2 de mai de 2013

Tucano acusado de mandar matar 4 na chacina de Unaí se diz vítima

Antério Mânica, condecorado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais

A Chacina de Unaí vai completar quase uma década sem julgamento.
No dia 28 de janeiro de 2004, uma denúncia anônima de trabalho degradante no campo (forjada) levou três auditores fiscais do Ministério do Traballho e o motorista deles para uma emboscada. Todos foram executados com tiros na cabeça, a menos de 160 quiilômetros de Brasília.
Os assassinatos repercutiram dentro e fora do país.
Por pressão direta da Presidência da República, uma investigação relâmpago descobriu os envolvidos nas execuções. Uma trama que envolve hierarquia e poder.
Segundo o Ministério Público Federal, os irmãos Antério e Norberto Mânica, os maiores produtores de feijão do país, seriam os mandantes.
Hugo Pimenta e José Aberto de Castro, o Zezinho, empresários de sucesso na produção de grãos, os intermediários.
Francisco Helder Pinheiro, conhecido como Chico Pinheiro, o homem que contratou os pistoleiros.
Erinaldo Silva e Rogério Alan Rocha, os matadores.
Willian de Miranda, motorista dos bandidos.
E Humberto dos Santos, o responsável por tentar apagar os rastros da quadrilha.
Antério Mânica, segundo o Ministério Público Federal um dos mandantes da chacina, se elegeu duas vezes prefeito de Unaí concorrendo pelo PSDB.
Sua declaração de bens na Justiça Eleitoral, em 2008, chegou perto dos 19 milhões de reais.
A primeira eleição aconteceu no ano do crime, mesmo sendo ele um dos suspeitos de mandar matar os servidores públicos.
Antério passou dois curtos períodos na cadeia.
As propriedades dele, com cerca de cinco mil hectares, produzem mais de 200 mil sacas de 60 quilos de feijão por safra.
Os Mânicas são descendentes de italianos. Chegaram ao Brasil no final de década de 40.
Hoje, Antério diz que praticamente não conversa com o irmão, Norberto, que mudou-se para o interior de Mato Grosso.
Neste domingo você pode ver no Domingo Espetacular, da TV Record, às 20h30, uma reportagem especial com detalhes inéditos de um atentado contra o estado brasileiro: Chacina de Unaí, o Dossiê.
A seguir, uma entrevista exclusiva com Antério Mânica, feita em Unaí:
Gustavo Costa: Quando aconteceu a Chacina de Unaí, o senhor ficou preso quanto tempo?
Antério: Fui preso faltando 18 dias, aliás, às 18 horas, fui preso porque depois da meia noite não poderia mais ser preso porque faltavam 15 dias [para a eleição], e eu era candidato. E a Polícia Federal e a Civil, que investigou, até hoje não encontrou sequer indícios de minha participação no crime. Um juiz, que está afastado e sendo investigado neste momento, por ofício me mandou prender. E cinco dias após a minha prisão, o Ministério Público Federal ofereceu uma denúncia. Então, fui preso seis horas antes do limite que não poderia ser preso por ser candidato. E faltando três dias para a minha diplomação, sem fato novo, este mesmo juiz me mandou prender. E as duas vezes eu fui solto por unanimidade, por habeas corpus no tribunal federal, em Brasília, por unanimidade dos desembargadores. Eu fiquei preso 17,18 dias na primeira prisão e dois dias na segunda prisão.
Gustavo Costa: Segundo a investigação, o senhor e o seu irmão são os mandantes do crime. O senhor mandou matar os auditores fiscais do Ministério do Trabalho e o motorista?
Antério: Absolutamente. Eu falo por mim, não tenho nada a ver com este crime. Tanto é que a Policia Federal e Civil, com delegado escolhido a dedo, não encontraram até hoje sequer indícios de participação minha.
Gustavo Costa: Qual a relação do senhor com o empresário Hugo Pimenta, acusado de ser um dos intermediários da chacina?
Antério: Praticamente nenhuma. Ele era comprador de feijão, mas eu praticamente não comercializava com ele. Não era meu inimigo, mas não tinha relação próxima com ele.
Gustavo Costa: O senhor conhecia o Nelson [José da Silva], um dos fiscais assassinados?
Antério: Conhecia, praticamente nunca conversamos. A imprensa divulgou que tem ameaças minhas pra ele. Na verdade, o que tem no processo é uma ameaça, segundo o processo, que um irmão meu, Norberto Mânica, teria feito, num escritório, com um perfurador de saco de feijão para amostragem de feijão. Comigo mesmo, nunca tivemos uma troca de palavra sequer. Essa é a verdade. Não foi o que a imprensa divulgou. E muitas vezes o próprio Ministério Público tem divulgado inverdades, como por exemplo, o último relato no site a respeito desta decisão do STJ.
No site do Ministério Público de Minas Gerais diz que fui preso em 2007. É mentira. No site, nesta mesma reportagem, fala que eu entrei com recurso para procrastinar o julgamento. Faltaram com a verdade, literalmente. Eu não sei porque eles fazem isso. Desde o início do processo eu entrei com três recursos no Tribunal — a não ser os habeas corpus — os três pedindo julgamento imediato, e por três vezes o Ministéro Publico Federal entrou com recurso e conseguiu adiar meu julgamento e o meu será depois que os de todos os outros acusados. Então, o Ministério Público falta literalmente com a verdade, mente, para ser mais enfático. Só nesta última matéria, duas mentiras: que eu entrei com um recurso para procrastinar meu julgamento, quando foram eles. Eles falam ao contrário. E contaram lá que fui preso em 2007. Outra inverdade, fui preso antes de assumir, em 2005. E depois disso nunca mais fui preso, fui chamado, intimado, nunca mais.
Gustavo Costa: O auditor fiscal Nelson fiscalizou sua propriedade?
Antério: A minha ele fiscalizou, fiscalizou a fazenda de todos os produtores aqui de Unaí, produtores de médio porte pra cima, ele fiscalizou a região.
Gustavo Costa: O senhor foi autuado por trabalho degradante?
Antério: Não, jamais fui autuado por trabalho degradante ou por trabalho escravo.
Até digo mais: aqui em Unaí tem dois ou três casos de pequenos produtores e carvoeiros que foram autuados por trabalho degradante. Nós temos o ex-prefeito, que me antecedeu, que foi autuado numa fazenda dele, no Pará. Então, Unaí não tem disso. E digo mais, não só a minha fazenda, o padrão dos produtores rurais e empresariais de Unaí é um dos melhores do país. E as autuações são das mais normais possíveis. As multas milionárias divulgadas por todos os meios de comunicação, eu não sei onde acharam isso. Mentira em cima de mentira, multas milionárias que nunca existiram.
Gustavo Costa: Se o senhor foi autuado, lembra do valor que pagou?
Antério: 5 mil, 20 mil, 3 mil. É assim: a autuação, se você pagar na hora, paga com 50% do valor, se entrar na Justiça, tem que depositar 100% do valor e passar 20 anos brigando. Então, o pessoal que nos assessora diz que é interessante pagar o valorzinho em vez de brigar anos e anos na Justiça.
Gustavo Costa: O senhor teve contato com o Chico Pinheiro ou com o Zezinho? [Chico, agenciador dos matadores; José Alberto de Castro, o Zezinho, intermediário]
Antério: Esse Zezinho eu devia conhecer porque a mãe dele chegou a morar do lado da minha mãe aqui na cidade, mas não tinha relacionamento nenhum. E os outros conheci na penitenciária Nelson Hungria, quando fui preso eles estavam lá. Nunca tinha visto essas pessoas e nunca tive contato com eles.
Gustavo Costa: Antes do crime, o senhor ligou para a Delegacia do Ministério do Trabalho, em Paracatu, para oferecer uma coroa de flores ao fiscal Nelson?
Antério: Isso é piada, para não dizer mais. Na verdade, no dia que aconteceu a tragédia eu dei depoimento para Polícia Federal, fui intimado e eles confirmaram isso tudo. O gerente [Juca] da cooperativa — que eu fui fundador, presidente por dois mandatos, associado número 001 — me ligou [dizendo] que um outro produtor passou no local [do crime] e viu e ligou pra ele. E ele me ligou da cooperativa. Tá tudo no processo, as ligações. Me ligou perguntando, e eu disse “não sei”.
Aí, eu liguei depois do crime, meia hora, uma, duas, sei lá, eu liguei [para o Ministério do Trabalho] porque a delegada, dr. Dália, a gente criou um condomínio rural, a gente tinha e criou uma proximidade, liguei que a conversa era que teve um problema com fiscais. Liguei do meu telefone, da minha casa, não era ainda este apartamento, liguei, é o Antério Mânica, houve o acidente, confirma? A Dália não estava, aí a moça disse não estou sabendo de nada. Liguei pro Juca na cooperativa dizendo “o pessoal não sabe de nada”.
