13 de abr de 2013

Presidente Maduro alerta sobre plan para generar violencia en Venezuela

A través de su cuenta en la red social, Nicolás Maduro,
denunció campaña para desconocer resultados del 14A.
El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, alertó este sábado sobre "una guerra sucia que se dirige desde Bogotá (Colombia)" para "envenenar el clima electoral e inocular odio que provoque violencia en el país" en la víspera de los comicios presidenciales de este 14 de abril.
A través de su cuenta en la red social social Twitter @NicolasMaduro el mandatario alertó sobre el plan "contra la paz de Venezuela y contra mí, como ser humano y presidente".
Maduro señaló a J.J. Rendón como el cabecilla del grupo que dirige las operaciones contra Venezuela.
Juan José Rendón es conocido por sus asesorías de "propaganda negra" en campañas electorales de candidatos abanderados de la derecha en varios países de Latinoamérica. Esta estrategia apela al temor, la inquietud y la ira de la opinión pública, a través de rumores, encuestas falsas y elementos similares.
Este asesor ideó rumores como aquel en que se sostenía que los habitantes de Caracas estaban bebiendo aguas negras sin saberlo. La misma tuvo lugar en la campaña electoral previa a las elecciones presidenciales del 7 de octubre pasado.
En esta oportunidad, Rendón comenzó a declarar en medios internacionales sobre supuestos sondeos que pronostican una "victoria segura" del candidato antichavista y que, de no ser así, se trataría de un "fraude".
Maduro expresó su confianza en la madurez en la fuerza moral y espiritual de todos del pueblo venezolano para no dejarse llevar por campañas que buscan generar violencia.
Exhortó a los venezolanos a acudir masivamente a las urnas para ejercer su derecho soberano al voto. " Vamos mañana Masivamente A Votar. Que El Soberano Decida" escribió en la red social.
Más temprano, el presidente de la Asamblea Nacional, Diosdado Cabello, también llamó a la alerta pública: "Patriota, actívate desde hoy mismo, la derecha no va a reconocer los resultados, todos pendientes por la Patria", escribió en @Dcabellor.
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Tucano mineiro é acusado de traficar órgãos

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Na Carta Capital, Leandro Fortes expõe a impressionante história de médicos que, com a participação de outro médico, deputado estadual do PSDB mineiro, retiravam órgãos de pacientes ainda vivos. E os vendiam.

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No Conversa Afiada
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Charge online - Bessinha - # 1760

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Serra virou uma ameaça à democracia

Ele parece ignorar que para tirar um partido do poder no Brasil de hoje basta ter mais votos.
O Lacerda moderno
Quando você imagina que Serra não pode descer mais baixo, ele sempre surpreende.
Veja um trecho de uma palestra sua num encontro do PPS:
“O Estado brasileiro foi capturado por um grupo em seu benefício. Esta força política, o PT não hesita, e não hesitará ,em enfraquecer a democracia brasileira para se fortalecer. É um grupo que se apropriou do poder no Brasil. Esta é a única lógica para entender o que acontece”, disse.
Durante o governo de João Goulart, políticos como Lacerda não disseram coisas tão pesadas assim para criar um ambiente propício ao Golpe de 64.
Serra é, ele sim, um ameaça real à democracia brasileira com este tipo de conduta irresponsável e deletéria.
Fossem outras as circunstâncias, e ele, como Lacerda há 50 anos, estaria rondando os quarteis e entabulando conversas com a CIA para destruir, como em 1964, a vontade expressa claramente e limpamente pelos brasileiros nas urnas.
Serra está parecendo aquele chefe de polícia da série Pantera Cor de Rosa: ele foi ficando com tanta raiva de Clouseau que pifou mentalmente. O Clouseau de Serra é o PT.
Serra está parecendo o chefe de Clouseau, que enlouqueceu de tanto ódio
Como integrante da oposição, Serra tem todo o direito de querer tirar o PT do poder.
Mas para isso o caminho é as urnas, e não infames  falas golpistas como as pronunciadas na reunião do PPS. Ele se aproveita da democracia que lhe permite falar o que bem entende para tramar abjetamente contra ela.
Serra hoje não é um mal apenas para seu partido, que ele conduziu para a extrema direita sob a omissão preguiçosa de FHC.
Ele é um mal também para a democracia brasileira.
Paulo Nogueira
No DCM
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O inelutável mercado

