8 de jun de 2013

Veja o que a Veja é

O pasquim Veja é uma 
vergonha para o jornalismo e 
para quem o exerce. 
Baseia-se, propositalmente, 
em um jornalismo meramente 
declaratório e em off, porque 
a intenção é criar uma 
atmosfera para derrubar um 
governo trabalhista
Todo mundo sabe, até os ímpios, os brucutus, os perversos e os patifes, que a revista Veja, a Última Flor do Fáscio, é um pasquim de péssima qualidade editorial, e, por sê-lo, não é levado a sério, porque se fosse o povo brasileiro acreditaria nela, o que não é o caso, porque ninguém, a não ser a parte da classe média pequena Mussolini, a mesmíssima que, por meio do DNA, ainda usa vassouras janistas, realiza, de forma ridícula e total falta de senso, as marchas contra a “corrupção”, que reúnem meia dúzia de gatos pingados chamados pelas redes sociais, bem como se transformam, de maneira permanente, em viúvas de Carlos Lacerda, político de extrema direita, golpista e, lamentavelmente conhecido pela alcunha de Corvo.
A Veja, também conhecida como a revista porcaria, é um libelo fascista, esquizofrênico e que atualmente é administrada pelo filho do falecido Roberto Civita, homem que transformou o magnata Rupert Murdoch, o ex-dono do jornal extinto News of the World, em um ser ingênuo, apesar de sua picaretagem e bandidagem, para publicar “escândalos” e destruir, literalmente, reputações por intermédio de escutas clandestinas, ameaças e chantagens de toda ordem, com o objetivo de se dar bem tanto no mercado publicitário, jornalístico e político.
Rupert Murdoch sofreu as consequências, pois seu pasquim fechou as portas, além de ter sido chamado às falas para explicar tamanha molecagem ao governo e parlamento inglês, realidade esta que nunca aconteceu com um dos Murdoch daqui, o empresário Roberto Civita, chefe do editor e capataz-mor, o bicheiro Carlinhos Cachoeira, que, para ter seus “negócios” concretizados, valeu-se de todo tipo de jogo baixo, a fim de derrubar ministros, o governador do DF, Agnelo Queiroz, bem como chantagear e ameaçar prefeitos, autoridades parlamentares e quem quer que seja, com a cooperação e fidelidade canina do senador cassado Demóstenes Torres, seu empregado de luxo e porta-voz no Senado, além de replicador das ameaças e dos interesses escusos de tal bicheiro, que encontrava, sem sombra de dúvida, cumplicidade nas páginas bestiais de Veja, a ter como seu “sócio” para tamanhas imundícies o jornalista Policarpo Jr., chefe do pasquim de caráter fascista em Brasília.
Esse exemplo sobre o mundo sombrio e lamacento de Veja é apenas um exemplo, porque esse pasquim à Mussolini é um atentado ao jornalismo, à democracia e à ordem constitucional. Há anos tal libelo comete toda sorte de ilegalidades, a ponto de se associar a um homem considerado criminoso conhecido nacionalmente por desestabilizar até o Governo Federal, com a queda de ministros acusados de corrupção. Contudo, as acusações nunca foram comprovadas, bem como as autoridades nomeadas por uma presidenta constitucionalmente eleita pelo povo brasileiro até hoje “correm” atrás de justiça, a exemplo dos ex-ministros Carlos Lupi e Orlando Silva.
O pasquim Veja é uma vergonha para o jornalismo e para quem o exerce. Baseia-se, propositalmente, em um jornalismo meramente declaratório e em off, porque a intenção é criar uma atmosfera para derrubar o governo trabalhista de Dilma Rousseff, além de ter sido um atentado, volto a afirmar, à ordem democrática e institucional. Veja, por intermédio de seu jornalismo de esgoto, não tem, sobretudo, responsabilidade com a verdade dos fatos e acontecimentos, porque a realidade para a publicação da Abril não passa apenas de uma questão meramente prosaica, porque não importa, indubitavelmente, ao herdeiro do Civita e aos seus asseclas, que inundam as páginas da Última Flor do Fáscio com o jornalismo mais sujo e golpista que tive o desprazer de verificar e confirmar toda semana.
Agora a revista porcaria quer a prisão de José Dirceu, mas quando se trata do bicheiro Carlinhos Cachoeira e do editor Policarpo Jr, o semanário de péssima qualidade se cala. Estou citar apenas o escândalo do Cachoeira, mas são dezenas e dezenas de casos como esses, muitos deles que jamais vão chegar aos olhos e aos ouvidos do público, pois abafados e escondidos no armários cheio de esqueletos de tal pasquim.
Antes de tudo, os comparsas que escrevem na revista, que é uma máquina de moer reputações, deveriam pelo menos se olhar no espelho todo dia e, consequentemente, perceberem que são autores e responsáveis por um pasquim de extrema direita, que nunca vai ser punido, porque neste País publicações danosas e golpistas como a Veja são intocáveis e, por conseguinte, um atentado constante contra a democracia brasileira.
Veja não tem moral para exigir nada, muito menos do Poder Judiciário, apesar de ele ser composto por alguns juízes midiáticos e sedentos de fama, o que é uma desfaçatez, pois a função social do juiz é, evidentemente, de julgar calado e ciente de que está a tratar do destino e da vida de seres humanos que são réus e que, por seu turno, podem ser presos. Juiz bom é juiz calado, discreto e apolítico. Juiz em pleno exercício de suas funções só pode fazer política quando cidadão eleitor — nas urnas. Veja é o que é. Como o escorpião é o que é: perigoso e venenoso. É isso aí.
Davis Sena Filho
No 247
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A verdade sobre Roberto Civita

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Bergamo aponta falha na biografia de Dirceu