Ele [Juca] me ligou depois de uns 15,20 minutos, olha, confirmou [a morte dos fiscais], ligaram de lá. Aí voltei a ligar, olha, confirmou. Na maior boa fé do mundo, da minha casa, do meu telefone. Aí começa a história que eu queria confirmar se tinha morrido todo mundo? Ora, se o pessoal [os assassinos] tava aí, tinha que ter ido atrás deles e não ligar lá.
Gustavo Costa: Antes, o sr. ligou?
Antério: Não, nem… Fazia seis meses ou um ano que eu não ligava para o Ministério do Trabalho, não existe ligação. Não sei quem criou esta fantasia.
Gustavo Costa: E um pouco depois?
Antério: Isso. Está esclarecido tudo. Me ligaram da cooperativa. Fazia muito tempo que eu não falava com Hugo, Zezinho, com Ministério do Trabalho. Ouvi falar da historia da coroa, isso é fantasia, é loucura.
Gustavo Costa: Como o senhor ficou sabendo das mortes?
Antério: O gerente da Coagril [Cooperativa Agrícola de Unaí], Juca, me ligou. Liguei lá [no Ministério do Trabalho] para saber se era verdade.
Gustavo Costa: O que o senhor tem a dizer sobre a demora para o julgamento?
Antério: Tá aí gravando, não sei qual a intenção do Ministério Público em faltar com a verdade. Eu assino embaixo de tudo o que estou dizendo. Eu quero ser julgado. Entrei com três pedidos de julgamento imediato na Justiça. Quero que isso acabe. Porque o que está no processo, não é o que o Ministério Público divulga, e muito menos o que a grande imprensa tem feito a respeito do meu nome.
E a luta do Ministério Público pra me levar a Belo Horizonte é porque não querem que eu seja julgado pelos meus pares, por pessoas que me conhecem há 35 anos, eles querem criar um monstro lá em BH do Antério Mânica, com mentiras em cima de mentiras. Não existem multas milionárias, não existe recurso para procrastinar, não existe coroa de flores, isso é fantasia, alucinação. Eles criaram do Antério Mânica um monstro. Fui eleito e reeleito, e tenho respeito, a não ser meia dúzia de adversários por problemas de política, assim mesmo não tenho inimigo, posso ter adversário.
Gustavo Costa: O senhor tem preferência do local do julgamente, Belo Horizonte ou Unaí?
Antério: É lógico que eu tenho, as pessoas aqui sabem quem é Antério Mânica de verdade. Lá eles não tem nada do Antério, só poucas pessoas me conhecem. Mas eu quero ser julgado, mesmo que seja em BH, não tenho nada a ver com essa história.
O Ministério Público mente deliberadamente sobre a minha pessoa e acredito que é influência do sindicato dos auditores fiscais. Eles contam a versão deles, que é mentirosa, falo do meu, nesta questão. A verdade é que não fui indiciado pela Polícia Civil e Federal até hoje.
Gustavo Costa: O senhor foi condecorado pela Assembléia Legislativa de Minas Gerais?
Antério: Fui condecorado. Eu não tenho nada a ver com crime, sou inocente, uma pessoa trabalhadora, tive 8 anos de prefeito. E recebi a homenagem por coisas que você mesmo pode conferir na cidade, tenho a aprovação de muita gente.
Ele [deputado estadual Durval Ângelo, do PT, que convocou Antério para depor], como um presidente da Comissão de Direitos Humanos, vem me condenar sem me julgar. Olha, sou ser humano também. Ele, desinformado, com informações nada a ver, mentirosas, chegou a ser duro demais, grotesco comigo. Eu sou um ser humano. Ele tinha que me respeitar mais, mas pelo menos foi o único que me deu a oportunidade de falar ao vivo. A imprensa edita, corta, fala do jeito que quer, não passa. Eu não tenho pago imprensa pra falar a verdade. Mas não sei se o sindicato dos auditores fiscais não paga, não sei o seu interesse de vir aqui, se tem alguém bancando, não sei.
Essa é a grande verdade: sou inocente, não tenho nada a ver com este crime. Não fui indiciado e olha, não encontraram sequer indícios, que dirá culpa.
[Gustavo Costa quer investigar a ameaça aos awa guajá, indígenas que correm risco de extinção, por parte de madeireiros. Patrocine o documentário, clicando aqui]
O senhor será candidato a deputado?
Antério: Olha, como eu te disse. Fui candidato a deputado federal em 98, candidato a prefeito em 2000, 2004, 2008. Será que eu tenho que abrir mão de uma coisa que faço desde jovem? Isso me satisfaz, eu gosto disso.
Gustavo Costa: Os acusados de intermediários ou de execução em algum momento mencionaram o seu nome ou do seu irmão?
Antério: Não sei. Não tenho conhecimento, mas se alguém usou, usou faltando com a verdade.
Gustavo Costa: Qual a sua opinião sobre o crime?
Antério: Um crime bruto. A versão que eu ouvi na Justiça Federal, quando estava preso, estavam todos juntos na sala, alegaram que [os assassinos] estavam numa fazenda para ver e roubar de noite. Na volta viram uma caminhonete e resolveram roubar. Na hora alguém se assustou e deram um tiro e mataram todos. Pra falar a verdade, não procurei me aprofundar. Não tenho nada a ver com isso.
Gustavo Costa: O senhor acredita em crime de mando?
Antério: Não foi o que eles contaram lá, mas pode ser também. A Polícia Federal, que não me indiciou, indiciou o resto. Eu sei que comigo a policia foi justa, não tem indícios.
Gustavo Costa: E o Marea? [Segundo a polícia, o Marea é um dos carros apreendidos com os envolvidos na chacina. O veículo seria da mulher dele, Bernadette Mânica]
Antério: Tinha um Marea, ficou de 5 a 6 anos. Agora de ser meu ou da minha esposa, é o argumento que eles usaram. Que alguém teria visto um Marea na noite anterior ao crime, é o que está no processo, e que eu liguei na Delegacia do Trabalho para saber se tinham morrido. Se tinha Marea ou não tinha, eu não sei. Mas não era o da minha esposa e não era eu. A gente se incomoda com o fato do Ministério Público fazer este tipo de coisa.
Se eu tivesse 1% de tudo o que a gente fala que tenho, era muito mais rico. Não dá pra se dizer pobre, não, temos capital razoável, muita luta, muito trabalho, sem dar prejuízo pra ninguém. Tem um irmão meu aí, o Norberto [o outro acusado de ser mandante] que está sendo acusado, deu problema na cidade, vendeu a fazenda agora, separou da família, entortou a vida.
Gustavo Costa: Está em Mato Grosso agora?
Antério: É [em Paranatinga].
Gustavo Costa: Como ficou a relação do senhor com o seu irmão Norberto depois dos assassinatos?
Antério: Praticamente a gente não conversa. Eu não briguei com ele, ele se distanciou da família. Ficou dois anos sem visitar a minha mãe. Faz cinco que a minha mãe morreu. Ele veio no enterro. Mas não temos relacionamento.
Gustavo Costa: O Hugo [acusado de ser intermediário no crime] diz que o seu irmão deve pra ele quase um milhão de reais. O senhor também acredita na inocência do seu irmão?
Antério: Não sei. Na verdade, ele, o Hugo e o Zezinho, pelo que tá no processo, eles se falavam de minuto em minuto, tinham proximidade. Eu não acredito que tenha um envolvido sem os outros estarem. Porque eu vi no dia do depoimento, lá em BH, tava meu irmão, o Hugo, o Zezinho e todos aqueles que estavam presos. Inclusive o que faleceu, o Chico.
Gustavo Costa: O Hugo enriqueceu?
Antério: Dizem que enriqueceu. Eu vi o Hugo quando veio aqui. Nunca tinha nem visto na rua. O Hugo saiu do hangar e mostrou dois aviões. Mas eu não sei qual é o patrimônio [dele].
Gustavo Costa: O que mudou na sua vida depois do episódio da chacina?
Antério: Vocês não sabem, dei hoje um depoimento. Isso é um inferno na vida da gente. Se vê todo dia uma bobagem na imprensa, uma mentira. E fala na imprensa… E eu provo. Eu quero ser julgado pra acabar com esse inferno. Sabe o que é colocar a cabeça no travesseiro e pensar: se for condenado é morrer na cadeia, quatro crimes bárbaros como estes.
Gustavo Costa: O senhor nunca ameaçou o Nelson, fiscal do Ministério do Trabalho?
Antério: Não ameacei o Nelson. Norberto e Antério, vão misturando…
Gente, a nossa familia é humildade total. Pelo patrimônio que nós temos, olha como vivemos, a casa. Saímos do nada. Não foram nossos pais que fizeram patrimônio, fomos nós.
*****
No domingo, as provas que o MPF tem sobre o envolvimento de Antério Mânica na chacina.
Gustavo Costa
No Viomundo
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Tucano aliado de Cachoeira é poupado no MPF e no Conselho de Ética do Senado

