2 de abr de 2013

Para Álvaro Dias divisão no PSDB “Já ficou enjoativa”


"Ninguém aguenta mais essa conversa fiada", reclama o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder tucano no Senado até fevereiro; o senador diz seu partido perdeu a chance de realizar prévias internas para a eleição presidencial de 2014, motivo de tensão entre os grupos de Aécio Neves e José Serra; "Para funcionar, o processo deveria ter sido deflagrado no início do ano passado, com uma campanha de filiação partidária que aproveitaria as eleições municipais", lamentou.
“Ninguém aguenta mais essa conversa fiada”, reclama o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), líder tucano no Senado até fevereiro; o senador diz que seu partido perdeu a chance de realizar prévias internas para a eleição presidencial de 2014, motivo de tensão entre os grupos de Aécio Neves e José Serra; “Para funcionar, o processo deveria ter sido deflagrado no início do ano passado, com uma campanha de filiação partidária que aproveitaria as eleições municipais”, lamentou.
Até as carpas do mais antigo parque de Curitiba, o Passeio Público, sabem que Álvaro Dias, ex-líder do PSDB no Senado, está com um pé fora do ninho tucano. Especula-se nos bastidores que ele possa se agasalhar no PV. Questionado sobre seu futuro político pelo blogueiro Esmael Morais, há bom tempo, registre-se, Alvaro disse que em julho deste ano define-se. Não sabe se em 2014 disputará o governo do Paraná ou a reeleição. Mas, acerca das guerras intestinas do PSDB, parece estar de saco cheio. Leia o texto publicado no site Brasil 247: O PSDB se prepara para tentar, mais uma vez, voltar ao Palácio do Planalto. E, mais uma vez, repete os erros que impediram o partido de vencer os adversários nas últimas três eleições presidenciais. “Ninguém aguenta mais essa conversa fiada. Já ficou cansativa, enjoativa”, desabafou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), ex-líder do partido no Senado, em declarações publicadas no Blog do Josias sobre a divisão interna entre os tucanos de Minas e São Paulo.
Dias aproveitou a repetição das disputas internas para reforçar sua tese de que a solução para unir o partido estaria numa prévia para escolher o candidato tucano de 2014. “Deixamos passar a oportunidade. O partido enterrou as prévias”, lamentou. “Para funcionar, o processo deveria ter sido deflagrado no início do ano passado, com uma campanha de filiação partidária que aproveitaria as eleições municipais. Algo do tipo: filie-se ao PSDB e ajude a escolher o candidato à Presidência. A campanha continuaria ao longo de 2013, com intenso debate nacional. No início do ano que vem, com os pretendente já posicionados, o partido faria sua escolha”, completou.
Osenador defende que, ao contrário do que imaginam os críticos da eleição prévia interna, a disputa teria resultado em benefícios para o pré-candidato Aécio Neves, desde que conduzida “de forma imparcial”. “Se tivéssemos optado pelas prévias, não estaríamos discutindo eventuais dissidências no partido. Ao final, ninguém teria autoridade moral para se colocar como dissidente em relação ao escolhido”, analisou.
O desencanto de Dias com o processo de escolha do candidato do partido é tal que ele já não fala mais, como fez algumas vezes ao longo do ano passado, em se colocar como uma das alternativas do partido ao Palácio do Planalto. “Acho que teria sido interessante o partido escolher entre vários candidatos, até para estimular o debate nacional e encontrar o melhor discurso. Nessa linha, eu não teria me recusado a participar”, disse.
No Blog do Esmael
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Globo quebrou o futebol de São Paulo

Que trabalhador vai ao estádio às 10 da noite? O Brasileirinho é o próximo a quebrar.

