22 de mai de 2013

Povo e Serra não se casam

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A vítima do moralismo seletivo da mídia é o leitor

As corporações jornalísticas ignoraram o escândalo do Supremo e prestaram um desserviço a seus leitores.
A filósofa fala a verdade e leva pancadas da velha e viciada mídia
A filósofa fala a verdade e leva pancadas da velha e viciada mídia
As mordomias do STF são um assunto de grande interesse público. Elas revelam como a mais alta corte do país trata o dinheiro do contribuinte.
Não existe pudor, não existe parcimônia: os juízes viajam de primeira classe, e podem levar acompanhante desde que julguem “necessário”.
Como eles fazem as regras, é tudo legal – mas imoral e abjeto.
Essas mordomias são notícia de alta importância, naturalmente.
Mas não para a mídia, excetuado o Estadão, que revelou as mamatas. E isso conta tudo sobre o farisaísmo da mídia.
Notícia é o que serve a seus interesses particulares. O resto não é notícia.
Colunistas sempre rápidos em despejar sentenças moralistas vulgares sobre seus leitores simplesmente não tiveram uma palavra para o escândalo.
Fui verificar o que tinha a dizer, por exemplo, Ricardo Noblat, em seu blog. Nada.
Fui verificar o que tinham a dizer os colunistas do site da Veja, Augusto Nunes, Ricardo Setti e Reinaldo Azevedo. Nada, nada a nada, respectivamente.
Um tratamento bem diferente mereceu Marilena Chauí por dizer verdades que cabem a eles todos, campeões do pensamento rasteiro da classe média.
Reinaldo Azevedo, ao tratar do discurso em que Chauí criticou a classe média, fez questão de levianamente, sem dados e sem nada, invocar o dinheiro que ela ganharia por conta dos livros do MEC.
Havia apenas insinuação, havia apenas maldade, havia apenas a confiança de que seu leitor é tão tapado que vai aceitar o conto do MEC sem recibo e sem comprovação.
Tratamento bem diverso teve, do mesmo Azevedo, Maggie Thatcher. Numa eulogia disparatada, Azevedo afirmou, no grande final, que Thatcher morreu pobre.
Na pobreza de Thatcher estaria a prova suprema de suas virtudes de estadista.
Apenas a casa de Thatcher é avaliada em mais de 10 milhões de dólares, mas segundo Azevedo ela "morreu pobre"
Apenas a casa de Thatcher é
avaliada em mais de 10 milhões de dólares,
mas segundo Azevedo ela “morreu pobre”
Mais uma vez, Azevedo acreditou que é fácil engambelar seus leitores.
Porque apenas a casa de Thatcher na região mais nobre de Londres é avaliada em mais de 10 milhões de dólares.
Não é informação nova, e sim antiga.
Thatcher só não fez uma fortuna maior porque os problemas mentais logo a impediram, saída do cargo, de realizar palestras e dar consultoria a empresas como a Philip Morris.
O filho de Thatcher, Mark, amealhou uma considerável fortuna com comissões de grandes negócios feitos pelo governo da mãe com outros países.
Mas Thatcher morreu pobre no Planeta Azevedo, e Marilena, ela sim, é rica.
Moralismo, quando é seletivo, é hipocrisia mistura a cinismo. Destina-se não a corrigir desvios éticos, mas a tirar proveito da boa fé dos chamados inocentes úteis.
O escândalo do STF, ignorado pela mídia, é apenas mais uma página de um conjunto de atitudes em que a vítima é a sociedade.

