14 de abr de 2013

Salva de cañón en el cuartel de la montaña en honor al Comandante Supremo Hugo Chávez

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Comenzó proceso de transmisión de datos electorales a centros de totalización

 
Caracas, 14 Abr. AVN.- La vicepresidenta del Consejo Nacional Electoral (CNE), Sandra Oblitas, informó que ya comenzó el proceso de transmisión de resultados de los centros de votación a los centros de totalización del ente comicial.
"La transmisión está funcionando con absoluta normalidad, igual con absoluta fluidez. Sólo falta esperar tener los resultados electorales, es decir, transmisión suficiente que permita al Poder Electoral emitir su primer boletín", explicó Oblitas.
En ese sentido, hizo un llamado a los comandos de campaña y a la ciudadanía a que esperen con tranquilidad el primer boletín que será ofrecido oportunamente.
Reiteró que los ciudadanos que aún continúen en los centros electorales tienen el derecho de ejercer su derecho al voto, por lo que éstos deben permanecer abiertos.
Desde la sede del Poder Electoral, exaltó la participación ciudadana de este domingo, al tiempo que felicitó el despliegue del Plan República, así como el trabajo de los miembros de mesa y demás actores que han hecho posible la realización de las elecciones presidenciales.
"Queremos felicitar al pueblo venezolano todo por su amplia participación, por el civismo demostrado, por la inmensa vocación democrática, el vigor democrático expresado en la jornada de hoy", resaltó el rectora del CNE.
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Três fins do mundo em apenas três meses

foto 1 Três fins do mundo em apenas três meses
De vez em quando, ultimamente, fico até com receio de perder meu tempo escrevendo. O mundo já poderá ter acabado quando este texto chegar aos caros leitores. Quem vai ler?
Sem falar na sempre iminente guerra nuclear das Coreias, o fim do mundo está onipresente no noticiário nacional, como se houvessem estabelecido uma programação prévia para não deixar o brasileiro respirar sossegado dois dias seguidos.
Mal se termina de falar de uma crise e já aparece outra nas manchetes, sem que tenha dado tempo da anterior terminar.
O ano mal começou, e já tivemos de volta as notícias alarmistas sobre os iminentes riscos de apagão de energia em razão da falta de chuvas nos reservatórios, ao mesmo tempo em que as enchentes em outros pontos do país provocavam novas tragédias. Imagens de reservatórios com pouca água e morros despencando eram acompanhadas de análises dos "especialistas" de sempre para quem o país, com este governo, não tem nenhum futuro, seja por falta ou excesso de chuvas.
Nós brasileiros nem tivemos tempo de comemorar o recorde da safra de grãos, e já começaram as séries de reportagens sobre o colapso na infraestrutura, com estradas intransitáveis e congestionamentos nos portos.
E assim fomos seguindo o ano de 2013, de agonia em agonia, até que sobreveio a grande crise do preço do tomate, a maior de todas, porque esta pode explodir ao mesmo tempo a inflação e os juros, levando o País à ruína completa. Em apenas três meses, ficamos novamente à beira do abismo.
Esses problemas todos existem, é claro, e alguns são bastante sérios, como já mostramos aqui no Balaio, tornando mais difícil a recuperação da economia. O clima de catastrofismo, porém, vai além da realidade dos fatos e tem como pano de fundo a sucessão presidencial de 2014, ativada pela antecipação da campanha e pela ausência de candidatos competitivos para enfrentar a candidata do governo.
Inconformados com os altos índices de popularidade da presidente Dilma Rousseff, que nas atuais pesquisas lhe garantem a reeleição já no primeiro turno, setores da sociedade que se sentiram prejudicados com a queda de juros e tarifas, especuladores e rentistas, e todos os donos da grande mídia, aquela gente que não se conforma com medidas que visam a beneficiar a população de baixa renda, resolveram investir em outros campos, já que o cenário eleitoral não lhes dá muitas esperanças de voltarem ao poder tão cedo.
Alguma coisa está fora de ordem e de lugar quando assistimos à 'judicialização' da política e à politização do judiciário, e os grandes protagonistas da cena brasileira se tornam o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que agora têm uma opinião formada sobre tudo e dão seus pitacos definitivos sobre qualquer assunto, mesmo quando não são chamados. Eles se consideram os últimos catões da República, os únicos e os últimos honestos num país em que ninguém mais presta, só eles. Estão sempre de cara amarrada, não se permitem um sorriso. São as próprias expressões do fim do mundo.
Gurgel já decidiu que a nova distribuição dos royalties do petróleo só deverá valer a partir de 2016;  Barbosa comenta a indicação do polêmico deputado pastor Marco Feliciano para uma comissão da Câmara, como se tivesse alguma coisa a ver  com isso,  e ambos se dedicam com afinco para colocar logo na cadeia os condenados da Ação Penal 470, recusando sumariamente qualquer recurso dos advogados de defesa.
