8 de mai de 2013

Uma vitória do Sul

http://www.circuitomt.com.br/circuitomt01/2013/Maio/07-05-2013/roberto-azevedo-07-05.jpeg 
A eleição do Embaixador Roberto Azevedo para a direção geral da Organização Mundial do Comércio é uma vitória dos paises emergentes, com o Brics à frente, e da habilidade diplomática do Itamaraty.
Como se noticiou ontem, o Brasil teve, contra o seu candidato, os Estados Unidos, parte da América Latina e a União Européia, com exceção de Portugal. Segundo se soube, Portugal se somou aos países africanos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (que nos apoiaram firmemente ao empenho dos diretores dessa organização), de que é membro, dissociando-se da unanimidade européia. O candidato adversário foi o mexicano Hermínio Blanco.
Dois pontos devem ser destacados no resultado do pleito. O primeiro deles é o geopolítico. A visita de Obama ao México e à América Central é mais uma iniciativa, na história das relações entre as duas metades do hemisfério, para assegurar a presunção imperial de Washington sobre o espaço geográfico que ele sempre considerou seu pelo Destino Manifesto. Como convém lembrar, em seu famoso Curso de Filosofia da História, Hegel previu que, em algum momento do futuro, o eixo da civilização estaria no confronto entre os Estados Unidos e a América do Sul.
Obama está, com outras palavras, propondo a integração do México em seu país. Como cerca de um terço de seu território foi anexado da nação vizinha, os Estados Unidos iniciam agora, 165 anos depois, o processo de conquista do território que sobrou.
A expedição meridional do presidente norte-americano não se isola dos últimos movimentos de Washington com o propósito de impedir a unidade econômica e política da América do Sul e do Caribe. Quando olhamos o mapa de nosso continente, é impossível negar a importância do Brasil, que ocupa quase a metade do território. Isso não significa que devamos aspirar ao domínio hegemônico da região, ou à liderança de seu destino político, mas, isso sim, ser ouvidos nos assuntos de interesse comum.
Foi contra o Brasil, a Venezuela e a Argentina que o México, o Peru, a Colômbia e o Chile se aliaram a Washington para criar a Aliança do Pacífico, com ostensivo patrocínio da Espanha.
Outro ponto, embora o discurso oficial o negue, é o da reação à política neoliberal vigente no mundo. Os mais ricos apoiaram Blanco; os mais pobres preferiram Azevedo. Essa realidade deve orientar o nosso futuro imediato. A partir de Lula, as nossas alianças naturais no mundo foram sendo identificadas e assumidas.
Embora não nos seja conveniente criar atritos com os países centrais, temos que convir que os nossos amigos encontram-se entre as nações do hemisfério sul, e do Brics. É certo que nem tudo são flores nas relações internacionais, por mais fortes sejam os interesses econômicos e geopolíticos que os unem. Mas não é difícil saber quem está mais próximo de nós, e com quem podemos contar nas horas difíceis.
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Torcida do contra perdeu de novo

A recepção que Roberto Azevêdo recebeu de tantos observadores e comentaristas brasileiros é uma advertência importante.
Com o primeiro brasileiro a ocupar um posto internacional tão relevante como a direção da Organização Mundial do Comércio, o governo nem teve tempo de levantar a taça para um brinde antes que fosse possível ouvir críticas, advertências e profecias negativas quanto a sua atuação.
Não faltou quem lembrasse  que, apesar da mais importante vitória diplomática desde a independência, o Brasil ainda não conseguiu uma meta maior, que é garantir um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU. É verdade.
O Brasil luta por essa cadeira desde a criação da ONU, no pós-Guerra. Mas o debate sobre uma reforma da instituição saiu da pauta nos últimos anos e isso não depende apenas do Brasil.
Falar em assento permanente é como cobrar a conquista da Copa do Mundo – quando a Copa não está no calendário. E é uma forma, claro, de minimizar a importância do que ocorreu ontem.
Também se procura jogar nas costas sequer empossadas de Azevêdo um possível fracasso na próxima rodada ministerial de Doha, onde se tentará retomar negociações de comércio internacional, tão combalidas após o colapso de 2008, que abriu essa recessão mundial que não quer terminar. É ridículo – onde está a trégua de 100 dias devida aos recém-eleitos? -, mas não tem importância.
A baixa política, o esforço para desgastar de qualquer maneira não conhece tréguas.
Torcer contra é uma opção ideológica, que não descansa.
Há uma questão cultural e política neste caso concreto.
Muitos observadores se mantêm amarrados a dogmas coloniais. Conservam um comportamento subordinado aos países desenvolvidos, considerando um disparate demagógico todo esforço de qualquer governo fora do eixo Paris-Londres-Nova York para consolidar seu espaço e firmar uma liderança altiva.
Riram do esforço do Itamaraty de conquistar um assento no Conselho de Segurança quando o debate era real. Fizeram pouco caso do crescimento da candidatura de Azevêdo até que, aos 44 minutos do segundo tempo, perceberam que ela podia dar certo e correram para evitar um vexame maior.
Mesmo assim, quando a notícia já corria mundo, havia quem recomendasse cautela, torcendo até o último minuto por uma reviravolta. Triste, não?
A escolha de Azevedo é uma vitória dele próprio, do ministro Antonio Patriota e da presidente Dilma.
Mas, sem querer exagerar nem diminuir as coisas, é difícil explicar o que ocorreu sem levar em consideração as mudanças de nossa diplomacia na última década.
Falando com clareza: foi a partir do governo Lula que o Brasil parou de priorizar de modo absoluto as relações com os países desenvolvidos e começou a investir pesado em países abaixo do Equador. O chanceler Celso Amorim seguiu ridicularizado mesmo depois que seu prestígio internacional era reconhecido em toda parte.
Falava-se de nossa diplomacia cabocla, terceiro-mundista, anacrônica, pré-histórica e assim por diante. Não por acaso, quando EUA e Europa firmaram um protocolo comercial ainda em fase muito preliminar, nossos críticos voltaram sua zanga sempre alerta contra o Brasil e o Mercosul.
Como se mais uma vez a culpa fosse do Itamaraty, é claro.
Mas foram estes votos, de países que buscam uma nova relação de forças na cena internacional, com direitos menos desiguais, que permitiram a vitória brasileira.
Hoje, basta ler os jornais, mesmo aqueles “de direita”, como disse Joaquim Barbosa, para comprovar a importância da postura multilateral nessa decisão.
Talentos particulares à parte – e parece que Roberto Azevêdo tem muitos – a candidatura derrotada veio do México, o mais americano dos países latino-americanos, não é mesmo?
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Charge online - Bessinha - # 1772

