3 de jun de 2013

Revolução na Turquia

 Cenas fortes 
Coleção “Brutalidade Policial” – #OccupyGeziPark
A brutalidade dos jagunços (milicanalhas em geral) das elites é IGUAL em TODOS os países do mundo. Incluindo o Brasil. Quando não dá certo e o povo resiste bravamente essa corja aplica um GOLPE de ESTADO.
Aqui entre nós temos o que há de mais moderno em tecnologia de repressão. São os produtos utilizados pelos sionistas contra os palestinos nas terras ROUBADAS por Israel em Gaza e na Cisjordânia.
Qualquer manifestação popular com fundo social em TODO O MUNDO é, e será SEMPRE, reprimida como esta, de ontem (2/6/2013), na Turquia conforme se pode ver no vídeo a seguir. 
No Redecastorphoto
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Sociólogo diz que Brasil vai ficar entre Europa e EUA em benefícios sociais

“Em termos de políticas sociais, tudo indica que o Brasil já está e ficará entre Estados Unidos e Europa. Teremos mais benefícios do que nos Estados Unidos e menos do que na Europa. Essa é uma escolha social, resultado da interação entre a sociedade e seus representantes. É isso que faz do Brasil o Brasil”.
O comentário é de Alberto Carlos Almeida, sociólogo, diretor do Instituto Análise e autor de A Cabeça do Brasileiro, num artigo publicado no jornal Valor Econômico.
Uma condensação:
O recente episódio dos boatos de extinção do Bolsa Família e o impacto coletivo que isso causou, quando milhares de pessoas em vários Estados correram para as agências da Caixa a fim de sacar o benefício, motivou falas de políticos e formadores de opinião, uns defendendo e outros criticando essa política social.
Nas duas últimas campanhas eleitorais presidenciais, em 2006 e 2010, o Bolsa Família foi um tema importante do PT e do PSDB.
Não há no Brasil, hoje, uma força política relevante que proponha acabar com o benefício.
O máximo que se propõe é a criação de uma suposta porta de saída, isto é, algum tipo de política social paralela ao Bolsa Família, como medidas para gerar empregos para os beneficiários do programa, de tal maneira que as famílias, com o passar dos anos, deixem de precisar do benefício.
A busca de uma porta de saída tem a ver com a crítica de que o Bolsa Família não passa de um programa assistencialista.
Nada mais distante da realidade do que achar que somente no Brasil os mais pobres recebem algum tio de auxilio do governo para sobreviver.
Na verdade, o Brasil é um dos países que menos auxílio prestam aos mais pobres. Mais uma vez, o exemplo do Reino Unido é paradigmático: lá existe até mesmo o bolsa funeral.
O bolsa funeral britânico pode ser utilizado para cobrir despesas com velório, cremação, atestado de óbito, compra do caixão, flores e até mesmo viagem de parente para organizar o enterro.
A quantia por funeral é de até 700 libras.
No Reino Unido existe também o bolsa aquecimento no inverno. É como se no Brasil existisse um benefício do governo para que as pessoas pagassem o ar-condicionado no verão.
Para que um britânico seja beneficiário do bolsa aquecimento no inverno não é preciso ser pobre; basta ser idoso. Ou seja, todos os que têm mais de 80 anos, independentemente da renda, podem receber de 100 a 300 libras no inverno, mesmo se não morarem no Reino Unido.
O Reino Unido também tem bolsa família, lá denominado child benefit. Trata-se de um benefício para famílias na qual a renda individual do chefe seja menor do que 50 mil libras por ano.
Para cada criança ou jovem abaixo de 20 anos de idade, desde que matriculado na escola ou em algum tipo de treinamento, o governo paga 20 libras por semana.
Isso é pago para a primeira criança. Para quem tem mais filhos são adicionadas 13 libras por semana, por criança.
O Reino Unido gasta muito mais do que nós, brasileiros, com numerosos benefícios sociais.
Não há a menor dúvida de que a rede de proteção social deles é bem mais ampla do que a nossa. Sabe-se também que há correlação entre bem-estar social e, por exemplo, violência. As sociedades menos desiguais e com as mais amplas redes de proteção social tendem a ter índices menores de criminalidade.
Não é possível ter tudo. Não dá para abolir o Bolsa Família e, ao mesmo tempo, não ter criminalidade elevada.
As políticas repressivas são importantes, mas não resolvem sozinhas a criminalidade, em particular no longo prazo.
Alguns poderão afirmar: no Brasil nada funciona; temos Bolsa Família e a criminalidade ainda assim é alta.
Cabem aqui duas ponderações. A primeira é mais do que óbvia: não fosse o Bolsa Família, a criminalidade provavelmente seria muito mais elevada.
A outra ponderação tem a ver com a abrangência da rede de proteção social. Talvez fosse preciso, para diminuir a violência, adotar outros benefícios equivalentes aos britânicos.
O Brasil, porém, é bem diferente da Europa. Nossa rede de proteção social jamais se assemelhará à existente nos países europeus.
Duvido também que nossa criminalidade se torne um dia tão baixa quanto a deles.
Nosso consenso é diferente do europeu. Em termos de políticas sociais, tudo indica que o Brasil já está e ficará entre Estados Unidos e Europa. Teremos mais benefícios do que nos Estados Unidos e menos do que na Europa. Essa é uma escolha social, resultado da interação entre a sociedade e seus representantes.
É isso que faz do Brasil o Brasil.
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Cuba e Argentina desenvolvem vacina contra câncer de pulmão

Cientistas e pesquisadores argentinos e cubanos desenvolveram uma vacina que ajuda a combater o câncer de pulmão. O medicamento, resultado de 18 anos de pesquisa, começa a ser comercializado na Argentina em julho. Laboratórios de 25 países, entre eles o Brasil, México e Uruguai estão interessados em obter a licença de fabricação.
“A vacina reativa o sistema imunológico do paciente, para que ele possa criar anticorpos contra as células cancerígenas”, explicou, em entrevista a Agência Brasil, o médico Daniel Alonso, um dos pesquisadores argentinos. “Não substitui tratamentos existentes, como quimioterapia ou radioterapia. Mas contribui para aumentar a sobrevida do paciente”, disse.
Segundo Alonso, a maioria dos pacientes só descobre que tem a doença quando o câncer no pulmão está em estado avançado. Como os tumores são provocados por células do próprio organismo, que sofreram mutação, o sistema imunológico não detecta um corpo estranho e, portanto, não reage. Os médicos usam quimioterapia e radioterapia para matar as células cancerígenas, mas os dois tratamentos também destroem outros tecidos.
O câncer de pulmão é um dos mais agressivos e mata 1,38 milhão de pessoas por ano no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).
No Agência Brasil
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Michael Douglas, o câncer e o sexo oral

