7 de jun de 2013

Abril, sob Gianca, corta pessoal e 10 revistas

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Sob nova direção, o Grupo Abril começou às 16h00 da sexta-feira 7 o mais profundo processo de corte de pessoal, extinção de títulos e enxugamento de custos de sua história; as demissões começaram pelo meio da pirâmide de produção, entre os diretores de núcleos; foi dispensado, entre outros, o diretor Claudio Ferreira, responsável durante os últimos anos pela área comercial da revista Veja; presidente Giancarlo Civita não esperou nem a missa de sétimo dia de Roberto Civita para executar as medidas que seu pai se recusava a tomar
Antes mesmo de ser rezada a missa de sétimo dia pela morte de Roberto Civita, que presidiu o Grupo Abril, a empresa iniciou, às 16 horas desta sexta-feira 7, talvez o maior e mais duro corte de funcionários, extinção de títulos e enxugamento de despesas de sua história, informa o Portal Imprensa. Sob a presidência de Giancarlo Civita, as medidas duras que seu pai não queria tomar começaram a ser executadas em relação a uma série de diretores de núcleos da organização, entre eles Claudio Ferreira, responsável por vários anos pela área comercial da revista Veja.
Dos 52 títulos de revistas da Abril, pelo menos 10 deverão ser extintos. O processo de cortes deve prosseguir na próxima semana. Rumores dão conta da necessidade de redução de R$ 100 milhões em despesas anuais, o que implicaria numa redução de cerca de 10% do quadro funcional. Isso representaria cerca de mil demissões.
No início da noite desta sexta-feira, o Grupo Abril anunciou a reestruturação administrativa, que inclui a demissão de pelo menos 7 executivos da companhia, citando a "busca de melhores resultados". Segundo a Abril, a nova estrutura representa uma evolução dos esforços da empresa para "manter-se líder no setor brasileiro de mídia impressa e ampliar sua relevância no mundo de conteúdos digitais".
"Racionalização dos recursos"
"O desenho da nova estrutura apresenta como principal movimento a reorganização e o reagrupamento das Unidades de Negócios que estavam anteriormente sob o chapéu da Abril Mídia e que agora passam ao comando direto do presidente-executivo da Abril S.A., Fábio Colletti Barbosa", diz a empresa em comunicado.
"A concepção do novo desenho teve como premissas fundamentais o fortalecimento do jornalismo de qualidade; a valorização das marcas para consolidar a entrada em novos negócios; o equilíbrio entre produção e distribuição de conteúdo impresso e digital; uma maior autonomia das unidades de negócios; a diminuição de distâncias hierárquicas para dar mais velocidade às decisões e aos processos internos e, assim, aumentar a conexão com as comunidades de leitores, internautas e usuários; e, por fim, a manutenção do foco na racionalização dos recursos", segue a nota.
Deixam a empresa Alfredo Ogawa, diretor de Serviços Editoriais da Abril Mídia (26 anos de Abril), Brenda Fucuta, diretora Superintendente da extinta UN Segmentada I (22 anos de empresa), Claudio Ferreira, diretor Comercial de Administração da Unidade de Negócios Veja. Também foram anunciadas as saídas de Daniel Gomes, diretor de Planejamento Estratégico e Novos Negócios, Kaike Nanne, diretor do Núcleo Comportamento, Márcia Neder, diretora do Núcleo Moda e Beleza (34 anos na Abril) e Paula Traldi, diretora de Recursos Humanos da ex-Abril Mídia.
Abaixo, reportagem a respeito publicada pelo Portal Imprensa:

Editora Abril demite Diretores de Núcleo; até dez títulos podem ser fechados

Após semanas de boatos e informações prevendo uma demissão em massa no Grupo Abril, a empresa iniciou, na tarde desta sexta (7/6), um processo de reestruturação que envolve desligamentos e fechamento de títulos.
Segundo IMPRENSA apurou, os cortes começaram pelos diretores de núcleo que passaram a ser chamados por volta de 16h.
Entre os demitidos estão Alfredo Ogawa, diretor de serviços editoriais da Abril Mídia; Brenda Fucuta, diretora superintendente da extinta UN Segmentada I; Claudio Ferreira, diretor comercial de administração da Unidade de Negócios Veja; Daniel Gomes, diretor de planejamento Estratégico e Novos Negócios; Kaike Nanne, diretor do Núcleo Comportamento; Márcia Neder, diretora do Núcleo Moda e Beleza e Paula Traldi, diretora de Recursos Humanos da ex-Abril Mídia.
Está prevista para a próxima semana a divulgação de quais revistas serão descontinuadas e o quanto esses cancelamentos afetarão o quadro de funcionários. Fala-se na redução de até mil vagas.
IMPRENSA contatou a assessoria de imprensa do Grupo Abril e aguarda pronunciamento oficial da empresa sobre os cortes.
Reestruturação do grupo
Com as mudanças, o Grupo Abril passa a ter uma nova estrutura e a junção das unidades de negócios que estavam ligadas à Abril Mídia. Elas serão cinco: Unidade de Negócios Veja, UN Exame, UN Abril Segmentadas, UN Negócios Digitais e UN de Negócios de Assinaturas.
A UN Veja será comandada por Thais Chedes Soares que acumula o cargo de diretora geral de publicidade; a UN Exame será comandada por Claudia Vassallo; a UN Abril Segmentadas será dirigida por Helena Bagnoli no comando geral e Claudia Giudice como diretora superintendente.
Já a UN de Novos Negócios Digitais terá Manoel Lemos como titular e reúne as operações Alphabase, iba, Elemidia, E-commerce e um Fundo de Investimento em Empresas de Tecnologia. A UN de Negócios de assinatura continua sob a liderança de Fernando Costa.
Foi criada uma assessoria editorial à presidência que será ocupada por Edla Müller que seguirá com o trabalho realizado por Thomas Souto Corrêa. Também foi criada uma vice-presidência de operações e gestão que será comandada por Marcelo Bonini.
Resultados positivos
A reestruturação da companhia acontece dois meses depois do anúncio da divulgação de receita líquida de R$ 2,98 bilhões, alcançados em 2012. Já a receita publicitária da empresa foi de R$ 1,03 bilhão no período.
Giancarlo Civita, que à época da divulgação dos resultados estava no cargo de vice-presidente do Conselho de Administração da companhia, destacou que "mesmo em ano de cenário econômico complicado mantivemos firme a missão de difundir cultura, educação e entretenimento".
A parte digital da empresa também apresentou números satisfatórios. Os sites da Abril atingiram 59 milhões de internautas no ano passado. O Exame.com teve crescimento de 86% e chegou a 53 milhões de pageviews. Em 2012, a Abril S.A. ainda comprou a participação dos minoritários na Elemidia e passou a ter 100% do negócio.
Recentemente, a empresa fez vários investimentos e aquisições por meio da Abril Educação que já conta com marcas como Ática e Scipione, Anglo, Ser, Maxi, pH e GEO, os sistemas Anglo Vestibulares e o Curso e Colégio pH.
No 247
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Protesto em São Paulo não tinha trabalhador

Aumento foi tão pouco porque Dilma e Haddad retiraram impostos
Parecia convenção do PSDB (Foto: Leandro Moraes/UOL)
As passagens de ônibus e metro aumentaram de R$ 3,00 para R$ 3,20.
E tão pouco, porque a presidenta Dilma Rousseff e o prefeito Fernando Haddad negociaram a retirada de impostos que incidem sobre passagens.
Por isso, em algumas cidades de São Paulo, como São Bernardo, o prefeito se deu ao luxo de reduzir o valor da passagem.
Ainda assim, um conjunto de jovens brancos e de classe média parou São Paulo na noite desta quinta-feira, com depredações e confrontos.
Não havia ali um único negro.
Parecia convenção do PSDB de São Paulo.
Não havia um único trabalhador, que, como observou o Chico Pinheiro no Mau Dia Brasil, estava no trem, no metrô, de volta pra casa, depois de um dia de trabalho.
Paulo Henrique Amorim
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Obama Meets Verizon: 'Can You Hear Me Now? Yes We Can.'

