10 de mai de 2013

Como os banco lucram com a fome do mundo

Em 1973, quando o muro de Berlim ainda dividia o mundo em dois blocos econômicos e políticos, o então presidente do Banco Mundial, Robert McNamara, disse que todas as nações deviam esforçar-se para acabar com a pobreza absoluta – que só existia nos países subdesenvolvidos – antes do novo milênio. Naquele momento os países ocidentais ainda davam alguma importância à política de bem-estar social, não só como um alento à esperança de paz dos povos, mas também como uma espécie de dique de contenção contra o avanço do socialismo nos países do Terceiro Mundo. A Guerra do Vietnã com seu resultado desastroso para os Estados Unidos, levou Washington a simular sua boa vontade para com os povos pobres. Daí o pronunciamento de McNamara.
O novo milênio não trouxe o fim da miséria absoluta, embora tivesse havido sensível redução - mais em conseqüência do desenvolvimento tecnológico - com o aumento da produtividade de alimentos e bens de consumo primário, do que pela vontade política dos governos.
Na passagem do século, marcada pelo desabamento das Torres Gêmeas, o FMI, o Banco Mundial – e a própria ONU - reduziram suas expectativas, prevendo, para 2015, a redução da pobreza absoluta à metade dos índices registrados em 1990. Em termos gerais, essa meta foi atingida cinco anos antes, em 2010. A extrema pobreza, que atingia 41.7% da população mundial em 90, caiu para 22% em 2008 – graças à fantástica contribuição da China e da Índia, conforme adverte Francine Mestrum, socióloga belga, em recente estudo sobre o tema.
Por outro lado, o número absoluto de pobres na África Negra dobrou no mesmo período. A China que, pelo número dos beneficiados, puxou o trem contra a desigualdade, já chegou a um ponto de saturação. Com o seu crescimento reduzido, como se espera, a China levará muitos decênios para baixar o número de seus pobres absolutos à metade.
Considera-se alguém absolutamente pobre quando tem a renda per-capita inferior a US$ 1,25 centavos por dia: mais ou menos R$ 2,50, ou seja, 75 reais ao mês. Esse critério é, no mínimo, cínico. É possível viver com esse dinheiro? Há quem possa: os trabalhadores das multinacionais nas tecelagens e confecções de Bangladesh e de outros países da Ásia do Sul não chegam a ganhar cinco reais ao dia.
O governo de Bangladesh, em seu portal, declara ser o país “de portas abertas“ (open-door), com todas as garantias e vantagens legais aos investidores, principalmente nas zonas especiais de produção para a exportação (Export Processing Zones). Em Bangladesh a privatização de empresas públicas chegou à perfeição, e a miséria dos trabalhadores, também – conforme a meta do neoliberalismo.
A insuspeita Fundação Gates divulgou interessante estudo sobre o controle dos preços dos alimentos pelos bancos, por intermédio dos fundos especulativos (hedge). Da mesma forma que os bancos atuam no mercado derivativo com as primes do mercado imobiliário, fazem-no com os estoques de alimentos, o que aumenta espantosamente os preços da comida, sem que os produtores se beneficiem. Um exemplo, citado pelo estudo, que tem o título sugestivo de “People die from hunger while banks make a killing on food” – as pessoas morrem de fome, enquanto os bancos se enriquecem de repente, especulando com os alimentos.
Como exemplo, o estudo cita o Fundo Armajaro, da Grã Bretanha, que comprou 240.000 toneladas de cacau (7% da produção mundial) e as reteve, até que obter o maior preço da mercadoria nos últimos 33 anos.
“Os preços do trigo, do milho e do arroz têm subido significativamente, mas isso nada tem a ver com os níveis de estoque ou das colheitas, mas, sim, com os traders, que controlam as informações e especulam no mercado” – conforme Olivier de Schutter, relator das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação.
Os neoliberais sempre usam o argumento canalha de que o único caminho rumo ao enriquecimento geral e à igualdade é a do mercado sem nenhum controle do Estado, dentro da fórmula de Mme. Thatcher: o pobre que quiser viver melhor, que se vire. A Sra. Francine Mestrum, em seu estudo, contradiz a falácia:
“Em primeiro lugar, a transferência direta de recursos, que Lula iniciou no Brasil, provou ser efetiva ajuda direta aos extremamente pobres para ir adiante, em busca de empregos; ou para criar seu próprio emprego; para melhorar os padrões de saúde e reduzir o trabalho infantil. Este é o principal argumento para o desenvolvimento desses sistemas, e o próprio Banco Mundial os endossa”. Como sabemos, são vários os países em desenvolvimento que adotaram iniciativas semelhantes.
Enquanto a Alemanha obriga os países europeus a cortar até o osso seus orçamentos sociais - deixando como saldo o aumento espantoso do número de suicídios ou das pessoas mortas por falta da assistência médica do Estado e, a cada dia mais trabalhadores obrigados a buscar, na lata de lixo, o que comer - os bancos continuam acumulando, e de forma criminosa, dinheiro e poder como nunca.
O HSBC mundial, que ganhou do governo FHC o Banco Bamerindus, e que tem no Brasil o seu terceiro mercado mais lucrativo do mundo, teve que pagar quase dois bilhões de dólares de multa, em acordo feito com o governo norte-americano, por ter, comprovadamente, lavado dinheiro do tráfico de drogas. Como se sabe, mesmo depois de ter pedido desculpas públicas pelo crime, o HSBC foi acusado, em março deste ano, de lavagem de dinheiro, evasão fiscal e remessa ilegal de recursos ao Exterior pelas autoridades do governo argentino.
Enquanto menos de um por cento dos seres humanos controlarem, mediante sua riqueza, toda a população do mundo, a igualdade irá sendo empurrada cada vez mais para o futuro, e serão considerados nutridos os que ganharem cinco reais ao dia.
Só há uma saída para o impasse: a mobilização política dos cidadãos de cada país do mundo, em uma organização partidária e ideológica nítida em seus princípios e objetivos e em sua ação coerente, a fim de colocar coleiras nos banqueiros. E será sempre salutar ver um banqueiro na cadeia, como está ocorrendo, menos do que é necessário, nos Estados Unidos.
Leia Mais ►