O ator atribuiu sua doença a essa prática, como revelou ao jornal inglês The Guardian — e há uma epidemia silenciosa.
Douglas
Douglas
Numa entrevista ao jornal The Guardian, o ator Michael Douglas foi instado a falar se se arrependia de anos de bebida e fumo — que se acreditava serem a causa de seu tumor na garganta. ”Não. Porque esse câncer em particular foi por obra do cunnilingus”, respondeu.
Até recentemente, os principais culpados para o câncer de garganta eram o cigarro (ou charuto) e o álcool. Entretanto, nos últimos anos, vem se descobrindo que uma epidemia silenciosa – a do HPV – também causa esse tipo de câncer. O Papiloma Vírus Humano, um vírus de história relativamente recente e normalmente relacionado basicamente apenas ao câncer de colo de útero, ainda tem muito mistério ao seu redor. Sabe-se que é contraído principalmente por via sexual – mas também não se descarta a possibilidade de contaminação por outras vias, como contato da pele ou até mesmo areia da praia.
Existem diversos subtipos de HPV. Os mais perigosos são o 16 e 18 – os causadores de câncer, efetivamente. Os subtipos 30 e 33 são moderadamente perigosos, mas causam apenas verrugas – genitais ou de mucosa. Uma pessoa pode ter diversos subtipos – e, quanto maior a promiscuidade sexual, maiores as chances.
Mas o HPV não fica restrito somente aos órgãos sexuais; virtualmente, qualquer mucosa infectada pelo HPV pode desenvolver câncer – e, no caso do Michael Douglas, foi a mucosa da garganta. Há discussões se o HPV efetivamente causa câncer, ou se ele é apenas uma “infeliz coincidência”; entretanto, já existem inúmeros estudos demonstrando passo a passo como ele leva ao desenvolvimento de câncer de colo de útero ao longo dos anos, e não há por que especular que seja apenas coincidência.
Dados do Medscape sobre câncer de garganta nos EUA de 2004 a 2008 mostram 9356 casos anuais em homens, sendo 5900 relacionados ao HPV e 5600 destes relacionados aos subtipos 16 e 18. No caso de mulheres, são 2370 casos anuais no total, sendo 1500 relacionados ao HPV e 1400 destes, aos 16 e 18. Os casos restantes se relacionam a outros fatores de risco, como cigarro (que se associa à infecção por HPV para torná-la mais perigosa), álcool e síndromes genéticas.
Por que a infecção é mais frequente em homens do que em mulheres? Do ponto de vista de outros fatores de risco, ainda reflete o achado de décadas atrás, de que homens bebiam e fumavam mais do que mulheres. Nas próximas décadas, a tendência é que se equilibre a incidência.
Por outro lado, com relação ao HPV, é notável que a quantidade de vírus na mucosa feminina, que é muito maior e muito mais úmida, é muito superior à masculina – para se alojar no pênis, o HPV fica no espaço entre a glande e o prepúcio. Desta forma, a possibilidade de aquisição e transmissão do vírus é menor em homens e baixíssima em circuncidados.
Ironicamente, portanto, os homens acabam, infelizmente, tornando-se mais infectados na garganta – devido ao sexo oral, como já bem disse Michael Douglas. Casos de órgãos genitais femininos (vulva, vagina, colo de útero e ânus) ultrapassam os 19 mil anuais; casos de pênis ficam ao redor de mil anuais, e anais, ao redor de 1600. Virtualmente, aos 25 anos, 90% da população já tiveram contato com este vírus e estão sujeitos ao desenvolvimento de verrugas ou cânceres. No entanto, calcula-se que em relacionamentos estáveis, monogâmicos, quanto mais jovem a pessoa, mais o organismo combate a infecção, e a chance de desenvolvimento de câncer é muito menor.
Mas há outras formas de prevenção. Foram desenvolvidas vacinas para combater os vírus – contra os subtipos 16, 18, 30 e 33. No Brasil, já está disponível no sistema particular; no sistema público, espera-se que em breve entre no programa nacional de imunização. Contudo, até que isto ocorra, o uso do tradicional preservativo ainda é essencial – para todo tipo de relação, oral, vaginal ou anal.
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O trailer da cinebiografia do pianista Liberace, com Michael Douglas e seu amante Matt Damon


No DCM
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Académicos alertan sobre contraofensiva reaccionaria en América Latina

América rota 
Expertos coincidieron en alertar sobre la una contraofensiva contra los avances de las fuerzas populares en América Latina y resaltaron el papel de referencia de Cuba en los avances progresistas en la región.
La advertencia fue presentada por académicos de varios países reunidos en el recién concluido XXXI Congreso de la Asociación de Estudios Latinoamericanos (LASA, por sus siglas en inglés).
En opinión del historiador cubano, Felipe Pérez Cruz, fue relevante la evaluación sobre las relaciones de su país con Estados Unidos, los temas sobre el bloqueo, la actualización del modelo económico y realidades culturales y sociales del proyecto cubano.
En el panorama de debates realizados en LASA, el panel “El socialismo en el actual horizonte americano. Retos al pensamiento estratégico de la Revolución cubana“, se propuso incorporar la dimensión comparativa y el aprendizaje compartido.
Pensadores de Cuba, Bolivia, Venezuela y Estados Unidos abordaron el tema en un panel coordinado por la doctora Juana Rosales, del Instituto de Filosofía de La Habana y Brian Becker, de la A.N.S.W.E.R. Coalition y presidente del Partido para el Socialismo y la Liberación, de Estados Unidos.
Pérez Cruz, de la Unión Nacional de Historiadores de Cuba, presentó el tema “Cuba, Bolivia, Ecuador y Venezuela: Liberación nacional y socialismo, ¿Qué herencia reivindicamos?” y Rosales “La sociedad y las políticas en curso. Retos al pensamiento estratégico de la Revolución cubana”.
El aymara Jubenal Quispe, del Comité de Desarrollo Campesino, expuso “Bolivia, hacia un Estado Plurinacional” y el profesor de la Universidad Central de Venezuela Benjamín Martínez abordó la trascendencia de las políticas en su país para intelectuales comunitarios indígenas y criollos.
A partir de la pregunta “¿Qué hacemos para consolidar las tendencias progresistas en América Latina y el Caribe?”, los estadounidenses Brian Becker y Gloria La Riva, del Comité Nacional por la Liberación de Los Cinco, aportaron su visión sobre las tareas de la izquierda de su país en acompañamiento de las luchas de Latinoamérica y el Caribe.
Becker expuso la ponencia “La unidad del proceso revolucionario en América Latina y su impacto en la incipiente lucha de clases y La Riva abordó la trascendencia de la lucha en Estados Unidos por la liberación de cinco antiterroristas cubanos sometidos injustamente a severas condenas.
El doctor Luis Suárez, del Instituto Superior de Relaciones Internacionales de Cuba, al comentar las ponencias subrayó su preocupación por la que calificó de contraofensiva contrarrevolucionaria en la región, cuyo principal punto de ataque es Venezuela.
Suárez resaltó la necesidad de defender el proceso venezolano, en coincidencia con los participantes en los debates que insistieron en la apreciación sobre el intento estadounidense de recuperar los espacios ganados por las alternativas de emancipación.
Como Los Cinco se conocen en la campaña internacional por su liberación a los cubanos Gerardo Hernández, Ramón Labañino, Antonio Guerrero, Fernando González y René González, quienes en 1998 fueron apresados en Estados Unidos
por alertar a su país de planes violentos fraguados en este territorio.
Tras largos procesos judiciales y una campaña internacional a favor de su excarcelación, solo recientemente pudo retornar a la isla René González, quien para ello debió renunciar a su ciudadanía estadounidense.
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Caixa desmente Veja

Patrocínio estatal
Em relação à reportagem "O golpe do patrocínio" (8 de maio), a Caixa Econômica Federal reitera que não recebeu nenhuma proposta para o patrocínio ao Carnaval de Londrina e para o Instituto Nijmeh. Portanto, diferentemente do que foi publicado, a Caixa, quando procurada pela reportagem, esclareceu que não possuía nenhum patrocínio a esse instituto, e em momento algum informou que "não repassará os recursos" ao patrocínio, até mesmo porque não houve recebimento de proposta.
Adriane Velloso
Gerente nacional da assessoria de imprensa da Caixa Brasília. DF

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Assessor de deputado do PT tentou aplicar golpe na Petrobras e na Caixa