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"Otávio Cabral, de Veja, diz que entrevistou 63 pessoas. Não me entrevistou. E deu uma informação completamente errada citando meu nome", diz a jornalista Mônica Bergamo, colunista mais influente da Folha, sobre o livro "Dirceu", lançado neste fim de semana; Cabral afirma que o ex-ministro convidou Bergamo para que ela aguardasse sua prisão, no fim do ano passado, mas a informação, segundo a colunista, é falsa; barraco na Folha tende a crescer, uma vez que Cabral é casado com Vera Magalhães, editora do Painel
A jornalista Mônica Bergamo, colunista da Folha e profissional de imprensa mais influente do País, com 281,2 mil seguidores no Twitter, apontou um erro sério de apuração no livro "Dirceu", a biografia não autorizada de José Dirceu, escrita por Otávio Cabral, editor da revista Veja. Ela nega ter sido convidada pelo ex-ministro para acompanhar sua prisão, que poderia ter sido decretada por Joaquim Barbosa, no fim do ano passado.
"Otávio Cabral, de Veja, diz que entrevistou 63 pessoas. Não me entrevistou. E deu uma informação completamente errada citando meu nome", disse Mônica, em seu Twitter.
Cabral citou Mônica Bergamo ao falar de uma reportagem escrita por ela, quando Dirceu vivia seu momento mais tenso. E insinua um suposto conluio entre o ex-ministro e a jornalista. Ela, por sua vez, diz que, como a prisão era esperada, atuou jornalisticamente e foi às 5h da manhã bater no interfone de Dirceu, que permitiu sua subida. Assim Bergamo descreve o encontro:

Dirceu tem momentos de tensão à espera da polícia

Colunista da Folha
O interfone tocou ontem às 5h30 da manhã na casa do ex-ministro José Dirceu, na Vila Mariana, em São Paulo.
Um de seus advogados, Rodrigo Dall'Acqua, e a Folha pediam para subir.
O porteiro hesita. "Como é o seu nome? Ele [Dirceu] não deixou autorização para vocês subirem, a gente não chama lá cedo assim." Ele acaba tocando no apartamento do ex-ministro, ninguém atende. Dall'Acqua liga para o advogado José Luis Oliveira Lima, que está a caminho. Telefonemas são trocados, e Dirceu autoriza a subida.
Na saída do elevador, o ex-ministro abre a porta de madeira que dá para o hall. Por uma fresta, pede alguns minutos para se trocar.
Abre a porta.
Pega a Folha entre vários jornais sobre uma mesa. Comenta algumas notícias. Nada sobre a possibilidade de Joaquim Barbosa, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), decretar a sua prisão ainda naquela manhã.
INTUIÇÃO
Está de camiseta preta e calça jeans cinza.
Senta no sofá da sala. A empregada ainda não chegou. Ele se desculpa. Não tem nada o que servir.
"Eu não vou dar entrevista para você, não", diz à colunista da Folha. "Podemos conversar, mas não quero gravar. Não estou com cabeça. Dar uma entrevista agora, sem saber se vou ser preso? É loucura, eu não consigo."
E, diante da insistência: "Estou com uma intuição, não devo dar".
Em poucos minutos, chegam o advogado Oliveira Lima, três assessores e uma repórter que trabalha no blog que o petista mantém.
Dirceu pega o seu iPad.
"Acho que eu vou lá [no escritório do apartamento] fazer um artigo para o blog. Mas falar sobre a situação econômica do Brasil, gente? Hoje? Eu não estou com cabeça."
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O caso tem potencial para criar um pequeno barraco na Folha de S. Paulo, onde outra das principais colunistas, a jornalista Vera Magalhães, é casada com Otávio Cabral. No Twitter, ela e Cabral costumam trocar juras de amor. Até agora, Vera, que edita o Painel, não se manifestou sobre o erro apontado pela colega Mônica Bergamo no livro do maridão.
* * *

63 entrevistas que faltaram em “Dirceu”

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Da presidente Dilma Rousseff ao ex-presidente Lula, passando por políticos que foram deputados estaduais, federais, homens da Igreja e do sindicalismo, todos contemporâneos do biografado, "Dirceu", de Otávio Cabral, se ressente de ao menos 63 entrevistas para dar equilíbrio ao texto; afinal, quando só se ouve adversários, mesmo que sejam 63 - ou 62, em razão da ausência da citada Monica Bergamo - o retrato sempre sai pior que a encomenda; ou a ideia era mesmo fazer o quanto pior, melhor?
Já houve na revista Veja, registrado no editorial batizado de Carta ao Leitor, um jornalista que, para escrever uma reportagem sobre religião, houvesse lido, de ponta a ponta, a Bíblia Sagrada. Foi, ao menos, o que estava garantindo no texto de apresentação da matéria, publicada nos anos 1990. Por sorte, ninguém fez sabatina com o profissional para conferir o que ficou retido em sua memória da leitura integral, repita-se, do texto sagrado. Ufa!
Agora, após 63 entrevistas, outro jornalista de Veja concluiu a biografia não autorizada do ex-ministro José Dirceu. Ou melhor, 62, à medida em que a também jornalista Monica Bergamo levantou a mão, na sua conta do Twitter, para dizer que a história na qual ela foi citada não existiu – e que ela jamais foi ouvida por Otávio Cabral.
A questão é que, entre os 63/62 entrevistados, quando foi mesmo que a presidente Dilma Rousseff, colega de Dirceu no governo Lula, foi ouvida sobre o personagem? E o ex-presidente Lula, chefe dele? Ou os com ele condenados na AP 470 José Genoíno e Delúbio Soares?
A resposta é simples: não foram ouvidos, pelo motivo de que mais uns, e menos outros, são todos próximos a Dirceu e pertencem ao partido que ele ajudou a fundar. Poderiam, afinal, contar histórias positivas sobre ele. Não era o caso.
Num exercício de vinte minutos, 247 listou, além dos quatro personagens acima, outros 59 que igualmente conviveram com Dirceu nas últimas três décadas, desde que ele se elegeu deputado estadual em São Paulo, mas não foram ouvidos para o livro. Gente como o ex-deputado Geraldo Siqueira Filho, eleito como Dirceu, no início dos anos 1980, para Assembleia Legislativa do Estado, pela ponta esquerda do eleitorado. Ou o atual prefeito Fernando Haddad, que foi ministro na mesma equipe do biografado.
No campo pessoal, nada foi agendado com Zeca Dirceu, filho de Dirceu, ou com suas ex-esposas Clara Becker e Maria Angela Zaragoza, que teriam, certamente, muito a contribuir para o perfil mais íntimo do personagem.
Não importa, como se vê, o número de entrevistados para a feitura de uma boa biografia. É mais importante a qualidade. E pelo critério do autor, como é típico da revista Veja, mais importante ainda foi ouvir adversários de Dirceu, e não pessoas que pudessem contar o outro lado de cada história. Pelo desvio no nascedouro, o livro chega aos leitores com defeitos de origem que o recomendam mais como um petardo contra o biografado do que como um trabalho equilibrado de encontrar uma verdade em meio a uma apuração – e não partir de uma certeza para justificá-la com histórias e frases escolhidas, como foi feito.
No 247
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Con "error cero" culminaron auditorías electorales en Venezuela