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Ataídes Oliveira



O senador Ataídes Oliveira (PSDB-TO) foi beneficiário de R$ 6,3 milhões repassados por empresas ligadas a Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, segundo apuração da comissão parlamentar de inquérito que investigou as relações do contraventor com políticos. Ataídes Oliveira, contudo, escapou de questionamentos no Conselho de Ética do Senado e, até aqui, passou ao largo das investigações do Ministério Público Federal.
Um detalhado material da CPI e da Polícia Federal demonstra a estreita relação do senador com Cachoeira. As informações foram deixadas em segundo plano porque, na época, ele não exercia mandato e os partidos foram atrás de figuras mais influentes - entre elas o senador cassado Demóstenes Torres e o governador Marconi Perillo (PSDB) de Goiás, e Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal.
Suplente do senador João Ribeiro (PR-TO), Ataídes o substitui desde fevereiro quando ele saiu para tratamento de saúde. Apesar das conclusões da CPI, não foi alvo de representações no colegiado. A comissão foi encerrada em dezembro de 2012 com a rejeição do relatório final elaborado pelo deputado petista Odair Cunha (MG), escalado para conduzir a investigação.
Membros da CPI ouvidos pelo Estado garantem que o material recebido da PF, os depoimentos e as revelações da comissão foram enviados ao Ministério Público, Mas, de acordo com o MPF em Goiás, um pedido para que a Procuradoria-Geral da República apure o envolvimento de Ataídes Oliveira com o esquema de Cachoeira aguarda a cópia das escutas telefônicas autorizadas pela Justiça.
Com a posse no Senado, e uma prestação de serviços a Cachoeira tão documentada quanto a de Demóstenes Torres, à qual o Estado teve acesso, Ataídes não é alvo do mesmo rigor aplicado ao goiano. PT e PSOL prometem discutir o tema, mas são reticentes quanto a uma eventual representação no Conselho de Ética - temem que isso possa recriar uma agenda negativa no Parlamento. Além disso, João Ribeiro, licenciado por 120 dias, pode requerer a cadeira de senador a qualquer momento.
Avião
De acordo com o inquérito da Operação Monte Carlo, a pedido de Cachoeira o tucano emprestava seu avião particular a aliados do contraventor, como o ex-diretor da Delta Construções, Cláudio Abreu. Ele via Cachoeira com frequência e lhe pedia favores. Segundo as investigações, recorreu a ele para publicar matérias de seu interesse no jornal O Estado de Goiás, que, segundo a PF, seria ligado a Cachoeira. O grau de intimidade entre Ataídes e o contraventor fica claro em diversas escutas - conversam até sobre relacionamentos amorosos de políticos conhecidos.
Conforme o relatório final da comissão, não aprovado por falta de acordo entre os parlamentares, Ataídes Oliveira recebeu dinheiro de várias empresas de fachada, criadas para dar aparência legal a movimentações financeiras do esquema. São d si tos abaixo e acima de R$ 100 mil.
A maior quantia, R$ 5,8 milhões, foi transferida de uma só vez à Araguaia Construtora e Incorporadora - uma das empresas de Ataídes Oliveira - pela MCLG, de propriedade do empresário Marcelo Limírío, apontado como sócio de Cachoeira. Outros R$ 500 mil partiram de contas do contador de Cachoeira, Geovani Pereira da Silva.
No Amigos do Presidente Lula
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Cuba, mentiras mediáticas y derechos humanos

