiotices. O estoque é imenso. Vamos às dez mais comuns:

O Brasil está à beira do abismo

Ainda que os cidadãos normais tenham dificuldade de entender quem diz isso, os genuínos idiotas da direita estão convencidos: vivemos o caos e estamos a caminho do buraco. Há exemplo mais patético que a “inflação do tomate”?

O Bolsa Família é esmola usada para manipular os pobres

Marca distintiva desses idiotas, a ideia mistura velharias, como a noção de que os pobres são constitutivamente preguiçosos, com a pura inveja de ter sido Lula o criador do programa. No fundo, o conservador despreza os mais humildes.

O Brasil tem um governo inchado

Mundo afora, depois de a crise internacional sepultar a tese de que Estado bom é Estado mínimo, ninguém mais tem coragem de revivê-la. A não ser no Brasil. Fernando Henrique Cardoso deixou 34 ministérios quando saiu do governo. Esse seria o tamanho ótimo? Cinco a mais se constitui uma catástrofe?

O Brasil tem municípios demais

Exemplo de idiotice conjuntural, é prima da anterior. Que sentido haveria em considerar imutável a organização administrativa de um país em que a população se movimenta pelo território, fixando-se em novas regiões?

O Judiciário é nosso deus e Joaquim Barbosa, nosso pastor

Como seus parentes no resto do mundo, os conservadores brasileiros desconfiam da política e têm ojeriza a políticos. Quem mais senão o presidente do Supremo Tribunal Federal encarnaria os “anseios da sociedade contra os políticos corruptos”? Transformado em ferrabrás dos petistas, Barbosa virou herói da direita.

O “mensalão” foi o maior escândalo de nossa história

Conversa para boi dormir entre os conhecedores da política brasileira, o “mensalão” não passa de um exemplo do modo como as campanhas eleitorais são financiadas. Só os desinformados acreditam ser ele um caso excepcional.

A liberdade de imprensa está ameaçada

Na vida real, ninguém leva isso a sério. Volta e meia, a ideia é, no entanto, usada pela imprensa conservadora para defender os interesses de um pequeno grupo de corporações de mídia. De carona, alguns políticos da oposição a endossam para preservar as relações privilegiadas que mantêm com os proprietários dos meios de comunicação.

Dilma antecipou a eleição

Desde ao menos o início do ano, a oposição de direita repete, em tom queixoso, o mantra. O que imaginava? Que uma presidenta tão bem avaliada não fosse candidata? Que fingisse não sê-lo? Qualquer idiota sabe que os governantes pensam na reeleição. Assim que tomam posse, entram no páreo.

O Brasil virou as costas para seus parceiros internacionais e se aliou aos radicais

A fantasia desconhece a realidade da política externa e o modo como funciona a diplomacia brasileira. É montada em duas etapas: primeiro, desconstrói-se a imagem de um país ou liderança. Depois, afirma-se que o governo a apoia. De qual país o Brasil se afastou, de fato, nos últimos anos?

O Brasil moderno está na oposição, o arcaico é governo

Trata-se de um erro factual, somado a muita pretensão. Ao contrário, como mostram as pesquisas, o governo é mais bem avaliado (e Dilma tem mais votos) entre, por exemplo, jovens e aqueles conectados à internet que na média da população. A oposição possui, é claro, sua base na sociedade. Em nada, no entanto, esta é “melhor” que aquela apoiadora do governo.
Marcos Coimbra
No CartaCapital
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MPL, tucanos e polícia — o PT tem de ser incomodado e incomodar

