23 de abr de 2013

Publicidade governamental - caso de crime de responsabilidade?

http://w3.i.uol.com.br/Wap/2010/04/20/midia-indoor-economia-dinheiro-analise-consulta-negocio-dado-diagrama-indicador-financa-financeiro-bolsa-queda-lucro-crise-diagrama-grafico-crescimento-informacao-investimento-1271790205639_956x500.jpg 
Depois da popularização da internet, a partir de 1996, essa história de "mídia técnica" baseada em audiência faz tanto sentido como a obrigação de as empresas publicarem seus balanços anuais em jornais impressos: nenhum.
O problema é que tem muita cabeça velha tratando de coisas novas, e não apenas no governo federal. A audiência da internet é zilhões de vezes superior à da mídia tradicional, aí incluída da TV Globo, suas afiliadas, assemelhadas e assimiladas, país afora.
O que temos hoje é esse mecanismo perverso que injeta milhões de reais por ano nos oligopólios de mídia que se sustentam de dinheiro público, mas não prestam serviço algum à sociedade, justamente porque concentram seus interesses na defesa pura e simples do grande capital rentista e do latifúndio.
Isso significa que o governo do PT, com essa história de "mídia técnica", tem financiado a mesma mídia que sataniza as ações assistenciais do governo, sabota os anseios populares e criminaliza os movimentos sociais. Isso em nome de uma liberdade de imprensa de viés golpista que é imposta pelos grupos de mídia como chantagem permanente ao Estado de direito, como se fosse a imprensa, e não as instituições nacionais, o verdadeiro guardião da cidadania.
A titubeante, confusa e deliberadamente evasiva posição do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, em relação à discussão do marco regulatório das telecomunicações no Brasil é fruto, exatamente, dessa situação esdrúxula na qual os detentores do poder de decisão a favor da sociedade são os primeiros a se acovardarem ao primeiro sinal de insatisfação do Louro José.
As emissoras de TV trabalham sob regime de concessão pública. O governo federal tem direito, por lei, a espaço gratuito durante a programação para veicular pronunciamentos oficiais e deveria usá-los com maior frequência, em vez de gastar bilhões em publicidade.
Essa situação já saiu do campo do ridículo e caminha, a passos largos, para a esfera do crime de responsabilidade.
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A ressaca de quem acreditou no próprio eco

 
A campanha midiática pela alta dos juros nas semanas que antecederam a reunião do Copom, do dia 17, foi tão intensa e manipuladora que acabou prejudicando quem pretendia beneficiar.
Vivendo a ressaca agora, o mesmo jornalismo informa discretamente, longe das manchetes arrebatadoras de dias atrás, que apenas um dos muitos iludidos pelo seu jogral, uma financeira conceituada no mercado, embolsou um prejuízo de quase R$ 100 milhões no carnaval do tomate rentista. Um exemplo, entre muitos.
A instituição fixou posições especulativas com base na aposta de que o BC elevaria em 0,5% a Selic, num primeiro estirão de três, até completar 1,5% de alta este ano.
Justiça seja feita, trabalhou-se operosamente para que isso ocorresse.
Diariamente, não raro mais que uma vez ao dia, vendeu-se ‘informação segura’ de que essa seria a dosagem do BC para a taxa básica de juro em 2013.
A ‘formação das expectativas’ tão caras ao cálculo financeiro – e de fato importantes num capitalismo em que as finanças precificam o futuro no presente, condicionando todo o cálculo econômico-- foi modelada ao bel prazer de um jornalismo que divulga interesses como se fosse verdade.
Ao mesmo tempo em que cobra do ‘Banco Central independente’ que ‘ancore as expectativas’ para evitar estouros da manada, esse jornalismo age como carrasco da autonomia que idolatra.
O tomate foi só o porta-estandarte desse jogo ecoado pela menos transparente de todas as esferas da mídia, que, diga-se, não prima por essa qualidade.
O prejuízo colhido por rentistas iludidos com o próprio eco estampado nas manchetes evidencia a precariedade da arena na qual são decididas variáveis de incidência importante no futuro do país.
Uma narrativa ardilosa e comprometida distorce as expectativas e pode, de fato, desencadear uma dinâmica agressiva de preços que transforma profecia em verdade.
É capaz de embalsamar um país num formol de juros e recessão.
A suprema irracionalidade martelada diariamente pauta a agenda do próprio governo, ao mesmo temo em que veta o debate e interdita as soluções dos desafios reais do país.
No episódio recente da Selic de nada adiantou figuras insuspeitas , como a do ex-ministro Delfim Netto, escancarar o jogo pesado em curso.
Nos últimos 14 anos a taxa média de inflação anual foi de 6,36%. O fato curioso é que uma inflação tão alta durante tanto tempo foi bem suportada pelo setor financeiro enquanto a taxa de juro real era de 7% ou 8%. Agora, com a taxa de juro real de 2%, ela parece insuportável”, disse o ex-ministro em artigo na revista Carta Capital, uma semana antes da reunião do Copom.
Outros lembraram que em 14 anos de regime de meta de inflação o sacrossanto centro da meta só foi cravado em três oportunidades: 2000, 2006 e 2007.
Não tanto pelos efeitos terapêuticos do juro alto.
Induziu-a, de fato, a valorização cambial que promoveu a deletéria invasão de importações baratas – a um custo elevado em termos de desindustrialização.
Ao ceder ao jogral rentista, decepcionando-o na talagada, o Copom do último dia 17 gerou, paradoxalmente, um efeito bumerangue na contabilidade do dinheiro a juro.
No dia seguinte à elevação da Selic em 0,25% as apostas no mercado futuro de juros recuaram.
Quem havia dormido num colchão inflado em uma alta de 0,5% colheu os frutos do próprio veneno.
Morder a própria língua faz parte do jogo especulativo. Punido com prejuízo em espécie.
O incompreensível é que o backing-vocal e alguns dos principais veículos-solistas desse enredo periódico de alarmismo e manipulação persistam com a reputação intocada.
Ancorados em uma capacidade de difusão monolítica, que faz gato e sapato da teoria das expectativas, bem como de governantes e autoridades desprovidos de meios equivalentes, repousam incólumes.
Afinando o tom para o próximo assalto. 
Saul Leblon
No Carta Maior
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França: Homossexuais já podem casar-se e adotar