http://colchadeideias.soylocoporti.org.br/files/2011/12/CUBA-Girls-2.jpg 
En esta entrega debo abusar de las cifras. Son datos sobre las conquistas sociales de Cuba reconocidos por agencias de la ONU que el ejército mediático imperial oculta o presenta sesgadamente a sus audiencias cautivas, como acostumbra hacer con toda información que demuestre la posibilidad real de construir una sociedad alternativa al capitalismo.
A esas audiencias se les machaca que en Cuba no hay democracia ni se respetan los derechos humanos y se les escamotea que la isla antillana de apenas 11.3 millones de habitantes está sometida desde hace más de medio siglo a una guerra no declarada por la mayor potencia militar de la historia. Esta ha lanzado contra ella una invasión mercenaria y 681 acciones terroristas, que han costado la vida a 3478 personas y discapacidad a más de 2000, y ha recrudecido el bloqueo que dura más de 50 años.
Sin embargo, y esto también lo ocultan, en esas adversas condiciones Cuba ha alcanzado la condición de país de alto desarrollo humano que ocupa en ese indicador el lugar 51 entre 187 naciones según el Informe de Desarrollo Humano 2011 de la ONU. Pero de acuerdo con el informe, si el que se aplica es el Índice de Desarrollo Humano no Económico entonces Cuba sube al lugar 17, lo que la ubica por encima de todos los países en desarrollo y de varios países desarrollados.
Ahora bien, un informe de la UNESCO del mes de octubre de 2012 enlista a Cuba en el lugar 16 entre 120 países del mundo atendiendo al Índice de Desarrollo de la Educación para Todos. En esta clasificación, Cuba es la primera nación de América Latina y el Caribe, y supera a países ricos, como Estados Unidos, Dinamarca, Australia, Bélgica, Alemania o Israel.
Con un millón de graduados universitarios y 261 mil alumnos cursando ese nivel en la actualidad no debe sorprender a nadie que el Estado cubano dedique el 9.3 por ciento de su Producto Interno Bruto a la educación, otro dato que la ubica a la cabeza de América Latina y el Caribe, donde la media es de 4.1, e incluso por encima de los países nórdicos.
La isla exhibe una mortalidad infantil de 4.6 por cada mil nacidos vivos, también por encima de los demás países de la región y de varios países desarrollados, entre ellos Estados Unidos. Los niños cubanos son vacunados contra 13 enfermedades, una de las coberturas más altas del mundo.
La esperanza de vida es de 77.97 años(80.02 para las mujeres y 76 para los hombres) por lo que los cubanos integran el 25 por ciento de los moradores del planeta que puede aspirar a vivir 77 años o más.
Otra agencia de la ONU, UNICEF, en su último informe sobre la materia reporta que Cuba es el único país de América Latina y el Caribe que no padece desnutrición infantil, lo que atribuye a los esfuerzos del gobierno en pro de la alimentación, en particular de los grupos más vulnerables y los programas de estímulo a la lactancia materna, detección y lucha contra la anemia y atención a las embarazadas.
En Cuba se han diagnosticado 17 224 personas con sida desde 1986, de las cuales sobrevive un 80 por ciento gracias a la atención que proporciona el sistema de salud a los pacientes, incluyendo la administración del antirretroviral de fabricación nacional. La tasa de infección es una de las más bajas de la región.
En cuanto a los logros cubanos en la salud en general y de la infancia en particular, las agencias de la ONU y sus representantes en Cuba coinciden en enfatizar el impacto en la sociedad de la atención médica gratuita y universal basada en la prevención. Resaltan el decisivo papel cumplido por el programa del médico y la enfermera de la familia, que lleva la atención primaria a ras de tierra beneficiada de la gran calidad humana de los trabajadores de la salud isleños, como lo puede constatar cualquiera que visite Cuba y hable con los vecinos de un barrio.
Al igual que en la salud, las conquistas cubanas en la educación sólo han sido posibles gracias a las trasformaciones socialistas, que propician la movilización y participación democrática de la población.
Cuba es uno de los pocos países que ha cumplido los Objetivos de Desarrollo del Milenio acordados por la ONU. Entre ellos, erradicar la pobreza extrema y el hambre, lograr la enseñanza primaria universal, promover la igualdad entre los géneros y el empoderamiento de la mujer, así como reducir la mortalidad de menores de cinco años. Ello se explica, entre otras razones, por el alto por ciento del presupuesto que aplica al gasto social.
aguerraguerra
No CubaDebate
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1º de Maio: falta um palanque para discutir o Brasil


 