 
O que mais chamou a atenção até agora nos protestos de estudantes liderados pelo Movimento Passe Livre (MPL) em várias capitais do País, notadamente em São Paulo, não foi a infiltração de grupos de extrema direita nas manifestações e muito menos a participação da esquerda que faz oposição ao governo trabalhista, por intermédio das siglas PSTU e PSOL, ao tempo em que compõe com os interesses da direita, como no caso do senador Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) que foi pessoalmente dar apoio ao juiz Gilmar Mendes no episódio em que o magistrado, equivocadamente e ditatorialmente, impediu que o Congresso legislasse sobre o projeto de lei que trata das novas regras sobre criação de partidos políticos.
Randolfe Rodrigues e outros senadores, a exemplo de Cristóvam Buarque e Rodrigo Rollemberg, comportam-se como verdadeiros quinta colunas, e, por se conduzirem politicamente dessa forma, insurgiram-se, vergonhosamente, contra a instituição da qual são membros, o Senado, além de “rasgarem” a Constituição, que não deixa dúvida alguma quanto ao papel dos Três Poderes da República. Comportaram-se dessa maneira para atender os seus interesses e os da senhora Marina Silva, que precisa, urgentemente, regularizar o seu partido Rede Sustentabilidade, que é apenas mais uma agremiação conservadora, com verniz progressista, como o é o PSOL, que em Minas Gerais por pouco não ficou nas mãos da direita.
Contudo, o que me chamou a atenção realmente foi a PM paulista, conhecida historicamente por sua violência, pois tradicionalmente sempre se comportou como uma guarda pretoriana de defesa dos interesses de classe e do patrimônio da burguesia paulista. Juntamente com a Polícia Civil, a PM paulista se tornou emblemática no País, por sua atuação assassina na repressão a militantes de grupos de esquerda no decorrer de 21 anos de ditadura militar.
É sintomática a participação da PM no que tange à repressão exagerada tão a gosto dos políticos do PSDB, que, no poder, sempre se valeram das corporações policiais para reprimir os movimentos sociais e populares, tanto no campo quanto na cidade, a exemplo dos massacres de Pinheirinho e de Eldorado dos Carajás. Dois acontecimentos que são os símbolos maiores das inúmeras repressões promovidas por mandatários do PSDB, partido divorciado do povo brasileiro, porque simplesmente se distanciou dos interesses da população e hoje se conduz como agremiação política conservadora cujos políticos são vistos como testas de ferro do establishment.
Afirmo ainda que há uma certa estranheza no ar no que concerne aos líderes do MPL e das lideranças estudantis, muitos deles vinculados a partidos políticos, o que é legítimo e natural, recusarem-se a dialogar com a Prefeitura, conforme informou hoje o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, à “grande” imprensa. Haddad disse que o aumento de R$ 0,20 já era anunciado desde o ano passado e por isso não pegou ninguém de surpresa. O mandatário petista afirmou ainda que o aumento da tarifa de ônibus “é muito abaixo da inflação”, sendo que o menor dos últimos três anos. O prefeito disse também que a majoração da passagem em apenas R$ 0,20 somente foi possível porque a Prefeitura subsidiou a tarifa com recursos orçamentários da ordem de R$ 600 milhões, além de deixar claro que está aberto ao diálogo.
Entretanto, lembro ao leitor que o MPL questiona e realiza movimentos desde os tempos do prefeito Gilberto Kassab (PSD), político que foi aliado dos tucanos e que atualmente é importante aliado do governo trabalhista da presidenta petista Dilma Rousseff. Não esqueçamos, porém, que o PSD faz parte da base política e partidária do governo federal, além de ser a terceira maior bancada do Congresso, menor apenas que as do PT e do PMDB. Este fato é muito importante, pois quanto maior a bancada na Câmara dos Deputados, maior é o tempo de televisão para aparecer na propaganda política e eleitoral.
Mesmo a encerrar a parceria com os tucanos e ser considerado traidor pelos barões da imprensa e seus jornalistas porta-vozes de interesses patronais, Kassab nunca foi atacado com a ênfase e a agressividade que os áulicos da imprensa corporativa dedicam aos políticos do PT. Esse comportamento é devido à esperança de que algum dia Kassab retorne às hostes da direita, apesar de ser um político não confiável, conforme tem demonstrado no decorrer de sua carreira. Por isto e por causa disto, a imprensa de negócios privados nunca atacou com violência exagerada o ex-prefeito e o “protegeu” ao esconder das principais manchetes de seus jornais o Movimento Passe Livre (MPL), o que, evidentemente, não ocorre na administração de Fernando Haddad, político do PT.
Essa realidade é visível e transparente como as águas do mar sem poluição. Somente não enxerga quem não quer, por motivos políticos e ideológicos ou por alienação. Todavia, asseguro que considero o MPL um movimento legítimo e que o protesto, a manifestação e as críticas são partes integrantes da democracia e, consequentemente, do estado democrático de direito, que permite a liberdade de expressão e a de reivindicar. Por seu turno, acho que o PT precisava de uma sacudida, a fim de perceber que as reformas econômicas e sociais têm de ser realizadas e concretizadas com mais rapidez, menos burocracia e maior vontade política para resolver as questões e os conflitos sociais.
Afinal, o PT é um partido reformista, e, seguramente, não é revolucionário, como muitos de seus integrantes o são, mas que, no momento, não têm voz ativa e cargos importantes para que se pudesse agilizar e, quiçá, efetivar as reformas tão necessárias para o desenvolvimento do povo brasileiro, a exemplo das reformas agrária, tributária e política. Esses processos são, historicamente, combatidos, por aqueles que controlam os meios de produção, e que têm ainda muita força e influência no Congresso, no STF, na PGR, nos Ministérios Públicos, nas confederações e federações empresariais rurais e urbanas e no próprio Palácio do Planalto, que forma um governo de coalizão.
Somente os lorpas e os pascácios, como diria o conservador e genial Nelson Rodrigues, confundem o programa de governo e o projeto de Pais dos governos trabalhistas do PT com as alianças sacramentadas que tem o propósito de viabilizar a governabilidade, o que seria impossível em um País como o Brasil, de tamanho continental, e características e interesses políticos regionais e estaduais. A verdade é que essas pessoas não conhecem os bastidores e se comportam como amadores, no sentido de não perceberem que as alianças são necessárias para governar, sem que, obviamente, o partido e o governante que conquistou o poder não rasgue o programa de governo apresentado à população, bem como não esqueça do seu passado, como aconteceu com o ex-presidente tucano, Fernando Henrique Cardoso, conhecido também como o Neoliberal I.
Por isso que pessoas como Marina Silva, Cristóvam Buarque, Rodrigo Rollemberg, Eduado Campos, Heloísa Helena, Alfredo Sirkis, Fernando Gabeira, Randolfe Rodrigues, Pedro Simon, além de Pedro Taques e Álvaro Dias, os dois últimos políticos midiáticos e replicadores contumazes das manchetes oposicionistas e golpistas da imprensa burguesa e alienígena, não têm credibilidade perante o povo, e, por conseguinte, suas figuras ficam restritas ao mundo da classe média tradicional, como já afirmei mais de mil vezes, conservadora, reacionária, preconceituosa e portadora dos valores e dos princípios dos ricos, que estão cansados de usá-la para seus interesses políticos e de consumo, bem como igualmente cansados de barrar tal classe despolitizada na porta de seus bailes à black tie e regados à champanhe.
Para finalizar, digo que o PT e o governo petista liderado pela presidenta Dilma Rousseff abram os olhos, caminhem nas ruas e voltem a fazer o que sempre fizeram: apertar a mão do povo e ver de perto a sua realidade. O PT e o governo trabalhista de Dilma Rousseff não deve jamais titubear, vacilar e muito menos perder a disposição quando se trata de distribuir renda e riqueza para que o povo brasileiro possa se emancipar e nunca mais ficar á mercê dos herdeiros da casa grande, que escravizaram seres humanos no decorrer de quatro séculos ou mais. O PT é reformador, apesar de ter, volto a repetir, em seus quadros e em seus diversos grupos políticos militantes revolucionários.
Abrir mão das reformas para compor com as “elites” nababescas, perdulárias, colonizadas e entreguistas e dessa forma evitar ser alvo de ataques e campanhas negativas são erros políticos e estratégicos graves. Quem conquista o poder tem de ser incomodado, mas também tem o dever de incomodar os que sempre puderam mais e que estão a controlar os meios de produção e as terras improdutivas rurais e urbanas. O Brasil tem muito dinheiro e pode melhorar a vida dos brasileiros. As desigualdades envergonham o povo brasileiro, que é o maior grupo social, o mais importante, o melhor, o que trabalha e o que quer mudanças e reformas para se livrar da miséria, da pobreza, e, por sua vez, da violência.
O MPL tem razão, mas deve dialogar e não ficar à mercê de grupelhos fascistas, como ocorreu nas manifestações. O PT é um partido orgânico, inserido nos principais segmentos e setores da sociedade. O governo do PT e dos seus aliados efetivam há 11 anos uma política econômica e social de distribuição de renda e de riqueza, que é combatida diuturnamente e ferozmente pelo patronato brasileiro, pelos partidos que os representam (PSDB, DEM, PPS e PSOL) e fundamentalmente pela imprensa golpista.
Os barões midiáticos que desde 1930, quando o trabalhista e estadista Getúlio Vargas assumiu o poder, boicotam, sabotam e se acumpliciam até com as forças estrangeiras para derrubar os políticos do campo do trabalhismo e do socialismo, realidade esta que aconteceu em 1964 quando deram um golpe de estado e derrubaram o trabalhista João Goulart — o Jango. O PT tem de cumprir totalmente o seu programa de governo e para isso precisa agilizar as reformas.
A presidenta Dilma Rousseff tem força política para aprová-las. Se a imprensa mercadológica e os grupos reacionários querem realmente criticar e fazer oposição sistemática ao governo trabalhista, que eles pelo menos tenham uma razão concreta e palpável. O PT tem de pisar no acelerador e deixar para o PSDB o perfume da massa cheirosa. Esses tucanos leram sobre revoluções, mas não compreendem o que é revolução. O PT tem de ser incomodado pelo povo e pelos movimentos sociais, e incomodar os ricos e os que podem mais. O PT foi fundado para isto, porque este é o seu propósito e destino. É isso aí.
Davis Sena Filho
No Palavra Livre
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Jurista liga Alckmin à ditadura e diz que seu discurso promove a violência