Criador da Rede PT13 e ligado ao vice-presidente da Câmara, André Guimarães falsificou cartazes com anúncios das empresas no Carnaval de Londrina, base eleitoral do parlamentar André Vargas
O deputado André Vargas (PT-PR) e seu cupincha André Guimarães: atividades rentáveis
O deputado André Vargas (PT-PR) e seu cupincha André Guimarães: atividades “rentáveis”
Assessor e amigo do deputado André Vargas, ex-secretário de comunicação do PT e vice-presidente da Câmara dos Deputados, o petista André Guimarães é um especialista em difamar adversários do partido na internet. Ele é o criador da Rede PT13, uma organização virtual formada por blogs apócrifos e perfis falsos que se dedica a atacar - com informações mentirosas e montagens fotográficas - aqueles que ousam defender teses contrárias às do petismo. A blogueira Yoani Sánchez, por exemplo, foi alvo desse ciberguerrilheiro quando visitou o Brasil, no início do ano, para discorrer sobre as agruras da população cubana sob a ditadura dos irmãos Castro. Esse trabalho sujo, tão admirado pelos radicais, abriu os cofres oficiais a André Guimarães. Como VEJA revelou em março, ele negociava seu know-how difamatório com prefeitos petistas, em contratos de até 30 000 reais. Os valores são apenas uma parte das rentáveis atividades realizadas pelo assessor. O cupincha do deputado André Vargas também aposta alto e, no último Carnaval, tentou aplicar um golpe de 180 000 reais na Caixa e na Petrobras, estatais comandadas pelo PT.
Cartaz oficial do carnaval de Londrina (esq.) e cartaz com falso patrocínio da Caixa: golpe de 180 000 reais
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Haja paciência

Até a eleição faltam 16 meses, mas a intensidade do assunto faz parecer que estamos no ano que vem
Até a eleição presidencial, faltam 16 meses. Mas, forçada pelos jornais e por dois aspirantes à disputa, a intensidade do assunto faz parecer que estamos no ano que vem. Não é novidade. É, talvez, apenas exagero da precipitação habitual, entre outras deformações que se tornam exageradas demais no jornalismo de uma política muito medíocre.
Aguentar mais 16 meses desse funk é uma ideia aterradora, se já agora fica difícil suportar as caras diárias de Aécio Neves e Eduardo Campos nos jornais. Ainda bem que, no Brasil, a justiça tarda, mas não chega. O que chega, até sob a forma de sentença, é a vingança. O nosso tédio será vingado.
Eduardo Campos já adotou o sistema senta/levanta. Faz uma aparição e some um período. Não está forçado a isso por discordâncias levantadas contra sua candidatura no seu PSB, as quais não se aplacarão só porque o governador de Pernambuco fique um tanto mais no governo onde deve estar.
A investida da exposição pessoal de Eduardo Campos em grande parte do país, com ênfase no Sudeste e no Sul, não lhe rendeu politicamente nada. Além disso, o périplo acentuou a evidência de sua contradição, ao mesmo tempo integrante da "base governista" e pré-candidato de oposição a Dilma. E para isso Eduardo Campos não teve resposta aceitável, frustrada a expectativa de explorar um divórcio que Dilma não quis efetivar.
A pausa para meditação, com aparições que apenas marquem presença, tanto indica que Eduardo Campos deu a partida com antecipação e modo errados, como aponta para a necessidade de trabalho agora redobrado. Inclusive, para tentar a correção do problema que criou no seu partido, com o excesso de personalismo.
A meta inicial de Aécio Neves é a mesma de Eduardo Campos: fazer-se conhecido. Ainda não decorreu tempo suficiente para aferir-se o resultado de seu célere "tour" pelo país. Deu, sim, para uma dúvida e uma constatação. Aécio Neves, tendo iniciado tão cedo sua campanha e com tanta intensidade, será capaz de sustentá-la, com o necessário crescendo, por mais 16 meses? É muito improvável, nem suas características pessoais combinam com tamanha exigência.
A constatação decorre de suas falas. Aécio utiliza-se de referências frequentes a Tancredo Neves, na busca de uma identificação familiar com extensão ao destino político. Tancredo, porém, em todas as circunstâncias de sua vida política, caracterizou-se por só falar quando teve o que dizer. E o pré-candidato Aécio Neves só tem falado o que não precisa dizer, porque vazio de interesse ou banal como crítica.
Eduardo Campos leva sobre Aécio Neves, porém, uma vantagem significativa: pode dar as costas a José Serra sem maior risco.
SEGUNDA ORDEM
O ministro da Agricultura, Antonio Andrade, informa que amanhã reverterá a nomeação, objeto de comentário aqui, de Marcos Vinicius Leandro Júnior, que passa por investigação no próprio ministério e no Ministério Público Federal. Se inocentado, sim, poderá ser renomeado.
HISTÓRICO
A facilidade com que ainda se massacram os direitos e as vidas dos índios é uma homenagem que o Brasil presta ao seu passado genocida.
Nisso o Judiciário não tem as mãos menos sujas de sangue do que os portadores das armas assassinas. As liminares e outros volteios judiciais que facilitam a usurpação de terras reconhecidamente indígenas, como se dá agora com a área Buriti, em Mato Grosso do Sul, são uma via direta para a miséria e a morte das populações indígenas.
Janio de Freitas
No fAlha
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Aécio Neves, um náufrago

Legado de censura em Minas Gerais - Aparte Minas Sem Censura 
Como um náufrago que resolve nadar aleatoriamente e se afasta cada vez mais da terra firme, Aécio Neves assina seu texto segundeiro, usando as mortes de Civita (Abril/Veja) e Mesquita (Estadão) para mostrar sua intimidade ideológica com os barões da mídia e falar de liberdade de imprensa.
Como sempre, ele arruma um pretexto para reintroduzir, em suas falas, o nome de seu avô, Tancredo Neves, na prosa política. Não se sabe aqui se seu ghost writer gosta de lhe massagear o ego ou se ele acredita mesmo que citar Tancredo Neves pode reacender alguma chama simbólica para suas pretensões eleitorais.
E o que é pior, ao falar do avô, que o “informara” sobre os meios que o Estadão usava para denunciar a censura, isso só revela o quão alienado era o neto de Tancredo: qualquer jovem, minimamente engajado, sabia disso. Mas, como dissemos, lembrar o nome de Tancredo Neves para ele é essencial: fortalece seu currículo pobre, ainda que a velha raposa mineira seja apenas uma pálida referência na paisagem política.
Temos duas coisas positivas aí: ao se referir a Mesquita, ele não blefou com uma suposta “intimidade” política e pessoal, como o fez em relação a Civita. E não poderia fazê-lo. Todos sabemos que o velho Ruy Mesquita não tinha apreço nem pelo avô, nem pelo neto. Seja por razões políticas, seja, no caso do playboy, por sua conduta pessoal. Em segundo lugar, Aécio Neves se referiu ao regime dos militares como “Ditadura Militar” e não como “revolução de 64”. Aos poucos ele vai aprendendo.
Quanto a Civita, seu elogio é uma tentativa de sobrevivência num mar revolto. É o uso vergonhoso de um cadáver, sem qualquer escrúpulo e sustentação na realidade. Basta ver no link a seguir:
São postagens insuspeitas da coluna de Reinaldo Azevedo. Todas desqualificando o senador tucano. A primeira delas fala de seu “exército” virtual na internet, criando militantes fictícios, pagos regiamente, sabe-se lá por quem, já que o PSDB não assume tais despesas. Outras, o mostram como um comandante de uma nau sem rumo, em meio a uma tempestade pouco programática. A revista exige de Aécio que ele assuma – explicitamente – a agenda neoliberal: supressão de direitos trabalhistas e sociais, recessão, desemprego e demissão de servidores públicos etc. Ele reluta por razões óbvias: isso seria suicídio político!
Paradoxo da Veja ao atacá-lo? Não. O senador Aécio só serve à revista da Abril se ele coesionar o exército oposicionista para derrotar o PT e aliados. E isso ele já demonstrou que não é capaz. Acompanhem cada post do link acima e verão o desapreço que a citada revista tem por ele. Para ser desprezado pela Veja, ou você é de esquerda, o que Aécio não é, ou você não “ajuda”. O blogueiro da direita, Reinaldo Azevedo, é claro: sob a liderança de Aécio, o “PSDB está firme como um pudim”. Além do mais, quem privava, de fato, da intimidade de Civita era José Serra, e não Aécio Neves. Aécio blefa quando diz que “jantava” com Civita frequentemente. Percebendo a aproximação da revista com Eduardo Campos, ele tenta esse tipo de manobra.
Finalmente, sobre a liberdade de imprensa e a luta contra a censura nos tempos de regime militar. Passemos aqui a palavra ao deputado Sávio Souza Cruz, do PMDB-MG: “A Ditadura calava a imprensa com a força das metralhadoras e dos canhões. Aécio e sua primeira irmã calam a imprensa em Minas Gerais comprando seu silêncio.”
Ou seja, ele usa os funerais de Mesquita e Civita, fala de censura, sugere identidade com os barões da mídia (para seduzir seus sucessores) e caminha trôpego à procura de um mote para sua campanha. Ou melhor, no meio do oceano revolto, com a nau emborcada, ela nada rumo a Paris.
No Minas Sem Censura
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Ex agente de la CIA, supuesto asesino de Neruda, señala investigación