Pergunto aos meus reflexivos botões o que vem a ser o mercado. Ou seria o caso de dizer MERCADO? Segue-se este diálogo.
“Trata-se, ao que tudo indica, de uma entidade sobrenatural, incontrastável na sua onipotência”, proclamam os inquiridos com certa ênfase.
“Deus, portanto, não é mesmo?”, apresso-me a anotar.
Quem diria? Esta senhora de prendas domésticas inventou o neoliberalismo. Foto: Chris Ware/ Getty Images
Quem diria? Esta senhora de prendas
domésticas inventou o neoliberalismo.
Foto: Chris Ware/ Getty Images
“Deixemos Deus no lugar que lhe compete, de alguma forma o MERCADO assemelha-se mais aos fados gregos…”
Interrompo. “Donde, agente do destino…”
“Não, não, algo maior e mais exato, de alguma forma o MERCADO é o próprio destino.”
“Quer dizer, o que determina é definitivo e irretorquível. É porque é, digo, filosoficamente…”
“Eis aí, é na condição indiscutível de manifestação do real, não nos atiraríamos a discutir o fato de que a Terra gira em torno do Sol.”
Pareceu-me entender a razão da diferença entre MERCADO e Deus. O Altíssimo, embora nem sempre usado para os melhores fins, é o primeiro motor da religião, na qual se entrelaçam fé e emoção. Já me referi inúmeras vezes à religião do deus mercado, e agora me arrependo, e a quem me leu peço perdão. Não se exige fé para acreditar no MERCADO. Ele existe, na qualidade de suprema verdade factual, igual à vida e à morte.
O inelutável suscita algum espanto, como as ideias de eternidade e do infinito propostas a quem é irremediavelmente condicionado por tempo e espaço. Entendo, porém, que os botões riem. Ouço distintamente o marulhar de sua peculiar risada, de cachorro maldoso, mostra os dentes, mas vem do fundo da garganta, e como se o som passasse sobre lixa. Estou perplexo, o comportamento dos botões contradiz agora tudo o que foi dito antes.
Encaro-os atônito. No tom de quem chama à ordem o desavisado, esclarecem: “Ora, ora, o que dissemos é como o mundo encara o mercado, o mundo cada vez mais crédulo, intelectualmente indigente, negado à frequentação do espírito crítico. Donde, pronto a engolir o que interessa às oligarquias financeiras criadas pelo neoliberalismo, enquanto prejudicam gravemente o resto da humanidade”.
A sociedade, à qual Margaret Thatcher negava existência em benefício do indivíduo, assiste impávida, ao menos por enquanto, ao esforço dos países do ex-Primeiro Mundo para combater a crise ao favorecer quem a provocou. De sorte que as coisas pioram. Na Europa, de 2008 a 2012, 10 milhões de empregos foram perdidos. Um milhão e pouco só na Itália no ano passado, e ali, no mesmo período, 5 mil empresas morreram. Oitenta multinacionais, e entre elas o narcotráfico, comandam a economia global e impõem sua vontade aos governos nacionais.
O mundo, ah, o mundo dá sinais inequívocos de senectude, em meio a delírios que incluem as ameaças atômicas do ditador norte-coreano. Incluem também situações aparentemente mais comezinhas e menos arriscadas. Refiro-me, a escolher uma entre tantas, à reação da mídia mundial ao falecimento de Margaret Thatcher. Salvo algumas exceções, fala-se de uma Mary Poppins revolucionária capaz de devolver o Reino Unido às glórias pregressas. E haja glória. A Dama de Ferro, que se presumia destinada a uma vida doméstica, ao se instalar no número 10 de Downing Street tornou-se fundadora do neoliberalismo, entrave aparentemente ineludível dos dias de hoje. Antes de Ronald Reagan, ela merece a primazia.
Não há questionamento possível, sofremos, em primeiro lugar, por causa dela se o simples mercado transmudou-se no MERCADO. Como a grei de Panurge, o mundo foi atrás da senhora Thatcher. Alguns, os beneficiários da operação, de caso pensado, para tomar o bonde da história que transitava na esquina. Outros, sem se darem conta do desastre. Outros ainda porque não entendiam coisa alguma.
P.S.: Em entrevista à rede CNT, o ministro Paulo Bernardo dá seu revide à capa de CartaCapital de duas semanas atrás, que o via como protetor do plim-plim e do trim-trim. O canal é insignificante e o ministro tem lida difícil com o vernáculo. Mesmo assim, percebe-se a sua tese: fingimos ser o que não somos. Pregamos a moral que não praticamos. Sem pestanejar, vendemos a alma. Pois o ministro deveria saber, por intermináveis razões, que Mefistófeles, conosco, perderia seu tempo.
Mino Carta
No CartaCapital
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BBC não sabe o que fazer com a música mais vendida da Inglaterra