Citado pelo ex-ministro José Dirceu numa história no mínimo muito malcontada, no episódio da sua indicação para o STF, o ministro Luiz Fux manda um assessor  responder que não vai polemizar com réus condenados. Na mesma semana, o procurador-geral Gurgel determina ao Ministério Público e à Polícia Federal investigações sobre o ex-presidente Lula, a partir de declarações feitas por Marcos Valério, após o réu ser condenado a mais de 40 anos de prisão. Princípios e valores variam conforme os interesses de ocasião. E tudo parece muito natural para a nossa imprensa.
No mesmo momento em que Barbosa denuncia o "conluio" entre advogados e magistrados, o escritório de Sergio Bermudes, um dos mais caros do país, anuncia o patrocínio de uma festa de arromba para mais de 300 pessoas em seu apartamento de 800 metros quadrados, no Rio de Janeiro, para comemorar o aniversário de 60 anos do mesmo ministro Luiz Fux, cuja filha Marianna, candidata a uma vaga no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, trabalha com o anfitrião. A pedido da mãe do homenageado, diante da repercussão negativa do badalado regabofe, a festa foi cancelada, segundo os jornais deste sábado. Menos mal.
Mas não faltarão, certamente, outras festas do gênero, por mais que isso irrite ou agrade Barbosa, recentemente homenageado no Copacabana Palace pelos mesmos donos da mídia que publicam artigos de Marianna Fux e louvam seu pai, para congregar os comensais dos dois lados do balcão da Casa Grande, que podem perder as eleições e a vergonha, mas nunca perdem a pose nem o poder. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Este é o mundo deles, com ou sem perucas, e o resto que se dane, como costumam dizer, desde os tempos dos bailes da Ilha Fiscal.
Ricardo Kotscho
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A "Grande Mídia" é intolerante

 
Um debate sobre a “regulação” da mídia que ocorreu aqui no Rio Grande do Sul por ocasião do “Fórum da Liberdade”, do qual não participei e do “Fórum da Igualdade”, do qual participei como conferencista inaugural, teve ampla repercussão no Estado e refletiu nacionalmente através de uma matéria decente publicada na Folha de São Paulo. Foi um episódio que demonstrou, mais uma vez, a intolerância e a arrogância da “Grande Mídia”, para traficar os seus valores - fundados no lucro e na anarquia do mercado - no sentido de os tornarem artificialmente universais.
Como julgo este assunto extremamente importante, para a esquerda e para o projeto democrático de nação que está em disputa no país, vou relatar o conteúdo da minha exposição no “Fórum da Igualdade”. Não vou citar nomes de pessoas nem de empresas, porque não só não tenho interesse de promover um debate personalizado sobre o assunto, como também entendo que esta matéria não é restrita ao nosso Rio Grande e deve ser alvo de discussões que não podem ser banalizadas por conjunturas regionais.
Tudo começou com a minha ausência no “Fórum da Liberdade”, onde eu participaria como autoridade da sessão inaugural e a minha presença no "Fórum da Igualdade", para o qual eu fora convidado como conferencista de abertura, tendo como ouvintes sindicalistas, militantes de esquerda, parlamentares de partidos que formam o grupo de opinião que rejeita o projeto neoliberal e também dirigentes de movimentos sociais.
Este Fórum, com escassa repercussão midiática, porque composto de grupos, entidades e pessoas com força econômica escassa, para ter qualquer interferência promocional na grande mídia, é diferente do “Fórum da Liberdade”. Este, como se sabe, é compostos por doutrinadores, empresários, executivos de empresas que defendem - já de forma um pouco monótona - a redução dos gastos sociais (“improdutivos”), o “enxugamento do Estado” (nos salários e nas políticas sociais) e a “redução da carga tributária”, não sem militar pelo aumento dos investimentos públicos em infraestrutura, pelas renúncias fiscais e pelos financiamentos subsidiados para as grandes empresas.
É uma pauta legítima na sociedade que vivemos, é claro, mas que cumprida integralmente levaria o nosso país ao caos social, quem sabe a uma ruptura anárquica pela direita autoritária, já que a devastação das escassas políticas de coesão social mínima, que conseguimos implementar nos últimos anos, geraria uma revolta generalizada entre os pobres do país, que usufruem de direitos sociais muito limitados ainda hoje no nosso Brasil.