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Economias emergentes coroam ambições com chegada do Brasil à direção da OMC

http://midiacon.com.br/imgNoticias/2013/Mai/07/politica_07051641_gd.jpg 
Genebra, 7 mai (EFE).- O Brasil, país que mais se esforçou para impulsionar a influência internacional do grupo de economias emergentes, conseguiu nesta terça-feira coroar suas ambições com a eleição do diplomata Roberto Azevêdo como novo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Os chamados Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) viram aumentar sua influência nos últimos anos, em consonância com o declive dos chamados "países desenvolvidos", golpeados - principalmente na Europa - por uma crise econômica que parece interminável.
Com a escolha de Azevêdo, esse grupo abre passagem, melhora sua imagem e, ao mesmo tempo, se confirma a vontade dos países em desenvolvimento de escutar suas vozes nas questões que lhes afetam.
Além disso, deixa clara a urgência de introduzir uma forte mudança na liderança da OMC para salvar do fracasso as negociações comerciais da chamada Rodada do Desenvolvimento de Doha.
O processo para escolher quem substituirá o francês Pascal Lamy, ex-comissário europeu de Comércio e de perfil para muitos excessivamente tecnocrata, foi acirrado (inicialmente houve nove candidatos) e complexo pela necessidade que, no final, o ganhador surgisse de um consenso.
O último oponente de Azevêdo foi o ex-ministro de Comércio do México e reconhecido negociador de tratados de livre-comércio, Herminio Blanco, que recebeu o apoio dos países desenvolvidos - a União Europeia em bloco, os Estados Unidos e os nórdicos, entre outros -, ansiosos por reforçar o espírito liberal da instituição.
No entanto, fontes comunitárias asseguraram à Agência Efe, pouco após conhecer-se o resultado, que se sentiam "cômodos" com Azevêdo, que apoiariam sua gestão e inclusive manifestaram certo alívio porque "assim ninguém poderá nos culpar de nada".
Esse respaldo praticamente em massa dos países ricos terminou reforçando os apoios de Azevêdo entre as nações do Sul, que temiam entregar novamente a instituição a um dirigente que, embora original de um país em desenvolvimento, se identificasse mais com os interesses das nações industrializadas.
A vitória do diplomata brasileiro - com 17 anos de trabalho relacionado com a OMC e há cinco embaixador do país nesta organização em Genebra - leva ventos de frescor e gera esperanças em sua capacidade de fazer movimentar a pesada maquinaria do multilateralismo comercial.
Com uma metáfora que utilizou para a imprensa em suas últimas semanas de campanha, Azevêdo se comparou com um médico que não precisa de mais treino e está pronto para colocar as luvas e entrar na sala de cirurgia para operar e salvar a vida do paciente doente: a OMC.
O próximo diretor-geral desta organização receberá uma pesada herança de Lamy, centrada em dois problemas: negociações comerciais paralisadas por anos e uma instituição que requer reformas internas de envergadura para garantir sua continuidade.
Provavelmente, a maior conquista do chefe saliente da OMC tenha sido a adesão como membros plenos de cerca de uma dezena de países, sobretudo de uma economia importante como a da Rússia.
Os países esperam, portanto, que o brasileiro assuma riscos e impulsione a organização em um primeiro momento, deixando de lado - como prometeu - um "enfoque único" sobre a maneira como os países em desenvolvimento devem incorporar-se ao mercado global.
Seu oferecimento foi transformar a OMC em uma entidade capaz de oferecer a cada membro um enfoque adequado a suas necessidades.
A eleição de Azevêdo só será oficializada amanhã, uma vez que o Conselho Geral da OMC - principal órgão de decisão que integram os 159 países-membros - seja informado do resultado de maneira formal, mas Brasília já comemora o feito.
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou hoje que a eleição do brasileiro como novo diretor-geral da OMC "é o reflexo de uma ordem mundial em transformação".
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Por que o STF pagou a viagem da jornalista do Globo

A resposta é simples: para que fossem publicadas reportagens positivas sobre Joaquim Barbosa.
JB entre o diretor do Globo e João Roberto Marinho de óculos) numa premiação: proximidade indevida
JB entre o diretor do Globo e João Roberto Marinho (de óculos) numa premiação: proximidade indevida
O que leva alguém a pagar uma viagem para jornalistas?
O leitor pode se fazer essa pergunta, depois de saber que uma jornalista do Globo viajou para a Costa Rica ‘a convite’ do Supremo, para cobrir falas de Joaquim Barbosa.
A melhor resposta é a mais simples: você paga porque deseja aparecer. Você quer que sejam publicadas reportagens sobre você. E como você pagou, está compreendido que a cobertura será positiva.
O STF queria, portanto, que o Globo fizesse textos sobre Joaquim Barbosa que, no fundo, seriam muito mais publicidade do que jornalismo.
O problema aí é o seguinte: qual o interesse público que justifica o STF gastar dinheiro do contribuinte numa operação destinada a engrandecer apenas e apenas Joaquim Barbosa?
Nenhum.
Mais do que as cifras envolvidas, o que chama a atenção é a atitude das duas partes: o STF por ter “convidado” e o Globo por ter aceito.
Está claro que o que moveu Barbosa foi a vaidade.  Teria ele se viciado em aparecer no noticiário, vencido pelo deslumbramento?
É uma possibilidade.
Se Brian Leveson, o discreto juiz que comandou as discussões sobre a mídia na Inglaterra, fizesse algo parecido – não faria, vamos logo dizendo – sua carreira estaria automaticamente liquidada.
A organização jornalística que fizesse o que o Globo fez cairia em completo descrédito, também.
O interesse público ordena que os poderes  – a mídia incluída — mantenham distância rigorosa, por razões óbvias: eles devem se fiscalizar uns aos outros.
Em nome da transparência, a mídia deveria investigar e publicar qual é o orçamento do STF. De quanto dispõe para despesas como aquelas relativas à viagem? É dinheiro do contribuinte. Mas quando existe proximidade isso jamais acontece.
Na grande frase de Pulitzer, um dos maiores editores da história do jornalismo, “jornalista não tem amigo”.
No Brasil é diferente, e é uma pena. Você vê o ministro Gilmar Mendes confraternizando – à luz do dia – com jornalistas como Reinaldo Azevedo. (Aquele que escreveu, contrito, que Maggie Thatcher morreu “pobre”, com sua casa em Londres avaliada em 13 milhões de libras.)
Você vê o jornalista Merval Pereira acertando um prefácio – abjetamente bajulador — de um livro com o ministro Ayres Brito em pleno julgamento do mensalão.
E depois somos obrigados a vê-los lado a lado em sessões de lançamento do livro.
Isso tem um nome: corrupção nos costumes.
Dias atrás, jantei com um amigo, brilhante jornalista, e ele me contou uma história exemplar. Seu pai, nos anos 1940 e 1950, foi juiz. Com frequência, recebia telefonemas de advogados que queriam marcar uma conversa. Jamais ele aceitou. Repito: jamais. “Quer conversar? Muito bem. Então vamos marcar uma conversa no Fórum, diante do escrivão”, dizia o juiz.
Não era exatamente este tipo de conversa que eles procuravam, naturalmente. Mas é assim que um juiz deve se comportar. Semanas atrás, os brasileiros souberam que um advogado estava prestes a pagar um superfesta de aniversário para Luiz Fux, do Supremo.
Perdemos a noção?
Merval, Gilmar Mendes e Ayres Brito: essa proximidade não é nada boa para o interesse público
Merval, Gilmar Mendes e Ayres Brito:
essa proximidade não é nada boa para
o interesse público
O Diário confia em que vai chegar o dia em que a sociedade olhará para essas coisas e se perguntará: como toleramos tudo isso, como aceitamos todos esses insultos?
Considere o interesse público.
Imagine que vá dar no STF uma disputa bilionária entre a Globo e a Receita Federal.
Que isenção o “Zé do Povo” — para empregar a expressão reveladora usada pelo patriarca do Globo, Irineu Marinho —  pode esperar dos juízes do Supremo?
Foi com imensa satisfação que nós, do Diário, vimos a repercussão do texto sobre a viagem patrocinada pelo STF.
No momento em que escrevo, são quase 6 000  likes e 500 compartilhamentos no Facebook e 515 retuítes. Fora do Diário, o artigo foi reproduzido em  todos os sites relevantes do Brasil.
Isso é auspicioso por uma razão: mostra que a capacidade de indignação do brasileiro não está adormecida.
E este é o primeiro passo para que as coisas mudem.
Paulo Nogueira
No DCM
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Destrucción de armas químicas en el mundo

