10 de abr de 2013

Jorge Viana responde a Barbosa (sorrateiro)

Senador do PT do Acre refuta declarações de Joaquim Barbosa, para quem criação de tribunais foi feita de maneira "sorrateira" pelo Congresso: "Como relator da matéria, sinto-me atingido"

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Barrigada de Reinaldo Azevedo

Segundo Reinaldo Azevedo, a Dama de Ferro morreu ‘pobre’: só se for por um conceito inédito de pobreza.
Dinheiro não foi problema para a baronesa
Dinheiro não foi problema para a baronesa
DE LONDRES
Margaret Thacher morreu pobre.
Assim terminou Reinaldo Azevedo  seu panegírico de Margaret Thatcher.
Não vou entrar no mérito dos elogios: só lembro que estão sendo feitas festas aqui no Reino Unido para comemorar a morte de Thatcher.
Só lembro também que ela chamou Mandela de terrorista e, no depoimento de um antigo ministro do exterior australiano, fez observações a ele “chocantemente racistas” contra indianos, paquistaneses etc etc.
Lembro também que no próprio dia da morte não houve sequer minuto de silêncio no grande derby de Manchester entre o United e o City, por decisão dos clubes.
Lembro que em Liverpool a torcida local cantou para festejar a morte de Thatcher.  E que na Escócia multidões saíram às ruas como se fosse o carnaval baiano.
Lembro também que numa enquete do Guardian sobre se devia ser erguida uma estátua a Thatcher em Trafalgar Square 87% das pessoas disseram que não.
E lembro, enfim, que já se instalou um debate furioso aqui em torno do que muitos consideram os gastos absurdos do funeral extravagante que será dado a ela — ainda que lhe tenham sido negadas honras de Estado, como as concedidas a Churchill.
Mas não são estas lembranças o propósito do meu texto.
É a pobreza alardeada por Reinaldo Azevedo.
De onde ele tirou esse disparate?
Como tudo é relativo, a pobreza de Thatcher só seria admissível se você cotejasse o legado dela com o de Bill Gates.
Ou então Azevedo tem uma fortuna que torna a de Thatcher uma pobreza.
Thatcher deixa aos herdeiros uma propriedade em Belgravia, o bairro mais caro de Londres, calculada em 25 milhões de reais.
Ali ela morou até se transferir, no fim da vida, para o hotel Ritz, onde era mais fácil cuidar dela no estágio avançado de demência.
A casa de Thatcher  em Belgravia, área mais nobre de Londres, é avaliada em 13 milhões de dólares
A casa de Thatcher em Belgravia, área mais nobre de Londres, é avaliada em 13 milhões de dólares
O patrimônio de Thatcher gira em torno de 16 milhões de dólares. É uma cifra razoável para quem chegou à política sem nada:  até sua carreira realmente decolar, Thatcher foi sustentada pelo marido, Dennis.
Na família, dinheiro mesmo quem tem é Mark, filho de Thatcher. Em 1984, no auge do poder e influência da mãe, Mark foi acusado pela mídia de ter levado uma comissão de uma empreiteira numa obra de 300 milhões de libras em Omã.  Segundo a mídia, Thatcher recomendara a empreiteira ao sultão de Omã.
Mark Thatcher, considerado amplamente entre os britânicos um imprestável, tem hoje uma fortuna avaliada em 100 milhões de dólares.
Reinaldo Azevedo tem que rever suas fontes – ou seu conceito de pobreza.
Ao escrever sua previsível hagiogragia de Thatcher na Veja, Ricardo Setti – que com artigos certeiros, povoados de maiúsculas e exclamações perplexas, vai firmando lugar nas preferências jornalísticas do PIB – perguntou de saída: que dizer depois do artigo de um craque como Reinaldo Azevedo?
Minha sugestão: corrigir, simplesmente, a besteira.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo

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Supremo constrangimento

Luiz Fux durante audiência do mensalão, outubro de 2012. Ministro teria prometido absolvição a Dirceu. Foto: José Cruz / ABr
Luiz Fux durante audiência do mensalão, outubro de 2012.
Ministro teria prometido absolvição a Dirceu.
Foto: José Cruz / ABr
Tenho um amigo que, diante de certas manchetes, não cansa de avisar sobre a inexistência de “bala-perdida”.
Na Folha de hoje, José Dirceu sustenta ter o ministro Luiz Fux pedido-lhe apoio na obtenção de uma vaga no Suremo Tribunal Federal (STF). Na ocasião, Fux teria dito  que votaria pela absolvição de Dirceu.
Fux, por seu lado, não negou haver procurado Dirceu em busca de apoio. Mas frisou não ter prometido absolvição até porque nem lembrava a condição de Dirceu de réu no processo criminal apelidado de “mensalão”. Aliás, algo impossível de lembrar pois apenas sabiam as torcidas do Flamento e do Corinthians. E não houve nenhuma repercussão na mídia sobre o “mensalão” e de denúncia contra Dirceu.
Não vou entrar em juízos valorativos de relatos. Uma coisa só: Fux estava impedido de participar do julgamento.
Assim, temos, no “mensalão”, três ministros que estavam impedidos de participar do julgamento: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Luiz Fux.  Só que nenhuma das partes apresentou exceções para afastá-los. Os ministros, por outro lado,  fingiram não haver obstáculo e, de ofício, não se deram por impedidos. E nem por motivo de foro íntimo.
No mês passado, Fux, conforme informou o jornalista  Maurício Dias na sua prestigiosa coluna, foi acusado de pressionar a OAB para colocar o nome da sua jovem filha em lista e para concorrer a um cargo de desembargadora no Tribunal de Justiça no Rio de Janeiro: só para lembrar, Fux foi desembargador no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
Fora isso, Fux foi apontado como tendo incentivado (e aqui uso eufemismo) um seu assessor do Supremo Tribunal Federal a impugnar (e isso aconteceu) concurso de ingresso à magistratura em São Paulo. O assessor fora reprovado no supracitado concurso e nem atendia a exigência do edital.
Pano rápido. Sem tomar partido, existem fatos que nos levam à descrença.
Wálter Maierovitch
No CartaCapital
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Fux se tornou um embaraço para a justiça brasileira