A fala que proferi no “Fórum da Igualdade” despertou a ira no “Fórum da Liberdade” e também uma divulgação viciada do conteúdo da minha palestra, interditando o debate que ali propus, através dos estereótipos de costume: “quer o controle da mídia”, “quer a censura a imprensa “, “quer vedar o direito de opinião”, etc. A argumentação mais sólida que ofereceram foi o “exemplo tomate”. Este exemplo, passará para a história da liberdade de imprensa no país, já que uma conhecida editorialista disse, mais ou menos o seguinte: “essa questão da mídia livre é que nem o tomate, que está caro, ou seja, não se compra; se não gostou das matérias, muda de emissora ou de jornal”. Só que o tomate não é uma concessão pública, nem o acesso a ele está regulado pela Constituição Federal. Um detalhe insignificante que muda tudo. Vejamos o que eu disse no “Fórum da Igualdade.”
Tratei, fundamentalmente, de dois assuntos na minha palestra para os trabalhadores: primeiro, que as empresas de comunicação, em regra, não cumprem a finalidade constitucional das concessões, pois a norma que as regula orienta que a programação das emissoras contemple conteúdos regionais, educativos, culturais, e proteja os valores da família - ou seja também tenha como sentido valorizar a comunidade familiar - obviamente adequando-se à moralidade contemporânea. Disse, ainda, na minha fala, que oitenta por cento dos programas sairiam do ar, se esta norma constitucional fosse cumprida.
Segundo, tratei da evolução da questão das liberdades, que percorreu a gênese da democracia. Primeiro como lutas pela “liberdade de pensamento” (já que era vedado inclusive na intimidade, mesmo sem publicizar, desconfiar da validade da religião católica); depois, como “luta pela liberdade de expressão”, já no Renascimento, quando alguns eruditos brilhantes começam a se libertar da dogmática religiosa absoluta e resolveram expressar-se em público como dissidentes “humanistas” (os painéis de Michelangelo na Capela Sistina vêem um Deus Homem, promovendo uma inversão figurativa da Teologia: o Deus abstrato e longínquo passa a ser concebido como um forte Homem concreto); depois, abordei uma importante liberdade dos modernos, a “liberdade de imprensa”, que se consagra na Revolução Francesa, avassala a Europa (liberdade de dizer em público e imprimir o “dito”, que subverte o monopólio da fala pelas elites) e torna-se um valor democrático altamente respeitado.
Finalmente, abordei um quarto tema. A questão da “liberdade de fazer circular livremente as opiniões”. Sustentei que hoje existe uma absoluta desigualdade de meios, para que as opiniões possam circular de maneira equânime, embora as redes na internet tenham aberto novas fronteiras para a circulação da comunicação. Mas, atenção: as redes são acessíveis a todas as opiniões (e é bom que o sejam), mas as TVs e Rádios das “Grandes Mídias” empresariais com tendência monopolista, não são acessíveis a todas as opiniões.
As opiniões, nas “Grandes Mídias”, inclusive podem ser (e frequentemente o são) filtradas, editadas, selecionados, distorcidas ou manipuladas, inclusive com o enquadramento dos jornalistas da própria empresa. Nem sempre, nem em todos os momentos, nem em todas as empresas de comunicação isso ocorre. Mas todas estão disponíveis para estes métodos, ao gosto dos seus proprietários.
Sustentei, portanto, que há um bloqueio radical da circulação da opinião, cuja divulgação é orientada pela empresa de comunicação, a partir dos valores culturais, ideológicos e políticos dos seus proprietários. Qual a sugestão que dei no Forum da Igualdade, que me convidou para a fazer a abertura solene do seu evento? Censura? Expropriação de empresas? Não. Disse que o Estado deve promover políticas de financiamento e subsídios (que as atuais instituições de comunicação empresariais inclusive já tem) e novos marcos regulatórios, para que possam surgir mil canais de comunicação, com igualdade de qualidade tecnológica e profissional (com mais oportunidades de trabalho livre para os próprios jornalistas), através instituições de comunicação que não dependam do mercado e dos grandes anunciantes.
Canais que possam ter uma política de informação mais objetiva e aberta e um debate político mais amplo do que a ladainha neoliberal. Canais que não adotem como mercadoria-notícia a escalada da cultura da força e da violência, dentro da qual concorrem os principais meios de comunicação do país. Trata-se de dar novas oportunidades de escolha aos cidadãos, aos pais, às mães, aos consumidores, que somos todos nós, para que possamos ver e ouvir outras coisas, debater outras idéias, sem qualquer tipo de censura, seja do Estado, seja dos proprietários das empresas e dos seus anunciantes.
Isso certamente foi demais e a “circulação da opinião restrita”, que eu mencionara nos meus argumentos em favor da “circulação da opinião mais livre”, foi comprovada pela voz massiva e monocórdia das respostas à palestra, que proferi aos trabalhadores. Revolveram a tese do “controle dos meios de comunicação pelo Estado” - como se já não houvesse controle do Estado, que é o poder concedente dos canais - misturando este assunto com a minha ausência no "Fórum da Liberdade". O mesmo em que o Vice-Governador do Estado, em outro momento de abertura, foi solenemente vaiado porque ousou dizer que o Governo Lula melhorou o Brasil.