Ativistas anti-Thatcher levaram ‘A Bruxa Morreu’ ao número 1, e a BBC sofre pressão para não tocá-la na tradicional parada de domingo.
Alegria, alegria
Alegria, alegria
Liberdade de expressão é uma coisa realmente complicada: é mais fácil falar dela do que praticá-la.
Um episódio mostra isso exatamente neste momento, no país que supostamente é o berço da liberdade de expressão.
No meio de uma controvérsia que se espalhou toda a mídia britânica, está a venerada BBC.
O que aconteceu: ativistas deflagraram uma campanha para comprar uma música anti-Thatcher para levá-la ao topo das paradas.
A música é do Mágico de Oz, e se chama “Ding Dong The Witch is Dead!”. (Dim Dom A Bruxa Morreu!”
Objetivo alcançado.
Neste momento em que escrevo, é a número 1 na Inglaterra.  E é aí que entra a BBC com seu excruciante dilema.
Tradicionalmente, aos domingos, a principal rádio da BBC, a 1, toca as músicas mais vendidas, a conhecida parada de sucessos.
A questão que se ergueu barulhentamente: a BBC deveria tocar o hino anti-Thatcher, a três dias de seu funeral?
Os comentaristas conservadores da mídia saíram gritando que não. Que isso seria desrespeito com uma pessoa que sequer foi enterrada.
Mas um momento: isso é censura, ou não?
É o entendimento da chamada voz rouca das ruas. Numa enquete no Guardian, quase 90% das pessoas disseram que sim, a rádio tinha que tocar a canção.
E a BBC, que fez?
Encontrou uma solução que foi a seguinte: subiu no muro. Não vai censurar a música, ao contrário do clamor conservador.
Mas tampouco vai tocá-la inteira: decidiu dar, na parada de domingo,  um fragmento de 4 ou 5 segundos.
O que parece claro, passados alguns dias da morte de Thatcher, é que a elite política e jornalística inglesa não tinha a menor ideia de quanto a Dama de Ferro era detestada.
É uma demonstração espetacular de miopia e de desconexão com as pessoas.
A Inglaterra vive hoje não apenas uma crise econômica que não cede há anos, mas uma situação dramática de desigualdade que levou aos célebres riots – quebra-quebras — de Londres há pouco mais de um ano.
Qual a origem da crise e da desigualdade?
Thatcher, é claro.
O real legado de um governante se vê depois que ele se foi. As desregulamentações, as privatizações e os cortes em gastos sociais de Thatcher, passados 30 anos, resultaram num país em que as pessoas têm um padrão de vida inferior ao que tiveram.
Como imaginar que as pessoas ficariam tristes com sua morte?
Paulo Nogueira
No DCM
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Veja e Época pisam no tomate: inflação ESTEVE em alta, mas ESTÁ em baixa