Clubes pagam para entrar em campo por causa de fracasso nas bilheterias

Brasil Econômico – 02/04/2013 - André Pires
Taxas com arbitragem e estrutura transformam jogos do Paulistão em prejuízo para os times até da capital
O futebol brasileiro movimenta milhões de pessoas e milhões de reais. Mas a realidade não é igual entre os clubes. Por excesso de partidas na temporada, por ingressos caros ou pela falta de conforto oferecido ao torcedor, muitos clubes estão sofrendo com o déficit financeiro nos jogos do Campeonato Paulista. Isso mesmo, o valor arrecadado com a venda de ingressos é inferior aos custos para realização do jogo, o que faz com que muitos paguem para entrar em campo. Em levantamento do BRASIL ECONÔMICO foi constatado que 48 jogos deram prejuízo aos clubes mandantes, no total de R$ 338.514,56 (veja destaques no quadro abaixo). Foram 159 jogos. “O que deve ser feito é criar um pacote de ingressos do Paulistão envolvendo todos os clubes com preço menor, projetos de shows e outros atrativos nos jogos.
Ao comprar o pacote que inclui as partidas contra os grandes da capital, o torcedor adquire a entrada para jogos com menor interesse, garantindo uma arrecadação. Mas isso precisa ser feito por todos os clubes em conjunto. Tem que criar um sistema, igual ao que existe de cota de TV”, afirma Marquinhos Chedid, presidente do Bragantino, que disputou nove jogos em casa e teve prejuízo em sete. Os únicos que deram lucro foram contra Corinthians e Santos. Analisando o boletim financeiro publicado pela Federação Paulista de Futebol é constatado que um exame antidoping custa R$ 3 mil. Valor que sozinho superou a arrecadação no jogo Oeste e São Caetano, em Itápolis.
Com o menor público do torneio, de apenas 81 pagantes, a bilheteria rendeu apenas R$ 1.760. O clube mandante ainda teve que pagar a taxa do delegado da Federação de R$ 1.440, a fiscalização por R$ 2.198 e R$ 1.230 pela emissão dos ingressos, entre outras despesas fixas. “Diminuir o custo do jogo é muito difícil, o que poderia ser feito é estas despesas serem pagas pela Federação e não pelo clube mandante. Afinal, o dinheiro que é da Federação pertence aos clubes”, ressalta Marcio Della Volpe, presidente da Ponte Preta, segunda colocada na competição, mas com metade dos jogos dando prejuízo. “O que pode resolver é diminuir o número de jogos, fazer um campeonato mais objetivo. O horário é outro problema, pois você joga às 22 horas, dificultando a vida do torcedor”, completa o dirigente da Ponte. Presente no cotidiano dos clubes do interior, este problema começa a atingir grandes clubes. Santos e Palmeiras já registraram déficits em um jogo na atual temporada. Por conta disso, há quem defenda que os times da capital atuem mais no interior do Estado.
“Sempre que jogam no interior, o público é bom. Jogos pequenos não despertam o interesse da torcida na capital”, alerta Chedid. Na segunda divisão do Paulista, a situação se repete, apesar dos custos serem inferiores. O Red Bull Brasil, que manda seus jogos no mesmo estádio da Ponte, consegue ter lucro nos seus jogos. Isso porque cada partida custa R$ 2 mil. Porém, a pouca visibilidade contribui para o déficit nestes jogos. “Temos levado espetáculos para o intervalo e feito ações na internet”, afirma Thiago Scuro, diretor de futebol do Audax, melhor time da A2 e com prejuízo em todos os jogos. Procurada pela reportagem, a Federação Paulista de Futebol não quis se pronunciar.
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A hipocrisia de ações ‘filantrópicas’ como o Criança Esperança

