29 de mai de 2013

Filme que denuncia violações trabalhistas em campos da Embrapa é proibido; empresa nega

Maria da Graça Lopes, assistente da Embrapa em Manaus, no documentário A vida não é um experimento: "Fui varrer o chão, subiu um pó. Pensei que era cal, era veneno"
Sempre que se pensa em Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) quase automaticamente vêm à cabeça suas pesquisas e seus pesquisadores.
Pudera. Dos seus 9.783 empregados, 2.389 são investigadores. Os demais 6.394, analistas ou assistentes.
Os analistas têm nível superior. Incluem-se aí desde biólogos, agrônomos, veterinários (também podem fazer pesquisa) a advogados, jornalistas.
Os assistentes, apesar do nome pomposo, constituem a “peãozada”. Em geral, são os que realmente põem a mão na massa nos laboratórios, nas plantações, enfim  em todo tipo de experimento necessário às pesquisas que desenvolve. Sem esses trabalhadores não há pesquisa.
Na região de Manaus (AM), a empresa tem dois campos experimentais: o Distrito Industrial Suframa, mais conhecido como DAS Manaus (a 54 km da capital); e o Rio Urubu ( a 140 km de Manaus), ambos ligados à Embrapa Amazônia Ocidental.
Em dezembro de 2011, já fora do expediente, na hora do jantar, dois trabalhadores (um concursado e outro terceirizado) se envolveram numa briga no DAS Manaus, logo apartada pelos colegas.
A Embrapa puniu-os direto. Deu cinco dias de suspensão para cada um. Contrariou a 11ª cláusula do acordo coletivo de trabalho que diz que para haver punição é preciso  antes fazer sindicância  para apurar o caso. Não houve.
Em função dessa ocorrência, Simone Alves, presidente da Seção Sindical Amazonas do Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf) foi até o DAS Manus averiguar o que havia acontecido.
Ao chegar lá, encontrou uma porção de irregularidades, entre as quais estas:
* Trabalhadores sem sair do local de trabalho por uma semana, 15 dias, até um mês.
* Sementes guardadas em locais com mofo, animais e goteiras.
* Funcionários aplicando agrotóxicos sem equipamento de proteção.
* Falta de água potável e banheiro na área das plantações.
* Nenhuma estrutura para socorrer rapidamente os trabalhadores que se machucam ou passam mal. O caminhão que os transporta para o campo só volta na hora do almoço; muitas vezes nem isso acontece.
* Falta de alojamento adequado.
“Nós encontramos trabalhadores em condição de cárcere privado”, expõe Vicente Almeida, presidente do Sinpaf. “Ou seja, eles  não tinham o direito de ir e vir diariamente para as suas casas, como o supervisor, pois a empresa não lhes dava condição.  Eram mantidos lá dentro contra a vontade e numa condição desumana. Não tinham roupa de cama, havia alimentação vencida, água alterada. Em janeiro de 2012, nós os resgatamos.”
Em agosto de 2012, o Sinpaf denunciou à Organização Internacional do Trabalho (OIT) a existência de trabalho degradante e análogo à escravidão nas dependências da Embrapa, em Manaus. A reclamação baseia-se na Convenção nº 29 da OIT, segundo a qual, trabalho forçado ou obrigatório é “todo trabalho ou serviço exigido de um indivíduo sob a ameaça de qualquer penalidade e para o qual ele não se ofereceu de espontânea vontade”.
“Além de o Brasil ser signatário da OIT, a Embrapa é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Agricultura”, observa Almeida. “Isto torna a denúncia do Sinpaf à OIT mais grave.”
Documentário mostra situação em Campos Experimentais
O Sinpaf expõe esse quadro no documentário A Vida não é Experimento, onde trabalhadores e dirigentes dão seus depoimentos.
O filme completo tem 33 minutos (pode ser visto aqui); a parte referente à Embrapa, 21. As gravações foram feitas no final de 2012 e início de 2013. A empresa não autorizou a filmagem dos seus ambientes de trabalho.
O documentário foi lançado no dia 26 de abril.
Em 17 de abril, portanto nove dias antes, a direção nacional do Sinpaf reuniu-se com o novo presidente da Embrapa, Maurício Lopes, e entregou-lhe uma cópia. O objetivo era alertá-lo sobre graves violações trabalhistas que estavam ocorrendo em alguns campos experimentais. O presidente do Sindicato fez questão de salientar que esperava que a realidade retratada no documentário fosse um episódio do passado.
Porém, na data do lançamento, ele recebeu notificação, visando impedir a divulgação do filme.
Em papel timbrado da Embrapa, ela está assinada por Gerson Soares Alves Barreto, chefe de gabinete do presidente.
Entre as alegações, a de que os testemunhos no vídeo “não parecem condizer com verdade e que sua divulgação pode trazer sérios prejuízos à imagem e ao conceito que a Embrapa alcançou durante esses 40 anos”.
“Esperávamos uma postura de parceria para  corrigir essas distorções e não retaliação. Em pleno século 21, recorrer a um instrumento de coação [a notificação] é  descabida, um erro histórico”, diz Vicente Almeida.
“A Embrapa está agindo contra dois direitos básicos: liberdade sindical e acesso à informação. Não recuaremos quanto à exibição do vídeo, pois essas histórias precisam ser vistas para que episódios como esses fiquem no passado.”
Vicente está na Embrapa desde 1999, quando entrou como estagiário. É engenheiro agrônomo com mestrado em planejamento e gestão ambiental. Em 2005, por meio de concurso, tornou-se pesquisador na área de impacto ambiental.
Esta repórter consultou a Embrapa para saber por que havia mesmo proibido o documentário A Vida não é Experimento. Por meio de sua Secretaria de Comunicação, respondeu ao Viomundo:
A Embrapa não proibiu a veiculação do vídeo e nem teria esta capacidade. O objetivo da citada carta é alertar sobre os riscos jurídicos de disseminação de informações equivocadas sobre as condições de trabalho dos empregados da Empresa e garantir a verificação dos fatos apontados antes da sua veiculação pública. A Embrapa possui procedimentos internos para verificação de irregularidades, e as denúncias não foram registradas em nenhum deles. Mesmo assim, o conteúdo do vídeo está sendo avaliado pela Empresa para providências que eventualmente se façam necessárias.
A Embrapa é uma empresa pública federal regida pela CLT tendo uma gestão voltada para o cumprimento dos princípios gerais da Administração Pública, zelando pelas condições de saúde e de trabalho de seus empregados com programas de qualidade de vida, apoio a luta contra dependência, dentre outras. Quanto à segurança no trabalho, cumprimos rigorosamente a legislação, inclusive com a atuação efetiva da CIPA em todas as Unidades, rede de técnicos e engenheiros do trabalho e fornecimento de equipamentos de proteção individual.
A notificação ao Sinpaf contradiz a resposta da Embrapa ao Viomundo.
TÉCNICOS DO CEREST E VIGILÂNCIA SANITÁRIA CONFIRMAM DENÚNCIA 
Se esses problemas denunciados no vídeo foram sanados?
“Não dá para saber”, afirma Almeida. “No final de 2012 e início de 2013, tentamos entrar nos campos experimentais da Amazônia para fazer averiguações e gravar o documentário. A empresa nos impediu.”
Em março de 2012, por solicitação do sindicato, técnicos do Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Amazonas (Cerest Estadual),  Centro de Referência em Saúde do Trabalhador de Manaus(Cerest Regional), Vigilância Sanitária Municipal, INSS, Sinpaf e Embrapa fizeram uma visita técnica ao Campo Experimental do Distrito Industrial Suframa, o DAS Manaus.
Quase na mesma época, auditores do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) estiveram no DAS Manaus e na sede da Embrapa no Amazonas.
Os relatórios do Cerest Estadual, Cerest Regional e da Vigilância Sanitária Municipal apontam uma série de riscos aos trabalhadores.
Desde  alimentos fora da validade sendo servidos aos trabalhadores, água (inclusive) e solo contaminados por lixão a céu aberto, fezes e urina de morcego em depósitos e dormitórios, até “na aplicação de agrotóxicos, profissionais utilizando EPI’s [Equipamento de proteção individual] como bota, máscara com filtro, avental  e luvas que estavam completamente danificados”. (íntegra no final desta reportagem)
Conclusão do relatório dos Cerests Estadual e Municipal:
Relatório da Vigilância Sanitária de Manaus aponta, entre outras irregularidades, alimentos com prazo de validade vencido:
O relatório dos auditores fiscais do Ministério do Trabalho (íntegra no final da reportagem) diz respeito principalmente ao DAS Manaus, onde o Sinpaf identificou trabalhadores em cárcere privado. Mas é bem diferente do elaborado pelos Cerests e da Vigilância Sanitária, embora a inspeção tenha sido quase na mesma época – mais precisamente de 24 de janeiro a 29 de fevereiro de 2012.
Primeiro, em negrito, dizem que não encontraram condições de trabalho análogas à escravidão. Porém, no parágrafo seguinte, na mesma página, afirmam que a Embrapa se comprometeu a estudar uma solução para o transporte dos trabalhadores para que os mesmos tivessem como retornar às suas casas.
“Eles mesmos se contradizem”, atenta Almeida. “Confirmam que a empresa deixa os trabalhadores em condições de cárcere privado. Depois, ao observar que a empresa ‘já consertou’ alguns itens, os auditores ratificam as péssimas condições denunciadas pelo Sinpaf.”
Em função dessas acusações, no final do ano passado, a Embrapa denunciou por calúnia à Polícia Federal o presidente nacional do Sinpaf, Vicente Almeida, e a presidente da Seção Sindical Amazonas do sindicato, Simone Alves. A empresa usa o relatório do Ministério do Trabalho como prova de que as denúncias do Sindicato são mentirosas.
Na resposta ao Viomundo, relembramos, a Embrapa diz que:
… possui procedimentos internos para verificação de irregularidades, e as denúncias [feitas pelo Sinpaf] não foram registradas em nenhum deles.
… zelando pelas condições de saúde e de trabalho de seus empregados com programas de qualidade de vida, apoio a luta contra dependência, dentre outras. Quanto à segurança no trabalho, cumprimos rigorosamente a legislação, inclusive com a atuação efetiva da CIPA em todas as Unidades, rede de técnicos e engenheiros do trabalho e fornecimento de equipamentos de proteção individual.
 “A Embrapa continua impedindo a nossa entrada nos campos experimentais. Além disso, nunca procurou o Sindicato formalmente para solução dos passivos com esses trabalhadores”, arremata Vicente Almeida. “Se ela não tem o que esconder, por que age assim? De forma que reafirmo todas as denúncias contidas no vídeo A vida não é um experimento.”