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Morrendo pela boca

http://novobloglimpinhoecheiroso.files.wordpress.com/2012/07/pig_crise01.jpg?w=450&h=207 
Primeiro martele, dia sim, outro também, na cabeça das pessoas, que o Brasil vai mal das pernas, que a inflação puxada pelo tomate disparou, que a política de redução de juros está com os dias contados, que as obras de infraestrutura não andam, que o intervencionismo do governo emperra o lucro dos capitalistas, que a redução das tarifas de energia elétrica logo será tragada pelo aumento cobrado pelas distribuidoras de energia. Depois, adicione uma dose cavalar de moralismo udenista seletivo. Misture tudo com a judicialização da política, de preferência contando com a ajuda do mais autoritário, grosseiro e antidemocrático presidente da história do Supremo Tribunal Federal.
Está pronto para ser servido pela oposição midiática, parlamentar e judiciária o prato da sabotagem da economia brasileira. Como não existe almoço grátis, o objetivo é fazer com que os donos do dinheiro se empanturrem com essa gororoba a ponto de não investirem no Brasil, à espera de que as coisas mudem em 2014. Contudo, como todas as pesquisas mostram que a população rejeita essa iguaria, é bem provável que os "chefs" responsáveis pelo cardápio tenham mais uma indigestão, como em 2002, 2006 e 2010.
Esta semana, o tiroteio visando abalar a imagem de gestora da presidenta Dilma teve como base dois truques, um mais rudimentar e cínico do que o outro. Todos os veículos do monopólio midiático rasgaram manchetes sobre o "estouro da meta da inflação". Me causou preocupação ouvir de gente que não se pauta pelo PIG, e até de amigos e militantes de esquerda, que a inflação havia estourado a meta. Só que não estourou coisa nehuma.
Qual é a jogada da mídia para manipular os índices da inflação ? É simples. O sistema de metas abrange o ano inteiro. Ou seja, pegando ao ano de 2013 como exemplo, o que vale é o período de janeiro a dezembro. Assim, só depois de apurada a taxa de inflação do último mês do ano será possível saber se a meta foi estourada ou não. Se ultrapassou o teto da meta (6,5%) ou não.
E, para respaldar seu alarmismo, o PIG apela para a anualização do índice. Assim, se saíram os números da inflação de março de 2013, como agora, a conta mandrake é a seguinte : somar os índices de março de 2012 a março de 2013 e decretar que a meta foi estourada. Que se dane se os próprios "analistas" midiáticos saibam que o repique inflacionário do mês se deveu a problemas sazonais no preço dos alimentos. Que se dane se o preço do vilão da inflação, o tomate, já esteja em queda livre.
Vale tudo para criar a sensação de que a inflação está fora de controle, para aí então forçar o Copom a aumentar a Selic, a taxa básica de juros da economia já na proxima reunião, marcada para os próximos dias. Solidários com a insatifação rentista, os barões da mídia e seus colunistas já não escondem sua receita para o Brasil de hoje : aumento da taxa de juros, desaquecimento do mercado e desemprego.
Outra patifaria da semana foi a forma como foi explorada a divulgação do índice do Banco Central sobre a atividade econômica do mês de fevereiro, uma espécie de prévia para o PIB do período. Fugindo ao padrão estatístico usual de comparar o mês de determinado ano com o mesmo mês do ano anterior, a ênfase absoluta da midia foi a comparação com mês anterior, janeiro de 2013.
Aí foi aquele estardalhaço : "PIB do Brasil recua 0,52%", "Economia cai 0,52", e por aí vai. A tal história do "pibinho". Mas, por trás dessa onda de pânico, a realidade é outra : confrontando os dados do Banco Central de janeiro e fevereiro, o que aconteceu foi que a atividade econômica do país cresceu menos 0,52% em fevereiro do que em janeiro. Repare bem, é diferente : crescer menos não é cair. E mais : se como é de praxe o foco principal fora a comparação com o mesmo mês do ano passado, o PIB brasileiro cresceu em fevereiro 1,88%.
É preciso estômago para suportar essa gente.
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Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda

Alguns jornalistas têm o péssimo hábito de falar sobre qualquer coisa, mesmo sendo bem informados sobre quase nada. Rachel Sheherazade parece fazer parte deste time. Mas ela não sabia com quem estava mexendo. Nesta resposta abaixo, a mestranda Mariana Gomes deixa claro que não é daquelas pessoas que enfia o rabo entre as pernas. E botou a moça do SBT no seu devido lugar. Rachel Sheherazade vai sonhar com Valesca Popozuda dançando funk por uns bons dias.


Caros Rachel Sheherazade e equipe do SBT,
Eu sou Mariana Gomes, mestranda em Cultura e Territorialidades e responsável pelo projeto My pussy é o poder. Gostaria de agradecer à visibilidade que estão dando ao projeto sobre funk e feminismo. Quero agradecer também por serem claros ao exibirem todo o conservadorismo de Rachel e o oportunismo de vocês. Digo isso porque pretendo pontuar algumas questões nesta carta-resposta, e elas, com certeza, não contemplarão a visão de mundo tão pequena apresentada tanto na reportagem quanto nos comentários da jornalista.
Em primeiro lugar, Rachel, logo na apresentação da matéria, um pequeno erro demonstra seu “vasto” conhecimento sobre a área acadêmica: no mestrado não se faz tese, e sim, dissertação. A tese só chega com o doutorado. Mas tudo bem, este é um erro bastante comum para quem está afastado do ambiente acadêmico e, mesmo assim, pretende julgá-lo ferozmente. Outra questão importante é: frisei em diversos momentos que o projeto não se refere apenas à Valesca, ainda assim preferiram insistir no caso. Perdoados, Valesca é diva, merece destaque mesmo.
Em segundo, mas não menos importante, gostaria de pontuar algo que pra mim é muito caro. Não existe dualidade entre usar o cérebro e outras partes do corpo para produzir qualquer coisa na vida. O repórter disse que eu usei o cérebro para fazer o projeto e que, Valesca, usa ~outras partes do corpo~. Ora, queridos, eu usei muito esse popozão aqui para fazer minhas pesquisas. Dancei muito até o chão, fiz muito treinamento do bumbum e continuo fazendo muito quadradinho de quatro (o de oito não consigo AINDA)! Valesca usa o cérebro tanto quanto eu, você – e mais que Rachel – para continuar seu trabalho. Não julguemos a inteligência de uma mulher de acordo com os padrões estabelecidos. Isso é machismo.
O repórter me perguntou por mais de uma vez se eu tive medo de não ser aceita na academia com meu trabalho. E todas as vezes eu respondi que NÃO TIVE MEDO. Confio no meu potencial, na relevância do tema e, principalmente, na capacidade de renovação e transformação da academia. Quando se trata da UFF, mais ainda, porque conheço o corpo docente e sei a visão de mundo dos professores – nada conservadora, muito mais avançada do que muitos que se dizem avançados.
Não vou comentar sobre o fato de terem entrevistado apenas uma pessoa na rua – e que disse que eu merecia nota zero – porque competência é critério básico para o jornalismo
Sobre a minha fala: colocaram o que eu disse em um contexto equivocado. Eu não tenho essa visão utilitarista da cultura. Não acho que para acabar com o preconceito precisamos “ver o que eles tem a oferecer”. O que eu estava dizendo ali é que, durante a pesquisa, é preciso abrir a mente e ver o que vamos conseguir extrair da observação participante e o que vamos aprender com o movimento. Afinal de contas, quem tem que oferecer algo sou eu: um bom projeto, que sirva para transformar – ao menos parte – (d)o mundo!
“O papel do funk na cultura, só o tempo dirá”, diz o repórter. ISSO NÃO É VERDADE. O papel do funk na cultura está comprovado. E não por mim, pelo meu projeto, por projetos anteriores, mas pelas práticas cotidianas, pelo seu papel em diversas áreas de conhecimento, em diversos setores da sociedade, pela referência que se tornou para boa parte da juventude brasileira. A reportagem é rasa e não tem qualquer compromisso com a realidade concreta, que já provou há muito tempo o que o funk representa.
Agora vamos ao chorume destilado por você, Rachel Sheherazade: insinuar que a popularização da universidade é ruim fica muito, muito feio pra você. Desculpe-se, por favor. E se o funk fere seus ouvidos de morte, acho uma pena, porque EU ADORO, EU ME AMARRO. E meu recado pra você é: é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado
Dizer que produção de cultura vai do luxo ao lixo é de uma desonestidade intelectual sem tamanho. Como eu disse ao G1 e digo diariamente, hierarquizar a cultura só prejudica. Essa hierarquia construída ao longo de séculos e baseada em um gosto de classe muito bem definido, no qual apenas o que elites definem o que é cultura e o que não é – ou, nas suas palavras, o que é ‘luxo’ e o que é ‘lixo’ – precisa ser COMBATIDA. Creio que a academia é SIM uma das trincheiras na luta pela desconstrução desse pensamento elitista, preconceituoso e, para não ser maldosa, desonesto.
Você, Rachel, diz que as funkeiras estão aquém do feminismo. Mas e você? O que sabe sobre o tema? Tendo a acreditar que Valesca sabe muito mais sobre isso do que você, mas estou disposta a ouvir seus argumentos sobre o assunto. Feminismo, assim como o meu projeto, não é piada, é coisa séria, muito séria.
Para concluir, gostaria de te perguntar quais critérios te levaram a questionar a profundidade do meu projeto. Não gostaria de personalizar o problema, mas nesse caso, não tenho outra alternativa. Você sabia que meu projeto obteve nota 8,5 entre vários projetos avaliados? Pois é. Você leu o meu projeto? Pois é. Você sabia que, para ingressar no mestrado, uma prova é aplicada e, nela, precisamos estudar no mínimo 4 livros? Disponibilizo aqui a bibliografia cobrada para tal prova e aproveito para perguntar – não que isso faça diferença, mas quem começou com argumentos sobre profundidade foi você – quais deles você já leu ao longo da vida. No meu projeto também consta parte da bibliografia utilizada por mim. Também questiono: dali, quais livros você já leu, conhece ou ouviu falar?
Peço perdão pelo argumento de autoridade em dizer que é preciso ler para saber das coisas mas, nesse caso, se você me cobra profundidade, eu te cobro conhecimento.
Abra a mente, Rachel! Vem aprender a fazer o quadradinho.
Cordial – mas não passiva – mente,
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Mercenários estavam entre o público da maratona de Boston