Destrucción de armas químicas en el mundo
Los presidentes de EEUU y Rusia, Barack Obama y Vladímir Putin, sostuvieron anoche una conversación telefónica que se centró en el posible uso de armas químicas en Siria. Anteriormente, el canciller ruso Serguéi Lavrov, declaró que Moscú considera inadmisible especular sobre el supuesto uso de armas de exterminio masivo en Siria con el fin de lograr unos fines geopolíticos en la región.
No RIANovosti
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Charge online - Bessinha - # 1771

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Governo joga toalha na votação da MP dos Portos

agencia brasil  Governo joga toalha na votação da MP dos Portos
É mais fácil o São Paulo ganhar do Atlético em Minas nesta quarta-feira pela Taça Libertadores, depois de perder o primeiro jogo em casa, do que o governo federal conseguir aprovar a Medida Provisária 595, a popular MP dos Portos, que estabelece novos marcos regulatórios para o setor, como queria a presidente Dilma Rousseff.
Após uma avaliação feita no final da tarde desta terça-feira pelos principais articuladores políticos do governo, a medida não deverá ser aprovada na sessão marcada para hoje mesmo que os partidos de oposição desistam de obstruir a votação.
O problema está mesmo na base aliada, que continua batendo cabeça, com os articuladores do Planalto e do Congresso não conseguindo acertar os ponteiros para manter o texto original do governo, que foi modificado na comissão especial mista. Fica uma parte responsabilizando a outra por não entender nada de portos ─ e os dois lados podem ter razão.
Para se ter uma ideia da desarticulação estabelecida para a votação desta MP, que a presidente Dilma considera "essencial para quebrar os monopólios e garantir a eficiência da logística portuária no país", quem mais luta contra a medida é o deputado carioca Eduardo Cunha, líder do PMDB, o maior partido da base aliada.
Chamado ao Palacio do Jaburu na noite de segunda-feira para discutir a questão com o vice-presidente Michel Temer e os líderes do partido, Cunha tomou uma dura quando lhe perguntaram "afinal, de que lado você está?"
Hoje, ele não deu nenhum sinal de que tenha mudado de lado numa disputa que interessa a muita gente, desde estivadores e centrais sindicais a antigos  concessionários de portos públicos e a grandes empresas interessadas em investir na área a partir da aprovação da MP.
Embora tenha uma oceânica, mas apenas teórica, maioria no Congresso Nacional, o govermo errou novamente no encaminhamento desta questão, assim como já tinha acontecido nos casos dos royalties do petrõleo e na reforma do código florestal.
Comprou muita briga com muita gente ao mesmo tempo e não combinou o jogo com aliados e oposicionistas antes de enviar o projeto para os parlamentares.
O líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) chegou a afirmar à tarde que "não existe Plano B, queremos votar a MP ainda esta semana", mas o tempo corre contra a vontade presidencial.
A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, uma das negociadoras do projeto, disse que a "MP desfigurada não interessa ao Brasil. Nós teremos dificuldade de implantá-la".
Faltam apenas nove dias para se chegar a uma solução, já que a atual legislação de licitação dos portos caduca no dia 16, e a MP ainda teria que ser aprovada no Senado.
Como as concorrências de alguns portos, como o de Santos, estão vencidas desde 1993, o governo terá que tomar medidas emergenciais, como, por exemplo, renová-las precariamente por cinco anos.
A ideia é fatiar a Medida Provisória em projetos e em medidas que o governo poderá adotar sem comprar novos confrontos com o Congresso.
O mais curioso de tudo é que em nenhum momento desta história ouviu-se falar do Ministro dos Portos ─ sim, nós temos um ministro dos Portos, o cearense Leonidas Cristino, ex-prefeito de Sobral, onde não tem porto, que foi indicado para o cargo pelos irmãos Cid e Ciro Gomes, do PSB do governador Eduardo Campos, que é contra a MP dos Portos, assim como Cid e Ciro são contrários à candidatura dele para presidente da República.
Ricardo Kotscho
No Balaio do Kotscho
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Gay é preso por se recusar a deixar o parceiro doente no hospital