Pablo Neruda 
La investigación que se adelanta para determinar las verdaderas causas de la muerte del poeta chileno Pablo Neruda (1904-1973) apunta a que el misterioso médico que le habría inoculado un veneno es Michael Townley, ex agente de la Agencia Central de Inteligencia de Estados Unidos (CIA, por su sigle en inglés), ya procesado por las muertes del general Carlos Prats y del excanciller Orlando Letelier.
Manuel Araya, quien fuera chofer de Neruda, es querellante en el juicio e identificó a Townley como presunto autor del envenenamiento del Premio Nobel de Literatura en 1971.
“El doctor Sergio Drapper acusa a Price y por las características físicas que da (1,80 de estatura, rubio), seria Michael Townley quien hizo la maldad contra Neruda, y otros dos más que ya están identificados en la investigación que lleva el juez Mario Carroza”, dijo Araya en una entrevista con la agencia noticiosa italiana ANSA.
Townley, casado con la escritora chilena Mariana Callejas, militaba para 1973 en el ultranacionalista movimiento de derecha Patria y Libertad, opositor al gobierno de Salvador Allende (1970-1973) y adepto a la causa dictatorial del general Augusto Pinochet (1973-1990).
Según las averiguaciones, tras el golpe militar, Townley pasó a formar parte de los servicios de inteligencia y en su casa se experimentaba con el gas sarín y otras sustancias químicas que se inocularon a opositores a la dictadura.
Araya agregó que en las próximas semanas se conocerán los nombres de otros dos médicos vinculados con el deceso del poeta. También señaló que esperan los peritajes que se están realizando en EE.UU., incluso un estudio de ADN de María Malvina, hija fallecida de Neruda.
Asimismo, se mostró confiado en que “estamos en el camino correcto”, pues han aparecido “más cosas raras” sobre ese 23 de septiembre cuando murió el poeta.
El 19 de septiembre de 1973, ocho días después del golpe de estado que derrocó al presidente socialista Salvador Allende, Neruda, que padecía cáncer de próstata, fue internado de urgencia en la clínica privada Santa María, en Santiago, donde falleció cuatro días más tarde.
Oficialmente, la causa de su muerte fue el cáncer, pero hace dos años Araya afirmó que el poeta fue asesinado mediante una inyección letal y junto a algunos familiares del escritor solicitaron una investigación judicial que está en curso y que conllevó la exhumación de los restos el pasado 8 de abril.
En esa misma clínica Santa María falleció en 1982 el expresidente Eduardo Frei Montalva (1964-1970), cuyo deceso se atribuyó entonces a motivos de salud, hasta que en 2006 se probó que fue asesinado con gas mostaza y talio.
Townley es procesado por las muertes del general Carlos Prats y su esposa, en Buenos Aires (1974), y de Letelier, en Washington (1976), así como por el atentado en Roma al exvicepresidente Bernardo Leighton.
Desde la década pasada vive en libertad y bajo el anonimato que le confiere una identidad reservada que le otorgó la justicia estadounidense a cambio de su supuesta “colaboración”.
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Petrobras: Não tem notícia ruim? O Globo providencia

 
Outro dia perguntei aqui qual era a crise gerencial que se alega existir na Petrobras, porque a empresa vem batendo recordes sobre recordes, em descobertas, exploração e produção do pré-sal, assim como no refino.
Hoje, O Globo dá um exemplo de como isso é feito.
Um consultor da Câmara dos Deputados, que vem torpedeando desde o início a adoção do modelo de partilha para o pré-sal ganha espaço para dizer que a União terá prejuízo com a decisão da Petrobras de avançar rapidamente na produção dos campos utilizados no contrato de cessão onerosa firmado na época da capitalização da empresa.
O argumento do Sr. Paulo Lima é de que estes campos não pagam a “participação especial” prevista nos contratos da lei de FHC que abriu o petróleo brasileiro.
É verdade. Mas só meia-verdade.
Porque os contratos de cessão onerosa não pagam participação especial?
Porque parte da participação da União já foi paga na forma de ações da empresa, no aumento se seu capital, em 2010. E mais ainda será paga, pois há um limite – cinco bilhões de barris – além do qual todo o petróleo pertencerá à União.
E as áreas do pré-sal, entre elas as de cessão onerosa, têm demonstrado que possuem reservas muito superiores às estimadas àquela época.
O argumento é de que a Petrobras está dando prioridade a estas áreas, em detrimento de outras, onde incidem as participações especiais.
Mas o que deveria fazer a Petrobras em áreas onde os estudos geológicos estão muito avançados e a produtividade tem se mostrado excepcional? Não investir?
E tem mais: 60% de tudo o que a Petrobras lucrar, vai – além dos royalties, dos impostos diretos e dos gerados em suas encomendas de equipamentos – para os cofres públicos, pela participação acionária.
E lá no final da matéria o jornal publica a razão essencial: o contrato de cessão onerosa fixa setembro de 2014 como praxo final para a fase exploratória. Ou seja, 14 meses, o que é nada em matéria de sondagens e perfurações exploratórias.
A intensificação nos trabalhos nestas áreas está prevista há quase três anos.
É curioso que esta turma, que defende a entrega às multis das áreas do pré-sal e que vive acusando a Petrobras de ser “muito política e pouco empresarial”, agora chia porque ela vai ter ganhos.
O lobo tem razões, mas não pode explicá-las.
Fernando Brito
No Tijolaço
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Por que a Justiça acertou ao liberar os suspeitos do incêndio em Santa Maria