A entrevista de Dirceu à Folha mostra que algo de urgente deve ser feito para que o Supremo não fique desmoralizado.
Fux fez uma louca cavalgada em busca do STF, e uma parada vital foi em Dirceu
Fux fez uma louca cavalgada em busca do STF, e uma parada vital foi em Dirceu
Feliciano pode continuar onde está?
Os brasileiros parecem ter a resposta já consolidada para isso.
E o juiz Luiz Fux, pode?
Esta é outra discussão que deve ser travada em caráter de urgência pela sociedade brasileira, dada a importância do Supremo Tribunal Federal, do qual Fux é um dos integrantes.
A entrevista que a Folha publica hoje com José Dirceu, o réu entre os réus do Mensalão,  grita isso – que se verifique se Fux pode permanecer no Supremo.
Um juiz desmoralizado desmoraliza o STF: este é o ponto.
Na entrevista, Dirceu afirma que Fux o procurou durante seis meses em busca de apoio para sua nomeação para o STF.
Fux estava um degrau abaixo, no STJ. Dirceu era então um homem de grande influência no governo, e Fux tinha uma ambição desmedida.
Segundo Dirceu, quando o encontro foi enfim realizado, Fux  prometeu a ele que o absolveria no julgamento.
Deu no que deu.
Dirceu parece ter decidido atirar
Dirceu parece ter decidido atirar
As acusações de Dirceu, evidentemente, têm que ser investigadas. Mas seja lembrado que à mesma Folha ele admitiu já ter sim corrido atrás de Dirceu na sua louca cavalgada pelo Supremo.
Escreveu a Folha depois de ouvir Fux, há alguns meses:  no último ano do governo Lula,  “Fux “grudou” em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sergio Cabral. Buscou empresários. E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão.”
Fux admitiu, para a Folha, a reunião. “Eu fui a várias pessoas de SP, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula.”
O contato mais explosivo, naturalmente, foi o com Dirceu. Na época, as acusações contra Dirceu já eram de conhecimento amplo, geral e irrestrito. E Dirceu seria julgado, não muito depois, pelo STF para o qual Fux tentava desesperadamente ser admitido.
Tudo bem? Pode? É assim mesmo que funcionam as coisas?
Fux afirma que quando procurou Dirceu não se lembrou de que ele era réu do Mensalão. Mesmo com o beneficio da dúvida, é uma daquelas situações em que se aplica a grande frase de Wellington; “Quem acredita nisso acredita em tudo”.
Fux demostra uma falta de equilíbrio inaceitável para o Supremo. Considere a narração dele próprio do encontro que teve com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, no qual acabaria recebendo a notícia de que atingira o objetivo: estava no STF.
“Aí eu passei meia hora rezando tudo o que eu sei de reza possível e imaginável. Quando ele [Cardozo] abriu a porta, falou: “Você não vai me dar um abraço? Você é o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal”. Foi aí que eu chorei. Extravasei.”
Fux, no julgamento, chancelou basicamente tudo que Joaquim Barbosa defendeu, para frustração e raiva das pessoas que ele procurara para conseguir a nomeação, a começar por Dirceu.
Fux é, em si, uma prova torrencial de quanto o STF está longe de ser o reduto de Catões que muitos brasileiros, ingenuamente, pensam ser.
O caso Fux tem outros desdobramentos, naturalmente.
O país tem que encontrar, urgentemente, fórmulas para desvincular a Justiça e o Executivo.
Se com sua espantosa fraqueza emocional Fux chegou afinal ao STF não foi por ter impressionado pela obra, pelo saber e pelo caráter.
Foi — como sugerem fortemente os depoimentos à Folha de Dirceu e dele mesmo, Fux — por ter dito o que os que definiriam a escolha queriam ouvir.
Não é um bom critério. Não é um critério justo.
A Justiça tem que manter distância altiva da política — e da mídia, igualmente. As fotos de alegre cumplicidade de integrantes do STF com jornalistas como Merval Pereira e Reinaldo Azevedo são moralmente repulsivas. Que isenção se poderia esperar do STF ao julgar eventuais causas que envolvam não exatamente tais jornalistas, peixes pequenos, mas as empresas para as quais trabalham? E que tipo de tratamento jornalístico os leitores devem esperar de uma relação tão camarada?
Relações complicadas
Relações complicadas
Como Feliciano em outra esfera, Fux representa, hoje, uma crise moral na justiça brasileira, um embaraço.
Como ele não se autonomeou, é preciso não esquecer que para consolidar a justiça brasileira – e a democracia — os métodos de nomeação devem ser urgentemente aprimorados.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Charge online - Bessinha - # 1757

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A entrevista de José Dirceu à Folha

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O que Carla Vilhena deve ter escrito na carta de despedida que foi proibida de ler?