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Da série “certos erros só acontecem na Folha de SPaulo” (ou PORRA, FOLHA!)

Cadê que Estadão escreve isso?
Cadê que o Globo escreve isso?
Trocadilhos com Bombril: já foram praticados, obrigada.
Só espero que o Grande Gatsby não tenha se apequenado diante desse esquecimento… /o\
PORRA, FOLHA!
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Jogo Final - The Bilderberg Group

No Brasil e no mundo, a grande impresa não divulga a influência de organizações representantes de grupos econômicos transnacionais. Ao contrário, passam para opinião pública descrédito sobre quem ousa abordar o tema.
O que é:
O Clube de Bilderberg é uma conferência anual não-oficial cuja participação é restrita a um número de 130 convidados, muitos dos quais são personalidades influentes no mundo empresarial, acadêmico, midiático ou político. Devido ao fato das discussões entre as personalidades públicas oficiais e líderes empresariais (além de outros) não serem registradas, estes encontros anuais são alvo de muitas críticas (por passar por cima do processo democrático de discussão de temas sociais aberta e publicamente). O grupo de elite se encontra anualmente, em segredo, em hotéis cinco estrelas reservados espalhados pelo mundo, geralmente na Europa, embora algumas vezes tenha ocorrido no Estados Unidos e Canadá. Existe um escritório em Leiden, nos Países Baixos.
Origem do nome:
O título "Bilderberg" vem do que é geralmente reconhecido como o local em que ocorreu a primeira reunião oficial em 1954 - o Hotel de Bilderberg em Oosterbeek, perto de Arnhemia na Holanda. Embora a conferência não seja considerada um grupo de tipo algum, muitos participantes são frequentadores regulares, e os convidados são frequentemente referenciados como pertencentes a um secreto Grupo de Bilderberg.
Origens e objetivos da primeira conferência anual
A primeira conferência Bilderberg sediou-se no Hotel de Bilderberg, perto de Arnhemia, de 29 de maio a 30 de maio de 1954. A ideia da reunião foi dada pelo emigrante polonês e conselheiro político, Józef Retinger. Preocupado com o crescimento do antiamericanismo na Europa Ocidental, ele propôs uma conferência internacional em que líderes de países europeus e dos Estados Unidos da América pudessem se reunir com o propósito de promover a discussão crítica entre as culturas dos Estados Unidos da América e Europa Ocidental. Retinger se aproximou do Príncipe Bernard da Holanda que concordou em promover a idéia, em conjunto com o primeiro-ministro belga Paul Van Zeeland. A lista de convidados deveria ter sido formada pelo convite de dois participantes de cada país, representando pontos de vista liberais e conservadores (ambos os termos utilizados no sentido estadunidense), respectivamente. Para que a reunião ocorresse, foi necessário organizar uma conferência anual. Um comitê executivo foi criado, sendo que Retinger foi indicado como secretário permanente. Juntamente como a organização da reunião, o comitê realizou um registro do nome dos participantes e informações para contato, com o objetivo de criar uma rede informal de pessoas que pudessem se comunicar entre si com privacidade. O propósito declarado do Grupo Bilderberg foi estabelecer uma linha política comum entre os Estados Unidos da América e a Europa Ocidental. O economista holandês Ernst van der Beugel se tornou secretário permanente em 1960, após a morte de Retinger. Príncipe Bernardo continuou a ser o presidente das conferências até 1976, ano em que se envolveu no escândalo da Lockheed, que consistiu no envolvimento em processos relativos a recebimento de suborno para favorecer a empresa estadunidense em contratos de compra dos jatos F-104 Starfighter em detrimento dos Mirage 5. Não houve conferência naquele ano, mas os encontros voltaram a ocorrer em 1977, quando Alec Douglas-Home, ex-primeiro-ministro britânico, assumiu a presidência. Na sequência, Walter Scheel, ex-presidente da Alemanha, Eric Roll, ex-presidente do banco SG Warburg e Lord Carrington, ex-secretário-geral da OTAN.
Propósito
A intenção inicial do Clube de Bilderberg era promover um consenso entre a Europa Ocidental e a América do Norte através de reuniões informais entre indivíduos poderosos. A cada ano, um "comitê executivo" recolhe uma lista com um máximo de 100 nomes com possíveis candidatos. Os convites são enviados somente a residentes da Europa e América do Norte. A localização da reunião anual não é secreta, e a agenda e a lista de participantes são facilmente encontradas pelo público, mas os temas das reuniões são mantidos em segredo e os participantes assumem um compromisso de não divulgar o que foi discutido. A alegação oficial do Clube de Bilderberg é de que o sigilo preveniria que os temas discutidos, e a respectiva vinculação das declarações a cada membro participante, estariam a salvo da manipulação pelos principais órgãos de imprensa e do repúdio generalizado que seria causado na população. Algumas teorias dizem que o Clube Bilderberg tem o propósito de criar um governo totalitário mundial.
Perspectivas acerca da natureza do grupo
A alegada justificativa do grupo pelo sigilo é que isso permite que os participantes falem livremente sem a necessidade de ponderar cuidadosamente como cada palavra poderia ser interpretada pelos órgãos de comunicação de massa. Alguns, entretanto, consideram a natureza elitista e secreta das reuniões como antiético em relação aos princípios da inclusão em sociedades democráticas.
Participantes
Participantes do Bilderberg incluem membros de bancos centrais, especialistas em defesa, barões da imprensa de massa, ministros de governo, primeiros-ministros, membros de famílias reais, economistas internacionais e líderes políticos da Europa e da América do Norte. Alguns dos líderes financeiros e estrategistas de política externa do Ocidente participam do Bilderberg. Donald Rumsfeld é um Bilderberger activo, assim como Peter Sutherland, da Irlanda, um ex-comissário da União Européia e presidente do Goldman Sachs e British Petroleum. Rumsfeld e Sutherland compareceram em conjunto em 2000 na câmara da companhia de energia suíço-sueca ABB. A jornalista Clara Ferreira Alves, o político e professor universitário Jorge Braga de Macedo e Francisco Pinto Balsemão são três exemplos portugueses. O ex-secretário de defesa dos Estados Unidos da América e ex-presidente do Banco Mundial Paul Wolfowitz também é um membro, assim como Roger Boothe Jr. O presidente atual do grupo é Etienne Davignon, empresário e político belga.
Reuniões
  • 1954 Hotel de Bilderberg em Oosterbeek, Países Baixos
  • 18 a 20 de março de 1955, em Barbizon, França e (23 a 25 de setembro) em Garmisch-Partenkirchen, Alemanha Ocidental
  • 11 a 13 de maio de 1956 em Fredensborg, Dinamarca
  • 1959 em Yesilkoy Istambul, Turquia
  • 22 a 24 de abril de 1975 em Cesme Esmirna, Turquia
  • 1976 não houve conferência
  • 22 a 24 de abril de 1977 em Torquay, Inglaterra
  • 21 a 23 de abril de 1978 em Princeton, Nova Jérsei, Estados Unidos da América
  • 27 a 29 de abril de 1979 em Baden, Áustria
  • 18 a 20 de abril de 1980 em Aachen, Alemanha Ocidental
  • 15 a 17 de maio de 1981 em Bürgenstock, Suíça
  • 14 a 16 de maio de 1982 em Sandefjord, Noruega
  • 13 a 15 de maio de 1983 no Château Montebello em Montebello, Quebec, Canadá
  • 11 a 13 de maio de 1984 em Saltsjöbaden, Suécia
  • 10 a 12 de maio de 1985 em Rye Brook, Nova Iorque, Estados Unidos da América
  • 25 a 27 de abril de 1986 em Gleneagles, Escócia
  • 24 a 26 de abril de 1987 em Villa d'Este, Itália
  • 3 a 5 de junho de 1988 em Telfs-Buchen, Áustria
  • 12 a 14 de maio de 1989 em A Toxa, Galiza, Espanha
  • 11 a 13 de maio de 1990 em Glen Cove, Nova Iorque, Estados Unidos da América
  • 6 a 9 de junho de 1991 em Baden-Baden, Alemanha
  • 21 a 24 de maio de 1992 em Evian-les-Bains, França
  • 22 a 25 de abril de 1993 em Vouliagmeni, Grécia
  • 2 a 5 de junho de 1994 em Helsínquia, Finlândia
  • 8 a 11 de junho de 1995 em Zurique, Suíça
  • 30 de maio a 2 de junho de 1996 no CIBC Leadership Centre em Toronto, Canadá
  • 12 a 15 de junho de 1997 no Pine Isle resort em Lake Lanier, Geórgia, Estados Unidos da América
  • 14 a 17 de maio de 1998 em Turnberry, Escócia
  • 3 a 6 de junho de 1999 no Caesar Park Hotel Penha Longa em Sintra, Portugal
  • 1 a 3 de junho de 2000 no Chateau Du Lac Hotel em Bruxelas, Bélgica
  • 24 a 27 de maio de 2001 em Gotemburgo, Suécia
  • 30 de maio a 2 de junho de 2002 no Westfield Marriott em Chantilly, Estados Unidos da América
  • 15 a 18 de maio de 2003 em Versalhes, França
  • 3 a 6 de junho de 2004 em Stresa, Itália
  • 5 a 8 de maio de 2005 no Dorint Sofitel Seehotel em Rottach-Egern, Alemanha
  • 8 a 11 de junho de 2006 no Brookstreet Hotel em Otava, Ontário, Canadá
  • 31 de maio a 3 de junho de 2007 em Istambul, Turquia
  • 5 a 8 de junho de 2008 no Westfields Marriot Hotel, Chantilly (Virgínia), Estados Unidos da América
  • 14 a 17 de maio de 2009 no Astir Palace resort, em Atenas, Grécia
  • 4 a 6 de junho de 2010 no Dolce Sitges Resort, em Sitges (Catalunha), Espanha
  • 9 a 12 de junho de 2011 no Hotel Suvretta House, em St. Moritz, Suíça
  • 31 a 3 de junho de 2012 Meetings Chantilly, Virgínia, Estados Unidos da América
Fonte: wikipédia