Paulo Nogueira
No DCM
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Governo Federal lança portal eSocial

http://blog.guiabolso.com.br/files/2013/01/direitos-trabalhadores-domesticos.jpeg 

O Governo Federal lançará na primeira quinzena de junho um portal para facilitar as relações entre trabalhadores domésticos e empregadores. A informação foi confirmada na última terça-feira (21) pela ministra-chefe da Casa Civli, Gleisi Hoffmann. Chamado eSocial, o site vai facilitar o recolhimento, de forma conjunta, das obrigações trabalhistas e fiscais, como FGTS, INSS e Imposto de Renda.
Mantido pela Receita Federal, o eSocial terá  o primeiro módulo dedicado ao trabalho doméstico. Quando estiver em pleno funcionamento, o canal abrangerá todos os tipos de relações trabalhistas, permitindo, por exemplo, o registro de trabalhadores da agricultura e de micro e pequenas empresas.


No Gleisi Hoffmann
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Presidente envia ao Congresso projeto de lei dos meios audiovisuais

 No Uruguay 

Presidente José Mujica define al sector audiovisual de interés público
El presidente de Uruguay, José Mujica, envió este martes el Congreso de su país el proyecto de Ley de Servicios de Comunicación Audiovisual, iniciativa que decreta al sector de interés público, para así garantizar su regulación por el Ejecutivo, mediante un conjunto de normas que permitan un “sistema con competencia equilibrada, pluralista y de acceso universal”.
El texto expone que el objetivo fundamental es "regular los servicios de radio, televisión y otros servicios de comunicación audiovisual", para “generar un sistema de medios audiovisuales armónico, con una competencia equilibrada y justa entre los operadores".
El Gobierno define a los Servicios de Comunicación Audiovisual (SCA) como "servicios culturales, de índole tanto económica como cultural y de carácter estratégico para el desarrollo nacional" y, por lo tanto, de "interés público".
Con base en ello, Mujica sostiene que "es deber del Estado asegurar el acceso universal" a los SCA y “contribuir a la libertad de información, la inclusión social, la no discriminación, la promoción de la diversidad cultural, la educación y el esparcimiento".
Otro de los aspectos fundamentales es el tratamiento de los monopolios y oligopolios en la propiedad y control de los servicios de comunicación audiovisual, ya que "conspiran contra la democracia al restringir la pluralidad y diversidad que asegura el pleno ejercicio del derecho a la información de las personas".
En ese sentido, la norma determina que "es deber del Estado instrumentar medidas adecuadas para impedir o limitar la formación de monopolios y oligopolios privados, así como establecer mecanismos para su control".
En ese orden de ideas, el texto defiende también "la plena transparencia en el proceso de concesión de autorizaciones y licencias para ejercer la titularidad de los SCA". Al respecto, se propone pasar de la actual "situación precaria y revocable", a un sistema de concesiones de uso y autorizaciones "con plazos determinados y renovables".
Al respecto, se busca pasar de la "situación precaria y revocable" de la actualidad a un sistema de concesiones de uso y autorizaciones "con plazos determinados y renovables".
Adicionalmente, el proyecto prevé crear una autoridad de aplicación, denominado Consejo de Comunicación Audiovisual (CCA), cuyas tareas serán "proponer, implementar, monitorear y fiscalizar el cumplimiento de las políticas" del sistema.
Libertad de prensa
Otro elemento propuesto es el establecimiento de cuotas mínimas de producción nacional, disposiciones para regular los contenidos en horarios de protección al menor y garantizar la libertad editorial, de expresión e información y la independencia de los medios, además de postular la prohibición de la censura previa.
Asimismo, contempla entre los derechos de los periodistas la posibilidad de "negarse a acompañar con su imagen, voz o nombre contenidos de su autoría que hayan sido sustancialmente modificados sin su consentimiento".
La propuesta adiciona un capítulo sobre "autorregulación ética" para los titulares de SCA, a partir de un código "determinado libremente por cada prestador, teniendo como base los principios y derechos que reconoce y promueve" la eventual futura ley.
Un apartado incluye la regulación de mensajes publicitarios, la obligatoriedad de ceder espacios gratuitos en épocas electorales para propaganda, el uso compartido de canales radioeléctricos y la prohibición a las empresas telefónicas de explotar ondas de radio y televisión.
La iniciativa consta de 13 capítulos y 183 artículos, los cuales serán debatidos, en primera instancia por la Cámara de Diputados y posteriormente por el Senado.
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Deputado Garotinho desafia Rede Globo e seus diretores