Dar com uma mão e pegar muito mais com a outra é indefensável moralmente.
O programa arrecada menos de 0,5% do que a Receita Federal está cobrando da Globo
O programa arrecada menos de 0,5% do que a Receita Federal está cobrando da Globo
Imposto é um dos temas mais quentes do mundo moderno, e o Diário tem coberto o assunto intensamente.
Nos Estados Unidos, por exemplo. Barack Obama usou isso como uma arma para atacar seu adversário republicano Mitt Romney. Romney é um homem rico, mas tem pagado bem menos imposto, proporcionalmente, do que um assalariado comum.
Obama o desafiou a publicar o quanto ele pagou nos últimos cinco anos. Se ele fizesse isso, Obama jurou que não tocava mais no assunto. Romney não fez, e se estrepou nas eleições.
No mundo, agora. Um levantamento de um instituto independente chamado TJN mostrou, em 2012, que mais de 30 trilhões de dólares estão escondidos em paraísos fiscais, longe de tributação. Se aquela cifra descomunal fosse declarada, ela geraria impostos de mais de 3 trilhões, considerada uma taxa (modesta) de 10%.
Lembremos. Imposto é chato e ninguém gosta, nem você e nem eu. Mas é com ele que governos constroem escolas, estradas, hospitais etc. Logo, eles são do mais absoluto interesse público.
­­Agora, o Brasil.
Uma notícia espetacular, a despeito do número esquálido de linhas, foi publicada há algum tempo na seção Radar, de Lauro Jardim, da Veja: a Globo, o Paraíso dos “PJs” está sendo cobrada em 2,1 bilhões de reais pela Receita Federal por impostos que alegadamente deveria recolher e não recolheu.
Segundo o Radar, outras 69 empresas foram objeto do mesmo questionamento fiscal. Todas acabaram se livrando dos problemas na justiça, exceto a Globo. Chega a ser engraçado imaginar a Globo no papel de vítima solitária, mas enfim.
Em nome do interesse público, a Receita Federal tem que esclarecer este caso. É mais do que hora de dar um choque de transparência na Receita – algo que infelizmente o governo Lula não fez, e nem o de Dilma, pelo menos até aqui.
Se o mundo fosse perfeito, a mídia brasileira cobriria a falta de transparência fiscal para o público. Mas não é. Durante anos, a mídia se ocupou em falar do mercado paralelo.
Pessoalmente, editei dezenas de reportagens sobre empresas sonegadoras. A sonegação mina um dos pilares sagrados do capitalismo: a igualdade entre os competidores do mercado. Há uma vantagem competitiva indefensável para empresas que não pagam impostos. Elas podem investir mais, cobrar menos pelos seus produtos etc.
Nos últimos anos, o assunto foi saindo da pauta. Ao mesmo tempo, as grandes corporações foram se aperfeiçoando no chamado “planejamento fiscal”. No Brasil e no mundo. O NY Times, há pouco tempo, numa reportagem, afirmou que o departamento contábil da Apple é tão engenhoso quanto a área de criação de produtos. A Apple tem uma sede de fachada em Nevada, onde o imposto corporativo é zero. Com isso, ela deixa de recolher uma quantia calculada entre 3 e 5 bilhões de dólares por ano.
Grandes empresas de mídia, no Brasil e fora, foram encontrando jeitos discutíveis de recolher menos. Na Inglaterra, soube-se que a BBC registrou alguns de seus jornalistas mais caros, como Jeremy Paxton, como o equivalente ao que no Brasil se chama de “PJ”. No Brasil, muitos jornalistas que escrevem catilinárias incessantes contra a corrupção são “PJs” e, aparentemente, não vêem nenhum problema moral nisso. Não espere encontrar nenhuma reportagem sobre os “PJs”.
Os brados contra a sonegação deixaram de ser feitos pela mídia brasileira quando as empresas aperfeiçoaram o ‘planejamento fiscal’ — uma espécie de sonegação legalizada, mas moralmente imoral.
O dinheiro cobrado da Globo – a empresa ainda pode e vai recorrer, afirma o Radar – é grande demais para que o assunto fique longe do público. A Globo costuma arrecadar 10 milhões de reais com seu programa “Criança Esperança”. Isso é cerca de 0,5% do que lhe está sendo cobrado. Que o caso saia das sombras para a luz, em nome do interesse público – quer a cobrança seja devida ou indevida.
A Inglaterra não apenas está publicando casos de empresas que pagam muito menos do que deveriam, como Google e Starbucks, como, agora, nomeou os escritórios de advocacia mais procurados por corporações interessadas na evasão legal.
De resto, a melhor filantropia que corporações e milionários podem fazer é pagar o imposto devido. O resto, para usar a grande frase shakesperiana, é silêncio.
Paulo Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Charge online - Bessinha - # 1747

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Brasil terá mina subterrânea de urânio

