28 de mar de 2013

CQC experimenta do próprio veneno e não gosta: censura vídeo de jornalista

O vídeo censurado no You Tube: clique na imagem para vê-lo no Yahoo Vídeos 
O jornalista Jorge Antonio Antonio Barros, dono do blog Repórter de Crime, encontrou-se no aeroporto de São Paulo com um dos CQCs, Rafael Cortez (ambos viajariam para o Rio), e aplicou com ele a mesma técnica que os humoristas usam com as suas vítimas.
Ligou uma câmera amadora e começou a fazer perguntas embaraçosas a ele e à equipe que o acompanhava.
O troço terminou com um dos integrantes pondo a mão na lente da câmera do repórter para impedi-lo de filmar – e Rafael Cortez, posteriormente, foi à Justiça para retirar o vídeo do YouTube.
Portanto, um CQCéte, experimentou do próprio veneno e não gostou. CQC – “Custe o que Custar”, como vocês sabem é um programa de origem argentina, no Brasil produzido pela TV Bandeirantes.
Eu sustento um debate para tentar entender se programas tipo CQC podem ser considerados jornalísticos. Eu tendo a achar que não, mas gosto de ouvir argumentos que me contrariam.
Nós gostamos do esculacho aos políticos, como uma espécie de vingança contra eles. Mas o que sobra disso, do ponto de vista do interesse público?
Nós nos divertimos do mesmo modo que se divertem os apreciadores de programas policiais quando os “apresentadores” e “repórteres” “enfrentam” os “bandidos” passando-lhes lição de moral ou humilhando-os.
Quem falou algo certeiro sobre isso foi minha filha de 16 anos. Ela disse que, nesse sentido, o programa “Pânico” é “mais digno”, pois não traveste suas algazarras e brincadeiras de “jornalismo”. O objetivo deles, declarado, é divertir por meio da esculhambação com tudo e com todos. Ponto.
Na lista da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) iniciei um debate sobre o personagem “João Buracão”, que é usado pelo jornal Extra (Rio de Janeiro) para apontar onde existem buracos na rua. O personagem ganhou tanta importância que foi parar no programa Fantástico e nas novelas na Globo (se bem que não é de se admirar, já que a autorreferência da Globo é quase doentia).
Houve quem considerasse isso aceitável em jornalismo (a maioria) e quem defendeu de modo contrário. Vou consultar os pares se posso divulgar trechos da conversa que mantivemos na lista; se não houver oposição, qualquer dia o farei – ou poderei fazê-lo sem divulgar os nomes dos que intervieram no debate. (Isto é, se ainda encontrar os e-mails.)
Mas voltemos ao caso do CQC Rafael Cortez, nas palavras do jornalista Jorge Antonio Barros, segundo ele expõe em seu blog (trechos):
«Depois de 28 anos de jornalismo, completados mês passado, estou enfrentando o pior adversário da imprensa e da cidadania: a censura imposta pelo poder econômico. A empresa Rafinha Productions entrou com um pedido para remoção no YouTube do vídeo exclusivo que fiz, em tom de irreverência, com o apresentador Rafael Cortez, um dos repórteres do CQC. O vídeo foi removido ontem do site do Google devido “à reivindicação de direitos autorais da Rafinha Productions”.
Em primeiro lugar não há qualquer violação de direitos autorais. O vídeo foi idealizado, produzido e feito por mim mesmo, entre o check in no saguão do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, e o desembarque de um voo da Webjet, no Aeroporto Santos Dumont, no Rio, na tarde de terça-feira passada. Depois foi editado em meu computador pessoal e publicado na madrugada seguinte no canal “reporterdecrime” no YouTube.
No vídeo de cinco minutos, que em apenas algumas horas chegou a mais de 1.500 exibições no YouTube, entrevistei Rafael Cortez sobre amenidades até arrancar dele a declaração absurda de que a mídia é a culpada da violência no Rio. O vídeo tem ainda um dos integrantes da produção falando em tom ameaçador contra o Repórter de Crime.
Enfim, com apenas uma simples brincadeira de vídeo caseiro, descobri como é tênue o limite entre a fama e o mau humor. Só não imaginava que comportamento assim partisse de profissionais que têm na sua principal atividade aquilo que parecem detestar na intimidade: lidar com gente.»
Do O Povo
No Xeque-Mate Notícias
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Nazijornalismo