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Imprensa britânica virou alto-falante da oposição brasileira

http://www.afif.com.br/wp-content/uploads/2013/01/financial_times.png 
A imprensa britânica há muito tempo virou um alto-falante da oposição brasileira. Dessa vez quem vem nessa linha é o velho Financial Times (FT). Reincidente, aliás. Semana sim e a outra também, dá uma matéria ou editorial puxando para baixo nossa economia. Ontem foi um editorial. Com os mesmos argumentos falhos sobre o Brasil e nosso desempenho econômico.
No editorial publicado nesta 2ª feira, o jornalão inglês diz que a sensação de bem-estar no Brasil é de "fachada" e aconselha o país a correr para aproveitar o capital internacional existente, atualmente barato e abundante, para aumentar o investimento na economia. O texto critica ainda a escolha do governo: em vez de reformas amplas, apoia setores “mimados”, como as montadoras.
Em seguida, o tom apocalíptico. O Brasil, diz o FT “corre o risco, mais uma vez, de frustrar imensas expectativas”. Registra que "o crescimento da economia no ano passado foi de menos de 1%, pouco melhor que a zona do euro. Este ano, o Brasil está crescendo menos que o Japão. A inflação está corroendo a confiança do consumidor e há uma sensação de mal-estar. A causa é o abrandamento do investimento, tendência iniciada em meados de 2011 e que continua. Mais investimento é exatamente o que o Brasil precisa para manter os empregos e tornar-se a potência global a que aspira ser.”
Diagnóstico do jornal: problemas são investimento e infraestrutura
O texto do FT lembra que o investimento brasileiro equivale a 18% do PIB, bem menos que os 24% dos vizinhos latino-americanos e os quase 30% dos países da Ásia. A culpa, diz o jornalão, é dos governantes e o problema não vem de hoje. “Brasília deve ter grande parte dessa culpa. A extravagância do modelo econômico do ex-presidente Lula, impulsionado pelo consumo, se esgotou. O modelo Dilma, apesar dos primeiros sinais promissores, está provando (apenas) ser um pouco melhor”, diz o texto.
FT diz que essa falta de foco do governo brasileiro está, principalmente, na infraestrutura. “O Brasil quer captar bilhões de dólares para a construção de novos portos, aeroportos, viadutos e estradas. Existe o interesse e o compromisso firme dos investidores. No entanto, surpreendentemente, o marco regulatório em vigor não é apropriado para permitir a construção dessa nova infraestrutura. O dinheiro está sendo deixado sobre a mesa desnecessariamente”, diz o texto.
Ora, FT, a economia brasileira vem crescendo nesse 1º semestre o equivalente a 4% ao ano. Na infraestrutura o marco regulatório dos portos já foi mudado com a aprovação da Medida Provisória (semana passada) e dos outros setores também. Não há mais esse clima que o jornalão inglês tenta transmitir, de não investimento na América Latina e de que o capital estaria dando preferência a outros países vizinhos no continente.
Uma análise econômica completamente defasada
O fato é que em termos de investimentos, todos são afetados pela crise europeia. Soluções para a crise da Grã-Bretanha e da União Europeia (UE) o FT não dá e não tem, a não ser apoiar as políticas de austeridade impostas ao velho continente e que não deram certo até agora.
E o jornalão britânico está atrasado, também, com relação à inflação e à confiança do consumidor, já que o comércio calcula um crescimento de 5% a 6% este ano, um número fantástico se comparado com os da Grã-Bretanha e da Europa. E entre nós a inflação já está em queda mês a mês. Os empregos aqui é que estão em alta, FT!
No Blog do Zé
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Jovem arregimenta 50 mil para "Golpe comunista"