A intolerência demonstrada pela “Grande Mídia”, também neste episódio, prova que ainda temos um largo caminho a percorrer, para permitir que as opiniões divergentes circulem livremente na nossa democracia limitada, hoje já mais sufocada pela força do poder econômico e da ganância. Estas questões não interessam ao “Fórum da Liberdade”, mas certamente interessam ao “Fórum da Igualdade”. Por isso fui neste, mais fraco. Não no outro, mais forte.
Tarso Genro
Governador do Estado do Rio Grande do Sul
No CartaMaior
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Estrategistas

Uma improvável guerra entre Coreia do Norte e Estados Unidos não será a primeira. Em 1950 a Coreia do Norte cruzou o Paralelo 38, que separava as duas Coreias desde o fim da Segunda Guerra Mundial, e invadiu o Sul. As Nações Unidas autorizaram uma intervenção de forças aliadas para conter a invasão.
As “forças” eram quase 100% americanas, comandadas pelo folclórico general Douglas MacArthur, que tinha se destacado, no Pacífico, como um dos generais-celebridades da Segunda Guerra, junto com Patton, na Europa, e Montgomery e Rommel, no Norte da África.
No fim da guerra MacArthur fora instalado pelo presidente americano Truman como vice-rei do Japão, onde, entre outras coisas, instituiu uma reforma agrária de fazer o Stédile salivar, e comandou suas tropas na Coreia sem sair de Tóquio.
A Guerra da Coreia também revelou um estrategista militar de primeira ordem: eu. As coisas não iam bem para os coreanos do Sul e os americanos, encurralados na ponta extrema da península.
Apesar da pouca idade eu me interessava pela guerra. Estudei meus mapas e conclui que uma maneira de romper o sítio seria fazer um desembarque anfíbio como os que os americanos tinham feito em ilhas japonesas e, com tropas aliadas, nas praias da Normandia durante a Segundona, atrás das linhas inimigas.
Cheguei a escolher o lugar do desembarque: Inchon, na costa leste. E foi exatamente onde ocorreu o ataque, dias depois. Não concluí que meu plano havia sido recebido telepaticamente pelo MacArthur, que não tinha pensado nisso. Minha megalomania não chegava a tanto. Mas, coincidência ou não, a estratégia deu certo. O Sul rompeu o cerco e perseguiu o Norte para além do Paralelo 38, até a fronteira com a China.
Douglas MacArthur (por falar em megalomania) foi o mais perto que um moderno general americano chegou de ser golpista. Com a aproximação dos americanos da sua fronteira, os chineses tinham entrado na guerra, e a grande questão do momento era se os americanos deveriam ou não atacar o outro lado do Rio Yalu, que marcava a fronteira entre Coreia e China.
MacArthur queria não apenas levar a guerra para o território chinês como usar armas nucleares. Sua insubordinação — negou-se a ir a Washington falar com o presidente sobre o que fazer com os chineses, tiveram que marcar a reunião num local escolhido por ele — levou Truman a destituí-lo do comando.
MacArthur voltou para casa como ídolo da direita dura americana. É difícil imaginar que liderasse um movimento anticomunista sedicioso, mas se havia alguém com perfil e disposição para isto era ele. Preferiu despedir-se com um famoso discurso que terminava dizendo que os velhos soldados nunca morrem, apenas desaparecem lentamente. E começou a desaparecer.
Luis Fernando Veríssimo
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Um projeto drogado

Proposta quer os viciados em drogas registrados num cadastro; eles não teriam benefício algum com isso
A Câmara esteve na iminência de votar quarta-feira um projeto com graves implicações sociais, que precisariam de ampla discussão pública, mas a população nem ao menos sabia da votação prevista. (O jornalismo brasileiro tornou-se muito original). A votação está apenas adiada, em princípio, para terça agora.
http://rsurgente.opsblog.org/files/osmarterraeyeda.jpg
A droga do Osmar Terra, à esquerda; à direita, uma tucana insignificante.
De autoria do peemedebista gaúcho Osmar Terra, o projeto quer os viciados em drogas registrados em um cadastro nacional. Os viciados não teriam benefício algum com a medida. Mas, além disso, os futuros recuperados, os recuperáveis e as famílias dos viciados ficariam sujeitos a danos incalculáveis. Expostos, desde o registro e pela vida afora, aos efeitos das visões preconceituosas no mundo do trabalho e nas relações humanas.
A proposta para a formação do cadastro é ainda mais perturbadora. Os profissionais incumbidos do atendimento e de internações estariam obrigados à pronta informação, para o cadastro, sobre o dependente atendido ou, se internado, beneficiado por alta. E aos professores e diretores de escolas caberia a obrigação de mandar para o cadastro os nomes dos alunos consumidores de droga ou com indício de sê-lo. A respeito, não é preciso dizer nada além disso: Alemanha, anos 1930.
