30 de mar de 2013

Um ano atrás diretoria do Botafogo já sabia dos problemas de corrosão no Engenhão

Blog do Botafogo no JB denunciou há um ano os problemas de corrosão no Engenhão

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No Boilerdo
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Imagina com os tucanos [chamada a moda O Globo]

Jornalão carioca pegou carona na interdição do Engenhão para alarmar sobre a Copa do Mundo, com o jargão dos pessimistas com espírito vira-latas...Mas parafraseando O Globo, o blog pergunta: o  que seria do Brasil hoje sob administração tucana?
O país atravessa um bom momento na economia, emprego e renda permanecem positivos, trabalhadores tem conseguido avanços importantes, como a PEC das empregadas domésticas ou a isenção de IRRF sobre pagamento das participações de lucros e resultados de até R$ 6 mil reais.
O momento é de conquista e consolidações de direitos trabalhistas, apesar de ter algumas questões a serem discutidas, como a redução da desigualdade de salário entre homens e mulheres para o mesmo tipo de atividade, ou redução dos impostos sobre consumo e, o consequente, aumento da taxação sobre os lucros e riquezas acumuladas.
O Brasil pode não ser rotulado como uma maravilha, verdade, mas apresenta-se como um dos países com sólidas bases macroeconômicas. Elevados valores das reservas internacionais brasileiras com US$ 376.6 bilhões contabilizados em 26 de março, risco país em 190 pontos e relação dívida/PIB que fechou 2012 em cerca de 35%.
O país possui um enorme colchão para crises e não precisou usá-lo ainda.
A percepção do mercado internacional sobre o país melhorou excepcionalmente desde 2002 quando o risco Brasil alcançou 2400 Pontos, triste cena final da obra de FHC!
E a dívida pública segue controlada e dentro de uma margem segura para que o país siga investindo e crescendo, sem colocar em risco seus avanços na economia.
Soma-se a esses indicadores a maior ascensão social já ocorrida no Brasil, que elevou dezenas de milhões da pobreza para a classe média.
Solidez na economia e maior distribuição da riqueza entre os mais pobres.
O consumo das famílias mais modestas e da nova classe média é o motor de nossa economia nos dias de hoje, os recordes de venda de automóveis novos, acesso a casa própria, por exemplo, geram e mantém milhares de empregos na construção civil e na indústria.
Mas há quem ache ruim...
Algumas pessoas olham para este novo cenário econômico e social e desaprovam o que vêem, tentam fazer crer àqueles que surfam com sucesso na onda do crescimento da economia, que o que se experimenta é nocivo [à quem?].  Pregam a volta do país de poucos, para poucos e com os outros se virando com as sobras...Porque não acreditam na capacidade dos brasileiros em atuar com segurança e competência em um ambiente inclusivo e para todos.
Com ajuda do Conversa Afiada, do ótimo Paulo Henrique Amorim, foi possível pincelar algumas pérolas dos porta vozes do Brasil do 1/3, de poucos [grifos nossos]:

“Sem aumentar a taxa de desemprego será difícil manter a inflação sob controle num prazo mais longo - a inflação vai se acelerar lentamente.” 
José Marcio Camargo, economista da gestora Opus

“A saída é frear a economia. Demitir mesmo !”
Alexandre Schwartsman, ex-diretor de Politica Monetária do Banco Central, em O Globo, 25 de março, pág. 16

O Governo não dá sinais de que quer abandonar a estratégia de estimular o consumo, e para isso toma decisões voltadas a manter salários reais elevados e o nível de desemprego baixo. (Para aumentar o PIB) … (teria que ) reduzir seus gastos correntes em proporção às receitas, grande parte das quais são transferências de renda às classes de renda mais baixas, responsáveis pela elevação do consumo.”
Affonso Celso Pastore, ex-presidente do Banco Central, pág B8, Estadão, 24 de março.



Essa gente é quem embasa os pilares do pensamento econômico da turma do PSDB e adjacências, são esses ideais que arrebatam corações e mentes dos personagens políticos, da oposição partidária e midiática, mas que não podem ser assumidas publicamente, muito menos em períodos eleitorais.
A questão formulada pelo blog já está respondida por estes senhores.
E se O Globo publicasse em capa tal questão, já teria material suficiente para responder a partir da legenda da imagem que acompanhasse tal manchete.
O Brasil com os tucanos e seus velhos e novos aliados seria isso: economia paralisada, demissões, salários baixos, investimento zero e domésticas sem direitos trabalhistas mínimos, sujeitas a vontade e ameaças de "Danuzas Leão" da sociedade, tá mais do que claro, não é preciso dizer mais nada...
Em tempo: leio no blog de automobilismo de Flávio Gomes,o Warm up, a reação da classe média reacionária que comenta na Folha de São Paulo sobre a aprovação da PEC das empregadas:
"...Aprovada a nova legislação que protege empregadas e empregados domésticos, dando a eles e elas os mesmos direitos de outras profissões. Um avanço evidente. Aí abro a “Folha”, o pasquim que assino. Na seção de cartas:
As empregadas domésticas não trabalham aos sábados, não cumprem as oito horas diárias, o serviço tem que ser ensinado (não são mão de obra especializada), almoçam e lancham na casa dos patrões sem cobrança alguma e faltam sem avisar. Como ficará o empregador diante disso?
MARA CHAGAS (São Paulo, SP)
Se, sem FGTS, algumas domésticas já fazem absurdos nas nossas casas para serem despedidas, dá até medo pensar no que farão para ganharem multa rescisória.
ELIANE PINOTTI BORGUETTI (São Paulo, SP)"
São essas pessoas que se ressentem por terem que ceder, mesmo que pouco, neste cenário novo de inclusão social e ganhos e ampliações de direitos trabalhistas. Não por acaso, mensagens caricatas de cidadãs paulistas sob o comando tucano a quase 20 anos... Corações e mentes contaminadas pela saudade de um país para poucos...

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O jogo recorrente para aumentar os juros