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O que o Grupo Bilderberg pretende?

Mandar no mundo é uma boa resposta quando se vê a história da sociedade que iniciou hoje na Inglaterra mais uma de suas reuniões anuais.
Cartaz protesta contra o Bilderberg no início da reunião de 2013, a 30 km de Londres
Cartaz protesta contra o Bilderberg no início da reunião de 2013, a 30 km de Londres
Grupo Bilderberg.
Já ouviu falar? Provavelmente não, pelo seu caráter semiclandestino.
Mas poucas organizações são tão influentes quanto o Bilderberg. O nome deriva do hotel em que o grupo se reuniu pela primeira vez, em meados dos anos 1950.
Hoje, se iniciou na Inglaterra mais um encontro do Bilderberg, num hotel de campo  em Watford, a 30 quilômetros de Londres.
Um grupo de 138  homens poderosos de variadas partes do mundo vai discutir assuntos como a política externa americana, o futuro da África e a guerra civil na Síria.
Não há um só brasileiro entre os participantes da edição de 2013. Jamais houve, em todos esses anos. Isso pode ser um sinal de que o Brasil ainda tem muito a caminhar para ter, realmente, influência no mundo.
Basicamente, os integrantes do Bilberberg são representantes de grandes governos e grandes corporações. As reuniões são anuais, e o local varia. Mas o conteúdo dos encontros é sempre secreto, e a agenda trata da alta política internacional.
O grupo surgiu no rastro da Guerra Fria que opôs os Estados Unidos e a falecida União Soviética, depois da capitulação alemã.
Por trás da montagem da organização, havia uma preocupação com um possível surto de antiamericanismo no mundo que colocasse em risco os interesses dos Estados Unidos, primeiro, e do Ocidente, depois.
Um dos fundadores do Bilderberg, e ainda hoje ativo na militância, é o banqueiro David Rockfeller.
Todos os candidatos à presidência dos Estados Unidos são sabatinados pelo Bilderberg. Fiquemos nos últimos. Clinton? Foi. Bush? Foi. Obama? Foi. Na última reunião de 2012 Romney compareceu.
As reuniões costumam ser em maio ou junho, primavera no hemisfério norte. Em geral, em resorts em que os participantes possam também jogar golfe. Há um núcleo central e fixo, e é ele que define os convidados, de acordo com as circunstâncias.
Margaret Thatcher, por exemplo, foi convidada num encontro em meados dos anos 1970. Era conhecida apenas localmente, mas os comandantes do Bilderberg viram nela uma política extremamente promissora.
Acertaram, gostemos ou não.
Thatcher não falou nada no primeiro dia, e isso foi notado e cobrado. Espera-se que as pessoas falem.
Avisada, Thatcher falou no segundo dia, e virou instantaneamente objeto de admiração do grupo. Logo em seguida à reunião, ela foi convidada para conversas com gente poderosa nos Estados Unidos.
O resto é história.
Kissinger é um dos integrantes do grupo
Kissinger é um dos integrantes do grupo
Há um voto de silêncio no grupo. O conteúdo discutido é secreto. Todos os convidados se comprometem a não falar com jornalistas, embora magnatas da mídia sejam frequentes nos encontros.
Conrad  Black, dono de uma rede internacional de jornais, está costumeiramente presente — mas em suas publicações jamais saiu nada sobre o Bilderberg.
Nos últimos anos, ativistas conseguiram descobrir com antecedência o local dos encontros e vem fazendo protestos vistosos contra o Bilderberg.
O motivo é o propósito do grupo de influenciar a política internacional sem delegação popular de qualquer caráter — e sempre na sombra.
O Bilderberg passou a ficar sob uma exposição inédita, talvez fatal para uma organização que floresceu no segredo. Algumas pessoas prevêem o fim do grupo.
Se isso acontecer, não haverá muitas razões para chorar.
Paulo Nogueira
No DCM

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Nota de pesar pela morte de Pierre Mauroy