Para Wálter Maierovitch, Polícia Militar é voltada ao uso da força contra a população e não está preparada para o Estado democrático
Em entrevista ao Jornal do Terra, o jurista Wálter Maierovitch criticou duramente nesta sexta-feira a ação da Polícia Militar de São Paulo na repressão ao movimento de protesto contra o aumento nas tarifas do transporte público na capital paulista. Segundo o especialista, a PM não está preparada para a democracia e é insuflada por um discurso "belicoso" do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que se assemelha a práticas da ditadura militar e incentiva a violência contra a população.
"Um governador que chama e dá um sinal verde para empregar uma Tropa de Choque numa manifestação. É a doutrina da lei e da ordem, do rigor. E esse rigor que fatura politicamente em cima da violência", afirmou Maierovitch, que chamou Alckmin de "Erasmo Dias de sacristia", comparando-o ao militar que comandou a ocupação do campus da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1977. "Se a gente fizer uma leitura dos discursos do Alckmin, ele é, nos tempos atuais, nada mais nada menos que um Erasmo Dias. Um Erasmo Dias de sacristia, porque tem todo um discurso camuflado."
Segundo Maierovitch, as cenas de violência policial vistas na noite de quinta-feira na região central de São Paulo são reflexo de uma política equivocada de segurança pública, que prioriza a repressão em detrimento da investigação e prevenção. Para o jurista, a extinção da Guarda Civil e o investimento na Polícia Militar acabou por criar uma mentalidade de violência repressora, potencializada pelo discurso do governador. "Ele tem uma política militarizada de segurança pública. E segurança pública não significa só caçar bandidos. Significa dar tranquilidade social", criticou.
O jurista afirmou ainda que a PM mantém os mesmos procedimentos da ditadura militar e não está apta a conviver com o Estado democrático. "Eu acho que a gente tem que começar com uma radiografia onde se vê claramente que é uma polícia que já tem a 'militar' do lado do seu nome e não é preparada, não é educada para a legalidade democrática. Se nós temos esse tipo de polícia, que não é educada, não conseguimos romper aquela cultura da violência", analisou.
Segundo o especialista, essa mesma mentalidade permeou o Massacre do Carandiru e a recente repressão a manifestantes na ação de reintegração de posse na região conhecida como Pinheirinho. "Vem da ditadura, passa pelo massacre e continua. Continua pelo Pinheirinho, pela Tropa de Choque entrando no campus da USP por conta de um probleminha causado por um cigarrinho de maconha. (...) Que cultura é essa? É exatamente a mesma da ditadura militar", citou Maierovitch.
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Apresentadores são demitidos da MTV e choram; veja