Esta história esteve por toda a Internet: Um homem gay foi preso em um hospital por se recusar a deixar seu parceiro doente, pois ele não era reconhecido como “membro da família”.
O que você talvez não saiba é que Roger Gorley, o homem que foi preso, é pai de Amanda Brown, uma das fundadoras do WeAreAtheism.com e coordenadora da conferência Reasonfest.
Amanda escreveu uma versão bem mais detalhada e pessoal da história em seu website e é a versão que você vai querer começar a passar para as pessoas em suas redes sociais:
Meu pai, Roger Gorley, e seu esposo, Allen Mansell, estão casados há quase 5 anos. Eles vêm dividindo uma casa juntos, comprado carros juntos, têm todos os seus investimentos e todo o resto da documentação resolvida para este ser considerado um casamento real pela lei. No Estado do Missouri uniões civis não são reconhecidas, mas muitos casais homoafetivos vão em frente, seguem como toda a papelada e registram sua união no Estado para que possam ser reconhecidos como parceiros de vida para as outras pessoas em momentos como esses, e especialmente depois da morte da sua pessoa amada. Meus pais fizeram isso. Eles fizeram toda a documentação para que algo como o que eu estou prestes a contar pra vocês nunca acontecesse com eles.
A enfermeira já tinha perdido a paciência a essa altura e pediu para o meu pai se retirar. Ele devolveu pra ela um olhar surpreso e disse “Não, eu vou ficar com o meu esposo”. Ela respondeu com “Eu sei quem vocês dois são. Você tem que ir embora”. Meu pai entendeu isso como ela sendo alguém que já tratou o Allen antes, sabia quem meu pai era pra ele, e estava tomando a decisão de que eles não tinham direito a ter um ao outro como esposo e esposo. Então ao invés de checar os papéis para encontrar o mandato em seu prontuário (eles tinham feito mandatos um para o outro) ela imediatamente chamou a polícia para remover o meu pai a força.
Não havia motivo para escalar a situação até o ponto de prender Roger. Ele não tem antecedente criminal de nenhum tipo e nunca havia desrespeitado uma ordem direta de um policial até esse dia. Meu pai é um homem maravilhoso que venceu vários obstáculos na vida e finalmente encontrou o homem com quem ele quer passar o resto da sua vida.
Nós somos todos seres humanos. Nós nascemos do mesmo jeito. Devíamos todos ter as mesmas proteções da lei, independente de orientação sexual. Já é hora da América dar fim a essa discriminação. É hora de cada pessoa buscar a felicidade de qualquer maneira que ela ache correta; desde que seja seguro, são e consensual, não haverá problema nenhum. Somos todos capazes de amar. Estamos todos à procura dele em algum ponto de nossas vidas. Se fosse o seu parceiro nessa situação, você teria largado a sua mão?
Ugh… que história horrível e bonita ao mesmo tempo. Horrível por causa do que a família de Amanda está passando nesse momento, e bonita por conta da onda de manifestação de apoio para seu pai de vários lugares do mundo.
Amanda e Roger devem aparecer na CNN. Vou fazer um post com o vídeo assim que ele estiver disponível.
Autoria: Hemant Mehta
Tradução para o Bule Voador: Guilherme Balan
Enviado por Itárcio J S Ferreira
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Por que os médicos cubanos assustam

Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde
Só em 2011, médicos cubanos recuperaram a visão
 gratuitamente de2 milhões de pessoas em  35 países
A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.
A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.

No Brasil, o apego às grandes cidades

  Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste
Neste momento, o governo da presidenta Dilma Rousseff só está cogitando de trazer os médicos cubanos, responsáveis pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.
E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.
Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.
Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.

Sem compromisso em retribuir os cursos públicos

Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.
Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.
Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.
Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.

Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades

Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades. Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.
Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho, se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.
Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536. Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.
A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.
A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença. Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical nos seus índices de saúde.

Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia

Em sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.
Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde. Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.
Quando esteve em Cuba, em 2003, a deputada Lilian Sá
foi conhecer com outros parlamentares  o médico de família,
uma equipe residente no próprio conjunto habitacional
Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.
Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuído por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.
Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.
O Brasil forma 13 mil médicos por ano em 200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.

Formando médicos de 69 países

Estudantes estrangeiros na Escola Latino-Americana de Medicina
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.
Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue. Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.

Presença de médicos cubanos no exterior

Desde 1963, com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.
No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.
No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.
Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.
No Blog do Porfírio
* * *

Ainda sobre os médicos cubanos: Perguntar não ofende...

Um dos argumentos brandidos por aí contra a vinda dos médicos cubanos é que o índice de aprovação deles no "Revalida" é muito baixo.
Este fato, na opinião da turma, significaria que eles não estariam preparados para enfrentar o mercado de trabalho em terras brasileiras.
Pergunto:
Porque então a gente não passa a aplicar a MESMÍSSIMA prova do "Revalida" em todos os médicos jogados anualmente no mercado por nossas valiosas e eficientíssimas instituições de ensino?
Questão de isonomia né?
No Blog do Mario
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Explicações devidas no mensalão