O presidente francês François Hollande, Pierre Mauroy, a presdienta Dilma Rousseff e Lula no "Fórum pelo Progresso Social", realizado em dezembro de 2012, em Paris
Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula
Faleceu hoje Pierre Mauroy, presidente da Fundação Jean-Jaurès e ex-primeiro-ministro da França. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Instituto Lula, através do seu presidente Paulo Okamotto, enviaram as condolências a parentes e familiares deste tão importante nome da nação francesa. O Instituto Lula e a Fundação Jean-Jaurès, sob a liderança de Mauroy, realizaram, em 2012, o Fórum pelo Progresso Social, que discutiu o contexto mundial atual e propôs a união de entidades progressistas do mundo.
Leia abaixo a carta enviada pelo ex-presidente Lula aos familiares:
Quito, 7 de junho de 2013
À família e aos amigos do companheiro Pierre Mauroy:
Recebi com grande tristeza a notícia do falecimento do companheiro Pierre Mauroy. Lembro de nosso último encontro em dezembro de 2012 e guardo dele a recordação de um homem de convicções e espírito generoso.
Pierre era um homem do povo e essa marca esteve presente durante toda sua militância. Da liderança do movimento estudantil à construção das políticas sociais da presidência de François Mitterrand, Pierre fez contribuições extraordinárias para o fortalecimento da justiça social na França.
Perdemos um campeão da democracia popular, mas fica conosco seu legado de lutas e ideais que deverá nos servir como exemplo e inspiração inesgotáveis.
Neste momento de consternação, quero expressar à família de Mauroy, bem como à Fundação Jean-Jaurès, ao Partido Socialista e aos amigos, minhas condolências.
Luiz Inácio Lula da Silva
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A Globo, as manifestações contra aumento de tarifas e a Turquia

Manifestações contra o aumento das tarifas de ônibus urbanos tumultuaram o fim da tarde e boa parte da noite em quatro capitais ontem - Rio, São Paulo, Natal e Goiânia. A situação foi pior em São Paulo, onde o protesto era contra reajuste também na tarifa do metrô. Na capital paulista, a manifestação congestionou o trânsito no centro e provocou tumulto. Manifestantes e a polícia entraram em confronto, e avenidas importantes para os deslocamentos na cidade, como a 23 de Maio, 9 de Julho e a Paulista, foram interditadas.
Uma cabine da PM foi incendiada, shoppings, lojas e estações do metrô foram depredados.  Bombas de gás lacrimogêneo foram usadas pela Tropa de Choque da PM para conter os manifestantes na Avenida Paulista. Segundo a polícia 500 manifestantes participaram do protesto na capital paulista. Já o movimento, Passe Livre, organizador do protesto, calcula que eram 3 mil pessoas. Desde domingo passado, a tarifa dos ônibus paulistanos passou de R$ 3 para R$ 3,20, um reajuste de 6,7%.
O protesto foi exaustivamente noticiado pelas emissoras de TV, Rede Globo à frente. Na Globo, aliás, a manifestação ganhou grande destaque no Jornal Nacional, com imagens diretas e várias chamadas. Logo após a noticia da manifestação em São Paulo e em outros Estados, o JN noticiou as manifestações massivas contra o governo do primeiro-ministro Erdogan, da Turquia.
Notícias e notícias... As da Globo e as das outras emissoras
Pode não ter sido essa intenção, mas ficou parecendo uma evidente tentativa grosseira e canhestra de ligar as duas realidades. A Globo sempre manipula situações a seu bel prazer, na certeza da impunidade, da inexistência de marco regulatório que trate do trabalho da mídia no Brasil.
No caso de ontem ficou um tanto quanto ridículo: em São Paulo houve um protesto contra aumento das tarifas de transportes públicos; na Turquia o país está convulsionado há vários dias por motivos políticos - protestam contra o autoritarismo do governo Erdogan na repressão às pessoas que faziam um protesto pacífico numa praça de Istambul.
Já a pane desta 5ª feira  no metrô paulistano não mereceu uma palavra da Rede Globo. A Linha 3-Vermelha (Corinthians-Itaquera /Palmeiras-Barra Funda) do Metrô de São Paulo apresentou problemas pela manhã. Resultado: trens lentos, cheios, plataformas lotadas e filas enormes para embarque. Os passageiros reclamaram principalmente de lentidão nos trens levando um tempo muito maior no deslocamento entre cada estação. Alguns chegaram a se queixar que passaram até 30 minutos para ir de uma estação a outra.
Panes no metrô afetam 4 milhões de pessoas e não interessam à Globo
Panes no sistema afetam seus 4 milhões de usuários, mas isso não é notícia na TV Globo. O metrô não informou o motivo da pane e nem sequer confirmou o problema. Quando deu informações minimizou a questão: disse que a única ocorrência registrada na Linha 3-Vermelha pela manhã foi um atraso de três minutos no fechamento das portas de um trem na Estação Brás, às 8h15. Segundo a empresa, que é controlada pelo governo do Estado, provocado pelo excesso de passageiros. Foi o 2º dia consecutivo de pane no metrô paulistano nesta semana.
E o governo tucano do dr. Geraldo Alckmin e seu metrô nem sequer dão satisfações aos passageiros. E a mídia, por sua vez, parece desinteressada sobre o que acontece com os transportes de São Paulo. E o mais grave é que a Globo, ao contrário de sua posição sempre crítica a manifestações violentas ou com choques com a polícia, no caso do JN ontem apenas noticiava e mostrava exaustivamente as cenas de violência e vandalismo dos manifestantes, inclusive contra a PM. Sem nenhuma crítica à manifestação. 
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Imprensa e Racismo

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Interessante pesquisa feita pela ANDI – Agência de Notícias dos Direitos da Infância faz um raio-x da cobertura sobre a questão racial nos principais jornais do país. A pesquisa mostra que o jornal que mais tratou do tema foi A Tarde, da Bahia, seguido pelo Estado de São Paulo. O tema mais coberto é cotas raciais em instituições de ensino superior. O estudo apontou ainda uma tendência dos periódicos em dissociar as violências físicas contra a população negra e o racismo. Vale ler.
No Pública
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A maconha é realmente tão ruim?