O gráfico abaixo fala por si, e comprova: a curva de inflação subiu de setembro de 2012 a janeiro de 2013. Depois disso, entrou em queda.
Só haveria motivo para grandes preocupações se a curva continuasse subindo. Como já está em queda, significa que as medidas tomadas pelo governo estão funcionando e já produzem efeitos.
Tanto isso é verdade, que o próprio mercado financeiro é categórico ao prever que o índice de inflação IPCA chegará em dezembro fechando o ano em 5,7%, dentro da meta.
Veja e Época fazem lobby por juros altos para banqueiros e panfleta para oposição
Fala sério! Alguém acredita que o aumento da taxa Selic é que faz cair ou subir o preço do tomate?
A revista Veja e Época dão um chilique em "reporcagens" de capa (bem ao contento dos banqueiros e dos demotucanos que clamam por juros altos) porque o acumulado nos últimos 12 meses ultrapassou 0,09% a meta neste momento (por sinal um valor muito baixo, nada assustador). Mas é apenas o retrato de um momento em que o cálculo de 12 meses passados atingiu um pico, em consequência do que aconteceu entre setembro e janeiro. Esse pico já passou, mas continua entrando no cálculo do passado, dos últimos 12 meses.
A partir do segundo semestre deste ano, o índice mais baixo esperado para setembro de 2013, será uma parcela que substituirá o índice mais alto de setembro de 2012, reduzindo o cálculo acumulado em 12 meses. O mesmo se repetirá em outubro, novembro e dezembro. Daí o cálculo dos próprios operadores do mercado financeiro de que o ano fechará em 5,7%.
Além disso o IPCA de março foi 0,47%. O maior impacto dentro desse número foi 0,28% nos alimentos e bebidas, em consequência de quebras de safra, cujas perspectivas são de ser superadas nos próximos meses, com o agora famoso tomate (e outros alimentos) voltando a preços normais.
Se as referidas revistas fizessem um jornalismo honesto contariam essa história inteira, em vez de fazer capas sensacionalistas, alarmistas e panfletárias.
Onde Ana Maria Braga colocou a mandioca?
A apresentadora da TV Globo Ana Maria Braga apareceu com um colar de tomates pendurado no pescoço para ironizar o preço. Mas a farinha de mandioca teve alta maior do que o tomate. Onde a madame colocou a mandioca?
No Amigos do Presidente Lula
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O maior problema da Justiça brasileira chama-se Luiz Fux

Com seus modos destrambelhados, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa tornou-se especialista em desmoralizar grandes bandeiras que levanta.
Esqueçam-se os modos para se analisar um dos temas que levantou: a promiscuidade entre Ministros do STF e grandes escritórios de advocacia.
O caso Sérgio Bermudes é exemplar. Seu escritório patrocina grandes ações contra o poder público e, ao mesmo tempo, emprega a filha de Luiz Fux, a esposa de Gilmar Mendes e o filho do desembargador Adilson Macabu, que trancou a Satiagraha. Agora, está oferecendo um mega regabofe para o mundo jurídico comemorar os 60 anos de idade de seu amigão, o próprio Fux.
Vamos a Fux e seu ultimo feito: a derrubada da PEC 62/2009 que instituiu regime especial para pagamentos de precatórios emitidos até aquela data.
Sabe-se que parte expressiva dos precatórios está em mãos de escritórios de advocacia, que adquiriram com enormes descontos de clientes que necessitavam de caixa e não tinham esperança de receber o pagamento  em vida.
Com o voto decisivo da Fux, o STF votou pela procedência parcial das  Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 4357 e 4425 contra a PEC, ajuizadas, respectivamente, pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).
A Emenda havia significado um enorme avanço para o tema.
Sabia-se ser impossível o pagamento imediato do passivo acumulado. Concordou-se então com o parcelamento por 15 anos e com garantias inéditas para os credores. Houve a vinculação de parte da Receita de cada ente para pagamento da dívida; e o instrumental jurídico contra futuros calotes: a possibilidade de sequestro da receita.
O CNJ (Conselho Nacional de Justiça), interpretando a Constituição, entendeu que a PEC definia um comprometimento da receita com precatórios que assegurava que, ao final de 15 anos, todos os precatórios seriam liquidados.
Mais que isso: com a previsibilidade instituída pela PEC, alguns governantes – como o prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o governador Geraldo Alckmin – já tinham acenado com a possibilidade de aumentar o percentual de receita vinculada para pagamento.
O Supremo liquidou com tudo.