Os apresentadores do programa "Acesso MTV", Titi Muller, Juliano Enrico e Pathy DeJesus choraram ao vivo ao se despedirem dos fãs na última quinta-feira (13). Depois de quatros anos a atração foi cancelada na grade da emissora.


"Pra quem ainda não entendeu. Estou saindo da MTV e a MTV está saindo dela mesma. Momento historicamente triste pra nossa geração", escreveu a VJ Titi Muller em seu perfil no Twitter.
Um comunicado deverá ser enviado à imprensa para informar quando será o último dia da emissora.
No Uol

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Eis a pergunta que não quer calar: O que consta [constava] na súmula dos PMs? A Globo respondeu

Quinta-feira passada, quando um dos vários vídeos gravados durante a manifestação no centro de São Paulo, - contra o aumento da passagem de ônibus, trem e metrô - foi publicado na rede mundial de computadores, um se sobressaiu e causou ânsia em quem o assistiu; tanto é que, logo se tornou um dos assuntos mais comentados na rede. Por horas, a Tag: Policial Quebra Vidro da Própria Viatura ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter Brasil.
Logo que esse blogueiro viu ao vídeo e o publicou aqui, foi deixada uma pergunta no ar:
"Eis a pergunta que não quer calar... O que consta [constava] na súmula desses PMs?"
Pronto!
Ontem, a TV Globo, como bom porta-voz do governo tucano em São Paulo, soltou nota explicando, ou melhor, tentando explicar o porquê que o saudoso policial - que só estava ali para garantir a ordem - quebrou o bendito vidro da viatura!
Segue:
"Na internet, manifestantes e moradores do centro publicaram vídeos com flagrantes de abuso dos policiais. Um dos vídeos mostra um policial supostamente quebrando o vidro de uma viatura, na Rua da Consolação. No Twitter, #Policial Quebra Vidro da Própria Viatura está entre os dez assuntos mais comentados.
A Polícia Militar de São Paulo, em nota, disse que “a viatura já se encontrava danificada e o policial militar, no momento em que foi filmado, retirava os estilhaços que restaram no veículo”.
Durante o protesto, foram detidos 237 pessoas para averiguação. Quatro deles permanecem detidos sem direito a fiança. Eles foram transferidos para Centro de Detenção Provisória. Outros 11 manifestantes também estão presos desde o protesto de terça-feira. Para um deles, foi arbitrada fiança de R$ 20 mil. Os demais — 10 ao todo — foram indiciados por formação de quadrilha e não têm direito à liberdade mediante o pagamento de fiança."
Cá entre nós!!!
Que o "jornalismo" realizado pelas Organizações Globo é um lixo, tendencioso, parcial... todo mundo sabe, claro!
Que a emissora manipula a informação... também não é segredo pra ninguém!
Agora, brigar contra os fatos, ou melhor, contra o que está gravado...
Plim! Plim! Globo, a gente se liga em você!
Neto Sampaio
No PIG Imprensa Golpista
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Como na Greve dos Professores em 2010