A Marijuana é uma droga polêmica. É demonizada por alguns como porta de entrada a outras drogas, e, por outro lado, também é celebrizada por sua promessa em aplicações médicas. Enquanto o júri não se decide por nenhum dos lados da moeda, uma coisa é certa: o uso dessa droga está em ascensão. De acordo com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, o número de pessoas que, nesse país, admitem ter experimentado maconha no último mês subiu de 14,4 milhões em 2007 para mais de 18 milhões em 2011.
Esse aumento pode ser devido, em parte, à falta de evidências fortes que suportem os riscos  que se suspeita serem causados pela Cannabis.  De fato, de maneira similar ao fumo do tabaco, embora a fumaça da marijuana contenha substâncias cancerígenas e alcatrão, inexistem dados conclusivos que possam ligar a maconha a danos nos pulmões. Um recente estudo de longo prazo, que, aparentemente, parecia ligar conclusivamente o uso crônico da maconha na adolescência com o baixo Q.I. de consumidores neozelandenses, foi rapidamente contestado por uma contra-análise que apontava razões de status socioeconômicos como um fator de  confusão. De acordo com o levantamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, o uso da Cannabis entre os adolescentes têm aumentado na proporção em que os baixos riscos da marijuana têm sido percebidos; e os pesquisadores – e sem dúvida os pais também -, estão ansiosos para que se chegue mais ao fundo a questão.
Respire Fundo
Em 2012, um estudo realizado na Universidade da California, San Franciso (UCSF) calculou que fumando apenas um baseado a cada dia por 20 anos a maconha pode ser benigna, embora a maioria dos participantes fumasse dois ou três e baseados por mês. O epidemiologista Mark Pletcher, quem liderou o estudo, alegou: “Eu fiquei surpreso que não vimos efeitos (do uso da maconha)”.
Uma avaliação de vários estudos epidemiológicos aponta para um tamanho de amostra pequeno e estudos pobremente projetados como as razões para os cientistas serem incapazes de se comprometerem com a alegação da ligação entre a Cannabis e o risco de câncer. Por exemplo, um estudo de 2008 sugeriu que fumar marijuana poderia reduzir o risco associado ao câncer de pulmão derivado do tabaco, demonstrando que consumidores tanto da marijuana quanto tabaco têm um risco menor de câncer do que aqueles que fumam somente tabaco (embora o risco seja maior do que para os não fumantes). Entretanto, Pletcher não é otimista sobre os efeitos da maconha sobre os pulmões, e desconfia que ainda possa haver danos ao pulmão por efeitos de longo prazo que podem ser difíceis de detectar. “Nós realmente não podemos tranquilizar-nos acera do uso intenso”, explicou o cientista.
Seu cérebro sob efeito de drogas
Existem algumas evidências sugerindo que pessoas intoxicadas assumem mais rscos e apresentam comprometimento na tomada de decisão, bem como resultados piores em tarefas dependente da memória – e deficiências residuais (após consumo) têm sido detectadas dias ou mesmo após semanas após o uso. Alguns estudos também relacionam o consumo regular da marijuana com déficits de memória, aprendizado e concentração. Um recente estudo amplamente discutido sobre o Q.I. de neozelandenses  acompanhou consumidores da Canabbis, desde o nascimento,  e mostrou que os usuários consumidores a partir da adolescência tiveram valores mais baixos de Q.I. que os não usuários. Nesse estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade de Duke, “você pode ver claramente que como consequência do uso da maconha, o Q.I. diminui”, disse Dekir Hermann, um neurologista clínico do Instituto Central de Saúde Mental na Alemanha, e que não esteve envolvido diretamente na pesquisa.
Entretanto, não menos que 4 meses depois, uma re-análise e simulação computacional realizada  pelo Centro Ragnar Fisch de Pesquisa Enocômica em Oslo contrariou os dados divulgados pela Universidade de Duke. Ole Rosberg sustentou que fatores socioeconômicos – e não o uso da marijuana -, contribuíram para os baixos Q.I. observados em usuários da maconha.
No entanto, a conclusão de Rogerberg pode ser contrariada por uma literatura considerável que suporta a ligação entre o uso da maconha e o declínio neurofisiológico. Estudos em seres humanos e animais sugerem que indivíduos que adquirem o hábito de consumir marijuana na adolescência enfrentam impactos negativos no funcionamento do cérebro, e alguns usuários encontram dificuldades para se concentrar e aprender novas tarefas.
Embora a maioria dos estudos sobre esse assunto sugere haver consequências negativas do consumo enquanto adolescente, os usuários consumidores a partir da idade adulta geralmente não são afetados. Segundo explica Hermann, isso pode ser devido a uma reorganização dirigida pels endocanabinóides presentes no cérebro durante a puberdade. A ingestão de canabinóides que se adquire com o uso da maconha pode causar um “um deturpamento do crescimento neural irreversível” disse ele.
Além das consequências na inteligência, muitos estudos sugerem que fumar marijuana aumenta o risco de esquizofrenia, e pode ter efeitos similares no encéfalo. O grupo de Hermann usou a técnica de imageamento por ressonância magnética para detectar danos associados ao consumo da cannabis na região pré-frontal do encéfalo e encontraram modificações similares àquelas vistas em pacientes com esquizofrenia. Outros estudos sugerem ainda que os esquizofrênicos consumidores da erva têm maiores mudanças no encéfalo associadas à doenças e um desempenho pior em testes cognitivos do que aqueles não fumantes.
Porém muito dessa pesquisa não é capaz de distinguir entre mudanças no encéfalo causadas pelo uso da marijuana e sintomas associados com a doença. É possível que os esquizofrênicos consumidores da maconha “possam apresentar sintomas desagradáveis (que precedem o quadro clínico da doença) e estejam automedicando-se” ao fazerem uso do efeito psicotrópico da droga, disse Roland Lamarine, professor de saúde comunitária da California State University. Ainda segundo ele, “nós não vimos uma elevação no número de esquizofrênicos, mesmo com o aumento de usuários da maconha”.
Outras pesquisas sugerem que o consumo da Cannabis entre os esquizofrênicos fez com que eles obtivessem melhores pontuações em testes cognitivos do que os esquizofrênicos não consumidores da droga. Esses relatos conflitantes podem ter ocorrido em virtude de diferentes concentrações – e diferentes efeitos -, dos canabinóides presentes na maconha. Além do tetrahidrocanabinol (THC), um canabinóide neurotóxico responsável pelas propriedades de alteração de estados mentais, a maconha também apresenta uma variedade de outros canabinóides não psicoativos, incluindo o canabidiol (CBD), o qual pode proteger contra a lesão neuronal. Hermann descobriu que o volume do hipocampo – a região do encéfalo importante para o processamento de memória – é um pouco menor em usuários de maconha do que em não usuários, porém o consumo da maconha com maior quantia de CBD balanceava esse efeito. 
Um coquetel mortal?
Embora os dados que suportem os efeitos nocivos da marijuana sejam fracos, alguns pesquisadores estão mais preocupados com a droga em conjunto com outras substâncias, como o tabaco, o álcool e a cocaína. Alguns estudos sugerem, por exemplo, que a maconha pode aumentar o desejo por outras drogas, levando, dessa forma, a má fama de droga como “porta e entrada”.  Um estudo publicado no início do mês de Janeiro apoiou essa hipótese ao mostrar que, pelo menos em ratos, a exposição ao THC aumenta os efeitos viciantes do tabaco. Além disso, a marijuana pode não ser compatível com outras drogas de prescrição médica, pois pode induzir o fígado a metabolizar medicamentos de forma mais lenta; portanto, aumentando o risco de toxicidade.
Apesar dessas preocupações, Lamarine sustenta – em virtude da quantidade de pesquisa focado nesse assunto -, ser pouco provável as consequências do uso maconha serem calamitosas. Arremata dizendo: “Nós não vamos acordar amanhã e nos depararmos com a grande descoberta que a maconha causa grandes danos ao encéfalo. Se assim fosse, já teríamos visto isso a essa altura”.
S

Cicero Escobar
No Bule Voador
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Minissérie aborda cotidiano de um conselho municipal de saúde

A minissérie Saúde em cena, produzida e organizada pelo Canal Saúde exclusivamente para o Programa de Apoio à Política Nacional de Educação Permanente para o Controle Social do SUS (QualiConselhos), já está disponível on-line. A produção é uma iniciativa inédita na Fundação.
Desenvolvido no âmbito do Curso Nacional de Ativação para o Desenvolvimento da Prática do Controle Social no SUS, o material busca retratar o cotidiano de um conselho municipal de saúde. As questões problematizadas procuram estimular os conselheiros a organizar debates e discussões sobre a saúde pública.
Com 12 capítulos, a produção faz parte da grade normal do Canal Saúde, exibido em rede fechada de televisão, e está disponível em acesso aberto no site do programa.
O material foi desenvolvido por meio de parceria entre o Departamento de Ciências Sociais da ENSP, o Canal Saúde da Fiocruz, a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa (Segep/MS) e a Vice-Direção de Cooperação e Escola de Governo da Escola (VDCEGS), que coordena a iniciativa, e conta com o apoio da Rede de Escolas e Centros Formadores em Saúde Pública.

Vitoriosa é um pequeno município do interior do Brasil onde vivem Nando e Martina, moradores que vão ter seus caminhos cruzados tendo como cenário as lutas do Conselho Municipal de Saúde.
Episódio 1: "A Arte do Encontro" - neste capítulo Lucilene vai à casa de Nando avisá-lo que ele deve assumir seu lugar no Conselho Municipal de Saúde. Assim que termina o programa de rádio, Martina recebe a notícia: seu filho Nicolas acaba de ser atropelado. Ela segue direto para a Unidade Básica de Saúde. Lá, Martina conhece Nando, que foi levar seu pai, e os dois brigam feio. No Conselho, novos conselheiros se apresentam e o assunto é o atraso nas obras da UBS. Para surpresa de Martina, Nando chega para a reunião.