http://fredrickjames.com/blog/wp-content/uploads/2011/02/tax_rate-300x225.jpg 
Para entender o jogo da chamada confraria da Selic.
Desde 1999, quando foi instituído o sistema das "metas inflacionárias", criou-se a chamada "confraria da Selic", um conjunto de economistas, incrustrados em consultorias e departamentos econômicos de instituições financeiras, elaborando análises recorrentes sobre os rumos da taxa de juros e apostando permanentemente na sua elevação.
Não se trata do mercado financeiro como um todo, mas de um grupo que gira em torno das tesourarias de bancos e de grandes empresas. O sistema bancário é mais que isso. Existem os grupos que trabalham em área de crédito, do mercado de capitais, das operações estruturadas, que exigem um conhecimento mais sofisticado.
***
A introdução do sistema de metas inflacionárias consagrou um tipo de análise que, alguns anos atrás, classifiquei genericamente como de "cabeça de planilha". Eram planilhas matemáticas, definindo algumas correlações mecânicas - muitas delas jamais comprovadas - entre taxas de juros e inflação, câmbio e preço de commodities, taxa Selic e nível de atividade, mudanças nos ativos internacionais e câmbio.
Enquanto a economia internacional e os mercados bombavam, subindo sempre, parecia que as planilhas funcionavam. Era um mundo sem sobressaltos, embora já inoculado pelo vírus que, a partir de 2008, explodiria em grandes desequilíbrios.
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Nos centros mais sofisticados, a crise de 2008 sepultou esse tipo da análise-padrão. Mesmo no Brasil, os financeiros das empresas passaram a prescindir desse tipo de análise pretensamente sofisticada, por perceber sua vulnerabilidade.
Com isso, gradativamente a análise da Selic tornou-se a peça menos sofisticada e valorizada o mercado brasileiro.
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Hoje em dia, a Selic tem influência sobre uma parcela pequena da estrutura de preços da economia – basicamente sobre o setor de bens de consumo nã-duráveis alimentícios (controlado por gigantes como Gessy Lever, Nestlé e outros). A remarcação aumenta quando há perspectiva de elevação da taxa.
Em todos os demais setores – alimentos in natura, bebidas, bens de consumo durável, aluguel etc – movimentos da Selic são completamente irrelevantes.
***
O problema da inflação está nas estratégias mal elaboradas do Ministério da Fazenda.
Quando optou por políticas pro-ativas, a Fazenda teria que obrigatoriamente armar-se dos instrumentos não-monetários de controle de altas pontuais de preços – especialmente estoques reguladores de alimentos e ações de convencimento sobre setores oligopolizados.
Em vez disso, limitou-se aos anúncios recorrentes de desoneração tributária a cada notícia de pressão sobre os preços. Uma tolice! Desonerações ajudam a recompor ou melhorar margens de empresas, jamais induzi-las a reduzir preços.
***
Ontem, o Diretor de Política Monetária do BC, Carlos Hamilton de Araújo, insistiu que as taxas de juros são o melhor remédio contra a inflação. E repetiu a imensa tolice de que superávits fiscais – em uma economia que patina – são a melhor receita contra a alta de preços. Isso em uma economia que ainda patina.
Ajudou a jogar gasolina nas expectativas do mercado.
O quadro atual é de inflação cedendo, especialmente com a menor pressão sobre os preços internacionais de commodities. O desafio maior é administrar os discursos desencontrados da área econômica.
Luis Nassif
No Advivo
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Serra vai para o PSC

Serra vai para o PSC
Serra atualizou seu visual
LIMBO - Após se aconselhar com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, em um bunker escondido na Mooca, José Serra finalmente revelou sua estratégia para 2014. "Sou o mais novo integrante do PSC, um partido de vanguarda e incompreendido, que sabe resistir às pressões e não se curva ao trololó dos militantes maluquetes", discursou o ex-tucano, declarando-se a seguir "socialista e cristão numa nice".
Sorrindo para os fotógrafos, que se amontoavam para registrar o momento de carisma irradiante, Serra lembrou da sua vocação de Midas: "Tudo que eu toco vira Ades", discursou, orgulhoso.
Informados da saída de Serra do partido, simpatizantes do PSDB organizaram uma petição online para apoiar sua atitude. Em poucas horas, doze milhões de assinaturas foram coletadas. O vereador Andrea Matarazzo pediu a recontagem das assinaturas: "Qualquer um sabe que o PSDB não tem 12 milhões de simpatizantes". Aécio Neves negou que tenha assinado o documento 1.357.000 vezes.
No final da tarde, Eduardo Campos tropeçou na banheira e quebrou o dedo mindinho.
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Charge online - Bessinha - # 1743

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FHC: PSDB está longe do povo. Partido nem sequer sabe o que é povo

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso torna-se o primeiro em seu partido a reconhecer que os tucanos estão longe do povo, ou nem sequer sabem o que é povo. Em sua participação num congresso estadual do PSDB paulista no início de semana, o ex-presidente afirmou que o seu partido precisa de um “banho de povo”.
“Andei muito com o (governador Franco) Montoro por São Paulo e pelo Brasil. Montoro falava pouco e direto: 1, 2, 3. A nossa mensagem tem que ser simples, tem que ser direta e pegar na população. O PSDB precisa de um banho de povo. Precisamos do povo. Temos que ouvir o povo”, pregou FHC.
O ex-presidente considerou "consolidada" a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) ao Palácio do Planalto em 2014, lançada por ele na virada do ano. FHC fala para ele mesmo e para a elite do tucanato. Ele faz de conta que o partido não está dividido e que o senador Aécio é candidato, quando a realidade é outra.
O povo é quem vê o PSDB como o partido dos ricos
O PSDB pediu três vezes para o povo eleger seu candidato a presidente e três vezes o povo elegeu o candidato do PT - o presidente Lula em 2002 e em 2006 e a presidenta Dilma Rousseff em 2010. Se isso não é a vontade popular, é preciso saber o que FHC entende por povo.
O líder tucano também negou que o PSDB seja um partido de “ricos”. Ora, quem diz que o PSDB é um partido de ricos e da elite é o povo nas pesquisas e não o PT. É o povo, nestes levantamentos de opinião pública, quem também aponta que o PSDB é o partido dos banqueiros, dos juros altos e das privatizações.
O ex-presidente tucano, ao considerar consolidada a candidatura Aécio Neves, finge esquecer que para se consolidar ela continua a enfrentar o mesmo problema que tinha na origem, a resistência do PSDB paulista, maior seção do partido no país. Enfrenta a oposição das bancadas tucanas estadual e federal, do ex-governador José Serra, que viajou para o exterior e nem sequer acompanhou Aécio em seu giro de quatro dias na capital paulista, e do governador Geraldo Alckmin.

Candidatura Aécio consolidada?
Serra e Alckmin preparam o troco para Aécio, que os derrotou em Minas quando eles disputaram a Presidência da República. E um levantamento feito pela Folha de S.Paulo esta semana mostra que dos 35 deputados estaduais e federais tucanos paulistas, só oito já definiram apoio à candidatura Aécio nas eleições do ano que vem.
Nesta enquete, 12 dos parlamentares do PSDB no Estado dizem que Aécio é um bom nome, mas não fecham questão sobre a candidatura. Outros 15 não dizem quem apoiam. O senador ficou de 6ª feira da semana passada até a 3ª feira desta semana em São Paulo, conversando, tentando aparar arestas para contornar esse quadro.
Foi embora de São Paulo com o governador Alckmin se mantendo reticente quanto a apoiá-lo nessa disputa e sem que o ex-governador José Serra anunciasse apoio à sua candidatura. Serra, como eu disse, nem recebeu Aécio, nem foi ao congresso estadual tucano, viajou para o exterior.
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Estadão desmente FHC e mostra que documentos da Privataria Tucana são autênticos