Está difícil, e não há esforço algum para facilitar, a compreensão ampla de que ninguém é viciado por querer, seja qual for o vício. No máximo, pode haver indiferença ou conformismo com o vício e suas consequências. Mas todo vício é um sofrimento, porque é dependência e toda dependência é opressiva. O traficante, sim, trafica porque quer, ainda que sob o impulso do próprio vício. Não tem cabimento, portanto, a emenda que o PSDB quer apresentar ao projeto, eliminando o proposto aumento da pena mínima para traficante, em associação com a retirada do cadastro de consumidores de drogas.
A iniciativa de adiamento da votação foi do PSDB, para que a bancada revisse o projeto a pedido de Fernando Henrique, e do PC do B, sem que isso signifique apoio dos demais partidos às barbaridades propostas. Não há indicações de como estão as bancadas partidárias quanto aos itens do projeto. Até por isso, o adiamento por apenas uma semana é a continuada falta da discussão pública do projeto. E agora também das emendas, sejam quais forem, mencionadas pelo líder do PSDB, Carlos Sampaio, para atender a Fernando Henrique.
O projeto tramita há mais de dois anos e, apesar disso, chegou à pauta de votação como uma monstruosidade incólume. Inclusive sem emendas saneadoras do PSDB e do PC do B. O necessário, portanto, é adiá-lo sem data de votação e tentar submetê-lo a algum debate nos meios de comunicação (comunicação?).
Janio de Freitas
No fAlha
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Homenaje al Comandante Chavez

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Coincidências

A vida é cheia de coincidências. Recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicou um de seus habituais artigos de discussão política. Foi daqueles nos quais assume o papel de farol das oposições. Seu conteúdo era, como se esperaria, fortemente crítico em relação ao governo.
Por coincidência, no mesmo dia, os principais jornais estavam cheios de notícias negativas sobre a situação nacional. Depois de lê-los, qualquer um ficaria com a impressão de que o Brasil caminha em marcha acelerada para o buraco (se é que já não estaria dentro dele).
Em outra coincidência, ficou pronta, naquele domingo, uma nova pesquisa nacional da Vox Populi. Feita em todo o País, sua amostra era suficiente para que os resultados sejam representativos dos sentimentos da opinião pública brasileira.
As ideias de FHC ficam cada vez mais parecidas com aquelas da mídia de direita. Infelizmente para eles a maioria pensa diferente. Foto: Vanderlei Almeida/AFP
As ideias de FHC ficam cada vez mais parecidas com aquelas
da mídia de direita.
Infelizmente para eles a maioria pensa diferente.
Foto: Vanderlei Almeida/AFP
O artigo de FHC e o tom do noticiário eram tão semelhantes que um desavisado poderia suspeitar. Os editores e o ex-presidente estariam combinados? Você diz isso e nós aquilo? Nós mostramos os “fatos” e você os interpreta?
Conhecendo os personagens, é pouco provável. Mas FHC e a mídia conservadora não precisam combinar (no sentido de pactuar) exatamente porque combinam (no sentido de possuir afinidades). Cada um à sua maneira, contam as mesmas histórias.
São tão parecidos que é difícil saber, hoje, quem influencia quem. Tendo há muito abandonado o vigor analítico de seus tempos de sociólogo, as ideias de FHC se parecem cada vez mais àquelas dos editorialistas e comentaristas da direita da mídia. E esses, por o admirarem com veneração, fazem o possível para imitar seu pensamento.
A cada dia, FHC fica mais Globo e Veja (até porque não conseguiria viver sem eles) e elas mais FHC. Todos imaginam um Brasil lastimável, onde tudo dá errado. São, no entanto, de um otimismo imenso. Paradoxalmente, acreditam que estamos à beira do abismo, mas acreditam em uma saída simples e rápida: derrotar o “lulopetismo” na próxima eleição.
Em contraste flagrante, não há qualquer coincidência entre o seu pensamento e o sentimento da vasta maioria do País. A pesquisa da Vox, como as outras recentemente divulgadas, do Ibope e do Datafolha, mostra quão pequena é a parcela da sociedade afinada com a oposição, seja nos partidos, nas instituições, na indústria de comunicação ou na opinião pública.
Os entrevistados se dizem satisfeitos com o País e esperançosos em relação ao futuro. Entendem que sua vida tem melhorado e vai melhorar ainda mais. Sabem que falta muito por fazer, mas confiam no caminho trilhado.
Aprovam o governo. A maioria considera “ótimo” ou “bom” o modo como Brasília lida com a economia, enfrenta a crise econômica internacional, trata as questões do emprego e da inflação, administra programas sociais, conduz a política habitacional, cuida da imagem externa do País.