Episódio 2: "Eu me comprometo" - Martina conversa em seu programa de rádio com ouvintes que reclamam do atendimento do médico da Unidade Básica de Saúde. Na Unidade, o clima é de confusão e os funcionários têm dificuldade de lidar com a impaciência dos usuários. Nando é cobrado por vizinho para que tome alguma atitude. No Conselho, são combinadas ações de divulgação do trabalho da equipe de saúde da família. Uma reunião entre a comunidade e a equipe é realizada e parece que as coisas vão começar a se ajeitar.


Episódio 3: "Pra onde vai a verba?" - Jeremias ganha na loteria e fica em dúvida de como gastar o dinheiro. Na Unidade Básica de Saúde, um episódio de preconceito revela o despreparo de uma profissional da saúde. O assunto desperta polêmica na cidade. Na reunião do Conselho de Saúde, Suzana defende a inclusão no Plano Municipal de Saúde de um projeto de "Formação de profissionais para Diversidade no SUS". Nando mostra em família que o aprendizado no Conselho já rende frutos. Honorato sofre na própria pele o preconceito.

No Blog do Mário
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Padilha no Confessionário

A suspensão da campanha de prevenção a AIDS entre as prostitutas brasileiras é uma dessas circunstâncias em que, cada vez que o ministro Alexandre Padilha se explica, pior fica para ele, para o governo, para todos os que nele confiam. Melhor seria admitir o mais antigo dos óbvios, a justificativa padrão para todo desvio administrativo pautado pela subordinação: ele obedeceu ordens, claro, da presidenta Dilma Rousseff.
Dilma rendeu-se a essa desvairada realpolitik na qual se tornou normal, e até mesmo recomendável, se aliar à escória política nacional em nome do projeto petista de poder. Garante o financiamento da mídia que a massacra, recebe elogios da latifundiária Kátia Abreu e deixa que a bancada evangélica no Congresso interfira na saúde e na vida de milhões de brasileiros e brasileiras sujeitos à contaminação pelo HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis.
Imagino que isso seja uma estratégia política brilhante, mas como sou um ignorante em marketing, sempre acho que isso vai acabar levando a todos - o PT, os eleitores de Dilma, o País - para o abismo. Por enquanto, só colho sinais.
Jean Wyllys, esse jovem deputado baiano do PSOL do Rio de Janeiro, nos dá, agora, essa contribuição essencial para compreender o grau de submissão do Ministério da Saúde a essa estratégia. Convidado como parlamentar, compareceu também como bom jornalista que é ao gabinete do ministro Alexandre Padilha para ouvi-lo dar frágeis explicações sobre a inexplicável submissão do governo aos devaneios medievais de gente como Marcos Feliciano - a quem telefonou para dar satisfação e, em seguida, foi brindado com conselhos debochados pelo Twitter.
Em certo momento, Padilha repetiu a Wyllys ter suspendido a campanha para as prostitutas porque esta "não teria passado pela avaliação do departamento de comunicação do ministério". Repito, não é melhor falar a verdade? O ministro acha mesmo que alguém com mais de 12 anos de idade vai acreditar que a campanha foi retirada de circulação, três dias depois de lançada, e toda a diretoria do departamento de combate a AIDS caiu porque os assessores de comunicação não a tinham carimbado? É essa a noção de respeito ao cidadão que sobrou dessa brilhante estratégia política de se curvar a fanáticos religiosos?
Até onde me lembro, não foi para isso que o PT chegou ao poder.
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Lula Da Silva recibió la más alta y antigua condecoración de Ecuador

Lula recibió la orden San Lázaro en el grado de Gran Collar
(Foto: EFE)
El presidente de Ecuador, Rafael Correa, impuso la más alta condecoración de su país al exmandatario brasileño Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011), a quien consideró como el candidato perfecto a convertirse en el próximo secretario general de la Unión de Naciones Suramericanas (Unasur).
El líder socialista brasileño fue condecorado este jueves con la orden San Lázaro en el grado de Gran Collar, la más antigua que otorga Ecuador, creada en el año 1809 por los patriotas independentistas, en el marco de una gira que lo llevó previamente por Colombia y Perú.
Correa también calificó a Lula como "uno de los protagonistas fundamentales de ese cambio histórico" que vive América Latina, contribuyendo ampliamente al actual proceso de integración de la llamada "Patria Grande".
"Gracias a estos cambios maravillosos en el poder político, esta región es la que ahora más crece en el mundo, la que por fin disminuye desigualdad, de las que más reduce pobreza", añadió el jefe de Estado ecuatoriano.
Asimismo, destacó que, gracias a presidentes como Lula, “por fin nuestra América está inaugurando la verdadera democracia", con justicia social. “La región ha creado órganos de integración como la Comunidad de Estados Latinoamericanos y Caribeños (Celac) y nuestra querida Unasur", añadió.
En ese sentido, Correa recordó a Lula que aún queda mucho por hacer, pues se viene la concreción de proyectos como la Nueva Arquitectura Financiera regional, la creación del Fondo del Sur y el fortalecimiento del Banco del Sur.
“América Latina sigue contando contigo, querido Lula (…) Necesitamos de ti compañero, para seguir batallando por Brasil, por América Latina, por el mundo entero, a través de los nuevos espacios de integración regional" como la Unasur, resaltó el ecuatoriano.
Por su parte, el brasileño afirmó que cree en la integración latinoamericana tanto como cree en Dios y, por ello, llamó a los pueblos latinoamericanos a emprender caminos que garanticen la unidad regional.
"No veo otra solución para nosotros fuera de nosotros mismos. O nos entendemos y nos ayudamos mutuamente para aprovechar al máximo nuestras semejanzas, o vamos a pasar el siglo XXI tan pobres como lo fuimos en el siglo XX", enfatizó.
Agregó que, a sus 67 años de edad, quiere pensar que morirá en un futuro con la certeza de que “estoy luchando por la integración de América Latina y la soberanía del continente".
Líderes progresistas
También elogió a Correa y dijo que el presidente ecuatoriano es "uno de los líderes políticos más fuertes" que conoce y que está cambiando la historia del país, ya que gobierna "para todos los ecuatorianos, tanto empresarios como trabajadores.
"Todo el mundo miraba a Estados Unidos y Europa, suponiendo que ellos tenían la solución de nuestros problemas. Los pobres no simpatizaban con los pobres, todos esperaban a que el primo rico del norte nos invitara a la fiesta. Ocurrió entonces algo muy importante, Chávez había vencido en el 1998, yo vencí en las elecciones de 2002, poco después (Néstor) Kirchner ganó en Argentina, Tabaré Vásquez en Uruguay, (Alejandro) Toledo en Perú, Evo Morales vencía en Bolivia. Faltaba Ecuador y tres años más tarde Rafael Correa fue electo acá. Ahora ya teníamos una mayoría de izquierda y presidentes progresistas", detalló.
El expresidente brasileño efectúa una corta gira por la región, que lo llevó previamente a Colombia y Perú, y tiene previsto ofrecer este viernes en Quito una conferencia magistral sobre "Desarrollo económico e inclusión social".
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Vannuchi na OEA; mídia perde mais uma