 
O Estadão, muito a contragosto, capitulou à realidade nua e crua e estragou a estratégia de José Serra e FHC de tentar desacreditar o livro "A Privataria Tucana", do premiado jornalista investigativo Amaury Ribeiro Júnior.
José Serra e FHC malufavam ao dizer que os documentos são falsos. O Estadão os desmente e diz que são verdadeiros, e dá até a fonte de um deles, inédito até então, da CPI do Banestado.
O título da reportagem é ruim de doer, seria análogo a escrever "Reportagem usa auto de apreensão de cocaína contra Nem da Rocinha"... o Estadão recorre a clichês para atenuar a denúncia, toda hora dizendo que Amaury é indiciado, mas para ser isento também deveria dizer que ele coleciona vários prêmios de jornalismo... mas de qualquer forma a reportagem tem o mérito de não fugir da realidade.
O leitor do Estadão deve ter entrado em estado de choque ao saber, com retardo, muita coisa que os leitores de nosso blog já sabiam há muito tempo:
- "... documentos inéditos da antiga CPI do Banestado que apontam supostas movimentações irregulares de recursos por pessoas próximas ao ex-governador José Serra (PSDB)...".
- "... Gregório Marin Preciado, casado com uma prima de Serra, utilizou-se de uma conta operada por doleiros em Nova York para enviar US$ 1,2 milhão para a empresa Franton Interprises, que seria ligada ao ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira..." (Nota do blog: faltou falar da sociedade de Preciado com Serra em um terreno no Morumbi).
- "... Indicado por Serra para o Banco do Brasil no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio é apontado na obra como suposto articulador da formação de consórcios que participaram do processo de privatização, graças a sua influência na Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco estatal..."
- "... Ricardo Sérgio controlava empresas em paraísos fiscais que teriam recebido supostas propinas de beneficiados pelo processo de privatização, entre eles o próprio Preciado, representante da espanhola Iberdrola na época em que a empresa comprou três estatais de energia no Brasil..."
- "... A mesma empresa Franton recebeu US$ 410 mil de uma empresa pertencente ao grupo La Fonte, de Carlos Jereissati, que adquiriu o controle da Telemar (atual Oi) durante a privatização da antiga Telebrás..."
- "... a redução de dívidas de empresas de Marin Preciado no Banco do Brasil quando Ricardo Sérgio era diretor... Entre 1995 e 1998, segundo o Ministério Público Federal, duas empresas de Preciado obtiveram desconto de cerca de R$ 73 milhões em um empréstimo que, originalmente, era de US$ 2,5 milhões. O valor final da dívida, segundo o livro, chegou a pouco mais de R$ 4 milhões..."
- "...A Privataria Tucana também aborda a sociedade entre Verônica Serra, filha do ex-governador, e Verônica Dantas, irmã do banqueiro Daniel Dantas, na empresa Decidir.com, sediada em Miami. De acordo com o autor, a empresa foi transformada em uma offshore nas Ilhas Virgens Britânicas e, de lá, injetou recursos em uma empresa brasileira que tinha Verônica Serra como vice-presidente, a Decidir do Brasil..." (nota do blog: até que enfim, depois de 18 meses que nosso blog desafiou o jornalão a publicar).
A reportagem é sóbria, seca e sem ilações. Ainda ficou devendo falar da arapongagem da empresa Fence sobre a vida de Aécio com dinheiro público paulista, do indiciamento de Verônica Serra por quebra de sigilo financeiro de milhões de brasileiros, e da movimentação do genro em paraísos fiscais, e dívidas previdenciárias.
Mas para o leitor do Estadão que vem sendo adestrado a pedir a cabeça de ministros até por causa de multas de trânsito, a reportagem é mais do que suficiente para sentir o mau cheiro das relações da família Serra com essas roubalheiras todas.
No Justiceira de Esquerda
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O exemplo inglês

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Quatro meses depois da publicação do Relatório Leveson (ver, “Alguma lição para o Brasil?“), os três principais partidos ingleses – Conservador, Trabalhista e Liberal Democrata – anunciaram na segunda-feira (18/3) o fechamento de um acordo para regulação da imprensa (jornais, revistas e internet) no Reino Unido.
A nova instância, independente do governo e das empresas de mídia, substituirá a agência autorreguladora Press Complaints Commission, formada por integrantes da própria imprensa, que o Relatório Leveson considerou incapaz de coibir os crimes cometidos pela imprensa britânica além de funcionar, na prática, como um lobby dela mesma, a imprensa.
A agência reguladora terá poderes de um órgão fiscalizador, poderá aplicar multas de até um milhão de libras (cerca de três milhões de reais) ou de até 1% do faturamento das empresas de mídia; adotará medidas gerais para proteção do cidadão comum, além de poder obrigar jornais, revistas e sites de internet com conteúdo jornalístico a publicar correções de matérias e pedidos de desculpas. Mais importante: o novo órgão regulador será amparado legalmente por uma Carta Real (Royal Charter), assinada pela rainha Elizabeth II, da qual constará uma cláusula rezando que “não pode ser alterada pelos ministros”, mas apenas pela maioria de dois terços nas duas Câmaras do Parlamento britânico.
A adesão das empresas de mídia ao órgão será voluntária, mas a não adesão implicará o risco de punições ainda maiores caso elas sejam enquadradas nas novas normas.
O texto final deverá ser submetido à rainha Elizabeth II em maio.
Registre-se ainda que se trata de um novo órgão regulador para a mídia impressa e sites jornalísticos na internet. O rádio e a televisão, no Reino Unido, já são regulados pelo Ofcom.
Apesar de óbvias reações contrárias, de um modo geral, o acordo produzido no Parlamento britânico foi bem “digerido” pelos grupos de mídia ingleses e contou com o apoio de empresas do porte e da importância do The Guardian, do Financial Times e do The Independent.
Duas lições para a Terra de Santa Cruz
Há duas lições básicas para o Brasil no que vem ocorrendo na Inglaterra desde o escândalo que revelou os crimes do tabloide News of the World – relevadas, é claro, as enormes diferenças entre as duas sociedades.
A primeira, específica para os que ainda não conseguem conviver com a ideia, é de que a regulação – veja só – da mídia impressa é necessária, é possível e é democrática. Ela é fundamental para que a liberdade de expressão seja de todos e não apenas de alguns poucos. Ela visa garantir direitos, e não o contrário.
A segunda lição, importantíssima, se refere ao “como” os ingleses conseguiram viabilizar a nova regulação da mídia impressa: através da negociação, do entendimento entre os seus principais partidos, da situação e da oposição, no Parlamento.
Ao contrário de vizinhos nossos como a Argentina, a Venezuela e o Equador, no Brasil o principal partido no governo, o PT, tem apenas 17% dos deputados na Câmara e 17% dos senadores no Senado. Por óbvio, não tem força política para aprovar, sozinho, medidas sobre as quais já tomou posição pública – como é o caso, por exemplo, de um novo marco regulatório para as comunicações. A articulação com outros partidos é simplesmente indispensável. É preciso buscar pontos em comum e tentar vencer resistências – e interesses – que tem prevalecido nas comunicações brasileiras há décadas.
Todo esse complexo processo certamente passa pela mobilização da sociedade, inclusive de setores capazes de influenciar votos de deputados e senadores que hoje constituem a ampla aliança que governa o país.
O que pode ser feito?
Uma diferença fundamental entre a Inglaterra e o Brasil, por óbvio, é o envolvimento dos respectivos governos na questão. A negociação no Parlamento inglês ocorreu por inciativa do primeiro-ministro. No Brasil, o atual governo assumiu a [incrível] posição pública de que não trata dessa questão.
À sociedade civil resta continuar trabalhando, mobilizando a “vontade das ruas”.
Ao lado da campanha liderada pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) – “Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo” – e do esforço para elaboração de uma proposta que possa se transformar em Projetode Lei de Iniciativa Popular, há de se envolver ativamente os partidos políticos e o Congresso Nacional.
Aos partidos – seus dirigentes, quadros e, sobretudo, seus deputados e senadores – comprometidos com a universalização da liberdade de expressão, cabe conversar, negociar, buscar pontos comuns que consigam vencer resistências históricas e tornem possível a aprovação pelo Congresso Nacional de um novo marco regulatório para as comunicações no Brasil.
É esse o principal exemplo inglês.
Venício A. de Lima é jornalista e sociólogo, pesquisador visitante no Departamento de Ciência Política da UFMG (2012-2013), professor de Ciência Política e Comunicação da UnB (aposentado) e autor de Política de Comunicações: um Balanço dos Governos Lula (2003-2010), Editora Publisher Brasil, 2012, entre outros livros
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Quem está ganhando a guerra entre gays e evangélicos