Gostam da presidenta: mais de 80% dos entrevistados a definem como “ativa”, com “garra”, “decidida”, “conhecedora do Brasil”, “boa administradora”. Mesmo em itens em que os políticos tendem a se sair mal, ela obtém índices muito favoráveis. Mais de 70% afirmam ser ela “sincera”, “próxima do povo” e “de palavra”.
É tamanha a diferença entre as convicções oposicionistas e o sentimento popular que é como se vivêssemos em dois países. Em um, tudo vai mal e a mudança política seria imperiosa. No outro, as coisas seguem de maneira satisfatória e as perspectivas são positivas. Neste, a continuidade política é lógica.
Está errada a maioria dos brasileiros? Os únicos certos são os próceres oposicionistas, os articulistas de meia dúzia de jornais e a minoria da sociedade? Somente eles conheceriam a “verdade”? Todos os restantes seriam ignorantes e incapazes de conhecer suas vidas, donde inabilitados para dizer-se satisfeitos de forma racional?
Não é apenas autoritária a tese de que só alguns poucos privilegiados conhecem o Brasil e possuem a visão certa das coisas. É tola e inútil para a atuação política.
Pode ser agradável para uma liderança escrever um artigo para jornal e ler na mesma edição uma manchete a confirmar sua análise. Assim como pode ser prazeroso para um jornalista referendar, por meio de seu trabalho, as ideias do ídolo.
Nada disso adianta quando não coincide com o que o povo pensa e deseja. As oposições se acham superiores, mas estão apenas a léguas dos cidadãos. E são eles, os cidadãos, que elegem os governantes.
Marcos Coimbra, sociólogo e presidente do Instituto Vox Populi.
No CartaCapital
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Colegios de votación abren sus puertas a 19 millones de venezolanos

 
La jornada de votación en Venezuela comenzó este domingo a las 06H00 de Caracas (10.30 GMT), cuando los colegios electorales abrieron sus puertas y comenzaron a recibir, de forma ordenada y cívica, a los 18 millones 903 mil 143 venezolanos convocados a sufragar y elegir a quien será el Presidente de la República durante el próximo sexenio.
El Consejo Nacional Electoral (CNE) habilitó en todo el territorio nacional un total de 39 mil 322 mesas de votación en 13 mil 810 centros electorales, para el mismo padrón electoral que participó en los comicios presidenciales del pasado 7 de octubre.
En aquellas elecciones resultó vencedor el candidato del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) y del Gran Polo Patriótico (GPP), Hugo Chávez, con el 55,07 por ciento del total de votos. Sin embargo, su desaparición física el pasado 5 de marzo originó la convocatoria de este nuevo proceso por “causa sobrevenida”.
Tras este suceso, el Poder Electoral organizó en 37 días los nuevos comicios, dando cumplimiento a todas las revisiones tecnológicas y correspondientes, incluyendo más de 17 auditorías a la plataforma automatizada de votación.
La jornada de votación ya comenzó en el exterior, donde podrán sufragar hasta 100 mil 495 venezolanos en sedes de embajadas, consulados y oficinas comerciales venezolanas en 88 países del mundo. Del total de mesas habilitadas, 322 se instalaron en los 127 centros dispuestos en otras naciones.
Los naciones con mayor número de venezolanos son Estados Unidos (37 mil 681), España (20 mil 306), Colombia (seis mil 060) y Canadá (cinco mil 431), de acuerdo con datos emitidos por el CNE.
Desde las 03H00 locales (07.30 GMT) miles de venezolanos comenzaron a movilizarse hasta los colegios de votación, tras el acostumbrado y popular “toque de diana”, acompañado del tradicional “cohetazo” y por primera vez del “silbido bolivariano”.
Al momento de la apertura, la mayoría de los centros electorales tenían largas filas de votantes esperando para sufragar y decidir el destino de Venezuela con su voto universal, libre, directo, igual, secreto, personal e intransferible.
El candidato del Partido Socialista Unido de Venezuela (PSUV) y del Gran Polo Patriótico, Nicolás Maduro, y el aspirante antichavista de la derecha, Henrique Capriles, son los dos principales contendientes en esta cita electoral.
Garantías técnicas
En materia técnica, el CNE aprobó e incluyó nuevas garantías para esta fecha, entre ellas la inclusión de testigos de organizaciones políticas en la sala de transmisión de datos del Sistema de Información al Elector de cada centro y en la sala de contingencia de los miembros de mesa.
Esta incorporación se suma a los testigos que ya tienen los partidos en la sala de totalización, en las juntas municipales electorales y en la sede central del CNE.
También fue aprobada la emisión de un reporte de no duplicidad del voto; la expedición del reporte estadístico del Sistema de Autenticación Integrado (SAI); la publicación, en los centros de votación, de las funciones de los coordinadores electorales y de los efectivos del Plan República, y el aumento en el tamaño del parabán de votación.