La verificación arrojó un resultado equivalente a “error cero”, que significa una
coincidencia del 99,98 por ciento de los comprobantes revisados. En el proceso
participaron diversos miembros de la sociedad, como grupos organizados,
políticos y embajadores.
Con "error cero" culminó este viernes la auditoría de las elecciones presidenciales que se realizaron el pasado 14 de abril en Venezuela y en las que triunfó el candidato de la Revolución Nicolás Maduro, indicó el Consejo Nacional Electoral (CNE) de ese país suramericano.
Los participantes firmaron este viernes el acta que da fin al proceso, en el que se realizó la verificación ciudadana al 46 por ciento de las mesas electorales, el 54 por ciento restante se auditó el día de las elecciones, tal como lo dictamina el órgano electoral.
Este proceso inició el pasado 6 de mayo, a solicitud de la Mesa de la Unidad (MUD) organización política de la derecha, con el objetivo de comprobar que no hubo discrepancia entre la intención de voto del elector y el acta de escrutinio emitida por las máquinas de votación. La verificación ciudadana se realizó comparando los comprobantes de voto con el acta de escrutinio y el acta del Centro Nacional de Totalización del CNE.
Durante la jornada participaron diversos grupos de la sociedad civil, embajadores y personal diplomático europeo. Sin embargo la MUD, que solicitó se iniciara el proceso, abandonó el mismo antes de su inicio, alegando que "no" se cumplía con sus "exigencias".
El CNE dejó claro que la verificación arrojó un resultado equivalente a “error cero”, teniendo coincidencia del 99,98 por ciento de los comprobantes revisados. Hubo casos de mesas en los que faltaba uno o dos comprobantes de votación, en esos casos los auditores revisaron las actas de incidencias para verificar el por qué de la falta, donde se evidenciaba que éstas estaban debidamente justificadas.
Auditores ciudadanos
Durante todo el proceso de auditoría, se apersonaron un poco más de 140 personas de diversos sectores de la sociedad civil al galpón del CNE, en el estado Miranda (norte). Se contó con la participación de 10 auditores externos de la Universidad Central de Venezuela (UCV), 60 estudiantes universitarios, 60 operadores del órgano electoral.
También participaron representantes de organizaciones políticas, pescadores, embajadores, maestros, abogados, consejos comunales, comités de salud, deportistas, músicos y demás representantes de grupos organizados, para ser parte de la revisión de la cual se informó en directo, a través de la página web del CNE www.cne.gob.ve.
El CNE decidió este viernes realizar una auditoría sobre las cajas que presentaron indicios de haber sido revisadas en la verificación ciudadana fase I, la noche del 14 de abril, esto como actividad complementaria del proceso de verificación.
Esta actividad se realizará el próximo sábado 9 de junio, en las instalaciones del CNE en parroquia del estado Miranda, Filas de Mariche, en presencia de las organizaciones políticas que participaron en la fase II, los auditores externos de la UCV y los técnicos electorales.
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Madiba volta a ser hospitalizado

Infecção pulmonar obrigou ex-presidente da África do Sul a entrar na madrugada de sábado no hospital.
Nos últimos meses, Mandela teve várias infecções pulmonares Reuters
O ex-presidente sul-africano, Nelson Mandela, de 94 anos, foi outra vez hospitalizado neste sábado devido a uma infecção pulmonar. A presidência diz que o estado de ex-político é “preocupante mas estável”.
“Esta madrugada, à 1h30 hora local, o seu estado de saúde deteriorou-se e ele foi transferido para o hospital de Pretória. O seu estado é ainda preocupante mas está estável”, lê-se num comunicado do gabinete do Presidente Jacob Zuma.
O porta-voz do Presidente disse entretanto que era um bom sinal que Mandela estava a respirar sem necessidade de aparelhos. "Os médicos dizem que está a respirar sozinho e penso que é um sinal positivo", afrirmou Mac Maharaj. "Madiba [como é também conhecido Mandela] é um combatente e na sua idade, enquanto estiver a combater, está bem", concluiu.
Antes, o porta-voz tinha descrito a situação de Mandela como "grave, mas estável". "Desta vez é grave", tinha comentado. "Cada dia que ele dica mais velho, é mais grave."
No Publico
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Nos EUA, eletrônica espiona; no Brasil, mídia se desmancha

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Fujimori & Menem presos. Agora só falta FHC!

FHC, Fujimori & Menem formaram o trio de marionetes do neoliberalismo latino-americano. A tríade causou a maior hecatombe econômica que se têm notícias por estas bandas. Nem as ditaduras e nem as sete pragas do Egito, juntas, conseguiram maior destruição dos que estes legítimos vira-latas latinos.