Pregação de um lado e pegação de outro.
gay
A comunidade LGBT espera de seus filiados uma posição contra tudo o que sai da boca de um evangélico. Não é para menos, os evangélicos parecem ter uma fixação algo exagerada por gays – pelo menos muito maior do que os gays que eu conheço. As duas facções competem para ver quem tem a maior passeata do país, quem vende mais disco (a diva gospel ou a diva gay?) e quem grita mais alto. No final da briga sobram só as penas no chão, que você não sabe se vieram de uma drag queen engajada ou do frango de macumba que um pastor chutou.
Pastores evangélicos gritam. E o que eles mais gritam é para fugirmos das tentações de Satanás. Não encontram nada de pior para falar no culto do que da homossexualidade, essa coisa do capeta que vez ou outra é chamada também de opção sexual. Quando falam de opção sexual é porque certamente em algum momento da vida se perguntaram, com uma mão no queixo: e agora, fico com homem ou com mulher? E, acredite, existem até pastores que falam de um demônio gay que entra no corpo e te faz falar fino, afeminado. O que não entendo é por que ainda levam a sério essa gente. Como damos atenção para quem merece desprezo!
O pior é que você precisa escolher de que lado fica. Como se um fosse o oposto do outro. Como se evangélico nenhum pudesse ser gay também.
Sou da opinião de que, entre quatro paredes, você pode fazer o que quiser: seja pegação ou pregação.
Mas o rapaz ali do fundo, o barbudinho, me lembrou agora que as coisas não são tão simples, que essa gente dissemina o ódio ou algo assim. Não sei ele, mas eu não me sinto nem um pouco ameaçado por evangélicos quando cruzo com um na rua. Principalmente esses mais novos, amarrotados dentro de ternos Dorinho’s quatro vezes maiores do que o tamanho deles. E, sinceramente, tem como alguém se sentir ameaçado por estes caras?
Sim, barbudinho, eu sei que existe a chamada bancada evangélica e que ela impede avanços da causa gay. Mas me fala uma coisa: existe hoje no país alguém mais ridicularizado do que parlamentar, que além de tudo, é evangélico? Se existe, desconheço. Nem quem bate em gay respeita esses tiozinhos. Aliás, quem bate em gay não respeita nenhuma autoridade, nem a própria mãe, que dirá pastores com o cabelo lambido. Por isso me parece um exagero atribuir crime homofóbico a tudo o que evangélico fala. Por favor, menos. Ou eles acabam se achando e dando mais entrevistas na TV. Ninguém quer isso.
Feliciano dá entrevista: ninguém quer isso, pelo amor de Deus
Feliciano dá entrevista: ninguém quer isso, pelo amor de Deus
Não que não se deva fazer nada contra parlamentares que queiram se meter nas obscenidades dos outros (e que político não gosta de se meter na vida dos outros?), mas se focar em evangélicos desvia um pouco a atenção de quem comete os piores crimes. E esses dificilmente usam o sermão do pastor para sair batendo em gente por aí.
(Em que momento passamos a condenar mais quem fala e pensa asneira do que aquele que faz asneira?)
Além disso, me parece um pouco chato ser associado ao adversário toda vez. Quer dizer, hoje o cara se diz gay e você já supõe que ele não goste de evangélico. Vem no pacote da homossexualidade, junto com um piercing no mamilo e um livrinho do Caio Fernando Abreu. Mesma coisa os evangélicos: você até consegue ler na testa deles “nada contra gays, tenho até amigos que são”.
Não acho que a comunidade LGBT tem muito com o que se preocupar. Se essa briga fosse disputada num cabo de guerra, os evangélicos estariam praticamente sozinhos segurando a corda do outro lado, enquanto os gays, cada vez mais, ganhariam o apoio de vários outros grupos. Os evangélicos são muitos, dirão; pior, são muitos votos. Tudo bem, tudo bem, mas uma coisa que os gays deveriam notar é que nunca tiveram tanto apoio. A mídia, os artistas, a Coca-Cola e até blogueiros de moda apoiam. Deixem um pouco de lado os números e olhem direito para a cara de quem está do outro lado, puxando a corda. Mas olhem bem. Percebem que eles só estão de pé ainda porque vocês acreditam que eles são capazes de mudar alguma coisa? Vocês acreditam tanto que eles acabam acreditando também. A vitória está dada faz tempo. Vocês é que não perceberam que ganharam.
Guy Franco
No Diário do Centro do Mundo
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A queda de Feliciano não é a linha de chegada. É o ponto de partida

http://cartunistasolda.com.br/wp-content/uploads/2013/03/Marco-Feliciano.jpg 
Marco Feliciano não me representa. Mas boa parte do Congresso Nacional também não.
Como deu para ver no rosário de posts em que tratei do tema, é claro que torço para que o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias seja substituído o quanto antes, pois sua permanência não apenas coloca em risco o trâmite de projetos importantes que ajudariam a garantir a dignidade de grupos que são tratados como cidadãos de segunda classe como também é uma piada de mau gosto à história das conquistas sociais no país. Sem falar do fato de que ele é sim consequência do crescimento de posições conservadoras na sociedade brasileira. Que merecem ser combatidas democraticamente, no voto e no debate público – debate que, muitas vezes, essas posições se furtam a fazer.
Defendo que todas as formas de pensamento estejam representadas na Câmara dos Deputados, mesmo as quais eu não concorde – exceto, claro, as racistas, xenófobas, preconceituosas e discriminatórias. Afinal de contas, garantir que babacas usem a tribuna para cometer crimes é o ó do borogodó. ”Ai, japonês! E a liberdade de expressão? E o meu direito de fazer os outros sofrerem destilando a minha ignorância? Seu comunista totalitário! Seu safado! Vem cá que te dou uma sova! Se fosse no tempo da Gloriosa, você já estaria morto…” Deu para entender, né?
Uma consequência boa de tudo isso é que a situação bisonha alertou muita gente para o que acontece no parlamento federal. Mas elevar o caricato e esperto Marco Feliciano à categoria de inimigo comum, gerando uma popular identidade reativa, é relativamente fácil. Difícil é fazer oposição a pessoas e programas que sistematicamente e historicamente tentam retirar direitos, mas que são menos caricatos e mais espertos que o pastor supracitado. Parte da bancada ruralista se encaixa nessa categoria, por exemplo. Rifou o futuro das próximas gerações ao transformar o Código Florestal em papel maché, persegue os direitos das populações indígenas (que sofrem com genocídios, como o que ocorre no Mato Grosso do Sul) e caminha a passos largos para acender a churrasqueira com a (pouca) proteção de que dispõem os trabalhadores rurais.
Bancada ruralista que, inclusive, se aliou à bancada evangélica para que, juntas, possam transformar este país em um grande romance de Dias Gomes, com o Coronel, o Padre e o Delegado tomando uma cachacinha e decidindo os rumos do latifúndio.
A (dura) luta pela garantia das liberdades individuais é uma agenda suprapartidária, que consegue reunir simpatizantes de partidos diversos como o PT e o PSDB, liberais na política e liberais do comportamento. Mas essa articulação e mobilização popular bem que poderiam se manter após esse embrólio com o meninão se resolver. Usar toda esse pessoal em rede e com boa vontade para monitorar de perto outras ameaças em curso no Congresso Nacional.
Até porque pessoas como Marco Feliciano ou Jair Bolsonaro assumem um papel que lhes permite manter uma reserva de votos em todas as eleições o suficiente para se eleger e, talvez, alguns de seus correligionários, mas seu discurso não lhes permitirá alcançar cargos majoritários – pelo menos enquanto o Brasil não for de Cristo ou os milicos de pijama não mandarem os ferro-velhos que eles chamam de tanques para as ruas. O mesmo não posso dizer de outros pessoas e programas políticos que vão, em silêncio, roubando o que não é deles.
Para quem se preocupa com a dignidade humana, a queda de Feliciano não pode ser a linha de chegada. Tem que ser apenas o começo. Pelo menos enquanto gays, lésbicas, transsexuais, mulheres, negros, indígenas, ribeirinhos, caiçaras, quilombolas, sem-terra, sem-teto, adeptos de religiões afro-brasileiras e a ralé pobre que trabalha para comer continuarem com migalhas, enquanto os homens, brancos, heterossexuais, tementes a Deus rirem com a boca cheia de pão.
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O dossiê do Anonymous sobre Marco Feliciano