Ao menos 5 militares terceirizados da Craft estavam operando na cena do crime com mochilas pretas semelhantes às usadas para carregar as panelas de pressão com as bombas
A Natural News acabou de confirmar que ao menos 5 militares terceirizados (mercenários) estavam operando na cena do crime na maratona de Boston, todos carregavam mochilas pretas semelhantes às usadas para carregar as panelas de pressão com bombas.
A mídia tradicional está censurando completamente qualquer menção a esses mercenários da Craft (empresa de 'segurança' militar semelhante à Black Water), fazendo de conta que não existem. Só a mídia alternativa está conduzindo uma investigação verdadeiramente jornalística desses ataques. A mídia tradicional não está interessada na verdade, só querem torcer o ataque até virar uma forma de culpar os suspeitos de sempre (árabes e americanos extremistas) por algo em que eles não participaram.
Graças à ajuda de pesquisadores postando no 4Chan, mais alguns de nossos analistas, conseguimos trazer a nova pesquisa à luz.
Quem é esse cara e o que é isso em suas mãos??? A foto seguinte foi tirada poucos momentos depois da detonação da primeira bomba. Muitas pessoas estão se perguntando. "Quem é esse cara?" e por que ele está em botas e calças de combate. Mais importante, o que ele leva em suas mãos?
Fomos capazes de dar um close em suas mãos e com um pouco de pesquisa descobrimos que esse aparelho é um "detector de alerta de radiação" usado para situações de bomba suja, ou ataque nuclear.
Isso imediatamente suscita questões do tipo: Quem contratou esse cara? De que lado ele está? Por que ele teria adivinhado a necessidade de um detector de radioatividade? Que tipo de mercenários carrega rotineiramente um equipamento desses, tão caro?
Quando investigávamos as fotos, localizamos mais quatro mercenários com os mesmos uniformes: botas de combate caqui, calças de combate caqui, jaquetas pretas, mochilas pretas e equipamento de comunicação tática.
Aqui uma foto de 3 desses mercenários, o do meio é o mesmo da foto acima:
Várias coisas a reparar nessas fotos:
1) Todos os três parecem surpresos, mesmo chocados pelos eventos. Isso pode parecer significar que eles não esperavam o evento.
2) O objeto na mão do homem do meio pode parecer uma arma de mão, mas tenho certeza que não é. Por quê? Porque nenhum mercenário bem treinado iria carregar uma arma com dedos em pinça. A maneira correta de carregar uma arma enquanto se corre é firmemente na palma da mão. Esse objeto é provavelmente um detector de radioatividade como o da foto acima.
3) O homem à esquerda parece carregar um aparelho que aciona com o polegar, um rádio???
4) O homem da direita revela em sua camiseta o logo da "The Craft" na camiseta, visível por que sua jaqueta se abriu para essa foto (veja abaixo)
Aqui a foto comparativa do logo da Craft:
Mais dois mercenários na cena do crime com o mesmo uniforme e no boné o logo da Craft:
O fuzileiro naval e franco-atirador Chris Kyle também era um membro da Craft. Ele foi assassinado por um de seus mais próximos amigos alguns meses atrás. A aparência dos mercenários da Craft na maratona de Boston levanta questões a respeito da morte de Chirs Kyle. Na foto em destaque, eis Chris Kyle na TV nacional usando o boné da Craft:
Aqui, o slogan da Craft, que diz: "A violência resolve, sim, alguns problemas".
Se você ainda tem dúvidas a respeito dos mercenários da Craft, cheque esse site The Craft website onde esses logos, uniformes e equipamentos são visíveis.
As mochilas-bomba são similares às mochilas usadas pelos mercenários Craft. Aqui é que a coisa fica realmente assustadora: as mochilas que levavam as panelas de pressão parecem incrivelmente semelhantes às usadas pelos mercenários da Craft:
Outra vista do logo da caveira da Craft tiradas do seu próprio website e foto que mostra funcionários da Craft numa feira de negócios. Todos usam as mesmas botas e calças de combate:
O que tudo isso significa? Primeiro, nos livremos da baboseira dos trolls de que isso é teoria de conspiração. Como podem, fotos de pessoas reais serem evidência de teoria de conspiração? Elas não são. Em trabalho policial de verdade, se chamam de evidências. E as pessoas nas fotos deveriam ser encaradas como pessoas de interesse (gente passível de investigação).
Mas elas não são!! Toda a mídia e o aparato policial estão fazendo de conta que eles não existem (agora essa é a teoria de conspiração DELES).
Sabemos, entretanto, que os funcionários da Craft não trabalham de graça. Eles não são um bando de voluntários. Isso significa que alguém os pagou para estarem ali.
Quem pagou a Craft para ir à maratona? E qual era a sua missão?
Por que sua presença na maratona de Boston está sendo ignorada? Por que essas pessoas de interesse não estão sob investigação?
Por que eles carregam detectores de radiação? O que há em suas mochilas? Sanduíches de presunto?
O fato de que a mídia se recusa mesmo a reconhecer a existência de tais mercenários é auto-evidente.
Vídeo mostra entrevista com corredor que fala sobre um alto número de cães farejadores perto da linha de chegada. Antes das bombas serem acionadas, diz ele também que os alto-falantes avisavam sobre um "exercício" anti-bomba que estaria acontecendo:
Nestes outros dois vídeos, o suspeito Tamerlan Tsarnaev, que chegou morto ao hospital, aparece nu, andando e entrando num carro de polícia. Uma testemunha conta que ouviu os policias pedindo que ele se despisse para verificar a existência de alguma bomba junto ao corpo. E que, depois de 10 minutos, o suspeito teria sido retirado do carro por agentes do FBI para que fosse fotografado. Após isso, o suspeito chamado número 1, já aparece morto no hospital com ferimentos típicos de alguém exposto à explosão de uma bomba. A mídia comercial tem insistido no mantra de que ele morreu "numa troca de tiros com os policiais", a despeito deste vídeo e das inúmeras matérias que no início surgiram dizendo que o suspeito número 1 tinha sido detido e não morto pelos policiais.
E neste último vídeo, um jornalista canadense, que conseguiu falar com a tia dos suspeitos no Canadá, afirma que ela lhe garantiu que o homem nu levado para dentro do carro da polícia é 100% o seu sobrinho. "Por que o FBI não me pediu para verificar isso?", questiona ela.
e como Tamerlan Tsarnaev apareceu no hospital:
Atenção: abaixo, imagem forte.