 
Mina subterrânea de urânio
Foi dado o primeiro passo para a mineração subterrânea na única mina de urânio em atividade do Brasil, localizada no município de Caetité (BA).
Implantada em 2000, a mina já produziu 3.370 toneladas do minério a céu aberto.
A Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) atendeu ao pedido das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), dona da mina, e aprovou o local para a extração subterrânea.
A decisão da CNEN considera, entre outras questões, que a empresa pública atendeu as normas de licenciamento e cumpriu as demais exigências legais.
A lavra subterrânea permitirá alcançar uma parte do minério que não pode ser explorada na modalidade a céu aberto.
A mina subterrânea terá capacidade de produzir 400 toneladas por ano de concentrado de urânio.
A CNEN também autorizou a INB a exportar 17 mil toneladas de torta 2, que é o resíduo proveniente do tratamento químico do minério monazita. Das 17 mil toneladas, 13 mil estão na unidade da INB em Caldas (MG).
Brasil terá mina subterrânea de urânioAutossuficiência em urânio
A mais importante província uranífera brasileira está localizada no sudoeste da Bahia, próxima aos Municípios de Caetité e Lagoa Real.
Suas características - teor e dimensão de reservas estimadas em 100.000 toneladas exclusivamente de urânio, sem outros minerais de interesse associados - foram determinantes na opção da INB por sua exploração.
Esta quantidade é suficiente para o suprimento da Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto (Angra 1, 2 e 3) e mais as usinas previstas no Plano Nacional de Energia 2030 durante toda a vida útil destas instalações.
Com capacidade de produção de 400 toneladas/ano de concentrado de urânio, a meta da INB para os próximos anos é a sua duplicação para 800 toneladas/ano.
A mina atual, a céu aberto, não é um local definido, com o minério espalhado por uma extensa área.
Isso exigiu a construção de uma planta modular, concebida com a finalidade de promover o aproveitamento do urânio em cerca de 33 ocorrências que compõem a reserva atualmente conhecida.
Beneficiamento do urânio
O processo de beneficiamento do minério de urânio é o de lixiviação em pilhas, ou estática.
Depois de britado, o minério é disposto em pilhas e irrigado com solução de ácido sulfúrico para a retirada do urânio nele contido.
Esta técnica dispensa fases de moagem, agitação mecânica e filtração, permitindo, além de uma substancial redução nos investimentos, uma operação a custos menores, em face do reduzido número de equipamentos e unidades operacionais envolvidos.
A concentração do urânio é realizada pelo processo de extração por solventes orgânicos, seguida da separação por precipitação, secagem e acondicionamento em tambores.
No aspecto ambiental, a ausência de rejeitos sólidos finos e a menor utilização de insumos químicos minimiza os impactos - os efluentes líquidos do processo são reciclados, garantindo que o ácido não seja liberado para o meio ambiente.
A INB planeja substituir a etapa de lixiviação em pilhas pela lixiviação convencional (agitada), que permite maior rendimento de recuperação do urânio.
No Inovação Tecnológica
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O mico milionário do Lollapalooza