A verdade sobre Marco Feliciano
Ola, a partir deste momento iremos apresentar um dossier de uma maneira didática para qualquer um poder pesquisar nos registros públicos.
Primeiro gostaríamos de pedir que acesse este site para que vocês  possam pesquisar o cnpj das empresas do senhor Marco Feliciano, para comprovar a existência das mesmas:
http://www.receita.fazenda.gov.br/pessoajuridica/cnpj/cnpjreva/cnpjreva_solicitacao.asp
______________________________________________________
Empresas do Pastor:
10256613000148
10532559000116
09612147000107
04865568000126
08954263000141
A GMF consórcios parece que não foi declarada à Justiça Eleitoral.
E o mesmo  faz diversas propagandas dessa empresa em seu programa, de forma que influencie seus fieis a adquirir o consórcio.
Aqui temos a declaração dos bens dele, bem como de outros políticos:
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Aqui temos as Cotas para Exercício da Atividade Parlamentar, dele e de todos os deputados:
Escolha PASTOR MARCO FELICIANO
Ano/mês 12/2012 e anteriores
EX: 11/2012, clique em emissão de bilhetes aéreos, temos:
Entre essas passagens aparecem:
- Talma Bauer – Ex candidato a vereador de guarulhos. A suspeita é de que a Família Bauer patrocinou a campanha dele, agora é contratada e recebe salários e benefícios do deputado.
http://noticias.uol.com.br/politica/politicos-brasil/2008/vereador/26111951-bauer.jhtm
- Rafael Novaes é o advogado que defende a empresa do Pastor no processo de acusação de estelionato. Ao aceitar a contratação para um show no RS e não comparecer.
Aqui está o Processo: http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoDetalhe.asp?incidente=4084444
-Roberto Marinho é cantor gospel, participa dos “Shows” por todo o Brasil junto com o Pastor. Bem como da Gravação de CDs, DVDs. Encontrado facilmente no site do Pastor.
-Wagner Guerra é assessor do Pastor e também está sendo favorecido. Podemos ver como contratar o pastor aqui:
- Joelson Heber da Silva Tenório, também recebe salário e passagens. Presta assessoria religiosa no programa do pastor.
A Empresa FAVARO, como observamos em “consultoria” na cota, recebe verba do pastor, onde há também suspeita de funcionário fantasma Matheus Bauer Paparelli, neto de Talma Oliveira Bauer, que trabalha nessa empresa. Além da verba de consultoria, Matheus recebe salário mas a suspeita é que dele nem comparecer ao gabinete, ficando em guarulhos.
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Funcionários contratados pelo pastor (que são de seu programa de televisão) e o salário que recebem da câmara:
Nome Função no programa de TV Salário que recebe na Câmara
Wagner Guerra da Silva assessoria direta e imagens R$ 8.040
Talma de Oliveira Bauer assessoria política R$ 4.020
Roberto Figueira Marinho produção musical R$ 3.540
Joelson Heber da Silva Tenório assessoria religiosa R$ 3.005
Roseli Alves Octávio intercessão R$ 3.540
Wellington Josoé Faria de Oliveira direção de imagem, R$ 1.502
Onde pesquisar: Nome/mês/ano
http://www2.camara.leg.br/transpnet/consulta
Funcionário fantasma:
Marco Feliciano foi eleito para sua primeira legislatura em 2010. Sua campanha custou R$ 226,3 mil. Na lista de doações eleitorais, nove repasses foram feitos por integrantes da família Bauer, totalizando R$ 9 mil. Depois que o pastor ganhou a eleição, o policial civil de São Paulo Talma de Oliveira Bauer conseguiu o cargo de chefe de gabinete do parlamentar. Daniele Christina Bauer, parente do policial, ganhou emprego com salário de R$ 8.040.
A filha de Talma, Cinthia Bauer, também doou recursos para a campanha de Feliciano e, logo depois, trabalhou como assessora de imprensa do deputado. Fez viagens Brasil afora com passagens emitidas com a cota do gabinete. A proximidade do pastor com os integrantes da família Bauer é tamanha que, em agosto do ano passado, Feliciano gravou dentro das dependências da Câmara um vídeo em que pedia votos para Cinthia, então candidata a vereadora de Guarulhos. Assim como todo o material audiovisual do parlamentar, o trabalho teve produção da Wap TV.
Mas o caso mais grave é o de Matheus Bauer Paparelli, neto do chefe de gabinete de Feliciano. Ele é secretário parlamentar, contratado pela Câmara em novembro do ano passado, e recebe R$ 3.005,39 mensais. Mas o jovem formado em direito dá expediente a 1.170km do Congresso: ele é funcionário do escritório Fávaro e Oliveira Sociedade de Advogados. Ligamos para a firma e foi o próprio Matheus quem atendeu o telefonema. Questionado se ele também era funcionário do gabinete do pastor Marco Feliciano, ele disse que a ligação estava ruim e desligou. Depois, não atendeu mais as chamadas. O escritório Fávaro e Oliveira recebeu R$ 35 mil da Câmara entre setembro de 2011 e setembro de 2012, por meio de repasses da cota parlamentar de Marco Feliciano. Ao todo, o pastor gastou R$ 306,4 mil de sua cota em 2012, valor bem próximo do limite permitido pelas regras da Câmara para os parlamentares paulistas, que é de R$ 333,2 mil.
Com verba pública:
Confira alguns casos de funcionários lotados e de contratação de empresas pelo gabinete do deputado Marco Feliciano
» O advogado Rafael Novaes da Silva, contratado pelo gabinete da Câmara e pago com recursos públicos, defende a empresa Marco Feliciano Empreendimentos Culturais e Eventos, do próprio deputado, em um processo que tramita no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Ele assumiu a causa depois de ter tomado posse como funcionário do gabinete.
» O produtor de tevê Welington Josoé Faria de Oliveira é contratado da Câmara dos Deputados e recebe salário com recursos públicos. Mas trabalha como produtor de tevê dos programas pessoais do pastor Marco Feliciano, sob o codinome Well Wap.
» O advogado Anderson Pomini defendeu Marco Feliciano em um processo de impugnação contra a sua candidatura, antes das eleições. Depois de conseguir liberar o pastor para disputar o pleito, a empresa Pomini Advogados Associados recebeu R$ 21 mil em três repasses de R$ 7 mil, em fevereiro, março e abril de 2011, logo depois que Feliciano tomou posse.
» O policial civil e pastor Talma Bauer e sua família estão entre os que mais doaram recursos para a campanha do pastor Marco Feliciano. Depois da eleição, ele assumiu cargo no gabinete, assim como sua filha, Cinthia Brenand Bauer, que também doou recursos e depois foi nomeada como assessora. Há outras duas pessoas que são parentes de Talma Bauer contratadas pelo gabinete de Marco Feliciano.
» O deputado Marco Feliciano emprega cantores gospel que participaram da gravação dos seus CDs. Um deles, Roberto Marinho, afirma em sua página pessoal que a função dele como braço direito do pastor é acompanhá-lo “nas viagens de ministrações pelo Brasil e pelo mundo”.
» Matheus Bauer Paparelli, neto de Talma, é um funcionário fantasma do gabinete do deputado Marco Feliciano. Apesar de ser contratado pela Câmara com salário de R$ 3.005,39, ele dá expediente diariamente no escritório Fávaro e Oliveira Sociedade de Advogados, que fica em Guarulhos. A reportagem gravou uma conversa com ele, em que Matheus confirma que trabalha mesmo no escritório de advocacia. Essa empresa recebeu R$ 35 mil em recursos da Câmara dos Deputados entre setembro de 2011 e setembro de 2012.
E por ultimo mas não menos importante segue algumas palavras do senhor Marco Feliciano:
“Serei candidato a Deputado Federal por São Paulo porque tenho um compromisso, inicialmente, com o Senhor, para agir na administração pública com lisura e honestidade, sempre tendo como base os princípios bíblicos, pilares básicos de uma sociedade temente a Deus.”
“Vamos juntos lutar por um Brasil melhor, por uma Igreja forte, unida alcançando a função de transformar vidas. Precisamos de liberdade, de apoio constitucional e legal para levarmos o evangelho de forma genuína. Precisamos de legisladores que legislem com os princípios do Reino.
Serei um profeta no Congresso Nacional, pois coragem e temor a Deus não me faltam. Lembro que estarei político, mas sempre serei pastor, pois não existe ex-ungido. “
fonte: http://www.marcofeliciano2010.com.br/?p=150
Com base nas próprias palavras do senhor Marco Feliciano podemos constar que o mesmo estas a querer transformar o Brasil em uma grande igreja, e FODA-SE o estado laico =)
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O "outro lado" da cobertura do mensalão