Humala deniega el indulto al expresidente peruano Fujimori

La Comisión de Gracias Presidenciales recomendó por unanimidad no conceder el indulto
Seguidores del expresidente Fujimori, en una protesta en diciembre de 2012.
Martín Mejía (AP)
El vilo político en el que estaban tanto el oficialismo de Gana Perú como el partido Fuerza Popular del fujimorismo ha terminado. Ahora podrán pactar o enfrentarse sin condiciones, dado que el presidente Ollanta Humala recogió la opinión de la Comisión de Gracias Presidenciales de no indultar al exmandatario peruano Alberto Fujimori, gobernante entre 1990 y 2000, condenado en abril de 2009 a 25 años de prisión por crímenes de lesa humanidad y corrupción.
Desde la noche del jueves, algunos periodistas reportaron que el esperado informe de la comisión, dependiente del Ministerio de Justicia, ya estaba listo. En un mensaje a la prensa, el presidente Humala comentó que el informe estuvo listo el miércoles 5 y que este viernes tomó la decisión.
El presidente peruano confirmó la noticia después de ser difundida por el ministro de Justicia, Daniel Figallo, quien indicó que Humala tomó la decisión a las 10 de la mañana de este viernes, “porque la solicitud no se ajusta a los motivos para el indulto humanitario: (Fujimori) no tiene enfermedad terminal, ni grave, ni incurable, ni degenerativa, tampoco tiene trastornos mentales insalvables”, y el expediente de la solicitud “no tiene fuerza para romper la condena judicial”.
Los hijos de Alberto Fujimori solicitaron la gracia para su padre en octubre del año pasado, después de que Ollanta Humala respondiera, cuando le preguntaron si daría el indulto a Fujimori, que él no podía responder a ese interrogante si no existía una petición formal. El ingeniero, preso en una instalación policial, ha tenido lesiones cancerosas en la boca, y en el pasado ha sido operado cinco veces por ese motivo. Los médicos también le han diagnosticado depresión. El lugar donde cumple su pena es una casa que además de la cocina, baño, habitación, living y escritorio, cuenta con un tópico (enfermería), taller de escultura y pintura, un jardín y una huerta: todo ello en 750 metros cuadrados, donde puede recibir visitas a cualquier hora cuatro veces por semana. El diario La República informó el viernes que entre enero y mayo de este año ha recibido 649 visitas. En su declaración sobre los motivos de la no concesión del indulto, Humala ha dicho que “es el ciudadano preso que está en las mejores condiciones del Perú”.
Tanto el titular de Justicia como Humala han destacado en sus declaraciones para justificar la decisión que valoraron el “concepto del arrepentimiento” que no ha existido por parte del exgobernante. Fujimori fue condenado por la Sala Penal Especial en 2009 por homicidio calificado y lesiones graves por las matanzas de Barrios Altos y La Cantuta, cometidas en 1992 por el grupo paramilitar Colina; y por secuestro agravado de un empresario y un periodista. Además, fue condenado por usurpación de funciones, corrupción de funcionarios, peculado (apropiación de bienes públicos) y violación del secreto de las comunicaciones. Recientemente, Chile aprobó que se le procese judicialmente por otro caso más, por el desvío de fondos del Estado a operaciones psicosociales en la denominada ‘prensa chicha’, tabloides creados y manipulados por el Servicio de Inteligencia Nacional, que dirigía en ese entonces el asesor Vladimiro Montesinos. Ese juicio aún no ha empezado.
Humala ha pedido además que no haya un “circo político” tras esta decisión por consideración a la familia de Fujimori. “Yo sé el sufrimiento de una familia cuando tiene un familiar preso”, ha dicho en alusión a su hermano Antauro, quien participó en 2005 en el ataque a una comisaría en Andahuaylas, en un levantamiento contra el gobierno de Alejandro Toledo, un hecho que en su momento el político nacionalista respaldó y del que luego se desmarcó.
Jacqueline Fowks
No Ficha Corrida
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Falar brasileiro

Caros Amigos, abril2013
Marcos Bagno
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Veja é condenada - II

Merece destaque a decisão da Justiça gaúcha que condenou a Revista Veja, da Editora Abri, e as jornalistas Mônica Weinberg e Camila Pereira a indenizar, por danos morais, no valor de R$ 80 mil, a um professor de História do Colégio Anchieta, situado em Porto Alegre.
O dano moral em liça emergiu da veiculação pela Veja, edição nº 2074, da matéria "Prontos para o Século XIX". Segundo a sentença de 1ª instância, confirma pelo Tribunal de Justiça em sede de apelação, a reportagem produzida pelas jornalistas descontextualizou e distorceu fatos, expondo aos leitores, de forma irônica, que educadores e instituições de ensino incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos.
A magistrada entendeu que a revista Veja pressupõe equivocadamente que os pais são omissos e não sabem o que os filhos estão aprendendo em sala de aula. Também disse que a matéria agride ao concluir que os professores levam mais a sério a doutrinação esquerdista do que o ensino das matérias em classe.
A sentença, confirmada pelos desembargadores da 10ª Câmara Cível  do TJ/RS, ainda identifica que o texto das jornalistas ofendeu a honra do professor ao qualificá-lo, de forma pejorativa, como esquerdista, sem a sua autorização, de modo a extrapolar os limites da liberdade de imprensa.
Confiram a nota produzida pela assessoria de imprensa do TJ/RS:

Revista de circulação nacional indenizará professor da Capital

Por veicular reportagem cujos fatos foram descontextualizados e distorcidos, a Editora Abril S/A e as jornalistas Mônica Weinberg e Camila Pereira terão que indenizar um Professor de História de Porto Alegre, em R$ 80 mil, de forma solidária. A decisão da 10ª Câmara Cível do TJRS confirma sentença de 1° Grau, mantendo também a obrigação dos réus de publicar na revista Veja o teor da decisão da Juíza Laura de Borba Maciel Fleck.
Caso
Professor de História do Colégio Anchieta, na Capital, ajuizou ação indenizatória por danos morais em desfavor da Editora Abril S/A e das jornalistas autoras da reportagem intitulada "Prontos para o Século XIX", divulgada pela revista Veja nº 2074.  De acordo com o autor, a publicação teve o objetivo de expor ao leitor, de forma irônica, que os educadores e as instituições de ensino incutem ideologias anacrônicas e preconceitos esquerdistas nos alunos.
Ele destacou um trecho da publicação:
"Cena muito parecida teve lugar em uma classe do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, outro que figura entre os melhores do país. Lá, a aula de história era animada por um jogral. No comando, o professor Paulo Fiovaranti. Ele pergunta: ‘Quem provoca o desemprego dos trabalhadores, gurizada?’. Respondem os alunos: ‘A máquina’. Indaga, mais uma vez, o professor: ‘Quem são os donos das máquinas?’. E os estudantes: ‘Os empresários!’. É a deixa para Fiovaranti encerrar com a lição de casa: ‘Então, quem tem pai empresário aqui deve questionar se ele está fazendo isso’. Fim de aula".
De acordo com o autor, a reportagem distorceu fatos ocorridos em sala de aula, o que foi expressado em tom ofensivo e permeada de generalização infundada. Mencionou que as rés fizeram afirmações gratuitas e levianas, tornando o autor uma espécie de “ícone” representativo de uma classe de profissionais ignorantes, despreparados.
Citados, as rés sustentaram que a equipe da revista foi autorizada a assistir aulas nas duas escolas citadas na matéria, assim como fotografar e divulgar os nomes dos professores. Alegaram que a gravação da aula demonstra os ensinamentos do autor em sala de aula, indo ao encontro com o entendimento de que não se observa neutralidade política na aula ministrada pelo autor.
1° Grau
Para a Juíza Laura Fleck, a publicação deixou de registrar que o professor ministrava aula sobre a Revolução Industrial, Século XVIII, estabelecendo relações entre o passado e o presente, a fim de estimular a atenção e o raciocínio dos alunos. "Forçou, a reportagem, ao afirmar a ideologia política do autor e estereotipá-lo como esquerdista por conta de seu método de ensino, desconsiderando os seus mais de 15 anos como professor e a tradição da escola, transpondo a fronteira da veracidade e da informação", afirmou a magistrada.
"Tenho que o conteúdo da matéria jornalística, além de ácido, áspero e duro, evidencia a prática ilícita contra a honra subjetiva do ofendido. A reportagem, a partir do momento que qualifica o autor como esquerdista, com viés, de resto, pejorativo, sem a autorização do demandante, extrapola os limites da liberdade de imprensa", ressaltou a julgadora.
"A revista está pressupondo que os pais são omissos e não sabem o que os filhos estão aprendendo na escola. Da mesma forma, a publicação é agressiva ao afirmar que os professores levam mais a sério a doutrinação esquerdista do que o ensino das matérias em classe, induzindo o leitor a entender que o autor deve ser incluindo como este tipo de profissional", completou a Juíza, que fixou a indenização a título de danos morais em R$ 80 mil. A quantia vai acrescida de correção monetária pelo IGP-M a contar da publicação da sentença e de juros de mora de 1% ao mês incidentes a partir do evento danoso (20/08/08).
Condenou os réus, solidariamente, a publicarem na revista "Veja", sem qualquer custo para o autor, a sentença condenatória. A decisão é do dia 31/10/12.
Recurso
As partes recorreram ao TJ. O autor da ação buscou a majoração do valor da indenização por dano moral e os demandados defenderam a reversão completa da decisão proferida.
Ao analisar a apelação, o Relator, Desembargador Marcelo Cezar Müller, enfatizou que o direito de informação pode ser livremente exercido, mas sem necessidade de ofensa ao direito do professor, no caso, do autor da ação. "Contudo, na hipótese, a ofensa não era necessária e em nada contribuía para a apresentação do tema de forma clara e consistente ao público. Referiu-se o nome do professor de maneira a extrapolar o exercício regular de um direito. Isso porque uma parte da aula, que possuía um contexto, foi destacado e inserido na reportagem. Esse modo de apresentar o tema, em relação ao autor, escapou da completa veracidade do fato", avaliou o relator. "Existiu o excesso, sem qualquer necessidade, que não era requisito para ser exercido plenamente o direito de informar", completou o Desembargador.
O relator afastou a condenação referente à publicação da sentença condenatória na Veja, mas teve o voto vencido nessa questão. O Desembargador Jorge Alberto Schreiner Pestana divergiu do relator, e votou por manter a condenação também neste tópico. Ele foi acompanhado pelo Desembargador Paulo Roberto Lessa Franz.
Apelação Cível 70052858230
Charles Leonel Bakalarczyk
No Advivo
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Veja é condenada - I

Entre as muitas informações enviesadas e sem fundamento que a Veja já publicou, esteve uma envolvendo o ex-secretário de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Luiz Gushiken. Uma nota dizia que ele havia jantado com um empresário e dividido uma conta de R$ 3,5 mil, pagando sua parte em dinheiro.
Isso foi em 2006. Pois bem, agora, a revista foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais a Gushiken. Segundo o site Consultor Jurídico, a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo entendeu que a revista excedeu os limites da informação, opinião e de crítica ao trazer informações que não foram comprovadas apenas para transmitir uma imagem de esbanjamento.
Foi exatamente isso. Não havia nada que sustentasse a nota publicada pela Veja. Os advogados de Gushiken mostraram um cupom fiscal referente à refeição de duas pessoas, totalizando R$ 362,89, pagos com cartão de crédito. E também um documento assinado por um maitre do restaurante desmentindo a nota.
A revista alegou sigilo da fonte para não dizer de onde tirou a informação sobre os tais R$ 3,5 mil.
Para o desembargado Alcides Silva Júnior, a nota transmitiu "a imagem de esbanjamento, de 5 salários mínimos em uma refeição, e de dúvida quanto à procedência do numerário, por ser em espécie, havendo inclusive o destaque 'Gushiken e o Latour: dinheiro vivo', incompatíveis com o ocupante de cargo ou função públicos", mas os fatos não se comprovaram.
"O autor sofreu dano moral pelos equívocos da matéria jornalística, não só pela disparidade do gasto que lhe foi atribuído, com o histórico de sua militância política, desde os tempos da LIBELU e do Sindicato dos Bancários até a fundação do PT e da CUT, e esta foi a intenção alegada, mas porque incompatível com a austeridade exigida, não só pelo alto cargo ocupado, à época, no Governo Federal, mas pela influência pessoal que detinha em decisões relevantes de interesse nacional, tanto que, em decorrência da matéria, foi alvo de duras críticas por parte do Senador Heráclito Fortes, e com certeza de deboches, como revelou a outra testemunha, pois a matéria era para ser jocosa, devendo os réus compensar o dano", afirmou o relator do caso no TJ-SP.
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A face do novo jornalismo (não, não estamos falando de Gay Talese ou Tom Wolfe)