Conceição Lemes
No Viomundo
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Para entender os problemas da CEF com o Bolsa Família

O Cadastro de Informações Sociais tem 200 milhões de registros, e serve para inúmeras finalidades, do pagamento do Bolsa Família ao seguro desemprego.
Para pagamento do Bolsa Família, a CEF utiliza parte desses dados em um sistema que funcionava desde 2.000. Há três anos, a CEF resolveu desenvolver um novo sistema, com tecnologia mais moderna.
Em abril houve a junção dos dois sistemas e se percebeu a existência de 700 mil registros duplicados. A CEF decidiu unificar as duas bases dando prioridade ao cadastro mais antigo. Assim, mesmo com a troca do sistema, os beneficiários continuariam com o mesmo cartão e o mesmo dia de pagamento ao qual estava acostumado.
À medida em que o cadastro era acertado, surgiram três situações distintas para os 700 mil nomes:
  1. A maior parte permaneceu com seu antigo cartão.
  2. Uma parte menor recebeu cartão novo, com data de pagamento posterior ao do velho cartão. Chegando no dia do pagamento, o dinheiro estaria disponibilizado.
  3. Uma parcela menor recebeu cartão novo com data de pagamento anterior ao do velho cartão. Haveria problemas apenas para esse subgrupo, de chegar na agência e o dinheiro não estar depositado.
Para impedir esse desconforto – específico do Grupo 3 -, a CEF decidiu antecipar em um dia – de sábado para 6ª - os benefícios de maio dos 700 mil.
Na 6ª feira – já efetuados os depósitos nas contas dos 700 mil – o movimento foi normal, até um pouco menor que no primeiro de pagamento de abril.
O início do pânico: 13 h do sábado
Até por volta das 13 horas de sábado, o movimento continuava normal. A partir desse horário, a sala de monitoramento começou a perceber um aumento não usual do movimento nas agências de alguns estados específicos. Foi solicitado que os gerentes levantassem o que ocorria.
Por volta das 15 horas, os gerentes começaram a informar a central de que corria o boato de que o BF seria encerrado na meia noite de sábado. Era o mesmo boato, uniforme, em 13 estados: Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Maranhão, Para, Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro e Piauí. E nenhuma alteração nos estados restantes.
Aí começou a tomar corpo a suspeita de que os boatos haviam sido articulados.
Montou-se uma estratégia para, na segunda, com as agências abertas, os gerentes começarem um trabalho de esclarecimento, valendo-se da relação de confiança com os beneficiários do BF formada ao longo desses anos.
Na própria segunda, em entrevista ao programa “Bom Dia Brasil”, José Urbano, vice presidente de governo e habitação da CEF, procurou tranquilizar os beneficiários assegurando que nenhuma mudança havia sido implementada no Bolsa Família. Na 2ª à tarde, soube que haviam sido feitos os depósitos na 6ª para os 700 mil nomes duplicados. Indagado do fato de não ter dado essa informação na manhã de 2ª, Urbano explicou que não tinha sido informado dela, mesmo porque a decisão só se tornou relevante depois do medo.
No meio do caminho, ocorreu o desastre Maria do Rosário, Ministra-Chefe da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, que insinuou que a oposição poderia estar por trás dos boatos. O que era uma discussão técnica, ganhou roupagens políticas.
Do lado da CEF permanece a convicção de que os boatos foram articulados.
Luis Nassif
No Advivo
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AP 470 - Uma ação sem fundamento

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Na CBN: Pastores evangélicos espalharam o boato sobre o fim do Bolsa Família?

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Facebook censurou 'Dilma Bolada'

Post crítico a Aécio Neves inspirado em notícia da Fórum
A notícia aponta que Aécio Neves é réu e será julgado por desvio de R$4,3 bilhões da saúde
Perfil satiriza a rotina da presidenta Dilma Roussef (Imagem: Dilma Bolada)
O Facebook deletou uma postagem do perfil Dilma Bolada, inspirado em uma matéria publicada pela Fórum, criticando o senador Aécio Neves (PSDB). Por conta disso, o carioca Jeferson Monteiro, que administra o perfil nas redes sociais, afirmou que está considerando a possibilidade de retirar a sátira do ar.
A Fórum se solidariza e compreende a pressão sofrida por Jeferson, mas apela para que ele não desista do perfil que criou, que é um dos mais divertidos da rede.
Confira o texto postado no Dilma Bolada, questionando a censura do Facebook e cogitando a possibilidade de sair das redes sociais.
NOTA DE ESCLARECIMENTO:
Queridos internautas e queridas internautas, venho por meio deste esclarecer um episódio que ocorreu no último sábado à noite.
Infelizmente é um assunto desagradável que de antemão peço desculpas a todos por ter que abordá-lo. Pois então, no último sábado à noite, enquanto assistia à novela, vi algumas inserções comerciais de Aécio no intervalo comercial. No twitter, recebi o link de um seguidor de uma matéria da Revista Fórum que dizia que o cidadão é RÉU de um processo por improbidade administrativa. Achei curioso e resolvi fazer um post aqui no Facebook, mas antes, como de costume, fui checar se a citada notícia havia sido veiculada em algum lugar, e encontrei no portal Fala MG e no Bahia Notícias.
Pois bem, então fiz o post por volta das 10 da noite no sábado, euzinha mantive a linha de sempre, falei que não levava desaforo pra casa e chamei Never de piadista. A reação foi imediata: o post teve mais de 1300 likes em 10 minutos e 600 compartilhamentos (números surpreendentes para um sábado à noite), as reações contrárias também foram muitas, estas inclusive me fizeram, naquele momento, não retomar ao assunto pois sempre levo em consideração a percepção de vocês. Mas para a supresa de todos, cerca de 3 horas depois, o post foi APAGADO!
Fiquei chatiadíssima com essa situação e sem entender o que havia ocorrido. No twitter, na segunda, meus seguidores pediram que eu refizesse o post e decidi por refazer. Ainda na segunda, a coluna da Mônica Bergamo da Folha me procurou para saber o que havia ocorrido. Eles entraram em contato com o Facebook Brasil que disse que não comentaria o caso, o que me causa ainda mais indignação. O Facebook é uma rede social livre e tem suas próprias regras e diretrizes, por isso tomo todos os cuidados necessários para obedecê-los, e ao meu ver não houve nenhum descumprimento à sua política de privacidade. Pelo contrário, eu acho que meu post era um belíssimo caso de liberdade de expressão em nosso país que já teve tempos muito difíceis onde as pessoas eram oprimidas.
Em tempo, ultimamente tem sido complicado estar aqui com vocês, não digo nem por mim afinal competência, simpatia, conexão e beleza sempre me acompanham, mas falo pelo jovem fake golpista Jeferson Monteiro, apesar dos pesares me preocupo com cada um de vocês e com ele não tem seria diferente, tenho observado há muito que ele vem sofrendo constantes ataques de pessoas opositoras e contrárias ao meu Governo, membros do PSDB e da “Juventude” do Partido estão numa intensa e incessante perseguição a ele, todos os dias ofendendo, usando duras palavras, fazendo acusações infundadas e ameaçado de processos quando se pensa em responder à altura. É muito complicado que tenhamos pessoas com pensamentos tão limitados e conspiratórios que só pensem que as pessoas fazem as coisas por dinheiro. Dirijo-me ao Presidente deles e peço que aconselhe seus filhotes e que eles tenham um pouco mais de bom senso e educação.
Exposto tudo isso, gostaria de reafirmar: esta rede é minha, apenas minha sem vínculo com ninguém mais. É extremamente desagradável que eu tenha que parar no meio do meu expediente para escrever isso para vocês.
Também peço desculpas a todos aqueles que, independente do partido, tenham que se deparar com essas declarações. O meu compromisso é com vocês, dilmetes, independente se você é do time dos vermelhos, dos tucanos, do dudu ou dos sustentáveis. Sou a Presidenta de todos!
Diante de tudo o que foi dito, hoje vou tirar o dia para refletir e tomar a decisão se continuamos ou não juntos aqui. Por isso, vou analisar todos os pontos e hoje às 20h, eu farei uma nota oficial aqui na página para anunciar se eu, Dilma Bolada, fico ou se vou.
Enfim, tenham certeza que tomarei a melhor decisão para todos nós e peço que entendam e me apóiem independente de qual seja.
Por fim, faço um apelo ao Facebook, ao Alexandre Hohagen, que conhece nossa página, e a imprensa para que todos saibamos o que ocorreu. Vivemos num país livre e nossa maior rede social não pode nos privar o direito ao acesso à informação e a liberdade de expressão e opinião. Informo ainda que hoje, excepcionalmente, não atenderei demandas da imprensa. Espero que compreendam.
Em tempo, agradeço a Folha e a coluna pela ajuda no caso, aqui vocês podem conferir a coluna de hoje: http://bit.ly/18uhIBq
“Prefiro o barulho da imprensa livre ao silêncio das ditaduras.”
Brasil, país rico é país onde é assegurado o direito de manifestar livremente opiniões, ideias e pensamentos.
#RainhaDaNação #InternetSemPresidenta #DilmaBoladaCensurada #VouLigarProMarkinho #CensuraEuVETO #ImaginaNaCopa #SeuRecalqueBateNaMinhaPopularidadeEVolta
Postado originalmente em http://migre.me/eMuUa.
Igor Carvalho
No Revista Fórum
* * *