A prisão dos acusados como satisfação à justa dor dos familiares seria um abuso intolerável.
A boate Kiss
A boate Kiss
No dia 29 de maio, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul julgou favoravelmente pedido de habeas corpus dos acusados do incêndio da Boate Kiss, ocorrido no dia 27 de janeiro, que ocasionou a morte de 242 pessoas. Com a decisão, foram colocados em liberdade os sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, e os membros da banda Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão.
A decisão foi absolutamente correta, apesar do justo inconformismo dos familiares das vítimas e, em geral, da maioria da população.
A Constituição, felizmente, não permite que se pense na prisão preventiva (antes da condenação definitiva) como justiça, ou seja, como pena, pois deve ser presumida a inocência do suspeito. Em razão de nossa precária cultura democrática, o Judiciário, no Brasil, é criticado mais por suas virtudes do que por seus defeitos. Sobretudo quando a decisão desagrada à opinião pública.
A comoção causada por esse dantesco episódio é singular, o que gera uma vontade de que a justiça seja feita imediatamente. Quando fatos como esse acontecem, o prejulgamento é inevitável e, para a população, a ação penal parece uma ridícula formalidade que concluirá o que todos já sabem – que os réus são culpados. Mas, em um caso com essa complexidade, há muita coisa que precisa ser esclarecida e devidamente debatida, para que se saiba se há e qual seria a responsabilidade de cada um dos suspeitos.
A Constituição consagra como direito fundamental a presunção da inocência, de tal maneira que uma pessoa só pode ser considerada culpada depois de uma ação penal, na qual o acusado pode produzir provas com o fim de descaracterizar a acusação. Essa regra não existe à toa. A história do Direito Penal é repleta dos erros judiciários. Muitos são os casos em que o réu é absolvido, contrariando a impressão inicial de culpa. A percepção inicial se vê desmentida pelo confronto das provas e por sua análise serena.
A prisão de uma pessoa, antes da condenação irrecorrível, só pode acontecer em situações excepcionais, ou seja, se houver necessidade. Daí o nome “prisão preventiva”. Não era o caso de Santa Maria. Deve ser decretada a prisão preventiva se houver indícios de que o suspeito vai cometer mais crimes, o que ocorre em casos como roubo ou de assassinatos de aluguel, por exemplo. É passível também se houver indícios de que o suspeito vá fugir (não tem sentido presumir que todo acusado vá escapar).
Não existe qualquer suspeita de os donos da boate ou os músicos voltariam a delinquir; também não há sinais de que estariam atrapalhando a produção de provas ou que estivessem preparando fuga. Por isso, não poderiam continuar detidos. Pensar na prisão dos acusados como forma de dar uma satisfação à justa dor dos familiares da vítima seria uma forma de antecipação da pena. Ou existe necessidade da prisão preventiva ou ela é abusiva.
É compreensível o inconformismo dos familiares das vítimas, mas a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul foi correta. Prender ilegalmente os quatro suspeitos seria apenas acrescentar uma violência de estado à pavorosa tragédia de Santa Maria.
Mauro Hoffman, sócio da boate, se entrega à polícia
Mauro Hoffman, sócio da boate, se entrega à polícia
José Nabuco Filho, mestre em Direito Penal pela Unimep, professor de Direito Penal da Universidade São Judas Tadeu e quarto-zagueiro clássico. Seu email: j.nabucofilho@gmail.com
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Mais fácil achar ouro que médico, diz chefe de hospital do câncer

"Está mais fácil achar ouro do que encontrar [médico] especialista". A afirmação é de Henrique Prata, diretor do Hospital de Câncer de Barretos - referência no tratamento público da doença - que apoia "110%" a proposta do governo federal de facilitar a vinda de médicos estrangeiros para atuar no Brasil.
Defensor da ideia de trazer profissionais de outros países mesmo antes do plano do governo, Prata disse que o próprio hospital administrado por ele tem hoje um déficit de 70 médicos. Não consegue ocupar as vagas, segundo o diretor, por falta de gente no mercado.
"Não tem médico. Concordo 110% com essa visão do governo. Falta profissional no interior, e só assim [com a 'importação'] será possível resolver o problema. Nós não achamos [médicos], principalmente especialistas."
Henrique Prata, do Hospital de Câncer de Barretos, que defende importação médicos estrangeiros
Henrique Prata, do Hospital de Câncer de Barretos, que defende importação de médicos estrangeiros
Foto: Joel Silva
A medida é polêmica e já recebeu críticas de entidade como o CFM (Conselho Federal de Medicina), que diz que um dos principais problemas da falta de médicos no país são os baixos salários.
Prata defende, porém, a qualidade dos médicos estrangeiros. Por isso, afirma o diretor, ele cita os casos de profissionais da saúde da Espanha e de Portugal.
"Eu conheço a maioria das faculdades [de medicina] de Portugal. Estão no nível de USP. Na Espanha também. São países sérios. E o nível de formação deles é muito bom."
Em Barretos, Prata tem hoje pesquisadores estrangeiros no hospital. Em 2011, quando o hospital de câncer tinha déficit de 38 oncologistas, ele disse que pensava em resolver o problema trazendo médicos estrangeiros. Isso só não foi feito ainda, segundo Prata, por "questões burocráticas".
Na prática
A situação, declara, é pior em regiões onde há menor concentração de profissionais. O Hospital de Câncer de Barretos tem um programa que faz atendimento de saúde no Norte e Nordeste do país, com carretas que percorrem essas regiões.
"Lá, é uma tristeza", afirma ele referindo-se à falta de profissionais nos locais por onde passam as unidades móveis de atendimento.
"Esse problema você não supera do dia para a noite. A medida do governo é correta. Foi preciso muita coragem para mexer nesse vespeiro. Tem que ter firmeza", avalia Prata, para quem os opositores à ideia de trazer estrangeiros são corporativistas.
João Alberto Pedrini
No fAlha
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Rusia advierte "juegos políticos" sobre armas químicas en Siria

Ministro ruso de Relaciones Exteriores, Serguéi Lavrov
El ministro ruso de Relaciones Exteriores, Serguéi Lavrov, denunció este viernes que la Organización de Naciones Unidas (ONU) ha tenido impedimentos en la investigación sobre el uso de armas químicas en Siria, como consecuencia de ciertos “juegos políticos” irresponsables por parte de la opositora Coalición Nacional Siria.
Las declaraciones fueron emitidas luego que el pasado jueves medios turcos informaran sobre la detención en Turquía de 12 supuestos militantes del frente Al Nusra (armados vinculados a Al Qaeda) por posesión de dos kilogramos de gas sarín y de varias armas. Poco después, seis de ellos fueron puestos en libertad.
"La situación es muy grave como para seguir con esos juegos", indicó el canciller ruso. "Hemos advertido en repetidas ocasiones que pueden aparecer varias provocaciones en torno a este asunto. Por lo tanto, insistimos en la investigación de cualquier información sobre el uso de armas químicas en Siria", agregó Lavrov
Según los medios de información turcos, el grupo estaba en posesión de dos kilogramos de gas sarín, un arma química muy peligrosa. Una de las publicaciones sostiene que los propios detenidos admitieron que buscaban trasladar dicho material a Siria.
“Da la impresión de que la Coalición Nacional y sobre todo sus patrocinadores regionales lo hacen todo para impedir el proceso político (...) buscan conseguir de cualquier manera, incluyendo la manipulación de la opinión pública en Occidente, una intervención militar en Siria”, aseguró el alto funcionario.
En marzo, el Gobierno sirio instó a la ONU a investigar el posible uso de armas químicas en la localidad de Khan al-Assal cerca de la ciudad siria de Alepo. Los expertos y funcionarios militares informaron que una sustancia química, lo más probable gas sarín, fue utilizada en el ataque del pasado 23 de marzo en el que murieron unas 30 personas.
A este respecto, Lavrov señala que Rusia "apoya la petición del Gobierno sirio para enviar a un equipo de expertos de la ONU para estudiar el incidente que presuntamente ocurrió en Alepo".
Más agresión
Por su parte, Paulo Pinheiro, presidente de una comisión del Consejo de Derechos Humanos de la ONU encargada de investigar las violaciones de los derechos humanos en Siria, señaló que la mayoría de los armados opositores sirios no busca la democracia sino que están provocando un aumento del radicalismo.
“Se decía que los rebeldes eran unos ángeles, pero sólo una pequeña porción de ellos tiene antecedentes democráticos. La mayoría está muy lejos de los ideales democráticos y tiene aspiraciones muy distintas”, dijo Pinheiro.
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Irán afirma que capturó a 12 espías entrenados por el Mossad