Fabrício Silva, 19, nasceu em Olinda e mora no Rio. Filho de ex-empregada, estuda para entrar na faculdade. "Não imaginava o sucesso no facebook"
Golpe comunista
O estudante na praia de Ipanema; Fabrício mora em Botafogo
O estudante Fabrício Silva, 19 anos, nunca esteve tão perto de atingir seu objetivo. Nascido em Olinda e morando no Rio desde 2005, o rapaz é autor do evento de Facebook “Golpe Comunista 2014 no Brasil! Os reaçinha PIRAM!”. Com quase 50 mil confirmados na rede, a página tornou-se uma febre, principalmente por conta das enquetes bem-humoradas criadas pelos usuários.
Inicialmente chamava-se apenas “Golpe comunista 2014 no Brasil!” mas, quando o número de confirmados começou a crescer muito, Silva resolveu fazer o complemento, para ficar claro que não pregava a violência ou algo assim, já que a mãe, uma empregada doméstica aposentada, ficou preocupada com essa história. “Depois até tentei voltar para o nome original, mas não dá mais, o Facebook travou a edição do nome do evento”.
 
O jovem formou-se no colegial no ano passado, mas não conseguiu entrar na faculdade e agora faz cursinho para entrar no curso de Ciências Políticas da UniRio, que é federal. Sempre militou, “desde os 15 anos, quando eu era do PCOR, não-legalizado, que é o Partido Comunista Revolucionário”. Hoje simpatiza com outras siglas de esquerda, como o PCB e o PSOL, mas não é filiado a nenhum deles. Votou em Marcelo Freixo para prefeito e em Renato Cinco para vereador, ambos do PSOL – Cinco é ligado à Marcha da Maconha carioca. O apoio à Marcha, aliás, é só uma das muitas bandeiras de Fabrício Silva. Logo após a entrevista, participaria de uma manifestação contra o preço das passagens no Rio. O ativista é figura fácil em protestos, seja a favor dos índios da aldeia Maracanã ou contra o pastor Marco Feliciano (PSC-SP).
 
Apesar de ter sido procurado por dois grandes jornais, Silva ainda não havia sido “revelado”. “Uma repórter da Folha falou comigo por uma hora, mas depois me ligou agradecendo, disse que o editor não tinha aprovado a matéria. O Globo também me ligou, mas até agora não saiu nada”.
E gostaria que o golpe comunista de fato acontecesse em 2014? “Claro! Mas é difícil imaginar isso acontecendo de verdade... e acho que nenhum dos partidos que estão hoje aí está preparado para fazer a revolução”.
Lino Bochini
No CartaCapital
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Morte de Mesquita, o PiG, o Sírio e um câncer

Se o câncer é trabalhista, do Sírio e do PiG jorra mais informação do que água de hidrelétrica.
O Conversa Afiada presta  solidariedade à família do jornalista Ruy Mesquita.
Esse, sim, dos proprietários do PiG, podia dizer que era jornalista.
Os outros, não.
São patrões, apenas.
Embora, como observa o Mino Carta, o Brasil seja o único país do mundo em que jornalista chama patrão de colega.
Essas observações, porém, pretendem louvar o profissionalismo e a ética elementares do Hospital Sírio e Libanês e parte Ilustre do PiG nativo.
Mesquita se internou no Sírio no dia 25 para tratar de um câncer na boca.
Ele fumou cachimbo muito tempo.
O Sírio e o PiG o respeitaram e à família e NENHUMA informação vazou.
Nada!
Impressionante!
Não é esse, porém, o padrão de comportamento dos mesmos – Sírio e PiG Ilustre – quando o câncer atinge trabalhistas: José Alencar, Dilma e Lula.
Aí, é um (seletivo) vazamento de dimensões hidrelétricas.
Jorra informação (em off!).
Espera-se que o Sírio e os Ilustres 'colonistas' tenham percebido que, se fosse na França, o Sírio estaria fechado.
Nada como um câncer depois do outro.
Paulo Henrique Amorim
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O legado de Ruy Mesquita