Uma das expressões mais usadas na cobertura da “ação penal 470” - também conhecida como “mensalão” – classifica o caso como o “maior julgamento da história”. O termo foi utilizado no Brasil e repetido na imprensa internacional, porém, existem pontos de discordância. 
Paulo Moreira Leite, diretor da sucursal da Istoé, em Brasília, que acompanha o mensalão desde 2005, quando o assunto veio à tona, expressou em seu blog, durante todo o julgamento, o que ele chama de cobertura “correta” que tentou, rigorosamente, analisar os dois lados e foi obsessiva com perguntas sobre a profundidade das provas.
No livro “A Outra História do Mensalão – As Contradições de um Julgamento Político”, com prefácio do jornalista Jânio de Freitas, o repórter reúne os principais posts publicados durante o calor do julgamento.
À IMPRENSA, Leite fala sobre o seu ponto de vista da cobertura e não se considera corajoso por destoar de grande parte dos veículos. Ele destaca o posicionamento tomado pela imprensa brasileira e a exibição exacerbada pelo fato de o julgamento ser transmitido ao vivo pela TV, para ele, a existência das câmeras não é garantia de transparência. 
IMPRENSA – Você se considera corajoso por ter mostrado um ponto de vista diferente de grande parte da imprensa?
Paulo Moreira Leite – Não acho coragem uma boa palavra, mesmo reconhecendo que outros jornalistas tinham uma visão do julgamento semelhante à minha mas não se manifestaram. Acredito que fiz a cobertura correta. Fui jornalista, como disse o Jânio de Freitas no prefácio, lembrando que fiz um trabalho profissional – como um médico deve ser médico, um professor, professor, e assim por diante. Aprendi que o bom jornalismo se faz com a dúvida, com a crítica, com a pergunta. Meu livro é o resultado disso. Comparei o que a acusação dizia com aquilo que a defesa sustentava. Examinei os indícios apresentados pelo Ministério Público à luz da investigação da Polícia Federal. Fui atrás de documentos e depoimentos que não foram levados em conta. Fiz o “bê a bá”. 
Num trecho do livro você fala na disparidade entre opinião pública e  opinião publicada. Como é isso?
Quem fez a distinção entre uma coisa e outra, certa vez, foi o Fernando Henrique Cardoso, quando era um dos principais intelectuais do MDB. Ele queria mostrar que há uma diferença entre aquilo que os jornais dizem – e publicam – e aquilo que a sociedade pensa, e nem sempre é publicado. Tivemos um julgamento em que a opinião publicada tinha uma visão radical e mesmo tendenciosa contra os réus da ação penal 470. Exigia penas duríssimas, falava em punições exemplares. Imaginava que o julgamento iria produzir a condenação política de ministros e integrantes da cúpula do governo Lula, mas a opinião da maioria da sociedade era outra, como se viu nas eleições ocorridas durante o julgamento, que mostraram um fortalecimento do PT e um imenso prestígio de Lula. O ex-presidente foi o grande vitorioso da campanha de 2012, como já havia sido em 2006.  
A imprensa se frustrou achando que o julgamento teria impacto nas coberturas municipais?
Foi um erro em continuidade como o de 2006, quando diversos comentaristas anunciaram que Lula não seria capaz de se reeleger. Depois, quando Geraldo Alckmin foi derrotado, surgiu a tese de que os eleitores pobres, que em sua maioria votam em Lula, têm princípios éticos menos sólidos do que os eleitores com mais dinheiro e mais educação formal. Puro preconceito. As pesquisas mostram que a maioria dos eleitores, de todas as classes sociais, têm princípios e visões muito semelhantes. A diferença é que os mais pobres, que sofrem na carne o tratamento reservado a quem não tem dinheiro para pagar um bom advogado, consideram que a Justiça só funciona para os ricos e não levam a sério tudo o que ela diz. No segundo semestre de 2012 teve gente que escreveu “Adeus Lula”, achando não só que o julgamento estava resolvido, mas que herança de Lula seria rejeitada pela população. O resultado veio nas urnas.
Os réus foram julgados antes do resultado?
A maioria dos jornalistas cobriu o mensalão com toda energia em 2005 e 2006, mas parou de investigar e apurar a partir daí. Tivemos Roberto Jefferson, um delator de ópera, mas ele próprio foi mudando de versões com o passar do tempo. Outra novidade é que muitas coisas que pareciam óbvias, como o desvio de dinheiro público, não foram comprovadas por nenhuma auditoria. A Polícia Federal encontrou provas que ninguém esperava e não encontrou outras que todo mundo imaginava que estava ao alcance da mão. Mas nada disso foi debatido nem divulgado. Era como se ninguém quisesse atrapalhar o trabalho do procurador Roberto Gurgel e do relator Joaquim Barbosa. 
Foi um espetáculo midiático?
A TV não pede reflexão e nem distanciamento. Não pede ponderação. Ela é show. Tem que ser rápida. A câmara está ali. Você passa a ter a sensação de que é um espetáculo com vida própria. E quem entra para fazer reflexão em um show estraga o espetáculo, vira o desmancha-prazeres. As pessoas tiveram um comportamento agressivo em relação ao Ricardo Lewandovski simplesmente porque ele estava estragando o show e pedindo reflexão. Em nenhuma democracia madura a TV exibiu tamanha força num julgamento político. Nem nos EUA, que tanta gente aponta como padrão nessa matéria, a TV possui tamanho poder. 
As pessoas que defendem a transmissão direta por TV falam em transparência. Isso não conta? 
Vamos reconhecer uma coisa: uma câmara de TV pode mostrar um grande espetáculo, mas o grau de transparência é definido por aquilo que ela conta para você. Não é o que você viu, mas o que você descobriu. Não há transparência quando você não é informado sobre o que se passa nos bastidores, quando a TV exibe um ponto de vista unilateral, quando não se conhece os argumentos de todas as partes. As imagens podem informar, mas podem apenas iludir. Os políticos adoram aparecer numa CPI por causa disso: é show garantido, publicidade de graça. Nem em jogo de futebol uma câmara é garantia de transparência. Como falar disso num tribunal? 
Você acha que a imprensa quis transformar o Joaquim Barbosa em um herói?
O Joaquim é uma pessoa que estudou direito. Ele acreditava na culpa dos réus. Mas concordo com quem diz que ele não mostrou uma postura de juiz, que examina as provas e contra-provas numa atitude equilibrada, de quem pesa os argumentos, examina a consistência das partes a todo o momento. Como relator, Joaquim Barbosa chegou a intimidar os magistrados que tinham uma visão contrária a dele, gerando reações críticas até mesmo de O Estado de S. Paulo, que, em geral, apoiava sua atuação. Trabalhando na linha do grande espetáculo, a imprensa precisa de ídolos. Seja no futebol, seja na política. Isso explica o tratamento benigno dispensado ao ministro naqueles episódios lamentáveis em que ele repreendia repórteres e tentava interferir em seu trabalho.  
Como foi lidar com as críticas vindas da internet?
Aprendi que a internet é igual a estádio de futebol. Tem gente que não concorda e argumenta, mas tem também quem só está ali para xingar. Muitos políticos mantém assessores escalados para dar porrada pela internet. É parte de seu trabalho profissional. Mas o importante é que a internet possibilita um debate, uma liberdade de expressão inegável. As pessoas conseguem te localizar, elas sabem o que você pensa e qual seu ponto de vista. Devo meu livro a esta liberdade que a internet permite. Foi ali que eu pude testar e desenvolver os principais argumentos sobre o julgamento. 
No Portal Imprensa
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ONU exhortó al Gobierno paraguayo a esclarecer masacre de Curuguaty