Los supuestos espías, a los que se les ha decomisado un gran alijo de armas ligeras, también tenían como objetivo causar "divisiones sectarias"
Irán aseguró que sus servicios de seguridad apresaron a 12 presuntos miembros de una red de espionaje entrenada por el servicio secreto israelí, el Mossad, y reclutada por un país árabe no precisado
"El jefe del grupo fue reclutado por el servicio de espionaje de uno de los países árabes más reaccionarios de la región", señala el Ministerio de Inteligencia iraní en un comunicado, subrayando que se trata de un país cuya "dependencia" de Israel se ha hecho "obvia" en los últimos años.
El comunicado explica que el principal sospechoso tenía como misión "preparar un grupo de operaciones para llevar a cabo actos de terrorismo" en Irán el día de las elecciones presidenciales del próximo 14 de junio y "formó un grupo de 12 personas con el propósito de realizar sabotajes".
Según el escrito, los supuestos espías, a los que se les ha decomisado un gran alijo de armas ligeras, también tenían como objetivo causar "divisiones sectarias" entre las ramas del Islam en Irán, donde la inmensa mayoría de la población es chií, y atentar contra figuras destacadas de grupos religiosos y étnicos.
El Ministerio de Inteligencia advierte que los "enemigos", entre los que incluye a las "potencias arrogantes" y "ciertos países reaccionarios de la región" de Oriente Medio pueden afrontar "duras represalias si cruzan la línea roja" establecida por Teherán.
Irán ha acusado en reiteradas ocasiones a Israel, Estados Unidos, el Reino Unido y algunos países árabes de organizar redes de espionaje dentro de Irán. Así, por ejemplo, en diciembre pasado se dio a conocer que Israel está usando bases en Eritrea con el fin de extender sus capacidades de vigilancia sobre Irán por su programa nuclear.
EEUU, Israel y sus aliados sospechan que Irán está utilizando el programa como cobertura para fabricar armas nucleares en secreto, lo que Irán rechaza, insistiendo en las finalidades pacíficas de su programa.
No Radio Mundial
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A assinatura da mulher do Gurgel. Até tu, Toffoli?

A animação anexa é o batom na cueca. Se a assinatura não é dela… o texto é?
O Conversa Afiada tem o prazer de reproduzir o “vídeo” e uma análise do mesmo Aurélio Buarque de Espanha, que redigiu para a WicKepedia o verbete “Daniel Dantas”:
A Carta Capital publicou na página 31 da edição impressa – clique aqui para ler post de Leandro Fortes sobre “estranhas mudanças” – , as assinaturas da mulher do Gurgel e as dele, nas duas petições que os dois assinaram: uma pelo arquivamento do inquérito contra o delegado Protógenes, e outra completamente ao contrário, para levar o delegado Protógenes à forca.
Estranho, muito estranho.
As assinaturas da mulher do Gurgel – a sub-procuradora Claudia Sampaio Marques –, nos dois momentos, são gritantemente diferentes.
Veja na animação anexa.
Impressionante!
É A BOLINHA DE PAPEL DO GURGEL!
Fica evidente que NÃO FOI A MESMA PESSOA QUE ASSINOU OS DOIS PARECERES DA PGR.
POR QUE?
O que pode ter provocado essa grosseira falsificação?
Hipóteses:
1) No site do STF, aparece no acompanhamento do inquérito 3152 (e isso é PÚBLICO !), que o assunto FOI COLOCADO NA PAUTA DO SUPREMO para julgamento no dia 22/02/2013, uma sexta-feira depois da semana de Carnaval (veja abaixo).
Ou seja, se julgaria aí o PEDIDO DE ARQUIVAMENTO DA PGR, e o STF não poderia fazer nada diferente do que ARQUIVAR.
Diante da iminência do que aconteceria, naturalmente deve ter havido uma correria nos gabinetes do imaculado banqueiro (como diz você) Daniel Dantas e de seu advogado, Dr Aristides Junqueira.
Passadas 2 semanas, a PGR requisita o inquérito e, EM SEIS DIAS, coloca o novo parecer nas mãos do Ministro Toffoli, que, para o pedido de arquivamento, analisou ao longo de DEZOITO MESES.
DJ Nr. 35 do dia 22/02/2013
Plenário
Pauta de Julgamento
INQUÉRITO Nr. 3152
2) Ou seja, o Dantas precisaria AGIR RÁPIDO para o assunto não ir ao PLENÁRIO DO STF.
E a PGR tinha que andar rapidissimamente, como fez, por motivos que só os deuses podem esclarecer.
Agora, as hipóteses para alguém assinar em lugar da Procuradora Claudia, já que, obviamente, as assinaturas são diferentes:
a) Ela estar viajando entre 12 e 18/03 e aí alguém tinha que assinar por ela para entrar rápido na mesa de Toffoli e evitar o julgamento no plenário.
b) O marido, que o senador Collor chama de “prevaricador”, assinou por ela e depois contou para ela. (É interessante que a assinatura dele é mais “forte”, mais “carcada”, como a da segunda assinatura dela).
c) Ela temeu as consequências e, propositadamente, fez com que alguém assinasse em seu lugar.
Isso tudo parece absurdo?
É possível imaginar que isso se passaria na Procuradoria Geral da República do Brasil?
Parece uma insensatez formular essas hipóteses?
Caro amigo navegante do ansioso blog: é, sim, tudo, um absurdo!
Outra hipótese:
Se alguém tiver assinado por ela, alguém pode ter escrito por ela.
(A Carta Capital afirma que os “estilos” dos dois pareceres são diferentes. Não seria o caso de examinar o “estilo” dos advogados do imaculado banqueiro com o do segundo documento “assinado” pela Procuradora?)
Outro ponto interessante é que o Ministro Toffoli traz o processo à CONCLUSÃO logo depois do parecer da PGR (isso impede que as partes tenham cópia por cerca de 1 mês).
E, imediatamente, pede para retirar da agenda do Plenário.
Assim que sai a decisão do Presidente Joaquim Barbosa – quando ele vai legitimar a Satiagraha? – Toffoli publica a decisão dele.
E como Gurgel e a mulher, Toffoli ignora os argumentos dos “acusados.
Como o argumento do delegado Protógenes de que R$ 280 mil não tinham sido apreendidos na casa dele.
Primeiro, o sistema acusatório constitucional foi desvirtuado por um juiz – Ali Mazloum - que concebeu uma investigação sem o MP ter acusado e em cima de dados falsos.
E na suposição de que um ansioso blogueiro tenha que dar satisfações sobre a quem dirige seus telefonemas.
Agora, a Procuradoria Geral da República (sic) muda o que achava depois de uma petição feita por um imaculado banqueiro (condenado a 10 anos de prisão) e interessado direto na ação, EMBORA NÃO SEJA PARTE DELA.
Com tudo isso, a assinatura da Dra Claudia Sampaio é o que vai “pegar”.
Atenciosamente e sempre a seu dispor,
Aurélio Buarque de Espanha, modesto redator de verbetes
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Acusado, Randolfe ataca: "PT é a nova direita"