A morte de um barão da imprensa que quis ser jornalista e executivo ao mesmo tempo e fracassou em ambas as áreas.
"Um homem de convicções"
“Um homem de convicções”
Dilma definiu Ruy Mesquita bem melhor do que Lula definiu Roberto Marinho, e isso é de alguma forma um sinal animador.
Pode sugerir que o governo já não está imobilizado, de joelhos, diante das grandes empresas de mídia, brindadas ao longo dos tempos com espetaculares mamatas por sucessivas administrações.
A conta sempre foi paga pelos contribuintes – em operações como a isenção de impostos sobre o papel ou em empréstimos a juros maternais pelos bancos públicos.
Lula, em seu elogio fúnebre, disse que Roberto Marinho era um brasileiro que esteve sempre “a serviço”, e comparou-o ao pobre Carlitos Maia, que ainda hoje deve estar se chacoalhando em sua última morada por conta da comparação.
Dilma, bem mais comedida, disse que Ruy Mesquita foi um “homem de convicções”. Só não disse, inteligentemente, quais eram estas convicções.
Ruy Mesquita, morto aos 88 anos, pertenceu à geração que arruinou o Estado de S. Paulo. Se você, com algum esforço, pode atribuir o declínio da Folha à internet, no caso do Estadão não existe esta atenuante.
O Estado foi vítima de si próprio e de uma família controladora que quis administrar o negócio e o conteúdo ao mesmo tempo sem ter talento para uma coisa e nem para a outra.
Não bastasse a falta de competência, os ramos em que a família se dividiu acabaram se atracando numa guerra civil em que o objetivo parecia ser destruir os primos e os tios que estavam do outro lado.
A miopia editorial se traduziu na incapacidade de perceber que o país mudara no final da ditadura militar, sob Figueiredo.
Os militares estavam já extraordinariamente enfraquecidos depois de uma obra desprezível em todas as áreas – na economia, na política, no campo social.
Enquanto o Estadão publicava receitas num gesto oco e vazio para responder à censura, a Folha erguia a bandeira das Diretas Já.
Você tinha de um lado um jornal velho, ou dois, se incluir o Jornal da Tarde, também dos Mesquitas, e de outro um jornal que captara ardilosamente o espírito do tempo – embora mais adiante o perdesse também.
A morte do Estadão começou ali, há mais de 30 anos.
Se você aprumasse os sentidos, já sentia o cheiro de um cadáver em formação no prédio do jornal na Marginal do Tietê.
Ruy Mesquita comandou a maior parte do tempo a segunda divisão dos jornais da família, o Jornal da Tarde. Tinha ao lado filhos com as mesmas incapacidades administrativas e editoriais, entre eles Fernão Mesquita, que editou pessoalmente o jornal por mais tempo do que deveria.
Nos últimos anos da vida, Ruy conseguiu enfim o controle editorial também do Estadão, e isso foi bom apenas para ele. O jornal continuou a seguir seu prolongado processo de desaparição.
Sucessivos editores fora da família, nestes anos todos, ajudaram a matar o Estadão. Três nomes merecem destaque: Sandro Vaia, perto de quem Ruy Mesquita era um homem de esquerda. Augusto Nunes, que jamais soube para onde deveria caminhar um jornal. E Pimenta Neves, que foi realmente ganhar renome nas páginas policiais.
Os três foram mais coveiros que editores, a rigor.
Ruy Mesquita tem sido chamado de defensor da democracia, mas se ele é mesmo isso podemos colocar na mesma categoria Roberto Marinho e Octavio Frias de Oliveira: todos eles tiveram participação expressiva na derrubada da democracia brasileira em 1964.
Democracia, para a elite de que eles são a voz, é um conceito abstrato. Trata-se, basicamente, de um sistema que facilita ao máximo a vida de um pequeno grupo que transforma o Estado em sua babá.
O verdadeiro epitáfio de Ruy Mesquita diria o seguinte: foi um homem que defendeu os interesses de poucos, e nisso foi tão inepto que não soube defender sequer os seus, representados nos jornais da família. De quebra, contribuiu vigorosamente para que o Brasil se transformasse num dos campeões mundiais da desigualdade.
Paulo Nogueira
No DCM
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Charge online Bessinha - # 1793

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A morte de Vladimir Herzog

Documentário sobre o assassinato do jornalista no DOI-CODI, em São Paulo.