Desorganização, filas para tudo, ingressos a preços absurdos… A receita do Lollapalooza e a balela do rock “alternativo”.
Na lama
Na lama
O festival Lollapalooza, encerrado ontem, levou, segundo a organização, 167 mil pessoas ao Jockey Club de São Paulo. Em três dias, elas viram bandas como Pearl Jam, Killers, Black Keys, Queens of the Stone Age, Franz Ferdinand, Planet Hemp, Flaming Lips, Foals etc.
Essas mesmas pessoas também pagaram um mico sensacional: filas para comprar entradas, fila para entrar, para ir ao banheiro, para comprar comida e cerveja. Sem contar a lama, que vá lá, pode ser debitada em outra fatura. Tudo por 350 reais por dia. É um dos festivais mais caros do mundo.
350 para quê? A desorganização e a informalidade imperam. Perry Farrell, o criador do Lolla, chegou a ser barrado por engano. Os moradores das casas próximas ao Jockey, no Morumbi, ganham ingressos, à guisa de um calaboca para evitar reclamações. Gente que pagou meia-entrada, fingindo que era estudante, não precisou mostrar a carteirinha na bilheteria. A GEO, empresa de produção de eventos que se associou a Farrell, pertence à Globo. Quando a procura pelos ingressos ameaçava arrefecer no ritmo dos shows de Lady Gaga e Madonna (em que tíquetes foram distribuídos na faixa), a cobertura da emissora se intensificou.
Farrell falou sobre esses problemas à revista Rolling Stone. “Para ser sincero, foi por isso que o Lollapalooza desapareceu por uns três ou quatro anos. É preciso encontrar um modo para que as pessoas consigam comprar as entradas e possamos pagar esses cachês monstruosos. Eu gostaria de dizer que não são os artistas, são os empresários – mas são os artistas também. Os artistas poderiam dizer ‘não explorem tanto assim’. Mas não o fazem, na maior parte do tempo não o fazem. Claro que eles não o fazem porque é assim que eles se sustentam hoje, não é vendendo discos. A vida deles é baseada, equilibrada, no Lollapalooza, Glastonbury, Reading… Então, como fazer?”
Farrell, o dono do Lolla: "Os artistas poderiam dizer ‘não explorem tanto assim’"
Farrell, o dono do Lolla: “Os artistas poderiam dizer ‘não explorem tanto assim’”
Divulgou-se que o cachê total dos artistas chegou a 25 milhões de reais. No ano passado, o Foo Fighters recebeu 700 mil reais. Calcula-se que o mesmo foi desembolsado para ter o Pearl Jam neste ano. O líder do Pearl Jam, o engajadíssimo Eddie Vedder, proibiu o Multishow de transmitir o show.
O primeiro Lollapalooza é de 1991. A ideia de Farrell era comemorar a despedida de sua banda, Jane’s Addiction. Deu tão certo que o grupo não se dissolveu e ele acabou tirando da cartola essa empresa bem sucedida. Se, no início, o festival era voltado à música alternativa ou independente, hoje quem acredita nisso acredita também no coelho da Páscoa e em Marco Feliciano. Farrell, que gosta de se definir como ambientalista e chegou a se reunir com Tony Blair para falar do aquecimento global, culpa o capitalismo. “É um mundo fodido, meu filho”, disse à Rolling Stone. “O lado ruim é que dá origem a corrupção e ganância”.
Faz algum tempo que o rock é uma indústria como qualquer outra – só que em crise. O filme que capturou os últimos lampejos de “pureza” é Quase Famosos, passado em meados dos anos 70. A certa altura, a mãe do protagonista, um jovem jornalista musical, diz: “A adolescência é uma ferramenta de marketing”.
O Lollapalooza poderia cobrar o que fosse, desde que entregasse a mercadoria. Farrell saiu com seus milhões. Se a coisa engatar, volta no ano que vem. Agora, por 350 reais, como diz um amigo, você deveria ter o direito não apenas de participar de um festival organizado, mas de ganhar uma massagem de Perry Farrell.
Pensando bem, melhor não.
Kiko Nogueira
No Diário do Centro do Mundo
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Requião: Mídia preconceituosa e parcial

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De volta ao tribunal

Disso tudo fica a evidência de que é necessária a alteração do prazo processual para a defesa
O alegado atraso na apresentação dos votos finais de três ministros do Supremo Tribunal Federal, conforme informação ontem atribuída ao ministro Joaquim Barbosa, contém uma comparação implícita que incide em equívoco. O segundo, aliás, em referências recentes à etapa final do julgamento chamado, à maneira "politicamente correta", de ação 470, ou, mais francamente, julgamento do mensalão.
Ainda em palavras do presidente do STF, que o jornalista Merval Pereira informou ter ouvido do próprio, o acórdão está pendente dos votos definitivos dos ministros Celso de Mello, Rosa Weber e Dias Toffoli, tendo sido Joaquim Barbosa o primeiro a apresentar os seus.
A comparação automática a que se é levado (por nossa própria conta), entre a eficiência e os retardatários, é equivocada. Os votos do ministro Joaquim Barbosa já vêm formulados no texto que leu como relator para o julgamento de cada um dos 38 denunciados. Ao passo que outros ministros precisaram dar forma e sentido a votos apresentados de improviso e em síntese. Caso, em geral, de Rosa Weber e Dias Toffoli. Enquanto cada voto de Celso Mello motivou-o a uma conferência, a par das que proferiu a propósito de votos alheios.
Pressente-se o calhamaço que vem por aí, cada ministro apresentando a fundamentação jurídico-filosófica, e o que mais seja preciso, de cada vez que propôs um destino para a vida de alguém colhido no processo. Aos advogados de defesa são concedidos cinco dias para metabolizar esses pronunciamentos, afinal integrados em um chamado acórdão, e elaborar e redigir suas considerações a respeito.
Daí que as defesas de Ramon Hollerbach, Marcos Valério e José Dirceu requeressem maior prazo. E daí, ainda, o editorial da Folha de domingo, "O STF e seus prazos", com a consideração de que "os embargos [das defesas] dependem muito de divergências ou contradições que possa haver no texto final" [do STF], logo, "parece razoável alguma tolerância quanto a prazos".
O ministro Joaquim Barbosa negou o prazo extra. Argumentou que o julgamento foi "amplamente divulgado" e que "todos [os advogados] puderam assistir pessoalmente" às sessões no STF.
Mas os votos finais dos ministros, estes que apresentam agora, não precisam reproduzir o que disseram na sessão plenária. Só isto já seria suficiente para atestar que as defesas não estão necessariamente informadas sobre o teor dos votos definitivos. Mais importante ainda é que o argumento do ministro Joaquim Barbosa desconsiderou esta constante: em sua grande maioria, os votos no plenário foram dados de maneira muito breve, limitados a definições individuais sobre concordância ou discordância com a proposta do relator. À definição seguia-se o aviso de posterior apresentação argumentada, e por escrito, do voto não divulgado.
Disso tudo fica, além do que signifique para as defesas e para o julgamento, a evidência de que é necessária a alteração do prazo processual para a defesa. É uma aberração, considerada a necessária igualdade de condições para se fazer justiça, a desproporção entre os tantos meses para uma parte e os tão poucos dias para outra em processos complexos. Ação 470 ou mensalão, também nisso é exemplar.
Janio de Freitas
No fAlha
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Charge online - Bessinha - # 1746

