1 de mai de 2013

Feliciano coloca ‘cura gay’ em pauta na calada da noite

Na calada da noite Feliciano coloca na pauta ‘cura gay’ e criminalização da heterofobia ao invés da homofobia
feliciano cura gay
Na calada da noite Feliciano coloca na pauta ‘cura gay’ e
criminalização da heterofobia ao invés da homofobia
(Foto: Reprodução)
Na noite desta terça-feira (30), véspera do feriado de 1º de maio, o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal (CDHM), pastor deputado Marco Feliciano (PSC-SP), agiu, como já previsto, e incluiu na pauta na reunião do colegiado, marcada para a próxima quarta (8), três dos projetos mais controversos que tramitam na comissão. Uma das propostas permite que psicólogos tentem curar homossexuais.
Outra penaliza a discriminação contra heterossexuais. A terceira, que torna crime a homofobia, tentará ser derrubada pelos integrantes do colegiado. A investida de Feliciano acontece após as manifestações contra ele perderem força no país e minguar de vez.
Entre as propostas consideradas preconceituosas, responsáveis até pela disseminação do ódio contra segmentos da sociedade brasileira, o primeiro projeto suspende a validade de uma resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) de 1999, que impede que psicólogos tratem homossexuais no intuito de curá-los de uma possível “desordem psíquica”.
O texto controverso, de autoria do presidente da bancada evangélica, deputado João Campos (PSDB-GO), tramita desde 2011 na Casa. Chegou a passar pela Comissão de Seguridade Social e Família (CSSF), mas, antes de ter o parecer aprovado, foi para a CDHM, a pedido de parlamentares contrários.
Com a nova composição do colegiado, porém, a matéria caiu nas mãos do pastor Anderson Ferreira (PR-PE), que emitiu parecer favorável.
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Com Paulinho, Aécio usa 1º de Maio para atacar Dilma, e ministros reagem

Tucano vai a festa da Força Sindical acusar governo de maltratar trabalhadores e de permitir volta da inflação; Gilberto Carvalho responde: 'Faz 10 anos que a história do país mudou. Pergunta se antes os sindicalistas eram recebidos no Palácio do Planalto' 
Com Paulinho, Aécio usa 1º de Maio para atacar Dilma, e ministros reagem
"Estaremos sempre vigilantes", disse Aécio, criticado por ministros
(Foto: Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress)

São Paulo – Representantes do governo e da oposição bateram boca hoje (1º) sobre a inflação durante as comemorações do 1º de Maio organizadas por quatro centrais sindicais brasileiras na zona norte de São Paulo, entre elas a Força Sindical. O assunto já se ensaiava nos discursos dos dirigentes sindicais antes mesmo que o pré-candidato do PSDB à presidência da República, Aécio Neves, tomasse a palavra.
"Não podemos permitir que o fantasma da inflação volte a rondar a mesa do trabalhador brasileiro", disse o tucano, que foi convidado pessoalmente para a festa pelo presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, que nos últimos meses ensaia deixar o PDT, criar um novo partido e migrar para a oposição a Dilma Rousseff. "É por isso que estaremos sempre vigilantes para que o país não seja mais uma vez, neste ano, lanterna em crescimento na América do Sul."
Aécio afirmou que o Brasil vem experimentando um ciclo de 20 anos de "conquistas" econômicas e sociais, mas voltou a pregar que os avanços só foram possíveis "porque, um tempo atrás, um grupo de homens públicos,  apoiados pela sociedade brasileira, debelou a inflação e acabou com o imposto inflacionário". O pré-candidato do PSDB fazia referência ao governo de Fernando Henrique Cardoso (1994-2002) e ao Plano Real, que amenizou a inflação vivida pelo país nos anos 1990. 
Nas últimas semanas, o senador tem testado o discurso a respeito da inflação como mote para a campanha do próximo ano contra Dilma, que até agora aparece como favorita à vitória. Ele tem acusado o governo de ser "leniente" com a inflação, que em março ultrapassou o teto da meta de doze meses estabelecida pela equipe econômica, de 6,5%. A alta de preços é vista pelo governo como algo temporário e, na comparação com os outros anos, não apresenta comportamento atípico, sendo puxada pela alta nos preços dos alimentos. Com o início da safra, em abril, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, tem afirmado que não será difícil caminhar para dentro da meta, que vem sendo cumprida desde 2005. No último ano do governo FHC, a inflação foi de 12,53%, quase o dobro da registrada agora. 
Durante o 1º de Maio, o senador tucano também criticou uma suposta preferência da presidenta Dilma Rousseff (PT) pelas reivindicações do empresariado em detrimento das demandas sindicais. "É preciso que tenhamos um governo que não tenha uma pauta permanente só com o empresariado, mas que construa uma pauta permanente também com a classe trabalhadora brasileira durante todo o mandato, não apenas nas vésperas da eleição."
Poucos minutos depois, o ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, usou o microfone para rebater as críticas do adversário e defender o governo. "Não é verdade que a inflação vai subir. Ela teve um pico nos últimos meses, é verdade, mas agora começou a cair", pontuou, ressaltando que Dilma tem sido uma "leoa" em defesa dos trabalhadores. As centrais brasileiras reclamam da falta de diálogo com o governo federal, que ainda não avançou em pautas históricas do movimento sindical, como a redução da jornada de trabalho e o fim do fator previdenciário. 
"Faz 10 anos que a história do país mudou. Pergunta se antes os sindicalistas eram recebidos no Palácio do Planalto", provocou o ministro. "O presidente Lula teve a coragem que ninguém teve de colocar o país a serviço dos trabalhadores." Gilberto Carvalho lembrou que 86% das categorias profissionais têm conseguido reajustes salariais acima da inflação nos últimos anos e que atualmente a taxa de desemprego está na faixa dos 5,6%.
O ministro do Trabalho, Manoel Dias, também saiu em defesa do governo. "Temos 10 anos de conquistas sociais, com milhões de trabalhadores resgatados da pobreza", frisou. "Milhões de pessoas foram colocadas na classe média, onde estão tendo acesso a bens de consumo e maior qualidade de vida. Outros tantos milhões foram retirados da miséria extrema."
No entanto, o ministro contemporizou afirmando que o papel dos sindicatos é cobrar o governo. "Os trabalhadores devem pedir cada vez mais, devem exigir reuniões semanais com a presidenta da República", afirmou. "Mas a inflação não está fora de controle."
O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), e a ex-senadora Marina Silva, dois prováveis adversários de Dilma em 2014, também foram convidados por Paulinho, mas não compareceram ao evento, que é organizado por Força, CTB, Nova Central e UGT.
Tadeu Breda
No Rede Brasil Atual
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A teoria do domínio funcional no acórdão da Ação Penal nº 470