http://1.bp.blogspot.com/-NyAtlbaol-E/UWbOrPGvHGI/AAAAAAAAXIY/pv2BL-fo1LU/s1600/ministros-joaquim-barbosa-e-gilmar-mendes-dormindo.jpg 
"Cadeia para os mensaleiros!," gritam com impaciência tantos comentaristas políticos.
Sugerem que o breve ritual jurídico que antecede os capítulos finais da ação penal 470 pode se transformar num exercício de impunidade, quando não passa de uma estreita brecha para se tentar garantir – é apenas uma possibilidade, vamos combinar - o sagrado direito de defesa.
Ao contrário do sujeito que sequestrou uma família ou mesmo um homicida com vários cadáveres no currículo, os condenados do mensalão não terão direito a uma segunda sentença por outro tribunal.
Como se sabe desde o ano passado, as garantias dos condenados foram reduzidas de modo seletivo pelo próprio STF, que negou aos acusados do PT um direito que assegurou aos similares do PSDB – o desmembramento do processo. É uma decisão tão absurda que dificilmente será repetida.
No mensalão do DEM, ainda em fase preparatória, tem-se como certo que se fará o desmembramento. Os condenados do PT, assim, serão os únicos a ter uma única chance de defesa, o que torna sua situação especialmente grave.
Chegamos, então, ao momento da tragédia anunciada quando o plenário recusou o pedido de desmembramento.
Em busca de uma nova chance para serem ouvidos, cinco réus lutam para ter um segundo relator.
Seria uma solicitação legítima e razoável, em qualquer situação, a partir do princípio elementar de que a mente que condena não pode ser a mesma que avalia a condenação. O tribunal também não cultiva a tradição de manter um relator que acumula a presidência da casa.
A solicitação torna-se ainda mais pertinente quando se recorda a atuação de Joaquim Barbosa durante a ação penal, claramente alinhada com a acusação, conforme assinalaram tantos observadores.
Pelo que se apura no ambiente jurídico de Brasília, a troca de relator será uma empreitada dificílima e quase impossível. Não está garantido, na verdade, que os condenados terão direito a um debate produtivo, onde poderão apresentar seus pontos e argumentos com clareza.
Joaquim Barbosa já pediu a opinião do procurador geral da República, aquele que queria mandar prender os condenados antes da publicação do acórdão da sentença, o que é pouco estimulante.
Pelo mesmo motivo, é fácil adivinhar que, se tudo der errado em Brasília, mais tarde os condenados poderão enfrentar problemas semelhantes para serem ouvidos pela Corte Interamericana de Direitos Humanos, na Costa Rica. Em várias oportunidades, ministros do STF já condenaram essa iniciativa. Eles estão atuando para isso.
Lembro que, por motivos óbvios, uma denúncia à Corte Interamericana era motivo de preocupação de governos arbitrários e ditaduras escancaradas. Claro que, naquele período, estava em jogo a decisão de tribunais militares, onde os direitos do Direito não podiam expressar-se. Ninguém esperava decisões com base em métodos democráticos. Era a violência, a covardia, o abuso.
O que se queria naquele tempo era o silêncio, a submissão. A pena do então preso político na Justiça Militar José Genoíno foi agravada porque ele denunciou que havia sofrido torturas.
Em vez agradecer tamanha coragem numa hora tão difícil, abrindo imediatamente uma investigação a respeito, o que seria próprio de juízes dignos de seu trabalho, puniram a vítima.
Sob um regime democrático, a Justiça não pretende mudar a história nem redesenhar a paisagem do mundo – missão que cabe ao povo de cada país, seja pela sua mobilização, seja pelo voto popular, pela aprovação de leis no Congresso.
À justiça cabe aplicar a lei.
O professor Celso Bandeira de Mello, responsável pela indicação de Carlos Ayres Britto para o Supremo, costuma explicar que a justiça é, essencialmente, conservadora. Ela deve confirmar o que está pactuado entre os homens.
E é por isso que ela dá segurança ao cidadãos.
Para cumprir sua missão, ela permite recursos, revisões e novos recursos.
Aprendemos que - em última análise - é preferível ter um culpado solto do que um inocente atrás das grades. Se você acha que isso é receita de pizza, como sugere a turma do linchamento, precisa ler Voltaire.
Num mundo sem santos, a ideia não se resume a lembrar que toda pessoa é inocente até que se prove o contrário.
É dar todas as chances aos juízes – estes homens do Estado - para evitar uma injustiça, uma derrota vergonhosa da civilização.
No mensalão, não estamos falando de penas leves nem punições passageiras, mas de gente condenada a 40 anos, como Marcos Valério, a 25 anos, como o publicitário Cristiano Paz, de José Dirceu, condenado a dez anos.
Não consegui ler os embargos de todos eles.
Mas li, por exemplo, o recurso de Henrique Pizzolato, que durante anos frequentou as páginas da imprensa como um dos vilões prioritários.
Pizzolato é o diretor do Banco do Brasil que foi acusado de ter desviado R$ 73 milhões para as agências de Marcos Valério. Acabou condenado a 12 anos e 7 meses, além de R$ 1,3 milhão de multa.
Está tudo 100% claro e confirmado em sua condenação?
A leitura do embargo declaratório mostra que não. Nem de longe.
A principal observação do embargo de Pizzolato é lembrar que diversos documentos – que constam dos autos – não foram levados em consideração pelo tribunal. Eram provas que poderiam ajudar em sua defesa. Não precisavam ser aceitas. Mas poderiam ter sido consideradas, avaliadas e respondidas – ainda que fosse para rejeitá-las de forma integral.
Um julgamento não pode ser um ambiente de reações optativas, ao sabor de preferências pessoais e gostos do momento – como um debate sobre escolas literárias.
Comecei a contar o número de vezes em que, conforme o recurso, o tribunal desconsiderou testemunhas e documentos, mas perdi a conta. Mais do que o registro numérico, vale a definição. O silêncio diante de contradições e episódios não explicados é um dado constante.
Como observou Raimundo Pereira na revista Retrato do Brasil, são páginas e páginas que desmentem aquilo que se disse e se falou.
Em vários momentos, os advogados de Pizzolato citam documentos oficiais e testemunhas críveis que podem dar sustentação a seus argumentos. Apresentam dados impressionantes e conclusivos, revelações chocantes e de impacto. O que aconteceu com isso?
Nada. É o discurso único, unilateral e unidimensional. (Lembrando os anos 60, poderíamos recordar uma obra Herbert Marcuse, crítico da alienação na sociedade contemporânea, correto?)
Claro que ninguém é obrigado a considerar que um determinado documento deve definir o rumo de um julgamento ou mesmo dar a base, isoladamente, para uma nova convicção. Você pode ler um documento – ou ouvir uma testemunha - e achar que é uma grande besteira ou mesmo uma falsificação marota. Isso acontece todo dia num tribunal.
A questão é que, num julgamento, espera-se que os dois lados sejam pesados e avaliados. Mesmo quem despreza uma prova trazida pela defesa, ou pela acusação, deve dar explicações - com lealdade - em seu voto.
Não pode fingir que não ouviu. Se o documento é pura malandragem, isso precisa ser explicado e argumentado.
Se a testemunha é uma fraude, deve ser desmascarada. Até porque pode haver um novo crime aí, concorda?
Pizzolato é acusado de desviar dinheiro publico, do Banco do Brasil, em troca de “vantagem indevida”. Seria o condenado ideal: abriu o cofre e pegou sua parte. Muitos petistas acreditaram nisso, na época.
O embargo mostra que a partir das provas disponíveis após sete anos de investigação não há como sustentar uma coisa nem outra. Mostra que não há meio para sustentar que ocorreu desvio de dinheiro público. O Banco do Brasil, que teria sido a parte lesada, não acha isso. A Visa também não.
Nenhuma dessas instituições solicitou a Pizzolato a devolução de recursos desviados – o que seria a obrigação de qualquer dirigente que se preze, sob o risco de ser acusado de cumplicidade numa ação na Justiça.
Quanto à vantagem indevida, meus amigos, virou fumaça. A quebra de sigilo das contas pessoais, a evolução do patrimônio e dos investimentos de Pizzolato não apontaram para nenhuma irregularidade, nenhum centavo fora de lugar. Chato, né?
Para quem ficou indignado com o desmembramento do mensalão, que garantiu que os acusados do PSDB-MG fossem julgados em primeira instância - sem falar, claro, de políticos com mandato - com direito a uma segunda sentença em tribunal superior, o embargo de Pizzolato apresenta uma informação espantosa. Mostra que a opção seletiva, que prejudicava petistas e confortava homens de confiança do PSDB, começou antes.
Entre diretores e gerentes do Banco do Brasil, acusados de envolvimento no esquema, a denúncia encontrou cinco nomes. Desse total, quatro estão sendo investigados - em segredo - pela Justiça comum. Entre eles, até o responsável pela prorrogação dos contratos da DNA, de Marcos Valério, com o governo Lula, definida antes mesmo que Pizzolato fosse empossado.
Outro dado. Em 2001, dois anos antes da posse de Lula no Planalto, a DNA começou a receber recursos da Visanet.
Ou seja: se você acredita que havia um esquema para favorecer Valério no Banco do Brasil, precisa admitir que ele não esperou Pizzolato para começar a funcionar. E deve perguntar por que o ultimo a chegar foi o único a sentar-se no banco dos réus do STF. Mistério?
Estes diretores eram remanescentes do governo FHC, e foi naquela época que o mensalão PSDB-MG desembarcou em Brasília, ainda em sua fase puramente tucana, procurando meios para pagar Valério pelas contas da campanha de Eduardo Azeredo, de 1998. O embargo deixa claro que dois deles, pelo menos, tinham uma responsabilidade funcional superior a Pizzolato.
Eram homens de confiança do PSDB que foram mantidos na transição para Lula. Não foram importunados pelo STF, porém.
Não há explicação razoável para um tratamento tão diferenciado, dizem os advogados de Pizzolato. A explicação jurídica é pueril: nenhum dos outros implicados era parlamentar nem ministro. Nenhum tinha direito ao “fórum privilegiado” do STF. Muito justo.
Mas se esta era a razão, falta explicar por que essa regra não beneficiou Pizzolato.
Outro dado espantoso. O desmembramento do mensalão mineiro foi uma decisão tomada em público.
O desmembramento dos acusados do Banco do Brasil – todos os nomes foram apontados em 2005 pela CPMI dos Correios – só foi divulgado no final de 2012, quando o julgamento se aproximava do final. Naquele momento, uma reportagem da Folha de S. Paulo contou o que acontecia. Até então, a investigação era mantida em segredo – desde 2006.
Os advogados de Pizzolato só tiveram acesso ao conjunto dos documentos desse inquérito sigiloso em 19 de abril de 2013, uma semana antes do prazo final para entrar com o pedido de embargo.
Naquele momento, Pizzolato já fora condenado a 12 anos de prisão.
A defesa de Pizzolato consegue sustentar, com consistência, a visão de que, pelo seu lugar no Banco do Brasil, a denúncia padece de uma falha de princípio. Ele não poderia ser acusado como autor de um crime – na pior das hipóteses, seria co-autor.
Mais grave.
O principal elemento para acusar Pizzolato eram notas técnicas favoráveis à agência de Marcos Valério. Mas ele nunca assinou uma nota sozinho. E não assinou todas as notas.
Um diretor que assinou todas elas, aliás, não foi lhe fazer companhia no STF. Por quê? Ninguém sabe, ninguém explica.
São fatos que dão o que pensar. Seria bom, para o país, que fossem devidamente analisados, explicados e respondidos , concorda?
Paulo Moreira Leite
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Ecuador acusa a la SIP de defender exclusivamente la “libertad de empresa”