Facebook admite que apagou post de Dilma Bolada sobre Aécio Neves

Segundo rede social, conteúdo foi removido indevidamente (sic)

Perfil de Dilma Bolada no Facebook
Foto: Reprodução internet 
O personagem fictício Dilma Bolada, uma sátira à presidente Dilma Rousseff criada pelo estudante Jeferson Monteiro, de 23 anos, teve uma piada retirada do ar pelo Facebook, no último sábado. O post ironizava o senador Aécio Neves (PSDB-MG), possível candidato à Presidência em 2014, fazendo referência a um processo de improbidade administrativa que o tucano apareceria como réu. O texto com o comentário "Inventar mentira contra mim é mole, querido" foi apagado três horas depois da publicação.
Em nota divulgada na tarde desta quarta-feira, o Facebook admitiu que o conteúdo foi removido indevidamente:
"O conteúdo em questão foi reportado e nossos sistemas automáticos, elaborados para garantir a segurança dos usuários, removeram-no indevidamente. Depois de termos sido alertados, o conteúdo foi recuperado e está no ar novamente. Lamentamos o inconveniente".
Hoje, Jeferson Monteiro, que tem 337 mil seguidores, publicou uma nota de esclarecimento em que explica o ocorrido e informa que pensava em acabar com o perfil. Mas horas depois, decidiu manter.
— O caso foi resolvido. O Facebook voltou atrás. Hoje é o “Dia do Fico” da Dilma Bolada — afirmou.
Jeferson conta que no último sábado à noite, enquanto assistia à novela, viu algumas inserções comerciais de Aécio no intervalo comercial e resolveu escrever um novo post.
“No twitter, recebi o link de um seguidor de uma matéria da Revista Fórum que dizia que o cidadão (Aécio) é réu de um processo por improbidade administrativa. Achei curioso e resolvi fazer um post no Facebook. Mas antes, como de costume, fui checar se a citada notícia havia sido veiculada em algum lugar", explicou o jovem em um dos trechos da nota.
O texto apagado pelo Facebook fazia referência ao governo de Aécio Neves, em Minas Gerais. Nele, Dilma Bolada diz: “Engraçado, quanto será que o Sr. Never está ganhando para contar piada no intervalo comercial no horário nobre!? Falar de ética, se fazer de santo e inventar mentira contra mim é mole, querido... quero ver falar do processo no qual você é acusado de desviar 4 BILHÕES DE REAIS da Saúde do tão maravilhoso estado de Minas Gerais que o senhor governou... Realmente, que gestão maravilhosa, a cara da tucanada... ÊTA TUCANO PIADISTA!!! Brasil, país rico é país com Presidenta que não leva desaforo pra casa. Sou do povo, pelo povo e para o povo. Sou linda, sou diva, sou Presidenta. SOU DILMA!!!”
- Foi uma censura do Facebook. Uma atitude arbitrária. Não entendi que tipo de regra eu quebrei. Qual foi o critério para apagar? Alguém mandou? Apenas reproduzi as notícias dos meios de comunicação - disse Jeferson Monteiro.
Na nota publicada no Facebook, o estudante, como se fosse Dilma Bolada, acrescenta:
“Pois bem, então fiz o post por volta das 10 da noite no sábado, euzinha mantive a linha de sempre, falei que não levava desaforo pra casa e chamei Neves de piadista. A reação foi imediata: o post teve mais de 1300 likes em 10 minutos e 600 compartilhamentos (números surpreendentes para um sábado à noite). (...) Mas para a surpresa de todos, cerca de 3 horas depois, o post foi APAGADO!”
O criado da Dilma Bolada também criticou a atitude do Facebook e lembrou o período da ditadura militar no Brasil (1964-1985)
"O Facebook é uma rede social livre e tem suas próprias regras e diretrizes, por isso tomo todos os cuidados necessários para obedecê-las, e, ao meu ver, não houve nenhum descumprimento à sua política de privacidade. Pelo contrário, eu acho que meu post era um belíssimo caso de liberdade de expressão em nosso país que já teve tempos muito difíceis onde as pessoas eram oprimidas", escreveu ele.
O autor de Dilma Bolada reclamou ainda dos ataques feitos por simpatizantes do PSDB:
"Membros do PSDB e da Juventude do partido estão numa intensa e incessante perseguição, todos os dias ofendendo, usando duras palavras, fazendo acusações infundadas e ameaçado de processos quando se pensa em responder à altura. É muito complicado que tenhamos pessoas com pensamentos tão limitados e conspiratórios que só pensem que as pessoas fazem as coisas por dinheiro".
Jeferson Monteiro desabafou:
- Os militantes do PSDB acham que eu sou pago pelo PT. O tempo inteiro tentam desgastar a minha imagem. Nos textos que publico, fica claro que sou independente.
Dilma Bolada é um dos personagens mais populares das redes sociais e já recebeu prêmio nacionais e internacionais. No Twitter, por exemplo, o perfil é seguido por alguns ministros, um deles Alexandre Padilha, da Saúde. Jeferson Monteiro é carioca e morador de Mesquita, na Baixada Fluminense, Região Metropolitana do Rio.
Em nota, a Juventude do PSDB classificou as acusações de Jeferson Monteiro como “jogada de marketing”.
“Apenas o administrador da Fã Page ou o próprio Facebook têm iniciativa para deletar mensagens de uma timeline. Lamentamos, no entanto, a tentativa do responsável da página Dilma Bolada de usar veículos de comunicação para expor uma falsa polêmica com a Juventude do PSDB, buscando sua promoção pessoal e divulgação do espaço. A Juventude do PSDB respeita a diversidade de opiniões, acreditando que a diferença de ideias fortalece o debate público, e reitera sua conduta de não utilizar as redes sociais para disseminação de ataques e calúnias contra pessoas e/ou adversários”, escreveu o presidente Paulo Mathias.
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No Rio "Gangue dos Guardanapos"; em Minas "Gangue dos Castros"