O caminho apontado por Glenn Greenwald, autor do furo sobre o esquema de vigilância do governo americano.
GG
GG
Glenn Greenwald. Você já leu alguns artigos dele aqui no Diário. O advogado constitucionalista, jornalista, blogueiro e escritor é autor do furo sobre o esquema de vigilância do governo americano sobre milhões de cidadãos, organizado pela Agência de Segurança Nacional. Além de contas telefônicas, um programa chamado PRISM monitorava informações de Microsoft, Yahoo, Google, Facebook, AOL, YouTube, Apple, PalTalk e Skype.
O artigo repercutiu mundialmente. Depois de ser equiparado a seu antecessor George W. Bush, o presidente Obama foi obrigado a dar uma resposta, como sempre em seu pior estilo sabonete: “Eu dou as boas vindas a esse debate”.
“Eu encaro meu jornalismo como um advogado de acusação”, disse Greenwald ao New York Times. “As pessoas dizem coisas, você acha que ela estão mentindo e então vai atrás de documentos para provar”. Greenwald incorpora um novo jornalismo: independente, agressivo, combativo, absolutamente conectado. Colunista do inglês The Guardian – provavelmente, o melhor jornal do mundo hoje –,  ele migrou para lá por causa de seu blog Unclaimed Territory, fundado em 2005 (chegou a dar expediente um ano e meio no escritório de advocacia nova-iorquino Wachtell, Lipton, Rosen & Katz).
Seus textos costumam ser longos, bem argumentados, repletos de links e sempre, sempre opinativos. É prolixo, eventualmente. Não larga o osso. Antes do Guardian, escreveu para o ótimo site Salon, onde publicava sem passar por qualquer editor – principal e notadamente o que o contratou.
“Sua postura política é determinada pela sua personalidade, sua relação com a autoridade, o quanto você se sente confortável com sua vida”, afirmou na entrevista ao Times. “Quando você cresce gay e não é parte do sistema, você se obriga a avaliar: ‘sou eu, ou o sistema que é ruim?’”
Greenwald foi criado na Florida e vive no bairro da Gávea, no Rio de Janeiro, com seu parceiro David Michael Miranda. Os dois se conheceram na praia, em Ipanema. Suas causas envolvem a Guerra do Iraque, a do Afeganistão e a perda das liberdades individuais nos Estados Unidos. Bateu pesadíssimo no filme de Kathryn Bigelow, A Hora Mais Escura, sobre a caçada a Osama Bin Laden  (o qual, diga-se, é um bangue-bangue de propaganda). É acusado por seus inimigos de “esquerdista” e de ser complacente com o terrorismo.
Greenwald deu um passo didático em direção ao futuro do jornalismo: o modelo financiado pelo leitor (crowdfunding, que tem bancado filmes, shows, sites, discos etc etc). Grosso modo, abriu uma conta e pediu doações. Como escreveu no Guardian:
Desde que eu comecei a escrever sobre política, tenho contado com doações anuais de leitores para permitir-me fazer o jornalismo que eu quero fazer: primeiro quando tinha minha página no Blogspot e depois no Salon. Esse tem sido o principal fator da minha independência – irrestrita no que eu posso dizer e fazer – porque significa que eu sou responsável, em última instância, pelos meus leitores, que não têm uma agenda diferente da minha, e sem medo da reação negativa de ninguém. O apoio dos leitores também tem financiado diretamente a maior parte do trabalho que eu faço e de ser capaz de ter assistentes de pesquisa e outros recursos necessários.
Por essa razão, quando transferi meu blog do Salon para o Guardian, o Guardian e eu acordamos que eu continuaria a depender em parte do apoio do leitorado. Ter isso como parte do combinado, ao invés de ficar exclusivamente com o pagamento do Guardian, foi vital para mim. É o modelo em que realmente acredito.
É indispensável para minha independência. Me habilita a trabalhar mais efetivamente, tendo os recursos de que preciso para dispender o tempo no que realmente acredito que possa causar impacto.
Atualmente, essa não é a maneira segundo a qual o jornalismo é financiado nos círculos estabelecidos, mas estou convencido de que é o melhor caminho. Estou sinceramente agradecido a todos os leitores que gastam seu tempo vindo aqui e àqueles que no passado apoiaram o meu trabalho.
Da próxima vez em que você ouvir falar em novo jornalismo, esqueça Gay Talese ou Tom Wolfe. O futuro está aqui e não é mais como era antigamente.
Kiko Nogueira
No DCM
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Pravda: Brasil já tem 2.703 corruptos presos

No Brasil, o número de pessoas presas por crimes contra a administração pública, tais como corrupção e peculato, cresceu 133% entre dezembro de 2008 e dezembro de 2012. Esse percentual representa sete vezes mais que o aumento de toda a população carcerária do País.
Atualmente, 2.703 pessoas, entre funcionários públicos e particulares sem ligação com o governo, encontram-se presas no Brasil, cumprindo pena por crimes contra a administração pública. Ainda assim, a população carcerária corrupta ocupa menos de 1% das celas dos presídios brasileiro.
Os dados são do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça que compila dados prisionais das 27 unidades federativas. Entre todos os crimes contra a administração pública, o que registrou maior crescimento foi o peculato - cometido por servidor que se apropria de bem público no exercício do cargo. O aumento de prisões por esse crime foi de 220% desde 2008.
Segundo o Depen, os números levam em conta apenas condenações definitivas, e não prisões temporárias. A série histórica começa em 2005, mas foi só em 2008 que os registros começaram a ser informados com detalhes pelo órgão. Antes disso, o número só havia ultrapassado a barreira dos 2 mil presos em 2007.
No ano seguinte, as prisões desabaram, mas voltaram a crescer constantemente até chegar aos números atuais.
Houve um aprimoramento nas técnicas de investigação e uma mudança na postura do Judiciário, que passou a ser mais rigoroso contra esses delitos.
Dados de outros órgãos federais reforçam a tese de aumento nas punições de funcionários públicos. A Controladoria-Geral da União (CGU) expulsou 564 servidores acusados de irregularidades em 2011, mais que o dobro que no início da década passada. E as prisões de servidores feitas pela Polícia Federal atingiram o auge entre 2006 e 2008, quando quase 400 pessoas por ano foram presas nas operações do órgão.
Vários desses processos podem estar chegando agora aos tribunais superiores e rendendo condenações. O próprio Judiciário está se cobrando para que os processos não fiquem estacionados sem julgamento.
Entre as mudanças apontadas por especialistas como responsáveis pelo aumento nas punições, estão a criação de novos órgãos de controle, como a própria CGU (nascida em 2001), além de aprovação de leis mais rígidas, como a da Ficha Limpa e a da compra de votos. Além disso, há novas técnicas para descobrir crimes, como o monitoramento do patrimônio dos servidores para detectar enriquecimentos incompatíveis com a renda.
Para Rita, porém, o mais importante foi a criação do Conselho Nacional de Justiça, em 2004. Uma das principais metas do CNJ determina que todos os processos de crimes contra a administração pública distribuídos antes de 2011 sejam julgados até o fim deste ano. Em 2012, metade das 27 mil ações que esperavam decisões foram julgadas. A tendência é que o número de presos aumente.
Se há avanços, também existem desafios para combater a corrupção endêmica no Brasil. Ainda há muito o que fazer na área das licitações, no financiamento das campanhas eleitorais e no funcionamento de órgãos de controle, principalmente os Tribunais de Contas.
Antonio Carlos Lacerda, correspondente internacional do PRAVDA.RU
Ilustração: AIPC - Atrocious International Piracy of Cartoons
No Assaz Atroz
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Veja faz de Dirceu um monstro e alerta o STF