José Genoíno no Ato em Defesa ao PT na Lapa - SP

Leia Mais ►

Atenção: não dê dinheiro aos ricos. Isso os torna vagabundos

http://blogs.jovempan.uol.com.br/conexaoorlando/wp-content/files/2010/09/drown-in-cash.jpg
Vou voltar a um tema que eu adoro. Considerando que a renda do capital segue estratosfericamente maior que a do trabalho e os recursos usados para o pagamento de juros são bem maiores que os aplicados em programas sociais (em todos os governos, de FHC a Dilma), fico extremamente incomodado quando ouço ou leio pessoas reclamando que “dar dinheiro aos pobres os torna vagabundos”.
É engraçado que ninguém reclama do dinheiro que vai às classes mais abastadas, que investem em fundos baseados na dívida pública federal. Grosso modo, muito vai para poucos e pouco vai para muitos. E, mesmo assim, sou obrigado a ouvir pérolas quase que diariamente, reclamando dos programas de transferência de renda, não no sentido de melhorá-los, mas de extingui-los. É claro que é importante avançar na construção de “portas de saídas” para programas como o Bolsa-Família, gerando autonomia econômica. Mas a raiva com a qual essas iniciativas ainda vêm sendo tratadas por algumas pessoas me surpreende. Pessoal, supera! Não há partido político que vá se eleger com uma plataforma que cancele esses processos de transferência de renda. Isso já é política de Estado e não de governo.
“Ah, mas minha tia tem uma amiga em que a empregada recebe o bolsa-família e, por isso, desistiu de trabalhar. Quer ficar no bem bom com o dinheiro público.” Quantos já ouviram coisas assim? Primeiro reduzindo todo um programa a uma única história. Segundo, uma história mal contada, pois é difícil imaginar que uma família consiga sobreviver com dignidade com um montante de renda não raro menor que uma garrafa de vinho paga pelo sujeito fino que decretou tal preconceito. Terceiro, para alguém preferir a segurança da mensalidade do programa do que um salário é que a remuneração deve ser baixa demais ou a garantia de permanência no emprego inexistente.
Este post não está criticando ou elogiando ninguém, mas tentando entender o que, além do preconceito, faz com que um cidadão que tenha um pouco mais na conta bancária acredite que pisar no andar de baixo é a solução para galgar ao andar de cima? E crer que o futuro de um país é feito uma Arca de Noé, com espaço para salvar pouca gente de um dilúvio iminente?
Para esse pessoal, é cada um por si e o Sobrenatural – proporcionalmente ao tamanho do dízimo deixado mensalmente – para todos. Fraternidade e solidariedade são palavras que significam “doação de calças velhas para vítimas de enchente”, “brinquedos usados repassados a orfanatos no Natal” ou “um DOC limpa-consciência feito a alguma ONG”.
Nada sobre um esforço coletivo de buscar a dignidade para todos, com distribuição imediata (e não depois que o bolo crescer) da riqueza gerada no país. Crescimento produzido pelos mesmos trabalhadores que não desfrutam da maior parte de seus resultados. Porque, apenas teoricamente, todos nascem livres e iguais.
E se eu dissesse que “dar dinheiro aos ricos os torna vagabundos?” Por que usar a frase para os pobres é ser um “analista sensato da realidade” e usar a frase aos ricos é ser um “canalha de um comunista safado”?
Leia Mais ►