Mike Adams
da NaturalNews.com
tradução René Amaral
No Correio do Brasil
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Inglês dá aula de Margareth Thatcher a jornalista capacho da Globo

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Mais de metade dos prisioneiros de Guantánamo em greve de fome

“Posso ter de morrer. Espero que não, quero voltar a ver a minha família”, diz Shaker Aamer, há 11 anos na prisão da baía de Cuba.

Há 166 homens ainda em Guantánamo  
Bob Strong/Reuters
Podem ser 84 ou 77: são muitos e mais do que se pensava os prisioneiros de Guantánamo em greve de fome. Alguns iniciaram o protesto contra a detenção indefinida e as condições do centro a 6 de Fevereiro.
Segundo disse ao jornal The Miami Herald o tenente-coronel Samuel House, 77 dos 166 prisioneiros que permanecem na prisão norte-americana estão em greve de fome. Destes, 17 estão a ser alimentados à força através de tubos inseridos nos seus narizes, o que alguns dos advogados consideram tortura.
De acordo com responsáveis militares dos Estados Unidos citados pelo diário britânico Guardian são já 84 os grevistas, mais de metade dos prisioneiros. O último balanço oficial dizia que 52 prisioneiros estavam em greve de fome.
Um dos que se recusam a comer é Shaker Aamer, há 11 anos na prisão da baía de Cuba e há seis à espera de ser libertado, depois de ter sido declarado que não constituía uma ameaça.
“Agora, tenho nódoas negras em todo o meu corpo. Penso que faço marcas mais facilmente, há 60 dias em greve de fome, com as minhas defesas físicas a quebrarem”, escreve Aamer num texto publicado no Independent.
“A greve de fome de Guantánamo é, no fim de contas, um protesto contra a Grande Mentira de George Orwell”, escreve. “A Grande Mentira aqui é a ideia de que manter 166 prisioneiros em Cuba de alguma forma torna a América mais protegida do extremismo. Numa espécie de filme épico de Hollywood, a América é o bom polícia do mundo, que põe as algemas nos maus. Estes 166 malvados poderiam, aparentemente, derrubar uma nação poderosa, caso não estivessem trancados 24 horas.”
Um movimento sem precedentes
Guantánamo foi o centro de detenção escolhido para os suspeitos de terrorismo depois dos atentados do 11 de Setembro, a solução da Administração de George W. Bush para “os piores dos piores”, na expressão de Donald Rumsfeld, então secretário da Defesa. Mas como recorda Aamer, dos quase 800 homens que por ali passaram desde Janeiro de 2002 “613 prisioneiros foram enviados para casa e os EUA consideraram não perigosos 86 dos que ainda estão neste lugar esquecido.” “Ao todo, isso são 699 pessoas, mais de 90% do total.”
Esta não é a primeira greve de fome de Guantánamo, mas está a ser levada mais longe por parte dos prisioneiros. No início do mês, alguns já tinham perdido 20 quilos. David Remes, advogado de 15 presos, 13 deles em greve de fome, dizia há duas semanas que este movimento de protesto “não tem precedentes, tanto pela amplitude como pela duração e determinação”.
Os prisioneiros deixaram de comer quando se soube que alguns guardas tinham voltado a desrespeitar o Corão. A 6 de Fevereiro, durante uma busca, os guardas confiscaram objectos dos presos e em algumas celas o Corão foi examinado de uma forma que os presos consideraram ofensiva.
O protesto evoluiu e, para alguns, parece ter-se tornado num caminho sem retorno." [Agora] a greve de fome é por eles me terem dito há seis anos que eu podia ser libertado e voltar para a minha mulher e os meus quatro filhos, mas aqui estou eu, ainda em Guantánamo”, escreve Aamer. “É sobre o homem no meu bloco de celas que está numa cadeira de rodas, ou estaria, se eles não lha tivessem tirado em protesto pela greve de fome.”
“Posso ter de morrer", escreve Aamer. "Espero que não, quero voltar a ver a minha mulher e a minha família.”
Sofia Lorena
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Preso sem julgamento e em greve de fome: o depoimento de um detento em Guantánamo