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Suspeito de receber mensalão enquanto era deputado na Assembleia Legislativa do Amapá, senador Randolfe Rodrigues (PSol/AP) cogita, em entrevista ao Diário da Manhã, candidatura à Presidência da República, diz que o PT "está fazendo muito do que o PSDB, quando estava no governo, não teve disposição e coragem para fazer" e se defende da acusação: "Tentam [me] igualar àqueles que estão na Ação Penal 470, confirmada pelo STF como corrupção"
Um dos destaques da CPI do Cachoeira, o senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP) acabou virando alvo de denúncia depois que o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Amapá Fran Junior apresentou documentos que dão conta de que o ex-governador do Amapá João Capiberibe organizou um mensalão no Amapá (relembre). Em entrevista ao jornal Diário da Manhã, o senador se defende e, cogitando uma candidatura à Presidênca da República, parte para cima do PT.
Confira trechos da entrevista:
Diário da Manhã – O PSOL definiu sua estratégia para as eleições de 2014?
Randolfe Rodrigues – Sim. O PSOL terá candidatura própria para a Presidência da República. É necessário ter um candidato de esquerda para as eleições do ano que vem. Nenhum nome está definido, estamos debatendo nomes dentro do partido. Temos um congresso marcado para dezembro e antes disso nós definiremos qual dos nossos companheiros.
DM – Quais nomes estão em pauta hoje?
Randolfe Rodrigues – Além do meu nome, temos a companheira Luciana Genro e o companheiro Chico Alencar.
DM – Com qual programa o PSOL sai na disputa à presidência da República?
Randolfe Rodrigues – Com um programa de esquerda, com a ousadia e com a coragem para ser de esquerda. Reafirmar o papel estratégico do Estado e da economia. Nós estamos vendo que a lógica de privatização continua, os anteriores privatizaram a Petrobras, as telecomunicações e os atuais privatizam portos e aeroportos. Nós temos que dizer, de fato, qual é a crítica que existe a esse modelo de entrega do que é público ao que é privado. Nós continuamos reféns de uma política econômica que há mais de 20 anos não muda, reféns dos três grandes que mandam neste país, agronegócio, capital financeiro e grandes empreiteiras. Temos que mudar e quebrar esse ciclo. Nós queremos apresentar um programa progressista de esquerda e que tenha coragem de se contrapor à pauta conservadora que está em debate na sociedade brasileira. Existe, hoje, uma ofensiva para reduzir a maioridade penal, para criminalizar o usuário de drogas, como se o criminoso não fosse o traficante de drogas, mas sim o usuário e não há reação e uma proposta realmente de esquerda que se contraponha a isso.
DM – O senhor poderia explicar o que foi aquele episódio onde acusaram o senhor de receber o mensalinho?
Randolfe Rodrigues – Na verdade, essa informação foi veiculada por uma imprensa rotulada pelos setores que tem uma atuação na política que fazem inveja à máxima nazifacista de Goebbels, repetem uma mentira várias vezes até que se torne verdade. Lamentavelmente, alguns setores financiados inclusive, pelo Palácio do Planalto, têm atuado assim. Não aceitam qualquer oposição e principalmente a oposição que surge à esquerda do discurso deles. Aí tentam igualar àqueles que estão na ação penal 470, confirmada pelo STF como corrupção. Então, esses que tentam se encastelar no poder e acham que o poder nunca muda, tem uma rede nas redes sociais, em alguns blogs, que operam na mesma lógica e defendendo o interesses deles. E na história temos exemplos claros disso, era Hitler que contava uma história várias vezes até que ela se tornasse verdade e Stálin que achava que qualquer adversário tinha que ser criminalizado e jogado para Sibéria ou ir para o paredão. Esses que operam da mesma forma, tentam nos jogar no mesmo balaio, uma semana depois da nossa manifestação contra a MP dos Portos. Trata-se de uma denúncia vinda de um chefe de crime organizado no Amapá, de alguém que tem uma declaração de próprio punho dizendo que falsificou o documento. Trata-se de uma matéria que foi arquivada pelo Ministério Público Federal, pelo Procurador Geral da República e este pediu para que o “denunciante” fosse processado por falsidade ideológica. Todos os cidadãos do Amapá conhecem o denunciante e sabem a quais interesses ele serve. Serve aos interesses daqueles que estão sendo denunciados por nós, por crime organizado, tráfico de drogas, corrupção ativa, corrupção passiva e formação de quadrilha. É uma lástima ver os setores do PT se valerem de um traficante para dar razão a uma denúncia que não tem validade nenhuma. No mês que ele disse que eu recebi o mensalão, eu estava indo para a justiça para garantir o pagamento do meu salário, porque eu era um dos únicos deputados de oposição a ele, inclusive eu e minha família estávamos sendo ameaçados de morte naquele período e ele suspendeu o pagamento do meu salário. Eu tenho uma decisão judicial do mês, coloquei a disposição o meu sigilo bancário de todo o período, para esclarecer dúvidas. E há uma ação movida por mim, no Ministério Público Estadual, a partir da denúncia deles. Quando eles fizeram a denúncia, minha primeira ação foi pedir para o Ministério Público Estadual investigar, e nós próximos dias sairá o resultado final que esclarecerá quaisquer dúvidas em relação a isso. E em especial ao povo do Amapá, não existe dúvida sobre isso. O que é na verdade uma ação que tenta transformar a eleição de 2014 em um plebiscito entre a velha direita e a nova direita.
DM – O PT, na verdade, é a nova direita?
Randolfe Rodrigues – Olha, se não é, pelo menos está fazendo muito do que o PSDB, quando estava no governo, não teve disposição e coragem para fazer. O PSDB não teve a competência para privatizar portos, o que eles estão fazendo; atendendo ao agronegócio...
DM – O seu mandato termina quando
Randolfe Rodrigues – O meu mandato termina em 2018.
DM – Então, o senhor é candidato às eleições de 2014?
Randolfe Rodrigues – Eu quero conversar, estou conversando no âmbito do PSOL. Tem uma pressão por parte dos meus companheiros do PSOL para que eu seja candidato, mas eu quero amadurecer um pouco mais para resolver essa questão e também não quero deixar o partido refém de uma decisão minha. Se não for eu, Chico Alencar ou Luciana são companheiros que representarão o partido e esse programa que eu delineei a você.
No 247
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Didática do Trauma nº6: Marconi Perillo ensina por que você não deve confundir este com esse

É assim:
Este, esta e isto são pronomes demonstrativos referentes à própria pessoa que está falando, ou a coisas de propriedade da pessoa que enuncia a frase. Exemplo:
Você aponta para o seu filho e diz: “Este é o meu filho”. 
Esse, essa e isso são pronomes demonstrativos referentes à pessoa a quem o enunciador da frase está falando. Exemplo:
Você aponta para o filho do seu amigo e diz: “Esse é o seu filho”.
(Tá, eu sei que existem várias outras hipóteses corretas a serem empregadas na frase acima com esse e este, mas atenhamo-nos por enquanto a essa observação genérica daí de cima.)
Ainda tá difícil? Complicado? OK, concordo contigo. Vamos pegar um exemplo mais prático.
Imagine que você é um advogado. E recebeu uma acusação contra a empresa que você defende. O texto, redigido pelo advogado de outra empresa, diz:
Esta empresa não cumpre com seus contratos! Esta empresa é corrupta! Esta empresa está inadimplente! etcetcetc.
Você redige sua defesa pura e simplesmente:
Sr. Juiz, nada temos a fazer se o  digníssimo advogado da outra empresa resolveu acusar a própria empresa para a qual ele trabalha.  Não tenho nem como encerrar minha defesa, posto que não foi necessário iniciá-la.
O que é mais ou menos o que aconteceu ontem com o digníssimo (cof, cof) governador goiano (que me perdoem os goianos se esse adjetivo soou pejorativo) Marconi Perillo.
perillo
Prezado governador Perillo: devemos convocar CPI pra apurar a sua denúncia contra seu próprio governo?

Por que o senhor se considera um canalha? Sua mãe concorda com o senhor?

Por que o senhor fala de si na terceira pessoa? O Sr. também vive a dicotomia Edson/Pelé? 