Parecia  um herói generoso, mas era um canalha mentiroso e falso
Quem não se lembra dessa foto?
A princípio rodou a mídia como sendo de um heroico professor solidário que ajudou uma policial ferida. Depois foi desmascarada como sendo a de um puliça safado, que infiltrou-se no movimento grevista dos professores de SP para provocar agitação e violência que iria para a conta dos grevistas, justificando a reação mais que truculenta e injusta da PULIÇA do Serra.
Esses são os métodos da PULIÇA dos tukÂnus, esse é o tratamento que eles dispensam a movimentos legítimos da população que exige seus direitos.
Parece coisa de FASCISTA.
Não tenho dúvidas que todos os episódios envolvendo depredação e vandalismo ocorridos desde o início dos protestos em SP tenham policiais (civis e militares) e agentes provocadores de extrema direita, que tinham como único objetivo gerar caos e confusão para culpar a juventude (e o MPL).
Não entro aqui na questão política do MPL, que equivocadamente, ou propositadamente (insuflados por PSOL e PSTU) colocam o PT no mesmo balaio que o P$DB, eles estão certos em reclamar e protestar, mesmo com esse equívoco ideológico.
A resposta parece estar sendo elaborada por Haddad.
Enquanto Alckmerda promete mais PORRADA, Haddad quer conversar.
“Infiltraram policiais civis e militares no meio da garotada para incitar a violência”
Na próxima terça-feira, os deputados estaduais Adriano Diogo e Beth Sahão (PT) proporão à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) a convocação do comandante da Polícia Militar (PM), para dar explicações sobre barbárie dessa quinta-feira, 13 de junho.
“Nos últimos dias, o governo Alckmin prometeu intensificar a repressão nas próximas manifestações de rua. Ao anunciar isso publicamente, ele deu a senha para a repressão abusiva, descabida, desnecessária da PM”, atenta Adriano Diogo, que preside a Comissão. “Os policiais atiraram em jovens, jornalistas, pessoas que estavam passando… Barbarizam mesmo para forçar uma reação violenta.”
“Embora o metrô e o trem tenham aumentado, o governo Alckmin, nas entrevistas, só se refere ao aumento do ônibus, para atingir o governo Haddad”, prossegue o deputado. “É uma ação pensada, bem orquestrada, com vistas à eleição de 2014, e com o objetivo de desmoralizar o PT.”
“Nessas horas, dá perceber claramente o que nós já sabemos: a estrutura policial da ditadura permanece intacta, principalmente os setores de inteligência, como a P2 [serviço reservado da PM] e a tropa de choque”, denuncia Adriano. “Infiltraram policiais civis e militares à paisana no meio da garotada para incitar a violência. Ninguém me contou, eu vi um bando de profissionais em provocação – não eram estudantes! –, quebrando vidro, fazendo bandidagem.”
Conceição Lemes
No Viomundo
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Sem consultar movimento, Haddad convoca reunião com Passe Livre para terça-feira