#SouReaçaMasTôNaModa

Dr Ray acaba de entrar para o partido de Feliciano, o PSC, ala reaça d
a base governista. (Sim, temos um pezinho no governo!)
“Procurei esse partido porque, aqui, nós não temos vergonha da palavra de Deus”
Tamo ou não tamo arrasando, reaçaria
 #SouReaçaMasTôNaModa
Essa é a Cibele. Gauchita de Porto Alegre, cabelo vermelho, piercing
no lábio inferior - quem seria essa rebelde? Uma estudante de
ciências humanas da PUC? Não! Trata-se de uma reaça de quatro
costados, responsável pela refundação da Arena. Tamo ou não tamo
 na moda?
 #SouReaçaMasTôNaModa
Olha a nossa jovem lutadora aí de novo! Quando Cibele fez 18,
seu sonho era dirigir esse possante.
 #SouReaçaMasTôNaModa
Paralama, entusiasta da Segunda Guerra Mundial e tarado por
tanques e uniformes militares, Barone dita o ritmo da Banda Reaça
na batera. Autor da frase que recentemente virou slogan dos
militares contrários à CV:
“A “presidenta” pede que carreguem nas tintas da Comissão da
 Verdade. Podia se preocupar é com a seca no Nordeste”
 #SouReaçaMasTôNaModa
Esqueça as Senhoras de Santana. A reaçaria hoje tem um look
jovem e moderno. Piovani é uma guerreira-twitteira do movimento.
 Luta pela vida, pela paz, contra a corrupção, contra a maldade,
contra a violência, contra o lulodilmopetismo, contra gente feia e
contra a hipocrisia que assola o Brasil das Bolsas-Vagabundo.
Enfim, uma lutadora de mão cheia.
#SouReaçaMasTôNaModa
Infantilóides de esquerda não resistem ao charme liberal de Pondé.
#SouReaçaMasTôNaModa
Esse é Leandro NarLOCKE. Barba mal feita, cabelo mal penteado e
uma cara estranha? Incorporamos elementos esquerdistas num
processo antropofágico. Os descolados agora somos nós!
#SouReaçaMasTôNaModa
Dupla rockeira reaça está mais na moda que as sertanejas.
♫ Dil-má! Dil-ma Dil-ma Dil-ma Dil-má bandida! ♫
#SouReaçaMasTôNaModa
“Hoje é dia de roquenrrou reaça, bebê!”
#SouReaçaMasTôNaModa
Jovem, popular, bem casado e com filhos. Um reaça da moda que
ainda vai dar o que falar.
#SouReaçaMasTôNaModa
“A gente tinha que repensar a ditadura militar (…) As pessoas queriam
botar uma Cuba no Brasil, ia ser uma grande merda pra gente.
Enquanto os militares foram lá e defenderam nossa soberania.”
#SouReaçaMasTôNaModa
Linha de frente da nova reaçaria, Rafinha Bastos combate a cultura
esquerdista do politicamente correto, tendo sido demitido da Band por sua
atuação subversiva. Mulheres estupradas, pobres, fetos e rondonienses
são seus alvos preferidos.
#SouReaçaMasTôNaModa
Músico reaça moreno. Não está nem aí pro que os outros vão pensar.
Nordestino é feio, mulher feia tem que ser competente, sente pena de
brasileiros de “cultura inferior”, mas aprecia essa gente bonita do eixo
Curitiba - Porto Alegre. Coleciona vinis, bebe bons vinhos e curte uma boa
piscina. Um cara sem medo de ser feliz. Deep!
#SouReaçaMasTôNaModa
Esse é o braço zuêra da reaçaria fazendo o chifre da vitória reaça!
#SouReaçaMasTôNaModa
Tio Rei é o guru dos novos tempos reaças.
Mãozinha no queixo é sinal característico da nova reaçaria.
Serve para suavizar nossa imagem, que foi maquiavelicamente demonizada por
esquerdossauros gramscianos.
#SouReaçaMasTôNaModa
No Sou Reaça Mas Tô Na Moda
Leia Mais ►