Secretario de Comunicación ecuatoriano descartó una reunión con la SIP
La Secretaría de Comunicación del Ecuador (Secom) descartó este martes una reunión entre el Gobierno de Quito y la Sociedad Interamericana de Prensa (SIP), argumentando que los temas de debate planteados por el organismo “no se atañen a la defensa de la libertad de expresión ni a la libertad de prensa, sino a la libertad de empresa”.
“Los temas que plantean tratar son aquellos que perpetúan los privilegios y el poder de un círculo de propietarios de imprentas, que travisten su afanes económicos y políticos en la defensa sublime de derechos”, expresó el secretario de Comunicación, Fernando Alvarado, al dar lectura a un comunicado.
La posición del Gobierno ecuatoriano responde a una solicitud hecha el pasado 20 de febrero por la SIP, de organizar “reunión especial” entre Quito y el alto mando de la asociación de empresas de comunicación.
Por tanto, la Secom sugirió al presidente de la SIP, Jaime Mantilla, reorientar su cita hacia “la Superintendencia de control del poder del mercado o aquellas entidades que tienen que ver con estamentos empresariales y de negocios”.
Alvarado aclaró que el Gobierno del presidente Rafael Correa siempre ha estado predispuesto al “diálogo honesto y frontal con todos los sectores de la sociedad”, incluso con la misma Sociedad Interamericana de Prensa.
En ese contexto, Alvarado recordó - como antecedente - que en la cita llevada a cabo con la SIP en octubre de 2009, tras un amplio diálogo, el organismo - frente a la prensa - “volvió a repetir el martillado libreto de preocupación por las libertades”.
“En esta cita, con buena fe y hasta ingenuidad, se aceptó que no sea pública por petición de ustedes. Nada extraño si no se tratara de una organización que supuestamente defiende la transparencia, la libertad de prensa y expresión. No obstante, y pese al reconocimiento interno de los directivos de la SIP de los abusos de sus afiliados, concluida la reunión se repitió el martillado libreto de 'preocupación por las libertades'”, reza el comunicado.
Con base en ese antecedente, Alvarado sostuvo que “es difícil confiar en las intenciones honestas de la SIP al pedir una nueva cita, pues se sospecha que éste pueda ser un mecanismo para dar un uso politiquero y escandaloso de la solicitud, haya o no encuentro”.
El comunicado concluye reiterando que la Revolución Ciudadana defiende y promueve la libertad de expresión con acciones concretas, “más allá de discursos chispeantes y sensacionalistas y sin tantas reuniones de quienes miran a la comunicación como un lucrativo negocio a resguardar”.
El presidente Correa, víctima de una campaña de terrorismo mediático, ha acusado en numerosas ocasiones a los medios de comunicación privados de distorsionar la información, mientras los medios aludidos declaran que han sido atacados por "transmitir las opiniones de la oposición ecuatoriana".
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Charge online - Bessinha - # 1770