Sérgio Cabral e Aécio Neves, membros do “Grupo da Curra”, que atuou no Rio de Janeiro na década de 70, permanecem unidos na prática de outros crimes
No final da década de setenta e início de oitenta, jovens da denominada classe alta do Rio de Janeiro, cientes da impunidade que suas posições sociais e financeiras proporcionavam, agiam em grupos quebrando festas, roubando veículos, utilizando pesadas drogas e praticando sua diversão preferida, “A Curra”.
Prática criminosa através da qual este grupo de rapazes abusava sexualmente de moças normalmente oriundas do então denominado subúrbio que, convidadas, ficavam encantadas com a possibilidade de freqüentar clubes, boates e festas consideradas chiques, onde ao final eram curradas por filhos de políticos e empresários ilustres.
Deste grupo, entre outros, participavam o atual governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e o atual senador e ex governador de Minas Aécio Neves que, ao contrário do que propaga, não veio para Minas Gerais para assessorar seu avo, foi obrigado a sair do Rio de Janeiro, mudando para Belo Horizonte, devido práticas criminosas que o levara a permanecer preso na Polícia Federal do Rio de Janeiro, de onde saiu por interferência do então Ministro da Justiça Ibraim Abi-Ackel.
A Curra diferencia-se do estupro por haver mais de um agente, o que torna o indivíduo currado mais indefeso ante as agressões sofridas. Foi neste grupo social onde a violência oriunda da impunidade, regada por droga e pederastia que o governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e o senador Aécio Neves foram criados, gerando pessoas sem qualquer escrúpulo, limite ético e moral, desta forma capaz de tudo.
Em Minas Gerais, o malefício introduzido pelos costumes de quem governou o Estado por dois mandatos pode ser sentidos através da atuação da “Gangue dos Castros” e na Elite governamental, onde diversos membros são adeptos do uso de droga e da pederastia, diferente do homossexualismo, opção sexual, pois praticada em denominadas “baladas recreativas”, vulgarmente conhecidas como orgias, que chegaram a ocorrer até mesmo dentro do Palácio das Mangabeiras, sobre a proteção da Polícia Militar na guarita de entrada.
As práticas de corrupção de Aécio Neves principalmente através da “Gangue dos Castros”, que vem sendo noticiada por Novojornal há mais de seis anos, período de existência do portal jornalístico, em alguns casos lhe renderam e a seu grupo processos que na maioria das vezes dormem nas gavetas da Procuradoria Geral de Justiça ou do TJMG. Porém, segundo diversas pesquisas sobre o possível resultado das eleições de 2014, o grupo político de Aécio encontra-se derrota, o que em tese mudaria o quadro.
Em Minas Gerais, o que vem ocorrendo desde 1985 é a total impunidade, onde nada é apurado sobre as irregularidades cometidas no governo anterior, embora houvesse promessas de punição como foi o caso de Itamar Franco, onde a responsável pela apuração, atual ministra Carmem Lúcia apurou e provou através de relatório todas as irregularidades cometidas por Azeredo. Depois, ocupando o cargo de Ministra do STF, Carmen Lúcia votou contra a abertura da atual Ação Penal que o ex governador e atual deputado federal hoje responde.
Já no Rio de Janeiro, o provável candidato ao governo pelo PR, Anthony Garotinho promete, se eleito, fazer uma devassa nas contas da administração do PMDB; "É o governo mais corrupto da história do Estado", acusou.
Em entrevista ao Brasil247, garantiu que, se eleito, fará nada menos que uma devassa nos atos da atual administração estadual, especialmente os gastos do gabinete do governo e negócios feitos com as assinaturas de pessoas que integram o que o próprio Garotinho chama de "Gangue dos Guardanapos", grupo de amigos do governador Cabral e Aécio Neves, com destaque para os secretários de Saúde, Sergio Côrtes, de Governo, Wilson Carlos, o empresário Georges Sadala e o ex-dono da empreiteira Delta, Fernando Cavendish.
“Cabral e seus amigos têm medo de mim porque sabem que, se eu for eleito, eles podem ir presos. Roubaram muito", acusou Garotinho ao 247. "Esse é o governo mais corrupto da história do Rio. Vou fazer uma devassa nessa administração, não vou segurar nada", continuou.
Constata-se que os procedimentos adotados pelo Governo de Minas em relação aos críticos e adversários repetem-se no Rio de Janeiro, pois o ex-governador alega que está sendo espionado pelo aparelho de segurança do Estado, comandado pelo secretário José Mariano Beltrame. "Esse jogo baixo contra mim e a minha família é sinal do desespero do governador. Ele está acuado politicamente", sustenta.
No ano passado, o ex-governador divulgou em seu blog fotos tomadas em Paris do governador Sérgio Cabral divertindo-se com integrantes de seu primeiro escalão e o empreiteiro Cavendish.
Não por outro motivo que o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, semana passada diante da possibilidade do PT ter candidato próprio ao governo no Rio de Janeiro informou que poderia apoiar Aécio Neves a presidência da República, além de companheiros do Grupo da Curra, Cabral foi casado com uma prima de Aécio Neves.
Participante e integrante da: “Gangue do Guardanapo”, Georges Sadala Rihan tem um contrato milionário com o governo mineiro. Sua empresa, a Gelpar, integra o consórcio Minas Cidadão (o “Tudo Aqui” mineiro), responsável pela implantação e gestão de Unidades de Atendimento Integrado (UAI) em seis municípios do estado: Betim, Governador Valadares, Juiz de Fora, Montes Claros, Uberlândia e Varginha.
O contrato é de R$ 311,12 milhões e foi assinado na segunda gestão de Aécio Neves em Minas (2007-2010). Chega a ser hilária a alegação do governo mineiro se defendendo ao afirmar que o edital de licitação foi previamente submetido ao Ministério Público Estadual. O senador de Minas foi padrinho de casamento de Sadala com a advogada paranaense Ana Paula Campos.
Indagado pela reportagem do Novojornal sobre sua prisão pela Polícia Federal no início da década de 80 no Rio de Janeiro, o Senador Aécio Neves optou por nada responder.
Documento que relacionado a matéria
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Uma ponte para o Sul

É público que Jorge Bornhausen, ex-ministro, ex-senador, ex-embaixador, ex-governador, atualmente sem filiação partidária, investiu uns 15 anos de sua vida política na carreira de Gilberto Kassab, o ex-prefeito de São Paulo que abrigou no PFL, vindo do PL, e apoiou na difícil tarefa de criar um novo partido, o PSD, quando ambos se apartaram do DEM. É uma cacofonia de siglas, mas todas guardando uma certa coerência política. Esta semana, deu-se uma nova virada nos rumos da política que Bornhausen pratica. Reuniu-se com Kassab para uma conversa que não chegou a ser de despedida, porque são e continuarão amigos, mas para troca de impressões sobre os caminhos agora opostos que trilharão.
Bornhausen, mesmo sem filiação partidária e sem candidatura, estará sempre do lado oposto ao do PT na política. Kassab agora é aliado do PT, vai apoiar Dilma Rousseff em sua campanha de reeleição, seu partido integra o Ministério do governo petista.
Bornhausen recusa a ideia corrente no DEM de que ele foi o criador de Kassab. "Quando ele veio para o PFL já era deputado pelo PL. Já tinha uma posição de destaque, veio a meu convite para ajudar a formar o PFL de São Paulo, o que ele fez muito bem. Depois foi eleito deputado federal, foi vice-prefeito, prefeito, é meu amigo, gosto muito dele".
O líder catarinense também não se acha decisivo na formação do PSD, mesmo que tenham aderido ao novo partido um governador e um senador do seu grupo, Raimundo Colombo e Kátia Abreu, além de seu filho Paulo Bornhausen.
"Eu apenas aconselhei os que me procuraram a examinar bem suas convicções, suas questões, mais nada. A decisão de Santa Catarina foi tomada em Santa Catarina, não foi por minha causa".
Há muitos anos Jorge Bornhausen traçou uma linha de separação dos campos políticos para não haver hipótese de tangenciar o PT, e com ela foi coerente, sempre. O PSD está com o PT, portanto dele se afastou, politicamente, pois já não é filiado.
Na verdade, desde que se desfiliou do DEM, Bornhausen não ingressou em nenhum outro partido. Por que não ir com o PSD às eleições presidenciais?
"O PT de Santa Catarina sempre fez suas ações contra a minha pessoa. Tudo foi sempre pessoal. É uma questão de dignidade eu não votar nem apoiar qualquer candidato do PT", afirma Bornhausen.
Quem acompanha sua trajetória lembra-se da indignação que lhe provocaram os cartazes, elaborados e distribuídos pelo PT, anos atrás, com seu rosto colocado no corpo de Hittler. "Manifestações daquela natureza continuam até hoje", cita Bornhausen.
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É também público que o ex-senador, ex-ministro, ex-governador, ex-embaixador, o líder político de Santa Catarina, está apoiando a candidatura presidencial de Eduardo Campos, o governador de Pernambuco, do PSB. Bornhausen virou socialista? Ele ri e afirma: "Eu votarei nele se vier a ser candidato e tudo indica que sim".
Definindo o que o ajuda a manter a coerência, afirma: "Eu acho que, em política, o mais importante não é a popularidade, é a credibilidade. Ao me manifestar em favor da candidatura do Eduardo Campos, eu me mantenho dentro da linha de credibilidade na minha vida política. Jamais poderia apoiar aqueles de quem sempre divergi, que eram os integrantes do PT", comenta.
Bornhausen declarou voto em Eduardo, e com ele já participou de algumas reuniões. O governador pernambucano convidou Paulo Bornhausen para filiar-se ao PSB, mas o deputado ainda não se decidiu. "Ele tem muito tempo, só precisa responder em setembro".
A opção por Eduardo Campos é uma guinada política na sua vida? Bornhausen se mostra impressionado com a atuação do governador: "Não, não é nenhuma guinada. Ele é um administrador moderno, vem executando suas tarefas tendo sempre em vista o desenvolvimento, o crescimento do seu Estado, utiliza-se de todos os meios modernos de administração, fazendo com que a meritocracia seja um critério integrante do sistema na educação, na saúde, na segurança, admiro seu trabalho. Dai porque, pessoalmente, já fiz a minha opção de voto".
O que vai acontecer com seu grupo, Bornhausen não arrisca prever, ainda. "Cabe ao deputado Paulo Bornhausen escolher o seu caminho. Ele já disse que também não acompanha a candidatura da Dilma. Quanto ao ingresso no PSB, ele recebeu um convite público do governador Eduardo Campos e está examinando, com outros companheiros, essa possibilidade".
O partido de Eduardo Campos tem uma comissão provisória em Santa Catarina, presidida pelo ex-senador Geraldo Althoff.
Se houver filiação de parlamentares, caso do Paulinho Bornhausen, por exemplo, deverá haver alguma alteração. Mas a presidência, na avaliação do líder catarinense, deve continuar com quem está. "Althoff é um homem íntegro, da melhor qualidade". Se Paulo Bornhausen vai para o PSB ou não, até setembro todos saberão. Se não for, sua alternativa é ficar numa situação de dissidente no PSD que, segundo Bornhausen, " tudo indica", vai apoiar a Presidente da República.
Foi mais ou menos esse o fio da meada da conversa que Bornhausen e Kassab mantiveram esta semana. "Absolutamente, minha relação de amizade com ele não tem porta para qualquer despedida. Eu coloquei a situação, evidentemente minha, e a decisão que Paulinho tomará, de acordo com o que ele achar melhor para o futuro dele. Mas jamais fazer uma despedida de uma amizade que é, para mim, muito importante, sobretudo é afetiva".
Jorge Bornhausen mantém a decisão de não se filiar a nenhum partido e a tomar suas decisões "conforme convicções". No momento, tudo isto converge para a candidatura de Eduardo Campos. E já conversaram, inclusive, sobre a montagem do partido em Santa Catarina, ponto estratégico no crescimento do PSB e da candidatura do governador na região sul. "Ele vai formar o partido em Santa Catarina, necessário para a candidatura dele. O Paulo deverá tomar as posições que facilitem, ajudem a candidatura do Eduardo Campos no Estado".
Rosângela Bittar
No Valor
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Requião vê retrocesso e rendição ao neoliberalismo na privatização