A dificuldade conservadora de chegar ao eleitor popular é um dado real que explica a composição postiça de alguns palanques desse 1º de Maio.
Bem cotados entre as elites e os endinheirados, com robusta veiculação na mídia e forte ancoragem no judiciário, os presidenciáveis do campo conservador ainda assim rastejam.
Falta-lhes o essencial: identidade popular.
Ressentem-se de um percurso histórico que os conduza ao coração do povo com a naturalidade com que Lula o frequenta e compartilha com seus parceiros.
Sem esse passaporte, as urnas ameaçam frustrar novamente seus planos de poder em 2014.
Na impossibilidade de simular o lado da história que não é o seu, buscam a bala de prata redentora nas falhas reais ou impingidas ao governo.
Não tem sido mais felizes aí.
A inflação dos alimentos sustentou a ‘ola’ conservadora em direção ao voto popular nas últimas semanas.
Murchou.
A mídia dissimula, mas os preços no atacado recuam.
A oscilação do índice da FGV, em abril, foi de apenas 0,15%.
No caso dos preços ao consumidor, o índice amplo colhido semanalmente (IPCA), o fechamento de abril (0,52%) mostra queda em relação ao aumento de 0,72% de março (*dado corrigido e atualizado nesta nota em 02-05; às 13h).
As commodities despencam no mercado mundial.
Nada disso rendeu a mísera equivalência de uma das muitas manchetes destinadas ao tomate que agora perdeu seu tempero eleitoral.
Outra ponte ‘popular’, a do apagão, precipitaria escaladas ansiosas em fevereiro.
Tudo arrastado pelos aguaceiros de março.
O Brasil não terá dificuldades de suprimento elétrico em 2013 ou em 2014.
Mas o país está longe de ser o palco iluminado das virtudes douradas.
O longo parto de um novo ciclo de investimento ilustra as fragilidades de um Estado feito para não funcionar.
Engessado pelo desmonte neoliberal, persistiu erroneamente assim.
Enredado em um cipoal de interditos, recursos suspensivos, manobras de bastidores e agencias reguladoras inoperantes.
O conjunto triplica o tempo e o custo necessários ao tijolo assentado na obra pública.
Nessa arapuca, o Estado quando cede é cúmplice. Se não cede é inoperante.
O conservadorismo pouco ou nada tem a acrescentar nesse quesito também.
Ainda fresca na memória nacional, o que ele produziu nesse campo revelou-se um desastre de proporções ferroviárias.
Não é só uma metáfora.
Cerca de 2/3 dos 28 mil km de trilhos federais foram sucateados e pilhados no ciclo tucano de privatizações da logística brasileira.
O dado é do Tribunal de Contas da União.
Neste 1º de Maio, Paulinho, da Força, lustra uma nova bala reluzente: arrenda aos presidenciáveis Aécio e Campos a bandeira da restauração do ‘gatilho salarial’.
Um artefato com calibre sob medida para reavivar a brasa da inflação cadente.
Convenhamos, algo impróprio a quem vive de acusar o PT de populismo.
A dificuldade conservadora de erguer pontes com o voto popular explica a tensão política respingada na guerrilha cotidiana do noticiário.
Busca-se, a todo custo, saltar uma barreira superior a 19 milhões de empregos gerados nos últimos 12 anos.
Um aumento real de poder de compra do salário mínimo da ordem de 70%.
O crescimento ininterrupto da renda familiar, inclusive e sobretudo, no apogeu da crise internacional.
Um avanço da renda domiciliar maior que o do próprio PIB, graças às transferências dos programas sociais.
E o reconhecimento – pelo FMI — de que o Brasil foi o líder mundial na redução do desemprego, em pleno colapso da ordem neoliberal, desde 2008.
Estorvo a ser exterminado com um choque de juros é tudo o que os professores banqueiros e os cofres simpatizantes de Aécio & Campos tem a dizer sobre esse legado.
A dificuldade conservadora em dialogar com esses fatos sobrecarrega o único trunfo que pode chamar verdadeiramente de seu.
Ou seja, a difusão diuturna da ideia de que o Brasil não vai dar certo, enquanto for governado pelas forças progressistas.
Em rota de colisão com a vivência de milhões de brasileiros, a estratégia da saturação busca corroer a supremacia dos fatos sobre as ideias.
Os fatos continuam a caminhar à frente das ideias.
Foi nisso que o PT apostou ao adotar a resignação enervante diante de uma estrutura de comunicação que sempre lhe foi hostil.
O dado novo é que talvez esse pragmatismo tenha se tornado ele próprio um pedaço do idealismo que sempre desdenhou.
Um ciclo de reordenação do desenvolvimento brasileiro se esgotou.
Exatamente porque foi bem sucedido, diga-se.
A expansão do poder de compra popular e a geração de milhões de empregos cobram agora a contrapartida de investimentos pesados, que os consolidem e ampliem o espaço da cidadania na vida nacional.
Escolhas e prioridades terão que ser pactuadas.
Rupturas e concessões são inevitáveis.
Queremos ter indústria? A que custo, com que ganhos?
O sistema público de saúde pode ir além, com os remendos e o esforço de gestão (mais com menos...)?
Ou será necessário, definitivamente, criar uma contribuição fiscal sobre o bolso endinheirado para dotá-lo da qualidade hoje indistinguível no horizonte de uma geração?
O consumismo é o ‘centro da meta’ de tudo o que queremos como convergência social propiciada pelo desenvolvimento?
Como ir além dele com a supremacia da semi-informação, da semicultura e da semidignidade marteladas insistentemente pelas concessionárias do sistema audiovisual brasileiro?
Como assegurar aos brasileiros uma formação que extrapole o adestramento pedestre vendido pelos gigantescos aparelhos de negócios que tomam de assalto o sistema educacional?
A produção de novos fatos do desenvolvimento não pode prescindir mais do debate de toda a sociedade sobre o país que queremos construir no século 21.
Não se trata de paralisar o Brasil para a formação de grupos de estudo .
Mas talvez não se possa mais avançar sem romper os limites de um sistema de comunicação que se notabiliza justamente por interditar o debate e demonizar as soluções requeridas ao passo seguinte da história brasileira.
O reconhecimento de que a coalizão derrotada em 2002, 2006 e 2010 é desprovida de um projeto crível de país nesse momento, não deve cevar a barriga da soberba no balcão do comodismo.
Os sinais de saturação de um ciclo já não partem apenas da economia.
A hipertrofia do judiciário dispara sucessivas sirenes de alerta.
Os conflitos e contradições do desenvolvimento já não encontram solução satisfatória nos trâmites e no timming no qual se arrastam a perder de vista.
Ou o país abre novos canais para o debate ecumênico e democrático de seus desafios, ou a vida política será assoalhada por impasses dissolventes.
A eles, o arbítrio enviesado do STF responderá como um bunker de última instância da ordem conservadora.
O IVC informa que em 2012 a visitação aos sites de conteúdo informativo explodiu no país: cresceu 39%. Já soma 25 milhões de visitantes/mês.
Evitar que essa enorme caixa de ressonância se reduza a uma réplica do que já existe impresso seria um primeiro passo encorajador na garantia de espaços ecumênicos para debater o futuro.
Esses temas talvez estejam ausentes dos palanques do Dia 1º de Maio.
Mas talvez sejam mais pertinentes aos trabalhadores do que os aplausos de encomenda a candidatos que condensam interesses imiscíveis com o significado da data.
Saul Leblon
No Carta Maior
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Senado aprova democratização da mídia, no México

Mayoría se senadores aprobaron la reforma a ley de Telecomunicaciones
El Senado de México completó este martes la aprobación de un ambicioso proyecto de reforma en telecomunicaciones y medios, dirigido a ampliar la competencia y el acceso en un sector que actualmente se ve monopolizado por las empresas de los magnates Carlos Slim y Emilio Azcárraga.
Con 108 votos a favor, tres en contra y dos abstenciones, la Cámara Alta del Congreso aprobó la reforma a la Ley Federal de Telecomunicaciones, una iniciativa impulsada por el presidente Enrique Peña Nieto y avalada por la dirigencia de los dos principales partidos de oposición, en el marco del llamado “Pacto por México”.
Tras su paso por la Cámara de Diputados y el Senado, ahora el texto debe recibir el visto bueno de la mayoría de los congresos regionales, como paso previo para su promulgación, pro parte del jefe de Estado.
El proyecto abre la puerta a la licitación de tres nuevas cadenas nacionales de televisión abierta, una de éstas se carácter estatal. En la competencia por estas nuevas cadenas no podrán participar los grandes consorcios que ya cuentan con concesiones mayores a 12 megahertz.
Su objetivo fundamental es fomentar la competencia en el concentrado sector de las telecomunicaciones y garantizar la autonomía del órgano que debe regular este mercado que atrae más de 32 mil millones de dólares cada año. Por ello, la iniciativa permitirá la participación al 100 por ciento de capital extranjero en esta materia.
Esta reforma prevé sustituir a la Comisión Federal de Telecomunicaciones (Cofetel) por dos órganos reguladores autónomos, siendo uno de ellos el Instituto Federal de Telecomunicaciones (Ifetel), que otorgará y revocará concesiones en reemplazo del Ejecutivo, que hoy día tiene esa potestad.
Para su control, la Secretaría de Comunicaciones podrá emitir una opinión no vinculante sobre las concesiones que realice Ifetel, en un plazo máximo de 30 días.
El segundo órgano regulador es la Comisión Federal de Competencia Económica,cuya misión será controlar que no existan grupos excesivamente dominantes, a través de la desincorporación de activos y otras medidas.
Adicionalmente, la ley establece como un derecho ciudadano el acceso libre al servicio de internet en todo el país, así como también aplica regulaciones específicas para la operación de radio y televisoras comunitarias.
Para que entre en vigor la reforma en telecomunicaciones debe aprobarse en al menos 17 de los 32 congresos estadales.
Actualmente, el mercado de telefonía en México está dominado por dos compañías del magnate mexicano Carlos Slim: Telmex concentra más del 80 por ciento de la telefonía fija y Telcel alrededor del 70 por ciento de la celular.
En tanto, la televisión está concentrada en las cadenas Televisa (de Azcárraga) - que acapara el 70 por ciento de la televisión abierta y el 60 por ciento del servicio por cable - y TV Azteca.
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A louca cavalgada de Aécio