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Em sua cruzada pela prisão de José Dirceu, a revista Veja desta semana dedica a capa à biografia não autorizada escrita por seu editor Otávio Cabral; nela, o ex-ministro da Casa Civil é acusado de sequestrar um estudante na juventude, de manter uma vida tripla (e não dupla) quando vivia no Paraná e de chantagear o ex-presidente Lula; na reportagem seguinte, logo após atirar novas pedras num réu, Veja coloca a faca no pescoço dos ministros Teori Zavascki e Luís Roberto Barroso, alertando para o risco de que eles livrem Dirceu da prisão; sutileza de sempre foi mantida na era pós-Roberto Civita
Para a revista Veja, a prisão de José Dirceu, assim como seu aniquilamento e a destruição completa de sua biografia, é uma questão de honra. Não fosse assim, a revista não teria recorrido aos serviços do bicheiro Carlos Cachoeira para tentar seguir – ilegalmente – todos os seus passos no Hotel Naoum, em Brasília. Da mesma forma, a revista não teria feito uma capa com fogos de artifício, quando o Supremo Tribunal Federal definiu as penas dos réus da Ação Penal 470.
Dirceu é um alvo especial para a revista porque ocupa um papel simbólico na história da esquerda brasileira. Transformá-lo em bandido, em personagem inescrupuloso ou numa espécie de monstruosidade moral é uma maneira, também, de criminalizar a própria esquerda.
É nesse contexto que se insere a biografia não autorizada "Dirceu", escrita pelo jornalista Otávio Cabral, editor de Veja. Até algumas semanas atrás, divulgava-se que o livro não seria mais lançado, diante dos receios da editora LeYa. Agora, "de surpresa", o livro chega às livrarias pela Record e também à capa de Veja desta semana, cuja imagem é simbólica: o "monstro" pragmático Dirceu tira a máscara do "herói" sonhador, que ele usara na juventude. Abaixo disso, chamadas impactantes como num thriller policial: "Uma biografia não autorizada conta a transformação do jovem militante em um exímio manipulador político, homem de negócios e condenado que SEQUESTROU - TEVE MÚLTIPLAS IDENTIDADES - CHANTAGEOU LULA.
Uau! Quanta maldade reunida num só personagem!
Sobre o livro em si, poucas revelações bombásticas, a julgar pelo que está contido na reportagem de Veja. Uma das revelações é a de que, enquanto viveu no Paraná com Clara Becker e assumiu a identidade do empresário "Carlos Henrique", Dirceu não mantinha apenas uma vida dupla, que ocultava da própria mulher. Ele também teria tido uma amante em São Paulo, onde comprava roupas para sua loja, e, portanto, tinha uma "vida tripla", segundo Veja.
Sobre o sequestro, ele diria respeito ao estudante João Parisi Filho, membro do Comando de Caça aos Comunistas, que teria tentado se infiltrar entre militantes do movimento estudantil. Descoberto, ele teria sido levado a cárcere privado e submetido a agressões físicas pela turma de Dirceu.
Em relação a "chantagem a Lula", o livro conta que Dirceu obteve a presidência do PT depois de uma conversa tensa – e sem testemunhas – com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dirceu teria ameaçado abandonar o PT e revelar esquemas de caixa dois do PT com empreiteiras, caso Lula não o apoiasse – o que não parece ser tão verossímil. E como a conversa se deu sem testemunhas, quem a terá revelado ao editor de Veja?
O que importa, no entanto, é a caracterização do personagem. Dirceu é, na biografia de Otávio Cabral e na reportagem de Veja, assinada por Thais Oyama, um monstro. "Um anti-herói sem escrúpulos que, como tantos outros na história política, escondeu a ambição atrás de um falso ideal".
Desmascará-lo ajuda também, na lógica de Veja, a desmascarar todos os ideais de esquerda. E basta virar a página para descobrir que, na era pós-Roberto Civita, a principal revista da Editora Abril mantém a mesma sutileza de sempre. A reportagem "Supremo à beira da curva" diz que, "aprovado para a corte", Luís Roberto Barroso enche os mensaleiros de esperança. No texto, a revista faz um apelo para que ele e seu colega Teori Zavascki não livrem os réus da cadeia.
Lembrando: Dirceu foi condenado pela teoria do "domínio do fato". Sabia porque, segundo a maioria da corte, seria impossível que não soubesse. Na formação de quadrilha, foi condenado por cinco votos a quatro – o que lhe dá direito aos embargos infringentes.
Mas o monstro precisa ser destruído, aniquilado e preso. É este o objetivo da biografia "Dirceu" e da capa de Veja desta semana.
No 247
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Quem manda aqui?

"The Economist" surgiu no auge da desapiedada exploração dos trabalhadores britânicos, e por iniciativa da indústria têxtil de Manchester - a vanguarda daquele old liberalism, que inspirou Marx e Engels a redigirem seu Manifesto Comunista. Bons tempos eram aqueles, nos quais os operários - entre eles crianças de 8 e 10 anos - trabalhavam de 12 a 16 horas por dia e, quando faltavam aos domingos, pagavam multa pela ausência. O mundo tem mudado, menos "The Economist". Naqueles tempos magníficos, a revista acompanhava os investimentos britânicos no Brasil e aplaudia o punho de ferro do imperialismo em nossas terras.
Em nossos tempos atuais, na defesa dos bancos ingleses e dos especuladores da City, a publicação pretende nomear o Ministro da Fazenda de nosso país: um ministro que faça tudo o que o governo britânico está fazendo hoje contra seu próprio povo, com o arrocho fiscal e o corte até o osso nos gastos sociais, para que sobre para o capital financeiro.
A revista, depois de haver sugerido (em nome de que e de quem?) a demissão de Guido Mantega em dezembro do ano passado, volta a fazê-lo agora. Esquecem-se seus editores de que a Inglaterra é hoje um leão desdentado, que vive à sombra do poder de sua antiga colônia americana, e se tornou o grande valhacouto de banqueiros bandidos, como os fraudadores do Barclay's, e confessos lavadores de dinheiro do narcotráfico, como os senhores do HSBC.
O Brasil é um país soberano, com suas instituições democráticas recuperadas há quase trinta anos, e quem manda aqui é o seu povo, mediante o parlamento e a Chefia do Estado, eleitos diretamente pelos cidadãos. Aqui mandamos nós, e os ministros são escolhidos e nomeados por quem tem o poder constitucional de fazê-lo: a chefia do poder executivo.
Assim, e, por favor, Shut Up!.
Editorial do Jornal do Brasil
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Estudiantes mantendrán tomada sede de Universidad de Chile indefinidamente