A violência do CQC contra o deputado José Genoíno alcançou, essa semana, um grau de bestialidade que não pode ser dimensionado à luz do humorismo, muito menos no campo do jornalismo. Isso porque o programa apresentado por Marcelo Tas, no comando de uma mesa onde se perfilam três patetas da tristeza a estrebuchar moralismos infantis, não é uma coisa nem outra.
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.  Existem, sim, cretinos adultos
Não existem repórteres-mirins, como não existem 
médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.
Existem, sim, cretinos adultos
Não é um programa de humor, porque as risadas que eventualmente desperta nos telespectadores não vem do conforto e da alegria da alma, mas dos demônios que cada um esconde em si, do esgoto de bílis negra por onde fluem preconceitos, ódios de classe e sentimentos incompatíveis com o conceito de vida social compartilhada.
Não é jornalismo, porque a missão do jornalista é decodificar o drama humano com nobreza e respeito ao próximo. É da nobre missão do jornalismo equilibrar os fatos de tal maneira que o cidadão comum possa interpretá-los por si só, sem a contaminação perversa da demência alheia, no caso do CQC, manipulada a partir dos interesses de quem vê na execração da política uma forma cínica de garantir audiência.
A utilização de uma criança para esse fim, com a aquiescência do próprio pai, revela o grau de insanidade que esse expediente encerra. O que se viu ali não foi apenas a atuação de um farsante travestido de jornalista a fazer graça com a desgraça alheia, mas a perpetuação de um crime contra a dignidade humana, um atentado aos direitos humanos que nos coloca, a todos, reféns de um processo de degradação social liderado por idiotas com um microfone na mão.
A inclusão de um “repórter-mirim” é, talvez, o elemento mais emblemático dessa circunstância, revelador do desrespeito ao ofício do jornalismo, embora seja um expediente comum na imprensa brasileira. Por razões de nicho e de mercado, diversos veículos de comunicação brasileiros têm lançado, ao longo do tempo, mão dessa baboseira imprestável, como se fosse possível a uma criança ser repórter, ainda que por brincadeira.
Jornalismo é uma profissão de uma vida toda, a começar da formação acadêmica, a ser percorrida com dificuldade e perseverança. Dar um microfone a uma criança, ou usá-la como instrumento pérfido de manipulação, como fez o CQC com José Genoíno,  não faz dela um repórter – e, provavelmente, não irá ajudá-la a construir um bom caráter. É um crime e espero, sinceramente, que alguma medida judicial seja tomada a respeito. (vídeo aqui)
Não existem repórteres-mirins, como não existem médicos-mirins, advogados-mirins e engenheiros-mirins.
Existem, sim, cretinos adultos.
E, a estes, dedico o meu desprezo e a minha repulsa, como cidadão e como jornalista.
Leandro Fortes
No CartaCapital
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Eduardo Galeano – O direito ao delírio