Querem que JB seja presidente, mas eis aqui por que ele não vai ser

Faltam a ele charme, carisma e sinceridade de propósitos para ser o Beppe Grillo brasileiro.
JB recebe o olhar gelado de Dilma no enterro de Niemayer
JB recebe o olhar gelado de Dilma no enterro de Niemayer
Roberto da Matta então decretou:  Joaquim Barbosa ganha a eleição. (leia aqui)
E ganha no primeiro turno.
É o que o grande frasista britânico Samuel Johnson definia como o triunfo da esperança sobre a experiência.
Da Matta quer que JB ganhe.
Mas daí a isso se tornar realidade vai uma distância  simplesmente intransponível.
Presumo que da Matta tenha partido de uma premissa correta: o cansaço da sociedade com a vida política como ela é.
É um fenômeno mundial.
Na Itália, isso foi dar em Beppo Grillo, um comediante que entrou para a política e carregou milhões de votos para seu partido recém-fundado.
Basicamente, o que Grillo dizia é que a política como ela é já não faz sentido. Na Itália, você gira aqui, gira ali, e vai dar em Burlusconi.
Muita gente concordou com Grillo, jovens sobretudo.
Na Islândia, o prefeito da capital Reiquijavique se elegeu, saindo também do mundo da comédia, com uma plataforma em que prometia toalhas gratuitas depois dos banhos de piscina pública.
Cansaço, absoluto cansaço dos eleitores de Reiquijavique com os políticos levou o humorista a se eleger.
O Brasil já teve um caso parecido: Collor. Ele negou os partidos tradicionais, fundou o seu e acabou na presidência.
Existe no Brasil desencanto com a política? Claro que sim. Mesmo petistas convictos provavelmente não gostem de ver Lula e Haddad com Maluf, ou Dilma com Afif. (Afif idolatra Olavo de Carvalho, que chama Dilma de terrorista.)
Enquanto esses pactos são feitos em nome do pragmatismo político, o Brasil patina no avanço social.
Claro, esses pactos têm seu preço: dou meu espaço da tevê, dou meus votos, dou minha bancada – mas não mexe em mim e nem em meus amigos.
É mais ou menos assim que as coisas funcionam. Muitos privilégios – que traduzidos em dinheiro representariam ganhos sociais expressivos – se sustentam por causa dessas alianças.
Isso quer dizer o seguinte: é possível, sim, que o eleitor brasileiro abraçasse um fato novo, como Grillo.  Quem sabe ele fosse para o segundo turno com Dilma, dadas as alternativas miseráveis que estão no cardápio da oposição hoje.
Mas este fato novo não é Joaquim Barbosa.
Veja Grillo falando dois minutos, e depois repita a experiência com JB.
Grillo tem charme, tem carisma, tem discurso – e não está atrelado ao 1% que comanda o mundo político.
Joaquim Barbosa é pedante, se expressa com gongorismo, não tem carisma, não tem charme – e acabou sendo tragado pelo 1%.
Quem acredita que JB não representa o 1% acredita em tudo, na frase magistral de Wellington.
JB é o homem da elite predadora, aquele grupo minúsculo que tomou o Estado de assalto, com o golpe de 1964, e fez do país o campeão mundial da desigualdade.
O povo brasileiro é melhor que o mundo político brasileiro, e muito melhor que essa elite que fez do Estado sua babá.
O povo acordou. Entendeu, enfim, que seus interesses não coincidem com os da Globo, com os da Veja, com os da Folha, com os dos Mesquitas etc etc. E tem repetidamente mostrado isso nas urnas.
Não vai ser enganado pelo velho que aparece como novo.
Se aparecer alguém com uma proposta nova – basicamente, uma que acelere os avanços sociais que sob o PT vão em velocidade irritantemente baixa – tem boas chances de surpreender.
Mas JB, definitivamente, não é esse cara.
Aliás, é o oposto
Paulo Nogueira
No DCM
Leia Mais ►

Uma ressurreição assombra o STF

Como você poderá acompanhar neste vídeo, o que se debatia em 2012 era a data em que José Dirceu havia “fechado o pacote” de R$ 20 milhões com José Carlos Martinez, presidente do PTB.
A data correta, como se verá, era outubro de 2003.
Mas os juízes, após diversas intervenções de Joaquim Barbosa, se convenceram que o encontro havia sido em dezembro de 2003. Não é uma questão de calendário.
Em outubro de 2003, as leis que puniam a corrupção no país previam penas relativamente leves. A mínima era de 1 ano de prisão. A máxima, 8 anos.
Mas, por uma iniciativa do governo Lula, em novembro daquele ano se consumou uma mudança no código penal. As penas foram agravadas. A pena mínima tornou-se de 2 anos. A máxima, 12 anos.
Basta reparar que era um erro muito fácil de ser evitado.
Bastava um assessor do STF entrar no Google e conferir quando o ex-deputado Martinez havia morrido.
Não foi um fim banal, mas um desastre de avião.
A data foi 4 de outubro de 2003. Está lá, na Wikipédia. Fiz isso há alguns minutos.
Em 12 de novembro de 2012, no entanto, a ressurreição de Martinez fez seus efeitos.
Numa postura que trai alguma desconfiança, Marco Aurélio chegou a sublinhar: “é importantíssimo saber a data em que o pacote foi fechado”.
Com a mesma dúvida, Gilmar Mendes questionou Joaquim:
- Portanto, a data em que Vossa Excelência o identifica é de?
- É posterior à lei, é dezembro de 2003.
Outro ministro, Celso de Mello, esclareceu, concordando com Joaquim, que Martinez faleceu “quando estava em vigor a leis mais gravosa”.
Foi assim, nesse ambiente, que vários réus foram condenados pelo crime de corrupção ativa. O advogado Rogério Tolentino chegou a dizer que os réus condenados por corrupção passiva receberam a data correta, enquanto os condenados por corrupção ativa, como Dirceu e Jose Genoíno, receberam a data errada.
Dirceu foi condenado a 7 anos e 11 meses por corrupção ativa.
Faltou um mês para que fosse punido pela pena máxima – pelo critério antigo. Mas, pela nova legislação, foi uma punição menos grave.
O contexto das discussões entre os ministros mostra que eles votaram numa coisa quando a realidade era outra.
Será que as penas teriam sido tão longas se eles tivessem consciência de que os parâmetros eram outros?
Essa é a pergunta.
Nenhum ser humano está livre de cometer lapsos e erros de todo tipo.
Quantas vezes isso já aconteceu aqui neste espaço? Quantas correções já publiquei em minhas reportagens?
Perdi a conta.
Então não quero fingir que tenho muita lição a dar.
Mas estamos falando de um julgamento, apresentado como o mais importante da história do tribunal.
Estavam em jogo a liberdade e os direitos dos cidadãos, num país democrático. Os ministros questionaram, suspeitaram de um erro, mas ele foi cometido mesmo assim. Votaram a partir de um dado falso.
Essa é a questão que sobra aqui.
Os condenados terão suas penas reduzidas por causa desse erro? Ou vamos fingir que não aconteceu nada?
Paulo Moreira Leite
Leia Mais ►