Um dos temas que gerou maior discussão durante o julgamento da Ação Penal nº 470 foi a aplicação da teoria do domínio funcional da organização naquele processo. Cuida-se de concepção relativamente complexa, razão pela qual muito se questionou a possibilidade de seu emprego com relação aos fatos julgados. Agora, com a publicação do extenso acórdão, é possível conferir com maior exatidão qual foi a linha seguida, de forma prevalente, pelo Supremo Tribunal federal (STF).
A teoria do domínio funcional da organização, tal como elaborada originalmente, visava a estabelecer a configuração de autoria em situações nas quais não se verificasse a realização do fato criminoso diretamente por uma dada pessoa, tampouco houvesse uma determinação específica dada por esta para a prática do ato por um terceiro. Entretanto, em razão de existir um aparato de poder (estabelecido ao largo da ordem jurídica) dominado pelo agente em questão, que dele se serve para a prática de crimes, utilizando os executores imediatos como meros fantoches - já que são substituíveis e não têm qualquer poder de decisão -, deve-se considerar a existência de autoria do agente mediato em tais hipóteses.
Menções a essa teoria surgiram em diversos pontos do acórdão, mas ela foi mais aprofundadamente discutida no julgamento do denominado núcleo político. É impossível tecer análise detida do tema neste espaço, razão pela qual escolhe-se somente um aspecto. Da leitura do acórdão, verificam-se algumas afirmações no sentido de que haveria domínio funcional em razão de que alguns acusados ocupariam "o topo da estrutura" de partidos, por serem líderes de bancada ou presidentes de partido. Com efeito, não se pode concordar com a aplicação da teoria do domínio funcional somente a partir de tais dados. Um partido político não apresenta as características de um aparato de poder estabelecido paralelamente ao ordenamento estatal. Tampouco se podem caracterizar os demais participantes de um partido político como fungíveis e substituíveis, estando à mercê de seus dirigentes e sem qualquer capacidade de ação.
Na verdade, prosseguindo na leitura do acórdão constata-se que teria ficado comprovada a prática de condutas específicas - participação em reuniões, assinaturas de documentos, por exemplo - pelos acusados. Com isso, percebe-se que não seria necessário valer-se da teoria do domínio funcional para analisar a autoria ou participação de cada acusado, até porque essa construção foi pensada exatamente para casos nos quais tais condutas específicas não costumam ser verificadas. Seria suficiente, portanto, examinar o conjunto probatório relativo a cada conduta individual e a ligação subjetiva entre as condutas, verificando se os comportamentos constatados indicavam a prática delituosa ou não.
Ainda que os dois caminhos teóricos possam levar ao mesmo resultado no que se refere a esse caso específico, é importante observar que a utilização da teoria do domínio da organização em âmbitos para os quais não foi concebida levará ao abandono da responsabilidade penal subjetiva, que consiste em somente se atribuir pena diante de condutas próprias do acusado, decorrentes de decisões pessoais suas, e não alheias.
Helena Regina Lobo da Costa, professora doutora da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP)
No Valor
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Pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff sobre o Dia do Trabalho

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STF x Congresso: uma disputa imatura

A separação de Poderes em nossa Constituição é clausula pétrea. Não existe emenda constitucional tendente a aboli-la.
A expressão “tendente a abolir” significa não apenas que é inconstitucional a emenda que pretenda a extinção da separação como também a que altere o modelo especifico de separação adotado pela Constituição de 1988.
Diversos são os modelos de separação de Poderes existentes no mundo. Há os que dão preponderância ao Legislativo, como no caso dos parlamentarismos; em outros, o Executivo – ou mesmo o Judiciário e as Cortes Constitucionais – tem preponderância. Nossa Constituição não adotou nenhum deles. Promoveu um mix pelo qual, dentre outras características, cabe ao Legislativo a inovação primária da ordem jurídica criando originariamente direitos e obrigações por meio da lei e ao STF o controle de constitucionalidade das leis e emendas constitucionais com definitividade no sistema.
Nossa Constituição, no inciso III do paragrafo 4º do seu artigo 60 tornou intangível e imutável tal modelo. Só pode mudar por uma nova Constituinte.
Nos meios de comunicação, durante a semana, tivemos a oportunidade de constatar uma “queda de braço” entre Legislativo e Judiciário. A meu ver, nenhum lado tem razão integral.
De um lado, a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou a chamada PEC 33. O texto pretende submeter à aprovação do Congresso as decisões do STF pela inconstitucionalidade de leis e emendas. Óbvia inconstitucionalidade, ofensiva ao modelo de separação de poderes, e destruidora da principal competência do STF no sistema: interpretar com definitividade a Constituição.
Ao submeter a decisão do Supremo ao crivo do Congresso, a PEC 33 retira da Corte a definitividade de suas interpretações constitucionais no controle de constitucionalidade, a sua principal função e poder como Corte Constitucional. Isso implicaria em seu inconstitucional esvaziamento.
De outro lado, nos mesmos jornais – algumas páginas à frente – vimos notícias da nova decisão liminar do STF, emitida com base em decisões recentes daquela Corte, impedindo a tramitação de projeto legislativo tendo por fundamento a inconstitucionalidade no seu mérito.
Realiza-se aí uma espécie de controle judicial preventivo de constitucionalidade. Isso, a nosso ver, não tem sentido em nosso sistema.
Nossa Constituição autoriza o controle abstrato de constitucionalidade apenas pela via adequada, qual seja a da Ação Direta proposta pelo procurador-geral da Republica ou outro legitimado específico, não por mandado de segurança individual, bem como só em relação a leis e emendas já aprovadas e promulgadas e não quanto a meros projetos e proposituras apresentadas no âmbito interno do Legislativo.
Promover medidas de impedimento de tramitação de projetos legislativos por conta de seu mérito constitucional, e não por aspectos formais da própria tramitação, em essência, é impedir o livre exercício da função parlamentar, que se realiza através da apresentação e debates de tais projetos.
Ao agir assim o STF, a título de defender a Constituição, invade a competência do Parlamento, fere a liberdade parlamentar e – o que me parece mais relevante – restringe indevidamente a soberania popular.
Ambos os Poderes, portanto, ferem com tais medidas a separação de Poderes ao intervir na esfera de competência alheia procurando drenar em proveito próprio a esfera legítima de poder do outro.
É, portanto, benvinda a decisão do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de suspender a tramitação da PEC 33. O momento exige equilíbrio e espirito público dos mandatários e togados envolvidos. Ambos os Poderes devem promover medidas de contenção interna para evitar uma crise que tem apresentado pouca maturidade democrática
Na queda de braço entre Legislativo e STF, saem feridas a nossa Constituição, a democracia e nossa cidadania.
Pedro Estevam Serrano, advogado e professor de Direito Constitucional da PUC-SP,mestre e doutor em Direito do Estado pela PUC-SP.
No CartaCapital
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Eduardo Campos e Aécio acionam Gilmar Mendes para 'fechar' o Congresso