El colectivo de hombres y mujeres que participan en la jornada suma más de 157 mil 276 miembros de mesa y de las Juntas Electorales Municipales, 88 mil 928 técnicos y operadores, tres 435 observadores nacionales y 170 acompañantes internacionales.
Plan República
Respecto a la custodia de lso centros electorales y el mantenimiento del orden público, el Comando Estratégico Operacional de las Fuerzas Armadas desplegó un dispositivo con la participación de 141 393 efectivos del llamado Plan República, alrededor de las 24 entidades del país.
Los efectivos militares tienen la responsabilidad de “preservar el orden público, la seguridad de los electores, las máquinas de votación y sus componentes en los centros de votación”, hasta un perímetro de 200 metros alrededor del colegio.
Adicionalmente, el Ministerio Público habilitó más de dos mil funcionarios, entre fiscales y abogados, que se encargarán de velar por el cumplimiento de la norma electoral y estarán atentos con los ciudadanos que puedan incurrir en delitos electorales.
Misiones de acompañamiento
Por otro lado, el CNE autorizó la presencia de tres 435 observadores nacionales y 170 acompañantes internacionales, pertenecientes a la Unión de Naciones Suramericana (Unasur), la Unión Interamericana de Organismos Electorales (Uniore), el Centro Carter, la Organización de Estados Americanos (OEA) y varios expresidentes latinoamericanos.
En tanto la observación nacional está a cargo de las organizaciones Proyecto social, Asamblea de Educación, Observatorio Electoral Venezolano, Fundación Por un Pueblo Digno y Red de Observadores Electorales.
Este sábado, la presidenta del ente comicial, Tibisay Lucena, reiteró que los resultados electorales que emita el CNE, luego de finalizado el proceso, serán fiel reflejo de la voluntad del pueblo.
"Los resultados serán, como siempre, el fiel reflejo de la voluntad soberana del pueblo", manifestó, en la acostumbrada transmisión conjunta de radio y televisión que realiza antes de cada evento electoral.
Aprovechó la ocasión para invitar a los venezolanos a votar pacíficamente. "Mañana Venezuela escribe de nuevo en su haber otra muestra de los que es una Democracia Verdadera. Mañana vamos todos a votar, en paz", enfatizó.
Por último, Lucena instó a todos los actores políticos involucrados en el proceso a reconocer los resultados finales, porque "reconocerlos es respetar la decisión de las venezolanas y de los venezolanos".
No TeleSUR
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O evangelho da intolerância

Patrick, ativista gay em Uganda. 
Foto: Hernán Zin/El Pais
Jesus Cristo disse: “Amai ao próximo como a ti mesmo”. Esta frase, por si só, demonstra o absurdo que é pessoas auto-denominadas cristãs basearem sua conduta na intolerância. É incoerente com as palavras de Cristo, que foi capaz de defender uma prostituta de ser apedrejada, ser preconceituoso. Cristãos não apedrejam. Acolhem. Respeitam.
Estamos, neste momento, em nosso país, caminhando sobre terreno perigoso. Pastores ambiciosos que pouco se preocupam legitimamente com o bem-estar dos fiéis, usam de ideias medievais para aumentar o seu rebanho. Querem convencer as pessoas que é pecado ser gay, embora muitos religiosos, inclusive evangélicos, contestem essa afirmação. É muito preocupante. Se esta concepção vingar, estes pastores terão plantado a semente da discórdia no seio familiar. Será pai contra filho, irmão contra irmão. Nada mais anticristão.
Roger Ross Williams, um cineasta novaiorquino, ele mesmo vítima de preconceito da igreja protestante que sempre frequentou por ser gay, fez uma descoberta aterradora: dinheiro dos fundamentalistas norte-americanos está sendo utilizado para semear a intolerância contra homossexuais nos países africanos. A situação já é gravíssima em Uganda, onde pode ser aprovada dentro de poucas semanas uma lei anti-gay que prevê até mesmo a pena de morte para quem se relacionar com pessoas do mesmo sexo. Os políticos são pressionados a todo momento pelos pastores evangélicos pela aprovação do projeto (isso faz você lembrar de alguma coisa?).
O conservadorismo norte-americano encontrou terreno fértil na sofrida África para espalhar o preconceito. Eu pergunto a você, cristão evangélico: você quer este destino para o Brasil? O que é mais importante: a mensagem amorosa de Jesus ou a do intolerante pastor de sua igreja? De que maneira você quer olhar para seu irmão, irmã, filho, filha, amigo, amiga? Com ódio ou com amor? Não se permita ser manipulado. Abra o olho. Ao mesmo tempo que se enchem de dinheiro (inclusive o seu), muitos destes pastores estão orientando seus passos não para o caminho do bem, mas por um caminho sem volta. A reação tem que vir de todos, mas principalmente de você.