Aliados de Perillo tentam controlar CPI dos Grampos

O próprio PSDB fez um pedido de investigação contra o governador após denúncia de CartaCapital. Intenção é evitar que a oposição controle os trabalhos
O governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), recebe cumprimentos
no término do depoimento à CPI do Cachoeira, em 2012, em Brasília.
Agora, tucano é investigado em seu Estado
A sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Goiás foi aberta, na terça-feira 7, exatamente às 15 horas. Com 21 presenças registradas, a pauta da semana anterior foi lida em oito minutos e, dois minutos depois, o deputado Marcos Martins (PSDB) apresentou um requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar as denúncias de espionagem ilegal, reportada pela CartaCapital há duas semanas.
A agilidade causou espanto e desconforto entre os oposicionistas, que ensaiaram mais de uma semana - desde a divulgação do esquema de grampos - a apresentação de requerimento similar. “É inadmissível o que aconteceu aqui. Isso prova um grande amadorismo por parte dos deputados da oposição. Três sessões se passaram e ficamos no campo da discussão. Agora, perderemos o total controle das investigações e o governo vai ganhar mais um palanque para defesa do indefensável”, reclamou o deputado Luís Cesar Bueno (PT).
O autor do pedido não escondeu a ironia e foi claro em seus objetivos. “Não tenho culpa do cochilo da oposição. Fui mais rápido (risos). O próximo passo é focar no que temos de concreto. Não vamos perder tempo com investigações sem fundamento. Até agora, nada do que foi apresentado serve como provas, e falo com o embasamento do meu curso de Direito”, afirmou Marcos Martins, que já dirigiu a Polícia Civil do Estado.
O peemedebista Paulo Cezar Martins insistiu na apresentação do documento para instauração da Comissão, elaborado pela bancada de oposição. Os dois requerimentos têm as 15 assinaturas necessárias para a criação da CPI. Como o regulamento da Casa não permite a vigência de duas comissões com o mesmo objeto investigativo, os pedidos serão apensados e a indicação dos membros obedecerá a regra de proporcionalidade.
“A presidência e a relatoria, provavelmente, ficarão com a base. De qualquer forma, não perderemos nosso foco, que é esclarecer essas denúncias, que são muito sérias. Os fatos estão aí, não há como negar. O que não podemos é deixar de utilizar este recurso por não sermos a maioria. A democracia não é unânime, precisamos do contraditório, mesmo que em menor número”, acrescentou o deputado Mauro Rubem (PT).
A expectativa do presidente da Casa, deputado Helder Valin (PSDB), é que a composição da CPI dos Grampos, como os próprios intitularam, seja concluída até quinta-feira 9, para que os trabalhos possam se iniciar na próxima semana. “Temos interesse de dar celeridade a este processo”, disse, objetivamente, o presidente.
Para o líder do governo, deputado Fábio Sousa (PSDB), a criação da Comissão não é prejudicial ao governador do Estado, Marconi Perillo (PSDB). “Eu mesmo fui citado na reportagem como um dos espionados. Queremos que os fatos sejam esclarecidos. O governador não tem com o que se preocupar”, disse.
Fábio é filho do apóstolo César Augusto, da Igreja Fonte da Vida, proprietária da Fonte TV, de onde os principais protagonistas da espionagem, Luiz Gama e Eni Aquino, foram demitidos no rastro das denúncias. O fato foi visto como um julgamento informal do casal.
O deputado Túlio Isac (PSDB) utilizou seu tempo na tribuna para criticar a revista CartaCapital. “Até a capa deles é vermelha. Cor do PT. Tudo que dizem é mentira”, argumentou.
A estratégia de Túlio Isac, de desqualificação da reportagem, foi a mesma empregada por toda a estrutura de comunicação do governo do Estado. Independente da conclusão, é a segunda CPI em Goiás consequente das denúncias feitas pelo jornalista Leandro Fortes. A primeira foi a CPI da Delta.
Um dos receios do deputado Luís Cesar Bueno é de que o radialista Luiz Gama saia vitorioso deste processo. “Vão tentar inocentá-lo. Ele vai virar o centro das atenções, quando não passa de um assessor desastrado do governador. Temos é que pensar nos assuntos mais sérios envolvendo o governador Marconi Perillo.”
A sessão foi encerrada às 18h10. Ironicamente, com oposicionistas em conflito e situacionistas em festa. De fato, mais uma vitória do governo no Legislativo. Outro fato é o desgaste que acaba de ganhar na Casa um espaço mínimo de três meses. São 90 dias com um novo escândalo envolvendo o governo em foco. No melhor dos mundos, não é algo para o governador comemorar.
Expressão do dia: o pedido de um minuto de silêncio pela morte da menina Kerolly Alves Lopes, baleada em Aparecida de Goiânia durante uma tentativa de proteger o pai em uma briga. Recentemente, 32 moradores de ruas foram assassinados na Capital. Nenhum foi lembrado pelos parlamentares. No fundo, todos mereciam a homenagem, mas na Assembleia Legislativa de Goiás, dois pesos chegam a ter cinco medidas. Foram 33 vidas perdidas. Igualmente vidas. Igualmente perdidas. Nem silêncio, nem barulho de protesto.
Talvez fosse o caso do pedido de um minuto de silêncio pela morte da oposição no Legislativo. Terminaram em luto.
Lênia Soares
No CartaCapital
Leia Mais ►