Prefeito convoca reunião extraordinária do Conselho da Cidade para a próxima terça-feira. MPL confirma que vai participar de encontro, mas adverte que gostaria de outro formato
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Na quinta-feira a PM promoveu uma repressão que revoltou ONGs, políticos e partidos
 São Paulo – O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o prefeito da capital, Fernando Haddad (PT), tomaram rumos distintos no dia seguinte à repressão promovida pela Polícia Militar contra manifestantes contrários ao aumento da tarifa de ônibus, trem e metrô. Enquanto o tucano manteve pé fincado no discurso a favor da truculência, o petista parece ter feito um mea culpa, ao menos nas atitudes, e convocou o Movimento Passe Livre (MPL) para dialogar. No entanto, integrantes do grupo procurados pela RBA dizem ter ficado sabendo do convite pela imprensa.
O encontro será na terça-feira (18), às 9h, em reunião extraordinária do Conselho da Cidade. Segundo nota emitida pela prefeitura, partiu de Haddad a decisão de convocar representantes do movimento e conselheiros. O Conselhão, instalado em 26 de março como canal de diálogo entre a administração e a sociedade, é formado por sindicalistas, políticos, pesquisadores, representantes de movimentos sociais, artistas e líderes religiosos. A participação do MPL não impedirá a realização do quinto protesto pela redução da tarifa, marcado para segunda-feira (17) às 17 horas no Largo da Batata, zona oeste da capital.
Segundo comunicado emitido pela gestão Haddad, os integrantes do MPL poderão iniciar o encontro apresentando propostas. Em seguida, o prefeito e os secretários devem apresentar detalhes sobre a composição do preço da tarifa de ônibus, a evolução da despesa com subsídios e os planos para o sistema de transporte público.
A decisão de Haddad vem após críticas ao MPL e menos de 24 horas depois que a PM detivesse 232 pessoas, várias delas antes mesmo que o ato tivesse início. Ontem, antes do ato, o prefeito criticou o movimento, a quem acusou de na terça-feira agir com violência, e estranhou a falta de liderança. “É o que eles próprios dizem. Que não se coordenam, que não há lideranças, não há responsáveis, ninguém se apresenta como responsável pelo que está acontecendo.”
Apesar de ainda não ter sido convidado formalmente, o MPL confirmou que participará da reunião, mas deixou claro que integrar o Conselho da Cidade não é o objetivo do grupo quando pede diálogo com a prefeitura. "Queremos espaço de negociação com o prefeito para pedir a revogação do aumento da tarifa, e não apenas para expor nossas motivações e propostas", esclarece Nina Cappello, 23 anos, militante do Passe Livre. "Nossa pauta única é discutir a revogação ao aumento da tarifa. Esperamos uma indicação da prefeitura de que vai abrir mais a gestão dos transporte para a gestão popular."
De acordo com Nina, os militantes do MPL possuem "muito acúmulo de debates" sobre o tema do transporte público. A militante, porém, não soube adiantar exatamente qual será o discurso do movimento durante a reunião do Conselho das Cidades – Passe Livre deve se reunir amanhã (15) para definir sua pauta. Críticas às manifestações públicas de Fernando Haddad sobre as manifestações certamente não faltarão. "O prefeito disse várias vezes que não queremos dialogar. Isso não é verdade", lembra Nina. "Haddad tem nos responsabilizado pelos atos de violência e nos acusado de não controlar os protestos. Ele definitivamente não está entendo o caráter de revolta popular que está marcando luta contra o aumento."
A militante do MPL avalia que as declarações do prefeito podem ser configuradas como um "retrocesso" no discurso do PT, que, lembra, já defendeu a tarifa zero na gestão da ex-prefeita Luiza Erundina, entre 1989 e 1992. "A tarifa zero é um debate político, que se ganha indo para as ruas, fazendo pressão política. Estamos no caminho certo", observa. "Há uma inversão de prioridade no Brasil: se investe 12 vezes mais no transporte privado do que no público. Há ênfase em outras áreas que não seja garantir o transporte público como direito de todos."
O prefeito deve reafirmar na terça-feira que sua administração fez esforço para evitar um aumento maior. Sem reajuste desde 2011, a tarifa sofreu elevação de 6,67%. Os cálculos da administração municipal são de que a aplicação integral da inflação no período levaria o valor a pouco mais de R$ 3,40. Os subsídios oferecidos ao sistema de ônibus ficarão em R$ 1,25 bilhão este ano, e zerar o reajuste demandaria mais R$ 600 milhões.
Enquanto isso, o governador de São Paulo optou por manter o discurso de defesa da repressão e de ataques ao movimento. “A polícia estava trabalhando. Se houve excesso pontual, será apurado”, disse Alckmin hoje de manhã a jornalistas, após cerimônia no Palácio dos Bandeirantes. Ele voltou a acusar os manifestantes de “vandalismo”, afirmando que o movimento tem caráter violento e motivações políticas. “A polícia tem trabalhado para garantir o direito de ir e vir das pessoas. A polícia atua até para proteger os próprios manifestantes.”
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Maria do Rosário, criticou os excessos cometidos, mas atribuiu o erro aos dois lados. “Não é justificável que manifestações utilizem métodos violentos, mas também não é justificável que manifestantes sejam reprimidos de forma violenta”, declarou a ministra à Agência Brasil.
“Os manifestantes devem pensar que atitudes violentas não combinam com a democracia, democracia que o Brasil construiu com manifestações e que exige que todos os protestos sejam feitos exclusivamente na perspectiva do Estado Democrático de Direito, sem nenhuma forma de violência e de depredação”, comentou a ministra. “As forças do Estado não podem agir de forma violenta. Não combina com o Brasil a violência a manifestantes, nem a profissionais da imprensa que estavam trabalhando.”
Em nota, a CUT afirmou que os "desdobramentos desastrosos" das manifestações mostram que a população paulista está "cansada de ser vítima da falta de uma política de mobilidade urbana". A central cobra ainda a abertura de canais de diálogo entre autoridades e sociedade civil. "Nesse sentido, a CUT se dispõe a conversar com o poder público e apresentar propostas que contribuam para a solução do problema, melhorem a qualidade do transporte coletivo e, consequentemente, a vida dos trabalhadores/as e da população em geral. Sugerimos também a realização de uma conferência para discutir a mobilidade urbana."
No RBA
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E agora hein, Globo????

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Alckmin e Cel.Meira têm muito a se explicar...