O brasileiro Paulo Vannuchi foi eleito na noite desta quinta-feira (6) como um dos três novos integrantes da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). A escolha ocorreu durante a Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), que ocorre em Antigua, na Guatemala. O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos do governo Lula vai cumprir um mandato de três anos (2014-2017) ao lado de James Cavallaro, dos EUA, e do reeleito José de Jesús Orozco Henríquez, do México.
Esta é a segunda vitória da diplomacia brasileira em menos de um mês. Em 8 de maio, Roberto Azevêdo foi eleito para o cargo de diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC). Foi a primeira vez que um representante da América Latina chegou ao posto mais alto deste órgão. Agora, com a eleição de Paulo Vanuchi, a mídia colonizada sofre uma nova derrota política.  
Desde a posse do ex-presidente Lula, os seus "calunistas" de plantão tentaram estigmatizar a política externa do Brasil. Difundiram a falsa ideia de que o país estaria mais fraco no cenário internacional. Adoradores dos EUA, eles sempre defenderam o "alinhamento automático" com o império - conforme foi aplicado durante o servil reinado de FHC - e atacaram os projetos da integração soberana da América Latina. As recentes vitórias do Itamaraty desmentem a mídia colonizada. Mostram o valor uma política externa mais ativa e altiva, que prega a soberania e a integração latino-americana.
Conforme festejou a ministra Maria do Rosário, da Secretaria dos Direitos Humanos do governo Dilma, "essa vitória é de muita importância, pois reforça a participação do Brasil nas discussões de direitos humanos em nosso continente... Paulo Vannuchi tem a sua história de vida ligada aos direitos humanos. Vannuchi foi um grande ministro para o Brasil e, com certeza, será muito importante na Comissão Interamericana de Direitos Humanos".
Altamiro Borges
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Eleição de Paulo Vannuchi à Comissão Interamericana de Direitos Humanos


O Governo brasileiro acolheu com satisfação a eleição do Senhor Paulo de Tarso Vannuchi à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para o período 2014-2017.
Eleição de Paulo Vannuchi à Comissão Interamericana de Direitos HumanosO Governo brasileiro acolheu com satisfação a eleição do Senhor Paulo de Tarso Vannuchi à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para o período 2014-2017. O Brasil também estende seus cumprimentos aos dois outros candidatos eleitos, os Senhores José de Jesús Orozco Henríquez, do México, e James Cavallaro, dos Estados Unidos.
A eleição ocorreu durante a 43ª Assembleia Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), realizada em Antígua, Guatemala, concluída hoje, 06 de junho de 2013. Foram preenchidas três vagas na Comissão, para as quais concorreram candidatos indicados por seis países.
O Brasil agradece a todos os países membros da Organização dos Estados Americanos a confiança depositada no Senhor Paulo Vannuchi. A eleição do candidato brasileiro à CIDH fortalece o compromisso do Brasil com o fortalecimento do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
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Brasil: próxima potencia militar