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Indústria de chavões

 
Os empresários brasileiros se vestem bem, comem bem, ganham bem, vivem realmente em outro mundo. Se tivessem um contato mínimo com a realidade, veriam que o país tem hoje todas as condições de dar um passo além e ultrapassar de vez a fronteira que o separa das nações mais ricas do planeta. Em vez disso, porém, continuam atrelados a velhos hábitos e ideias superadas, reclamando de tudo, menos de sua notável incompetência e secular ineficiência.
Um grupo desses nossos "líderes empresariais" se reuniu na noite de segunda-feira em São Paulo para receber o prêmio Executivo de Valor.
E desta vez se superaram na análise da conjuntura econômica do pais: segundo relatou o jornal que patrocinou o evento, "a inflação voltou ao topo das preocupações dos executivos brasileiros".
A inflação, justo ela, que mantém neste ano um comportamento exatamente igual ao dos anos anteriores, está causando uma tremenda dor de cabeça aos nossos industriais.
Eles devem se fartar na leitura do Estadão, da Veja, da Folha, e obviamente não perdem um capítulo do Jornal Nacional.
Com tantos problemas por aí, eles temem justamente a inflação...
Diz a notícia que "em uma lista de seis problemas imediatos - inflação, câmbio, mão de obra, inadimplência, custo do crédito e demanda fraca -, o aumento dos preços recebeu notas de oito a dez para a maioria dos 23 premiados".
E aí segue-se um rosário de queixas:
"Tudo o que a indústria tenta ganhar em produtividade para ser mais competitiva perde na inflação. Essa escalada inflacionária (sic) é uma grande ameaça", diz Fábio Venturelli, presidente do grupo sucroalcooleiro São Martinho.
"A inflação reduz a capacidade de compra das pessoas e quem mais sofre são os que têm os menores salários", diz Márcio Utsch, presidente da Alpargatas.
A notícia continua, afirmando que "se a inflação é o principal entrave de curto prazo ao crescimento, fatores de mais longo prazo também foram apontados": a qualificação da mão de obra - temor número um em 2012 - ficou em segundo lugar neste ano, acompanhada de perto pelo câmbio.
Como se vê, os empresários brasileiros não primam pela originalidade:
"A receita dos executivos para um Produto Interno Bruto (PIB) mais vigoroso e sustentável nos próximos anos passa pelo aumento da competitividade. Demanda fraca e o câmbio valorizado estão entre as maiores inquietações de Harry Schmelzer, presidente da fabricante de motores elétricos WEG. 'A indústria passa por um momento difícil, o que pode ser percebido pela perda gradual de dinamismo e de participação do setor na economia', diz. Para ele, as medidas adotadas pelo governo - como redução do custo do crédito e desoneração da folha de pagamento - ajudam a mitigar o problema. Mas a retomada do crescimento envolve mais investimentos em infraestrutura e logística."
O presidente da Microsoft, Michel Levy, capricha no lugar comum: "O Brasil deveria primeiro estimular o investimento privado", afirma, e para isso é necessário rever a política industrial. "Existe forte movimento para aquecer a demanda, mas é preciso se preocupar com o incentivo à produção", diz.
Mas ele não é o único a explorar o chavão. Carlos Fadigas, presidente da Braskem, é autor de frase lapidar: "O baixo crescimento nos últimos anos deixou claro que não se pode prescindir da expansão da indústria."
E por aí vai o festival de platitudes.
De tudo o que foi dito, sobra apenas a conclusão inevitável: não é à toa que a indústria brasileira vive um mau momento.
Com lideranças de tal naipe, é um milagre que as empresas ainda sobrevivam.
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Contra o PL 7663/2010

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Envelope 22 – STF Joaquim Barbosa PGR/MPF

 
ENVELOPE 22
Está no ENVELOPE 22 na 12 Vara Federal de Brasília a prova de que Joaquim Barbosa e a PGR/MPF construíram ARDILOSAMENTE a denúncia que foi julgada pelo STF na AP 470.
O conteúdo do ENVELOPE 22 caracteriza um fato inconteste: a VIOLAÇÃO do Código de Processo Penal nos artigos 71, I, 76, 77.
ENTENDA O QUÊ FEZ JOAQUIM BARBOSA
Mesmo com o relatório da então CPI dos Correios identificando que 4 (quatro) funcionários do Banco do Brasil assinaram “notas técnicas”, ESTRANHAMENTE, a PGR/MPF e Joaquim Barbosa resolveram acusar no STF somente o petista Henrique Pizzolato.
Mesmo tendo ciência de que existe um CONTRATO/Regulamento da empresa multinacional Visanet, que registra quem no BB tinha poderes para determinar pagamentos (era o GESTOR nomeado por outra Diretoria do BB, a diretoria de Varejo) e assim sendo o petista estaria totalmente inocentado, ESTRANHAMENTE, a PGR/MPF e Joaquim Barbosa resolveram acusar no STF somente o petista Henrique Pizzolato.
A PGR/MPF registrou no STF em dezembro de 2005 o inquérito que em 2007 virou AP 470.
Ocorre que em 2006 a PGR/MPF, com o pleno conhecimento de Joaquim Barbosa, resolveram ESTRANHAMENTE desmembrar quem seria julgado no STF e quem seria julgado em instância inferior.
E a PGR/MPF e Joaquim Barbosa concordaram com essa VIOLAÇÃO da ampla defesa, pois além da defesa do petista Pizzolato nada saber deste processo PARALELO na instância inferior, os demais ministros foram induzidos a julgar Pizzolato como tendo sido autor isolado.
CONCLUSÃO
Joaquim Barbosa e a PGR/MPF mentiram.
Joaquim Barbosa e a PGR/MPF induziram o STF a julgar um inocente e assim injustamente o condenaram.
FUNDAMENTAL
Sabem qual informação essa ABERRAÇÃO oculta ? O fato de quê em 2001 – em plena gestão FHC – tudo o que imputaram ao petista Pizzolato, JÁ OCORRIA normalmente entre a DNA e o BB.
Ora bolas, separar o mesmo OBJETO de investigação quando sabiam que tudo teve início na gestão de FHC só tem um motivo … quem ousa definir !
É POSSÍVEL MUDAR O RESULTADO DA SENTENÇA NO STF ?
Há como mudar sim, e os advogados voltaram a esses pontos nos Embargos. Especificamente, com relação a Visanet, a defesa de Pizzolato recoloca a questão do envelope 22. Antes do plenário aceitar a denúncia do MPF em 2007, houve uma redistribuição à 12ª Vara Federal/DF com nome de responsável pela liberação das verbas que na AP 470 foi atribuída a Henrique Pizzolato. Ou seja, o que ocorreu na realidade, foi um direcionamento acerca de quem seria selecionado para instâncias inferiores e quem subiria para integrar o mentirão do STF. Isso foi feito com o conhecimento no ministro Relator e do PGR; alguns acreditam que os demais ministros não sabiam dessa manobra ( provavelmente não sabiam mesmo, bastando para isso que lembremos da reação do ministro Marco Aurélio de Mello em plenário e a reação dos demais, que, aquelas alturas, já deviam estar, minimamente, atentos aos desmandos do Relator ) Ora, se a defesa tentou solicitar, por duas vezes, uma em memorial e outra em Agravo vista do processo que corre sob segredo de justiça, alegando ser conexo a uma AP dessa importância, causa estranheza que, apenas UM ministro tenha tido interesse em inteirar-se acerca do teor do outro processo. O que temos no envelope 22 é vergonhoso; é uma seleção de réus a critério do freguês. Eu quero esse, os outros podem descer… Mas são 4… Mas eu só preciso desse aqui… E o resto? Deixa lá na 12ª, sob segredo de justiça e sem vista aos advogados. Nesse caso, o Relator, sabe-se lá porque, faz muita questão de manter em sigilo os nomes dos réus.
A bem da verdade, os contratos da DNA com o BB datam de 2001 e nada de novo aconteceu, de lá para cá. A CPMI dos Correios identificou 4 funcionários que assinavam as notas técnicas, apenas o petista “subiu” como mensaleiro, apesar de, tanto a PGR quanto o STF, terem ciência de que o regulamento da Visanet estabelecia, quem, no BB, seria o gestor com poderes para determinar pagamentos e que esse gestor, seria nomeado não pela diretoria de Marketing e sim, de Varejo (responsável pelos cartões de crédito/BB). O gestor não era Henrique Pizzolato e esse sequer, era da diretoria de Varejo.
Com a interposição dos Embargos; em português bem claro, menos papel para ler, os magistrados deverão ter a boa vontade de, pelo menos, dar uma olhada no que as defesas têm a dizer, dessa vez, sem a desculpa da papelada volumosa. Debruçar-se sobre os autos é preciso para que injustiças não sejam consumadas. Esperemos que o julgamento dos Embargos seja colocado em pauta e seja feito de forma limpa e justa, como se espera da mais alta corte de justiça em qualquer lugar do mundo. Modificação de decisão pode ocorrer até o trânsito em julgado.
3 anexos — Baixar todos os anexos