Mais uma prova da farsa provocada pela PM ontem: a munição utilizada pela corporação para reprimir a manifestação e intimidar a imprensa.
Na foto, dois exemplos de munição menos que letal antidistúrbio que são compradas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo para a PM. A da esquerda é a antimotim, indicada para distúrbios à curta distância. Ou seja, até 5 metros, ideal para a situação ocorrida lá pelo fato dela apenas servir para provocar barulho e ter índice baixíssimo de letalidade. É muito usual em presídios e confrontos sem espaço de manobra, como estádios de futebol.
A corporação, no entanto, usou a da direita, para disparos a partir de longas distâncias. A menos de 50 metros, tem a mesma energia de uma munição ponto 22 letal para pistola. Em nenhuma foto divulgada ou publicada os policiais estão a mais de 50 metros, além de estarem apontando justamente para regiões vitais. O impacto delas (cabeça, peito e traqueia) pode matar.
Os camaradas do MPL e da imprensa deram sorte de estarem vivos. Só para comparação, o Choque costuma usar essa munição, mas geralmente apontando para as pernas e nádegas, já que a bala perde força em trajetória de descenso. Em linha reta, à curta distância, é mais perigosa que um revólver calibre 32. Mais informações aqui e aqui.
Rafael Ribeiro
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Nota Pública da Juventude do PT - JPT

 
Nota Pública da JPT contra a ação violenta da Polícia Militar de São Paulo nas manifestações contra o aumento das tarifas de transporte público!

Os últimos acontecimentos envolvendo manifestantes e a PM em São Paulo evidencia, mais uma vez, o problema agudo da Segurança Pública no Estado de São Paulo. O uso excessivo, arbitrário e desmotivado de força policial contra manifestações pacíficas em muito se assemelham aos episódios de violência contra jovens da periferia, espancados, presos e mortos sob a justificativa de combate ao Crime. Ontem, a justificativa foi o combate à baderna.

Não é a primeira vez que manifestações de orientação pacífica são reprimidas. A criminalização dos movimentos sociais parece ser prática comum deste governo. Fatos preocupantes marcaram a ação desastrada da PM no último dia 13/06. São alguns deles: foi gravado um PM quebrando o vidro de uma viatura com o seu cassetete; vários manifestantes foram presos ou tomaram de seus pertences garrafas de vinagre, comumente utilizado por manifestantes para conter os efeitos do gás lacrimogênio (produto químico que se discute sua proibição); a prisão de vários jornalistas, entre eles uma repórter do Jornal Folha de São Paulo ferida por uma bala de borracha no olho.

Esses episódios precisam ser investigados com punição rigorosa aos responsáveis, a começar pelo Comandante da Operação da PM no local, além de suspensão imediata de todos os integrantes da tropa de choque que participaram da guerra armada de um lado só.

A sensação que se tem, é que se a PM reprimisse o crime organizado com a mesma veemência que combate manifestação pacífica, não teríamos, por exemplo, o PCC pautando e apavorando o Governo Alckimin e a Polícia Paulista com ataques e ondas de violências permanentes, com noticiários sazonais, mas sempre presentes!

É repulsiva e inaceitável a ação da PM em todas as manifestações pacíficas que ocorrem no Estado de São Paulo, a criminalização dos movimentos sociais levada a efeito pelo Estado nas últimas passeatas que ocorreram na cidade de São Paulo deve ser reconhecida pela sociedade como ato criminoso, passível de sanção de pena a seus agentes.

A Juventude do PT de São Paulo repudia e irá cobrar e acompanhar de perto as ações do poder público no sentido de identificar, punir e coibir ações violentas e truculentas da PM de São Paulo, que remontam ao cerceamento da liberdade de livre manifestação e reunião antes só vivenciado em período de Ditadura Militar.

Pela identificação e punição dos PMs covardes que agiram com violência contra as manifestações pacíficas!

Rogério Cruz
Secretário Estadual da Juventude do PT/SP

Erik Bouzan
Secretário Municipal da Juventude do PT de São Paulo
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Ode à Baderna