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No JN, processar jornalistas é um "revés catastrófico" para a liberdade de expressão. Só o Kamel pode?

http://rd1.ig.com.br/wp-content/uploads/2013/01/ali-kamel.jpg 
Ano passado, o Jornal Nacional, da Rede Globo, principal peça do jornalismo da Rede, cujo diretor geral chama-se Ali Kamel, exibiu reportagem em que criticava duramente o presidente do Equador, Rafael Correa, que havia processado um jornalista e os donos do jornal que publicou a coluna, onde o jornalista afirmava o seguinte contra Correa:
Rafael Correa entrou com a ação por causa de uma coluna publicada em fevereiro do ano passado. Nela, Emílio Palácio criticava a atuação de Correa durante uma revolta de policiais em setembro de 2010. E dizia que o presidente, a quem chamava de ditador, "tinha dado ordem de abrir fogo, sem aviso prévio, contra um hospital cheio de civis e gente inocente".
O presidente Correa os processou e a Justiça condenou jornalistas e donos do El Universo (uma Rede Globo do Equador) a três anos de prisão e ao pagamento de uma indenização de US$ 40 milhões ao presidente.
Edições do Jornal Nacional (repito, sob Ali Kamel) criticaram a atitude do presidente Correa:
A OEA poderá pedir oficialmente ao governo equatoriano que respeite os direitos humanos dos jornalistas e que faça uma revisão de todo o processo.
A organização Repórteres Sem Fronteiras declarou que a decisão da Suprema Corte é um "revés catastrófico" para a liberdade de expressão.
A Sociedade Interamericana de Imprensa considerou a sentença desproporcional e teme que outros veículos adotem a autocensura. [Fonte]
O Instituto Internacional de Imprensa disse que ficou escandalizado com a sentença, desproporcional ao possível delito. A organização Repórteres Sem Fronteiras considerou a decisão uma intimidação judicial.
O Instituto de Imprensa e Sociedade afirmou que Rafael Correa é um exemplo deplorável de abuso e falta de tolerância de um mandatário. Para a Sociedade Interamericana de Imprensa a sentença é um golpe aos princípios da liberdade de informação. [Fonte]
O curioso é que o presidente do Equador, Rafael Correa, não é exatamente um defensor da liberdade de imprensa, ao contrario de Assange. O presidente equatoriano vive dizendo que a imprensa está a serviço de grandes grupos empresariais, que só querem desestabilizar as instituições. [Fonte]
Agora, o mesmo Ali Kamel do Jornal Nacional, que criticou processos contra jornalistas como atentados à liberdade de expressão, processa jornalistas, conseguindo algumas vitórias na Justiça, ainda que em primeira instância. O último condenado foi o Azenha, do Viomundo.
Será que o JN de hoje vai denunciar o Diretor de Jornalismo e Esportes da Rede Globo, Ali Kamel, por perseguição a jornalistas e atentado à liberdade de imprensa?
No Blog do Mello
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