O padrão Fux de atuação

Fux comportou-se com a mesma leviandade com que atendeu a seu padrinho político, governador Sérgio Cabral, na questão dos royalties.
Na ocasião, para impedir que o Congresso derrubasse o veto da presidência da República à Lei, sem passar pela análise de mérito, Fux decidiu que o Congresso deveria analisar todos os vetos pela ordem cronológica. Paralisou os trabalhos legislativos. Questionado, alegou não ter tomado conhecimento, antecipadamente, das consequências de seu ato. Ora, não se trata de um juizado de pequenas causas, mas da mais alta corte do país.
Agora, repete a irresponsabilidade.
De um lado, reinstituiu uma das maiores jogadas dos precatórios – a correção da dívida por índices extremamente elevados, a propósito de dar isonomia com as correções que o Estado cobra dos seus devedores.
Por outro, paralisou o pagamento geral. Os diversos entes federados deixaram de pagar por impossibilidade de quitar à vista e pelo fim da ameaça de sequestro das receitas. Voltou-se à estaca zero.
Alertado pela OAB, Fux voltou atrás e decidiu suspender a medida para precatórios que vêm sendo pagos, mantendo-a para os novos. Um nonsense completo: a PEC questionada legislava apenas sobre os antigos.
O próprio Marco Aurélio de Mello, que tem um histórico de reação contra abusos do Estado, votou a favor da manutenção da PEC, com um voto que poderia modular eventuais abusos sem comprometer os avanços que ela consolidava. Ocorriam abusos com os leilões, que colocavam na frente os precatórios de quem oferecesse o maior desconto.
Agora, volta-se à estaca zero em relação aos precatórios.

Um STF que não estuda seus casos

Da mesma maneira que no caso da Lei da Imprensa, o STF vota sem analisar consequências. Nos dois casos, Marco Aurélio de Mello alertou para os desdobramentos, para o vácuo jurídico que seria criado.
Mas o lobby foi maior que o bom senso.
Seja qual for sua motivação, é evidente que, à luz do seu histórico nos episódios de indicação para Ministro, do seu contato estreito com grandes escritórios, Fux tornou-se um personagem sob suspeição.
O melhor favor que poderia receber seria o PT entrar com uma ação contra ele, a propósito do mensalão. Seria fornecer a blindagem de que ele necessita.
Fux não é problema do PT: é problema do sistema jurídico brasileiro.
Luis Nassif
No Advivo
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Serra racha o PSDB. E diz que vai unir oposição

Ele é a favor da redução da maioridade penal. E aborto, só no Chile!