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Luiz carlos Azenha
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Marinha mentiu ao Presidente, em plena democracia

Heloisa Sterling diz que Cenimar foi um dos centros de repressão “mais ferozes”.

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A sardinha e as brasas

Agiu bem a ministra Maria do Socorro, ao recuar da açodada insinuação de que o boato sobre a Bolsa Família partira de “uma central de boatos da Oposição”. Boatos dessa natureza costumam surgir por acaso, da imaginação de qualquer um, que os põe a circular. Eles medram em minutos e horas, e é difícil vencê-los.
Em conferência que fez há alguns anos sobre a criação literária, Garcia Márquez tratou do tema: falou do seu desejo de construir um romance a partir da brincadeira que certo açougueiro faz com uma freguesa ingênua e provoca, em poucas horas, uma rebelião social.
Todos nós sabemos como é fácil promover uma corrida bancária. Por isso o boato sobre o Bolsa Família contaminou vários estados em tão pouco tempo: atingiu pessoas ingênuas e que dependem do subsídio federal para navegar o seu mês. É mais provável que o rumor tenha surgido assim, como certos incêndios se iniciam com raios de sol concentrados por um caco de vidro.
Ao acreditar que tenha havido intenção política na invencionice, é melhor atribuí-la a outro tipo de oposição, que não seja a político-partidária. Ainda que façamos de conta que nada existe, convém remontar há tempos antigos, mas historicamente recentes, para saber que os inimigos externos não descansam, e começam a investir na criação de crises artificiais. São os que alimentam e adestram gatos, com o método de Pavlov, para retirar as sardinhas do braseiro. Para isso, é claro, é preciso reunir as brasas.
Estamos em momento que pede lucidez e bom senso, mas não faltam os pirotécnicos. Daqui a poucos meses, e em ano eleitoral, fará 50 anos que o presidente João Goulart foi afastado violentamente do poder que o povo, em eleições livres, lhe conferira.
Melhor seria que nos limitássemos a registrar a data, como registramos outros fatos históricos, como a Guerra de Canudos ou a Campanha da Vacina Obrigatória. Não temos por que comemorar o episódio, nem por que reacender os sentimentos dos que – além de o Brasil como um todo – sofreram pesadamente o período ditatorial. Foi, como já se sabe hoje, movimento político, insuflado pelos estrategistas norte-americanos, dentro do contexto da Guerra Fria, contra o desenvolvimento autônomo de nosso país. Movimento político que, como outros anteriores, chegou aos quartéis mediante as chamadas vivandeiras.
Os comandantes militares do passado odiavam as vivandeiras, que abasteciam, de víveres e de boatos, os exércitos em operação, corroendo o brio moral das tropas. Alguns oficiais que serviam em 1964, já doutrinados pelo Pentágono, ouviram as desafinadas sereias, com os resultados conhecidos. E convém registrar que inúmeros oficiais e graduados das Forças Armadas sofreram tanto quanto os civis com a repressão conhecida.
É preciso entender o que houve, com a ajuda dos historiadores e estudiosos de política, a fim de evitar outros desvios. Entender, sem açular o ódio recíproco, e sem descuidar da vigilância na defesa da liberdade.
Temos que nos preparar para novos e prováveis boatos e combatê-los com a divulgação da verdade. As eleições do ano próximo consolidarão o maior período de estabilidade constitucional de nossa República, com mais de um quarto de século de vigência da Carta de 5 de Outubro. Ainda que tenha sido submetida a emendas esdrúxulas, sobretudo na ordem econômica, e em benefício do neoliberalismo globalizador, o documento permitiu o impeachment, sem traumas, de um presidente imaturo, e a normalidade das escolhas eleitorais que se seguiram.
A retomada dos ritos democráticos de construção dos governos pela soberania popular se fez contra os extremos do espectro ideológico. O movimento de 1964 fora “contra” os espantalhos do “comunismo ateu”, e em favor da “família cristã”. Não há mais comunismo ateu e, se formos duros na análise, resta muito pouco do escasso espírito cristão que ainda havia na sociedade mundial.
Foi a articulação dos moderados, no centro da razão política, que levou as multidões às ruas e à vitória de Tancredo no Colégio Eleitoral. A doença matou-o, mas não o derrotou, como o suave, mas corajoso, comandante de uma revolução política, que, para lembrar Victor Hugo, significou o fim de uma ficção para o retorno à realidade, ou seja, à soberania do povo sobre o Estado.
Boatos como esse, nascidos da parvoíce de alguém, ou produzidos pela sabotagem de agentes externos ou internos, interessados na baderna, não nos afastarão do caminho do meio, que duramente aprendemos a trilhar.
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Collor retruca declarações de Joaquim Barbosa