O senador analisou nesta terça-feira (28), no plenário do Senado, a privatização dos portos brasileiros e os leilões de 289 blocos para a exploração de petróleo e gás, ocorridos nos dias 14 e 15 de maio.
Classificando a sessão do Senado que aprovou a MP dos Portos como "trágica", Requião lembrou que, em 2011, o governo mobilizou toda a sua base para rejeitar uma proposta da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) que propunha tudo o que, em essência, agora o próprio governo fez aprovar.
Para mostrar o "surrealismo" da votação da MP, Requião leu o relatório da liderança do governo contra a proposta de 2011, mostrando, ponto por ponto que, hoje, os opositores da MP usam os mesmos argumentos usados pelo governo naquele ano: e que, em contrapartida, o governo assume todos os argumentos da senadora Kátia Abreu em defesa da proposta de 2011. Requião lembrou que a privatização do petróleo, com o leilão dos 289 blocos, insere-se no mesmo movimento de capitulação aos interesses "de um capitalismo claudicante, baleado pela crise financeira global".

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A mídia pauta a PF?

 
O velho Brizola, volta e meia, saía-se com essa: tem cara de jacaré, tem couro de jacaré, tem boca de jacaré, como é que não é jacaré?
Lembrei disso agora lendo a matéria de O Globo dizendo que “PF diz que tese do telemarketing perdeu força” na investigação da boataria sobre o Bolsa-Família.
Tese? Vamos reler o que as fontes do jornal disseram no dia 24 :
“Em menos de uma semana de investigação, a Polícia Federal descobriu indícios de que uma central de telemarketing com sede no Rio de Janeiro foi usada para difundir o boato de que o Bolsa Família, o principal programa social do governo federal, iria acabar”. 
A matéria dizia que a transmissão do boato era feita através de mensagem de voz.
Só que agora, quando a mídia e a oposição se juntam para dizer que a causa do boato foi a liberação dos pagamentos, a versão muda.
Houve a mensagem de voz, sim, dizem as fontes da direção da PF. Mas o número era inexistente. Leiam:
“Em depoimento ao chefe da Delegacia de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF, Carlos Eduardo Miguel Sobral, a beneficiária teria dito que recebeu uma mensagem de voz no celular sobre o fim do programa. Mas, segundo o gabinete do diretor-geral, a partir de um rastreamento da ligação, os policiais chegaram à conclusão que o número de onde teria partido o telefonema é inexistente”.
Como assim? Como é que um número inexistente faz ligações? Um número oculto, disfarçado, trocado, sim. Mas inexistente?
E tem mais: se a afirmação de que a empresa era do Rio foi feita sem outras informações, é algo que só poderia ser concluído se, ao menos, houvesse a indicação do código 21 no número chamador.
(Detalhe: a fonte, segundo o próprio jornal, é do gabinete do Diretor Geral. Não é o “sub do sub do sub”)
Partindo do princípio de que a cobertura é honesta e que a versão é da direção da PF, será que não ocorreu aos repórteres perguntar como é que um telefone que não existe faz ligações?
Será que vivemos naquele thriller de terror “O chamado”?
Infelizmente, às vezes a  gente tem de pensar que De Gaulle tinha razão.
Fernando Brito
No Tijolaço
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Artimanhas de uma cassação política

Pensem na seguinte situação:
1 - Alguém, no telefone, pede dinheiro em troca da liberacão de licenças ambientais.
2 - Essa pessoa cita seu nome.
3 - A conversa é interceptada pela Polícia Federal, que investigava denúncias de tráfico de influência.
4 - No relatório da Polícia Federal, você nem chega a ser denunciado; é apenas um nome, dentre dezenas de outros, inclusive de vários parlamentares.
5 - Mesmo assim resolvem denunciar você por corrupção ativa.
6 - Seu sigilo telefônico é quebrado, sua vida é revirada. Nada é encontrado. Nada liga você àquela pessoa que estava pedindo dinheiro.
7 - Mesmo assim, você é considerado culpado.
8 - Os parlamentares, igualmente apenas citados, como você, são inocentados. Mas você, só você, pelo fato de ter seu nome citado por um corrupto, você é considerado culpado.
É isso que acabou de acontecer com o deputado federal pelo PT do Pará Cláudio Puty. Ele vai entrar com um recurso junto ao Tribunal Superior Eleitoral e, ao mesmo tempo, vai solicitar uma medida cautelar, para aguardar o julgamento dos recursos no cargo. Mas, em se tratando da justiça paraense, quem sabe o que pode acontecer?
Em minha opinião, se a decisão for mantida, além de injusta, priva o Pará de um político atuante e competente. Cláudio Puty tem feito um trabalho brilhante no Congresso Federal. Já no primeiro mandato assumiu a relatoria da Comissão de Orçamento e Finanças, uma das duas mais importantes do Congresso. Destacou-se na CPI do Trabalho Escravo e, presentemente, é o vice-líder do Governo na Câmara Federal. Tornou-se um nome respeitado em Brasília e no PT nacional. É ouvido a respeito de todas as grandes questões amazônicas. Além disso, foi indicado, pelo site Congresso em Foco, como um dos parlamentares mais influentes do Congresso.
Há muito tempo o Pará não tem um parlamentar atuante e ao mesmo tempo respeitado, desse maneira.
O que acabamos de ver é, apenas, uma nova situação em que a justiça eleitoral do Pará age de acordo com interesses políticos.
Será que a sociedade paraense vai continuar aceitando que a política, no nosso estado, seja feita dessa maneira?
Toda minha solidaridade com o deputado Cláudio Puty. Sigamos nessa luta.
No Hupomnemata
* * *
NOTA À IMPRENSA
 
Em nome da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados, manifesto solidariedade ao deputado Claudio Puty (PT-PA) pelo equivocado julgamento feito pelo Tribunal Regional Eleitoral do Pará, que nesta terça-feira cassou seu mandato.
O companheiro Puty é um parlamentar que tem forte inserção social no estado do Pará e, portanto, seu julgamento, por suposto abuso de poder político e de captação ilícita de votos, carece de fundamento e será prontamente revertido nos recursos a serem apresentados por ele nas cortes competentes.
Não temos porque duvidar que Cláudio Puty é um parlamentar exemplar, que exerce seu mandato com dedicação e responsabilidade e tem como norte a construção de um Brasil melhor, com desenvolvimento, crescimento econômico e justiça social .
Brasília, 28 de maio de 2013.
José Guimarães (PT-CE) 
Líder do PT na Câmara dos Deputados
No Na Ilharga
* * *
Nota Oficial
1. Hoje, 28.05, o Tribunal Regional Eleitoral do Pará decidiu, por maioria, cassar o mandato de deputado federal, outorgado a mim por mais de 120.000 paraenses;
2. Respeito a decisão judicial, todavia dela discordo, por ter sido tomada em franca contradição com as provas colhidas no processo e tão logo esta seja publicada, recorrerei ao Tribunal Superior Eleitoral em Brasília;
3. A decisão foi baseada em um inquérito policial de 2010, no qual não fui indiciado pela Polícia Federal e não respondo a qualquer ação penal dele oriundo;
4. Nos autos do processo, hoje julgado pelo TRE, chega mesmo a constar declaração do delegado da PF que presidiu o inquérito, nos seguintes termos:
“ o advogado perguntou se em algum momento da investigação existe alguma conversa/mensagem interceptada onde o investigado ou alguém em seu nome solicita qualquer tipo de bem ou apoio político para aprovação de planos de manejo perante a SEMA. A TESTEMUNHA RESPONDEU QUE NÃO.”
5. Minha prestação de contas de campanha foi aprovada sem qualquer ressalva e nunca fui beneficiado com qualquer recurso decorrente de tráfico de influências junto à administração pública.
6. Continuarei a exercer meu mandato parlamentar até quando a Justiça permitir, na certeza de que minha inocência será plenamente esclarecida quando do Recurso perante o TSE.
Belém, 28 de maio de 2013
CLAÚDIO ALBERTO CASTELO BRANCO PUTY
Deputado Federal do Pará
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O Caso Ford: um desagravo a Olívio Dutra