O iemenita Samir Naji al Hasan Moqbel publicou o relato de seu dia-a-dia dramático na prisão.
Guantánamo
Guantánamo
Samir Naji al Hasan Moqbel é um iemenita detido na prisão militar na Baía de Guantánamo há 11 onze anos, sem acusação ou julgamento. Ele diz que sua detenção por tempo indeterminado o ‘está matando’. Seu telefonema foi transcrito por seus advogados e publicado no New York Times. Seu depoimento aqueceu o debate público em torno das violações de direitos humanos em Guantánamo. 
Um homem aqui pesa apenas 32 quilos. Outro, 44. Da última coisa em que me pesei, estava com 59, mas isso foi há um mês.
Eu estou em greve de fome desde 10 de fevereiro e perdi mais de 30 quilos. Não comerei até que restaurem minha dignidade.
Fui detido em Guantánamo por 11 anos e três meses. Eu nunca fui acusado de qualquer crime. Eu nunca tive um julgamento.
Eu poderia estar em casa há anos – ninguém pensa seriamente que eu sou uma ameaça –, mas ainda estou aqui. Anos atrás, os militares disseram que eu era da “guarda” de Osama bin Laden, mas isso era um absurdo, parecido com os filmes americanos que eu costumava assistir. Eles nem sequer parecem acreditar mais. Mas eles não parecem se importar com quanto tempo eu fico aqui, também.
Quando estava em casa, no Iêmen, em 2 000, um amigo de infância me disse que no Afeganistão eu poderia ganhar melhor do que os US $ 50 por mês que ganhava em uma fábrica e sustentar a minha família. Eu nunca tinha viajado e não sabia nada sobre o Afeganistão, mas eu fiz uma tentativa.
Eu estava errado em confiar nele. Não havia trabalho. Eu queria ir embora, mas não tinha dinheiro para voltar para casa. Após a invasão americana, em 2001, eu fugi para o Paquistão, como todo mundo. Os paquistaneses me prenderam quando pedi para ver alguém da embaixada iemenita. Fu então enviado para Kandahar e colocado no primeiro avião para Guantánamo.
No mês passado, no dia 15 de março, eu estava doente no hospital da prisão e me recusei a ser alimentado. Uma equipe da E.R.F. (Extreme Force Reaction), um esquadrão de oito policiais militares da tropa de choque, invadiu meu quarto. Amarraram minhas mãos e pés na cama. Eles inseririam uma agulha intravenosa na minha mão. Passei 26 horas nesse estado, amarrado à cama. Durante esse tempo, eu não tinha permissão para ir ao banheiro. Inseriram um cateter, o que foi doloroso, degradante e desnecessário. Eu nem estava autorizado a rezar.
Nunca vou esquecer a primeira vez em que o tubo de alimentação passou no meu nariz. Eu não posso descrever o quão doloroso é ser alimentado à força dessa maneira. Como foi empurrado para dentro, ele me fez sentir vontade de vomitar. Eu queria vomitar, mas não podia. Senti agonia em meu peito, garganta e estômago. Eu nunca tinha experimentado essa dor antes. Eu não gostaria que este castigo cruel fosse aplicado a ninguém.
Eu ainda estou sendo alimentados à força. Duas vezes por dia, eles me amarraram a uma cadeira na minha cela. Meus braços, pernas e cabeça são amarrados. Eu nunca sei quando eles virão. Às vezes, eles vêm durante a noite, tão tarde como 23h, quando estou dormindo.
Há tantos de nós em greve de fome, agora, que não há membros da equipe médica qualificados para realizar a alimentação à força e nada acontece em intervalos regulares. Eles estão alimentando as pessoas só para mantê-las.
Durante uma sessão de alimentação forçada, a enfermeira empurrou o tubo de cerca de 18 centímetros na minha barriga, me machucando mais do que o habitual, porque ela estava fazendo as coisas apressadamente. Pedi para o intérprete perguntar ao médico se o procedimento estava sendo feito corretamente ou não.
Samir Naji al Hasan Moqbel
Samir Naji al Hasan Moqbel
Era tão doloroso que eu pedia-lhes para parar de me alimentar. A enfermeira se recusou. Como eles estavam terminando, alguns dos “alimentos” foram derramados em minhas roupas. Pedi-lhes para trocar de roupa, mas o guarda recusou-se a me permitir esse último resquício da minha dignidade.
Quando eles vêm para me forçar a permanecer na cadeira e eu me recuso a ser amarrado, chamam a equipe da ERF. Então, eu tenho uma escolha. Ou eu posso exercer o meu direito de protestar contra minha detenção e ser espancado, ou posso encarar a dolorosa alimentação forçada.
A única razão pela qual eu ainda estou aqui é que o presidente Obama se recusa a enviar os detentos de volta para o Iêmen. Isso não faz sentido. Eu sou um ser humano, não um passaporte, e mereço ser tratado como tal.
Eu não quero morrer aqui, mas até que o presidente Obama e o presidente do Iêmen façam alguma coisa, é o que arrisca acontecer todos os dias.
Onde está o meu governo? Eu vou me submeter a quaisquer “medidas de segurança” que eles quiserem a fim de ir para casa, mesmo que seja totalmente desnecessário.
Eu vou concordar com o que for preciso a fim de ficar livre. Estou agora com 35 anos. Tudo que eu quero é ver minha família de novo e começar a minha própria família.
A situação é desesperadora agora. Todos os detidos aqui estão sofrendo profundamente. Pelo menos 40 pessoas estão em greve de fome. As pessoas estão desmaiando de exaustão todos os dias. Eu vomitava sangue.
E não há fim à vista para a nossa detenção. Recusar alimentos e sofrer risco de morte todos os dias são as escolhas que fizemos.
Eu só espero que, por causa da nossa dor, os olhos do mundo mais uma vez se voltem para Guantánamo, antes que seja tarde demais.
No DCM
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Inflação terá forte queda entre maio e agosto

Leonardo Rodrigues/Valor / Leonardo Rodrigues/Valor
Nilson Teixeira: IPCA de abril deve ser de 0,45%, 
mesmo com pressão de alimentos
A inflação, medida pelo IPCA, deve continuar alta neste mês, mas cairá fortemente entre maio e agosto. É alta a probabilidade de o índice, em algum desses meses, registrar deflação. A previsão é do economista-chefe do banco Credit Suisse, Nilson Teixeira, um dos analistas que acertam projeções econômicas no país.
Num estudo oferecido com exclusividade ao Valor, Teixeira e sua equipe estimam que o IPCA de abril, ainda pressionado pelos alimentos, atingirá 0,45%, face a 0,47% de março. Por razões sazonais, nos próximos quatro meses o índice terá forte queda, auxiliada por uma série de desonerações tributárias e outras medidas adotadas pelo governo federal.
Os preços dos alimentos in natura, que incluem os grupos tubérculos (batata, por exemplo), raízes, legumes, hortaliças, verduras e frutas, costumam aumentar entre janeiro e abril, recuar entre maio e setembro e subir novamente entre outubro e dezembro. Nos últimos 12 meses, esse padrão foi alterado pela expressiva alta dos preços ao longo de todo o período. "Em março, os preços desses alimentos estavam 39% superiores ao nível do mesmo mês do ano anterior, sendo que nossa projeção é de que a inflação acumulada em 12 meses em abril seja de 48%", diz Teixeira.
A inflação de bens industriais, serviços e preços administrados (ex-alimentos) também tende a diminuir entre abril e agosto. Uma explicação para isso é que, nesse período, geralmente não há reajustes de preços monitorados e de serviços. Os aumentos são mais comuns no começo do ano - por exemplo, transporte urbano, mensalidade escolar e serviços por causa da correção do salário mínimo.
Um conjunto de seis fatores deve contribuir para o forte recuo do IPCA projetado pela equipe do Credit Suisse. O primeiro é a já mencionada redução dos preços dos alimentos in natura - se voltarem a patamares históricos, contribuirão com recuo de 0,45 ponto percentual da inflação no curto prazo. Já a desoneração de impostos do transporte urbano (PIS-Cofins sobre óleo diesel) pode evitar alta de 0,15 ponto percentual do IPCA neste ano.
A limitação do reajuste das distribuidoras de energia em 2,99% ao longo do ano pode impedir alta de 0,11 ponto percentual do IPCA em 2013. Nesse caso, o Tesouro teria que compensar a diferença financeira entre o reajuste autorizado pela Aneel e esse limite de 2,99%. O Credit Suisse projeta reajuste médio, no ano, de 7% nas tarifas cobradas pelas distribuidoras.
Em estudo pelo governo, a desoneração de equipamentos hospitalares, por sua vez, reduziria os reajustes dos planos de saúde e evitaria alta de até 0,21 ponto percentual na inflação deste ano. Já decidida, a manutenção da desoneração do IPI de automóveis impedirá, por sua vez, elevação de 0,15 ponto percentual na inflação. A desoneração de PIS-Cofins sobre etanol tenderia a reduzir o IPCA em 0,12 ponto percentual.
No total, as iniciativas de desoneração mencionadas poderiam evitar alta de 0,74 ponto percentual no IPCA em 2013, o que explica a obsessão do governo em enfrentar a inflação por meio da adoção dessas medidas, em vez de recorrer apenas à política monetária clássica (elevação dos juros).
Sem considerar essas desonerações, Teixeira e sua equipe fizeram simulações para três cenários distintos quanto ao comportamento dos preços de ex-alimentos e de alimentos in natura nos próximos meses. Para os demais alimentos (no domicílio e aqueles que não são in natura), determinaram impacto negativo de 0,25 ponto percentual no IPCA entre abril e maio, decorrente da desoneração da cesta básica realizada pelo governo.
Com base nessas premissas, no cenário pessimista, em que a inflação de ex-alimentos segue a trajetória máxima observada entre 2005 e 2012 e ocorre uma reversão de 50% nos preços dos alimentos in natura, o IPCA dos meses de maio a agosto e o acumulado em 12 meses seriam, respectivamente, de 0,39% (6,5%), 0,22% (6,7%), 0,31% (6,5%) e 0,35% (6,5%). No cenário médio, em que a inflação de ex-alimentos segue a trajetória média do período entre 2005 e 2012 e materializa-se reversão dos alimentos in natura para patamar próximo ao de dezembro de 2012, os resultados seriam: 0,24% (6,3%), - 0,07% (6,2%), 0,03% (5,8%) e 0,19% (5,5%).
No cenário otimista, em que os ex-alimentos seguem a trajetória mensal mínima verificada entre 2005 e 2012 e reversão de 1,5 vez da diminuição dos preços dos alimentos in natura considerada no cenário neutro, haveria deflação em três meses e inflação zero em agosto - - 0,01% (6,1%), - 0,38% (5,6%), - 0,35% (4,8%) e 0,0% (4,3%). "Mesmo no cenário mais pessimista, em que a inflação de ex-alimentos registre o seu patamar máximo entre 2005 e 2012 nos meses de maio, junho, julho e agosto e a reversão de preços dos alimentos in natura seja apenas parcial, a inflação permanecerá muito inferior à dos últimos meses", acredita Nilson Teixeira.
Cristiano Romero
No Valor
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Democratizar a mídia, uma tarefa urgente!