Ao repetir chavões arquiconservadores como o da democracia em “risco”, ele vai se tornando um Serra com topete.
FHC está por trás das tolices ditas por Aécio?
FHC está por trás das tolices ditas por Aécio?
Não acredito que FHC esteja, de fato, orientando Aécio na caminhada deste rumo às eleições de 2014.
FHC é vaidoso, está desatualizado, sofre ao se ver tão cedo relegado a uma nota de rodapé na história dos presidentes brasileiros.
Ele seguiu a receita de Thatcher e hoje se vê no que ela deu nos países em que não houve uma drástica mudança de rota.
Bem, FHC tem muitos defeitos – mas bobo, definitivamente, não é.
Não é possível que ele esteja por trás das tolices em série proferidas por Aécio.
Num espaço de poucos dias Aécio conseguiu se pronunciar contra a reeleição – foi FHC quem a trouxe de volta, sabemos todos a que preço – , levantou alarme sobre a inflação e agora repete a ladainha dos dias de Lacerda segundo a qual a democracia está em “perigo”.
Não faltariam bons argumentos para Aécio criticar Dilma e o PT. Exemplo: um levantamento divulgado esta semana mostrou que o Brasil, entre 40 países, ficou em penúltimo em educação. (A Finlândia estava no topo, para confirmar a admirável supremacia da sociedade escandinava.)
Aécio poderia falar nisso. Dez anos de PT e é isso que temos a mostrar ao mundo em educação? Poderia também citar outro estudo segundo o qual o Brasil é o quarto país mais desigual da América Latina. Se você é quarto na Europa, é uma coisa desagradável, mas dá para engolir. Mas ser quarto numa região já em si tão desigual como a América Latina é vexatório.
Haveria, sim, muita coisa relevante a falar.
Mas para isso Aécio teria que ler. Ou melhor, que ler as coisas certas.
Aécio parece estar repetindo coisas que são faladas por Jabor, escritas por Merval, repetidas por Reinaldo Azevedo – enfim, todos aqueles  clichês arquiconservadores por trás dos quais se esconde apenas o desejo de manter privilégios indefensáveis.
Ilustração: Blog Sujo
E repete o mesmo erro incrível de Serra nestes anos todos: deixou o PT sozinho para falar do tema mais importante não apenas do Brasil mas do mundo contemporâneo: justiça social.

Rapidamente, se transforma num Serra com topete.
Não pelo que tem feito, que sem dúvida poderia e deveria ser mais, mas pelas besteiras que os adversários vão cometendo em série, Dilma tende a ter em 2014 uma das vitórias mais fáceis da história das eleições presidenciais.
Se for para o segundo turno, vai ser uma surpresa.
Paulo Nogueira
No DCM
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O aplauso contra

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O STF não tem a função nem o direito de impedir a tramitação, para recusa ou aprovação, de projetos
Surpresa não chegou a ser, mas não era esperada. A resposta a um só tempo firme e elevada do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a Gilmar Mendes foi além de sustentar o respeito à Constituição no trâmite do polêmico projeto que reduz o acesso de novos partidos ao dinheiro do Fundo Partidário e ao uso de TV (pago pelos cidadãos em geral). Por tabela, Henrique Alves expôs a atitude contrária à Constituição, ao Estado de Direito e à democracia do grupo de senadores que foi aplaudir, em pessoa, a interferência com que Gilmar Mendes, em nome do Supremo Tribunal Federal, sustou a tramitação do projeto a meio do caminho.
É reconhecível, porém, que o grupo tinha motivação forte: os seus momentâneos interesses políticos e partidários, postos acima das instituições. Mas nisso não foi sequer original. A frouxidão das convicções democráticas tanto é uma constante na história parlamentar (idem no Supremo) como vimos o que decorreu, tantas vezes, de atitudes iniciadas por grupos e interesses assim no Congresso. Houve, porém, uma surpresa no caso atual: a presença do senador Pedro Simon (PMDB), alheio à sua história.
Nas informações pedidas pela medida liminar de Gilmar Mendes, Henrique Alves sustentou que todos os passos da tramitação do projeto estão “perfeitamente de acordo com a Constituição Federal e o estatuto interno, sendo corretos e juridicamente inatacáveis”. De fato, a polêmica foi em torno do projeto, não da tramitação, que foi sustada.
Por seu lado, o organizador da visita de aplauso a Gilmar Mendes, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), contribuiu com uma manifestação interessante depois da conversa: “Foi um bom encontro. Entendemos que o Supremo é o guardião da Constituição e cabe a ele a última palavra em matéria constitucional”.
Muito bem. Mas não foi última, e sim a meio da normalidade de uma tramitação, a liminar aplaudida em pessoa também pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL), Aloysio Nunes Ferreira, Álvaro Dias e Ruben Figueiró, os três do PSDB; Pedro Taques (PDT), do tipo udenista retardatário; Ricardo Ferraço (PMDB), Ana Amélia (PP) e Antonio Carlos Valadares (PSB). Com destaque, além de Simon, para a presença alegre de Randolfe Rodrigues, há pouco ameaçado em telefonema de Gilmar Mendes, com este final na advertência: “Eu sou um homem de enfrentamentos!”.
Nenhum dos dez apresentou algum fundamento constitucional coincidente com a atitude do seu aplaudido. Porque o conhecem a seu próprio respeito: todos os parlamentares têm o direito e a função de apresentar os projetos que queiram, convenientes ou descabidos, e o STF não tem a função nem o direito de impedir a tramitação, para recusa ou aprovação, de nenhum dos projetos. Cabe-lhe, se convocado, examinar a adequação do projeto, caso aprovado, à Constituição. Essa é a “última palavra”.
E isso é a independência constitucional dos Poderes –que os dez senadores, com o apoio externo da também interessada Marina Silva, foram renegar.
Janio de Freitas
No fAlha
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Máfia do Asfalto pode ter desviado R$ 1 bilhão em licitações fraudadas