“A Ford não estava sequer cumprindo o
acordo que havia feito com o governo
anterior”
Ainda cabe recurso, é certo, mas a decisão da juíza Lilian Cristiane Siman, da 5ª Vara da Fazenda Pública do Foro Central de Porto Alegre, condenando a Ford a ressarcir o Rio Grande do Sul em mais de R$ 160 milhões por ter recebido recursos públicos e desistido de instalar uma filial em Guaíba, repercute intensamente desde terça-feira à noite nas redes sociais, tomando a forma, entre outras coisas, de um desagravo ao ex-governador Olívio Dutra (PT). Como se sabe, o governo Olívio Dutra comeu o pão que o diabo amassou por ter ousado questionar os termos do contrato firmado pelo governo Antônio Britto (PMDB) com a montadora.
A Ford acabou trocando o Rio Grande do Sul pela Bahia em um processo que envolveu, entre outras decisões, a edição de uma Medida Provisória pelo governo Fernando Henrique Cardoso estabelecendo vantagens muito maiores para a empresa se instalar em Camaçari. Na época e nos anos seguintes, Olívio Dutra qualificou o episódio como um desrespeito ao pacto federativo. “Uma unidade da Federação, com um governo eleito, com um programa, buscou sentar com uma empresa do porte da Ford para tentar renegociar um acordo com um custo menor para o Estado. A União se atravessou no caminho, se sobrepondo a essa negociação, possibilitando que a Ford saísse da mesa”, disse o ex-chefe do Executivo gaúcho em uma entrevista concedida à Carta Maior em 2006.
“O acordo era uma insanidade”
“Quando assumimos o governo”, relatou ainda Olívio, “vimos que a Ford não estava sequer cumprindo o acordo que havia feito com o governo anterior”. Havia um acordo de 30 cláusulas, sendo que 29 eram de responsabilidade do Estado e uma era da responsabilidade da Ford. “Pois nem esse acordo a empresa estava cumprindo. Era um acordo que estava fora da realidade do Rio Grande então, que não tinha dinheiro para pagar os seus funcionários e tinha que repassar uma soma volumosa para aquela multinacional poderosa. A Ford tinha na época um faturamento de 382 bilhões de reais. O PIB do Rio Grande na época era de 92 bilhões de reais. A arrecadação do Rio Grande na época era de 8,5 bilhões de reais. Como é que um Estado que tem essa estrutura de carência pode estar repassando recursos volumosos para a Ford, que tem esse faturamento de 382 bilhões. Era uma insanidade”, definiu o ex-governador.
O governo gaúcho iniciou então uma negociação direta com a Ford. “Estávamos em plena negociação com a empresa quando se atravessou o governo federal de então, instigado por parlamentares e bancadas aqui do Rio Grande e da Câmara Federal, para impedir que nós prosseguíssemos com a negociação, que estava andando”, relata Olívio.
Mas o estrago político estava feito. O ex-secretário de Desenvolvimento, Zeca Moraes, já falecido, foi outro a ser crucificado em praça pública por discursos raivosos no parlamento e na mídia, que repetiam incansavelmente críticas e xingamento aos “inimigos do progresso”. Os veículos da RBS, em especial, passaram anos a fio, construindo uma narrativa que transformava a empresa e o desenvolvimento do Rio Grande do Sul em vítima de um “governo sectário e estreito”. O governo Olívio havia “mandado a Ford embora”. Era isso que importava. E a expressão virou bordão de muitas e muitas campanhas eleitorais.
A operação para levar a Ford para a Bahia
A operação para levar a Ford para a Bahia foi pesada. Somente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a empresa recebeu R$ 691 milhões. O empresário Antônio Ermírio de Moraes disse, em julho de 1999, que “não teria coragem de pedir tantos incentivos porque seria imoral da minha parte”. “A Ford é uma empresa suficientemente rica e não precisa do dinheiro do contribuinte brasileiro para montar fábricas. Não tenho nada contra. A Ford é bem-vinda, mas que traga o seu dinheirinho”, acrescentou, na época, o empresário.
No dia 29 de junho de 1999, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei de conversão a MP 1740, prorrogando, ate 31 de dezembro daquele ano, incentivos fiscais para a instalação de montadoras no país. A decisão beneficiou diretamente a Ford, que decidiu levar para a Bahia a montadora que seria instalada inicialmente no Rio Grande do Sul. A Medida Provisória, que estava na 32ª edição, previa apenas a prorrogação de incentivos fiscais para o Nordeste e a Amazônia. Porém, o projeto de lei de conversão apresentado pelo deputado federal Jose Carlos Aleluia (PFL/BA), incluiu a extensão dos benefícios a montadoras, que haviam expirado em maio de 1997.
Conforme reportagem publicada no jornal O Globo (10/07/1999), o Palácio do Planalto teve influência direta na decisão da Ford ir para a Bahia. O texto da Medida Provisória 1.740/32, que concedeu incentivos para a instalação da montadora, foi escrito no Gabinete da Casa Civil do Palácio do Planalto, depois de negociações que envolveram o então ministro Clóvis Carvalho, técnicos da área econômica, o então secretário da Indústria e Comércio da Bahia, Benito Gama, e os deputados baianos José Carlos Aleluia (PFL) e Manoel Castro (PFL). A reunião ocorreu no dia 29 de junho de 1999, mesmo dia da aprovação da MP.
“É uma aberração”, protestou Mário Covas
O PT e os demais partidos de oposição ao governo Fernando Henrique Cardoso votaram contra o projeto por entender que ele constituía destinação indevida de recursos públicos para o setor privado. O então governador paulista Mario Covas (PSDB) considerou uma “aberração” a concessão de benefícios para a instalação da fabrica da Ford na Bahia. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo (10/07/1999), Covas disse que “com a instalação, a Bahia produziria automóveis com um custo muito mais barato do que em outros Estados”. “A concessão pode acabar prejudicando todo o pais, alem de ser ruim também para os outros Estados: seria uma concorrência predatória absolutamente descabida”, acrescentou Covas.
O Estadão, em um editorial intitulado “Bom para a Bahia, ruim para o Brasil” (03/07/2000), também criticou a alteração do regime automotivo que possibilitou a ida da empresa para a Bahia. O prazo estava esgotado desde 31 de maio de 1997 e o governo federal tinha se comprometido com o Mercosul e a Organização Mundial do Comércio (OMC) a não reabri-lo.
O editorial aponta os incentivos que seriam concedidos à montadora caso a alteração do regime automotivo fosse aprovada, como de fato foi: isenção do imposto de importação para máquinas e equipamentos, redução de 90% para matérias-primas, peças e componentes e redução de até 50% para importação de veículos; isenção do IPI na compra de máquinas e equipamentos e redução de 45% na compra de matérias-primas; isenção do adicional de frete da Marinha Mercante; isenção do IOF nas operações de câmbio para importação; e isenção do imposto de renda sobre o lucro do empreendimento. Os benefícios oferecidos pelo governo da Bahia eram bem menores, envolvendo isenções de ICMS e empréstimos diretos e indiretos. Diante desse quadro, o editorial do Estadão concluiu: “Se o projeto não for vetado, os empregos e as receitas ficarão na Bahia, mas a conta irá para todos os brasileiros”.
Tudo isso foi noticiado muito discretamente na época aqui no Rio Grande do Sul, ou simplesmente omitido. Mesmo que a decisão final ainda vá levar alguns anos, a sentença dessa semana serve ao menos para lembrar de um governo que ousou questionar a voracidade de uma grande empresa multinacional sobre os recursos públicos do Estado.
Marco Weissheimer
No Sul21
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Descoberto processo paralelo do mensalão