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Escória do senado
 O ministro do STF, Gilmar Mendes, "proibiu" o Congresso Nacional de tramitar um projeto de lei. Por mais absurdo que pareça, foi isso mesmo que ocorreu. Nem se trata de julgar a constitucionalidade ou não de uma lei aprovada. Trata-se de proibir os parlamentares de legislarem e aprovarem uma proposta. Para entender essa história, vamos voltar no tempo.
Quando o Psol foi criado, os deputados que mudaram para o novo partido não transferiram o tempo de TV nem o fundo partidário pertencente à sigla pela qual foram eleitos. O mesmo ocorreu quando o ex-vice presidente José Alencar e o senador Marcelo Crivella criaram o PRB.
Os parlamentares puderam ir para a nova legenda, mas o tempo de TV era o de um partido novo, que ainda não tinha eleito nenhum deputado. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou essa interpretação em 2006, a pedido do PSDB, porque favorecia os candidatos tucanos naquele ano.
Em 2007, o TSE decidiu que os mandatos obtidos nas eleições, pelo sistema proporcional (deputados estaduais, federais e vereadores), pertencem aos partidos políticos ou às coligações, e não aos candidatos eleitos. A decisão foi confirmada pelo STF em 2008, o que também beneficiou o PSDB e o DEM, que perdiam deputados para outros partidos. Logo, por coerência, o tempo de TV e o fundo partidário também deveriam pertencer ao partido e não ao candidato, o que bate com a interpretação de 2004.
Em 2012, quando Gilberto Kassab criou o PSD, o TSE e o STF mudaram sua posição, para surpresa dos meios políticos. Passaram a conceder o tempo de TV e fundo partidário ao partido de Kassab, computando os deputados que mudaram para o novo partido como se tivessem sido eleitos na eleição anterior por ele. Essa decisão, "coincidentemente", favoreceu de novo o candidato tucano José Serra, coligado ao PSD de Kassab. A decisão foi uma afronta ao conceito de fidelidade partidária, e passou a incentivar a bandalheira da criação de novos partidos, não ideológicos, mas apenas para acomodar interesses imediatistas para a próxima eleição.
Pois bem, o Congresso Nacional, para deixar regras claras, e não ficar à mercê da interpretação de onze ministros do STF a cada eleição, conforme o interesse momentâneo dos tucanos, resolveu colocar em votação o projeto de lei que veda claramente a chamada portabilidade, ou seja, a transferência do tempo de TV e do fundo partidário de um partido para outro novo, conforme o troca-troca de bancadas após as eleições.
O projeto não proíbe criação de partido nenhum. O projeto propõe que a divisão do dinheiro do fundo partidário siga a proporção das bancadas constituídas pela vontade do eleitorado, e não pelas mudanças posteriores de parlamentares, dos partidos que os elegeram para os de novas e raramente legítimas conveniências. Assim também para a divisão do horário eleitoral pago com dinheiro público.
Resumindo: define que novos partidos tenham apenas o tempo de TV e fundo partidário mínimo de qualquer partido que nasce, da mesma forma que tiveram o PT, o Psol, o PCdoB, o PRB, etc, quando vieram à luz. Foram conquistando tempo de TV a medida que cresciam a cada eleição.
Ninguém é dono da verdade nesse debate sobre mudanças na lei para rateio do tempo de TV e do fundo partidário. É um debate que pertence à sociedade, por isso o lugar correto de ser debatido é no Congresso Nacional, e não nos tribunais.
Os partidos que perderam no voto da maioria do Parlamento, se querem virar a decisão, que tomem as ruas debater com quem deve mandar de verdade, que é o povo. Que busquem apoio popular, em vez de fazer conspirações no tapetão dos tribunais e com os colunistas de jornalões decadentes.
A pedido do PSB presidido pelo candidato Eduardo Campos, com a aliança do PSDB do também candidato Aécio Neves, Gilmar Mendes sustou a tramitação do projeto no Congresso, até que o plenário do STF dê a sua decisão a respeito.
É uma vergonha o PSB, partido do Eduardo Campos, junto com o PSDB de Aécio Neves, MD (ex-PPS), etc. em vez de ter a coragem de buscar apoio popular para o fisiologismo que defendem, vá buscar fechar o Congresso no tapetão do STF, proibindo até a tramitação de projeto de Lei.
Caso Marina Silva
Marina Silva pode se filiar a qualquer partido existente, até o início de outubro, para ser candidata em 2014. Ela foi candidata pelo PV em 2010. Resolveu fundar um partido só seu. É uma escolha política dela, com bônus e ônus. Marina quer fazer o marketing de que seu partido Rede (do Itaú?) seria uma "nova política" (Mussolini também pregou coisa semelhante ao implantar o fascismo), mas Marina quer pegar o tempo e o fundo partidário da "velha política", em vez de trilhar o caminho de outros partidos que tiveram de disputar eleições para crescer. Cômodo, não? Que política é mais velha do que querer levar vantagem em tudo: ficar o bônus do marketing do "novo", sem o ônus de inovar, ficando também com o "bônus" dos velhos vícios da fisiologia política?
Helena Sthephanowitz
No Rede Brasil Atual
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Crise Gilmar Dantas