17 personas fallecieron tras un allanamiento en Curuguaty.
(Foto: ultimahora.com)
El Comité de Derechos Humanos de la Organización de Naciones Unidas (ONU) exhortó al Gobierno de Paraguay a investigar la masacre de Curuguaty ocurrida en junio de 2012. La instancia llamó la atención ante asesinatos, torturas y abusos en la nación suramericana.
En un informe publicado la víspera, el Comité destacó que “hay que asegurar la investigación inmediata, independiente e imparcial de la muerte de 17 personas con ocasión del allanamiento de Curuguaty, así como todos los hechos vinculados que han sido denunciados por las víctimas”.
La ONU expresó preocupación por las alegaciones de irregularidades en el accionar del Ministerio Público, de la Justicia, y las fuerzas de seguridad con ocasión del allanamiento de una finca en Curuguaty, departamento de Canindeyú (este) en junio del 2012.
"En particular, el Comité está preocupado por la información recibida que demuestra falta de imparcialidad e independencia en los procesos de investigación desarrollados", señaló la instancia de las Naciones Unidas.
La muerte de seis policías y 11 ocupantes de un predio rural en Paraguay en junio pasado desencadenó la destitución del presidente Fernando Lugo, por parte del Congreso. La separación del poder fue considerada como un golpe parlamentario por gobiernos de la región.
En el documento el organismo de la ONU también solicitó al Gobierno paraguayo investigar y esclarecer el asesinato de los dirigentes campesinos Vidal Vega y Benjamin Lezcano, fallecidos el 1 de diciembre pasado y el 19 de febrero de este año respectivamente.
“El Comité está preocupado por los altos índices de agresiones, violencia y homicidios en contra de los defensores de derechos humanos, particularmente en el caso de los campesinos e indígenas. En este sentido, el Comité expresa su preocupación por los recientes homicidios”, agregó.
Igualmente, consideró preocupante los índices de abusos sexuales y violación de mujeres y la falta de legislación adecuada con excepciones para el aborto cuando el embarazo es producto de esos ataques.
El organismo consideró que el Estado paraguayo debe multiplicar y asegurar la aplicación de programas de educación y sensibilización a nivel de escuelas públicas y privadas sobre el uso de anticonceptivos y derechos a la salud sexual y reproductiva.
No TeleSUR
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Charge online - Bessinha - # 1742

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Revista Time tem capa para Felicianos e Bolsonaros

Em meio à realização do julgamento da Suprema Corte americana que vai decidir sobre a legalidade do casamento gay nos Estados Unidos, a tradicional revista Time estampou pela primeira vez na capa um beijo gay. A edição desta semana foi impressa em duas versões: uma delas mostra duas mulheres se beijando e, na segunda opção, dois homens. A capa diz “O casamento gay já ganhou. A Suprema Corte ainda não se decidiu, mas a América já”. Pesquisas americanas mostram que a maioria dos cidadãos americanos é favorável à proposta.
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Em defesa do Viomundo

Reunião em defesa do blog Viomundo. Terça-feira, 2, às 17 horas, na sede do Barão de Itararé.
Ajude no convite, por favor
O Miro propõe:
1 - acionar parlamentares para a denúncia da perseguição da Globo à blogosfera;
2 - campanha via internet de coleta da grana para saldar a multa de R$ 30 mil;
3 - atos na Globo contra a censura e em defesa da liberdade de expressão. 26/4 - aniversário da emissora;
4 - acionar relator da ONU para liberdade de expressão para denunciar censura da TV Globo
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Globo consegue o que a ditadura não conseguiu: calar imprensa alternativa