Existe um processo paralelo do mensalão no STF - SIGILOSO - que tem o número 2474 e foi iniciado em março de 2007. É ali que os principais documentos oficiais que aniquilam com a tese da AP 470 "dormitam" confortavelmente.
“MENSALÃO” - PARA CONDENAR PRECISAVA TER DINHEIRO PÚBLICO
Parte 2 (a parte 1 está no blog Megacidadania http://www.megacidadania.com.br/mensalao-para-condenar-precisava-ter-r-publico/ ) PGR/MPF oculta documentos para criminalizar PT
Em março de 2006, circulou relatório preliminar da CPMI dos Correios, o qual sugeria 126 pessoas para indiciamento. O procurador geral da república, Antônio Fernando de Souza “escolheu” 40 pessoas e no dia 30 de abril/2006 protocolou denúncia no STF, instaurando-se, assim, o Inquérito de número 2245.
Este relatório preliminar apresentava 5 nomes de executivos do Banco do Brasil, dentre eles o presidente do banco, Cássio Casseb.
Quando o relatório foi finalizado, Casseb “desapareceu”, restaram, portanto 4 funcionários do BB. O PGR, Antônio Fernando, optou por indiciar 1, Henrique Pizzolato, “esquecendo” dos outros 3, nomeados na admiministração anterior durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, que assinaram, conjuntamente com Pizzolato, os documentos considerados incriminadores – “notas técnicas” -, que encaminharam os pedidos de liberação dos 73,8 milhões de reais – recursos do Fundo Visanet – tidos como desviados dos cofres públicos.
Em dezembro de 2006, peritos da Polícia Federal que investigavam a Visanet, concluíram o Laudo 2828, que apontava os responsáveis do Banco do Brasil pelo gerenciamento dos recursos do Fundo Visanet desde o ano de 2001 e, entre eles, Pizzolato não aparecia. O laudo nominava os outros 3 que o PGR “esqueceu”.
O laudo 2828, contrariando “expectativas” do PGR, não citava em nenhuma de suas 43 páginas o nome de Pizzolato, fato que levou o procurador a esperar 11 meses para só então anexar o laudo no processo. Aliás, o procurador, Antônio Fernando, esperou que “sua” denúncia fosse julgada e aceita pelo STF em agosto de 2007 e somente anexou o laudo no dia 14 de novembro de 2007, dois dias depois da publicação do acórdão (12 de novembro de 2007) que iria “transformar” o inquérito 2245 na Ação Penal 470 – AP 470. O PGR não deu chance aos advogados tomarem conhecimento do laudo antes do julgamento para aceitação da denúncia.
Alguns leitores talvez perguntem “...mas a investigação - o Laudo – era da Polícia Federal, o PGR tinha conhecimento de seu conteúdo antes do julgamento da aceitação da denúncia pelo STF?”
A resposta é: Sim, o PGR tinha pleno conhecimento do Laudo 2828/2006 antes do julgamento da aceitação da denúncia pelo STF que ocorreu entre os dias 22 e 28 de agosto de 2007.
Aliás, não só o PGR, Antônio Fernando tinha conhecimento, como Joaquim Barbosa também tinha, como a imprensa também tinha.
A Folha de São Paulo, no dia 11 de janeiro de 2007, já publicava:
“O laudo elaborado pelo Instituto Nacional de Criminalística é taxativo ao afirmar que não existem documentos para justificar pagamentos de R$17 milhões feitos pelo BB para a DNA entre os anos de 2001 e 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, por meio da Visanet.”
Mas, afinal de contas onde andava este laudo que até a imprensa já tinha conhecimento?
Lembre que a Polícia Federal estava investigando o caso “mensalão” desde o ano de 2005 e continuou suas investigações pelos anos seguintes: 2006, 2007...
Toda a documentação produzida pela Polícia Federal, fruto de investigações de outras empresas e outras pessoas que não estavam “contempladas” na denúncia do PGR, passou a fazer parte de um inquérito separado. Um inquérito sigiloso a pedido de Antônio Fernando, determinado por Joaquim Barbosa.
O PGR, Antônio Fernando, em petição encaminhada ao relator Joaquim Barbosa, no dia 9 de outubro de 2006, argumentou que:
“Por ter conseguido formar juízo sobre a autoria e materialidade de diversos fatos penalmente ilícitos, objeto do inquérito de nº 2245, já ofereci denúncia contra os respectivos autores. Entretanto, novos documentos, de outros fatos que permanecem sob investigação, estão sendo anexados ao processo. Tal circunstância, a par de gerar confusão, pode motivar eventual questionamento quanto a validade dos atos investigatórios posteriores à denúncia. São dois procedimentos distintos... Assim requeiro, com a maior brevidade, que novos documentos sejam autuados em separado e recebam nova numeração.”
Joaquim Barbosa, no dia 10 de outubro de 2006, defere o pedido do PGR, dizendo:
“...em relação aos fatos não constantes da denúncia oferecida , defiro o pedido para que os (novos) documentos sejam autuados em separado, como (novo) inquérito. ...Por razões de ordem prática, (para não) gerar confusão...”
Assim nasce no início de 2007 o inquérito de número 2474 - SIGILOSO - paralelamente ao inquérito de número 2245. Joaquim Barbosa é relator dos dois inquéritos.
Pois não é que o Laudo 2828/2006 vai estar justamente aí ! No inquérito sigiloso 2474 !
O PGR Antônio Fernando e Joaquim Barbosa já tinham conhecimento, SIM, do Laudo 2828 antes do julgamento da aceitação da denúncia do “mensalão” (agosto de 2007)!
O PGR, no dia 10 de maio de 2007, pede a Joaquim Barbosa a remessa do Laudo 2828/2006 ao delegado que está acompanhando outra investigação aberta em agosto de 2006, na 12ª Vara de Brasília/DF. A investigação de Cláudio de Castro Vasconcelos, gerente executivo do Banco do Brasil, um dos outros 3 funcionários do banco que o PGR não havia “escolhido” para fazer parte dos “40” “seletos” da sua denúncia.
No dia 15 de junho de 2007, o relator do inquérito sigiloso 2474, Joaquim Barbosa, defere a remessa do Laudo 2828, à pedido do PGR, para o delegado que investiga Cláudio Vasconcelos que, de fato é citado no laudo juntamente com os outros dois que o PGR “esqueceu”.
O Laudo 2828, que dizia quem eram os responsáveis do BB pelo gerenciamento dos recursos do Fundo Visanet, que não era Pizzolato, foi ocultado deliberadamente pelo PGR Antônio Fernando e Joaquim Barbosa, até que fosse aceita a denúncia dos “40” pelo STF.
O PGR que já tinha conhecimento do laudo somente apresentou-o na AP 470 em novembro de 2007 e ainda mentiu ao dizer o que o laudo não disse:
“Em que pese seu teor ser de leitura obrigatória..., alguns trechos do Laudo 2828/2006 merecem destaque, pois confirmam a imputação feita na denúncia de que Pizzolato e Gushiken beneficiaram a empresa de Marcos Valério.”
O PGR/MPF e Joaquim Barbosa fizeram de tudo para condenar somente petistas! Ocultaram documentos, abriram inquérito PARALELO SIGILOSO (“para não causar confusão”), o PGR disse o que laudo não disse, violaram artigos 71, 76 e 77 do Código de Processo Penal, desrespeitaram o Pacto de São José da Costa Rica...
Enfim, ressuscitaram até morto! Olha o Martinez aí!
E o pior é que “eles” não pararam por aí! A história segue.
*A trama da “seletivização” para condenar Pizzolato e assim criminalizar o PT não para por aqui e será abordada nos próximos textos.
Cidadania Plena
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Adivinhem o que Joe Biden veio fazer no Brasil?

 
Joe Biden, o vice-presidente dos Estados Unidos está no Brasil.
Esqueçam as louvações e os salamaleque da mídia da plantation.
Joe não veio ao Brasil para fazer negócios ( pode até realizar alguns).
A razão da vinda se prende a apenas um fator: bomba atômica.
Nas últimas semanas têm sido ensurdecedores os rumores na terra do Pai Thomaz( o da Cabana, alguém já leu?) de que alguns militares brasileiros, nacionalistas, têm dirigido sua atenção sobre a defesa do país contra a voracidade insaciável dos mascadores de fumo.
Em Brasília, dizem, os nacionalistas já falam abertamente da necessidade do Brasil iniciar a produção de bombas para se defender.
Ou isso, ou não poderá pertencer ao concerto das nações respeitáveis.
Dirão: mas ele precisa vir?
E os espiões da CIA aninhados nos escaninhos do poder?
Para as pessoas que contam nos EUA, a CIA não é mais confiável.
Há algum tempo se tornou independente, um poder dentro do poder, apesar dos esforços do presidente Obama em contrário.
Grande parte dos organismos de espionagem dos Estados Unidos estão trabalhando por conta própria, com verba de bilhões de dólares à disposição.
Adivinhem quem paga a conta?
Façam um esforço, observem onde estão as deflagrações e concluam por si.
O planeta nunca esteve tão próximo do precipício.
Apesar do empenho de uns e outros, mas impotentes.
Esses nacionalistas brasileiros sabem que os Estados Unidos não dão a mínima para a autodeterminação dos povos e colocam seus interesses acima da lei e justiça.
Haverá algum ingênuo que duvide disso?
Sempre os há, claro, mas o importante é que brasileiros que contam estão se mexendo.
Vamos observar as entrelinhas.
E voltar ao assunto se for o caso.
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Bolsa Família: é fácil derrubar a Dilma