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'Forbes' aponta Dilma Rousseff como a 2ª mulher mais poderosa do mundo

Presidente brasileira ficou atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel.
Ranking anual da revista 'Forbes' foi divulgado nesta quarta (22).
A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é a segunda mulher mais poderosa do mundo, atrás apenas da chanceler alemã Angela Merkel, segundo o ranking anual da revista 'Forbes'.
Dilma, que ficou na terceira posição por dois anos consecutivos, alcançou o segundo lugar após a saída de Hillary Clinton do posto de secretária de Estado americano, o que fez a ex-primeira dama dos Estados Unidos cair para o quinto lugar. A lista deste ano foi divulgada pela revista nesta quarta-feira (22).
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Delenda est Dirceu

José-Dirceu280 
A absolvição do ex-ministro irá jogar a mídia sobre o STF como abutres sobre carne podre 
O único e verdadeiro drama do julgamento do “mensalão” diz respeito a uma coisa que todo mundo já sabe: não há uma única prova contra o ex-ministro José Dirceu na denúncia apresentada ao STF pelo procurador-geral da República Roberto Gurgel. Nada. Nem uma única linha. Nem um boletim de ocorrência de música alta depois das 22 horas. Nadica de nada.
Mas, sob pressão da mídia, o STF tem que condenar José Dirceu.
Pode até condenar os outros 36 acusados. Pode até mandar enforcá-los na Praça dos Três Poderes. Mas se não condenar José Dirceu, de nada terá valido o julgamento. A absolvição de José Dirceu, único caminho possível a ser tomado pelos ministros do STF com base na denúncia de Gurgel, irá condenar seus acusadores de forma brutal e humilhante. Quilômetros de reportagens, matérias, notas e colunas irão, de imediato, descer pelo ralo por onde também irá escoar um sem número de teses do jornalismo de esgoto.
A absolvição de José Dirceu irá jogar a mídia sobre o STF como abutres sobre carne podre com uma violência ainda difícil de ser dimensionada. Algo que, tenho certeza, ainda não se viu nesse país. Vai fazer a campanha contra José Dirceu parecer brincadeira de ciranda.
Por isso, eu não duvido nem um pouco que José Dirceu seja condenado sem provas, com base apenas nesse conceito cafajeste do “julgamento político” – coisa a que nem o ex-presidente Fernando Collor de Mello foi submetido.
Para quem não se lembra, ou prefere não se lembrar, apesar de afastado da Presidência da República por um processo de impeachment, Collor foi absolvido pelo STF, em 1992. O foi, justamente, porque a denúncia do então procurador-geral da República, Aristides Junqueira, era uma peça pífia e carente de provas. Como a de Roberto Gurgel.
Leandro Fortes
No CartaCapital
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Em maio, IPCA-15 fica em 0,46%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve variação de 0,46% em maio e ficou abaixo do IPCA-15 de abril, cuja taxa foi 0,51%. Com isto, o resultado acumulado no ano situou-se em 3,06%, bem acima da taxa de 2,39% relativa a igual período de 2012. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,46%, descendo dos 6,51% que estava nos 12 meses imediatamente anteriores. Em maio de 2012, a taxa havia ficado em 0,51%.