Un 54% de los alumnos votó a favor de continuar con la ocupación
El Consejo de Presidentes de la Federación de Estudiantes de la Universidad de Chile (FECH) anunció este jueves que mantendrán “por tiempo indefinido” la toma de la casa central de la institución de educación superior, profundizando así el plan de lucha que emprenden en reclamo de una educación gratuita y de calidad.
Según el resultado de las votaciones en asambleas, el 54 por ciento de los alumnos votó a favor de continuar con la ocupación, que inicio cuatro días atrás, mientras que solamente un 14 por ciento rechazó la idea y otro 24 por ciento se abstuvo.
El presidente de la FECH, Andrés Fielbaum, defendió la votación porque “demuestra que los estudiantes entendieron que la medida de presión se enmarca en un proceso ascendente de movilizaciones”.
De igual manera, Fielbaum añadió que mantienen la convocatoria de una marcha nacional programada para el próximo jueves 13 de junio, la cual estará, presuntamente, apoyada por el magisterio y otros sectores de la sociedad.
“Es un momento importante. Por un lado debemos cobrarle cuentas pendientes al presidente Sebastián Piñera, en relación a las demandas que no fueron atendidas. Por otra parte, tenemos que demostrar que la forma de avanzar del movimiento estudiantil es mediante la protesta y no en procesos electorales”, precisó.
El dirigente universitario aprovechó la ocasión para advertir que el movimiento estudiantil no aceptará “ofertones de campaña” y que demostrarán “a todos los candidatos (presidenciales) que, mientras no se abran los espacios de participación, las movilizaciones se seguirán radicalizando”.
En relación a las facultades que no estén movilizadas, indicó que tienen plazo para realizar votaciones hasta este viernes. Sin embargo, Fielbaum agregó que el fin de la toma dependerá de variables como la cantidad de facultades movilizadas y la participación que exista al interior del recinto.
Desde mayo de 2011, año en el que el Ejecutivo chileno aprobó una reforma educativa en la que prima lo privado sobre lo público, los estudiantes han emprendido numerosas protestas y movilizaciones de calle para reclamar una educación de carácter público, gratuito, democrático y de excelencia.

Bachelet propone reforma para gratuidad de las universidades chilenas

Bachelet promete universidades gratis si es electa presidente
El exmandatario y candidata presidencial chilena, Michelle Bachelet, prometió este viernes que emprenderá una reforma educativa en su país si llegara a ser electa jefa de Estado en las próximas elecciones que se realizarán en la nación, y dentro de esta reforma plantea la gratuidad de las universidades.
"La idea es que cambie el paradigma de cómo entendemos la educación, que pase de ser lo que es hoy día un 'bien de consumo' donde depende de la capacidad de pago de cada cual donde se puede tener acceso", dijo Bachelet.
La expresidenta lidera las encuestas para resultar vencedora en la elección primaria del próximo 30 de junio, en la que la coalición de centro-izquierda seleccionará a su candidato único para los comicios que se efectuarán en el país en noviembre.
Bachelet detalló que de llegar a ser electa presidente propondrá en los primeros 100 días de su gestión "una reforma completa" a la educación que tendrá como eje principal la gratuidad de la educación universitaria.
Sobre esto, el presidente de la Federación de Estudiantes de la Universidad de Chile, Andrés Fielbaum comentó que "es una sorpresa obviamente, que refleja cuán ineludibles se han convertido las propuestas del movimiento estudiantil y cuán desgastado está el actual modelo que entiende la educación como un negocio".
A nivel escolar, Bachelet sugirió "terminar progresivamente con el lucro y el financiamiento compartido", que permite que funcione los colegios privados con subvención del Gobierno.
"No queremos que con los recursos públicos se hagan negocios privados'' y ''estamos hablando de un sistema educativo integrado nacional, que tiene proveedores públicos y privados, con valores y principios iguales para todos", agregó.
Hace dos años atrás estallaron en el país las más masivas protestas estudiantiles de las últimas décadas, para acabar con el sistema heredado de la dictadura de Augusto Pinochet (1973-1990) que todavía está vigente.
Pinochet redujo paulatinamente el aporte público a la educación y fomentó el ingreso de privados. Sus reformas hicieron que en la actualidad sólo un 40 por ciento de los escolares asista a colegios públicos gratuitos y que a nivel universitario no sea posible estudiar gratuitamente.
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Não mostrem isso nas aulas de economia

O gráfico aí de cima mostra a trajetória da inflação, mês a mês, e foi publicado hoje em O Globo, com o resultado de 0,37% do IPCA anunciado de manhã pelo IBGE.
Eu, que peguei a mania da Miriam Leitão de ficar usando gráfico para explicar as coisas, tomei a liberdade de colocar, junto dele, uma linha com a trajetória da taxa Selic do Banco Central.
O resultado é algo que não pode ser mostrado nas aulas de economia, porque contraria o manualzinho que diz que “inflação sobe, juro sobe” e “inflação cai, juro pode cair”.
E se você juntar aí a curva do consumo das famílias, aí é que a coisa dá um nó. Porque não se encontra, nem revirando o depósito das Casas Bahia, nenhuma corrida às compras que pudesse estar elevando preços. Houve, é verdade, alta no preço dos alimentos, mas isso não se combate com alta de juros públicos.
A menos que se ache que os plantadores de tomate estão especulando com a taxa Selic.
Mas o perverso disso é que será, no mínimo, uma “meia-trava” no que há de melhor hoje, em nossa economia, que é o investimento produtivo – o melhor indicador do PIB foi a formação bruta de capital fixo – e o que ele projeta para a produção futura, para o emprego e para o consumo.
Bom, há uma alternativa: passar a ensinar, nos cursos universitários, que a mídia é “fundamento econômico”. E que o papel da autoridade monetária é defender os ganhos dos especuladores.
Fernando Brito
No Tijolaço
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