http://images.rodrigovianna.com.br/wp-content/uploads/2013/06/1016171_193138394177647_819886215_n.jpg 
Nada mais assustador para um conservador do que a baderna.
Um dos discursos mais comuns à direita brasileira é esse: peçam o que quiserem, digam o que quiserem, mas não façam baderna. E, sobretudo, não atrapalhem o trânsito. Não por outra razão, qualquer cobertura da mídia nacional sobre passeatas, manifestações e grandes movimentações de massa acabam, sempre, em manchetes de trânsito. Os camponeses foram a Brasília pedir reforma agrária? Atrapalharam o trânsito. As mulheres da Marcha das Margaridas invadiram as Esplanada dos Ministérios para pedir saúde e educação no campo? Provocaram engarrafamentos. A moçada parou São Paulo para reclamar do aumento da tarifa do transporte público? O promotor mentecapto, parado no trânsito, pede a PM para espancar e matar os manifestantes. Afinal, o filhinho dele está na escola. Mas como chegar para pegá-lo a tempo, se os bárbaros impedem o trânsito?
Quando, além de parar o trânsito, os manifestantes fazem baderna, aí não! Aí já é demais! Não pode ter baderna. Tem que ser como aquelas passeatas pela paz na Zona Sul do Rio de Janeiro, todos de branco na Avenida Atlântica, copos-de-leite às mãos, o trânsito compreensivelmente parado para a procissão de cidadãos contritos. A polícia, claro, à distância, com as sirenes reverencialmente desligadas. Tudo assim, sem baderna, dentro da lei e da ordem. A manifestação do mundo ideal.
Pena que para quem pega quatro conduções por dia e gasta em média quatro horas dentro delas (ou esperando por elas) a realidade seja outra. No mundo do transporte público não tem hakuna matata. O pau come no ponto, no ônibus lotado, nas estações de trem e metrô diariamente conflagradas. Para o usuário de transporte coletivo, todo dia tem confusão e baderna, mas é difícil explicar isso para o mundo da Avenida Paulista. Para a classe média bem motorizada, as demandas do transporte coletivo são subterrâneas, confinadas a um universo específico sobre o qual só se tem notícia quando motoristas e cobradores entram em greve. É o dia em que a patroa de Higienópolis se inquieta porque a empregada vai chegar mais tarde ou, horror dos horrores, nem vem trabalhar. Quem vai fazer almoço? E os petizes, sob a guarda de quem ficarão no playground?
E, de repente, vem a baderna.
Multidões de cidadãos, jovens, velhos, brancos, negros, empregadas, office-boys, desempregados, professores, trabalhadores, trabalhadoras, desocupados. Baderneiros. Quebram ônibus, depredam vidraças, picham paredes, revolvem a cidade e deixam marcas no asfalto.
O horror, o horror!
Então, todos se unem contra a baderna. Podem pedir o que quiserem, podem se manifestar, cruzar as ruas com bandeiras, mas, por favor, não atrapalhem o trânsito. Políticos de todos os matizes se unem para bradar: baderna, não! Antigos militantes de esquerda que ainda acham um lindo momento histórico as barricadas de Paris, em 1968, estão, ora vejam, revoltados com a baderna. Pedras, paus, coquetéis molotov, é preciso conter os bárbaros e acabar com a baderna. Não interessa se eles vivem em panelas de pressão, amontoados em latas automotivas superlotadas, se ganham uma miséria e, agora, terão que pagar mais 20 centavos pelo mesmo sofrimento diário. O que importa é que eles, baderneiros, estão atrapalhando o trânsito.
Então, a solução é descer a porrada. Passar a borracha no lombo desses baderneiros, enfiar-lhes o cassetete na cuca, tocar o gado revoltado para o corredor polonês.
Que a violência policial contra os manifestantes venha do governo de São Paulo, não causa espécie a ninguém. O PSDB é um partido de direita, o governador Geraldo Alckmin é um numerário da Opus Dei, organização católica de extrema-direita, e a PM de São Paulo é um substrato intocável do aparato policial-militar herdado da ditadura. Os policiais que tomaram o centro da cidade para espancar e prender manifestantes e jornalistas são os cães de guarda desse sistema. Não há disfunção alguma no que estão fazendo: eles existem, basicamente, para isso. Para tocar a negrada a pau, para dar paz a Higienópolis e garantir a brisa fresca de domingo nos Jardins. Dessa gente e de sua guarda pretoriana devem cuidar, nas próximas eleições, o povo de São Paulo.
Mas, onde está o PT? Onde está o prefeito Fernando Haddad, este que já avisou, de Paris, pelo Twitter, que não irá “tolerar vandalismo”? Onde estão os vereadores, deputados e senadores do partido que nasceu nas monumentais greves do ABC paulista, em plena ditadura militar, que os chamava, ora vejam, de baderneiros? Nada. Ninguém de braços dados para enfrentar a tropa de choque. Todos quietinhos, com seus militantes sempre tão subordinados, para saber o que vai sair no Jornal Nacional e na Veja de domingo. Até lá, melhor deixar as barbas de molho. Para os que ainda têm barba, claro.
Nessa vergonhosa escalada de violência tocada pelo governo tucano de São Paulo, não podia faltar, claro, o apoio da mídia. Não há manifestantes para a ela, mas só baderneiros. Manifestantes são franceses, suecos, turcos, chineses. No Brasil, são vândalos e desocupados interessados em depredar o patrimônio público, como se a imprensa brasileira, hoje povoada de engomadinhos formados em cursinhos de trainee, alguma vez tenha se preocupado, de fato, com a segurança física dos ônibus usados pelos pobres.
Perdão, gente indignada com os vândalos. Mas entre a hipocrisia e a baderna, eu fico, alegremente, com a segunda.
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