Os remédios, com 0,10 ponto percentual, lideraram os principais impactos do mês. A alta de 2,94% em maio após a de 0,93% em abril refletiu o reajuste vigente desde 4 de abril, que variou de 2,70% a 6,31% conforme a classificação do medicamento, e, com isto, o ano acumula alta de 4,18%. Os remédios levaram saúde e cuidados pessoais ao mais elevado resultado de grupo, atingindo 1,30% contra 0,63% do mês anterior.
Habitação (de 0,68% para 0,72%) e vestuário (de 0,44% para 0,76%) também apresentaram taxas crescentes de um mês para o outro. O grupo comunicação se manteve em queda, mas em menor intensidade (-0,09% para -0,06%).
Já os alimentos, embora tenham aumentado 0,47%, mostraram forte recuo em relação a abril, quando a alta havia sido de 1,00%. Vários produtos ficaram mais baratos de abril para maio, alguns muito importantes na alimentação das famílias, como açúcar refinado (-6,46%) e cristal (-2,37%), óleo de soja (-2,23%), café (-1,92%), arroz (-1,78%), frango (-1,72%) e carnes (-0,75%), destacando-se o tomate, cujos preços chegaram a cair 12,42% no mês. Por outro lado, outros produtos também importantes no orçamento tiveram aumentos de preços significativos, a exemplo do feijão carioca (10,13%), cebola (5,63%), batata-inglesa (5,45%), leite em pó (3,32%), leite longa vida (3,14%), frutas (2,33%) e pão francês (1,50%).
Além do grupo alimentação e bebidas (de 1,00% em abril para 0,47% em maio), o que mais contribuiu para a redução do IPCA-15 de abril para maio, já que o impacto do grupo diminuiu de 0,24 para 0,12 ponto percentual, se destaca a queda mais acentuada dos transportes (de –0,01% para –0,03%). Neste grupo, destacam-se as quedas nas tarifas aéreas (-3,41%), ônibus urbanos (-0,43%) e gasolina (-0,36%).
O grupo artigos de residência (de 0,39% em abril para 0,18% em maio) também teve influência na redução do índice no mês, além das despesas pessoais (de 0,48% para 0,46%) e educação (de 0,10% para 0,08%), que ficaram um pouco abaixo do mês anterior.
Dentre os índices regionais, o maior foi registrado em Recife (0,76%), onde os preços dos alimentos subiram 1,33%, bem acima da média de 0,47%, que considera todas as regiões pesquisadas. Já o índice mais baixo ocorreu em Salvador (0,23%), sob influência das tarifas dos ônibus urbanos, cuja variação apropriada foi de –4,06% em razão da redução pela metade, desde 31 de março, do valor cobrado aos domingos.
Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de abril a 14 de maio e comparados com aqueles vigentes de 15 de março a 12 de abril. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.
No IBGE
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Assinatura de Randolph é dele. E agora, Gurgel?

Perícia deixa Gurgel em sinuca: por que ele “absolveu” o senador sem esperar a perícia?
Laudo em que perito confirma a autenticidade das assinaturas do Senador Randolph nos recibos da propina que era recebida na Assembleia Legislativa do Amapá.
No Conversa Afiada
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Charge online Bessinha - # 1792

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