Capitão-do-Mato

Constituição Federal de 1988

Art. 52. Compete privativamente ao Senado Federal:
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal;
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BNDES vai financiar a democratização da mídia

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A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), presidenta da Comissão de Cultura da Câmara, comanda o início de uma grande revolução no Brasil, abrindo o debate sobre a democratização midiática nacional, a partir do dia 7 de maio, terça feira, 14 horas, no Congresso Nacional. O tema central é o financiamento pelo BNDES para as mídias comunitárias.
O grande banco estatal brasileiro, que até hoje assistiu apenas os grandes grupos midiáticos, que atuam, oligopolizadamente, alienando o povo, agora, sob orientação da presidenta Dilma Rousseff, abre as portas para os pequenos.
Com certeza, o oligopólio midiático brasileiro, formado por meia dúzia de plutocratas, vai chiar brabo.
A democratização midiática começará a ser alavancada pelo poder dilmista por meio de financiamento do BNDES às “micro e pequenas empresas de comunicação nas diversas plataformas”. Abre-se um mundo de novas oportunidades que balançará e renovará a cultura nacional. Isso significa que os empresários de pequeno porte, bem como associações comunitárias, terão oportunidade de explorar o setor de comunicação no Brasil, levando informações variadas, sintonizadas com os interesses da comunidade, a mais prejudicada pelo massacre midiático oligopolizado, que vende à população o pensamento único neoliberal, tanto no plano da política, como da economia e, também, da cultura.
O país está, praticamente, estagnado em termos culturais, sem movimento de renovação. A oligopolização midiática, sintonizada com o pensamento único neoliberal, não interessa por essa questão fundamental para formação da nacionalidade soberana. Ela está, unicamente, interessada em servir aos seus verdadeiros patrões, os grandes bancos, cuja missão tem sido, apenas, a de especular financeiramente com a moeda nacional, empobrecendo o povo, no processo de desorganização e fragilização da economia, sustentando, consequentemente, a colonização cultural.
Os grandes financistas, cujo discurso básico é o de atacar a orientação nacionalista imprimida pela presidenta Dilma à economia, odiarão, certamente, mais essa ação do BNDES. Participantes dos conselhos de administração dos principais veículos de comunicação do país, porque os financiam e, dessa forma, orientam sua linha editorial, voltada ao anti-nacionalismo, os representantes da bancocracia rearmarão suas baterias para os novos ataques.
No momento em que o mundo vive crise econômica global, detonada , justamente, pelo pensamento único neoliberal, não interessa ao oligopólio midiático discutir com a sociedade a orientação econômica que os grandes grupos financeiros imprimem como verdade absoluta, incontestável. Afinal, esse oligopólio é parte dessa “verdade”. Não há no Brasil, hoje, uma discussão livre sobre o que o imperialismo monetário, colocado em prática pelos Estados Unidos, sob orientação dos grandes bancos privados, que mandam no Banco Central americano, produz de prejuízos intensos para as economias dos países emergentes, em forma de exportação da inflação especulativa.
O jogo, que jamais é discutido, a fundo, pelo poder midiático tupiniquim, se assenta na ação americana de jogar moeda desvalorizada, sem limites, na praça mundial, encharcando o meio circulante, ao mesmo tempo em que são mantidas taxas de juros na casa dos zero ou negativo, para dar calote na dívida que vai se ampliando.
Enquanto isso, esse dinheirão que tende a apodrecer, por não dispor de lastro real, é exportado para o Brasil, Argentina, Venezuela, Paraguai, Colômbia, Chile, Equador, ou seja, para toda a América do Sul e outros continentes, em nome da salvação do capitalismo, expresso na figura dos EUA.
Os americanos se especializam em exportar sucata monetária como produto acabado do monetarismo ortodoxo que praticaram até levar o mundo à maior crise da história, superior, em muitos graus, ao crash de 29. Quando esse dinheirão podre entra nas fronteiras nacionais valoriza artificialmente a moeda brasileira e a de outros países, desorganizando suas economias, elevando importações, aumentando dívidas, juros, afetando salários, promovendo desemprego, quedas de arrecadação e investimentos públicos e comprometendo perigosamente as contas nacionais por meio do avanço da inflação.
Enquanto isso, o poder das empresas-imprensa, a serviço desse capital volátil, desestabilizador das instituições democráticas, anunciador de violentas crises políticas, fica pondo no tomate e no chuchu a culpa pelas pressões inflacionárias, desviando atenção da sociedade. Aposta na alienação e na mentira.
Chegou a hora de esclarecimentos verdadeiros, que somente poderão acontecer, se houver uma ampla democratização das comunicações, para que as verdades falsas sejam desmascaradas e a consciência política, social e econômica avance celeremente, para o fortalecimento da democracia, a partir das organizações comunitárias.
Serão estas, mediante liberdade ampla para discutir os problemas nacionais por meio de mídia alternativa, comprometida com os interesses comunicatários, as únicas capazes de mudar o sistema político-eleitoral, dominado pelas elites que comungam com o poder midiático colonizador.
A América do Sul, em meio à crise global, está sob pressão de uma outra forma de recolonização.
O grande império financeiro americano e europeu em crise de realização do capital super acumulado, tendente à deflação destrutiva do capitalismo, pretende estender o seu domínio por meio da moeda desvalorizada impressa pelos seus bancos centrais. Inflacionando as moedas dos outros e, com isso, fragilizando e desestabilizando suas economias, suas fontes de riqueza e de pensamento naturais, ampliam e renovam o velho domínio que exercem, salvo se essa farsa fantástica for desmascarada pelo debate livre. A conquista de uma mídia independente torna-se, portanto, fator de segurança nacional.
O BNDES, impulsionado pela presidenta Dilma, vai nessa linha de promover a libertação das consciências. É por isso que esse grande banco estatal está sob violento ataque do poder midiático oligopolizado, antinacional.
Junto com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, evitaram colapso econômico financeiro das empresas brasileiras, no momento em que estourou a crise mundial, em 2007-2008. Eles socorreram a produção e o consumo, garantindo os empregos, cujas taxas atuais são as mais elevadas no mundo, enquanto os governos das nações ricas, que enfrentam o oposto, ou seja, taxas elevadas de desemprego, lamentam não possuírem instrumento de dinamização da economia nesse porte.
O BNDES sofre os ataques violentos da oligarquia midiática porque promove não apenas o desenvolvimentismo nacional, mas, igualmente, o sul-americano, afastando os perigos da crise internacional.
O banco estatal brasileiro está, nesse momento, a serviço da expansão de grandes empresas brasileiras em todo o território sul-americano, alavancando obras de infraestrutura, ao lado de governos nacionalistas, na Argentina, na Bolívia, na Venezuela, no Equador, em Cuba, Colômbia etc..
É o grande banco de desenvolvimento sul-americano, enquanto o Banco do Sul não é criado por força de pressões internacionais. Desloca, com sua ação desenvolvimentista continental, os grandes bancos estrangeiros e mesmo o Banco Mundial e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, comandados por Washington, dominada pela bancocracia, irritada com esse estado de coisas.
Agora, o BNDES se volta para o avanço da consciência social latino-americana, para apoiar financeiramente a democratização midiática, colocando-se a serviço da superação das mentes colonizadas. Isso é um crime, para a bancocracia e seus serviçais da grande mídia.
O debate que a deputada Jandira Feghali abre no Congresso é histórico e começará a balançar as estruturas do poder midiático conservador antinacional a serviço do capital internacional.
Cesar Fonseca
No Redecastorphoto
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Desmontada rede para fraude na emissão de licenças ambientais no RS