A estranha administração de João Sayad na TV Cultura

João Sayad
João Sayad demitiu 984 pessoas da TV Cultura e mesmo assim entrega a emissora com prejuízo de 20 milhões.
Além de ter sido um fracasso de realizador por reduzir a produção da emissora.
O engraçado é que ele vai ter que entregar a presidência pra Marcos Mendonça, que foi impedido de se candidatar há 6 anos por ação do próprio João Sayad que era secretário de cultura.
Falta agora Sayad não aparecer no dia da posse igual Figueiredo fez com Sarney tempos de outrora.
Seria mais que engraçado tal postura mas Sayad é um homem de grande postura e muito educado.
Não se prestaria a uma atitude destas.
James Akel
No RD1
Leia Mais ►

Programa do PT

Leia Mais ►

Jogando como campeão

Cleber Machado chora a cada gol do Galo.
Assista em full screen
Leia Mais ►

Ustra cita Dilma e diz que lutou contra o terrorismo e cumpria ordens

Ex-dirigente do DOI-Codi leu declaração perante Comissão da Verdade, mas se nega a responder perguntas
‘Com uma espécie de vara de marmelo na mão, ele me batia. Outros vinham e me davam telefone’, diz vereador sobre tortura por Ustra
Brilhante torturador
O coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra, que dirigiu o DOI-Codi em São Paulo, disse nesta sexta-feira à Comissão da Verdade que lutou contra o terrorismo e que, se não fosse sua luta, a ditadura do comunismo estaria imposta até hoje e ele teria ido para o paredão. Ustra fez uma declaração inicial e disse que não responderia perguntas, mas decidiu replicar algumas delas. Na sua fala inicial, Ustra diz que combateu mais de 40 organizações de esquerda, "entre elas quatro em que atuou a atual presidente da República".
— Lutamos contra o terrorismo. Eles atacavam quartéis, roubavam armas, incendiavam rádio patrulhas e explodiram dezenas de bombas — disse Ustra. — Enfrentei várias organizações de esquerda, entre elas quatro nas quais a atual presidente da República atuou — disse.
Ustra disse também que foi um militar exemplar, que nunca assassinou ninguém ou torturou e que cumpriu ordens.
— Quem deveria estar sentado aqui é o Exército Brasileiro. Não eu. Nunca fui um assassino.
O militar lembrou que recebeu a mais alta condecoração do Exército, a Medalha do Pacificador. Também em depoimento nesta sexta-feira, o ex-servidor do DOI-Codi de São Paulo e ex-sargento Marival Chaves assegurou que Ustra, então capitão, comandava as torturas na repressão. Marival afirmou que Ustra era "senhor da vida e da morte", escolhia quem iria viver ou morrer.
Vereador relata ter sido torturado por Ustra com choques
Mais cedo, o vereador de São Paulo Gilberto Natalini (PSDB) contou na Comissão da Verdade que foi torturado pessoalmente por Ustra, em 1972, nas dependências do DOI-Codi, na capital paulista. Então estudante de Medicina, Natalini ficou dois meses preso. Ele contou que fazia poesias que tinham também como conteúdo temas ligados à democracia e à repressão. Ustra decidiu, então, torturá-lo da seguinte maneira, segundo ele:
— O Ustra mandou me despir, me colocou em pé numa poça d´água numa cela e com aqueles fios de choque pelo meu corpo. Chamou para testemunhar vários agentes e soldados e exigiu que eu declamasse minhas poesias. Durante horas, ele, com uma espécie de vara de marmelo na mão, me batia. Outros vinham e me davam telefone (tapa com as mãos nos ouvidos) e muito eletrochoque — disse Natalini, que se emocionou em alguns momentos em seu depoimento.
Depoimento de Ustra termina em bate-boca
A audiência de Ustra terminou em confusão e bate-boca na plateia. A discussão ocorreu no final da sessão, quando o presidente da comissão, Cláudio Fonteles, perguntou a Ustra se era verdade que torturou o vereador Gilberto Natalini no Doi-Codi e o obrigou, durante a tortura, a declamar poesias de sua autoria. Fonteles, então, aproveitando a presença de Natalini na plateia, perguntou a Ustra se aceitava uma acareção, o que ele negou.
— Não faço acareação com terrorista — respondeu Ustra, exaltado.
Neste momento, Natalini levantou na plateia e gritou que não era terrorista e disse que “o senhor que é bandido”, se dirigindo a Ustra. Em outra cadeira no público, um senhor saiu em defesa de Ustra e chamou Natalini de terrorista. Esse senhor que defendeu Ustra não quis se identificar. Ele estava acompanhado do general da reserva Rocha Paiva, um crítico da Comissão da Verdade. O senhor não respondeu se era militar, mas usava um broche com desenho de um canhão, e também um símbolo igual segurando a gravata.
Antes do depoimento de Ustra, Cláudio Fonteles disse que o depoimento do coronel seria uma oportunidade para que ele se defenda:
— Estamos dando a ele uma oportunidade de se defender, de contar o que sabe. Se ele se cala, está ensejada a presunção de culpa — disse Fonteles.
O conselheiro afirmou que a comissão deverá subsidiar o Ministério Público com informações em eventual recurso par derrubar decisão da Justiça que assegurou a Ustra seu silêncio.
— Qual a situação de Ustra hoje? É um anistiado. Ou seja, não corre risco de ser réu nem de ser condenado. E, por isso, não tem como se autoincriminar. Então não cabe seu silêncio em sua defesa. É o que vamos levar ao Ministério Púbico — disse Fonteles.
No O Globo
Leia Mais ►