O Kissinger está vivo e pode ensinar como se derruba a Dilma em 24h, na Rede Globo.
Saiu na Folha:

Restrição a caminhão trava acesso ao litoral

Cubatão suspende decreto após causar filas de 50 km na Anchieta-Imigrantes. Cidade limitou acesso a pátios e deixou veículos pesados parados em rodovia; viagem de ônibus demorou até 8 h
MÁRIO BITTENCOURT
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA,
EM CUBATÃO
MOACYR LOPES JUNIOR
ENVIADO ESPECIAL (sic) A CUBATÃO
Às vésperas do feriado de Corpus Christi, um decreto municipal de Cubatão (SP) que limitou o funcionamento dos pátios usados para regular o acesso de caminhões ao porto de Santos levou caos ao sistema Anchieta-Imigrantes, que registrou congestionamentos de até 50 km.
A lentidão na descida pela Anchieta chegou até São Bernardo do Campo, no ABC, deixando motoristas parados durante mais de três horas. Ônibus chegaram a demorar oito horas até Santos (viagem que leva normalmente uma hora).
(…)
Além de um disparate como o da prefeita petista de Cubatão, basta muito pouco para derrubar o Governo impotente e imóvel da Presidenta Dilma Rousseff.
Basta, por exemplo, espalhar o boato de que o Bolsa Família vai acabar.
A Técnica do Golpe de Estado contra o inerte Governo Dilma prescreveria providências simples, inspiradas na operação que o Kissinger e a CIA montaram para derrubar o Allende.
Providências elementares.
Pedir ao Daniel Dantas – que só faz apanhar do ansioso blogueiro – que feche o porto de Santos, como fez antes.
Isso é rápido.
Quem sabe o deputado Eduardo Cunha pudesse, se quiser, com um telefonema, cuidar disso.
Simular uma corrida aos postos de gasolina de todo o país com o boato de que vai faltar combustível, por culpa da Petrobrás – a Petrobrás é culpada de tudo, como se sabe.
Provocar uma corrida aos supermercados, com a notícia rasteira de que vai haver um congelamento dos preços.
O clima da hiperinflação iminente já se propaga nacionalmente, quando sobe o pepino na Moóca em São Paulo.
Esse papel destrutivo é feito, de manhã à noite, pelos telejornais do Gilberto Freire com “i”, sob a batuta da infatigável Urubóloga.
Derruba-se a Dilma com renovada corrida aos bancos depois de “informação“ veiculada pelo PPS – o partido de ex-comunistas – de que a poupança vai ser congelada.
Um hacker amigo entra no sistema da TAM e da GOL em Congonhas e no Santos Dumont e interrompe o tráfego aéreo do país.
Todas essas simples providências, elementares, aliás, serão ampliadas e dramatizadas nos telejornais (sic) do Gilberto Freire com “ï”.
Tudo isso vai acontecer entre os meses de agosto e setembro de 2014, na bica da eleição presidencial.
Quando uma bolinha de papel, finalmente transformada em míssil, cairá na cabeça do Padim Pade Cerra.
O Governo Dilma ficará sentado no Palácio.
A se debater com a compra de uma cozinha.
Ou a analisar a “média técnica” da SECOM, que engorda a Globo.
O Conversa Afiada já previu que a Presidenta poderia ser vítima de uma “cama de gato”, se não controlasse a ABIN (o que sabe a ABIN que você já não saiba, amigo navegante?), a Polícia Federal (que investiga o Lula com afinco exemplar), e não tivesse um ministro como o zé da Justiça.
Sem a ABIN, a PF, e um Ministro Afirmativo, Operante (Clique aqui para chorar na TV Afiada) da Justiça e uma Ley de Meios, este Governo cai em 24 horas.
O Kissinger está vivíssimo, com 90 anos.
É só perguntar a ele a receita.
Em tempo: o Brizola lembrava que a tevê aberta é uma concessão de serviço público, como a exploração das linhas de ônibus numa cidade. Um serviço público concedido a particulares. Por isso, não se concebe que um ônibus discrimine passageiros. Esse pode entrar, aquele não pode. Como faz a Rede Globo, que só deixa um passageiro entrar: o Golpe.
Em tempo2: pena que o Chávez não possa mais contar à Dilma como ele quase caiu num Golpe da Rede Globo.
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Nota à Imprensa

São falsas as especulações de mudanças na direção da Caixa Econômica Federal. A diretoria é formada por técnicos íntegros e comprometidos com as diretrizes da CEF, com seus clientes e com os beneficiários de programas tão importantes para o Brasil como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida.
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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Aécio utiliza Folha para justificar atentado contra Novojornal


Após a publicação de denúncia da utilização indevida da PGR-MG para monitorar o Novojornal a serviço de Aécio, ele justificar-se em artigo na Folha
Novojornal noticiou que;
“Só mesmo em pleno Regime Militar as instituições da República foram utilizadas de maneira indevida para instaurar procedimentos investigatórios fundamentados na quebra da segurança Jurídica e das garantias individuais constitucionais, como vem ocorrendo em Minas Gerais. Novojornal, desde 2006 denuncia este fato e já havia sido vítima deste esquema em 2008, o que novamente ocorre, desta vez através da PGR-MG.
Chegou à redação do Novojornal, no início do mês de fevereiro deste ano, uma denúncia de que, desde o final do ano passado, através de uma representação do ex-procurador da república e advogado do senador Aécio Neves, Dr. João Batista de Oliveira Filho, que se encontrava em andamento na Polícia Federal sobre a classificação de “Sigiloso”, um procedimento investigatório contra o Novojornal e seu diretor responsável Marco Aurélio Carone.
Tratava-se de uma denúncia de que Novojornal estaria tentando chantagear o senador Aécio Neves através da publicação de notícias consideradas caluniosas e desfavoráveis a sua pessoa. Tudo começara a partir de uma série de indagações sobre sua participação em ocorrências criminosas, feitas por Novojornal ao próprio senador, a pessoas e instituições ligadas aos fatos que seriam citados na matéria”.
Diante da enorme repercussão e cobrança por entidades da sociedade civil ligadas a defesa da liberdade de imprensa, Aécio publicou neste fim de semana a seguinte matéria no Jornal Folha de São Paulo.
“Ninguém discute os benefícios da internet, que carrega o sonho de um mundo mais plural e democrático. Tamanha transformação exige, porém, um novo senso ético e de responsabilidade compartilhada.
Infelizmente, sob os novos horizontes tornados reais, existe um campo cinzento onde se instalou, no Brasil, um verdadeiro exército especializado em disseminar mentiras e agressões. Fingindo espontaneidade, perfis falsos inundam as áreas de comentários de sites e blogs com palavras-chaves previamente definidas; robôs são usados para induzir pesquisas com o claro objetivo de manipular os sistemas de busca de conteúdo; calúnias são disparadas de forma planejada e replicadas exaustivamente, com a pretensão de parecerem naturais.
Absurdas acusações que jamais serão comprovadas, por serem falsas, são postadas e repostadas diariamente. A vítima pode ser um magistrado, um político ou um cidadão comum. Pode ser um jornalista, uma atriz, não importa. Os objetivos são constranger, forjar suspeições, levantar dúvidas, transformar em verdade a mentira repetida mil vezes.
O mais grave é que esse roteiro se repete para buscar desconstruir a imagem de qualquer um que ouse defender ideias divergentes dos interesses daqueles que mantêm plugada essa verdadeira quadrilha virtual. E, quando alguém recorre à Justiça para se defender de ataques infundados, é acusado de exercer censura, invertendo, assim, as posições. A vítima passa à posição de réu.
Esse tipo de ação covarde é um lado da moeda que, na outra face, tenta controlar a imprensa, impedir a formação de novos partidos, defender a remoção do direito de investigação do Ministério Público e a submissão das decisões do STF à maioria governista no Congresso Nacional.
A boa notícia é que esse movimento, cuja origem e objetivos ficam cada vez mais claros, ganha crescente descrédito, fazendo com que certas vilanias fermentem apenas nas trincheiras dos espaços ocupados, e eventualmente pagos, pela má-fé.
Até porque não é apenas o conteúdo da internet, a mais importante revolução do nosso tempo, que deve permanecer para sempre. A honra das pessoas também deveria.
Liberdades de imprensa, de informação e de opinião são conquistas definitivas da nossa sociedade. Calúnia, injúria e difamação são crimes. E assim devem ser tratados”.
Novojornal esclarece que em todas as matérias publicadas citando o senador Aécio Neves foi dado ao mesmo a oportunidade de apresentar sua versão sobre o fato que seria noticiado, assim como  em todas as oportunidades Aécio negou-se a comentar. Sem dizer que todas foram acompanhadas da documentação que a fundamentou.
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