Delegado da Unidade de Repressão a Desvios de Recursos
Públicos da PF-RS, Tiago Machado e da Repressão a Crimes
Ambientais e ao Patrimônio Público, Roger Soares Cardoso
coordenador a Operação Concutare.
Foto: Bernardo Jardim Riberio/Sul21
Após um ano de investigação, a Polícia Federal cumpriu 29 mandatos de busca e apreensão e deteve 18 pessoas nesta segunda-feira (29). Segundo a PF, foi constatada a atuação criminosa de funcionários públicos, empresários, despachantes e consultores ambientais. O esquema consistia na emissão de licenças ambientais mediante propina para construção de empreendimentos em áreas verdes, entre eles condomínios na capital gaúcha e no litoral norte do RS, além de autorizações para mineração no Guaíba a fim de atender a interesses privados. Entre as pessoas que, a princípio, ficarão presas por cinco dias, estão os secretários de Meio Ambiente do estado, Carlos Fernando Niedersberg (PCdoB), e de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia (PMDB), além do ex-deputado estadual e dono do Instituto Biosenso de Sustentabilidade Ambiental, Berfran Rosado (PPS).
As investigações começaram em junho de 2012, após denúncias à Polícia Federal coincidirem com indícios já apurados pela Delegacia de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente e ao Patrimônio Histórico (DELEMAPH). “Os investigadores se deram conta, após anos de trabalho, que não há como fazer um trabalho de repressão a crimes ambientais sem que se desarticulasse esta quadrilha, que incluía servidores públicos com função de proteção ambiental que praticavam atos que sabiam que causaria danos ao meio ambiente”, explicou o superintendente da Polícia Federal, Sandro Caron, em coletiva de imprensa.
Sem poder detalhar as informações sobre como funcionava o esquema para preservar o segredo de justiça do processo, o superintendente fez questão de salientar apenas que a não se trata de fraude em órgãos ambientais, mas de pessoas que cometeram atos criminosos nas estruturas públicas. “Percebemos que tinham servidores que eram impedidos de cumprir as tarefas de forma legal”, disse Caron.
Licenças ambientais eram trocadas por dinheiro e presentes
Em coletiva de imprensa, Polícia Federal explicou que rede
operava há tempo no estado e envolvia pastas do Meio
Ambiente, Fepam e Departamento Nacional de Produção Mineral.
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Na prática, a fraude ocorria de duas formas. Os empresários, ao solicitar licenças ambientais para determinados empreendimentos, poderiam pedir agilidade no processo de liberação ou contar com licenças que desrespeitavam os critérios ambientais. “Quando um empresário precisava de uma licença ambiental, ele procurava um consultor ambiental/despachante que fazia ponte com servidores corruptos. Algumas licenças só eram emitidas mediante pagamentos de quantias em dinheiro. Uma delas, foi liberada em uma tarde. É um recorde na administração pública brasileira”, explicou o delegado da Unidade de Repressão a Desvios de Recursos Públicos da PF-RS, Tiago Machado.
Os valores das propinas aos servidores corruptos não foram divulgadas, devido à variação no tipo de serviço trocado com os empresários. Alguns casos foram de R$ 20 mil e R$ 70 mil; em outros, as licenças ambientais eram trocadas por presentes. “Foi bastante complexa a investigação, mas coletamos provas fortes da corrupção que assola nosso estado no que se refere aos órgãos de controle ambiental”, disse o delegado de Crimes contra o Meio Ambiente e Patrimônio Público da PF, Roger Soares Cardoso.
As fraudes envolviam pessoas de dentro da Secretaria Estadual do Meio Ambiente, da secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre, da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM) e do Departamento Nacional de Produção Mineral. Entre os presos nesta segunda, 13 eram de Porto Alegre, sendo duas pessoas ligadas à Fepam. Uma pessoa foi presa em Santa Catarina e uma em Caçapava do Sul, uma em Caxias do Sul, uma em São Luiz Gonzaga e outra em Santa Cruz do Sul.
Advogado de Záchia diz: “ele não tinha ciência de nenhuma irregularidade”
Na residência de Luiz Fernando Záchia nesta segunda-feira (29)
foi apreendido dinheiro e um HD externo.
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
Apesar da Polícia Federal não ter confirmado nome de nenhum dos presos ou dos envolvidos na rede de corrupção, o advogado do secretário municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre, Luiz Fernando Záchia, compareceu à sede da Polícia Federal ainda na manhã desta segunda. Segundo Rafael Coelho Leal, seu cliente foi preso por volta das 06h15min, em sua residência, no bairro Bela Vista. “Não tivemos acesso ao conteúdo do inquérito devido à prerrogativa de função do processo, pelo envolvimento de um secretário estadual. Nem sabemos do que ele está sendo acusado”, disse o advogado. Em conversa com Záchia quando do mandado de busca e apreensão, o advogado afirma que o secretário disse “não saber do que se tratava e que não tinha conhecimento de qualquer irregularidade” na pasta do Meio Ambiente.
A Polícia Federal confirmou que estão sendo analisadas autorizações de licenças ambientais em empreendimentos da construção civil por parte da Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Porto Alegre. Diante da deflagração da operação, o prefeito de Porto Alegre, José Fortunati (PDT) determinou o afastamento de todas as pessoas apontadas na investigação, que ocupem cargos no serviço público municipal, até o fim do trabalho da Polícia Federal. “Não se trata de qualquer julgamento prévio, mas de uma iniciativa para preservar e garantir a total transparência ao processo”, afirmou Fortunati em nota à imprensa.
Vice da Casa Civil do RS assume pasta do Meio Ambiente 
O governador gaúcho, Tarso Genro (PT), delegou direto de Israel, onde cumpre missão internacional, o afastamento do secretário estadual do Meio Ambiente, Carlos Fernando Niedersberg. Tarso garantiu ainda que não relutará em afastar outros servidores, caso seja comprovado envolvimento no caso. “Não apenas o secretário será afastado. Se soubermos de qualquer outro nome do Governo do Estado envolvido, ele será igualmente afastado. Essa é uma medida preventiva”, assegurou em nota oficial. No lugar do secretário foi indicada a vice-chefe da Casa Civil, Mari Perusso (PPL).
Esquemas eram para agilizar licenças ambientais e emitir licenças
 fraudulenta em troca de dinheiro ou presentes. Empresários procurados
pela quadrilha podem contribuir com denúncias na Polícia Federal.
Foto: Bernardo Jardim Ribeiro/Sul21
A Polícia Federal constatou ingerência dentro da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (AL-RS) na tentativa de interferências no processo legislativo estadual, mas não foi citado o nome de nenhum parlamentar. Por outro lado, o superintendente da PF, Sandro Caron, confirmou que um dos presos tem foro privilegiado.
Os investigados serão indiciados por corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica, crimes ambientais e lavagem de dinheiro. “As condenações irão variar conforme os crimes atribuídos a cada um dos envolvidos, mas poderão ser de longos anos de prisão porque em alguns casos estão acumulados crime ambiental, formação de quadrilha e corrupção ativa”, explicou o superintendente da PF-RS, Sandro Caron.
Ainda estão sendo cumpridas ordens judiciais nas cidades de Taquara, Canoas e Pelotas. Novas prisões não estão descartadas e a estimativa da PF-RS é concluir a Operação Concutare com um total próximo a 55 indiciamentos. A operação foi denominada Concutare, termo com origem no latim que significa ‘sacudir uma árvore para fazer os frutos caírem’. “Foi uma operação necessária, uma vez que a investigação efetivamente revelou um grau muito nocivo de promiscuidade na relação de empresários, servidores e despachantes na questão ambiental”, disse o delegado Tiago Machado.
Uma força-tarefa está analisando os danos monetários causados ao erário e os danos ambientais provocados com as licenças criminosas. Documentos de órgãos públicos e coletados na casa de um dos presos estão sendo utilizados na investigação. A Polícia Federal disse que empresários que tenham sido assediados pela quadrilha e que queiram denunciar, podem procurar a sede da PF-RS e contribuir com o trabalho da polícia.
Rachel Duarte
No Sul21
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Dia dos Trabalhadores