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FHC na ABL

Sempre tive uma grande dificuldade para entender o que faz uma figura pública, ainda mais se intelectual ou artista popular, querer entrar para a Academia Brasileira de Letras.
O ridículo das vestes, o minueto social das tertúlias autobajulatórias, o chá no país do cafezinho e, sobretudo, a falta de representatividade por abrigar, sem critério ou mérito, uma profusão de ditadores, políticos e jornalistas sem o mínimo talento e em alguns casos - como os de Getúlio Vargas e Merval Pereira - até sem obra publicada levam-me a questionar o porquê de gente séria e talentosa de quando em quando se candidatar à instituição.
Ganhos indiretos
Senti uma dor no coração quando meu ídolo dos tempos de faculdade Nelson Pereira dos Santos vestiu o fardão e aboletou-se à cadeira número sete. Mas, embora não assuma publicamente, o veterano cineasta tem razões objetivas e insuspeitas para agregar-se à ABL: em um país em que a cultura dos diplomas ainda prolifera e que a produção cinematográfica encontra-se na mão dos diretores de marketing das empresas, a condição de acadêmico o credencia junto aos donos do poder e o ajuda a levantar fundos para os projetos pessoais que deseja realizar. (Note-se o absurdo de o mais longevo e mais prolífico dos cineastas brasileiros, reconhecido internacionalmente, ser, com mais de oitenta anos, obrigado a passar o pires quando quer abordar temas que não interessam ao poder.)
Mas, à revelia das exceções e casos especiais, continuo custando a entender porque pessoas inteligentes, brilhantes e informadas – como o filósofo, poeta e letrista Antonio Cícero, o compositor Martinho da Vila e o ensaísta Muniz Sodré, para citar três dentre tantos exemplos possíveis – almejam (ou almejaram um dia) a condição de imortal de academia. Apego à tradição e à simbologia? Ambição desmedida? Vaidade?
De Machado a FHC
Essa reflexão acerca da ABL veio no bojo do anúncio da candidatura do ex-sociólogo e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso à instituição. Não restam dúvidas de que, comparado a alguns de seus futuros colegas de chá, o atual candidato tem, efetivamente, uma obra a apresentar, representada por sua contribuição à formulação da Teoria da Dependência, que, a partir dos anos 60, procurou explicar as relações entre metrópole e colônia a partir de uma confluência entre o legado weberiano e a releitura de Marx.
É forçoso notar, no entanto, que se trata de um arcabouço teórico que envelheceu mal, tendo sido desautorizado pelo próprio FHC, tanto em declarações ("esqueçam o que eu escrevi") quanto nas ações que tomou como presidente da República, ao abraçar o mais desbragado neoliberalismo.
Candidato único
Isso reforça a impressão de que, para além da contradição de se nomear para uma academia de letras alguém que pediu que esquecessem o que escreveu, a motivação para tal nomeação tem pouco ligação com seu legado intelectual e tudo a ver com o que oferece em termos de projeção midiática e o que significa em termos de gesto político.
É o ex-presidente, – que, num exemplo de seu espírito democrático, só aceitou candidatar-se se não houvesse concorrência passível de derrotá-lo -, e não o escritor, quem assoma à academia e à ribalta pública, a vaidade repressada no fardão como em um espartilho e a bajulação de uma dúzia de pseudointelectuais fazendo as vezes do reconhecimento popular que os brasileiros lhe negam. É altamente significativo das intenções políticas da candidatura que o ingresso de Fernando Henrique na ABL se dê no momento mesmo em que seu legado sai do anonimato forçado a que os candidatos tucanos o relegaram na última década e volta, através da candidatura, por ele impingida, de Aécio Neves à Presidência.
Luzes da ribalta
A mídia, evidentemente, vibra com a possibilidade mais manchetes positivas relativas a um de seus ídolos. Antes mesmo da confirmação da candidatura já pululavam nos portais notícias sobre o novo imortal - contrapostas a manchetes negativas sobre Lula e Dilma, como é de praxe.
Porém a inação do governo Dilma em relação à mídia e a teimosia em continuar enchendo as burras das grandes publicações enquanto a imprensa alternativa agoniza desautorizam a repetição ad infinitum das queixas contra a mídia e a vitimação do governo petista – já se passou tempo suficiente para saber que é este mesmo seu modus operandi e, há dez anos no Planalto e com ampla aprovação popular, o governo Dilma tem poder mais do que suficiente para enfrentá-la, prestando um favor à democracia.
Prefere, porém, a inação e o silêncio, entrecortado de frases acacianas de efeito. Talvez ainda mais misterioso do que compreender as razões que levam um artista ou pensador de qualidade a almejar uma vaga na ABL seja entender o porquê dessa recusa do governo petista em fazer valer a Constituição no que concerne a mídia e comunicação no país. Ou não, pelo contrário?
Maurício Caleiro
No Justiceira de Esquerda
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Uma “ménage” a FHC, membre de “l’Académie Française des Lettres”


“Os Mulheres Negras” – “Purquá Mecê”

Pour quoi monsieur vous mangé les oiseaux ?
Mangé voulá voler
Mangez aussi les petites oiseaux
Tu mange tu voler
Aujourd’hui j’ai mangé trois tucanos

Pour quoi, monsieur, pourquoi ?
Mangé les tucanos ???

Le fleur, les animaux
Travaux de nos bon dieu !

(tradução)

Purquá mecê foi comê o passarinho?
Eu quis voá, já voei, agora vô
Coma também um pequeno passarinho
Come que vai voá

Só hoje cedo eu já comi uns três tucano

Purquá, mecê, purquá ???

comê o tucano?

A flor, o animá
Trabalhos do senhor !!!

No PTrem das Treze
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Charge online - Bessinha - # 1740


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