"Cerra" não aparentou sentir dor na coluna.
A desculpa que deu para não assistir à inesquecível palestra de "Aécio Never", nesta quinta-feira.
Segundo a rádio que troca a notícia, a CBN, "Cerra" espinafrou a Dilma e disse que, ao fim do Governo dela, o Brasil vai estar pior que ao fim do regime militar.
Para quem foi o Grande Planejador do Governo FHC – clique aqui para ler a tabela que compara os Governos Lulilma com o de FHC – a observação é, como diria o Dirceu, tragicômica.
Clique aqui para ver que o Dirceu já também percebeu: "Cerra" é candidato a qualquer custo.
(Sem trocadilho.)
A grande notícia é que "Cerra" deu a entender que ele é quem vai unir a oposição.
Segundo a rádio que troca a notícia, para ele não adianta ser “novo” se não tiver ideias.
Como o Aécio e o tucanuardo são “novos” e não tem ideias, claro que será candidato.
Isso é ótimo, porque o "Cerra" tem esse hábito: ele perde.
A outra grande notícia é que ele continua com a mania de dar ênfase com o dedo anular.
E quando ele enfia aquele dedo anular na cara do espectador, é certo: dali não sai nada.
Ou melhor: sai tragédia.
Por exemplo, segundo a CBN, ele é a favor da redução da maioridade penal.
Como só tolera o aborto no Chile.
O FHC, candidato à plataforma-36 da academia das letras – porque, se fosse dos números, ele e o "Cerra" não tinham chance – diz que está cansado de ver o PSDB desunido.
Este ansioso blog também.
Prefere o PSDB unido: sob a iluminada liderança do "Cerra".
Ele, que tem mais grana e PiG que o Aécio e o tucanuardo.
Paulo Henrique Amorim
No Conversa Afiada
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Morreu Raymond Boudon

Raymond Boudon foi um dos mais importantes sociólogos franceses do século XX
Raymond Boudon foi um dos mais 
importantes sociólogos franceses do 
século XX
Sociólogo francês e professor jubilado da Sorbonne faleceu ontem, em Paris. O autor de "O Lugar da Desordem" e "Y a-t-il encore une sociologie? " tinha 79 anos.
Morreu quarta-feira (10), em Paris, o sociólogo francês Raymond Boudon, que se impôs como um dos grandes nomes da sociologia do indivíduo. A notícia da sua morte foi hoje divulgada por um editor da imprensa universitária de França.
Nascido a 27 de janeiro de 1934 em Paris, o líder do individualismo metodológico na sociologia francesa foi um dos maiores nomes da sociologia da segunda metade do século XX, juntamente com Alain Touraine, Michel Crozier e Pierre Bourdieu.
Ex-aluno da Escola Normal Superior de Paris, foi professor emérito da Universidade de Paris-Sorbonne e membro da Academia de Ciências Morais e Políticas, da Academia Europeia e várias outras academias estrangeiras, incluindo da Academia Britânica, da Sociedade Real do Canadá e da Academia de Artes e Ciências dos EUA.
Raymond Boudon, autor de "O Lugar da Desordem" e "Y a-t-il encore une sociologie? ", entre muitos outros títulos, era professor jubilado da Sorbonne e membro da Académie des Sciences Morales et Politiques.
As causas da sua morte não foram reveladas.
No Expresso
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Charge online - Bessinha - # 1759

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Gerald Thomas e Nicole Bahls em 3 atos