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Tucano Alckmin voa e foge da pergunta

Alckmin se enrola todo quando perguntam se ele colocaria seu filho ou neto numa escola estadual no Capão Redondo.
20 anos de PSDB no governo e o que ouvimos é "nós vamos trabalhar pra melhorar a escola pública"

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A Copa é tão brasileira quanto um comercial da Coca Cola

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Copa ajuda a revelar a prevalência do mercado sobre interesses do Estado

O acarajé é proibido, mas a caixirola liberada, como o instrumento “oficial” da copa do mundo.
Quem quer que tenha chegado a uma ideia como essa, expõe em público o mais profundo desconhecimento da noção de cultura.
Poucas coisas poderiam ser mais fake, como essa de criar, de cima para baixo, um instrumento oficial.
Talvez a reabertura do Maracanã com um jogo dos amigos de Ronaldo, o homem-marketing cuja história está praticamente dissociada do estádio.
Ou o exótico nome do mascote, fuleco, que não é encontradiço em nenhuma das nossas tradições esportivas, muito menos folclóricas.
Pouco importa. A Copa do Mundo é tão brasileira quanto um anúncio da Coca Cola.
É um espetáculo de marketing traduzido ao português – e mesmo assim, mal traduzido.
O leitor que tente adquirir seu ingresso digitando São Paulo no site da Fifa vai perceber que o til nem sequer é reconhecido.
Não é à toa que eles se assustam com o nome de Mané Garrincha dado ao estádio de Brasília. Vetado, porque impronunciável.
O espetáculo da Copa do Mundo respeita profundas tradições da colonização, como a de expulsar índios para fazer um estacionamento.
Brasileiríssima, apenas, a hipocrisia da convivência entre a Comissão Nacional da Verdade e a coordenação do futebol brasileiro por quem esteve na linha de frente clamando por mais repressão.
Nós estamos modelando nossos estádios para as áreas vip exigidas pela Fifa, liberando a cerveja que vitamina os patrocínios e criando procedimentos jurídicos e instâncias decisórias, durante a rápida passagem desse cometa.
Nada que não nos seja propriamente inédito, mas que nunca esteve tão explícito. A soberania do Estado não tem valor superior ao conglomerado de empresas e recursos que aqui aportam.
Podemos criticar a Copa pelo elitismo do evento que já abriu a venda de ingressos com preços estratosféricos.
Podemos criticar a remoção de moradias populares que estavam no caminho desses novos bandeirantes dos negócios esportivos.
Podemos reclamar do volume de dinheiro que deixou de ser empregado na habitação, saneamento ou no transporte público.
Mas não podemos dizer que a Copa não nos ajuda a conhecer melhor uma realidade que já é patente e vez por outra se esconde: a prevalência do mercado sobre os interesses do Estado.
O exemplo de Wall Street, como o símbolo do sistema financeiro que interage com a economia muito mais do que a Casa Branca (para quem não se cansa de fornecer consultores), ou mesmo da grande mídia que pauta sem cessar, como verdade inabalável, os incansáveis mantras do neoliberalismo: monetarismo, arrocho, privatização etc.
Existe um enorme descontentamento com a classe política, tida por apática, pouco representativa e corporativa, quando não corrupta.
Mas o que a falência da política pode nos provocar é ainda mais perigoso: a capitulação dos instrumentos do Estado frente às grandes corporações.
O neoliberalismo abandonou a tradição liberal de desregulamentação.
As empresas já não querem mais acabar com o Estado. Querem se apropriar dele.
O braço forte deste Estado entregue aos interesses do mercado é um sistema punitivo cada vez mais intenso, que corrige e segrega os excluídos da manta social.
O estado policial que se constrói com ajuda da sistemática exposição da violência na mídia é o pontapé inicial para o sepultamento do que sobrou do estado social.
Se nos intervalos da Copa, assistirmos campanhas pela redução da maioridade, contra o terrorismo, ou apenas a crítica à invasão de ambulantes nas proximidades das arenas, não estranhemos.
Faz tudo parte do mesmo pacote.
Marcelo Semer
No Sem Juízo
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Maracanã, concessão bilionária