Enfim, não vou me dar ao trabalho de ofendê-lo. O senhor sabe fazer isso sozinho.
E você, ameba: traumatizou? Ah, vá! Mais um trauma didático! :D \o/
Então, lembre-se da cara do Perillo na hora de usar S ou T e falar/escrever este/esse de forma adequada.
De nada. (mas agradeço ao Luis Carlos pela imagem oferecida no fêice! :D )
No Objetivando disponibilizar
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“Papelzinho” desmonta alegação de fraude eleitoral na Venezuela

 
Embora a imprensa – com o beneplácito do Governo americano, que até agora não reconheceu a eleição de Nicolas Maduro na Venezuela –  continue falando em fraude e as tentativas de desestabilização prossigam, como a reunião entre o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, e o candidato derrotado, Henrique Caprilles,  há uma notícia que não sai nos jornais.
É que a recontagem dos votos, que as urnas eletrônicas da Venezuela permitem, por imprimirem e guardarem cada voto, vai confirmando todos os resultados.
Sexta-feira foram recontados 158 mil votos, apurando-se uma diferença de 31 votos (0,02%) e, no sábado, mais 161 mil, com erro de 16 votos (0,01%). Como os erros se referem ora a Henrique Caprilles, da oposição, ora ao candidato governista, as diferenças virtualmente não existem. A auditoria já tinha sido realizada em mais da metade das urnas, logo após as eleições e está sendo estendida.
A recontagem é transmitida pela internet, sem cortes, e acompanhada pelos partidos políticos. Menos, claro, pelos apoiadores de Caprilles, que pediram a revisão e não apareceram.
E se acham que pode haver fraude lá, onde dá para recontar, o que dizem daqui, onde o voto é virtual e quem duvidar do resultado que a maquininha cospe pode duvidar sentado, pois o voto é virtual e não pode ser verificado?
Estranhamente, o procurador Roberto Gurgel se insurgiu contra a lei, aprovada pelo Congresso e sancionada por Lula, que obriga a auditoria, pela via do voto impresso, de míseros 2% dos votos.
Só 2% do “papelzinho”, como chamava Leonel Brizola, e eles se recusam, dizendo que isso vai violar o sigilo do voto.
Aqui, diz o TSE, nosso sistema é garantido. Como? Ora, é porque é, quem são os cidadãos para duvidarem que o TSE não erra um voto em mais de 100 milhões?  Nem se compara àquela ditadura chavista da Venezuela, onde é preciso conferir as urnas. Aqui só tem gente honesta e ninguém frauda nada.
Afinal, depois da teoria do domínio do fato, que é que precisa de provas. Vale o que o tribunal disser que vale e pronto.
Fernando Brito
No Tijolaço
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Esta é a Turquia de hoje

Polícia ataca violentamente os cidadãos que estão protestando contra o governo do ditador  Reccep Tayyip Erdogan

 Erdogan responde aos protestos com sarcasmo 

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Charge online - Bessinha - # 1806

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Como o Roger do Ultraje se transformou no trolador oficial do Twitter

Aquele cara espirituoso dos anos 80 encontrou uma segunda vida batendo boca com qualquer um — de cientistas a padeiros.
Inútil
Inútil
Em 1985, o Ultraje a Rigor lançou o bom disco Nós Vamos Invadir Sua Praia. A faixa-título estourou no Brasil inteiro e o álbum ainda tinha Inútil, Rebelde Sem Causa, Mim Quer Tocar e Marylou. A mistura de surf music e punk, mais as letras engraçadas de Roger, eram uma novidade e pegaram. Alguém o comparou a Adoniran Barbosa. Dois anos depois, o grupo lançou Sexo!!. Emplacou. Trilha de novela da Globo, shows lotados etc.
E então o Ultraje virtualmente acabou. Não totalmente por culpa própria. Continuaram lançando discos, mas o rock nacional já tinha deixado de tocar no rádio e na televisão. O momento havia passado. Um público fiel e cada vez menor continuou ouvindo aquelas letras de duplo sentido em canções como Crescendo, Filha da Puta, Ricota e por aí vai. Depois veio a administração da obsolescência da banda (que, da formação original, só tem Roger), coisa normal na vida de um artista.
Ou deveria ter sido normal. Aos 57 anos, tocando no programa do comediante Danilo Gentili, Roger descobriu uma segunda vida — no Twitter. Passa o dia denunciando o PT, o comunismo, Cuba, os impostos, enfim, todos os clichês imagináveis da cartilha da direita – absolutamente convicto de que está prestando um serviço aos brasileiros ao alertá-los para o perigo vermelho. Para coroar, virou um trolador.
Discutiu com todo o mundo. Ontem, conseguiu brigar com o cientista Miguel Nicolelis. Nicolelis, possível candidato brasileiro ao Nobel, gosta de narrar os jogos de seu time do coração, o Palmeiras (aliás, as narrações são uma bobagem, mas anyway). No meio de uma partida, Roger resolveu chamar Nicolelis de arrogante e teve como resposta: “O senhor é o tal Lobão?” Aparentemente, isso calou fundo em seu peito, a ponto de Roger gastar as teclas de seu computador insistindo que seu legado era mais importante que o de Nicolelis. Tomou diversas palmadas no intelecto (você pode ver aqui). Por que Nicolelis, ou qualquer pessoa, deveria saber quem é Roger?
Depois acusou o crítico de cinema Pablo Villaça de plagiador. Villaça, pegando carona na polêmica com Miguel Nicolelis, escreveu que Roger fora esquecido pela sua própria geração. O roqueiro não deixou por menos e tentou exibir suas credenciais: “meio milhão de seguidores, propagandas no ar com minhas músicas, programa diário”. É como alguém dando carteiradas desesperadamente na fila do supermercado. Daí em diante, a discussão descambou.
Villaça e Nicolelis acertaram Roger no coração. Para um artista, pior do que lidar com a fama é lidar com a ex-fama. Roger já disse que pensava em se aposentar. Tem medo de avião, o que lhe dificulta fazer turnês. Acompanhar Danilo Gentili não é a melhor coisa do mundo, mas ele está lá tocando sua guitarra e homenageando as bandas de que gosta com covers. Vive de música, o que é uma vitória.
Em nome do que fez nos anos 80, Roger deveria fazer um favor a si mesmo e pensar antes de se manifestar (o ideal era que contivesse a tagarelice, mas isso não vai acontecer). Seria muito menos constrangedor. Quem tinha alguma simpatia pela fanfarronice do Ultraje acaba encontrando um paleoconservador repetindo previsões apocalípticas sobre o Brasil. E aquele sujeito espirituoso virou um cinquentão amargurado, batendo boca alucinadamente em sua arquibancada digital, tentando a qualquer custo legitimar sua obra na base do grito e da ofensa. Não é divertido, não é instigante, não é inteligente e não tem nada a ver com rock’n’roll.
Kiko Nogueira
No DCM
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FHC é a aposta arriscada de Aécio

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Pesquisa feita pelo Instituto Vox Populi aponta que a população considera o governo FHC pior do que as administrações petistas em todos os aspectos: na gestão da economia e da educação, no combate à corrupção e mesmo na luta contra a inflação; a despeito disso, Aécio está convencido de que não faz mais sentido esconder o ex-presidente do eleitor em 2014
Uma pesquisa feita pelo Instituto Vox Populi, sobre como a população enxerga o governo FHC em comparação com as administrações petistas, revela que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) fez uma aposta arriscada ao trazer o ex-presidente para a linha de frente de sua campanha. Eis alguns pontos:
* na geração de empregos, 7% dos entrevistados disseram que FHC atuou melhor, enquanto 75% responderam que Lula e Dilma o superaram;

* na habitação, 3% para FHC e 75% para Lula e Dilma;

* nos programas para erradicar a pobreza, 4% ficaram com FHC e 73% com os petistas; na educação, FHC foi defendido por 5% e Lula e Dilma por 63%;

* na política econômica, em geral, FHC foi avaliado como melhor por 8% e os petistas por 71% dos entrevistados;

* no controle da inflação, FHC teve seu melhor resultado: 10% acharam que foi melhor que os sucessores, mas 65% responderam que Lula e Dilma é que agiram ou agem melhor;

* no combate à corrupção, FHC teria atuado melhor que seus sucessores para 8%, enquanto 48% dos entrevistados afirmaram que Lula e Dilma foram-lhe superiores.
Os dados são eloquentes e revelam que o eleitor ainda guarda uma boa memória sobre o governo FHC. Aécio, no entanto, tem ouvido economistas que fizeram parte de seu governo, como Armínio Fraga e Pedro Malan, e tem feito questão de valorizar seu legado, como fez no programa do Ratinho, quando disse que FHC é o verdadeiro pai do Bolsa Família.
Depois de perderem duas eleições escondendo FHC, os tucanos mudaram de estratégia. Mas falta ainda convencer o eleitor de que essa é uma boa estratégia.
Segundo o próprio FHC, a população não avaliará mais o passado, mas quem poderá construir um futuro melhor.
No 247
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