A regulação da mídia é um tema “maldito” porque implica democratizá-la, torná-la plural, ampliando o acesso a informação, permitindo o contraditório e alinhando o sistema de comunicação aos interesses do país. Para sermos fiéis à verdade e à história desse debate, devemos voltar 25 anos e recuperar as grandes polêmicas em torno da mídia e das comunicações que ocorreram na Constituinte de 1988
Os grandes grupos de comunicação temem a perda de poder, não há sinal de defesa
Os grandes grupos de comunicação temem a perda de poder, 
não há o mais tênue sinal de defesa da Constituição em seus editoriais
Em novembro de 2011, o governo Dilma sancionou a Lei nº 12.527, Lei de Acesso à Informação, que altera os prazos de sigilo de documentos e dados guardados pelo poder público e estabelece procedimentos para acessá-los. Durante mais de oito anos, período em que o projeto de lei tramitou na Câmara dos Deputados, houve um intenso debate sobre a democracia brasileira, tendo como pano de fundo a construção do consenso de que a informação é um bem público e não pode ser nem propriedade do Estado, nem privada. E, como bem público, é condição essencial para o exercício da cidadania.
Hoje, ao discutir a regulamentação da mídia no Brasil, não devemos esquecer que essa lei federal consolidou os preceitos já definidos na Constituição e avançou no princípio democrático do caráter público da informação. O PT foi protagonista desse processo, que foi sancionado por um governo cuja presidenta também é petista.
Para sermos fiéis à verdade e à história desse debate, devemos voltar 25 anos e recuperar as grandes polêmicas em torno da mídia e das comunicações que ocorreram na Constituinte de 1988. O relatório da deputada Cristina Tavares, que já trazia o conceito de informação como bem social, entre outros avanços, foi derrotado. O alternativo, apoiado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), foi obstruído.
Mesmo com essas limitações, uma das primeiras consequências da Constituinte foi a revogação, na prática, da Lei de Imprensa, em vigor desde a ditadura. Os itens aprovados pelos deputados constituintes levaram o STF a declarar a Lei de Imprensa “incompatível com a atual ordem constitucional”. Outras consequências foram as conquistas registradas entre os artigos 220 e 224, da Constituição Federal, capítulo denominado “Da Comunicação Social”.
Nele está expresso o que de mais avançado poderia ter sido pactuado na correlação de forças daquele período. Seu primeiro ponto decreta: “A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”. E seus parágrafos 1º e 2º garantem definitivamente e com clareza a plena e irrestrita liberdade de imprensa instituída. O texto constitucional afirma que nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liberdade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social e é vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
No mesmo artigo, em seu parágrafo 3º, está registrado, de forma cristalina, a necessidade da regulamentação posterior:
“Compete à lei federal:
I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao poder público informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
II - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibilidade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que contrariem o disposto no artigo 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente".
Portanto, identificar a necessidade de regulamentar a mídia no Brasil como um “desejo” de censura é colocar uma cortina de fumaça no debate e deturpar seu mérito.
Como exemplo dessa postura, citamos o editorial do jornal O Globo do último dia 7. “A ‘regulação’ do desejo dessa militância (PT) visa a interferir no conteúdo jornalístico – censura, a palavra certa” afirma o texto. “Tudo é uma enorme perda de tempo”, diz ainda o jornal, pois o que interessa discutir é “a atuação de sites controlados do exterior no jornalismo e entretenimento; a necessidade de produção local; o papel das telefônicas no processo de fusão de mídias, entre outros temas”, esclarece sem disfarce algum. E, em tom ameaçador, conclui que é “inútil e nada produtivo continuar a investir, não importa em nome de quê, contra princípios constitucionais consolidados”.
Entretanto, além dos “princípios constitucionais consolidados” citados anteriormente, é adequado lembrar que o parágrafo 5º do mesmo artigo 220 deixa claro que os “meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio”. E o artigo 221 estabelece, como princípios constitucionais, “a regionalização da produção cultural, artística e jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei”, entre outros. Ou seja, nova exigência de regulamentação.
Portanto, a quais “princípios constitucionais consolidados” O Globo se refere?
Na verdade, para os grandes grupos de comunicação, o “perigo” da democratização da mídia é a perda de mercado e do poder de influência. Não há sequer o mais tênue sinal de ânsia democrática ou defesa da Constituição em suas declarações e editoriais.
A regulamentação é um dos temas mais amaldiçoados por setores monopolistas da mídia, não só no Brasil, mas no mundo todo. Foi assim na Inglaterra, México, Argentina, para ficar só nos países que recentemente enfrentaram esse debate. É um tema “maldito” porque regular a mídia implica democratizá-la, torná-la plural, ampliando o acesso a informação, permitindo o contraditório e alinhando o sistema de comunicação aos interesses do país.
Por isso, têm razão aqueles que advertem que os grandes grupos da comunicação, movidos pelo interesse econômico, sempre irão repelir quaisquer iniciativas que visem democratizar o “espaço” comunicativo. Essa resistência faz parte da própria natureza econômica desses setores e de suas tendências de contrair o mercado.
No Brasil, tenta-se interditar o debate sob a alegação, também e cumulativamente, de que regular a mídia é intervenção no conteúdo. Aqui, à reação monopolista, agrega-se uma intimidação deliberada, dissimulada e cínica ao “ressuscitar tempos em que a censura fazia parte do cotidiano do país”. Como lembra o professor Venício A. de Lima, colunista do Observatório da Imprensa e de Teoria e Debate, “ao contrário da Inglaterra, no Brasil não há compromisso histórico com a liberdade de expressão. Nosso liberalismo nunca foi democrático e prevalece uma interdição branca até mesmo do debate público das questões ligadas à regulação do setor de mídia. Recentemente, a bandeira da liberdade de expressão foi indevidamente apropriada pelos mesmos grupos que apoiaram o golpe de 1964, responsável pela censura oficial que vitimou, inclusive, seus próprios apoiadores por mais de duas décadas”.
Na verdade, se hoje o Brasil goza da mais ampla liberdade de expressão, com uma imprensa absolutamente livre, é porque setores da mídia, que hoje se arvoram de paladinos da liberdade e num passado não tão distante ofereceriam favores operacionais à ditadura ou defendiam atalhos antidemocráticos em editoriais, foram derrotados.
Nos 33 anos de PT e na década petista do governo federal não foi promovida ou patrocinada nenhuma ação, tentativa ou qualquer outra manifestação de tolhimento da liberdade de expressão ou de censura. Ao contrário, o PT nasceu, se ergueu e hoje é o principal partido do país porque lutou pela mais ampla e irrestrita liberdade.
A mídia deve ser regulamentada porque, além de ser uma necessidade constitucional visando à sua democratização, universalização e pluralidade, é condição essencial para dar dinamismo e colocar o Brasil lado a lado de outras nações que já estabeleceram novos marcos para um setor que foi atingido por uma das mais drásticas mudanças de seu padrão tecnológico da história.
O Código Geral das Telecomunicações é de 1962, quando não havia TV em cores, satélites nem rede nacional. Nos anos 1990, as empresas de telefonia trabalhavam com comunicação de voz a distância. Duas décadas depois, essas mesmas empresas são os maiores provedores de internet e apresentam um poder de fogo dificilmente igualado por qualquer rede de TV tradicional. Estamos vivendo uma época em que televisão, rádio, telefonia, cinema, literatura, música, transmissão de dados, instrumentos de navegação e uma infinidade de aplicativos que facilitam a comunicação podem ser acessados por um mesmo aparelho que cabe na palma da mão.
O ex-ministro da Comunicação Social Franklin Martins afirma que o “espectro eletromagnético é um bem público, precioso e escasso, cujo uso, diretamente pelo Estado ou por concessões a grupos privados ou instituições públicas, tem de ser regulado, com regras claras e agências que zelam pela sua aplicação”. É assim nos Estados Unidos, na Grã-Bretanha, na França, na Alemanha, na Itália, na Espanha, em Portugal, na Argentina. Em alguns países, diz ele, “há uma agência para telecomunicações, outra para radiodifusão; em outros, há uma só. Alguns colocam a ênfase na regulação econômica, como os Estados Unidos, que proíbem a propriedade cruzada. Outros estabelecem regras muito minuciosas para conteúdo, como é o caso da França e do Reino Unido. Mas todos buscam, por um caminho ou por outro, enfrentar a questão da monopolização e da oligopolização e defender a pluralidade, a heterogeneidade, a democratização. É claro e necessário corrigir distorções inaceitáveis herdadas do passado e acabar com o cipoal de gambiarras que se formou na área: político não pode ter concessão de rádio e TV; televisões e rádios não podem vender horários para igrejas ou televendas – é inaceitável a subconcessão de um bem ou serviço público, concessões não podem ser vendidas ou repassadas como se fossem bens privados”.
Portanto, a definição de um novo marco das comunicações é necessária, atual e deve estar subordinada aos seguintes princípios: garantia da liberdade de imprensa e da pluralidade; respeito à privacidade; direito de resposta e de imagem; não à discriminação de qualquer tipo; complementaridade entre o sistema público, estatal e privado; desconcentração e democratização da oferta; promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção independente e à comunicação comunitária; universalização do acesso; liberdade na internet; liberdade de imprensa.
Democratizar a mídia é uma tarefa urgente e faz bem à cidadania.
José Genoino, deputado federal pelo PT-SP
No fAlha
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Por que o governo coloca tanto dinheiro na Globo?