A chamada Máfia do Asfalto pode ter desviado R$ 1 bilhão em licitações fraudadas. Vander Loubet (PT) e Edson Aparecido (PSDB), entre outros parlamentares, aparecem nas escutas – mas negam envolvimento.
Pelas conversas monitoradas pela Polícia Federal, Edson Aparecido (Chefe da Casa Civil de Geraldo Alckmin, homem forte do tucanato paulista) tenta ajudar acusados, mas é chamado de “jumento” pelos lobistas grampeados.
O dinheiro vinha de emendas parlamentares, e abastecia prefeituras do interior paulista. Escutas foram autorizadas pela Justiça, e obtidas pelo Jornal da Record.
No centro do esquema, a família Scamatti, dona da DEMOP – empreiteira que teria ligações com gente graúda no tucanato paulista. Mas que atuaria também em parceria com petistas e com deputados de outros partidos. Tanto em Brasília (Câmara – emendas ao Orçamento federal), como na Assembléia Legislativa (emendas feitas por deputados estaduais). No comando, cinco irmãos de uma mesma família – Scamatti. O chefe, Olivio Scamatti, segue preso.
A “Operação Fratelli” foi detonada pelo Ministério Público Federal, em parceria com PF e promotores estaduais de SP. Mas o Ministério Público Estadual, aparentemente, “sentou em cima” da denúncia por 5 anos – porque envolvia gente próxima a quem manda no Estado de São Paulo.
O grupo Scamati tinha forte atuação no DER (responsável pelas estradas paulistas). Esse é o fio da meada que pode levar a gente muito próxima de Alckmin e também de Serra – como já apontou (pasmen) o “Estadão”.
O jornal (alinhado ao tucanato) esconde o caso, não leva nada pra chamada de capa. Mas os repórteres Fernando Gallo e Fausto Macedo têm publicado muita coisa importante sobre esse caso gravíssimo.
Rodrigo Vianna
No Escrevinhador
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O pai espiritual de Malafaia, Feliciano e Edir

Quem é o missionário canadense que trouxe a Teologia da Prosperidade ao Brasil.
Walter Robert McAlister
Walter Robert McAlister
Edir Macedo, Marco Feliciano e Silas Malafaia não se inventaram sozinhos. Eles pertencem a uma linhagem. Se você tiver de culpar alguém, pense num missionário canadense chamado Walter Robert McAlister, que trouxe a Teologia da Prosperidade ao Brasil e pode ser definido como o pai espiritual desses meninos.
De uma família evangélica, McAlister foi pregar nas Filipinas, Hong Kong e Índia. Em 1959, veio parar aqui. Morou em São Paulo e, em seguida, no Rio, onde se estabeleceu. Seguidor da Teologia da Prosperidade americana, especialmente do pioneiro televangelista Oral Roberts, logo viu uma oportunidade de se fazer notado no rádio. Em 1960, ganhou um programa chamado Voz da Nova Vida na Copacabana. Pouco depois comprou a Rádio Relógio, uma das primeiras emissoras evangélicas do Brasil.
Em 1961, deu forma ao culto que até hoje é praticado pelas agremiações evangélicas desse gênero: louvor, oferta, mensagem, oração e testemunho. Uma vez por ano, reunia seus fieis no Maracanãzinho. Como era inevitável, acabou na televisão, apresentando o show “Coisas da Vida”, na Tupi. Virou o “Bispo Roberto”. A Igreja de Nova Vida era um fenômeno.
Em busca de almas, McAlister atacava pesadamente a umbanda, o candomblé e demais religiões afro-brasileiras (a célebre maldição do Feliciano sobre a África não apareceu do nada). Espíritos do mal causavam doença, vício, pobreza, homossexualismo e adultério. Lançou um livro sobre uma suposta história de conversão de uma mãe de santo, libertada pelo “espírito santo”. Um de seus funcionários mais talentosos era um rapaz de 19 anos, Edir Macedo. Nos anos 70, Edir cresceu na foto, rompeu com o mentor e fundou a Cruzada do Caminho Eterno, embrião da Universal.
O canadense ainda veria o crescimento voraz da IURD, batendo na mesma tecla da possessão demoníaca, do exorcismo e do dízimo. No início dos anos 80, talvez incomodado com a ascensão do ex-pupilo Edir, McAlister parou de pregar na TV, dizendo que ela “criava monstros”. Já era tarde demais.
McAlister morreu em 1993, do coração. Não deu tempo de testemunhar o surgimento de gigantes como a Internacional da Graça de Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Renascer em Cristo, entre outras – e nem a chegada de um legítimo representante da Teologia da Prosperidade à presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, o nosso querido Feliciano.
Koki Nogueira
No DCM
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Hora de reagir