Henrique Pizzolato Embargos de declaracao HP 470.pdf
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8 Vol 237 Peticao Savio Proc Brasilia e resposta JB.pdf
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9 Vol 238 Agravo Savio Claudio Vasconcelos.pdf
257K   Visualizar   Baixar
No Midiacrucis
Recebido de Andrea Haas
No Justiceira de Esquerda
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Mapa da violência contra a blogosfera

 
A ONG Artigo 19, uma organização internacional de defesa da liberdade de expressão, e o Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé apresentaram nesta semana o projeto "Mapa da violência contra a blogosfera no Brasil". Através de um questionário pela internet, será feito o levantamento detalhado dos casos de perseguição aos ativistas digitais no país. A iniciativa visa reunir os casos de ameaças, agressões e processos judiciais contra blogueiros no prazo inicial de dois meses - maio e junho. Na sequência, a Artigo 19 fará a checagem das informações, garantindo a credibilidade da pesquisa.
Como aponta o texto de apresentação do Mapa, "os blogs e as redes sociais são um fenômeno novo no Brasil, mas já estão incomodando os poderosos. Muitos blogueiros e ativistas digitais têm sofrido perseguições, violências e processos judiciais. Governantes, empresários e barões da velha mídia não toleram a verdadeira liberdade de expressão e querem calar a blogosfera. Não dá para ficar calado frente a estas ações autoritárias. Diante deste cenário preocupante, a organização não governamental Artigo 19 e o Centro de Estudos da Mídia Barão de Itararé firmaram uma parceria com o objetivo de levantar dados concretos sobre as violências em curso no país. Com base no resultado dos questionários, documentos serão encaminhados aos organismos nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos e da liberdade de expressão".
O "Mapa da violência contra a blogosfera" já está disponível na página do Barão de Itararé. Agora é preciso divulgar amplamente a iniciativa nos sítios, blogs e redes sociais. Ajude na coleta dos dados! Disponibilize o selo do "Mapa" em sua página. Relate os casos de violência que você conhece. Vamos reforçar a luta unitária em defesa da blogosfera e da verdadeira liberdade de expressão no Brasil.
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Blogueiro sofre novo processo em Curitiba

Atriz de Luciano Ducci também processa autor do Blog do Tarso e quer R$ 62 mil


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O poderoso grupo político do governador do Paraná Beto Richa (PSDB) e do ex-prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), quer de qualquer forma calar e censurar o Blog do Tarso.
Se não bastasse Luciano Ducci ter conseguido junto ao TRE/PR, após muita pressão nos desembargadores, uma multa de R$ 106 mil contra o autor do Blog do Tarso, o advogado e professor universitário Tarso Cabral Violin (há recurso no TSE), agora quem quer penalizar financeiramente o blogueiro é a atriz do programa eleitoral de Luciano Ducci na eleição em que o ex-prefeito perdeu ainda no primeiro turno, no ano passado.
Tudo começou quando Tarso assistiu no cinema o ótimo filme “Curitiba Zero Grau”, cujo um dos produtores associados é o atual presidente da Fundação Cultural de Curitiba, Marcos Cordiolli.
O filme mostra a Curitiba das Classes A a E e faz uma critica social importante. Mostra o caos na saúde pública de Curitiba, com demora de horas no atendimento e com falta de remédios para os mais necessitados.
Em post do dia 25 de setembro de 2012, o Blog do Tarso elogiou a atriz Cássia Damasceno, dizendo que ela era “super competente”. Tarso Violin informou que ela aparece no filme como atendente na farmácia da unidade de saúde pública que não tem o remédio para a filha do carrinheiro. Veja o post, clique aqui.
O mais interessante é que o Professor Tarso percebeu que a mesma atriz era a apresentadora do programa de TV da campanha do ex-prefeito de Curitiba Luciano Ducci (PSB). O programa mostrava que a saúde de Curitiba estava uma maravilha e que quem criticava a incompetente gestão de Luciano Ducci e Beto Richa não ama Curitiba.
O Blog do Tarso apenas informou que até a apresentadora do programa de Ducci participou de um filme ácido contra a gestão da saúde da cidade.
O Dr. Tarso ainda alertou no post: “o presente post não tem a intenção de atacar a competente atriz, mas apenas mostrar o quanto é fantasiosa a propaganda de Luciano Ducci”. Sem dúvida um cavalheiro!
Eis que hoje chegou às mãos de Tarso Cabral Violin uma citação de um processo de indenização por danos morais que a atriz entrou contra o autor do Blog e contra o ex-prefeito de Curitiba e também candidato, Rafael Greca (PMDB) e sua esposa, Margarita Sansone, pois ele divulgou o post e disse que o programa de Ducci era uma “piada pronta” (clique aqui) e o Blog Margarita Sem Censura também fez a divulgação, clique aqui. Claro que diante disso engraçadinhos do Facebook já fizeram uma brincadeira com a atriz e Ducci, o que não foi da autoria do Blog do Tarso. Veja aqui.
Agora a atriz quer dos réus, por danos morais, R$ 62.200,00 de Tarso, Rafael e Margarita. O casal ainda é rico, e o que será do professor Tarso? R$ 106 mil do TRE, agora mais R$ 60 mil.
Espero que haja espaços confortáveis embaixo das pontes curitibanas. Ou qualquer coisa o professor Tarso e família pode soclitar um auxílio da FAS – Fundação de Ação Social de Curitiba.
É claro que a multa do TRE e a indenização pedida pela atriz, se forem cobradas, será uma pena de morte contra o Blog. Mas Tarso confia na Justiça brasileira e em seus amigos advogados.
Por favor 2014, chega logo!
captura-de-tela-2012-09-25-c3a0s-19-53-16
No Blog do Tarso
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