Meu advogado, Cesar Kloury, me proíbe de discutir especificidades sobre a sentença da Justiça carioca que me condenou a pagar 30 mil reais ao diretor de Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, supostamente por mover contra ele uma “campanha difamatória” em 28 posts do Viomundo, todos ligados a críticas políticas que fiz a Kamel em circunstâncias diretamente relacionadas à campanha presidencial de 2006, quando eu era repórter da Globo.
Lembro: eu não era um qualquer, na Globo, então. Era recém-chegado de ser correspondente da emissora em Nova York. Fui o repórter destacado para cobrir o candidato tucano Geraldo Alckmin durante a campanha de 2006. Ouvi, na redação de São Paulo, diretamente do então editor de economia do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello, que tinha sido determinado desde o Rio que as reportagens de economia deveriam ser “esquecidas”– tirar o pé, foi a frase — porque supostamente poderiam beneficiar a reeleição de Lula.
Vi colegas, como Mariana Kotscho e Cecília Negrão, reclamando que a cobertura da emissora nas eleições presidenciais não era imparcial.
Um importante repórter da emissora ligava para o então ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, dizendo que a Globo pretendia entregar a eleição para o tucano Geraldo Alckmin. Ouvi o telefonema. Mais tarde, instado pelo próprio ministro, confirmei o que era também minha impressão.
Pessoalmente, tive uma reportagem potencialmente danosa para o então candidato a governador de São Paulo, José Serra, censurada. A reportagem dava conta de que Serra, enquanto ministro, tinha autorizado a maior parte das doações irregulares de ambulâncias a prefeituras.
Quando uma produtora localizou no interior de Minas Gerais o ex-assessor do ministro da Saúde Serra, Platão Fischer-Puller, que poderia esclarecer aspectos obscuros sobre a gestão do ministro no governo FHC, ela foi desencorajada a perseguí-lo, enquanto todos os recursos da emissora foram destinados a denunciar o contador do PT Delúbio Soares e o ex-ministro da Saúde Humberto Costa, este posteriormente absolvido de todas as acusações.
Tive reportagem sobre Carlinhos Cachoeira — muito mais tarde revelado como fonte da revista Veja para escândalos do governo Lula — ‘deslocada’ de telejornal mais nobre da emissora para o Bom Dia Brasil, como pode atestar o então editor Marco Aurélio Mello.
Num episódio específico, fui perseguido na redação por um feitor munido de um rádio de comunicação com o qual falava diretamente com o Rio de Janeiro: tratava-se de obter minha assinatura para um abaixo-assinado em apoio a Ali Kamel sobre a cobertura das eleições de 2006.
Considero que isso caracteriza assédio moral, já que o beneficiado pelo abaixo-assinado era chefe e poderia promover ou prejudicar subordinados de acordo com a adesão.
Argumentei, então, que o comentarista de política da Globo, Arnaldo Jabor, havia dito em plena campanha eleitoral que Lula era comparável ao ditador da Coréia do Norte, Kim Il-Sung, e que não acreditava ser essa postura compatível com a suposta imparcialidade da emissora. Resposta do editor, que hoje ocupa importante cargo na hierarquia da Globo: Jabor era o “palhaço” da casa, não deveria ser levado a sério.
No dia do primeiro turno das eleições, alertado por colega, ouvi uma gravação entre o delegado da Polícia Federal Edmilson Bruno e um grupo de jornalistas, na qual eles combinavam como deveria ser feito o vazamento das fotos do dinheiro que teria sido usado pelo PT para comprar um dossiê contra o candidato Serra.
Achei o assunto relevante e reproduzi uma transcrição — confesso, defeituosa pela pressa – no Viomundo.
Fui advertido por telefone pelo atual chefão da Globo, Carlos Henrique Schroeder, de que não deveria ter revelado em meu blog pessoal, hospedado na Globo.com, informações levantadas durante meu trabalho como repórter da emissora.
Contestei: a gravação, em minha opinião, era jornalisticamente relevante para o entendimento de todo o contexto do vazamento, que se deu exatamente na véspera do primeiro turno.
Enojado com o que havia testemunhado ao longo de 2006, inclusive com a represália exercida contra colegas — dentre os quais Rodrigo Vianna, Marco Aurélio Mello e Carlos Dornelles — e interessado especialmente em conhecer o mundo da blogosfera — pedi antecipadamente a rescisão de meu contrato com a emissora, na qual ganhava salário de alto executivo, com mais de um ano de antecedência, assumindo o compromisso de não trabalhar para outra emissora antes do vencimento do contrato pelo qual já não recebia salário.
Ou seja, fiz isso apesar dos grandes danos para minha carreira profissional e meu sustento pessoal.
Apesar das mentiras, ilações e tentativas de assassinato de caráter, perpretradas pelo jornal O Globo* e colunistas associados de Veja, friso: sempre vivi de meu salário. Este site sempre foi mantido graças a meu próprio salário de jornalista-trabalhador.
O objetivo do Viomundo sempre foi o de defender o interesse público e os movimentos sociais, sub-representados na mídia corporativa. Declaramos oficialmente: não recebemos patrocínio de governos ou empresas públicas ou estatais, ao contrário da Folha, de O Globo ou do Estadão. Nem do governo federal, nem de governos estaduais ou municipais.
Porém, para tudo existe um limite. A ação que me foi movida pela TV Globo (nominalmente por Ali Kamel) me custou R$ 30 mil reais em honorários advocatícios.
Fora o que eventualmente terei de gastar para derrotá-la. Agora, pensem comigo: qual é o limite das Organizações Globo para gastar com advogados?
O objetivo da emissora, ainda que por vias tortas, é claro: intimidar e calar aqueles que são capazes de desvendar o que se passa nos bastidores dela, justamente por terem fontes e conhecimento das engrenagens globais.
Sou arrimo de família: sustento mãe, irmão, ajudo irmã, filhas e mantenho este site graças a dinheiro de meu próprio bolso e da valiosa colaboração gratuita de milhares de leitores.
Cheguei ao extremo de meu limite financeiro, o que obviamente não é o caso das Organizações Globo, que concentram pelo menos 50% de todas as verbas publicitárias do Brasil, com o equivalente poder político, midiático e lobístico.
Durante a ditadura militar, implantada com o apoio das Organizações Globo, da Folha e do Estadão — entre outros que teriam se beneficiado do regime de força — houve uma forte tentativa de sufocar os meios alternativos de informação, dentre os quais destaco os jornais Movimento e Pasquim.
Hoje, através da judicialização de debate político, de um confronto que leva para a Justiça uma disputa entre desiguais, estamos fadados ao sufoco lento e gradual.
E, por mais que isso me doa profundamente no coração e na alma, devo admitir que perdemos. Não no campo político, mas no financeiro. Perdi. Ali Kamel e a Globo venceram. Calaram, pelo bolso, o Viomundo.
Estou certo de que meus queridíssimos leitores e apoiadores encontrarão alternativas à altura. O certo é que as Organizações Globo, uma das maiores empresas de jornalismo do mundo, nominalmente representadas aqui por Ali Kamel, mais uma vez impuseram seu monopólio informativo ao Brasil.
Eu os vejo por aí.
PS do Viomundo: Vem aí um livro escrito por mim com Rodrigo Vianna, Marco Aurelio Mello e outras testemunhas — identificadas ou não — narrando os bastidores da cobertura da eleição presidencial de 2006 na Globo, além de retratar tudo o que vocês testemunharam pessoalmente em 2010 e 2012.
PS do Viomundo 2: *Descreverei detalhadamente, em breve, como O Globo e associados tentaram praticar comigo o tradicional assassinato de caráter da mídia corporativa brasileira.
Luiz Carlos Azenha
No Viomundo
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