Em sua cruzada contra o totalitarismo, Arthur Koestler disse que é possível explicar o racismo e identificar a origem da brutalidade dos torturadores e dos genocidas. Mas é necessário combatê-los, isola-los, impedir que nos agridam e matem. Em alguns casos, podemos até mesmo curá-los. Mas isso não significa que devamos perdoá-los.
A aceitação das idéias alheias, que é o sumo das sociedades democráticas, tem limites e eles se encontram na intolerância dos fanáticos e extremistas.
Na verdade, dois são os vetores da brutalidade: o medo e a loucura. Os grandes assassinos são movidos pela paranóia, e a paranóia oscila entre o ilusório sentimento de absoluta potência e a frustração da impotência. É dessa forma que Adorno, em Mínima Moralia, diz que o fascista é um masoquista, que só a mentira transforma em sádico, em agente da repressão.
Quem são esses jovens embrutecidos que agrediram um nordestino junto à Estação das Barcas, em Niterói – e foram contidos pelas pessoas que ali se encontravam? São trastes humanos, ainda que sejam trabalhadores e estudantes, tenham família e amigos. O que os faz reunir-se, armar-se, sair às ruas, a fim de agredir e – quando podem – matar outras pessoas?
Individualmente, apesar de suas artes marciais, seus socos ingleses, seus punhais e correntes de aço, são apenas seres acoelhados, agachados atrás de si mesmos, que só crescem quando se agrupam e se multiplicam, em suas patas, seus punhos, suas armas.
Eles não nasceram com garras, nem tendo a cruz suástica e outros símbolos riscados na pele. Foram crianças iguais às outras, que encontraram pela frente uma sociedade brutalizada pelo egoísmo.
Não é difícil que tenham sentido no lar o eco de uma civilização corrompida pela competição e destruída, em sua alma, sob o capitalismo sem freios. Às vezes nos esquecemos que só um por cento dos homens controla toda a riqueza do mundo.
Tampouco nasceram assim os que matam os moradores de rua, movidos pelo mesmo medo e pela mesma idéia de que é preciso manter as cidades “limpas”. Nestes últimos meses, tem aumentado o número de moradores de rua assassinados em todo o país – mas mais intensamente em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte, em Goiânia.
De acordo com as estatísticas, 195 deles foram mortos em 2012 e nos primeiros meses deste ano. A imprensa internacional está debitando o massacre à conveniência de “sanear” as maiores cidades, antes do afluxo de visitantes que se esperam para a Jornada Internacional da Juventude, neste ano, e para a Copa do Mundo, no ano que vem.
É bom lembrar que a matança de crianças na Candelária, foi atribuída a uma “caixinha” de comerciantes da região, interessados em varrer as ruas desses bichos “incômodos e sujos”, que são os meninos pobres.
Há historiadores e antropólogos que amenizam o mal-estar contemporâneo diante dessa realidade, com a afirmação de que, desde as cavernas, o homem é naturalmente predador. Ocorre que, contra essa perturbadora condição de bichos que somos, prevaleceu o sentimento de solidariedade que nos tornou humanos, e foi possível sobreviver às catástrofes naturais, como os terremotos e as pestes, e às guerras continuadas. Mas, dentro da idéia dialética de que a quantidade altera a qualidade, chegamos a ponto insuportável.
Há dois caminhos na luta contra essa nova barbárie. Um é o da fé religiosa, outro o da razão materialista. A fé – um acordo entre o homem primitivo e o mistério da vida, a que ele deu o nome de Deus – tem sido o principal suporte da espécie, sempre e quando ela não se perde no fanatismo.
A razão se encontra com a fé no exercício do humanismo. Mas há sempre razão na fé, como há fé na lógica do ateu. As duas posturas são de autodefesa da sociedade humana e se realizam na coerente ação política. Como disse Tomás de Aquino, a filosofia das coisas humanas só se concretiza com a prática da política.
Há novos pensadores, sobretudo na velha França, que buscam recuperar o humanismo de Marx, o do jovem filósofo dos Manuscritos Econômicos e Filosóficos, de 1844, e as suas reflexões sobre a alienação. O trabalho de Marx correspondeu à necessidade de defesa dos trabalhadores contra o liberalismo do século 19, e a desapiedada exploração dos pobres pelas oligarquias burguesas, substitutas do velho feudalismo.
Retornar a Marx é buscar novas e mais eficazes respostas contra o neoliberalismo de nossos dias. É ainda possível a aliança entre o humanismo cristão e os pensadores agnósticos, fundada em uma constatação fácil, a de que é preciso salvar o homem de si mesmo. É urgente salva-lo do barbarismo reencontrado na estupidez do egoísmo neoliberal. Isso faria do planeta o seguro espaço da vida. O retorno esperado à Teologia da Libertação é uma das vias de acesso à Terra Prometida.
O filósofo francês Dany-Robert Dufour, em um de seus ensaios, pergunta que homem emergirá do ultraliberalismo de hoje. Não é necessária a pergunta: ele já está aí, no corpo volumoso adquirido nas academias e nutrido de anabolizantes; na cabeça reduzida pelas mensagens de uma cultura castradora, fundada no efêmero e no inútil; na pele usada como o anúncio de cada um, mediante as tatuagens; na ilusão da fama e da eternidade, nas postagens arrogantes no Facebook; no ódio ao outro, celebrado no culto à morte.
Essa visão nublada do mundo está contaminando grande parte de nossa juventude, nas escolas e universidades. É preciso que as escolas deixem o tecnicismo que as reduz, e voltem ao módulo ético, para fazer dos homens, homens, e deles afastar os instintos dos predadores.
É preciso reagir. Os alemães dos anos 20 e 30 não reagiram, quando grupos de nazistas atacavam os judeus e comunistas. Os democratas europeus não reagiram contra as chantagens de Hitler no caso do Sarre, da anexação da Áustria, do ultimato de Munique. Dezenas de milhões pagaram, com o sofrimento e a vida, essa acovardada tolerância.
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Morales expulsa de Bolivia a la agencia oficial de cooperación de EEUU

El presidente Evo Morales anunció este miércoles la expulsión de Bolivia de la Agencia Internacional de Desarrollo de Estados Unidos (Usaid, por sus siglas en inglés) para “nacionalizar la dignidad del pueblo boliviano”. El anuncio se produjo durante las celebraciones del Día del Trabajo, fecha en la que Morales ha venido anunciando la nacionalización de diversas empresas de capital extranjero, entre ellas varias firmas españolas.
“[Estados Unidos] sigue conspirando; por eso, aprovechando esta concentración, hemos decidido expulsar a Usaid. Nunca más Usaid, que va manipulando y utilizando a nuestros hermanos dirigentes”, declaró Morales ante una manifestación de funcionarios y representaciones de sindicatos campesinos y mineros, además de movimientos sociales afines a su partido, el Movimiento al Socialismo (MAS), en una plaza de La Paz.
“Hermano canciller, comunique la decisión a la Embajada de Estados Unidos”, ordenó Morales a su ministro de Asuntos Exteriores, David Choquehuanca, quien, junto al resto del Gabinete, acompañaba al jefe de Gobierno. Tras la información relativa a Usaid, el mandatario anunció el aumento de salarios en el sector público —y la subida del suyo a unos 2.000 euros mensuales—, además de otras leyes en beneficio de los cooperativistas mineros y los jubilados.
La salida de Bolivia de Usaid, que desarrolla programas de cooperación desde la década de los sesenta, culmina una serie de expulsiones iniciada en 2008, cuando Morales declaró persona no grata al embajador estadounidense, Philip Goldberg, y le expulsó acusado de conspirar contra su Gobierno. Como respuesta, Washington retiró al suyo.
La Embajada estadounidense en La Paz espera ahora recibir información oficial por vía diplomática para comunicar la expulsión de la agencia a su Gobierno en Washington, explicaron fuentes diplomáticas.
Usaid desarrolla en coordinación con el Ministerio de Salud boliviano programas para facilitar el acceso a la salud de los segmentos más desfavorecidos de la población, con una financiación aproximada de 20 millones de dólares en tres años. Otro programa aborda el desarrollo sostenible y se ejecuta en 106 municipios del país para incrementar el rendimiento económico de la producción agrícola, el uso sostenible de recursos naturales y el acceso a servicios de agua potable, saneamiento, salud, educación y mantenimiento de caminos rurales para la población de esos municipios.
La expulsión de Usaid es la plasmación de una amenaza esgrimida por Morales desde 2009; de hecho, ya ese año fue expulsado del país el Programa de Fortalecimiento de la Democracia de la agencia estadounidense, acusado de financiar a organizaciones no gubernamentales que conspiraban contra el Gobierno de Morales, recuerdan las citadas fuentes.
Además, en julio de 2010 los alcaldes de la región de Pando expulsaron también a la agencia por supuestas intromisiones políticas.
Cuando Morales llegó al poder, en 2006, Usaid destinaba anualmente a Bolivia unos 40 millones de dólares para programas de salud, medio ambiente y desarrollo económico, casi la mitad de ellos para las zonas de Los Yungas, en La Paz, y el Chapare, en Cochabamba, ambas productoras de hoja de coca (base para producir cocaína)
Durante las celebraciones del Primero de Mayo, por primera vez se ha entonado hoy en Bolivia La Internacional. La orden era aprenderse de memoria la letra, pero ante la imposibilidad de ello, tanto el presidente Morales como el vicepresidente, los ministros y la gran mayoría de trabajadores concentrados sacaron el texto de la letra del himno para entonarlo junto a un coro.
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