Novos documentos afirmam que Exército usou napalm no Araguaia

Relatório de 1972 diz terem ocorrido, pelo menos, três bombardeios
Claudio Fonteles, coordenador da Comissão Nacional da Verdade Brasília
Relatórios da Comissão Nacional da Verdade divulgados nesta quinta-feira atestam que o Estado usou força desproporcional na ação militar de repressão à Guerrilha do Araguaia. Para a comissão, o Estado promoveu uma “eliminação sumária e total” dos militantes do PCdoB, que dispunham de armamentos obsoletos para o confronto.
De acordo com um relatório feito em novembro de 1972 pelo tenente-coronel Flarys Guedes Henriques de Araújo, em pelo menos três bombardeios da Guerrilha, o Exército fez uso de napalm. “As missões pretendidas pelo CMP aqui mencionadas no item 1 foram executadas no decorrer das operações; há a acrescentar àquele repertório o bombardeio de três áreas com bombas napalm e de emprego geral”, informa o relatório.
— Há a comprovação do uso de napalm em três operações. Uma coisa terrível — afirmou o conselheiro da Comissão Verdade Cláudio Fonteles, autor dos trabalhos divulgados ontem.
Segundo Fonteles, os relatórios militares apontam que, de um lado, havia 2.453 soldados contra apenas 57 opositores do regime militar. Os números são de 1972, ano da maior repressão na região.
“Está cristalino que as forças de repressão do Estado, diante do acanhado grupo de opositores políticos, adotou postura de eliminação dessas pessoas. A brutalidade estampada na gritante desproporção de forças e o tratamento deferido aos opositores — eliminação sumária ou aprisionamento ao completo arreio do sistema legal — marcam o desatino do Estado ditatorial militar", afirma Fonteles, em suas conclusões.
Os relatórios do conselheiro se embasaram em documentos do general Antônio Bandeira, que chefiou as tropas do Exército no Araguaia, no comando da 3ª Brigada de Infantaria. Bandeira classificava as manobras militares na região como “exercício de adestramento” da tropa e admitia que os guerrilheiros eram mal aparelhados. O oficial afirmou num de seus relatórios secretos: “Os terroristas utilizavam armas obsoletas e sofriam grande carência de munição. Sua instrução de tiro era levada a efeito sem gasto de munição, por economia”.
Os documentos do general detalham a eliminação dos guerrilheiros, com data e local de suas mortes. São os casos dos militantes Bergson Gurjão, Maria Lúcia Petit, Kleber Lemos da Silva, Dower Morais Cavalcanti, Luzia Reis Ribeiro e Dagoberto Alves da Costa.
Outro texto de Fonteles divulgado ontem trata da atuação da Marinha em manobras conjuntas com o Exército no Araguaia. Nesse texto, as ações dos militares são tratadas como “operação limpeza” na área. Nos relatos oficiais há um capítulo, chamado Sepultamento, em que os militares destacam que “mortos inimigos serão sepultados na selva, após identificação”. Outro trecho diz que, antes dos enterros, eram feitas fotografias e colhidas impressões digitais das vítimas.
Em outro relatório, baseado em documentos produzidos pelo Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (Cisa), Fonteles concluiu que os desaparecidos políticos Fernando Santa Cruz de Oliveira e Eduardo Collier foram presos por agentes da Aeronáutica, torturados e mortos. Os dois eram militantes do Ação Popular Marxista-Leninista (AMPL), e desapareceram em 23 de fevereiro de 1974, em Copacabana, no Rio. Até agora, acreditava-se que eles tinham sido presos por agentes do DOI-Codi do Rio. Segundo Fonteles, o governo militar engendrou uma versão mentirosa e passou informações falsas à Corte Interamericana de Direitos Humanos sobre o que havia acontecido com os dois.
No O Globo
Leia Mais ►