Foram quase 6 bilhões de reais nos últimos dez anos em cima de uma lógica altamente discutível.
Interessa incentivar uma programação que vai dar em coisas como o BBB?
Interessa incentivar uma programação que vai dar em coisas como o BBB?
Primeiro, a boa notícia: a transparência nos gastos com publicidade no governo.
Transparência é detergente: elimina muita sujeira.
Então seguem as palmas à Secretaria de Comunicação, a Secom, por detalhar onde o governo coloca seu dinheiro.
Depois, a má notícia: a lógica do investimento “técnico”, graças ao qual a Globo desde 2000 levou quase 6 bilhões de reais do governo, não se sustenta.
Presumo que, ao expor seus gastos à sociedade, a Secom esteja não só dando satisfações ao contribuinte mas, acima de tudo, propondo debate.
Vamos a ele.
A análise técnica não leva em consideração que, agindo como age, a Secom está perpetuando uma situação de monopólio construída em circunstâncias obscuras durante o governo militar.
Interessa alimentar o monopólio apenas porque ele é monopólio, ou você pode e deve corrigir situações em que a concorrência é desleal?
Se existe um consenso de que a desconcentração da mídia é essencial para a democracia, por que o governo, na publicidade, incentiva a concentração?
Como este incentivo cego e bilionário cabe dentro da lógica é essencial, para a democracia, que não exista monopólio na mídia?
O que aconteceu nos investimentos publicitários governamentais, nestes dez anos de PT, foi pegar uma situação – a de 2002 – e simplesmente encampá-la, sem nenhuma crítica.
A virtude da “isenção” ficou a serviço do vício.
Partiu-se de uma base que deve muito – quase tudo — a favores concedidos pelos governos militares a Roberto Marinho, “nosso mais fiel e constante aliado na mídia”, como se referiu a ele o ministro da justiça de Geisel, Armando Falcão.
Ora, se a base é viciada, trate de corrigi-la, em vez de perpetuá-la.
O governo não fez isso.
Por quê? Porque não viu, ou porque viu mas não teve coragem de fazer algo que certamente mobilizaria toda a capacidade formidável da Globo de retaliar em nome do, aspas, interesse público?
Cada qual fique com sua conclusão. Nenhuma das duas hipóteses é exatamente positiva.
O investimento cego ignora também o BV, a infame propina legal mas imoral com a qual a Globo mantém acorrentadas as agências de publicidade.
O BV foi mais uma invenção da Globo. Ela adianta o dinheiro que as agências vão colocar nela, e isso tem sido a principal fonte de renda muitas das agências.
Quem milita no meio corporativo jornalístico – eu fiz isso por 25 anos – sabe o veneno ético e moral representado pelo BV. Fora tudo, é uma agressão à luz do dia ao conceito de concorrência e meritocracia capitalista.
Será que nunca a sociedade brasileira vai se livrar desse tipo de mamata legalizada?
Por fim, você faz tudo isso para dar no quê? Num jornalismo à Jabor, à Merval, à Ali Kamel? Em entretenimento como o BBB e as novelas que incentivam os brasileiros a se encher de cerveja em merchans multimilionários da Ambev e empurram o jogo de futebol para horários em que os típicos torcedores já estão exaustos?
Ou ainda: você faz isso para consolidar a posição dos três Marinhos na lista de bilionários da Forbes?
De toda forma, louve-se a publicação do Secom porque, sem ela, não seria possível discutir um assunto tão relevante para os brasileiros.
Paulo Nogueira
No DCM
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Transparência e a desconcentração na publicidade do governo federal