Eis a pergunta que não quer calar.
Ela
Ela
Carla Vilhena teria sido proibida de se despedir de sua audiência no Bom Dia São Paulo, o jornal que apresentava desde 2010. De acordo com o colunista de TV Daniel Castro, ela soube que seria substituída pela imprensa. Não pôde ler sua nota de adeus e, abalada, não conseguiu terminar sua participação no telejornal. Saiu do prédio, diz a coluna, amparada por funcionários.
A emissora está reformulando as bancadas de seus programas jornalísticos. Carla será repórter do Fantástico. Isso já seria razão suficiente para deixar uma pessoa deprimida, mas a mesquinhez da ordem deve ter calado fundo na apresentadora.
Agora, o que Carla pode ter escrito de tão grave? Teria ela uma bomba nas mãos? Uma denúncia contra Roberto Marinho? A verdade sobre a cobertura da Globo das eleições do Vaticano? A revelação de um pacto entre Marco Feliciano e Glória Perez para emburrecer o Brasil? A cura do câncer? Mais: se Fátima Bernardes se despediu do Jornal Nacional em grande estilo, por que não Carla Vilhena? Hã? Hã?
Provavelmente, a carta, se existiu, está guardada em seu email. Enquanto ela não vem à tona (porque, uma hora, virá), uma equipe de investigadores renomados fez simulações de seu conteúdo. O Diário teve acesso a algumas versões:
1. Caros telespectadores,
Hoje estou me despedindo do Bom Dia São Paulo. Mas antes queria deixar uma mensagem importante: Roberto Marinho não morreu. Ele está, neste momento, em sua mansão no Cosme Velho, com sua tartaruga, jogando gamão e vendo tudo o que vocês fazem quando mudam de canal. Doutor Roberto, tamo junto.
Beijo no coração!
2. Amigos telespectadores,
Cansei de acordar às 4 da manhã e dormir às 8 da noite. Tenho dois filhos pequenos e eles precisam da mãe deles. Eu sei que ninguém presta atenção no que digo a essa hora da manhã, por isso vou recitar o livro do Gênesis vestida de Mulher-Maravilha. Pode entrar, Cid.
Beijo no coração!
3. Amigos,
Fiquei sabendo agora que fui transferida para o Fantástico. É uma honra apresentar um programa tão querido e tradicional ao lado de tanta gente talentosa. Antes de começar, estarei fazendo uma viagem de cinco anos e meio, durante a qual estarei captando imagens para uma grande reportagem que será transmitida em 739 domingos seguidos. Me sigam no Fêice. Estarei postando as fotos.
Beijo no coração!
4. Caros telespectadores,
Mostrei minha carta de despedida à direção da TV Globo e eles amaram o que escrevi. Fizeram apenas alguns cortes – que eu, aliás, achei irretocáveis. Coisa mínima. Às vezes eu escrevo demais, né? Brigado, Boss! Escrever é cortar, já dizia Clarice Lispector. Bom, ficou assim: “Tchau, turma. Beijo no coração!”
5. Amigos e amigas,
Eu queria… dizer… obrigado… Estou saindo. Na verdade, o que aconteceu foi que…
(Carla é interrompida. Ela se debruça sobre a bancada aos prantos. Entra a moça do tempo. Sérgio Chapelin a ampara, cantando baixinho em seu ouvido o tema do Esporte Espetacular. Ela se desembaraça dele, apanha um tótem de iluminação e começa a quebrar o estúdio. A segurança é convocada. Ela é contida. “Tamo junto, Carla, tamo junto… Sshhhh…”, diz o maquiador. Ela se acalma e caminha lentamente para longe das câmaras. Os cinco telespectadores acordados às 6 e meia da manhã continuam tomando o café com leite).
Kiko Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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IPCA de março fica em 0,47%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês de março apresentou variação de 0,47% e ficou abaixo da taxa de 0,60% registrada no mês de fevereiro em 0,13 ponto percentual. No primeiro trimestre do ano a variação situou-se em 1,94%, acima do resultado de 1,22% relativo ao primeiro trimestre de 2012. Considerando os últimos doze meses o índice foi para 6,59%, também acima dos 6,31% relativos aos doze meses anteriores. Em março de 2012 a taxa havia ficado em 0,21%.
A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/precos/inpc_ipca/defaultinpc.shtm.
O IPCA de março foi fortemente influenciado pelo grupo educação, que, concentrando 5,40% em fevereiro, exerceu impacto de 0,24 ponto percentual naquele mês, enquanto em março, com variação de 0,56%, o impacto baixou para apenas 0,03 ponto. Mas não foi só o grupo educação que contribuiu para a redução do índice de um mês para o outro. À exceção somente dos grupos habitação (de -2,38% em fevereiro para 0,51% em março) e comunicação (de 0,10% para 0,13%), os demais apresentaram resultados abaixo dos registrados no mês anterior:
Nas despesas pessoais (de 0,57% em fevereiro para 0,54% em março), o item empregado doméstico mostrou alta mais acentuada ao passar da taxa de 1,12% em fevereiro para 1,53% em março, liderando os principais impactos do mês, com 0,06 ponto percentual. Outros itens também se apresentaram em alta, com destaque para cabeleireiro, que foi para 1,14% em março, ao passo que em fevereiro havia tido queda de 0,27%. Mesmo assim, finalizado o reflexo do reajuste do cigarro (de 0,93% para zero) e com a intensificação da queda nos preços das excursões (de -2,85% para -9,99%), ocorreu redução na taxa de variação do grupo de um mês para o outro.
Em saúde e cuidados pessoais (de 0,65% em fevereiro para 0,32% em março) a maioria dos itens pesquisados subiu menos do que no mês anterior, com destaque para os artigos de higiene pessoal, que passou de 1,18% para 0,33%. Os grupos vestuário (de 0,55% em fevereiro para 0,15% em março) e artigos de residência (de 0,53% para 0,11%) também tiveram suas taxas reduzidas de um mês para o outro, destacando-se, neste último, o item eletrodoméstico (de 0,73% para -0,60%), que chegou a se mostrar em queda.
No grupo transportes, que havia apresentado alta de 0,81% em fevereiro e foi para -0,09% em março, o mais baixo resultado de grupo, sobressaem as passagens aéreas, que já haviam se mostrado em queda em fevereiro, com -9,98%, intensificaram ainda mais, indo para -16,43%. Com -0,10 ponto percentual, constituíram-se no principal impacto para baixo. A gasolina, por sua vez, foi para 0,09% em março após ter refletido, no resultado de 4,10% de fevereiro, os efeitos do reajuste de 6,60% no preço do litro nas distribuidoras em vigor desde 30 de janeiro. Além disso, houve influência da intensificação da queda nas tarifas dos ônibus interestaduais (de -0,44% em fevereiro para -0,97% em março) aliada à desaceleração na taxa de crescimento das tarifas dos ônibus urbanos (de 0,62% para 0,35%) e nos preços dos automóveis novos (de 0,59% para 0,35%).
Os alimentos também se mostraram em desaceleração de fevereiro para março, passando de 1,45% para 1,14%, e, mesmo assim, ficaram com o maior resultado de grupo, responsáveis por 60% do índice do mês, detendo 0,28 ponto percentual da taxa. Na tabela a seguir, as principais altas:
Os grupos habitação (de -2,38% em fevereiro para 0,51% em março) e comunicação (de 0,10% em fevereiro para 0,13% em março) subiram de um mês para o outro. Destaca-se em habitação o valor da conta de energia elétrica, que subiu 0,55% em março, enquanto em fevereiro a queda chegou a 15,17%. As contas já estão 18,04% mais baratas neste primeiro trimestre do ano, refletindo a redução de 18% no valor das tarifas em vigor desde 24 de janeiro. O agrupamento dos não alimentícios passou de 0,33% em fevereiro para 0,25% em março.
Dentre os índices regionais, o maior foi o de Belém (0,79%) em virtude da alta do açaí (18,31%), que, junto com a farinha de mandioca (3,10%), tiveram impacto de 0,26 ponto percentual sendo os dois responsáveis por 33% do índice da região. O menor foi o do Rio de Janeiro (0,27%):
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980, se refere às famílias com rendimento monetário de um a 40 salários mínimos, qualquer que seja a fonte, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além de Brasília e do município de Goiânia. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de fevereiro a 28 de março de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro a 27 de fevereiro de 2013 (base).
INPC variou 0,60% em março
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação de 0,60% em março, acima do resultado de 0,52% de fevereiro em 0,08 ponto percentual. Com isto, o primeiro trimestre do ano fechou em 2,05%, acima da taxa de 1,08% relativa a igual período de 2012. Considerando os últimos doze meses, o índice situou-se em 7,22%, acima dos doze meses imediatamente anteriores (6,77%). Em março de 2012 o INPC havia ficado em 0,18%. Os produtos alimentícios apresentaram variação de 1,16% em março, enquanto os não alimentícios aumentaram 0,36%. Em fevereiro, os resultados ficaram em 1,59% e 0,07%, respectivamente.
Dentre os índices regionais, os maiores foram os de Belo Horizonte e de Belém, ambos com taxa de 0,77%. Em Belém, os destaques ficaram com açaí (18,31%) e farinha de mandioca (3,10%), que, juntos tiveram impacto de 0,29 ponto percentual, sendo responsáveis por 38% do índice da região. Em Belo Horizonte, os alimentos subiram 1,77%, pressionando a taxa do mês. O menor índice foi o de São Paulo (0,45%):
O INPC é calculado pelo IBGE desde 1979, se refere às famílias com rendimento monetário de um a cinco salários mínimos, sendo o chefe assalariado, e abrange nove regiões metropolitanas do país, além de Brasília e do município de Goiânia. Para cálculo do índice do mês foram comparados os preços coletados no período de 28 de fevereiro a 28 de março de 2013 (referência) com os preços vigentes no período de 30 de janeiro a 27 de fevereiro de 2013 (base).

No IBGE
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The Day That Margaret Thatcher Dies!

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