 Ato - 1 

A cultura do estupro gritando – e ninguém ouve

http://180graus.com/res/imagens/portal/toma1.jpg 
Como a essa altura vocês já devem saber, Gerald Thomas tentou colocar as mãos por dentro do vestido da Nicole Bahls durante um evento no Rio. Era noite de lançamento de um livro dele e a Livraria da Travessa estava lotada. Repórteres, cinegrafistas, funcionários da loja, clientes.
Pelas notícias, ninguém fez nada. Nas imagens dá para ver que o colega de trabalho de Nicole no Pânico continuou a entrevista como se nada tivesse acontecendo. Enquanto isso, Thomas enfiava a mão entre as pernas de Nicole e ela tentava se desvencilhar.
Sempre rolam os xingamentos à mulher, claro. São os usuais: que ela estava pedindo, que ela estava gostando, que o trabalho dela é esse mesmo, que a roupa era justa. Vocês estão cansados de saber quais as justificativas injustificáveis para o assédio e a agressão sexual.
Mas duas coisas me chamam a atenção nesse caso. A primeira é ninguém ter feito nada. Acharem normal. Acharem aceitável. Se a agressão tivesse sido com uma atriz considerada recatada, as pessoas reagiriam da mesma forma?
Duvido. Indignar-se-iam, aposto. Muita gente nas redes sociais se posicionou e apontou o comportamento de Gerald Thomas como agressão, mas a imprensa tratou como algo que “Nicole não esperava”, mostrando o assunto como mero constrangimento.
Se a mulher geralmente já é tratada como “coisa”, como um objeto para deleite masculino, quando ela tem seu corpo e sua sexualidade transformada em um produto vendável, tudo só piora. Nicole faz sucesso porque tem um corpão, segundo os padrões de beleza atuais. Ela aparece de biquini na televisão, tira fotos “sensuais”, usa roupas curtas e provocantes. Como ela “provocou” (apenas sendo quem ela é), ela merece ser apalpada por um estranho.
Porém, não existe isso de “provocar”. Gerald Thomas não é um animal irracional. Ele – e eu e você – deve esperar o consentimento do outro para poder tocar em seu corpo. Nicole Bahls claramente disse “não”, ao tentar tirar as mãos de Thomas. Parece que não é suficiente, como não é suficiente quando viramos o rosto para evitar o beijo do desconhecido na balada.
Criou-se a ideia de que o homem deve insistir e insistir, enquanto a mulher tenta guardar algo. O “não” é visto como “talvez”. No entanto, se a mulher transforma o talvez em um “deixa pra lá”, ela na verdade não está consentindo. Não é um “sim” entusiasmado, intenso, certeiro, como deve ser em qualquer relação. É um “sim” por convenção social, por achar que ele já fez demais, que agora merece o contato sexual, que é melhor ceder e se livrar logo. Isso não é consentimento, é coerção.
O pior é que esses caras não se veem como agressores, uma vez que todo mundo encara tais comportamentos como “normais”. Brad Perry tem uma frase ótima em Yes Means Yes*: “estes homens acreditam piamente que “não” significa “insista”, e nunca se veem como estupradores, apesar de admitirem o padrão de ignorar e suprimir a resistência verbal e física”.
A segunda coisa que me incomoda no caso é terem dito “mas por que ela não fez algo?”. Infelizmente, a maior parte das pessoas que sofre algum tipo de agressão (não só sexual) não faz alguma coisa. Ser vítima é costumeiramente confundido com “ser frágil”. É difícil encarar polícia, legista, imprensa, opinião pública. No caso desse post, o cara estava agredindo na frente de todos – e ninguém fez nada.
Se fosse você a vítima, você não pensaria que a errada é você por não estar gostando, já que todo mundo está achando muito normal?
Lisa Jervis discorre sobre isso no mesmo livro: “estou falando de uma construção cultural nojenta, destrutiva, que encoraja as mulheres a culparem a vítima, a se odiarem, a se culparem, a se responsabilizarem pelo comportamento criminoso dos outros, a temerem seus próprios desejos e a desconfiarem dos seus próprios instintos”.
Se o corpo da mulher é ainda visto como “de todos”, como acontece no caso daquelas que usam a sexualidade para “vender”, fica ainda mais difícil ter noção de que o corpo lhes pertence. Que é só seu. Que ninguém, ninguém pode tocá-lo sem consentimento.
Acabarmos com a cultura do estupro é um processo social, coletivo, mas também individual. Nós temos que encarar nossos corpos como nossos e de mais ninguém, além de repensarmos o sexo, transformando-o no que realmente é: prazeroso e consensual. Qualquer coisa fora disso é agressão.
(PS: Yes Means Yes é um livro de Jessica Valenti e Jaclyn Friedman sobre a cultura do estupro. É uma coletânea de artigos muito interessante e que recomendo muito. O texto de Brad Perry se chama Hooking up with healthy sexuality: the lessons boys learn (and don’t learn) about sexuality, and why a sex-positive prevention paradigm can benefit everyone involved.)
Nádia Lapa
No CartaCapital - Texto originalmente publicado em Cem Homens