Las capacidades militares de un Estado aumentan junto con su crecimiento económico y sus necesidades políticas. He aquí los múltiples motivos que impulsan el desarrollo militar brasileño.
Durante los últimos ocho años Brasil ha incrementado sus inversiones militares casi en un 500%. Si bien la economía brasileña ha crecido sustancialmente durante la última década, la pobreza continúa siendo la principal problemática social. ¿Por qué entonces destinar estos cuantiosos recursos a desarrollos militares? Una mirada estratégica a largo plazo, las nuevas necesidades derivadas del ascenso económico nacional, la defensa de las riquezas naturales y el posicionamiento brasileño dentro del concierto geopolítico global son, a grandes rasgos, algunas de las respuestas.
Para comenzar es necesario recordar que Brasil es un país con una extensa, diversa y rica geografía. Cuenta con una superficie de 8,5 millones de kilómetros cuadrados y 23.102 kilómetros de fronteras terrestres y marítimas. El país es propietario de las mayores reservas de agua dulce en todo el mundo, activo de incalculable valor en un mundo cada vez más sediento. Se estima que en la actualidad 1.000 millones de personas no tienen acceso al agua potable y es por esto que la administración del recurso acuífero será, sin dudas, uno de los grandes asuntos de la política internacional del siglo XXI. La Amazonia, considerada el pulmón del planeta, es un elemento de importancia para el equilibrio climático global por su inmensidad y características de su vegetación. Esta selva de 6 millones de kilómetros cuadrados se encuentra en un 63% dentro de territorio brasileño. El petróleo es otro recurso estratégico. Durante años el desarrollo industrial del país había estado cuestionado por su dependencia de la importación de combustibles. Tras años de inversión, la empresa estatal Petrobras ha encontrado importantes reservas submarinas en la cuenca denominada pre sal, la cual podría abastecer a cerca del 40% de la demanda petrolífera del país a medio plazo. La defensa y correcto monitoreo de tan amplia geografía requiere de una compleja logística la cual se encuentra dentro de la lógica de defensa nacional y es allí donde las Fuerzas Armadas cumplen un rol de gran importancia.
Al mismo tiempo, Brasil limita con 10 países a lo largo de 15.735 kilómetros. El incremento de los flujos migratorios como consecuencia del crecimiento económico y la problemática del contrabando requieren de una estricta vigilancia. Otro asunto delicado es el narcotráfico. Perú, Colombia y Bolivia, países que comparten límites con Brasil, son los tres principales productores de cocaína del mundo y Brasil es el segundo mayor consumidor mundial (solo superado por Estados Unidos). La frontera brasileña con estas naciones es de una accidentada geografía, atravesada por cadenas montañosas, múltiples ríos y áreas selváticas de difícil acceso. La imperiosa necesidad de fiscalizar esta permeable frontera es un factor más por el que el país precisa de unas Fuerzas Armadas a la altura de las circunstancias.
Es también interesante el modo en el que el incremento de los gastos de defensa arrastra el beneficio del derrame hacia el complejo militar e industrial. En el caso brasileño este fenómeno se ve materializado en el sector aeroespacial donde la empresa Embraer tiene el papel protagonista. La compañía cuenta con aeronaves de reconocimiento y vigilancia con tecnología del más alto nivel. En lo que respecta a transporte militar la empresa está desarrollado el más ambicioso de sus proyectos. Se trata del Embraer KC-390, un avión capaz de trasladar 21 toneladas, incluyendo vehículos blindados. La unidad gozará de prestaciones superiores a la de su competidor, el Lockheed Martin Super Hércules. Distintos Ejércitos latinoamericanos e inclusive europeos ya han mostrado su interés por la mencionada aeronave, quedando así demostrado como la inversión en tecnología armamentística puede derivar en exportaciones de bienes industriales de alto valor agregado.
Sin dudas las necesidades de la política exterior ocupan un lugar principal dentro de la estrategia de desarrollo militar. Por sus dimensiones geográficas, demográficas y económicas Brasil es el líder político natural de América del Sur. La supremacía militar en el ámbito regional es un factor de importancia para la consolidación de dicho liderazgo. No es casualidad que el Estado brasileño cuente con el mayor presupuesto de defensa de la región que triplica al de Colombia, su más inmediato perseguidor. Sucede que cuando de analiza sus objetivos, Brasilia observa más de cerca los pasos de otras potencias emergentes del planeta que los movimientos de sus vecinos. Los 31.576 millones de dólares que destina a su defensa lo posicionan como el décimo primer país que más invierte en dicho sector globalmente. El segundo del continente americano (detrás EE UU) y el sexto del hemisferio occidental. De estos números se desprende que la mirada de las autoridades brasileñas apunta más hacia el equilibrio de poder global que hacia la cuestión regional. La vocación es la de ocupar un espacio de importancia dentro del emergente sistema internacional multipolar. El asunto del statu quo del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas también se encuentra sobre la mesa. Por ahora la discusión del actual modelo de cinco miembros permanentes heredado de la Segunda Guerra Mundial está cerrada. Una eficaz fuerza militar será una cuestión necesaria, pero no suficiente, para que una futura eventual apertura del órgano a nuevos integrantes contemple la posibilidad de incluir a Brasil.
La construcción de submarinos de propulsión nuclear, en cooperación tecnológica con Francia, ya se encuentra en marcha. La marina brasileña trabaja en su base de Itaguaí, ubicada en el estado de Río de Janeiro, desde donde operaran las unidades. Si bien se trata de un proyecto que no mostrará naves funcionales hasta después de 2020, demuestra que la visión es de largo plazo y que la Defensa es una real política de Estado y no la prioridad de una administración en particular. ¿Para que un submarino de propulsión nuclear? Los 7.367 kilómetros de costas y la protección de las riquezas minerales que allí descansan así lo requieren. Por otro la discusión por la soberanía o la explotación de los recursos en la Antártida podría abrirse a largo plazo (por el momento cualquier reclamo se encuentra congelado por el Tratado Antártico). En Itamaraty observan la cuestión del sexto continente como un asunto regional y no exclusivo de los países del Cono Sur, principalmente Argentina y Chile, quienes suelen referirse a la Antártida como un área sobre la cual sus derechos son los más legítimos.
Por último, y como consecuencia de los grandes eventos que Brasil albergará en los próximos años, las Fuerzas Armadas han cumplido una importante función en la escena interno. Río de Janeiro será sede de los Juegos Olímpicos en 2016. La necesidad de garantizar la seguridad en un evento de esta magnitud requiere la utilización de carros blindados de la Marina para dar soporte a las fuerzas policiales. La recuperación del control estatal en ciertas favelas, barrios hasta hace poco dominados por grupos de narcotraficantes, fue posible gracias al apoyo militar.
De todas formas si medimos el presupuesto de defensa en relación al PIB, Brasil invierte todavía muy poco, solo el 1,6%. Algunos ejemplos de países equivalentes así lo demuestran. India destina el 2,5%, Francia el 2,3%, Rusia el 4,4% y China el 2%. En otras palabras, los gastos brasileños tienen margen de crecimiento lo que abre un horizonte de posibilidades hacia el futuro. Como sucedió a lo largo de la historia con distintas potencias, las capacidades militares de un Estado aumentan junto con su crecimiento económico y sus necesidades políticas. Dentro de esta lógica, Brasil, no es una excepción.
Santiago Pérez
No esglobal
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IPCA de maio fica em 0,37%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apresentou variação de 0,37% em maio, 0,18 ponto percentual abaixo da taxa de 0,55% registrada em abril. Essa é a menor taxa para o IPCA desde junho de 2012 (0,08%). Com isso, o acumulado no ano ficou em 2,88%, enquanto havia se situado em patamar inferior em igual período de 2012, com 2,24%. Considerando os últimos doze meses, o índice ficou em 6,50%, muito próximo dos 6,49% relativos aos doze meses encerrados em abril. Em maio de 2012, a taxa havia ficado em 0,36%.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.
A seguir, os resultados por grupo de produtos e serviços pesquisados:
Assim como em abril, os remédios lideraram os principais impactos no IPCA de maio, detendo, sozinhos, 0,06 ponto percentual. A taxa de 1,61%, menor que a registrada em abril (2,99%), faz o ano acumular aumento de 4,80%, complementa o efeito do reajuste autorizado em 31 de março, que variou de 2,70% a 6,31%. Assim, ainda que o grupo Saúde e Cuidados Pessoais tenha reduzido sua variação de 1,28% em abril para 0,94% em maio, se manteve como o grupo de maior variação.
Além das despesas com saúde, outros cinco dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados apresentaram taxas mais baixas em maio do que em abril. O movimento mais significativo foi o do grupo Alimentos, que apresentou forte desaceleração ao passar de 0,96% em abril para 0,31% em maio, trazendo o impacto de 0,24 para 0,08 ponto percentual, respectivamente. Foram vários os produtos que ficaram mais baratos de um mês para o outro, a começar pelo tomate, cujos preços caíram 10,31%, configurando o principal impacto para baixo, com -0,04 ponto percentual. A tabela a seguir traz os destaques:
Por outro lado, alguns alimentos mostraram aumentos nos preços durante o mês de maio. São eles:
No grupo Transportes, que passou de -0,19% em abril para -0,25% em maio, a queda foi mais acentuada tendo em vista o efeito do litro do etanol, que ficou 1,97% mais barato após ter aumentado 0,16% em abril, assim como do efeito da gasolina, que se manteve em queda, com -0,52%, após ter registrado -0,41% em abril. Os preços do automóvel novo (de -0,12% para -0,16%) também merecem destaque, assim como as passagens aéreas (de -9,12% para -3,43%).
No grupo Despesas Pessoais, que também teve sua variação reduzida de 0,61% para 0,41% de abril para maio, o destaque ficou com o item empregado doméstico, que passou de 1,25% para 0,76%. Manicure (de 1,15% para 0,38%) e cabeleireiro (de 0,43% para -0,10%) foram outros serviços que contribuíram para a redução do grupo.
Além destes, os grupos Artigos de Residência (de 0,63% em abril para 0,46% em maio) e Educação (de 0,10% para 0,06%) também tiveram influência na desaceleração do IPCA do mês.
Já os grupos Habitação (de 0,62% em abril para 0,75% em maio), Vestuário (de 0,65% para 0,84%) e Comunicação (de -0,32% para 0,08%) apresentaram variações de preços crescentes de um mês para o outro. Nas despesas com Habitação, destaca-se a taxa de água e esgoto, com alta de 1,19% em maio ante 0,81% no mês anterior, tendo em vista as variações registradas em Goiânia (5,29%), reflexo do reajuste de 6,02% de 01 de maio; na região metropolitana de Belo Horizonte (2,32%), refletindo parte do reajuste de 5,25% ocorrido a partir de 13 de maio; e na região metropolitana de São Paulo (1,96%), onde o reajuste vigente desde 22 de abril foi de 2,38%.
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Recife (0,74%), onde os alimentos subiram 1,28%, pressionando a taxa do mês. O menor foi o de Belém (-0,16%), com os alimentos apresentando queda de 0,79%.
A seguir, tabela com resultados mensais por região pesquisada.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de 01 a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 27 de abril a 28 de maio de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de março a 26 de abril de 2013 (base).
INPC variou 0,35% em maio
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC apresentou variação de 0,35% em maio, abaixo do resultado de 0,59% de abril em 0,24 ponto percentual. Com isto, a variação no ano foi de 3,02%, acima da taxa de 2,29% relativa a igual período de 2012. Considerando os últimos doze meses, o índice situou-se em 6,95%, abaixo dos doze meses imediatamente anteriores (7,16%). Em maio de 2012, o INPC havia ficado em 0,55%.
Os produtos alimentícios apresentaram variação de 0,27% em maio, e os não-alimentícios aumentaram 0,38%. Em abril, os resultados ficaram em 0,97% e 0,43%, respectivamente.
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Recife (0,69%), onde os alimentos subiram 1,17%%, pressionando a taxa do mês. O menor foi o de Belém (-0,14%),com os alimentos apresentando queda de 0,66%.
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do País, além de Brasília e do município de Goiânia. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 27 de abril a 28 de maio de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 29 de março a 26 de abril de 2013 (base).
No IBGE
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Encontrada mesa de Reinaldo Azevedo

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