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A extraordinária competência da Globo

O que faz das Organizações Globo o maior grupo de mídia nacional?
Massa crítica acumulada durante décadas de pragmatismo, sem dúvida. Mas também uma visão estratégica imensamente superior à dos demais grupos de comunicação.
Nos anos 80, o grande salto da Folha de São Paulo foi ter se tornado o contraponto à Globo. A visão empresarial - jamais ideológica - de Otávio Frias percebeu o novo público que se formava, adepto das eleições diretas, adversário da burocracia, simpático aos novos costumes sociais, e apostou no novo.
Com essa estratégia, a Folha tirou uma geração de leitores do Estadão e se tornou o maior jornal brasileiro.
* * *
Hoje em dia, as comunicações globais estão submetidas ao mais violento processo de mudanças da história. De um lado, enfrentam o avanço inexorável das grandes redes sociais - Facebook e Google - avançando sobre os classificados e a publicidade nacional. De outro, o aparecimento de novos produtos midiáticos online.
Havia duas estratégias de sobrevivência a serem seguidas pelos grupos midiáticos nacionais.
Uma delas, seria o da diferenciação em relação ao líder - a Globo. A segunda, seria a de seguir o líder.
Os três grupos nacionais - Folha, Estadão e Abril - optaram por seguir o líder. Quando homogeneíza-se o produto leva vantagem quem dispõe de maior poder de distribuição. No caso, as Organizações Globo.
* * *
O pacto midiático teve como modelo Rupert Murdock e sua Fox News.
Murdock entendeu o avanço inexorável das redes sociais e resolveu levar a batalha para o campo político, ainda sob domínio dos grandes grupos de mídia.
Valeu-se, para tanto, de ferramentas tão antigas quanto o jornalismo: a exploração do medo supersticioso do "inimigo externo", um enredo em que se cobre os adversários políticos com a mesma vestimenta que a dramaturgia utiliza para personagens ancestrais, como o vampiro, o lobisomem, as forças do mal.
O pacto matou a competição e, sem ela, nenhum veículo pode se aproveitar da enorme massa de leitores que se sentiram órfãos de mídia.
* * *
Os grandes grupos aliados tinham dois adversários pela frente: as grandes redes sociais e as emissoras de televisão, em decadência, mas ainda assim abocanhando a maior parte do bolo publicitário.
Mas a frente escolheu como adversários ora dois velhinhos em final de vida (Fidel e Raul Castro), ora o presidente de uma nação irrelevante (Hugo Chávez, da Venezuela). E, no campo da mídia, blogs independentes e mídia regional, com acesso a fatias ínfimas do bolo publicitário federal.
* * *
Um dia os livros de marketing irão narrar a jogada mais esperta de um meio de comunicação em muitas décadas, levando todos os concorrentes no bico.
As enormes pressões feitas sobre a Secretaria de Comunicação (Secom) da presidência da República, para que não ampliasse os canais de mídia, tiveram como resultado a estratificação de todo o mercado publicitário. Mesmo com a queda de audiência das TVs e com o avanço exponencial do uso da Internet, as verbas mantiveram-se pesadamente concentradas no meio televisão, especialmente na TV Globo - que hoje em dia controla 60% das verbas publicitárias do país.
Agora, a realidade econômica se impõe. Jornais e revistas pulam, então, para a piscina da Internet. Mas ela está semi-vazia, porque, devido à sua própria pressão, a publicidade tradicional não rumou para a Internet - como em todas as demais economias desenvolvidas do planeta.
Em três ou quatro anos, a queda de audiência das emissoras de TV irá se refletir nas verbas publicitárias. Mas os demais grupos midiáticos serão irrelevantes. Continuarão guerreando contra os velhinhos de Cuba, enquanto a Globo já terá completado a transição.
Luis Nassif
No Advivo
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Prova que Deus não existe

Finalmente, os ateus tem as mesmas provas que os crentes para contestar a existência de deus.