 Ato - 2 

Gerald, Nicole, a gentalha hipócrita e suas genitálias

http://mauriciostycer.blogosfera.uol.com.br/files/2013/04/geraldnicole.jpg 
A cena se espalhou e gerou um desconforto inevitável: o autointitulado diretor de teatro Gerald Thomas enviando a mão nas partes íntimas da panicat Nicole Bahls, durante uma entrevista sobre o lançamento de um livro do afoito cidadão. Argh.
Imediatamente, as redes sociais foram infestadas de declarações virulentas de indignação. O cara ainda está sendo destroçado. Se fosse por sua obra teatral, eu até entenderia. Mas a turma do fundão o está acusando de machista, misógino, canalha, falocrata, imbecil, estuprador.
A moça virou ícone e mártir do movimento feminista. A que ponto chegamos! Eu tenho sérias dúvidas sobre o que a cena dantesca significa em termos de vitimização da figura feminina. Na verdade, estou me lixando para o que aconteceu. Os dois são putos, que se entendam.
O que me chama a atenção é o equívoco despudorado que as pessoas “do bem” estão cometendo. Dizer que a atitude do meliante cênico é uma violência às mulheres deste País é, no mínimo, patético. As pessoas já não sabem mais o que é assédio ou então desligaram seus televisores há décadas e nunca viram o massacre sexual que a moça impõe aos seus entrevistados. É tudo farinha do mesmo saco, gente!
Esse Gerald Thomas é um Ó. Mas a Nicole Bahls, então, é uma Á. Os dois não servem para esse debate sobre abuso ou assédio. Essa cena lamentável tem mais a ver com egolatrias do que com “cultura do estupro”, como algumas militantes vociferaram.
Grosseiro e vulgar, com certeza, ele foi. Mas não foi assédio, muito menos estupro. Eles são personagens bizarros em ação, cada um em seu papel ridículo. Puro entretenimento. E a plateia cai que nem patinho.
Façam-me um favor: reservem sua indignação para as centenas de mulheres que todo dia são verdadeiramente abusadas nos busões, intimidadas por chefes coxinhas e estupradas por maridos bêbados. Genitália, ops, gentalha hipócrita!
Marco Antonio Araujo
No O Provocador

 Ato - 3 

Gerald Thomas disse...

http://f.i.uol.com.br/fotografia/2013/04/09/263533-400x600-1.jpeg 
Do Blog do Gerald Thomas
"O programa se chama “PANICO” ! E eles vem com tudo! Mas são gente finíssima. Depois das brincadeiras, cameras e luzes apagadas, nós nos damos as mãos (tanto em SP quanto aqui no Rio) e rimos de tudo, nos damos abraços e falamos “valeu, foi ótimo!”.
Um dia depois, a imprensa ESCROTA (mas é o trabalho dela), explora somente o lado sensasionalista da coisa: “GERALD THOMAS ESTUPRA NICOLE BAHLS!!”
ORA BAHLS!!!
Vem uma menina, de (praticamente) bunda de fora, salto alto de “fuck me”, seios a mostra, dentro de um contexto chamado PANICO e eu (que não deixo me intimidar e gosto desse pessoal) entro no jogo e viro as cartas – e os intimido ! (que nada! Brincadeira também!) (TUDO BRINCADEIRA, GENTALIA HIPOCRITA que abriu uma facebook Page e debate e me massacra e passa dias editorializando e “moralizando”uma questão tão simples e tão absolutamente inútil:
Eu, Gerald Thomas, faço a olho nu, na frente dos fotógrafos, das câmeras, das luzes, o que esse bando de carecas e pseudo moralistas gostaria de estar fazendo atrás de portas fechadas, com as luzes apagadas! EYES WIDE SHUT
End of Story.
Somos todos da classe teatral e nossa função é apontar as VOSSAS falhas. E se VOCES se revoltam TANTO, então, já fico contente porque os alertei pra alguma coisa. O que? SIM:
1- a mulher não é um objeto. Mas não deveria se apresentar como tal
2- E os homens jamais deveriam se utilizar desse objeto de forma alguma
Seja como for: a única coisa que REALMENTE FIZ foi; tentar levantar a saia de Nicole Bahls e, pela expressão da cara dela nas fotos, she must have had a bahls!"
Gerald Thomas
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