Uma série de informações sobre as programações publicitárias do governo federal (administrações direta e indireta, incluídas as empresas estatais) têm sido publicadas nos últimos meses em alguns veículos de comunicação, inclusive na internet. Algumas delas, passam a falsa ideia de que ocorreram mudanças de rumo na estratégia da Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência da República a partir de 2011. Segundo tais interpretações, os recursos estariam concentrados nas grandes emissoras de televisão e nos seus grupos por terem eles passado a receber mais nos últimos anos; que a participação em pequenos e médios veículos, como alguns sites, teriam sido restringidas; que a regionalização teria sido abandonada. Afirmações como essas, sem qualquer fundamento, podem ser confrontadas pela análise dos dados das programações de mídia realizadas, disponíveis no site www.secom.gov.br.
Cabe aqui mostrar os dados com clareza. A princípio, é necessário explicitar, quantas vezes forem necessárias, os critérios técnicos de mídia da Secom.
Se a publicidade de governo tem como objetivo primordial fazer chegar sua mensagem ao maior número possível de brasileiros e de brasileiras, a audiência de cada veículo tem que ser o balizador de negociação e de distribuição de investimentos. A programação de recursos deve ser proporcional ao tamanho e ao perfil da audiência de cada veículo.
Em 2012, por exemplo, cerca de 62% das verbas foram programadas para o meio televisão, dentro da média dos últimos seis anos (Quadro 1). Desse total, 43% foram investidos na emissora líder, após ter caído a 41% em 2011 (Quadro 2), nível mais baixo já registrado. Este índice chegou a ser de mais de 60% em 2003. A participação nos demais canais abertos, emissoras regionais e de TV fechada subiu de 39% para 57% nos últimos nove anos [Informação gerada a partir de dados fornecidos pelo Instituto para Acompanhamento da Publicidade – IAP e de acordo com a previsão de utilização de espaços publicitários nos períodos. IAP – Instituto para Acompanhamento da Publicidade: associação civil sem fins lucrativos, mantida pelas agências de propaganda licitadas que prestam serviços a órgãos e entidades do Executivo Federal. As informações são oriundas dos pedidos de inserção encaminhados pelas agências de publicidade e não correspondem aos gastos efetivamente executados].
Isso é reflexo da mudança do perfil de audiência do país, mas também foi fruto da visão do executivo federal de promover a maior participação em diferentes canais e meios. Sempre considerando as audiências.
Na realidade, os investimentos do governo em televisão ficam abaixo da média dos percentuais praticados pelo setor privado no Brasil. Para melhor exemplificar o diferencial da atuação, basta citar que nas campanhas publicitárias de empresas privadas o peso do meio televisão nos últimos dois anos foi superior a 70%, acima dos 62% do Governo Federal. A indústria financeira chega a aplicar mais de 73% dos investimentos publicitários em televisão (Quadro 3).
Dados do meio jornal são significativos para demonstrar a estratégia de desconcentração de recursos do executivo federal: em 2000, por exemplo, 91% dos investimentos estavam nos jornais de capitais e 9% no interior, percentuais que passaram para 80% nas capitais e 20% no interior no ano de 2011. Foi a melhor participação dos últimos 13 anos nos títulos de pequenas e médias cidades do país. Em 2012, a participação em jornais sofreu leve retração, motivada pelo período eleitoral, que restringe participações institucionais de governo. Porém se manteve acima da média dos últimos oito anos. Mesmo assim, foram programados cerca de 1.500 jornais, mais de 80% em títulos do interior. Para o meio rádio, no mesmo exercício, foram programadas cerca de 3.000 emissoras em ações do Governo Federal, cerca de 80% em emissoras do interior (Quadro 4).
É propósito do governo ampliar a participação em novos canais e meios como a internet, seja em sites de abrangência nacional ou regional. A quantidade de veículos programados na rede mundial de computadores ainda está abaixo de meios como jornal e rádio. No entanto, o executivo federal constata a força do meio digital, tanto que a participação de valores no meio teve um crescimento de 580%, com programações em diferentes segmentos e com sites representativos de vários setores.
Em 2011, a participação dos sites menores (excluídos os cinco maiores portais em audiência no Brasil) chegou a um dos seus maiores índices históricos: 61% do total investido no meio. Em 2012, esse índice caiu para 52%, em virtude também das restrições do período eleitoral (Quadros 5 e 6).
Critérios
A atuação descrita anteriormente resulta de estratégia que completou dez anos em 2012 e constituiu processo continuado de qualificação da gestão de mídia do governo federal. Em 2003, o Comitê de Negociação de Mídia estabeleceu critérios para unificar ganhos e rentabilidades de todos os órgãos e entidades federais junto aos veículos de comunicação que contavam com as maiores participações de audiência no país e que recebiam os maiores investimentos. Até então, cada órgão executava sua negociação individualmente, o que gerava grandes diferenças e sensíveis perdas de visibilidade para as ações.
Foi o ponto de partida para nova era de gestão na contratação de mídia, em que o governo federal passou a ser visto como um grande anunciante do país, com prática unificada e referenciada em critérios técnicos de negociação e distribuição de recursos. Foi também o pontapé inicial do processo que possibilitou a realização de duas das principais diretrizes de atuação do governo: a desconcentração e a regionalização de suas ações de comunicação.
A iniciativa gestada no início do governo Lula tornou-se linha de atuação efetiva a partir de 2009, com a consolidação de um cadastro de veículos, de abrangência nacional, com critérios técnicos bem definidos de inclusão e negociação. Em 2013, o cadastro alcançou veículos de municípios acima de 5 mil habitantes, o que ampliou a base para cerca de 9 mil veículos cadastrados. E o processo continua.
Para fazer parte do cadastro, os veículos precisam manter atualizados seus dados formais, além de comprovar sua regularidade de veiculação. No caso de jornais não auditados, por exemplo, são exigidos envios periódicos de exemplares, em datas aleatórias escolhidas pela Secom, bem como documento, certificado em cartório, atestando sua tiragem.
A cada ano, a Secom amplia seus instrumentos de controle para garantir a qualidade do cadastro. Em 2013, passará a aceitar certificações de circulação de tiragem de institutos e órgãos independentes, reconhecidos pelo mercado, além de verificar a regularidade das distribuições junto a diversas entidades nos municípios. No caso de rádio, somente são aceitos no cadastro veículos regularmente licenciados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
Desconcentração
Em 2012, a programação de veículos em ações publicitárias do governo federal atingiu marca expressiva: ao longo do ano, cerca de 5 mil veicularam peças de campanhas dos diferentes órgãos. Não há registro no mercado publicitário de programações de anunciantes tão abrangentes. Este número é resultado das diversas ações realizadas pela Secom com o objetivo principal de aproximar do cidadão, em todos os cantos do país, as mensagens de utilidade pública, institucionais e de prestação de contas. A desconcentração de ações em veículos e praças, com destaque para valorização das mídias regionais, a partir de critérios técnicos de planejamento, é uma das diretrizes de atuação da Secom.
Programações abrangentes, evitando concentração em poucos veículos, são o caminho estratégico adotado para tornar essas ações mais efetivas. Por isso, a Secom recomenda a todos os órgãos e entidades federais o uso do maior número possível de veículos em suas campanhas, garantido impacto significativo das mensagens junto à população, apoiada na grande força dos veículos regionais, principalmente nos meios jornal e rádio, e também nos somatórios das audiências dos diferentes tipos e tamanhos de veículos
Os desafios não são poucos nem pequenos. Novos meios assumem participações significativas na preferência da população, como os canais digitais nas ruas e veículos de transporte público, além da grande entrada de novas faixas da população para a internet. A multiplicidade de canais de informação, cada dia mais acessíveis, se apresenta como cenário a ser acompanhado e estudado pelos profissionais de comunicação do país e por todos que desejam levar sua mensagem com eficiência aos públicos de interesse.
Ao governo, cabe estar atento a essas tendências, procurando sempre a maior qualidade na sua comunicação, aproximando sua mensagem do cidadão, contribuindo, cada vez mais, para a profissionalização e desenvolvimento dos veículos em todo o país. Tudo isso dentro de critérios claros e técnicos. E com a maior transparência.
Roberto Bocorny Messias, Secretário-Executivo da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
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