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As crianças torturadas em nome de Jesus

Pastores pentecostais promovem violentos exorcismos em pequenos africanos para ganhar dinheiro.
Falsos profetas acusam crianças de bruxas para ganhar dinheiro
Falsos profetas acusam crianças de bruxas para ganhar dinheiro
Uma tragédia — uma a mais, melhor — está ocorrendo na África em nome de Jesus: a exploração religiosa de inocentes por falsos profetas de igrejas pentecostais. O texto abaixo é de Clóvis Pacheco Filho, ou “Prof” para quem acompanha o Diário — antropólogo, professor e jornalista.
Vídeos postados no Youtube mostram como a expansão do pentecostalismo na Nigéria, no Congo, em Angola, em sua vertente dita Teologia da Prosperidade, vem causando seríssimos problemas, ao se sincretizarem com a crença dos povos locais nos ramos africanos da feitiçaria.
Os pastores das instituições religiosas citadas, após acusarem crianças e jovens da prática de bruxaria, exigem dinheiro de seus pais, para procederem ao exorcismo.
Como a quantia exigida em geral supera a capacidade de pagamento dos pais dos acusados, o exorcismo prescrito – que em si mesmo é bastante violento – acaba sendo realizado pelos familiares, que assim acreditam que irão sair da miséria econômica, curar doenças, resolver problemas que, no seu entender, são causados por seus filhos. E esses filhos, muitas vezes, são menores de dois anos.
Os resultados dos exorcismos sempre são os piores possíveis, como morte, ferimentos, mutilações e os traumas psíquicos, o abandono social e a exclusão total da vítima, que fica atirada à própria sorte.
Quero ressaltar que tanto os pais quanto os pastores acreditam na existência da feitiçaria, em si mesma, traço comum em várias culturas africanas. Esse fato corrobora minha tese de que raramente ocorre conversão completa em massa de todo um povo a uma nova religião, mas somente conversões completas em casos individuais, que são, quase sempre, muito raros.
O que se dá, em geral, é o surgimento de um sincretismo, na maior parte dos casos históricos conhecidos. E os próprios pastores africanos citados, que alegam sua condição de cristãos seguidores da Bíblia, acreditam no poder da feitiçaria, como qualquer outro africano de suas comunidades de origem.
Daí a facilidade que encontram para a prática da manipulação das consciências, para os ganhos pecuniários pessoais e para a consolidação de seu poder.
Observe o vídeo abaixo:
A respeito da atitude dos tais pastores nigerianos e congoleses que maltratam crianças depois de, publicamente, acusarem-nas de bruxaria, é bom que se tenha em mente, repito, é a demonstração de que não há nada mais enganoso do que a crença na hipotética conversão em massa de um povo, de uma religião tradicional a outra, a uma religião nova.
Conversão bem sucedida pode acontecer individualmente, mas quanto a um povo, em sua grande massa, a história demonstra que isso jamais aconteceu.
Isso porque o homem jamais faz uma faxina mental completa, eliminando tudo o que antes estava em sua mente, para aceitar outro conteúdo, mormente se trazido de outra cultura.
Há, sobre isso, uma frase famosa, dita por um ilustre bispo católico do início da Idade Média, da cidade francesa de Reims, canonizado como São Remígio, que disse ao rei Clovis, do povo franco sicambro, estabelecido na região onde hoje está Paris, quando ele se converteu, depois de ter sido perseguidor do cristianismo: “Curva a cabeça, altivo sicambro. Adora o que queimaste e queima o que adoraste”.
Atualmente, na Nigéria, o cristianismo tem mais espaço social, em especial pelo pentecostalismo, em sua variante mais conhecida, a que deu origem à Teologia da Prosperidade, corrente que, no meu entender, é uma das maiores vigarices dos tempos modernos.
Os pastores citados, antes de qualquer coisa, manipulam abertamente o sincretismo, uma vez que seus rebanhos são compostos por pessoas que acreditam tanto nos conteúdos do cristianismo pentecostal, quanto nos valores tradicionais da crença em bruxaria. Daí a eficácia do que o pastor fala, diante de seu público, com relação aos que lhes dão o dinheiro como pagamento dos tais atos de exorcismos.
A ideologia subjacente à fala dos tais pastores é a que garante que se o fiel der dinheiro para os pastores, que se apresentam como representantes de Deushomens e mulheres de Jesusportadores da Palavra, Deus devolverá em dobro.
Para que é que Deus precisa de dinheiro é a pergunta correta, mas se torna facilmente explicável se forem observados os carros, jóias, casas de luxo, roupas de griffe ou pelo menos, de boa qualidade, possuídos pelos santos homens e santas mulheres de Jesus.
Em alguns dos casos mostrados pelos vídeos, o cinismo dos tais pastores é evidentíssimo. Podemos perguntar como é que pais e mães aceitam tal vigarice sem se revoltar, uma vez que as vítimas são seus próprios filhos, e quase sempre, crianças inocentes e apavoradas.
Acontece que em tais culturas tribais, quase sempre a criança tem uma personalidade diminuída, e que somente é realizada de modo integral com a maioridade, e que na maioria dos casos é quando se torna elemento ativo, pode se casar, exercer todos os atos da vida normal. E, geral, esse momento é demarcado por um rito de iniciação, um rito de passagem, como dizemos nós, antropólogos.
Crianças na Nigéria tentam se defender de acusações de bruxaria
Crianças na Nigéria tentam se defender de acusações de bruxaria
Enquanto não passaram pela iniciação, eles são indivíduos muitíssimo pouco diferenciados, e contam bem pouco, socialmente, tanto que quando morrem, pelo motivo que for, recebem ritos fúnebres bem menos elaborados. E sua morte é compensada sentimental e afetivamente por um novo filho.
Daí a facilidade com que famílias miseráveis aceitam a acusação de bruxaria, por envolverem crianças, que contam muito pouco na vida social.
Não estamos nós, no Brasil, isentos de tais acusações de bruxaria e similares. Houve vários casos atuais, publicados na imprensa, nos quais membros de igrejas do gênero, e seus membros fanatizados exorcismaram por meio de pancadaria várias pessoas que praticam (entre os sobreviventes) ou praticavam a umbanda, candomblé, e outros cultos do gênero. Tais casos foram numerosos na Baixada Fluminense, por parte de obreiros, “bispos” que tais. Por isso, é bom que tais fatos sejam conhecidos.
Já escrevi sobre os efeitos nocivos do pentecostalismo na África. Um pentecostal e se doeu. Parece que no modo de pensar dele, nenhum pentecostal seria capaz de fazer atrocidades, assim como “não fazem achaques de dinheiro dos fiéis”, porque no modo dele entender isso é mais que correto, pois é adepto da tal de Teologia da Prosperidade. Todos os seus pastores são santos homens de Deus, em sua visão maniqueísta.
Dada a simploriedade dele,  se vê que não é pastor, é ovelha, das que gostam de ser tosquiadas. Fosse pastor, do gênero em questão, os tais da prosperidade, seria, pelo menos, um pouco mais esperto.
No DCM
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