Não deixe de assistir ao documentário de Williams, The Gospel of Intolerance, publicado no site do New York Times no início do ano. Está legendado em português. É simplesmente assustador.
No Socialista Morena
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O Poder e sua Maldição

 
Desde que a história do poder começou a ser escrita, dela tem sido inseparável o registro da corrupção. Contra a corrupção do poder, Savonarola, sugeriu um governo de santos. Platão um governo de sábios austeros. Em uma de suas famosas cartas, algumas tidas como apócrifas, ele fala da perversão do poder pelo hedonismo em Siracusa – ele que fora mal sucedido conselheiro de dois de seus tiranos, Dione e Dionísio. Pôde entender Platão que uma coisa são as idéias, outras, os homens.
Savonarola é o modelo de todos os combatentes da corrupção na História. Coube-lhe opor-se ao mais corrupto e corruptor de todos os papas, Rodrigo Borgia, que ocupou o trono com o nome de Alexandre VI. O frade dominicano desafiou o papado e soube esquivar-se da astúcia do Pontífice, que lhe ofereceu tudo, até mesmo o chapéu cardinalício, com o propósito de retirá-lo da Toscana, onde se sentia seguro.
O monge acabou sendo vencido pelas armas, preso, julgado e condenado à morte. Naquele episódio, e em outros, Mamon, o deus do papa, se sobrepôs ao Cristo de Savonarola.
Ainda agora se revela, pelo Wikileaks, que o considerou natural a repressão no Chile de Pinochet, e exagerada a reação mundial, provocada pelas forças de esquerda, contra o golpe.
A morte de Mme. Thatcher convida a uma viagem pela geografia da corrupção por excelência. Provavelmente não se conheça, em toda a História, processo mais extenso e mais profundo de corrupção da política pelo poder financeiro do que o eixo entre Washington, com Reagan, Londres, com a dama de ferro, e o Vaticano, com Wojtyla, no início dos 80. Convenhamos que os que os corromperam souberam fazê-lo.
Na conspiração, que se selou em encontro na Biblioteca do Vaticano, Reagan e Wojtyla - em menos de uma hora - com a presença de Alexander Haig, acertaram os movimentos coordenados para destruir o sistema socialista, acabar com o estado de bem-estar social no resto do mundo e globalizar o sistema econômico mundial. Nenhum dos três seria capaz de engenhar o plano, que – tudo indica – lhes foi entregue pelo Clube de Bilderbeg.
É conveniente registrar que não tiveram muitas dificuldades na União Soviética, cujos burocratas, seduzidos pelo “doce charme da burguesia”, sonhavam com a vida faustosa dos executivos norte-americanos e ingleses.
E dificuldades ainda menores nos países em desenvolvimento, alguns deles, como o Brasil, com recursos internos que lhes permitiam resistir à desnacionalização de sua economia. Como se sabe, ocorreu o contrário, com a embasbacada adesão dos dois Fernandos ao Consenso de Washington.
O resultado do processo está aí, com o desmoronamento da economia européia, o avanço da pobreza pelos países centrais, e a corrupção, alimentada pelo sistema neoliberal, grassando pelo planeta inteiro.
Os maiores bancos do mundo exercem diretamente o poder político em alguns países, como o Goldman Sachs o exerceu na Itália, com Mario Monti, e Papademus, na Grécia, até as eleições. Isso sem falar no Banco Central Europeu, sob o comando de Mario Draghi, também do mesmo banco. No passado, os Estados intervinham no sistema financeiro, para controlá-lo e proteger os cidadãos; hoje, os bancos intervêm nos Estados, com o propósito de garantir seus lucros, o parasitismo dos rentistas e as milionárias remunerações de seus “executivos”.
Para fazer frente ao descalabro da economia, causado pela ficção dos derivativos, os governos europeus cortam os gastos sociais e levam famílias inteiras à miséria e ao desespero. Idosos são expulsos de suas casas, por não terem como pagar as prestações ou os aluguéis, os hospitais públicos reduzem o número de leitos, as indústrias recorrem à falência, e os suicídios se sucedem. Há dias, sem dinheiro para honrar compromissos de pequena monta, um casal de meia-idade, que possuía seu negócio de fundo de quintal, se enforcou, em Civitanova, na Itália. O irmão da senhora, atingido pela tragédia, também se matou, afogando-se no Adriático.
Em Portugal – e ali sobram capitais privados ociosos, que adquirem, sôfregos, ativos brasileiros – o desespero atingiu limites extremos, e a União Européia, de joelhos diante dos banqueiros, exige de Lisboa maiores cortes no orçamento social.
No fim de um de seus mais belos romances, Terra Fria, o escritor português Ferreira de Castro dá à mulher a notícia da presença de um militante revolucionário na cidade:
“Ele disse que chegará o dia em que haverá pão para todos”.
E, com o pão, a dignidade – é a nossa esperança.
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