Televisão pública da Dinamarca exibe programa machista

Leia Mais ►

Golfinho surge do nada e ‘pede’ ajuda a mergulhador

Sem dúvidas, a melhor história que você verá hoje. O mergulhador Keller Laros observava o comportamento das arraias-mantas em uma praia no Havaí quando um golfinho começou a nadar próximo a ele. Keller percebeu que o golfinho estava enroscado com uma linha de pesca e que havia um anzol preso em uma de suas barbatanas. Para surpresa do mergulhador, o golfinho encostou ao lado dele e ficou de barriga para cima como quem diz “amigão, faz um favor, tira esse anzol da minha barbatana e desenrola desse fio de nylon de mim?” .
E assim Keller ganhou o título máximo que um mergulhador poderia ganhar, a confiança e a vida de um golfinho, nessa ordem.
No xpock
Leia Mais ►

Ex-homem bom, Afif Domingos foi seduzido por Dilma

O malévolo charme de Dilma teria levado Afif
a pular para perto dessa estrela
No plantel dos vira-casacas se inscreve mais um nome, para tristeza dos homens de bem. A dor é maior quando se trata de um ex-combatente, de um ex-homem bom com o qual até pouco tempo podíamos contar. E o que é pior, o golpe tem um impacto maior ainda, quando se trata de uma pessoa que ocupa o cargo de vice-governador bandeirante, função importantíssima, que agora cai em mãos erráticas governistas. Essa foi mais uma vitória de pirro da búlgara usurpadora, no tabuleiro de xadrez da política nacional, habilmente jogado por Serra, Aécio e FHC, que certamente preferiram perder um peão para capturarem a rainha. Com isso, os prognósticos são extremamente favoráveis para os candidatos dos homens bons, incluindo a representante natural da amazônia.
Dilma pensa que está arrasando mas será arrasada na hora agá, ficando a ver navios, e a sucessão de governos comunistas será quebrada, voltando o cetro do poder para alvas mãos daqueles que nasceram para governar. Além do quê, quantos mais fracos saírem do nosso lado, mais fortes ficaremos. Banzai!
Leia Mais ►

Carta aberta à polícia gaúcha: um alerta sobre Latuff

Sempre na perseguição implacável aos fatos e auxiliando a briosa polícia gaúcha, nosso blog — que é o único espelho confiável do mundo — descobriu tudo a respeito de Carlos Latuff, na verdade Anatoly Fiodorovitch Latuv, ex-agente soviético da KGB, dublê de cartunista e agitador antissemita que ora atua em nosso país. No dia de ontem, ele esteve presente em nossa redação do Sul21, ao mesmo tempo em que se encontrava em Londrina e no Rio de Janeiro. Sua ubiquidade não tem caráter divino, sendo antes produto de artes demoníacas praticadas desde a época em que o Eixo da Mal era administrado desde Moscou, URSS. Nesta quarta-feira, a versão de Latuff presente em nossa redação obteve parir mais um de seus clones, no caso um clone estagiário. Com pragmatismo chinês, objetividade albanesa, métodos do Baader-Meinhof e fome palestina, o Latuff aqui presente formou um novo estagiário, de nome Nícolas, o qual começará a distribuir cartuns de forma indiscriminada e alucinada — típicas do celerado — pelo estado (rimou!) do RS.
Fragrante de um Latuff (direita) passando o
conteúdo de sua mente a um prosélito, que sorri
Foto de 5 de maio, retirada do Facebook do delinquente
Engana-se quem pensa que estamos brincando com a verdade. Desta vez, apresentaremos provas da finalização do curso de Nicolas. Num quase transe, produto de severa lavagem cerebral, o estagiário de Latuff psicografou, na nossa frente e em segundos, um perfeito brigadiano ao estilo de seu mestre e senhor. A imagem não deixa dúvidas: é um Latuff original, mas notem a assinatura. Ela está escrita com a letra do meliante, porém esta atribui a autoria a outrem: Nicolas. Veja a imagem abaixo e pasme.
Alertamos as autoridades gaúchas e nacionais que a proliferação de Latuffs pode ser altamente perigosa para a segurança nacional. O baderneiro deve ser imediatamente detido. Bem faz o Pig em evitá-lo.
Milton Ribeiro
Leia Mais ►

Charge online - Bessinha - # 1775

Leia Mais ►